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a 8 ESTADO DO PARA. PROCURADORIA GERAL DO ESTADO PROCURADORIA FUNDIARIA EXCELENTISSIMOS SENHORES MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL A EXCELENTISSIMO SR. MINISTRO RELATOR ‘SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Coordenadoria de Protocolo @ Baiva de Processos 22/03/2005 14:03 29519 HAT O ESTADO DO PARA, pessoa juridica de direito pliblico interno, através da Procuradoria Geral do Estado, pelos Procuradores que esta subscrevem, nos autos da ACAO DIRETA DE INCGNSTITUCIONALIDADE no. 3239, que move injustamente o PARTIDO DA FRENTE LIBERAL, apresentar PEDIDO DE INTERVENCAO “AMICUS CURIAE”, na forma do art. Art. 7°, § 2° da Lei 9.868, de 10 de novembro de 1999, tempestivamente, conforme as razdes e fundamentos que "passa a expor. ESTADO DO PARA PROCURADORIA GERAL DO ESTADO PROCURADORIA FUNDIARIA 4, RESUMO DA DEMANDA “QO PARTIDO DA FRENTE LIBERAL - PFL, ajuizou perante este Supremo Tribunal Federal Acao Direta de Inconstitucionalidade com fundamento no art. 103, inciso VIII e 102, inciso I, alineas “a" e "p", da Constituigdo Federal e na lei n.o 9.868, de 10 de Novembro de 1999, contra o Decreto n.o 4,887, de 20 de novembro de 2003, que ‘regulamenta o procedimento para identificagao, reconhecimento, delimitacdo, demarcagéo e titulac¢do das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos.' de que trata o art. 68 do Ato das Disposicées Constitucionais Transitérias". Em sintese alega a inconstitucionalidade formal, pois a matéria nao poderia ser regulamentada via Decreto, pois nao encontra sustenta¢go no art. 84, VI, do texto constitucional, pois o ato hormativo ora contestado refoge a matéria de que trata o mencionado dispositivo, pois disciplina direitos e deveres entre particulares e administragéo publica, define os titulares da propriedade das terras onde se localizavam os quilombos, disciplina procedimentos de desapropriagao e, conseqiientemente, importa aumento de despesa, bem como, por que pretende regulamentar direta e imediatamente Preceito constitucional, e ndo meramente dispor sobre a organizacao ESTADO DO PARA PROCURADORIA GERAL DO ESTADO PROCURADORIA FUNDIARIA intestina da administracéo, deveria, exigir a mediag’o de instrumento legistativo. Alega, ainda, que seria inconstitucional o Decreto n° 4.887/2003, caso as terras ocupadas por remanescentes das comunidades quilombolas localizem-se em area de dominio particular, pois caberia ao INCRA proceder a sua desapropriacdo, conforme dispde o seu art. 13, pois ante o enunciado constante do art. 68 do ADCT, descabe ao Poder PUblico desapropriar a area, visto que a propriedade decorre diretamente da Constituicdo. Por fim, ataca de inconstitucional o Decreto n° 4.887/2003 por eleger como critério essencial para a identificac3o dos remanescentes titulares do direito a que se refere o art. 68 do ADCT a auto-atribuicdo, pois o texto regulamentar resumiria a rara caracteristica de remanescente das comunidades quilombolas numa mera manifestacéo de vontade do interessado, conforme disciplinado no seu art. 2°. Requereu liminar cautelar que nao foi deferida e por fim © julgamento da acao para ser declarado inconstitucional o Decreto n. 4.887/2003.