Вы находитесь на странице: 1из 18

Universidade Iguaçu

Data: 22 de maio de 2009


Professor: Siqueira
Alunas: Viviane Pereira larosa e Viviane da Silva Januzzi
Curso: Farmácia Turno: Tarde Período: 2º

Trabalho de Química Analítica Qualitativa

Assunto: Solução Tampão

Soluções Tampão

Uma solução tampão, solução tamponada ou simplesmente


tampão é aquela solução capaz de manter aproximadamente constante
o valor do seu pH quando é adicionado à ela um ácido ou base ou
quando uma diluição ocorre. Podemos dizer que a concentração do íon
Hidrogênio não sofre grandes alterações devido à adição de substâncias
ácidas ou básicas. Embora haja outros tipos de solução tampão, estas
soluções são constituídas geralmente de uma mistura de um ácido fraco
e sua base conjugada (exemplo: ácido acético e acetato de sódio), ou da
mistura de uma base fraca e seu ácido conjugado (exemplo: amônia e
cloreto de amônio). Resumindo a solução tampão pode ser constituída
de um ácido fraco e um sal solúvel de mesmo ânion que esse ácido e as
constituídas por uma base fraca e um sal solúvel de mesmo cátion que
essa base.
Vejamos como ocorre o efeito tampão nesses dois casos.
Considere, por exemplo, uma solução tampão constituída de ácido
acético (ácido fraco), e acetato de sódio (sal solúvel):

Na solução - tampão formam–se dois equilíbrios distintos: 1º


equilíbrio:ionização do ácido fraco (pequena):
2º equilíbrio: dissociação do sal (grande):

O ânion acetato do sal (ânion comum) faz com que o 1º equilíbrio


se torne ainda mais deslocado no sentido de diminuir a ionização do
ácido.
♦ Adição de uma base forte à solução–tampão; por exemplo, KOH (aq).
Dissociação da base forte (grande):

Diminuindo a concentração de íons H3O1+(aq) no equilíbrio, haverá um


deslocamento no sentido de aumentar a ionização do ácido e, desse modo, a
variação de pH da solução (se houver) será muito pequena pois a concentração
de íons H3O1+(aq) em solução permanece praticamente constante.
Devemos observar, porém, que a adição sucessiva de pequenas
quantidades de base forte irá deslocar o 1º equilíbrio continuamente no sentido da
ionização do ácido fraco e, em determinado momento, todo o ácido terá sido
ionizado. Nesse momento cessa o chamado efeito tampão.
♦ Adição de um ácido forte à solução – tampão; por exemplo, HCL (aq)..
Ionização do ácido forte (grande):

Como o ácido acético é um ácido fraco, concluímos que o ânion acetato


possui grande afinidade pelo próton, H1+, do íon hidrônio, H3O1+(aq).
Na solução, há grande quantidade de ânions acetato liberados pelo sal,
acetato de sódio, no 2º equilíbrio . Desse modo, ocorrerá a seguinte reação:
Isso significa que o aumento de íons H3O1+(aq) em solução provoca um
aumento proporcional de moléculas de ácido acético, e a variação de pH (se
houver) será muito pequena.
A adição sucessiva de pequenas quantidades de ácido forte acabará em
certo momento consumindo todo o ânion acetato fornecido pela dissociação do sal
no 2º equilíbrio. Nesse momento, cessa o efeito tampão da solução.
Considere, agora, por exemplo, uma solução tampão constituída de
hidróxido de amônio (base fraca) e de cloreto de amônio (sal solúvel):

O efeito tampão de uma solução desse tipo é análogo ao da solução do


item anterior.
1º equilíbrio: dissociação de base fraca (pequena):

2º equilíbrio dissociação do sal (grande):

♦ Adição de uma base forte à solução-tampão; por exemplo, KOH (aq)


Dissociação de base forte (grande):

Como o hidróxido de amônio é uma base fraca, concluímos que o cátion


amônio possui grande afinidade pelo íon OH1-(aq).
Na solução, há grande quantidade de cátions amônio, liberados pelo sal,
cloreto de amônio, no 2º equilíbrio.
Desse modo, ocorrerá a seguinte reação:

Isso significa que o aumento de íons OH1-(aq), devido à adição da base forte
provoca um aumento proporcional de NH4OH(aq) e a variação de pH (se houver)
será muito pequena.
O efeito tampão da solução irá cessar no momento em que todos os cátions
amônio, liberados pelo sal, tiverem sido consumidos.
♦ Adição de um ácido forte à solução–tampão; por exemplo, HI (aq).
Ionização do ácido forte (grande):

Isso faz com que o 1º equilíbrio se desloque no sentido de aumentar a


dissociação da base fraca. Desse modo a variação de pH (se houver) será muito
pequena, pois a concentração de íons OH1-(aq) em solução permanece praticamente
constante.
O efeito tampão da solução irá cessar no momento em que toda a base
fraca tiver se dissociado.
A importância das soluções tampão não está apenas associada ao
uso nos laboratórios de pesquisa. Hoje, o conceito de tampão é aplicado
nas diversas áreas do conhecimento. Bioquímicos utilizam tampões
devido às propriedades de qualquer sistema biológico ser dependente
do pH; além disso, em química analítica e industrial, o controle
adequado do pH pode ser essencial na determinação das extensões de
reações de precipitação e de eletrodeposição de metais, na efetividade
de separações químicas, nas sínteses químicas em geral e no controle
de mecanismos de oxidação e reações eletródicas. A natureza também
utiliza soluções tampão em diversos lugares. Um exemplo de solução
tampão é o plasma sanguíneo dos seres humanos. Assim, muitos
processos industriais e fisiológicos requerem um pH fixo para que
determinada função seja desempenhada. Por exemplo, o sistema
tampão HCO3- – H2CO3 é importante fisiologicamente, uma vez que
controla o transporte de CO2 no sangue e o pH do mesmo.
Na prática todo material vivente depende de enzimas para
controlar e dirigir as reações químicas que são fundamentais à vida das
mesmas. A atividade destas enzimas sustentadoras da vida depende
criticamente do pH.

Organismos vivos estão constantemente entrando em contato com


ácidos e bases, e, para sobreviver, eles devem ser capazes de controlar
o pH das soluções celulares onde se localizam as enzimas.
A nossa corrente sanguínea deve ter um pH apropriado para a
respiração acontecer. Se o sangue não fosse uma solução tamponada,
ninguém sobreviveria após ingerir molho de tomate, suco de maracujá
ou mesmo refrigerante. Esses alimentos são ácidos e
alteram o pH do sangue. Se não existisse solução
tampão a respiração não continuaria acontecendo e o
corpo humano poderia ser levado à morte.
O pH sanguíneo deve ser 7,4 para a respiração
ocorrer. Qualquer alteração no valor desse pH é
rapidamente compensado pelo tampão presente na
circulação sanguínea para que a respiração continue acontecendo.
No caso do tampão presente na circulação sanguínea, o ácido
fraco envolvido e o sal são o ácido carbônico e o bicarbonato. No caso
de excesso do íon H+ o seguinte equilíbrio é deslocado para a esquerda
: H2CO3 = H+ + HCO3-
caso de excesso do íon OH-, o seguinte equilíbrio é deslocado para a
direita :
OH + H2CO3 = H2O + HCO3
- -

Dessa forma, a concentração do íon Hidrogênio é mantida


constante (pH = 7,4) e com isso é possível ocorrer a respiração.
Exemplos de soluções tampões:

• Ácido acético + acetato de sódio


• Ácido bórico + borato de sódio
• Ácido cítrico + citrato de sódio
• Ácido fosfórico + fosfato de sódio
• Amônia + cloreto de amônio

Capacidade de um Sistema Tampão

A quantidade de ácido ou base que pode ser adicionada sem


causar um grande aumento de pH é governada pela capacidade
tamponante da solução. Isto vem determinado pelas concentrações de
HA e A−. Quanto maiores as concentrações, mais ácido ou base forte a
solução pode tolerar.
Esta capacidade se mede pela quantidade de ácido ou base forte
requerida para variar o pH em uma quantidade específica: quanto maior
esta quantidade, melhor será o tampão.
A capacidade tampão (intensidade tampão, índice tampão) de
uma solução se define quantitativamente como: O número de moles (ou
equivalentes) de ácido ou base forte que adicionados a 1L de solução
produzirá uma variação de pH de uma unidade.
Devido a que um tampão resistirá as mudanças de pH só enquanto
exista ácido ou base fraca remanescente para reagir, quanto maior a
concentração dos componentes do tampão, maior a capacidade do
tampão. A capacidade tampão também aumenta quando a razão das
concentrações do par ácido-base se aproxima da unidade.
Não é possível, em geral, termos uma razão de concentrações
maior que aproximadamente 10/1 ou menor que ca. 1/10 e ainda termos
uma quantidade suficiente de um dos componentes do tampão para
reagir com a base ou ácido adicionado.
Tampões

Uma das características de uma curva de titulação ácido fraco-


base forte é um aumento do pH inicial seguido por um intervalo no qual
o pH permanece relativamente constante mesmo que continue sendo
adicionada base. Uma situação semelhante ocorre em curvas de
titulação ácido forte-base fraca: uma queda brusca de pH inicial seguida
por um intervalo no qual o pH permanece relativamente constante.

Em ambos os casos a reposta lenta do pH à adição de ácido


ou base indica a ação da solução tampão.

Tampões em Sistemas Biológicos

As velocidades de reações bioquímicas em plantas ou animais são


sensíveis a variações de pH, ou porque são afetados equilíbrios críticos
ou, mais freqüentemente, porque a velocidade de uma das etapas do
mecanismo de reação é muito alterada pela mudança do pH do meio de
reação. Entretanto, estas variações de pH normalmente não ocorrem em
organismos sadios, porque seus fluidos internos são bem tamponados.
Grandes variações na comida, na bebida e na maneira de viver, embora
produzam mudanças internas consideráveis no corpo afetam muito
pouco o pH do sangue. Até a maioria das doenças provoca mudanças
muito pequenas.
O sangue humano é tamponado por uma série de sistemas,
incluindo:

e
O sistema H2CO3 – HCO3- no sangue é especialmente interessante.
Dióxido de carbono gasoso se dissolve na água, e uma pequena porção,
aproximadamente 1% se combina com a água formando ácido
carbônico, H2CO3.
H2CO3 não pode ser isolado puro,
entretanto em solução comporta-se
como ácido diprótico fraco. A perda do primeiro próton produz o íon
hidrogenocarbonato HCO3- , geralmente chamado pelo seu nome
comum, íon bicarbonato:

Mas o valor de K1 dado aqui reflete a expressão da lei de ação das


massas, na qual a concentração total de CO2 dissolvido, incluindo aquele
que está combinado sob forma de H2CO3, está no denominador:

Como a maior parte de CO2 não está combinado sob forma de


H2CO3, escreve-se normalmente

E o equilíbrio como

Portanto, a adição de CO2 à água produz uma solução ácida, e o


CO2 dissolvido mais o HCO3- constituem um sistema tampão. As células
do corpo humano produzem CO2 , que se dissolve no sangue venoso
retornado ao coração e pulmões. Nos pulmões, parte do CO2 é perdido
por meio da exalação e, assim, o pH aumenta um pouco. Na realidade se
não houvesse outros sistemas tampões no sangue, a mudança de pH
seria excessiva. Normalmente esta variação é pequena. Perda excessiva
de CO2 do sangue pode ser produzida por hiperventilação, respiração
rápida e profunda. Como a respiração é estimulada pela presença de
CO2 dissolvido no sangue, é possível segurarmos a respiração por longos
períodos, mesmo até o inicio do desfalecimento, devido à falta de
oxigênio (aparentemente o acúmulo de CO2 é muito lento para forçar a
respiração). A hiperventilação pode aumentar o pH do sangue de 0.05
unidades, o suficiente para produzir, na melhor das hipóteses, tontura
leve e, na pior, dores fortes no peito, semelhantes às de ataques
cardíacos. O efeito inverso, a diminuição do pH do sangue devido ao
acúmulo de CO2, ocorre às vezes em algumas formas de pneumonia, nas
quais os pulmões começam a falhar. Esta condição chamada acidose,
provoca sérios distúrbios no funcionamento de vários tecidos do corpo
humano.

Exemplo: O sangue humano tem um pH invariavelmente próximo


de 7,4. Calcule a relação [CO2] / [HCO3-] no sangue que apresenta este
pH.
Aplicando a equação de Henderson-Hasselbach , temos:
ou

Tirando os antilogaritimos, obtemos

Como esta relação não é próxima da unidade, o sistema tampão


CO2 – HCO3- sozinho não será bastante eficiente. Na realidade, acredita-
se que a hemoglobina e a albumina são os principais tampões no
sangue.

Curvas de titulação

Um dos procedimentos mais comuns em laboratório é


a titulação, que um pode ser utilizada, por exemplo, para
determinar a concentração de uma solução ácida por meio
da reação com uma solução básica de concentração
conhecida ou vice-versa.
Nesse caso se fizermos um gráfico da variação de pH
da solução-problema em função do volume adicionado de
solução de concentração conhecida iremos obter curvas
características conforme a força do ácido ou da base
envolvidos na reação.
♦ Titulação entre um ácido forte e uma base forte.
A tabela a seguir mostra a variação de pH
observada na solução formada por 25mL de ácido
clorídrico,HCl (aq), de concentração 0,10 mol/L em função do
volume adicionado de solução de hidróxido de sódio NaOH (aq),
0,10 mol/L. Os dados são experimentais:
Conforme os dados da tabela o ponto de equivalência da titulação,
como era de se esperar, ocorre quando são adicionados 25mL de
NaOH(aq).
Como a titulação envolvia um ácido forte e uma base forte, o
ponto de equivalência ocorre em pH = 7, pois o sal formado não sofre
hidrólise.
HCl(aq) + NaOH(aq) NaCl(aq) + HOH(l)

Note que antes e depois do ponto de equivalência há uma


brusca variação de pH ( 2,69 – 7,00 – 11,29 ), porque a solução formada
não apresenta efeito tampão.
Nesse caso, a curva de titulação apresenta o seguinte aspecto:

♦ Titulação entre um ácido fraco e uma base forte.


A tabela a seguir mostra a variação de pH observada na
solução formada por 25mL de ácido hipocloroso, HClO(aq) de
concentração 0,10 mol/L em função do volume adicionado de solução de
hidróxido de sódio, NaOH(aq), 0,10 mol/L. Os dados são experimentais.

O ponto de equivalência da titulação como era de se esperar


ocorre quando são adicionados 25 mL de NaOH(aq).
O ponto de equivalência ocorre em pH > 7; porque o sal obtido
pela reação entre o ácido fraco e a base forte sofre hidrólise, produzindo
solução básica.
HClO(aq) + NaOH(aq) NaClO(aq) + HOH(l)

NaClO(aq) + HOH(l) HClO(aq)


+ Na +1
+ OH 1-
(aq)
A variação de pH não é tão brusca porque a solução formada
inicialmente – ácido fraco, HClO(aq) é sal solúvel, NaClO(aq) – apresenta
efeito tampão.
A adição de pequenas quantidades de NaOH(aq) modifica
pouco o pH porque os ânions hidróxido, OH1-(aq), vão sendo consumidos
pelos cátions hidrônio, H3O1+(aq), liberados na ionização do ácido fraco.
Somente quando todo ácido fraco é ionizado e o efeito tampão
cessa, ocorre uma variação significativa do pH da solução (ponto
equivalência).
Nesse caso a curva de titulação apresenta o seguinte aspecto:

♦ Titulação entre uma base fraca e um ácido forte.


A tabela a seguir mostra à variação de pH observada na
solução formada por 25mL de hidróxido de amônio(aq), NH4OH(aq) de
concentração 0,10mol/L em função do volume adicionado de solução de
ácido clorídrico, HCl(aq)t 0,10mol/L. Os dados são experimentais.

O ponto de equivalência da titulação, como era de se esperar,


ocorre quando são adicionados 25mL de HCl(aq).
O ponto de equivalência ocorre em pH < 7, porque o sal obtido
pela reação entre a base fraca e o ácido forte sofre hidrólise, produzindo
solução ácida.

HCl(aq) + NH4OH(aq) NH4Cl(aq) + HOH


(l)
NH4Cl(aq) + 2 HOH (l)
NH4OH(aq) + H3O1+(aq) + Cl1-(aq)
A variação de pH não é tão brusca
porque a solução formada inicialmente –base fraca, NH4OH(aq) e sal
solúvel NH4Cl(aq) – apresenta efeito tampão.
A adição de pequenas quantidades de HCl(aq) modifica pouco o pH
porque os íons, H3O1+(aq) vão sendo consumidos pelos íons hidróxido
liberados na dissociação da base fraca.
Somente quando toda base fraca é dissociada e o efeito tampão
cessa, ocorre uma variação significativa no pH da solução (ponto de
equivalência).
Nesse caso a curva de titulação apresenta o seguinte aspecto:
Note que no caso de poliácidos ou polibases as curvas de
titulação apresentarão dois ou mais pontos de equivalência (conforme o
caso), que irão ocorrer em pH diferentes e, por isso, necessitarão do uso
de dois ou mais indicadores para serem identificados.
Por exemplo, a titulação de uma solução de ácido carbônico,
H2CO3(aq) com solução de hidróxido de sódio, NaOH(aq) apresenta o
primeiro ponto de equivalência em pH ≅ 8, quando ocorre formação de
bicarbonato de sódio NaHCO3(aq):
H2CO3(aq) + NaOH(aq) NaHCO3(aq) + HOH(l)

O segundo ponto de equivalência ocorre em pH ≅ 12, quando há


formação de carbonato de sódio, Na2CO3(aq) .

NaHCO3(aq) + NaOH(aq) NaCO3(aq) + HOH(l)

A Curva de titulação apresenta então o seguinte aspecto:

Cálculo de pH e de pOH de uma solução – tampão

O cálculo do pH de uma solução-tampão formada por um ácido


fraco HA(aq) e um sal CA(aq) com um ânion A1-(aq) comum foi deduzida pelos
cientistas Henderson e Hasselbach da seguinte maneira:
Equilíbrio de ionização do ácido.
♦ Sendo HA(aq) um ácido fraco (grau de ionização pequeno),
temos:
[HA] ≅ [ácido]
♦ Sendo CA(aq) um sal solúvel (grau de dissociação grande),
temos:
[A] ≅ [sal]

Desse modo, podemos escrever:

Ka = [H3O1+] . [sal]
[ácido]

Aplicando log em ambos os lados da expressão, temos:

Log Ka = log [H3O1+] + log [sal]


[ácido]

Multiplicando a expressão por -1:

- Log Ka = - log [H3O1+] - log [sal]


[ácido]

então pKa = pH - log [sal]


[ácido]

O cálculo do pOH de uma solução-tampão formada por uma base


fraca COH(aq) e um sal CA(aq) com um cátion comum pode ser deduzido de
maneira idêntica a anterior chegando a expressão:

Sendo pH + pOH = pKw ,

então: pOH = pKw – pH


Desse modo: pKw – pH = pKb + log [sal] ,

[ácido]

portanto:
Acidose e alcalose

Todos os fluídos do corpo humano possuem íons hidrônio, H3O1+(aq).


O controle da concentração desses íons é um fator
fisiológico muito importante, pois mesmo as menores mudanças de pH
podem causar profundas alterações nos processos metabólicos,
provocando inclusive a morte do individuo.
Em condições normais, o pH dos líquidos extracelulares fica entre
7,35 e 7,45, mantendo-se aproximadamente em 7,4.
O pH normal do sangue arterial é 7,4 o do sangue venoso e dos
líquidos intersticiais é de 7,35.
A diferença é devida a maior concentração de dióxido de carbono –
que forma o ácido carbônico – existente nos líquidos intersticiais.
Sempre que o pH do sangue arterial estiver abaixo de 7,4,
configura-se um quadro de acidose, e acima desse valor um quadro de
alcalose.
O limite inferior de pH do sangue arterial que uma pessoa pode
apresentar sobrevivendo por tempo reduzido é 7,0; o limite superior é de
≅ 7,8.
O organismo humano possui diversos sistemas de controle para
evitar modificações do pH.
O primeiro é que todos os líquidos orgânicos possuem sistemas de
tampões, que se combinam imediatamente com qualquer ácido ou
qualquer base, evitando alterações acentuadas na concentração de íons
H3O1+(aq).
O processo de tamponagem mais comum envolve o equilíbrio
entre o íon bicarbonato, HCO31-(aq) e o ácido carbônico, H2CO3(aq) :

H3O1+(aq) + HCO31-(aq) 2H2O(l) + CO2(g)

OH1- (aq) + H2CO3(aq) H2O(l) + HCO31- (aq)

Desse modo, é possível manter o pH do sangue praticamente


constante.
Caso o equilíbrio ácido – básico do organismo seja alterado
acentuadamente, ao lado dos tampões é ativada a estimulação do
centro respiratório modificando-se a taxa de ventilação pulmonar.
Quando isso acontece, altera-se a velocidade de remoção do gás
carbônico do organismo até que seja restabelecido o equilíbrio orgânico.
O terceiro sistema para normalização da taxa de íons H3O1-(aq) é
efetuado pelos rins, que podem excretar urina ácida ou básica, conforme
o caso.
Esses sistemas agem com velocidades diferentes: os tampões
entram em ação simultaneamente à ocorrência do desequilíbrio, os
pulmões reagem em alguns minutos e os rins respondem ao
desequilíbrio em algumas horas. Embora a resposta dos rins seja mais
lenta, é a mais eficaz quantitativamente.
Há diversos fatores que podem causar a acidose e a alcalose o
mais comum é de natureza respiratória.
Assim, por exemplo, uma lesão no sistema respiratório, uma
obstrução das vias aéreas, uma pneumonia ou qualquer outro fator que
reduza a transferência do CO2(g) sanguíneo para o exterior podem levar à
acidose respiratória.
Já a alcalose respiratória, bem mais rara, pode ocorrer quando o
organismo é levado para uma grande altitude (ex.: Alpinistas). Nesse
caso, a baixa pressão parcial do gás oxigênio da atmosfera provoca o
aumento da ventilação pulmonar e a perda excessiva de CO2(g)
originando um quadro de alcalose respiratória branda.
Outro fator para o surgimento de desequilíbrio ácido–básico são as
anormalidades metabólicas.
A acidose metabólica pode ocorrer pelo aumento na formação de
ácidos metabólicos, pela adição desses ácidos por via gastrintestinal ou
por sua administração intravenosa. Pode ocorrer, também, por perda
excessiva de álcalis. As condições que provocam esse tipo de acidose
são a diarréia intensa, o vômito freqüente, as doenças renais graves e o
diabetes.
Na diarréia – como a que ocorre em casos de desidratação –, há
uma grande perda de bicarbonato, presente nas secreções
gastrintestinais.
O efeito é tão grave que chega a ser uma das causas mais comuns
de morte em crianças pequenas.
Na acidose urêmica das doenças renais há uma incapacidade de
excretar mesmo as quantidades normais de ácido formadas pelos
processos metabólicos, daí a necessidade de os pacientes se
submeterem a hemodiálise .
No diabetes, a acidose ocorre porque a insuficiência de insulina
impede a utilização de glicose pelo metabolismo. As gorduras
armazenadas são então metabolizadas, substituindo a glicose como
fonte de energia, o que provoca um aumento na concentração do ácido
acetoacético, CH3COCH2COOH, nos líquidos extracelulares, ainda que
certa quantidade seja excretada pela urina.
O principal efeito de acidose é a depressão do sistema nervoso
central. Quando o pH do sangue cai abaixo de 7,0, a pessoa fica
completamente desorientada, podendo entrar em estado de coma.
Já o principal efeito da alcalose no organismo é a
hiperexcitabilidade do sistema nervoso. A excitação é tão intensa que os
nervos respondem de maneira automática e repetida mesmo quando
excitados por estímulos muito abaixo do normal. Os músculos entram,
então, em tetania (quadro clínico de convulsão e rigidez dos membros e
do tronco simulando o tétano).
Em geral, esta aparece primeiro nos músculos do antebraço,
propagando-se, depois, aos outros músculos do corpo. Pacientes em
alcalose intensa podem morrer por tetania dos músculos respiratórios.

Bibliografia:

• Química Geral, segunda edição, volume 2, John B. Russell – Editora


Makron Books
• Completamente Química: Físico-Química / Martha Reis – Editora
FTD

Fontes de Pesquisa na Internet:


http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc20/v20a11.pdf