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O Direito 4 Educacao na Constitui¢ao Federal de 1988 e seu restabelecimento pelo sistema de Justica Romualdo Portela de Oliveira Faculdade de Caucagie, Univesidace de S30 Paulo Irabalho aureseat ate ns XX! Revie Anual da ANPED, Caxambu, setemivo de 199, basen a tse de doutoremonto do autor inutulada “Educaeao e cidadania fe Diveto 3 telucagéo na Constiuicso de 1988 da Republica Federative de Wrasi’ A declaragio do Direito & Fdueagao € parti Qularmente derathada na Constituigo Federal (CF) dda Repablica Federativa do Brasil, de 1988, repr: sentando um salto de qualidade com relagao a le isla2o anterior, com maior previsio da redagdo ‘edetalhamento,intruduzinda-se, até mesmo, os ins- teumentos juridicos para a sua garantia. Entretan: to, 0 acesso, a peemangncia e o sucesso na escola urdamental continuam como promessa ni efeti- ‘vada. Comparagies intemacionais do perfil de sco. laszagio da popalagio apresentam o Brasil com um dos puotes desempentos do mundo. Apenas 22% dos ingressantes eoncluem 0 ensino fundamental de ‘ito anos ¢ apenas 39% atingem a "série. © ubjetive deste trabalho € analisar a deci «casio do Direita a Educagio na CFIS8, 0 snes introdurids para a sua efetivasio e «fo do sistema de Justiga (Poder Jadiiario, Promo. ica) neste mister pra restahelecer tal Dircito quando negado pela agi ou omissio de Poder Public. toria de Justiga, Defensoria P 1 CL UNIGEE, 1994, p. 70-1, 1995, 9.723, Levanda em conta a precisio. abrangéneia da Dieclaraco do Diteito 4 Edueagio na CF, realize se uma pesquisa paca verificar se tal Declarayio havia propiciado melhores comdigives para se e- gir a efotv sleste Direito na hipdtese de sere ‘conter av sistoma de Justia. Buscousse arrolar pro cessos concea 0 Poder Piblico o trata dispensaclo pelo Poder Judicistio.® © Direlto a Educagi0 na Constituigio de 1988, A declaracio do Direito a Educagdo aparece no artigo 6°: “Sao direitos socais a educag, [| 1a forma desta Consticuigao”, onde pela primeira erbnce ues evn cont par far locas wucstes insigadora desta pious ears epee ocomportamento di none stem de asks fla jurinpr ‘Séxcid norie-amencena, que detdeo cox Brown vB of cate (1954) em sido or rec ixportante pra Angarantia deigualdade de con digs de acess 3 eds Ch Hellman, 196t; Wilkinson UI, 1973; ¢ Mors, 1989. vex em nossa historia Conseitucional expliitase a dclaragio dos Direitos Socials, destacandovse, com prinvazia, a educacao. [Na artigo 205, afiema-se: “A educagio, diel to de todos e dever do Estado ¢ da familia.”? No, 206, especifica-se que: “O ensino seri minisceade ‘com base sis seguintes principios: [| IV gratai- dade do ensino piblico nos estabelecimentos of ciais™, Inovase a formulagio da gratuidade, asse {guranclo-a em todos os niveis na rede pica, am- pliando-a pata v ensino médio, tratada nas Cons iuigdes anteriores como exeegio e, para oensina superior, nunca contemplada em Cartas anteriores. © artigo que detalha 6 Direito a Fducagio & © 208. formulade nos seguintes rermos (0 dever do Esta para conta edveagtot sek lewsad mediante a garni de: 1 sensing Fudamcntal, obra € gratin, inclusive pra ox que ale ao tiverem aces ma id de piri 1 progress exe sraaidade ao ensino més’ t-atendioentseducacional expaciaiade aon poreadores de defini, preferencialmente na eede repulo de easno: (-ataimentemerechee eb esesh eran ‘8s deze seis as de dads a posgiss eda crag acti, segundo a capacie ae de cada Us brigatoriedade scea 45 nite mais eevadot do ensinoy Vi- ete de ening notarno cepa dean dh conde do daca LVI -atendimente a0 decade, no casino fur- lent aeavesde programas supemencaces de mae * Este artigo eas 0 dever do Esta na gaan «a educags, com no texto de 1968. ‘Para Cunha (1988p. 41), 0 004 precisosera “ens so" por expla © que Cespatin da inustuigao eel. * AtimendsConsisionaln” 14 desremivede 1996, alerou esta rego pors “progressive wniverahagio do csi neo rai”, ass Yor nese ‘era eidstico escola, ranopore,alimentegio 38 sitens sade A primeira novidade aparece no incisal, a0 _peecisar que o dever do Estado para com 0 ensino ‘estende-se mesmo aos que “a ele no tiveram aces ‘0 na idade propria”, Este texto aperfeioa os de 1967/69, que especificavam a gratuidade ¢ a obri sgatoriedade dos 7 aos 14 anos, criande a possi: dade dese restingir 0 atendimento aos individnos fora desta faixa eeiria. Avanga, também, ao espe- cificar © atendimenro dos que no mais se encon: tram na idade considerads “ideal” paca o ensino fundamen No inciso I, retoma-se um aspecto importante do texto de 1934, que aponea a perspectiva de “pro: ‘eresiva extensio da gratuidade e obrigatoricdide do ensino médio”.§ Este dispositive cexquaciv ‘0 debate sobre esse nivel de ensino para alérn a polaridade ensino propedé iéta era ampliar o periodo de gratuidade/obrigs toriedade, tornando-o parte do Diteto 3 Fdveagi, a tondéncia mundial, decorremte do aumento des equisitos formais de escolarizagso para wm proex- © produtivo ereseentemente auromatizadd. Pit camente todos 0s paises desenvolvidos tniversli- zaram 0 ensinu medio on esto em via de Lado ‘A Emenda Constitucional n° 14, de serembeo de 1996, alterou a redagie do is 20 para “progressva universalizayi do ensino me dio gratuito”. Esta alteragio torna menos elativo © compromise do Excado na incorporagie furura deste nivel de ensino & educagio compulséiria. t= tetanto, tem pouen efeito pratico, wma ver que 9 ico x profissionsl, A igo I deste art- “No artign 150, parigeafe ic, alinon"b” dos to de 1934, estbelece se, entre as moras ue o Plan No ional de Fuca deveria era "tend rate 4 doemsineedcativo ulterior 40 pmo, fine ar mais agen. 7 GE Cay, 1991, «Veloso, 1991. CEA sua mania da fac, WI, 9. 64-80 TOA 1S, 92667 6725. onan v9 NE (Pine Fc dh Conch ete GR 6 se etablecnent pn sea Ae ign demente deterrminaate da expansso deste nivel de seer a regularizagio do fuxo no ensine fanda- mental ea conseqiente pressio popular para asa expansio. | preserigin do inciso MI, “atendimento espe sislinado aos portadores de deficiéncia preferen= siolmente a ree regula deensino” especifica ama rientago mais geral em que se prioriza 0 atendi- mento dos portadores de necessidades educativas cspecias na rede regular de ensino. ‘Oinciso LV afizma 0 “atendimeato em creche epedaewola is eriangas de 7eroa seis anos de ida de" ald da extensio do Direito a Fdueagio aessa faixa etivia, abrese a possibilidade de ennsider’ In tazendo parte da edacagio “bisiea”. Com isco, pove-se incoxporar este nivel de ensine 20 sistema regular,” exigindo, portanto, sua regulamentagio normatizagio na legislagio educacional comple- rmentar, 0 que ndo ocosria ms vighncia da Consti twisie anterior, pois este nivel de ensino era “lis veo"! Ourra conseguéneia & a mudan op ‘tendé-las somo instiuigdes edueativas¢ nao de as: sinténeia social, Entctante, hi i pretleta tie retamente gerado por esse process: ao se incorpy: ‘ar este nivel de ensino au sistema educacional, 3 sadas de dc ereches ¢ préscolas, passandorse # en despesas decoreentes passam a ser consi ‘manutengio e desenvolvimento do ens que, 26 mesmo tempo, se aporte um pereentual 1 de impostos para a educagio, tes nsia ayravada pelo FUNDEE (Lei 9424/96), que concentra recursos no ensine fundamental © inciso Vi, “oferta de ensinio norueno regu lar, adequad is condigées de cada un", express da rece "CE Maru 1987 3,5, 11S eS sca uaa dcuosy os death da nosie de sistema de osm e sta senveiuagdo vee Savant 1983) € ouwsitors 159 Ewin live” opoese 3 “eine fia ou ofa Ina sipnticnd eno mo reulamentad pela ee fag30 eluant oe on présente, 2 20-60: Inn a ecobo expurcivan ea de qualifies profesional spd (eabelereir. taupe, dagrala ee o reconhecimenta de dever do Estado pars cum o ensino noturno, dispositive de urande eelevincia, pois garante, a0 jove € a0 adulto trabslhagor. possiblidade de {reqitentar o ensine regu, alem e espoeficata necessidade de adequaco deste en sino “as condigdes de cada can” ( snciso VI ata do “arendiments 20 eam do, no ensiny fundamental, através de peogamas suplementares de mareral diditico eseolar, rans pote, tos anteriores, esta prescricio era remietida para a parte de assisténeia an estudante, Incusporaese 30 rol de deveres do Estado eelativos & garantie do Direito 4 Educagio, pois, para parvelas significa tivas do alunado, tas sevigos sto prérequisitos para a freqignciaa escola, Tem-sereorizide sobre ‘a ncvessdade de uma efeiva concopyte de urate cde que comport tas encargos: Melchior (197%, p. 202} formulowa nogio de “gratuidade ava agua cm qu alésr da escola gratuita, o Estikr arantiria estes servicos, chogando se mesni0 a bolsasalirin que rem cebidos” pelos ettudantes."> A gicantia constitu sional desteservigos, ainda. texto constitucional sea inipiente, posiilit pliara lura pela sua efervacio, podenda, fucura ‘mente, serem ampliados deforma a aharear om st {iio mio roeebides (Os principais mecanionos destin deta thar e reforgara impostincia da deelaragiv Go De eito& Educagio na Caria Magna sio os tris par sralos do artigo 208, © § J" afirma que: “O acess0 a0 ensinw fan lamental € dieito piblice subjetivo". Este rec tnhecimento poups longa discussio juridia, presen te mas obras de comentaristas da Cunsttuigie dle caso e asistencia 3 salle", Nos cex- 08 "aabitis 16 fortslagie sa "ECL Saga, IN, Pee, L9H Moras, 1997; Sposio, 198 "Sohal 1967, p45 en ature soe casos ntieosda edie formula vomits des ny ‘soxecrbido, que¢ onli queoemtalane dens derme- beracird exolacmstinvindse nor cunporad.