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A paixão pelos livros

A paixão pelos livros

D’ALEMBERT • CASTELO BRANCO CHALÁMOV • DOYLE • DRUMMOND • FLAUBERT FRANKLIN • LACERDA • MILTON • MINDLIN MONTAIGNE • PETRARCA • SAROYAN • VELOSO

2.ª reimpressão

• FLAUBERT FRANKLIN • LACERDA • MILTON • MINDLIN MONTAIGNE • PETRARCA • SAROYAN • VELOSO

Dedicamos aos autores, editores, livreiros, professores e bibliotecários que contribuem para transformar o Brasil num país de leitores apaixonados pelos livros.

Agradecemos a Lucia Ryff, Nina Schipper, Bruno Feitler, Rui Campos, Claudio Giordano e José Mário Pereira.

9.

Apresentação

Amor e loucura

15. Loucura mansa JOSÉ MINDLIN

17. O sebo

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE

21.

Bibliomania

JEAN DE LA RONDE DALEMBERT

25.

Bibliomania

GUSTAVE FLAUBERT

Este ser, o livro

51.

49.

Livros

Meus amigos

CAETANO VELOSO

FRANCESCO PETRARCA

53. Amigo dos livros PLÍNIO DOYLE

61.

Da Areopagítica JOHN MILTON

63.

Da companhia dos homens, das mulheres e dos livros

MICHEL DE MONTAIGNE

69. Epitáfio

BENJAMIN FRANKLIN

Viver entre livros

75. Minhas bibliotecas VARLAM CHALÁMOV

105. O parente de 53 monarcas CAMILO CASTELO BRANCO

117.

Dia Frio

WILLIAM SAROYAN

129. Estante nova

RODRIGO LACERDA

137. Sobre os autores

149.

Créditos

Apresentação

A PAIXÃO PELOS LIVROS É A MAIS BENÉFICA das com-

pulsões humanas. A bibliomania, o “furor de ler livros e de os ter”, como definiu d’Alembert, garante a quem por ela é acometido prazeres sutis e constantes. Para um bibli- ômano como Montaigne, a companhia dos livros é pre- ferível à dos homens e das mulheres. A biblioteca é uma espécie de harém, nas palavras de Emerson, ou a própria imagem do paraíso, na opinião de Borges. Flaubert nos apresenta a história do louco por livros que chegou ao extremo do assassinato. Já Milton advoga que a morte de um livro é mais odiosa que a morte de uma pessoa. “Quem mata um homem mata uma criatura racional, feita à imagem de Deus, mas aquele que destrói um bom livro mata a própria razão, mata a imagem de Deus.” Tanto poder fez do livro uma ameaça a impérios. Condenado que foi por ler e pensar por conta própria, o russo Chalámov, em texto inédito no Brasil, reconta sua dolorosa passagem pelos campos de concentração soviéti- cos através dos raros livros que pôde ler. À mesma época,

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do outro lado do mundo — política e geograficamente —, Saroyan enfrentava o dilema entre separar-se de seus livros ou sobreviver. Quem, por outro lado, goza em tranqüilidade da com- panhia dos livros nos dá testemunho de seu prazer. Plínio Doyle e Carlos Drummond, amigos entre si, partilham em seus textos os momentos de felicidade proporciona- dos pelos livros, endossando a frase de Montesquieu, que nunca conheceu dissabor que uma hora de leitura não dissipasse. “A virtude paradoxal da leitura é de nos abstrair do mundo para nele encontrar algum sentido”, diz Pennac. Em momentos em que o mundo não parecia fazer qual- quer sentido — entre guerras e choques de utopias — os livros e os bibliófilos atravessaram momentos desespera- dores e sobreviveram fortalecidos. Se hoje o mundo nos mostra mais incertezas que esperanças, não será a paixão pelos livros uma forma de reafirmar os valores do homem que jamais serão abalados pela política e pela guerra? Por meio dos textos reunidos neste livro os editores desejam contribuir para que o amor pelos livros seja disseminado em nosso país que ainda precisa conquistar para seu povo o acesso ao livro. Queremos contagiar o maior número possível de pessoas, ou, no dizer de José Mindlin, inoculá-las com essa loucura mansa.

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Amor e loucura

Os livros já levaram mais de um à sabedoria e mais de um à loucura. plutarco

A virtude paradoxal da leitura é de nos abstrair do mundo para nele encontrar algum sentido.

daniel pennac

do mundo para nele encontrar algum sentido. daniel pennac Gostamos sempre de sair um pouco de

Gostamos sempre de sair um pouco de nós mesmos, de viajar, quando lemos.

marcel proust

Ao lermos, um concerto solitário e silencioso se produz para nossa mente. Todas as nossas faculdades mentais estão presentes nessa exaltação sinfônica.

stéphane mallarmé

Quantos homens já não iniciaram uma nova era em suas vidas ao ler um livro?

henry david thoreau

nova era em suas vidas ao ler um livro? henry david thoreau É o que você

É o que você lê quando não tem que fazê-lo que determinará o que você será quando não puder evitar. oscar wilde

o que você será quando não puder evitar. oscar wilde A pletora de livros está nos

A pletora de livros está nos tornando ignorantes. voltaire

Onde se queimam livros cedo ou tarde se queimam homens.

heinrich heine

A vida está pulsando ali. O livro faz parte da casa, da comida, da experiência, da maternidade, do cotidiano. adélia prado

experiência, da maternidade, do cotidiano. adélia prado Quando tenho algum dinheiro, compro livros. Se ainda me

Quando tenho algum dinheiro, compro livros. Se ainda me sobrar algum, compro roupas e comida. erasmo

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