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NOTA #1 [04/07/2012]

Publicado: | Autor: ideiaeideologia | Arquivado em: Notas de Trabalho (RJ)

No ltimo encontro do Crculo, iniciou-se a leitura do texto The Idea of Communism


de Alain Badiou. O autor argumenta que trs elementos so necessrios para a operao
da Idia de Comunismo: o elemento poltico, o histrico e o subjetivo. Em seguida, falase do elemento poltico e se demonstra que Rafael Behr jornalista que trabalha para o
Observer estava incorreto em classificar o conceito de verdade poltica de Badiou
como pura abstrao lgica. Para o filsofo, uma verdade poltica uma sequncia
concreta dentro da especificidade temporal na qual um novo pensamento e uma nova
prtica de emancipao coletiva surgem, existem e desaparecem. Alguns exemplos
citados no texto so: a Revoluo Francesa de 1792 a 1794, o Bolchevismo na Rssia de
1902 a 1917, a Grande Revoluo Cultural entre 1965 e 1968, entre outros. Fala-se que
isso um procedimento da verdade, entretanto esse ponto s parece ser retomado mais
frente para explicao.
O elemento histrico aparece como o procedimento da verdade inscrito numa forma
local cujos suportes so espaciais, temporais e antropolgicos. Os termos Francesa ou
Chinesa so ndices empricos dessa localizao. Apesar da universalidade da
verdade, existe uma dimenso histrica desta. Ainda, a inscrio histrica de uma
verdade poltica, cientfica, amorosa ou artstica realiza uma ligao entre tipos
diferentes de verdades que esto situadas em tempos diferentes; ou seja, existem efeitos
retroativos entre uma verdade e outra que foi criada anteriormente. Assim, necessria
a disponibilidade transtemporal das verdades.
Por ltimo, chega-se ao elemento subjetivo. A questo aqui a possibilidade do
indivduo, considerado por Badiou como um animal egosta, de escolher fazer parte de
um procedimento da verdade. Para ele, essa deciso uma incorporao; ou seja, o
corpo individual com seus pensamentos, potencialidades e outras caractersticas se torna
um dos elementos de outro corpo: o corpo-da-verdade, a existncia material de uma
verdade. nesse processo que o indivduo ultrapassa seus limites (de egosmo,
competio, finitude etc.) impostos pelo individualismo que o mesmo que
animalidade. essa deciso que o autor denomina de subjetivao, uma deciso na qual
o indivduo pode se tornar parte de um novo Sujeito.