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“ O BARROCO”

“ O PERÍODO BARROCO E EXPRESSÃO


BARROCA”

ESCOLA SECUNDÁRIA FERNANDO


LOPES GRAÇA
DEZEMBRO DE 2007
“O BARROCO”
TRABALHO DE PORTUGUÊS
11º ANO TURMA 2
PROF. ELISA MOREIRA
ESCOLA SECUND. FERNANDO LOPES
GRAÇA
DEZEMBRO DE 2007
O objectivo a atingir com este trabalho
é o aprofundar de conhecimentos
acerca do período “Barroco”
Trabalho elaborado com pesquisa de
documentação na internet
O Barroco foi um período estilístico e
filosófico da História da sociedade
ocidental, ocorrido desde meados do
século XVI até ao século XVIII. Foi
inspirado no fervor religioso e na
passionalidade da Contra-reforma.
Didacticamente falando, o Período
Barroco, vai de 1580 a 1756.
O termo Barroco advém da palavra
portuguesa homónima que significa
"pérola imperfeita", ou por extensão jóia
falsa. A palavra foi rapidamente
O ano de 1580 é significativo, marcado pela morte de Camões
(e com ela, a decadência do movimento clássico), e pelo fim da
autonomia política de Portugal, com o desaparecimento do rei
D.Sebastião, na África, sendo que o seu sucessor foi Felipe II de
Espanha que anexou o reino português a seus domínios.
O Capitólio político passou a ser Madrid, tendo Portugal
perdido, além do seu foco político, o seu foco cultural. No
século que se seguiu (século XVII), a influência predominante
passou a ser a espanhola que se tornou marcante na cultura
portuguesa e durante este mesmo período, brotam aos olhos
da Espanha uma riquíssima geração de escritores, como
Gôngora, Quevedo, Cervantes, Lopes de Vega e Calderon além
de muitos outros.
Em 1640, Portugal inicia sua empreitada na reconquista de sua
posição no cenário europeu, libertando-se do domínio
espanhol, após D. João IV, da dinastia de Bragança, subir ao
trono. Até 1668, muitas lutas correram, contra a Espanha, na
defesa da independência e contra os holandeses, em busca de
recuperar as colónias da África Ocidental e parte do Brasil.
Este foi um período de intensa agitação social,
com esforços permanentes em busca do
restabelecimento da vida económica, política e
cultural. Publicaram-se várias obras panfletárias
clandestinas, que denotavam posição contrária a
corrupção do Estado e a exploração do povo. A
mais famosa e significativa é a Arte de Furtar, cuja
autoria está atribuída desde 1941 ao Padre Manuel
da Costa e é hoje praticamente incontestada (vide
a indispensável edição crítica da obra por Roger
Bismut, Imprensa Nacional, 1991).
Marquês de Pombal, ministro do rei Dom José,
subiu ao poder em 1750, com propostas
renovadoras, que inauguraram uma nova fase na
história cultural portuguesa. Em 1756, a Arcádia
Lusitana demarcou o início de novas concepções
literárias.
No Brasil, o período foi marcado por novas
directrizes na política de colonização, e
estabeleceram-se engenhos de cana-de-açúcar na
Bahia. Salvador, como capital do Brasil,
transformou-se em um núcleo populacional
importante, e como consequência, um centro
cultural que, mesmo timidamente, fez surgir
grandes figuras, como Gregório de Matos. O
Barroco Brasileiro teve início em 1601, tendo como
obra significativa, Prosopopeia de Bento Teixeira,
terminando com as obras de Cláudio Manuel da
Costa, em 1768, uma introdução ao
Neoclassicismo.
O barroco foi desenvolvido no século XVII. Nesse
período, o terror provocado pela inquisição tentava
limitar pensamentos, manifestações culturais e
impor a austeridade.
“ARTE BARROCA”
Embora tenha o Barroco assumido diversas características ao longo de sua história,
o seu surgimento está intimamente ligado à Contra-Reforma. A arte barroca procura
comover intensamente o espectador. Nesse sentido, a Igreja converte-se numa
espécie de espaço cénico, num teatro sacrum onde são encenados os dramas.
O Barroco é o estilo da Reforma Católica também denominada de Contra-Reforma.
Arquitectura, escultura, pintura, todas as belas artes, serviam de expressão ao
Barroco nos territórios onde ele floresceu: a Espanha, a Itália, Portugal, os países
católicos do centro da Europa e a América Latina.
O catolicismo barroco também impregnou a literatura, e uma das suas
manifestações mais importantes e impressionantes foram os "autos sacramentais",
peças teatrais de argumento teológico, reflexo do espírito espanhol do século XVII, e
que eram muito apreciados pelo grande público, o que denota o elevado grau de
instrução religiosa do povo.
Contrariamente à arte do Renascimento, que pregava o predomínio da razão sobre
os sentimentos, no Barroco há uma exaltação dos sentimentos, a religiosidade é
expressa de forma dramática, intensa, procurando envolver emocionalmente as
pessoas.
Além da temática religiosa, os temas mitológicos e a pintura que exaltava o direito
divino dos reis (teoria defendida pela Igreja e pelo Estado Nacional Absolutista que
se consolidava) também eram frequentes
“ARTE BARROCA”
De certa maneira, assistimos a uma retomada do espírito religioso e
místico da Idade Média, numa espécie de ressurgimento da visão
teocêntrica do mundo. E não é por acaso que a arte barroca nasce em
Roma, a capital do catolicismo.
A escola literária barroca é marcada pela presença constante da
dualidade. Antropocentrismo versus teocentrismo, céu versus inferno,
entre outras constantes.
Contudo, não há como colocar o Barroco simplesmente como uma
retomada do fervor cristão. A sua grande diferença do período
medieval é que agora o homem, depois do Renascimento, tem
consciência de si e vê que também tem seu valor - com exemplos em
estudos de anatomia e avanços científicos o homem deixa de colocar
tudo nas mãos de Deus.
O Barroco caracteriza-se, portanto, num período de dualidades; num
eterno jogo de poderes entre divino e humano, no qual não há mais
certezas. A dúvida é que rege a arte deste período. E nas emoções o
artista vê uma ponte entre os dois mundos, assim, tenta desvenda-las
nas suas representações.
O barroco é libertação espacial, é
libertação mental das regras dos
tradistas , das convenções, da
geometria elementar. É libertação da
simetria e da antítese entre espaço
interior e exterior. Por essa ser a
vontade, de libertação, o barroco
assume um significado psicológico,
para significar o estado de espírito
de liberdade, uma atitude criativa
liberta de preconceitos intelectuais e
formais. É a separação da realidade
“ESCULTURA BARROCA”
A escultura barroca é marcada por um intenso dramatismo,
pela exuberância das formas, pelas expressões teatrais e pelo
movimento. Na Itália, destacou-se o trabalho de Bernini. Em
Portugal, Frei Cipriano da Cruz Sousa, José de Almeida,
António Ferreira e Machado de Castro foram os escultores de
maior relevo. No Brasil, tornou-se célebre o Aleijadinho. A
escultura barroca teve um importante papel no complemento
da arquitectura, tanto na decoração interior como exterior,
reforçando a emotividade e a grandiosidade das igrejas.
Caracteriza-se pelo realismo e dramatismo tendo-se a
impressão de que estão vivas e que poderiam se movimentar
procurando destacar as expressões faciais e as características
individuais, cabelos, músculos, lábios, enfim as características
específicas destoam nestas obras que procuram glorificar a
religiosidade. Não devemos esquecer as estátuas equestres e
a que também são características desta arte. Os materiais
utilizados eram muito diversos como por exemplo o bronze,
mármore, madeira policromática, o alabastro a porcelana
usada na decoração e conhecida por chinoiserie era rara era
usada para a decoração de alguns palácios.
“PINTURA BARROCA”
A pintura barroca é uma pintura realista, concentrada nos
retratos no interior das casas, nas paisagens nas naturezas
mortas e nas cenas populares (barroco holandês). Por outro
lado, a expansão e o fortalecimento do protestantismo fizeram
com que os católicos utilizassem a pintura como um
instrumento de divulgação da sua doutrina.
Características da pintura barroca
Composição assimétrica, em diagonal - que se revela num
estilo grandioso, monumental, retorcido, substituindo a
unidade geométrica e o equilíbrio da arte renascentista.
Acentuado contraste de claro-escuro (expressão dos
sentimentos) - era um recurso que visava a intensificar a
sensação de profundidade.
Realista, abrangendo todas as camadas sociais.
Escolha de cenas no seu momento de maior intensidade
dramática.
A luz não aparece por um meio natural, mas sim projectada
para guiar o olhar do observador até o acontecimento
principal da obra, como acontece na obra "Vocação de São
Mateus", de Caravaggio.
“BIBLIOGRAFIA“

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Livro de Português 11º ano – Antologia
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