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Morto Com Um Beijo (Um Mistério de Lacey Doyle — Livro 5)

Morto Com Um Beijo (Um Mistério de Lacey Doyle — Livro 5)

Автор Fiona Grace

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Morto Com Um Beijo (Um Mistério de Lacey Doyle — Livro 5)

Автор Fiona Grace

Длина:
278 страниц
3 часа
Издатель:
Издано:
5 нояб. 2021 г.
ISBN:
9781094354590
Формат:
Книга

Описание

“Muito divertido. Recomendo fortemente este livro para a biblioteca permanente de qualquer leitor que aprecia um mistério muito bem escrito, com algumas reviravoltas e uma trama inteligente. Você não vai se decepcionar. Uma excelente forma de passar um fim de semana frio!”
--Books and Movie Reviews, Roberto Mattos (sobre Assassinato na Mansão).

MORTO COM UM BEIJO (UM MISTÉRIO DE LACEY DOYLE — LIVRO 5) é o quinto livro da nova e charmosa série de mistério que começa com ASSASSINATO NA MANSÃO (LIVRO 1), um best-seller número um com mais de 100 avaliações de cinco estrelas – e grátis para baixar!

Lacey Doyle, 39 anos e recém-divorciada, fez uma mudança drástica: ela abandonou a vida agitada de Nova York e se estabeleceu na pitoresca cidadezinha de Wilfordshire, no litoral inglês.

Durante um passeio romântico pelo interior inglês, Lacey tira a sorte grande em uma feira de antiguidades e esbarra em um achado impressionante. Suas expectativas estão altas quando ela coloca a peça como tema central de seu próximo leilão.

Mas, com o fim do verão se aproximando, dois grandes apostadores chegam à cidade para disputar a relíquia, com egos tão grandes quanto suas carteiras. Quando um deles vence, mas perde o leilão por um detalhe técnico, o caos se instala. Tudo só piora quando um dos dois aparece morto.

Lacey se vê na maior luta de sua vida para salvar seu negócio e sua reputação – e, com a ajuda de seu adorado cão, solucionar a misteriosa morte.

O Livro #6 da série estará disponível em breve!
Издатель:
Издано:
5 нояб. 2021 г.
ISBN:
9781094354590
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Morto Com Um Beijo (Um Mistério de Lacey Doyle — Livro 5) - Fiona Grace

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MORTO COM UM BEIJO

(UM MISTERIO DE LACEY DOYLE — LIVRO CINCO)

FIONA GRACE

Tradução por Thais Souza

Fiona Grace

A escritora estreante Fiona Grace é autora das séries OS MISTÉRIOS DE LACEY DOYLE, que inclui nove livros (e contando), MISTÉRIOS EM UM VINHEDO NA TOSCANA, que inclui três livros (e contando), MISTÉRIOS DA BRUXA DÚBIA, que inclui três livros (e contando) e MISTÉRIOS DA CONFEITARIA À BEIRA-MAR, que inclui três livros (e contando).

Fiona adora ouvir a opinião de seus leitores, então visite www.fionagraceauthor.com para ganhar e-books de graça, saber as últimas novidades e manter contato.

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Copyright © 2020 por Fiona Grace. Todos os direitos reservados. Exceto como permitido pelo Ato de Direitos Autorais dos EUA, publicado em 1976, nenhuma parte deste livro pode ser reproduzida, distribuída ou transmitida em qualquer formato ou por qualquer meio, ou armazenada num banco de dados ou sistema de recuperação, sem permissão prévia da autora. Este eBook está licenciado apenas para uso pessoal. Este eBook não pode ser revendido ou doado a outras pesoas. Se você quiser compartilhar este eBook com outra pessoa, por favor, compre uma cópia adicional para cada indivíduo. Se você está lendo este livro sem tê-lo comprado, ou se não foi adquirido apenas para seu uso, por favor, devolva-o e compre seu próprio exemplar. Obrigado por respeitar o trabalho da autora. Esta é uma obra de ficção. Nomes, personagens, empresas, organizações, lugares, eventos e incidentes são produto da imaginação da autora ou usados de forma fictícia. Qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, é mera coincidência. Foto da capa: Helen Hotson, todos os direitos reservados. Usada sob licença da Shutterstock.com.

LIVROS DE FIONA GRACE

MISTÉRIOS DE LACEY DOYLE

ASSASSINATO NA MANSÃO (Livro 1)

MORTE E UM CÃO (Livro 2)

CRIME NO CAFÉ (Livro 3)

VISITA FORA DE HORA (Livro 4)

MORTO COM UM BEIJO (Livro 5)

ÍNDICE

CAPÍTULO UM

CAPÍTULO DOIS

CAPÍTULO TRÊS

CAPÍTULO QUATRO

CAPÍTULO CINCO

CAPÍTULO SEIS

CAPÍTULO SETE

CAPÍTULO OITO

CAPÍTULO NOVE

CAPÍTULO DEZ

CAPÍTULO ONZE

CAPÍTULO DOZE

CAPÍTULO TREZE

CAPÍTULO QUATORZE

CAPÍTULO QUINZE

CAPÍTULO DEZESSEIS

CAPÍTULO DEZESSETE

CAPÍTULO DEZOITO

CAPÍTULO DEZENOVE

CAPÍTULO VINTE

CAPÍTULO VINTE E UM

CAPÍTULO VINTE E DOIS

CAPÍTULO VINTE E TRÊS

CAPÍTULO VINTE E QUATRO

CAPÍTULO VINTE E CINCO

CAPÍTULO VINTE E SEIS

CAPÍTULO VINTE E SETE

CAPÍTULO VINTE E OITO

CAPÍTULO VINTE E NOVE

EPÍLOGO

CAPÍTULO UM

Lacey pendurou a última moldura na parede do corredor de teto baixo do chalé e deu um passo para trás para admirar seu trabalho.

– Pronto! – ela disse, orgulhosa de seu mais recente projeto faça você mesmo.

Chester, seu pastor inglês, estava sentado pacientemente ao seu lado. Ele latiu.

– Obrigada – Lacey disse, sorrindo para ele. – Ficou mesmo ótimo, não ficou?

Recentemente, Lacey tinha investido em várias pinturas antigas para decorar sua casa. Foi inspirada pela decoração da casa de um colecionador de antiguidades que conheceu nas férias, cuja casa lindamente decorada havia a feito perceber a deficiência deplorável de seu próprio chalé no que diz respeito a um toque pessoal. Ela também tinha ganhado um dinheiro após a venda de uma moeda rara do Império Romano (por um montante tão alto que fazia seus olhos lacrimejarem e ela quase ficava constrangida em admitir). Depois de colocar metade do dinheiro em um fundo para a faculdade de seu sobrinho, Frankie, pagar boa parte da hipoteca e comprar um presente de agradecimento para sua amiga Gina (um sistema hidropônico sofisticado para sua estufa), Lacey prontamente começou a esbanjar em sua casa. Sua primeira compra foi uma passadeira para o corredor, uma genuína relíquia de Amritsar, na Índia, em tons vermelhos terrosos e terracota, que um dia já tinha adornado o corredor de um hotel em Nova Deli. Depois, ela passou a adquirir obras de arte para as paredes – uma pintura a óleo do século XIX de John William Gilroy, mostrando um barco de pesca na costa; um lindo retrato de azaleias de Francis B. Savage; e uma paisagem pintada por Harry Williams, datada de 1860. Ainda havia um grande espaço vazio ao lado da enorme janela no patim do segundo andar, mas o Chalé do Penhasco estava finalmente começando a ficar com a sua cara.

Lacey ficou surpresa com o quanto estava diferente de seu velho apartamento em Nova Iorque. Em sua vida prévia como assistente de designer de interiores, ela tinha adotado um estilo minimalista, polido e contemporâneo, portanto era um choque descobrir que seu gosto pessoal, real e desinibido, era essa mistura de chita e outras estampas com pinturas de cores vivas em um chalé antigo e desordenado à beira-mar.

– Acho que já chega por um dia – Lacey disse a Chester. – Mal posso esperar para mostrar ao Tom.

Seu namorado viria visitá-la naquela noite para um encontro romântico mais do que atrasado e Lacey estava muito ansiosa para exibir todas as mudanças que tinha feito na decoração do chalé. O verão de ambos tinha sido inacreditavelmente frenético no trabalho. Tanto a confeitaria de Tom quanto a loja de antiguidades de Lacey se localizavam na movimentada rua alta de Wilfordshire, na Inglaterra, onde a clientela parecia crescer exponencialmente no mesmo ritmo da intensidade da luz do sol. Além do quanto ela e Tom estavam ocupados, a única chance de uma escapadela no feriado prolongado não tinha saído exatamente conforme o esperado. Embora Studdleton Bay tivesse oferecido a Lacey todo o charme do litoral britânico que ela adorava, sua família no encalço e um assassinato durante a visita tinha abafado qualquer romantismo.

Chester trotou atrás de Lacey até a cozinha, suas patas produzindo cliques suaves no piso. O recém-descoberto entusiasmo de Lacey para personalizar seu chalé também estava à mostra aqui, em toda sua glória. Inspirada pela coleção de louças do idoso avaliador de antiguidades, Lacey tinha decidido começar a colecionar xícaras de chá. Afinal, nada representava mais sua nova vida inglesa do que uma xícara de chá e Tom possuía uma coleção de bules de chá, então eles combinavam. Até agora, ela tinha reunido um total de três xícaras: uma icônica xícara Wedgwood estilo renascença na cor creme com a borda dourada, com o pires combinando; uma xícara inglesa Queen Anne com estampa rosa fúcsia; e uma xícara irlandesa Belleek com uma textura que imitava uma concha do mar nas cores creme, amarelo e verde claro. Elas estavam à mostra com orgulho em uma prateleira recém-instalada – uma linda relíquia feita a partir de um velho leito de trem e metal exposto. Ela a encontrara em um ferro-velho durante uma de suas viagens com Gina a Spitalfields Market, em Londres, para reposição de estoque.

Naquele momento, ouviu uma batida da porta dos fundos. Já que a única pessoa que tinha acesso àquela parte da propriedade de Lacey era Gina – sua vizinha, funcionária, mãe substituta e melhor amiga em Wilfordshire –, só podia significar que era ela.

Chester começou a latir, ansioso e animado, enquanto Lacey foi até a porta dos fundos estilo celeiro, abrindo a parte superior. Puxou-a para dentro, revelando o rosto sorridente de Gina.

As bochechas de Gina estavam rosadas, seus cabelos grisalhos amontoados no topo da cabeça em um coque bagunçado. Ao lado dela, sua pastora inglesa, Boudica, sentava-se obediente, ofegante no calor do verão.

– Acabou de voltar do passeio? – Lacey perguntou.

Chester imediatamente começou a latir em resposta à palavra com pê.

– Ops, desculpe, garoto. Não estou falando de você – Lacey disse a ele, acariciando sua cabeça. Depois, para Boudica, disse: – Imagino que você quer água?

Destrancou a metade inferior da porta e Boudica entrou saltitante na cozinha, como se fosse a dona do lugar. Prontamente começou a tomar água na tigela de Chester como se também fosse a dona. Chester foi até ela, abanando o rabo e farejando ao redor, feliz com a visita da melhor amiga, ainda que ela estivesse o ignorando completamente, monopolizando a vasilha de água.

Lacey também estava feliz por ver sua melhor amiga. Não passou pela sua cabeça perguntar à Gina por que ela tinha vindo sem avisar. Estava tão acostumada a passar a maior parte de seu tempo com a mulher mais velha que parecia completamente natural que ela aparecesse em sua cozinha de repente. Por isso, surpreendeu-se quando Gina disse:

– Não quer saber por que viemos aqui?

– Para tomar um café? – Lacey chutou.

Gina meneou a cabeça.

– Chá?

Gina torceu o rosto, expressando que Lacey estava chegando mais perto.

Long Island Iced Tea? – Lacey disse, sugerindo o coquetel bem alcoólico pelo qual as duas amigas tinham adquirido um gosto recente.

– Não! Para te entregar isto – Gina abriu um sorriso largo e retirou uma sacola da bolsa, depositando-a no balcão da cozinha. Depois, abriu-a e retirou uma xícara de porcelana.

– Uma Le Creuset! – Lacey exclamou, reconhecendo o design icônico de imediato.

– Bom, eu sei que não é uma relíquia – Gina começou. – Mas...

– É no tom de amarelo que foi descontinuado! – Lacey exclamou.

Gina assentiu.

– Exatamente.

– Ah, Gina! Eu adorei – Lacey ecoou, pegando a xícara e erguendo-a contra a luz, girando-a nas mãos como um diamante precioso. – Sabia que a Marilyn Monroe tinha um conjunto dessas xícaras amarelas que a Sotheby’s leiloou por mais de vinte e cinco mil dólares?

Gina assentiu.

– Claro que sei, querida. Eu trabalho com você.

Lacey corou. Que coisa inusitada para ser uma aficionada! Devia ser assim que Frankie, seu sobrinho obcecado pela Escócia, se sentia toda vez que via alguém de cabelo ruivo.

– Vai ficar linda na minha prateleira – Lacey disse a Gina, apressando-se para adicioná-la à sua coleção. Estava orgulhosa por agora ter quatro! – Pronto. Não está ficando maravilhoso?

– Lindo – Gina disse. Depois, tirou uma garrafa de rum de sua bolsa, seguida por uma de gin, outra de tequila e uma de suco de laranja. – Agora, alguém disse Long Island Iced Tea?

Lacey riu.

– Coquetéis? Bem que eu queria. Mas Tom vai vir para cá hoje. Não seria muito educado ficar bêbada antes dele chegar. Vamos remarcar?

– Vamos – Gina respondeu, começando a devolver as garrafas para sua bolsa mágica. – E logo, enquanto ainda não tem sinal de chuva.

Ela estava certa. O fim do verão tinha sido mais glorioso do que Lacey esperava para a Inglaterra. O velho estereótipo do país cinzento e chuvoso tinha sido desmistificado.

Naquele momento, Lacey ouviu seu celular tocar. Chester latiu, como sempre fazia, caso ela não tivesse ouvido. Ela pegou o celular no balcão e viu a mensagem que vinha de Tom. Seu coração fez o costumeiro tum-turum-tum ao ver o nome de seu amor.

Abriu a mensagem e leu:

Lacey, não vou conseguir estar aí hoje à noite. Surgiu algo no trabalho. Sinto muito! Vou te recompensar, prometo. Te amo. Tom.

– O quê? – Lacey exclamou, seu coração despencando. – Tom está cancelando!

Olhou para Gina, estarrecida. Sua amiga simplesmente retirou a variedade de garrafas de sua bolsa, uma a uma, enfileirando-as sobre o balcão da cozinha.

– Quero o meu duplo – Lacey murmurou.

*

Gina encheu a xícara Le Creuset amarela de Lacey com mais Long Island Iced Tea da jarra, depois pegou sua xícara Wedgwood dourada e creme do pires e a levou aos lábios. Elas estavam sentadas à mesa ao lado da grande janela saliente na cozinha, assistindo ao pôr-do-sol atrás dos penhascos.

– Você nunca me contou o que aconteceu com a pista de Canterbury – Gina disse, olhando para Lacey solenemente. – Levou adiante?

Com a menção à Canterbury, o estômago de Lacey afundou. Recentemente, tinha feito algumas incursões para rastrear seu pai há muito tempo desaparecido, Francis, ou Frankie para os amigos. Ela vinha seguindo pistas desde que se mudou para Wilfordshire, o local com sua última lembrança de seu pai sendo feliz, durante suas férias muitas luas atrás. Seguindo rastros de uma variedade de contatos no mundo das antiguidades, ela descobriu que seu pai tinha criado raízes na cidade inglesa de Canterbury em algum momento nas últimas duas décadas, enquanto esteve ausente da vida dela. Lacey não sabia ao certo quando tinha sido, embora as pistas parecessem sugerir que ele estivera lá recentemente, possivelmente ainda trabalhando como antiquário, talvez até mesmo com uma nova loja aberta.

A ação mais lógica, é claro, seria dirigir até Canterbury, entrar na primeira loja de antiguidades que achasse e começar a fazer perguntas. Porém, ao invés disso, ela tinha pisado no freio. Tinha outras coisas que precisava fazer – vender a moeda, cuidar de seu negócio, decorar sua casa –, mas Lacey sabia, em seu coração, que estava apenas inventando desculpas. E se ela fosse até Canterbury só para descobrir que seu pai não estava mais lá? Ou pior, e se descobrisse que ele criou raízes, que construiu uma vida inteiramente nova e confortável sem ela?

– Não deu em nada – Lacey mentiu. A última coisa que precisava era da persuasão lisonjeira de Gina. Por mais que amasse a mulher, ela nem sempre era a pessoa mais paciente do mundo e Lacey precisava de mais tempo para processar tudo aquilo.

Gina afagou sua mão.

– Sinto muito, querida. Com sorte você vai encontrar outra pista logo.

Lacey sentiu-se mal por mentir, mas forçou um sorriso nos lábios.

– Talvez seja para melhor. Estou com muitas coisas na cabeça no momento.

– Está falando do Tom? – Gina incitou.

Lacey soltou um suspiro melancólico.

– Sinto que, desde aquele primeiro mês, eu desci na lista dele de prioridades – ela lamentou, aflita. Estava um pouco embriagada e, ao gesticular, derramou um pouco do coquetel da xícara no piso da cozinha. Imediatamente, Chester e Boudica começaram a se empurrar para ver quem conseguiria lamber.

– Mas e o feriado? – Gina perguntou. – Com certeza ele não teria reservado a viagem se você não fosse a prioridade dele.

– Nem me fale desse feriado! – Lacey exclamou. – Você sabe que a nossa primeira viagem romântica foi um desastre total.

– Sei que acabou sendo um desastre, mas obviamente não era a intenção de Tom. Todas aquelas pistas que ele te mandou, a pousada no farol que ele reservou. Não são ações de alguém que não te considera uma prioridade.

Lacey deu uma golada em seu drink. Gina provavelmente tinha razão, mas ela queria se agarrar à sua irritação mais um pouquinho.

– E, de todo modo – Gina continuou –, também não é como se ele fosse sua prioridade o tempo todo.

– Ah é? – Lacey desafiou. – O que quer dizer com isso?

– O Chalé de Suzy – Gina disse, sobrancelhas erguidas. – Durante todo o período em que trabalhou na decoração, você não teve tempo para ninguém. Inclusive para mim.

– Por favor – Lacey bufou. – Não vamos desenterrar essa velha discussão outra vez. Estou precisando do seu apoio incondicional agora, Gina, e não de um sermão.

– Sou sua amiga – Gina disse, afagando sua mão com afeição e insistência em igual medida. – Significa que eu te falo as duras verdades sobre você mesma e te mantenho na linha. E, nessa situação, acho que tanto você quanto Tom têm muitas coisas acontecendo. Priorizar seus negócios ao invés de priorizar o outro é razoável. Afinal de contas, seu negócio é para sempre.

Lacey fez uma pausa conforme absorvia as palavras de Gina. Depois, cruzou os braços.

– Está insinuando que nosso relacionamento é temporário?

– Só estou dizendo que ainda é uma relação nova e... – Gina parou sua frase no meio.

– Continue – Lacey disse. – É nova e...

Gina hesitou. Em seguida, soltou:

– Vocês não são o primeiro relacionamento pós-separação um do outro? Quero dizer, ele está alguns anos à frente em termos de divórcio, mas você acabou de assinar a linha pontilhada dos seus papeis de divórcio, se bem me recordo.

Lacey torceu os lábios.

– David e eu nos separamos meses antes do divórcio ser finalizado. E eu também não sou a primeira relação do Tom após a separação. Teve a Taryn entre a ex-esposa e eu. – Ela bufou. – Nós estamos muito apaixonados.

– Estão? – Gina disse, soando surpresa.

– Sim! – Lacey exclamou. – Dissemos isso um ao outro depois de Dover.

A mudança de Gina foi instantânea.

– Nesse caso, isso muda tudo! Qual o sentido de estar em um relacionamento se vocês não são a prioridade um do outro?

A reviravolta completa dela fez Lacey ficar tonta. Ou talvez fosse o Long Island Iced Tea.

– O ponto – Lacey disse – é que tenho esperança de que isso seja uma anomalia temporária. Em duas semanas, a temporada do turismo acaba e devemos ter mais tempo para nos ver.

Gina recostou-se e tomou um gole de seu coquetel, um sorriso travesso nos lábios.

– E isso, querida – ela disse –, é o que chamamos de psicologia reversa.

Lacey, dando-se conta do que Gina tinha feito, revirou os olhos.

– Muito bom – ela disse, seca.

Mas apreciava aquilo. Gina tinha sido capaz de virar a conversa do avesso, colocando-a na posição de defender seu relacionamento.

Gina parecia profundamente orgulhosa de si enquanto completava os drinks.

– Portanto, você só precisa passar por mais uma semana de verão. E, já que é a mais movimentada, vai acabar em um piscar de olhos e tudo voltará a ser como era.

– Por que é a mais movimentada? – Lacey perguntou.

– Por causa do festival.

– Que festival?

– O Festival Equestre de Verão! – Gina exclamou. – Não me diga que ninguém te contou sobre ele! É o ponto alto do calendário de Wilfordshire.

Lacey deu de ombros. Estava completamente perdida. Gina começou a explicação:

– É quando um bando de aficionados por cavalos vem passar a semana em Wilfordshire. Muitos negócios da região podem até dobrar o faturamento só nessa semana!

– E o que significa um bando de aficionados por cavalos?

– Criadores, comerciantes, jóqueis, a coisa toda. O tipo de pessoa que usa chapéus fascinators, igual a realeza. Que anda de Rolls Royce. Que compra pôneis para os filhos, mas paga o filho de alguém pobre para limpar a sujeira!

Lacey recostou-se na cadeira e considerou. Pessoas ricas aficionadas por cavalos. Talvez fosse uma oportunidade para ganhar um bom dinheiro. Com mais um leilão, talvez? Seu leilão com temática náutica foi um sucesso. Um com a temática equestre também seria popular?

– Quando você disse que o festival começa? – perguntou à Gina.

– Começa na semana que vem – a mulher confirmou.

Um pequeno sorriso cruzou os lábios de Lacey.

– Nesse caso, é melhor eu começar o planejamento.

CAPÍTULO DOIS

– É só isso? – Gina perguntou, espiando por cima do ombro de Lacey para ver o bloco de notas diante dela na mesa, cheio de anotações rabiscadas. – O seu grande plano?

Era a manhã seguinte à noite anterior de bebedeira; as duas mulheres estavam na loja de antiguidades, fazendo o máximo para

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