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TEXAS HOLD'EM É ESPORTE

Felipe

Mojave O novo Embaixador do PartyPoker faz mesa fi nal na WSOP 2009
Mojave
O novo Embaixador do
PartyPoker faz mesa fi nal
na WSOP 2009
O novo Embaixador do PartyPoker faz mesa fi nal na WSOP 2009 Z AHLE 500K S

ZAHLE 500K AHLE 500K

SNG VIRTUAL

O novo Embaixador do PartyPoker faz mesa fi nal na WSOP 2009 Z AHLE 500K S
Número 13 / Junho 2009
Número 13 / Junho 2009
O novo Embaixador do PartyPoker faz mesa fi nal na WSOP 2009 Z AHLE 500K S

BSOP

EDITORIAL

E DITORIAL C hegamos a nossa terceira edição da WSOP. Em 2007, tivemos na capa Leandro

C hegamos a nossa terceira edição da WSOP. Em 2007,

tivemos na capa Leandro Brasa, primeiro brasileiro a

alcançar uma mesa final; André Akkari, primeiro jogador

brasileiro a integrar um time de profissionais de primeira linha,

e eu, décimo lugar em um evento da World Series. Em 2008, a

capa estampava Alexandre Gomes em sua conquista histórica do tão cobiçado bracelete. Agora, em 2009, trazemos o grande Felipe Mojave como destaque de capa, já que ele conseguiu o melhor re-

sultado, até então, na série de eventos deste ano: uma mesa final e

a sexta colocação no evento de 5K Pot Limit Omaha. A cobertura

completa da WSOP 2009 você terá em nossa próxima edição, mas,

já nesta edição, apresentamos uma breve introdução sobre o que

aconteceu em Las Vegas nessa primeira metade da série.

Ainda mais sobre Mojave, ele agora é um dos embaixadores do PartyPoker, empresa que volta com força total ao mercado nacional. Além de reestruturar o site, a marca prepara grandes surpresas e promoções para os brasileiros e pretende dar mais oportunidades internacionais a Felipe, para que ele possa mostrar toda a sua capacidade.

Juliano Maesano Editor-Chefe maesano@revistaflop.com.br
Juliano Maesano
Editor-Chefe
maesano@revistaflop.com.br

Aproveitem esta edição e aguardem a próxima, que trará mais detalhes ainda da maior série de poker do planeta!

UMA REVISTA DE

ainda da maior série de poker do planeta! UMA REVISTA DE Editora Flop Ltda. Av. Angélica,

Editora Flop Ltda. Av. Angélica, 2.582 - cj. 11 01228-200 - São Paulo, SP (11) 3237-3210 www.revistaflop.com.br flop@revistaflop.com.br

Editor Chefe

Juliano Maesano

Edição de Arte Pedro Henrique Junqueira Barbosa Costa Thiago Frotscher

Capa Foto: Juliano Maesano Finalização: Thiago Frotscher

Revisão José Édison da Costa

Tratamento de imagens Premedia Crop

Colaboradores André Akkari, Caio Brites, Christian Stanilavski, Diego Nakama, Felipe Ramos, Gustavo Andrade, Howard Lederer, Igor Trafane, Isabelle Mercier, James Keane, Omar Abede.

Impressão

IGIL

Publicidade Regina Capasso comercial@revistaflop.com.br (11) 3237-3210 / 7869-5800

Las Vegas Representation Office Mario Guardado marioguardado@hotmail.com +1 (702) 672-3144

Assinatura Pelo site: www.revistaflop.com.br ou envie pedido para:

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Flop é uma publicação bimestral. Distribuição gratuita. Tiragem: 30.000 exemplares.

A Revista Flop não se responsabiliza por opiniões

e conceitos emitidos em artigos e colunas assi- nadas. É vedada a reprodução parcial ou total

de qualquer conteúdo sem autorização expressa.

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ParadisePoker é uma marca

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S UMÁRIO EDIÇÃO 13 – JUNHO/2009 32  Seções 68 | CIRCUITO SANJOANENSE 18 |

SUMÁRIO EDIÇÃO 13 – JUNHO/2009

32  Seções 68 | CIRCUITO SANJOANENSE 18 | SNG TEAM PRO O Sucesso do
32
 Seções
68 | CIRCUITO SANJOANENSE
18 | SNG TEAM PRO
O Sucesso do Interior Paulista
Aprimorando sua Técnica
12
| CARTAS
72 | LAPT MAR DEL PLATA
20 | FELIPE MOJAVE
38
| SIT-AND-GO FLOP
O Gran Finale
Lidando com os Coinfl ips
48
| TEST DRIVE
74| RIO HOLD'EM TOUR
22 | FULL TILT
51
| CADERNO FULL TILT
O Clima Perfeito
Fique de Fora da Bolha
92
| PERFIL
78 | FLORIPA 100K
24 | BANANAS POKER
96
| SOCIAL
Poker na Ilha
Dicas e Cuidados nas Mesas
104 | CALENDÁRIO
88 | NOVA OPÇÃO
46 | SPORTINGBET
Poker sem Fronteiras
105 | RANKINGS
Como Apostar na Fórmula 1
90 | WSOP 2009
80 | MAIS EV
 Matérias
Os Brasileiros em Vegas
Torneios - Parte 2
84 | ISABELLE MERCIER
26 | BSOP E CPH
 Colunas
Adieu, Minha Bela Paris
Goiânia e Curitiba
14 | FEDERAL
86 | JURÍDICA
32 | TORNEIO NO ZAHLE
Como Jogar Pré-Flop
Representantes do Poker
Ultrapassando os 500K
16 | AKKARI
94 | MEBELISKA
60 | MOJAVE NO PARTY
Agressividade na Bolha?
Poker, Informação e Humor
O VIP da Festa
É genial Todos os dias nossos prêmios são elevados ao quadrado O Gênio, nosso maior
É genial
Todos os dias nossos prêmios são
elevados ao quadrado
O Gênio, nosso maior multiplicador de prêmios. Começando em 6 de julho, estaremos
elevando ao quadrado a 50.000 a partida jogada em nossas mesas de apostas a dinheiro para criar
acumulados impressionantes, começando humildemente com o mínimo de US$ 100,00
até o máximo de US$ 5.000,00.
Isso não é tudo! Cada milionésima mão durante a promoção Gênio terá um prêmio garantido de
US$ 10.000,00 e a partida de número 10 milhões na promoção contará com um prêmio garantido
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Apenas para novos jogadores. Sujeito a restrições de saque e apostas. Acesse www.partypoker.com/terms. PartyPoker é marca e serviço registrados.
Todos os direitos reservados. © PartyGaming Plc 2009. Atendimento ao consumidor: 00 800 7789 7537 (ligação gratuita).
04102
C ARTAS DOS L EITORES TORNEIOS   nomes que já são conhecidos do público  

CARTAS DOS LEITORES

TORNEIOS

 

nomes que já são conhecidos do público

 

PRÊMIO

Caro Editor, gostei muito de acom- panhar toda a votação e a ceri- mônia de escolha dos indicados e de premiação dos vencedores do Prêmio Flop, apesar de ter algu- mas ressalvas e discordâncias sobre alguns premiados. Quando é que serão abertas no site as indicações ao Prêmio Flop 2009? Não vejo a hora de escolher meus favoritos e espero ver o grande Mojave ga-

nhando algum prêmio desta vez. Com uma final na WSOP, agora quero só ver quem irá tirar o troféu das suas mãos!

Parceiros do pano, quando podere- mos ter a oportunidade de jogar, aqui no Brasil, uma série de torneios pare- cida com a WSOP? Não digo apenas como um EPT ou LAPT, mas sim uma grande variedade de modalidades, que se estendam por muitos dias e ofere- çam diversas opções de buy-ins.

 

ou que apresentam grande potencial e ca- risma. Para tanto, o seu primeiro passo deve ser focar-se mais em seu jogo e con-

seguir melhores resultados e consistência. Jogue os grandes eventos ao vivo pelo País

torne-se um nome recorrente e conhecido. Com o seu currículo de resultados e a descrição do que você pode oferecer para

e

 

o

patrocinador, marque encontros com os

Jurandir Correa

responsáveis pelas empresas. Não existe uma fórmula mágica para conseguir o que você almeja. Cada um dos grandes profissionais brasileiros chegou onde está por meios diferentes. Boa sorte!

Petrópolis, RJ

Muito boa pergunta, Jurandir. Alguns ex- poentes do poker brasileiro vêm, há algum tempo, cogitando lançar uma série como a que você deseja, mas, obviamente, de menor duração. Apoiamos fortemente qualquer projeto semelhante que venha a se concre- tizar e que seja oferecido ao longo de uma ou duas semanas de eventos. Sabemos que, para um projeto desse porte, é preciso co- meçar “pequeno” . Acreditamos que eventos de mixed games ou Stud podem ter fields muito reduzidos, mas que, com certeza, podem ser recompensados pela grande pro- cura nas categorias de Hold'em e Omaha. Esperamos ver esse “sonho” brasileiro ser concretizado em pouco tempo. Certamente aparecerão muitos patrocinadores interes- sados em lançar essa ideia.

CIRCUITO

 

Curto e grosso: Por que a Flop não cria um circuito ou torneio próprio?

Andréa Moscattini

Diadema, SP

 

Miro Ferreira

Olá, Andréa! As prévias para o Prêmio Flop 2009 devem começar em janeiro de 2010, após o ano encerrar-se por completo. Certamente também torce- mos por Mojave, que começou o ano com o pé direito no PCA Bahamas e agora fez muito bonito em Las Vegas. Até o final do ano, certamente ele irá aparecer muito mais, da mesma forma que outros concorrentes de peso trarão, da WSOP, grandes resultados para elevar o nome do Brasil e para a briga pelo Prêmio Flop. Esperamos seus votos pelo site e, caso tenha disponibilidade, venha à cerimônia de entrega, que co- meça a ser planejada em novembro e promete oferecer, novamente, uma grande e merecida confraternização a todos que contribuem para com o poker brasileiro.

 

Por e-mail

Ao longo de seus dois anos de existência, a Revista Flop recebeu inúmeros convites e propostas para criar uma marca de torneios ao vivo ou de circuitos online. Nós mes- mos quase lançamos desafios de heads-up ou outros projetos relacionados a torneios. Entretanto, sempre decidimos, por conside- rarmos a melhor opção, deixar a realização desses eventos para os competentes orga- nizadores brasileiros e para as empresas especializadas no ramo. Talvez, alcance- mos um formato que seja interessante aos nossos leitores e que ofereça oportunidades a todos os jogadores. Quem sabe um dia não viremos a anunciar uma surpresa Mas, no momento, outras prioridades nos impedem qualquer ação nesse sentido.

CONTRATO

Amigos da Flop, eu sempre vejo ma- térias sobre jogadores que conquistam patrocínios de sites de poker e acho que tenho condições de me tornar um desses jogadores, já que possuo muitos

bons resultados online e ao vivo, em minha cidade. Como posso me can- didatar para fazer parte de um time?

 
ERRAMOS Na edição anterior, na matéria sobre o Circuito Paulista de Hold’em publicada na página
ERRAMOS
Na edição anterior, na matéria sobre o
Circuito Paulista de Hold’em publicada
na página 76, a foto ao final da página é
de Márcio Carraro, que foi o campeão da
terceira etapa. A foto de Sérgio Augusto
dos Santos, campeão da primeira etapa –
conforme está na legenda – é esta:

Marcelo Campana

Campinas, SP

Marcelo, as empresas, para convidar um jogador a participar de seu time ou ser patrocinado, muitas vezes buscam bons re- sultados e uma boa imagem, normalmente

   

ENVIE SUAS SUGESTÕES, INFORMAÇÕES E OPINIÕES PARA flop@revistaflop.com.br

12 | JUNHO

E OPINIÕES PARA flop@revistaflop.com.br 1 2 | JUNHO American Airlines, Bullets, Pocket Rockets, Pardais A A
E OPINIÕES PARA flop@revistaflop.com.br 1 2 | JUNHO American Airlines, Bullets, Pocket Rockets, Pardais A A

American Airlines, Bullets, Pocket Rockets, Pardais A A

E OPINIÕES PARA flop@revistaflop.com.br 1 2 | JUNHO American Airlines, Bullets, Pocket Rockets, Pardais A A
C OLUNA | I GOR F EDERAL COMO JOGAR PRÉ-FLOP Veja dicas de como jogar

COLUNA | IGOR FEDERAL

COMO JOGAR

PRÉ-FLOP

Veja dicas de como jogar conforme a sua quantidade de fichas

torneios com ante, um jogador pode se considerar short quando seu stack tiver abaixo dos 12 Big Blinds ou o equivalente a cinco órbitas (M=5). Esse valor pode variar, pois, em mesas mais loose, você irá adotar a estratégia com até 15 blinds que irei sugerir, enquanto que, em uma mesa mais tight, talvez seja possível dar raise/fold com essa quantidade de fichas.

E nfim, quando você estiver short-

stack, a estratégia correta é ir all

in, sempre que decidir envolver-

se em uma determinada mão. A razão disso está na relação matemática en- tre pot odds e a equidade de sua mão. Suponhamos que você esteja à direita do botão em uma mesa com oito jo- gadores, e você tem 12.500 fichas em seu stack. Os jogadores a sua direita têm stacks maiores e os blinds estão em 500/1.000, com ante de 100, sendo que o pote inicial tem 2.300 fichas, ou 20% do seu stack. Se você der raise

A WSOP já começou, e uma

coisa merece ser dita: a qua-

lidade do poker brasileiro

melhorou muito nos últi-

mos anos, especialmente

no Texas Hold’em. Alguns brasileiros já tiveram bons resultados e, às vésperas da publicação desta coluna, Caio Brites, do SuperPoker/Full Tilt Brazilian Pro Team, quase conseguiu pintar mais um bracelete de verde e amarelo. Ao acom- panhar a cobertura do evento, me cha- mou muito a atenção a grande diferença que havia entre os stacks, que algumas vezes variavam de 10 a 60 vezes o valor do Big Blind. Assim, resolvi escrever so- bre as diferentes estratégias que podem ser adotadas antes do flop, de acordo com

os recursos compatíveis com o tamanho da sua pilha de fichas. Começarei pela situação mais sim- ples: o short-stack. O jogador que está com poucas fichas tem recursos muito limitados para jogar as suas mãos. Nos

tem recursos muito limitados para jogar as suas mãos. Nos nessa situação com uma mão decente,

nessa situação com uma mão decente, como QJo, muito provavelmente terá odds corretos para dar call se algum

dos jogadores a sua direita for all in. Nesse caso, é mais lucrativo utilizar integralmente a sua equidade de fold

e ir all in direto. Isso quer dizer que,

já que o adversário está disposto a pa-

gar um all in no seu raise, vale muito mais a pena você já entrar de all in, porque, além das chances de vencer

o all in, você tem grande chance de

levar todas as fichas da mesa sem que ninguém pague, correndo assim me- nos riscos. Quando estiver short-stack, lembre-se também que você não deve jogar mãos marginais em função de posição ou implied odds.

C om mais fichas no entanto, você tem outros recursos para empre- gar em seu jogo. Estando com

um stack médio, com mais de 16 Big

Blinds ou aproximadamente sete vezes

o pote inicial (M=7), você terá fichas

o bastante para atacar os blinds, sem, no entanto, ficar comprometido com

o pote. Assim, quando perceber que

a situação é conveniente – havendo

um jogador muito tight no Big Blind, por exemplo – você poderá apostar para tentar roubar a mesa, indepen- dentemente das cartas que estiver segurando. Isso é o que se costuma chamar de blind steal. Quando você fizer isso, só é preciso ter o cuidado de observar a pilha de fichas dos joga-

dores que falam depois de você, pois, quando houver algum short-stack, ele pode entrar de re-raise all in e você pode acabar sendo obrigado a dar um call por odds, fazendo um showdown que prejudique a sua imagem na mesa e lhe custe mais fichas do que pretendia sacrificar no início da jogada.

Além disso, com um stack médio, você também poderá aplicar um re-steal, apostando todas as suas fichas quando tiver bons motivos para acreditar que algum jogador está subindo a aposta apenas para roubar a mesa (exatamente

o que você estava pensando em fazer

no parágrafo anterior). Vamos imaginar

a mesma situação de antes, mas você

está com 18.000 fichas. Dessa vez, um jogar bastante agressivo antes de você,

com pouco mais de 20.000 fichas, sobe

14 | JUNHO

você, com pouco mais de 20.000 fichas, sobe 1 4 | JUNHO Cowboys, King Kong, Kangaroos,
você, com pouco mais de 20.000 fichas, sobe 1 4 | JUNHO Cowboys, King Kong, Kangaroos,

Cowboys, King Kong, Kangaroos, Ace Magnets, Kaká K K

federal@revistaflop.com.br

a

aposta para 3.000. Sabendo que ele

2.700, na tentativa de roubar os blinds, você pode subir novamente para perto de 10.000, com uma mão fraca, e ainda conseguirá dar fold, caso ele tenha uma mão realmente boa e vá de all in.

A pós o aumento na oferta de

livros e de videoaulas sobre

poker, que aconteceu junto com

showdowns, como K9s x JQo. Observar isso muitas vezes nos faz pensar que o poker virou um jogo de sorte, quando, na verdade, por trás de uma mão como essa, a técnica e o conceito teórico são fatores predominantes. Quanto mais um jogador melhora o seu jogo, com mais profundidade ele entende que, na verdade, o poker não é um jogo de cartas. E é a pura verdade: conceitos de posição, dos estilos dos adversários, e, agora, esses que citei – relativos à quantidade de fichas de cada jogador e ao tamanho de suas pilhas – são tão ou mais im- portantes que a força das duas cartas que o jogador segura em suas mãos. Cabe a todo amante do poker apri- morar-se em cada uma dessas áreas, obtendo experiência online e ao vivo, para ter um arsenal de moves e joga- das cada vez mais completo e difícil de ser interpretado e detectado pelos adversários.

faz isso com muitas mãos, mas somente dará call em uma volta com uma pe- quena parte delas, e também sabendo que essa jogada representa muita força para os três jogadores depois de você, é razoável ir all in com boa parte das car- tas que você estiver jogando. É por isso que, algumas vezes, vemos bons jogado-

 

o

crescimento do poker online, o blind

res indo all in com Q4o, J2s, ou outras mãos que parecem não fazer sentido.

C om stacks ainda maiores, com mais do que 30 Big Blinds (M=13), as situações começam

a

ficar mais complexas. Com pilhas

steal tornou-se bastante conhecido e popular. Dez anos atrás, somente pro- fissionais e jogadores muito agressivos faziam blind-steal com frequência, mas,

hoje, grande parte dos jogadores o está fazendo. Justamente por causa disso, o jogo se adaptou, e o re-steal se tornou cada vez mais comum entre os joga- dores, especialmente na Internet. Em razão disso, algumas vezes nós vemos

que seria um “re-re-steal”, em que um

o

desse tamanho, você pode, além de dar raise para roubar a mesa – o blind steal –, também dar raise para aplicar um re--steal, sem precisar ir all in. Naquela mesma mesa, com oito jogadores e apostas obrigatórias de 500/1.000 e ante de 100, todos os jogadores estão com pilhas grandes e você, estando no dealer, está com um stack de 35.000 fichas. Nessa situação, se o jogador que está a sua direita sobe a aposta para

jogador abre raise para roubar os blinds e, após enfrentar um re-raise, vai all in com uma mão fraca, fazendo com

que alguns potes gigantes de torneios importantes entre bons jogadores sejam eventualmente decididos em

Igor "Federal" Trafane Presidente da Confederação Brasileira de Texas Hold'em (CBTH).

 

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JUNHO | 15

C OLUNA | A NDRÉ A KKARI estava por vir. O mais famoso torneio do

COLUNA | ANDRÉ AKKARI

estava por vir. O mais famoso torneio do poker online – o Sunday Million – estava guardando para mim as maiores emoções de um belo domingo. Joguei o torneio durante 7 horas, de uma forma bem sólida, tentando fazer os movimentos certos nas horas certas, sempre prestando muita atenção na re- lação de blinds com meu stack e sempre focado nas ações dos meus adversários. Meu torneio não foi de muitas cartas boas, mas foi de um jogo agressivo, ganhando muitas mãos no flop e no turn, com continuations bets eficientes, que me levaram à reta final do torneio. Quando faltavam aproximadamente 100 jogadores, tentei um re-steal de A5, do botão, no bet do cut-off. Acabei en- contrando um JJ pela frente, do BB, e levei call também do cut-off, com KJ. Acertei o A no turn, e isso me deixou com aproximadamente 60 Big Blinds, completamente de volta para o jogo.

A grande razão do meu texto desta

edição é a bolha da mesa final,

mas, para entender a razão da

matéria, é preciso levar algumas coi- sas em consideração. A mais impor- tante é que, de quando restavam 50 jogadores até restarem dez jogadores, eu cresci o meu stack, de um milhão e

meio de fichas até seis milhões e nove- centas mil, praticamente sem showdown, em uma estratégia sólida de roubo de blinds com

AGRESSIVIDADE NA

BOLHA?

Existe chance de foldarAK faltando um cair para a FT do Sunday Million?

E aí, meus amigos leitores da Flop! Escrevo esta coluna di- reto de Las Vegas, com uma expectativa enorme para a WSOP, que já começou com

ótimos resultados dos brasileiros. A comunidade do poker está preparada para os eventos mais esperados do ano, e muitos brazucas estão chegando ao aeroporto McCarran, em busca do tão sonhado bracelete. Assim que voltei de Monte Carlo, fiz um planejamento de conseguir ficar uns dias de férias e, logo em seguida, fazer pelo menos quinze dias de jogo pesado – tanto online quanto live – para entrar bem preparado para os eventos da maratona que é a World Series. No

período de férias, consegui coisas que realmente mudaram minha rotina dos últimos anos. A principal foi o regime

– cheguei em Las Vegas com

99 quilos e, graças a muito esforço, consegui alcançar mágicos 91 quilos atual- mente –, cumprindo uma

rotina alimentar fortíssima

e com exercícios em dois

períodos, todos os dias. Isso

faz com que, agora, me sinta uma outra pessoa. Tudo me- lhora, principalmente o lado emocional. Depois do período de fé- rias, como planejado, enga- tei pesado no poker online (pesado em quantidade de horas jogadas e leve em qui-

los, lol). Minha rotina passou

a ser assim: fazer exercícios

das 9 às 10h30, depois pegar

de jogo, em pelo menos 13 torneios. É a famosa “reta toda”. Definitivamente, o preparo deu re- sultado. Desde o primeiro dia de tra- balhos, consigo, praticamente todos os dias, chegar a mesas finais e, o principal, eu chego jogando bem, muito concen- trado, bastante focado no que deve ser feito em cada mão, e isso, tenho certeza, que vem fazendo toda a diferença.

M as, vamos ao que interessa. Em um domingo, dia de ouro do online, tive um dos grandes

dias da minha carreira, pois consegui pegar três mesas finais. A primeira foi no $50 com re-buys (big antes), pegando uma nona colocação; a segunda foi no $100 com dois re-buys, na qual fiquei em segundo lugar e levei uma bela premiação, mas, na verdade, o melhor

e levei uma bela premiação, mas, na verdade, o melhor o timing certo, aplicando c-bets e

o timing certo, aplicando c-bets

e também usando oportunida-

des coerentes – como poucos, mas corretos re-steals –, que me deram bastante margem para

crescer meu stack. Quando chega a bolha da mesa final, meu stack é de exatamente seis milhões e se- tecentas mil fichas, na segunda colocação, e os blinds em 100K/200K. Sendo assim, te- nho aproximadamente 35 Big Blinds, uma situação confortá- vel para pressionar a bolha de um torneio tão importante. Na semibolha e bolha da mesa fi- nal, eu subi aproximadamente 40% das mãos, sem correr ris- cos em qualquer momento, e eis que chega a mão crucial.

o

$100 com re-buys, do Stars,

e

jogar todos os torneios até

Nightly Hundred. Tudo isso são mais de oito horas

o

16 | JUNHO

Tudo isso são mais de oito horas o 1 6 | JUNHO Ladies, Bitches, Mulheres, Minas,
Tudo isso são mais de oito horas o 1 6 | JUNHO Ladies, Bitches, Mulheres, Minas,

Ladies, Bitches, Mulheres, Minas, Siegfried and Roy Q Q

aakkari@revistaflop.com.br

Minas, Siegfried and Roy Q Q aakkari@revistaflop.com.br E ncontro-me no UTG com a mesa five-handed ,

E ncontro-me no UTG com a mesa five-handed, com AK. Subo 490K, lembrando que os blinds

estão 100K/200K. O chip leader é o BB, com 13 milhões de fichas; eu tenho quase sete milhões e o dealer, que é

o vilão em questão, está em terceiro com 4,7 milhões em fichas. Quando

a ação chega nele, ele simplesmente

não pensa em dar uma volta de um milhão, nem nada parecido. Ele em- purra tudo no pano. A ação volta para mim; acabo nem pensando muito e

dou call. Ele abre AJ, batem dois J e eu entro na mesa final como o short-stack, sendo eliminado na nona colocação, infelizmente de AK, pelo mesmo cara, com 55. Entretanto, o resultado não é

o mais importante para esta matéria, e

sim a situação do AK na bolha. Se perguntar, acho que para 80% dos jogadores profissionais a resposta será de que o call é acertado. Já entre os profissionais somente do online, provavelmente esse número sobe para 90%, se não 100%. Entretanto, gosto de pensar em formas diferentes de analisar o jogo e ver se encontro modos mais lucrativos, dentro dessa dinâmica gigante que envolve o Texas Hold’em. O range de mãos do meu oponente administro da seguinte forma: de 66 a JJ, poucas chances de QQ e pratica- mente zero chance de KK e AA. Não consigo acreditar que alguém com AA ou KK vá all in de cinco milhões em

um bet de 490 mil, na bolha de um tor- neio valendo mais de 200 mil dólares. Além desses pares de que falei, coloco também na mão do meu oponente, pela velocidade do

all in, duas mãos dominadas, o AQ e o AJ, com muito pouca chance de ser AT para baixo. Acho que até existe esse move, mas não nessa hora, ainda mais sendo, o meu oponente, um jo-

gador fraco, sem muitos ganhos, como eu já havia pesquisado. Por sinal, os nove restantes eram muito fracos. Quem acompanhou, checou isso também: a mesa apresentava um nível de jogo dos piores que já presen- ciei em um torneio dessa importância. Portanto, daí vem a pergunta: “Será que existe fold neste AK?” Temos que analisar a questão, pelas seguintes razões:

4. pelas estatísticas, a diferença em dinheiro dos prêmios da mesa final iria fazer muito mais pressão nos meus ad- versários do que em mim, e, com meu stack atual, eu poderia exercer de forma absoluta essa pressão na mesa final.

E sses são os itens principais que me levaram a refletir sobre essa mão. Entretanto, dei call e fui

para a briga. Eu sabia que, se o pe- gasse dominado e ganhasse o pote, eu praticamente estaria no heads-up desse torneio, com a forma com que eu vinha jogando. Infelizmente, tomei uma bad beat, mas faz parte do jogo. Eu saio deixando essa dúvida. Ana- lisem bem: em nenhum momento eu disse que talvez um fold fosse justifi- cado, por receio, ou por valorizar a mesa final. As argumentações são sim- plesmente técnicas, da forma como o jogo veio correndo e como eu previa que poderia jogar a FT. Como acho que o poker tem

muito mais dis- cussões do que imaginamos, essa é uma delas que fica no ar. Quero termi- nar este artigo com a seguinte conside- ração: eu acho que essa mão exem-

plifica a grande diferença entre o poker online e o live. De uma forma ou de outra, estamos falando de sta- cks de 25BBs contra 35BBs, e quem ganhar fica com 60BBs em blinds de 15 minutos, o que significa que isso talvez defina o porquê de os onli- ners serem tão mais agressivos e tão contra folds desse tipo. No live, mui- tas vezes em reta final vemos alguém tomar decisões que contrariam total- mente a filosofia online do jogo. O resumo da ópera foi: eu sou um on- liner; quando o cara veio de all in, eu fechei o olho e cliquei em “I call, Baby!!!” E rezei!

André Akkari Membro do Team PokerStars e um dos maiores jogadores de Texas Hold'em do País. Seus resultados online e ao vivo crescem a cada dia, desde que decidiu se dedicar somente ao poker.

“Fechei o olho e cliquei em ‘I call, Baby!!!’ E rezei!”
“Fechei o olho
e cliquei em
‘I call, Baby!!!’
E rezei!”

1. meu stack é confortável;

2. a maior parte do range de mãos

em que coloco meu oponente resultam em coinflips;

3. minha ação no pré-flop, flop e turn vi-

nha sendo muito sólida, já que subi meu stack em mais de 350%, sem showdown;

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JUNHO | 17

CCOOLUNALUNA | CAIO BRITES APRIMORANDO SUA in. Algumas vezes dez fichas, outras uma, enfim, algo
CCOOLUNALUNA | CAIO BRITES
APRIMORANDO SUA
in. Algumas vezes dez fichas, outras
uma, enfim, algo que demonstre aos
adversários que eles – os jogadores
profissionais – estão totalmente com-
mited com o pote e que não irão mais
largar a mão, certo?
equipe inicialmente formada por
seis jogadores – atualmente com
quatro jogadores, em razão da
saída, por motivos pessoais, dos
irmãos Marco e Lucas Morais –
mostrou muita garra, determinação
DESTAQUE DO MÊS
desenvolvimento do seu jogo? Em seu
entendimento, quais os principais as-
pectos que você melhorou em seu jogo?
Conforme aconteceram os coachs, logo
TÉCNICA
Acompanhe as dicas e veja como está
indo o nosso time nas mesas online
All In
e vontade de ganhar.
Com um bom entendimento te-
órico e uma técnica apurada, nos-
sos jogadores “grindaram” pesado
$ 1.580
3.850 call - 550
E aí, galera! Estamos de volta
para mais uma coluna sobre
Sit-and-Go. Gostaríamos de
agradecer os e-mails envia-
dos por jogadores de diver-
o que deve fazer quando os blinds
e bateram o field dos sits de 45 e 90
jogadores, com buy-in de $10+1 e
$24+2. Após 50 dias, os jogadores
atingiram os seguintes valores:
Agora vamos es-
trear na nossa Co-
luna um espaço
para o jogador que
mais se destacou
durante o bimestre,
para que os leitores
possam melhor co-
nhecer as feras que compõem o time.
Nessa primeira edição, o jogador
Vitor “TeamPRO Brasil” Moreira
foi quem mais se destacou, com re-
call - 550
sultados de fazer inveja a qualquer
profissional de
pude ajustar alguns leaks no meu jogo.
O time possui uma estrutura para o
aprendizado que vai muito além das
aulas. Não é raro encontrar boas dis-
cussões no fórum, ou mesmo em nos-
sas conversas no Skype, que ajudam
muito a desenvolver o game. Além
disso, o método adotado pelo pessoal
possibilitou jogar mais mesas, com um
jogo um pouco mais tight, porém ven-
cedor. Outro fator bastante relevante
$ 3.450
MESAS
AV.
AV.
AV.
TOTAL
550
é a convivência com bons jogadores,
NICK
Fold
JOGADAS
PROFIT
STAKE
ROI
PROFIT
sas partes do Brasil que se interessaram
pelo nosso projeto e, através do nosso
site, se inscreveram. É muito gratifi-
cante ver a quantidade de pessoas que
estão dispostas a dedicar seu tempo a
uma modalidade que é julgada, errone-
amente, como um poker “mecânico”.
Existem situações em um Sit-and-Go
que são Standard e podem parecer
mecânicas. Ora, sendo o poker um
jogo técnico que envolve Estatística
estão altos, e a agressividade se torna
essencial para a sobrevivência.
Esses são apenas alguns dos diver-
sos argumentos que podemos citar,
porém o foco aqui não é dizer que
SnG – turbos ou não – seja a melhor
modalidade, e sim derrubar o mito
de que não é preciso habilidade nesse
tipo de jogo ou que o fator determi-
nante seja a sorte.
tiopatinhas9
1.105
$ 2
$ 13
13%
$ 2.357
$ 20
$ 2.275
TeamPro brASIL
1.318
$ 6
$ 18
31%
$ 8.030
como Caio Pimenta, Felipe Mojave e
Robigol, que muitas vezes estão con-
versando com nossos instrutores, em
conferências no Skype.
PorcoEspinho
2.137
$ 2
$ 16
12%
$ 5.294
SnG. Ele mos-
trou que, com
força de von-
tade, determi-
nação e estudo,
qualquer joga-
dor pode ven-
cer no poker.
FONTE: SHARKSCOPE
Dicas de SnG
A gora, vamos a uma das partes
mais esperadas da Coluna.
O s resultados, sem sombra de
dúvida, falam por si sós. São
números consistentes, de joga-
Nesta edição, falaremos so-
e Matemática, é natural que em de-
terminada mão uma jogada específica
resulte, no longo prazo, em um ga-
nho maior. E isso vale para qualquer
modalidade do esporte.
Além disso, muitos julgam que o
SnG é uma “loteria”, principalmente
os turbos. Esse preconceito ocorre
em virtude de o SnG ser normal-
mente decidido com os jogadores
apostando todas as suas fichas antes
do flop, muitas vezes com cartas que
dificilmente seriam mostradas em um
all in pré-flop em outra modalidade.
Acontece que as cartas de um bom
jogador de SnG são somente um dos
fatores que envolvem a decisão de
mover suas fichas, sendo que algu-
mas vezes elas são irrelevantes.
Existe, ainda, mais um ponto im-
portantíssimo que muitos se esque-
cem de falar: o SnG é a base para
se treinar um end game de MTT. Pelo
bre uma jogada de SnG Single Table
que é usada somente em casos de
bolha. Ela também pode ser uti-
lizada em satélites.
A bolha é o momento mais crítico
de um SnG Single Table e deve ser
jogada de maneira diferente, pois
ERRADO! O bom jogador faz isso
pelo seguinte motivo: quando está
short-stack no momento da bolha e
resta mais de um adversário para
falar, existe a possibilidade de dois
jogadores, depois dele, se envolve-
rem em all in. Quando isso acontece,
o jogador que deixou as dez fichas
para trás dá fold e torce para que o
menor perca a mão e, consequen-
temente, estoure a bolha. É obvio
que, se somente um jogador entrar
na mão, ele irá para o all in e colo-
cará as fichas restantes no pote.
dores que têm todo potencial para se
destacar dentro do cenário de SnG
Online. Vamos aguardar a próxima
edição, para saber quais deles já bate-
ram a meta e como andam os novos
jogadores do projeto abaixo:
Vitor já era
um vencedor, porém em 50 dias
ganhou metade do que levou dois
anos para acumular. Vamos conhe-
cer um pouco melhor o destaque do
time neste bimestre.
Você pretende se profissionalizar como
jogador de SnG? Quais são seus planos
assim que você bater a meta do projeto?
Vitor, conte para os nossos leitores como
está sendo a sua experiência em fazer
parte do time.
E aí, pessoal da Flop! Primeiramente,
é aqui que a maioria dos jogadores
é um prazer estar aqui dando esta en-
Um dos meus maiores sonhos é ser
profissional de poker, e, cada dia
mais, penso na possibilidade de me
profissionalizar em SNG, mas, com
certeza, sem esquecer dos MTTs. A
princípio, minha meta, após bater os
10K profit, é seguir jogando os SNG
no FullTilt e ingressar no projeto
como instrutor, para poder passar,
para os próximos times, os conhe-
cimentos que adquiri.
comete os maiores erros. Um simples
ajuste em um leak de bubble pode
representar um ganho significativo
no ROI de um jogador. Por isso, é
importante identificar quais são as
suas chances no torneio, para adotar
II MTT SnG Team Pro: após mais uma
seleção, que incluiu filtragem dos
jogadores com o perfil do time, uma
prova de conhecimentos técnicos de
Vitor, agradecemos a entrevista,
All In
e boa sorte! Esperamos que, assim
All In
poker e de específicos de SnG, e uma
entrevista final, chegamos a mais um
time formado para representar esse
trevista para vocês, sobre a experiên-
cia em participar do SNG TeamPro.
Olha, tem sido algo muito especial
para mim. Venho aprendendo muito
3.850 call - 2.130
a cada dia que passa e, além disso,
projeto:
a estratégia adequada, algumas ve-
Fold
zes jogando para vencer o torneio,
outras para somente entrar na faixa
de premiação. A estratégia que va-
mos comentar aqui na Revista Flop
funciona para a segunda situação,
quando você já não possui muitas
chances de ganhar e está jogando
para ficar ITM, o que pode represen-
tar um grande lucro no longo prazo.
Os jogadores profissionais do on-
line, na maioria das situações em
que se veem na bolha, muitas vezes
deixam uma quantidade simbólica de
fichas para trás, em vez de mover all
fiz amigos que, tenho certeza, serão
para o resto da vida. O pro-
jeto é muito importante para
como você, muitos jogadores possam
rapidamente desenvolver o próprio
jogo, com a ajuda do SnG TeamPro.
Será um prazer tê-lo como instrutor
e exemplo para todos do projeto.
$ 3.450
o meu crescimento no poker.
Fold
Mesmo já sendo vencedor, as-
$ 20
$ 2.275
André “ScarfaceBR” Borgheri
Delbio “SngHoof”
Felipe “Tam Raven” Nunes
Flávio “FHNAK” Nakatani
Gabriel “BP_Ferreira” Ferreira
Hugo “Minduin”
Paulo “trinovaes” Novaes
Thiago “WTFwassThat” Albuquerque
sim que soube do projeto, vi
nele a oportunidade de evo-
luir ainda mais o meu game,
Na próxima edição, traremos os
resultados dos Times I e II, bem
como uma nova estratégia para in-
crementarmos nossas jogadas. Envie
e, por isso, não hesitei em me
SNG TEAM PRO
inscrever para a seleção.
fato de o jogador de sit-and-go viver
C onforme prometido na edi-
seu comentário ou sugestão para
sngteampro@hotmail.com.br.
Até a próxima! ♠
a experiência de fazer diariamente
ção anterior, comentaremos
várias mesas finais e semifinais, tudo
se torna mais familiar na reta final de
um grande torneio. Assim, o jogador
dessa modalidade sabe exatamente
o resultado inicial do nosso
projeto, o “SNG Team Pro”. Após
muitas aulas, diversos leaks cor-
rigidos e muitas horas de jogo, a
Você já era um ganhador an-
tes de fazer parte do time,
porém seus resultados melho-
raram muito. Na sua opinião,
como o projeto o ajudou no
SnG Team Pro
Para saber mais sobre o projeto, acompanhar
a evolução dos jogadores do time ou fazer
parte da próxima turma, acesse:
www.sngteampro.com.br

18 | JUNHO

Jokers, Hooks, Ganchos, Anzóis, Jay Jay

J J
J
J

WWW.REVISTAFLOP.COM.BR

JUNHO | 19

C OLUNA | F ELIPE M OJAVE por que você irá viver entrando em casos

COLUNA | FELIPE MOJAVE

por que você irá viver entrando em casos em que a chance de perder to-

das, ou grande parte das suas fichas,

é de 50%? Não faz nenhum sentido.

Vale a pena aguardar um momento em que o pot odds e a porcentagem de vencer a mão o favoreçam, e será melhor ainda se tiver a capacidade de

acumular seu stack, sem nem mesmo ter mostrado suas cartas.

LIDANDO COM OS

LIDANDO COM OS

COINFLIPS

COINFLIPS

Dicas que podem alterar sua chance

Dicas que podem alterar sua chance

de vitórias envolvendo as corridas

de vitórias envolvendo as corridas

C omplementando esse raciocínio, não é necessário ficar caçando coinflips a toda hora, mas haverá

momentos em que entrar nessa situ- ação será a melhor opção para ficar vivo ou ir mais longe no torneio. Um exemplo clássico: você está em

um torneio e já dobrou suas fichas,

e em sua mão aparece um AK. Um

adversário, com stack maior que o seu, lhe dá um re-raise all in quando os blinds estão 200/400. Por mais que haja grandes chances de ele ter um par menor que KK ou mesmo AK,

não vale a pena arriscar o seu torneio em um coinflip nesse momento, pois

a quantidade de fichas investidas no

pote é pequena, considerando o tama-

nho de seu stack em relação aos blinds. No decorrer do jogo, você encontrará situações muito melhores para envol- ver as suas fichas. Esqueça o seu ego

e dê fold em uma mão que possivel-

mente está empatada: deixe o adver- sário levar essa e, assim, mostre-se inteligente.

E stive lendo muito sobre este assunto em sites, fóruns e, principalmente, obser- vando a postura e opiniões dos profissionais de torneios

multi-table, e achei que seria um ótimo assunto a ser analisado para você, amigo leitor da Flop. Quem não sabe que é necessário

entrar em situações de coinflip nos tor- neios para sair vitorioso? Bom, isso todo mundo sabe. Independentemente da estrutura do torneio e do seu estilo de jogo, com a pressão dos blinds e

a batalha para acumular fichas, você

irá se sentir obrigado a encarar essa situação mais cedo ou mais tarde. Os exemplos mais clássicos de coinflips

são: AKs x QQ ou AT x KQ. O que muita gente não sabe é que você pode muito bem controlar essas

situações e fazer com que elas ocorram

a seu favor. E a pergunta fica no ar:

“Como é que algum jogador pode ter vantagem em uma situação de coinflip, se o nome mesmo já diz que ambos jogadores têm os mesmos 50% de chan- ces de vencer a mão?” Pois é, mas a diferença não está aí, mas sim na si- tuação em que você enfrenta esse tipo de jogada. Um bom player de torneios sabe a hora certa de ir para a corrida e, assim, maximizar o seu lucro. Então, como é que podemos extrair o máximo de vantagem das situações de coinflip? Vou lhe passar algumas dicas.

QUANDO EVITAR O COINFLIP

Q uanto mais você se esquivar dessa situação entre o começo e o meio do torneio, melhor.

Se você acredita ser um jogador que irá colocar todas as suas habilidades para desenvolver situações em que tenha grande vantagem quando todas as fichas forem para o centro da mesa,

vantagem quando todas as fichas forem para o centro da mesa, Mas se você perceber que

Mas se você perceber que seu adversário está tentando roubar os blinds

ou se a quantidade de fi-

chas na mesa for consi- derável, se estiver com um stack menor que 20 Big Blinds, faça tudo ao

contrário do que escrevi antes. Cuidado com essa denominação de quan-

tidade de blinds, pois isso se aplica, principal- mente, nos torneios deep stack, e não no “turbão” que você joga no clube com os amigos, em que 20 BB’s é muita ficha e todo mundo está com o

M apertado.

20 | JUNHO

ficha e todo mundo está com o M apertado. 2 0 | JUNHO Dimes T T
ficha e todo mundo está com o M apertado. 2 0 | JUNHO Dimes T T

Dimes T T

colunas@revistaflop.com.br

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DEIXE O OPONENTE TOMAR A DECISÃO

Quando você decide ir atrás do coinflip com mãos do tipo A2, sabendo que ela tem um valor maior do que mãos sem Ás, figuras (KQ, KJ, QJ) e cartas que não formam pares, tenha muita cautela também. Primeiramente, você terá que “contar com a sorte” ou com a leitura perfeita para entrar em uma situação de coinflip real; depois, você tem que ganhar o coinflip, propriamente dito.

 

O bviamente que, em razão de

você estar em all in, seu ad-

versário é quem tem agora a

decisão de dar call ou fold. Uma vez que o pote já tem uma considerável quantidade de fichas, agredir é uma

decisão muito mais inteligente do que

de ser agredido, pois há a possibi-

lidade de o seu adversário decidir pelo fold e de você ganhar o pote ali mesmo. A mesma situação pode ser

a

O utro caso muito famoso é

quando se tem um par baixo,

como 55, por exemplo. Esse é

Mojave como chip leader no PCA

Foto: Joe Giron

Foto: Joe Giron

definida no flop, quando você acerta um combo draw e, basicamente, a qual- quer mão forte que seu adversário tenha, você estará em uma situação de coinflip. Nesse caso, a jogada torna-se ainda mais interessante, pois os po- tes tendem a ser maiores e, se o seu

adversário decidir pagar sua aposta, chegou a hora da corrida atrás de um grande pote, o que pode significar seu sucesso no torneio. Bons jogadores vão usar esse fator, na grande maio- ria das vezes, em própria vantagem, portanto, esqueça da sorte aqui, pois este coeficiente que estamos lidando se chama fold equity, – basicamente,

um par bom e está na frente de qual- quer mão, exceto de pares maiores. Você tem que saber identificar qual

o range com que o seu oponente lhe

é

P ortanto, não se trata de sorte ga- nhar ou não um coinflip. Você pode vencer ou perder todos eles

daria call. Se você acredita que ele lhe pagaria com pares médios, ou seja, entre 77 e TT, esse movimento não seria o mais adequado, já que, se ele realmente tiver um par maior que o

seu e resolver dar call, você não irá se encontrar em uma situação de 50%, mas sim de 80% de chances de perder

em um torneio, só que, no final das contas, o resultado será o mesmo: 50%. Como um mero exemplo: o mesmo coinflip que me eliminou na bolha do EPT de Barcelona em 2008, em um pote gigantesco e faltando oito mesas para a final, foi que me credenciou ao maior stack da história de um Dia 1 no PCA das Bahamas neste ano. Não confunda: alguns jogadores realmente têm “mais sorte” do que outros nos momentos-chave dos torneios, mas nunca misture a Matemática com a sorte. É o mesmo caso de um artilheiro estar debaixo do gol e, livre, receber a bola para empurrar para a rede: você precisa estar lá para conferir a jogada, e tudo o que você fez no passado é fruto exclusivo do seu trabalho e esforço, e lhe possibilita estar lá, naquelas con- dições, naquele momento. Em resumo, é fato que você terá que entrar nessas situações durante os torneios. Cabe agora ter a certeza de, quando isso acontecer, que seja em um momento melhor e mais favorá- vel. Deixo a você um grande abraço e um muito obrigado por ler a minha Coluna. Gostaria de receber o seu retorno sobre os textos que escrevo e ficaria muito contente em responder às possíveis dúvidas que você tenha sobre eles. Abraços, e bom jogo!

mão e jogar o seu torneio fora, por

uma decisão precipitada. E é exata- mente por isso que o AK é a mão per- feita para você jogar o seu adversário para fora do pote ou colocá-lo para pensar, pois as duas únicas mãos que você não quer ver na sua frente são AA e KK. Portanto, qualquer outra mão que seu adversário tiver, ou você está na frente ou está em um coinflip. Por esse motivo, os AKs são super- valorizados em torneios multi-table. Já em cash game, essa mão deve ser jogada com muito mais cautela, ou, pelo menos, deveria ser. Entrar nessa situação em cash é pura burrice. Quem joga esse tipo de mesa está buscando maximizar o seu edge, e tem tempo de sobra para procurar uma situação muito melhor do que um coinflip para enfiar todo o seu dinheiro, já que os blinds não aumentam. Posso falar com propriedade sobre isso, pois sou um jogador regular de cash e não vou ficar entrando nessa para perder dinheiro. Já tem o rake, a gasolina, o hotel, a Internet e a comida. É muita coisa envolvida nos 50% de chance que so- bram para você, o que faz com que seu retorno, nessa situação, seja muito menor do que no longo prazo.

a

é

a situação em que, quando seu opo-

nente der fold, você ganha o pote 100% das vezes, e quando ele der call, você ganha o pote 50% das ve- zes. Ótimo negócio, não é?

SAIBA COMO IDENTIFICAR OS COINFLIPS

Um fator muito importante para ser bem-sucedido em torneios é poder ter a certeza de que os coinflips são realmente coinflips. Muitos jogadores cometem o seguinte erro: “Vou pagar esse all in, pois é coin- flip mesmo!” Ou, então: “Ele deve ter AK”. Não entre nessa onda de ter “espe- rança” de que o seu adversário sempre vai ter um AK na mão quando você tiver um par. Se você se equivocar na leitura e se deparar com um par maior que o seu, suas chances se reduzem a 20% para ganhar a mão; ou 30%, se você encontrar-se dominado em uma situação de AK x AQ ou AJ x QQ. Esse erro pode ser crucial para o seu torneio, portanto, pare e analise a jogada antes de tomar qualquer decisão.

Felipe “Mojave” Ramos Embaixador do site PartyPoker, conseguiu uma mesa final e a sexta colocação na WSOP 2009. É o primeiro brasileiro a con- quistar três premiações no EPT.

WWW.REVISTAFLOP.COM.BR

JUNHO | 21

E m os C OLUNA | F ULL T ILT FIQUE DE FORA DA BOLHA

E m

os

COLUNA | FULL TILT

FIQUE DE FORA DA

BOLHA

Como se comportar nos momentos decisivos no SNG de nove jogadores

chega em três jogadores, 60% do prê- mio já estão garantidos e pagos a eles. Na verdade, os últimos três jogadores estão brigando por apenas 40% do prêmio, já que os outros 60% já estão em suas mãos – 20% garantidos para cada um. É por isso que é tão impor- tante se certificar de que se acabará chegando “no dinheiro”. Você terá que tomar duras decisões e largar mãos complicadas, para ter certeza de que terá direito à parte desses 60%.

A qui há um exemplo de uma mão, na qual você jogaria di- ferente na bolha de um SNG

do que em outras situações. Você está em segundo lugar com 3.000 fichas; os blinds são 100/200, e você recebe A7no Big Blind. O chip leader está no botão e aumenta para 600, o Small fold, e você paga os 400 a mais. O flop traz Q83 com duas cartas de ou- ros, o que é um flop atraente para a sua mão. Você dá mesa e o seu adversário

um típico sit-and-go de

uma mesa, na qual se pagam

três melhores colocados,

o trecho mais crítico é justa- mente quando restam quatro

jogadores. Três deles terão lucro, e o outro irá para casa, de mãos vazias. Nem é preciso explicar que não existe pior posição, para se terminar em um sit-and-go de nove jogadores, do que ser o quarto colocado. É um momento muito delicado, quando o seu stack está diminuindo, os blinds estão aumentando e todo mundo está tentando chegar à pre- miação. Para conseguir aproveitar ao máximo os sit-and-gos, você terá que aprender a masterizar o mo- mento de bolha. No Full Tilt Poker, o primeiro co- locado recebe 50% da premiação, o segundo 30%, e o terceiro embolsa 20%. Mas não deixe esses 20% lhe enganarem. Não são realmente 20% para o terceiro porque, assim que se

Não são realmente 20% para o terceiro porque, assim que se 2 2 | JUNHO colunas@revistaflop.com.br

22 | JUNHO

colunas@revistaflop.com.br

faz exatamente aquilo que você não queria que ele fizesse: coloca-o em all in, pelo dobro de fichas que estão no pote. Você tem um pouco mais do que 3:2 em pot odds em um call, pela sua vida no torneio.

É uma situação, na maioria dos

torneios, em que, se fosse no

início do sit-and-go ou, então, já

na premiação, você daria call. Mas essa é uma situação especial. Você está na bolha, e os 60% da premia- ção estão prestes a ser distribuídos. Se der call, estará provavelmente a 50/50 de ser o jogador que cairá na bolha e não receberá nada. Essa é uma situação na qual você realmente deve deixar que a estrutura de um SNG influencie a sua decisão. Assim que a bolha estourar, o seu método deve mudar bastante. Olhe de novo para a estrutura de premia- ção: os últimos três jogadores estão brigando pelos 40% restantes do prize pool. Se você subir de terceiro para segundo, recebe mais 10%, mas, se acabar em primeiro, você leva mais 30%. São três vezes mais recompensas para vencer, do que apenas passar um degrau na premiação. Agora, o seu objetivo torna-se fazer o que for necessário para terminar em primeiro lugar, e não há razão para se preocupar em perder e acabar em terceiro lugar.

V ocê deve estar disposto a co- locar todas as suas fichas em risco para ter um stack que possa

levá-lo à vitória. Se você receber uma mão como J9 ou um AX, e parecer que alguém está tentando forçar a barra, é a hora de acabar com aquilo. Coloque suas fichas no meio da mesa. Você não quer perder suas fichas aos poucos, mal chegando em segundo lugar e perdendo a chance de vencer. Nessas estruturas de torneio, o ob- jetivo inicial é sempre ser premiado. Depois de conseguir parte do prêmio,

o objetivo é apenas a vitória.

Howard Lederer Membro do Team Full Tilt, possui dois braceletes da WSOP e já chegou na quinta colocação do Main Event, em 1987. Annie Duke, sua irmâ, também é uma conhecida jogadora profissional.

em 1987. Annie Duke, sua irmâ, também é uma conhecida jogadora profissional. Phil Hellmuth, Wayne Gretzky
em 1987. Annie Duke, sua irmâ, também é uma conhecida jogadora profissional. Phil Hellmuth, Wayne Gretzky

Phil Hellmuth, Wayne Gretzky 9 9

em 1987. Annie Duke, sua irmâ, também é uma conhecida jogadora profissional. Phil Hellmuth, Wayne Gretzky
C O L U N A | B A N A N A S P

COLUNA | BANANAS POKER

colunas@revistaflop.com.br

DICAS E CUIDADOS NAS MESAS (daqueles adversários que não largam um par nem uma pedida)
DICAS E CUIDADOS NAS
MESAS
(daqueles adversários que não largam
um par nem uma pedida) e, como
você sabe, um par de AA jogando
contra quatro adversários com mãos
marginais torna-se o azarão pré-flop.
Veja o que fazer para prevenir embates
desnecessários e proteger seu bankroll
P ortanto, tome cuidado quando
enfrentar muitos adversários
fracos na mesma mesa – tente
O lá, amante do
poker! Nesta
edição, estreio
a coluna do site
BananasPoker,
inaugurado há pouco tempo
e que tem grandes planos
para promover o poker aqui
no Brasil. A intenção é trazer
dicas e informações impor-
tantes, para que você possa
aprimorar o seu jogo e fazer
crescer o seu bankroll.
isolar-se nas mãos com um ou dois,
no máximo, ou atacar um a um iso-
ladamente, quando possível.
Outra saída é esperar o mo-
mento em que você está nuts e,
aí sim, fazê-los pagar muito caro.
Geralmente isso acontece mais
cedo ou mais tarde, se você tiver
paciência.
PROCURE OPONENTES
JOGANDO ACIMA DE
SEUS BANKROLLS
ENFRENTANDO OS PATOS
Nunca subestime o perigo de en-
frentar vários jogadores ruins em sua
mesa. Às vezes, sentamos em uma
mesa de torneio ou cash game e nos
mesa de torneio ou cash game e nos
deliciamos, em um pri-
deliciamos, em um pri-
meiro momento, com
meiro momento, com
Porém, eles podem se tornar, ra-
pidamente, um grande pesadelo.
Lembre-se de que vários jogadores
ruins, jogando de forma precária ao
mesmo tempo, podem superar um
bom jogador que entenda as estraté-
gias do poker.
a quantidade de fishes
a quantidade de fishes
(termo
(termo
usado
usado
para designar jo-
para designar jo-
gadores amado-
gadores amado-
S e o bom jogador enfrentar indi-
vidualmente cada jogador ruim
de sua mesa, suas chances de
Quando você se senta em uma
mesa e seus competidores não
ligam para os valores dos bets e
raises, fica muito difícil saber em
que situação você está em determi-
nada mão. Para eles, aqueles valores
são irrisórios, e você perde muita in-
formação com isso. Em contrapartida,
procure modalidades em que os parti-
cipantes estão jogando acima do que o
bankroll suporta. Desses, é mais
fácil se ter uma noção das próximas
ações, pois seus bets significam força e
os checks geralmente demonstram fra-
queza e receio, na maioria dos casos.
res ou ruins) que
res ou ruins) que
enfrentamos.
enfrentamos.
sucesso são enormes, mas o pano-
rama muda quando ele enfrenta três
ou quatro fishes em uma mesma mão
ou jogada. Observamos algo seme-
lhante no mundo animal, em que os
fracos se juntam para se proteger do
predador mais forte. Jogadores de
poker ruins ganham força ao se
“juntar” contra o bom jogador,
assim como um grupo de animais
ganha força contra seu preda-
CUIDADO COM OS TELLS
QUANDO JOGAR AO VIVO
dor. Na verdade, é difícil bater
um grupo de pes-
soas em qualquer
área de nossas
vidas. Imagine
no poker, en-
tão. Você joga
com três adver-
sários até o river
Tome cuidado com a rapidez com
que você pega nas suas fichas. Todos
nós sabemos que a coceira é tremenda
quando se recebe um par de Ás: a ten-
dência é olhar imediatamente para as
fichas e tocá-las. Não faça isso! Tente
conter a emoção e aja naturalmente.
Porém, algumas vezes você até pode
fazer isso, para variar suas ações com
pares altos e enganar os adversários
mais atentos. ♠
Omar Abede
É um dos pioneiros do poker brasileiro, tendo
alcançado uma mesa final em Bahamas.
Em 2009, fundou o site de poker online
BananasPoker, que pode ser encontrado em
www.bananaspoker.com

24 | JUNHO

24

| JUNHO

BananasPoker, que pode ser encontrado em www.bananaspoker.com 2 4 | JUNHO 24 | JUNHO Snowmen, Bonecos
BananasPoker, que pode ser encontrado em www.bananaspoker.com 2 4 | JUNHO 24 | JUNHO Snowmen, Bonecos

Snowmen, Bonecos de Neve 8 8

BananasPoker, que pode ser encontrado em www.bananaspoker.com 2 4 | JUNHO 24 | JUNHO Snowmen, Bonecos
TEMPORADA 2009
TEMPORADA 2009
TEMPORADA 2009 A A Preferência NNacionala c i o na l C om os dois patrocínios,

AA

Preferência NNacionala c i o na l C om os dois patrocínios, os parti- cipantes
Preferência
NNacionala c i o na l
C om os dois patrocínios, os parti-
cipantes puderam perceber um
novo nível de profissionalismo
3
3 a E
a
Etapa – Goiânia (GO)
Tendo mais do que do-
Te
na série, com uma organização cada
dia melhor e uma eficiente presta-
ção de serviços a favor do jogador,
como ampliação da grade de saté-
lites, conforto nos torneios, brindes
dos parceiros e maior divulgação das
marcas. “O BSOP se consolidou como
o torneio mais disputado e desejado
pelo público brasileiro, reflexo da or-
ganização do evento, qualidade dos
jogadores e premiação de destaque!
O BSOP é hoje uma das maiores ce-
lebrações do poker nacional, com re-
presentantes de todos os Estados do
País”, conta o idealizador do BSOP,
brado a premiação garan-
bra
Leandro Brasa.
tida nas duas primeiras paradas
do ano, a expectativa para a terceira
etapa, em Goiânia, era enorme.
O Clube Fiori foi o palco do evento,
que, como de costume, teve início com
um super satélite de R$100 com re-
-buys, na sexta-feira, última chance para
quem ainda não tinha conseguido a
vaga para a etapa.
No sábado, Dia 1, 206 jogadores,
de vários lugares do Brasil, inicia-
ram a disputa pelo prêmio de mais
de R$50 mil. Ao final do 14 o nível,
restavam 41 jogadores, que passa-
riam para o segundo dia. Entre os
Com o salão lotado, mais
de 200 pessoas dividem as
mesas em busca do título

Depois de São Paulo e Santa Catarina, o BSOP desembarca em Goiás e no Paraná e quebra todos os recordes da série

em Goiás e no Paraná e quebra todos os recordes da série Sunset Strip, Walking Sticks,
em Goiás e no Paraná e quebra todos os recordes da série Sunset Strip, Walking Sticks,

Sunset Strip, Walking Sticks, Bengalas 7 7

V ocê pôde acompanhar, na última edição da Flop, como foram as duas primeiras eta- pas do BSOP desta tempo- rada de 2009. Ao alcançar

dois recordes seguidos de público, a sé- rie mostra por que se consolidou como um marco de qualidade, fato reconhe- cido com o Prêmio Flop na categoria Melhor Série de Torneios. Além de tudo isso, é importante destacar a nova fase do BSOP e da sua organizadora, a Nutzz: o contrato de patrocínio com o BestPoker foi renovado e, além disso, a empresa ganhou outro parceiro na presente série – o Full Tilt Poker. Os dois sites – BestPoker e Full Tilt Poker –, embora concorrentes, uniram-se e

passaram a compartilhar um ambiente de elevada ética profissional, o que vem a engrandecer a marca da Nutzz, assim como a das séries BSOP e CPH.

Da esq. para dir.: Guto, Leandro Brasa, Guga, Leo Bello e Federal fazem parceria inédita no País

Guga, Leo Bello e Federal fazem parceria inédita no País 2 6 2 6 | |

2626 || JUNHOJUNHO

parceria inédita no País 2 6 2 6 | | JUNHO JUNHO O mineiro Tarcísio Ferreira
O mineiro Tarcísio Ferreira conquista uma bela vitória nesta etapa de Goiânia
O mineiro Tarcísio Ferreira conquista uma
bela vitória nesta etapa de Goiânia
classificados estavam jogadores do Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná, Rio de
classificados estavam jogadores do
Amazonas, Bahia, Distrito Federal,
Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná,
Rio de Janeiro, São Paulo e, claro,
de Goiás, numa demonstração, mais
uma vez, do alcance nacional que o
BSOP consolidou. Alguns nomes co-
nhecidos, como Marcos XT, Sérgio
Braga, Patrícia Cominetti e Antonio
“Mumu” Andrade, estavam entre os
classificados. O líder era o mineiro
Tarcísio Ferreira, com mais de 215
mil fichas.
N a mesa final estava presente o
campeão brasileiro de 2007,
Sérgio Brun, que acabou sen-
a
do o primeiro eliminado, na nona
colocação. Ele entrou de all in com
A7 e encontrou AK pela frente. Em
uma mesa final atipicamente rápida,
Tarcísio chegou ao heads-up contra
o carioca Robson Ferreira, que, na
última mão, enfrentou um coinflip
doloroso. Após Tarcísio anunciar all
in pré-flop, Robson pagou e mostrou
77. Tarcísio abriu J9o e acertou o
J no flop. Nada bateu no bordo, e
Tarcísio selou sua vitória nessa ter-
ceira ceira etapa etapa do do B BSOP.

D esde o terceiro nível de blinds, quando foi anunciado o pri- - meiro chip leader do torneio, ,

foi anunciado o pri- - meiro chip leader do torneio, , 4 a Etapa – Curitiba
4 a Etapa – Curitiba (PR) 4 a E Apesar de a etapa de A
4 a Etapa – Curitiba (PR)
4
a
E
Apesar de a etapa de
A
Goiânia G ter corres-
pondido às expectativas,
pond

poucos esperavam o que estava por vir na próxima parada da série. Após deixar o Centro-Oeste, a caravana do BSOP seguiu para a belíssima Curitiba, cidade que esteve presente no calendário da série desde sua pri- meira temporada e que já foi palco de alguns recordes de público. A Nutzz havia divulgado que eram esperados cerca de 300 participantes e, para

tanto, anunciou uma bem recebida mudança na estrutura dessa etapa:

pela primeira vez, o BSOP seria dis- putado em três dias, sendo dois dias iniciais e um dia final.

O palco da quarta etapa foi o salão

de eventos do hotel Sheraton,

e a estrutura montada para os

participantes estava de igual para igual com a de grandes torneios internacio- nais. Inicialmente, havia 200 lugares no salão do torneio, e, ainda no pri- meiro dia, na sexta-feira, a organização do torneio anunciou que a competição iria começar com lotação máxima e com competidores na lista de alternates. Com 223 inscritos no Dia 1A, já se pre- via um recorde de público, com uma margem considerável sobre o número anterior – 246 jogadores, em Balneário Camboriú. O Dia 1A terminou com 46 classificados e com a fila puxada por Vitor Campelo, que terminou o

dia com quase 170 mil fichas. No sábado de manhã, quando inú- meras pessoas aguardavam para fazer

inscrição, antes mesmo de o pri-

meiro competidor presente pagar o seu buy-in, a organização do evento informava que a capacidade de 210 assentos estava esgotada – uma mesa

a mais foi disponibilizada – pelas ins- crições antecipadas e, consequente- mente, seria formada uma longa lista de alternates. Para quem não está familiarizado com o termo, alternate significa que você fez a sua inscrição, mas a ca- pacidade de lugares do torneio foi esgotada. Em um torneio, os jogado- res em alternate ficam aguardando as

eliminações ocorrerem para, então, ocupar os lugares vazios, antes ocupa-

dos por aqueles que foram eliminados. A equipe organizadora se desdobrou para acomodar o máximo de competi- dores. Mesmo utilizando a totalidade das mesas disponíveis, ainda assim o último alternate sentou-se com quase três horas de disputa. Com 255 ins- critos no Dia 1B, o torneio reuniu 478 jogadores, mais do que duplicando

o recorde anterior, o que possibili- tou uma premiação também recorde. No meio do segundo dia, o diretor do torneio, Devanir Campos, o DC,

Tarcísio não perdeu a liderança, ,,, mantendo seu stack sempre à frente e dos demais jogadores, o que cul- minou com a sua chegada à mesa final com a maior vantagem: mais s de 730 mil fichas. Logo após estava o carioca Ricardo Souza, com pouco mais de 600 mil fichas. O décimo colocado no torneio – e “bolha” da mesa final – foi o profissional Sérgio Braga. Ele anunciou all in no botão e recebeu call de Tarcísio no Big Blind. Tarcísio mostrou KQo e Sérgio A7o. O flop já trouxe um K, e nada mais ajudou Sérgio.

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JUNHO |

JUNHO | 27

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

segundo evento paralelo do BSOP contou com mais de 150 jogadores, resultando em um prize
segundo evento paralelo do BSOP contou com mais de 150 jogadores, resultando em um prize

segundo evento paralelo do BSOP contou com mais de 150 jogadores, resultando em um prize pool superior a R$50 mil, superando, e muito, os R$5 mil garantidos pela organiza- ção do torneio. No total, o BSOP de Curitiba distribuiu uma premiação pouco maior que meio milhão de reais, com certeza um marco impres- sionante, um atestado da qualidade e da credibilidade que a marca BSOP carrega por onde vai. Voltando ao evento principal, após uma longa bolha para a mesa final, que deixou as duas mesas restantes jogando em hand-for-hand por quase dois níveis inteiros de blinds, com a eli- minação do décimo colocado, Juarez, ocorreu a formação da mesa final, da sequinte forma:

ocorreu a formação da mesa final, da sequinte forma: T EMPORADA 2009 anunciou que seriam pagos

TEMPORADA 2009

anunciou que seriam pagos os 45 me- lhores colocados e que o campeão da etapa levaria para casa o expressivo prêmio de R$115 mil, mais o buy-in do torneio dos campeões, ao final da temporada. Esse anúncio apimentou ainda mais a disputa e deixou todos os jogadores com água na boca. O segundo dia inicial terminou com os 59 participantes que, para a final no domingo, se somariam aos outros 46 classificados. O chip leader do Dia 1B era o gaúcho Rafael Martins, que estava com 265 mil fichas, seguido pelo paulistano Tom Azevedo, com 168 mil. No mesmo Dia 1B, pela primeira vez no BSOP, ocorreu um evento paralelo de Pot Limit Omaha, com um torneio de R$300+50, que contou com a participação de 50 jo- gadores, lotação também limitada pela falta de espaço.

Etapas

primeiras etapas, alcançava 952 pon- tos, e, em segundo, estava o mineiro Sanyo Capobiango, com 779 pontos. Havia a possibilidade de outro jogador assumir a liderança da disputa, caso Jeff não tivesse um bom desempe- nho na etapa. E foi o que aconteceu:

Jeff não conseguiu impor o seu jogo no Dia 1 e foi eliminado. Esse fato aqueceu ainda mais a disputa pelos pontos que, ao final da temporada, irão definir quem receberá o título e o bracelete de prata de Campeão Brasileiro de 2009.

C om 45 lugares a serem pre- miados, o que se viu foi uma sequência de eliminações, en-

O primeiro a deixar a mesa foi o paulista Ivan

Miwa, que, em all in contra João Vitor, foi para

o showdown, tendo QTcontra AcAs. O flop

foi um perfeito Q2Qpara Miwa, porém o turn trouxe o A, levando a torcida à loucura e selando o futuro de Ivan, que não achou o último out no river e foi eliminado na nona colocação. Após Flávio Naban ter sido eliminado por Tito Feltrin, foi a vez de Flávio Nakatani deixar a mesa final, após empurrar seu stack e receber call de Vavá. Flávio tinha AA; Vavá mostrou AJe acertou um milagroso flush de ouros no river, encerrando a disputa para Flávio, o sétimo colocado. Depois, em um all in pré-flop, Armando Gomes eliminou Guilherme Melo com AJ x KT, quando o board não melhorou a situação de Guilherme, que caiu na sexta posição. Em seguida, uma mão gerou comoção na torcida. Vavá deu raise no SB e foi pago por Ivan Dutra, no BB. O flop veio com 986e ambos deram check. O turn trouxe um 9. Vavá pediu mesa e Ivan apostou 150.000. Vavá pensou por alguns instantes e anunciou all in de 1.295 mil fichas. Ivan, com um stack um pouco maior, pensou por muito tempo e anunciou seu call. Vavá “caiu da cadeira” com a ação de Ivan, que tinha Q8o, e mostrou Kjo, um blefe total. Mas a estrela do paranaense brilhou mais forte, e um K no river praticamente encerrou o torneio para Ivan, que ficou short-stack e acabou eliminado, logo em seguida, em quinto lugar.

Maio e Junho

A outra série de sucesso da Nutzz Eventos, o Circuito Paulista de Hold’em (CPH), trouxe muitos jo- gadores ao H2 Club, em São Paulo, para a

terceira e quarta etapas do mais tradicional circuito de Texas Hold’em da cidade. Na etapa de maio, que contou com a presença de 205 competidores, mais uma vez tivemos a presença de um forte time de Araraquara, com mais de vinte participantes em sua equipe. Após a eliminação simultânea do nono e décimo colocados, a mesa final do torneio foi composta por Eduardo Batista, Daniela Zapiello, Carlos Marques, Anderson “Narizinho” Pasquini, Sami Mansour, Marcelo de Lima, Marcio Carraro e pelo Campeão Brasileiro de Poker de 2008, Cláudio Baptista. Márcio Carraro, figurinha carimbada das etapas do CPH, superou todos os oponentes e ficou com o título de cam- peão da 3ª etapa, levando para casa mais de 20 mil reais em premiações.

Em junho, a 4ª etapa trouxe um total de 234 jogadores ao H2 Club, e somados os re-buys e add-ons, a premiação do primeiro colocado foi de mais de R$24 mil. Novamente,

a opção de inscrições antecipadas oferecida pela Nutzz fa-

cilitou a vida dos jogadores: quem depositou o buy-in com antecedência não enfrentou filas e nem ficou em período de alternate. A mesa final dessa etapa foi formada por Fernando

“Conspirador”, Caio Mansur, Cristiano Jara, Ronaldo Uliana, Leandro Bran, Marcelo Vaccari, Roberto Corrêa, Carlos Marques – segunda mesa final consecutiva – e Quener Martins. Dessa vez, quem se destacou e mostrou muita ha- bilidade para acumular fichas foi Quener Martins, que, no heads-up, derrotou Roberto “betodalu” Corrêa e ficou com

o troféu de campeão da etapa. O ranking do CPH continua

muito disputado, e nada está definido. A Flop continuará

trazendo para você as atualizações da temporada.

quanto os short-stacks tentavam deses- peradamente dobrar as suas fichas. Quando chegou o primeiro intervalo
quanto os short-stacks tentavam deses-
peradamente dobrar as suas fichas.
Quando chegou o primeiro intervalo
do dia, após três horas de tor-
neio, havia apenas 48 jogado-
1
Tito Feltrin
SC
1.175.000
N o domingo, tudo estava prepa-
rado para reunir os 105 finalis-
tas para a luta pelo lugar mais
alto do pódio e, claro, pela fatia maior
do prize pool. Como se não bastasse a
elevada premiação, a etapa recorde
premiaria o campeão com mais de 700
pontos no ranking anual do BSOP.
Até o início do torneio, a classifica-
ção apresentava como líder o pau-
lista Jefferson Vieira, que, com a ajuda
dos dois heads-up seguidos nas duas
res. E no momento em que a
organização anunciou a última
mão, houve três eliminações
simultâneas, e os 45 jogadores
restantes foram para o inter-
valo sabendo que estavam “In
The Money”.
Ao mesmo tempo era ini-
ciado o torneio Second Chance
de R$300+50. Novamente, o
evento da capital paranaense
bateu mais um recorde. O
2
Armando Gomes
PR
1.120.000
3
Ivan Dutra
MG
990.000
4
Ivan Miwa
SP
980.000
A lgumas mãos depois, Armando Gomes deixou a
6
João Vitor
AM
675.000
disputa, na quarta colocação. Com a mesa three-
7
Durval “Vavá”
PR
625.000
-handed e após cerca de duas horas de jogo, foi a
8
Flávio Naban
PR
475.500
vez de João Vitor deixar a disputa, e formou-se o heads-up
entre Tito Feltrin e Vavá. Na última mão, os dois entraram
9
Flávio Nakatami
PR
390.000
all in pré-flop, Tito Feltrin com KJ e Vavá com Q7o. Um
J no turn selou o destino de Vavá, que ficou com o vice-
campeonato, e deu a vitória da maior etapa do BSOP para
Tito Feltrin, com o prêmio de mais de R$100 mil.
E, assim, a estrutura do BSOP deixou a capital do Paraná,
marcando mais um recorde de público. Não deixe de acom-
panhar, na próxima edição da Flop, tudo sobre as próximas
duas etapas: Salvador (BA) e São Paulo (SP). 
6 5
1
9
7
8
3
2
4
Os dez mesa finalistas daesta
concorrida etapa de Curitiba
Com um J no flop, Tito
Feltrin venceu uma das mais
disputadas etapas do BSOP

28 | JUNHO

uma das mais disputadas etapas do BSOP 2 8 | JUNHO Kicks, Route 66 6 6
uma das mais disputadas etapas do BSOP 2 8 | JUNHO Kicks, Route 66 6 6

Kicks, Route 66 6 6

etapas do BSOP 2 8 | JUNHO Kicks, Route 66 6 6 WWW.REVISTAFLOP.COM.BR Márcio Carraro vence

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Márcio Carraro vence a terceira etapa do CPH O campeão da quarta etapa: Quener Martins
Márcio Carraro vence a
terceira etapa do CPH
O campeão da quarta
etapa: Quener Martins

JUNHO | 29

SUCESSO | ZAHLE 500K
SUCESSO | ZAHLE 500K

Texto Alexandre Ferreira

Mais de 300 jogadores travaram uma incrível disputa em busca de uma fatia da maior premiação já oferecida até hoje em um clube brasileiro

32 | JUNHO

A pós a experiência do Zahle 150K e, depois, do Zahle

300K, torneios realizados em 2008, e com muito su-

cesso, a Stack Eventos e o Espaço Zahle se uniram

novamente – com o reforço de um parceiro de peso, o Full Tilt Poker – para ir ainda mais longe e realizar o torneio de premia- ção garantida de R$500 mil, a maior já oferecida até hoje em um clube brasileiro. O resultado do trabalho desse time de respeito correspondeu às expectativas e, entre os dias 24 e 26 de abril, 311 jogadores fizeram parte desse evento histórico. Para entrar no torneio, bastava pagar o buy-in de R$2.200 (+R$300) ou, então, garantir a vaga através de torneios satélites organizados e divulgados pela equipe do site MeBeliska, respon- sável também pela cobertura online, ao vivo, do torneio. Antes do início do evento, na sexta-feira à noite, Igor Federal, novo

parceiro de negócios do Full Tilt no Brasil, deu uma boa notícia a todos os presentes: a formação do primeiro time de profissionais exclusivamente brasileiros, que irá representar o Full Tilt e o site SuperPoker em torneios pelo Brasil e ao redor do mundo. Bem, voltando ao que interessa, o dia 1A começou na sexta- -feira. Por volta das 22 horas, o salão já estava lotado e a casa,

Por volta das 22 horas, o salão já estava lotado e a casa, Nickels, Presto, Speed
Por volta das 22 horas, o salão já estava lotado e a casa, Nickels, Presto, Speed

Nickels, Presto, Speed Limit 5 5

estava lotado e a casa, Nickels, Presto, Speed Limit 5 5 cheia: 150 jogadores vieram disputar

cheia: 150 jogadores vieram disputar o belíssimo prêmio de meio milhão de reais. Como era de se esperar, mui- tas estrelas do poker brasileiro esta- vam presentes. Nomes como Marcos Duran, Jeff Vieira, Christian Kruel, Caio Brites, Alessandra e Sérgio Braga, Norson Saho, Caio Pimenta, Zé Caiçara, Eduts, Max Dutra, entre várias outras feras, disputaram o pri- meiro dia do torneio, que terminou com 40 jogadores classificados para o domingo. Pelas mesas, encontramos também alguns jogadores internacio- nais, como o português Nuno Cabral, da cidade do Porto, e o argentino Marcelo Jensen. Foram exatamente 13 níveis de blinds, com 45 minutos de duração cada, jogados em cada um dos dias de

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abertura, e, devido à estrutura lenta, todos tiveram a oportunidade de de- senvolver seu melhor jogo. Apesar disso, o dia 1A viu um festival de eli- minações, com apenas 40 jogadores avançando para o dia final. Entre os que foram para o rail na sexta- -feira estavam os destaques Diógenes Malaquias, Norson Saho, Felipe “Mojave”, Eduardo “Sequela”, Omar Abede, Leo Perrone, Salim Dahrug, e tantos outros. Uma eliminação do- lorosa foi a de Stetson – uma das ví- timas de algumas bad beats incríveis que aconteceram ao longo do dia –, que viu Giovanni Polak acertar um de seus dois outs no river. Caio Brites não ficou fora da lista das vítimas do baralho: em uma disputa contra Omar Abede, viu seu adversário também

acertar um de dois outs no turn, e dei- xou o torneio mais cedo. Mas, com muito espírito esportivo, Caio ainda fez pose para a fotografia, vestindo o “chapéu bad beat”, uma das inovadoras e divertidas brincadeiras da equipe de cobertura do site MeBeliska. Entre os classificados do dia 1A estava o português Nuno Cabral, que terminou como chip leader com 224.200 fichas. Completando o grupo dos dez melhores stacks esta- vam Will “Hellzito” Arruda (185.625), Ricardo Souza (169.250), Sérgio Braga (127.400), Ricardo Athia (121.000), Rodrigo Seiji (117.075), Erika Santana (111.000), Orlando Oliveira (108.500), Giovanni Polak (106.700) e Fábio Colonese (96.250), bem classificados para a decisão no domingo.

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JUNHO | 33

ZAHLE | 500K

Virgilio Aoki

Marcelo “Urubu” Rafael Barbosa Flávia Bedram Luiz Noal Jeff Vieira Diego Nakama Bruno GT
Marcelo “Urubu”
Rafael Barbosa
Flávia Bedram
Luiz Noal
Jeff Vieira
Diego Nakama
Bruno GT

No sábado, às 17 horas, novamente com lotação máxima, começou o dia 1B do torneio e, depois de mais al- gumas inscrições de jogadores que estavam em alternate, o field totalizou 161 participantes. E mais feras, como Bruno GT, Marcelo “Urubu”, Fabiano Lemos, Luís Geraldo Campelo, Rafael Caiaffa, Leandro “Brasa”, Jô e Cláudio Baptista, Virgílio Aoki, Marcos Sketch, entre outras, marcaram presença nas mesas em busca do prêmio. Após mais 13 níveis de blinds, so- mente 46 jogadores permaneceram na disputa, formando um field com 86 jogadores para o dia final. O dia 1B terminou com José Carlos na li- derança, posição que conquistou logo no início do dia e segurou até o final.

J á no domingo, por volta das 15 horas, os 86 classificados toma- ram seus lugares nas mesas, para

começar uma maratona que iria ter- minar 14 horas depois. Antes do rei- nício do torneio, Robigol, ao lado de EltonCz – ambos responsáveis pela direção técnica do evento –, anunciou o prize pool do torneio: R$684.200. Visivelmente emocionado, Robigol

agradeceu a todos os jogadores e ao staff envolvido na organização e rea- lização do torneio, e, em troca, rece- beu um caloroso aplauso de todos os presentes, em um dos momentos mais belos do torneio. A estrutura de premiação também foi anunciada, contemplando os 30 primeiros colocados. A notícia animou ainda mais os participantes e aumen- tou a expectativa do público no rail pela definição dos vencedores.

N o dia decisivo, os blinds co- meçaram em 1.200/2.400 ante 200, e a média em fi-

chas estava pouco acima de 73.000. Muitos jogadores que estavam com stacks abaixo da média começaram tentando dobrar a qualquer custo e se posicionar melhor na disputa. Em uma dessas tentativas, aconte- ceu o primeiro “facão” do dia: Diego Nakama, com 99, foi all-in de 40K em fichas, e Leonardo Granada pa- gou, com 36.000 fichas restantes, se- gurando KK. O par de reis segurou

até o turn, mas o river trouxe um 9, para tristeza de Granada e alegria de Nakama, que seguiu no torneio.

A s eliminações seguiram, e en- tre as vítimas do dia estavam Rogério “Pistola”, Marcos

Popeye, Leandro “Brasa”, Marcos Duran, Leandro “AmarulABr”, Rodolfo Lacerda, Fumo, Mumu, Marcos Franja, Zé Caiçara, Júlio Felix, Fábio Colonese, Isaac Esses, Luciano Teixeira, Sérgio Braga e o próprio Diego Nakama. Entre as eliminações, a de Rodrigo Seiji foi especialmente curiosa: o português Nuno Cabral, em MP, anunciou all in verbalmente, mas não empurrou suas fichas para o centro da mesa. Seiji, com fones de ouvido, e que estava no cut-off, não escutou o all in de Nuno e anunciou um raise. Com um stack bem menor que o português, Seiji foi então obrigado pela direção do torneio a ir all in, com 74. Nuno Cabral tinha AK, e o que era para ser um raise normal em posição de Rodrigo Seiji acabou, por uma distração, custando o seu torneio. Após a eliminação de Rodrigo Garrido, na 32 a colocação, faltava ape- nas mais uma queda para estourar a bolha, o que aumentou ainda mais as expectativas no salão de torneios do

aumentou ainda mais as expectativas no salão de torneios do Nuno Cabral Rodrigo Seiji Will Arruda

Nuno Cabral

Rodrigo Seiji Will Arruda Caio Pimenta Érika Santana
Rodrigo Seiji
Will Arruda
Caio Pimenta
Érika Santana

Espaço Zahle. A espera pela definição dos 30 premiados acabou após Juliana cair. Ela foi all in de 42.000 fichas, com A3, e Will Arruda, que estava entre os melhores colocados naquele momento, pagou com K5. Ele acer- tou dois pares no bordo e mandou Juliana para o rail, na posição mais dolorosa de todas: a bolha.

O s dois primeiros eliminados na faixa de premiação fo- ram Michel Helal e Zilkar;

Beto Juju caiu a seguir, e depois foi a vez de Marcos XT – último integrante do SuperPoker/Full Tilt Brazilian Pro Team ainda na disputa

– deixar o torneio. Tudo correu nor- malmente até a bolha da mesa final, que estava próxima. Já estavam fora Vini Marques, Rodrigo Giosa e Luís Geraldo Campelo, entre outros. E, nesse momento, a lide-

rança do torneio estava com César Labate, com cerca de 750.000 fichas. Após a eliminação de Ales- sandro Purple em 12 o lugar, faltava apenas mais um joga- dor cair, para a definição dos dez finalistas. E, com os blinds já em 20K/40K ante 4K, Luis Noal, em MP, anunciou all in de 237.000 fichas, segurando KQ. Will Arruda, com AT, deu call e ainda acer- tou um Ás no flop, que acabou tirando Noal do torneio em 11 o lugar, na bolha da mesa final, tendo como chip leader Rafael Barbosa, de Salvador, Bahia, com cerca de 1.250.000 fichas. Com representantes de qua- tro Estados brasileiros, a mesa

final do Zahle 500K mostrou bem a dimensão do torneio, que atraiu jo- gadores de todo o País, sem contar duas presenças internacionais entre os dez finalistas:

Rafael Barbosa 1.250.600 Will Arruda 1.100.000 Mathias Peres 953.000 José Carlos 889.000 Sidney Chreem 604.000
Rafael Barbosa
1.250.600
Will Arruda
1.100.000
Mathias Peres
953.000
José Carlos
889.000
Sidney Chreem
604.000
Nuno Cabral
266.000
Diego Santos
198.000
César Labate
141.000

O primeiro a cair na mesa final foi o português Nuno Cabral que, quando

A formação da mesa final do Zahle 500K

34 | JUNHO

A formação da mesa final do Zahle 500K 3 4 | JUNHO Sailboats, Barcos a Vela
A formação da mesa final do Zahle 500K 3 4 | JUNHO Sailboats, Barcos a Vela

Sailboats, Barcos a Vela 4 4

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lhe restavam 166 mil fichas, pagou raise de 175K de José Carlos. Nuno mostrou A7e José Carlos, com J6, estava bem atrás. Mas o flop trouxe KJ7e mudou a vantagem de lado. No turn aparece um valete

e define a vitória de José Carlos, e

Nuno se despediu em décimo lugar. Depois foi a vez de Moshe deixar

o torneio, após ir all in no SB e ser pago por Marcos Sucheki, que estava no BB. Moshe, que segurava J7, não teve chances contra o A7de Sucheki, em um bordo que trouxe

23582.

E nquanto isso, César Labate, que

começou a mesa final short-stack,

dobrou suas fichas e aumentou

para cerca de 350K sua pilha, come- çando uma recuperação que iria ter- minar da melhor maneira possível. A oitava colocação ficou com Will Arruda, que fez um belo torneio, mas acabou caindo quando, no botão, anunciou raise all in de 718.000 fichas, após a aposta de José Carlos (UTG+1), que pagou prontamente. Com 88, Will precisava de muita ajuda do bordo para quebrar o AA de José Carlos, o que acabou não acontecendo. Rafael Barbosa, nesse momento, continuava na frente, com 2.100.000 fichas, seguido de José Carlos, com

JUNHO | 35



ZAHLE | 500K

A seguir, César Labate conseguiu mais uma dobrada, contando com a ajuda do baralho. No

botão, segurando AJ, ele apos- tou 130.000 fichas e Sidney Chreem, que tinha AK, foi all in. César, com um pouco menos de fichas do que Chreem, deu call e viu um va- lete aparecer logo no flop e segurar até o final. Depois dessa mão, Sidney Chreem ficou com apenas 50.000 fi- chas e acabou caindo a seguir, após arriscar com 37e ser pago por Labate, que mostrou AQ.

1.700.000, enquanto no outro lado da tabela estava Diego, short, com ape- nas 195K. César Labate continuava crescendo e, a essa altura, estava com 550.000 fichas. O chip leader, Rafael Barbosa, melhorou ainda mais sua situação quando eliminou Marcos Sucheki, na seguinte mão: Rafael com AQno botão, apostou 200.000 fichas e Sucheki, no BB, foi all in com AK, e tomou call. O bordo não ajudou Sucheki, que deixou o torneio em sétimo lugar.

A quinta posição ficou com Diego Santos, que estava short, com cerca de 180.000 fichas, e pagou a aposta de José Carlos, entrando em all in. Com A9, Diego se viu dominado pelo ATde José Carlos, mas acabou acertando o flop, que trouxe 98J. Mas um T no turn acabou com sua vantagem, e um 6 no river sacramen- tou a sua eliminação.

C om apenas quatro jogadores

mesa, Rafael Barbosa era

na

mais líder do que nunca, com

3.200.000 fichas, seguido por José Carlos e César Labate, com apro- ximadamente 1.700.000 cada, e Mathias Peres com 600.000. E foi justamente Mathias o próximo

a cair, após perder um coinflip

contra Rafael Barbosa, que via

o título cada vez mais próximo.

Pouco depois, Labate melhorou ainda mais o seu stack, ao pu- xar um pote, contra Rafael, com cerca de um milhão em fichas. Mais tarde, Rafael perdeu mais um pote grande, dessa vez para José Carlos, e sua sólida liderança

começou a ruir. Foi então que, no botão, Rafael apostou 200K, segurando A5e, após o anúncio de all in de César Labate, pagou com todas suas fichas restantes. César mostrou JJe ainda acertou mais um valete no bordo. Levou o pote e

eliminou Rafael em terceiro lugar.

O heads-up começou com os

blinds em 40K/80K ante 5K, e

com os dois jogadores com stacks semelhantes, com uma pequena vantagem para Labate. Mas a disputa terminou rapidamente, em uma mão em que ambos fo- ram all-in pré-flop. José Carlos mostra 98e César Labate vem com K8. O bordo traz 9J342. Com o flush, César Labate fechou o torneio

e, após uma impressionante re-

cuperação na mesa final, saiu da condição de short-stack para a de campeão do maior torneio já rea- lizado, em um clube, no Brasil.

César Labate começou a mesa final short-stack e superou todos os adversários
César Labate começou a mesa
final short-stack e superou
todos os adversários

36 | JUNHO

Labate começou a mesa final short-stack e superou todos os adversários 3 6 | JUNHO Crabs,
Labate começou a mesa final short-stack e superou todos os adversários 3 6 | JUNHO Crabs,

Crabs, Caranguejos 3 3

Labate começou a mesa final short-stack e superou todos os adversários 3 6 | JUNHO Crabs,
A batalha online É incrível o quanto vocês, lei- tores, adoram esta seção. Diariamente, recebemos

A batalha

online

É incrível o quanto vocês, lei- tores, adoram esta seção. Diariamente, recebemos e- -mails dos leitores, querendo participar do sit-and-go da Flop. Todos também querem

saber o que passa na cabeça dos profis- sionais na hora em que optam por um determinado tipo de jogada. Para os novos leitores, vamos explicar como funciona esta seção: é escolhida uma mesa de SnG NL Hold’em Turbo com nove pessoas, stack inicial de 1.500 fichas e blinds começando em 10/20. Convidamos para participar da mesa dois leitores – que se cadastraram atra- vés do e-mail sng@revistaflop.com.br – e os outros jogadores são profissionais do poker nacional, tanto live quanto online. Após o término da disputa, todos têm que enviar comentários sobre as prin- cipais mãos, e, após, o editor faz uma seleção dos melhores moves e apresenta os seus comentários. Veja na tabela ao lado quais foram os participantes e as suas posições neste SnG.

Mão 8

K7MA – Humberto Kima. Conhecido jogador especializado em torneios MTTs live e online, com várias
K7MA – Humberto Kima. Conhecido jogador especializado em torneios
MTTs live e online, com várias finais no currículo.
robigool – Robinson “Robigol” Quiroga. Famoso diretor de torneios da
Stack Eventos e jogador de diversas modalidades.
meste_urubu – Beto Caju. Crescendo entre os top 10 do Ranking
SuperPoker. Sua especialidade são os MTTs online.
4º Hellzito – William Arruda. Vencedor do 1 o SnG Flop, é jogador regular de
SnG turbo entre $ 27 e $ 60 até 20 mesas.
5º V_F_O – Victor Oliveira. Leitor que há sete meses começou a jogar
poker e participar de torneios live e, principalmente, os SnGs online.
6º SeijiStar – Rodrigo Seiji já participou de mais de 20 mil sit-and-gos e
também foi eleito o Melhor Jogador de SnG pelo Prêmio Flop.
7º RL-BRASIL – Rodrigo de Castro é leitor residente em Santos e joga
poker há pouco tempo. Tem preferência por cash games micro-stakes.
8º frotscher – Thiago Frotscher joga poker recreativamente com os amigos
e se arrisca nas mesas de US$ 0.10 a US$ 1 no online.
9º Sketch1967 – Marcos Sketch é um conhecido jogador carioca que
vem ganhando experiência e bons resultados nos MTTs ao vivo.

Blinds 20/40. V_F_O, em middle position, raise de 120 fichas. A mesa roda em fold até Frotscher, que paga a aposta. Após o flop 367, Frotscher dá um bet de 280

e o jogador V_F_O “folda”.

V_F_O: Aumentei com AQo em MP e tomei o call do frotscher no BB. O flop veio baixo e ele saiu apostando. Como eu não conhecia o jogo dele e também não estava commited, resolvi não brigar por esse pote.

Frotscher: Como é o começo do SnG, a maioria dos jogadores adota uma postura tight. O aumento de 3x o BB é uma jogada muito comum, não só em sit. Vi que o

V_F_O não participou de muitas mãos, até aqui “foldou”

a maior parte. Achei que ele tinha uma mão um tanto

mediana. Como eu tinha Q8, resolvi blefar e tirar o adversário da jogada. Aproveitando a pouca informação que os outros têm sobre mim, dei um raise no valor do pote, para roubar as fichas, e deu certo. Ainda bem.

Mão 11

Sketch resolve abrir raise de 80 fichas, em MP, quando os blinds estão 25/50. Todos “foldam”.

Sketch1967: Aumento com J8s, no meio da mesa, pra 2,5 BB, a fim de roubar os blinds e não deixar meu stack afundar muito. Todos “foldam”.

38 | JUNHO

stack afundar muito. Todos “foldam”. 3 8 | JUNHO Ducks, Dois Patinhos 2 2 Mão 12
stack afundar muito. Todos “foldam”. 3 8 | JUNHO Ducks, Dois Patinhos 2 2 Mão 12

Ducks, Dois Patinhos 2 2

Mão 12

Ainda com os blinds 25/50, Hellzito, com par de 6, dá raise de 125 fichas. Mestre_urubu, no cut-off, paga a aposta com um par de 2. O flop vem 28Ae Hellzito sai com um bet de 175. Mestre_urubu novamente só dá call. No turn apa- rece um 10. Agora, Hellzito pede mesa e mestre_urubu sai apostando 300 fichas. Hellzito “folda” e urubu leva um pote de 675 fichas.

SeijiStar: Não vi razões para entrar na mão com o ATs, pois teria que me “comitar” inteiro. O call seria ruim para jogar sem posição e, assim, arriscar ainda mais fichas.

mestre_urubu: Hellzito levanta, eu dou call no cut-off de 125 fichas, pingo 25/50, flop 28A. Eu trinco e ele atira o pote. Eu call. No turn, ele dá mesa e eu atiro meio pote querendo call e com medo da cor, pois no turn caiu um 10 de paus e preferi não arriscar mais. No bet, ele “foldou”.

e preferi não arriscar mais. No bet, ele “foldou”. WWW.REVISTAFLOP.COM.BR Hellzito: Essa mão é o típico

WWW.REVISTAFLOP.COM.BR

Hellzito: Essa mão é o típico exemplo do que não se fazer em SnG. Abrir raise com 66 no meio da mesa nos blinds 25/50, com stack de aproximadamente 30BB, definitivamente é um erro, já que não tem implied odds e não é uma boa mão que “flopa” bem. Quando o mestre_urubu deu call (o que não recomendo devido à preservação de stack), botei AJ+ e pares, AA e KK não descartei, já que essas mãos justificam o call. Arrisquei um c-bet e ele me deu call. Resolvi dar shut down na mão. De fato, existe a possibilidade de ele me dar float, mas acredito que eu esteja muito longe de estar ganhando essa mão.

Mão 14

Sketch, em UTG, dispara raise de 150, quando os blinds aumentam (30/60). A mesa roda em fold até Kima que, no Small Blind, dá call. O flop aparece 48Ae Sketch abre um bet de 198 fichas. Kima call. No turn vem um 4e ambos dão mesa. No river vem um 5e Kima sai apostando 300 fichas em cima de Sketch, que dá fold. Kima leva o pote de 726 fichas e se torna o segundo maior stack da mesa.

K7MA: Como o meu AQo pode estar facilmente domi- nado pelo range do Sketch, de UTG, pago para ver um flop barato, mas decido tomar cuidado ao acertar o A no flop. No river, saio “betando” 360, como uma mistura de blocking e value bet, porque, com AK, acredito que ele irá só pagar.



JUNHO | 39

Sketch1967: Os blinds acabaram de subir, então volto a aumentar com QKo, a fim de
Sketch1967: Os blinds acabaram de subir, então volto
a aumentar com QKo, a fim de puxar o pote. Kima e
Robi estão nos blinds e acredito que verão meu aumento
de UTG com um certo respeito. Kima paga e, no board
A84 rainbow, ele dá instacheck e paga minha continuation
bet. Decido desistir da mão, a não ser que melhore. Kima
pode ter um Ax ou um par, e seja qual for o caso, depois
do primeiro call, creio que precisarei dar três tiros pra
fazê-lo largar. Se “foldar”, ainda continuo com um stack
bem tranquilo para seguir no jogo. Dou check no turn e
“foldo” sem dó no river, para aposta dele.
78J é cheio de possíveis draws, portanto concluo que
a gama de mãos dele é grande o suficiente pra eu “ir pro
chão”, pois contém uma série de mãos das quais meu
KK está na frente. Volto all in na aposta dele e o leitor
paga com par de 8, trincado. Aí não resta o que fazer.
Mão 27
A
mesa roda em fold até Hellzito que, no botão, dá all in
de
850 fichas, com K8s. Mestre_urubu no Small, dá call e
mostra TT. No bordo vem 9KJ48 e dá a Hellzito
um pote de 1.820 fichas.
V V_F_O: O Sketch estava aumentando
muito mm nas últimas mãos. E, dessa vez,
ele ee fez um aumento de 2,5x BB em MP.
Entendi, EE ali, que a intenção dele não era
Hellzito: Mais uma vez um push bem stan-
d dard. O mais interessante dessa jogada
é é saber escolher o stack no qual dar o
roubar rr blinds, mas chamar a galera para
all a in. O BB tem o stack parecidíssimo
o o jogo. Com um par de 8, pensei em en-
com c o meu, ou seja, é o meu alvo para
frentar ff um coinflip pela frente e decidi dar
o o roubo. Estou com M=3,5. O range de
Mão 17
c call na aposta inicial dele. Um 8 bateu
no flop e preferi sair apostando do que tentar o check-raise.
Acho que ele não esperava que tivesse trincado, pois
voltou all in e dei instacall. Daí em diante é só alegria!
call c do mestre_urubu acredito que seja
Ainda com os blinds em 30/60, Frotscher, em UTG, entra
de limp na mão com T4s, e RL-Brasil, short-stack e no cut-
off, abre all in com AK. Frotscher “folda” e RL aumenta
seu stack em 150 fichas.
Mão 26
RL-Brasil: Short da mesa, o blind subiu, só veio limp e
tenho AKo no cut-off. Pensei em apenas “betar” e jogar
em posição, mas, caso não viesse nada no flop, estaria
totalmente commited e seria obrigado a tentar roubar o
pote, só tomando call perdendo. Vai tudo pro meio, e, se
Robigol abre raise de 275 fichas, em MP. Frotscher e
mestre_urubu dão call. Vêm o flop AT2 e frotscher
com um bet de 400 fichas. Mestre_urubu “folda” e Robigol
vai all in. Frotscher paga e mostra par de damas. Só que
Robigol tem na mão A9 e, com um par de Ases no flop,
elimina Frotscher em oitavo lugar.
tomasse call, ainda veria as cinco cartas. Flop barato é na
cadeia (lol)
todo mundo correu e eu já não era mais o
menor stack da mesa.
robigool: Essa mão é muito interessante! Tá aí um bom
exemplo de como não se jogar um par de QQ. Subi em
posição para roubar os blinds e meu oponente deu call no
Frotscher: Entrei de limp na rodada, já que era UTG e
ainda estava no começo do torneio. Aí o RL solta all in.
Percebi que estava short-stack e em SnG, ainda mais turbo,
era uma das poucas opções que ele tinha pra continuar no
torneio. Nem vale a pena. Se pretendo continuar forte, te-
nho que economizar fichas e usá-las em ocasiões melhores.
Não tinha posição e nem carta para arriscar alguma coisa.
Small Blind (errado, na minha opinião). Aí bate o flop AT2
e ele já sai dando um bet de 400. Eu não entendi direito a
algo em torno de A9+, 66+, o que equivale a 9,7% das
mãos, e tenho 34,3% de equidade. Já do RL-Brasil, eu
coloquei em algo como A8+, 44+, KJ+ (equivale a 15%
das mãos e equidade 34,7%), portanto vou levar call 25%
das vezes (para efeito de cálculo, vou deixar o número
redondo para facilitar a compreensão); 75% das vezes
irá rodar em fold e irei ganhar 240 fichas em 75% das
vezes. Logo, irei ganhar 1.692 fichas com o FE. O mais
correto seria calcular a equidade contra os jogadores se-
paradamente, porém, como esse número entre os dois
jogadores tem grande semelhança, com uma diferença de
0,3%, os resultados deixarão nítidos que esse 0,3% não
iria ter relevância para os cálculos. Quando tomo call,
irei disputar um pote de 1.940 com equidade de 34,3%,
o que significa que irei ganhar 673 fichas e perder 1.267.
Portanto, cEV= 1692(FE)+673 -1.267= 1.068.
jogada dele e voltei tudo, achando que o Frotscher tivesse
um par abaixo da mesa e que, na minha opinião, era a
única mão que ele poderia ter. Ou então ele podia apli-
car um blefe. A questão é que ele ainda pagou com QQ
mestre_urubu: Hellzito dispara all in. Nesse momento
ele estava short-stack; eu com TT, no Small, dou call. Ele
tinha K8s, e, no flop, veio KJ9, no turn 4 e no river 8. Não
e eu, com um par de Ases no flop, dobrei minhas fichas.
segurou
Agora fico com 900 fichas, e os blinds 50/100.
Mão 23
Frotscher: F Lamentável Joguei muito mal
Mão 28
Mão 21
Frotscher entra de limp, em UTG+1. Com os blinds 50/100,
Seiji, no cut-off, vai all in com AJo. Frotscher “folda” e
Seiji leva o pote de 350 fichas.
essa e mão. Como esse SnG é turbo, muitos
jj jogadores estavam aplicando a seguinte
Com os blinds aumentando a todo momento, Sketch, em
MP, abre raise de 251 fichas. V_F_O, no Big Blind, dá call.
No flop 8J7, Sketck vai all in, com par de K, e é pago
por V_F_O, com par 8 e que trincou no flop. Nada apa-
rece no bordo e Sketch é o primeiro eliminado do SnG.
t tática: all in no pré e no pós-flop. Já vi o
Robigol R usando esse modo de jogar e vi
Com os blinds 60/120, Kima, com 99 e em MP, abre
raise de 299. Seiji, no Big Blind, vai all in por cima. Kima
“folda” a mão e Seiji aumenta seu stack em 658 fichas.
que q não tinha boas cartas no final. Achei
que q ele estaria aplicando um steal para
S Sketch1967: Meu terceiro aumento se-
SeijiStar: Bom, agora as jogadas começam a ser baseadas
puramente no ICM, pois dificilmente haverá espaço para
outras jogadas diferentes do all in ou fold. Como o limp
do jogador Frotscher demonstra fraqueza (em geral), se-
gundo os cálculos de ICM, esse AJ é uma ótima situação
para ir all in.
ficar com as fichas da mesa. Pensando bem, a melhor
jogada nessa situação é o fold. Mesmo com um par rela-
tivamente alto (QQ), com um Ás no bordo, até imaginei
que o Robi teria o outro Ás na mão, mas quis arriscar – o
que foi errado. Cansei de ouvir do Juliano e do pessoal
aqui da revista que poker não é sorte e sim habilidade:
SeijiStar: Resolvi mover all in nesse AA, pois o Kima é
um jogador bem sólido. Provavelmente estaria abrindo
esse raise com poucas mãos. Achei estranho o fold. Não
esperava, pois ele já estava bem “comitado” ao pote.
g guido. Dessa vez eu tenho uma mão com
a a qual quero action. Havia aumentado JJ
K7MA: Aqui, acho que cometi um erro ao não dar call no
e e QK nas mãos anteriores sem ninguém
p pagar; então faço o mesmo aumento no-
me precipitei e joguei confiando no baralho. Só podia dar
all in do Seiji, porque não levei em conta que os blinds já
estavam em 60/120, prestes a subir na próxima mão, e
v vamente, pois costumo fazer o mesmo tipo
Frotscher: Como recebi Q9 e estava em UTG +1, é
um tanto complicado sair apostando alto, pois, a essa
altura, os blinds estavam começando a incomodar e um
raise de três Big Blinds me deixa um tanto commited. Além
de tudo, não tinha carta para pagar o all in do Seiji. Easy
fold. Seria melhor nem ter entrado de limp na jogada.
nisso: ELIMINADO. Na minha opinião, o certo mesmo
era ter movido all in pré-flop
eu tinha um stack de apenas 1.444 para trás. Se eu tivesse
de aumento com todo o meu range. O jogador V_F_O
paga no Big Blind e, no flop, sai apostando. O board
prestado atenção nisso, eu teria certamente dado o call.


40 | JUNHO

eu teria certamente dado o call.  4 0 | JUNHO Big Slick, Anna Kournikova A
eu teria certamente dado o call.  4 0 | JUNHO Big Slick, Anna Kournikova A

Big Slick, Anna Kournikova A K

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JUNHO | 41

o Phil Ivey escaparia desses dois pares (lol). Agradeço a Mão 29 quatro cartas de
o Phil Ivey escaparia desses dois pares (lol). Agradeço a
Mão 29
quatro cartas de copas e dá o flush a Kima, que leva um
pote de mais de 2.000 fichas.
oportunidade de jogar contra essa rapa
muito forte. Vlw, gg e até a próxima.
Todo mundo
Com os blinds 60/120, V_F_O entra de limp na mão e
RL-Brasil, que está short-stack e no botão, vai all in com
QJ. Seiji, no Small Blind, dá call e mostra 99, já V_F_O
“folda” a rodada. O bordo vem com 5J4QT e dá
dois pares a RL, que quase triplica seu stack.
Hellzito: Jogada standard para os dois lados. Com esse
stack, como conheço o Kima dos MTTs, quando vi o QT
até me espantei, esperava coisa muito pior.
V_F_O: Vim com 66 no botão, mestre_urubu vem all in
em MP. Como eu só tinha cinco BBs dei call esperando
um coinflip. Infelizmente, ele tinha um par maior e levou.
GG e obrigado pela oportunidade.
robigool: Nessa mão eu era o Big Blind. O flop veio com
K92, K
me dando dois pares. Dei um slow-
play p e no turn vem um 3. Já saio apostando,
pois p
SeijiStar: S Ir all in com esse 99 é uma jogada
normal, n pois eu não estaria “foldando” para
uma uu volta do jogador V_F_O, caso eu desse
call. c O fold pré-flop está fora de cogitação.
K7MA: Shove padrão do SB com mais ou menos cinco
BBs e, com um QTo, encontro o Hellzito trepado de AK,
mas acabo fazendo um flush.
estou dando um monstro para ele ou
nada. n Não teria sentido estar ali com uma
mão m
mediana, pois aí ele me volta all in
meste_urubu: Dou all in pré-flop no blind 150/300. Agora
estava com 1.800 fichas, recebo call do Small (V_F_O)
que tinha 1.600 fichas e me apresenta 66. Aí segurou
sem surpresa e meu stack fica muito confortável nesse
momento.
e e dou instacall com dois pares – acho que
corretamente c
–, pois pensei que não teria
Mão 57
RL-Brasil: Eu no botão e a mesa inteira
r roda em fold + stack de 680, com blinds
60/120. Recebi QJo e não pensei em outro move que não
fosse all in. Não sou profissional, mas essa fórmula veio
à minha cabeça e eu “tava” louco pra achar um coinflip.
Seiji me isola dando all in. E não é que deu certo? Achei
meu coinflip, e o J no flop e a Q no turn dobram meu stack.
carta que estivesse ganhando de mim naquele board se
não fosse uma trinca.
Mão 42
Com blinds 120/240, mestre_urubu decide ir all in com
A7o. Seiji, no SB, paga e mostra KQs. No bordo bate
JTQK9 e urubu, com um Ás na mão, faz a se-
quência maior e leva o pote.
Com a mesa 4-handed e blinds 200/400, Hellzito, que está
short-satck, vai all in com A7s e Robigol dá call com 33.
Um Ás aparece no flop e dá a vitória para Hellzito.
Hellzito: Nessa mão acabei dando sorte, tanto por vir um
A7 como por ter ganhado o coinflip. Com certeza estaria
dando push nessa situação com praticamente qualquer coisa,
SeijiStar: Bom, dei esse call de KQs, pois, como o mes-
tre_urubu tinha apenas algo de quatro blinds, provavelmente
estaria dando all in com quase todas as mãos, nesse momento.
já que no SnG o mais importante é sempre ter takedown.
mestre_urubu: Depois de algumas rodadas, eu fico short-
-stack de novo, pois o SnG é turbo e os pingos estavam
me matando. Quando estava no cut-off, mais uma vez dou
all in, e o Small me paga com KQs. Flop TJQ e o turn K.
Ele faz dois pares e sigo no turn com o A. Para minha
alegria, no river vem um 9. Sem surpresa! E agora volto
para o jogo com 2.400 fichas.
robigool: O Hellzito, short-stack e com os blinds altos. Era
de se esperar uma jogada dessa. Eu já tinha em mente
que enfrentaria um coinflip. Para sorte dele, bateu um
Ás logo no flop.
Mão 67
Kima recebe ATo no Small Blind e vai all in pra cima do
pessoal. Hellzito paga com T5 e Kima mostra AT. Nada
vem no bordo e Kima leva o pote de 4.332 fichas, com
a carta mais alta: Ás.
Mão 46
Mão 44
Blinds 120/240. A mesa roda em fold até RL-Brasil, que
K7MA: AT no SB + stack de 3,5BBs = shove. Hellzito dá call
pelos odds (blinds gigantes) e dou sorte em ter ele dominado.
Mão 31
Seiji, bem short-stack, resolve empurrar all in, em MP,
com A5, e toma call de Kima, com K3o. Aparece um K
no river e Kima elimina Seiji na sexta colocação.
V_F_O, no botão, abre raise de 2,5 x e Robigol, no SB,
vai all in e leva o pote.
entra de limp na mão. Robigol, no BB, dá check. O flop
bate T29. Ambos pedem mesa. Turn 3. Robigol
dá um bet de 480 e toma um instacall all in de RL com
TKs. Robi mostra 92s. O A no river não ajuda RL, que
V_F_O: A mesa rodou em fold e eu, no botão e com o
segundo maior stack da mesa, com KJs aumentei 2,5x. O
Robigol, até então chip leader, deu o push no SB. Nessa
situação, eu só pagaria a volta dele com um monstro,
como AK ou QQ+, fora que eu não estava pot comitted.
No fim, o Robigol me mostrou 67s. Bela jogada dele.
é eliminado em sétimo lugar.
SeijiStar: Talvez fosse preferível, com esse montante de
fichas, esperar o Big Blind, mas como veio esse A5, conside-
rei que pelo menos era uma mão razoável e resolvi entrar.
Hellzito: Esse call, aqui, com certeza assusta a maioria,
mas matematicamente é bom. O pote tem 600 fichas do
BB + 2.166 = 2766 na mesa. Tenho que colocar 1.566
no pote de 2.766, ou seja, tenho odds 1/1.7, tendo que
ganhar 36% das vezes para ficar break even. Calculando
RL-Brasil: Era cut-off com KT de paus e joguei errado.
a equidade, o range de push do K7MA é bem extenso,
A Até gostei do meu check com posição no
uma vez que, se der fold, pode perder seu takedown e já
f flop, controlando o pote contra o big-stack
da d mesa e dando até uma free card; porém
com c o plano de dar raise all in, se não
K7MA: Aqui o Seiji “shova” menos de um BB. Então eu
meio que ignorei a presença dele na mão e dei um shove
standard de K3o pra cima do Hellzito, pois iria parecer
que estava isolando com uma mão muito melhor do que
realmente era.
viesse v espada ou maior que T no turn. Veio
3 3 e executei minha jogada. Teria dado
Mão 35
Mão 50
c certo se ele não tivesse acertado dois pares
investiu 300 no pote. Acredito que esse range seja muito
próximo de anytwo, range no qual tenho 45% de equidade!
Contra um de 75% das mãos, há equidade de 38%,
1% a mais do que o necessário! Se eu perder esse stack,
perco a liderança, porém elimino um forte oponente. Se
perco, volto pro av stack, porém continuo com chances.
Blinds 100/200. Kima, no SB, vai all in com QT e
Hellzito no Big Blind, paga com AK. No bordo vêm
de 9 e 2 no flop. O meu maior erro foi não ter “betado”
o flop, nada me salvaria desse flop traidor. Acho que nem
Com os blinds em 150/300, mestre_urubu, no cut-off, vai
all in com 99 e V_F_O dá call com par de 6. Vem uma
trinca de Ases no bordo e V_F_O cai na quinta posição.
O
call tem, também, meta game de não tomar push light,
pré-flop, porque, assim, ele não entraria. Depois de virado
que vão pensar: “Hellzito perdeu a cabeça, não vou
“pushar” esse maluco”.


42 | JUNHO

vou “pushar” esse maluco”.  4 2 | JUNHO Big Chick, Little Slick A Q WWW.REVISTAFLOP.COM.BR
vou “pushar” esse maluco”.  4 2 | JUNHO Big Chick, Little Slick A Q WWW.REVISTAFLOP.COM.BR

Big Chick, Little Slick A Q

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JUNHO | 43

Mão 70 Agora, os blinds estão 300/600 e é a vez de Hellzito, que está
Mão 70
Agora, os blinds estão 300/600 e é a vez de Hellzito, que
está short, ir all in com J8s. Robigol paga a aposta e mos-
tra A9o. Com um Ás no flop, Robi leva a mão e elimina
Hellzito em quarto lugar.
mestre_urubu: Essa não largava nem com
um u machado, porque o blind era 300/600 e
eu
e
s
no
n
Hellzito: Esse push aqui foi equivocado. Não por ter per-
dido a mão e sim pela situação do jogo. Tendo um jogador
short-stack para cair, “pushar” no BB, que é o big-stack,
pode me trazer problemas. O ideal é selecionar bem o
de
d
tinha 1.500 fichas no Big, me deixando
com 900 para trás. O Kima vem all in
meu pingo e eu call. Ele apresenta 94
paus. No flop vêm duas cartas de paus
e, para ajudar (ele, é claro), no river bate meu K
d
só que
de paus é lógicooooooooooo
game over para o urubu.
range para dar push, já que logo o blind vai passar em cima
do mestre_urubu e, em sit single table, ficar no dinheiro
K7MA: A mesa three-handed, o Robigol “folda” e só sobra
o Urubu, que está bem short. Ainda tinha uma vantagem
é de extremo valor, já que as premiações são divididas
gigante sobre o stack dele. Movi all in com a intenção de
em 20%, 30% e 50%. Assim, não tem muita diferença
de valores, e ficar fora do dinheiro significa uma grande
perda no longo prazo.
ele pagar. Mesmo se perdesse essa rodada, ainda me man-
teria muito acima dos outros dois que estavam na mesa.
robigool: Nesse delicado momento – a bolha – meu call
com A9 pode não ser muito bom pela situação, porém
tenho note do meu adversário e a chance de eu estar na
frente naquela mão era enorme, e estava certo: me deparei
com uma típica situação de 60-40 que acabou segurando
para o meu lado.
Mão Final
O heads-up durou somente uma mão. A principal dife-
rença entre os jogadores é o stack de cada um. Kima possui
11.462 fichas e Robi só tem 2.038. Kima vai all in com
Q5o e Robigol o acompanha na jogada com QTo. Um
5 bate no flop e Kima garante sua vitória no sit-and-go.
Mão 74
K7MA: Entrei nesse HU muito con-
Kima, o chip leader do SnG no momento, anuncia raise
de 1.600 no Small. Mestre_urubu resolve dar call e entra
em all in. Urubu mostra 64 e Kima K9. O bordo vem
597T8 e dá um straight para Urubu, que dobra
seu stack.
fortável. ff Tinha uma enorme diferença
entre e os stacks. Era só administrar bem
ee e “shovar” o short-stack. Acabou dando
certo. c Tanto agora, quanto na mão ante-
rior, rr levei vantagem e consegui vencer
o oo SnG. Valeu, Juju, pelo convite!
mestre_urubu: Passei oito rodadas sem jogar e os blinds
me mataram. Na verdade, ninguém jogava; só o Robi que
tava estrelando e pressionando o tempo todo, heheheh
Mas, enfim, fiquei com 800 fichas no Big que já comia
600, me deixando só com 240 para trás. O Kima dá all
in e eu completo forçadamente. Nessa mão eu faço se-
quência e dou uma respirada.
robigool: Última mão do torneio. Estava pequeno e paguei
o all in do Kima, que estava muito grande no heads-up.
Para minha infelicidade, bateu um dos três outs dele, e
perdi o sit. Mas, pelo menos, valeu a experiência.
Depois de 78 mãos e 44 minutos de jogo – o mais rápido
até agora –, termina o Sit-and-Go Turbo da Flop, e Kima é
K7MA: Como o mestre_urubu estava jogando bem tight
e tinha um stack de apenas três BBs, achei que poderia
o vencedor desta terceira edição. Quer ser um dos partici-
pantes? Então envie e-mail para sng@revistaflop.com.br 
levar o BB dele e, mesmo que ele desse call e perdesse,
ainda teria fichas para jogar.
Mão 77
Blinds 400/800. Kima, novamente no Small, dá all in e, sem
muitas opções, mestre_urubu paga, pois está bem short-
stack. Kima tem 49 e urubu mostra KJ. Aparecem
três cartas de paus no bordo e Kima vence a mão com
um flush. Mestre_urubu fica na terceira colocação e in
the money.

44 | JUNHO

Mestre_urubu fica na terceira colocação e in the money. 4 4 | JUNHO Ajax, Amaury Jr.,
Mestre_urubu fica na terceira colocação e in the money. 4 4 | JUNHO Ajax, Amaury Jr.,

Ajax, Amaury Jr., BlackJack, Jackass A J

Mestre_urubu fica na terceira colocação e in the money. 4 4 | JUNHO Ajax, Amaury Jr.,
COLUNA | COMO APOSTAR NA menores chances de abandonar, com odd em 13. Outro tipo
COLUNA |
COMO APOSTAR NA
menores chances de abandonar,
com odd em 13.
Outro tipo de mercado de aposta
curioso nesse esporte é o de números
FÓRMULA 1
Entenda quais os quesitos que esse
esporte tão competitivo oferece
de pilotos a completar a corrida. Para
apostar nesse quesito, os apostadores
precisam acompanhar o desempenho
dos pilotos e das equipes nos treinos,
além de estar bem informados sobre
as regras, pois se o piloto correr 90%
da prova ele é considerado como um
dos que acabaram a corrida.
A Fórmula 1 é um esporte
cada vez mais popular. As
mente que as menores cotações vão
para aqueles que possuem maiores
equipes trabalham noite
chances de vencer, e as maiores para
e
dia para transformar
aqueles que possivelmente não ven-
cerão a corrida. No exemplo abaixo,
M as, se você é daqueles que
gosta desse esporte, mas não
o acompanha a fundo, você
os
carros em verdadeiras
obras-primas da tecnologia, tornando
cada Grande Prêmio (GP) único e
imprevisível. E é por isso que a ma-
téria desta edição irá falar um pouco
sobre as apostas na Fórmula 1.
O último GP da Malásia foi um
exemplo de que as coisas estão de
cabeça para baixo nesta temporada de
2009. Quem era favorito no ano pas-
sado, agora está perdendo
posições para aqueles que
nem sequer apareciam na
mídia. E essa situação
se reflete no mundo das
apostas.
Para quem gosta desse
tipo de esporte, as apos-
tas disponíveis no site
Sportingbet.com são um
prato cheio para a emo-
ção. A começar pela di-
versidade das modalidades
oferecidas e pela possibi-
lidade de poder apostar,
desde em quem vai vencer
a corrida, até em qual pi-
loto somará pontos ao final da prova –
segundo as regras da FIA (Federação
Internacional de Automobilismo), so-
mente os oito primeiros colocados
somam pontos individuais.
Nesse esporte, a maioria das cota-
ções (odds) varia de acordo com as
possibilidades do piloto ou da equipe
de conseguir o feito proposto, e isso é
calculado pelo trader, de acordo com
os resultados por eles alcançados du-
rante os treinos e nas últimas corridas.
Para apostar no vencedor da cor-
rida, os apostadores têm que ter em
o piloto Jenson Button era o favorito
para vencer o GP da Malásia, com
odd em 2,85. Já o brasileiro Nelson
Piquet Jr. era um dos azarões, com
pode apostar nos mercados especiais
para a Fórmula 1, como o da tabela
para o GP da Malásia (ver tabela 3
na página seguinte).
a maior cotação desse GP, em 201.
As chances do safety car entrar em
qualquer corrida são geralmente
Quem apostou que Button iria vencer,
se deu bem. Quando a corrida foi
dada por encerrada, o piloto estava
grandes. Alguns circuitos, entretanto,
são mais perigosos, o que aumenta o
risco de acidentes na pista durante
Tabela 4
na 1 a colocação (tabela 1).
a corrida. No caso do exemplo, a
Tabela 1
probabilidade do safety car entrar du-
rante o GP da Malásia era menor
do que a probabilidade de a corrida
acontecer sem ele. Mais uma vez,
quem apostou que o safety car parti-
ciparia da corrida, ganhou. A chuva
atrapalhou a visibilidade dos pilotos
da mesma equipe. Aqui,
você pode escolher qual
tanto. Porém, se você é mais con-
servador, pode esperar as últimas
o piloto da equipe ven-
corridas para arriscar em quem será
cerá a corrida. O es-
quema para o cálculo das
o vencedor.
cotações e das chances é
o mesmo de sempre e, no
e a corrida teve que ser finalizada
na 32 a volta.
O site oferece, ainda, mais sete
mercados de apostas para
esse esporte. Dentre eles,
estão a aposta no piloto que
Se você conhece a Fórmula 1 ape-
nas pelos dos nomes dos pilotos e
das equipes que estão sempre em
evidência, há ainda um mercado
de apostas que envolve confronto
direto entre os pilotos
caso de os dois pilotos
abandonarem a corrida,
aquele que cumpriu mais
voltas será considerado o vencedor
da equipe. A aposta no empate so-
mente é considerada quando os
dois pilotos abandonam a corrida
na mesma volta (tabela 4).
Tabela 3
J á para apostar na primeira
equipe a abandonar o GP, o
estará no pódio e a dos pilotos que
farão a pole position (primeira fila na
largada). Se você acompanha todos os
treinos, pode escolher também quem
fará o melhor tempo em cada um deles.
Mas, cuidado! Nos treinos, os carros
podem variar o nível de gasolina, para
deixar o carro mais leve ou mais pe-
sado. Podem também alterar o tipo
de pneus, a toda hora.
esquema das cotações é ao con-
trário. As menores odds são daquelas
equipes que provavelmente
serão as primeiras a aban-
donar a corrida. Na tabela
2, temos que a Force India
era a favorita para ser a pri-
meira a abandonar o GP da
Malásia, com odd em 6, en-
quanto a BrawnGP do bra-
sileiro Rubinho Barrichello,
era a equipe que tinha
Tabela 2
Outros dois mercados,
que costumam ser mais
populares somente na fase
final da Fórmula 1, são
as apostas no piloto ven-
cedor e na equipe vence-
dora do Mundial. Se você
gosta de correr riscos em
busca de um ganho maior,
apontar um vencedor logo
no começo da temporada
pode ser uma aventura e
Como visto, quem apostar sempre na
menor cotação (odd) poderá ter mais
chances de ganhar a aposta. Porém, os
ganhos serão sempre menores. Em um
esporte imprevisível como a Fórmula
1, o ideal é acompanhar as notícias no
decorrer da semana e tentar entender
as regras e sobre os treinos e o desem-
penho dos carros. 
James Keane
Vice-presidente de Mercados Internacionais
da Sportingbet.com

46 | JUNHO

de Mercados Internacionais da Sportingbet.com 4 6 | JUNHO Johnny Moss A T WWW.REVISTAFLOP.COM.BR JUNHO |
de Mercados Internacionais da Sportingbet.com 4 6 | JUNHO Johnny Moss A T WWW.REVISTAFLOP.COM.BR JUNHO |

Johnny Moss A T

WWW.REVISTAFLOP.COM.BR

JUNHO | 47

TESTDRIVE | T V P OKER P RO Quer dar uma comentando suas atuações, dia

TESTDRIVE | TV POKER PRO

Quer

dar uma

comentando suas atuações, dia a dia do salão da WSOP, além de vídeos pessoais dos

comentando suas atuações, dia a dia do salão da WSOP, além de vídeos pessoais dos profissionais mostrando o que fazem nas viagens, torneios e até em casa. Alguns dos vídeos de estreia do site mostram trechos da festa de entrega do Prêmio Flop, além de bons vídeos de eta- pas do EPT e de Bahamas, em que, no quarto do hotel, Decano e Alê Gomes discutem jogadas. Os vídeos postados estão divididos em categorias, com a opção de listar os mais recentes ou os mais vistos. No momento, um dos mais requisitados é o de Gualter Salles falando sobre sua eliminação em 12º lugar no evento 24 da World Series, que foi postado minutos após sua bela performance. Outro recurso interessante são os comen- tários sobre o vídeo. Além de assistir, o usuário pode avaliá-lo e também deixar o seu recado. A estrutura desse esquema é simples e funciona como um reality show: uma equipe de produção audiovisual se- gue os jogadores por torneios e eventos no mundo todo e postam tudo sobre a vida, os amigos e os parentes desses profissionais. Um vídeo desses, bem engraçado, é o de Akkari jogando sinuca contra o velho amigo Edu Parra.

Outra seção importante é a ProSchool, que promete ser a mais inovadora escola online já criada no Brasil. Ela oferece aos assinantes vídeos que mostram os pro- fissionais jogando seus torneios online, com comentários detalhados das estratégias utilizadas e de seus pensa- mentos técnicos em relação as suas ações e ao jogo. De acordo com Alê Gomes, um dos idealizadores do projeto, o objetivo principal dessa escola é trazer a visão dos profissionais e o modo como eles analisam o contexto de cada mão jogada nas mais diversas modalidades. Aqui, os vídeos também estão separados por catego- rias e são comentados por vários profissionais, como Leandro “Amarula” e Gabirl Almeida, o “kafelnikovz”,



?

espiadinha

e Gabirl Almeida, o “kafelnikovz”,  ? espiadinha Já fomos fisgados pelo projeto na home do

Já fomos fisgados pelo projeto na home do site, com um visual bem limpo e agradável, em que logo se vê um ví- deo de boas-vindas de Akkari e Gomes, gravado ao lado de um imitador de Elvis, na entrada de Las Vegas. Com

o jeito informal de Akkari e a graça de estar ao lado do

Elvis, a dupla já passa um clima bem despojado e diver- tido para seus futuros assinantes. Também na home page

o usuário pode ver os vídeos postados recentemente, a

localização dos profissionais, em um mapa-múndi, e as atualizações em tempo real do Twitter de André Akkari. Em pouco menos de um mês do site no ar, já exis- tem mais de 50 vídeos de diversos jogadores brasileiros

Q uando você procura alguma informação para aprender ou aprofundar os seus conhecimentos so- bre poker, o que você encontra? Milhares de

sites em inglês, e alguns em língua por- tuguesa, que trazem ou somente o arroz com feijão – como funcionam as apostas, as posições na mesa e as combinações de cartas –, ou blogs e fóruns que abrem espaço às discussões técnicas (ou nem sempre) de jogadores amadores.

Aprender a jogar Hold’em é fácil, o difícil é entender a dinâmica do jogo. Pode parecer simples, mas a matemática

e a psicologia envolvidas nas artimanhas

desse jogo são bem mais complexas do que se imagina. Para ser um profissio- nal bem-sucedido no poker é necessário muito estudo, prática, concentração e força de vontade. Com o objetivo de levar informações importantes para quem quer se es- pecializar no assunto e se dar bem no esporte, André Akkari, Alexandre Gomes e Gualter Salles lançaram,

no mês de junho, o site TV Poker Pro. Como diferencial, esse portal tem os jogadores como principal foco. Nele, encontra-se uma grande quantidade de informações sobre comportamento e entretenimento

– além dos vídeos instrutivos –, tudo relacionado ao am-

biente profissional do esporte. É lógico que esse é um lançamento muito oportuno, já que estamos na época da WSOP 2009 e vários vídeos postados na estreia do

site são sobre os eventos dessa importante série.

48 | JUNHO

sobre os eventos dessa importante série. 4 8 | JUNHO Dead Man’s Hand, Mão do Morto
sobre os eventos dessa importante série. 4 8 | JUNHO Dead Man’s Hand, Mão do Morto

Dead Man’s Hand, Mão do Morto A 8

WWW.REVISTAFLOP.COM.BR

JUNHO | 49

TESTDRIVE | TV POKER PRO

além de Akkari e Alê Gomes, que explicam como se comportar em SNGs, MTTs ou cash games. Outro detalhe é que o usuário pode marcar seus vídeos favoritos, para acessá-los mais tarde com maior rapidez. A ideia dos idealizadores é no futuro, após o término de cada uma das sessões, fazer uma “mesa-redonda” sobre as mãos-chave de cada um dos torneios, ana- lisando, discutindo e procurando soluções eficientes para cada situação enfrentada. “A nossa comunidade serve para que as pessoas possam melhorar seu jogo, conhecer novas técnicas, ver quais ações usamos durante cada mão e aquilo que imaginamos ser o jeito mais lucrativo de se jogar poker”, declara Akkari. Outra novidade muito legal foi a enquete, lan- çada no meio de junho na WSOP. O site apresen- tou situações hipotéticas de torneio e perguntou qual a estratégia que alguns prós seguiriam. Para se ter uma noção, além dos depoimentos dos três criadores do site, vieram depoimentos de nin- guém mais, ninguém menos, do que Christian Kruel, Thiago Decano, Maridu, Mestre Filipe e Tevez. Uma ideia muito bem bolada para criar maior interação entre todos os profissionais e o grande público, que muitas vezes já viu fotos e nicknames, mas nunca ouviu a voz ou viu seus ídolos. O internauta também pode acompanhar no link “Agenda” quais serão os próximos passos dos jogadores, e, ainda, clicando em “Profissionais” pode conhe- cer melhor a história e a traje- tória de cada uma dessas feras do poker brasileiro. Há também uma sessão voltada para artigos, que, neste momento, tem so- mente um texto escrito, mas o trio promete muito material.

mente um texto escrito, mas o trio promete muito material. Como nada é de graça nesta

Como nada é de graça nesta vida, e essas informações são bem valiosas, o internauta interessado em poker tem três tipos de planos para assinar o site: Convidado, Prata e Ouro. Para acesso do Plano Convidado, o usuário não paga nada, mas também não poderá utilizar todas as funções do portal, além de o plano durar apenas 30 dias. Já os Planos Prata e Ouro dão um acesso ilimitado ao conteúdo e permitem a participação em chats com os profissionais e em torneios elaborados pelo site. No Plano Prata, o usu- ário paga R$120 e tem acesso ao site durante três meses. O Plano Ouro custa R$210, e o usuário ainda leva um boné e tem um ano de acesso ao portal. Com o espírito empreendedor de André Akkari e o talento de Alê Gomes e Gualter Salles, o site certamente irá crescer e trará muitas novidades, além de, certa- mente, tornar-se referência para jovens que ingressam no poker, ávidos por informação. Nós, da Flop, assinamos

no poker, ávidos por informação. Nós, da Flop, assinamos o Plano Ouro no primeiro dia do

o

Plano Ouro no primeiro dia do site e recomendamos

o

TV Poker Pro a todos vocês. Grandes ideias e esforços

merecem crédito e respeito, e a prova desse sucesso já está se mostrando na quantidade de assinantes do site, que cresce a cada dia.

5050 || JUNHOJUNHO

, que cresce a cada dia.  5 0 5 0 || JUNHOJUNHO Hunting Season A
, que cresce a cada dia.  5 0 5 0 || JUNHOJUNHO Hunting Season A

Hunting Season A 2

Caderno

5 0 5 0 || JUNHOJUNHO Hunting Season A 2 Caderno Phil Ivey aumenta sua coleção
5 0 5 0 || JUNHOJUNHO Hunting Season A 2 Caderno Phil Ivey aumenta sua coleção
5 0 5 0 || JUNHOJUNHO Hunting Season A 2 Caderno Phil Ivey aumenta sua coleção
5 0 5 0 || JUNHOJUNHO Hunting Season A 2 Caderno Phil Ivey aumenta sua coleção

Phil

Ivey

aumenta sua

coleção
coleção

debraceletes

A 2 Caderno Phil Ivey aumenta sua coleção de braceletes  Norson Saho  Brasileiros no
A 2 Caderno Phil Ivey aumenta sua coleção de braceletes  Norson Saho  Brasileiros no

Norson Saho Brasileiros no Full Tilt Academy Perfil: Fernando e Vanessa Issas

APRENDA, CONVERSE E JOGUE COM OS PROFISSIONAIS

AP RENDA , CONVERS E E JO GUE COM O S P ROFISSIONAIS

Norson Saho De 2006 até a metade de 2008, Norson jogou predominantemente sit-and-gos, visando estabelecer
Norson Saho
De 2006 até a metade de 2008,
Norson jogou predominantemente
sit-and-gos, visando estabelecer um
bom bankroll para depois migrar
para os torneios, mas sem nunca
parar de estudar.
online, Norson retorna a Las
Vegas para uma intensa
temporada de torneios, que
incluirão, pelo menos, dois
eventos da WSOP 2009
(inclusive o Main Event)
e cerca de 20 torneios nas
Nome : N orson Saho
Idade : 30 anos
Cidade : São Pau l o (SP)
Jo g a há dois anos
N ic k: N ewbie _ dog
E specia l idade : MTT NL Ho l d 'em
Quando migrou para os torneios,
os bons resultados começaram a
aparecer aos montes, o que o alçou,
de uma hora para outra, da condi-
ção de desconhecido para a de um
dos líderes do Ranking Brasileiro
SuperPoker, no qual terminou o
ano de 2008 em 7 o lugar.
séries Deep Stack do Venetian
e Mega Stack do Caesar’s.
Em todas essas competições,
Norson estará representando
o time do Superpoker/Full Tilt
Brazilian Pro Team.
patrocinado pela própria Microsoft,
e também trabalhava no ramo de
desenvolvimento de jogos, na área de
controle de qualidade. E foi quando
descobriu o poker, e uma nova fase
em sua vida começou.
E m julho de 2008, Norson
pegou uma parte de seu
bankroll e embarcou a passeio
A pesar de Norson ter tido
para Las Vegas, o que, segundo
ele próprio, “representou o
momento dessa passagem
dos sit-and-gos para os
torneios”. Agora, cerca
um começo um pouco di-
de um ano depois,
fícil no poker, quando por
já consagrado
três vezes quebrou seu bankroll de
50 dólares, proveniente de bônus
e respeitado
nos torneios
oferecidos na Internet, o jogador de
São Paulo percebeu o potencial que
aquele universo oferecia e resolveu
estudar. Norson tomou, então, a
decisão de nem sequer jogar uma
partida de poker, durante pelo me-
nos um mês, e de somente se dedicar
às leituras e estudos sobre o assunto.
Após um intenso mês de apren-
dizagem, Norson retornou ao field
dos torneios online, com uma
decisão: depositar mais 20 dólares
e, caso quebrasse, iria abandonar

C ampeão mundial do jogo “Age of Empires”, Norson Saho faz parte de uma geração de

jogadores profissionais que tiveram sucesso migrando dos games de PC para o poker, como antes o fizeram o francês Bertrand “ElkY” Grosspelier,

que jogava “Starcraft”, e o brasileiro Tiago Carriço, campeão mundial do “Fifa Soccer”.

Enquanto jogava “Age of Empires”, um jogo de estratégia em tempo real, da Microsoft, Norson era

a ideia de jogar poker. Jogando

então sit-and-gos de dois dólares, Norson não somente não quebrou,

como nunca mais precisou depositar algum centavo e, ainda por cima,

se transformou, em pouco tempo,

em um dos maiores nomes do poker

online brasileiro da atualidade.

|WWWJUNHO. F U LLT I LT P OKER .COM

tempo, em um dos maiores nomes do poker online brasileiro da atualidade. | WWW JUNHO .
tempo, em um dos maiores nomes do poker online brasileiro da atualidade. | WWW JUNHO .

CCHHEIEI OO DDEE HABILIDADE

C C H HEI EI O O D DE E H A B I L I
Ivey Phil Q uem, no mundo do poker, já não ouviu falar em Phil Ivey?
Ivey
Phil
Q uem, no mundo do poker, já não ouviu falar
em Phil Ivey? O grande profissional, integrante
do time principal de jogadores do Full Tilt,
foi um dos destaques da World Series of Poker (WSOP)
deste ano ao vencer dois eventos: o Evento 8, de No
Limit Deuce to Seven Draw, e o Evento 25, de Omaha e
Seven Card Stud HiLo. Desde que iniciou sua carreira no
poker, Ivey já arrecadou mais de oito milhões de dólares
em prêmios, e agora soma sete braceletes conquistados.
final do torneio de Pot Limit Omaha. Dois anos mais
tarde, Ivey ganhou três títulos da WSOP, dois torneios
no Bellagio, um torneio no World Poker Open, dois
eventos no Commerce e ainda fez mesa final no World
Poker Tour (WPT). Foi nesse ano que ele despontou
para os olhos da mídia e do público, principalmente
por conquistar três braceletes na mesma temporada,
dois deles em eventos de Stud e um em mixed games.
Aos 23 anos, ele ganhou seu primeiro título da WSOP,
quando venceu, em 2000, uma das maiores lendas do
poker, o jogador Amarillo Slim, no heads-up da mesa
E não parou por aí. Em 2005, fez mais duas mesas finais
no WPT, ficou em segundo lugar em um WSOP Circuit
e ainda conquistou seu quinto bracelete de WSOP. Ivey
ainda ganhou um milhão de dólares como primeiro

APRENDA, CONVERSE E JOGUE COM OS PROFISSIONAIS

AP REN