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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

ESCOLA POLITÉCNICA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA
ENG030 – LABORATÓRIO DE ENGENHARIA QUÍMICA II

RELATÓRIO DE ATIVIDADES DE AULA PRÁTICA

Prática P4 – Determinação da Curva de Vaporização de uma substância pura

Alunos: Ana Caroline Teixeira Trindade Data de realização da 05/05/2009


Antonio José Ferreira Couto Neto atividade:
Gabriel Sahade Data de recebimento
do relatório:
Leila Vianna Chaoui Silva
Miwa Santana Takeda

é a mais adequada para o uso 1. INTRODUÇÃO


O atual relatório apresenta um breve desenvolvimento sobre Curvas de
Vaporização de substâncias puras seguido de uma discussão específica para esse tipo de
diagrama, teórico e experimental, para a acetona. As atividades experimentais foram
realizadas pelo grupo G6 no LABORATÓRIO DO ARMENGUE – BATCAVERNA,
sob a supervisão do Professor Raul San Martin. Apresenta-se em sete tópicos:
introdução, objetivos, fundamentação teórica, materiais e métodos, resultados,
conclusão e referências.

2. OBJETIVO
Levantar a curva de pressão de vapor de uma substância pura.

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A natureza é regida por um conjunto de equilíbrios que impedem variações
bruscas no seu comportamento. Segundo Van Ness, Smith, Abbott, “equilíbrio é uma
condição estática na qual não ocorrem variações das propriedades macroscópicas de
um sistema com o tempo.(...)No entanto, no nível microscópico, as condições não são
estáticas.” Um exemplo de equilíbrio a ser citado é o caso de um sistema isolado
contendo fases líquida e vapor em contato direto, no qual após certo tempo entra em
equilíbrio e não mais se terá variações na composição de ambas as fases, muito menos
da pressão e da temperatura.

Nesse mesmo sistema, contendo as fases fluidas de uma substância pura, a


pressão que o vapor em equilíbrio com a fase líquida exerce sobre a mesma, para uma
determinada temperatura, é chamada pressão de vapor. Aumentando-se a temperatura
desse sistema até que seja alcançado o seu ponto de ebulição, ter-se-á um aumento da
energia cinética das moléculas da fase líquida, sendo que aquelas próximas a interface
superam as forças superficiais e formam a primeira bolha do vapor. Nesse momento,
líquido e vapor são ditos estarem saturados, e a pressão de vapor do sistema é dita
pressão de saturação.

Várias equações tentam prever qual a pressão de saturação de uma determinada


substância pura em uma dada temperatura. Várias equações já foram escritas, entre elas,
estão a de Clapeyron, a de Wagner e a de Antoine, que geral.
lnPsat=A-BT-C Equação 1

As constantes A, B e C são únicas para cada substância e para uma dada faixa de
temperatura. Para a acetona, essas constantes são A=14.3145, B=2756.22 e C=228,060.
Sendo T em °C e P em kPa.

Mudanças de fase de substâncias puras são freqüentemente representados por


diagramas PVT, os quais apresentam de modo tridimensional, variações de pressão,
volume e temperatura que acarretam a mudança do estado de agregação das moléculas.
Na figura 1, está representado um diagrama PVT genérico, em que se especificam as
regiões de diferentes fases, sólido, líquido e vapor. Essa figura mostra uma superfície do
diagrama PVT. Como pode ser visto, tal diagrama não é de tão fácil visualização das
transformações entre as fases e dos estados termodinâmicos.

Figura 1. Diagrama PVT de uma substância pura

Para facilitar a análise da mudança de fase de uma substância pura, trataremos


apenas dos diagramas bidimensionais, Pressão versus Temperatura e Pressão versus
Volume.

3.1- Diagrama P versus T

Na figura 2 abaixo, está representado, de modo genérico, o diagrama de Pressão


versus Temperatura.

É possível observar nessa figura a presença de três regiões, umas para cada
estado físico da matéria. Entre essas regiões, há curvas dadas por A-T, T-B e T-C, as
quais representam as condições de temperatura e pressão em que duas fases coexistem
em equilíbrio, sendo sólido e vapor para A-T, sólido e líquido para T-B e líquido e vapor
para T-C. As curvas A-T e T-C são as curvas de pressão de vapor vs. Temperatura, onde
se caracterizam relações de equilíbrio entre as fases já citadas. Podemos assim chamar
essas curvas:
• A-T: Curva de Sublimação;
• T-B: Curva de fusão;
• T-C: Curva de Vaporização.

Figura 2. Diagrama P versus T

Na figura 2, o ponto T, ponto de intersecção das três curvas, representa o Ponto


Triplo. Para essa condição única de pressão e temperatura, é possível se ter as três fases
de uma dada espécie química coexistindo em equilíbrio.

Mudanças de fases podem ser obtidas a partir de compressões ou expansões


isotérmicas (representadas por linhas verticais) ou ainda por resfriamento ou
aquecimento isobáricos (representados por linhas horizontais). Por exemplo, a partir de
qualquer ponto na região do sólido, diminuindo a pressão isotermicamente cruza-se a
curva de sublimação A-T e o sólido transcende até a região do vapor. Ou ainda, um
líquido pode ser resfriado isobaricamente, cruzando a curva de fusão T-B e passando a
fase sólida.

Em algumas situações a Região do Gás pode apresentar uma região específica


chamada Região do Vapor. Ela se encontra a esquerda da isoterma Tc, e representa um
gás que pode ser comprimido isotermicamente ou resfriado isobaricamente para passar
por uma transformação de fase. Um fluido a uma temperatura acima da crítica é dito
estar supercrítico.

Ainda no gráfico acima, estão sinalizadas as coordenadas Pc (Pressão Crítica) e


Tc (Temperatura Crítica) que marcam o ponto C, o Ponto Crítico. Nesse ponto têm-se
as máximas pressão e temperatura nas quais é possível se ter um equilíbrio
LÍQUIDO/VAPOR de uma substância pura. Coordenadas maiores Pc e Tc se encontram
na chamada Região de Fluido, demarcada pelas linhas tracejadas. Essa região não pode
ser dita nem região do Líquido nem região do Gás. Por definição, a região do fluido é a
zona em que se torna impossível se iniciar uma compressão isotérmica de um líquido
para formar vapor e de iniciar um resfriamento isobárico de um gás para condensá-lo.
Numa transformação que sai do ponto 1 até o ponto 2, tem-se que o líquido já numa
pressão acima da crítica é aquecido até a região de fluido, a partir da qual se diminui a
pressão e a temperatura até chegar ao ponto 2 na fase vapor. Nessa transformação, a
transição de líquido para o gás é gradativa e sem uma etapa de vaporização
propriamente dita.
3.2- Diagrama P versus V

No diagrama Pressão versus Volume molar ou específico, mostrado na figura 3,


é agora analisado a variação do volume de uma substância pura quando submetidas a
variações de pressão e/ou temperatura ou transição de fases. Fazendo uma análise
comparativa com o diagrama da figura 1 se torna notável chamar a atenção para:

1. Enquanto no diagrama P versus T existe curvas (fronteiras) que representam o


equilíbrio entre duas fases, no diagrama P versus V essas curvas se tornam
regiões. Essas regiões são delimitadas por curvas que representam fases únicas;
2. O ponto triplo marcado pelo ponto T na figura 2, no diagrama abaixo passa a ser
uma reta horizontal representada por T-T’, sobre a qual é possível ter as três
fases em equilíbrio, porém as mesma é conferida para uma única temperatura;
3. A temperatura não fica de fora de estudo nesse diagrama. Ela é representada
pelas isotermas, as quais em P versus T seriam representadas por linhas verticais.
A isoterma que passa pelo ponto crítico é a de temperatura igual a critica, sendo
que temperaturas maiores que Tc são mostradas como isotermas acima da
isoterma Tc e vice-versa;
4. O ponto C também representa o ponto crítico. A região para pressões acima da
crítica e isotermas acima de Tc é a região de Fluido. A região do vapor se
encontra nas mesmas especificações esclarecidas para a figura 2, abaixo de Tc.

Figura 3. Diagrama P versus T

Analisando com maior especificidade as regiões do líquido, do equilíbrio


líquido/vapor e do vapor do diagrama acima, ressalta-se a curva ACB quase parabólica.
O segmento AC representa líquido em uma fase única em suas temperaturas de
vaporização. Já no segmento CB se tem vapor numa fase também única em suas
temperaturas de condensação. Dessa forma, líquidos e vapores sobre a curva ACB estão
saturados, e a pressão para esse comportamento é chamada pressão de saturação. Logo,
a curva ACB é a curva de pressão de saturação vs. volume (molar ou específico).

Ainda nessas três regiões, observam-se os três trechos pelos quais as isotermas
subcríticas T1 e T2 passam. O trecho horizontal representa todas as misturas possíveis de
líquido e vapor em equilíbrio para cada temperatura, sendo que o limite esquerdo,
intersecção com a curva A-C, significa líquido puro, enquanto que o limite direito,
intersecção com a curva C-B, vapor puro. O trecho a esquerda do líquido saturado A-C,
é a região de líquido sub-resfriado, que existe sob temperaturas abaixo do ponto de
ebulição, e a esquerda do vapor saturado C-B é a região de vapor superaquecido, que
existe para temperaturas acima da de ebulição para uma dada pressão. Os líquidos sub-
resfriados variam pouco seu volume com a pressão. O oposto ocorre com os vapores
superaquecidos.

4. MATERIAIS E MÉTODOS

4.1- Materiais

1. Balão de destilação
2. Condensadores
3. Vaso de acúmulo do condensado
da fase vapor
4. Ponto de amostragem do
condensado da fase vapor
5. Entrada para termômetro (vedação
com teflon)
6. Ponto de amostragem da fase
líquida
7. Termômetro
8. Agitador com placa de
aquecimento
9. Água de resfriamento da camisa
dos condensadores
10.Gargalo do balão de destilação
11.Tubo de conexão com sistema de
pressão vácuo Figura 4. Diagrama esquemático do
Ebuliômetro de Othmer
4.2- Métodos

No experimento foram obtidos dados do equilíbrio líquido-vapor da acetona


pura a partir do esquema parecido com o demonstrado acima, na figura 4. Para evitar
perdas de calor, o balão de destilação foi parcialmente embrulhado com material
isolante e a entrada do termômetro foi vedada com teflon. O processo de determinação
dos pontos de equilíbrio é bem simples. O balão foi aquecido e então o vapor de acetona
formado circulou pelos tubos até que alcançassem os condensadores. Quando se formou
a primeira gota de líquido, alcançou-se, como esperado, a estabilização da temperatura e
esperou-se certo tempo, aproximadamente 15 minutos, para consolidar a estabilização.
A temperatura oscilava pouco nesse período. No entanto, ainda na primeira medida de
temperatura, percebeu-se que havia duas bolhas de ar no capilar do termômetro. Ainda
assim o experimento prosseguiu, mas com problemas nas medições. Como solução, o
experimento foi realizado em conjunto com o grupo G5.

O tubo de conexão 11 da figura 4 estava conectado a uma bomba de vácuo, que


por estar com os manômetros quebrados, estava por sua vez conectada a um tubo em U
contendo glicerol para medição da pressão barométrica a partir da equação abaixo:

PBar=ρgΔH Equação 2

E assim a pressão absoluta é dada pela soma da pressão obtida pela equação acima e a
pressão atmosférica no local, www.geotecnia.ufba.br.

Para esse experimento teve duas fontes de erros de valia para se ressaltar. A
primeira era a corrente de ar frio que passava pelo balão, vinda do teto do laboratório.
Tal provocava oscilações maiores nos pontos de equilíbrio. A outra é a ausência de
termômetro para medição da temperatura da fase vapor, para um simples efeito de
comparação com a temperatura da fase líquida. Devido ao pouco tempo que sobrou para
a realização da prática, não se aguardou um tempo ótimo para o medição da
temperatura.

5. RESULTADOS
Nesta seção devem ser descritos os resultados de medições e cálculos, nesta
ordem, a menos que a intercalação de resultados de medidas e cálculos contribua para
uma melhor compreensão do trabalho realizado. Também deve ser feita a análise dos
resultados, considerando o objetivo da prática realizada, das dificuldades encontradas,
dos erros eventualmente ocorridos.
Figuras e tabelas devem ser mencionadas no texto antes de aparecerem. Rótulos
e títulos de tabelas são apresentados no alto das mesmas. Já no caso de figuras, esses
dados são indicados abaixo delas. Em gráficos, dados experimentais são pontos e dados
calculados são apresentados como linhas.

6. CONCLUSÃO
Formalmente, esta seção fecha o documento. Depois dela vêm apenas a relação
da bibliografia referenciada e anexos. Então, a conclusão começa de forma semelhante à
introdução. Por exemplo “Neste relatório foram descritos...”. Continua com um resumo
(um parágrafo) sobre o objetivo e a metodologia empregada e termina com a
apresentação resumida das principais conclusões (a análise dos resultados é que deve
conter a discussão que leva às conclusões), que podem ser indicadas na forma de itens.
7. REFERÊNCIAS
Lista da bibliografia consultada e citada no texto, organizada segundo o formato
escolhido para a citação.

ANEXO
Anexos devem ser utilizados para tirar do texto informações que é interessante
que se conheça mas que não são relevantes para o que está sendo tratado em cada seção.
Por exemplo, se for feita uma dedução de um modelo matemático, ou resolução de uma
equação diferencial, o resultado, que é o que importa, pode ser indicado diretamente e
discutido no corpo do relatório, e uma apresentação da dedução pode ser acrescentada
na forma de um anexo. Outro tipo de material que é sério candidato para aparecer em
anexos é o resultado de grandes conjuntos de medições, que podem ser apresentados
como tabelas. No corpo do anexo pode-se seguir uma estrutura como a do texto do
relatório, ou, por exemplo, no caso das tabelas, apenas fazer uma introdução explicando
o conteúdo do anexo.