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A Nave de Concreto

por Marinho Telles

As velas so os braos do Poeta Navega a nave dos concretistas Singrando asfalto Aportando praas Cabeleira loura ao vento, sameando versos Distribuindo poemas Na praa Como o Grande Mestre distribuindo po A ddiva recebe a multido Canto que alimento de Lindolf Bell As palavras so sabres, Faca Fere a alma Sangra coraes Abafa a revolta Porm redime, Cicatriza A nave se arrasta pelas ruas

Anda pelas caladas Invade templos e fbricas Catequisando nscios e sbios, Cultos e laicos E coomo Cristo falando aos discpulos Nesta plide o poeta Iosito Aguiar, Um dos seus fiis escudeiros Deixo o caminho da Faculdade de Direito do Largo So Francisco Ali moraram os poetas condoreiros e os romnticos trgicos Paro na Praa A nave navega sobre o Viaduto do Ch e ali aporta e nela embarco O tronar da poesia na voz de Lindolf Bell Se espalha planfetrio pelo povo No posso faltar Faculdade Deixo o happinning catequtico potico, Catequisado levando comigo uma flor de concreto Viscosa e frtil Envolta num manto de magia Nem muito Cabraliana, De rios de mangues e cantes servilhanos De paisagens severinas De vernissage de Mir

Mas rastilho vivo De uma grande exploso potica.

(Homenagem aos poetas concretistas de minha gerao (anos 70) idealizadores do Movimento conhecido como Catequese Potica)