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O que estuda a filosofia? A filosofia existe porque há pessoas que querem estudar os

O que estuda a filosofia? A filosofia existe porque há pessoas que querem estudar os problemas filosóficos que surgem quando pensamos sobre vários assuntos, os filósofos. Em filosofia estudam-se problemas concetuais (resolvem-se baseando-se no raciocínio) como na matemática, só que na matemática os problemas resolvem-se com base apenas no raciocínio matemático enquanto na filosofia não se limitam a um tipo de raciocínio. Também se estudam os problemas em aberto (são problemas que não tem uma solução definida, podendo ter mais do que uma diferentes, e ainda não se sabem quais). Na filosofia não se estudam problemas empíricos (resolvem-se baseando-se na experiência e na observação) como nas ciências naturais.

Como se estuda a filosofia? Em filosofia não nos limitamos a compreender as ideias dos filósofos, mas sim aprender a fazer o que eles fazem, avaliar com rigor as ideias. Ou seja, aprender a raciocinar criticamente e de maneira rigorosa sobre os problemas da filosofia. A filosofia estuda-se com base em:

conceitos não são as palavras mas sim a ideia que elas exprimem. O conceito de água não

é 'água' mas sim líquido natural (H 2 O), transparente, incolor, geralmente insípido e inodoro,

indispensável para a sobrevivência da maior parte dos seres vivos,

definições são explicações claras e breves de um determinado assunto. Existem vários tipos de definições:

condições

necessárias e suficientes: estar em Lisboa é uma condição suficiente para estar em Portugal, e estar em Portugal é uma condição necessária para estar em Lisboa. A (Lisboa) é uma condição suficiente de B (Portugal) e B é uma condição necessária de A, quando tudo o que é A é B. Visto que para estar em Lisboa é necessário estar em Portugal, mas para estar em Portugal não é necessário estar em Lisboa. Chamamos contraexemplos a exemplos que dão uma definição que inclui elementos que não devia ou que exclui elementos que não devia excluir.

definições

explicitas

que são

definições

mais

rigorosas,

apresentam

definições implícitas são quando definimos uma palavra apontando para um exemplo (a definição está subentendida)

definições implícitas são quando definimos uma palavra apontando para um exemplo (a definição está subentendida). Deferir o que é a cor verde? Apontar para uma árvore verde.

Informar, caracterizar e definir. Informar é atender à partilha de conhecimento com outro através de explicações e enumerando os aspetos de algo; Caracterizar é apresentar apenas as condições necessárias ou suficientes de um conceito podendo acrescentar algumas características esclarecedoras, mas não o definir; Definir é especificar a natureza de algo de forma a rotular a mesma dando uma explicação clara e breve.

teses são ideias ou pontos de vista que os filósofos defendem. Para saber avaliar teses é

preciso saber compará-las com a sua negação, e para fazer uma negação de uma tese corretamente é necessário que as duas ideias que se negam entre si não sejam as duas verdadeiras ou falsas. Todas as verdades são relativas/ Algumas verdades não são relativas.

proposições são ideias verdadeiras ou falsas expressas numa frase. As teses são proposições. Nem todas as frases são proposições porque não exprimem nem um conteúdo verdadeiro nem falso. Há frases diferentes que exprimem a mesma proposição (Portugal é lindo/ Portugal is beautiful.) Há frases que exprimem mais do que uma proposição (A Joana mexeu no rato./ Quer dizer que a Joana mexeu num animal ou que a Joana mexeu num dispositivo informático.) Neste caso, como a mesma frase pode traduzir mais do que uma proposição, chama-se frase ambígua e a primeira coisa a fazer é saber qual das proposições está em causa.

Proposições Condicionais.

As proposições

condicionais são muito importantes, pois é com elas que conectamos ideias entre si. Precisamos, por isso de saber avaliá-las e negá-las rigorosamente. A negação de uma condicional não é outra condicional. Logo a estrutura da negação é «A, mas não B». As condicionais são compostas por duas proposições, («Se A, B») então, neste caso, a primeira é a antecedente da condicional e a segunda, a consequente. Quando a antecedente da condicional é verdadeira mas a sua consequente é falsa, a condicional é toda ela falsa.

São as

que tem

a

estrutura

«Se A, então

B» ou

«Se A, B».

raciocínios são um conjunto de proposições que visam justificar a conclusão com base

nas premissas ou premissa. Raciocinar é concluir uma proposição a partir de outra ou outras que já sabemos. Um raciocínio é dividido na conclusão (proposição que queremos justificar com o raciocínio) e nas premissas (proposições que usamos para justificar a conclusão). Um raciocínio pode ter mais do que uma premissa mas apenas uma conclusão. Explicitar raciocínios é um dos importantes trabalhos da filosofia, pois é o primeiro passo

para analisar cuidadosamente o raciocínio para saber se nos enganámos ou não.