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Texto de apoio ao curso de Especialização Atividade Física Adaptada e Saúde Prof. Dr. Luzimar Teixeira

OS BENEFÍCIOS DOS EXERCÍCIOS COM PESOS NO TRATAMENTO E PREVENÇÃO DA OSTEOPOROSE: UMA REVISÃO

Resumo

Sandor Bálsamo* e Matim Battaro*

Este artigo pretende mostrar os benefícios dos exercícios com pesos, mais conhecido como musculação, na prevenção e possível tratamento da Osteoporose. Alguns estudos científicos serão relatados com a intenção de comprovar a validade da musculação na prevenção e tratamento desta doença.

Palavras-chave: Osteoporose, exercícios com pesos, musculação.

Abstract

The purpose os this is to review the benefits of weigh traging to prevent and treat osteoporosis. Some researches were presented with the intetion to show validity of this physical activity to prevent and treat this disease.

Keywords: oesteoporosis and weight training

Introdução

A Osteoporose é uma doença que se caracteriza por uma diminuição da massa óssea e deterioração na macro arquitetura do tecido ósseo. A perda de sais minerais nas mulheres dos 30 aos 35 anos é de 0,75 a 1% ao ano, e chegando em torno de 3% ao ano após a menopausa; nos homens a partir dos 40 anos de idade, a perda é de aproximadamente 0,4% ao ano (WEINECK, 1991). Esta doença atinge na sua grande maioria as mulheres após a menopausa. A sua causa vem de fatores múltiplos como: hereditário, botipo, desequilíbrio hormonal, falta de cálcio na alimentação, fatores ambientais, como também uma diminuição da tração muscular causada pelo sedentarismo, ou seja, pela inatividade física.

*

Professor de Educação Física, Especialista em Fisiologia do Exercício pela FMU, São Paulo, Mestrando em Atividade Física

e

Saúde n UCB.

*

Doutor em Fisiologia do Exercício pela Univerdade do Novo México, EUA, Professor da UCB.

Além destes fatores, a osteoporose também pode ser desencadeada pelo tabagismo, pela ingestão excessiva de álcool, de café, como também pela baixa ingestão de cálcio., os estudos analisados mostram que uma ingestão alta de proteínas de carne, peixes e ovos e uma ingestão elevada de sal pode aumentar a perda de cálcio pela urina.

Atualmente a osteoporose é a doença metabólica mais comum nos Estados Unidos. Após a menopausa, uma em cada três mulheres americanas apresenta osteoporose. Estima-se que entre as pessoas que viverem até 90 anos de idade, 33% das mulheres e 17% dos homens sofrerão de fratura do quadril (NIEMAN, 1999). Há também uma estimativa de que 12 a 20% das pessoas idosas que sofrem de fratura de quadril morrerão de complicações no primeiro ano após a fratura, enquanto 50% dos sobreviventes necessitarão de algum auxílio para realizar suas atividades cotidianas.

Cerca de 25 milhões de norte americanos, especialmente idosos com mais de 60 anos de idade, são acometidos de osteoporose, dentre estes, 90% são do sexo feminino. Essa doença chegou a índices quase epidêmicos, já que é responsável por mais de 1,5 milhões de fraturas anuais, incluindo cerca 500.000 a 600.000 fraturas vertebrais e 250.000 de quadril. (McARDLE, 1996)

No Brasil, segundo dados do IBGE, a população propensa a osteoporose deve aumentar de 7,5 milhões, em 1980, para 15 milhões no ano 2000. Conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) essa doença atinge um número cada vez maior de pessoas, tanto que sua estimativa prevê que no ano 2025 haverá mais de 1 bilhão e 100 milhões de idosos para uma população mundial de 8 bilhões e 200 milhões de habitantes. Isso significa que, sendo a osteoporose uma doença que se manifesta principalmente na velhice, acometerá, de forma quantitativa, um maior número de pessoas.

Este artigo pretende mostrar os benefícios dos exercícios com pe

sos, mais conhecido como musculação, na prevenção e possível tratamento da osteoporose. Assim, alguns estudos científicos serão relatados com a intenção de comprovar a validade desta atividade física na prevenção e possível tratamento desta doença.

O Osso e a sua Formação

O osso, elemento onde a osteoporose se instala, é um tecido dinâmico formado por colágeno e minerais, e constituído por

aproximadamente 50% de água, além disso é um tecido vivo que se renova continuamente. As células nascem, crescem e morrem.

Os minerais – cálcio e fósforo – principalmente, entram e saem continuamente do osso que constantemente se remodela. Os ossos também são compostos pelos osteoblastos e osteoclastos. Os osteoblastos são células que depositam o osso, ou seja, formam a matriz protéica que polimeriza para formar fibras colágenas muito resistentes desta matriz. Depois disso, ocorre a precipitação de sais de cálcio nos interstícios da matriz, formando assim, a estrutura que conhecemos como osso, que é constituído por dois elementos, tais como: uma forte matriz de proteína com consistência quase igual à do couro e, sais ósseos depositados sobre esta matriz, fazendo-a dura e não deformável.

Já os osteoclastos, por serem grandes células localizadas em quase todas as cavidades dos ossos, possuem a capacidade de reabsorver o osso por meio de enzimas que digerem a matriz protéica e sais dos ossos, liberando-os para o líquido extracelular, enquanto os ossos são literalmente ‘’comidos’’.

Efeito do Estresse Mecânico na Densidade Óssea

A estrutura óssea começa seu processo de remodelação com o estresse mecânico. Segundo a lei de Wolf (1892), citada por

PERPIGNANADO, G. et al. (1996), os ossos se formam e se remode

lam em resposta às forças mecânicas que lhes são aplicadas e existe relação entre o nível de atividade física e volume do osso, e que a força mecânica proporcionada pelo exercício que estimula a atividade osteoblástica (formadora de tecido ósseo). O efeito Piezoelétrico, (MATSUDO & MATSUDO,1991) e tensão (strain), (ACSM, 1995) têm o princípio de transformação de energia mecânica em elétrica por meio da força que o osso é submetido quando sofre uma deformidade temporária. A regulação dessa força é medida pela sobrecarga mecânica, sendo que a resposta é imediata, especificamente para o osso que está suportando a carga, o qual estimula os osteoblastos dentro da região da sobrecarga. Com isso, o estresse mecânico provocado pelo exercício é maior, principalmente em atividades que tenham maior tração óssea. Ou seja, quanto maior o estímulo da matriz óssea, maior é a formação ou regeneração óssea.

A Atividade Física na Infância e sua Influência no Aumento da Massa Óssea

A atividade física é certamente um fator preventivo para várias doenças, e, também para a osteoporose, devendo ser

praticada desde a infância, já que essa proporciona uma massa muscular mais forte e, com isso, uma estrutura esquelética

bem desenvolvida. Assim, mulheres atletas, por terem praticado esporte desde a infância, possuem uma musculatura firme.

Por isso, elas estariam menos propensas a osteoporose, já que teriam adquirido uma maior deposição óssea na fase inicial de suas vidas.

Conforme NIEMAN (1999), os adolescentes que apresentam músculos mais fortes e densos são decorrentes da prática regular de exercícios durante a infância. Esse fato demonstra que o desenvolvimento de ossos fortes numa fase precoce da vida pode ser traduzido por uma menor incidência de osteoporose na velhice.

Sendo assim, é importante que o bem-estar físico do adulto seja conquistado na infância e adolescência, ocorrida por meio de uma boa reserva óssea e, em conseqüência retardando o processo de desmineralização óssea no decorrer de sua vida. O resultado disso é a diminuição da degeneração óssea precoce e, principalmente, a redução

da incidência de fraturas causadas pela baixa mineralização óssea.

As Contribuições dos Exercícios com Pesos na Osteoporose

Tem-se, atualmente, questionado: qual, dentre tantos exercícios físicos, é o mais eficiente para a prevenção e o possível tratamento da osteoporose? Para o Colégio Americano de Ciência do Esporte (ACSM, 1995) o treinamento com peso é essencial para o desenvolvimento normal e a manutenção de um esqueleto saudável. Já para DINÁC H., et al. (1996), os exercícios com pesos constituem o mais eficiente estímulo conhecido para o aumento da massa óssea. O princípio dessa evidência é mostrada em atletas treinados com pesos, já que esses apresentam cerca de 40% mais de densidade óssea do que um controles sedentários.

Músculos fortes provocam mudanças positivas no esqueleto, enquanto que, em músculos fracos, ocorre o contrário. Portanto, sendo o tecido ósseo dinâmico e alinhado, a musculatura é evidente que o esqueleto exiba mudanças similares àquelas observadas nos músculos submetidos ao exercício físico. Por exemplo, o braço predominante do tenista e os membros inferiores dos corredores têm maior densidade óssea em comparação às pessoas sedentárias da mesma idade (NIEMAN,

1999).

O princípio dos benefícios dessa atividade física para a massa óssea está associado diretamente à tensão muscular (estresse mecânico), envolvendo na musculatura acionada. Essa deformidade momentânea acarreta uma cascata de eventos osteoblásticos em resposta às modificações na tensão do osso, refletindo uma adaptação à sobrecarga imposta pelo meio ambiente.

A saúde óssea é promovida pelas atividades físicas de sustentação de pesos que utilizam a força e a potência muscular, exercendo força sobre o esqueleto acima das quantidades normais. WILMORE E COSTILL (1999) citam que o treinamento de

força (resistence training) previne a osteoporose. Os primeiros resultados demonstram que a perda óssea promovida pela menopausa pode ser atenuada e, até revertida com um programa de treinamento de força.

Além desses benefícios, o treinamento de força resulta na melhoria do equilíbrio, do nível total da atividade física e da massa muscular e,

assim tem um efeito nos principais fatores de risco para uma fratura de osso por osteoporose.

Com isso, demonstrou-se que os exercícios com pesos pode ser eficientes, se direcionados de forma regular, progressiva e cautelosa, já que em certos casos o trabalho será voltado para pessoas idosas e sujeitas a fraturas.

Portanto, o exercício com pesos é uma também atividade de fácil controle de intensidade, com uma boa margem de segurança cardiológica, proporcionando ainda uma melhora da coordenação motora, equilíbrio, da força muscular e, conseqüentemente de uma melhor qualidade de vida, auxiliando de forma direta e indireta na prevenção da fratura, que é o maior agravante da osteoporose.

Conclusão

A pesquisa bibliográfica realizada tentou comprovar a importância da atividade física e, principalmente, do exercício com pesos para a manutenção da massa óssea e os seus possíveis benefícios no aumento da densidade óssea.

O consenso da literatura é que a manutenção ou incremento da densidade óssea deve começar na infância e adolescência,

pois somente assim pode-se acumular uma boa matriz óssea e atrasar o início da perda óssea. Entretanto, as pessoas mais idosas, que, por algum motivo não tiveram chance ou motivação para praticarem qualquer esporte ou atividade física durante

a juventude, poderiam desfrutar dos benefícios depois dessa fase da vida.

Assim disso é importante salientar que, para casos específicos de osteoporose, o tratamento deve ser a longo prazo, para assim se notar modificações de incremento ósseo. A pessoa acometida pela osteoporose independente da idade e do sexo, beneficiar-se-ia com os exercícios com pesos.

*

Professor de Educação Física, Especialista em Fisiologia do Exercício pela FMU, São Paulo, Mestrando em Atividade Física

e

Saúde na UCB.

*

Doutor em Fisiologia do Exercício pela Universidade do Novo México, EUA, Professor da UCB.

Referências Bibliográficas

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McARDLE, WD., KATCH, I. F., KATCHL. V. – Fisiologia do Exercício 4a Edição. Rio de Janeiro. Editora Guanabara Koogan,

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PERPIGNANADO, G. BOGLIOLO, A.; MELA, Q.; DEMONTIS, L.; PALIA, A. Attività fisica ed osteoporosi. Clinical Terapeutics, v.142, n.3, p 201-206, 1993

SANTARÉM, JM. cita: DINÁC H, SAVCI G, DEMIRCIA, 1996 – In GORAYEB N.; BARROS T. O Exercício: São Paulo. Editora Atheneu, 1999.

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WILMORE, H.J. & COSTILL, L. D. Physiology of Sport and Exercise. Human Kinetics, 1999.