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Por: Moreira Rêgo – Jurista pela Universidade Eduardo Mondlane 1

ÍNDICE

Introdução..........................................................................................................2
1. Legitimidade das partes................................................................................3
1.1. Noções gerais.............................................................................................3
2. O objecto do processo...................................................................................3
3. Espécies de legitimidade...............................................................................3
3.1. Legitimidade singular.................................................................................4
3.1.1. Determinação supletiva da legitimidade.................................................4
3.1.2. A Legitimidade na acção executiva.........................................................5
3.2. Pluralidade de Partes..................................................................................5
3.2.1. O Litisconsórcio........................................................................................5
Generalidades....................................................................................................5
3.2.1.1. Litisconsórcio “stricto sensu”................................................................6
3.2.1.2. Litisconsórcio voluntário.......................................................................6
3.2.1.3. Litisconsórcio Necessário......................................................................7
a) Litisconsórcio necessário legal......................................................................7
b) Litisconsórcio necessário convencional.........................................................7
c) Litisconsórcio necessário natural...................................................................8
3.2.2. Coligação.................................................................................................8
3.2.2.1. Requisitos relativos aos pedidos na coligação......................................8
3.2.2.1.1 Compatibilidade..................................................................................8
i) Compatibilidade substantiva.........................................................................9
ii) Compatibilidade processual..........................................................................9
3.2.2.1.2. Conexão objectiva
...........................................................................................................................1
0
3.2.2.2. Coligação no processo executivo
...........................................................................................................................1
0
i) compatibilidade processual
...........................................................................................................................1
0
ii) Conexão (subjectiva e objectiva)
...........................................................................................................................1
0
3.2.2.3. Efeitos decorrentes da violação das regras da coligação
...........................................................................................................................1
1
3.2.2.3.1. Acção declarativa
...........................................................................................................................1
1
3.2.2.3.2. Acção executiva
...........................................................................................................................1
1

A LEGITIMIDADE DAS PARTES, em atenção às alterações introduzidas pelo Dec. Lei


1/2005 de 27 de Dezembro - Moçambique
Por: Moreira Rêgo – Jurista pela Universidade Eduardo Mondlane 2
Conclusão...........................................................................................................1
2
Bibliografia.........................................................................................................1
3

INTRODUÇÃO

No presente trabalho debruçar-nos-emos sobre os presssupostos


relativos às partes, cingindo-nos essencialmente na parte relativa à
legitimidade das partes. De referir que dos pressupostos relativos às partes
ressaltam-nos as seguintes: a personalidade judiciária, a capacidade judiciária,
a legitimidade e o patrocínio judiciário obrigatório.
Relativamente à delimitação do nosso trabalho, importa referir que este
tem uma importância deveras maior em processo civil, dado que é através
dele que se determinam quem são as partes que podem litigar e quem tem
legitimidade para o efeito.
A legitimidade das partes não se determina de uma forma linear, sendo
necessário que se determinem regras sejam elas legais ou convencionais ou
que a própria natureza da relação obrigue.
As relações controvertidas são sempre tidas ab initio como sendo uma
dualidade, uma relação recíproca que envolva o autor e o réu, ou demandante
e demandado, ou ainda, exequente e executado, o que se denomina por
legitimidade singular e está prevista no art. 26º do CPC; mas nem sempre é
assim, elas podem envolver relações em que tanto dum como doutro lado dos
litigantes, uma pluralidade de partes. E a esta última situação denomina-se
legitimidade plural, e se encontra prevista entre os art. 27º a 31º do CPC.
Entretanto, nestas classificações da pluralidade de partes encontramos
duas figuras que regulam situações de pluralidade meramente subjectiva e
outra que se refere à legitimidade objectiva. No primeiro caso, trata-se de
litisconsórcio e no segundo caso coligação.
Portanto, no litisconsórcio, onde temos uma pluralidade de sujeitos, mas
unidade da relação material controvertida, extraem-se duas figuras deveras
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importantes que são o litisconsórcio voluntário, o necessário e o natural, ao
passo que na coligação, onde temos uma pluralidade de sujeitos e de objectos
do processo importarn-nos-á apresentar as situações em que ela é admitida e
quais as implicações legais decorrentes da preterição dos requisitos por ele
exigidos.
Para o efeito, o nosso trabalho tratará da (1) legitimidade das partes,
onde se apresentarão noções gerais por forma a introduzirmos o leitor ao
espírito do trabalho, seguidamente, (2) trataremos do objecto do processo,
que é a base que sustenta a propositura da acção, para logo em seguida (3)
falarmos das espécies de legitimidade onde trataremos (3.1) da legitimidade
singular nas suas variadas vertentes e (3.2.) da pluralidade de partes,
igualmente dando enfoque aos seus variados aspectos que detalhadamente
serão desenvolvidos, e trataremos para o efeito do litisconsórcio, nas suas
diversas modalidades e da coligação, igualmente, nas suas variadas
modalidades e, desta figura falaremos já no fim dos efeitos decorrentes da
preterição de tais regras.
Assim, é por estas linhas que se debruçará o nosso trabalho que dada a
complexidade de que se compõe fez-nos com que labutássemos horas a fio
para definirmos a orientação a seguir.
Para levar a cabo deste trabalho tivemos que recorrer a doutrina
portuguesa, que é a mais usada no nosso ordenamento jurídico e com
aceitação para fundamentarmos aquilo que foi o nosso pensamento desde o
plano, o desenvolvimento e à conclusão.

O Autor

1. LEGITIMIDADE DAS PARTES

1.1. Noções gerais

O termo legitimidade das partes traz consigo um complexo de


significados que importa aclararmos de forma a que seja concebido do ponto
de vista de uma única vertente, no âmbito do processualismo civil.
Assim, a legitimidade será nestes termos entendida como “posição de
autor e réu, em relação ao objecto do processo, qualidade que justifica que
possa aquele autor, ou aquele réu ocupar-se em juízo desse objecto de
processo.”1
Entretanto, o conceito de partes é concebido pelo prof. Castro Mendes,
citando Dr. Chiovenda, como aquele que pede em seu próprio nome (ou em
cujo nome se pede) a actuação de uma vontade da lei. Aos primeiros se

1
João de Castro Mendes, Processo Civil, Associação Académica da Faculade de Direito, Lisboa, 1987, vol. ΙΙ. Pag. 128
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chamam de forma genérica autores em processo declarativo e exequentes em
processo executivo e os segundos réus ou executados.
Desta discriminação conceptual, extrai-se que a legitimidade das partes
será nas palavras do prof. Tomás Luis Timbane, a posição de um sujeito face a
um certo objecto exigidas pelo direito, ou seja, é o poder de dispor em
processo da situação jurídica que se quer fazer valer.2
A noção de legitimidade das partes tem implicações práticas muito
importantes a nível do processualismo civil, pois é dali que se retira a
qualidade de quem pode ou deve pleitear num determinado processo, o que
significa que não é qualquer pessoa que instaura uma acção contra outra,
exigindo-se para o efeito o preenchimento de certos requisitos legalmente
fixados no art. 26° e seguintes do CPC.

2. O OBJECTO DO PROCESSO

Ao falarmos da legitimidade das partes é imprescindível a menção


daquilo sobre
que incide o litígio, isto é, o que sustentará a propositura da acção.
Aliás, a legitimidade afere-se a partir do conteúdo jurídico da pretenção
do autor tal como ele apresenta a relação controvertida; ou seja, a
determinação do objecto do processo e, consequentemente da legitimidade
em face do mesmo, é necessariamente feita pelo autor e só por ele, não
acontecendo, pois que seja o réu que intente uma acção em que refira que “o
que o autor pretende é que eu (réu) lhe devo 1.000,00 MT.”(cfr. Castro
Mendes, op.cit. pg. 142).
O n.º 1 do art. 26º do CPC exige para o objecto do processo, um
requisito apenas, isto é, que o interesse seja directo, e este sê-lo-á se incidir
sobre o próprio bem que forma o objecto do processo e não sobre outro
embora a ele conexo.
Esta é a posição defendida pelo prof. Barbosa de Magalhães que refere
que a legitimidade “averiguar-se-á em face da relação jurídica controvertida
tal como a desenha o autor”3. Quer-se com isto dizer que não basta que as
partes sejam sujeitos de uma relação jurídica conexa com a relação litigiosa,
mas sim, é necessário que eles sejam os sujeitos da própria relação litigiosa.
Esta discussão tem implicações práticas muito importantes porquanto
prende-se com o interesse em que a causa seja julgada perante os
verdadeiros e principais autores da relação jurídica4.

3. ESPÉCIES DE LEGITIMIDADE

3.1. Legitimidade singular

2
Tomás Luis Timbane, A Revisão do Processo Civil, Faculdade de Direito Universidade Eduardo Mondlane, Maputo,
2007)
3
Castro Mendes, op.cit., pg. 142
4
www.dgsi.pt/jtrl.nsf
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Do que resulta exposto no n.º1 e n.º 2 do art. 26º do CPC, afere-se que o
autor é considerado legítimo pela utilidade derivada da procedência da acção
e a legitimidade do réu pelo prejuízo que dessa procedência advenha, isto é,
no primeiro caso, quando o autor venha a ser conferido uma vantagem ou
utilidade e no segundo caso quando o réu venha a ser conferido um prejuízo
ou desvantagem resultante desta acção instaurada contra si.
A partida, “o processo apresenta-se como, pelo menos bilateral,
envolvendo duas partes contrapostas: parte activa,
demandante/requerente/exequente e parte passiva,
demandado/requerido/executado.”
Em obediência ao princípio da cooperação, as partes têm o dever de
colaborar com o tribunal na descoberta da verdade, devendo comparecer
sempre que para tal forem notificadas.5
Em muitas situações, em matéria processual civil, é a própria lei que
expressamente declara quem tem legitimidade para intentar certas acções,
dentre os quais importa mencionar os arts. 73° (defesa de nome); 125°
(requerimento de anulação de actos dos menores); 141º (requerimento de
interdição); 242° e 243° (invocação da simulação), entre outros, todos do
Código Civil.

3.1.1. Determinação supletiva da legitimidade

Como referimos no ponto anterior, a lei, normalmente indica quem


deverão ser considerados titulares do interesse relevante para o efeito da
legitimidade.
Todavia, em certos casos ela não indica, devendo para o efeito recorrer-
se ao regime subsidiário fixado no n.º 3 do art. 26° do CPC, que prevê que
nestes casos, a legitimidade dos sujeitos será apurada pela relação
controvertida6 tal como é configurada pelo autor, na petição inicial, ou por ele
descrito. Esta redação veio a pôr termo à querela doutrinária que com base no
mesmo e anterior dispositivo legal levantava o problema que consistia em
“procurar saber qual era a relação material controvertida que se devia tomar
em consideração – se a apresentada pelo autor na petição inicial, ou a que
viesse resultar da própria causa7.
Em bom rigor, o que se pretendia era saber se a legitimidade decorria
da relação jurídico–processual, tal como era descrito pelo autor na petição
inicial, ou da relação material controvertida que se viesse a apurar como real
e verdadeira no decurso da acção.
Entretanto, nos termos das alterações introduzidas pelo DL n.º 1/2005,
de 27 de Dezembro no seu n.º 3 do art. 26° do CPC, a legitimidade será
aferida pela relação controvertida tal como é apresentada pelo autor e não
pela relação material realmente existente.

5
Ana Prata, Dicionário Jurídico, Almedina, Coimbra, Portugal, 2005, pg. 849
6
Definido na obra de António Montalvão Machado e Paulo Pimenta, O Novo Processo Civil, Almedina, Coimbra,
Portugal, 2005, 7ª Ed., pg. 68, em nota de rodapé, como a fundamentação da diversidade de posições das partes quanto
a um ponto com relevância jurídica substantiva.
7
Neste sentido, nas obras citadas do T. L. Timbane, pg. 96 e A.M. Machado e P. Pimenta, Pg. 69
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Segundo Dr. Timbane8, as implicações práticas do n.º 3 do art. 26° do
CPC são entre outras a raridade das situações de ilegitimidade, bem como da
inutilização da função prática do pressuposto processual da ilegitimidade,
donde ressaltará que nos casos em que a antiga lei considerava haver
ilegitimidade, na presente considerará que haja legitimidade.
Assim, do que ficou dito, parece-nos que vinga aqui a apreciação da
legitmidade tendo em conta os aspectos de fundo e não de os de forma e, por
isso mesmo, assente no objecto do processo proposto pelo autor.
3.1.2. A Legitimidade na acção executiva

A execução é o processo destinado a fazer actuar as providências


adequadas à reparação efectiva do direito violado9 ou na linguagem do CPC é
aquela em que o exequente pede ao tribunal a adopção das providências
materiais adequadas à reparação efectiva do direito violado (n.º 3 do art. 4°
do CPC).
Nesta acção não há, pois um conflito a resolver, mas uma obrigação a
executar pelo credor sobe o devedor mediante título executivo taxativa e
expressamente enumerado no art. 46º do CPC, com as necessárias
adaptações às alterações introduzidas pelo DL n.º 1/2005, de 27 de
Dezembro.
A estes títulos a lei confere força bastante para servir de base à efectiva
realização da obrigação pelo devedor.
Têm legitimidade, nestes processos, aqueles que no título figurem como
credores contra os que figurem como devedores (n.º 1 do art. 55º do CPC),
mas se o título for ao portador, terá legitimidade o portador do título.
Do exposto, retire-se que em processo de execução, a legitimidade tem
um aspecto formal, quer dizer, a lei determina claramente quem são as partes
legítimas, apesar do brocardo em direito que refere que – “in claris non fit
interpretatio.”

3.2. Pluralidade de partes

O Prof. Castro Mendes refere na sua obra10 que a expressão


“legitimidade plural” do prof. Anselmo de Castro é marcadamente feliz por
dizer respeito ao fenómeno do litisconsórcio.
Aliás, como ficou referenciado atrás, o processo na sua forma mais
simples, tendenciosamente revela uma dualidade de partes (demandante e
demandado). Mas, não é assim, pois sucede, vezes sem conta, que um
processo tenha mais de duas partes principais. A essa situação designa-se
pluralidade de partes ou cumulação subjectiva, de acordo com as palavras do
prof. Palma Carlos.11
Aliás, a lei não só dispõe sobre a dualidade de partes, mas também
sobre a pluralidade de partes que pode por um lado ser activa, quando
envolve vários autores ou passiva quando envolve vários réus, ou ainda dupla
8
T. L. Timbane, op.cit. pg. 97
9
A. Prata, op.cit. pag. 523
10
Castro Mendes, op.cit., pg. 153
11
Castro Mendes, op.cit. Pg. 169
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quando se refere a vários autores e vários réus12 e, por outro lado, ser inicial
quando se verifica no início da acção, ou subsequente quando tem lugar na
pendência da acção envolvendo partes que não eram originais (cfr. arts. 325°-
359° e arts. 342º-359º, todos do CPC).
Ademais, a pluralidade é assim considerada em relação às partes
principais e não a simples pluralidade que derive por subordinação ou da
intervenção acessória, prevista entre os arts. 330°-341°, todos do CPC.
Relativamente à pluralidade de partes, ressaltam duas figuras jurídicas
que são o litisconsórcio e a coligação, que seguidamente passaremos a tratar.

3.2.1. O Litisconsórcio

Generalidades

O litisconsórcio é uma das figuras que manifesta a pluralidade de partes


e ocorre quando em juízo se discute sobre uma determinada relação jurídica
que apresenta muitos e diferentes sujeitos, que sejam partes na acção, ou por
outra, ele corresponde à relação controvertida que envolva uma pluralidade
de sujeitos ou partes13.
O litisconsórcio pode ser classificado em inicial e sucessivo ou
subsequente; simples (activo, passivo e misto) e recíproco; stricto sensu e
coligação e; necessário e voluntário14. Porém, trataremos do litisconsórcio
stricto sensu, necessário e voluntário e por fim falaremos da coligação, que
constitui uma outra figura diferente.
De salientar que no litisconsórcio não se levantam questões relativas à
conexão e compatibilidade de pedidos. Nele encontramos, sim, as seguintes
situações:
a) um só pedido, ou pedidos a tomar-se como tal; ou
b) a sua compatibilidade preenche o disposto no art. 470º do CPC
(cumulação de pedidos contra o mesmo réu); ou
c) os pedidos são essencialmente idênticos quanto ao conteúdo e
fundamentos e necessariamente conexos e compatíveis.
A incompatibilidade acima referida afere-se das situações em que tal
havendo, os efeitos jurídicos derivados da procedência de cada um deles, ou
seja, quando o reconhecimento de um pedido exclua a possibilidade de
verificação dos restantes.15

3.2.1.1. Litisconsórcio “stricto sensu”

O litisconsórcio vem previsto nos arts. 27°-29°, todos do CPC e para que
o seja será necessário que:
a) Quando mais que uma parte instaure uma acção contra mais que
uma parte formulando para o efeito um único pedido, ou;

12
A.M. Machado e P. Pimenta, op.cit., Pg. 70
13
Castro Mendes, op.cit. Pg. 174 e Machado, A.M. e Pimenta, P., op.cit., Pg. 70.
14
Castro Mendes, op.cit. Pg. 170 Machado e A.M. e Pimenta, P., op.cit., Pg. 70.
15
Neste sentido, Abílio Neto, em anotações ao Código de Processo Civil, e Prof. Castro Mendes, op.cit. Pg 176
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b) Quando mais que uma parte instaure uma acção contra mais que
uma parte formulando vários pedidos, mas que não sejam discriminados.
Ex: A instaura uma acção declarativa de condenação contra B e D.
c) Quando por mais que uma parte ou contra mais que uma parte
discriminadamente sejam formulados pedidos não diferentes mas
essencialmnente idênticos no seu conteúdo e fundamentos.

3.2.1.2. Litisconsórcio voluntário

O litisconsórcio voluntário é aquele em que a pluralidade das partes


resulta da vontade do ou dos interessados. Refira-se que as partes que aqui
são mencionadas, são as principais. Esta espécie de litisconsórcio encontra-se
prevista no art. 27° do CPC.
Esta classificação do litisconsórcio tem sua génese no acordo de
vontade dos contraentes aquando da celebração do contrato tem haver com
as situações em que o(s) autor(es) decidiram, por vontade própria, propôr
uma acção contra todos os interessados, ou porque vários interessados
decidiram em co-autoria prôpor a acção. E, ainda, no art. 27° do CPC dispõe-
se que a acção pode ser proposta por todos e contra todos.
Deste conceito, alcança-se o entendimento de que uma acção pode ter
por objectivo uma relação material controvertida sem que todos eles sejam
partes na causa – “a acção pode ser proposta por um só ou contra um só dos
interessados... ainda que o pedido abranja a totalidade.” (nº1, in fine, do art.
27º do CPC).
Neste contexto, o autor pode intentar a acção contra todos os
interessados ou contra alguns deles ou mesmo um só, e pode fazê-lo sozinho
ou acompanhado por todos os interessados ou parte deles, nos casos de
obrigações divisíveis prevista no art. 534° do C.C, que mais não são
obrigações plurais cuja prestação é fixada globalmente, competindo a cada
um dos sujeitos apenas uma parte do débito ou do crédito comum.
Ex: A tem um crédito de 300,000MT sobre B, C e D, competindo a cada
um dos devedores pagar a quantia de 100,000MT. Como a obrigação é
divisível A pode demandar ao mesmo tempo os 3 devedores, pedindo a sua
condenação no pagamento dos 300,000MT (1ª parte do n.º 1 do art. 27º do
CPC) ou demandar apenas um ou dois devedores. Nesse caso, o tribunal
condenará cada um dos demandados na respectiva quota-parte, ainda que o
pedido tenha abrangido (impropriamente) a totalidade (2ª parte do n.º 1 do
art. 27º do CPC)16.
Já no n.º 2 do art. 27° do CPC prevê-se a hipótese de a lei ou o negócio
permitir que o direito comum seja exercido por um só ou que a obrigação
comum seja exigida de um só dos interessados e quando assim seja basta a
presença de um dos intervenientes processual para assegurar a legitimidade.
Verifica-se este caso nas obrigações de prestações indivisível com pluralidade
de credores (proémio do n.º 1 do art. 538° do C.C.) ou casos de coisa comum
(n.º 2 do art. 1405º do C.C.) ou ainda quando se trata do regime de
compropriedade.

16
Neste sentido, A.M. Machado e P. Pimenta, Pg. 71.
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3.2.1.3. Litisconsórcio Necessário

Esta figura de litisconsórcio é também conhecida por litisconsórcio


forçoso ou obrigatório e refere-se a situações em que a lei, ou o contrato,
fonte da relação controvertida o impõe17, ou da própria natureza da relação.
Quer-se com isso dizer que o litisconsórcio necessário corresponde à
uma ideia de pluralidade de partes obrigatória18. Por outras palavras, dir-se-á
que esta classificação de litisconsórcio resulta de ónus imposto e não de um
dever, significando com isto que ele existe sempre que a lei ou a lógica
(contrato que sirva de base à relação controvertida) exija a presença na lide
de todos os interessados a fim de que a decisão produza efeitos erga omnes19.
Do exposto, ressalta que o litisconsórcio necessário pode ser legal,
porque resultando de imposição legal, convencional ou contratual (n.º 1 do
art. 28º do CPC) e natural. Adiante, debruçar-nos-emos sobre estas
modalidades de litisconsórcio.

a) Litisconsórcio necessário legal

Este ocorre sempre que a lei impõe, sob pena de ilegitimidade, a


intervenção de vários interessados (cfr. n.º 1 do art. 28º do CPC). Um dos
exemplos flagrantes desta situação é o da acção que deve ser proposta por ou
contra ambos os cônjuges (art. 19º do CPC), o n.º 1 do art. 419º do CC (direito
de preferência de titulares); art. 535º do CC (obrigações indivisíveis com
pluralidade de devedores), entre outros exemplos.

b) Litisconsórcio necessário convencional

Esta modalidade de litisconsórcio resulta da estipulação dos


interessados, ou seja, são as partes contratantes que fixam seja, inicial ou
posteriormente que em caso de eventual conflito devem estar na lide todos os
outorgantes. Trata-se aqui do reflexo de um pacto substantivo entre as
partes20. (cfr. Castro Mendes, op.cit. pg 194 e Montalvão e Pimenta, pg. 73).
A lei é omissa quanto à forma a seguir para a convenção acima
referenciada, contudo entende-se que esta deverá seguir a forma do negócio
que lhe der origem, devendo nele constar que os dois em conjunto, o ou os
credores exigirão a quantia mutuada, em se tratando de mútuo. Assim, só
demandando os dois é que será legítimo, o contrário incorre em ilegitimidade
de partes, nos termos do negócio celebrado.

c) Litisconsórcio necessário natural

17
Neste sentido Castro Mendes, op.cit. pg. 193 e Montalvão e Pimenta, op. cit. pg. 72
18
A.M. Machado e P. Pimenta, Pg. 72
19
Cfr. A. Neto, op.cit., em anotações de rodapé ao art. 28º do CPC.
20
Cfr. Castro Mendes, op.cit. pg. 194 e Montalvão e Pimenta, op. cit. pg. 73
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Está previsto no n.º 2 do art. 28º do CPC, donde resulta que é legítima a
intervenção de todos os interessados quando pela própria natureza da relação
jurídica, a pluralidade seja necessária para que a decisão produza o seu efeito
útil normal e “esta produz o seu efeito útil normal quando, não vinculando
embora os restantes interessados, regule definitivamente a situação concreta
das partes relativamente ao pedido formulado”.
Ora, um exemplo para este caso é o referente a uma acção de divisão
da coisa comum, em que é obrigatória a presença de todos os
comproprietários. Atento à natureza da própria questão jurídica que se discute
nos autos, a acção deve ser proposta contra todos os celebrantes do negócio,
porque a ser assim, se o negócio for nulo sê-lo-á, igualmente, para todos os
contraentes.
Neste contexto, a preterição desta regra importa, nos termos do n.º2 do
art. 493º do CPC, a absolvição da instância por ilegitimidade da parte que
litiga.

Em jeito de conclusão, relativamente a todos os casos de litisconsórcio


necessário, resulta claro que o interesse não pode ser regulado judicialmente
sem a presença de todos os interessados, por isso se atribui o nome de
legitimidade plural.21

3.2.2. Coligação

Conforme ficou atrás, ressalvado, o litisconsórcio só existe quando há


pluralidade de partes. Porém, na coligação temos igualmente uma pluralidade
de partes (vários autores ou réus) e várias relações controvertidas. Do outro
modo, dir-se-á que a coligação resulta da junção das duas figuras –
pluralidade de litigantes e cumulação de pedidos”.
Para o Prof. Castro Mendes, a distinção entre litisconsórcio e coligação
assenta no pedido, sendo que haverá coligação sempre que se formulem
discriminadamente por ou contra várias partes pedidos diferentes, conforme
se dispõe no art. 30º do CPC.
Na coligação, a lei assegura-se de que os pedidos são compatíveis e
conexos, pois seria absurdo que num mesmo processo se entrecruzassem
pedidos incompatíveis tal como no seguinte exemplo: Abel pede num mesmo
processo o divórcio de Bitucha e Carlos a condenação de Dário22.

3.2.2.1. Requisitos relativos aos pedidos na coligação

Sendo finalidade da lei a de zelar pela inexistência de pedidos


incompatíveis e assim permitir uma administração da justiça ordenada e
organizada a lei assegura que os pedidos cumpram com os dois requisitos
essenciais que são a compatibilidade e a conexão, que passaremos a ver
minunciosamente:

21
Neste sentido, Ana Prata, op.cit. pg. 729 e Montalvão e Pimenta, op.cit. pg. 75
22
Castro Mendes, op.cit. pg.176
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3.2.2.1.1 Compatibilidade

Esta apresenta duas realidades que são a compatibilidade substantiva e


processual.
i) Compatibilidade substantiva

Aqui, entende-se que os pedidos formulados devem ser entre si


compatíveis. Com efeito, nesta modalidade de compatibilidade verifica-se uma
cumuluçao subjectiva – das partes – e objectiva – de pedidos –, sendo que
para a última é aplicável o disposto no n.º 1 do art. 470º do CPC.

ii) Compatibilidade processual

Esta resulta, nos termos do n.º 1 do art. 31º do CPC de dois factores que
são: a competência absoluta do tribunal e adequação da mesma forma do
processo ou de uma forma diferente unicamente em razão do valor”.23
Portanto, desta realidade pode-se extrair o seguinte:
a) o tribunal deve ser absolutamente competente para conhecer de
todos os pedidos cumulados não sendo admissível a coligação se o tribunal
não for material, hierárquica e internacionalmente competente (n.º 1 do art.
31º do CPC).
b) a forma do processo seja idêntica para todos os pedidos cumulados
(1ª parte do n.º 1 do art. 31º do CPC), tornando-se inadmissível a coligação
nos casos em que a um ou alguns dos pedidos corresponder processo comum
e a outro dos pedidos corresponder processo especial ou diferentes processos
especiais;
c) porém, a regra anterior sofre excepção, no sentido de que quando se
trata de formas de processo diferentes, mas derivando a diferença
unicamente do valor, não obsta à coligação (n.º 1 in fine do art. 31º do CPC).
Esta excepção deriva de ordem imperativa da lei e do critério discricionário do
juiz.
d) o juiz admite a cumulação quando as formas do processo dos pedidos
sendo diversas “não sigam uma tramitação absolutamente incompatível” e;
e) o juiz a admite ainda quando haja interesse relevante na apreciação
conjunta dos pedidos cumulados ou quando se configure indispensável para a
realização do verdadeiro fim do processo que é a justa composição do litígio
(n.º 2 do art. 31º do CPC)24.
f) “reforça-se o poder do juiz na regulação do processo desde a decisão
sobre a complexidade ou não do processo para efeitos de proferir ou não
despacho saneador na audiência preparatória e para a elaboração ou não da
especificação e do questionário (n.º 2 do art. 510º e art. 511º, ambos do CPC),
na formulação de quesitos novos (al. f) do n.º 2 do art. 650º do CPC) e na
decisão oficiosa para a realização de diligências para a localização de bens
para a penhora (n.º 2 do art. 833º do CPC)”25.

23
Castro Mendes, op.cit. pg. 178
24
Todas às referências acima, Cfr. A. Neto, op.cit. em notas de rodapé, anotações ao art. 31º do CPC.
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g) há uma redução drástica do poder discricionário do juiz vinculado a
critérios objectivos relevantes, facultando ao interessado a escolha e
indicação da pretensão a que o objecto do processo ficará reduzido (cfr. Abílio
Neto, op.cit. anotações ao n.º 4 do art. 31º do CPC) e, presumindo-se aqui,
que em caso de silêncio importará a absolvição do réu da instância quanto a
todos os pedidos26.
h) em caso de nova acção intentada em função do que ficou exposto na
alínea anterior, esta retrotrai-se à data da propositura e citação do réu no
primeiro processo. (nº5 do art. 31º do CPC)

3.2.2.1.2. Conexão objectiva

Esta resulta da verificação em relação aos pedidos de certas


circunstâncias legalmente previstas que são:

a) quando a causa de pedir27 seja a mesma e única a sustentar diversos


pedidos formulados (n.º 1 do art. 30º do CPC);
b) os pedidos devem estar numa relação de dependência; ex: Ana pede
contra Bento a declaração de nulidade da venda que lhe fez de uma casa e
contra Chico a restituição da casa que Bento lhe havia entregue;
c) quando a procedência dos pedidos principais dependa
essencialmente da apreciação dos mesmos factos (n.º 2 do art. 30º do CPC);
ex: Mauro, Nuno e Carlos poropõem acção contra Mitó com quem
contrataram e que se escusa ao cumprimento da obrigação alegando a
incapacidade dos art. 150º e 257º, ambos do CC a fim de obter declaração de
validade dos seus contratos.
d) quando a procedência dos pedidos principais dependa
essencialmente da interpretação e aplicação das mesmas regras de direito
(n.º 2 do art. 30º do CPC) e;
e) quando a procedência dos pedidos principais dependa
essencialmente da interpretação e aplicação de cláusulas contrautuais
perfeitamente análogas (n.º 2 do art. 30º do CPC).

3.2.2.2. Coligação no processo executivo

Esta coligação só é possível na execução para pagamento de quantia


certa, movida por credores comuns, nos termos do art. 58º do CPC 28, bastando
para o efeito dois pressupostos, que são a compatibilidade processual e a
conexão.

i) Compatibilidade processual
25
Sic – em anotações de rodapé, em comentários às alterações introduzidas ao art.31º/3 pelo DL 1/2005 de 27 de
Dezembro por T. L. Timbane, op.cit. pg. 98.
26
T. L. Timbane, op.cit. pg. 99
27
Causa de pedir, entende-se, nas palavras do Dr. Montalvão e Pimenta, como facto jurídico que serve de fundamento
à acção, ou seja, facto concreto donde emana o pedido. Cfr. Montalvão e Pimenta, op.cit. pg. 75
28
Castro Mendes, op.cit. pg. 186
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Esta assenta nos seguintes factos:


a) competência do tribunal para todos os pedidos tanto absoluta como
relativamente;
b) correspondência de todos os pedidos ao processo comum (em
quaisquer das suas formas) ou o mesmo tipo de processo especial (n.º 1 do
art. 53º do CPC).

ii) Conexão (subjectiva e objectiva)

a) Os vários credores podem sempre coligar-se contra os mesmos


devedores (coligação activa).
b) Um ou mais credores comuns podem coligar-se contra vários
devedores se obrigados no mesmo título executivo.

Neste último caso, temos uma coligação mista ou seja, coligação mista e
litisconsórcio passivo.

No primeiro caso temos uma conexão subjectiva em função da


singularidade do executado e no segundo uma objectiva em função da
unidade do título.

3.2.2.3. Efeitos decorrentes da violação das regras da


coligação

3.2.2.3.1. Acção declarativa

A não observância dos requisitos da coligação de autores e réus


previstas no art. 30º do CPC conduz a uma excepção dilatória prevista no n.º 1
do art. 494º do CPC importando para o efeito a absolvição da instância, nos
termos do n.º 2 do art. 493º do CPC, contudo esta solução só se refere às
situações referentes à conexão objectiva exigida por lei em processo
declarativo.
Nos casos da ilegalidade resultar da incompatibilidade substantiva entre
os pedidos formulados por ou contra litisconsortes coligados, o regime é o de
toda as cumulações de pedidos substancialmente incompatíveis: ineptidão da
petição inicial, de que resulta a nulidade de todo o processo (n.ºs 1 e 2 al.c) do
art. 193º); indeferimento liminar (al.c) do n.º1 do art. 474º); absolvição da
instância se o indeferimento não verificar-se (cfr. al.b) do art. 228º, n.º 3 do
art. 479º e al.a) do n.º 1 do art. 494º, todas do CPP.)

Verificando-se a incompatibilidade processual decorrente do n.º1 do art.


31º do CPC ou do art. 58° do CPC, ter-se-á o vício de incompetência na forma
de processo tendo como efeito a absolvição da instância quanto ao pedido ou
pedidos para que o tribunal for incompetente ou forma de processo
inadequados29.
29
Castro Mendes, op.cit. pg, 187
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3.2.2.3.2. Acção executiva

Nas acções executivas, as consequências da coligação ilegal,


relativamente à incompatibilidade substancial ou substantiva dos pedidos
cumulados são as mesmas do processo declarativo, nos termos do art. 801º
do CPC.
Numa execução para a entrega de coisa certa ou prestação de facto,
não se aplicando imediatamente o art. 474º do CPC, é entendimento do Prof.
Castro Mendes30, que o juiz deve mandar corrigir e, não se atendendo ao seu
despacho, importará o indeferimento liminar.
A incompatibilidade processual por incompetência absoluta ou
inadequação da forma do processo segue o regime do processo declarativo.
A incompatibilidade processual por incompetência relativa, não podendo
remeter-se parte do processo para o outro tribunal, o efeito da preterição das
regras da coligação será a resultante da incompetência absoluta.

CONCLUSÃO

Neste trabalho, apresentamos de uma maneira geral o tema relativo à


legitimidade das partes em processo civil e cremos que tenhamo-nos
enriquecido tanto a nós como àqueles que se dirigirem a este trabalho que foi
com afecto produzido para ajudar-nos neste nosso percurso estudantil.
Debruçámo-nos da legitimidade das partes apresentando como é que se
afere a legitimidade, os seus requisitos e as implicações que daí possam advir
em caso de violação das normas.
Desde já, ocorre-nos dizer que a observação dos requisitos é importante
para que possamos realizar o nosso ofício com segurança e possamos colher
frutos valiosos sob pena de incorrermos em situações que não agradam a
30
Castro Mendes, op.cit., pg. 188
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nenhum jurista que irá vendo suas acções judiciais ou aserem indeferidas
liminarmente, ou a ser demandado para corrigir ou noutras consequências
que poderão ser entre outras a perda do prestígio e consequente queda na
carreira e, o mesmo se diga dos juízes que poderão deixar que estas
irregularidades passem.
A ser assim, congratulámo-nos por termos merecido este tema e, bem
assim continuaremos a investigar para retirarmos daí outras consequências
práticas que, quiçá, não se revelaram durante o presente labor intelectual.
Bem haja, a equipa dos docentes pela iniciativa e pelo gosto pela aplicação
no conhecimento que vai imprimindo nos estudantes.
Por fim, queremos dizer que este trabalho enriqueceu bastante a nossa
mente e nos abriu mais para nos situarmos no âmbito do processualismo civil.

BIBLIOGRAFIA

1. MACHADO, A. M., e PIMENTA, P., O Novo Processo Civil, Almedina, Coimbra,


Portugal, 2005, 7ª Ed.
2. MENDES, J. C., Processo Civil, AAFDL, Lisboa, Portugal, 1987, II VOL.
3. PRATA, A., Dicionário Jurídico, Almedina, Coimbra, Portugal, 2005

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4. TIMBANE, L. T., A Revisão do Processo Civil, Faculdade de direito da
universidade Eduardo Mondlane, Maputo, 2007.

LEGISLAÇÃO:

1. DECRETO-LEI 1/2005, de 27 de Dezembro


2. MANDLATE, F., Código Civil, Plural Editores, Maputo, 2003
3. NETO, A., Código de Processo civil, Anotado, Almedina, Coimbra, 2007
4. NETO, A., Código de Processo Civil, Anotado, ediforum, Ed. Jurídicas, Lda.,
Lisboa, Portugal, 2004, 18ª ed.

INTERNET:

1. www.trp.pt
2. www.bdjur.almedina.net/item
3. www.verbojuridico.net/jurisp
4. www.inform.gov.mo/aam/portuguese/jurisprudencia
5. www.fd.ul.pt.cursos/lic

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