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Rito Escocês Antigo e Aceito - Graus Simbólicos

Paulo Roberto Marinho de Almeida

Índice

Apresentação

4

Dedicatória

5

6

A

7

Diretriz e Compromissos

 

9

10

O Templo

Formato

11

11

Trono e

11

Sólio e

12

Castiçal nos

12

Candelabro de Três

13

Delta

13

Posição das

14

Pavimento

15

Abóbada

15

Colunas “B” e “J”

15

Liturgia Preleções no

18

Cortejo de

18

Coluna da

19

Direito de sentar-se no

20

Trono

20

Compor o Santes da Abertura

21

Posicionamento dos

21

21

Quem abre o Livro da

22

A mim, meus IIr

22

Sinais com Instrumentos de

22

Movimentação das Colunetas

23

Retorno do PMapós cerimônia de abertura do Lda L

24

Missão dos

25

Ata e

25

26

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Atos e

27

Ordem do

27

Palavra à Bem da Ordem e do Quadro em

28

Conclusões e Permissões do

29

Fala do VemMestre

30

Bater na

31

Recepção de Autoridades e

31

Entrada de

31

Marcha

32

Saudações as Luzes e ao

33

Preparar-se para cobrir o

34

Golpe na

35

Conceitos MIPoderes – Direitos e Deveres

 

36

VenMestre

36

O

Delegado

37

 

39

Paramentos da Grande Loja

uso

e

40

Títulos

42

Sobre os

43

Luto

43

Fluidos

44

Egrégoras

44

Vibrar na Cadeia de

47

Instalação X

47

Escolta

49

Portar

50

O

Círculo com o

50

Loja de

 

51

“Venerança” e “Filosofismo”

54

Sobre a Cerimônia de Iniciação

 

A

Luz

56

Constrangimentos ao Iniciando

 

56

Taça

 

56

Cena de São

57

Considerações

57

 

58

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Paulo Roberto Marinho de Almeida

AApprreesseennttaaççããoo

Em meados do ano de 2003 distribuímos trinta exemplares de um livrete, impresso por meios próprios, de igual título e teor deste. Alguns Irmãos reproduziram o livrete por cópias xerográficas e distribuíram em suas Lojas. A partir de então passamos a receber algumas consultas sobre temas variados, mas, principalmente, aqueles envolvendo matéria litúrgica, ritualística e protocolar. Como

as respostas às questões apresentadas demandaram pesquisas, estudos, exegese com fundamentação

para produzir textos de esclarecimentos desprovidos de opinião pessoal, juntos, aprendíamos mais. Daí então, julgamos, por conclusão natural, dividir o conhecimento adquirido disponibilizando

nosso trabalho a um número maior de Irmãos. Assim sendo passamos a enviar mensalmente, via correio eletrônico, mensagens de cunho maçônico, resultado das consultas.

Como temos recebido alguns pedidos do livrete e, além disso, tendo em conta que atualmente cópias de cópias circulam de mãos em mãos já um pouco desgastadas, resolvemos editar uma nova edição do livrete. Com seus textos revistos e outros acrescentados, em função das consultas recebidas e das mensagens mensais enviadas, já podemos ter a pretensão de transformá-lo em livro, pois ultrapassa a cinqüenta páginas tamanho A-4, ou 120 páginas quando impresso em tamanho padrão livro (205x141mm). Como no livrete anterior os temas abordados se referem, em tese, aos Rituais dos Graus Simbólicos do Rito Escocês Antigo e Aceito. As citações aos Rituais e a dispositivos legais maçônicos têm por referência os editados pela Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro. Todavia, os textos correspondem e abrangem, com pequenas variações, aqueles dos Rituais do mesmo Rito editados pelas demais Grandes Lojas ou Grandes Orientes estabelecidos no país. O livro não encerra propósito de figurar como manual de procedimentos. A exegese aplicada é fundamentada em fatos e princípios relativos a genuinidade do Rito; concepções e pesquisas alicerçadas em obras literárias de historiadores e escritores maçônicos fidedignos.

O Livro é oferta gratuita; estamos regiamente pagos por sua leitura – nossa maior recompensa.

O trabalho pode ser reenviado, copiado e distribuído, porém, exclusivamente entre Maçons.

Paulo Roberto Marinho de Almeida

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DDeettiiccaattóórriiaa

AA GGllddoo GGAADDUU

AARRLLMMVVeettúúrriioo GGoommeess ddooss SSaannttooss nnºº 113322 MMiinnhhaa LLoojjaa MMããee

AARRLLMMIIgguuaallddaaddee nnºº 9933 MMiinnhhaa LLoojjaa VVóó

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IInnttrroodduuççããoo

O Maçom dedicado trabalha para seu aperfeiçoamento, porque sabe que é imperfeito; afetuoso,

não ostenta seus supostos conhecimentos pelos erros de seus Irmãos; consciencioso, sabe que os Rituais contém erros, que a Bíblia Sagrada contém erros, que a Constituição do País contém erros, enfim, que todas as obras literárias importantes, ou não, são inexatas; nascem, glorificam-se ou são ignoradas imperfeitas porque são obras produzidas por homens, seres imperfeitos que todos

sabemos ser. É consciência maçônica dogmática respeitar e cumprir as determinações contidas nos Rituais, mesmo que alguns procedimentos neles descritos possam parecer equivocados, desnecessários ou obsoletos.

O manuscrito da “Constituição de Anderson” documento universalmente reconhecido como

base jurídica da moderna Maçonaria, foi entregue, em 1721, a quatorze experientes maçons para apresentarem parecer definitivo. Durante 2 anos o trabalho foi examinado por aqueles pesquisadores que foram buscar informações nos antigos arquivos maçônicos existentes. Concluído o exame, a Constituição e o respectivo relatório, foram apresentados e lidos na presença dos membros de todas as Lojas da época. E, desde 1815, quando da última revisão pela então, Grande Loja Unida da Inglaterra, permanece praticamente inalterável. Atribui-se a esta longevidade a seriedade e fidedignidade de seus compiladores na construção do texto. Evidentemente não se precisa de igual procedimento para adequar os Rituais Maçônicos. Mas, que as adequações tenham fundamentação histórica, legal e racional; não sejam por enxertos de práticas de Ritos diferentes que tanto desfiguram a liturgia, ou ainda, não sejam por osmose a “costumes arraigados”. Enfim, que os Irmãos com proposições de adequações ritualísticas compreendam que a incansável pesquisa é a fonte da verdade, a erudição onde se estabelece a razão e a dialógica o respeito à opinião alheia.

Algumas questões abordadas neste livro, também, serão questionadas pelos leitores. É a liberdade de interpretação que a Ordem ensina. Sabemos que fidelidade obediencial comporta submissão doutrinária e legal, mas, não é mote de impedimentos intelectuais. Ignorar nossos erros e enganos “é abrir mão da razão, da ação, e não agir equivale a não existir”. Einstein dizia que “se o homem soubesse de tudo sua vida perderia a graça, pois, a beleza está na curiosidade, no estudo, na pesquisa, na hipótese, na sensação de que sempre falta alguma coisa à saber” – aprender e ensinar. Aquele que procura o conhecimento não deve se abster de pensar; a reflexão é o exercício da razão. A Maçonaria Universal, “não impõe limites à livre e consciente investigação da verdade em prol da doutrina e do aperfeiçoamento de seus adeptospostulado presente em todas as constituições maçônicas.

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AA TTôônniiccaa

“Se alguém afirma "eu minto”, e o que diz é verdade, a afirmação é falsa; e se o que diz é falso, a afirmação é verdadeira e, por isso, novamente falsa”. (O Paradoxo do Mentiroso – Eubúlides Mileto, pensador do século IV a.C)

Por analogia ao pensamento do filósofo, diríamos que: se procedimentos equivocados são inseridos nos Rituais Maçônicos, eles ganham legitimidade; como não foram fundamentados na história e na genuinidade do Rito, eles perdem a legitimidade, mas, como estão descritos nos Rituais e, por isso, eles são novamente legítimos.

As adequações ritualísticas surgem através de duas vertentes: a arbitrária, por iniciativas individuais dos Obreiros das Oficinas e a oficial, quando os procedimentos são inseridos em novas edições de Rituais por autoridades legalmente constituídas. As adequações arbitrárias observam três aspectos: frívolo, porque “se acha” bonito ou porque se não adequar fica feio; místico, quando, e porque, se estende a alguma religião ou seita; e lógico, porque é coerente e racional, resulta de um dado, de um fato (mormente práticas de outros Ritos). Seja como for, são adequações que nascem subjetivas e crescem adotadas pelo descaso ritualista; frívolas, não completam nem acrescentam nada a não ser vaidades e egocentrismos; quando religiosas desrespeitam Obreiros de crenças diferentes, maculam o Rito com crendices; e mesmo lógicas, embora demonstrem causa e razões, subestimam os Rituais – mesmo que os Rituais contenham erros eles têm que ser seguidos. As adequações pessoais à ritualística, ilegais que são, carecem ser rejeitadas na origem; jamais deveriam ganhar força, pois, tornam-se práticas coletivas e, daí, inseridas nos Rituais sob a égide de “costumes arraigados” transformando-se, deste modo, em adequações oficiais. Um erro praticado por centenas ou milhares de pessoas continua sendo um erro.

O maior equívoco no processo das “adequações” litúrgicas e ritualísticas caracteriza-se pela precipitação e por desconsideração para com aqueles que deveriam, pela lei e pela razão, propor, debater e aprovar novos procedimentos, ou seja, o Órgão Litúrgico da Obediência. Argumenta-se que em assembléia com muitos participantes perde-se muito tempo; dizem: ficam mais de duas horas somente para definir se a aba do chapéu é “assim ou assado”. Daí então, nomeia-se uma comissão com três ou quatro membros, cujo último quesito (pelo resultado produzido) é o conhecimento; que sem pesquisa alguma (por falta de proveniência) e fundamentados no empirismo de seus conceitos e, em algumas “sugestões”, maculam o Rito com impropriedades; não apresentam nenhum esclarecimento ou fundamento para suas “adequações”.

Os “adequadores” deveriam preocupar-se em verificar se suas adequações não serão contraditórias às instruções contidas nos Rituais de cada grau; não serão contrárias à doutrina maçônica que é mística e de essência liberal, mas, pela filosofia e pela lógica; não será retrocesso à didática do ensino maçônico que é simbólico e alegórico, justamente, para induzir o estudante a pensar, a exercitar o raciocínio abstrato – o método mais eficaz para desenvolver a inteligência.

A moderna ciência garante que quanto mais se usa o raciocínio abstrato, a cognição, mais desenvolvido fica o cérebro, mais se expandem as conexões entre os neurônios e, cada neurônio pode ter milhares de conexões. Pode parecer um exagero esta associação da bioquímica com ao aprendizado maçônico, mas a verdade é que adequações enigmáticas sem correspondência as

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instruções, aos Símbolos e as Alegorias, dissimulam seus consagrados e seculares significados, promovendo um ensino mais decorado do que por assimilação – interpretação intelectual moral, social e espiritual – , isto é, o que dá forma ao método cognitivo. Eis a tônica; o tema em que se insiste mais neste livro.

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DDiirreettrriizz ee CCoommpprroommiissssooss

“Os segredos da Maçonaria repousam, sobretudo, na sua simbologia. Usando esse sistema, só os que são Iniciados chegarão ao pleno conhecimento daquilo que ela, realmente, procura transmitir. Os não Iniciados podem ler e reler obras maçônicas que nunca irão, por mais cultos que sejam, apossar-se dos segredos da Arte Real. O profano não chegará jamais a captar o sentido real e verdadeiro daquilo que é essencial, o básico, em nossos mistérios”. (Raimundo Rodrigues - A Filosofia da Maçonaria Simbólica - Editora A Trolha)

Embora este livro tenha sua distribuição dirigida somente a Maçons, a cautela é salvaguarda necessária para a preservação dos segredos da Ordem. E, para melhor entendimento destas precauções torna-se imperativo a exegese das expressões SEGREDOS e MISTÉRIOS e suas referências para que não suscitem dúvidas quanto à preservação daquilo que é inacessível aos não iniciados na Ordem ou a iniciados colados em Graus inferiores aos dos assuntos tratados. Estas observações servirão de diretivas para nossas apreciações, também, elucidadas com auxílio do Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. (o mais usual).

Segredo

Segredo (ê) [Do s. lat. secretu.] S.M. = 1. Aquilo que não pode

ser revelado; sigilo: “Calemos esta paz como um segredo de amor

feliz”. (Odilon Costa, filho, Boca da Noite, p.

8. Mistério,

11. O que há de mais difícil

numa arte, ou numa ciência: Einstein conhecia os segredos da alta matemática. (Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa).

enigma: os segredos da

A primeira designação de “Segredo” exemplifica algo partilhado entre duas pessoas. É como

indica o dicionário: “um segredo do amor feliz”. Este, não é o sentido do vocábulo quando a referência é a Maçonaria e, principalmente, os juramentos contidos nos Rituais da Ordem, pois, sabemos que aqueles segredos são compartilhados por todos os Maçons espalhados pelo mundo, observada a graduação de cada um; a oitava designação serve apenas para indicar que o vocábulo tem a mesma ou quase a mesma significação de Mistério ou Enigma, deste modo, pode ser usado como sinônimo destes; a décima primeira designação e a que verdadeiramente condiz com os Segredos ou Mistérios Maçônicos, pois, significa não revelar aquilo que há de mais difícil na arte ou na ciência que a Ordem preconiza. Aos Maçons, cabe guardar os segredos daqueles que não foram iniciados nos “Mistérios da Maçonaria”, bem como, os segredos de seu Grau a Maçons colados em Graus inferiores.

A verdadeira arte da Maçonaria é a arte do pensamento – Arte Real. A ciência maçônica é o

saber que se adquire através dos métodos simbólicos de produzir e transmitir bens intelectuais e

morais. Para se ter acesso aos métodos de ensino da arte de pensar e da sabedoria maçônica é preciso ser reconhecido como Maçom. E, somente são reconhecidos Maçons àqueles que detém os segredos do reconhecimento, ou sejam, os SS, os TTe as PP– os verdadeiros segredos de

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cada Grau; “o que há de mais difícil para ser alcançado”. Integra-se, ao método de reconhecimento as perguntas e respostas do Trolhamento ou Telhamento e, por costume, frases

harmônicas a ritualística maçônica – Tens trabalhado muito meu Ir? – Sim, de

Exceto o método de reconhecimento, todos os demais segredos não são na realidade transmitidos e

sim percebidos. Na verdade, é pouco provável que muitos Maçons compreendam o que os seus segredos representam. Que dirá o homem profano.

à

Quando se diz que o verdadeiro Maçom é reconhecido por sua conduta, sem dúvidas alude as virtudes que o Maçom deva possuir e, não a método de reconhecimento. Muitos Maçons tem péssima conduta, evidente que isto não é exclusividade da Maçonaria; em todas as instituições, sejam religiosas, beneficentes ou filosóficas há maus homens. Da remota antiguidade vem a história de um grupo evangelizador de apenas treze membros, exceto um, todos, na posteridade, foram canonizados; entretanto, um membro do grupo vendeu seu líder por trinta moedas, outro apavorado com as atrocidades físicas e morais que eram impingidas a seu líder, mentiu por três vezes dizendo – não o conheço! E somente um deles acompanhou seu Mestre durante todo o percurso, entre o covarde tribunal e o calvário.

Mistério.

Mistério [Do gr. mystérion, pelo lat. mysteriu.] Ant. = 1. Conjunto de doutrinas e cerimônias religiosas que só eram conhecidas e praticadas pelos iniciados; culto secreto: os mistérios de Ísis; os

7. Conhecimento aprofundado de uma arte ou

ciência, inacessível aos não iniciados: os mistérios da física. (Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa).

mistérios

A sétima designação do vocábulo Mistério não difere da décima primeira designação do vocábulo Segredo, ambos tem o mesmo significado, conceitua-se com a mesma acepção; a primeira designação é a que nos dá a direção para a interpretação das Promessas contidas nos Rituais: “não revelar, escrever, divulgar ou gravar os Mistérios da Ordem”, pois, nesta designação revela conceito rigorosamente definido: espelha a “Doutrina da Maçonaria” – conjunto de princípios que servem de base a seu sistema filosófico, progressista e filantrópico. Há diferenças entre os Mistérios da Ordem e os Mistérios das antigas Escolas Iniciáticas que se originaram, a saber: do Egito a lenda de Ísis e Osíris, da Grécia os Eleusianos, da Palestina os Essênios, a Cabala Hebraica e a Lenda da Construção do Templo. Estes fazem parte da cultura maçônica; neles as Lendas da Ordem se fundamentam, se inspiram e se dramatizam. Tanto a doutrina maçônica como as cerimônias maçônicas são de conhecimento do público profano, isto é um fato, que mal pode causar à Maçonaria? Pelo menos podemos fazer ver que não cultuamos o demônio e a figura do bode como ícone maçônico só existe dentro do crânio blindado da ignorância. Narrar os Mistérios não significa revelar os segredos da Ordem. Os segredos, – conhecimento e percepção das sutilezas das lendas iniciáticas fundadas nos Mistérios das antigas civilizações, SSCausais e Penais, TTe PP– são sempre preservados sob o véu das comunicações acobertas e do Código Maçônico.

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OO TTeemmpplloo

“ nem as igrejas e nem os Templos maçônicos são, como

pretendem alguns autores, cópias do templo hebraico (de Jerusalém ou de Salomão), pois este serviu, apenas, como um modelo aproximado para as igrejas, assim como estas serviram de modelos aproximados para os Templos maçônicos”.(José Castellani -Dicionário Etimológico Maçônico - Editora A Trolha.).

Formato

Decorar significa dar cor e forma. Forma não designa apenas dimensões, mas, também, estrutura, estilo e padrão. Por exemplo: a Abóbada Celeste, o Pavimento Mosaico, o Oriente, o Ocidente, os Altares, a Balaustrada, as Colunas e o conjunto de ornamentos. O Templo maçônico representa o Templo de Jerusalém por analogia simbólica e não por formato arquitetônico.

Ornamentação.

Ornamentar significa guarnecer com ornatos; enfeitar. São os utensílios que, no Templo, realçam a decoração. Por exemplo: o Pavilhão Nacional, o Estandarte da Loja, os Castiçais e Candelabros, o Turíbulo e a Naveta, o Mar de Bronze, a Pira do Fogo Sagrado, as Colunetas e os Painéis. Entretanto, pela observância de preceitos do ensino da simbologia maçônica os ornamentos da Loja são: o Pavimento Mosaico, a Orla Dentada e o Delta Radiante. Diga-se, de passagem, que as denominações dos Painéis na última edição do Ritual do Grau de CompMaçom, estão equivocadas, ou melhor, invertidas, Painel Simbólico é aquele que mostra os símbolos, ou sejam, as pedras Be P, o Maço, o cinzel, o Nível e o Prumo etc; o Alegórico mostra, naturalmente, as figuras alegóricas, ou sejam, a corrente d’água, a espiga de trigo etc.

Podem, também, ser considerados ornatos as ferramentas simbólicas de trabalho de cada Grau:

o Maço, o Cinzel e a Régua; o Esquadro, o Nível e o Prumo; o Cordel, o Lápis e o Compasso. Cada uma com seu simbolismo didático-maçônico e iniciático, indispensáveis nas comunicações dos Mistérios. Malhetes, Bastões, Espadas e Bolsas de coletas, embora, também, ornamentem são ferramentas reais de trabalho litúrgico. Tenhamos sempre em mente que Rituais, livros, pastas e objetos pessoais, não fazem parte da Decoração e Ornamentação do Templo, não são ferramentas ou instrumentos de trabalho simbólico ou litúrgico. (Ver Sinais com Instrumentos de Trabalho )

Trono e Altar

Muitos Obreiros costumam confundir Trono com mesa, Altar ou área do Altar – chamam de Trono tudo o que se encontra sob o dossel –, o que é um erro, Trono é a cadeira onde tem assento o VenMestre. Essa confusão ocorre por interpretações equivocadas, inclusive, e, principalmente, quando na redação de Rituais:

o TRONO, destinado ao VenM, deforma triangular ou

quadrangular, onde repousam uma espada, um malhete,

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Ou ainda onde trata das Normas e Procedimentos em Loja, quando se refere ao acendimento de velas.

“ No TRONO do Venerável, Altares dos VVige Mesas dos IIrSec, Tes, e Chanc

O correto é designar como TRONO somente a cadeira onde o VenMestre se assenta para presidir os trabalhos. O VenMestre sentará “no” Trono e não “ao” Trono. Torna-se óbvio, então, que a referência e a cadeira, pois, todos sabemos que mesa não é assento.

Sólio X Dossel

O 1º Diáctem assento a direita do VenMestre e, em nível de piso, abaixo do Trono ou Sólio, porque, Trono e Sólio representam a mesma coisa, ou seja, são sinônimos.

Para se

chegar ao Trono do VenMestre

sobem-se três degraus.

Dossel é a armação

ornamental, saliente, forrada e franjada, que encima o Altar e o Trono do VenMestre.

Castiçal nos Altares

No Ritual de Aprendiz Maçom editado pela GLMERJ, lê-se na página 11: “

onde repousam

o Trono (o

, um castiçal de uma luz

correto seria a mesa ou Altar) destinado ao VenM

”.

Todavia, no mesmo Ritual de Aprendiz, na sétima Instrução, páginas 136 e 137, lê-se:

“ Este é o mais precioso talismã que pode possuir o iniciado,

quando condensa seu ideal no justo, no belo e no verdadeiro.

– E qual símbolo que oculta esta verdade?

– O candelabro de 3 luzes, que se vê sobre o Altar do VenMestre, ideal que é o único para qual tendem todas as aspirações humanas”.

Ao lermos com extrema atenção o texto da sétima Instrução de Aprendiz, podemos verificar, perante a Ciência dos Números – disciplina didática maçônica – como é belo seu conteúdo na magnífica representação alegórica da figura do Candelabro de Três Luzes. Entretanto, o simbolismo de toda aquela narrativa cai por terra, quando o Candelabro de Três Luzes é substituído por um Castiçal – objeto de uma luz. Opondo-se àquela narrativa esotérica, reprime o estímulo interpretativo – o raciocínio abstrato – pois, anula a referência. A UNIDADE É ABSTRATA; não é exterior, não pode ser mostrada ou emblemada; reside em nosso íntimo; manifesta-se pelo TERNÁRIO.

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Candelabro de Três Luzes

“As LUZES da oficina são o Venerável, o 1º Vigilante e o 2º Vigilante, só eles possuem luzes simbólicas. Nas outras mesas, as Dignidades e Oficiais que por dever de ofício tem que lidar com papéis e livros, lendo-os ou escrevendo – caso do Orador, do Secretário, do Tesoureiro e do Chanceler –, costumam colocar luminárias sobre suas mesas, apenas para facilitar a leitura, mas, tal luz não tem qualquer significado simbólico. Lamentavelmente, porém, alguns “achistas” – e eles existem as pencas – resolveram colocar a sua colher torta nesse angu e acharam lindo colocar uma lampadazinha sobre cada uma dessas mesas, o que é um absurdo”. (José Castellani - O Rito Escocês Antigo e Aceito - Editora A Trolha.).

É absolutamente correto, em Loja de Aprendiz, o acendimento de apenas uma luz em cada altar das LUZES, entretanto, em um candelabro de três braços, deste modo, não só, porquê se mantém a alegoria contida na sétima instrução, mas, principalmente, porque há procedimentos diferentes de acendimentos de luzes para cada Grau. Em Loja de Aprendiz se acendem três luzes: uma no Altar do VenMestre, outra no Altar do 1º. Vige a terceira no Altar do 2º. Vig, – Oriente, Ocidente e Meio-dia – todas no braço central do candelabro de três braços. Em outros Graus o acendimento é diferente e, a razão, facilmente compreendida, a Loja de Grau inferior é menos iluminada que a de Grau superior – iluminação inerentemente referencial ao conhecimento, ao progresso, a ascensão. Diga-se, de passagem, que castiçal só pode ser de uma luz se houver ramificações para duas ou mais luzes designa-se candelabro.

A bem da verdade,

as LUZES da Loja são os três dignitários que a governam – o Ven

Mestre e os VVig. É por isso que suas mesas são ornadas com Luzes Representativas – alusivas ao Sol, a Lua e a Estrela Flamejante. Orador e Secretário não são LUZES da Loja, muito menos Tesoureiro e Chanceler, pois estes, nem sequer dignitários são; por que luzes simbólicas em suas mesas, pois, também, nem sequer Altares são? Podemos notar que o Mestre de Harmonia tem em sua mesa de som uma pequena lâmpada elétrica para auxiliá-lo na visão dos comandos do equipamento e na leitura dos títulos dos discos ou fitas magnéticas, e, assim melhor conduzir a Coluna da Harmonia. Desse modo, fazia-se em tempos passados com as mesas do Orador, do Secretário, do Tesoureiro e do Chanceler, oficiais com funções de escrituração; precisam de iluminação em suas mesas. Com o tempo essas luzes foram se integrando as LUZES simbólicas da Loja e, por fim, enxertadas nos Rituais sem nenhum esclarecimento, ou melhor, fundamento.

O Delta Luminoso

“Não podendo pintar o Painel completo, deve ser substituído com as figuras do Sol e da Lua em quarto crescente, tendo no meio destes um triângulo isóscele com o Olho da Providência”. (Ritual Grau 1- O Templo Maçônico).

O Delta Luminoso ou Radiante é o triângulo eqüilátero tendo no seu interior a figura de um

olho esquerdo – Olho da Providência – ou as letras do nome hebraico de DEUS (Iôd, He, Vav, He)

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ou ainda somente a primeira letra (Iôd). Representa a presença de DEUS. Sua localização correta é na parede Oriental do Templo, compondo, ou não, o Painel Simbólico. Por representar a divindade ele não pode ser encoberto por nada ou ninguém.

Para destacar o Delta Luminoso os Rituais descrevem sua figura suspensa por um fio entre duas Colunas de ordem Compósita que ladeiam o Trono. Ou seja, acima do espaldar do Trono. Mas, alguns “achistas” e arranjadores resolveram transferir o Delta para frente do dossel. Aproveitaram, pra ficar mais “bonito”, construí-lo em forma de caixa e colocaram dentro uma lâmpada elétrica, desta forma ninguém duvidaria que aquele seria o Delta Luminoso. Como se não bastasse inventaram um Delta para a Loja de Companheiro, este com a Estrela Flamejante ou Hominal. Em Loja de Companheiro Maçom, retiram o Símbolo de DEUS e colocam um símbolo do homem, ignorando as prescrições dos Rituais:

“A Estrela Flamejante brilha no centro da Loja” “Está colocada entre o Sol e a Lua” (Venerável e 1º Vig, portanto, ao “Meio- dia” é representada pelo 2º Vig∴ − Ritual Grau 2, 4º Instrução).

Nos Rituais mais antigos, no texto que descreve a cerimônia iniciática de Elevação ao grau 2,

lê-se:

este DELTA resplandecente

de luz, dominando nossa Loja, vos mostra duas grandes verdades e

duas sublimes idéias. A letra Iôd ou G, representa

“ contemplai este Delta Misterioso

”.

Já nos Rituais mais recentes lê-se:

ESTRELA

resplandecente de luz, dominando nossa Loja, vos mostra duas grandes verdades e duas sublimes idéias. A letra Iôd ou G,

representa

contemplai

este

Delta

Misterioso

Esta

Isto foi o suficiente para inventarem o tal “Delta do Grau 2”; enxertaram a Estrela dentro do Delta materializando o sentido figurado, a conotação. Esqueceram, ou fizeram “vista grossa”, a parte do texto que define em todas as edições dos Rituais do grau de Companheiro Maçom o simbolismo da letra Iôd ou G, que figuram, uma ou outra, inscritas no Delta. O Pentagrama com a letra “G” em seu interior é figura que compõe o Painel do grau de Companheiro Maçom; também, faz parte dos Ornamentos da Loja de Comp(Pavimento Mosaico, Orla Dentada e Estrela Flamejante), e como tal deveria estar suspensa no centro geométrico do Templo – Meio dia, próximo ao 2º Vig.

Posição das Bolsas

A balaustrada – grade que divide o Oriente do Ocidente – não é cabide de descanso das Bolsas de coletas ritualísticas. A Bde PPe IIdeve repousar sobre a mesa do Secre a do Trde Solsobre a mesa do Tespois, a estes oficiais e que correspondem seus conteúdos”. (Ritual Grau 1 – O Templo Maçônico)

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Pavimento Mosaico

O Pavimento Mosaico, e não “de Mosaico”, pois, neste caso, mosaico é um adjetivo relativo a Moisés, é o piso ou soalho do Templo, composto de quadrados ou losangos alternadamente em brancos e pretos. É herança histórica dos primeiros Templos Maçônicos construídos na Inglaterra por inspiração nas arquiteturas dos prédios públicos, principalmente, do Parlamento Britânico e dos Templos Anglicanos. Atualmente, no sistema de Grandes Lojas Brasileiras, o Pavimento Mosaico é representado de forma reduzida. Os Rituais das Grandes Lojas designam, apresentam e materializam o Pavimento Mosaico, por um pequeno quadrilátero que figura no centro do Templo. Mas, lembramos, ele representa todo o piso ou o soalho do Templo.

É ledo engano julgar que não se deve pisar no Pavimento Mosaico. Em Loja aberta, naturalmente, não se pisa no Pequeno Pavimento, quando, e, porque se caminha em círculos, mas, só por isso. Pisa no Pavimento Mosaico o profano quando iniciando, o Aprendiz quando da Elevação, o Companheiro quando da Exaltação. Dizer-se que somente MMIIpodem pisar no Mosaico é outra utopia; o Orador pode não ser MI, mas, abre o Lda Lnas ausências ou impedimentos dos ex-Veneráveis e neste procedimento pisa no Mosaico, os Diáconos pisam no Mosaico, de outro modo como o 1º Diácono abriria e fecharia os Painéis, com um gancho na ponta de seu bastão?

Abóbada Celeste

A origem da Abóbada Celeste no Templo Maçônico foi perdida. A versão mais aceita pelos historiadores é que ela representa o céu de 21 de março, quando, o Sol, cruza a linha do equador no equinócio de primavera no hemisfério norte. É, também, quando começa o calendário maçônico mais usado, o hebraico. A criação artística da Abóbada Celeste que temos atualmente é da mesma época dos Painéis dos Graus, pintados por John Harris em 1813 por encomenda da Grande Loja Unida da Inglaterra. Não há rigor, sob o ponto de vista astronômico, na disposição dos astros na figura da Abóbada Celeste, mas, devemos manter a tradição que já perdura próximo aos 200 anos, que é a do hemisfério norte.

Colunas “B” e “J”

Alguns pesquisadores argumentam que as Colunas B e J por serem denominadas “Vestibulares” e, por isto, devem ser instaladas no vestíbulo, ou seja, no Átrio; contra-argumenta-se que não podem ser vestibulares, pois, no Templo de Jerusalém estavam situadas, externamente, à porta do Templo e não no vestíbulo, ou Átrio. O posicionamento das Colunas “B” e “J” sempre foi motivo de controvérsias, há contradição entre os próprios Rituais das Obediências. Na GLMERJ, no Ritual do Grau de AprMaçom as Colunas estão dispostas no interior do Templo, já nos Rituais dos Grau de Compe de MMaçom (novas edições) figuram no Átrio. Podemos notar como trabalham alguns “adequadores” e como suas propostas são desprovidas de pesquisas – não pesquisam sequer o próprio Ritual que alteram –; não se deram ao trabalho de antes de alterar a figura do Plano do Templo, pondo as Colunas no Átrio, lerem as instruções de Circulação em Loja do mesmo Ritual:

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“O Obreiro circulando em Templo nunca deve passar por trás dos

Pilares J e B, e sim pela frente dos mesmos

Ora, como poderia o Obreiro circular por trás dos Pilares estando estes no Átrio?

As Colunas B e J não tem, nem tiveram nos “tempos bíblicos” função de sustentação; são colunas decorativas, por isto, o que importa é sua representação – alegorias contidas nas instruções de cada Grau –, suas referências simbólicas. O Templo Maçônico não é, e nunca foi, como muitos insistem em “arraigar” nas mentes dos Aprendizes, réplica do Templo de Salomão. As reuniões de nossos antigos Irmãos, no período de transição da Maçonaria operativa para a dos Aceitos ou Especulativa, eram realizadas nas Tabernas e nos Átrios das Igrejas. Os primeiros Templos Maçônicos foram construídos na Inglaterra, no século XVIII, como já dissemos antes, por projetos inspirados nas arquiteturas dos prédios públicos da época, principalmente, dos Templos Anglicanos e o do Parlamento Britânico. Destes se originam o Átrio, o Mosaico, as Colunas, etc., Inclusive a Sala dos Passos Perdidos copiada do Parlamento e, até os dias de hoje existe e assim denominada. Os Templos maçônicos atuais representam a terra e o universo, e, isso é claramente visível: a Abóbada Celeste, as Colunas Zodiacais, o Norte, o Sul, o Oriente, o Ocidente, o Zênite e o Nadir. (Ver na quinta instrução do Grau 1 – o primeiro diálogo entre o Vene o 1º Vig)

Nesta concepção as Colunas “B” e “J” representam os pontos solsticiais; alinhadas ao eixo do Templo definem as paralelas que se estendem e alcançam o Sol no Oriente; os trópicos de câncer e de capricórnio (ver sexta instrução do Grau 1); estão inseparavelmente ligadas ao Zodíaco que ornamenta as 12 Colunas ao norte e ao sul do Templo; integram as alegorias que contemplam as instruções de cada Grau, como as Colunas de fogo e nuvens que guiava e protegia o povo hebreu na fuga do Egito e da ira do Faraó. No interior do Templo as Colunas preponderam; estão sempre “vivas” e ativas no simbolismo e analogias. Isoladas do Templo, não aludem quaisquer representações – ligações simbólicas ou alegóricas relacionadas ao Átrio ou ao exterior – estão solitárias não refletem “Estabilidade e Firmeza”, “Força e Apoio”.

Diga-se a bem da verdade que não há nas escrituras sagradas das religiões, ligadas ao simbolismo hebraico, referências a esferas representando o mapa do “Globo Terrestre” e do “Globo Celeste” encimando as Colunas “B” e “J”. Estas esferas existem, no Painel do Grau de CompMaçom, por criatividade alegórica de nossos Irmãos dos tempos em que os Painéis eram desenhados no chão e a lenda do Templo ainda não fazia parte dos Ritos que praticavam. O primeiro globo terrestre foi construído em 1492.

Mina, conheceu Martim Behaim, geógrafo que

acompanhara a expedição de Diogo Cão e que em 1492 concluiria um grandioso projeto: a fabricação do primeiro globo terrestre, reformulando as idéias de Ptolomeu”. (Eduardo Bueno - A Viagem do Descobrimento - Editora Objetiva).

Na “

Nos Rituais passados, editados pela GLMERJ, relata-se que segundo as tradições maçônicas as Colunas eram ocas para que ali fossem guardados as ferramentas e os tesouros dos Aprendizes e Companheiros, porém, na nova edição do Ritual do Grau de CompMaçom, foram adequados para Aprendizes MAÇONS e Companheiros MAÇONS, tal como Adonhiram, que no Ritual de Instalação recebe, do mesmo modo, o tratamento de Mestre MAÇOM. As Lendas das antigas civilizações, nas quais a Maçonaria espelha sua doutrina, seus Mistérios e sua filosofia, por lendas,

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não têm nenhum compromisso com verdades históricas. As lendas maçônicas, fundamentadas naquelas, são episódios adaptados pela imaginação para gerar as alegorias de cunho moral e filosófico, engendra o sincretismo didático maçônico.

“ Nada, historicamente, autoriza a hipótese de uma divisão de

Obreiros, durante a construção do Templo de Jerusalém, o primeiro, o de Salomão; esta lenda é mais medieval, com base nas

corporações de Ofício da Idade Média, as quais, essas sim, possuíam essa divisão”. (Frederico G. Costa e José Castellani - Manual do Rito Moderno - Editora A Trolha).

As mentes mais ávidas por grandiosidades maçônicas, e até mesmo, por superestimação e Amor a Ordem, costumam, à revelia, dar veracidade as lendas e converter à Maçonaria seus personagens. Denominar os construtores do primeiro Templo de Jerusalém como Maçons leva a crer que naquela época haveria uma instituição com a denominação de Maçonaria. E isso, dá força a imaginação de alguns Maçons que adoram antiquar a Ordem aos tempos de Cristo, Noé e até mesmo Adão, desacreditando a Maçonaria e os Maçons perante a comunidade literária universal à luz da história da humanidade. Na remota antiguidade encontramos associações semelhantes à Maçonaria onde a mesma filosofia era ministrada a seus adeptos. Entretanto, se confundirmos os títulos maçônicos com a filosofia maçônica, e procurarmos a origem desses títulos na sua forma atual, somente às encontraremos após o século dez, ou seja, distantes 1900 anos da construção do Templo.

Do Ritual da Grande Loja do Rio de Janeiro, editado na década de 60, transcrevemos sintetizada a seguir, a narrativa sobre a Origem da Maçonaria, história aceita pela maioria dos pesquisadores maçônicos como a mais próxima da verdade:

“ Desde os primeiros dias o povo romano distinguiu-se por seu

ativo espírito colonizador, e logo que suas legiões dominaram os povos semi-bárbaros da Espanha, Gália, Alemanha e Bretanha, eles, aí, deram início ao estabelecimento de colônias e edificaram cidades. Cada legião que era enviada à conquista de novas terras, levava uma sociedade do grande corpo de Roma, que marchava e acampava com a tropa e, quando era fundada uma colônia, nela ficava para cultivar as sementes da civilização romana, inculcar os princípios das artes romanas e construir templos às divindades e casas e acomodações para os habitantes

Os descendentes dos antigos colégios romanos estabeleceram escolas de arquitetura e ensinaram a arte dos construtores entre os

Dessa escola saíram os construtores que naquele

tempo eram conhecidos como Francomaçons e que do X ao XVI

povos libertos

século, percorreram toda a Europa”.

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LLiittuurrggiiaa

Preleções no Átrio

fazer preleções e, ou, preces

no Átrio; procedimentos que estão se tornando costumeiros

generalizada. No REAA, na liturgia do simbolismo e nas normas e práticas da Obediência não há preleção ou prece no Átrio; o Átrio, não é purgatório de “pensamentos profanos” ou extensão de nossas crenças religiosas. E a consciência religiosa pessoal é de foro íntimo, portanto, inviolável. As preces ou preleções no Átrio, mesmo sem intenção do Obreiro que as faz, desautorizam o VenMestre e a cerimônia de abertura dos trabalhos, pois, naquele momento, é que está previsto a prece, que é pedido de auxílio e agradecimento ao GADUOs Rituais denominam esta parte da Abertura dos Trabalhos como Exortação; significa animar, incitar, encorajar, estimular os Obreiros para o início dos trabalhos. Ninguém tem o direito de se antecipar ao Venerável e a ordem dos trabalhos desordenando a liturgia. Cabe ao Mde CCer, naquele momento, organizar a entrada nada mais.

nas Lojas da Obediência; a prática é

Alguns IIr, quando nas funções de Mde CCercostumam

Cortejo de Entrada

Na ordem de entrada no Templo não é correto a seqüência de primeiro AAprdepois, CComp, MM, Oficiais etc. Muito menos anunciar quem está entrando e como deve entrar. Romper a marcha com o pé esquerdo é noção ritualista elementar, embora muitos desconheçam seu verdadeiro significado.

“ a marcha com o pé esquerdo se justifica facilmente porque

precisamente então nos apoiamos no pé direito. A direita, isto é, a

razão, permanece estável, enquanto a esquerda, isto é, o

sentimento, é a única que se move Simbólica Maçônica - Editora Pensamento).

(Jules Boucher - A

O cortejo nada mais é que uma fila dupla, tendo no seu início um Aprà esquerda e um Compà direita. Eles entram juntos, lado a lado. Isto, porque se entra no Templo, em Loja fechada, por ambos os lados, ou seja, tanto pelo Ncomo pelo S. Inclusive, para quem tem assento no Or. Mesmo não se formando, o que é um erro, a fila dupla, a entrada deverá ser dois a dois – aos pares. Quem tem assento no Ntoma posição à esquerda e quem tem assento no Stoma posição à direita. (Para Visitantes e Autoridades Maçônicas há procedimentos especiais)

Após a formação do cortejo de entrada alguns MMde CCer, costumam dizer, antes do golpe na porta: “Irmãos Gdo Templo e Mde Harmonia, queiram ocupar os vossos lugares”. Isto não consta nos Rituais e, é uma prática sem qualquer fundamentação. Estes Oficiais são senhores de suas responsabilidades e devem cumprir suas funções sem necessidade de ordens ou pedidos do Mde CCer; devem ingressar no Templo durante a organização do Cortejo, ou mesmo antes.

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Como a maioria dos Obreiros insiste em ingressar no Templo somente pelo lado Norte, tirando a harmonia e o equilíbrio do cortejo, forma-se um aglomerado de Irmãos próximo à grade do Oriente, inclusive MMIIsem cargo, que têm lugar garantido no Oriente; ficam aguardando a passagem do VenMestre para somente depois tomarem seus lugares. Os Rituais indicam com clareza que os Obreiros adentram ao Templo tanto pelo lado Norte quanto pelo lado Sul, ocupando seus lugares.

Atentamos, também, que as funções do Mde CCerestão restritas às dispostas nos Rituais, ele não tem poderes para determinar quem tem assento no plano do Trono do Venerável ou mesmo no Oriente. Os MMIInão devem estacionar no Ocidente aguardando convite do Mde CCerpara tomarem assento no Oriente, isto porque, como dissemos antes, no Oriente eles têm lugar garantido.

Coluna da Harmonia

Durante a marcha, (Cortejo de Entrada) o órgão executará uma música lenta e os Irmãos poderão acompanhá-la com um cântico apropriado.(Ritual Grau 1 da GLMERJ pág. 28)

Gostaríamos de melhor comentar este procedimento, após assistir uma sessão maçônica em um Templo que possuísse um órgão de sopro (ou mesmo eletrônico) e, que algum Obreiro do Quadro soubesse entoar cânticos maçônicos. A Grande Loja está “cochilando” com este texto que já deveria ter sido mudado há décadas. Manter procedimentos anacrônicos instiga adequações subjetivas na liturgia; dão força aos inventores de plantão. Na salvaguarda das tradições a cultura, a identidade doutrinária e o progresso seguem juntos. Por esta ótica, devemos sempre ter em mente que práticas cerimoniais consideradas fora de época não abrem licença para enxertos de modernismos profanos impróprios a liturgia maçônica. (Trocando em miúdos: a falta de órgão ou cânticos não autoriza a execução de músicas mais comum a bares, boates e churrascarias) A função do Mde Harmonia é produzir e conduzir a “Trilha Sonora da Sessão Maçônica”, músicas – melodias, instrumentais ou cantatas –, que sejam condizentes com o momento ritualístico vivido. É como a “Música de Cena” que se desenvolve nos teatros, destinada a acompanhar determinados momentos. Também, designada como “Música Incidental” é aquela que incide sobre algo, reflete, referencia-se a algo, no caso da sessão maçônica aos procedimentos ritualísticos. Justamente por isto chama-se “Coluna da Harmonia”, tem que harmonizar cada momento da liturgia e não ao gosto seresteiro dos Obreiros. Podemos citar como exemplo de “impropriedade incidental” a inegável bela composição “Ronda”, que é sucesso nacional e internacional. Porém, mesmo, quando só melodia faz lembrar a letra. Isto se dá com outras músicas, havendo sempre algum obreiro que sussurra o canto. “Ronda” e “Meu Pequeno Cachoeiro” são lindas canções, todavia, desvia a atenção do Obreiro por não se coadunar com a liturgia; não são desrespeitosas, mas, evidentemente impróprias.

Pelo lado doente dos “Usos e Costumes” ensina-se que o Mestre de Harmonia tem a função de silenciar as conversas durante a sessão maçônica, aumentando o volume de áudio do sistema de som; sobrepondo as músicas às vozes dos Obreiros. Este absurdo quase não se pratica mais, entretanto, é bom enterrá-lo de vez: será que não ouvem o que 2º Diácono diz na abertura dos

velar para que os Irmãos se conservem nas CCol

com o devido respeito, disciplina e ordem”. Quem dirige os Obreiros da Coldo Sul é o 2º Vig,

da Coldo Norte é o 1º Vig, além de ser o responsável por todo o Ocidente; acima destes ainda

Trabalhos com relação as suas funções? –

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temos o Venerável que é quem dirige o Oriente e tudo mais, isto é elementar. O Mde Harmonia não tem mando de “Admoestador Sonoro”

Direito de sentar-se no Trono

“Na ausência do VMo Irque estiver presidindo os trabalhos se sentará no Trono, mesmo não sendo MI, só devendo solicitar a um MIque proceda a Consagração em cerimônias de Iniciação, Elevação e Exaltação”. (Ritual de Aprendiz GLMERJ)

O artigo 81 do Regulamento Geral da GLMERJ, que trata da substituição do VMestre nas

sessões das Lojas, não explicita que o Irque preside os trabalhos, para sentar-se no Trono, seja MIEntretanto, o artigo 52 pode levar a interpretações diferentes, quando diz:

“Nenhum maçom eleito Venerável poderá assumir completamente suas funções nesse cargo, enquanto nele não for devidamente instalado de acordo com o Ritual respectivo, salvo se já o houver sido anteriormente. Até o ato de Instalação, o Venerável eleito apenas dirigirá os trabalhos da Oficina”.

É preciso que se esclareça que a nota da página 15 do Ritual se refere aos substitutos legais do

VenMestre, pela ordem: 1º. Vig, 2º. Vig, o ex-Venerável mais recente, e, por fim, o MMdecano da Loja. O Venerável eleito não é substituto legal do VenMestre em exercício, é seu sucessor. Não há hipótese do Venerável eleito dirigir os trabalhos presidindo, sem, neste cargo, ser empossado – instalado. Sendo assim, presente o Venerável em exercício e seus substitutos legais, o Venerável eleito e não instalado não poderá sentar-se no Trono, por isto e que ele apenas dirigirá os trabalhos; não presidirá. Já o 1º. Vigquando substitui o VenMestre, passa a dirigir e presidir a sessão tomando assento no Trono, mesmo não sendo Mestre Instalado, porque ele é o substituto legal. Apenas, nas cerimônias em que haja consagração do recipiendário, pedirá a um Mestre Instalado que o faça.

Trono Vazio

É prática inadequada um MIocupar o Trono, quando o VenMestre dele se afasta para

realizar algum procedimento ritualístico. Alguns Obreiros dizem que o Trono nunca pode ficar vazio. Trono não é insígnia. O VenMestre quando se afasta do Trono para realizar algum procedimento ritualístico leva consigo a fita com a Jóia do cargo e o Malhete, estes, os verdadeiros distintivos do VenMestre. Ninguém tem o direito de ocupar o Trono fora da condição de presidente da sessão.

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Compor o Sinal antes da Abertura dos Trabalhos

É um erro crasso compor o Sinal do Grau, quando no início dos trabalhos o VenMestre pronuncia “em Loja meus Irmãos”. O Mde CCer, é o responsável pela verificação se todos os cargos estão preenchidos, ou com mínimo de oficiais necessários para a realização da abertura dos trabalhos, ele não é o responsável pela segurança e inviolabilidade do Templo, tarefa esta a cargo do Guarda do Templo e do Cobridor. Por isto, qualquer sinal maçônico somente pode ser executado após o 1º Vigilante certificar-se, através do Guarda do Templo se o Templo está devidamente coberto das indiscrições profanas e comunicar ao Venerável Mestre que se pode dar começo aos trabalhos. É, também, uma recomendação; é como dizer-se: “Meus Irmãos, a partir deste instante estamos reunidos em Loja, peço a todos a máxima atenção e reverência”.

Posicionamento dos Diáconos

O posicionamento dos DDiácem relação ao Norte e ao Sul, no Ados JJurdurante a cerimônia de abertura e de encerramento dos Trabalhos, diferem entre os Rituais das Grandes Lojas.

O 1º Diác, após a transmissão da palavra deve posicionar-se ao lado Sul do Altar e o 2º Diácao

lado Norte. Isto apenas por uma questão de harmonia na circulação. Desde modo e, neste procedimento, ambos cruzam o eixo do Templo em número igual de vezes (quatro). De outro modo,

o 1º Diác, após a transmissão da palavra posicionar-se ao lado Norte do Altar e o 2º Diácao

lado Sul, haverá desarmonia, pois o 1º Diáccruzará o eixo do Templo somente duas vezes e o 2º

Diácquatro vezes. No REAAgenuíno não há Altardos JJurno Ocidente; ali está somente o Painel da Loja. O Livro da Lei é aberto no Oriente em uma mesa próxima ao Altar do VenMestre, como se fosse uma extensão deste.

Pálio

Pálio [Do lat. palliu.] S. m. = 1. Ant. Manto, capa. 2. Sobrecéu portátil, com varas, que se conduz em cortejos e procissões, caminhando debaixo dele a pessoa festejada ou o sacerdote que leva a custódia. (Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa)

Não há significação gramatical na designação de Pálio para a ação de cruzamento dos Bastões dos DDiác, sendo no sentido denotativo ou conotativo. Na cerimônia de abertura do Lda Las instruções dos Rituais são bem claras “Os DDiáccruzam os Bastões acima do Irque for abrir o Lda Le sobre o Ados JJurÉ um procedimento para destacar – dar vulto,

ornar em volta – naquele momento, as Três Grandes Luzes Emblemáticas da

Maçonaria – O L: da Lo Esquadro e o Compasso – e não festejar ou homenagear o Obreiro que abre o Lda LNão há comparações com manto, capa ou sobrecéu, e o Lda Lnão é “custódia religiosa” – objeto de ouro ou prata em que se expõe a hóstia consagrada. Os Bastões, não são varas de pálio, são instrumentos de trabalho dos DDiác; símbolos concretos que representam os mensageiros divinos, completam a alegoria do Lda L– a mensagem sagrada – do Ee do Cpelas pombas, inscrita e em vôo – a matéria contida e o espírito livre.

emoldurar,

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inclusão do Bastão do Mde CCerneste procedimento e, que, por

“costumes”, engendrou figurações de “Triângulos”, “Pirâmide” e finalmente “Pálio”. Mas, esta participação do Mde CCerno cruzamento dos Bastões já foi abolida dos textos das novas edições dos Rituais, levando junto, a pretensa justificativa para o uso da expressão “Formação do Pálio”, frase ainda “arraigada” na cabeça de muitos Veneráveis e MMde CCere que se presta, algumas vezes, para anunciar violações aos Rituais – a transformação ou encerramento dos trabalhos “com um só golpe de Malhete” –, ação que evidencia um golpe na própria ritualística, ressoando nos sentimentos de fidelidade do Maçom Ritualista.

Houve no passado, a

Quem abre o Livro da Lei?

Não é correto convidar o Orador para abertura do Lda Lquando ausente o Past Master imediato e presentes ex-Veneráveis que não estejam ocupando cargos. Entre estes deverá ser convidado o mais recente, ou seja, aquele que passou o Malhete mais recentemente, desde que não esteja ocupando cargo. O Obreiro portando Jóia de cargo está ocupando cargo. Caso todos os ex- Veneráveis da Loja estejam ocupando cargo, inclusive o Past Master imediato, então sim, abre o Lda Lo Orador. (Em algumas Obediências quem sempre abre o Livro da Lei e o Orador).

A mim, meus IIr

Logo após o término da prece de abertura dos trabalhos quando o VenMestre diz:

.

,

significa “Sigam-me

”,

“A mim

o Vene os VVignão costumam fazer o Sinal, permanecendo com

meus IIrpelo Sinal

o Malhapoiado ao P. O comando “A Mim

”,

Portanto, o Vene VVig, devem executar a trilogia completa – pelo S

“Façam como eu

“Acompanham-me

(com a mão), pela B(com o Malhou as mãos) e pela Acl(com o sinal convencional).

Sinais com Instrumentos de Trabalho

Proíbe-se fazer quaisquer sinais com instrumentos de trabalho. Por mais absurdo que pareça, as Luzes da Loja – VenMestre e VVig–, em tempos passados, costumavam executar o sinal gutural, o sinal de aclamação e apontar, tudo, com os Malhetes e não com a mão que é a maneira correta; o Mde CCere DDiácbatiam com os bastões no chão, quando da execução das baterias; o GTemplo apontava e fazia o sinal da aclamação estendendo o braço com a Espada empunhada. Daí transformaram uma clara frase disciplinadora – “Não se faz nenhum sinal COM os instrumentos de trabalho” – em outra complicadora – “Não se faz nenhum sinal PORTANDO instrumentos de trabalho”. Não há nada de errado em executar a saudação portando quaisquer objetos na mão esquerda – não sendo ferramenta de trabalho simbólico ou litúrgico –, tais como, Rituais, Livros ou objetos de uso pessoal. Basta para isso estar parado, com os PPem Esqe com o corpo ereto. Há exceção para o sinal de Comppois este sofreu um enxerto no passado; um complemento usando a mão esquerda, copiado do sinal de súplica do Rito York, e, que faz também a alegria de Maçons ocultistas, pois, argumentam que é uma clara alusão à quiromancia – mostrar nas linhas das mãos o “M” de Maçonaria, “triângulos” e outros significados quiméricos.

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No REAAgenuíno executava-se o Sinal de Ordem, mesmo portando instrumentos ou ferramentas na mão esquerda. Existem hoje, alguns procedimentos que são inexplicáveis justamente por terem sido modificados sem fundamentação, por exemplo, por que se porta a Espada com a mão esquerda quando o neófito recebe a Luz? Somente porque é o lado do coração? Vejamos o que diz um Ritual da Grande Loja do Rio de Janeiro editado na década de 60:

todos

voltam para seus lugares, onde permanecem de pé e à Ordem, com

a Espada na mão esquerda.”

“O Neófito e novamente vendado e conduzido ao Templo,

Isto é o que diz, também, o Vade-Mecum Iniciático do saudoso Irmão Nicola Aslan:

“No decorrer de todas estas Cerimônias, os Maçons seguram as Espadas com a mão esquerda, a mão direita permitindo-lhe pôr-se

(Comentários ao Ritual de Aprendiz – Editora A

à Ordem

Trolha)

Cabe aqui um comentário para reflexão: sempre culpamos Mário Behring por todos os enxertos no REAA, mas a grande verdade é que nossos Rituais sofreram mais nos últimos 25 anos com adequações desprovidas de fundamentação do que todo o período sob a influência de Behring.

Movimentação das Colunetas

“ Os Bastões dos IIrmDDiácsão descruzados, o Ir1º Vig

levanta a Col de seu Altar e o 2º Vigabaixa a do seu (Ritual Grau 1- Abertura dos Trabalhos).

As movimentações, das Colunetas, sobre as mesas ou Altares das “Luzes”, (Ven:. Mestre, 1º e 2º VVig:.) no Rito Escocês Antigo e Aceito, não tem nenhum significado simbólico ou alegórico; são procedimentos copiados, e mesmo assim mal copiados, do Rito de York. As Colunetas e suas movimentações foram enxertadas no REAApor Mário Marinho Behring em 1927/28 quando mandou editar os Rituais para a Grande Loja Unida da Bahia, Grande Loja Symbólica do Rio de Janeiro e Grande Loja Symbólica de São Paulo, as primeiras, respectivamente, a receberem Carta Constitutiva do Supremo Conselho criado por Behring pela grande cisão com o GOB. Naquela época havia grande interesse de Behring em agradar a Grande Loja Unida da Inglaterra, pois, buscava o reconhecimento da Potência mãe para o sistema de Grandes Lojas que iniciara no Brasil; inseriu, então, vários procedimentos do Rito de York nos Rituais do REAA. Entre outros as Colunetas nos Altares das “Luzes”, a transferência do Altar dos Juramentos do Oriente para o Ocidente, os Castiçais em torno do Altar dos Juramentos – Castiçais, não Colunas como normalmente se vê – e o título de “Past Master”. Todas aquelas modificações visavam deixar os trabalhos das Lojas mais próximos do Emulation Rite – Rito oficial da Grande Loja Unida da Inglaterra.

Pode-se notar que para todos os utensílios simbólicos ou litúrgicos que adornam o Templo do REAA, desde do pequeno lápis até a corda de 81 nós que circunda todo o Templo, existem

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explicações concretas ou alegóricas nas instruções contidas nos Rituais dos graus simbólicos; indicativos para interpretações filosóficas, ensinamentos morais e origem histórica, exceto para as Colunetas. No Rito Escocês Antigo e Aceito a elucidação sobre os três pilares Sabedoria, Força e Beleza, aos quais a Loja se apóia, são apresentados através da quinta e da sexta instrução do grau de Aprendiz; representam as três grandes Luzes da Loja, o Ven:. Mestre, 1º e 2º Vigilantes e não por representação física de Colunetas sobre as mesas destas dignidades.

Não há, nos Rituais dos graus simbólicos, quaisquer citações as Colunetas, a não ser em textos de esclarecimentos, após as preces de exortação e de despedida e na descrição do Templo. Texto de esclarecimento, posto entre parênteses, indica que se interrompe um período ou uma narrativa para fazer-se uma digressão, o que sugere intervenção subjetiva. Quaisquer interpretações, ou fundamentações, que se faça da movimentação das Colunetas nas mesas dos Vigilantes, no REAA, carecem de apoio histórico que envolve a genuinidade do Rito, carecem de identidade ritualista estabelecida por relação instrucional. Por tudo, só podemos concluir que o uso das Colunetas já está consagrado, entretanto, deveriam ser fixas e representar apenas ornatos simbólicos de Sabedoria, Força e Beleza, nada mais, pois, estas qualidades estão amplamente descritas nos Rituais do REAApor suas analogias virtuosas e morais.

Retorno do PM(ou Orador) após abertura do Lda L

O Mde CCeré quem convida um dos ex-VVen(ou o Orador) para abrir o Lda LAo término daquela Cerimônia, este deverá retornar a seu lugar sem aguardar nenhum convite do VenMestre. Se houvesse necessidade de convidar o Irque abriu o Lda L, bem como os DDiácpara retornarem a seus lugares o convite partiria do Mde CCere não do Ven

Mestre, mas, este convite de retorno não existe.

Cerimônia o Irque abriu o Lda Lretorna a seu lugar no Or

convite do Mde CCerna abertura do Lda Ldo tipo: “IrPMvos convido a

acompanhar-me ao Ados JJurpara abertura do Lda Letc.”.

” . Também, não há fala de

finda a

Todos os Rituais sempre esclarecem:

Por nossa interpretação, mas com fundamentação na história, concluímos que a seqüência de “adequações” que culminaram com os procedimentos atuais é a seguinte: genuinamente, no REAA, o Livro da Lei era aberto pelo VenMestre e, em sua própria mesa; mais tarde anexou-se uma pequena mesa à frente da Mesa do Venerável para desocupar espaço e, para que o Livro ficasse mais a vista de todos – destacar. Daí surgiu o primeiro problema: o Venerável ter que sair de seu lugar para abrir o Livro e, forçosamente circular no Oriente, saudar o Delta etc. Em virtude deste problema a responsabilidade pela abertura do Livro foi transferida para o Orador. E, porque, também, havia uma relação litúrgica entre o “Fiscal da Lei” e o “Livro da Lei”. Com a criação do sistema de Grandes Lojas por Behring, em 1927/28, a mesa do Livro da Lei “viajou” para o Ocidente e ganhou o status de “Altar dos Juramentos”. Atribuiu-se então outra relação, ou seja, no Altar dos Juramentos são realizadas as Sagrações ou Consagrações e, estas somente podem ser celebradas por Mestres Instalados, deste modo ficou estabelecido que a abertura do Livro deveria ser feita por um Mestre Instalado e, o Orador poderia não possuir a qualidade de Mestre Instalado. Para não causar descontentamentos e, como Behring levou o título de Past-Master do Emulation Rite para o Rito Escocês, fixou-se que um dos ex-Veneráveis, o mais recente a partir do Past-Master, seria quem abriria o Livro, e em seus impedimentos o Orador. (É impedimento quando o ex-Venerável está ocupando cargo) Com o passar do tempo surgiu o Pálio, mal copiado do Rito Adoniramita, e a necessidade da participação do Mde CCerna cerimônia de abertura do Livro

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da Lei, pois, na faltas do Past-Master se estabelecia grande confusão, como até os dias de hoje ocorre. Daí chegamos aos procedimentos atuais, ou seja, o Mde CCersai de seu lugar e vai convidar um dos ex-Veneráveis (A partir do mais recente) ou o Orador para abrir o Livro.

Nos Rituais atuais, no texto de esclarecimento sobre a cerimônia de abertura, o termo “Convidar” não é na acepção restrita da palavra e sim por denotação no sentido lato – fazer notar; fazer ver; manifestar, indicar. Basta o Mde CCersair de seu lugar e postar-se frente ao Obreiro, – o ex-Venerável mais recente ou o Orador – que estará convidando-o a abrir o Lda L

Diga-se de passagem, que o Mde CCerquando circula em Loja em companhia de um ou mais Obreiros estará conduzindo-os e não sendo conduzido por estes. Conduzir significa ir em companhia guiando, orientando, abrindo caminho, portanto vai a frente.

Missão dos Diáconos

É comum assistir o Mde CCersaracoteando no Templo, levando recados. Para qualquer missão na Loja que envolva ordens ou recados do 1º Vigou do VenMestre, estas, devem ser transmitidas através dos Diáconos e não do o Mde CCerAs ordens devem ser cumpridas ao

procedimento ritualístico. Para isto o VenMestre tem que estar atento e pausar a

liturgia enquanto o Diácono transmite a ordem a algum Dignitário ou Oficial. É isto o que diz em

sua fala:

final de

cada

“Para transmitir vossas ordens ao Ir1º Vige a todos os Dignitários e Oficiais, afim de que os trabalhos sejam executados com ordem e perfeição”

Ata e Expediente

O Livro de atas é a memória da Loja, seu traçado deve ser claro e coeso, objetivamente detalhado e realista. Contudo, não dever ser romanceado ou, por outro lado, abreviado. O Obreiro, quando fizer uso da palavra, deve estar ciente que tudo que disser será registrado no Livro – palavras boas ou más, nobres ou vulgares.

Constata-se que os secretários das Lojas, em sua maioria, utilizam o ano do calendário hebraico nos registros de datas em seus traçados. Isto ocorre porque os Mestres mais antigos, também, em sua maioria, são colados nos chamados “Altos Graus” – do 4 ao 33 – e como nestes Graus os registros de datas são com a utilização do calendário hebraico, julgam que nos Graus Simbólicos, também o são, o que é um erro. Para a certeza dos registros com datas corretas basta ler na Carta Constitutiva da Loja, lá está o ano da emissão da carta acrescentado em 4000, exemplo, ano de 2000 da EVe 6000 da VL

Para por uma pá de cal sobre o assunto, transcrevemos, abaixo, o texto inicial da histórica ata da criação e inauguração do “Grande Oriente Braziliano”, (Hoje Grande Oriente do Brasil) berço da Maçonaria em nosso País, no ano de 1822. (o Sistema de Grandes Lojas surgiu 105 anos depois)

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“Aos vinte e oito dias do terceiro mez do Anno da Verdadeira Luz 5822, achando-se abertos os trabalhos da nossa Officina em o gráo de Aprendiz e havendo descido do Oriente o irmão Graccho,

Veneravel da Loja Commercio e Artes, única até este dia existente

e que nessa ocasião resumia o povo

maçonico reunido para a inauguração e criação de um Grande Oriente Braziliano em toda a plenitude de seus poderes, foi por acclamação nomeado o irmão Graccho, que acabava de Veneravel, para presidente da sessão magna e extraordinaria

e regular no Rio de Janeiro

Abstenção

naquella ocasião convocada para a eleição dos officiais da Grande Loja na conformidade do paragrafo-capitulo da parte da

e logo depois que o Presidente disse que se

passasse a fazer a nomeação do Grão Mestre da Maçonaria brasileira, foi nomeado por acclamação o irmão José Bonifacio de Andrada

Constituição

Após a leitura do Balaústre, o VenMestre, em quaisquer dos Graus em que a Loja esteja trabalhando, pede aos IIr, que aprovam sua redação, para se manifestarem com o Sinal Convencional. É comum, a Obreiros ausentes naquela citada reunião, se absterem de votar, ou melhor, aprovar. E esta manifestação é feita com o sinal de abstenção. Nas novas edições dos Rituais da GLMERJ o ato deixa de ser voluntário para ser obrigatório, pois é determinado:

“ Os IIrque não estiveram na citada sessão ficarão de Pe à Ord. (Ritual Grau 1, pág. 37 GLMERJ)

Ato de abstenção é por espontaneidade, vontade própria, designa ação voluntária, não pode ser estabelecido, perde o sentido e as designações do verbete. Não há razão que impeça o Obreiro de aprovar a redação da ata que ouviu ser lida. Mesmo porque o que está em votação é a redação do traçado e não o mérito dos assuntos tratados. Após a leitura a palavra é concedida para quem queira, sobre a ata, fazer observações; quando há observações elas são examinadas e dirimidas; o Orador, que é o fiel guardião da Constituição, conclui que retificado o traçado pelas observações deliberadas a ata pode ser votada, embora a conclusão óbvia seria de que redação do balaústre estaria aprovada. (Não havendo manifestações fica evidenciado que a votação torna-se desnecessária). É incoerente que após todos estes procedimentos alguém vá rejeitar a redação da ata ou mesmo se abster. Sendo assim, todos os IIrque estiveram presentes na citada sessão aprovarão a redação da ata. É claro que não cabe ao Obreiro, ausente a determinada sessão, tecer comentários, rejeitar ou emendar o texto sobre os assuntos nela tratados, todavia, por que não confiar na capacidade e competência daqueles que estão aprovando? Abster-se, neste caso, é recusa voluntária de participar do ato de aprovação. É demonstração de amabilidade e respeito ratificar a resolução da assembléia que aprovou o a redação da ata. A ação de abstenção é de foro íntimo. Se ensinarmos aos Aprendizes que, simplesmente, nestes casos, sempre se deve ficar à Ord, no futuro, pelo costume, sugerirá que este procedimento é para que todos saibam quem faltou aquela sessão.

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Não há motivos, também, para proibir o Obreiro de usar a palavra e manifestar-se sobre a redação da ata de reunião que não esteve presente:

“Só será permitida a palavra aos IIrque estiveram presentes a citada sessão.”

Imediatamente após a aprovação do Balaústre este é assinado pelo Secretário, pelo Orador e pelo Venerável Mestre, depois, não poderá mais ser emendado ou rasurado. Os IIrimpedidos de usar a palavra não puderam se manifestar sobre erros de concordância que alteram a narrativa, sobre datas erradas, sobre nomes de pessoas ou instituições equivocados e que somente eles perceberam . E o que dizer de fatos relacionados a eles mesmos, que porventura não condizem com a realidade?

Atos e Decretos

Faz parte do expediente a leitura, pelo Orador, dos Atos e Decretos emanados do Grão- Mestrado. E, devem ser lidos com todos os Obreiros à Ordem. É delito maçônico arquivar estes documentos sem suas leituras em Loja Aberta. Os Atos e Decretos lidos devem ser registrados nos Balaústres com suas referências – número e epígrafe. Epígrafe e a curta citação sobre o que DISPÕE o documento – normalmente, já disposta na parte superior direita do documento. A reverência que se deve ter – estar à Ordem – durante a leitura destes documentos, não deve ser um martírio para os Obreiros, muitos deles idosos e, ou, com dificuldades nas articulações orgânicas. Após todos estarem à Ordem, o VenMestre pode, e deve, mandar que desfaçam o Sinal, quando da leitura de documentos longos ou mais de um documento, permanecendo, porém, todos, de pé. Ao término da leitura, mandará o VenMestre que todos recomponham o Sinal, depois, assentarem- se. De passagem, esclarecemos que somente se fica à Ordem de pé, portanto, é desnecessário dizer- se “de pé e à Ordem”, basta “à Ordem” que naturalmente fica-se de pé.

Ordem do Dia

A Ordem o Dia é o expediente predeterminado dos trabalhos de cada dia; o conjunto de instruções divulgado pelo secretário, ouvido o VenMestre. Isso, quer dizer que o Secretário organiza a pauta e a sujeita ao VenMestre que a adaptará a luz de seu conhecimento. E, os trabalhos são realizados pelos Obreiros da Oficina ou convidados; palestras, exposições, arquiteturas, teses, propostas e instruções de Grau, tudo, quando em Sessão Econômica, ou seja, sessão “Ordinária”. Nas sessões “Extraordinárias” – Magna ou Especial – a cerimônia se desenvolve exclusivamente para aquele ato – Iniciação, Filiação, Eleição, Posse, etc. – respeitando- se a Ordem dos procedimentos ritualísticos do Grau em que a Loja esteja trabalhando.) Dizer-se que a Ordem do Dia é do VenMestre e ele faz dela o que bem entender é, no mínimo, desarrazoado e demonstra falta de organização.

Todo obreiro tem o direito de incluir na ordem do dia trabalho cultural maçônico – filosófico, moral ou social; projetos ou propostas de interesse da Loja ou da Ordem, entretanto, os assuntos nela incluídos deverão ser previamente apresentados para análise e programação. A organização da Ordem do Dia é de responsabilidade do IrSecretário, ouvido o VenMestre. Se o VenMestre julgar, por quaisquer motivos, que determinada matéria proposta para a Ordem do Dia seja

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inconveniente ou desprovido de fundamentos, encaminhará a mesma ao Orador que no prazo determinado pelo VenMestre, deverá emitir seu parecer. O autor de matéria rejeitada tem direito a recurso. Cabendo a Loja em Assembléia e como última instância, deliberar a questão. No universo da Loja a assembléia é soberana.

Nas deliberações de propostas apresentadas a Loja e sujeitas à votação, aqueles que se decidirem pelo voto contrário devem apresentar suas razões ou emendas que julguem adequadas ao melhoramento dos propósitos originais. Já os assuntos de ordem financeira somente poderão ser deliberados em ordens do Dia de sessões especiais de finanças, estando a Loja reunida em grau de Mestre.

Palavra à Bem da Ordem e do Quadro em Particular

O REAAtem herança nobiliárquica, desde sua primeira manifestação textual pelo famoso ”Discurso de Ramsey”, publicado em 1738. Do grau um ao grau trinta e três há cerimoniais protocolares estabelecidos por Constituições, dispositivos complementares, Rituais, práticas consuetudinárias e tradições. Dizemos isto para que não nos esqueçamos que na Palavra a Bem da Ordem, bem como nas Conclusões do Orador, não devemos nos dirigir à assembléia, dispensando os tratamentos protocolares, os nomes dos Obreiros precedidos de seus respectivos títulos honoríficos, de distinções ou de graduação, devem ser citados. Isto está claro nos rituais e deve ser rigorosamente observado. Isto não significa apego a frívolas ostentações e sim respeito ao Rito e cumprimento ao ritual, que é pomposo por suas tradições cavalheirescas; diferente do Rito Schroeder que é o mais conciso pela sua simplicidade e do Rito Adonhiramita, o mais belo pela riqueza cênica.

A Palavra a Bem da Ordem e do Quadro em Particular é a função litúrgica onde se praticam as maiores impropriedades que se pode notar em nossas Lojas. Não raro obreiros pedem a palavra por mímicas: aplicando toques nos lábios com o dedo indicador; apoiando a mão direita sobre o dorso da mão esquerda permanecendo sentados, simulando a intenção de pedir a palavra; com sibilações (Psiu); chamando os Vigilantes por seus nomes e outras modalidades das mais diversas, dependendo da suas capacidades inventivas e desatenciosas para com os Rituais. As formalidades para o pedido de uso da palavra estão descritas nos Rituais com clareza e de fácil entendimento .

Quando o VenMestre concede a palavra nas CCol, significa exatamente o que ele disse:

que a palavra está nas CCol. E, o responsável por cada uma das Colé seu respectivo Vigilante, que daquele momento em diante organiza e controla a concessão da palavra, até que reine silêncio. Significa, também, que: "à bem da Ordem" – com respeito a Ordem – são os assuntos de interesse da Maçonaria, temas concernentes à Maçonaria. “Do quadro em particular” são os assuntos restritos à Loja, litúrgicos ou administrativos e, ou, sobre obreiros da Oficina. Fora disto é irregular. Quando em Sessões Magnas ou Especiais, a palavra somente deve ser pedida para falar-se sobre o ato realizado. O Obreiro que desejar falar sobre assunto que não esteja relacionado diretamente com a Ordem deve, inclusive, através da Bolsa de Propostas e Informações, pedir ao VenMestre para inclui-lo na Ordem do Dia.

Quando é franqueada a palavra, qualquer Obreiro que queira dela fazer uso o faz apenas uma vez. O Mde CCergoza do privilégio de falar do local em que se encontra, por dever de ofício, seja no Oriente ou Ocidente, no momento da tramitação da palavra. Isso, todavia, não o autoriza a

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mudar de lugar para falar mais de uma vez, em detrimento dos direitos dos demais Obreiros. Sendo permitido a um determinado Obreiro o uso da palavra mais de uma vez, esta, deve retornar as CColpara que todos tenham o mesmo direito.

As interrogações sobrevindas na Palavra a Bem da Ordem e do Quadro em Particular, devem

ser dirimidas pelo VenMestre ou, quando legais, pelo Orador nas Conclusões. Os demais Obreiros não devem se antecipar e se manifestarem, principalmente, quando não possuem a correta

resposta e divagam pelo hipotético "Eu acho

responder a tudo. É melhor calar-se e ouvir do que ensinar errado. Diga-se de passagem, muitos Obreiros se aproveitam do uso da palavra para manifestarem seus supostos conhecimentos maçônicos. Quase sempre suas interpretações são escoradas no empirismo de bastidores e utilizadas para as famosas “puxadinhas de tapete”. Gratuitamente e, pela simples intenção de demonstração de pretenso conhecimento, não se importam em praticar indelicadezas desmerecendo seus “amados Irmãos”, expressão sempre presente, no início de suas falas e, na retórica maçônica.

" Ninguém é sabido o suficiente que possa

Conclusões e Permissões do Orador

O Orador deve lembrar que “Conclusões do Orador” é função litúrgica, com procedimentos estabelecidos nos Rituais. Nas sessões ordinárias (Econômicas) saúda os visitantes, apresenta um resumo dos assuntos tratados e os ensinamentos que a reunião proporcionou, nada mais. Nas

Sessões Magnas há textos complementares relativos a respectiva cerimônia, prescritos nos Rituais.

É notório que o Orador é o responsável pelo fiel cumprimento da lei, entretanto, isto não o autoriza

a apresentar pareceres sobre formalidades cerimoniais, com opiniões pessoais do que “acha” certo

ou costumeiro nos procedimentos ritualísticos, sobretudo sendo matéria passível de discussão que

somente pode ser tratada na Ordem do Dia. Além do mais, todos sabemos, que o Órgão Litúrgico da Loja é o Venerável Conselho de Mestres Instalados e não o Orador.

É um contra-senso o VenMestre pedir ao Orador permissão para praticar algum ato litúrgico ou administrativo, principalmente, quando procedimentos irregulares. Quando na condução de um veículo motorizado podemos pedir ao Policial de Trânsito que nos permita trafegar na contra-mão? Podemos, impunemente, desrespeitar os semáforos ou exceder na velocidade somente porque estamos atrasados e consideramos o Código de Transito inútil? Do mesmo modo os Veneráveis devem entender que não podem pedir “autorizações” ao Orador para atropelar a liturgia ou ignorar nossos Diplomas Legais; e os Oradores, devem compreender que são Fiscais da Lei. E, a principal obrigação do Fiscal da Lei é a de fazer cumprir as leis; não deve se associar ao Venerável e tomar a lei para si; não são os donos da Lei.

“Diga-se, a bem da verdade que as duas expressões mais prejudiciais à Maçonaria Brasileira, são: “devido ao adiantado da hora” e “eu acho”, através delas, são cometidas as maiores barbaridades legais e ritualísticas. E, isso, independentemente da Obediência, pois a prática é generalizada.”. (José Castellani.- Consultório Maçônico VII - Editora A Trolha).

dita quase sempre por

MMde CCerdesidiosos, quando um Obreiro inicia algum procedimento ritualístico. E “Deixe

Acrescentaríamos duas expressões desestimuladoras:

“Não Precisa

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que eu resolvo tudo” dita, por alguns Expertos presunçosos que se intitulam “Iniciadores” e julgam- se donos da Cerimônia de Iniciação.

Fala do VenMestre

O hábito generalizado da fala do VenMestre, após as CONCLUSÕES do Orador, carregada de opiniões pessoais, queixas e admoestações, é um procedimento inadequado que fere as regras das leis e da razão. Prescreve com muita propriedade e sabedoria o Artigo 116, alínea “C” do Regulamento Geral da GLMERJ:

“Passar o Malhete da Sabedoria a seu substituto presente quando

tenha que tomar parte em qualquer discussão

O discurso de conclusão dos Trabalhos é função do Orador; saudações e agradecimentos são atos de ofício do Orador. Havendo extrema necessidade do Venerável responder a questões que, por ventura, se apresentem na tramitação da palavra, deverá fazê-lo antes das “Conclusões do Orador.” Após as Conclusões do Orador cabe ao VenMestre encerrar os trabalhos; no máximo, havendo clima de instabilidade emocional resultado de algum debate mais acalorado, transmitir uma sucinta mensagem de paz, um conceito de virtude ou uma manifestação de estímulo, de concórdia. O Venerável deve dirigir os trabalhos com firmeza, todavia, sempre fraternal; evitando tanto a indulgência demasiada como a excessiva severidade. Infelizmente, este espírito moderador pouco se vê; alguns Veneráveis se excedem em seus deveres, inclusive, incitados pela fala do Orador, que diz ao final das Conclusões:

“VenMestre,

os trabalhos transcorreram Justos e Perfeitos e

vossa Sabedoria poderá encerrá-los quando melhor lhe aprouver”.

A sentença acima e mais uma “adequação” que se insere nos Rituais pelos “costumes arraigados” – de tanto, muitos, adotarem esta fala, incluíram-na nas últimas edições dos Rituais. Aprouver é flexão de um verbo irregular; futuro do subjuntivo de Aprazer, ou seja, o que lhe apraz, que lhe causa prazer, o que lhe agrada, deleita. Sugere autorizar o Venerável, que antes de proceder ao encerramento ritualístico dos trabalhos, se dirija à assembléia e diga o que melhor lhe agrada, o que mais lhe dá prazer. Aí, então, alguns Veneráveis deitam falação; esgotam seus egos diante de um plenário passivo por força das determinações contidas nos Rituais – após as conclusões do Orador somente o Venerável tem direito a usar a palavra (Considerando ausente o Grão-Mestre ou seu Adjunto); desordenam a sessão com assuntos que deveriam ser matérias de partes da liturgia claramente organizadas no Ritual.

Para deliberações de quaisquer assuntos deve-se utilizar a Ordem do Dia, onde todos terão o direito de manifestar suas opiniões, apresentar suas propostas, votar. Mesmo neste caso deve o Venerável entender que é o Presidente da Loja da Assembléia; ele dirige os trabalhos, está impedido de manifestar sua opinião pessoal; discutir e votar (exceto o voto de Minerva). O VenMestre deve pelo simbolismo do Prumo “não se deixar pender, nem pela amizade nem pela afeição para nenhum dos lados”. Todas as matérias – deliberações, propostas, instruções, votações e etc. – devem ser esgotadas na Ordem do Dia.

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Bater à Porta

A batida universal na porta do Templo é a bateria do Grau de Aprendiz, ascensão de bateria de Grau é invenção. Na falta do Cobridor; batendo-se à porta do Templo e, no momento o ingresso não for permitido, o Gdo Templo responderá com outras três batidas; se for permitido o ingresso, abre a porta e verifica quem bate; sendo Obreiro do quadro ou Irmão reconhecidamente regular e, tanto aquele como este, com Grau suficiente para assistir a sessão, anunciará ao Venerável através do 1º Vigilante; não sendo reconhecido quem bate, designa-se um Cobridor.

o VenMestre

designará um MMpara proceder como Cobridor” (Ritual Grau 1, pág 29- GLMERJ).

“No caso de ausência do Irmão Cobridor

Estando presente o Cobridor, este, terá assento no Átrio até o término dos trabalhos, todavia, seria mais correto (como se pratica em outras Obediências), após a cerimônia de abertura dos trabalhos, o Cobridor, entra no Templo e senta-se à esquerda da porta – Coldo NDeste modo, batendo-se a porta do Templo, o Cobridor, que neste momento estará no interior do Templo, é quem responderá, saindo no momento adequado para as devidas verificações, depois, entra e anuncia ao VenMestre através do 1º VigManter o procedimento atual – o Cobridor o tempo todo no Átrio – significa manter um Cobridor imaginário. Todos sabemos disso, faz de conta que ele está lá. Infelizmente existem alguns Maçons que ainda não se aperceberam que o simbolismo não está somente nos ornamentos e nas ferramentas da Loja; está presente, também, nos cargos e nos títulos.

Recepção de Autoridades e Visitantes

O protocolo de recepção é uma formalidade de reverência no sentido de saudação e respeito,

aos visitantes e as Altas Autoridades Maçônicas; abrange procedimentos diferentes, conforme Graus e Cargos, e não devem ser dispensados. Alguns Irmãos argumentam que há futilidades nestes procedimentos; que somente o realizam, e isto se constata, para a recepção do Grão-Mestre ou de

seu adjunto. Alegam que, pelos “usos e costumes”, o 1º Vigtem assento no Ocidente para que nivele todos aqueles que adentram ao Templo.

O belo aforismo é realmente representativo breve e conceituoso: “Todos são iguais pelo Nível

do primeiro Vigilante”, contudo, nem mesmo nos direitos e deveres há essa pretendida igualdade. É por todos sabido que AApre CCompnão possuem a plenitude dos direitos maçônicos e seus deveres são obviamente restritos à seus Graus, os MMIIdetém SSTTe PPque os MMMMdesconhecem; a igualdade que o Nível opera por uma de suas analogias compreende os compromissos; responsabilidades e promessas que a todos abrange, sem distinção por prerrogativas sociais ou títulos profanos. Se não houvesse, hierarquia – chefia, subalternidade e responsabilidades diversas – seria a desordem total.

Entrada de Retardatários

Uma vez iniciado a abertura dos trabalhos os Irmãos retardatários somente devem entrar no Templo após o encerramento desta cerimônia. A entrada é obrigatoriamente ritualística e nos

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intervalos da liturgia; se visitantes ou Autoridades Maçônicas, serão recepcionados com o devido protocolo. Não há recepção especial para retardatários Obreiros da Oficina.

Marcha Ritualística

Existe opinião corrente, de forte argumento, que a Marcha Ritualística de MMcompõe-se apenas dos passos de Mestre, não precedidos dos passos das Marchas de Apre Comp. Isto se deve ao fato que se adotou pela cerimônia de Abertura do Livro da Lei, com a Loja em Câmara do Meio; o Obreiro que vai abrir o livro, ao se encaminhar para o Ados JJur, avança seus últimos passos com aqueles da Marcha de Mestre, o que é um erro. Em nenhum grau maçônico, seja Simbólico ou dos chamados Filosóficos, executa-se marcha ritualística na cerimônia de abertura do Livro da Lei; a Marcha é procedimento ritualístico de entrada no Templo, todos os Rituais assim ensinam. Pode haver divergências nas interpretações das instruções ritualísticas, todavia, no “Cobridor do Grau de Mestre” não, pois, suas explicações são concretas e claras quando ensina a Marcha do Mestre Maçom – forma ritualística de entrada no Templo em Câmara do Meio:

MDepois das marchas formais de Apre Comp, dar

como se tivesse de passar por

etc.

Somente este esclarecimento seria suficiente para elucidar a questão, todavia, vamos esgotá-la, em virtude de sua grande importância ritualística. Outrossim, considerando a primeira instrução maçônica:

“não devemos, restringirmo-nos às explicações dos Rituais, porque nossos símbolos podem ser encarados sob múltiplos pontos de vista, cada um deles dá lugar a interpretações análogas, mas, diferentes”.

Existem diferenças entre passos e marcha. Nas cerimônias iniciáticas de cada grau é ensinado ao recipiendário os PASSOS do grau.

“É com esses três pp que se entra em uma Loja em trabalho (Ritual Grau 1 – Primeira Instrução)

”.

“IrMde CCer, conduzi o IrAprao Ir2º Vigpara

” (Ritual Grau

que lhe ensine a dar os pp de Compe depois 2 – Cerimônia de Elevação)

“IrMde CCerfazei o Irmão caminhar como Mestre a fim

(Ritual Grau 3 – Cerimônia de

de aproximar-se do Altar Exaltação)

Note-se que pelos enfoques acima se evidencia que os rituais de cada grau não denominam aqueles passos ou caminhar como MARCHA. A marcha corresponde aos passos dos graus

ascendidos: a Marcha de Aprendiz compreende os três ppretos da Maçonaria; a Marcha de

a Marcha de Mestre compreende as

Companheiro compreende os três ppretos de Aprmais marchas formais de Apre Compmais

;

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Torna-se imperativo consultarmos os dicionários para “marcharmos” na direção certa a procura da razão; para que nossos argumentos fiquem claramente fundamentados, também na hermenêutica. Para isto utilizaremos o Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa.

MARCHA [Dev. de marchar.] S. f.

1. Ato ou efeito de marchar;

2. Jornada a pé; andada, caminhada;

3. Modo de andar; andadura, passo;

4. Cortejo, préstito, séqüito;

5. Passo cadenciado (de um indivíduo, ou de um corpo de tropas);

6. Seqüência, sucessão;

7. Progresso, andamento, desenvolvimento;

8. Mecânica – Cada uma das posições das engrenagens da caixa de marchas que permitem,

Como a primeira marcha, a

em diferentes condições de rodagem, imprimir ao veículo

segunda marcha, a terceira marcha, etc., e a marcha à ré.

9. Mús. Peça musical em compasso binário ou quaternário, com os tempos fortes acentuados, e com andamentos variados, e que se destina a marcar ou evocar o ritmo cadenciado do passo de uma pessoa, ou de um grupo de pessoas em marcha.

Poderíamos argumentar que a terceira designação do vocábulo é a que vale, pois, nos diz que passos e marcha são sinônimos, porém, a exegese é ritualística, é maçônica e a terceira designação é verossímil. Entretanto, não se pode estacionar simploriamente em um sinônimo gramatical, a interpretação tem que ser mais referencial, mais filosófica – no sentido de abrangência; a quarta designação esta fora da questão, pois, refere-se a cortejo e a marcha é pessoal; individual; todas as demais designações do vocábulo inferem única acepção para a Marcha Ritualística de cada Grau:

Progresso.

Considerando as instruções dos Rituais e, as designações do vocábulo “Marcha” contidas no dicionário, diríamos que “Marcha Ritualística” é: o modo de caminhar do Obreiro ao entrar no Templo, em sessão aberta, e que, no grau três, mostra a jornada da vida terrena do nascimento a morte; a seqüência, a sucessão dos graus alcançados; o desenvolvimento intelectual adquirido em cada grau completado, pelas diferentes condições de avanços, que demonstram o conhecimento de todos caminhos; a renovação das promessas iniciáticas pela execução dos sinais penais de cada grau, que estabelecem o direito de participar da assembléia; a trilogia com tempos acentuados, com andamentos variados e, que se destina a marcar ou evocar o ritmo que Obreiro sempre deverá seguir pelo simbolismo da Régua, do Esquadro e do Compasso.

Saudações as Luzes e ao Delta

Ao ser franqueada a entrada no Templo, com os trabalhos abertos, sem as formalidades ritualísticas, o que um erro, é comum assistir Obreiros não executarem a marcha, porém, saudarem as Luzes, ou seja, cometer um erro sobre outro erro. Entra-se no Templo, ritualisticamente, sem a marcha, quando em retorno de saída temporária, neste caso, a saudação deve ser dirigida apenas ao VenMestre . Saudar, neste caso, não é cumprimentar; significa dar testemunho exterior de respeito. Saudação no sentido de cumprimento só se faz duas vezes: na cerimônia de abertura dos

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– ou após a marcha ritualística

que é a maneira correta de entrada no Templo, com os trabalhos abertos, daquele que não participou

cerimônia de abertura – retardatários ou visitantes – e na cerimônia de encerramento onde, outra

”).

Saudação, no sentido de cumprimento é feita, universalmente, na chegada e na partida ou na entrada

da

vez, todos se saúdam após a prece de despedida (“Ides deixar este Templo

trabalhos – na trilogia onde todos se saúdam (“Pela Saudação

”)

“Pela saudação

e na saída.

O Obreiro, quando em circulação, deve observar que a saudação que se faz ao cruzar o eixo do

Templo, à frente do Ados JJurou do Ados PPerfé gesto de homenagem, respeito e

reverência ao GADUrepresentado pelo DELTA LUMINOSO, o símbolo de Deus na Loja.

O VenMestre não tem que responder a esta saudação com meneio de cabeça ou outros gestos,

mesmo porque, a saudação, naquele momento não lhe é dirigida. O que ocorre é que o VMestre posiciona-se na mesma linha do Delta Luminoso, ficando, o Delta, deste modo, encoberto. Surgiu

então, por esta confusão, a proposta que a saudação seria ao VMestre.

O VMestre representa a principal Luz da Loja; o Sol, a Sabedoria etc. Mas, algo é infinitamente superior à representação do Sol, da Sabedoria e outras analogias qualificativas ou representativas do VenMestre, que é a representação do GADUpelo DELTA LUMINOSO com o Olho da SUPREMA SABEDORIA ou o TETRAGRAMA SAGRADO, ou ainda, da letra Iôd ou G.

Para distinguir a saudação – entre o Venerável e o Delta – e evitar a confusão os Obreiros passaram a dirigir o olhar para o Delta Luminoso suspenso, no momento da saudação. Mas, isto não

é necessário, principalmente, quando o Delta está instalado, irregularmente, na frente do Dossel. O importante é se ter conhecimento que aquela saudação é ao Delta Luminoso ou Radiante. Nada no Templo é superior ao DELTA RADIANTE – a PRESENÇA DE DEUS. Se dedicarmos nossa saudação, ao cruzar o eixo do Templo, ao VenMestre, estaremos ignorando ou subestimando o GADU. Ações de respostas às saudações, procedidas pelo VenMestre, neste caso, sugerem legitimar a interpretação de que a reverência é ao VenMestre “Meneio de Cabeça”, embora contido nos Rituais, não é sinal maçônico, apoiar o Malhete sobre o peito, somente quando

de pé. Mesmo assim, não como resposta a Saudações e sim como postura ritualística.

Preparar-se para cobrir o Templo

Nas transformações dos trabalhos de Aprou de Comppara Grau superior é comum, estes, permanecerem sentados após o anúncio dos VVigde prepararem-se para cobrir o Templo. Preparar-se para cobrir o Templo é se aprontar; dispor-se a cumprir a ordem; estar de pé com o sinal do Grau composto, ou seja “à Ordem”. Portanto, ao anúncio “IIrAApr(e/ou CComp), preparai-vos para cobrir o Templo”, estes, se põem à Ordem, e aguardam o convite do Mde CCerpara terem o Templo coberto. No caminhar de saída, ao alinharem-se ao do eixo do Tno Ocid– entre CCol– voltam-se para o Ore saúdam o VenMestre.

A expressão “Cobrir o Templo” só deveria ser utilizada quando se referisse ao Cobridor, pois é

ele quem cobre o Templo – obsta a entrada a profanos, a Maçons irregulares ou a Obreiros colados em Graus inferiores aos dos trabalhos naquela ocasião. Os demais Obreiros tem “o Templo

Rito Escocês Antigo e Aceito - Graus Simbólicos

Paulo Roberto Marinho de Almeida