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BIOFÍSICA DA VISÃO

E A ÓPTICA DO OLHO
Integrantes do Grupo:
 Jonathas Moreira de Sousa
 Vinicius Modolo Conti
 Bruno da Silva Távora
 Marcos Werneck Arenari Junior
 Gabriela Guarçoni Martins Alves
INTRODUÇÃO

Nesse trabalho será apresentado a


formação da imagem, os tipos de lentes, a
anatomia e a fisiologia do olho, os defeitos
de visão, as patologias, o uso do laser na
oftalmologia e a oftalmologia preventiva.
FORMAÇÃO DA IMAGEM
Até o século XVI, pensava-se, erroneamente, que o olho
emitisse luz. Hoje sabemos que ele é apenas um receptor.
Quando olhamos para um objeto, os raios luminosos que ele
reflete penetram em nossa córnea, atravessam o humor aquoso, o
cristalino e o corpo vítreo e atingem a retina, na qual se forma
uma imagem invertida do objeto. Nosso cérebro, no entanto,
aprendeu a interpretar corretamente o que estamos vendo: a
imagem não é percebida por nós de cabeça para baixo, mas, sim,
na posição correta.

Compare a formação da imagem no olho e numa câmara


fotográfica. Em ambos os casos, a imagem forma-se em posição
invertida.
LENTES

 O QUE SÃO LENTES?


De modo simples, lente é um corpo transparente,
delimitado por duas faces, das quais uma, pelo menos,
é curva.
Lentes Convergentes

 São mais espessas no centro do que nos


bordos, sua curva convexa (base externa) é mais
acentuada do que a curva côncava (base
interna).
 Quando se desloca uma lente positiva, o objeto
caminha em sentido contrário.
 O centro ótico de uma lente positiva coincide
com sua espessura mais grossa.
 Ao olharmos no rosto de uma pessoa, notaremos
que a lente aumentará o tamanho dos olhos.
Lentes Divergentes

 São mais finas no centro do que nos bordos, sua


curva convexa (base externa) é menos
acentuada do que a curva côncava (base
interna).
 Quando se desloca uma lente negativa, os
objetos se deslocam no mesmo sentido.
 O centro ótico de uma lente negativa localiza-se
no seu ponto mais fino.
 Ao olharmos no rosto de uma pessoa, notaremos
que a lente diminuirá o tamanho dos olhos.
Anatomia do Olho
Anatomia e Fisiologia do Olho
 Estruturas internas do olho:
RETINA: tem como função transformar os estímulos luminosos em estímulos
nervosos que são enviados para o cérebro por meio do nervo óptico.

NERVO ÓPTICO: formado a partir da retina e tem como função conduzir o


estímulo visual ao cérebro.
Ponto cego – local na retina em que não há células sensíveis à luz devido a
presença da papila óptica, responsável pelo ponto cego, onde as fibras
nervosas da retina convergem para formar o nervo óptico.

FLUIDOS INTRA-OCULARES:
Humor vítreo: substância viscosa e transparente que preenche a porção entre
o cristalino e a retina.
Humor aquoso: responsável não só pela nutrição da córnea e do cristalino
mas também por regular a pressão interna do olho.
Anatomia e Fisiologia do Olho
 Estruturas externas do olho:
CÓRNEA: permite a entrada de raios de luz no olho.

CONJUNTIVA: membrana transparente e delgada que recobre a


parte branca dos olhos e internamente as pálpebras. Tem
como função defender a superfície ocular de agentes externos
e manter a lubrificação ocular.

ÍRIS – PUPILA: controla a quantidade de luz que entra no olho


por meio da pupila, e da a cor aos olhos.

ESCLERÓTICA: é a parte branca dos olhos, que mantém a


forma do olho e protege as estruturas oculares, já que tem uma
consistência maus rígida.

CRISTALINO: focaliza os raios de luz para um ponto


certo na retina
ACOMODAÇÃO
VISÃO PARA PERTO E VISÃO PARA LONGE

Para que a imagem se forme sobre a retina, é


necessário que o olho mude o seu poder dióptrico
conforme a distância do objeto, e esse mecanismo
denomina-se Acomodação.
Nos humanos, esse mecanismo de acomodação se
faz por mudanças na espessura do cristalino, por meio da
contração e relaxamento do músculo ciliar e das suas
fibras radias. Na visão para perto há um espessamento do
cristalino e na visão para longe a diminuição da
convergência dele.
À medida que se aumenta a idade da pessoa menor
é a capacidade de acomodação do seu cristalino. O poder
de acomodação é máximo na infância e mínimo ou
ausente na velhice.
ACOMODAÇÃO
VISÃO PARA PERTO E VISÃO PARA LONGE
DEFEITOS VISUAIS DO OLHO E SUAS
CORREÇÕES

Emetropia
Hipermetropia;
Miopia;
Astigmatismo
Presbiopia
Estrabismo
Daltonismo
EMETROPIA

 É o olho que apresenta comprimento axial normal


 Sem transtornos de córnea, cristalino, vítreo e retina.
 Nesse caso os raios luminosos paralelos provenientes
do exterior, ao penetrarem no olho, formarão imagem
nítida e bem focalizada sobre a retina.
HIPERMETROPIA

 Ocorre porque o olho tem o comprimento mais curto


que o normal, levando o foco da imagem focalizada a
formar-se atrás da retina.
 A correção, nesse caso, é feita antepondo-se lente
esférica positiva, portando convergente, fazendo com
que a imagem coincida exatamente sobre a retina.
MIOPIA

 Os raios luminosos provenientes do exterior vão


formar uma imagem desfocalizada antes da retina,
pois o olho é mais longo que o normal (miopia axial) ou
os meios refringentes (córnea e cristalino) são muito
fortes (miopia refrativa), possibilitando a formação da
imagem em local errado e não sobre a retina.
 A correção é conseguida antepondo-se uma lente
divergente (esférica negativa), possibilitando, dessa
maneira, que a imagem recue e caia sobre a retina.
ASTIGMATISMO

 Impossibilidade dos raios luminosos paralelos provenientes


do exterior, ao penetrarem no olho, formarem uma imagem
em um único ponto; ao contrário, ela se formará de modo
desordenado, parte sobre a retina, parte atrás da retina ou
parte antes dela.
 O fator primordial para o aparecimento desse defeito é o
poder refrativo desigual na córnea em seus diferentes
meridianos. A correção é obtida com a ajuda de lente
cilíndrica positiva ou negativa, ou de uma combinação de
lentes esféricas com cilíndricas.
PRESBIOPIA

 É a diminuição, com a idade, da capacidade de


focalização do olho. Ocorre pela perda da elasticidade
dos músculos ciliares e do cristalino, dificultando a
visão para perto.
 Inicia-se, em regra, por volta dos 40 anos. A correção
é realizada pela adição de lentes esféricas positivas
sobre a correção que o paciente usa para longe.
ESTRABISMO
 Estrabismo é um tipo de alteração ocular que desalinha os olhos para direções diferentes
e representa a perda do paralelismo dos olhos. O desvio dos olhos pode ser constante e
sempre notado, ou poderá ter períodos normais e períodos com olhos desviados. Um dos
olhos poderá estar direcionado para frente, enquanto o outro desvia para dentro, para
fora, para cima ou para baixo. Em outros casos, o olho desviado poderá estar olhando em
frente, ocasionando o desvio do olho que não é desviado.
 Existem vários tipos de estrabismo. Um dos olhos pode girar para dentro (esotropia) ou
(estrabismo convergente), para fora (exotropia ou estrabismo divergente) ou pode girar
para cima (hipertropia) ou para baixo (hipotropia). Nesta ilustração, o olho afetado é o
direito.
Daltonismo
 O daltonismo (também chamado de discromatopsia ou
discromopsia ) é uma perturbação da percepção visual
caracterizada pela incapacidade de diferenciar todas ou
algumas cores, manifestando-se muitas vezes pela
dificuldade em distinguir o verde do vermelho. Esta
perturbação tem normalmente origem genética, mas pode
também resultar de lesão nos orgãos responsáveis pela visão,
ou de lesão de origem neurológica. Tipos de daltonismo:
 - Protanopes e deuteronopes: indivíduos com problemas em
relação ao vermelho e verde. Representam 4% dos homens e
0,4% das mulheres.
 - Tritanopes e tetranopes: são raros e apresentam problemas
com relação ao azul e amarelo.
 O teste mais usado é o de Ishihara, Stilling e Hardy-Ritler, em
que por meio de placas policromáticas, as placas vão se
tornando mais sutis e difíceis e consistem em manchas que
são organizadas em padrões, formas, números ou letras que
seriam reconhecidas por pessoas normais, mas não são
percebidas por aquelas que possuem defeitos na percepção
de cores. O tipo e a gravidade serão definidos de acordo com
o número de respostas corretas.
Teste de Ishihara, Stilling e Hardy-Ritler
DOENÇAS IMUNOLÓGICAS DO OLHO

 Conjuntivite;
 Glaucoma;
 Ceratocone;
 Pterígio ou Catarata;
CONJUNTIVITE é uma inflamação na conjuntiva que
se caracteriza por sensação de areia nos olhos, olho
vermelho, purgação (secreção). A pessoa amanhece
com os olhos grudados e com dificuldade de os abrir
na claridade. Às vezes as pálpebras incham. As
causas podem ser alérgicas, bacterianas, virais e
tóxicas.
Glaucoma é a designação genérica de um grupo de doenças que atingem o nervo óptico e envolvem a perda de células
ganglionares da retina num padrão característico de neuropatia óptica. A pressão intra-ocular elevada é um fator de
risco significativo para o desenvolvimento de glaucoma, não existindo, contudo uma relação causal direta entre um
determinado valor da pressão intra-ocular e o aparecimento da doença — enquanto uma pessoa pode desenvolver
dano no nervo com pressões relativamente baixas outra pode ter pressão intra-ocular elevada durante anos sem
apresentar lesões. Se não for tratado o glaucoma leva ao dano permanente do disco óptico da retina, causando uma
atrofia progressiva do campo visual, que pode progredir para cegueira.
A CATARATA é um espessamento da conjuntiva acompanhado de inflamação e
vascularização no olho que gera uma lesão que vai aumentando de tamanho e
volume. É uma doença em que vários fatores contribuem para o seu aparecimento.
Cita-se dentre eles a herança familiar, as doenças gerais como a diabetes, as
doenças do olho (as irites), os traumas ou as cirurgias oculares, alguns remédios
como o cortizona, a exposição solar e até a dieta alimentar. Para o seu
tratamento muitas vezes o oftalmologista receita um colírio. A cirurgia é indicada
quando há progressão da lesão coloca em risco a visão ou a mobilidade ocular.
LASERS NA OFTAMOLOGIA

O laser começou a ser utilizado na medicina a partir


da década de 50. E sua primeira aplicação foi na
oftalmologia.

Na área de oftalmologia é necessário trabalhar com


várias freqüências de lasers, pois cada tipo de célula
absorve melhor uma determinada freqüência, em
detrimento das demais.

Os lasers são usadas na fotocoagulação de vasos


sangüíneos em tratamentos de tumores, em cirurgias
oculares, em alguns tipos de cataratas, glaucomas, e
úlceras da córnea. Os instrumentos a laser
constituem-se basicamente de uma potente corrente
elétrica que produz um único e poderoso feixe de luz de
energia concentrada ao atravessar um tubo contendo
gases especiais como o Argônio, Kriptônio, YAG, etc.
LASERS NA OFTAMOLOGIA
O tratamento via Laser geralmente é ambulatorial, não necessitando
internação, e também é indolor, sendo necessários apenas anestesia
tópica com colírio. Isto propicia ao paciente um retorno às suas
atividades normais o mais breve possível. Ainda mais, ao contrário
das cirurgias convencionais não há risco de infecção no ato
operatório, uma vez que o laser é totalmente asséptico e auto-
esterilizante.
AS PRINCIPAIS DOENÇAS EM QUE O
LASER TEM SUA APLICAÇÃO

 Glaucoma;
 Catarata;
 Oclusões venosas da retina;
 Cirurgia refrativa.
Oftalmologia Preventiva
 Os seguintes elementos básicos influenciam as pessoas a ter uma boa visão
e uma boa saúde:
 - Condições de vida: qualquer melhoria das condições de vida da população
– emprego, habitação, alimentação, educação, saneamento, principalmente –
resulta em melhoria da saúde em geral, inclusive a ocular;
 - Higiene pessoal e ambiental: praticar medidas de higiene e cuidados
gerais com o corpo e a mente previne a propagação de doenças, inclusive as
oculares;
 - Dieta alimentar adequada: para crianças, jovens e adultos, é
recomendável a ingestão regular de verduras, legumes e frutas; o leite
materno, por sua vez, além de conter todos os ingredientes necessários para
o bom desenvolvimento do bebê, é rico em vitamina A, importante na
prevenção da cegueira noturna;
 - Imunização: algumas doenças contagiosas - como o sarampo - podem
causar cegueira, principalmente em crianças desnutridas. A vacinação das
crianças e das mulheres adultas é fundamental na prevenção da rubéola, já
que essa doença produz catarata congênita às crianças cujas mães a
possuem;
 - Prevenção de problemas oculares: o reconhecimento precoce dos
sinais e sintomas de problemas oculares e visuais, bem como a verificação
periódica da acuidade visual e a prática dos cuidados de prevenção de
infecções e de doenças oculares são medidas importantes para se manter
uma boa capacidade visual;
CONCLUSÃO

O nosso olho é uma estrutura maravilhosa e


nos dá a ótima sensação de poder enxergar o
mundo. Porém ele é muito sensível e deve
receber todo cuidado para não ser afetado. É
muito importante ir a um oftalmologista, pelo
menos uma vez por ano, para poder prevenir
ou identificar algum defeito visual ou doença
imunológica para que elas sejam tratadas ou
até curadas quando descobertas no estágio
inicial.