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CENTRO UNIVERSITÁRIO CELSO LISBOA

CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

Elaborado por:

André Luis de Souza Ramos Cristiane Calmon Santos Érica Gomes Fábio Cristiano Lima

Horta Didática: Abordagens Sobre a Utilização Desta Ferramenta para Auxiliar no Ensino de Ciências

Rio de Janeiro, 2009

André Luis de Souza Ramos Cristiane Calmon Santos Érica Gomes Fábio Cristiano Lima

HORTA DIDÁTICA: ABORDAGENS SOBRE A UTILIZAÇÃO DESTA FERRAMENTA PARA AUXILIAR NO ENSINO DE CIÊNCIAS

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Graduação em Ciências Biológicas do Centro Universitário Celso Lisboa como requisito parcial à obtenção ao título em licenciatura em Ciências Biológicas.

Orientador(a): Carlos Alberto Andrade Monerat

Rio de Janeiro, 2009

HORTA DIDÁTICA: ABORDAGENS SOBRE A UTILIZAÇÃO DESTA FERRAMENTA PARA AUXILIAR NO ENSINO DE CIÊNCIAS

RESUMO

Fábio Cristiano Lima André Luis Silva Ramos Érica Gomes Cristiane Calmon

Este trabalho trata do levantamento da real eficácia da implantação de hortas didáticas nas instituições de ensino. Revelando ser esta, uma poderosa ferramenta aos professores, no que se refere ao ensino de ciências proposto durante todo o processo de aprendizagem. Através de um questionário composto por perguntas abertas e fechadas, coletamos material em quatro escolas do Ensino Fundamental. Foram entrevistados profissionais, do corpo docente das instituições envolvidas, no intervalo dos meses de abril a maio de 2009. Estas informações foram organizadas e descritas por meio de tabelas, de gráficos e de texto descritivo. O exercício de aplicações pedagógicas, em situações reais, envolvendo cidadania e consciência sobre a educação ambiental, nos mostrou que o educando é um excelente multiplicador de idéias, levando informação e consciência às suas respectivas famílias. Os dados obtidos nos permitiram ter uma visão global da aspiração dos professores em relação à melhoria das aulas de ciências, das possibilidades estruturais das instituições e suas limitações, de forma geral.

Palavras-chave: Horta Didática. Ensino. Educação Ambiental.

Acadêmicos do curso de Ciências Biológicas do Centro Universitário Celso Lisboa. Rua 24 de Maio 797 - Sampaio, Rio de Janeiro, RJ CEP: 20950-091. Brasil.

1 INTRODUÇÃO

A problemática ambiental é uma das principais preocupações da sociedade

moderna. Por isso, tem desencadeado uma série de iniciativas que visam reverter o processo de degradação do meio ambiente. Uma dessas iniciativas é a Educação Ambiental, a qual as instituições de educação básica têm buscado, gradativamente, inserirem em seu currículo, como meio de formar cidadãos conscientes e comprometidos com as principais preocupações da sociedade. (SERRANO, 2003).

No Brasil a educação ambiental foi regulamentada pela Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), instituída pela Lei 9.795, de 27 de abril de 1999, que

estabelece e define seus princípios básicos, incorporando oficialmente a Educação Ambiental nos sistemas de ensino.

A educação ambiental e alimentar, já fazem parte do currículo de muitas

escolas de educação infantil e fundamental, mas na prática, os professores ainda têm dificuldades em lidar com esses temas. (BRASIL, 2002).

O Ministério da Educação considera importante que se estabeleçam novos

modelos educacionais. Estes devem integrar saúde, meio ambiente e desenvolvimento comunitário, através de programas interdisciplinares. Para atingir essas metas, a horta escolar, e a relação desta com a participação comunitária, se torna um eixo articulador com ricas possibilidades de atividades pedagógicas. (FERNANDES, 2005). Andrade (2000) expõe que, desenvolver a educação ambiental nas escolas tem se mostrado uma tarefa exaustiva, devido a existência de grandes dificuldades nas atividades de sensibilização e formação. Sobretudo, na execução de atividades e projetos, e na manutenção e continuidade dos já existentes. Fatores como o tamanho da escola, número de alunos e de professores, predisposição destes professores em passar por um processo de treinamento, vontade da direção de realmente desenvolver um projeto ambiental que vá alterar a rotina na escola, entre outros.

Outra problemática levantada por Serrano (2003), é o fato de os projetos de educação ambiental desenvolvidos nas escolas de ensino fundamental, serem mais discursivos e teóricos, do que práticos.

É de suma importância destacar a preocupação demonstrada pela maioria

dos professores em trabalhar educação ambiental nas escolas. Esta preocupação

torna-se ponto favorável para a implantação de novas idéias, e propostas ligadas à área. (VALDAMERI, 2004). Mediante ao exposto, firmou-se a proposta de abordar a Educação Ambiental nas Escolas de Ensino Fundamental, criando o projeto de uma Horta Didática para auxiliar o corpo docente e discente, no processo de ensino-aprendizagem, que auxiliará, também, na difusão de informações relativas às questões ambientais.

A escola é a principal formadora de opiniões da sociedade. Por esse motivo, é

fundamental que as iniciativas de educação ambiental tenham início nas escolas. “O primeiro passo para trabalhar bem a educação ambiental é criar, na escola, um ambiente capaz de envolver os professores de todas as disciplinas e também a comunidade”. (MINC, 2007). “Educação ambiental bem-ensinada e bem-aprendida tem de ter relação com a vida das pessoas, o seu dia-a-dia, o que elas vêem e sentem, o seu bairro, a sua saúde, as alternativas ecológicas” (MINC, 1997). Além disso, de acordo com os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais), a Educação Ambiental “leva a mudança de comportamento pessoal e a atitudes e valores de cidadania que podem ter fortes conseqüências sociais”.

A Horta Didática inserida no ambiente escolar é um laboratório vivo que irá

possibilitar o desenvolvimento de diversas atividades pedagógicas em educação ambiental. Ela unirá teoria e prática de forma lúdica, fazendo com que haja uma maior interação entre os estudantes. E, por conseguinte, um melhor aproveitamento da disciplina de Ciências/Biologia. A Horta Didática não deve apenas ficar restrita ao processo de produção de alimentos, mas deve ser trabalhada como um processo pedagógico.

2 METODOLOGIA

Esse estudo é de natureza descritiva, com uma abordagem qualitativa e quantitativa. Segundo Silva & Menezes (2000, p. 20), a pesquisa qualitativa considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser traduzido em números. Os fenômenos são interpretados e atribuições de significados tornam-se básicos no processo qualitativo. Não requer o uso de

métodos e técnicas estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de dados e o pesquisador é o instrumento-chave. O processo e seu significado são os focos principais de abordagem. Segundo Silva & Menezes (2000, p.21), a pesquisa descritiva visa descrever as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis. Utiliza técnicas padronizadas de coleta de dados, tais como: questionário e observação sistemática. Assume, em geral, a forma de levantamento. Esta pesquisa será realizada em quatro escolas de Ensino Fundamental, localizadas na região do Grande Méier, no Município do Rio de Janeiro. Para atingir aos objetivos propostos, utilizou-se um questionário (anexo A), composto por 10 perguntas abertas e fechadas e validado pela Comissão de Validação de Instrumentos Científicos do Centro Universitário Celso Lisboa (UCL). Este instrumento teve por objetivo obter informações relacionadas ao conteúdo ministrado em sala de aula e também na possibilidade de utilizar a Horta Didática como tema transversal nas turmas do 7º e 8º ano do Ensino Fundamental. Serão entrevistados 10 profissionais, entre professores, diretores e demais profissionais das instituições envolvidas, entre os meses de abril a maio de 2009. Todos os entrevistados irão participar da pesquisa de forma voluntária e anônima, após conhecer seus objetivos e fins, por meio da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (anexo B), em obediência à Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS):

O respeito devido à dignidade humana exige que toda pesquisa se processe após consentimento livre e esclarecido dos sujeitos, indivíduos ou grupos que por si e/ou por seus representantes legais manifestem a sua anuência à participação na pesquisa.

Todos os questionários serão aplicados nos momentos de pausa de trabalho dos entrevistados ou ao final dos seus respectivos turnos de trabalho. As respostas serão dadas oralmente e prontamente registradas pelos pesquisadores responsáveis. Para efeito de análise dos resultados, as variáveis qualitativas serão analisadas de acordo com a técnica de análise de conteúdo. Já as variáveis quantitativas serão analisadas por meio da estatística descritiva (média e desvio- padrão).

Segundo Chizzotti (1991) a técnica de analise de conteúdo consiste em um método de tratamento e análise de informações, colhidas por meio de técnicas de coleta de dados, consubstanciadas em um documento. A técnica é aplicada à análise de textos escritos ou a qualquer comunicação (oral, visual, gestual), reduzida a um texto ou documento. De acordo com Neto (2004), estatística descritiva significa descrever certas propriedades relativas a um conjunto de dados que teria por finalidade sintetizar uma série de valores de mesma natureza, permitindo dessa forma que se tenha uma visão global da variação desses valores, organiza e descreve os dados de três maneiras: por meio de tabelas, de gráficos e de medidas descritivas.

3 RESULTADOS

Tabela 1: Perfil dos Profissionais entrevistados

Sexo (%)

Feminino Masculino

Idade Média

Tempo Médio

de Atuação

50

50

39

15,5 anos

De acordo com a Tabela 1, observa-se que o universo dos entrevistados ficou bem dividido, o que demonstra que nos últimos anos os homens têm buscado cada vez mais a área do magistério, o que era uma área praticamente tomada pelo sexo feminino, essa conclusão é baseada na vivência do grupo. Em relação à média de idade dos profissionais, constata-se que estes estão em uma fase intermediária, ou seja, nem tão novos e nem tão idosos, porém, partindo para uma maturidade. A média de atuação dos entrevistados na área profissional é de 15,5 anos, o que se conclui que é um grupo bastante experiente, com uma grande vivência no magistério, o que, aliado à motivação e capacitação, será determinante na execução do projeto da Horta Didática. Segundo todos os entrevistados, a educação ambiental deve ser inserida no currículo educacional, desde o ensino fundamental até o ensino médio, pois tal iniciativa alertará a sociedade sobre os perigos da degradação do meio ambiente, apesar da educação ambiental ser bem discutida, poucas são as instituições de ensino que abordam esse tema em sua grade curricular, portanto, uma mudança nesse aspecto será determinante no processo de formação dos cidadãos do futuro,

pois esses, tendo contato desde cedo com esse tema, serão indivíduos conscientes da importância da preservação do meio ambiente.

Aulas de Ciências nas instituições de ensino

50%

Aulas de Ciências nas instituições de ensino 50% 50% Teórica Teórica/prática

50%

Teórica Teórica/prática
Teórica
Teórica/prática

Figura 1: Percentuais relativos às aulas de Ciências nas instituições de ensino

De acordo com a Figura 1, 50% dos entrevistados disseram que as aulas de Ciências nas instituições de ensino em que trabalham são de caráter teórico/prático.

Preferência dos alunos quanto ao tipo de aula

60%

Preferência dos alunos quanto ao tipo de aula 60% 40% Teórica e prática Prática

40%

Teórica e práticaPrática

PráticaTeórica e prática

Figura 2: Percentuais relativos à preferência dos alunos quanto ao tipo de aulas

Analisando a Figura 2, observa-se que, dentre o universo dos profissionais entrevistados, 60% dos alunos preferem somente aulas práticas, os outros 40% preferem aulas práticas e teóricas, chegando a uma conclusão que a maioria do corpo discente prefere as aulas práticas, pois é uma maneira de sair da rotina de sala de aula, através da utilização de recursos lúdicos para o aprendizado, onde ele pode vivenciar e aprender utilizando elementos simples do cotidiano. Porém, a

tendência é que as aulas práticas sejam sempre acompanhadas das aulas teóricas, pois uma é complemento da outra.

A maioria dos profissionais envolvidos na pesquisa gosta que seus

educandos se interessem pelas aulas práticas, porém, sem perder o interesse nas

aulas teóricas. Segundo a maioria, as aulas teóricas, complementadas com aulas práticas, auxiliam na melhor compreensão dos educandos e faz com que a turma se integre e possa ter um convívio melhor no dia a dia, aumentando o interesse de todos em aprender Ciências.

Estímulo as aulas práticas

45%

33% 22%
33%
22%
material incentivo laboratório
material
incentivo
laboratório

Figura 3: Percentuais relativos ao incentivo às aulas práticas

De acordo a Figura 3, fica bem claro que a falta de laboratório nas instituições

de ensino é o principal fator para a não realização de aulas práticas, pois esse item corresponde a 45% do universo entrevistado, existem instituições que investem em espaço físico e outras que não possuem esse espaço, sendo então um fator determinante para a não realização de aulas práticas; 33% para a falta de material adequado, com isso, pode-se afirmar que as instituições não investem em material para serem realizadas as atividades práticas, seja no laboratório ou em sala de aula mesmo; 22% é relativo a falta de incentivo da instituição, onde a falta de incentivo é um fator importante para a não realização de aulas práticas nas instituições consultadas.

Foco de um projeto de educação ambiental

50%

Foco de um projeto de educação ambiental 50% 50% teórica/prática Prática

50%

teórica/prática Prática
teórica/prática
Prática

Figura 4: Percentuais relativos ao foco do projeto de educação ambiental

Um projeto de educação ambiental deve ter um enfoque tanto teórico quanto prático, essa foi a conclusão a que os entrevistados chegaram, onde foi verificado que a metade prefere aulas práticas e a outra metade prefere as aulas teóricas e práticas como forma de ensino de Ciências ao segmento Fundamental, pois tal combinação é uma maneira da disciplina ser mais bem aproveitada pelos educandos, a participação dos mesmos é feita de maneira efetiva e para uma melhor apresentação dos resultados das aulas teóricas nada melhor do que vivenciar na prática, pois só assim o educando aprende com mais eficácia. A grande maioria dos entrevistados, ou seja, 90% consideram de suma importância o desenvolvimento do projeto da Horta Didática no ambiente escolar, porque pode ser um importante aliado na preservação do meio ambiente, auxiliando de forma prática o desenvolvimento do educando, para que este valorize o alimento para o consumo próprio, além de conhecer a ecologia de cada vegetal envolvido na horta. Há uma grande interação do corpo discente com o corpo docente nas instituições visitadas, portanto, pode-se concluir que é de vital importância implantar nas escolas do ensino fundamental uma Horta Didática com o objetivo de melhorar a qualidade do ensino de ciências.

Contribuição da comunidade na implantação da horta

Contribuição da comunidade na implantação da horta 30% 70% Sim Não

30%

70%

Sim Não
Sim
Não

Figura 5: Percentuais relativos à contribuição da comunidade na implantação da horta

Conforme a Figura 5, 70% dos entrevistados acredita na participação da comunidade com a instituição, abrangendo a população de uma maneira geral para a interação junto ao corpo docente. Isso nos mostra que os entrevistados têm um papel fundamental de garantir que novas ações sejam desenvolvidas, promovendo uma mudança de comportamento da população e no conjunto da educação ambiental para a montagem da horta didática, gerando interesse em cuidar desta horta na escola. Todos entrevistados demonstraram um grande conhecimento com relação aos materiais recicláveis para montagem da Horta Didática, citando exemplos de matérias primas extraídas da natureza, como madeira reciclável para ser reaproveitada, utilização das Garrafas Pet e das embalagens Tetrapak, estes materiais são encontrados nos lixos urbanos ou em casa. O material reciclado evita gerar a fabricação de novos produtos evitando a degradação do meio ambiente. Todos os entrevistados acreditam que uma Horta Didática deva ser composta por hortaliças e plantas medicinais. As hortaliças mostram a função do alimento na saúde e inclusão desses alimentos colhidos na horta sem agrotóxicos na alimentação diária e as plantas medicinais para ensinar os benefícios medicinais terapêuticos das mesmas no organismo. A horta é uma ferramenta de um laboratório vivo para atividades didáticas que mostra aos alunos a consciência da educação ambiental capacitando alunos, funcionários e pais para que estes tenham o conhecimento básico para implantação e manutenção de hortas benéficas para todos, sendo aproveitada por eles mesmos.

Os profissionais da educação acreditam que a relação direta com os alimentos da horta possa favorecer ao consumo do próprio alimento plantado e colhido pelos alunos, e que eles sentem-se atraídos a esse consumo. Essa prática incentiva ao aluno à adoção de hábitos saudáveis, mantendo a horta para que seus alimentos sejam aderidos à dieta alimentar diária da família do aluno. Essas ações integram o cotidiano do aluno na escola e em casa. Os conteúdos a serem abordados com o desenvolvimento da horta didática segundo os entrevistados, podem ser: Ecologia, Botânica, Zoologia, Geografia, Química e Nutrição. Com isso conclui-se que a horta didática é uma importante ferramenta não só para o ensino de Ciências, mas também para outras matérias.

4 CONCLUSÃO

Através do trabalho pode se concluir que a horta didática inserida no ambiente escolar pode ser uma ferramenta bastante eficaz na formação integral do estudante, pois o tema exposto aborda diversas áreas de conhecimento, podendo ser desenvolvido durante todo o processo de ensino/aprendizagem. No entanto, identificaram-se vários obstáculos, dentre eles: falta de estrutura das instituições de ensino, falta de incentivo as aulas práticas, falta de hábito dos professores de exercitarem a prática de aulas ministradas no exterior e no interior das salas de aula, falta de integração com a comunidade local. De acordo com os resultados obtidos, ficou evidente que é possível desenvolver e realizar iniciativas que contribuam para os trabalhos envolvendo as hortas escolares. A horta didática pode desenvolver um importante papel no resgate da cultura, assim como da cidadania, também é um importante elemento na consciência dos envolvidos no projeto a preservação do meio ambiente. As plantas medicinais envolvidas no projeto representam um rico elemento para trabalhos de etnobotânica, pois pode-se estimular a realização de pesquisas com as famílias e comunidade acerca dos nomes populares, valor medicinal e o uso dessas plantas, juntamente com sua importância para a comunidade em que a escola está inserida.

Ficou evidente nesse trabalho, que o corpo discente das instituições envolvidas estão ávidos por atividades práticas que estimulem cada vez mais o seu senso crítico e de discernimento a cerca das questões ambientais. Sem dúvida que deve ser explorado como forma de um recurso motivador para que os estudantes se integrem ao mundo como um ser atuante nas modificações ambientais, tanto da comunidade em que vivem como num todo.

DIDACTIC GARDEN: APPROACHES ABOUT THE UTILIZATION OF THIS TOOL TO ASSIST ON THE SCIENCE EDUCATION

ABSTRACT

This work treats about the rising of the real effectiveness on the implantation of didactic gardens in the teaching institutions. Revealing to be a powerful tool to the teachers use, point to the proposed science teaching during the whole learning process. Through a questionnaire composed by open and closed questions, we collected material in four elementary schools. They were interviewed faculty professional, from the involved institutions, in the interval between April to May of 2009. That information were organized and described through tables, of graphs and descriptive text. The exercise of pedagogic applications, in real situations, involving citizenship and conscience about the environmental education, it showed us that the student is an excellent idea maker, taking information and conscience to their respective families. The obtained data allow us to have a global vision of the teachers' aspiration referring to the sciences classes’ improvement, the institutional structural possibilities and their limitations.

Keywords: Didactic Garden. Teaching. Environmental Education.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ANDRADE, D. F. Implementação da Educação Ambiental em Escolas: uma reflexão. In: Fundação Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Revista Eletrônica do Mestrado em Educação Ambiental, v. 4. out/2000.

BRASIL. Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil, Brasília, DF, nº 79, Seção 1, p.1-3, 28 abr. 1999.

BRASIL. Ministério da Educação. Parâmetros Curriculares Nacionais. Apresentação dos Temas Transversais e Ética/Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997. 8 v.

CHIZZOTTI, A. Pesquisa em Ciências Humanas e Sociais. São Paulo: Cortez,

1991.

FERNANDES, M. C. de A. A Horta Escolar como Eixo Gerador de Dinâmicas Comunitárias, Educação Ambiental e Alimentação Saudável e Sustentável. Brasília, 2005. Projeto PCT/BRA/3003 – FAO e FNDE/MEC. Disponível em:

<http://www.fnde.gov.br/home/alimentacao_escolar/encontrosnacionais/10_a_horta_

escolar_como_eixo_gerador_de_dinamicas_comunitarias.pdf>. Acesso em: 10 Mar 2009, 12:32:45.

MINC, C., Ecologia e Cidadania. Rio de Janeiro: Editora Moderna, 1997.

NETO, P. L. O. C. Estatística. São Paulo:Edgar Blucher, 2004.

NOVA ESCOLA. 5 experiências de sucesso na Educação Ambiental. São Paulo:

Ed. Abril, n. 202, ano XXII, mai. 2007.

SERRANO, C. M. L. Educação ambiental e consumerismo em unidades de ensino fundamental de Viçosa-MG. Dissertação (mestrado em Ciência Florestal) - Universidade Federal de Viçosa: UFV, 2003. 91p. Disponível em:

<http://www.ipef.br/servicos/teses/arquivos/serrano.cml.pdf>. Acesso em: 01 Mar 2009, 16:20:00.

SILVA, E. L. & MENEZES, E. M. Metodologia da Pesquisa e Elaboração de Dissertação. Florianópolis: UFSC, 2005.

VALDAMERI, A. J. Educação Ambiental: Um estudo de caso em escolas municipais. Florianópolis 2004 84f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção Gestão da Qualidade Ambiental) - Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção, UFSC, 2004.

ANEXO A

CENTRO UNIVERSITÁRIO CELSO LISBOA

CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS

1- Nome:

2- Idade:

QUESTIONÁRIO

3- Quantos anos atua como professor? :

4- A inserção da educação ambiental no currículo educacional é uma atitude eficiente para combater a degradação do meio ambiente?

5- Como são as suas aulas de Ciências em sua instituição de ensino?

6- Os estudantes preferem aulas de que tipo?

Teóricas (

)

práticas (

)

7- O que você acha disso?

8- A instituição onde atua estimula a realização de aulas práticas?

Sim (

)

Não (

)

Se sim, como?

Se não, o que você acha que falta?

9- Um projeto de educação ambiental deve ser mais focado para parte teórica ou para prática? Por quê?

10- Você considera importante desenvolver uma horta didática no ambiente escolar? Por quê?

11- Acredita que a participação da comunidade contribuiria de alguma forma, na implantação de uma horta didática nas escolas?

12- Você acha viável utilizar materiais recicláveis na confecção da horta didática?

Sim (

)

Não (

)

Poderia citar exemplos?

13- Fale um pouco sobre hortas, plantas medicinais e Educação Ambiental.

14- A relação direta com os alimentos da horta favorece para que os alunos sejam estimulados ao consumo do próprio alimento plantado? Por quê?

15- Quais conteúdos acredita que possam ser abordados com o desenvolvimento de uma horta didática?

ANEXO B

CENTRO UNIVERSITÁRIO CELSO LISBOA

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO

Você está sendo convidado (a) para participar, como voluntário, em uma pesquisa. Após ser

esclarecido (a) sobre as informações a seguir, no caso de aceitar fazer parte do estudo, assine no

final deste documento, que está em duas vias. Uma dela é sua e outra é do pesquisador.

TTííttuulloo ddoo pprroojjeettoo:: Horta Didática: Abordagens Sobre a Utilização Desta Ferramenta para Auxiliar no Ensino de Ciências

Pesquisador responsável: Fábio Cristiano Lima, André Luis Souza Ramos, Érica Gomes e Cristiane

Calmon

Telefone para contato: (21) 9312-1875

Orientador: Carlos Alberto Andrade Monerat

Telefone : (21) 3289-4740

O Objetivo desta pesquisa é fazer um levantamento da importância da implantação de uma

horta didática nas instituições de ensino fundamental.

A sua participação na pesquisa consiste em responder um questionário e uma entrevista que

serão realizados pelo próprio pesquisador, sem qualquer prejuízo ou constrangimento para o

pesquisado. As informações obtidas através da coleta de dados serão utilizadas para alcançar o

objetivo acima proposto, e para a composição do relatório de pesquisa, resguardando sempre sua

identidade. Caso não queira mais fazer parte da pesquisa, favor entrar em contato pelos telefones

acima citados.

Este termo de consentimento livre e esclarecido é feito em duas vias, sendo que uma delas

ficará em poder do pesquisador e outra com o sujeito participante da pesquisa.

CONSENTIMENTO DA PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COMO SUJEITO

RG

abaixo assinado,

concordo em participar do estudo como sujeito. Fui devidamente informado e esclarecido pelo(a)

sobre a pesquisa e, os

procedimentos nela envolvidos, bem como os benefícios decorrentes da minha participação. Foi me

garantido que posso retirar meu consentimento a qualquer momento.

pesquisador(a)

Eu,

,

(órgão)

CPF

,

Local:

Data

/

/

Assinatura do participante