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Apresentação

Olá estudante! Seja bem-vindo (a)


Você está iniciando mais uma disciplina do curso de Administração na modalidade a
distância. Trata-se da disciplina de Matemática Básica.
O objetivo deste material é auxiliar o trabalho, permitindo que o aluno compreenda os
mecanismos básicos da Matemática de uma forma reflexiva, prática e crítica.
Vou apresentar conceitos e teorias que envolvem a temática da disciplina, organizando os
conteúdos em 4 módulos e da seguinte forma:

Módulo I – Nesse módulo vou trabalhar com as funções, abordando: Definição e


considerações em relação ao domínio de uma função; Tipos de Funções; Funções Usuais;
Funções do 1º grau; Funções do 2º grau; Funções Exponenciais e Funções Logarítmicas.

Módulo II – Nesse módulo vou trabalhar com a Álgebra das Matrizes, apresentando
conceitos, definição, propriedades, tipos e operações com matrizes.

Módulo III – Nesse módulo vou abordar os conteúdos fundamentais para a compreensão
dos limites e derivadas de uma função.

Módulo IV – Nesse módulo vou trabalhar as Noções de Integral, abordando os seguintes


conteúdos: Primitiva de uma função; Integral Definida e Indefinida; Cálculo de Área.

A proposta deste material é apresentar um trabalho didático, prático e com conteúdos


significativos à sua formação.

Seja bem-vindo (a) ao processo pela busca do saber, onde você é um sujeito ativo e o
professor um mediador, e que juntos, possamos estabelecer uma cumplicidade valorizada por
curiosidade, motivação e exigência, propiciando a finalidade principal do ensino universitário: o
exercício da crítica na pesquisa, no ensino e na extensão.

Lembro que todas as orientações para a formatação e uniformização dos trabalhos


acadêmicos estão apresentadas e seguem os critérios da ABNT - Associação Brasileira de
Normas Técnicas, através das Normas Brasileiras Regulamentadoras - NBR s 6.023
(Referências) e 10.520 (Citações), como aqueles definidos pelo UNICEUMA.

Bons estudos!

Professor Airton Petinelli


Sumário
Apresentação 1

MÓDULO 1 – As Funções

1 Definição de Funções 6

1.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE O DOMÍNIO DE UMA FUNÇÃO 8

1.2 FUNÇÕES USUAIS 11

1.2.1 FUNÇÃO DO 1º GRAU 11

ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 17

1.2.2 FUNÇÃO DO 2º GRAU 19

ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 27

1.2.3 FUNÇÃO EXPONENCIAL 30

ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 36

1.2.4 FUNÇÃO LOGARÍTMICA 38

ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 43

MÓDULO II – ÁLGEBRA DAS MATRIZES: DEFINIÇÃO,


PROPRIEDADES, TIPOS E OPERAÇÕES COM MATRIZES

1 ÁLGEBRA DAS MATRIZES 47

ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 57

MÓDULO III – LIMITES E DERIVADAS

1 NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE 61


1.1 PROPRIEDADES DE LIMITE 64

1.2 LIMITES LATERAIS 69

1.3 LIMITES INFINITOS 71

1.3.1 LIMITES NO INFINITO 73

2 CONTINUIDADE DE FUNÇÃO 74

ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM 77

79
3 TAXA DE VARIAÇÃO
82
3.1 DERIVADA DE UMA FUNÇÃO EM UM PONTO
82
3.2 DERIVADA DE FUNÇÕES ELEMENTARES
84
3.3 REGRAS DE DERIVAÇÃO
86
3.4 DERIVADAS SUCESSIVAS
87
3.5 MÁXIMOS E MÍNIMOS
94
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM
95
3.6 CUSTO, RECEITA E LUCRO
99
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM

MÓDULO IV – NOÇÕES DE INTEGRAL

1 PRIMITIVA DE UMA FUNÇÃO 104

104
1.1 INTEGRAL INDEFINIDA
107
1.2 INTEGRAL DEFINIDA
108
2 CÁLCULO DE ÁREA
111
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM

REFERÊNCIAS 113
MÓDULO I
As Funções
Objetivos

Esse módulo é Introdutório à Matemática Básica e visa lhe possibilitar


a compreensão das noções fundamentais, visando compreender as
Funções.
1 DEFINIÇÃO DE FUNÇÃO

Sabe-se que as grandezas variam. No dia a dia, pensa-se muitas vezes na


variação de grandezas, como, por exemplo, o valor a ser pago na conta de energia de sua
casa depende do consumo medido no período, o tempo de uma viagem de automóvel entre
duas cidades depende da velocidade média, e assim por diante.
De modo geral, quando uma grandeza y está expressa em função de uma outra
x, ou seja, y = f(x), observa-se que, para uma dada variação de x, ocorre, em
correspondência, uma variação de y, desde que y não seja uma função constante.
Seja f uma relação de um conjunto A em um conjunto B.
Diz-se que f é uma função de A em B, e indica-se f: A → B, se e somente se,
para cada elemento x ∈ A, existe um único y ∈ B, tal que o par ordenado (x;y) ∈ f. Se
(x;y) ∈ f então y é a imagem de x pela função f. Representa-se por y = f(x).
(x;y) ∈ f ⇔ y = f(x)

Como reconhecer uma função:

• Pelo Gráfico Cartesiano

Uma relação f de A ⊂ R em R é uma função se, e somente se, toda reta vertical
de abscissa x, com x ∈ A, intercepta o gráfico de f num único ponto.

f x
-3 0 6

A = {x ∈ R/ -3 ≤ x ≤ 6}
f : A→
→ R é função
y

0 3 x
Conjunto dos números reais ( IR ) :

A = {x ∈ R/ 0 ≤ x ≤ 3}
f não é função

Conjunto dos Números Reais:


É o conjunto numérico que resulta da união dos números racionais (aqueles que
a
podem ser colocados na forma ) com os irracionais (não podem ser escritos na
b
a
forma ).
b

IR
-3 -2 -1 0 1 2 3

-5/4 1/2 π
2
• Pelo Diagrama de Flechas

Uma relação f de A em B é uma função se, e somente se, de cada x ∈ A


partir uma única flecha.
A B
y A f B
f

f é função f é função

A
A f B f B

f não é função f não é função

1.1 CONSIDERAÇÕES SOBRE O DOMÍNIO DE UMA FUNÇÃO

Se f é uma função de A em B, então:

a)O conjunto A é chamado domínio de f e é representado por D(f).

D(f) = A

b) O conjunto B é chamado contradomínio de f e é representado por CD(f).

CD(f) = B

c) O conjunto de todos os elementos y ∈ B que são imagens de pelo menos um


elemento x ∈ A é chamado de conjunto-imagem de f e é representado por Im(f).
Note que:

Im(f) ⊂ CD(f)
d) Se uma função é dada apenas pela regra ou lei de formação, fica estabelecido que
o seu domínio é o conjunto de todos os números reais x, para os quais tem sentido
calcular y = f(x).

Prezado estudante, lembre-se que:

São três conjuntos especiais associados à função. O domínio é o


conjunto que contém todos os elementos x para os quais a função
deve ser definida. Já o contradomínio é o conjunto que contém os
elementos que podem ser relacionados à elementos do
domínio.Também define-se o conjunto imagem como o conjunto de
valores que efetivamente f(x) assume. O conjunto imagem é, pois,
sempre um subconjunto do contradomínio.

Com os conjuntos A={1, 4, 7} e B={1, 4, 6, 7, 8, 9, 12} cria-se a função f: A 


B.definida por f(x) = x + 5 . A representação, utilizando conjuntos, desta função, é:

O conjunto A é o conjunto de saída e o B é o conjunto de chegada.


Domínio é um sinônimo para conjunto de saída, ou seja, para esta função o
domínio é o próprio conjunto A = {1, 4, 7}.
Como, em uma função, o conjunto de saída (domínio) deve ter todos os seus
elementos relacionados, não precisa-se ter subdivisões para o domínio.
O conjunto de chegada "B", também possui um sinônimo, é chamado de
contradomínio. O conjunto imagem (Im), é composto por todos os elementos em que as
flechas de relacionamento chegam.
No exemplo acima considera-se que o domínio é D = {1, 4, 7}, o contra-
domínio é = {1, 4, 6, 7, 8, 9, 12} e o conjunto imagem é Im = {6, 9, 12} e:
- a imagem do ponto x = 1 é y = 6, indicado por f(1) = 6;
- a imagem do ponto x = 4 é y = 9, indicado por f(4) = 9;
- a imagem do ponto x = 7 é y = 12, indicado por f(7) = 12.
Revisando e Praticando ...

1. Qual o domínio da função dada por y = x2 - 8x + 9?

O domínio é o conjunto de todos os números x reais para os quais é


possível realizar as operações indicadas. No caso, potência ( x2 ), produto (-8x ),
soma e subtração podem ser realizados para qualquer número real.

Assim o domínio da função f, dada por y = x2 - 8x + 9, é o conjunto D=


IR.

7
2. Qual o domínio da função dada por y = ?
3x − 6

O domínio é o conjunto de todos os números reais x para os quais é


possível realizar as operações indicadas. No caso, a única restrição é a divisão, que
não está definida quando o divisor é zero.

Assim, deve-se ter: 3x-6 ≠ 0 ou x ≠ 2

7
Logo, o domínio da função f dada por y = é o conjunto D = IR
3x − 6
– {2}.
1.2 FUNÇÕES USUAIS

1.2.1 FUNÇÃO DO 1º GRAU

Chama-se função polinomial do 1º grau, ou função afim, qualquer função f de


IR em IR dada por uma lei da forma f(x) = ax + b, onde a e b são números reais dados e a ≠
0.
Na função f(x) = ax + b, o número a é chamado de coeficiente angular e o
número b é chamado coeficiente linear.
Veja alguns exemplos de funções polinomiais do 1º grau:
f(x) = 5x-3, onde a = 5 e b = - 3
f(x) = -2x - 7, onde a = -2 e b = - 7
f(x) = 11x, onde a = 11 e b = 0

Gráfico:

Toda função pode ser representada graficamente, e a função do 1º grau é


formada por uma reta. Essa reta pode ser crescente ou decrescente, dependendo do sinal de
a:

Quando a > 0

Isso significa que a será positivo. Por exemplo, dada a função: f(x) = 2x – 1 ou
y = 2x - 1, onde a = 2 e b = -1. Para construir esse gráfico deve-se atribuir valores reais para
x, para que seja possível achar os valores correspondentes em y.

x y Par
(x,y)
-2 -5 (-2,-5)
-1 -3 (-1,-3)
0 -1 (0,-1)
1 1 
0  ,0 
2 2 
1 1 (1,1)

Observa-se que conforme o valor de x aumenta, o valor de y também aumenta,


logo quando a > 0 a função é crescente.
Com os valores de x e y formam-se as coordenadas, que são pares ordenados
plotados no plano cartesiano para formar a reta.
No eixo vertical são colocados os valores de y e no eixo horizontal os valores
de x.
Quando a < 0

Isso indica que a será negativo. Por exemplo, dada a função f(x) = - x + 1 ou y
= - x + 1, onde a = -1 e b = 1. Para construir esse gráfico deve-se atribuir valores reais para
x, para que seja possível achar os valores correspondentes em y.

x y Par
(x,y)
-2 3 (-2,3)
-1 2 (-1,2)
0 1 (0,1)
1 0 (1,0)

Observa-se que conforme o valor de x aumenta o valor de y diminui, logo


quando a < 0 a função é decrescente.
Com os valores de x e y são formadas as coordenadas que são pares ordenados
plotados no plano cartesiano para formar a reta.
No eixo vertical são colocados os valores de y e no eixo horizontal os valores
de x.
Características de um gráfico de uma Função do Primeiro Grau:

• Com a > 0 o gráfico será crescente;


• Com a < 0 o gráfico será decrescente;
• O ângulo α formado com a reta e com o eixo x será agudo (menor que 90°) quando
a > 0;
• O ângulo α formado com reta e com o eixo x será obtuso (maior que 90º) quando a
< 0;
Obs: O ângulo α é o ângulo formado entre o eixo do x e o gráfico da reta, e é medido
no sentido anti-horário.
• Na construção de um gráfico de uma função do 1º grau basta indicar dois valores
para x, pois o gráfico é uma reta e uma reta é formada por, no mínimo, 2 pontos;
• Apenas um ponto corta o eixo x, e esse ponto é a raiz da função;
• Apenas um ponto corta o eixo y, esse ponto é o valor de b.

Zero e Equação do Primeiro Grau:


Chama-se zero ou raiz da função polinomial do 1º grau f(x) = ax + b, a ≠ 0, o
número real x que torna f(x) = 0.
Logo:
b
f(x) = 0 ax + b = 0  x = −
a
Apresenta-se alguns exemplos:

1.Obtenção do zero da função f(x)= 4x -7:


7
f(x) = 0  4x -7= 0  x =
4
2.Cálculo da raiz da função g(x) = 3x + 6:

g(x) = 0  3x + 6 = 0  x = - 2

Observação: O zero da função afim é a abscissa do ponto onde o gráfico corta o eixo
do x. O coeficiente linear ( b) é o ponto onde o gráfico corta o eixo do y.

3.O cálculo da abscissa do ponto em que o gráfico de h(x) = -2x + 4 corta o eixo das
abscissas: O ponto em que o gráfico corta o eixo dos x é aquele em que h(x) = 0;
então: h(x) = 0 -2x + 4 = 0 x =2
O ponto onde o gráfico da função corta o eixo do y é 4.
Regra Geral:

x
2

A função do 1º grau f(x) = ax + b é crescente quando o coeficiente angular a é


positivo (a > 0);
A função do 1º grau f(x) = ax + b é decrescente quando o coeficiente angular é
negativo (a < 0);
Justificativa:
•Para a > 0:
Se x1 < x2, tem-se ax1 < ax2 , portanto ax1 + b < ax2 + b → f(x1) < f(x2).
•Para a < 0:
Se x1 < x2, tem-se ax1 > ax2, portanto ax1 + b > ax2 + b → f(x1) > f(x2).

Toda função do 1º grau também terá domínio, imagem e contradomínio.


A função do 1º grau f(x) = 2x – 3 pode ser representada por y = 2x – 3. Para
achar o seu domínio e contradomínio, deve-se primeiramente estipular valores para x.
Por exemplo, x = -2 ; -1 ; 0 ; 1. Para cada valor de x tem-se um valor em y,
veja:
x y Par
(x,y)
-2 -7 (-2,-7)
-1 -5 (-1,-5)
0 -3 (0,-3)
1 -1 (1,-1)

Os valores de x são respectivamente o domínio e a imagem, e o contradomínio


são os valores de y.
Estudo do sinal:

Desenhando apenas o eixo do x, o gráfico da função 1º grau resume-se nestes


dois casos:
f(x) = ax + b.

Como fazer o estudo dos sinais de f(x) = ax + b

Exemplo:

Estudar o sinal de f(x) = -2x + 5

1º) Cálculo da raiz

f(x) = 0 → -2x + 5 = 0 → x =

2º) Como a = -2, a função é decrescente.

Portanto, o gráfico de f tem o seguinte aspecto:


Assim tem-se como resultado do estudo do sinal da função:

f(x) = 0 ↔ x =

f(x) > 0 ↔ x <

f(x) < 0 ↔ x >


Atividades de Aprendizagem
1) Construa o gráfico das funções:

a) f(x) = -3x
b) f(x) = -3x + 9
c) f(x) = -3x - 6
d) f(x) = -3x + 3
e) f(x) = -3x + 6
f) f(x) = -3

2) Determine o zero das funções:

a) f(x) = 3x + 9
b) f(x) = -5x – 10
x 3
c)f(x) = +
2 2
2
d)f(x) = 3x -
5

3) Determine o coeficiente angular e a interseção da reta 3y + 2x = 6 com o eixo dos y.


Construa o respectivo gráfico.

4) Calcule a equação da reta que passa pelo ponto (3;4) e cujo coeficiente angular é 2.

5) Calcule a equação da reta que passa pelo ponto (-2;5) e cujo coeficiente linear é 6.

6) Calcule a equação da reta que passa pelos pontos (1;3) e (-2;4).

7) Estude o sinal de cada uma das seguintes funções de IR em IR:

a)y=2x+3 b)y= -3x+2 c)y=5x d)y =3 - e)y = 2x -

8) Avalie se cada uma das funções abaixo é crescente ou decrescente em IR:

a)y =3x+2 b)y =x-10 c)y= -2x-3 d)y=3-x e)y= x f)y= -1- x

9) A função f definida por f(x)=(m-3)x -1 é decrescente.Determine m.

10) Discuta em função do parâmetro m, a “variação” (crescente e decrescente) de cada uma


das funções abaixo:

a)y = (m+2)x – 3 b)y = (4-m)x+2


11) A raiz da função y= -kx+3 é 2. Determine k.

12) O esboço abaixo refere-se ao gráfico da função real definida por f(x)=mx+1.
Determine m.

x
-2

13) O custo total de produção consiste em uma sobretaxa de $5.000,00 somada ao custo de
produção, que é de $60,00 por unidade. Expresse o custo total de produção como função do
número de unidades produzidas e construa o gráfico correspondente.

14) Um fabricante vende a unidade de certo produto por $110,00. O custo total consiste em
uma taxa de $ 7.500,00 somada ao custo de produção de $ 60,00 por unidade.

a.Quantas unidades o fabricante precisa vender para atingir o ponto de equilíbrio?


b.Se forem vendidas 100 unidades, qual será o lucro ou o prejuízo do fabricante?
c.Quantas unidades o fabricante necessita vender para obter um lucro de $ 1.250,00?

15) Um grupo de estudantes dedicado à confecção de produtos de artesanato tem um gasto


fixo de $600,00 e em material, gasta $25,00 por unidade produzida. Cada unidade será
vendida por $175,00.

a.Quantas unidades os estudantes terão de vender para existir equilíbrio?


b.Quantas unidades os estudantes terão de vender para obterem um lucro de $450,00?
Observação: O ponto em que a receita é igual ao custo é chamado de break-even point
(ponto de equilíbrio) e é dado pelo encontro (intersecção) das curvas que representam a
receita e o custo.

16) Certo banco cobra $200,00 por talão de cheques e $5,00 por cheque utilizado. Outro
banco cobra $100,00 por talão de cheque e $9,00 por cheque utilizado. Ache um critério
para decidir em que banco você abrirá sua conta.

17) As funções de oferta e procura de um certo produto são, respectivamente, S(p) = 4p +


200 e D(p) = -3p + 480. Calcule o preço de equilíbrio e o número de unidades em oferta e
procura correspondentes. Construa os gráficos das funções em questão no mesmo par de
eixos.
18) Um operário recebe de salário $600,00, mais $10,00 por hora extra trabalhada.

a. Determine uma expressão que relacione o salário em função da quantidade de horas


extras trabalhadas no mês.
b. Sabendo que 50 é o número máximo permitido de horas em um mês, esboce o gráfico da
função obtida no item anterior.

19) Um vendedor de uma confecção recebe de salário $350,00, mais 3% do valor das
vendas realizadas.

a. Determine uma expressão que relacione o salário em função do valor das vendas
realizadas no mês.
b) Em um mês em que o salário foi de $800,00, qual o valor das vendas?

20) Uma locadora de automóveis aluga um “carro popular” ao preço de $30,00 a diária,
mais $4,00 por quilometro rodado. Outra locadora aluga o mesmo modelo de carro ao preço
de $80,00 a diária, mais $ 2,00 por quilometro rodado.

a. Escreva as funções que descrevem, para cada locadora, o valor a ser pago de aluguel em
função do quilometro rodado.
b. Represente graficamente, em um mesmo sistema de eixos, as funções.
c. Qual das duas locadoras apresenta a melhor opção para alugar um carro popular?

1.2.2 FUNÇÃO DO 2º GRAU

Dado três números reais a, b e c com a ≠ 0, denomina-se função quadrática ou


do 2º grau à função: f(x) = ax2 + bx + c.
Exemplos de função do 2º grau:
f(x) = x2 + 2x +1; a = 1, b = 2, c = 1 (Completa)
f(x) = 2x2 – 2x; a = 2, b = - 2, c = 0 (Incompleta)
f(x) = - x2; a = -1, b = 0, c = 0 (Incompleta)

Toda função a do 2º grau também terá domínio, imagem e contradomínio.


A função do 2º grau f(x) = x2 + 2x - 1 pode ser representada por
2
y = x + 2x - 1. Para achar o seu domínio e contradomínio, deve-se primeiramente estipular
valores para x.

x=-3 x=-2
y = (-3)2 + 2 . (-3) – 1 y = ( -2)2 + 2 . (-2) - 1
y=9–6–1 y=4–4–1
y=3–1 y = -1
y=2

x = -1 x=0
y = (-1)2 + 2 . (-1) -1 y = 02 + 2 . 0 – 1
y = 1 - 2 -1 y = -1
y = -2

x=1 x=2
y = 12 + 2 . 1 – 1 y = 22 + 2 . 2 – 1
y=1+2–1 y=4+4–1
y=3–1 y=8–1
y=2 y=7

Os valores de x correspondem ao domínio da função, e a imagem e o


contradomínio são os valores de y. Então, pode-se dizer que o domínio e o contradomínio
são os conjuntos dos reais.
Exemplo:
Com relação à função f(x) = 3x2 – 5x + m2 – 9, sabe-se que f(0) = 0. Calcule o
valor de m.
f(0) = 0, isso significa que x = 0 e y = 0. A função f(x) = 3x2 – 5x + m2 – 9 pode
ser escrita assim: y = 3x2 – 5x + m2 – 9, agora basta fazer as substituições:
f(x) = 3x2 – 5x + m2 – 9
0 = 3. 02 – 5. 0 + m2 – 9
0 = m2 – 9
m2 = 9
m= 9
m = - 3 ou + 3

Gráfico:

O gráfico da função definida de em por F(x) = ax2 + bx + c (a ≠ 0) é uma


curva chamada parábola. Dependendo do sinal do coeficiente a, a parábola pode ter sua
concavidade voltada para cima (a > 0) ou voltada para baixo (a < 0).
A parábola possui um eixo de simetria, que a intercepta num ponto chamado
vértice, e divide a parábola em duas partes iguais.

Zero e equação do segundo grau:


Chama-se zero ou raiz da função polinomial do 2º grau f(x) = ax2 + bx + c, a ≠
0, o número real x que torna f(x) = 0.
f(x) = 0 → ax2 + bx + c = 0
Cálculo do zero da função:

Exemplos:

1) f(x) = 3x² -7x + 2

a = 3, b = -7 e c = 2
∆ = b 2 − 4ac = (-7)² - 4.3.2 = 49 - 24 = 25

Substituindo na fórmula:

−b ± ∆ − (−7) ± 25
x= = x=
2a 2.3
7+5 7−5 2 1
x1 = =2 e x2 = = =
6 6 6 3

 1
Logo, a solução da equação é:  2, 
 3

2) f(x) = x² -5x+ 6

a = 1, b = -5 e c = 6
∆ = b 2 − 4ac = (-5)² - 4.1.6 = 25 - 24 = 1

Substituindo na fórmula:

−b ± ∆ − (−5) ± 1
x= = x=
2a 2.1
5 +1 5 −1
x1 = =3 e x2 = =2
2 2

Logo, a solução da equação é: (3,2 )


Quantidade de raízes

O gráfico de uma função qualquer corta o eixo do x nas raízes da função.


Desse modo, dependendo do discriminante ∆ = b 2 − 4ac , há três situações possíveis:

∆ > 0 – A parábola corta o eixo do x em dois pontos, ou seja, possui duas


raízes reais e distintas.

∆ = 0 – A parábola tangencia o eixo do x, ou seja, possui só uma raiz real (ou


uma raiz dupla).

∆ < 0 – A parábola não corta o eixo do x, ou seja, não possui raízes reais.

Considerando o sinal do coeficiente a e o discriminante ∆, são estas as


possibilidades para o gráfico da função de 2º grau:
Exemplos:

1) f(x) = -x² + 4x-4


a = -1, b = 4 e c = - 4
∆ = b2 − 4ac = 4² - 4.(-1).(-4) = 16 - 16 = 0

Substituindo na fórmula:

−b ± ∆ −4 ± 0
x= = x=
2a 2.(−1)
−4+0 −4−0
x1 = =2 e x2 = =2
−2 −2
Neste caso, tem-se uma equação do 2º grau com duas raízes reais e iguais.
(∆ = 0)

2) f(x) =5x²-6x+7

a = 5, b = -6 e c = 7
∆ = b2 − 4ac = (-6)² - 4.5.7 = 36 - 140 = -104

Note que ∆ < 0 e não existe raiz quadrada de um número negativo. Assim, a
equação não possui nenhuma raiz real.

Pontos notáveis do gráfico:

Para construir o gráfico da função de 2º grau, é importante determinar alguns


pontos da parábola.
• Calcule as raízes, se existirem.

• Determine as coordenadas do vértice, as quais são calculadas por:

b ∆
xv = − e yv = −
2a 4a

Lembre-se de que o gráfico corta o eixo do y na imagem de 0, isto é, f(0). O valor


desse ponto é o termo independente c.

f(x) = ax2 + bx + c → f(0) = c


Exemplo:

1)Determinar as coordenadas do vértice da parábola y = x²- 4x + 3

Tem-se: a =1, b = - 4 e c = 3

Logo, a coordenada x será igual a 2, mas e a coordenada y?

Para determinar a coordenada y basta substituir o valor obtido da coordenada x



na função, ou calcular através da expressão y v = −
4a
Assim, substituindo na parábola y = x²- 4x +3 o valor de x por 2, tem-se:

y = (2)²- 4.(2) + 3 = 4 – 8 +3 = -1

Logo, as coordenadas do vértice serão V= (2,-1)


Calculando pela expressão y v = − , tem-se:
4a
∆ = b2 − 4ac = (-4)² - 4.1.3 = 16 - 12 = 4

∆ 4
yv = − = − = −1
4a 4.1

Portanto, para determinar as coordenadas do vértice de uma parábola, acha-se o


valor da coordenada x (através de x=-b/2a) e substituindo este valor na função, acha-se a

coordenada y, ou aplica-se a expressão de y v = −
4a

Valor mínimo ou valor máximo da função do 2º grau:

Pelos esboços dos gráficos das funções quadráticas dependendo da posição da


parábola (concavidade voltada para cima ou para baixo), a função pode ter valor mínimo ou
valor máximo, e esses valores correspondem à ordenada do vértice da parábola.


Se a> 0, y v = − é o valor mínimo da função.
4a


Se a< 0, y v = − é o valor máximo da função
4a
Exemplos:

1) Uma bala é atirada de um canhão e descreve uma parábola de equação y=


− x 2 + 60 x (sendo x e y medidos em metros). Determine a altura atingida pela bala.
Como a = -3, ou seja, a < 0, a parábola tem um ponto de máximo cujas coordenadas são
(
: xv , y v )
b 60
xv = − =− = 10
2a −6

∆ 3600
yv = − =− = 300
4a − 12
Assim, a altura máxima atingida é de 300 metros.
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM
1) Determine os zeros (se existir), o vértice e construa o gráfico das funções:

x 2 − 3x + 2
f(x) =

- x 2 + 7x − 12
f(x) =

x 2 − 2x − 1
f(x) =

f(x) = 5x2
2
f(x) = − 3x + 6
2
f(x) = - x 2 + x −
9
7
f(x) = x 2 − x − 2
3

f(x) = - x 2 + 5x − 7

2) Observando as seguintes funções quadráticas, diga se a parábola que representa o gráfico


da função tem a concavidade voltada para cima ou para baixo. Justifique a sua resposta.

y = - 5x + 6
y=- -x+6
y =3
y = 2 -4x
y = 1-4
y=- +x+6

3) Considere a função f(x)= - 2x + 6. Sabendo que essa função possui dois zeros reais
iguais, determine o valor de k.

4) Determine o parâmetro real k, de modo que a função f(x) = - 2x + k tenha:

a.dois zeros reais diferentes


b. um zero real duplo
c. nenhum zero real

5) Determine a e b de modo que o gráfico da função definida por y = a + bx – 9 tenha o


vértice no ponto (4, -25).

6) Determine se as funções abaixo possuem valor máximo ou mínimo, a seguir calcule esse
valor.
a)f(x)=3 -6x+ 2
b)f(x)= -2 +4x -1
c)f(x)= -1
d)f(x)=4 -

7) Determine o valor de k de modo que a função f(x)= - -2x+k tenha 2 como valor
máximo.

8) Determine m para que a função f(x) possua duas raízes reais iguais.
a)f(x)= m +4x+4
b)f(x)= – mx+1
c)f(x)= (m-1) +3x+1
d)f(x)= - 5 +4x –(m-3)
e)f(x)=4m +6m+3

9) Determine m para que a função f(x) possua duas raízes reais distintas.
a)f(x)= m +3x+6
b)f(x)= 5 -6x -3m
c)f(x)=(m+1) - 2mx+ (m+1)
d)f(x)= - +6x –(m-2)
e)f(x)= 4(2m – 1) –6

10) Determine m para que a função f(x) não possua raízes reais.
a)f(x)= m +3x+6
b)f(x)= 5 -6x -3m
c)f(x)= (m-1) +3x+1
d)f(x)= - 5 +4x –(m-3)

2
11) Determine m para que a parábola representativa da função y = mx − 2 x + 1 tenha
concavidade voltada para cima.

12) Em uma indústria de óleo comestível, o custo de produção y, por minuto, em função do
número x de litros de óleo fabricados, por minuto, é dado por y = 2 − 40x + 250 .
2x
Quantos litros de óleo devem ser fabricados, por minuto, para que o custo de produção, por
minuto, seja mínimo? Qual é esse custo?
13) Em uma plantação, a produção (P) de feijão depende da quantidade (q) de fertilizante
2
utilizada, e tal dependência pode ser expressa por P = - 3q + 90q + 525 . Considerando
nessa lavoura a produção medida em Kg e a quantidade de fertilizante em g/ m 2 ,
determine a quantidade de fertilizante para que a produção seja máxima, e especifique
quanto é esta produção.

14) Em uma ano, o valor (v) de uma ação negociada na bolsa de valores, no decorrer dos
2
meses, indicados por t, é dado pela expressão v = 2t − 20t + 60 . Sabendo-se que o valor
da ação é dado em reais (R$), faça o gráfico da função e determine a variação percentual do
valor da ação após um ano. (Considere t = 0 , momento em que a ação começa a ser
negociada; t = 1 após 1 mês; t = 2 após 2 meses, etc).

(valor final) − (valor inicial)


.100%
Obs: Variação percentual = valor inicial

15) O consumo de energia elétrica para uma empresa no decorrer dos meses é dado por E =
t 2 − 8t + 210 , onde o consumo E é em Kwh e ao tempo associa-se t =0 em janeiro, t = 1
em fevereiro, e assim sucessivamente.

a) Determine o(s) mês(es) em que o consumo é de 195 Kwh


b) Qual o consumo mensal médio para o primeiro ano?
c) Esboce o gráfico.

16) O número de apólices vendidas por um vendedor de seguros, pode ser obtida pela
expressão N = - t 2 + 14t + 32 , onde t representa o mês da venda.
a) Esboce o gráfico dessa função a partir de uma tabela com o número de apólices vendidas
para os dez primeiros meses de venda.
b) De acordo com os dados obtidos anteriormente, em que mês foi vendido o máximo de
apólices e qual o número máximo vendido?
c) Qual a média de apólices vendidas por mês para os cinco primeiros meses? E para os dez
primeiros meses?

17) A produção de um funcionário, quando relacionada ao número de horas trabalhadas,


2 + 24t + 128 .
leva à função P = - 2t
a) Esboce o gráfico da função.
b) Em que momento a produção é máxima? Qual a produção máxima?
c) Em que momento a produção é igual à produção inicial?
d) Em que momento o funcionário não consegue mais produzir?
18) Um comerciante de roupas compra ternos e camisetas para revenda e tem um
orçamento limitado para compra. A quantidade de ternos é representada por x, a de
2
camisetas por y, e a equação que dá a restrição orçamentária é 10x + 10 y = 1000 .

a) Expresse a quantidade de camisetas em função da quantidade de ternos comprados.


b) Esboce o gráfico obtido no item anterior ressaltando os principais pontos.
c) Se forem comprados 8 ternos, quantas camisetas é possível comprar?
d) Se forem compradas 19 camisetas, quantos ternos é possível comprar?
e) Se não forem comprados ternos, qual a quantidade de camisetas compradas?
f) E se não forem compradas camisetas, qual a quantidade de ternos comprados?
g) Se forem comprados 7 ternos e 40 camisetas, tal compra ultrapassará o orçamento?

19) Para a comercialização de relógios, um lojista nota que a receita é dada por R =
-3q 2 + 120q e o custo é dado por C = - 2q 2 + 20q + 375 .
a) Esboce os gráficos da receita e custo sobre o mesmo sistema de eixos, determinando e
indicando os pontos de equilíbrio (break-even).
b) Obtenha a função lucro é esboce o gráfico.
c) Qual a quantidade de relógios a ser comercializada para que o lucro seja máximo? Qual o
lucro máximo?

20) Uma pessoa investiu em papéis de duas empresas no mercado de ações durante 12
meses. O valor das ações da primeira variou de acordo com a função A = t +10, e o valor
2
para a segunda empresa obedeceu à função B = t − 4t + 10 . Considerando t = 0 o
momento da compra das ações; t = 1 após 1 mês; t = 2 após 2 meses etc.

a) Em que momentos as ações têm o mesmo valor? Quais são esses valores?
b) Em um mesmo sistema de eixos, esboce os gráficos para o período de um ano.
c) Qual foi a melhor aplicação após os três primeiros meses? E após um ano?

1.2.3 FUNÇÃO EXPONENCIAL

Chama-se função exponencial qualquer função f de R em R dada por uma lei da


forma f(x) = a x , em que a é um número real dado, a > 0 e a ≠ 0.
Funções exponenciais desempenham papéis fundamentais na Matemática e em
várias ciências. Como exemplos de aplicação cita-se: crescimento populacional,
crescimento de bactérias, estimativa da idade de um fóssil, pressão atmosférica, juros
compostos, desintegração radioativa, curvas de aprendizagem, etc.

Exemplos:
f(x) = 3x, função exponencial de base 3 e expoente x (variável).

f(y) = 3y, função exponencial de base 3 e expoente y (variável).


f(x) = (0,5)x, função exponencial de base 0,5 e expoente x (variável).

x
f(x) = 5 , função exponencial de base 5 e expoente x (variável).

Gráfico:
A construção de gráficos de função exponencial segue dois modelos, quando o
valor da base é maior que 1 e quando o valor da base está entre 0 e 1.
Dada a função f(x) = ax, veja como ficarão os gráficos dependendo do valor de
a (base).

Esse gráfico representa uma função exponencial crescente, onde a > 1

Esse gráfico representa uma função exponencial decrescente, onde


0 < a < 1.
Os dois tipos de gráficos possuem características semelhantes, essas são
características para qualquer gráfico de função exponencial.
• O gráfico (curva) nunca irá interceptar o eixo x, pois a função exponencial não
possui raiz.
• O gráfico (curva) irá cortar apenas o eixo y e sempre será no ponto 1, sendo
que os valores de y sempre serão positivos.
x y
-3 8 Exemplo:
-2 4
-1 2
0 1 1)Construir o gráfico da função y = x 2
1
1
2
x 1y
2
14
-3
18
3
18
-2
4
1
-1
2
0 1
1 2
2 4
3 8

x
1
2) Construir o gráfico da função y =  
2
Propriedades:

x
a . ay = ax + y
ax

y
= ax - y
a
x y
(a ) = ax.y
x
(a b) = ax bx
x
a ax
  =
b bx
-x
1
a =
ax
m
m n
an = a

Exemplos:
x
1
1) Determinar o valor de x para o qual   = 3 .
 3
x
1
  = 3  3-x = 31, portanto: – x =1  x = -1.
 3

2) Qual é o conjunto solução da equação exponencial 5x+2 = 125x ?

Como 125x = (53)x = 53x


Tem-se: 5x+2 = 53x, portanto:
x + 2 = 3x
x – 3x = -2
-2 x = -2
x=1
3) Considere a equação 4 x − 2 = 82 x +1
(22) x−2 = (23) 2 x+1
2 2 x − 4 = 26 x + 3
2x – 4 = 6x+3
7
X=-
4
2 1
4) O conjunto-solução S da equação 3x −12 = é obtido fazendo:
27
3
2−12 1
3x = 
 3
2 −12
3x = 3−3

x 2 − 12 = -5
Resolvendo a equação de 2º grau obtida, tem-se:

x 2 = 12 – 3
x2 = 9
x = ±3

Caracterização Geral

Definição: uma função exponencial é dada por y= f(x) = b . com a > 0,a ≠ 1
e b ≠ 0.
O coeficiente b representa o valor da função quando x=0 e dá o ponto em que o
a curva corta o eixo y:

y= f(0) = b.
y= b.1
y=b

Observação: Em situações práticas, é comum chamar o valor b de valor inicial. Esse


coeficiente pode assumir valores positivos ou negativos.

Exemplo:

Ao consider um montante (M) de uma dívida em função do tempo x como


M(x)=10000 . , pode-se, a partir de diferentes valores de x, obter rapidamente os
valores de M. Para saber o valor de M para x = 20, basta fazer:

M(20)=10000 .
M(20) ≈10000. 2,65329771
M(20) ≈ 26532,9771
M(20) ≈ 26533

Entretanto, existem casos em que em uma função do tipo y= b é dado y para


então se determinar x. Para alguns casos bastante simples, dado y é fácil determinar x. Por
exemplo, sendo y = 3 . vamos determinar x quando y = 96 resolvendo a equação
exponencial:

3. = 96

= 32
=

Por comparação, tem-se x = 5.


ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM

1) Calcule:

a) b) c) d) e) f) g)

2) Calcule o valor numérico de , para x=2 e y= -2

3) Aplicando as propriedades gerais das potências, reduza a uma só potência:

a) . b) c) : d) e) .

4) Escreva sob a forma de radical as seguintes potências:

a) b) c) d) e) f) g) h)

5) Resolva as equações exponenciais:

a) =64 b) =243 c) = d) = e) = f) =0,001

6) Resolva a equação exponencial =27

7) Resolva as equações:

a) = b) =

8) Determine o conjunto solução da equação = 1 no universo dos números reais.

9) Simplifique .

10) Construa o gráfico das funções:

x
1 x
a) y = 3 x
b) y =   c) y = 4 x d) y = 0,25
 3
11) A população de uma cidade é de 450.000 habitantes e cresce 1,43% ao ano. Determine
a expressão da população P como função do tempo t, isto é, P(t).

12) Para um carro cujo valor inicial é de R$ 35.000,00, constatou-se uma depreciação no
valor de 12,5% ao ano. Determine a expressão do valor V como função do tempo t, isto
é, V(t).

13) O montante de uma aplicação financeira no decorrer dos anos é dado por M(x) =
50.000 • 1,08 x , onde x representa o ano após a aplicação e x = 0 o momento em que
foi realizada a aplicação.

a)Calcule o montante após 1, 5 e 10 anos da aplicação inicial


b)Qual o valor aplicado inicialmente?
c)Esboce o gráfico de M(x)

x
14) Um trator tem seu valor dado pela função V(x) = 125.000 • 0,91 , onde x representa o
ano após a compra do trator e x=0 o ano em que foi comprado.

a)Calcule o valor do trator após 1, 5 e 10 anos da compra.


b)Qual o valor do trator na data da compra?
c)Esboce o gráfico de M(x)

x
15) O montante de uma dívida no decorrer de x meses é dado por M(x) = 10.000 • 1,05 .
Determine o montante após 1,5 anos..
1.2.4 FUNÇÃO LOGARÍTMICA

Chama-se logaritmo de um número x na base a (a > 0 e a ≠ 1), ao número y


que é necessário elevar a base a para obter x e escreve-se:

log a x = y <=> ay = x, ou seja, o logaritmo de um número, numa dada


base, é o expoente y que é preciso elevar à base para obter o número.

Exemplos:
log 2 128 = 7, pois 27 =128
log 5 125 = 3, pois 53= 125
log10 100 = 2, pois 102 = 100
1 1
log 3 = −2 , pois 3 − 2 =
9 9

Consequências da definição de logaritmo:


1º) O logaritmo de 1 em qualquer base é 0.

log1a = y ⇔ ay = 1. Como a > 0 e a ≠ 1, vem y = 0.

2º) Só é possível calcular o logaritmo de um número maior do que 0.

Se escrevermos: log a (−3) = y ⇔ ay = -3.

Como a > 0 e a ≠ 1, não existe nenhum valor de y que satisfaça a condição. Uma
potência de base positiva é um número positivo.

Propriedades operatórias dos logaritmos:


1) O logaritmo do produto é igual à soma dos logaritmos dos fatores:
log a ( x. y ) = log a x + log a y x, y ∈ lR+

2) O logaritmo do quociente é igual à diferença entre os logaritmos dos termos:


 x
log a   = log a x − log a y x, y ∈ lR+
 y

3) O logaritmo da potência é igual ao produto do expoente pelo logaritmo da base:


 x
log a   = log a x − log a y x, y ∈ lR+
 y
Exemplos:

1) Aplicando as propriedades de logaritmo calcular:



Solução: = + +
= 2+3+4 = 9

 =
Solução: - =6–3=3

c)
Solução: =3. =3.2=6

2) Dado log x A = 2. log x M + log x N , calcular A em função de M e N.

Solução:
log x A = 2. log x M + log x N
log x A = log x M 2 + log x N
log x A = log x ( M 2 .N )
logo
A = (M2 . N)

Observações sobre os gráficos:

a) O gráfico da função logarítmica passa sempre pelo ponto (1,0).

b) O gráfico nunca toca o eixo y e não ocupa pontos dos quadrantes II e III.

c) Quando a > 1, a função logarítmica é crescente (x1 > x2 log a x1 > log a x2 ).

d) Quando 0 < a <1, a função logarítmica é decrescente (x1 > x2 log a x1 < log a x2 ).
Exemplo:

1) Construir o gráfico da função y = log2x

x y
1
-3
8
1
-2
4
1
-1
2
1 0
2 1
4 2
8 3
Equações logarítmicas:

Para resolver equações logarítmicas, deve-se aplicar as propriedades e em


seguida, verificar se os valores obtidos para a incógnita estão de acordo com as condições
de existência estabelecidas.

Exemplo:

Resolver a equação log 2 x + log 2 2 x = 3 .

Condições de existência:

Aplicando a propriedade do logaritmo do produto, e a definição de logaritmo,


tem-se:

log 2 x + log 2 2 x = 3  log2 ( x.2 x) = 3  log 2 ( 2 x 2 ) = 3  23 = 2x2 8 = 2x2  x2


=4

→ x = 2 ou x = -2

Comparando os valores obtidos com as condições de existência estabelecidas,


verifica-se que – 2 é um valor impróprio.

Logo:

V = {2}

Logaritmos decimais:

A base do logaritmo é igual a 10, e para esse logaritmo omite-se a base.

Logaritmos Neperianos ou de base natural:


Quando a base é e, omite-se o e e escreve-se ln x em vez de log e x . Este
logaritmo é chamado de logaritmo natural ou logaritmo neperiano.
Exemplo:

1) Se S é a soma das raízes da equação log 2 x − log x − 2 = 0 então calcule o valor


de 1073 - 10S.

Considerando logx = y; acha-se: y2 - y - 2 = 0

Resolvendo a equação do segundo grau acima, encontra-se: y = 2 ou y = -1.

Portanto:
log x = 2 ou log x = -1

Como a base é igual a 10, tem-se:

log10 x = 2  x = 102 = 100


1
log10 x = −1  x = 10-1 = =
10
1
As raízes procuradas são, então, 100 e
10

Conforme enunciado do problema, tem-se:

1 1000 1 1001
S = 100 + = + =
10 10 10 10

Logo, o valor de 1073 - 10S será:

 1001 
1073 - 10   = 1073 - 1001 = 72
 10 

2)Determine o valor de expressão + + .

Calculando o valor de cada uma das parcelas :


=3
= =0
=5
+ + =3+0+5=8

O valor da expressão é 8.
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM
1) Dê o valor dos logaritmos:

a) b) c) d) e)

f) g) h) i) j)
k) l)

2) Calcule:

a) + b) - c) + d) +
e) + - -

3) Se =0,30 significa que =2e = 0,48 significa que = 3. Descubra:

a) b) c) d)

4) Sabendo-se que = a e que = b,calcule:

a) b) c) d)

5) Descubra o valor numérico das letras em cada item:

a) =4 b) =b c) = 3 d) = 10 e) = 13

6) Por definição, a base de um logaritmo tem que ser um número positivo diferente de 1.
Assim, calcule o valor X :

a) =2
b) =2
c) =3

7) Sabendo que = 0,6990 e = 0,8451,calcule


8) O logaritmo de um número na base 16 é , determine o logaritmo deste número na

base .

9) Calcule
10) Em cada caso, qual o valor da soma S?

a)S= + -

b)S= - +

11) Construa o gráfico das funções:


x
x log
a) log 3 b) 1
3
12) A população de uma cidade passou a crescer de acordo com a função
P = 50000 .1,02n , onde n representa os anos e P, o número de habitantes. Sabendo
que log1,02 = 0,009, faça uma previsão de quando essa cidade atingirá 500.000
habitantes.

13) Ao nível do mar, a pressão atmosférica é de 760 mm Hg. Essa pressão varia com a
750
altura, de acordo com a fórmula h = 18400. log (h em metros e P em milímetros
P
de mercúrio). Sabendo que log3 = 0,5, aproximadamente, a que altura do nível do mar
a pressão é de 250 mm Hg?

14) O montante de uma aplicação financeira no decorrer dos anos é dado por M(x) =
50.000 • 1,08 x , onde x representa o ano após a aplicação e x = 0 o momento em que
foi realizada a aplicação. Após quanto tempo o montante será de $ 80.000,00?

x
15) Um trator tem seu valor dado pela função V(x) = 125.000 • 0,91 , onde x representa o
ano após a compra do trator e x=0 o ano em que foi comprado. Após quanto tempo o
valor do trator será de $ 90.000,00?

x
16) O montante de uma dívida no decorrer de x meses é dado por M(x) = 10.000 • 1,05 .
Determine após quanto tempo o montante será de $ 40.000,00.
Módulo II
Álgebra das Matrizes: Definição,
Propriedades, Tipos e Operações
com Matrizes
Objetivos
Nesse módulo você compreenderá a Álgebra das matrizes através do
estudo dos seguintes conteúdos: Definição, propriedades, tipos e
operações com matrizes.
1 ÁLGEBRA DAS MATRIZES

Pode-se dizer que uma matriz é uma tabela com colunas (vertical) e linhas
(horizontal). Dessa forma, chama-se de matriz toda tabela m x n sendo que m e n podem
assumir qualquer valor natural menos o zero. Sendo que m é o número de linhas e n o
número de colunas. Um elemento qualquer dessa matriz será representado pelo símbolo aij,
no qual o índice i refere-se à linha em que se encontra tal elemento e o índice j refere-se à
coluna em que se encontra o elemento.
As propriedades da adição de matrizes são:

a) A + B = B + A (COMUTATIVA) b) (A + B) + C = A + (B + C)
(ASSOCIATIVA) c) A + 0 = 0 + A = A (ELEMENTO NEUTRO) d) A
+ (-A) = (-A) + A = 0 (ELEMENTO OPOSTO) e) (A + B)T = AT + BT
(TRANSPOSTA DA SOMA)

Para representar uma matriz deve-se colocar as linhas e colunas entre


parênteses, chaves ou entre duas barras duplas, veja alguns exemplos:

Considere uma matriz qualquer de ordem m x n. Observe que cada elemento de


uma matriz pertence a uma linha e uma coluna. Dada a matriz de ordem 3 x 2:
O elemento - 5 pertence a 1ª linha e a 1ª coluna.
O elemento 2 pertence a 2ª linha e 2ª coluna.
Uma matriz de ordem 2 x 2 que não tem seus elementos definidos, é
representada da seguinte forma:

a11 ; a21 ; a12 ; a22 são elementos da matriz de ordem 2 x 2 (duas linhas e duas colunas).

Então o elemento a21 pertence a 2ª linha e 1º coluna.

Observação: se m = n, logo a matriz é quadrada de ordem n.

Considera-se que as matrizes classificam-se nos seguintes tipos: Matriz


Identidade ou Matriz Unidade; Matriz Inversa; Matriz Transposta; Matriz Simétrica; Matriz
Quadrada.

• Matriz Identidade ou Matriz Unidade

Matriz identidade é uma matriz quadrada na qual todos os elementos da


diagonal principal (elementos de índice aii, ou seja, a11, a22, etc) são iguais a 1.

De segunda ordem:

1 0
I 2 =  
0 1
De terceira ordem:
 1 0 0
 
I 3 =  0 1 0
 0 0 1
 
De quarta ordem:

1 0 0 0
 
0 1 0 0
I4 = 
0 0 0 1
 
0 0 0 1 

• Matriz Inversa

Seja A uma matriz quadrada de ordem n. A é dita inversível (ou invertível) se


existir uma matriz B tal que:

A.B = B. A = 1

Nesse caso, B é dita inversa de A e é indicada por A-1

Exemplos:
 2 5 1 2 
1) Verifique se a matriz A =  
 1 3  e a matriz B =   são inversas entre si.
  1 1 
Para que seja verdade o produto A.B = I2.

 2 5  1 2   1 0 
  •   =  
 1 3   1 1   0 1 

 2 + 5 4 + 5  1 0
  =  
 1 + 3 2 + 3  0 1 

 7 9 1 0
  ≠  
 4 5  0 1
Portanto, conclui-se que as matrizes A e B não são inversas.

 3 0 2  1 0 − 2
   
2) Verifique se as matrizes A =  9 1 7  e B =  − 2 1 − 3  são inversas entre
1 0 1  −1 0 3 
   
si.

Para que seja verdade o produto de A.B = I3

 3 0 2  1 0 2  1 0 0
     
 9 1 7  •  − 2 1 − 3 =  0 1 0 
1 0 1  − 1 0 3  0 0 1
     

3 + 0 + 2 0 + 0 + 0 − 6 + 0 + 6  1 0 0
   
 9 − 2 − 7 0 + 1 + 0 − 18 + 3 + 21 =  0 1 0 
 1 + 0 − 1 0 + 0 + 0 − 2 + 0 + 3  0 0 1
   

1 0 0 1 0 0
   
0 1 0 = 0 1 0
0 0 1 0 0 1
   

Portanto, conclui-se que as matrizes G e K são inversas entre si.

• Matriz Transposta

Dada uma matriz A de ordem m x n, a matriz transposta dela será representada


por At de ordem “invertida” n x m.
Essa ordem invertida significa que para transformar uma matriz em matriz
transposta, basta trocar os elementos das linhas pelo das colunas e vice-versa.
Exemplo:

0 1 
 
Dada a matriz A = 2 5 , a matriz transposta representada por At, será:
4 6 3 x 2

0 2 4 
At = = 1 5 6
  2 x3

Observa-se que a ordem das matrizes A e da sua transposta A t foi invertida, o


que era linha virou coluna e o que era coluna virou linha.

− 1 2 3
 6 −2 4 
Dada a matriz B =   , a matriz transposta representada por
 8 3 − 3 3 x3

Bt, será:

− 1 6 8
 
Bt =  2 − 2 3 
 3 3 − 3 3 x3

Observa-se que quando há uma matriz quadrada, a sua matriz transposta terá a
mesma ordem, o que irá diferenciar uma da outra é a disposição das linhas e colunas.

• Matriz Simétrica

É quando a matriz transposta At é igual à matriz A .

 3 − 2  3 − 2
Dada a matriz A = 
− 2 5  , a sua transposta é At = − 2 5  .
  2x2  2x2

• Matriz Quadrada
Matriz quadrada é um tipo especial de matriz que possui o mesmo número
de linhas e o mesmo de colunas. Ou seja, dada uma matriz A n x m será uma matriz quadrada
se, e somente se, n = m.
Por exemplo:

B = [5]1x1
A matriz B possui apenas um elemento e é uma matriz quadrada, pois o
mesmo número de linha é o mesmo número de colunas, podendo ser chamada de matriz de
ordem 1.

1 − 3 0 5
6 0 − 2 8
A= 
8 3 5 1
 
5 4 2 0 4 x 4

A matriz A é uma matriz quadrada, pois o número de linha é igual a 4 e o


número de colunas também é igual a 4, podendo ser chamada de matriz de ordem quatro.
Se fosse uma matriz B 3x3 poderia ser chamada de matriz de ordem 3.
Toda matriz quadrada possui duas diagonais: Diagonal Principal e Diagonal
Secundária.

1 − 3 0 5
6 0 − 2 8
A= 
8 3 5 1
 
5 4 2 0 4 x 4

Diagonal Diagonal
Secundária Principal

a11 = 1, a22 = 8, a33 = 5 e a44 =0, formam a diagonal principal.


a14 =5, a23=-2, a32 = 3 e a41 = 5, formam a diagonal secundária.

Numa matriz quadrada C de ordem n, os elementos aij tais que i = j formam a


diagonal principal da matriz, e os elementos aij tais que i + j = n + 1 formam a diagonal
secundária.
Vale ressaltar que as operações com matrizes são:
• Soma de matrizes
Para adicionar duas ou mais matrizes é preciso que todas elas tenham o mesmo
número de linhas e de colunas. A soma dessas matrizes irá resultar em outra matriz que
também terá o mesmo número de linhas e de colunas.
Os termos deverão ser somados com os seus termos correspondentes.
Concluímos que:
Dada duas matrizes, A e B, as duas de ordem m x n. Então, A + B = C, com
C de ordem m x n ↔ a11 + b11 = c11.

Veja o exemplo abaixo:


 3 − 2  5 0 
   
Dado a matriz A =  0 4  e matriz B =  6 − 4  , ao efetuar a soma dessas
1 6  − 3 2 
  3X2   3X2
matrizes tem-se:

Soma-se os termos correspondentes em cada matriz:

 3 − 2  5 0   8 − 2
     
0 4  +  6 − 4 =  6 0 
1 6  − 3 2  − 2 8 
     

 8 − 2
 
Com a soma das duas matrizes obtem-se outra matriz C =  6 0 
− 2 8 
 3x2

• Subtração de matrizes

Para efetuar a subtração de duas matrizes, as matrizes subtraídas devem ter a


mesma ordem (mesmo número de linhas e colunas) e a matriz obtida com a subtração
(matriz diferença) também deve ter o mesmo número de linhas e colunas que as matrizes
subtraídas.
Cada elemento de uma matriz deve ser subtraído com o elemento
correspondente da outra matriz.

Logo conclui-se que:

Dada duas matrizes, A e B, as duas de ordem m x n. Então A – B = C de ordem m x n ↔


a11 – a11 = c11
Veja o exemplo abaixo:
 3 − 2  5 0 
   
Dada a matriz A =  0 4  e a matriz B =  6 − 4  , ao efetuar a subtração
1 6  − 3 2 
  3X2   3X2
dessas matrizes, tem-se:

Subtraindo os termos correspondentes das matrizes:

 3 − 2  5 0   − 2 − 2
     
 0 4  −  6 − 4 =  − 6 8 
1 6  − 3 2   4 4 
    
 − 2 − 2
 
Com a subtração das duas matrizes obtem-se uma matriz C =  − 6 8 
 4 4  3X2

• Multiplicação de uma matriz por um número real

A multiplicação de uma matriz por um número real funciona da seguinte forma:


considerando uma matriz qualquer C de ordem m x n e um número real qualquer p.
Quando multiplica-se o número real p pela matriz C encontra-se como produto outra matriz
p.C de ordem m x n e seus elementos são o produto de p por cada elemento de C.

1 0
Veja o exemplo: Dada a matriz C =   e o número real p = 3. O produto p . C será:
5 2

1 0
p.C = 3. 
 5 2 

 3.1 3.0 
p.C =  
 3.5 3.2 

 3 0
p.C =  
15 6 
 2 − 4  3 − 6 −1 0 
Exemplo: Dada as matrizes A =   , B =   , C =   calcule:
6 2  − 3 0   2 − 3
3A + 2B – 5C.
17 − 24 
Portanto, 3A + 2B − 5C =  .
2 21 

• Multiplicação de matrizes

Sendo A uma matriz do tipo m x n e B uma matriz do tipo n x p, define-se


produto da matriz A pela matriz B a matriz C, do tipo m x p, tal que cada elemento de C
(cij) satisfaz:

cij = ai1b1 j + ai 2b2 j + (...) + ainbn j

Em outras palavras, cada elemento de C é calculado multiplicando-se


ordenadamente os elementos da linha i da matriz A pelos elementos correspondentes da
coluna j da matriz B e a seguir, somando-se os produtos obtidos. Veja abaixo:
O produto entre duas matrizes A e B é definido se, e somente se, o número de
colunas da matriz A for igual ao numero de linhas da matriz B. Assim:

Amxn Bnxp = Cmxp

O elemento neutro da multiplicação de matrizes é a matriz identidade (I).


ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM
1) Escreva o tipo de cada uma das seguintes matrizes:

 4 2 
 1   
2 1 4 3 1 3  3 1 
A= 2 C =   E=
0 −1  5  1 4 − 1
 3 2  0 − 2  
 0 3 

 4
  D = (0 1)
 4
B=   0 0 − 1
1  
  F =  1 0 − 3
5 − 2 1 0 
 

2) Sejam:
− 1
1 2 3  − 2 0 1  
A=  , B = , C= 2
  e D= [2 − 1]
2 1 − 1  3 0 1
 4 

Encontre:

a) A + B
b) A · C
c) B · C
d) C · D
e) D · A
f) D · B
3) Escreva a matriz A = (aij)2x3, em que aij = i + 3j.

1 − 1 2   2 3 0  − 4 − 8 4
4) Dada as matrizes A =  , B = − 2 − 3 1  e C =  12 13 1
3 2 − 1    
Calcule a matriz 3A - 2B + C.

1 − 1 0 
2 3 4  , obtenha a matriz X tal que X= A+ At
5) Dada a matriz A=
 
0 1 − 2

 1 5 − 2 − 3 6 − 1 
   0  e C= 3 − 2
6) Dadas as matrizes A=  2 4 , B=  1   
− 1 3  4 2  0 1 
Calcule:

a) A-B
b) B-C
c) C-A+B

1 − 2 0 − 3 6 12
7) Dadas as matrizes A=   e B=   , determine se possível:
5 − 4 3  9 − 6 15
1
a) . (A+B)
2
2 t
b) -4a - B
3

a 1 2
8) (UFJF-MG) Considere a matriz A =   . Determine a e b reais, tais que: A +2A
0 b
3 2 
=  
0 −1

1 2 1 1  −1
9) (UFCE) Dadas as matrizes A = 3 2 eP= 3 − 2 , determine: P. A.P
   
10) Determine a inversa das matrizes:

 2 4
a)  
1 5 

1 2 
b)  
0 0 

 2 5  x + y 3x − y 
11) Dadas as matrizes A =   e B =
1 
, calcule x e y para que
10 1  5
t
A= B .

1 2 3 4
5 6 7 8
12) Determine a transposta da matriz M =  
 9 10 11 12
 
13 14 15 16

13) Qual é a matriz transposta da matriz identidade de ordem 2?

2 x + 3 y  7
14) Calcule x e y, sabendo que   =  
 3x − y  16
15. Determine os valores de x e y que satisfazem a equação matricial
 x − 2 3 y 7  4 5
 4 2 x  +  1 − y  =  5 1
     

 2 5 8 1 
16) Obtenha as matrizes X e Y tais que X+Y=   e X –Y=  
 − 1 4 1 2
17) Definição: duas matizes A e B comutam na multiplicação se, e somente se, A.B = B.A.
 x 0  1 0
Sabendo que as matrizes A=   e B=   comutam na multiplicação,
 x 1  − x 4
determine o número real x.

18) Os aeroportos 1, 2 e 3 estão interligados por vôos diretos e/ou com escalas. A matriz
( )
A= a ij , abaixo, descreve a forma de interligação dos mesmos, sendo que:

( )
* a ij =1 significa que há vôo direto (sem escala) do aeroporto i pra o aeroporto j;
* (a ij ) = 0 significa que não há vôo direto do aeroporto i para o aeroporto j.

A diagonal principal de A é nula, significando que não há vôo direto de um


aeroporto para ele mesmo.

0 1 1
 
A = 1 0 1
0 1 0
 

Seja A2 = A.A = (bij). Se bij ≠ 0 significa que há vôo do aeroporto i para o


aeroporto j com uma escala. Com base nessas informações, julgue os itens.

a)Há vôo direto do aeroporto 1 para o aeroporto 3, mas não há vôo direto do aeroporto 3
para o 1.

b)Há vôo do aeroporto 2 para o aeroporto 3 com uma escala.

19) Eric necessita de complementos das vitaminas A e C. Diariamente precisa pelo menos
63 unidades de A e no mínimo 55 unidades de C. Ele pode escolher entre os compostos
I e II, que apresentam, por cápsula, as características abaixo:

Composto Vitamina A Vitamina C Valor R$


I 7 unidades 4 unidades 0,70
II 4 unidades 5 unidades 0,50

Qual o gasto mínimo diário de Eric, em reais, com os compostos I e II?

20) Antônio, Bernardo e Cláudio saíram juntos para tomar chope, de bar em bar, tanto no
sábado quanto no domingo. As matrizes a seguir resumem quantos chopes cada um
consumiu e como a despesa foi dividida:
S= e D=

S refere-se às despesas de sábado e D às de domingo. Cada elemento nos dá o número


de chopes que i pagou para j, sendo Antônio o número 1, Bernardo o número 2 e Cláudio o
número 3 ( representa o elemento da linha i,coluna j de cada matriz). Assim, no sábado
Antônio pagou 4 chopes que ele próprio bebeu,1 chope de Bernardo e 4 de Cláudio
(primeira linha da matriz S).

a) Quem bebeu mais chope no fim de semana?

b) Quantos chopes Cláudio ficou devendo para Antônio?


Módulo III
Limites e Derivadas
Objetivos
Nesse módulo você analisará e compreenderá os limites e
derivadas das funções, analisando: Noções e propriedades
de limites; Tipos de limites; Continuidade de uma função;
Taxa de variação; Tipos de derivadas; Máximos e mínimos;
Custo, receita e lucro.
1 NOÇÃO INTUITIVA DE LIMITE

(2 x + 1)(x − 1)
Seja a função f ( x ) =
(x − 1) definida para todo x real e x ≠ 1 . Se x ≠ 1 , pode-
se dividir o numerador e o denominador por x-1 obtendo f(x) = 2x + 1. Estude os valores da
função f quando assume valores próximos de 1, mas diferentes de 1. Atribuindo a x valores
próximos de 1, porém menores que 1, tem-se:

Ao atribuir a x valores próximos de 1, porém maiores que 1, tem-se:

Observe em ambas as tabelas que, quando x se aproxima cada vez mais de f(x)
aproxima-se cada vez mais de 3, isto é, quanto mais próximo de 1 estiver x, tanto mais
próximo de 3 estará f(x).
Define-se limite como:

lim f ( x) = L
x →a

Utilizando esta expressão para o exemplo acima, tem-se:

lim f ( x) = L  lim 2x + 1 = 3
x →a x →1

A interpretação desta sentença matemática significa que quando x se aproxima de 1,


y se aproxima de 3, porém x não é 1 e y não é 3.

1.1 PROPRIEDADES DE LIMITE

Dentre as propriedades de limite, destaca-se as seguintes:

1ª Propriedade:
lim c = c
Se f é a função definida por f(x) = c onde c ∈ ℜ, para todo x real, então x→a

Exemplos:

1) lim
x →3
4=4

2) lim
x→2
6=6

3) lim
x→3
(−14) = −14

4) lim
x→2
3= 3

2ª Propriedade:

Se c ∈ ℜ e lim
x→a
f ( x) = L então lim(c. f ( x)) = c. lim f ( x) = c.L definida por
x→a x→a

f(x) = c onde c ∈ ℜ, para todo x real, então lim c = c


x→a

Exemplos:

1) lim
x→2
3.(5 x) = 3. lim 5 x = 3.15 = 45
x→2

2) lim
x→2
2.(2 x + 1) = 2. lim(2 x + 1) = 2.5 = 10
x→2

3) lim
x→3
5.( x) = 5. lim x = 5.3 = 3 5
x →3

1 1 1 1
4) lim
x→2 2
.(2 x + 1) = . lim(2 x + 1) = .2.5 = 10 = 5
2 x → 2 2 2

3ª Propriedade:

Se lim
x→a
f ( x) = L e lim g ( x) = M então lim( f + g )( x) = L + M
x→a x→a

Exemplos:

1) Se f(x)=3x-2 e g(x) = 2x, calcule lim


x →3
( f + g )( x)

lim f ( x) = L → lim 3x − 2 = 3.3 − 2 = 7


x→a x →3

lim g ( x) = M → lim 2 x = 2.3 = 6


x→a x→2

Então lim
x→a
( f + g )( x) = L + M = lim((3 x − 2) + (2 x)) = 7 + 6 = 13
x→2

2) Se f(x)=(5x+7) e g(x) =(x-1), calcule lim


x→2
( f + g )( x)

lim f ( x) = L → lim(5 x + 7) = 5.2 + 7 = 17


x→a x→2

lim g ( x) = M → lim( x − 1) = 2 − 1 = 1
x→a x→2
Então lim
x→a
( f + g )( x) = L + M = lim((5 x + 7) + ( x − 1)) = 17 + 1 = 18
x→2

3) Se f(x)=7x-1 e g(x) = 2x+3, calcule lim


x →3
( f + g )( x)

lim f ( x) = L → lim 7 x − 1 = 7.3 − 1 = 20


x→a x →3

lim g ( x) = M → lim 2 x + 3 = 2.3 + 3 = 9


x→a x →3

Então lim
x→a
( f + g )( x) = L + M = lim((7 x − 1) + (2 x + 3)) = 20 + 9 = 29
x →3

4) Se f(x)=x-2 e g(x) = 3x+5, calcule lim


x →1
( f + g )( x)

lim f ( x) = L → lim x − 2 = 1 − 2 = −1
x→a x →1

lim g ( x) = M → lim 3 x + 5 = 3.1 + 5 = 8


x→a x →1

Então lim
x→a
( f + g )( x) = L + M = lim(( x − 2) + (3 x + 5)) = −1 + 8 = 7
x →1

4ª Propriedade:

Se lim
x→a
f ( x) = L e lim g ( x) = M então lim( f − g )( x) = L − M
x→a x→a

Exemplos:

1) Se f(x)=3x+4 e g(x) = 2x+1, calcule lim


x→2
( f − g )( x)

lim f ( x) = L → lim 3 x + 4 = 3.2 + 4 = 10


x→a x→2

lim g ( x) = M → lim 2 x + 1 = 2.2 + 1 = 5


x→a x→2

Então lim
x→a
( f − g )( x) = L − M = lim((3x + 4) − (2 x + 1)) = 10 − 5 = 5
x→2

2) Se f(x)=(2x-2) e g(x) =(x+1), calcule lim


x →3
( f − g )( x)

lim f ( x) = L → lim(2 x − 2) = 2.3 − 2 = 4


x→a x →3

lim g ( x) = M → lim( x + 1) = 3 + 1 = 4
x→a x →3

Então lim
x→a
( f − g )( x) = L − M = lim((2 x − 2) − ( x + 1)) = 4 − 4 = 0
x →3

3) Se f(x)=8x+4 e g(x) = x+1, calcule lim


x→2
( f − g )( x)

lim f ( x) = L → lim 8 x + 4 = 8.2 + 4 = 20


x→a x→2

lim g ( x) = M → lim x + 1 = 2 + 1 = 3
x→a x→2

Então lim
x→a
( f − g )( x) = L − M = lim((8 x + 4) − ( x + 1)) = 20 − 3 = 17
x→2

4) Se f(x)=(2x-1) e g(x) =(x-1), calcule lim


x →3
( f − g )( x)
lim f ( x) = L → lim(2 x − 1) = 2.3 − 1 = 5
x→a x →3

lim g ( x) = M → lim( x − 1) = 3 − 1 = 2
x→a x →3

Então lim
x→a
( f − g )( x) = L − M = lim((2 x − 1) − ( x − 1)) = 5 − 2 = 3
x→2

5ª Propriedade:

Se lim
x→a
f ( x) = L e lim g ( x) = M então lim( f .g )( x) = L.M
x→a x→a

Exemplos:

1) Se f(x)=x+4 e g(x) = x+9, calcule lim


x→2
( f .g )( x)

lim f ( x) = L → lim x + 4 = 2 + 4 = 6
x→a x→2

lim g ( x) = M → lim x + 9 = 2 + 9 = 11
x→a x→2

Então lim
x→a
( f .g )( x) = L.M = Limx → 2 (( x + 4).( x + 9)) = 6.11 = 66

2) Se f(x)=(2x-2) e g(x) =(x+1), calcule lim


x →3
( f .g )( x)

lim f ( x) = L → lim(2 x − 2) = 2.3 − 2 = 4


x→a x →3

lim g ( x) = M → lim( x + 1) = 3 + 1 = 4
x→a x →3

Então lim
x→a
( f .g )( x) = L.M = lim((2 x − 2).( x + 1)) = 4.4 = 16
x →3

6ª Propriedade:

Se lim
x→a
f ( x) = L então lim( f ) n ( x) = Ln , n ∈ N*
x→a

Exemplos:

2
1) Se f(x)=3x+4 , calcule Limx →1 (3x + 4)
lim f ( x) = L → lim 3x + 4 = 3.1 + 4 = 7
x→a x →1

Então lim ( f ) n ( x) = Ln , = lim(3x + 4) 2 = 7 2 = 49


x→a x →1

2) Se f(x)=(x-2) ,calcule lim ( x − 2) 3


x →3

lim f ( x) = L → lim( x − 2) = 3 − 2 = 1
x→a x →3

Então lim ( f ) ( x) = Ln = lim( x − 2)3 = 13 = 1


n
x→a x →3
7ª Propriedade:

Se lim f ( x) = L e lim g ( x) = M ≠ 0 então lim f  ( x) = L


x→a x→a x → a g 
  M
Exemplos:
f 
1) Se f(x)=3x+4 , e g(x)= x+3 calcule Limx → 2   ( x)
g
lim f ( x) = L → lim 3 x + 4 = 3.2 + 4 = 10
x→a x→2

lim g ( x) = M → lim x + 3 = 2 + 3 = 5
x→a x→2

f L 10
Então lim   ( x) = = =2
x → 2 g  5
  M

f 
2) Se f(x)=(x+2) e g(x)= 2x-1, calcule lim   ( x)
x →1  g 
 
lim f ( x) = L → lim( x + 2) = 1 + 2 = 3
x→a x →1

lim g ( x) = M → lim 2 x − 1 = 2.1 − 1 = 1


x→a x →1

f  L 3
Então lim   ( x) = = =3
x → a g  M 1
 

8ª Propriedade:

Se lim
x→a
f ( x) = L então lim n f ( x) = n L com L ≥ 0 e n ∈ N* ou L < 0 e n é
x→a
ímpar.

Exemplos:

1) Se f(x)=(6x+2) , calcule lim f ( x)


3
x →1

lim f ( x) = L → lim(6 x + 2) = 6.1 + 2 = 8


x→a x →1

Então lim
n
f ( x) = n
L =38=2
x→a

2) Se f(x)= (10x+4) , calcule lim f ( x)


3
x →6
lim f ( x) = L → lim(10 x + 4) = 10.6 + 4 = 64
x→a x→6

Então lim
n
f ( x) = n
L = 3 64 = 4
x→a

1.2 LIMITES LATERAIS

Definição 1: Seja f uma função definida em um intervalo aberto ]a,b[. O limite de f(x),
quando x se aproxima de a pela direita, será L e escreve-se:
lim f ( x) = L
x→a +

Definição 2: Seja f uma função definida em um intervalo aberto ]b,a[. O limite de f(x),
quando x se aproxima de a pela esquerda, será L e escreve-se:
lim f ( x) = L
x→a −

Exemplos:
1)Considere a função:

x − 1, se x < 3
f(x) = 
− x + 7, se x ≥ 3
lim f ( x)
x →3+ : limite de f(x) quando x tende ao ponto 3, pela direita ou por valores maiores do
que 3.
lim f ( x)
x →3− : limite de f(x) quando x tende ao ponto 3, pela esquerda ou por valores menores
do que 3.
Calculando os limites laterais:
lim f ( x) = lim − x + 7 = 4
x →3+ x →3+

lim f ( x) = lim x − 1 = 2
x →3− x →3−

Graficamente:
y

y=-x=7
2
y=x-1

⇒3⇐

x + 2, se x ≠ 1
2) f(x) = 
3 , s e x =1

lim f ( x) = lim x + 2 = 3
x →1+ x →1+

lim f ( x) = lim 3 = 3
x →1− x →1−

Unicidade do Limite

lim f ( x) lim f ( x) = L lim f ( x) = L


x→ a existe e é igual a L se, e somente se, ambos x → a + e x→a −
existirem e forem iguais a L.
lim f ( x) = L ⇔ lim f ( x) = lim f ( x)
Isto é: x→a x →a + x →a −

lim+ f ( x) ≠ lim+ − f ( x) ⇔ ∃ lim f ( x)


Se x→a x→a x→a

Para os exemplos anteriores conclui-se:

lim f ( x) = lim − x + 7 = 4
1) x →3+ x →3+
∃ lim f ( x)
x→3
lim f ( x) = lim x − 1 = 2
x →3− x →3−

Como os limites laterais são diferentes, não existe o limite no ponto 3.


lim f ( x) = lim x + 2 = 3
2) x→1+ x →1+
lim f ( x) = 3
x →1
lim f ( x) = lim 3 = 3
x →1− x →1−

Como os limites laterais são iguais, pela unicidade do limite, o limite no ponto
1 tem o mesmo valor que os limites laterais, ou seja, é igual a 3.

1.3 LIMITES INFINITOS

5
Considera-se a função f ( x) = definida para todos os reais diferentes
x−3
de 3.
5 5
Observa-se que em lim x − 3 = 0 ? , tem-se uma indeterminação.
x →3

Veja o que acontece com f(x) nas vizinhanças de 3.


Calcule o limite de f(x) quando x tende a 3 pela direita, como por exemplo:
( 3,1; 3,01; 3,001; ....)
5
Substituindo esses valores na função f ( x) = tem-se:
x−3
5
f (3,1) = = 50
0,1
5
f (3,01) = = 500
0,01
5
f (3,001) = = 5000
0,001
5
f (3,0001) = = 50000
0,0001
Verifica-se que os resultados vão ficando cada vez maiores, superando qualquer
valor fixado. O limite de f(x), quando x tende a 3 pela direita, é infinito, e expressa-se da
seguinte forma:
5
lim =∞
x →3 x − 3
+

Calculando agora o limite de f(x) pela esquerda, ou seja, atribuindo a x valores


menores do que 3, do tipo: (2,9; 2,99; 2,999;...).
5
Substituindo esses valores na função f ( x) = tem-se:
x−3
5
f (2,9) = = −50
− 0,1
5
f (2,99) = = −500
− 0,01
5
f (2,999) = = −5000
− 0,001
5
f (2,9999) = = −50000
− 0,0001
Verifica-se que os resultados vão ficando cada vez menores, ficando abaixo de
qualquer valor fixado. O limite de f(x), quando x tende a 3 pela esquerda, é menos infinito,
e expressa-se da seguinte forma:
5
lim = −∞
x →3− x − 3

Analisando os dois limites laterais observa-se que:


5
lim =∞
x →3+ x − 3
∃ lim f ( x)
x→3
5
lim = −∞
x →3− x − 3

Como os limites laterais são diferentes, não existe o limite no ponto 3.


Exemplo:
10
Calcular o limite xlim
→2 (x −2)2
10
Substituindo o lugar do x tem-se: lim ?
x→2 0
Calculando os limites laterais:

10 10
lim = =∞
2
x →2+ (x −2) 0+ 10 Obs: 0 + significa um valor
lim =∞ muito pequeno, próximo de
x → 2 ( x − 2 )2 zero, e positivo.
10 10
lim = =∞
2
x →2− (x − 2) 0+
Como os limites laterais são iguais existe o limite no ponto 2.

1.3.1 LIMITES NO INFINITO

lim f ( x ) lim f ( x )
Limites dos tipos x → +∞ e x → −∞ são denominados limites no
infinito. A notação x → +∞ (x tendendo a mais infinito) é utilizada para traduzir a idéia de
que x vai se tornando cada vez maior e tão grande quanto se possa imaginar.
Analogamente, a notação x → −∞ (x tendendo a menos infinito) significa que x
vai se tornando menor que qualquer numero negativo que se possa imaginar.
Analisando esses limites para as funções polinomiais e racionais tem-se:

Função Polinomial
n −1 +
n
Seja f uma função do tipo : f ( x) = a 0 x + a1 x a 2 x n − 2 + .......... + an
Onde a0, a1, a2 : são coeficientes da função polinomial

lim f ( x) = lim a 0 x n (Termo de maior grau)


x → +∞ x → +∞

lim f ( x) = lim a 0 x n (Termo de maior grau)


x → −∞ x → −∞

Exemplos:
lim x3 + 4 x 2 − 5 x = lim x3 = + ∞
1) x → +∞ x → +∞
Para x tendendo a mais infinito, x3 também tenderá para mais infinito, ou seja:
3
lim x3 = (+ ∞ ) = + ∞ ( ∞3 deve ser entendido assim: se um número positivo for muito
x → +∞
grande, tão grande quanto se possa imaginar, o seu cubo será, também, tão grande quanto
se possa imaginar)
lim x 4 + 7 x 3 − 5 x 2 − 6 = lim x 4 = + ∞ (número negativo elevado a uma potência
2) x → −∞ x → −∞
para o resultado é positivo)

Resumindo:

lim 3x 2 = + ∞
a) x → lim 3 x 2 = + ∞
b) x →
+∞ −∞
lim − 3 x 2 = − ∞
c) x → lim − 3 x 2 = − ∞
d) x →
+∞ −∞

lim 4 x3 = + ∞
e) x → lim 4 x3 = − ∞
f) x →
+∞ −∞

lim − 4 x3 = − ∞
g) x → lim − 4 x3 = + ∞
h) x →
+∞ −∞

Função Racional
f ( x)
Seja uma função racional (quociente entre dois polinômios) do tipo g ( x ) , então:

f ( x) a0 x n
lim = lim (Termo de maior grau para a função do
x → +∞ g ( x) x → +∞ bo x
m
numerador e a do denominador)

f ( x) a xn
lim = lim 0 (Termo de maior grau para a função do
x → −∞ g ( x) x → −∞ bo x
m
numerador e a do denominador)

Exemplos:
x 3+5 x −1 = x 3 (simplificando) =
1) lim 2 lim 2 lim x = +∞
x → +∞ x + 3 x → +∞ x x → +∞

4 x 2 + x +8 = 4 x 2 (simplificando) = 4
2) lim lim lim x = −∞
x → −∞ 5 x + 2 x → −∞ 5 x x → +∞ 5

6 x 4 + x 3+8 x 2 − 5 = 6 x 4 (simplificando) =
3) lim 4 2 lim 4 lim 2 = 2
x → −∞ 3x − 4 x + 7 x → −∞ 3x x → +∞

2 Continuidade de Função
Intuitivamente, a idéia de função contínua decorre da análise de seu gráfico.
Quando o gráfico de uma função não apresenta interrupções, considera-se que ela é
contínua. Se houver algum ponto em que ocorre a interrupção, considera-se que esse é um
ponto de descontinuidade.
Uma função f é contínua no ponto a se as seguintes condições forem satisfeitas:
a) f(a) existe (função no ponto, ou seja, x=a)
lim f ( x )
b) x→ a existe (portanto, os limites laterais são
lim f ( x ) = lim f ( x )
iguais x → + x→a − )
a
lim f ( x)
c) x → a = f(a)

Exemplos:
2x + 1, se x ≠ 1
1) Verificar se f (x) = 
4, se x = 1 tem algum ponto de
descontinuidade?
a) f(a)
para x = 1:
f(x) = 4
f(1) = 4

lim f ( x) = lim 2 x + 1 = 3
b) x → + x →1+ lim f ( x ) = 3
1
x →1
lim f ( x) = lim 2 x + 1 = 3
x →1− x →1−

lim f ( x ) ≠ f (a )
c) x →1

Portanto como a terceira condição não foi satisfeita, conclui-se que a função é
descontínua no ponto x=1.

2) Verificar se a função f ( x) = 2 x + 1 é contínua ou descontínua em 1.

a) f(a)
para x=1:
f(x) =2x+1
f(1) = 2.1+1=3
lim f ( x) = lim 2 x + 1 = 3
b) x → + x →1+
1
lim f ( x ) = 3
lim f ( x) = lim 2 x + 1 = 3 x →1
x →1− x →1−

lim f ( x ) = f (a )
c) x →1

Portanto todas as condições foram satisfeitas, conclui-se que a função é contínua no ponto
x=1

x + 1, se x < -5
3) Verificar se f (x) =  tem algum ponto de
1 − x, se x > -5
descontinuidade?
a) f(a)
para x=-5
Não existe f(a)
Como a 1ª condição não foi satisfeita, conclui-se que a função é descontínua em
1.
Para que uma função seja contínua tem que satisfazer as três condições, se
deixar de atender uma delas afirma-se que a função é descontínua.
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM

Calcule os limites:

lim (2 x + 4)
1) x →5

2) xlim (3x 2 − 5)
→ −1

( x 3 − 2 x 2 + 3 x − 4)
3) xlim
→ −1

3x + 1
lim
4) 1 5x − 2
x→
2

2x + 1
5) lim 2 − 3x + 4
x → −1 x

6) xlim (5 x 4 − 7)
→2

7) xlim 7 x3 + x 2 + x + 1
→0

x2 − 2 x − 3
8) lim
x → −3 5 − 3x

lim 50
9) x → −9

2
 2x2 − x + 1 
10) lim  

x →1  3x − 2 
πr 2
11) rlim
→1

4 3
12) lim πr
3
r→ 3
3

2 x 2 + 3x + 2
13) lim
x→2 6 − 4x
2
 x3 − 3x 2 − 2 x − 5 
14) lim  2


x→4  2 x − 9 x + 2 

3x3 − 5 x 2 − x + 2
15) lim
x → −2 4x + 3

x 2 − 2
16) lim
x → +∞ x − 3

8 − x3
17) lim
x → +∞ 8 x + 5

2x4 + 6 x2 + 4 x + 9
18) lim
x → +∞ 3 − x4

lim (5 x3 + 7 x 2 − 8)
19) x → −∞

2 x5 − 6 x3 + 4
20) lim 2
x → −∞ − x + 10

x − 2, se x ≤ 3
21) Verificar se f (x) =  tem algum ponto de descontinuidade?
 2, se x > 3

x 2 , se x ≤ 0
22)Verificar se f (x) =  tem algum ponto de descontinuidade?
x, se x > 0
x − 1, se x ≤ 1
23) Verificar se f (x) =  x, se x > 1 tem algum ponto de descontinuidade?

x + 1, se x ≠ 1
24) Verificar se f (x) =  3, se x = 1 tem algum ponto de descontinuidade?

7x - 6, se x < 2
25)Verificar se f (x) =  2 tem algum ponto de descontinuidade?
 2x , se x > 2

3 Taxa de Variação

Nesta seção, destaca-se o conceito de taxa de variação analisando a taxa de


variação média e a taxa de variação instantânea. Tais análises permitirão entender o
conceito de derivada, que tem grande aplicação nas variadas áreas do conhecimento.
Existem inúmeras aplicações de taxa de variação na vida real: velocidade,
aceleração, taxas de crescimento populacional, taxas de desemprego, taxas de produção,
inflação, taxas de fluxo de água, etc
Define-se taxa de variação como:

variação em y ∆y
Taxa de variação média = =
variação em x ∆x

A variação de uma grandeza é obtida pelo valor final menos o valor inicial.

∆y = y final − yinical

∆x = x final − x inical

Exemplos:

1) Considerando :

y – espaço percorrido por um automóvel = 200 km


x – tempo gasto em percorrê-lo = 4 horas

0
200 km

0 4 horas
variação em y ∆y 200 - 0 km
Taxa de variação média = = = = 50
variação em x ∆x 4-0 h

Essa taxa de variação, na física, recebe o nome de velocidade média.

2) Considerando que, para um grupo de operários em uma indústria de alimentos, a


quantidade P de alimentos produzidos (ou industrializados) depende do número t de
2
horas trabalhadas a partir do início do expediente e que tal produção é dada por P = x ,
onde P é dada em toneladas.
O instante do início do expediente é representado por x = 0, ou seja, 0:00 hora. Vamos
determinar a taxa de variação média da produção para o intervalo de tempo das 3:00
horas até as 4:00 horas.

Para o intervalo de tempo estipulado acima, tem-se:

Taxa de variação média de f(x)


f (4) − f (3) 16 − 9
para
= o intervalo de 3 até 4 = = = 5ton / h
4−3 4−3

Taxa de variação instantânea

É possível calcular a taxa de variação para um instante específico? Por


exemplo, qual a taxa de variação da produção exatamente às 3:00 horas? Se é possível
calcular tal taxa, como se realiza tal cálculo?
A expressão “taxa de variação da produção exatamente às 3:00 horas” refere-se
a “taxa de variação instantânea da produção no instante x=3”.
Considerando o instante x=3, adota-se para os cálculos das taxas de variação
média, o intervalo de 3 até 3 +b, onde b representa o tamanho do intervalo, então tem-se:

•Fazendo b= 0,1, tem-se o intervalo de 3 até 3+0,1 ou de 3 até 3,1:

•Fazendo b= 0,01, tem-se o intervalo de 3 até 3+0,01 ou de 3 até 3,01:


Assim, calcula-se as taxas de variação média para intervalos de “3 até um
instante pouco maior que 3” e nota-se que tal taxa cada vez mais se “aproxima” do valor 6.

Vamos agora calcular as taxas de variação média para intervalos de “um


instante pouco menor que 3 até o instante 3” e verificar se, nesses casos, a taxa também vai
se “aproximar” do valor 6. Para obter tais intervalos e calculá-los basta tomar valores
negativos para b:

•Fazendo b= - 0,1, tem-se o intervalo de 3 até 3 + ( -0,1) ou de 3,0 até 2,9:

•Fazendo b= - 0,01, tem-se o intervalo de 3 até 3+ ( -0,01) ou de 3,0 até 2,99:

Por esses últimos cálculos, onde os intervalos são obtidos fazendo b negativo,
nota-se que a taxa de variação média também se “aproxima” do valor 6.

Então, se diz que, “as 3:00 horas, a produção é de 6 toneladas/hora”.

O procedimento de tornar b “próximo” de zero e torná-lo “mais próximo ainda”


de zero pode ser resumido por b 0. Na verdade, o cálculo da taxa de variação instantânea
em x=3 a partir das taxas de variação média para b 0 pode ser resumido na linguagem de
limites por:

Taxa de variação instantânea de f(x) em x = 3 =

A conclusão de que:
Só é possível porque os limites laterais são iguais.

Resumindo:
f (a + b) − f ( a )
Taxa de variação instantânea de f(x) em x=a = lim
b →0 b

Ou seja, calcular taxa de variação instantânea é calcular limite.

3.1 DERIVADA DE UMA FUNÇÃO EM UM PONTO

A taxa de variação instantânea da função produção no instante x = 3 é muito


importante e também recebe o nome derivada da função produção no ponto x = 3.
Simboliza-se a taxa de variação instantânea, ou derivada, no ponto x = 3 por f’(3).

f’(a) = Derivada da função f(x) no ponto x = a = Taxa de variação instantânea de f(x) em x


=a

f’(a) = Derivada da função f(x) no ponto x = a =

Logo, a derivada de uma função f(x) em um ponto x = a é dada por:


f’(a) =

3.2 DERIVADA DE FUNÇÕES ELEMENTARES

As derivadas de funções elementares são:

• Derivada da Função Constante:

Dada a função f(x) = c, c ∈ IR, tem-se:

f(x) =c

f’(x) = 0

Exemplos:

1) Se f(x) = 6  f’(x) = 0

2) Se f(x) =-10  f’(x) = 0

3) Se f(x) = π  f’(x) = 0
4) Se f(x) = 10  f’(x) = 0

• Derivada da função do tipo a.x:

f(x) =a.x

f’(x) = a

Exemplos:

1) Se f(x) = 6x  f’(x) = 6

2) Se f(x) =-10x  f’(x) = -10

3 3
3) Se f(x) = 4 x  f’(x) = 4

4) Se f(x) = 5x  f’(x) = 5

• Derivada da Função Potência:

A derivada da n-ésima potência de uma variável é igual ao produto de n pela (n-


1)-ésima potência da variável:

f(x) = xn
f’(x) = nx n −1

Exemplos:

1) Se f(x) = x 2  f’(x) = 2x

x4
3
2) Se f(x) =  f’(x) = 4 x

3 x3
2 2
3) Se f(x) =  f’(x) = 3.3 x = f’(x) = 9 x

4) Se f(x) = 4t 5  f’(x) = 20t 4


3.3 REGRAS DE DERIVAÇÃO

As regras de derivação são:

• Derivada da Soma de Funções:

A derivada da soma de funções é igual à soma de suas derivadas.

f(x) =u+v

f’(x) =u’+v’

Exemplos:

1) Se f(x) = 3x 2 + 4 x − 5  f’(x) = 6x + 4

2) Se f(x) = 3x 4 + x  f’(x) = 12 x3 + 1

3) Se f(x) = − 2 x 2 + 4 x3  f’(x) = − 4 x + 12 x 2

• Derivada do Produto de Funções:

A derivada do produto de duas funções é igual ao produto da primeira função pela


derivada da segunda função mais o produto da segunda função pela derivada da primeira.

f(x) = u.v

f’(x)=u’.v + u.v’

Exemplos:

1) Se f(x) = (x3+4)(x+3)

Denominando u = (x3+4) e v = ( x+3), tem-se:

u ' = 3 x 2 e v '= 1

f’(x) = (x3+4)(1) + ( x+3)(3x2)= x3+4+3x3+9x2 f’(x) = 4 x3+9x2+4


2)Se f(x) = (3x2+2x)(5x+1)

Denominando u = (3x2+2x) e v = (5x+1), tem-se:

u' = 6 x + 2 e v '= 5

f’(x) = (6x+2)( 5x+1) + (3x2+2x)(5)= 30x2+6x+10x+2+15x2+10x

f’(x) = 45x2+26x+2

• Derivada do Quociente de duas Funções:

A derivada do quociente de duas funções é igual ao quociente do produto da


derivada do numerador pelo denominador menos o produto do numerador pela derivada do
denominador, dividido pelo quadrado do denominador.
u
f(x) =
v

u'.v − u.v'
f’(x)=
v2

Exemplos:

x2 − 4x + 1
1) Se f(x) =
x−6
2
Denominando u = ( x − 4 x + 1 ) e v = ( x-6), tem-se:

u' = 2 x − 4 e v' = 1
(2 x − 4)( x − 6) − ( x 2 − 4 x + 1)(1)
f’(x) =
( x − 6) 2
2 x 2 − 16 x + 24 − x 2 + 4 x − 1
=
( x − 6) 2

x 2 − 12 x + 23
= ( x − 6) 2
x+7
2) Se f(x) = 2 3 + 1
x

Denominando u = (x+7) e v = ( 2 x 3 + 1 ), tem-se:

u '= 1 e v' = 6 x 2

(1)(2 x 3 + 1) − ( x + 7)(6 x 2)
f’(x) =
(2 x 3 + 1) 2

2 x 3 + 1 − 6 x 3 − 42 x
=
(2 x3 + 1) 2

− 4 x 3 − 42 x + 1
=
(2 x 3 + 1) 2

3.4 DERIVADAS SUCESSIVAS

Seja f(x) uma função, denominam-se derivadas sucessivas dessa função a derivada
primeira, f’(x), a derivada segunda f’’(x), a derivada terceira f’’’(x) e assim
sucessivamente.

Exemplo:

1)f(x) = 3x4 +5x+ 6, encontre f’(x), f’’(x) e f’’’(x)

f’(x) = 12x3+ 5

f’’(x) =36x2

f’’’(x) = 72x
3.5 MÁXIMOS E MÍNIMOS

Nos estudos econômicos, administrativos e contábeis, é muito comum surgirem


dúvidas como: Qual a quantidade devo comercializar para que o lucro seja máximo? Qual
quantidade devo armazenar em estoque para que o custo de estoque seja mínimo? Quanto
devo aplicar em propaganda para que a receita seja máxima? Qual a quantidade de insumo
a ser usada para que a produção seja máxima? Em que momentos, em um curto intervalo
de tempo, devo comprar e vender as “ações” de uma empresa para que o lucro na operação
seja máximo?
Nas situações citadas, se o lucro, custo, receita e produção são expressos por
funções, então as respostas a tais perguntas envolvem pontos especiais, como os pontos de
máximo,de mínimo e de inflexão.

Máximos e Mínimos Locais

Para uma função f(x), considera-se que o ponto c é o ponto de máximo local
(ou máximo relativo) se o valor de f(c) for o maior valor que a função assume para x nas
proximidades de c.
Para uma função f(x), considera-se que o ponto c é o ponto de mínimo local (ou
mínimo relativo) se o valor f(c) for o menor valor que a função assume para x nas
proximidades de c.
As figuras 1 e 2 representam,respectivamente, o ponto c como ponto de
máximo local e mínimo local.

Figura 1: c como ponto de máximo Figura 2: c como ponto de mínimo

Portanto, se c é máximo local, então f(c) ≥ f (x) para todo x nas proximidades
de c. Similarmente, se c é mínimo local, então f(c) ≤ f (x) para todo x nas proximidades de
c.
São os chamados pontos de máximo ou de mínimo de pontos críticos.

Propriedade

Se c é ponto de máximo relativo ou de mínimo relativo de f(x), e existe f’(c),


então f’(c) =0.
Assim, para encontrar os pontos críticos, deve-se procurar pontos onde a
primeira derivada vale zero.
Exemplo: y = x 2 − 6 x + 10

Derivando a função e resolvendo a equação resultante tem-se:

y’ = 2x – 6

Igualando a primeira derivada a zero para identificar o ponto critico:

2x - 6 =0

x=3

Portanto, para x = 3 a função y = x 2 − 6 x + 10 tem um ponto crítico. Como a


propriedade é a mesma para determinar ponto de máximo e ponto de mínimo relativo, não
pode-se afirmar qual deles ocorre no ponto x = 3. Precisa-se de mais informações para
classificá-lo.

Teste da Segunda Derivada

Dada uma função f(x), após se obter a função derivada f’(x), pode-se obter
através de derivadas sucessivas a segunda derivada de f(x) simplesmente derivando a
derivada f’(x).
A segunda derivada pode ser utilizada para verificar se um ponto crítico obtido
a partir de f’(x) =0 é ponto de máximo ou mínimo relativo.
Para detectar pontos de máximo ou mínimo relativo com auxílio da segunda
derivada, utiliza-se os passos de teste da segunda derivada, estabelecidos abaixo:

1.Calcula-se a derivada da função proposta;

2.Iguala-se a derivada da função proposta a zero e resolve-se a equação resultante;

3.Calcula-se a segunda derivada;

4.Substitui-se na segunda derivada “x” por cada uma das raízes da equação
resultante.

4.1 Os valores de “x” que tornarem positiva a segunda derivada corresponderão à


mínimos;

4.2 Os valores de “x” que tornarem negativa a segunda derivada corresponderão à


máximos.
PONTO DE INFLEXÃO

É o ponto onde o gráfico muda de concavidade. Determina-se este ponto


igualando a segunda derivada a zero e resolvendo a equação resultante f " ( x) = 0 .

y
Concavidade voltada para cima
f (x)

Ponto de inflexão

Exemplo:
Concavidade voltada para baixo

3 2
1) y = x − 3 x − 9 x + 2
1º passo: calcular a derivada da função proposta.
y ' = 3x 2 − 6 x − 9
Como todos os números são divisíveis por um mesmo número (por três, neste
caso)
y' = x 2 − 2 x − 3
2º passo: igualar a derivada a zero e resolver a equação resultante.
x 2 − 2x − 3 = 0
∆ = b 2 − 4.a.c ⇔ ∆ = (−2) 2 − 4.(1).( −3) ⇔ ∆ = 16

−b± ∆
x=
2.a
− (−2) ± 16 2±4
x= ⇔ x= então:
2.1 2
2+4 6
x1 = ⇔ x1 = ⇔ x1 = 3
2 2
2−4 −2
x2 = ⇔ x2 = ⇔ x 2 = −1
2 2
3º passo: calcular a segunda derivada.
y" = 6 x − 6
4º passo: substituir na segunda derivada x por cada uma das raízes da
equação resultante.
Para x1 = 3 :
y" = 6.3 − 6 ⇒ y" = 12
(Como a segunda derivada resultou num valor positivo, significa que para x =3, a
função tem um valor mínimo neste ponto)
Para x 2 = −1 y" = 6.(−1) − 6 ⇒ y" = −12
(Como a segunda derivada resultou num valor negativo, significa que para x =-1,
a função tem um valor máximo)
Para calcular os valores de máximo e de mínimo, basta substituir x = 3 (para
calcular o valor mínimo) e x =-1 (para calcular o valor máximo) na equação inicial.
y min = 3 3 − 3.(3 2 ) − 9.3 + 2
y min = 27 − 27 − 27 + 2 ⇒ y min = −25 (é o valor mínimo)
Sendo x = 3 e y min = −25 , o ponto mínimo será (3;−25) .
y máx = (−1) 3 − 3.(−1) 2 − 9.(−1) + 2
y máx = −1 − 3 + 9 + 2 ⇒ y máx = 7 (é o valor máximo)

Sendo x = −1 e y máx = 7 , o ponto máximo será (−1;7) .


Para o cálculo do ponto de inflexão considera-se que y" = 0 , então:
6x − 6 = 0
6x = 6
6
x=
6
x =1

3 2
Substituindo x na função inicial: y = x − 3x − 9 x + 2
y = 13 − (3).(1) 2 − (9).(1) + 2
y =1− 3 − 9 + 2 ⇒ y = −9

Sendo x = 1 e y = −9 , o ponto de inflexão será (1;−9) .


Desta forma a representação gráfica será a seguinte:

y
Ponto de máximo

1 3
x
-1

Ponto de inflexão
-9

-25 Ponto de mínimo

3 2
2) Para f ( x) = 2 x + 3 x − 12 x + 1 determinar seu(s) ponto(s) crítico(s)
1º passo: calcular a derivada da função proposta.
y ' = 6 x 2 + 6 x − 12 Como todos os termos são divisíveis por seis...
y' = x 2 + x − 2
2º passo: igualar a derivada a zero e resolver a equação resultante.
x2 + x − 2 = 0
∆ = b 2 − 4.a.c ⇔ ∆ = 12 − (4).(1).(−2) ⇔ ∆=9

−b± ∆
x=
2.a
− (1) ± 9 −1± 3
x= ⇔ x= então:
2.1 2
−1+ 3 2
x1 = ⇔ x1 = ⇔ x1 = 1
2 2
−1− 3 −4
x2 = ⇔ x2 = ⇔ x 2 = −2
2 2
3º passo: calcular a segunda derivada.
y" = 12 x + 6
4º passo: substituir na segunda derivada x por cada uma das raízes da
equação resultante.
Para x1 = 1 (neste ponto ocorre o valor mínimo):
y" = 12.1 + 6 ⇔ y" = 18

Para x 2 = −2 (neste ponto ocorre o valor máximo):


y" = 12.( −2) + 6 ⇔ y" = −24 + 6 ⇔ y" = −18

Para calcular os valores de máximo e de mínimo, basta substituir x1 e x 2 na equação


inicial.
y min = 2 x 3 + 3x 2 − 12 x + 1 ⇔ y min = 2.(1) 3 + 3.(1) 2 − 12.1 + 1
y min = 2 + 3 − 12 + 1 ⇔ y min = −6 (é o valor mínimo)
Sendo x1 = 1 e y min = −6 , o ponto mínimo será (1;−6) .
y máx = 2.(−2) 3 + 3.(−2) 2 − 12.(−2) + 1 ⇔ y max = 2.( −8) + 3.4 − 12.(−2) + 1

y máx = −16 + 12 + 24 + 1 ⇔ y máx = 21 (é o valor


máximo)
Sendo x 2 = −2 e y máx = 21 , o ponto máximo será (−2;21) .
Para o cálculo do ponto de inflexão toma-se por base a segunda derivada e considera-
se que y" = 0 , então:
−6 −1
y" = 12 x + 6 ⇔ 12 x + 6 = 0 ⇔ x= ⇔ x=
12 2
3 2
Substituindo x na função inicial: y = 2 x + 3x − 12 x + 1
−1 3 −1 −1 −1 1 12
y inf = 2.( ) + 3.( ) 2 − 12.( ) + 1 ⇔ y inf = 2.( ) + 3.( ) + +1
2 2 2 8 4 2
−2 3 6 1 − 2 + 6 + 48 + 8 15
y inf = + + + ⇔ y inf = ⇔ y inf =
8 4 1 1 8 2
−1 15 − 1 15
Sendo x = e y = , o ponto de inflexão será ( ; ) .
2 2 2 2

Desta forma a representação gráfica será a seguinte:

y
Ponto de máximo

21

Ponto de inflexão

15/2

1
x
-2 -1/2

-6 Ponto de mínimo
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM
1) Para cada função a seguir, encontre a derivada:

a)y = 28 b) c) f(x) = 12x – 35

d) q = -3p + 15 e) J = 450n f) y = -x

g) h) i)

j) k) l)

m) n)

o) p) -1)

q) - 4) r)

2) Calcular a derivada de segunda ordem:

a)

b)

3) Se , calcular f(x) + f’(x) +f”(x) +f”’’(x)

4) Calcule a quinta derivada das funções abaixo:

a)

b)

5) Calcular os pontos de máximo, mínimo e inflexão das seguintes funções:

a) f ( x) = x 3 + x 2 + x
b) f ( x) = x 3 − 3 x 2 − 9 x + 10

c) f ( x) = 3 x 3 − 9 x 2 + 5 x + 1

d) f ( x) = 2 x 3 − 3 x 2 − 36 x + 4

3.6 CUSTO, RECEITA E LUCRO

O custo médio (CME) de produção de cada unidade do produto é obtido


dividindo-se o custo total pelo número de unidades produzidas.

CT
C ME =
q

Se CT é o custo total de produção de q unidades de um produto, então o


custo marginal (CMA), é dado por C’T, caso exista. A função C’T é chamada função custo
marginal.

CMA = C’T

CMA pode ser interpretada como a taxa de variação do custo total quando q
unidades são produzidas.

Exemplo:

Seja CT = 110 +4q+0,02q2 o custo total da fabricação de q brinquedos, encontre :

a) O custo marginal
b) O custo marginal quando q = 50 brinquedos.
c) O custo médio quando q = 50 brinquedos.

a) CMA = C’T

CMA = 4+0,04q

b) CMA = 4+0,04q

CMA (50) = 4+0,04(50)

CMA (50) = 6, significando que a taxa de variação do custo total, quando 50 brinquedos
são fabricados, é R$ 6 por brinquedo.
CT
c) C ME = q

110 + 4q + 0,02q 2
C ME =
q

110 + 4.(50) + 0,02.(50) 2


C ME (50) =
50

C ME (50) = 7,2

A receita de venda de um produto é dada por RT = p.q, onde p é o preço de venda


unitário e q é a quantidade demandada (vendida)
Se RT é a receita total obtida quando q unidades de um produto são demandadas,
então a receita marginal (RMA)será dada por:

RMA = R’T

Exemplos:
q2
1) Seja RT = 300q − a receita total recebida da venda de q mesas, encontre :
2
a) a função receita marginal
b) A receita marginal quando q = 40 mesas.

a) RMA = R’T

RMA = 300 – x

b) RMA = 300 – x

RMA (40) = 300 - 40

RMA (40) = 260, significando que a taxa de variação da receita total, quando 40 mesas são
vendidas, é R$ 260 por mesa.

2) Uma empresa tem acompanhado a resposta do Mercado para diversas quantidades


oferecidas de um produto, e chegou à conclusão de que o preço evolui com a quantidade
oferecida, segundo o modelo: p = 100 – 0,2q, 200 ≤ q ≤ 300. Que quantidade deverá ser
oferecida ao mercado para que a receita seja máxima?

A receita RT, obtida pela venda de uma quantidade q de um produto a um preço p, é dado
pela equação:
RT = p.q
Substituindo nessa equação o valor de p, obtem-se:

RT = (100 - 0,2q)q ou
RT = 100q – 0,2

α.Utilizando os conceitos de máximos e mínimos, calcula-se a primeira derivada:

RT’= 100 – 0,4q


Fazendo RT’= 0, obtem-se: 100 – 0,4q = 0  q = 250

β.Para confirmar se o valor é de máximo basta analisar o sinal da segunda derivada

RT’’ = - 0,4  RT’’(250) = - 0,4 < 0

Como o sinal da segunda derivada é negativo, isso indica que q = 250 é ponto de
máximo, portanto,essa é a quantidade que deveria ser oferecida ao mercado.
Sejam CT o custo total associado à produção de um produto e RT a receita total
referente à venda deste produto. A função Lucro total LT associada à produção e venda do
produto é dada por:

LT = CT - RT

Exemplo:

Uma empresa tem acompanhado o custo devido à produção e à comercialização de


q unidades de seu produto e concluiu que um modelo que descreve aproximadamente o
comportamento do custo em função da quantidade produzida é
para 0 < q < 45 unidades. Se a empresa vende a unidade de seu produto a R$ 50,00, qual é a
quantidade que deve ser comercializada para ter lucro máximo?
A receita de empresa é expressa por RT = p.q; portanto RT = 50q.

O lucro devido à produção e à comercialização das q unidades é:

LT = RT – CT

LT = 50q - ou

a.Utilizando os conceitos de máximos e mínimos, calcula-se a primeira derivada:

Fazendo LT’= 0, obtem-se: = 0  q = 30


b.Para confirmar se o valor é de Máximo basta analisar o sinal da segunda derivada

LT’’ = - 6q  LT’’(30) = - 180 < 0

Como o sinal da segunda derivada é negativo, isso indica que q = 30 é ponto de


máximo da função lucro.
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM
2
1) Uma empresa produz determinado produto com custo total Ct = 15q + 50 . Este produto
é vendido a R$ 40,00 a unidade e que há mercado para toda a produção.

a) Qual o custo marginal?


b) Qual a receita? Qual a receita marginal?
c) Qual o lucro? Qual o lucro marginal?
d) Em que nível de produção o lucro será máximo? Qual o lucro máximo?

2
2) Considere a função custo total Ct = q + 4q + 64 . Suponha que o produto seja vendido
a R$ 74,00 a unidade.

a) qual a capacidade mensal da empresa que maximizará o lucro mensal? Qual o lucro
máximo?

3) Se o custo de produção de um bem é dado por , sendo 5 ≤ q ≤


10 e o preço unitário de vendas é R$ 77,00. Determinar a produção que maximize o lucro
da empresa devido à comercialização desse produto.

4) Suponha que o custo de produção de um bem de uma empresa possa ser descrito pela
equação CT= , 40 ≤ q ≤ 80. Calcule a quantidade q a ser produzida para que
o custo médio de produção seja mínimo.

5) Se o preço de mercado de um produto relaciona-se com a quantidade segundo a equação


p = 80 – 0,02q, sendo 1.000 ≤ q ≤ 3.000. Qual a quantidade a oferecer para o mercado para
que a receita de vendas seja a maior possível?

6) Seja CT o custo total da produção de q molduras de quadros dado por


q2
C T = 50 + 8q − . Calcule:
100

a) custo médio

b) custo marginal

2
7) Uma empresa produz determinado produto com custo total CT = q + q + 50 . Este
produto é vendido a R$35,00 a unidade e há mercado para toda a produção.

a) Qual o custo marginal?


b) Qual a receita? Qual a receita marginal?
c) Qual o lucro? Qual o lucro marginal?
d) Em que nível de produção o lucro será máximo? Qual o lucro máximo?
8) Sob concorrência perfeita uma empresa pode vender a um preço de R$ 100,00 por
unidade, um certo produto por ela produzido. Se q unidades for a produção diária, o custo
2
total de produção diária será CT = q + 20q + 700 . Ache o número de unidades que a
empresa deverá produzir para ter o maior lucro diário.

9) Uma firma que fabrica saias para mulheres estima que o custo total CT em reais por
q2
fabricar q saias é dado pela equação C T = 100 + 3q + . Numa semana o rendimento
30
q2
total RT em reais é dado pela equação RT = 25q + , onde q é o número de saias
250
vendidas.

a) considerando que o número q de saias vendidas numa semana seja o mesmo número
de saias fabricadas, escreva uma equação para o lucro semanal.

b) Calcule o lucro máximo semanal

3
10) Considere a função de custo total CT= q + 3 q + 128 , q ≥ 0 , e suponha que o preço
unitário de venda seja R$ 303,00.

a) Suponha que a capacidade máxima mensal da empresa seja de 15 unidades. Qual o


nível da produção que maximizará o lucro mensal? Qual o lucro máximo mensal?

b) Qual o nível da produção que minimiza o custo total médio?

11) Em uma empresa de confecção têxtil, o custo, em reais, para produzir q calças é dado
3 2
por CT= 0,001q − 0,3 q + 45q + 5000 .

a) Obtenha a função Custo Marginal.

b) Obtenha o custo marginal aos níveis q= 50, q =100 e q = 200.

12) Em uma fábrica de pneus, o preço de um tipo de pneu é dado por p= -0,4q + 400.

a) Obtenha a função Receita.


b) Obtenha a função receita Marginal.
c) Obtenha a receita marginal aos níveis q = 400, q= 500 e q = 600.

13) Uma empresa de pneus tem a receita na venda de um tipo de pneu dada por RT =
− 0,4q 2 + 400q Suponha que o custo para a produção dos pneus é dado por
.
CT=80q+28000.

a) Obtenha a função Lucro.


b) Obtenha a função Lucro marginal.

c) Obtenha o lucro marginal aos níveis q = 300 e q = 600.

14) A demanda por entradas num parque de diversões é dada pela equação p = 70 - 0,02q,
onde p é preço da entrada e q é o número de pessoas que frequentam a esse preço. Qual
preço gera uma frequência de 3000 pessoas? Qual é a receita total a esse preço? Qual será a
receita total se o preço for R$20,00 ?
Módulo IV
NOÇÕES DE INTEGRAL
Objetivos

Esse último módulo tem o objetivo de proporcionar uma maior


compreensão matemática através da reflexão sobre as
noções de integral e primitiva de uma função.
1 PRIMITIVA DE UMA FUNÇÃO

Seja F uma função derivável em um intervalo aberto E. Chamando de f sua


derivada, deve-se escrever, para todo ponto x do intervalo E:

F’(x) = f(x)

A função F é chamada primitiva de f no intervalo E.

Como F é uma primitiva de f, a função F + C, onde C é um número real


qualquer, também é primitiva de f, portanto:

(F+C)’ = F’ + C’ = F’ + 0 = f

Exemplo:

1) Seja y = 6 :

A função F(x) = 6x é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (6x)’ = 6


A função F(x) = 6x + 12 é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (6x + 12)’ = 6
A função F(x) = 6x - 3 é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (6x - 3)’ = 6
A função F(x) = 6x + C é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (6x + C)’ = 6, qualquer que seja
o número C.

2) Seja y = 4x :

A função F(x) = 2x2 é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (2x2)’ = 4x


A função F(x) = 2x2 + 4 é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (2x2 + 4)’ = 4x
A função F(x) = 2x2 – 0,5 é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (2x2 – 0,5)’ = 4x
A função F(x) = 2x2 + C é uma primitiva de f, pois: F’(x) = (2x2 + C)’ = 4x, qualquer que
seja o número C.

1.1 INTEGRAL INDEFINIDA

Se F é uma primitiva de f, o conjunto das funções obtidas a partir da primitiva F


adicionando uma constante qualquer forma o conjunto de todas as primitivas de f.

Esse conjunto, representado por F + C, é chamado integral indefinida de f, e


escreve-se:

∫ f(x)dx = F(x) + C
Exemplo:
Calcular a integral indefinida da função y = 6x + 3

F”(x) = ( 3x2 + 3x)’ = 6x + 3

2
∫ (6x + 3)dx = 3x + 3x + C
Esta operação mostra que a integração na verdade é a operação inversa da
derivação, pois se uma função for derivada e em seguida o resultado integrado, obtém-se a
função original.

Propriedades

Sejam f e g funções que tenham primitivas:

1) A integral da soma ou da diferença de duas ou mais funções é a soma ou diferença das


integrais dessas funções:

∫ (f ± g)(x) dx = ∫ f(x)dx ± ∫ g(x)dx


2) A integral do produto de uma constante k por uma função é o produto da constante pela
integral da função:

∫ (k.f)(x) dx = k .∫ f(x)dx

3) Integral de potência y = x n , n ≠ −1

n +1
n dx x + C , n ≠ -1
∫x =
n +1
4) Integral da constante y = k

∫ k. dx = k.x + C

Exemplos:

Calcular as integrais:

1) ∫ 4dx
∫ 4dx = 4.∫ dx = 4 x + C

2) ∫ - 7dx
∫ - 7dx = -7.∫ dx = −7x + C

2 x3
3) ∫ x dx = +C
3
4) ∫ dx
∫ dx = x + C
5) ∫ x -5 dx
-5 x −4 1
∫ x dx = +C = − +C
−4 4x 4
1
6) ∫ 3 dx
x
1 -3 x −2 + C = − 1 + C
∫ 3 dx = ∫ x dx =
x −2 2x 2

7) ∫ 4x 3 dx
4
∫ 4x dx = 4.∫ x 3 dx = 4. 4 + C = x 4 + C
3 x

3
8) ∫ (2x + x 2) dx
3 2) 3 2 2. 3 2 2 . x 4 + x3 + C
∫ (2x + x dx = ∫ 2x dx + ∫ x dx = ∫ x dx + ∫ x dx =
4 3

4 3
=.
x + x +C
2 3
3
9) ∫ x 2 dx
2 5
3 x 3 +1
2 x 3 3
2
∫ x dx = ∫ x 3 dx = +C = + C = 3 x5 + C
2 +1 5 5
3 3
5 4 3 2
10) ∫ (3 x + 7 x + 6 x − 5 x + 4 x − 1)dx
= ∫ 3 x5dx + ∫ 7 x 4dx + ∫ 6 x3dx − ∫ 5 x 2dx + ∫ 4 xdx − ∫ 1dx

= 3∫ x 5 dx + 7 ∫ x 4 dx + 6∫ x 3 dx − 5∫ x 2 dx + 4∫ xdx − 1∫ dx

x6 x5 x4 x3 x2
=3 +7 +6 −5 +4 − x+C
6 5 4 3 2

Efetuando-se as simplificações possíveis tem-se:


x6 x5 x4 x3
= +7 +3 −5 + 2x 2 − x + C
2 5 2 3
1.2 INTEGRAL DEFINIDA

A integral definida de f de a até b é a diferença

b
∫a f(x)dx = F(b) −F(a)
Onde F é a primitiva de f. Os números a e b são os limites de integração.

Exemplos:
4
1) ∫1 2xdx
2
4 4
∫1 2 xdx = 2.∫1 xdx = 2.
x
2
[ ]
4
= x 2 1 = 4 2 − 12 = 16 − 1 = 15

3
2) ∫0 2dx

3 3 3
∫0 2dx = 2.∫0 dx = [2 x]0 = 2.3 − 2.0 = 6
2
3) ∫0 (x 3 + 3 x - 1)dx
2 3 2 2 2
∫0 (x + 3 x - 1)dx = ∫0 x 3 dx + ∫0 3xdx − ∫0 1dx
= ∫02 x 3 dx + 3 ∫02 xdx − ∫02 dx
= ∫02 x 3 dx + 3 ∫02 xdx − ∫02 dx
2
 x4 x2   4 2   4 2 
= + 3 − x  =  2 + 3. 2 − 2  −  0 + 3. 0 − 0  = 8
 4 2     4 
 0  4 2   2 

2 CÁLCULO DE ÁREA

b
Área de A = ∫a f(x)dx

A área compreendida entre o gráfico da função e o eixo do x é obtida através do


cálculo da integral definida.

Exemplos:

1) Calcular a área marcada na figura abaixo:


A

4 4
A = ∫ 3dx = 3 ∫ dx = [3x ]42 = 3.4 − 3.2 = 12 − 6 = 6 u.a. (unidades de área)
2 2

2 ) Calcular a área marcada na figura abaixo:

A
10 10 10 10 10
A = ∫ (2x + 10)dx = ∫ 2xdx + ∫ 10dx = 2. ∫ xdx + 10. ∫ dx
0 0 0 0 0
10
 x2   10 2   02 
= 2. +10.x  = 2. + 10.10 − 2. + 10.0 = 200 u.a.
 2  0  2   2 
ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM
1) Calcular as integrais:

∫ (3x
5
a) + 7 x 4 + 6 x 3 − 5 x 2 + 4 x − 1)dx

3 4
b) ∫(x 5
+
x4
)dx

∫(
7
c) x 3 + 6 x 5 )dx

6 7 6
∫ (7 x
5
d) − 8x 4 + + x + 3 x + 2) dx
x3

2 2
(
e) ∫0 3x + 8 x )dx
52
f) ∫1 dx
x
4
g) ∫0 x dx

−1 4
h) ∫−3 3dx
x
2) Calcular a área das figuras abaixo:
a)
f(x) = 4 – x2
b) f(x) = 2 + 2x

c)f(x) = x 2 − 3x + 3
Referências
GUIDORIZZI, Hamilton Luiz. Matemática para Administração. Rio de Janeiro.
Editora LTC, 2002

IEZZI, Gelson. Fundamentos da Matemática. São Paulo. Editora Atual, 2000.

___________. Matemática Ciência e Aplicações. São Paulo. Editora Atual,


2001.

HOFFMANN, Laurence D. Cálculo moderno e suas aplicações. volume 1. Rio


de Janeiro. Editora LTC, 1990.

HUGHES-HALLET, Deborah. Cálculo e Aplicações.São Paulo. Editora Edgard


Blucher Ltda, 1999.

FLEMMING, Diva Maria. Cálculo A: funções, limite, derivação, integração. São


Paulo. Editora Pearson Makron, 1992.

GIOVANNI, José Ruy. Matemática completa. São Paulo. Editora FTD, 2005.

_________________. Matemática. São Paulo. Editora FTD, 1992.

LEITHOLD, Louis. Matemática aplicada à Economia e Administração. São


Paulo. Editora Harbra, 2005.

MORETTIN, Pedro A. Cálculo de uma variável e várias variáveis. São Paulo.


Editora Saraiva, 2006.

MUROLO, Afrânio. Matemática aplicada à Administração, Economia e


Contabilidade. São Paulo. Editora Pioneira, 2004

PAIVA, Manoel Rodrigues. Matemática: Conceitos, linguagem e aplicações. São


Paulo. Editora Moderna, 2002

SILVA, Sebastião Medeiros da. Matemática Básica para Cursos Superiores.


São Paulo. Editora Atlas, 2002
________________________. Matemática para os cursos de Economia,
Administração, Ciências contábeis.5ª edição. São Paulo. Editora Atlas, 1999.

WEBER, Jean E. Matemática para Economia e Administração. São Paulo.


Editora Harbra Ltda, 2002.