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9 Governo flexibiliza acesso ao ensino superior 01.05.2008, Isabel Leiria Qualquer pessoa, estudante ou não, que

Governo flexibiliza acesso ao ensino superior

01.05.2008, Isabel Leiria

Qualquer pessoa, estudante ou não, que pretenda frequentar disciplinas avulsas de cursos de ensino superior poderá no futuro vir a fazê-lo. Se for aprovado, verá essa formação certificada e creditada, se e quando entrar na licenciatura que as integre.

A medida faz parte de um diploma aprovado ontem em

Conselho de Ministros e que prevê uma série de

iniciativas que garantem "uma maior flexibilidade no acesso à formação superior", de acordo com um comunicado do gabinete do ministro Mariano Gago.

O mesmo diploma prevê a criação do estatuto de

"estudante a tempo parcial", no sentido de permitir uma maior capacidade de gestão do seu percurso escolar, em função da sua vida pessoal e profissional. E a possibilidade de os alunos que frequentam o ensino superior poderem inscrever--se em disciplinas que não integrem o plano de estudos do seu curso.

O Governo aprovou igualmente novas regras destinadas

a apoiar os licenciados e mestres que, após a obtenção

do seu grau, estejam a realizar um estágio profissional, dando-lhes a possibilidade de continuar a gozar uma série de benefícios, como se ainda estivessem a frequentar o curso. Durante dois anos terão acesso ao cartão de identificação da instituição do ensino superior onde estudaram, à acção social escolar e às bibliotecas e recursos informáticos. Outra das medidas simplifica o regime de certificação dos graus académicos, tornando facultativa a solicitação

e pagamento de determinados documentos, como as

cartas de curso e cartas doutorais. Quanto ao Processo de Bolonha - que tem como objectivo harmonizar os sistemas de ensino superior entre os países europeus signatários e que implica uma alteração na filosofia da formação, com a valorização do trabalho dentro e fora da sala de aula e a atribuição de créditos -, as instituições vão passar a ter de elaborar relatórios anuais sobre a sua concretização. Esses documentos públicos terão de incluir "indicadores objectivos sobre a evolução dos processos de ensino e aprendizagem", lê-se ainda na nota do Ministério da Ciência e Ensino Superior.

O ministério recorda que, após dois anos da

concretização de Bolonha, o modelo é já seguido em 90

por cento dos cursos superiores.

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http://jornal.publico.clix.pt/main.asp?dt=20080501&page=9&c=A

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