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Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Índice

Versão : 3

1. Responsáveis pelo formulário

 

1.1

- Declaração e Identificação dos responsáveis

1

2. Auditores independentes

 
 

2.1/2.2 - Identificação e remuneração dos Auditores

2

3. Informações financ. selecionadas

 
 

3.1 - Informações Financeiras

4

3.2 - Medições não contábeis

5

3.3 - Eventos subsequentes às últimas demonstrações financeiras

6

3.4 - Política de destinação dos resultados

7

3.5 - Distribuição de dividendos e retenção de lucro líquido

8

3.6 - Declaração de dividendos à conta de lucros retidos ou reservas

9

3.7 - Nível de endividamento

10

3.8 - Obrigações de acordo com a natureza e prazo de vencimento

11

4. Fatores de risco

 
 

4.1 - Descrição dos fatores de risco

12

4.2 - Comentários sobre expectativas de alterações na exposição aos fatores de risco

15

4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes

19

4.4 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos cujas partes contrárias sejam administradores,

25

ex-administradores, controladores, ex-controladores ou investidores

4.5 - Processos sigilosos relevantes

26

4.6 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, não sigilosos e relevantes em

27

 

conjunto

 

4.7 - Outras contingências relevantes

28

4.8 - Regras do país de origem e do país em que os valores mobiliários estão custodiados

29

5. Risco de mercado

 
 

5.1 - Descrição dos principais riscos de mercado

30

5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado

31

5.3 - Alterações significativas nos principais riscos de mercado

32

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Índice

Versão : 3

 

5.4

- Outras informações relevantes

33

6. Histórico do emissor

 
 

6.1

/ 6.2 / 6.4 - Constituição do emissor, prazo de duração e data de registro na CVM

34

6.3

- Breve histórico

35

6.5

- Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas

36

6.6

- Informações de pedido de falência fundado em valor relevante ou de recuperação judicial ou extrajudicial

38

6.7

- Outras informações relevantes

39

7. Atividades do emissor

 
 

7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas

40

7.2 - Informações sobre segmentos operacionais

43

7.3 - Informações sobre produtos e serviços relativos aos segmentos operacionais

46

7.4 - Clientes responsáveis por mais de 10% da receita líquida total

56

7.5 - Efeitos relevantes da regulação estatal nas atividades

57

7.6 - Receitas relevantes provenientes do exterior

58

7.7 - Efeitos da regulação estrangeira nas atividades

59

7.8 - Relações de longo prazo relevantes

60

8. Grupo econômico

 
 

8.1

- Descrição do Grupo Econômico

66

8.3

- Operações de reestruturação

68

9. Ativos relevantes

 
 

9.1

- Bens do ativo não-circulante relevantes - outros

69

9.1

- Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.a - Ativos imobilizados

71

9.1

- Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.b - Patentes, marcas, licenças, concessões, franquias e

72

contratos de transferência de tecnologia

9.1

- Bens do ativo não-circulante relevantes / 9.1.c - Participações em sociedades

73

10. Comentários dos diretores

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

Índice

 

10.1 - Condições financeiras e patrimoniais gerais

76

10.2 - Resultado operacional e financeiro

80

10.3 - Eventos com efeitos relevantes, ocorridos e esperados, nas demonstrações financeiras

91

10.4 - Mudanças significativas nas práticas contábeis - Ressalvas e ênfases no parecer do auditor

92

10.5 - Políticas contábeis críticas

100

10.6 - Controles internos relativos à elaboração das demonstrações financeiras - Grau de eficiência e deficiência

105

e recomendações presentes no relatório do auditor

10.7 - Destinação de recursos de ofertas públicas de distribuição e eventuais desvios

106

10.8 - Itens relevantes não evidenciados nas demonstrações financeiras

107

10.9 - Comentários sobre itens não evidenciados nas demonstrações financeiras

108

10.10

- Plano de negócios

109

11. Projeções

 
 

11.1 - Projeções divulgadas e premissas

110

11.2 - Acompanhamento e alterações das projeções divulgadas

111

12. Assembléia e administração

 
 

12.1

- Descrição da estrutura administrativa

112

12.2

- Regras, políticas e práticas relativas às assembleias gerais

115

12.3

- Datas e jornais de publicação das informações exigidas pela Lei nº6.404/76

117

12.4

- Regras, políticas e práticas relativas ao Conselho de Administração

118

12.5

- Descrição da cláusula compromissória para resolução de conflitos por meio de arbitragem

119

12.6

/ 8 - Composição e experiência profissional da administração e do conselho fiscal

120

12.7

- Composição dos comitês estatutários e dos comitês de auditoria, financeiro e de remuneração

124

12.9

- Existência de relação conjugal, união estável ou parentesco até o 2º grau relacionadas a administradores

125

do emissor, controladas e controladores

12.10

- Relações de subordinação, prestação de serviço ou controle entre administradores e controladas,

126

controladores e outros

12.11

- Acordos, inclusive apólices de seguros, para pagamento ou reembolso de despesas suportadas pelos

135

 

administradores

13. Remuneração dos administradores

 
 

13.1

- Descrição da política ou prática de remuneração, inclusive da diretoria não estatutária

136

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

Índice

 

13.2 - Remuneração total do conselho de administração, diretoria estatutária e conselho fiscal

137

13.3 - Remuneração variável do conselho de administração, diretoria estatutária e conselho fiscal

139

13.4 - Plano de remuneração baseado em ações do conselho de administração e diretoria estatutária

140

13.5 - Participações em ações, cotas e outros valores mobiliários conversíveis, detidas por administradores e

141

conselheiros fiscais - por órgão

13.6 - Remuneração baseada em ações do conselho de administração e da diretoria estatutária

142

13.7 - Informações sobre as opções em aberto detidas pelo conselho de administração e pela diretoria estatutária

143

13.8 - Opções exercidas e ações entregues relativas à remuneração baseada em ações do conselho de

144

administração e da diretoria estatutária

13.9

- Informações necessárias para a compreensão dos dados divulgados nos itens 13.6 a 13.8 - Método de

145

precificação do valor das ações e das opções

13.10

- Informações sobre planos de previdência conferidos aos membros do conselho de administração e aos

146

diretores estatutários

13.11

- Remuneração individual máxima, mínima e média do conselho de administração, da diretoria estatutária e

148

 

do conselho fiscal

 

13.12

- Mecanismos de remuneração ou indenização para os administradores em caso de destituição do cargo ou

149

 

de aposentadoria

 

13.13

- Percentual na remuneração total detido por administradores e membros do conselho fiscal que sejam

150

partes relacionadas aos controladores

13.14

- Remuneração de administradores e membros do conselho fiscal, agrupados por órgão, recebida por

151

qualquer razão que não a função que ocupam

13.15

- Remuneração de administradores e membros do conselho fiscal reconhecida no resultado de

152

controladores, diretos ou indiretos, de sociedades sob controle comum e de controladas do emissor

13.16

- Outras informações relevantes

155

14. Recursos humanos

 
 

14.1 - Descrição dos recursos humanos

158

14.2 - Alterações relevantes - Recursos humanos

159

14.3 - Descrição da política de remuneração dos empregados

160

14.4 - Descrição das relações entre o emissor e sindicatos

162

15. Controle

15.1

/ 15.2 - Posição acionária

163

 

15.3

- Distribuição de capital

196

15.5

- Acordo de acionistas arquivado na sede do emissor ou do qual o controlador seja parte

197

15.6

- Alterações relevantes nas participações dos membros do grupo de controle e administradores do emissor

204

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

Índice

 

15.7

- Outras informações relevantes

205

16. Transações partes relacionadas

 
 

16.1

- Descrição das regras, políticas e práticas do emissor quanto à realização de transações com partes

207

 

relacionadas

 

16.2 - Informações sobre as transações com partes relacionadas

208

16.3 - Identificação das medidas tomadas para tratar de conflitos de interesses e demonstração do caráter

215

estritamente comutativo das condições pactuadas ou do pagamento compensatório adequado

17. Capital social

 
 

17.1

- Informações sobre o capital social

216

17.2

- Aumentos do capital social

217

17.4

- Informações sobre reduções do capital social

218

18. Valores mobiliários

 
 

18.1 - Direitos das ações

219

18.2 - Descrição de eventuais regras estatutárias que limitem o direito de voto de acionistas significativos ou que

220

os obriguem a realizar oferta pública

18.3

- Descrição de exceções e cláusulas suspensivas relativas a direitos patrimoniais ou políticos previstos no

221

estatuto

18.4 - Volume de negociações e maiores e menores cotações dos valores mobiliários negociados

222

18.5 - Descrição dos outros valores mobiliários emitidos

223

18.6 - Mercados brasileiros em que valores mobiliários são admitidos à negociação

224

18.7 - Informação sobre classe e espécie de valor mobiliário admitida à negociação em mercados estrangeiros

225

18.8 - Ofertas públicas de distribuição efetuadas pelo emissor ou por terceiros, incluindo controladores e

226

sociedades coligadas e controladas, relativas a valores mobiliários do emissor

18.9

- Descrição das ofertas públicas de aquisição feitas pelo emissor relativas a ações de emissão de terceiros

229

19. Planos de recompra/tesouraria

 
 

19.1 - Informações sobre planos de recompra de ações do emissor

230

19.2 - Movimentação dos valores mobiliários mantidos em tesouraria

231

19.3 - Informações sobre valores mobiliários mantidos em tesouraria na data de encerramento do último exercício

232

social

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Índice

Versão : 3

20. Política de negociação

 

20.1 - Informações sobre a política de negociação de valores mobiliários

233

20.2 - Outras informações relevantes

234

21. Política de divulgação

 
 

21.1 - Descrição das normas, regimentos ou procedimentos internos relativos à divulgação de informações

247

21.2 - Descrição da política de divulgação de ato ou fato relevante e dos procedimentos relativos à manutenção

249

de sigilo sobre informações relevantes não divulgadas

21.3

- Administradores responsáveis pela implementação, manutenção, avaliação e fiscalização da política de

251

divulgação de informações

22. Negócios extraordinários

 
 

22.1

- Aquisição ou alienação de qualquer ativo relevante que não se enquadre como operação normal nos

252

negócios do emissor

22.2 - Alterações significativas na forma de condução dos negócios do emissor

253

22.3 - Contratos relevantes celebrados pelo emissor e suas controladas não diretamente relacionados com suas

254

atividades operacionais

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

1.1 - Declaração e Identificação dos responsáveis

Nome do responsável pelo conteúdo do formulário

Cargo do responsável

Nome do responsável pelo conteúdo do formulário

Cargo do responsável

Alexandre Peev

Diretor de Relações com Investidores

Jayme Brasil Garfinkel

Diretor Presidente

Os diretores acima qualificados, declaram que:

a.

reviram o formulário de referência

b.

todas as informações contidas no formulário atendem ao disposto na Instrução CVM nº 480, em especial aos arts. 14 a

19

c.

o conjunto de informações nele contido é um retrato verdadeiro, preciso e completo da situação econômico-financeira do

emissor e dos riscos inerentes às suas atividades e dos valores mobiliários por ele emitidos

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

2.1/2.2 - Identificação e remuneração dos Auditores

Versão : 3

Possui auditor?

SIM

Código CVM

287-9

Tipo auditor

Nacional

Nome/Razão social

PricewaterhouseCoopers Auditores Independentes

CPF/CNPJ

61.562.112/0001-20

Período de prestação de serviço

01/01/2007

Descrição do serviço contratado

(a) Auditoria do balanço patrimonial da Porto Seguro S.A. em 31 de dezembro de 2010 e da Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais e empresas controladas em 30 de junho e 31 de dezembro de 2010 e as correspondentes demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e do valor adicionado do exercício a findar-se nessa data, bem como o balanço patrimonial da Porto Seguro S.A. e empresas controladas, as demonstrações consolidadas do resultado, dos fluxos de caixa e do valor adicionado, preparados de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e de acordo com as Normas Internacionais - IFRS.

(b)

Auditoria dos balanços patrimoniais em 30 de junho e 31 de dezembro de 2010 em conformidade com as práticas

contábeis adotadas no Brasil, das seguintes seguradoras e entidades: (i) Em 30 de junho e 31 de dezembro de 2010

. Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais (em 30 de junho demonstração financeira individual e em 31 de dezembro demonstrações financeiras individuais e consolidadas).

.

Azul Companhia de Seguros Gerais.

.

Porto Seguro Vida e Previdência S.A.

.

Portoseg S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento.

.

Portopar - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda.

.

Porto Seguro Administradora de Consórcios Ltda.

.

Itaú Unibanco Auto e Residência S.A.

(ii)

Em 31 de dezembro de 2010

.

Porto Seguro S.A.

.

Porto Seguro - Seguro Saúde S.A.

.

Portoprev - Porto Seguro Previdência Complementar

.

Associação Crescer Sempre

.

Porto Seguro Proteção e Monitoramento Ltda.

(c)

Revisão limitada das Informações Trimestrais - ITR, conforme requerido pela Comissão de Valores Mobiliários - CVM,

referentes ao exercício de 2010 (trimestres findos em 31 de março, 30 de junho e 30 de setembro), elaboradas de acordo com as normas específicas estabelecidas pela CVM e pelo IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, para a Porto Seguro S.A. (individual e consolidado).

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

Descrição do serviço contratado

(d) Revisão das Informações Financeiras Trimestrais - IFT, conforme requerido pelo BACEN, aplicáveis à Portoseg S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento e Portopar - Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. para os quatro trimestres de 2010. Nossos trabalhos serão realizados de acordo com as normas estabelecidas pelo BACEN e pelo IBRACON, especificamente aplicáveis à revisão especial das informações financeiras trimestrais.

(e)

Revisão dos questionários trimestrais de 2010, elaborados em atendimento à regulamentação específica da

Superintendência de Seguros Privados - SUSEP e da Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS, se aplicável, de acordo com as normas do IBRACON aplicáveis às seguradoras.

(f) Trabalhos de auditoria em atendimento às Circulares nos 280/04, nº 342/07, nº 344/07 da SUSEP para os semestres a findar em 30 de junho e/ou 31 de dezembro de 2010, de acordo com o Comunicado IBRACON específico sobre o atendimento

à

referida Circular SUSEP.

(g)

Trabalhos em atendimento ao requerido pelas Resoluções nos 3.477 e 3.489 do Conselho Monetário Nacional – CMN e

alterações posteriores, bem como Circulares nos 3.359 e 3.370 do Banco Central do Brasil – BACEN, relativo à área de Ouvidoria em 30 de junho e 31 de dezembro de 2010, de acordo com o Comunicado IBRACON sobre o atendimento às referidas Resoluções do CMN e Circulares do BACEN.

Em consonância aos aspectos de consolidação da Porto Seguro S.A. e por solicitação de seus administradores, efetuaremos

a revisão limitada em 30 de junho e 31 de dezembro.

Descrição dos serviços Valor (*)

Honorários relativos a serviços de auditoria 1.660

Outras Despesas

Valor Total 1.740

(*) Expresso em milhares de reais

Montante total da remuneração dos auditores independentes segregado por serviço

80

Justificativa da substituição

Razão apresentada pelo auditor em caso da discordância da justificativa do emissor

Nome responsável técnico

Período de prestação de serviço

CPF

Endereço

Carlos Eduardo Sá da Matta

22/09/2010

676.606.909-06

Edson Ariza

01/01/2009 a 31/12/2009

006.990.038-81

João Manuel dos Santos

01/01/2010 a 21/09/2010

661.242.557-15

Ricardo Baldin

01/01/2008 a 31/12/2008

163.678.040-72

Avenida Francisco Matarazzo, 1400, -, Água Branca, São Paulo, SP, Brasil, CEP 05001-903, Telefone (11) 36743787, Fax (11) 36743787, e-mail: carlos.matta@br.pwc.com

Avenida Francisco Matarazzo, 1400, -, Água Branca, São Paulo, SP, Brasil, CEP 05001-903, Telefone (11) 36743787, Fax (11) 36743787, e-mail: edson.ariza@br.pwc.com

Avenida Francisco Matarazzo, 1400, -, Água Branca, São Paulo, SP, Brasil, CEP 05001-903, Telefone (11) 36743787, Fax (11) 36743787, e-mail: joao.santos@br.pwc.com

Avenida Francisco Matarazzo, 1400, -, Água Branca, São Paulo, SP, Brasil, CEP 05001-903, Telefone (11) 36743787, Fax (11) 36743787, e-mail: ricardo.baldin@br.pwc.com

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3.1 - Informações Financeiras

(Reais)

Exercício social (31/12/2010)

Exercício social (31/12/2009)

Exercício social (31/12/2008)

Patrimônio Líquido

4.442.697.000,00

3.127.063.000,00

1.964.108.000,00

Ativo Total

14.797.703.000,00

11.522.502.000,00

7.767.322.000,00

Rec. Liq./Rec. Intermed. Fin./Prem. Seg. Ganhos

8.861.608.000,00

6.566.121.000,00

5.229.718.000,00

Resultado Bruto

905.851.000,00

513.876.000,00

467.143.000,00

Resultado Líquido

623.363.000,00

318.286.000,00

290.175.000,00

Número de Ações, Ex-Tesouraria (Unidades)

327.641.730

327.641.730

230.642.811

Valor Patrimonial de Ação (Reais Unidade)

13,560000

9,540000

8,520000

Resultado Líquido por Ação

1,900000

1,000000

1,260000

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

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3.2 - Medições não contábeis

A Companhia não possui medições não contábeis, como Lajida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ou Lajir (lucro antes de juros e impostos de renda).

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3.3 - Eventos subsequentes às últimas demonstrações financeiras

A Companhia concluiu a alienação da Integração Assessoria e Informática Ltda. ("Integração") em 03 de janeiro de 2011.

A Companhia informa que, por intermédio de sociedades controladas, tem em andamento projeto para a prestação de Serviço Móvel Pessoal por meio de Rede Virtual, a ser implementado em conjunto com a Chaicomm do Brasil Holding Ltda. (controladora da Datora Telecom). Para tanto, a Porto Seguro Serviços e a Chaicomm do Brasil Holding Ltda. se tornaram acionistas da Porto Telecomunicações, para que esta sociedade esteja apta a solicitar a qualificação de autorizada do serviço em questão perante a ANATEL. Ainda no âmbito desse projeto, a Porto Telecomunicações celebrou com a TIM Celular S.A. contrato de compartilhamento de infra-estrutura para fins de prestação de Serviço Móvel Pessoal por meio de Rede Virtual.

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3.4 - Política de destinação dos resultados

a. regras sobre retenção de lucros

Reserva Legal: É constituída mediante a apropriação de 5% do lucro líquido do exercício e tem por finalidade assegurar a integridade do capital social, em conformidade com o artigo 193 da

Lei nº 6404/76.

Reserva Estatutária: A Reserva para Manutenção de Participações Societárias tem como finalidade preservar a integridade do patrimônio social e a participação da companhia em suas controladas e coligadas, evitando a descapitalização resultante da distribuição de lucros não realizados. Serão destinados a essa Reserva, em cada exercício, os lucros líquidos não realizados que ultrapassarem o valor destinado à Reserva de Lucros a Realizar prevista no artigo 197 da Lei nº 6.404/76.

b. regras sobre distribuição de dividendos

De acordo com o estatuto social, são assegurados aos acionistas dividendos mínimos obrigatórios de 25%, calculados sobre o lucro líquido do exercício ajustado. O pagamento do dividendo obrigatório poderá ser limitado ao montante do lucro líquido que tiver sido realizado nos termos da Lei. O pagamento de Juros sobre o Capital Próprio - JCP é imputado ao dividendo mínimo obrigatório.

c. periodicidade das distribuições de dividendos

Conforme previsão do artigo 29 do Estatuto Social, a Companhia poderá levantar balanços intermediários, bem como declarar dividendos ou juros sobre o capital próprio à conta de lucros apurados nesses balanços ou de lucros acumulados ou de reservas de lucros existentes. Nos últimos 3 anos os dividendos foram aprovados com balanços apurados de 1º de janeiro a 30 de setembro e de 31 de outubro a 31 de dezembro, com distribuição (pagamento) no mês de abril do exercício seguinte.

d. eventuais restrições à distribuição de dividendos impostas por legislação ou regulamentação especial aplicável ao emissor, assim como contratos, decisões judiciais, administrativas ou arbitrais Não houve.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

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3.5 - Distribuição de dividendos e retenção de lucro líquido

(Reais)

Exercício social 31/12/2010

Lucro líquido ajustado

Dividendo distribuído em relação ao lucro líquido ajustado

Taxa de retorno em relação ao patrimônio líquido do emissor

Dividendo distribuído total

Lucro líquido retido

Data da aprovação da retenção

Exercício social 31/12/2009

593.870.000,00

313.647.000,00

25,330000

6,190000

14,030000

12,900000

150.450.000,00

98.473.000,00

443.420.000,00

215.174.000,00

14/12/2010

21/12/2009

215.174.000,00 14/12/2010 21/12/2009 Exercício social 31/12/2008 277.530.000,00 31,610000
215.174.000,00 14/12/2010 21/12/2009 Exercício social 31/12/2008 277.530.000,00 31,610000

Exercício social 31/12/2008

277.530.000,00

31,610000

15,360000

87.735.000,00

189.795.000,00

19/12/2008

Lucro líquido retido

Montante

Pagamento dividendo

Montante

Pagamento dividendo

Montante

Pagamento dividendo

Juros Sobre Capital Próprio

Juros Sobre Capital Próprio Ordinária Ordinária Ordinária 54.230.000,00 96.220.000,00 06/04/2011
Ordinária Ordinária Ordinária 54.230.000,00

Ordinária

Ordinária

Ordinária

54.230.000,00

96.220.000,00 06/04/2011

96.220.000,00

06/04/2011

Ordinária Ordinária Ordinária 54.230.000,00 96.220.000,00 06/04/2011 79.072.000,00 08/04/2010 06/04/2011

79.072.000,00

08/04/2010

06/04/2011

19.401.000,00

08/04/2010

87.735.000,00

07/04/2008

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

3.6 - Declaração de dividendos à conta de lucros retidos ou reservas

Não houve nos 3 últimos exercícios sociais, dividendos a conta de lucros retidos ou reservas constituídas em exercícios sociais anteriores

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

3.7 - Nível de endividamento

Exercício Social

Montante total da dívida, de qualquer natureza

Tipo de índice

Índice de

Descrição e motivo da utilização de outro índice

endividamento

31/12/2010

292.465.000,00

Índice de Endividamento

2,33079276

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

3.8 - Obrigações de acordo com a natureza e prazo de vencimento

Exercício social (31/12/2010)

Exercício social (31/12/2010) Tipo de dívida Inferior a um ano Um a três anos Três a

Tipo de dívida

Inferior a um ano

Um a três anos

Três a cinco anos

Superior a cinco anos

Total

Tipo de dívida Inferior a um ano Um a três anos Três a cinco anos Superior
Tipo de dívida Inferior a um ano Um a três anos Três a cinco anos Superior
Tipo de dívida Inferior a um ano Um a três anos Três a cinco anos Superior
Tipo de dívida Inferior a um ano Um a três anos Três a cinco anos Superior
Tipo de dívida Inferior a um ano Um a três anos Três a cinco anos Superior
Tipo de dívida Inferior a um ano Um a três anos Três a cinco anos Superior
Tipo de dívida Inferior a um ano Um a três anos Três a cinco anos Superior

Quirografárias

292.465.000,00

0,00

0,00

0,00

292.465.000,00

Total

292.465.000,00

0,00

0,00

0,00

292.465.000,00

Observação

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.1 - Descrição dos fatores de risco

Fatores de risco ao emissor

1.

Se os sinistros retidos excederem as provisões técnicas da Companhia, a situação financeira e os resultados operacionais poderão ser afetados de maneira adversa e relevante.

Os resultados operacionais e a situação financeira dependem da capacidade da Companhia avaliar com precisão as perdas potenciais associadas aos riscos de subscrição. Se os sinistros retidos excederem as expectativas da Companhia, pode haver um aumento relevante em suas provisões técnicas e redução em sua lucratividade, incluindo prejuízos operacionais.

2.

As

linhas de produto da Companhia são altamente concentradas no Estado de São Paulo e no ramo de

automóvel. Assim, uma crise econômica, a ocorrência de desastres naturais ou desastres causados pelo homem no Estado de São Paulo, podem causar efeito adverso e relevante sobre a situação financeira, resultados operacionais e perspectivas da Companhia, além do valor de mercado das ações ordinárias.

3.

O

desempenho dos investimentos poderá afetar os negócios, a situação financeira, os resultados

operacionais e as perspectivas da Companhia, além do valor de mercado das ações ordinárias. Tal como outras seguradoras, a Companhia depende da renda de sua carteira de investimentos para a obtenção de porção significativa de suas receitas e lucros. Os investimentos estão sujeitos aos riscos e flutuações de mercado, bem como aos riscos inerentes a determinados valores mobiliários. Por exemplo, investimentos em ações estão sujeitos a altos níveis de volatilidade, que, ocasionalmente, afetarão a capacidade da Companhia de obter níveis adequados de retornos sobre tais investimentos.

As taxas de juros são altamente sensíveis a muitos fatores, incluindo políticas monetárias governamentais, a conjuntura política e econômica nacional e internacional, bem como a outros fatores que estão fora do controle da Companhia.

Fatores de Risco ao controlador direto ou indireto ou grupo de controle e aos seus acionistas

1.

Riscos relativos às ações ordinárias de emissão da Companhia com a venda de número substancial de

ações poderá afetar negativamente o valor destas, sendo que a emissão de novas ações diluirá todas

as

outras participações.

2.

A Companhia poderá não pagar dividendos aos acionistas titulares de ações da Companhia.

3.

A

relativa volatilidade e a falta de liquidez do mercado brasileiro e de valores mobiliários poderão limitar

substancialmente a capacidade dos investidores, titulares das ações ordinárias de emissão da Companhia, de vendê-las pelo preço e na ocasião que desejarem.

O

investimento em valores mobiliários negociados em mercados emergentes, tal como o Brasil,

envolve, com frequência, maior risco em comparação a outros mercados mundiais, sendo tais investimentos considerados, em geral, de natureza mais especulativa.

O

mercado brasileiro de valores mobiliários é substancialmente menor e menos líquido, podendo ser

mais volátil do que os principais mercados de valores mobiliários mundiais.

4.

Disposições do Estatuto Social com proteção contra tentativas de aquisição de lote substancial das ações em circulação no mercado podem dificultar ou atrasar operações do interesse dos investidores.

A Companhia continuará sendo controlada pelos Acionistas Controladores, cujos interesses poderão

diferir daqueles de outros acionistas.

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Versão : 3

4.1 - Descrição dos fatores de risco

Fatores de Risco às Controladas ou coligadas

1. É possível que a Companhia seja responsabilizada por passivos da Azul Seguros, Porto Seguro, ISa+r, Porto Seguro Saúde e Porto Seguro Vida, caso a SUSEP ou a ANS assumam a administração, intervenha ou liquide quaisquer dessas companhias.

2. É possível que a Companhia seja responsabilizada por passivos das controladas financeiras (Portoseg, Portopar e Porto Consórcio), caso o Banco Central assuma a administração, intervenha ou liquide as controladas financeiras.

Fatores de Risco aos seus fornecedores

1. Os fornecedores/prestadores de serviços podem gerar demandas trabalhistas, que poderão afetar os resultados da Companhia e consequentemente o valor das ações ordinárias.

Fatores de Risco aos seus clientes

1. Incerteza

relacionada

à

probabilidade

compromissos financeiros.

dos

clientes

não

honrarem,

total

ou

parcialmente,

seus

Fatores de Risco aos setores da economia nos quais o emissor atue

1. O mercado brasileiro de seguros é altamente competitivo, sendo que a Companhia compete, principalmente, com base na experiência, na força de seus relacionamentos com clientes e corretores, reputação, prêmios cobrados, produtos oferecidos, rapidez no pagamento de sinistros, capacidade financeira em geral e alcance dos negócios (tanto em relação ao tamanho quanto à localização geográfica).

Desde a abertura do mercado brasileiro em junho de 1996, algumas seguradoras estrangeiras têm formado joint ventures ou adquirido seguradoras brasileiras. A Companhia acredita que enfrentará concorrência cada vez maior dos concorrentes atuais e de novos participantes no mercado. Desta forma, a Companhia não tem como garantir a capacidade de aumentar ou manter sua participação de mercado nas linhas de produto nas quais concorre. Além disso, a maior concorrência poderá fazer com que a demanda por produtos da Companhia caia ou que as despesas com aquisição e retenção de clientes aumentem, o que poderá ter efeito adverso relevante sobre o crescimento e a lucratividade.

Fatores de Risco à regulação dos setores em que o emissor atue

1. O sistema regulatório sob o qual a Companhia trabalha e potenciais mudanças neste, podem causar efeito adverso relevante sobre os negócios, a situação financeira, os resultados operacionais e as perspectivas da Companhia, bem como sobre o valor de mercado das ações ordinárias. Os negócios da Companhia com seguros, seguro saúde, fundo de pensão e produtos financeiros estão sujeitos a ampla e rígida regulamentação e supervisão, respectivamente, da SUSEP, ANS, PREVIC, BACEN e CVM.

2. Mudanças nas leis e regulamentos aos quais estão sujeitas as subsidiárias da Companhia, podem causar efeito adverso relevante sobre os negócios da Companhia. No passado, o Governo Federal impôs controle de preços sobre vários produtos oferecidos pelas Seguradoras, para controlar o impacto dos aumentos das alíquotas de prêmio sobre a inflação no Brasil.

Não há garantias de que o Governo Federal não mudará as leis ou os regulamentos que impedirão aumentos nos preços dos produtos da Companhia ou, de outro modo, afetarão negativamente os negócios, a situação financeira, os resultados operacionais e as perspectivas da Companhia, além do valor de mercado das ações ordinárias.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.1 - Descrição dos fatores de risco

Fatores de Risco aos países estrangeiros onde o emissor atue

1. O sistema regulatório sob o qual a Companhia trabalha e potenciais mudanças nesse sistema podem causar efeito adverso relevante sobre os negócios, a situação financeira, os resultados operacionais e as perspectivas da Companhia, bem como sobre o valor de mercado das ações ordinárias.

Mudanças nas leis e regulamentos aos quais estão sujeitas as subsidiárias da Companhia, podem causar efeito adverso relevante sobre os negócios da Companhia. A Corporação possui uma Seguradora atuante no Uruguai denominada “Porto Seguro - Seguros del Uruguay S.A.”. O mercado segurador no Uruguai é regulado pelo Banco Central do Uruguai.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.2 - Comentários sobre expectativas de alterações na exposição aos fatores de risco

Fatores de mitigação/aumento dos riscos ao emissor

1.

A

Companhia constitui provisão de sinistros a liquidar – PSL, a qual é formada com base na estimativa

dos valores a indenizar, sendo efetuada por ocasião do recebimento do aviso de sinistro. Também é

constituída uma provisão chamada IBNR, com o objetivo de estimar os valores dos Sinistros Ocorridos

Não Avisados. Essa provisão é calculada com base em metodologia prevista em Nota Técnica Atuarial, para os seguros de vida e ramos elementares.

e

Para o Seguro Saúde, a PSL é constituída com base nas indenizações a pagar apuradas por ocasião do recebimento do aviso do sinistro, quer por apresentação da conta médica, quer pelo aviso do prestador do atendimento ao segurado.

Determinar o nível adequado de provisão é um processo inerentemente incerto. Consequentemente, os avisos de sinistros e os sinistros retidos provavelmente diferirão, talvez substancialmente, das provisões constantes das demonstrações contábeis consolidadas da Companhia. Os prejuízos efetivos poderão ser maiores que os montantes provisionados pela Companhia por várias razões, incluindo despesas mais elevadas para liquidação de sinistros do que as despesas inicialmente estimadas. Nenhuma garantia pode ser dada de que as provisões refletirão precisamente os sinistros efetivamente pagos.

Qualquer deficiência relevante nas estimativas de provisão, em comparação com os prejuízos efetivos, poderá reduzir os lucros, e isso pode ter efeito adverso relevante sobre a situação financeira e os resultados operacionais da Companhia.

2.

Caso ocorra uma crise econômica, um desastre natural ou um desastre ocasionado pelo homem no Estado de São Paulo, pode haver consequências adversas e relevantes sobre os negócios, a situação financeira e os resultados operacionais da Companhia, além do valor de mercado das ações ordinárias, visto que a demanda por cobertura de seguros normalmente diminui com a queda do poder aquisitivo da população. Como exemplo, nos últimos dez anos o estado tem sofrido com graves enchentes.

3.

A

política de investimentos da Companhia e de suas controladas obedece a critérios de avaliação

interna relacionados a cada segmento de negócio e perfil de assunção à riscos. Nesse cômputo, a alocação de recursos é realizada em conformidade com a legislação para o mercado de seguros, previdência, consórcios e crédito. Nesse processo destacam-se a composição das reservas técnicas para o ramo de seguros e previdência e também a política de acompanhamento de ativos e passivos no tempo, o Asset Liability Management - ALM. Para a efetiva alocação de recursos, a Companhia dispõe de mecanismo de avaliação e acompanhamento do desempenho das operações, com limites estabelecidos e amparados em informações qualitativas e quantitativas.

Os principais riscos decorrentes das operações da Companhia e de suas controladas estão relacionados ao risco de juros, de crédito e de liquidez. A administração desses riscos envolve diferentes controles e contempla uma série de políticas e estratégias consideradas adequadas pela sua administração. Os ativos mantidos em carteira ou nos fundos de investimento são avaliados a valor de mercado, utilizando-se preços e índices divulgados pela Anbima, pela BM&F Bovespa, pela Cetip e pelo Bacen.

Fatores de mitigação/aumento dos riscos ao controlador direto ou indireto ou grupo de controle e aos seus acionistas

1.

A possível venda de número substancial de ações ordinárias de emissão da Companhia na BM&F

Bovespa, ou a percepção de que tal venda possa ocorrer, poderá afetar de maneira adversa o valor de mercado das ações ordinárias de emissão da Companhia. Os Acionistas Controladores, que, em conjunto, são titulares de 69,8% das ações de emissão da Companhia não estão sujeitos a restrições contratuais ou de outra natureza nas vendas futuras das ações ordinárias, com exceção do período de restrição de venda, pela Companhia, pelos Administradores e pelos Acionistas Controladores, de ações ordinárias de emissão da Companhia.

O Estatuto Social permite que a Companhia emita até aproximadamente 54 milhões de novas ações

ordinárias, sem a necessidade de qualquer autorização adicional por parte dos acionistas. Os Acionistas Controladores também podem decidir autorizar emissões adicionais de ações ordinárias.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.2 - Comentários sobre expectativas de alterações na exposição aos fatores de risco

Assim, a Companhia terá capacidade de emitir montantes substanciais de ações ordinárias no futuro, o que diluirá a porcentagem de participação dos investidores das ações ordinárias de emissão da Companhia.

2.

De acordo com Estatuto Social, a Companhia deve pagar aos acionistas 25% de seu lucro líquido anual ajustado sob a forma de dividendo obrigatório. O lucro líquido pode ser capitalizado, utilizado para compensar prejuízo ou então retido, conforme previsto na Lei n.º 6.404/76, podendo não ser disponibilizado para pagamento de dividendos. A Companhia pode não pagar dividendos aos seus acionistas em qualquer exercício social, se o Conselho de Administração decidir que tal pagamento seria desaconselhável diante de sua situação financeira.

3.

O

Estatuto Social contém disposições que dificultam tentativas de aquisição de lote substancial das

ações em circulação no mercado, visando dificultar a concentração destas em grupos pequenos de investidores, de modo a promover base acionária dispersa.

Qualquer acionista que atingir direta ou indiretamente participação igual ou superior a 10% do capital total da Companhia e desejar realizar nova aquisição de ações, estará obrigado a (i) realizar cada nova aquisição na BM&F Bovespa, vedadas negociações privadas ou em mercado de balcão; e (ii) previamente, a cada nova aquisição, comunicar por escrito ao diretor de relações com investidores da Companhia e ao diretor de pregão da BM&F Bovespa a quantidade de ações em circulação que pretende adquirir, com antecedência mínima de três dias úteis da data prevista para a nova aquisição de ações. Essas providências devem ser tomadas de tal modo que o diretor de pregão da BM&F Bovespa possa previamente convocar leilão de compra a ser realizado em pregão, com participação de terceiros interferentes e, eventualmente, da própria Companhia.

4.

Os Acionistas Controladores permanecerão titulares de ações representativas de 69,8% do capital

social com direito a voto, as quais lhe garantem, independentemente do consentimento dos outros

acionistas:

• eleger a maioria dos membros do Conselho de Administração e destituir conselheiros;

• controlar a administração e as políticas da Companhia;

• determinar o resultado da maioria das operações corporativas ou outros assuntos submetidos à aprovação dos acionistas, incluindo incorporações, fusões, a venda de todos ou substancialmente todos os ativos da Companhia, bem como a retirada de registro das ações da Companhia do Novo Mercado; e,

• fazer prevalecer seus próprios interesses como Acionistas Controladores, os quais podem não coincidir com os interesses dos demais acionistas.

Fatores de mitigação/aumento dos riscos controladas ou coligadas

1. legislação brasileira autoriza a SUSEP a intervir ou liquidar sociedades seguradoras, de capitalização

A

e

de previdência privada aberta, em caso de práticas de atos nocivos à política de seguros, não

constituição de provisões ou fundos exigidos pela regulamentação, dívidas perante o IRB e insolvência.

A legislação brasileira prevê, ainda, que em quaisquer desses casos os administradores e acionistas

controladores serão solidariamente responsáveis pelos passivos a descoberto da seguradora, ficando

seus bens indisponíveis até a apuração e liquidação final de responsabilidades.

2. Quanto às controladas financeiras, a legislação brasileira autoriza o Banco Central a assumir a administração, intervir ou liquidar instituições financeiras em casos de insolvência, administração temerária e não cumprimento das leis e regulamentos bancários brasileiros. A legislação brasileira prevê, ainda, que em quaisquer desses casos os administradores e acionistas controladores serão solidariamente responsáveis pelos passivos a descoberto da instituição financeira até a apuração e liquidação final de responsabilidades.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.2 - Comentários sobre expectativas de alterações na exposição aos fatores de risco

Fatores de mitigação/aumento dos riscos aos seus fornecedores

1. As demandas trabalhistas são acompanhadas pelo Departamento Jurídico, sendo efetuada provisão contábil considerando:

a) a opinião dos assessores jurídicos;

b) a causa das ações;

c) a similaridade com processos anteriores;

d) a complexidade da causa e o posicionamento do Judiciário, sempre que a perda puder ocasionar uma saída de recursos para a liquidação das obrigações e quando os montantes envolvidos forem mensuráveis com segurança suficiente.

Fatores de mitigação/aumento dos riscos aos seus clientes

1. São constituídas provisões para riscos de créditos em montantes considerados suficientes às eventuais perdas na realização de créditos a receber, conforme segue:

i. As controladas que operam no segmento de seguros constituem provisão para os prêmios a receber vencidos há mais de 60 dias, com base no histórico de perdas e nos riscos de inadimplência de cada ramo de seguros em que operam;

ii. para a controlada Portoseg, a provisão é constituída com base nos percentuais mínimos de provisionamento, requeridos pela Resolução n.º 2.682/99 do BACEN.

Fatores de mitigação/aumento dos riscos aos setores da economia nos quais o emissor atue

1. Em 30 de novembro de 2009, houve o aumento de capital da Companhia em decorrência da incorporação da ISAR Holding Ltda., celebrado em 10 de novembro de 2009. Esta Associação possibilitará a unificação das operações de seguros residenciais e de automóveis da Itaú Seguros e da PSSA, bem como a ampliação da rede de distribuição dos referidos seguros e da capacidade de comercialização desses produtos, trazendo ganhos de escala e eficiência para ambas as partes envolvidas.

Fatores de mitigação/aumento dos riscos em relação a regulação dos setores em que o emissor atue

1. A estrutura de gerenciamento de riscos está ligada hierarquicamente à Diretoria Jurídica da Corporação, sendo que a área de Controles é responsável pela avaliação de riscos e por garantir a eficiência do sistema de controles internos, estabelecendo objetivos e mecanismos que possam assegurar a conformidade com as Políticas Institucionais, Normas Internas e legislação aplicável.

Os Gestores tem a responsabilidade de gerir o sistema de controles internos da(s) unidade(s) de negócio sob sua responsabilidade, garantindo a conformidade com as Políticas Institucionais, Normas Internas e legislação aplicável. Os Agentes de Controles Internos auxiliam os Gestores no acompanhamento dos assuntos que envolvem o sistema de controles internos da(s) unidade(s) de negócio em que atuam, informando tempestivamente à Área de Controles Internos sobre a necessidade de apoio na solução de deficiências e/ou inconformidades identificadas.

Além do descrito acima, existe um Comitê de Auditoria da Porto Seguro S.A., órgão estatutário composto por membros independentes, o qual compete, principalmente, avaliar, acompanhar e recomendar, de forma independente:

i.

o pleno atendimento aos dispositivos legais e normativos aplicáveis à Porto Seguro S.A. e às suas controladas, considerando as particularidades afetas a cada empresa, além de regulamentos e políticas internas;

ii.

os sistemas de controles internos da Porto Seguro S.A. e de suas controladas;

iii.

as demonstrações contábeis da Porto Seguro S.A. e de suas controladas;

iv.

os trabalhos desenvolvidos pelas auditorias interna e externa; e,

v.

a correção ou aprimoramento de políticas, práticas e procedimentos identificados no âmbito de sua atuação.

vi.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.2 - Comentários sobre expectativas de alterações na exposição aos fatores de risco

Fatores de mitigação/aumento dos riscos em relação aos países estrangeiros onde o emissor atue

1. Os Gestores tem a responsabilidade de gerir o sistema de controles internos da(s) unidade(s) de negócio sob sua responsabilidade, garantindo a conformidade com as Políticas Institucionais, Normas Internas e legislação aplicável. Os Agentes de Controles Internos auxiliam os Gestores no acompanhamento dos assuntos que envolvem o sistema de controles internos da(s) unidade(s) de negócio em que atuam, informando tempestivamente à Área de Controles Internos sobre a necessidade de apoio na solução de deficiências e/ou inconformidades identificadas.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes

PORTO SEGURO S/A

Processo nº 29985-91.2001.4.03.6100 (PIS e COFINS sobre JCP)

a.

juízo

19ª Vara da Justiça Federal em São Paulo

b.

instância atual

2ª instância

c.

data de instauração

17/12/2004

d.

partes no processo

Ativa: Porto Seguro S/A Passiva: Delegacia Especial das Instituições Financeiras

valores, bens ou direitos envolvidos

e.

R$ 59.269.312,00 (depósito judicial). Valor envolvido é o mesmo da provisão e do depósito.

f.

principais fatos:

A Companhia propôs ação visando discutir a legalidade e a constitucionalidade do parágrafo único do artigo 1º do Decreto nº. 5.164/04, que dispõe sobre a incidência de PIS e COFINS sobre os valores recebidos a título de juros sobre o capital próprio. Foi proferida sentença improcedente, contra a qual a Companhia interpôs Recurso de Apelação, que se encontra pendente de julgamento. Os débitos relativos a esta discussão estão com exigibilidade suspensa em virtude de depósito judicial e também há recolhimento.

g.

chance de perda:

Possível

h.

análise do impacto em

Pagamento do valor provisionado, utilizando o valor depositado como parte do pagamento.

caso de perda do processo:

i. valor provisionado:

R$ 59.269.312,00

PORTO SEGURO CIA DE SEGUROS GERAIS

Processo nº 9986-26.1994.4.03.6100 (COFINS)

a.

juízo

02ª Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo

b.

instância atual

STJ e STF

c.

data de instauração

09/03/1999

d.

partes no processo

Ativa: Porto Cia de Seguros Gerais e Porto Seguro Vida e Previdência S/A – Passiva: Delegacia Especial das Instituições Financeiras

e. valores, bens ou direitos envolvidos

Não há garantias neste processo. O valor envolvido é o mesmo da provisão.

f.

principais fatos:

Com o advento da Lei nº. 9.718/98, as companhias de seguros e de previdência complementar, dentre outras, ficaram sujeitas ao recolhimento da COFINS, incidente sobre suas receitas à alíquota de 3%, a partir de fevereiro de 1999, e de 4% depois da promulgação da Lei nº. 10.684/03. A controlada questiona judicialmente essa tributação, bem como a base de cálculo fixada pela Lei nº. 9.718/98, que conceituou faturamento como equivalente à receita bruta. Em 28 de junho de 2006, na ação movida pela Controlada houve o trânsito em julgado da decisão do STF que afastou a incidência da COFINS sobre outras receitas que não aquelas provenientes de prestação de serviços e vendas de mercadorias. Dessa forma, foi efetuada em outubro de 2006, a reversão da parcela das provisões contábeis relacionadas à incidência da COFINS sobre receitas financeiras. Tendo em vista os recursos interpostos pela União, os quais ainda estão pendentes de julgamento, a Controlada mantêm o saldo da provisão

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes

h. do caso de perda do processo: impacto em Pagamento do valor provisionado i. valor

h. do

caso de perda do processo:

impacto

em

Pagamento do valor provisionado

i. valor provisionado:

R$ 961.641.888,59

g. chance de perda:

análise

contábil sobre as receitas de prêmio de seguros.

Remota

Processo nº 57588.81.1997.4.03.6100 (PIS Lei 9.718/98)

a.

juízo

15ª Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo

 

b.

instância atual

 

2ª instância

 

c.

data de instauração

 

12/04/2000

 

d.

partes no processo

 

Ativa: Porto Cia de Seguros Gerais e Porto Seguro Vida e Previdência S/A Passiva: Delegacia Especial das Instituições Financeiras

 

valores, bens ou direitos envolvidos

e.

R$

158.796.549,58

(depósito

judicial).

Valor

envolvido

igual

ao

valor

provisionado.

 

f.

principais fatos:

 

A

Controlada discute a exigibilidade da contribuição ao PIS, instituída nos termos

 

da Lei nº 9.718/98, a qual alterou a base de cálculo e a alíquota da contribuição que passou a incidir sobre a receita bruta operacional. Sentença parcialmente procedente. Atualmente, aguarda-se julgamentos dos

Recursos de Apelação interpostos pela Controlada. Com a edição da Lei nº 11.941 em 27/05/2009, foi revogado expressamente o §1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 que tratava do alargamento da base de cálculo das contribuições para PIS e COFINS. Assim, a partir do mês de maio de 2009, a Controlada deixou de provisionar os valores relativos ao PIS incidente sobre as demais receitas.

g.

chance de perda:

 

Possível

 

h.

análise

do

impacto

em

Pagamento do valor provisionado, utilizando o valor depositado como parte do pagamento.

caso de perda do processo:

i.

valor provisionado:

 

R$ 174.645.477,21

 

Processo nº 57055-25.1997.4.03.6100 ( Dedutibilidade da CSL no cálculo do IRPJ)

a.

juízo

03ª Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo

b.

instância atual

 

STF

c.

data de instauração

 

09/12/1997

d.

partes no processo

 

Ativa: Porto Cia de Seguros Gerais e Porto Seguro Vida e Previdência S/A – Passiva: Delegacia Especial das Instituições Financeiras

valores, bens ou direitos envolvidos

e.

Não há garantias neste processo. O valor envolvido é o mesmo da provisão.

f.

principais fatos:

 

A

Controlada questiona a legalidade e a constitucionalidade da Lei nº 9.316/96,

 

que proibiu a dedução da despesa da CSLL para a formação da base de cálculo do IRPJ. A Controlada obteve sentença procedente e acórdão improcedente. Atualmente aguarda-se a remessa dos autos para o STF. O débito discutido nessa ação está suspenso por liminar em Medida Cautelar que será válida até o

julgamento final do Recurso Extraordinário.

g.

chance de perda:

   

Possível

h.

análise

do

impacto

em

Pagamento do valor provisionado.

caso de perda do processo:

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes

i.

valor provisionado:

R$

132.565.635,70

Processo nº 6018-51.2000.4.03.6100 (INSS – Lei 9.876/99)

a.

juízo

22ª Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo

b.

instância atual

 

2ª instância

c.

data de instauração

 

25/02/2000

d.

partes no processo

 

Ativa: Porto Cia de Seguros Gerais e Porto Seguro Vida e Previdência S/A Passiva: Delegacia Especial das Instituições Financeiras

valores, bens ou direitos envolvidos

e.

R$

86.534.375,04 (depósito judicial). Valor envolvido igual ao valor provisionado.

f.

principais fatos:

 

A

Controlada discute judicialmente os valores relativos à contribuição

 

previdenciária, requerendo a suspensão da exigibilidade da referida contribuição

incidente sobre as remunerações dos autônomos, empresários e avulsos, nos termos da Lei nº. 9.876/99, por entender ser indevido o adicional de 2,5% instituído somente para as instituições financeiras. Sentença e Acórdão improcedentes. Atualmente aguarda-se julgamento dos Recursos Especial e Extraordinário interpostos pela Controlada. O período que não possui decisão favorável, nem recolhimento, está suspenso por depósito judicial.

g.

chance de perda:

   

Possível

h.

análise

do

impacto

em

Conversão do valor depositado em renda para a União, com a conseqüente baixa

caso de perda do processo:

da

provisão.

i.

valor provisionado:

 

R$

86.722.959,01

Processo nº 57588.81.1997.4.03.6100 (PIS EC. 17/97)

a.

juízo

09ª Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo

b.

instância atual

 

2ª instância aguardando remessa para o STJ e STF

c.

data de instauração

 

10/12/1997

d.

partes no processo

 

Ativa: Porto Cia de Seguros Gerais e Porto Seguro Vida e Previdência S/A Passiva: Delegacia Especial das Instituições Financeiras

valores, bens ou direitos envolvidos

e.

Não há garantias neste processo. O valor envolvido é o mesmo da provisão.

f.

principais fatos:

 

A Controlada discute a exigibilidade da contribuição ao PIS, instituída nos termos

 

da

Emenda Constitucional – EC nº 17/97, a qual alterou a base de cálculo e a

alíquota da contribuição que passou a incidir sobre a receita bruta operacional.

Com o reconhecimento da decadência a Controlada reverteu o montante da provisão relativa ao período de março a maio/98. Atualmente, aguarda-se julgamento dos Recursos Especial e Extraordinário interpostos pela Controlada. O período que não possui decisão favorável, nem recolhimento, está suspenso por depósito judicial.

g.

chance de perda:

   

Possível

h.

análise

do

impacto

em

Pagamento do valor provisionado.

caso de perda do processo:

i.

valor provisionado:

 

R$

54.873.768,24

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes

Processo nº 45268-62.1998.4.03.6100 (dedutibilidade de tributos e contribuições na base de cálculo do IRPJ e da CSLL)

a.

juízo

19ª Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo

 

b.

instância atual

2ª instância

 

c.

data de instauração

26/10/1998

 

d.

partes no processo

Ativa: Porto Cia de Seguros Gerais e Porto Seguro Vida e Previdência S/A Passiva: Delegacia Especial das Instituições Financeiras

valores, bens ou direitos envolvidos

e.

R$

141.213.195,36

(depósito

judicial).

Valor

envolvido

igual

ao

valor

provisionado.

 

f.

principais fatos:

A Controlada questiona a constitucionalidade da lei que proibiu a dedução de tributos e contribuições discutidos judicialmente na base de cálculo do IRPJ e da CSLL pelo regime de competência. Foi proferida sentença improcedente, cassando a liminar anteriormente obtida. Atualmente, aguarda-se julgamento do Recurso de Apelação interposto pela Controlada. O período que não possui decisão favorável, nem recolhimento, está suspenso por depósito judicial.

g.

chance de perda:

Possível

 

h. análise do impacto em caso de perda do processo:

Em caso de perda do processo o valor da perda está totalmente provisionado na ação principal em que o tributo deduzido está sendo discutido.

i. valor provisionado:

R$ 28.529.784,38

 

PORTO SEGURO – SEGURO SAÚDE

Processo nº 21363-23.2001.4.03.6100 (COFINS)

a.

juízo

22ª Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo

b.

instância atual

STJ e STF

c.

data de instauração

16/08/2001

d.

partes no processo

Ativa: Porto Seguro-Seguro Saúde S/A Passiva: Delegacia Especial das Instituições Financeiras

valores, bens ou direitos envolvidos

e.

R$ 92.442.895,98 (depósito judicial)

f. principais fatos:

Com o advento da Lei nº. 9.718/98, as companhias de seguros e de previdência complementar, dentre outras, ficaram sujeitas ao recolhimento da COFINS, incidente sobre suas receitas à alíquota de 3%, a partir de fevereiro de 1999, e de 4% depois da promulgação da Lei nº. 10.684/03. A Controlada questiona judicialmente essa tributação, bem como a base de cálculo fixada pela Lei nº. 9.718/98, que conceituou faturamento como equivalente à receita bruta. Foi obtida sentença procedente, porém o acórdão foi improcedente. Atualmente aguarda-se julgamento dos Recursos Especial e Extraordinário interpostos pela Controlada. O período que não possui decisão favorável, nem recolhimento, está suspenso por depósito judicial. Com a edição da Lei nº 11.941 em 27/05/2009, foi revogado expressamente o § 1º do art. 3º da Lei nº 9.718/98 que tratava do alargamento da base de cálculo das contribuições para PIS e COFINS. Assim, a partir do mês de maio de 2009, a Controlada deixou de provisionar os valores relativos à COFINS incidente sobre as demais receitas.

g.

chance de perda:

Possível

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes

h.

análise do impacto em caso

Pagamento do valor provisionado, utilizando o valor depositado como parte do pagamento.

de perda do processo:

i.

valor provisionado:

R$ 87.867.981,70

AZUL CIA DE SEGUROS GERAIS

Processo nº 99.0010822-1 (COFINS)

a.

juízo

11ª Vara Cível da Justiça Federal no Rio de Janeiro

b.

instância atual

STF

c.

data de instauração

26/04/1999

d.

partes no processo

Ativa: Azul Cia de Seguros Gerais – Passiva: Delegacia Especial das Instituições Financeiras

valores, bens ou direitos envolvidos

e.

R$ 10.520.515,95 (depósito judicial)

f.

principais fatos:

Com o advento da Lei nº 9.718/98, as companhias de seguros e de previdência complementar, dentre outras, ficaram sujeitas ao recolhimento da COFINS, incidente sobre suas receitas à alíquota de 3%, a partir de fevereiro de 1999, e de 4% depois da promulgação da Lei nº 10.684/03. A Controlada questiona judicialmente essa tributação, bem como a base de cálculo fixada pela Lei nº 9.718/98, que conceituou faturamento como equivalente à receita bruta. Em 2006, a Controlada obteve decisão do STF a qual determinou a incidência da COFINS seu faturamento que corresponderia às suas atividades empresariais. A Controlada recorreu dessa decisão e atualmente aguarda decisão do pleno. Atualmente a Controlada faz o recolhimento da contribuição de suas receitas operacionais.

g.

chance de perda:

Remota com relação às receitas operacionais e possível com relação às receitas advindas de prêmios de seguros.

h.

análise do impacto em caso

Conversão do depósito em renda a favor da União, com a conseqüente baixa da provisão.

de perda do processo:

i.

valor provisionado:

R$ 10.520.515,95

PORTO SEGURO VIDA E PREVIDÊNCIA

Processo nº 9986-26.1999.4.03.6100 (COFINS)

a.

juízo

02ª Vara Cível da Justiça Federal em São Paulo

 

b.

instância atual

STJ e STF

 

c.

data de instauração

09/03/1999

 

d.

partes no processo

Ativa: Porto Cia de Seguros Gerais e Porto Seguro Vida e Previdência S/A Passiva: Delegacia Especial das Instituições Financeiras

 

valores, bens ou direitos envolvidos

e.

Não

garantias

neste

processo

e

o

valor

envolvido

é

igual

ao

valor

provisionado.

 

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.3 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos e relevantes

g.

g.

f.

principais fatos:

chance de perda:

h. análise do impacto em caso de perda do processo:

i. valor provisionado:

Com o advento da Lei nº. 9.718/98, as companhias de seguros e de previdência complementar, dentre outras, ficaram sujeitas ao recolhimento da COFINS, incidente sobre suas receitas à alíquota de 3%, a partir de fevereiro de 1999, e de 4% depois da promulgação da Lei nº. 10.684/03. A Controlada questiona judicialmente essa tributação, bem como a base de cálculo fixada pela Lei nº. 9.718/98, que conceituou faturamento como equivalente à receita bruta. Em 28 de junho de 2006, na ação movida pela Controlada, houve o trânsito em julgado da decisão do STF que afastou a incidência da COFINS sobre outras receitas que não aquelas provenientes de prestação de serviços e vendas de mercadorias. Dessa forma, foi efetuada em outubro de 2006, a reversão da parcela das provisões contábeis relacionadas à incidência da COFINS sobre receitas financeiras. Tendo em vista os recursos interpostos pela União, os quais ainda estão pendentes de julgamento, a Controlada mantêm o saldo da provisão contábil sobre as receitas de prêmio de seguros.

Remota

Pagamento do valor provisionado

R$ 6.038.431,70

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Versão : 3

4.4 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais não sigilosos cujas partes contrárias sejam administradores, ex-administradores, controladores, ex-controladores ou investidores

A Companhia e suas controladas não possuem processos cujas partes contrárias sejam administradores ou ex-administradores, controladores ou ex-controladores e investidores.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.5 - Processos sigilosos relevantes

A Companhia e suas controladas não possuem processos sigilosos relevantes.

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Versão : 3

4.6 - Processos judiciais, administrativos ou arbitrais repetitivos ou conexos, não sigilosos e relevantes em conjunto

A Companhia e suas controladas não possuem processos baseados em fatos e causas jurídicas semelhantes que em conjunto sejam relevantes.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.7 - Outras contingências relevantes

Não há outras contingências relevantes.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

4.8 - Regras do país de origem e do país em que os valores mobiliários estão custodiados

Não se aplica a Companhia.

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Versão : 3

5.1 - Descrição dos principais riscos de mercado

A Porto Seguro S.A., em consonância com as melhores práticas de gerenciamento de riscos busca as melhores alternativas de investimentos disponíveis no mercado, vis-à-vis os objetivos estratégicos da Corporação. Busca manter em sua carteira ativos de alta liquidez, que buscam maximizar a relação risco x retorno. Neste contexto, os fatores de risco os quais a Companhia está exposta são títulos prefixados renda variável títulos pós-fixados privados pós-fixados públicos e títulos indexados a inflação (os quais estão refletidas as exposições da carteira decorrente de posições no mercado futuro de juros. A Corporação Porto Seguro, atualmente, não opera com títulos indexados ao câmbio.

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Versão : 3

5.2 - Descrição da política de gerenciamento de riscos de mercado

O Gerenciamento de risco de mercado na Porto Seguro S.A. é suportado por um processo

estruturado e disciplinado de gestão de riscos, contendo monitoramento diário da carteira através de metodologias de VaR (Value at Risk) as quais são analisadas, em condições normais de mercado, a exposição de cada fator de risco presente na carteira. Além disso, diariamente são avaliadas as perdas extraordinárias da carteira em cenários adversos de mercado (“Stress Test”), antecipando a tomada de decisão de investimento em função de mudanças abruptas de cenários macroeconômicos. Os parâmetros de risco de mercado são VaR Paramétrico com Intervalo de confiança de 95%, horizonte de retorno de 252 dias úteis, volatilidade EWMA, lambda de 0,94 e para o cálculo de stress são utilizados os cenários de stress disponibilizados diariamente no site BMF&BOVESPA. Ademais, são analisados diariamente os prazos de maturidade e duration de cada ativo.

As principais responsabilidades da área de risco são:

- Submeter ao Conselho de Administração anualmente a política e as metodologias aplicadas de acompanhamento de controle de risco de mercado.

- Estabelecer limites de risco às Carteiras de Investimentos da Corporação.

-Definir o nível de tolerância à exposição ao risco de mercado. -Identificar todos os fatores de risco de mercado os quais a Corporação esteja exposta.

- Analisar diariamente as carteiras de investimentos, calculando as exposições por fatores de

risco, as sensibilidades e durations de suas carteiras, de acordo com os limites e políticas de risco propostas.

- Gerar de forma clara, precisa e tempestiva os relatórios de risco de mercado para a área de Gestão.

- Realizar Stress Test dos instrumentos financeiros contidos nas carteiras.

Validar preços negociados pela Gestão, com base nos túneis de negociação divulgados pela ANBIMA.

- Monitorar os limites de risco pré-estabelecidos, informando à Diretoria da Corporação os

eventuais desenquadramentos.

- Atribuir performance ao resultado da Carteira de Ativos da Corporação frente ao seu objetivo de rentabilidade.

As Carteiras da Corporação estão divididas em:

Trading Book: Consiste em todos os instrumentos financeiros, inclusive derivativos, detidos com intenção de negociação, destinados a hedge de outros instrumentos detidos na carteira de negociação. As operações detidas com “trading book” são aquelas destinadas à revenda, obtenção de benefícios através de movimentos de preços ou realização de arbitragens; Banking Book: Consiste em operações estruturais e seus respectivos hedges, bem como em operações destinadas a gestão ativa da carteira, denominada de Asset Liability Management (ALM).

A estrutura organizacional da Área de Risco de Mercado é composta por um gestor de risco

que se reporta ao CFA da Corporação e um analista que se reporta ao gestor de risco.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

5.3 - Alterações significativas nos principais riscos de mercado

Não houve no último exercício social alterações significativas nos principais riscos de mercado a que a Companhia está exposta ou no relatório de gerenciamento de riscos adotada.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

5.4 - Outras informações relevantes

Os riscos de mercado que a Companhia julga serem relevantes estão expostos nos itens 5.1 e

5.2.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

6.1 / 6.2 / 6.4 - Constituição do emissor, prazo de duração e data de registro na CVM

Data de Constituição do Emissor

Forma de Constituição do Emissor

País de Constituição

Prazo de Duração

Data de Registro CVM

22/09/1997

Sociedade Por Ações

Brasil

Prazo de Duração Indeterminado

28/11/1997

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

6.3 - Breve histórico

A Porto Seguro S.A. foi constituída como sociedade holding em setembro de 1997, mas sua história começou em 1945, quando sua subsidiária Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais começou a vender seguros na Cidade de São Paulo. Atualmente, a Companhia oferece, por intermédio de suas subsidiárias diretas e indiretas ampla gama de produtos de seguro, incluindo seguro de automóvel, saúde, patrimoniais e de acidentes pessoais, de vida (incluindo previdência) e seguros de transportes. Oferece, também, grande variedade de serviços, como proteção e monitoramento eletrônico, serviços de saúde e, ainda, produtos financeiros, tais como consórcios, financiamentos e investimentos.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

6.5 - Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas

1. Itaú Unibanco Holding S.A.

1.1. Evento - Parceria com a Itaú Unibanco Holding S.A.

1.2 Principais condições do negócio - Em 23 de agosto de 2009, a Companhia e Itaú Unibanco Holding S.A. celebraram acordo de associação para a unificação de suas operações de seguros residenciais e de automóveis, que culminou na negociação de um Acordo Operacional para a oferta e distribuição exclusiva de seguros de auto e residência nas Agências do Itaú Unibanco S.A. no Brasil e no Uruguai. De maneira a implementar a Associação, em 30 de novembro de 2009, os acionistas da Companhia e da Itaú Unibanco Holding S.A. aprovaram a incorporação da ISAR Holding Ltda. pela Companhia (“Incorporação”). Até a Incorporação, a ISAR Holding Ltda. era a controladora da Itaú Seguros de Auto e Residência S.A. (antiga UASEG Seguros S.A.), sociedade que recebeu os ativos e passivos da Itaú Seguros S.A. relacionados às atividades de seguros residenciais e de automóveis. Também naquela data, as sociedades do conglomerado Itaú Unibanco tornaram-se acionistas da Porto Seguro Itaú Unibanco Participações S.A. “PSIUPAR”, sociedade controladora da Companhia, à qual aportaram a totalidade das ações de emissão da Companhia recebidas em virtude da Incorporação. Dessa forma, o capital social da Porto Seguro Itaú Unibanco Participações S.A. passou a refletir a participação de aproximadamente 57% pelo conglomerado Porto Seguro e de aproximadamente 43% pelo conglomerado Itaú Unibanco. Essa parceria está pendente de aprovação pelo Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência.

1.3. Sociedades Envolvidas - Porto Seguro Itaú Unibanco Participações S.A., Pares

Empreendimentos e Participações S.A., Rosag Empreendimentos e Participações S.A., Porto Seguro S.A. e suas controladas, Itaú Unibanco S.A., Itaú Unibanco Holding S.A., ISAR Holding

Ltda., Itaú Seguros de Auto e Residência S.A. e Itaú Seguros S.A.

1.4. Efeitos Resultantes da Operação no Quadro Acionário, especialmente, sobre a

Participação do Controlador, de Acionista com mais de 5% do Capital Social e dos Administradores do Emissor – O quadro acionário da Companhia, após a efetivação da parceria com a Itaú Unibanco Holding S.A., passou a refletir a seguinte composição: (i) 69,87% das ações detidas pela Porto Seguro Itaú Unibanco Participações S.A. (Controladora Direta); (ii) 0,015% das ações detidas pelos Administradores da Companhia; e, (iii) 30,11% das ações em

circulação (free float).

Dados

30/11/2009.

referente

ao

período

27/11/2009,

data

emissão

ações

da

associação

com

Itaú:

% 40,99 NOME ON PARES EMP E PART SC LTDA 94.021.035 ROSAG EMP E PARTICIPACOES

%

40,99

% 40,99 NOME ON PARES EMP E PART SC LTDA 94.021.035 ROSAG EMP E PARTICIPACOES SA

NOME

ON

PARES EMP E PART SC LTDA

94.021.035

ROSAG EMP E PARTICIPACOES SA

36.169.533

ROSAS EMPREEND E PARTICIPACOES LTDA

13.735.956

CREDIT SUISSE HEDGING GRIFO

24.345.190

15,77

5,99

6,53

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

6.5 - Principais eventos societários ocorridos no emissor, controladas ou coligadas

1.5. Quadro Societário Antes e Depois da Operação – Antes da parceria, o quadro societário da Companhia refletia as seguintes participações: (i) Pares Empreendimentos e Participações S.A., com 40,99% das ações; (ii) Rosag Empreendimentos e Participações S.A., com 15,77%; (iii) Rosas Empreendimentos e Participações Ltda., com 5,99% das ações; (iv) Tarpon Investimentos S.A., com 5,03%; (v) Credit Suisse Hedging-Griffo Corretora de Valores S.A., com 6,53%; (vi) Administradores da Companhia, com 0,38% e (v) Mercado, com 25,69% em free float. Após a parceria, passou a refletir a seguinte composição: (i) 69,87% das ações detidas pela Porto Seguro Itaú Unibanco Participações S.A. (Controladora Direta); (ii) 0,10% das ações detidas pelos Administradores da Companhia; e, (iii) 30,03% das ações em circulação (free float).

Posição : 30/04/2011

NOME

%

NOME % ON PORTO SEGURO ITAU UNIBANCO PARTICIPACOES 228.941.887 69,87%

ON

PORTO SEGURO ITAU UNIBANCO PARTICIPACOES

228.941.887 69,87%

Obs. Os demais acionistas não atingem individualmente 5% de participação na Companhia.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

6.6 - Informações de pedido de falência fundado em valor relevante ou de recuperação judicial ou extrajudicial

Não

Companhia.

houve

nenhum

pedido

de

falência ou de

recuperação

judicial ou extrajudicial da

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

6.7 - Outras informações relevantes

Não há outras informações relevantes sobre o histórico da Companhia.

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Versão : 3

7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas

A Porto Seguro S.A. ("Companhia") é uma sociedade de capital aberto que tem por objeto a

participação, como acionista, ou sócia, em outras sociedades empresariais, nacionais ou

estrangeiras, que exploram: a) atividade de seguros em todos os ramos; b) atividades privativas de instituições financeiras e de sociedades equiparadas a instituições financeiras, incluindo, sem limitação, a administração de consórcios; c) atividade de prestação de serviços

e comercialização de equipamentos de monitoramento eletrônico de sistemas de proteção

patrimonial; e d) atividades conexas, correlatas ou complementares à atividade de seguros e

às

demais atividades descritas anteriormente.

A

seguir, relacionamos as empresas controladas por ramo de atividade:

(a)

Seguros

(i)

Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais ("Porto Seguro") - controlada direta pela Companhia (totalidade das ações exceto uma), foi constituída em 6 de setembro de 1945, autorizada a operar pelo Decreto nº. 20.138, de 6 de dezembro de 1945 e tem por objeto social a exploração das operações de seguro de danos e de pessoas.

(ii)

Porto Seguro Vida e Previdência S.A. ("Porto Seguro Vida") - controlada pela Porto Seguro (99,97%) foi constituída em 23 de dezembro de 1986 e tem por objeto social a exploração das operações de seguro de pessoas e de planos de previdência complementar nas modalidades de pecúlio e renda.

(iii)

Porto Seguro - Seguros del Uruguay S.A. ("Porto Seguro Uruguay") - controlada integral da Porto Seguro desde 22 de dezembro de 1994, tem como principal atividade a atuação no ramo de seguro de automóveis.

(iv)

Porto Seguro - Seguro Saúde S.A. ("Porto Seguro Saúde") - controlada pela Porto Seguro (99,98%), foi constituída em 12 de junho de 2001, com o objetivo de atuar como seguradora especializada em seguro-saúde.

(v)

Azul Companhia de Seguros Gerais ("Azul Seguros") - controlada direta da Companhia (99,71%), desde 28 de novembro de 2003, tem por objeto social a exploração das operações de seguros de danos e de pessoas.

(vi)

Itaú Seguros de Auto e Residência S.A. ("Itaú Auto e Residência") – controlada direta da Companhia (99,99%), desde 30 de novembro de 2009, tem por objeto social a exploração das operações de seguros de danos.

 

(b)

Financeiras e consórcio de bens

(i)

Porto Seguro Administradora de Consórcios Ltda. ("Porto Consórcio") - controlada direta da Companhia (99,99%), foi constituída em 20 de julho de 1976 e tem por objeto social a administração de grupos de consórcios para aquisição de bens móveis e imóveis.

(ii)

Portoseg S.A. - Crédito, Financiamento e Investimento ("Portoseg") - controlada direta da Companhia (99,98%), foi constituída em 09 de novembro de 2001 e tem como principal atividade a concessão de financiamentos para aquisição de bens e serviços, para capital de giro e operações com cartão de crédito.

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas

(iii)

Portopar Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. ("Portopar") - controlada direta da Companhia (99,99%), foi constituída em 08 de abril de 1991 e tem como atividades principais a administração de fundos de investimento e a gestão de ativos financeiros.

 

(c)

Prestadoras de serviços

(i)

Porto Seguro Proteção e Monitoramento Ltda. ("Porto Seguro Proteção e Monitoramento") – controlada direta da Companhia (99,98%), foi constituída em 9 de janeiro de 1998 e tem como principal atividade a prestação de serviços relacionados à proteção e ao monitoramento eletrônico.

(ii)

Portoserv Promotora de Serviços Ltda. ("Portoserv") – controlada direta da Companhia (99,50%), foi constituída em 18 de abril de 1979 e tem como principal atividade a prestação de serviços relativos ao agenciamento, à promoção, ao fomento e à administração de vendas.

(iii)

Crediporto Promotora de Serviços Ltda. ("Crediporto") – controlada direta da Companhia (99,80%), foi constituída em 1º de novembro de 2006 e tem como atividade principal a prestação de serviços para obtenção de créditos e financiamento ao consumo.

(iv)

Integração Assessoria e Informática Ltda. ("Integração") – controlada direta da Companhia (99,98%), desde 2 de janeiro de 2008, tem por objeto social a exploração da atividade de desenvolvimento, distribuição, assessoria, manutenção, licenciamento ou cessão de direito de uso de programas para computadores. A Companhia concluiu a alienação desta controlada em 03 de janeiro de 2011.

(v)

Porto Seguro Serviços Médicos Ltda. ("Serviços Médicos") – controlada direta da Companhia (99,93%), constituída em 15 de julho de 1996, tem como atividades principais a prestação de serviços de programas de controle médico e de serviços ambulatoriais.

(vi)

Porto Seguro Serviços e Comércio S/A ("Porto Seguro Serviços") – controlada direta da Companhia (99,98%), foi constituída em 14 de fevereiro de 2008 e tem por objetivo atuar na prestação de serviços relacionados, complementares ou correlatos à atividade de seguros.

(vii)

Porto Seguro Telecomunicações S.A. ("Porto Telecomunicações") - controlada pela Porto Seguro Serviços (80,10%) desde 14 de dezembro de 2010 e tem como principal atividade a prestação de serviços de telecomunicações e atividades afins que viabilizem a promoção e a expansão de atividades conexas, correlatas e complementares às atividades de seguros e monitoramento e à atividade financeira. A operacionalização das atividades desta empresa somente poderá ter início após a autorização de funcionamento a ser concedida pela ANATEL – Agência Nacional de Telecomunicações.

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Versão : 3

7.1 - Descrição das atividades do emissor e suas controladas

(viii)

Porto Seguro Atendimento S.A. ("Porto Seguro Atendimento") – controlada pela Porto Seguro Serviços (99,94%), foi constituída em 20 de março de 2009 e tem como principal atividade a prestação de serviços de telemarketing, central de atendimento (Call Center) e atendimento em geral.

(ix)

Franco S.A. Corretagem de Seguros (“Franco”) - controlada pela Azul Seguros (99,99%), tem como objeto social a prestação de serviços técnicos de corretagem e a administração de seguros.

 

(d)

Medicina de grupo

(i)

Portomed – Porto Seguro Serviços de Saúde S.A. (“Portomed S.A”) – controlada direta da Companhia (99,00%) desde 20 de janeiro de 2010, tem como principal atividade operar planos privados de assistência à saúde.

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Versão : 3

7.2 - Informações sobre segmentos operacionais

a. produtos e serviços comercializados

A Companhia aplicou o IFRS 8 (“Segmentos Operacionais”) e designou os seguintes segmentos conforme critérios qualitativos e quantitativos do IFRS para determinação de segmentos reportáveis:

Prêmios auferidos – automóvel;

Prêmios auferidos – Porto Seguro Saúde;

Prêmios auferidos – pessoas e contribuições de planos de previdência;

Receitas com consórcio;

Operações de crédito;

Outros

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Versão : 3

7.2 - Informações sobre segmentos operacionais

b.

receita proveniente do segmento e sua participação na receita líquida do emissor

c.

lucro ou prejuízo resultante do segmento e sua participação no lucro líquido do

emissor

 

Prêmios

auferidos -

 

Segmentação

Prêmios

Prêmios auferidos - Porto Seguro Saúde

pessoas e

 

auferidos -

contribuição de

Receitas com

Operações de

Consolidado

automóvel

previdência

consórcio

créditos

Outros

IFRS 2010

Prêmios de seguros auferidos e Contribuição de Plano de Previdência

5.425.984

715.114

602.148

-

-

1.198.324

7.941.570

Prêmio Ganho

5.120.737

726.525

331.174

-

-

1.152.560

7.330.996

Receita de Prestação de Serviços

-

-

-

133.737

-

140.235

273.972

Operações de créditos

-

-

-

-

168.671

-

168.671

Sinistros Líquidos Retidos Amortização de custos de aquisição diferidos

(2.982.063)

(511.930)

(136.403)

-

-

(542.299)

(4.172.695)

(1.132.510)

(67.241)

(94.873)

(28.746)

(8.165)

(218.545)

(1.550.080)

Outras receitas (despesas) Operacionais

68.278

(1.477)

6.140

193

(12.128)

(60.278)

728

Custos dos serviços prestados

-

-

-

-

-

(34.759)

(34.759)

Pis/Cofins Operacional

(123.452)

(7.807)

(11.735)

(18.331)

(13.629)

(62.885)

(237.839)

Despesas Administrativas

(820.248)

(69.800)

(88.132)

(52.087)

(81.828)

(349.915)

(1.462.010)

Resultado Operacional

130.742

68.270

6.171

34.766

52.921

24.114

316.984

Resultado Financeiro e imóveis de renda

418.984

23.233

52.955

14.267

3.782

202.012

715.233

Resultado antes dos Impostos

549.726

91.503

59.126

49.033

56.703

226.126

1.032.217

Imposto de Renda e Contribuição Social

(155.098)

(33.759)

(17.790)

(12.586)

(18.818)

(44.437)

(282.488)

Lucro antes das Participações

394.628

57.744

41.336

36.447

37.885

181.689

749.729

Participações Lucro líquido do exercício

-

-

-

-

-

-

(126.366)

394.628

57.744

41.336

36.447

37.885

181.689

623.363

Informações adicionais:

 

Total dos ativos dos segmentos

7.366.855

345.207

2.310.358

168.692

1.231.614

3.374.977

14.797.703

Total dos passivos dos segmentos

7.366.855

345.207

2.310.358

168.692

1.231.614

3.374.977

14.797.703

Depreciação por segmento

(21.272)

-

(2.757)

(15)

(189)

(59.693)

(83.926)

Amortização de ativos intangíveis

 

-

Amortização de outros ativos intangíveis

(7.680)

(2.117)

(788)

-

-

(61.707)

(72.292)

Adições durante o período:

 

- ao ativo imobilizado

99.073

-

14.287

46

-

25.121

138.527

- ao ativo intangível

29.028

4.484

2.859

-

601

196.676

233.648

Formulário de Referência - 2011 - PORTO SEGURO SA

Versão : 3

7.2 - Informações sobre segmentos operacionais

 

Prêmios

Prêmios auferidos - Pessoas e Contribuição de previdência

 
 

Segmentação

Prêmios

auferidos -

 

auferidos -

Porto Seguro

Receitas com

Operações de

Consolidado

automóvel

Saúde

Consórcio

créditos

Outros

IFRS 2009

Prêmios de seguros auferidos e Contribuição de Plano de Previdência

3.923.905

662.385

520.649

-

-

760.678

5.867.617

Prêmio Ganho

3.673.262

664.689

303.263

-

-

726.918

5.368.131

Receita de Prestação de Serviços

-

-

-

114.153

-

94.922

209.075

Operações de créditos

-

-

-