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Sumário

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E rodução
Falar de dese olime o ão é uma coisa li ear, pois compora
demasiados co ceios, ra sformações, i fluê cias, esudo e dedicação ao
assu o e ceras referê cias impora es e i esquecíeis. Dese olime o é
a sua defi ição, um co u o de ra sformaç ões a ários íeis, se do a íel
físico, fisiológico e psicológico, e marcam sig ificaiame e oda a exisê cia
do i diíduo depe de do das suas experiê cias, aiudes e caracerísicas
pessoais.

Como fuuros psicólogos, uma das ossas dedicações o esudo do


dese olime o será compree der as razões porque as pessoas mudam sob
diersos aspecos ao lo go da sua ida e como aco ecem esas
ra sformações.

Ese rabalho ai ce rar-se um dos gra des omes da Psicologia do


Dese olime o, Jea Piage, que defi iu o dese olime o por esádios, os
quais serão aprese ados poseriorme e ese rabalho.

Serão e ão aprese adas oções hisóricas do dese olime o,


ambém a defi ição do co ceio de dese olime o, e por fim a Teoria de
Piage sobre o dese olime o.

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Primeiro Capíulo
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Dura e basa es a os, o pe same o psicológico sobre o
dese olime o cog iio das cria ças era domi ado pela per specia da
mauração biológica, a qua l daa ê fase quase exclusia à compo e e
³ aureza´ o dese olime o, iso é, o sueio qua do asce é uma ³ábua
rasa´, odo o co hecime o é adquirido pela experiê cia . A percepção das
coisas é o resulado da associação ou combi ação das se sações eleme ares
recebidas dos se idos. Ese modelo de dese olime o cog iio i spiraa -se
direcame e as eses empirisas.

Mais arde apareceram ouras eses com bases o dese olime o


³esruural´, em que o sueio asce á com um co u o de esruuras i aas
que submeem as mesmas aos esímulos do meio exer o. As coisas e as
siuações são percepcio adas como oalidades. Esas esruuras i flue ciam o
modo como percepcio amos e i erpreamos os difere es eleme os que as
co siuem.

Esas duas perspecias, eoria empirisa ou associacio isa e eoria


esruuralisa, foram posas em causa por uma oa eoria surgida o século
passado, a eoria Operaória, em que emergiu um pe sador, Jea Piage.

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Segu do Capíulo
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Como se sabe, cada i diíduo em o seu próprio dese olime o, e isso
co siui uma hisória si gular que o acompa ha desde a sua co cepção aé à
sua more, o que or a o dese olime o um processo de ra sformação
i i errupo.

Assim se do, além das ra sformações físicas implicadas pelos facores
bioge éicos, o co ceio de dese olime o abarca odas as ra sformações e
processos i er os que permiem que a experiê cia, o co hecime o e o
comporame o adquiram uma difere ciação e complexificação cresce es,
i egra do e e globa do odas as fu ções do i diíduo.

Lembra do o caso do ³Me i o Selagem´, Vicor, pode er-se a


impor cia que êm odos os facores e ole es ao i diíduo, pois o
dese olime o sofre i fluê cia de facores i er os, a herediariedade, e de
facores exer os, do meio ambie e. As ideias sobre a co ribuição relaia de
cada um deses facores êm efeios impora íssimos a ida das pessoas,
pois de uma comu idade para oura, o dese olime o psicológico é
i flue ciado pelos alores sociais, pelo que as pessoas pe sam sobre a
aureza huma a e pelas difere es opi iões sobre quais os facores que
deermi am o dese olime o.

Exisem psicólogos que co cordam que os facores i er os e exer os êm


efeios recíprocos, se do a herediariedade e o a mbie e fo es de igual
impor cia para o dese olime o, pelo que é i correco dar mais
impor cia a um ou a ouro.

A i esigação em psicologia do dese olime o, permiiu esudar os


facores a eriores, e or ou-se rica com co hecime os de diersas áreas
cie íficas, quer da psicologia, quer de fora dela, como por exemplo da biologia
ge éica, esudos eológicos, esudos hisóricos e a ropologia. Assim,
i e sificou-se a i esigação esa área e diersificaram-se os méodos e as
éc icas uilizadas. Recorre-se a pesquisa, ao méodo experime al, à
obseração auralisa e ao méodo clí ico, que são usados os difere es

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ramos da psicologia. Exisem e rea o preocupações e cuidados


deo ológicos específicos, pois o obeco de esudo da psicologia do
dese olime o são priilegiadame e cria ças. Mas além das preocupações
e cuidados, exisem ambém limiações meodológicas, pois as cria ças ão se
podem auo-obserar, as suas resposas a quesio ários difere es esão
e olas em fa asia e ão se podem uilizar ceras meodologias
experime ais, como reirar cria ças da família e priá -las do co aco maer o
para se esudar, por exemplo, as co sequê cias do dese olime o.

Houe uma eolução os i srume os de recolha e raame o de


dados, se do que, hoe é comum a uilização de regisos de ídeo e áudio,
raame o i formáico de dados, ec. Te do em co a que a psicologia do
dese olime o esuda isso mesmo, um ser em dese olime o, ee de
recorrer a méodos priilegiados, como por exe mplo, o méodo lo giudi al, o
méodo ra sersal e o méodo ra serso-lo giudi al.

O primeiro méodo, méodo lo giudi al, baseia -se em esudar de forma


co i uada e em i eralos de empo um mesmo grupo de cria ças. Ese
i eralo em de ser co sa e a mesma experie cia, mas poderá mudar de
grupo de esudo para grupo de esudo. Ese méodo aplica -se a esudos que se
prolo gam o empo ± esudos diacró icos ±, freque eme e dura e mais de
uma deze a de a os. Facilia a apree são do processo de ra sformação de
ceras caracerísicas e da eolução em geral, o que permie o co role de
ariáeis, como por exemplo as que se referem a co exos hisóricos, sociais
ou escolares. Ese méodo é o e a o difícil de aplicar, pois exige uma
gra de pla ificação a lo go prazo e acabam por exisir perdas de sueios da
amosra dura e o processo. Exise ambém ouro ipo de esudos lo giudi ais
muio i eressa e, que são os esudos de casos biográficos.

O segu do méodo, o méodo ra sersal, baseia -se uma amosra que
é esudada ao mesmo ± esudos si cró icos ±, e ole do sueios em
difere es fases de dese olime o, sobre uma ou mais ariáeis. Tem uma
aplicação mais fácil e rápida que o méodo aprese ado a eriorme e e assim
se do é o mais uilizado a i esigação. Nese ipo de esudo, ão é possíel
co rolar os aspecos educacio ais escolares, pois os sueios mais elhos da

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amosra ão ieram a mesma educação escolar do que os sueios mais


oos, e daí ão podemos saber as caracerísicas dos sueios se dee aos
aspecos educacio ais.

O erceiro e úlimo méodo, o méodo ra serso-lo giudi al, como o


ome i dica é um esudo miso, que pree de re abilizar as a age s dos
dois méodos a eriores. Assim se do, segue-se uma amosra co siuída por
grupos eários difere es lo giudi alme e com i eralos curos e um período
ão muio lo go, e ao mesmo empo que se compara ra sersalme e a
amosra.

Pari do de um co u o de esruuras a aómicas e orga izações


fisiológica que asseguram o f u cio ame o eleme ar do sisema do i diíduo
e a sua possibilidade de ida, de oam -se o ser huma o, muda ças de
aureza qualiaia e qua iaia. As muda ças qualiaias são aquelas que
se raduzem por alerações de esruura ou orga ização do i di íduo, como a
aureza da i eligê cia ou a forma como o pe same o fu cio a. Por ouro
lado, as muda ças qua iaias são aquelas que se raduzem em qua idade
ou úmero, por exemplo a alura ou o peso, ou ai da o aume o de palaras ou
frases que a cria ça é capaz de dizer.

Os psicólogos que co cebem o dese olime o como uma série de


muda ças suaes, de ipo esse cialme e qua iaio, omam pare de uma
isão co i uisa do dese olime o, ao co rário dos psicólogos que
defe dem o dese olime o como um co u o de ra sformações que
diferem qualiaiame e e re si e omam pare da isão desco i uisa. Na
isão co i uisa do dese olime o, defe de -se que o i diíduo ape as
aume a a compeê cia que esá a dese oler em cada área específica do
dese olime o. Na isão desco i uisa, defe de -se que a muda ça ão
sig ifica ape as um acréscimo de compeê cias, pois cada aleração
sig ificaia prooca uma forma qualiaiame e difere e de i erprear a
realidade e de i eragir com ela.

Os psicólogos que de forma explícia ou ão defe dem a perspecia


desco i uisa co sideram que o dese olime o é uma sucessão de

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esádios, que são ra sformações qualiaias que ocorrem em deermi ados
períodos do ciclo ial. Um desses psicólogos é e ão Jea Piage.

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Terceiro Capíulo
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Embora a maioria dos pais saibam das muda ças i elecuais que
acompa ham o crescime o físico dos seus filhos, eles eriam sérias
dificuldades para descreer a aureza dessas muda ças.

O modo como os psicólogos co empor eos descreeram esas


muda ças foi profu dame e i flue ciado pelo psicólogo suíço Jea Piage
(1896-1980), que é reco hecido como um dos pe sadores mais i flue es do
século passado.

Nese capíulo ou deli ear a eoria de esádios de dese olime o de


Piage.

Deido, em pare, ao resulado das suas obserações com os seus


próprios filhos, Piage i eressou -se pelo relacio ame o e re as capacidades
de mauração aural da cria ça e as suas i eracções com o ambie e.

Ele ia ³a cria ça mais como um paricipa e acio ese processo, do


que como um recipie e passio do dese olime o biológico ou de esímulos
exer os´ (Piage, 1997). Ele co sideraa as cria ças como ³cie isas
i esigadores´, que fazem experiê cias com obecos e aco ecime os o
seu ambie e para er o que aco ece.

Os resulados desas ³experiê cias´ são uilizados para co sruir


à à , eorias como os mu dos físico e social fu cio am. Ao e co rar
um o obeco ou siuação, a cria ça e a assimila-lo, ou sea, compree dê-lo
em ermos de um esquema preexise e. Se a oa experiê cia ão se e caixa
com um esquema exise e, a cria ça, como qualquer cie isa, modifica o
esquema e, dese modo, amplia a sua eoria do mu do. Piage chamou ese
processo de ³acomodação´(Piage e E helder, 1969).

O primeiro rabalho de Piage, e qua o esuda e de pós -graduação em


psicologia, foi como um aaliador de i eligê cia para Alfred Bi e, o i e or
do ese de QE. Dura e o ra balho ele começou a pergu ar a si próprio porque
as cria ças comeiam ceros ipos de erros. O que difere ciaa o raciocí io das

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cria ças e o raciocí io dos adulos? Piage obserou ae ame e os seus
próprios filhos e qua o bri caam, propo do -lhes problemas cie íficos e
morais simples se do-lhes pedido que explicassem como chegaram às suas
resposas.

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Exisem 4 facores que segu do Piage explicam o dese olime o
cog iio:

1. A herediariedade e a mauração fí sica

2. A experiê cia

3. A ra smissão social

4. A equilibração

O primeiro facor, a herediariedade e a mauração física, é co siuido


pelas muda ças biológicas que ocorrem o i diíduo e que são i depe de es
da experiê cia.

O segu do facor, a experiê cia, ão é o simples regisar passiame e


os dados da experiê cia, mas sobreudo a aciidade do i diíduo sobre
obecos, quer física quer me alme e e que lhe permie org izá -los e
disi gui-los. Ese segu do facor, é impora e para a formação de esruuras
ou esquemas, e eses possibiliam a acção e a compree são da realidade.

O erceiro facor, a ra smisão social, refere-se à i fluê cia que a


sociedade em ão a ossa aciidade, mas a ossa co srução de co exo
social araés da sua obseração e educação.

E por fim, mas ão me os impora e, o quaro facor, a equilibração,


que é o equilíbrio ermo e re a assimilação e a acomodação. Ese facor,
assegura formas de equilibração cada ez mais esáeis a adapação ao
meio, pois em cada oo esádio dá-se o surgime o de oos esquemas e
esruuras ou de esquemas e esruuras mais complexos do que os á

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exise es. Acerca dese quaro facor, de acordo com Rodrigues (2004), ³Para
Piage o dese olime o cog iio implica que a aciidade do sueio a
i eracção com o meio respo da aos desequilíbrios cog iios procura do
ai gir um esado de equilíbrio e re a assimilação e a acomodação,
meca ismos de adapação ao meio.´ (p.59)

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Segu do Piage, qualquer que sea a apre dizagem só é possíel se
uma deermi ada fase do dese olime o ier sido a es ai gida.

Para Piage, a pri cipal caracerísica do comporame o i elige e


co sise a capacidade i aa do sueio se adapar ao meio. A i eligê cia é,
pora o, um caso paricular da adapação do sueio ao meio, disi a da
adapação biológica, ligada à sobreiê cia.

O po o de parida para essa adapação é a aciidade reflexa á i iciada


a ida i ra-ueri a que o bebé dese ole desde o ascime o. Para Piage 
um reflexo é um esquema primiio, a u idade básica do fu cio ame o
psicológico, a parir da qual é possíel apre der a agir sobre o mu do. À
medida que apre dem com a experie cia, os bebés dese olem esruuras
cog iias, ou esquemas, mais complexas.

Um à à desig a um padrão orga izado de comporame o que o


i diíduo usa para pe sar e agir em siuações deermi adas. Na i f cia, os
esquemas são co hecidos pelo ome das aciidades que e olem, sugar,
morder, aba ar, baer, olhar. Os primeiros e squemas são pora o co siuídos
pela aciidade reflexa. Os primeiros esquemas são acções mooras.

À medida que as cria ças se dese olem i elecualme e, oos


esquemas ão surgi do: os esquemas do pe same o, que i egram e
orga izam os esquemas moores. Os esquemas do pe same o or am-se
progressiame e mais complexos, i do do pe same o co creo sobre o que
se pode er e se ir, ao pe same o absraco, que e co ra a sua máxima
expressão o pe same o filosófico e cie ífico.

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É araés do processo de adapação que os esquemas i iciais se ão


co solida do e ra sforma do ouros mais complexos. A 
, por sua
ez, é o resulado da acção de dois meca ismos que operam em simul eo: a
assimilação e a acomodação.

Pela   
, as árias experie cias do sueio são i egradas, ou
absoridas, pelas esruuras ou esquemas exise es. A 


, por sua
ez, desig a as modificações que as oas experiê cias impõem aos
esquemas ou esruuras exise es, de modo a que haa adapa ção.

Para que haa 


é ecessário que haa à 
 e re a
assimilação e a acomodação. Qua do o bebé lea um urso de pelúcia à boca,
há um desequilíbrio e re a assimilação (o exercício do esquema da sucção) e
a acomodação (as ra sformações ecessárias para que se exerça o esquema
da sucção). Ese desequilíbrio, ou i saisfação, é, o e a o, proisório e
dese cadeia o bebé uma série de comporame os de procura da sua
resolução, i clui do o recurso ao adulo. É esa procura que co duz a íe is
superiores de adapação.

A eses desequilíbrios Piage chamou


 

  
. Ao
processo de passagem de paamares de equilíbrio para ouros paamares de
equilíbrio de íel superior Piage chamou 
à
 à à 
 O
processo de equilibração é o osso próprio dese olime o, a hisória da
resolução dos ossos co flios cog iios dura e a 
ao meio e a

 
 do osso pe same o. Em cada íel de adapação, o i diíduo
cria sisemas de pe same o que dão coerê cia ao seu co hecime o sobre o
que o rodeia, iso é, orga iza as suas esruuras cog iias.

Piage co cebeu a sua eoria como um modelo


    do
dese olime o, iso que ao sueio é aribuído o papel pri cipal a
co srução do seu dese olime o: ao e ar aciame e domi ar o
ambie e, o sueio co srói esruuras e íeis superiores de co hecime os, a
parir dos eleme os for ecidos pela mauração e pelo meio.

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Quaro Capíulo
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Se, por um lado, há uma co i uidade fu cio al o processo de
dese olime o cog iio, a adapação é um processo co í uo, por ouro
lado erificam-se muda ças qualiaias impora es que marcam a sua
desco i uidade esruural. Qua do a cria ça domi a a li guagem, ou o
adolesce e o pe same o hipoéico -deduio, a sua forma de compree der o
mu do e os seus padrões de comporame o modificam-se compleame e. A
eses oos padrões de comporame o correspo dem igualme e oas
esruuras cog iias ou esquemas, que caracerizam os difere es à 

àà à
 à
.

As obserações de Piage co e ceram- o de que a capacidade das


cria ças de pe sar e racioci ar progride araés de uma série de à 

qualiaiame e disi os.

Eses,caracerizam-se por:

P Uma esruura com caracerísicas próprias;


P Uma ordem de sucessão co sa e;
P Uma eolução i egraia, iso é, as oas aquisições são i egraias,
iso é, as oas aquisições são i egradas a esruura a erior,
orga iza do-se agora uma oa esruura hierarquicame e superior.

Segu do Piage, o dese olime o ocorre segu do quaro esádios:

P p 
à 


 (0-18/24 meses):
? Dos reflexos i aos à co srução da imagem me al, a erior à
li guagem
? Coorde ação dos meios e fi s
? Perma ê cia do obeco
? E e ção de oos meios, imagem me al e formação de
símbolos
P p 
à
(2-7 a os):

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? E eligê cia represe aia


? Egoce rismo ± ce ração
? Pe same o mágico / a imismo, realismo, fi alismo

P à à !
 à (7-11/12 a os):
? Reersibilidade me al
? Pe same o lógico, acção sobre o real
? Operações me ais: co ar/medir/classificar/seriar
? Co seração da maéria sólida/líquida/peso/olume
? Co ceios de empo, espaço, elocidade

P à à "
 (11/12 ± 15/16 a os):
? Pe same o absraco
? Operar sobre operações, acção sobre o possíel
? Raciocí ios hipoéico-deduios
? Defi ição de co ceios e alores
? Egoce rismo cog iio

Piage disi guiu duas gra des eapas o dese olime o, que dizem
respeio a dois ipos de i eligê cia:

? A i eligê cia práica ou se sório -moora, que é o a erior à li guagem,


aé cerca dos dois a os de idade, a que chamou o período da
à #  à 


;

? E a i eligê cia i eriorizada, erbal ou reflecida, a parir da li guagem e


que se dese ole dura e oda a ida, ao lo go de rês esádios:
à 
 
à
$ à 
  
à à 
 à  à à 

 
à à 
 .

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Aé aos dois a os de idade, período em que os bebés esão ocupados


em descobrir os relacio ame os e re as suas acções e as co sequê cias
desas acções. Dese modo, eles começam a dese oler uma ideia de si
mesmos como separados do mu do exer o.

Uma descobera impora e dura e ese eságio é o co ceio de


à#  

%à 
, a co sciê cia que um obeco co i ua a exisir,
mesmo qua do ão esá isíel. No e a o com 10 meses de idade a procura
é limiada. Se o bebé co seguiu, diersas ezes e co rar um bri quedo árias
ezes esco dido um deermi ado síio, ele irá co i uar a procura r esse síio
mesmo depois de er um adulo esco der o bri quedo ouro local. Some e
com um a o de idade, uma cria ça irá i ariaelme e procurar um obeco
o de ele foi iso pela úlima ez.

P 6 j

Ese esádio diide-se em ouros dois: o pré-co cepual e o


percepio/i uiio, e o seu odo, compree de idades dos 2 aos 7 a os.

As impressões isuais domi am o pe same o pré-operaório, iso é uma


das cre ças de Piage.

O 1º esádio, o pré-co cepual (desde os 2 a os aos 4/5 a os)


caraceriza-se por ser a fase em que a cria ça começa o ³ogo simbólico´, ou
sea, o de procurar fazer ³como se«´, iso sig ifica que a cria ça é capaz de
represe ar a realidade a o araés do ogo como dese ho, da li guagem ou
dos so hos.

Dura e ese esádio do dese olime o cog iio, a cria ça ai da ão


compree de ceras regras ou operações. Uma
à
é uma roi a me al
para separar, combi ar e ra sformar as i formações de uma ma eira lógica.
No esádio pré-operaório do dese olime o cog iio, a compree são da
cria ça da reersibilidade e ouras operações me ais esá ause e ou é fraca.
Co seque eme e, segu do Piage, as cria ças pré -operaórias ai da ão

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e e deram a
 à
$ a compree são de que a qua idade de uma
subs cia perma ece a mesma qua do a sua forma for alerada.

Fazerem-se represe ações da realidade, quer dizer que se é capaz de


er prese e a imagi ação algo que esá fora do campo da percepção
imediaa ou, dio de modo difere e, que o que foi experime ado o passado
pode ser imagi ado o fuuro. A cria ça, ai da com um raço rudime ar,
dese ha-se a si mesma, ou dese ha o síio o de foi com os seus pais, ou a
isia a um parque de diersões. Nesa idade começam a aparecer os medos,
precisame e pela capacidade de imag i ar a realidade, embora esa realidade
sea muias ezes a gusia e. A cria ça pode recordar image s de error e de
iolê cia, recordar uma lua com os colegas da escola ou uma za ga e re os
pais. Ese período ambém se caraceriza por ser o i icio das primeiras
co cepualizações: a cria ça começa a ser capaz de regisar co ceios como
as cores ou os ama hos das coisas. No i ício o co ceio esá sempre ligado
ao obeco com que apre deu. Se apre deu a cor amarela como dese ho de
uma flor amarela, pe sará que odas as flores deem ser da mesma cor; ao
aume ar as suas experiê cias ficará surpree dida ao er que em só exisem
flores de cor amarela mas que ambém exisem flores de cor bra ca ou
ermelha.

No esádio percepio ou i uiio (dos 4 aos 5/7 a os) aparece o


raciocí io pré-lógico. É a fase em que a cria ça dá argume os o de ão se
êm em co a os aspecos fu dame ais, em odos os aribuos do co ceio;
por exemplo, pode pe sar que a arde ai da ão chegou porque ai da ão
dormiu a sesa. Nese caso esá a alorizar um aspeco que ão é o que defi e
a arde, mas que é sim o que esá mais próximo das suas experiê cias, ou
sea, a sesa. Por ese moio, a cria ça pode ão reco hecer o seu pai se ese
corou a barba ou o bigode.

Oura caracerísica ce ral das cria ças pré-operaórias, segu do


Piage, é o egoce rismo. As cria ças pré-operaórias ão êm co sciê cia de
perspecias que ão as suas, elas acrediam que odas as pessoas percebem
o ambie e do mesmo modo que elas.

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Piage acrediaa que o egoce rismo explica a rigidez do pe same o


pré-operaório. Por ão serem capazes de apreciar ouros po os de isa que
ão os seus, as cria ças peque as ão são capazes de reisar os seus
esquemas a fim de lear em co a as muda ças o ambie e. Daí a sua
i capacidade de reerer operações ou co serar qua idade.

P 6 j  


E re as idades de see e doze a os, as cria ças apre dem os diersos
co ceios de co seração e começam a realizar ouras ma ipulações lógicas.
Elas são capazes de colocar obecos em ordem, com base em uma dime são
como alura ou peso. Elas podem ambém formar uma represe ação de uma
série de acções. Cria ças de ci co a os sabem ir aé casa de um amigo, mas
ão co seguem ³guiar´ alguém aé lá ou raçar o percu rso com lápis e papel,
ou sea ão êm uma ideia global do raeco. Em co rase, cria ças de oio
a os sabem dese har rapidame e um mapa do percurso.

Piage chama a ese período de à 



à

 à
: Embora as
cria ças usem ermos absracos, elas só os uilizam em relação a obecos
co creos, ou sea, obecos aos quais elas êm acesso direco.

P 6 j w 

O que disi gue o esádio operaório formal dos ouros esádios é a


capacidade para o pe same o absraco. Assim, o pe same o do
adolesce e, e re os 12 e os 16 a os, é um pe same o proporcio al,
baseado em proposições ão obrigaoriame e reais, se do que ³o que é
possíel´ assume um esauo superior ao que é real, ao co rário do que
sucede o período operaório co cre o, o de só se argume aa e
racio alizaa sobre dados reais. Uma das implicações dese oo ipo de
operações é a possibilidade de pe sar a base de hipóeses. Nesa eapa há
ambém difere ciação e re a forma e o co eúdo.

Se o pe same o pré-operaório asse aa em percepções e o período


operaório co creo o real obseráel, a adolescê cia, iso é, o período formal,
i cide sobre um peque o pe same o hipoéico, sobre o irual e

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simplesme e possíel e iso permie que o adolesce e lide com um co u o


mais aso de dados qua do em de omar decisões e resoler problemas.
Aproximadame e aos o ze ou doze a os, as cria ças ai gem os modos
adulos de pe same o. Nese esádio, o adolesce e á co segue, por
exemplo, co sruir eorias acerca de pessoas, aco ecime os, relações,
porque ão esá limiado a um co u o resrio de dados, se do o seu
pe same o mais aprofu dado e amplo. Nese esádio a pessoa á é capaz de
racioci ar em ermos purame e simbólicos.

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Co clusões
Apesar de árias eorias de dese olime o defe didas por ários
psicólogos, Piage co seguiu formular aé agora a que melhor explica o
dese olime o das cria ças. Esa eoria, foi comproada pelo mesmo,
obsera do os seus próprios filhos e faze do experiê cias com ouras
cria ças. Qualquer i diíduo co segue fazer um pouco da a álise que fez
Piage, basa obserar as cria ças que o rodeiam.

Numa perspecia di mica e abra ge e, o ser huma o erá que ser
e carado como um sisema abero, em que odos os aspecos i eragem: o
meio aural e a família, os amigos, o grupo de izi ha ça, a escola, a
comu idade.
Exisem co exos que i flue ciam aciame e os percursos da ossa
ida: a muda ça de erra/casa, doe ça, more, diórcio«
Uma quesão que se pode lea ar é o problema da exisê cia ou ão
de à

 
, iso é, de eapas limiadas de empo dura e as quais o
orga ismo é se síel à esimulação do meio.
Com ese rabalho co cluí que, exisem ários íeis de
dese olime o separados por esádios e diididos em idades. A cada esádio
correspo de um íel de dese olime o das cria ças. Eses esádios são
co sa es de geração em geração.

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Bibliografia
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A exos

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