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DIREITO AMBIENTAL

CONCEITOS

PODEMOS DIVIDIR O ESTUDO DO DIREITO EM DUAS GRANDES ÁREAS: O PÚBLICO E O PRIVADO.

O

PÚBLICO TRATA DOS DIREITOS COMUNS DOS CIDADÃOS,

O

PRIVADO TRATA DOS DIREITOS PARTICULARES DO CIDADÃO.

NO DIREITO PRIVADO A PROPRIEDADE É O PRINCIPAL INSTITUTO. NO DIREITO PÚBLICO É O BEM ESTAR COMUM.

O DIREITO AMBIENTAL CARACTERIZA-SE POR PERTENCER A UMA

PLURALIDADE DE SUJEITOS NÃO IDENTIFICÁVEIS, MAS QUE PODE SER EXERCIDO A QUALQUER TEMPO. ACIMA DE QUALQUER INTERESSE ESTÁ O DA SOCIEDADE. É O QUE CHAMAMOS DE DIREITO DIFUSO.

DEFINIÇÃO DE DIREITO AMBIENTAL

“O conjunto de princípios, institutos e normas sistematizadas para disciplinar o comportamento humano, objetivando proteger o meio ambiente”.

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO DIREITO AMBIENTAL

ADMITIR-SE QUE EXISTE UM DIREITO AMBIENTAL EXIGE SE APRESENTE OS PRINCÍPIOS NORTEADORES DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL:

PRINCÍPIO DA PREVENÇÃO E PRECAUÇÃO

PRINCÍPIO DA COOPERAÇÃO

PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE OU PARTICIPAÇÃO POPULAR

PRINCÍPIO DO POLUIDOR - PAGADOR

PRINCÍPIO “in dúbio pro natura”

PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL

PRINCÍPIO DA PREVENÇÃO E PRECAUÇÃO: É O MAIOR E MAIS IMPORTANTE ORDENAMENTO JURÍDICO AMBIENTAL, CONSIDERANDO QUE A PREVENÇÃO É O GRANDE OBJETIVO DE TODAS AS NORMAS AMBIENTAIS, UMA VEZ QUE, DESEQUILIBRADO O MEIO AMBIENTE A REPARAÇÃO É NA MAIOR PARTE DA VEZES UMA TAREFA DIFÍCIL E DISPENDIOSA.

OS INSTRUMENTOS DA POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (LICENCIAMENTO, EIA, ZONEAMENTO) ESTÃO FUNDADOS NESSE PRINCÍPIO.

PRINCÍPIO DA COOPERAÇÃO: SIGNIFICA DIZER QUE O ESTADO E A SOCIEDADE, ATRAVÉS DE SEUS ORGANISMOS, DEVEM COLABORAR PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL, POIS NÃO É SÓ PAPEL DO GOVERNO OU DAS AUTORIDADES, MAS DE CADA UM E DE TODOS NÓS.

PRINCÍPIOS DO DIREITO AMBIENTAL

PRINCÍPIO DA PUBLICIDADE E DA PARTICIPAÇÃO POPULAR: NÃO SE PODE ADMITIR SEGREDOS EM QUESTÕES AMBIENTAIS, POIS AFETAM A VIDA DE TODOS. TUDO DEVE SER FEITO, PRINCIPALMENTE PELO PODER PÚBLICO, COM A MAIOR TRANSPARÊNCIA POSSÍVEL, E DE MODO A PERMITIR A PARTICIPAÇÃO NA DISCUSSÃO DOS PROJETOS E PROBLEMAS DOS CIDADÃOS DE UM MODO GERAL.

PRINCÍPIO DO POLUIDOR-PAGADOR: APESAR DE UM PRINCÍPIO LÓGICO, POIS QUEM ESTRAGA DEVE CONSERTAR, AS VEZES NÃO É BEM ACEITO NA PRÁTICA, FICANDO PARA O ESTADO ESTA OBRIGAÇÃO DE RECUPERAR E PARA A SOCIEDADE O PREJUÍZO, E PARA O MAU EMPREENDEDOR SOMENTE O LUCRO.

PRINCÍPIO IN DÚBIO PRO NATURA: É UMA REGRA FUNDAMENTAL DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL, QUE LEVA PARA A PREPONDERÂNCIA DO INTERESSE MAIOR DA SOCIEDADE EM DETRIMENTO DO INTERESSE INDIVIDUAL E MENOR DO EMPREENDEDOR OU DE UM DADO PROJETO.

MEIO AMBIENTE E CONSTITUIÇÃO FEDERAL

O Capítulo VI do Título VIII, no art. 225, da CRF de 1988, cuja a transcrição é obrigatória diz:

Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações

MEIO AMBIENTE E CONSTITUIÇÃO

NA LINGUAGEM JURÍDICA,

TODOS: SIGNIFICA QUE QUALQUER PESSOA É SUJEITO DE DIREITOS RELACIONADOS AO MEIO AMBIENTE.

BEM DE USO COMUM: ABRANGE TODOS OS BENS (TUDO QUE POSSA SER VALORADO) QUE NÃO PERTENCEM A NINGUÉM ESPECIFICAMENTE, ENTRETANTO, QUE POSSAM SER UTILIZADOS POR QUALQUER UM, A QUALQUER TEMPO, SEM QUALQUER ÔNUS (P/EXEMPLO: ÁGUA, AR, LUZ SOLAR, ETC).

QUALIDADE DE VIDA: INCLUÍ TODOS OS ASPECTOS DA VIDA HUMANA TAIS COMO TRANSPORTE COLETIVO, SEGURANÇA PÚBLICA, LAZER, COMUNICAÇÕES, HOSPITAIS, HABITAÇÃO, ENFIM, TUDO O QUE POSSA CONDUZIR A UM NÍVEL DE BEM ESTAR DO CIDADÃO.

RESPONSABILIDADE: MANTER O MEIO AMBIENTE ECOLOGICAMENTE EQUILIBRADO NÃO ESTÁ RESTRITO AO PODER PÚBLICO (SEJA FEDERAL, ESTADUAL OU MUNICIPAL), INCLUÍ TAMBÉM OS CIDADÃOS DA SOCIEDADE

GERAÇÕES FUTURAS: ESTÁ ASSOCIADO AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL.

PARÁGRAFOS E INCISOS DO Art. 225 DA CFR

Parágrafo / Inciso

 

Comentário

1º / 1º (preservar e restaurar processos ecológicos)

Trata do manejo ecológico, que está regulado no Decreto n o 1.282/94. Trata de procedimento para conservar os recursos naturais, conservar a estrutura da floresta e suas funções, manutenção da diversidade biológica e desenvolvimento sócio – ecológico.

1º / 2º

Trata da preservação:

(preservar patrimônio genético)

1)

a preservação realizada por qualquer uma das três maneiras possíveis: in situ, preservando-se o ecossistema no qual se encontra seu meio natural; ex situ, preservando-se parte do organismo, como sementes, sêmen, outros, e; ex situ preservando-se o organismo inteiro em ambientes artificiais em zoológicos, jardim botânico, aquário, outros.

2)

É permitida a manipulação de material genético, desde que desta manipulação resulte um aprimoramento na qualidade de vida. A lei que trata deste assunto é a de n o 8.974/95.

1º / 3º

 

(Unidades de Conservação)

No inciso terceiro encontramos referência as unidades de conservação tais como: APA, reserva, parques, dentre outras. Cada uma destas unidades possuem um regime próprio com limitações de uso, zoneamento, objetivos e características próprias.

PARÁGRAFOS E INCISOS DO Art. 225 DA CFR

1º / 4º (Elaborar EIA/RIMA)

no inciso quarto, a necessidade de elaboração do EIA/RIMA. A lei que disciplina este inciso é a de n o 6.803/80, modificada pela Lei n o 6.938/81 e Resolução 001/86 do CONAMA que lhe fixou suas diretrizes gerais. O Estudo é realizado por equipe multidisciplinar e apresentado em audiência pública para aprovação popular via RIMA.

1º / 5º (Poluição do Meio Físico)

O

inciso quinto abrange tanto a poluição do ar (pelas suas mais diversas

formas), quanto a da água (rios e mar principalmente) e do solo (através dos agrotóxicos e biocidas por exemplo). Existe farta legislação para controlar emissões, bem como multas, penas, etc.

1º / 6º (Educação Ambiental)

A

educação ambiental, prevista no inciso sexto, deve ter como principais

características interdisciplinaridade, tratamento sistêmico, mudança filosófica de comportamento (atitude), pesquisa e a discussão do desenvolvimento sustentável em termos econômicos.

1º / 7º (Proteção a Fauna e Flora)

A

proteção à fauna e à flora, do inciso sétimo, é realizada através de

legislação infra – constitucional, tais como: os Código de Pesca, da Caça e Florestal. Além de muitos dispositivos dispersos nos Códigos Civil e Penal,

 

além da Lei das Contravenções Penais e nas Resoluções e Portarias Administrativas com cunho federal. Em 1998 foi sancionada a Lei n o 9.605 que trata dos Crimes Ambientais.

PARÁGRAFOS E INCISOS DO Art. 225 DA CFR

O

Código de Minas regulamenta o disposto no parágrafo segundo que versa sobre os recursos minerais

(Recursos Minerais)

Tanto as pessoas físicas quanto as jurídicas têm responsabilidade civil, penal e administrativa nas ações lesivas ao meio ambiente, conforme disciplina o parágrafo terceiro.

(Responsabilidade

Objetiva)

Cabe ressaltar que estamos nos referindo à responsabilidade objetiva, isto é, não é necessária a prova de dolo ou culpa. Basta que se prove o dano. A responsabilidade pode ser cumulativa, isto é, o causador do dano pode receber sanção penal, civil e administrativa

O

parágrafo quarto trata da Floresta Amazônica Brasileira, da Mata Atlântica, da Serra do Mar, do Pantanal Mato–grossense e da Zona Costeira.

(Florestas)

Trata da indisponibilidade das terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados para a proteção dos ecossistemas

(Terra Devolutas)

Localização definida em lei federal para a sua instalação

(Usinas Nucleares)

POLÍTICA NACIONAL DE MEIO AMBIENTE (PNMA)

O mais importante diploma legal brasileiro na área ambiental é sem dúvida a Lei no

6.938/81 com regulamentação no Decreto no 99.274/90. Essa lei materializa a tradução jurídica da Política Nacional do Meio Ambiente.

Esta Lei traz como objetivo principal a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental, e dá como parâmetros o desenvolvimento sócio – econômico.

A organização do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) foi traçada nesta Lei

com os órgãos superiores (Conselho de Governo); o órgãos consultivo e deliberativo (CONAMA); o órgão central (Ministério do Meio Ambiente); o órgão executor

(IBAMA); os órgãos setoriais (federais, estaduais e municipais).

Muitos dos instrumentos de proteção ambiental também têm sua origem nesta Lei. Os principais são o Licenciamento Ambiental, o Zoneamento e o Estudo de Avaliação de Impacto Ambiental (EIA/RIMA).

Outros instrumentos são o estabelecimento de Padrões de Qualidade pelo CONAMA e fiscalizada pelo IBAMA, o estabelecimentos de Unidades de Conservação (APA, parques, etc.), o Cadastro Técnico de Atividades de potencialmente poluidores e as sanções tais como multa, perda ou restrição de incentivos ou benefícios e a suspensão de atividades

ÓRGÃO E COMPETENCIAS LEGAIS

• A CRF DE 1988 ALTEROU A COMPETÊNCIA PARA LEGISLAR SOBRE O MEIO AMBIENTE.

NO Art. 22, A COMPETÊNCIA DA UNIÃO FICA RESTRITA ÀS MATERIAS QUE TRATAM

DAS ÁGUAS, ENERGIA, NAVEGAÇÃO FLUVIAL, AÉREA, MARÍTIMA, ESPACIAL,

TRÂNSITO, TRANSPORTE, RECURSOS MINERAIS, POPULAÇÃO INDÍGENA E

ATIVIDADES NUCLEARES.

• CADA ESTADO DA FEDERAÇÃO TEM COMPETÊNCIA LEGISLATIVA CONCORRENTE COM A UNIÃO PARA FAZER LEIS EM MATÉRIA AMBIENTAL.

• CABE SALIENTAR QUE O PRINCÍPIO DA HIERARQUIA DAS LEIS DEVE SER RESPEITADO.

• OBSERVA-SE QUE O MUNICÍPIO TAMBÉM É UM ENTE DA FEDERAÇÃO E PODE FAZER LEIS EM MATÉRIAS AMBIENTAIS DE INTERESSE LOCAL, PODENDO SER MAIS RESTRITIVA, E SUPLEMENTANDO A LEGISLAÇÃO FEDERAL E ESTADUAL.

COMPETÊNCIA DOS ÓRGÃOS NAS QUESTÕES AMBIENTAIS

ENTE DA

ÓRGÃOS ADMINISTRATIVOS E AMBIENTAIS

ÓRGÃO DO PODER JUDICIÁRIO E DE POLÍCIA CIVIL, MILITARES e AMBIENTAIS

MINISTÉRIO PÚBLICO

FEDERAÇÃO

UNIÃO

Ministério do Meio Ambiente (MMA)

Justiça Federal

Ministério Público Federal

Polícia Federal

(Procuradores República).

SISNAMA

Capitania dos Portos

CONAMA

Matérias: Índios, águas federais e subterrâneas, energia nuclear, praias, parques nacionais e fauna

IBAMA

 

ESTADO

Conselho Estadual de Meio Ambiente

Justiça Estadual

Ministério Público dos

Polícia Judiciária

Estados (Promotores de

Secretarias de M.A.

Polícia Militar

Justiça)

Órgãos Ambientais (CETESB, FEMA)

Polícia Florestal

Matérias: Todas que não é interesse da União

MUNICÍPIOS

Conselho Municipal de Meio Ambiente

Guarda Municipal

 

Secretaria Municipal de MA

COMPETÊNCIA LEGISLATIVA E POLÍTICO ADMINISTRATIVA

   

COMPETÊNCIA

DIVISÃO DA

ENTE DA

COMPETÊNCIA LEGISLATIVA

ADMINISTRATIVA

ATRIBUIÇÃO

FEDERAÇÃO

(ATUAÇÃO

POR MATÉRIA

AMBIENTAL)

DEFINIDAS

UNIÃO

PRIMITIVA (União)

COMUM

Caça (animais)

Monopólio: Águas, energia, crimes, recursos minerais, questões indígenas

- Poder de Polícia

Energia nuclear

- Multar

Agrotóxicos

- Licenciar

Águas

 

- Fiscalizar

Mineração

(Congresso Nacional), Art. 22 da Constituição

- Embargar

Garimpo

- Interditar

Lixo

CONCORRENTE

Art. 23 Constituição Federal. Incisos III, IV, VI, VII, XI

Unidade de Conservação

(União + Estados) Estabelece normas gerais. (Congresso Nacional),

Florestas

Art. 24 da Constituição Federal

 

ESTADO

CONCORRENTE

COMUM

Águas Internas

Assembléia Legislativa Art. 24 da Constituição

- Poder de Polícia

Solo Agrícola

- Multar

Erosão

 

- Licenciar

Lixo

- Fiscalizar

Floresta

- Embargar

- Interditar

Art. 23 Constituição

MUNICÍPIO

SUPLEMENTAR

COMUM

Zoneamento Urbano

Interesse Local, Plano

- Poder de Polícia

Plano Diretor

 

Diretor,

- Multar

Distrito Industrial

 

- Licenciar

Parcelamento do Solo Urbano

(Câmara Municipal), Art. 30, II da Constituição

- Fiscalizar

- Embargar

Poluição Sonora

 

- Interditar

Edificação

Trânsito

Art. 23 Constituição

Lixo

ESFERAS DE RESPONSABILIDADE AMBIENTAL

SÃO TRÊS AS ESFERAS DE RESPONSABILIDADE AMBIENTAL: CIVIL, ADMINISTRATIVA E PENAL

A PRIMEIRA SANÇÃO QUE O INFRATOR DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL RECEBE É A ADMINISTRATIVA

APLICADA PELOS AGENTES DOS ÓRGÃO AMBIENTAIS NO EXERCÍCIO DO PODER DE POLÍCIA, VARIANDO DESDE UMA SIMPLES MULTA, A SUSPENSÃO PARCIAL OU TOTAL DA ATIVIDADE LESIVA OU ATÉ A DEMOLIÇÃO DA OBRA.

NESTA ESFERA DE RESPONSABILIDADE AMBIENTAL O PODER PÚBLICO

AGE POR INICIATIVA PRÓPRIA OU MEDIANTE DENÚNCIA DA SOCIEDADE

ESFERAS DE RESPONSABILIDADE

O DECRETO N O 3.179 DE 21/09/1999, ESPECIFICOU E SISTEMATIZOU A INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA AMBIENTAL, CLASSIFICANDO-AS PELO BEM AMBIENTAL ATINGIDO, ALÉM DE UNIFICAR O REFERENCIAL DE VALOR DAS MULTAS EM REAL, QUE PODE IR DE R$ 50,00 (CINQÜENTA REAIS) A R$ 50.000.000,00 (CINQÜENTA MILHÕES DE REAIS).

CABE LEMBRAR QUE OS VALORES ARRECADADOS PELOS ÓRGÃOS AMBIENTAIS DA UNIÃO EM PAGAMENTO ÀS MULTAS POR INFRAÇÃO AMBIENTAL SÃO REVERTIDOS AO FUNDO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE.

ESFERAS DE RESPONSABILIDADE

A SEGUNDA SANÇÃO QUE O INFRATOR DA LEGISLAÇÃO

AMBIENTAL RECEBE É A DE RESPONSABILIDADE CIVIL.

NESTE CAMPO A LEI NO 6938/81 REPRESENTOU UMA GRANDE NOVIDADE: A RESPONSABILIDADE OBJETIVA, OU SEJA,

A DISPENSA DA CULPA PARA CARACTERIZAR A OBRIGAÇÃO

DE INDENIZAR.

OUTRA LEI QUE SE APLICAM NESTA ESFERA É A LEI DA AÇÃO CIVIL PÚBLICA, LEI NO 7347/85, E O SEU ART. 8º QUE TRATA DO INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO.

ESFERAS DE RESPONSABILIDADE

FINALMENTE, A RESPONSABILIZAÇÃO PENAL E ADMINISTRATIVA DAS PESSOAS FÍSICA E JURÍDICA QUE AGRIDEM O MEIO AMBIENTE PODE SER ATRIBUÍDA PELA NOVA LEI DE CRIMES AMBIENTAIS, LEI N 9.605 DE 12 DE FEVEREIRO DE1998.

A LEI NOVA, ALÉM DE DEFINIR CRIMES AMBIENTAIS, APRESENTA AS

ALTERNATIVAS À PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE E PREVÊ A NÃO APLICAÇÃO DA PENA, DESDE QUE O INFRATOR RECUPERE O DANO, OU DE OUTRA FORMA, PAGUE SEU DÉBITO PARA COM A SOCIEDADE.

O ART. 7º DA NOVA LEI PERMITE AINDA SUBSTITUIR PENAS DE

PRISÃO ATÉ 4 (QUATRO) ANOS POR PENAS ALTERNATIVAS, COMO PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE. A DESTINAÇÃO DOS PRODUTOS E INSTRUMENTOS APREENDIDOS COM O INFRATOR PODEM SER DOADOS, DESTRUÍDOS OU VENDIDOS.

LEIS E NORMAS AMBIENTAIS

ALGUMAS LEIS E NORMAS DECORRENTES DA PNMA ABORDAM:

- FLORA: Lei no 4.771/65 ou o Código Florestal

- FAUNA:Lei no 5.197/67 trata deste assunto

- ÁGUA: Lei no 9.433/97 – Política Nacional de Recursos Hídricos

- AR: Resolução no 03/90 – CONAMA: Padrões de Qualidade do Ar

- BIODIVERSIDADE: Lei no 8.974/95

- LEI DE PATENTES: Lei no 9.279/96

- AÇÃO CIVIL PÚBLICA: Lei no 7.347/85

- NORMAS TÉCNICAS: NBR 10.003 – Resíduos Sólidos

- SÉRIE ISO 14000: Sistemas de Gestão Ambiental, ACV, outros.

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

A CHAMADA LEI DE AÇÃO CIVIL PÚBLICA – LEI NO 7.347

DE 1985, ATRIBUI LEGITIMIDADE AO MINISTÉRIO PÚBLICO

E ÀS ENTIDADES CIVIS (ONG’S) PARA AJUIZAR AÇÕES

CONTRA OS INFRATORES DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL E DE OUTROS DIREITOS E INTERESSES CHAMADOS DIFUSOS E COLETIVOS.

ESTA LEI TEM COMO OBJETIVO PRINCIPAL DISCIPLINAR A AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE RESPONSABILIDADE POR DANOS CAUSADOS AO MEIO AMBIENTE, AO CONSUMIDOR, AOS BENS DE DIREITO DE VALOR ARTÍSTICO, ESTÉTICO, HISTÓRICO,TURÍSTICO E PAISAGÍSTICO.

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

O INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO, PREVISTO NO ART. 8º, DA LEI 7347/85,

PODE SER INSTAURADO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA APURAÇÃO E A INVESTIGAÇÃO DE QUALQUER TIPO DENÚNCIA RELATIVA A OFENSA DOS DIREITOS E INTERESSES DIFUSOS E COLETIVOS, COMO É O CASO DA LESÃO AMBIENTAL.

O INQUÉRITO CIVIL PÚBLICO É SEMPRE PRESIDIDO POR UM PROMOTOR

DE JUSTIÇA, QUE PODE REQUISITAR INFORMAÇÕES E DOCUMENTOS DE QUALQUER ENTIDADE PÚBLICA E PRIVADA, ASSIM COMO NOTIFICAR PESSOAS FÍSICAS OU JURÍDICAS PARA PRESTAREM DECLARAÇÕES SOBRE OS FATOS DE QUE TENHAM CONHECIMENTO.

AÇÃO CIVIL PÚBLICA

O CIDADÃO, OU GRUPO DE CIDADÃOS, QUE ACIONAR O MINISTÉRIO PÚBLICO DEVE FORNECER INFORMAÇÕES SOBRE O FATO QUE DENUNCIAREM, E ARGUMENTOS QUE LEVEM O MINISTÉRIO PÚBLICO A MOVER UMA AÇÃO CIVIL PÚBLICA. UMA ASSOCIAÇÃO TAMBÉM PODE DAR ENTRADA EM UMA AÇÃO CIVIL PÚBLICA. MAS É NECESSÁRIO QUE TAL ASSOCIAÇÃO:

I - ESTEJA CONSTITUÍDA HÁ PELO MENOS UM ANO, OU SEJA, QUE POSSUA ESTATUTOS REGISTRADOS EM CARTÓRIO E CADASTRO INSCRIÇÃO NO CGC PELO MENOS DURANTE UM ANO;

II - INCLUA, ENTRE SUAS FINALIDADES INSTITUCIONAIS, A PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE, AO PATRIMÔNIO ARTÍSTICO, ESTÉTICO, HISTÓRICO, TURÍSTICO E PAISAGÍSTICO, OU QUALQUER OUTRO INTERESSE DIFUSO OU COLETIVO.

NORMALMENTE, OS ESTATUTOS DAS ASSOCIAÇÕES PREVÊEM TAL FUNÇÃO NO CAPÍTULO " DOS OBJETIVOS DA ENTIDADE".

EXCELENTÍSSIMO SENHOR

DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA

(Dez espaços duplos para despacho do Juiz)

VARA CÍVEL DA COMARCA DE

O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PANTANAL, através de seu representante, com fundamento no art. 5º da Lei nº 7.347, de 24 de julho

de1985, vem propor contra o HOTEL FAZENDA MATA VIRGEM LTDA, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ-MF sob o nº 55.859.336/0023, com sede administrativa nesta cidade, na Rua Martinho Lutero, 1000, Centro, a presente AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE RESPONSABILIDADE, pelos motivos de fato e de direito que passa a expor:

I - DOS FATOS

1º. A requerida, sem o devido estudo de impacto ambiental, iniciou a construção de um prédio em alvenaria de 22.000 (vinte e dois mil) metros quadrados, destinado a instalação de um emprendimento de hotelaria e exploração do turismo rural;

2º. Desde o início das obras, todo material inaproveitável na construção, qual seja, pedaços de madeira, sacos vazios de cimento, cal e argamassa, além das sobras de ferragens, dentre outros tantos entulhos, são descartados às margens, do já tão sacrificado pela poluição, Rio Aquidauana;

3º. Apesar de notificado pela autoridade estadual responsável pela fiscalização das margens do referido rio, pois trata-se, constitucionalmente, de um bem público estadual, para que, imediatamente, retirasse todo o material poluidor, a requerida manteve-se inerte;

4º. De posse de tal informação, o Ministério Público oficiou ao representante da requerida, solicitando que atendesse a determinação feita pelo Estado, no entanto, como resposta, verificou-se, novamente, a inércia do réu. Resta pois, inevitável, a via judicial para dirimir tal infração.

II - DO DIREITO

Regem-se pela Lei nº7.347, de 1985, as ações de responsabilidades por danos causados: I. ao meio ambiente; II. Ao consumidor; III. a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico (art. 1º). A ação poderá ter por objeto a condenação em dinheiro, ou cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer (art. 2º).

III - DO PEDIDO

Face ao exposto, requer:

1º. A citação da requerida, na pessoa de seu representante legal Sr. Américo Vespúcio, para responder, sob pena de revelia, aos termos da presente ação, que visa à obrigação de não fazer o descarte de entulhos às margens do Rio Aquidauana; 2º. A concessão de medida liminar para que suspendam os serviços de construção até ser feito o necessário estudo de impacto ambiental; 3º. Que, a final, seja a ré condenada a abster-se, definitivamente, da realização do ato danoso aos interesses da comunidade e a pagar as custas judiciais;

Protesta o requerente por todas as provas admitidas em direito, dando-se a causa o valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais).

Nestes Termos Pede e espera Deferimento.

, de

Promotor de Justiça

de

PERÍCIA AMBIENTAL

DESDE A INSTITUIÇÃO DOS DIPLOMAS LEGAIS CITADOS E COM O ADVENTO DA LEI DOS CRIMES AMBIENTAIS, OS TRIBUNAIS DÃO CONTA DE INÚMEROS PROCESSOS MOVIDOS PELO MP, PELA COLETIVIDADE, PELO ESTADO OU PELO PARTICULAR NO EXERCÍCIO DA PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

O DANO OU A AMEAÇA AO MEIO AMBIENTE É O OBJETO PRINCIPAL DA LIDE

SÃO NAS AÇÕES JUDICIAIS SOBRE O MEIO AMBIENTE QUE DESTACAMOS A PERÍCIA AMBIENTAL. PREVISTA NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL (ARTIGOS 420 A 439 DA SEÇÃO VII, CAP. VI – DAS PROVAS), A PROVA PERICIAL É SOLICITADA SEMPRE QUE, NA AVERIGUAÇÃO DA VERDADE DOS FATOS, FAZ-SE NECESSÁRIA A ATUAÇÃO DE PROFISSIONAL COM CONHECIMENTOS TÉCNICO- CIENTÍFICOS ESPECIALIZADOS.

PERÍCIA AMBIENTAL

NA ÁREA AMBIENTAL AS INFORMAÇÕES E DOCUMENTOS NÃO BASTAM PARA ELUCIDAR A LIDE, MUITAS VEZES A VERIFICAÇÃO DA EXISTÊNCIA DO FATO DANOSO E DOS EFEITOS PREJUDICIAIS DEPENDE DE PROVA EMINENTEMENTE TÉCNICA QUE SOMENTE PODE SER PRODUZIDA POR PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS NA ÁREA. É NESSE MOMENTO QUE SE FAZEM NECESSÁRIOS OS EXAMES E AS PERÍCIAS AMBIENTAIS.

O OBJETIVO DA PERÍCIA É ESCLARECER TECNICAMENTE A EXISTÊNCIA OU NÃO DE AMEAÇA OU DANO AMBIENTAL

PERITO E ASSITENTE TÉCNICO

• O PERITO DEVE SER CAPACITADO TECNICAMENTE NO TEMA DE MEIO AMBIENTE A ELE DESIGNADO.

• DEVE ESTAR APTO A DIRIMIR AS DÚVIDAS APRESENTADAS ATRAVÉS DOS QUESITOS EM FASE PROCESSUAL ESPECÍFICA E PREENCHER OS REQUISITOS LEGAIS EXIGIDOS NO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL (ART. 145)

• DESIGNADO PELO JUIZ, O PERITO DO JUÍZO ATUA COMO AUXILIAR DA JUSTIÇA ASSESSORANDO O JUIZ NA FORMAÇÃO DE SEU CONVENCIMENTO. TRATA-SE DA PESSOA DE CONFIANÇA DO MAGISTRADO E PRODUZ AO FINAL DOS TRABALHOS O LAUDO PERICIAL.

• OBSERVA-SE QUE É DIREITO DAS PARTES NOMEAREM ASSISTENTES TÉCNICOS DENTRE OS PROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS E QUE FOREM DE SUA CONFIANÇA. ESTES PROFISSIONAIS IRÃO ORIENTÁ-LOS E ASSISTI-LOS NOS TRABALHOS PERICIAIS EM TODAS AS FASES DA PERÍCIA E, QUANDO NECESSÁRIO, EMITIRÃO UM PARECER TÉCNICO.

ASSISTENTE TÉCNICO

ENTÃO, COMO DEVE ATUAR UM ASSISTENTE TÉCNICO?

• DEVE ESTAR TECNICAMENTE PREPARADO E HABILITADO LEGALMENTE NA MATÉRIA QUE IRÁ DISCUTIR;

• DEVE ESTUDAR E CONHECER PROFUNDAMENTE O PROBLEMA, PARA QUE TENHA SUAS PRÓPRIAS CONVICÇÕES;

• DEVE PARTICIPAR EM CONJUNTO COM O ADVOGADO, NO QUE LHE COMPETE TECNICAMENTE, NA ELABORAÇÃO DA INICIAL, CONTESTAÇÃO E QUESITOS;

• DEVE ESTAR JUNTO AO PERITO JUDICIAL PARA AJUDÁ-LO E CONVENCÊ-LO DE SUAS CONVICÇÕES;

• DEVE PARTICIPAR, SE ASSIM FOR ACEITO PELO PERITO JUDICIAL, NA ELABORAÇÃO DO LAUDO;

• DEVE SEMPRE ESTAR A DISPOSIÇÃO DOS ADVOGADOS, PERITO E INTERESSADOS, PARA DIRIMIR DUVIDAS E PARTICIPAR INTENSAMENTE DA PRODUÇÃO DA PROVA PERICIAL E;

• DEVE ADMINISTRAR TECNICAMENTE O QUE LHE COMPETE, COM CLAREZA E OBJETIVIDADE, PARA SEMPRE QUE SOLICITADO, E POR SUA INICIATIVA, PRESTAR ESCLARECIMENTOS AOS ADVOGADOS E INTERESSADOS.

LAUDO E PARECER TÉCNICO

• EM UM LAUDO OU PARECER TÉCNICO O QUE IMPORTA É A BASE TÉCNICA QUE DEVE SER CALCADA EM ELEMENTOS OBJETIVOS, ANALISADOS E INTERPRETADOS POR MÉTODOS ADEQUADOS, QUE CONDUZAM A CONCLUSÕES TÉCNICAS IRREFUTÁVEIS.

• SÃO INÚTEIS AS CONSIDERAÇÕES DE ORDEM JURÍDICA, QUE ALGUNS PERITOS E ASSISTENTES TÉCNICOS APRESENTAM NO LAUDO E PARECER TÉCNICO, ESQUECIDOS DE SUA MISSÃO QUE É MERAMENTE TÉCNICA, SENDO ESTA TAREFA EXCLUSIVA DOS ADVOGADOS.

• O QUE SE REQUER DO LAUDO OU PARECER TÉCNICO, É O ACLARAMENTO DAS QUESTÕES TÉCNICAS, SUBMETIDAS À APRECIAÇÃO PERICIAL. POR ISSO, HÁ DE SER OBJETIVO E CONCLUSIVO, AFIRMANDO OU NEGANDO O QUE FOI INDAGADO NOS QUESITOS, SEM OMISSÕES OU EVASIVAS E, OBVIAMENTE, SEM DESVIOS OU FALSIDADES NAS SUAS INFORMAÇÕES E CONCLUSÕES.

LAUDO OMISSO, CONFUSO OU NÃO CONCLUSIVO É IMPRESTÁVEL.

QUESITOS

• OS QUESITOS DE UMA PERÍCIA AMBIENTAL SÃO AS QUESTÕES FORMULADAS PELAS PARTES ENVOLVIDAS NO PROCESSO E QUE DEVEM SER RESPONDIDAS DE FORMA TÉCNICA E IMPARCIAL, BUSCANDO ESCLARECER OS INTERESSADOS A RESPEITO DA MATÉRIA EM ANÁLISE.

• PARA SE RESPONDER OS QUESITOS DE UMA PERÍCIA AMBIENTAL UTILIZAM-SE DADOS TÉCNICOS DAS NORMAS, FOTOGRAFIAS, REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ESPECIALIZADAS, MODELOS MATEMÁTICOS, QUESTIONÁRIOS DE RESPOSTAS, VISITAS AO LOCAL EM ANÁLISE, RESULTADOS DE ANÁLISES DE LABORATÓRIO, ENTRE OUTROS.

EXEMPLOS DE QUESITOS

1. Caracterize as áreas onde se encontram os depósitos da empresa, descrevendo características topográficas, morfológicas e geológicas destas áreas. Apresente mapa planialtimétrico, foto.

2. Os compostos encontrados nos produtos armazenados nos depósitos da empresa são agentes carcinogênicos e/ou mutagênicos? Quais os riscos a população? E em que prazo?

3. Quais os danos causados a fauna? Relacionar todas as espécies da fauna (residentes fixos, residentes não fixos, visitantes, etc.) associadas aos ecossistemas diretamente e indiretamente afetados.

4. Realizar análises da ictiofauna, herpetofauna, avifauna e mastofauna na área dos rios adjacentes à empresa.

5. Quais os danos causados a flora? Relacionar todas a espécies da flora típicas dos ecossistemas direta e indiretamente impactados.

6. Valorar os danos causados ao meio ambiente, em valores matemáticos.

7. Existem comunidades a jusante das áreas da empresa que se abastecem de água para suas atividades, comerciais, particulares, agrícolas?

8. É possível a reparação dos danos causados ao meio ambiente, ou seja, a restauração da situação primitiva, total ou parcial? Porque, modo e em que prazo? Qual o custo para tal?

9. A descontaminação das áreas da empresa é possível?

LAUDO PERICIAL

O LAUDO PERICIAL É O DOCUMENTO QUE APRESENTA OS RESULTADOS DA PERÍCIA AMBIENTAL E RECOMENDA-SE QUE CONTENHA NO MÍNIMO:

IDENTIFICAÇÃO DO PROCESSO E SOLICITANTE DA PERÍCIA;

IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES ENVOLVIDAS;

DESCRIÇÃO DO OBJETO DA PERÍCIA;

APRESENTAÇÃO DA EQUIPE DE TRABALHO (PERITO E ASSISTENTES)

RELAÇÃO DOS DOCUMENTOS E INFORMAÇÕES UTILIZADOS

METODOLOGIA DE TRABALHO ADOTADA;

DESCRIÇÃO DO LOCAL DA PERÍCIA;

DATA, HORA E PERÍODO DE TEMPO DAS DILIGÊNCIAS;

DESCRIÇÃO DOS DADOS E INFORMAÇÕES DISPONÍVEIS PARA FUNDAMENTAR A ANÁLISE E AS RESPOSTA DOS QUESITOS

RESULTADOS E DISCUSSÕES

CONCLUSÕES

IDENTIFICAÇÃO DO PERITO/ASSISTENTE TÉCNICO, REGISTRO PROFISSIONAL, REGISTRO GERAL, ASSINATURA DO PROFISSIONAL, DATA.

SEQUÊNCIA PARA LAUDO PERICIAL EM MEIO AMBIENTE

• A SEQÜÊNCIA APRESENTADA TRATA DE UM CASO HIPOTÉTICO, NA REALIDADE, NA MAIORIA DOS CASOS NÃO SE TEM OU NÃO SÃO NECESSÁRIOS TODOS OS ELEMENTOS ABAIXO LISTADOS.

• PARA CADA CASO ESPECÍFICO SÃO IMPORTANTES OS ITENS MAIS RELACIONADOS COM O PROBLEMA AMBIENTAL ESTUDADO.

• BASICAMENTE SÃO REALIZADOS O EXAME DO LOCAL, UMA DISCUSSÃO QUE INCLUI O DIAGNÓSTICO AMBIENTAL PARA A IDENTIFICAÇÃO DOS IMPACTOS AMBIENTAIS, A VALORAÇÃO DOS DANOS E CONCLUSÕES

LAUDO AMBIENTAL – EXAME DO LOCAL

- LOCALIZAÇÃO DA ÁREA

- SITUAÇÃO LEGAL

- GEOLOGIA E MORFOLOGIA DO SOLO

- RECURSOS HÍDRICOS

- VEGETAÇÃO

- FAUNA E ICTIOFAUNA

- ÁREAS DE INTERESSE HISTÓRICO, CULTURAL, LAZER

- ÁREAS DE PRESERVAÇÃO

- INFRA-ESTRUTURA

- CARACTERÍSTICAS E NÍVEL SOCIAL DA POPULAÇÃO

- ATIVIDADES PREVISTA, OCORRIDAS OU EXISTÊNTES NA ÁREA

- LISTAR INSUMOS, EQUIPAMENTOS E MÃO DE OBRA UTILIZADA NA ÁREA

LAUDO AMBIENTAL - DISCUSSÃO

- DIAGNÓTICO DA ÁREA:

* USO DA TERRA: AGRÍCOLA (%), RESIDENCIAL (%), ETC.

* USO DA ÁGUA: POTÁVEL, LAZER, INDUSTRIAL

* AVALIAÇÃO ECOLÔGICA: FLORA, FAUNA, EQUILÍBRIO

* AVALIAÇÃO SÓCIO-ECONÔMICA: REGIONAL

- IMPACTOS AMBIENTAIS:

* IMPACTOS ECOLÔGICOS: LISTAR, CLASSIFICAR, DISCUTIR

* IMPACTOS SÓCIO-ECONÔMICOS: AVALIAR SAÚDE, PERDA DE RENDA E DE PRODUTIVIDADE DA ÁREA

* PERSPECTIVAS DA EVOLUÇÃO AMBIENTAL DA ÁREA:DISCUTIR A SITUAÇÃO COM E SEM A OCORRÊNCIA DO DANO

- CONSIDERAÇÕES COMPLEMENTARES: ALTERNATIVAS, RECOMENDAÇÕES, DISCUSSÃO DOS QUESITOS, ENTRE OUTRAS NECESSÁRIAS A CADA CASO.

LAUDO AMBIENTAL - CONCLUSÕES

DEVE SER ELABORADA DE FORMA SUCINTA E CONCLUSIVA ABRANGENDO OS ASPECTOS AMBIENTAIS ANTERIORMENTE DISCUTIDOS.

- CONSIDERAÇÕES FINAIS

O PERITO AMBIENTAL DEVE EVITAR AO MÁXIMO DE ENTRAR NO MÉRITO ESTRITAMENTE LEGAL DA QUESTÃO AMBIENTAL, ISTO É, CITAR LEI, ARTIGO, PARÁGRAFO, ETC. QUALQUER DESLIZE "LEGAL" QUE O PERITO VENHA POR VENTURA COMETER PODERÁ COMPROMETER TODO O TRABALHO DURANTE O JULGAMENTO DA QUESTÃO.

A PERÍCIA DE MEIO AMBIENTE, ASSIM COMO QUALQUER TRABALHO NA ÁREA AMBIENTAL, DEVE SER PREFERENCIALMENTE EFETUADA POR UMA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR DE PERITOS.