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Universidade Estadual do Maranhão Centro de Ciências Tecnológicas Curso Engenharia de Produção Disciplina Mecânica dos Sólidos Professor Carlos Marinho

DEFLEXÃO DE VIGAS E EIXOS

Ana Paula Mendes Cód.: 101k129

Bernardo Gonçalves Júnior Cód.: 101k228

Emanoel Marques Cód.: 091k214

Marcelo Pestana

Cód.: 101k128

Michel de Oliveira Cód.: 111K110

São Luís MA

2012

Ana Paula Mendes Cód.: 101k129

Bernardo Gonçalves Júnior Cód.: 101k228

Emanoel Marques Cód.: 091k214

Marcelo Pestana

Cód.: 101k128

Michel de Oliveira Cód.: 111K110

2
2

DEFLEXÃO DE VIGAS E EIXOS

Trabalho

desenvolvimento

para

obtenção

da

3 a

nota

da

disciplina

Mecânica

dos

Sólidos,

ministrada

pelo

prof.

Carlos

Marinho.

São Luís MA

2012

3

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO

4

2. LINHA ELÁSTICA

4

3. RELAÇÃO MOMENTO-CURVATURA

6

4. INCLINAÇÃO E DESLOCAMENTO PELO MÉTODO DA INTEGRAÇÃO

DIRETA

8

5. MÉTODO DA SUPERPOSIÇÃO

13

6. MÉTODO DAS FUNÇÕES DE DESCONTINUIDADE

17

7. CONCLUSÃO

22

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

22

4

1. INTRODUÇÃO

Normalmente é preciso estabelecer limites para o valor da deflexão que uma viga ou um eixo podem suportar quando submetidos a cargas. O interesse da determinação da deflexão, em uma viga sujeita a um determinado carregamento, está no fato de que as especificações do projeto de uma viga incluem um valor máximo admissível para esta deflexão.

A ação de forças aplicadas provoca deflexão do eixo de uma viga em relação a

sua posição inicial. Devido a isto, deve-se freqüentemente limitar os valores de deflexão de maneira a impedir desalinhamentos em elementos de máquinas, e deflexões

excessivas de vigas em prédios na construção civil. A determinação da máxima deflexão flexional e inclinação em eixos são de extrema importância, visto que a excessividade das mesmas pode resultar na falha do sistema mecânico. Existem diversos métodos para determinar a deflexão e a inclinação em pontos específicos de vigas e eixos. Os métodos analíticos incluem o método da integração direta, método da superposição e o uso de funções de descontinuidade. O objetivo deste trabalho é apresentar estes métodos.

2. LINHA ELÁSTICA

O diagrama de deflexão do eixo longitudinal que passa pelo centróide de cada

área da seção transversal da viga é denominado linha elástica. Ao fazer o digrama é necessário saber como os vários tipos de apoio limitam a inclinação ou deslocamento. Em geral, os apoios que resistem a forças, como um pino, limitam o deslocamento e os que resistem a momento, como uma parede, limitam a rotação ou a inclinação, bem como o deslocamento. Na Figura 1 tem-se dois exemplo típicos de linhas elásticas de vigas (ou eixos) com carga.

como o deslocamento. Na Figura 1 tem-se dois exemplo típicos de linhas elásticas de vigas (ou

Figura 1

5

Caso a linha elástica da viga seja difícil de traçar, sugere-se desenhar primeiramente seu diagrama de momento fletor. A convenção de sinal estabelecida é mostrada na Figura 2 abaixo, o momento fletor interno positivo tende a curvar a viga com a concavidade para cima (Figura 2a), enquanto que o momento fletor negativo tende a curvá-la com a concavidade para baixo (Figura 2b).

tende a curvá-la com a concavidade para baixo (Figura 2b). Figura 2 Dessa forma, se o

Figura 2 Dessa forma, se o diagrama de momento fletor for conhecido, será mais fácil construir a linha elástica; por exemplo, considere a viga da Figura 3a e seu diagrama de momento fletor, mostrado na Figura 3b abaixo. Devido aos apoios de rolete e de pino, o deslocamento em B e D deve ser nulo. Na região de momento negativo, AC (Figura 3b), a linha elástica deve ser côncava para baixo; n região de momento positivo, CD, ela deve ser côncava para cima. Portanto, deve haver um ponto de inflexão no ponto C, onde a curva muda a concavidade de cima para baixo, uma vez que se trata de um ponot em que o momento fletor é nulo. Com base nesses fato, a linha elástica da viga é desenhada em escala exagerada na Figura 3c.

fletor é nulo. Com base nesses fato, a linha elástica da viga é desenhada em escala

Figura 3

6

Deve ser observado que os deslocamento ∆ A e ∆ E são especialmente críticos. No ponto E a inclinação da curva elástica é nula, logo a deflexão da viga deve ser máxima. O fato de ∆ E ser realmente maior que ∆ A ou não, depende das intensidade de P 1 e P 2 e da localização do rolete em B.

3. RELAÇÃO MOMENTO-CURVATURA

Primeiramente, para deduzir a relação entre o momento fletor interno da viga e o raio de curvatura ρ da linha elástica em um determinado ponto requer o uso de três coordenadas. Como mostra a Figura 4a, a o eixo x e positivo para a direita, ao longo do eixo longitudinal da viga, incialmente reto; ele é usado para localizar o elemento infinitesimal que tem largura não deformada dx. O eixo v é positivo para cima a partir do eico x; ele mede o deslocamento do centróide da área da seção transversal do elemento. Finalmente uma coordenada y é usada para especificar a posição de uma fibra no elemento da viga; ela é positiva para cima a partir do eixo neutro, como mostra a Figura 4b.

para cima a partir do eixo neutro, como mostra a Figura 4b. Figura 4 Em seguida,

Figura 4 Em seguida, limita-se a análise a um caso bem comum: uma viga incialmente reta deforma-se elasticamente pelas cargas aplicas perpendicularmente ao seu eixo x, localizado no plano de simetria xv da área da seção transversal. Devido ao carregamento, a deformação da viga é provocada tanto pela força de cisalhamento interna como pelo momento fletor. Se a viga tiver comprimento muito ma ior que sua

7

altura a maior deformação será provocada pela flexão e, portanto, concentra-se a atenção em seus efeitos. Quando o momento fletor interno M deforma o elemento da viga, o ângulo entre as seções transversais torna-se dθ (Figura 4b). O arco dx representa a parte da linha elástica que intercepta o eixo neutro em cada seção transversal. O raio de curvatura desse arco é definido como a distância ρ, medida do centro de curvatura O´ para dx. Qualquer outro arco do elemento estará sujeito a uma deformação normal. Por exemplo, a deformação no arco ds, localizado a uma distância y do eixo neutro, é ϵ = (ds´ – ds)/ds. No entanto, ds = dx = ρdθ e ds´ = (ρ – y)dθ, assim, ϵ = [(ρ – y)dθ – ρdθ] / ρdθ, ou:

Se o material é homogêneo e comporta-se de maneira linear-elástica, aplica-se a lei de Hooke (ϵ = σ/E). Além disso, aplica-se a fórmula da flexão, σ = -My/I. Combinando essas duas equações e substituindo-as na Eq. (1), tem-se:

Em que M é o momento fletor interno da viga no pronto em que ρ deve ser determinado; E é o módulo de elasticidade do material; e I é o momento de inércia da viga calculado em torno do eixo neutro. O produto EI na Eq. (2), denominado rigidez à flexão, é sempre uma quantidade positiva. O sinal de ρ depende, portanto, da direção do momento fletor. Como mostra a Figura 5, quando M é positivo, ρ prolonga-se para cima da viga, isto é, na direção positiva de v; quando M é negativo, ρ prolonga-se para baixo da viga, ou na direção negativa de v.

positiva de v; quando M é negativo, ρ prolonga -se para baixo da viga, ou na

Figura 5

8

4. INCLINAÇÃO E DESLOCAMENTO PELO MÉTODO DA INTEGRAÇÃO DIRETA

A linha elástica de uma viga é expressa matematicamente como v = f(x). Para

obter essa equação, deve-se primeiro representa a curvatura (1/ρ) em termo de v e x. Segundo os livros de cálculo, essa relação consiste em:

Substituindo na Eq. (2), tem-se:

A Eq. (3) representa uma equação infinitesimal não-linear de segunda ordem.

Sua solução, denominada elástica, dá a forma exata da linha elástica, admitindo-se, naturalmente, que as deflexões da viga ocorram somente devido à flexão. Por meio da matemática superior, foram obtidas soluções da elástica apenas para casos simples de geometria e carregamento de vigas.

A fim de facilitar a solução de um número maior de problemas de deflexão, a

Eq. (4) pode ser modificada. A maioria das normas de projeto da engenharia especifica os limites de tolerância e estética das deflexões e, como resultado, as deflexões da elástica para a maioria das vigas e dos eixos formam uma curva rasa. Consequentemente, a inclinação da curva elástica determinada por dv/dx é muito pequena e seu quadrado desprezível em comparação com a unidade. Portanto, a curvatura pode ser aproximada por 1/ρ = d 2 v/dx 2 . De acordo como essa simplificação, a Eq. (4) pode ser escrita como:

Também é possível escrevê-la de duas formas alternativas. Se diferenciarmos cada lado da equação em relação a x e substituirmos V = dM/dx (cisalhamento em cada ponto = declive do diagrama de momento em cada ponto), tem-se:

(

)

Diferenciando novamente e usando w = dV/dx (intensidade da carga distribuída em cada ponto = declive do diagrama de cisalhamento em cada ponto), tem- se:

9

(

)

Na maioria dos problemas, a rigidez à flexão é constante ao longo do comprimento da viga. Logo, os resultados anteriores podem ser reordenados da seguinte forma:

A solução de qualquer uma dessas equações requer integrações sucessivas para

se obter a deflexão v da linha elástica. Em cada integração é preciso introduzir uma

„constante de integração‟ e depois resolver todas as constantes para obter a solução única de um problema em particular.

Ao aplicar as Eq. (8), (9) e (10), é importante usar os sinais adequados para M,

V e w, como estabelecido pela convecção de sinal usada na dedução dessas equações

(ver Figura 6a). Além disso, lembre-se de que a deflexão positiva v é para cima e, como consequência, a inclinação positiva do ângulo θ é medida no sentido anti-horário a partir do eixo x, que, por sua vez, é positivo para a direita. A razão de tal condição é mostrada

na Figura 6b; neste caso, os aumentos positivos dx e dv em x e v dão origem ao aumento de θ no sentido anti-horário. Por outro lado, se x positivo for orientado para a esquerda, então θ será positivo no sentido horário (Figura 6c).

lado, se x positivo for orientado para a esquerda, então θ será positivo no sentido horário

Figura 6

10

As constantes de integração são determinadas pelo cálculo das funções de cisalhamento, momento fletor, inclinação ou deslocamento em certo ponto da viga no qual o valor de tal função seja conhecido. Esses valores são chamados condições de contorno. Várias condições de contorno possíveis usadas com frequência para resolver problemas de deflexão de vigas (ou eixos) estão relacionadas na Tabela 1 abaixo.

de vigas (ou eixos) estão relacionadas na Tabela 1 abaixo. Tabela 1 Se uma única coordenada

Tabela 1

Se uma única coordenada x não puder ser usada para expressar a equação da inclinação ou da linha elástica, então devem ser usadas condições de continuidade para calcular algumas constantes de integração. Portanto, para determinar a inclinação e a deflexão da viga (ou do eixo) pelo método da integração direta, usa-se o seguinte procedimento:

1. Lina Elástica a. Desenhar uma vista exagerada da linha elástica da viga. Lembrar que ocorrem inclinação e deslocamento nulos em todos os apoios fixos e ocorre deslocamento nulo em todos os apoios de pino e de rolete.

11

b. Estabelecer os eixos de coordenadas x e v. O eixo x deve ser paralelo à viga sem deflexão e pode ter origem em qualquer ponto ao longo dela, com sentido positivo tanto para a direita como para a esquerda.

c. Se estiverem presentes diversas cargas descontínuas, estabelecer coordenadas x que sejam válidas para cada região da viga entre as descontinuidades. Escolher as coordenadas de modo que simplifiquem o trabalho algébrico subsequente.

d. Em todo os casos, o eixo v associado positivo deve ser orientado para cima.

2. Função do Carregamento ou do Momento Fletor

a. Em cada região em que haja uma coordenada x, expressar a carga w ou o momento fletor M em função de x.

b. Em particular, supor que M sempre atua na direção positiva ao aplicar a equação de equilíbrio de momento fletor para determinar M = f(x).

3. Inclinação e Linha Elástica

a. Desde que EI seja constante, aplicar tanto a equação de carga, Eq. (8), que requer quatro integrações para obter v = v(x), como a equação de momento, Eq. (10), que exige apenas duas integrações. É importante incluir em cada integração uma constante de integração.

b. Calcular as constantes usando as condições de contorno para os apoios e as condições de continuidade que se aplicam à inclinação e ao deslocamento nos pontos em que as duas funções se encontram. Uma vez que as constantes estejam determinadas e substituídas nas equações da inclinação e da deflexão, podem-se determinar a inclinação e o deslocamento em pontos específicos da linha elástica.

c. Verificar graficamente os valores numéricos obtidos comparando-os com o desenho da linha elástica. Observar que os valores positivos da inclinação serão no sentido anti-horário se a direção do eixo x for positiva para a direita, e no sentido horário se a direção do eixo x for positiva para a esquerda. Em qualquer caso, o deslocamento positivo é para cima.

Exemplo:

A

viga em balanço mostrada na Figura 7 está submetida a uma carga vertical P

na

exterminada. Determinar a equação da linha elástica. EI é constante.

12

12 Solução: Figura 7 Linha Elástica – A carga tende a defletir a viga como mostra

Solução:

Figura 7

Linha Elástica A carga tende a defletir a viga como mostra a figura acima. Por inspeção, tem-se que o momento fletor interno pode ser representado em toda a viga por meio de uma única coordenada x. Função do Momento Fletor Pelo diagrama de corpo livre, com M atuando na direção positiva (Figura 8), tem-se:

M = Px

na direção positiva (Figura 8), tem-se: M = – Px Figura 8 Inclinação e Linha Elástica

Figura 8 Inclinação e Linha Elástica Aplicando a Eq. (10) e integrando duas vezes, tem- se:

Para condições de contorno dv/dx = 0 em x = L e v = 0 em x = L, as Eq. (b) e (c) tornam-se:

13

Assim, C 1 = PL 2 /2 e C 2 = PL 3 /3. Substituindo esses resultados nas Eq. (b) e (c) com θ = dv/dx, tem-se:

5. MÉTODO DA SUPERPOSIÇÃO

A equação diferencial Eq. (8) satisfaz os dois requisitos necessários para a aplicação do princípio da superposição de efeitos, ou seja, a carga w(x) relaciona-se linearmente à deflexão v(x) e supõe-se que ela não altere significativamente a geometria original da viga ou do eixo. Como resultado, as deflexões de uma série de cargas separadas que atuam sobre uma viga podem ser superpostas. Por exemplo, se v 1 for a deflexão de uma carga e v 2 a deflexão de outra, a deflexão total para ambas as cargas atuando juntas é a soma algébrica v 1 + v 2 . Usando resultados tabelados para vários carregamentos de viga, como os mostrados nas tabelas 2 e 3 abaixo, ou aqueles encontrados em vários manuais de engenharia, é possível determinar a inclinação e o deslocamento em um ponto de uma viga sujeita a diversos carregamentos diferentes adicionando algebricamente os efeitos de seus vários componentes.

14

14 Tabela 2

Tabela 2

15

15 Tabela 3 Exemplo: Determinar o deslocamento no ponto C e a inclinação no apoio A

Tabela 3 Exemplo: Determinar o deslocamento no ponto C e a inclinação no apoio A da viga mostrada na Figura 9. Considerar EI constante.

16

16 Solução: Figura 9 O carregamento pode ser separado em duas partes como mostra a Figura

Solução:

Figura 9

O carregamento pode ser separado em duas partes como mostra a Figura 10 abaixo.

ser separado em duas partes como mostra a Figura 10 abaixo. Figura 10 Assim, determina-se o

Figura 10 Assim, determina-se o deslocamento em C e a inclinação em A aplicando as tabelas acima a cada parte. Para a carga distribuída:

Para a força concentrada de 8kN:

17

O deslocamento total em C e a inclinação em A são as somas algébricas desses

componentes. Então:

6. MÉTODO DAS FUNÇÕES DE DESCONTINUIDADE

As funções de singularidade são excelentes para manejar descontinuidades,

sendo que sua aplicação é uma simples extensão do método da superposição. Podem simplificar bastante os problemas estaticamente indeterminados.

O método das funções de singularidade consiste em criar uma equação global de

momento fletor para a viga, e a partir dela determinar a deflexão e a inclinação da viga. Primeiro, adota-se uma origem, que deve ser fixa, e todas as equações de momento devem partir dela. No último ponto, a equação de momento inclui todos os termos, e esta equação é que será utilizada. Assim obtém-se uma equação diferencial que

relaciona momento fletor e deflexão. Depois, integra-se a equação diferencial uma vez para obter a equação da inclinação, e duas vezes para obter a deflexão (a inclinação é a derivada primeira da deflexão em relação a posição). Considere o exemplo da Figura 11: uma viga de comprimento L, biapoiada, submetida a um carregamento qualquer. Define-se a equação de momento fletor para a viga, com a origem em “a”.

a um carregamento qualquer. Define-se a equação de momento fletor para a viga, com a origem

Figura 11

18

Trecho ab:

M R

1

.

x

q

1

.

x

²

2

; 0 ≤

x

≤ L

A partir da equação de momento basta utilizarmos a equação diferencial conhecida para determinarmos a deflexão y em qualquer x da viga, sabendo que as condições de contorno são obtidas fazendo y = 0 nos apoios.

E

.

I

.

d

²

y

dx ²

 M

Porém, há uma restrição na determinação desses parâmetros: Conforme as funções de singularidade, deve-se utilizar corretamente os termos obtidos, pois foi utilizada uma única equação, que por sua vez se originou de vários termos, que por sua vez tinham restrições. Por exemplo, considere a viga e o carregamento a seguir (Figura 12):

considere a viga e o carregamento a seguir (Figura 12): Figura 12 Para este carregamento, podemos

Figura 12 Para este carregamento, podemos desenvolver as seguintes equações:

Trecho ab:

 

M

R .x

1

Trecho bc:

 

M R

1

.

x P

1

.(

Trecho cd:

M R

1

.

x P

1

.(

x

2)

;

0 ≤

x

x 2)

;

.(

P x

2

≤ 2

2 ≤

5)

x

;

≤ 5

5 ≤

x

≤ 7

Observe que a terceira equação (do último trecho) engloba as equações do primeiro e do segundo trechos. Assim, podemos considerá-la como a equação global de momento fletor da viga, com a ressalva de utilizarmos, no cálculo da deflexão, o

19

segundo termo apenas para valores de x maiores do que 2 e o terceiro termo apenas para valores de x maiores do que 5, conforme as funções de singularidade. A equação do primeiro trecho vale para todos; a equação do segundo trecho só não vale para o primeiro, e assim por diante. Por isso, quando há carga distribuída no início da viga, é necessário completar o carregamento até o final, pois o termo que o carregamento distribuído gera deve valer até o final. Observe o exemplo (Figura 13):

gera deve valer até o final. Observe o exemplo (Figura 13): Figura 13 Para este carregamento,

Figura 13 Para este carregamento, temos as equações (origem em a):

Trecho ab:

M

R

1

.

x q

1

x ²

.

2

;

0 ≤

x

≤ 4

O carregamento distribuído acaba em x = 4m, porém este termo valerá até o final dos cálculos, por ser o primeiro trecho. Assim, deve-se completar o carregamento até o final da viga, e deve-se também colocar o carregamento oposto ao que foi adicionado, para que o resultado do carregamento seja equivalente ao original, ou seja, adiciona-se e retira-se a mesma carga como artifício de cálculo.

Trecho bc:

 

M

R

1

.

Trecho cd:

M

R

1

.

x

q

1

x

x ²

.

2

q .

1

x ²

2

q .

1

(

x

4)²

2

q .

1

(

x

4)²

2

P

1

.(

x

;

4 ≤

6)

x

;

≤ 6

6 ≤

x

≤ 8

Esta última equação é a que representa o momento fletor para este carregamento, claro que obedecendo as restrições das funções de singularidade. Obedecendo essas restrições, basta substituir x nas equações de deflexão e inclinação para determiná-las.

20

Exemplo : Para a viga de 10 m submetida a uma força F=100 kgf, determinar as deflexões nas seções A, B (seção de entalhe) e C, assim como seus ângulos de

inclinação, sabendo que

/

0,1m

I

1

cm

²

4

e I

2

0,2m

4

.

Dados

E

2,1.10

6 kgf

cm ² 4 e I 2  0,2 m 4 . Dados E  2,1.10 6

Solução:

Figura 14

Reações de apoio no engaste: a força vertical é igual a F = 100 kgf e M = 1000 kgf.m Equação de momento fletor: há uma única para a viga:

M 100.x 1000

[kgf.m]

Como I varia com x, precisamos determinar a função

E

d

²

y

dx ²

M

I

x

x

podermos utilizar a relação

x

.



Trecho AB:

M

100

x

1000

I

0,2

Trecho BC:

M 1000

100.

x

500.

5000

;

1000.

10000

I 0,1

0 ≤ x ≤ 5

; 5 ≤ x ≤ 10

M

I

x

, para então

Existe uma descontinuidade no ponto x=5, como podemos ver no gráfico. Necessita-se, então, expressar de forma única essa função, utilizando funções de singularidade:

21

21 M I  500. x  5000  500.( x  5) Figura 15 

M

I

500.x

5000

500.(x

5)

Figura 15

5000.(x

5)

0

1000.(x

5)

7500.(x

M

I

x

500.

x

5000

2500.(

x

5)

0

Resolvendo a equação diferencial:

500.(

x

5)

5)

0

d ² y M E .     500.  5000  2500.(
d
² y
M
E
.
 
  500.  5000  2500.(  5)  500.(  5) 
x
x
x
0
x
dx ²
I
dy
 E
.
 
250.x²
5000x
2500.(x
5)
250.(x
5)²
C
dx
1
(1)
dy
0  
0
C 1 
0
Mas como
dx
x 
250. ³
x
250.(
x 
5)³
 E y
.
(
x
)
 
2500. ²
x
1250.(
x
5)²
 C
3
3
2
(2)
y (0)
  C 
0
0
2
Mas como

Substituindo os valores de x de B e C nas equações 1 e 2 :

y

B 0,0248

m

y C 0,089 m

;

;

B

C

8,929.10

3

14,881.10

3

rad

rad

22

7. CONCLUSÃO

No presente trabalho foi mostrado alguns dos diversos métodos para determinação da deflexão flexional e inclinação para eixos escalonados sujeitos há um ou mais carregamentos. Em projetos de eixos, dentre as diversas restrições que são impostas para que o eixo possa trabalhar nas condições de operação necessárias, uma delas é a relação da máxima deflexão flexional admitida e também para a máxima inclinação permitida para o eixo. Por esses motivos que se torna necessário a determinação da deflexão flexional e da inclinação do eixo. Através da utilização dos métodos da energia, superposição e singularidade, chegamos aos mesmos resultados, verificando-se assim que qualquer um dos métodos pode ser aplicado, e que, dependendo da situação, um método em particular será de mais fácil utilização.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEER, F.P. e JOHNSTON, JR., E.R. Resistência dos Materiais. 3.º Ed., Makron Books, 1995.

HIBBELER, R.C. Resistência dos Materiais. 5.º Ed., Editora Pearson Prentice Hall,

2004.

PROENÇA, A. R.; OLIVEIRA, G. A. e GOULART, G.R. Métodos de determinação de deflexão flexional e inclinação: Aplicação em viga escalonada. Uberlândia, 2010.