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Universidade do Sul de Santa Catarina

Introdução à Internet
Disciplina na modalidade a distância

3ª edição revista e atualizada

Palhoça
UnisulVirtual
2008

introducao_internet_2008a.indb 1 22/11/2007 10:23:37


Créditos
Unisul - Universidade do Sul de Santa Catarina
UnisulVirtual - Educação Superior a Distância

Campus UnisulVirtual Coordenação dos Cursos Design Visual Monitoria e Suporte


Avenida dos Lagos, 41 Adriano Sérgio da Cunha Cristiano Neri Gonçalves Ribeiro Rafael da Cunha Lara
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Avaliação da Aprendizagem (Coordenador)
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Apresentação

Este livro didático corresponde à disciplina Introdução à


Internet.
O material foi elaborado, visando a uma aprendizagem
autônoma. Aborda conteúdos especialmente selecionados e adota
linguagem que facilite seu estudo a distância.
Por falar em distância, isso não significa que você estará
sozinho/a. Não se esqueça de que sua caminhada nesta disci-
plina também será acompanhada constantemente pelo Sistema
Tutorial da UnisulVirtual. Entre em contato, sempre que sentir
necessidade, seja por correio postal, fax, telefone, e-mail ou
Espaço UnisulVirtual de Aprendizagem. Nossa equipe terá o
maior prazer em atendê-lo/a, pois sua aprendizagem é nosso
principal objetivo.
Bom estudo e sucesso!
Equipe UnisulVirtual.

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Rubem Toledo Bergamo

Introdução à Internet
Livro didático

Design instrucional
Daniela Erani Monteiro Will

3ª edição revista e atualizada

Palhoça
UnisulVirtual
2008

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Copyright © UnisulVirtual 2008
Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida por qualquer meio sem a prévia autorização desta instituição.

Edição – Livro Didático


Professor Conteudista
Rubem Toledo Bergamo

Design Instrucional
Daniela Erani Monteiro Will
Lívia da Cruz (3ª edição revista e atualizada)

Projeto Gráfico e Capa


Equipe UnisulVirtual

Diagramação
Daniel Blass
Evandro Guedes Machado
(3ª edição revista e atualizada)

Revisão Ortográfica
B2B

004.65
B43 Bergamo, Rubem Toledo
Introdução à internet : livro didático / Rubem Toledo Bergamo ; design
instrucional Daniela Erani Menteiro Will, [Lívia da Cruz]. – 3. ed. rev. e atual. –
Palhoça : UnisulVirtual, 2008.

204 p. : il. ; 28 cm.

Inclui bibliografia.

1. Internet (Redes de computação). I. Will, Daniela Erani Monteiro. II. Cruz,


Lívia da. III. Título.

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Universitária da Unisul

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Sumário

Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3

Palavras do professor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Plano de estudo da disciplina. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .11

Unidade 1 Histórico da internet . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .13


Unidade 2 Como funciona a internet? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .35
Unidade 3 A infra-estrutura da internet . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .61
Unidade 4 Legislação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .89
Unidade 5 Negócios na internet . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115
Unidade 6 Mudança comportamental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137
Unidade 7 Tendências tecnológicas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169

Para concluir o estudo. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 191


Sobre o autor conteudista . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 193
Referências . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 195
Respostas e comentários das atividades de auto-avaliação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 197
Glossário . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 201

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Palavras dos professores
“Criar meu web site,
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada
Um barco que veleje...”
Gilberto Gil

Olá, você está iniciando o estudo da disciplina “Intro-


dução à internet”.
Você já deve conhecer um pouco a internet. Pois é, a
internet é uma rede mundial de computadores de acesso
público ilimitado que trouxe, indiscutivelmente, uma
grande revolução a quase todos os ramos da nossa
sociedade. Não se consegue mais pensar o mundo atual e,
menos ainda, o futuro, sem a internet.
Nesta disciplina você conhecerá um breve histórico da
internet no mundo e no Brasil, bem como conceitos básicos
e a infra-estrutura necessária para se conectar à internet.
Você verá como a internet mudou a maneira das pessoas se
comunicarem e de fazerem negócios. Verá, também, que
uma legislação se faz necessária para que possamos utilizar
esta rede adequadamente. Conhecerá as tendências de
acesso à internet, como a mobilidade com a introdução da
internet Móvel, e suas velocidades de transmissão.
Esta disciplina possibilitará que você entenda um pouco
mais sobre a internet e o auxiliará na utilização deste
manancial de informação disponibilizado por esta rede,
enfatizando o seu uso educacional, ético, comercial,
cultural etc. Espero que você possa aproveitar, ao máximo,
o conteúdo desta disciplina.
Parafraseando o poeta Fernando Pessoa eu diria que
“navegar é preciso...”. Vamos lá!
Bom estudo.

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Plano de estudo

Objetivos

Mostrar a evolução histórica e cronológica da


internet.
Definir conceitos básicos sobre internet.
Apresentar o protocolo padrão da internet –
/.
Apresentar os tipos de conexões com a internet.
Apresentar as linguagens  e  em uso na
internet.
Apresentar a infra-estrutura da rede para
conexão com a internet.
Apresentar regulamentações e legislações sobre a
internet no Brasil.
Apresentar formas de marketing eletrônico na
internet.
Definir os tipos de comércio eletrônico e seus
princípios.
Apresentar cases de empresas com o uso da
internet para o comércio eletrônico.
Mostrar as mudanças comportamentais na
sociedade com o advento da internet.
Mostrar novas formas de linguagem e de relacio-
namento humano pela internet.
Mostrar as diversas formas de acesso à internet e
suas taxas de transmissão.
Atualizar o aluno sobre as tendências tecnoló-
gicas da internet.

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Carga horária
A carga horária total da disciplina é 60 horas-aula, incluindo o
processo de avaliação.

Cronograma de estudo
Utilize o cronograma a seguir para organizar seus períodos de
estudo. É muito importante que você crie um hábito de estudo
para que possa aproveitar a disciplina da melhor maneira possível.
Não esqueça de anotar as datas de realização das atividades de
avaliação.

Atividades

Demais atividades (registro pessoal)

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UNIDADE 1

Histórico da internet 1
Objetivos de aprendizagem
Conhecer a história da internet no mundo e no Brasil.
Compreender como a internet começou e o que a
levou a ser o que é hoje.
Entender porque a internet hoje é uns dos principais
meios de comunicação, negócios, entretenimento etc.

Seções de estudo
Seção 1 A idéia de criação de uma
rede de comunicação.
Seção 2 Os primeiros passos para a
criação de uma rede.
Seção 3 A linguagem da rede.
Seção 4 A internet.
Seção 5 A internet no Brasil.

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Para início de conversa...

Vamos agora entrar no mundo virtual, ou seja, iremos começar a


estudar o que foi e o que é a internet nos dias de hoje. Começa-
remos conhecendo a primeira rede de computadores e qual foi o
principal fator motivador para a criação desta que é hoje a maior
rede de comunicação do mundo.
Veremos também que foi criada uma linguagem padrão (um
protocolo) para esta grande rede e, ainda, como se desenvolveu a
internet no Brasil, desde o início até os dias atuais.
Nesta unidade, vamos iniciar, os estudos sobre a internet, conhe-
cendo como tudo isso começou.

SEÇÃO 1
A idéia de criação de uma rede de comunicação
No final da década de 50, o mundo estava em plena Guerra Fria.
O termo “Guerra Fria” passou Havia uma intensa rivalidade entre as duas superpotências:
a ser utilizado após a Segunda Estados Unidos da América () × União das Repúblicas Socia-
Guerra Mundial, quando o choque listas Soviéticas ().
militar, o confronto aberto entre
as nações cessou e estabeleceu-se Em 1957, a União
uma nova correlação de forças
no cenário internacional, tendo Soviética havia lançado
como protagonistas principais o primeiro satélite arti-
os Estados Unidos (EUA) e a ficial da Terra, o Sputnik
União Soviética (URSS). Com isso
surgiram os conflitos ideológicos, 1. Este fato teve grande
e a oposição do mundo capitalista repercussão nos Estados
com o mundo socialista. Unidos e representou um
duro golpe no orgulho dos
americanos. Os ameri-
canos imaginaram que, se Figura 1.1 Lançamento do Sputnik 1

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Introdução à Internet

a União Soviética estava na frente da corrida espacial, certamente


estaria à frente também na produção de bombas atômicas. Era
evidente que o governo americano deveria tomar medidas para
alcançar os soviéticos e, com o tempo, ultrapassá-los na corrida
espacial e na produção de bombas atômicas

SEÇÃO 2
Os primeiros passos para a criação de uma rede
Em 1958, além de iniciar o desenvolvimento de projetos espaciais
por meio da NASA (National Aeronautics and Space Adminis-
tration), o Departamento de Defesa dos Estados Unidos criou Site NASA: www.nasa.gov
o ARPA (Advanced Research Projects Agency), com o objetivo de Site ARPA: www.arpa.mil
desenvolver pesquisas científica e tecnológica no campo militar.
Em 1962, a  apresentava um grande projeto chefiado por
Joseph Carl Robnett Licklider (1915-1990), pesquisador do
MIT (Massachusetts Institute of Technology), que consistia na cons-
trução de uma ampla rede de comunicação. Licklider havia
publicado um trabalho com o nome de “Rede Intergalática”.
Na visão futurista de Licklider, o objetivo de seu trabalho era não
apenas conectar computadores, mas sim pessoas, para auxiliá-las
a trocar experiências entre si. Esta rede deveria permitir fácil
acesso a dados e programas, trabalho em grupo a distância e
compartilhamento de recursos, como grandes centros de compu-
tação, por exemplo. Era uma postura nova que encontrou dificul-
dades dentro da indústria de computadores da época, voltada à
produção de poderosas máquinas de cálculo.
Naquela época, um novo método de transmissão de informação
vinha sendo desenvolvido; era a “comutação por pacotes”.

Você já ouviu falar em comutação por pacotes?


Tem alguma idéia de como funcionava esta técnica?

A técnica de comutação por pacotes consistia em fragmentar a


informação em partes menores (pacotes), enviar essas partes ao
seu destino e então reagrupá-las, recuperando a informação. A

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Universidade do Sul de Santa Catarina

comutação por pacotes apresentava uma série de vantagens em


relação à técnica anterior: a comutação por circuitos. Veja, a
seguir, porque.

A comutação por pacotes, ao contrário da comutação


por circuitos, permitia que diversos usuários compar-
tilhassem o mesmo canal de informação; facilitava a
correção de erros (bastava retransmitir o pacote danifi-
cado) e acelerava as transmissões através da compactação
de dados.
A comutação por circuitos implicava estabelecer uma
conexão exclusiva entre dois pontos e, assim, somente
esses dois pontos podiam usar o canal de comunicação.

Entenda melhor estas diferenças analisando a figura a seguir.

Figura 1.2 Comutação de Circuitos × Comutação por Pacotes

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Introdução à Internet

Lawrence G. Roberts, sucessor de Licklider na , levou


adiante suas idéias sobre uma rede de comunicação.
Em 1967, expôs numa conferência o plano de construir uma A palavra NET significa rede,
rede de computadores que se chamaria ARPANET. Nesta mesma ou seja, a rede da ARPA.

conferência Roberts tomou conhecimento de outros dois estudos


baseados em comutação por pacotes. Um deles na Inglaterra, que
vinha desenvolvendo uma rede própria; o outro era de um grupo
de pesquisa da Rand Corporation, patrocinado pela Força Aérea
dos Estados Unidos. O estudo da Rand, chamado de On Distri-
bued Comunication (sobre comunicação distri-
buída), foi desenvolvido por um pesquisador da
empresa, chamado Paul Baran.
Antes da  já existia outra rede que
ligava os departamentos de pesquisa e as bases
militares. Mas, como os  estavam em plena
guerra fria e toda a comunicação desta rede
passava por um computador central que se
encontrava no Pentágono, sua comunicação era
extremamente vulnerável.
Se a antiga  resolvesse cortar a comunicação
da defesa americana, bastava lançar uma bomba
no Pentágono, e esta comunicação entrava em Figura 1.3 Esboço da rede ARPA, com 4 nós
principais (círculos), elaborado em dezembro
colapso, tornando os Estados Unidos extrema- de 1969 por Lawrence G. Roberts.
mente vulneráveis a mais ataques. Fonte The Computer Museun

A  foi desenvolvida exatamente para evitar isto. Com


um backbone que passava por baixo da terra (o que o tornava
mais difícil de ser interrompido), ligava militares e pesquisadores, Backbone: do inglês, significa
sem ter um centro definido ou mesmo uma rota única para as “espinha dorsal”. Linhas base
informações, tornando-se quase indestrutível. de conexão de alta velocidade
dentro de uma rede, que, por
Baran propunha um sistema resis- sua vez, se conectam às linhas de
menor velocidade.
tente a ataques localizados que
continha conceitos inovadores: redes
distribuídas e caminhos redundantes.
O estudo de Baran começava com
a análise de três topologias básicas:
centralizada, descentralizada e
distribuída. A rede com controle
centralizado era mais vulnerável: se
Paul Baran
o comando central fosse destruído,

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Universidade do Sul de Santa Catarina

não haveria comunicação entre os outros pontos. Uma melhoria


seria o emprego da rede descentralizada; mas essa rede apenas
amenizava o problema, pois a destruição de “nós” centrais ainda
resultaria em significativa perda de comunicação entre os pontos
extremos.
A solução, propunha Baran, eram as redes distribuídas. Neste
modelo, além de não haver um controle central, os “nós” se inter-
ligariam, formando uma rede. A partir disto, surge o conceito de
redundância: entre dois “nós” da rede existem diversos caminhos.
Se um deles for danificado, basta usar uma rota alternativa. Essas
idéias por ele concebidas foram fundamentais para o desenvolvi-
mento do que hoje chamamos de internet.
As três topologias de rede estudadas por Baran são ilustradas a
seguir na Figura 1.4: as redes centralizadas, descentralizadas e
distribuídas.

Figura 1.4 Topologias de redes estudadas por Baran

Em 1968 a  começou a tomar forma. O desenvolvi-


mento do sistema de comutação por pacotes ficou a cargo da
empresa  (Bolt Beranek and Newman). Em 1969, quatro
universidades norte-americanas foram escolhidas para funcionar
como “nós” : Universidade da Califórnia, em Los
Angeles; Universidade de Stanford, através do Stanford Reserch
Institute; Universidade da Califórnia, em Santa Barbara; e a
Universidade de Utah. Dois anos mais tarde já eram quinze (15)
“nós” interligados.

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Introdução à Internet

Figura 1.5 Rede ARPANET em setembro de 1971

Você deve estar-se perguntando...


E o que aconteceu depois?

Em 1972, durante a International Computer Communication


Conference, em Washington, foi feita, com sucesso, a primeira
demonstração pública da . Foi também nesse ano que a
 inventou o correio eletrônico.
Em 1973 foram estabelecidas as primeiras conexões interna-
cionais, integrando à rede centros de pesquisa da Inglaterra e
Noruega.
Logo ficou evidente a enorme utilidade desta rede para a troca
de informações científicas entre universidades, pois todo o acervo
dos banco de dados e recursos computacionais destas universi-
dades podiam ser compartilhados amplamente, graças à nova
rede de conexão.

Seria este o início da atual internet?

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Universidade do Sul de Santa Catarina

SEÇÃO 3
A linguagem da rede
Numa rede, para que os computadores se comuniquem, é neces-
sário que “falem a mesma língua”. Essa língua é chamada de
protocolo. Em 1973, a  funcionava com o protocolo
Você vai estudar este conceito na NCP (Network Control Protocol). A  tinha crescido tanto
próxima unidade. que este protocolo de comutação de pacotes original estava
tornando-se inadequado. Naquele ano, Robert Kahn, pesquisador
da , propôs uma série de melhorias no . Para ajudá-lo
nesse trabalho, Kahn chamou Vinton Cerf, até então presidente
da International Network Working Group (Grupo de Trabalho
da Rede Internacional), que havia trabalhado na elaboração do
.

Você Sabia?
O Pai da internet
Vinton Cerf é conhecido hoje
como o pai da internet. Pesquisa-
dor da Universidade de Stanford,
Cerf esteve desde o início envol-
vido na construção da rede. Em
1973, juntamente com Kahn come-
çaram a trabalhar em um novo
protocolo para a rede ARPANET.
O desafio deles era criar um protocolo que atendesse
ao conceito de arquitetura aberta, isto é, o protocolo
deveria ser capaz de interligar diferentes tipos de redes,
não importando que tecnologia essas redes empre-
gassem em sua comunicação (ondas de rádio, satélite,
ARPANET etc.).

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Introdução à Internet

Cerf conta que esboçou a solução do problema


enquanto esperava o começo de um seminário num
saguão do hotel. A solução se baseava no uso de um
protocolo que mais tarde foi chamado de TCP/IP (Trans-
mission Control Protocol/internet Protocol). O TCP/IP
permitiu a interligação desses diferentes tipos de redes.
Surgia, então, a idéia de “interconnect networks” (redes
interconectadas) ou, abreviadamente, “internet”.

Com o crescimento do tráfego de informação militar na rede,


seu acesso tornou-se mais restritivo, fazendo com que uma série
de outras redes fossem criadas, quer por instituições de pesquisa,
quer por companhias privadas. As redes acabaram por criar uma
comunidade que trocava entre si informações através das mailing
lists, embora não houvesse ainda uma possibilidade de comuni-
cação entre as diversas redes.
Em 1974, Kahn e Cerf publicaram o trabalho “A Protocol for
Packet Network Interconnection”, que especificou detalhes sobre o
funcionamento do novo protocolo proposto por eles: o /.

O TCP/IP resolvia o problema de como diferentes tipos de redes – com diver-


sos tipos de máquinas e sistemas operacionais – poderiam ser interconec-
tadas. Muitos outros grupos de pesquisadores começaram a implementar
suas próprias versões do TCP/IP.

Em 1º de janeiro de 1983 foi feita a transição do protocolo


da , de  para /. A mudança foi muito bem
sucedida. A , que desde sua criação vinha sendo usada
por um grande número de organizações militares, foi dividida
em , para fins militares, e a nova  foi direcionada
para a pesquisa.
Outro fato importante da época foi a incorporação do /
ao sistema operacional UNIX BSD – (Berkeley Software Distri-
bution), produzido pela Universidade da Califórnia de Berkeley. Sistema operacional BSD
Esse sistema operacional era distribuído gratuitamente e sua Unix: é uma versão livre (grátis)
ampla utilização ajudou a difundir o / na comunidade cien- do sistema operacional Unix
que roda em micros ao invés de
tífica e acadêmica. estações de trabalho.

Em 1986, a National Science Foundation ( ) anunciou a criação


da , com a adoção do protocolo /. A nova rede
interligou centros de supercomputação e gerou um boom de

Unidade 1 21

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Universidade do Sul de Santa Catarina

conexões, principalmente por parte das universidades. Seu cresci-


mento foi tão expressivo que acabou englobando a , que
deixou de existir oficialmente em 1990. Com isso, instituições de
um número cada vez maior de países passavam a conectar-se a
.
Paralelamente a , diversas outras redes – algumas usando
um protocolo de comunicação próprio – surgiram ao longo dos
anos 80 em todo mundo.

Podemos citar a USENET (Unix Users Network), a BITNET


(Because It´s Time Network), a CSNET (Computer
Science Network), a EUNET (European UNIX Network),
a EARN (European Academic and Research Network), a
JUNET (Japan UNIX Network) e a AARNET ( Australian
Academic Research Network).

A rede  era uma rede de mainframes que já funcionava


desde 1981. Transportava mensagens de correio eletrônico
usando tecnologia desenvolvida com outro propósito pela .
A grande atração foi a sua simplicidade de adesão e operação,
especialmente se a instituição participante já possuísse um
computador da .

Você sabia?
A explosão da NSFNET
A NSFNET representou, sem dúvida, o empurrão que
faltava para o advento da internet, seu crescimento foi
espantoso. Em 1988, apenas no mês de janeiro, trafe-
garam pela NSFNET 85 milhões de pacotes. Sete anos
mais tarde, no mês de novembro de 1994, o tráfego na
rede chegou a 86 bilhões de pacotes, um aumento de
mil vezes! Considerando que um pacote tem aproxi-
madamente 200 bytes e um byte equivale a um carac-
tere, pode-se dizer que esses 86 bilhões de pacotes
equivalem a duas vezes o conteúdo da Biblioteca do
Congresso dos Estados Unidos (www.loc.gov), a maior
do mundo.

22

introducao_internet_2008a.indb 22 22/11/2007 10:23:51


Introdução à Internet

Esta imagem é um estudo de visualização do tráfego medido em


bytes na espinha dorsal (backbone) da NSFNET em Setembro de
1991. Imagem criada por Donna Cox e Robert Patterson (NCSA-
UIUC)

SEÇÃO 4
A internet
A , que restringia o uso de sua estrutura exclusivamente
para fins de educação e pesquisa, anunciou, em 1991, a liberação
de seu uso também para fins comerciais. Iniciava-se aí a chamada
privatização da . Assim, a rede teve um crescimento expo-
nencial, dobrando de tamanho de tempos em tempos.

Este conjunto de redes militares, acadêmicas e comerciais, tendo


como espinha dorsal a NSFNET e como protocolo o TCP/IP, acabou
evoluindo para o que hoje chamamos de internet.

O termo internet já vinha sendo usado desde os tempos da


, mas só agora ele encontraria uma definição clara:
referir-se à internet era referir-se à rede global de computadores
conectados via /.

Unidade 1 23

introducao_internet_2008a.indb 23 22/11/2007 10:23:51


Universidade do Sul de Santa Catarina

Com a explosão da internet, estudantes, professores, pesquisa-


dores e pessoas de todas as profissões começaram a conectar-se
na rede. Isso contribuiu muito na popularização do computador
pessoal, que teve seu preço reduzido a tal ponto que qualquer
pessoa de renda média poderia tê-lo no trabalho ou em casa.
E foi assim que uma rede de computadores desenvolvida no
meio acadêmico, inicialmente financiada pelo governo americano
para fins militares e mais tarde pela iniciativa privada, acabou se
transformando no maior sistema de comunicação do mundo, a
internet.

SEÇÃO 5
A internet no Brasil

Antes de prosseguir, pense um pouco sobre o que você


já sabe em relação ao ingresso e à utilização da internet
no Brasil. Se preferir, anote a seguir suas considerações.

O Brasil iniciou sua interação com as grandes redes de compu-


tadores internacionais em 1988 e, até 1993, já havia alcançado
a posição de trigésimo país em ordem de atividade, com cerca
de 2.000 nomes de computador registrados no domínio .br do
Domain Name System ().
Em 1987, já havia sido reconhecida, em várias instituições, a
importância da utilização de redes de computadores para a comu-
nidade acadêmica, e estavam sendo preparados diversos projetos
independentes que iriam prover soluções parciais, especialmente
no Laboratório Nacional de Computação Científica (), na
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo ()
e na Universidade Federal do Rio de Janeiro ().

24

introducao_internet_2008a.indb 24 22/11/2007 10:23:51


Introdução à Internet

Veja mais informações sobre estes projetos a seguir.

A Embratel somente admitiu o transporte de tráfego de terceiros


pelas redes da comunidade acadêmica e de pesquisa em outubro
de 1988, um mês depois do estabelecimento da primeira conexão
internacional, e com o planejamento de outras conexões já bem
encaminhadas.
Desta forma, a primeira conexão estabelecida – com taxa de
9.600 bps (atualmente esta conexão está na taxa de 155 Mbps)
à rede  – entre o Laboratório Nacional de Computação
Científica () do Conselho Nacional de Desenvolvimento
Científico e tecnológico (CNPq), no Rio de Janeiro, e a Univer-
sidade de Maryland, próxima da capital norte-americana, obje- Site CNPq: www.cnpq.br
tivava abrir acesso amplo à , através de acesso discado
(ou via ) ao , por qualquer membro da comunidade
nacional de pesquisa, formalmente considerado um pesquisador
do q.
A segunda conexão internacional, inicialmente operando na
taxa de 4.800 bps (Bits por segundo) e instalada em novembro
de 1988, foi entre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado
de São Paulo () e o Fermi National Laboratory (Fermilab) em
Chicago, e previa o atendimento do sistema de universidades
e de pesquisa do Estado de São Paulo, evitando desta forma as
restrições legais sobre tráfego de terceiros. Esta conexão usava
a tecnologia DECnet e permitia acesso à HEPNET (High Energy
Physics Network) e à . DECnet: tecnologia de redes
própria da Digital Equipment
Uma terceira conexão independente da , também Corporation.
operando em 4.800 bps, foi instalada em maio de 1989 entre a
Universidade Federal do Rio de Janeiro () e a Universidade
de Califórnia em Los Angeles ().
Até maio de 1989 o país já possuía três ilhas distintas de acesso
à . Duas na cidade do Rio de Janeiro e uma no estado de
São Paulo. A comunicação entre estas ilhas era possível através da
rede internacional .
Essas foram as nossas únicas vias de acesso às redes interna-
cionais até 1989. Naquele ano, a comunidade acadêmica, com
oapoio do CNPq, criou a Rede Nacional de Pesquisa (). A
, por sua vez, implantou uma rede de abrangência nacional.

Unidade 1 25

introducao_internet_2008a.indb 25 22/11/2007 10:23:52


Universidade do Sul de Santa Catarina

O levantamento da restrição sobre tráfego de terceiros agora abriu


as portas para uma racionalização desta situação, e para o esta-
belecimento de uma rede nacional que permitisse compartilhar
acesso às redes internacionais. Isto foi realizado durante os dois
anos subseqüentes, com a interconexão, em nível nacional, entre as
ilhas separadas, e com a extensão de conectividade a outros centros
de pesquisa no país. Isto ocorreu com o crescimento simultâneo
das duas ilhas baseadas no  e na . Até o final de 1991,
a topologia da rede nacional era de duas estrelas interligadas, e
poucos estados não possuíam pelo menos um nó da rede.

Figura 1.6 Conexões usadas para a Rede Nacional em 1991

A Figura 1.6 ilustra a rede de linhas privadas em uso no final de


1991. Note que várias instituições adicionais também tinham
acesso à rede usando acesso discado ou conexões RENPAC (Rede
RENPAC é um serviço de Nacional de Comutação por Pacotes), principalmente ao nó
transmissão digital de dados da , em São Paulo. A grande maioria das conexões ilus-
oferecido em nível nacional pela tradas era da rede , mas algumas instituições mantinham
Embratel. Um serviço de acesso
independente da internet, mas ligações net, e integravam também a . Algumas
que pode ser usado para tal. poucas instituições já faziam parte da internet, apesar do uso de
enlaces de velocidade muito baixa.

26

introducao_internet_2008a.indb 26 22/11/2007 10:23:52


Introdução à Internet

O acesso do país à internet tornou-se possível em fevereiro de


1991, quando a , após aumentar para 9.600 bps a veloci-
dade da sua conexão ao Fermilab, instalou o software Multinet
da  (que é um software com uma solução /, sendo a 
o fabricante deste software) e começou a transportar tráfego ,
além de net e .
A conectividade  foi logo estendida para um número pequeno
de instituições nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Sul e Minas Gerais, usando linhas privadas de baixa
velocidade (entre 2.400 e 9.600 bps), ou através da . Esta
rede embrionária proveu um ambiente de treinamento para
técnicos de suporte de redes, além de um serviço operacional
de correio eletrônico para alguns locais que não integravam a
.
A perspectiva de acesso à internet também deu um grande
incentivo para a montagem de redes internas nas instituições, por
meio da integração de redes locais antes isoladas, especialmente
aquelas que ligavam o número crescente de estações de trabalho,
estas adquiridas com recursos concedidos pelo q.
A primeira conexão de 64 kbps de longa distância foi estabele-
cida em 1993, entre São Paulo e Porto Alegre. Ao longo de 1994,
um grupo de estudantes da Universidade Federal de São Paulo
() criou centenas de páginas na web. Em novembro de 1994,
estimava-se que metade delas (500) estava na universidade.
A partir de 1995 surgiu a oportunidade para que usuários de
fora das instituições acadêmicas também obtivessem acesso à
internet e que a iniciativa privada viesse a fornecer esse serviço.
Isto significa que haveria cada vez mais computadores brasileiros,
fora das instituições de ensino, ligados à internet, e que um vasto
leque de aplicações surgiria a curto prazo.
Neste mesmo ano, os Ministérios das Comunicações e da
Ciência e Tecnologia publicaram uma portaria conjunta criando
a figura do provedor de acesso privado e liberando a operação
comercial da internet no Brasil. A Embratel e o Ministério das
Comunicações não facilitavam as iniciativas dos provedores
privados, a infra-estrutura necessária não estava totalmente
implantada e havia indefinições sobre preços a serem cobrados. Em  chegava também às
bancas a “internet World”, a
Mesmo assim, uma dezena de provedores já operava até o final primeira revista sobre internet
de 1995, todos conectados à internet através da Embratel. no Brasil.

Unidade 1 27

introducao_internet_2008a.indb 27 22/11/2007 10:23:52


Universidade do Sul de Santa Catarina

Você sabia?
Em maio de 1995, houve a criação do Comitê Gestor
internet, que contava com a participação do Ministé-
rio das Comunicações (MC), do Ministério da Ciência e
Tecnologia (MCT), de entidades operadoras e gestoras
de espinhas dorsais (backbones), de representantes de
provedores de acesso ou de informações, de represen-
tantes de usuários e da comunidade acadêmica.
Atribuições do Comitê Gestor:
fomentar o desenvolvimento de serviços internet no
Brasil;
recomendar padrões e procedimentos técnicos e ope-
racionais para a internet no Brasil;
coordenar a atribuição de endereços internet, o regis-
tro de nomes de domínios, e a interconexão de espi-
nhas dorsais;
coletar, organizar e disseminar informações sobre os
serviços internet.

Em dezembro de 1995, todos os circuitos de 2 Mbits/seg corres-


Mbits/seg: mega (milhão) bits pondentes à parte principal da espinha dorsal da  estavam
por segundo. em operação (previsto para dois meses antes). Apesar disto, ainda
estvam pendentes o aumento de velocidade e a instalação de
algumas conexões estratégicas para o país, já que a  era a
única espinha dorsal com cobertura realmente nacional.

O grande boom da rede aconteceu ao longo de 1996.


Antes de prosseguir, tente lembrar o que você fazia
nesta época. Era estudante ou já trabalhava? Como era
seu conhecimento sobre computadores? Já possuía
alguma afinidade com eles, ou não? Anote suas refle-
xões a seguir.

28

introducao_internet_2008a.indb 28 22/11/2007 10:23:52


Introdução à Internet

A partir de 1996 inúmeros provedores começaram a vender assi-


naturas para acesso à rede. Um pouco pela melhoria nos serviços
prestados pela Embratel, mas principalmente pelo crescimento
do mercado.
Ainda em 1996, a empresa Andersen Consulting divulgou uma
pesquisa realizada com um grupo selecionado de grandes
empresas privadas e estatais do país. A pesquisa revelou que
80% dessas empresas já haviam colocado informações e serviços
disponíveis na internet. A pesquisa dizia, ainda, que mais da
metade dessas empresas considerava “a tecnologia da informação
um instrumento essencial para a tomada de decisões”.
Em 1997, a internet consolida-se definitivamente. Pela primeira
vez os brasileiros puderam entregar suas declarações de imposto
de renda pela internet. Novas revistas sobre o assunto foram
lançadas. Os provedores multiplicaram-se em diversas centenas,
o conteúdo em língua portuguesa na rede tornou-se significa- Estatísticas do registro de
tivo. Empresas, bancos, universidades e até o governo estavam na domínios no Brasil podem ser
internet. Algumas estimativas otimistas diziam que o número de vistas em http://registro.br/
estatisticas.html.
usuários no Brasil já havia ultrapassado um milhão naquele ano.
Em 1999, o número de internautas já ultrapassava a marca dos
2,5 milhões.
De qualquer maneira, o fato é que o número de usuários continua
crescendo. Fala-se de internet na televisão, no rádio, nos jornais,
nos celulares, nas escolas, nas universidades e nas empresas. A
internet é definitivamente uma ferramenta de trabalho, entreteni-
mento, comunicação e informação para os brasileiros.

Unidade 1 29

introducao_internet_2008a.indb 29 22/11/2007 10:23:53


Universidade do Sul de Santa Catarina

Síntese da unidade

Você viu nesta unidade que a internet começou a partir de uma


rede militar nos Estados Unidos, a . Em dezembro de 1969,
Lawrence G. Roberts fez um esboço da rede , que teria 4
“nós” principais. Isso foi a primeira idéia de uma rede interligada,
que depois se tornou a .
Vinton Cerf é considerado o pai da internet , pois foi ele e
Robert Kahn que começaram a trabalhar em um novo protocolo
(uma nova linguagem) para a rede , que já utilizava o
protocolo .
Em 1º de janeiro de 1983 foi feita a transição do protocolo da
, de  para /. O / permitiu a interligação
desses diferentes tipos de redes. Surgia, então, a idéia de “inter-
connect networks” (redes interconectadas) ou, abreviadamente,
“internet”.
Em 1986 anunciou-se a criação da , com a adoção do
protocolo /. Seu crescimento englobou a , que
deixou de existir oficialmente em 1990.
No Brasil, em 1988, foi feita a primeira conexão internacional, à
taxa de 9.600 bps, à rede , entre o  e o q, no Rio
de Janeiro, à Universidade de Maryland.
A segunda conexão internacional realizada no Brasil, inicialmente
operando na taxa de 4.800 bps e instalada em novembro de 1988,
foi entre a  e o Fermilab em Chicago. Essas conexões até
então eram apenas privilégio de instituições de ensino e pesquisa.
A partir de 1995 surgiu a oportunidade para que usuários, fora
das instituições acadêmicas, também obtivessem acesso à internet
e que a iniciativa privada viesse a fornecer esse serviço. Em maio
do mesmo ano, houve a criação do Comitê Gestor internet, que

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introducao_internet_2008a.indb 30 22/11/2007 10:23:53


Introdução à Internet

teria como principal finalidade fomentar o desenvolvimento de


serviços de internet no Brasil e recomendar padrões e procedi-
mentos técnicos e operacionais.
Em 1997 a internet consolida-se definitivamente. Pela primeira
vez os brasileiros puderam entregar suas declarações de imposto
de renda pela internet. Novas revistas sobre o assunto foram
lançadas e o número de provedores se multiplicava. A internet
estava definitivamente consolidada no Brasil.

Unidade 1 31

introducao_internet_2008a.indb 31 22/11/2007 10:23:53


Universidade do Sul de Santa Catarina

Atividades de auto-avaliação

1) Como surgiu a ?

2) Qual o protocolo utilizado pela internet e por que ele se


tornou o padrão?

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introducao_internet_2008a.indb 32 22/11/2007 10:23:53


Introdução à Internet

3) O que é comutação de pacotes? Quais as vantagens desta


comutação em relação à comutação por circuitos? Cite um
exemplo de comutação de pacote e um exemplo de comutação de
circuitos.

4) Como você avalia a importância do Comitê Gestor Internet?

5) Quando a internet foi liberada para uso comercial no Brasil


e quantos são os domínios “.com” registrados no Brasil atual-
mente?

Unidade 1 33

introducao_internet_2008a.indb 33 22/11/2007 10:23:53


Universidade do Sul de Santa Catarina

6) Pesquise na internet e responda quantos são os domínios


registrados atualmente no Brasil?

Saiba mais

Para saber mais sobre os assuntos tratados nessa unidade consulte


os seguintes sites:
www.let.leidenuniv.nl/history/ivh/chap2.htm
www.cybergeography.org/ atlas/geographic.html

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introducao_internet_2008a.indb 34 22/11/2007 10:23:53


UNIDADE 2

Como funciona a internet? 2


Objetivos de aprendizagem
Definir conceitos básicos sobre internet.
Conhecer o protocolo padrão da internet – TCP/IP.
Identificar os tipos de conexões à internet.
Conhecer as linguagens de programação na internet
e suas evoluções.

Seções de estudo
Seção 1 Rede: o que significa?
Seção 2 Internet: a super rede.
Seção 3 A conexão com a internet.
Seção 4 World Wide Web.

introducao_internet_2008a.indb 35 22/11/2007 10:23:54


Para início de conversa...

O objetivo principal desta unidade é apresentar a você os


conceitos básicos da internet, ou melhor, o que é a internet. Os
conceitos que aprenderá nesta unidade poderão ser bastante
familiares, mas certamente você ainda não havia tido a possibili-
dade de entendê-los completamente.
Você agora tem a oportunidade de entender melhor conceitos
como, rede de computadores, protocolos, tipos de acessos, lingua-
gens e muitos outros. Nesta unidade você começará a entrar, de
fato, no “mundo internet”. Portanto, a partir de agora, aproveite
bem o estudo.

SEÇÃO 1
Rede: o que significa?

O que é exatamente uma rede de computadores?


Tento explicar com um exemplo.

Imagine que você é funcionário de uma empresa de


venda de peças para carros e está trabalhando no com-
putador de sua sala em um orçamento para um cliente.
Em certo momento, você precisa de dados de preços
e especificação que estão no setor de vendas, que fica
localizado no primeiro andar. No entanto, você trabalha
no 6º andar e, convenhamos, seria pouco prático você
ir até o primeiro andar buscar estas informações. E você
precisa deste orçamento com urgência! E então, como
buscar estas informações sem se deslocar?

36

introducao_internet_2008a.indb 36 22/11/2007 10:23:54


Introdução à Internet

É para isso que serve a rede internet. Através dela você pode
acessar o computador do setor de vendas sem sair de sua sala, ou
seja, acessá-lo remotamente, à distância. A rede permite, portanto,
que se compartilhem informações. Terminado o trabalho, você
deseja imprimi-lo, mas não há uma impressora ligada direta-
mente ao seu computador. A rede possibilita que você utilize uma
impressora local/ligada remotamente ao seu computador, bem
como que compartilhe a mesma com vários usuários. Neste caso,
a rede possibilita que se compartilhem recursos. Podemos, então,
definir uma rede da seguinte maneira.

Uma rede de computadores é um conjunto de computadores inter-


ligados, capazes de compartilhar informações e recursos.

No exemplo que você acabou de ler, temos uma rede do tipo


local, ou seja, uma LAN (Local Area Network). No mundo
existem milhares de redes de computadores, em bancos, universi-
dades, empresas etc., cada uma dessas empresas tem sua própria
rede. Antes da internet cada rede estava restrita aos limites da
sua própria organização. Assim, dados que estivessem arma-
zenados em um computador de uma empresa só podiam ser
acessados pelo próprio computador ou através de sua rede local,
quem estivesse fora da empresa não poderia acessar esta rede. Às
vezes havia interligação entre universidades, ou entre empresas
de uma mesma região ou cidade, e estas redes formavam redes Assim como você estudou na
metropolitanas (MANs – Metropolitan Area Networks). Unidade .

Unidade 2 37

introducao_internet_2008a.indb 37 22/11/2007 10:23:54


Universidade do Sul de Santa Catarina

SEÇÃO 2
Internet: a super rede

Você se lembra do que estudou na Unidade 1 sobre o


surgimento da internet?

Como você já estudou, a internet surgiu a partir da criação do


backbone original, o , um projeto militar para inter-
câmbio de informações estratégicas financiado pelo governo
norte-americano. Ao longo dos anos, a internet passou por várias
etapas, transformando-se numa rede de pesquisa acadêmica e,
finalmente, na grande rede que é atualmente.
Com a internet é possível compartilhar dados e recursos em
escala global, e não apenas local. Ela é bem diferente, por
exemplo, do sistema de telefonia atual. Neste sistema, quando
você faz uma ligação para fora do Brasil, tem que pagar uma
tarifa mais elevada por se tratar de uma chamada internacional.
Na internet não existe chamada internacional e não há diferença
entre acessar dados de um computador em Londres ou de um
computador localizado em sua cidade. Não importa que um
esteja na Inglaterra e outro no Brasil, o que importa é que todos
estão conectados em uma grande rede global.

Como funciona a internet?


A melhor forma de entender a internet é pensar nela como
a Rede das redes.
A internet fez uma revolução nas comunicações em uma era em
que um grande percentual de nossas atividades diárias (lazer,
educação, informação, transações financeiras, consumo e comu-
nicação) acontece através das comunicações eletrônicas. Entre

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introducao_internet_2008a.indb 38 22/11/2007 10:23:54


Introdução à Internet

outras coisas, ela pode oferecer software para o seu computador,


fotografias de planetas, atualidades etc., e esta diversificação de
informações só ocorre, pelo menos em parte, porque ela não
pertence a uma só pessoa, empresa ou governo. A internet é a
cooperação de muitos sistemas de computadores e milhões de
usuários no mundo inteiro, fato este que a levou a receber o título
de “Rede das redes”.

A internet não tem dono ou uma empresa encarregada de administrá-la.


Cada rede individual conectada à internet pode ser administrada por uma
entidade governamental, uma empresa ou uma instituição educacional. A
internet, como um todo, não tem um poder central.

A partir de agora, quando você ler “Rede” com letra maiúscula, saiba
que estarei me referindo à “Rede das redes”, ou melhor, à internet.

A administração da Rede

A instituição que mais se aproxima de uma adminis-


tração central é a Internet Society. Trata-se de uma
entidade que se baseia no trabalho voluntário de seus Site ISOC: www.isoc.org
integrantes com o objetivo de exercer o mínimo controle
necessário para manter a internet em funcionamento.
A internet Society faz recomendações de caráter tecnoló-
gico, operacional e até filosófico, assegurando que a Rede
seja acessível a todos, da forma mais democrática possível.

Esse caráter democrático permite que novas redes sejam cons-


tantemente conectadas à internet, o que explica seu contínuo
crescimento. Nos últimos anos, esse crescimento aumentou em
função do interesse comercial na internet e deve-se principal-
mente ao surgimento de um programa, o browser, que permite a
navegação gráfica, facilitando muito o uso da internet, como você
verá ainda nesta unidade.

Unidade 2 39

introducao_internet_2008a.indb 39 22/11/2007 10:23:54


Universidade do Sul de Santa Catarina

Backbone
As redes que formam a internet são interligadas por outras
redes de alta capacidade, chamadas backbones (espinha dorsal).
Backbones são poderosos computadores conectados por linhas de
grande largura de banda como canais de fibra óptica, links de
Largura de banda: indica, satélite e de transmissão por rádio.
em bits por segundo, com que
velocidade os dados podem fluir
através de um determinado Servidor
canal de comunicação entre
computadores. Quanto maior Na internet, os computadores que disponibilizam informa-
a largura de banda, maior a ções, serviços ou outras facilidades são chamados de servidores
velocidade de comunicação.
(eles “servem dados”). Os servidores são, em geral, computadores
poderosos, permanentemente ligados à internet. Os usuários, por
sua vez, rodam em seus computadores aplicações que requisitam
dados dos servidores. Essas aplicações são chamadas de clientes.
Veja a seguir.

Figura 2.1 Comunicação Cliente/Servidor

Note que o programa-cliente solicita ao servidor um determi-


nado arquivo. Pode ser uma imagem, uma música, um vídeo ou
simplesmente um texto. O servidor verifica se possui tal arquivo e,
em caso positivo, envia-o ao programa-cliente.

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Introdução à Internet

Roteador
Muitos se referem à internet como a super auto-estrada de
dados, a superinfovia, a superinfohighway e outras comparações
com uma estrada. Na verdade, uma representação mais precisa
não seria uma estrada, mas todo um complexo viário, formado
por grandes auto-estradas, estradas secundárias, vicinais, e assim
sucessivamente, passando por avenidas até chegar às ruas onde
ficam nossas casas.
Nos cruzamentos desse complexo viário existem rotatórias
que permitem que o tráfego escolha uma entre várias direções
possíveis. Na internet, esses cruzamentos contêm computadores
capazes de direcionar o tráfego para as diferentes rotas dispo-
níveis.
Eles se chamam roteadores (do inglês router).
Os roteadores contêm informações, constantemente atuali-
zadas, que lhes permitem decidir em que direção devem enviar o
tráfego a cada instante.

Por exemplo, se uma dada conexão estiver sobrecarre-


gada, o que equivaleria a uma estrada estar congestio-
nada, o roteador direciona o tráfego para um caminho
alternativo.

O mesmo acontece se o computador seguinte de um determi-


nado caminho estiver fora de funcionamento por causa de um
defeito.
Como a internet é uma complexa malha de computadores inter-
ligados, sempre existe um caminho alternativo para o tráfego,
ainda que seja mais longo.

O Protocolo TCP/IP
A interligação de todas essas redes foi possível graças ao uso
disseminado do protocolo TCP/IP. O / é a “língua” falada
por todos os computadores ligados à internet e usa a comutação Na disciplina “Redes de
de pacotes para transmitir informações. Esse método transmite computadores” você verá este
informações em pequenos pedaços, chamados de pacotes. assunto com mais profundidade.

Unidade 2 41

introducao_internet_2008a.indb 41 22/11/2007 10:23:55


Universidade do Sul de Santa Catarina

O / é composto por duas partes.

O TCP (Transmission Control Protocol): é respon-


sável por quebrar a informação em pacotes (pequenos
pedaços), enviar esses pacotes através da rede, ordená-los
e reagrupá-los no destino, bem como reenviar pacotes
perdidos ou danificados.
O IP (Internet Protocol): é responsável por encontrar uma
rota na rede que permita a cada pacote chegar ao seu
destino.

O que é esse tal de Protocolo?


O protocolo não é um computador, nem um programa.
É algo abstrato, e por isso difícil de ser explicado, para
isso faremos uma comparação de modo que você
possa entender melhor.
Imagine a seguinte situação: você quer enviar uma
carta para sua namorada Gabriella. Você pega um papel,
escreve a carta e a coloca numa caixa de correio. O
correio se encarrega de entregar a carta na casa da
Gabriella, que seguirá os mesmos
procedimentos para enviar uma
resposta a você.
Agora, imagine se você escrevesse o endereço errado
no envelope, ou se você esquecesse de selar a carta,
ou, ainda, se a Gabriella respondesse à carta em grego.
Em qualquer dessas situações, é bem provável que a
comunicação falhasse. Perceba que esse procedimento
de enviar e receber informações envolve uma série de
regras.
O mesmo acontece com os computadores. Para se
comunicarem perfeitamente precisam seguir um
conjunto de regras, padrões e especificações, ou seja,
devem obedecer a um protocolo.

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Introdução à Internet

Pacotes TCP/IP
Qualquer informação que trafegue pela internet, seja uma
mensagem de correio eletrônico, um arquivo de texto ou uma
imagem, é dividida em pequenas unidades de dados chamadas
pacotes.
Além de uma parte do conteúdo da mensagem original, cada
pacote recebe informações adicionais que incluem o endereço 
de destino e o conteúdo do pacote. Esses pacotes são os “carros”
que circulam na malha viária que representa a internet.
Um detalhe interessante é que os pacotes de uma determinada
mensagem não seguem necessariamente o mesmo caminho
para chegar ao seu destino. Nos milhares de “cruzamentos” que
existem na internet, os pacotes são direcionados pelos roteadores,
de maneira a otimizar o fluxo de tráfego e, na medida do possível,
evitar congestionamentos.
A informação do endereço contido em cada pacote permite que
os vários roteadores pelos quais ele passa o direcionem ao longo
do caminho para seu destino final.
Ao receber um pacote, o computador de destino utiliza as infor-
mações sobre seu conteúdo para checar se ele está perfeito ou
se sofreu interferência no caminho. Caso o conteúdo do pacote
não esteja coerente com as informações que deve conter, ele
é rejeitado, e o computador de destino solicita novo envio ao
computador remetente. Somente o pacote corrompido precisa ser
reenviado.
Por causa desse conceito de roteamento do tráfego, é comum
que os pacotes de uma mensagem cheguem ao destino fora da
ordem que foram enviados. Depois que todos os pacotes que
formam uma determinada mensagem chegam ao seu destino, eles
são colocados na ordem certa e a mensagem é remontada. Veja
melhor esta questão na figura a seguir.

Unidade 2 43

introducao_internet_2008a.indb 43 22/11/2007 10:23:56


Universidade do Sul de Santa Catarina

Figura 2.2 Transmissão pela internet de dados na forma de pacotes

44

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Introdução à Internet

Imagine, a partir deste desenho, que o Terminal A esteja ligado


na internet e queira transmitir um arquivo de 200.000 Bytes
(200 Kbytes) para o Terminal B. Primeiro, o  quebra o
arquivo em cerca de 1000 pacotes (cada pacote tem aproxima-
damente 200 Bytes). O , por sua vez, descobre como os dados
farão para chegar até o Terminal B e grava estas informações
em cada pacote. Os pacotes são enviados através da internet.
Enquanto os pacotes estão na rede, cada um viaja independente
dos demais, por isso é perfeitamente possível que os pacotes
percorram caminhos distintos até seu destino final e é possível
ainda que o pacote 10 chegue antes do pacote 9, por exemplo.
Chegando no Terminal B, os pacotes serão ordenados e reagru-
pados pelo  no arquivo de 200 Kbytes original. É também
possível que em algum ponto da rede ocorra um erro e algum
pacote não chegue ao seu destino, ou ainda, chegue com erro.
Neste caso, o  se encarrega de retransmitir o pacote.

SEÇÃO 3
A conexão com a internet

Você sabia que pode acessar a internet de várias manei-


ras? Provavelmente você deve conhecer, pelo menos,
uma dessas formas. Antes de prosseguir anote que(ais)
forma(s) de acesso à internet você conhece ou utiliza, e
descreva como ela funciona.

Unidade 2 45

introducao_internet_2008a.indb 45 22/11/2007 10:23:56


Universidade do Sul de Santa Catarina

As formas mais comuns de acesso à internet são:

Acesso direto: é o que acontece normalmente em


Empresas e Universidades. O computador, equipado
com uma placa de rede, fica o tempo todo conectado ao
provedor de acesso, através da rede da universidade ou da
empresa.

O Speedy da Telefônica, o Virtua da Net, o BrTurbo da


Brasil Telecom etc.; utilizam o acesso direto.

Acesso discado: esse tipo de conexão é


utilizado pela maior parte dos usuários
residenciais. É necessário possuir uma
linha telefônica e utilizar um equipa-
mento chamado modem (atualmente os computadores
já vêm equipados com modem interno, mas também
existem modelos externos). O modem transforma os
sinais emitidos pelo computador (digitais) em sinais que
podem ser transmitidos pela linha telefônica (analógicos)
e vice-versa. Neste caso, não será possível fazer e receber
ligações telefônicas, enquanto o computador estiver
conectado à internet.

Provedores de acesso

Você conhece algum provedor de acesso à internet?


Sabe como eles atuam?

Para quem vai acessar a internet de casa é necessário escolher


um provedor de acesso. É uma empresa, uma universidade ou
alguma organização qualquer que fornece acesso à internet a
pessoas ou empresas. Estes provedores mantêm conexões com
backbones de companhias de telecomunicações, que cobram desses
provedores pelas suas conexões com os backbones. Os provedores,
por sua vez, cobram das empresas e usuários finais pelo acesso.

46

introducao_internet_2008a.indb 46 22/11/2007 10:23:57


Introdução à Internet

Assim, a internet se auto-sustenta e os altos custos desta rede são


diluídos até o usuário final. O provedor precisa ter, necessaria-
mente, computadores (os servidores) conectados à rede de trans-
missão de dados que forma a internet. Na hora de escolher um
provedor, alguns fatores devem ser considerados, tais como:

se possui números locais de telefone


(senão o custo da ligação será alto);
quantidade de linhas disponíveis;
velocidade de conexão; e
se possui algum diferencial em relação aos
concorrentes (conteúdo exclusivo para assinantes).

Alguns provedores conhecidos no Brasil são:

Nome Endereço Tipo


Universo Online (UOL) www.uol.com.br pago
América Online (AOL) www.aol.com.br pago
IG www.ig.com.br gratuito
Terra www.terra.com.br gratuito e pago
BOL www.bol.com.br pago
IBEST www.ibest.com.br gratuito

Figura 2.3

Unidade 2 47

introducao_internet_2008a.indb 47 22/11/2007 10:23:57


Universidade do Sul de Santa Catarina

Revisando...
Muitos usuários acessam a internet de suas casas,
ligando-se a um provedor por meio da linha telefônica.
Esse tipo de acesso é chamado de “acesso discado”, pois
você disca para seu provedor. O provedor, por sua vez,
pode estar conectado diretamente na internet ou pode
estar conectado a um provedor maior, geralmente uma
companhia de telefonia local, por exemplo. Essas com-
panhias mantêm as principais conexões da internet, os
chamados backbones, conexões de altíssima velocidade
que envolvem todo o globo. Empresas e universida-
des não se ligam à internet pela linha telefônica, elas
possuem conexões permanentes com seus provedores,
geralmente por meio de linhas dedicadas, ou linhas pri-
vativas de comunicação de dados (LPCD). Justamente
por isso o acesso é chamado de “acesso dedicado” ou
ainda, como vimos, acesso direto.

Intranets e extranets
Intranets são redes corporativas que usam os mesmos programas
e equipamentos usados na internet (protocolo /, servi-
dores web, browsers etc.). As intranets, contudo, não podem ser
acessadas por qualquer usuário da internet, apenas por empre-
gados da empresa.
As intranets servem para comunicação e trabalho de grupo
entre funcionários, compartilhamento de documentos e também
para divulgação de avisos e informes da empresa. As intranets
Intranet tornaram-se comuns em muitas companhias porque são mais
baratas e fáceis de gerenciar do que outros tipos de redes disponí-
veis comercialmente.
Quando as intranets de duas ou mais empresas são interligadas,
elas formas uma extranet.
Imagine uma confecção de roupas e um fabricante de botões.
Eles interliguam suas intranets, formando uma extranet. Compu-
tadores da confecção acompanham a linha de produção e a
demanda de acessórios (botões, zíperes etc..). Ao perceber que
mais botões serão necessários, um pedido é enviado ao fabricante
de botões através da extranet. O fabricante de botões providencia,
extranet então, o pedido. Esse procedimento agiliza a comunicação entre

48

introducao_internet_2008a.indb 48 22/11/2007 10:23:57


Introdução à Internet

as empresas, economiza tempo e dinheiro. Além das empresas,


muitas universidades, escolas, hospitais, entre outros, também
possuem intranets.

SEÇÃO 4
World Wide Web
A World Wide Web (teia de alcance mundial) conhecida como
 ou web, foi criada em 1991, na Suíça, pelo físico Tim
Berners-Lee.
A web está em crescimento explosivo e tem registrado recordes
de crescimento por volumes de dados transmitidos por mês
e, ainda, tem sido responsável pelo aumento da capacidade de
tráfego em muitos canais de comunicação.
A World Wide Web é uma rede virtual (não-física) “sobre” a
internet, que torna os serviços disponíveis na internet total-
mente transparentes para o usuário e, ainda, possibilita a mani-
pulação multimídia da informação. Assim, qualquer usuário pode,
somente usando o mouse, ter acesso a uma quantidade enorme de
informações na forma de imagens, textos, sons, gráficos, vídeos
etc.; navegando através de palavras-chave e ícones. Nas páginas
da web, a informação está organizada de forma hipertextual, ou
seja, as páginas estão ligadas entre si, através de links (conexões).
A web popularizou a internet, tornando-a agradável e fácil de
usar. Muitas pessoas chegam a confundir a web com a própria
internet.

E você, já sabia que internet e web não são a mesma


coisa? Conseguiu compreender qual a diferença entre
elas? Então, continue seus estudos para entender
melhor.

Unidade 2 49

introducao_internet_2008a.indb 49 22/11/2007 10:23:57


Universidade do Sul de Santa Catarina

Internet e web: são a mesma coisa?


Resposta: não.
Muitas pessoas acham que a internet e a World Wide Web são a
mesma coisa. Isso é compreensível porque a web recebeu muita
publicidade, boa e ruim, desde sua criação. Na verdade, a internet
é muito maior que a web. A World Wide Web é uma invenção de
software que permite às pessoas e empresas compartilharem texto
e figuras através da internet. Basicamente, a web é uma coleção
enorme (e cada vez maior) de arquivos de computador (chamados
páginas web) que se interligam quando você usa um programa
chamado navegador da web para visualizá-los na sua tela. Estas
páginas da web estão nos computadores de todo o mundo e
possuem hiperlinks. Um hiperlink pode ser uma palavra, um grupo
de palavras, uma figura ou parte de uma figura. Quando você clica
em um hiperlink, ele instrui seu navegador da web para exibir outra
página (a qual você vê incorporada ao hiperlink) e envia-o ao seu
novo destino. A World Wide Web é apenas uma parte da internet.

Logo, quando foi criada por Berners-Lee, a web não era capaz de
exibir imagens, apenas texto. Também não possuía uma interface
“amigável”. Por isso, em 1993, Marc Andreessen e outros estu-
dantes do  (National Center for Supercomputing Applica-
tions), da Universidade de Illinois, desenvolveram o .
Este foi o primeiro navegador (browser) que funcionava também
no modo gráfico, exibia imagens e podia operar em s, Macin-
toshs e em máquinas .
O primeiro browser gráfico, como você acabou de ver, foi o
. Porém, o browser mais conhecido hoje é o Microsoft
Internet Explorer.
Os browsers de última geração já são capazes de reproduzir sons,
música, vídeos e até cenários tridimensionais. As páginas web
ficam armazenadas em computadores poderosos permanen-
temente ligados à internet. Esses computadores, como você já
estudou, são conhecidos como servidores, por “servirem” informa-
ções. Já os browsers são chamados de “clientes”, pois requisitam e
recebem informações.

Por isso é que se diz que a web é uma aplicação do tipo


cliente-servidor.

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Introdução à Internet

Home Page
A porta de entrada de um site chama-se Home Page, ou
seja, página principal. Os sites são localizados através de seus
endereços. Esse sistema de endereços é também chamado de URL
(Uniform Resource Locator ou Localizador Uniforme de Recursos).
Com ele é possível localizar qualquer informação na internet.

http://www.nome.com.br

Cada parte do endereço tem um significado:

http
É como a informação deve ser buscada. No caso, http:// é o
método utilizado para buscar páginas na web. Você também vai
encontrar outras formas, como:

ftp:// (para entrar em servidores de );


mailto: (para enviar mensagens);
news: (para acessar grupos de discussão), entre outros.

Esse protocolo gerencia e formaliza as requisições e as respostas


que trafegam entre o cliente e o servidor web.

://
Esse separador é uma pontuação padrão utilizada em todos os s.

www
Costuma vir antes do nome da organização, mas não obrigatoria-
mente.

nome
É o nome da organização proprietária do site (da página web).
Pode ser uma empresa, uma universidade, um órgão do governo
etc.

Unidade 2 51

introducao_internet_2008a.indb 51 22/11/2007 10:23:58


Universidade do Sul de Santa Catarina

com
Tipo de organização. Aqui o “com” se refere a uma organização
comercial, uma empresa ou companhia. Algumas abreviações
estão consagradas e facilitam a compreensão, veja algumas:
edu: organização educacional
gov: entidade governamental
int: organização internacional
mil: instituição militar
net: operadora de rede
org: outros tipos de organizações

br
Código do país. Neste caso, “br” refere-se a Brasil. Cada país
possui seu código. Veja alguns exemplos:
de (Alemanha, ou Deutschland, em inglês)
pt (Portugal)
fr (França)
au (Austrália)
jp ( Japão)
us (Estados Unidos)
uk (Reino Unido)

A linguagem HTML
A linguagem HTML (HyperText Markup Language) é muito
utilizada para criar páginas web. Traduzindo ao pé da letra 
significa uma “Linguagem de Marcação de HiperTextos”.
O conceito de hipertexto permite a introdução de links do
documento principal, com outros documentos ou outros tipos de
arquivos; ou até mesmo acionar aplicativos.
O  não é uma linguagem de programação, mas um formato
de “script”, ou seja, permite especificar como o texto será visu-
alizado na tela do browser, que funciona conjuntamente com
o servidor de aplicações no formato . Logo, a troca de
telas entre cliente e servidor dar-se-á pela troca de mensagens
, transportando “scripts” , ou outros, o que definirá os
detalhes do documento a ser construído pelo micro cliente, com
sua própria capacidade de processamento local.

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Introdução à Internet

Para essa definição são usados pequenos códigos denominados


etiquetas (“tags”). Assim, usando códigos predefinidos, estas “tags”
definirão como será a aparência do documento.
A linguagem  é um padrão mantido pelo World Wide Web
Consortium (http://www.w3.org/) que integra empresas, universi-
dades e institutos. Entre as empresas temos a Adobe, a Microsoft,
a HP etc.

Protocolo HTTP
Script HTML
' Script HTML

Cliente Servidor WWW


(browser) (Aplicação Multimídia)

Figura 2.4

Esse conteúdo pode ser visualizado por qualquer pessoa que


utilize um browser e que esteja acessando este documento 
ou esta página web. Isso pode ser conseguido usando-se um
computador
Não é uma linguagem complicada e qualquer pessoa, mesmo com
pouco conhecimento, pode criar um documento . Neste
documento podem conter vários tipos de conteúdo como som,
vídeo, texto e imagem.
Veja agora um exemplo de uma estrutura simples de um
documento :

<!DOCTYPE HTML PUBLIC “-//W3C //DTD HTML 4.01


Transitional//EN”> “http://www.w3.org/TR/html4/ loose.
dtd”>
<html>
<head>
<title>O meu site pessoal</title>
</head>
<body>
Bem-vindo ao meu site.
</body>
</html>
Fonte: http://www.infodesktop.com/web/html/artigocompleto/1/3

Unidade 2 53

introducao_internet_2008a.indb 53 22/11/2007 10:23:58


Universidade do Sul de Santa Catarina

Neste documento, temos o tipo de documento (<!doctype>), um


cabeçalho (<head>) e um corpo (<body>).
Alguns aspectos são fundamentais na linguagem , como:

independe da plataforma de processamento;


uma linguagem para ser interpretada e desenvolvida
facilmente por qualquer pessoa;
é um padrão aberto;
gera documentos pequenos e com características de texto;
pode incorporar arquivos de imagens, programas e links
para outras linguagens.

Um recurso poderoso do  é a possibilidade de aciona-


mento de programas e o acesso a arquivos, via link, cuja função é
interligar os documentos armazenados em diferentes computa-
dores ligados à internet, o que cria a sensação de navegação pelas
páginas web.
Hoje não é mais necessário ser um conhecedor profundo da
linguagem  para criar páginas. Usando programas seme-
lhantes a editores de texto podem-se criar páginas sofisticadas
com grande facilidade.

Existem inúmeros programas, como: Adobe PageMill


(http://adobe.com), Macromédia Dreamweaver (http://
dreamweaver.com), Corel Web.Designer (http://corel.
com), Microsoft FrontPage (http://microsoft.com), entre
outros.

A linguagem Java
Foi desenvolvida pela SUN Microsystems, em
Transformar código fonte de 1995. Programas escritos em Java podem rodar
um programa em um programa em diversas plataformas de hardware e software,
executável. sem que seja necessário compilar o programa
para cada uma delas.

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Introdução à Internet

Seu código é muito semelhante ao da linguagem C++, pois


ambas são orientadas ao objeto. Linguagem C++: linguagem
de programação desenvolvida
A linguagem Java foi originalmente desenvolvida para a criação pelo Bell Labs, na década de
de pequenos aplicativos e controle de aparelhos eletrodomés- , e amplamente utilizada
ticos, independentemente da plataforma de processamento, pois no desenvolvimento de
aplicações “pesadas” como
o código Java “roda” em uma máquina virtual Java (Java Virtual jogos e programas que utilizam
Machine - ), que é implementada em cada um dos sistemas de intensivamente as capacidades
processamento. do computador e dependem de
otimizações mais precisas para
que apresentem desempenho
Devido a esse fato, esta linguagem é ideal para o uso na internet.
satisfatório.
O  apenas vai interpretar esta linguagem e convertê-la em
Para saber mais sobre
uma linguagem de máquina. Essa portabilidade e indepen- linguagem orientada ao
dência de plataforma são perfeitas na internet, uma rede cons- objeto acesse o site http://
tituída pelos mais diversos sistemas computacionais, desde www.espacoacademico.com.
br//amsf.htm. Ou, então,
simples computadores rodando Windows a grandes servidores aguarde, pois este assunto sobre
de rede. Os browsers para a  incorporaram a tecnologia Java linguagens de programação será
(já possuem Java Virtual Machines) e tornaram-se capazes de abordado em outras disciplinas
do curso.
executar pequenos programas chamados applets.
Os applets são pequenos aplicativos com a finalidade de gerar
uma animação, realizar sofisticadas consultas a um banco de
dados etc. Assim, é possível criarem-se jogos, animações e simu-
lações sofisticadas em simples páginas web.
O Java é usado tanto em computadores de grande porte, quanto
em pequenos computadores portáteis. Atualmente, existe o 2
(Java to Micro Edition) que é uma versão reduzida da tecnologia
Java para rodar em celulares e s (Personal Digital Agend).

Você Sabia?
Origem do Java
Em 1991, a SUN Microsystems patrocinou um projeto
de pesquisa interna com o codinome Green. O projeto
resultou no desenvolvimento, por James Gosling, de
uma linguagem baseada em C e C++ chamada Oak
(carvalho).
Descobriu-se, então, que já havia uma linguagem com
o nome Oak. Em uma visita a uma cafeteria local pela
equipe da SUN, foi sugerido o nome Java (Java é a
cidade de origem de um tipo de café importado).

Unidade 2 55

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Universidade do Sul de Santa Catarina

O projeto Green enfrentava algumas dificuldades e


o mercado para dispositivos eletrônicos inteligentes
destinados ao consumidor final não estava se desen-
volvendo tão rapidamente quanto a SUN havia previsto.
No entanto, em 1993, a WWW cresceu em popularidade
e o pessoal da SUN percebeu grande potencial para uti-
lizar o Java e adicionar conteúdo dinâmico às páginas
web. Em 1995, a SUN anunciou o Java formalmente em
uma importante conferência.
A aplicabilidade de Java à internet garantiu um inte-
resse imediato pela nova linguagem. Celulares e PDA´s
(Personal Digital Agend) atualmente estão utilizando o
Java (J2ME) e estão concretizando a idéia inicial da SUN ,
isto é, a utilização de Java em dispositivos eletrônicos.
Fonte : Baseado na Apresentação – “Java, uma visão de mercado”
Autor: Alexandre Luís Kundrát Eisenmann
Site: http://www.pontoclass.com.br /Java97.

JavaScript
JavaScript é uma linguagem inventada pela Netscape que pouco
tem a ver com a linguagem Java da SUN. Os scripts escritos em
JavaScript são incluídos no meio do código  das páginas
web e são interpretados pelo browser. A linguagem JavaScript é
incorporada nas páginas web, orientada a objetos e é executada
ao nível de browser e não do servidor, o que permite a construção
de páginas dinâmicas.
O JavaScript cria elementos interativos nas páginas web, como
Trata-se de janelas pop-up, que
você verá com mais detalhes na botões que mudam de cor, janelas que se abrem automaticamente,
Unidade . formulários que checam os campos de preenchimento etc.

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introducao_internet_2008a.indb 56 22/11/2007 10:23:59


Introdução à Internet

Síntese

Agora que você chegou ao fim desta unidade, alguns conceitos


já familiares devem ter-se tornado mais claros ainda, certo? Se
a resposta é “sim”, esteja convencido de que os objetivos desta
unidade foram atingidos.
A seguir sintetizarei os conceitos principais desta unidade, pois
você já sabe que uma rede de computadores representa um grupo
de computadores isolados capazes de compartilhar dados, e que a
internet é considerada a “Redes das redes”, ou seja, faz a conexão
de várias redes. No entanto, para que houvesse a comunicação
essas redes precisaram de regras, ou seja, de uma linguagem, ou
melhor, de um protocolo, o /. Este protocolo é o protocolo
responsável em fazer com que todas as redes conectadas à
internet se comuniquem e se entendam.
Você aprendeu, também, que um browser é o programa que
permite navegar na internet e, tal como outro, está instalado em
seu computador. Existem vários browsers. O Internet Explorer, da
Microsoft, é o mais utilizado atualmente.
Você viu, também, que internet e web não são a mesma coisa e
que existem linguagens para criar estas páginas ou home pages,
sendo o  e o Java as principais.

Unidade 2 57

introducao_internet_2008a.indb 57 22/11/2007 10:23:59


Universidade do Sul de Santa Catarina

Atividades de auto-avaliação

1. Explique por que a internet é considerada a “Rede das redes”.

2. Descreva, com suas próprias palavras,o que é um backbone.

3. Para uma rede de computadores comunicar-se é necessário um


protocolo comum, o protocolo da internet é o _______________.

4. O que é o URL de uma página?

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introducao_internet_2008a.indb 58 22/11/2007 10:23:59


Introdução à Internet

5. Por que a maioria das páginas termina com “.com”?

6. O que é um browser (navegador)?

Saiba mais

Aprofunde seus conhecimentos com as informações contidas nos


endereços indicados a seguir.
http://www.infodesktop.com/web/html/artigocompleto/3
http://www.webteacher.org/windows.html
http://www.icmc.usp.br/ensino/material/html/
http://www.apostilando.com/sessao.php?cod=15
http://www.maujor.com/index.php
http://www.espacoacademico.com.br/035/35amsf.htm
http://www.pontoclass.com.br/Java97

Unidade 2 59

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UNIDADE 3

A infra-estrutura da internet 3
Objetivos de aprendizagem
Compreender como funciona a infra-estrutura da
rede para conexão com a internet.
Conhecer os tipos de acessos físicos que podem ser
feitos à internet.

Seções de estudo
Seção 1 A rede internet.
Seção 2 A periferia da internet.
Seção 3 Serviços oferecidos pela
internet às aplicações.
Seção 4 Núcleo da internet.
Seção 5 Redes de acesso na internet e meios físicos.
Seção 6 Conectando-se à internet.
Seção 7 Formas de acesso à internet.

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Para início de conversa...

Nesta unidade você conhecerá a infra-estrutura necessária para


conexão de um sistema terminal, de um servidor e de rotea-
dores com a internet. Verá que existem muitas formas de se
conectar atualmente à internet. Terá a oportunidade de conhecer
dois tipos de conexões: uma orientada e outra não. Você poderá,
também, compreender melhor o que elas significam e que tipo
de protocolo é utilizado para cada uma delas. Conhecerá os
meios de transmissão que utilizamos como: satélite, cable modem,
wireless etc.
É uma unidade importante e lhe dará maiores subsídios para que
possa aprender sobre a parte física da internet. Vamos lá!

SEÇÃO 1
A rede internet
Como você viu nas unidades anteriores, a internet é a rede
mundial de computadores, que interliga milhões de dispositivos
computacionais espalhados ao redor do mundo, certo?
A maioria destes dispositivos é formada por computadores
Host: computador ligado pessoais, estações de trabalho, ou servidores, que armazenam
permanentemente à rede que,
entre outras coisas, armazena e transmitem informações, como por exemplo, páginas web,
arquivos e permite o acesso de arquivos de texto ou mensagens eletrônicas. Todos estes dispo-
usuários. Também chamado de nó. sitivos são chamados hospedeiros (hosts) ou sistemas terminais.
Veja na figura a seguir uma topologia da rede internet.

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Introdução à Internet

Figura 3.1 Rede de Roteameto IP

Nesta rede descrita na Figura 3.1, os sistemas terminais, assim


como os principais componentes da internet, precisam de proto-
colos de comunicação, que servem para controlar o envio e a
recepção das informações na internet.
Você já sabe que todos os computadores conectados à internet
utilizam o protocolo /. O protocolo TCP (Transmission
Control Protocol) e o IP (Internet Protocol) são os dois princi-
pais protocolos da internet, daí o fato de a internet ser também
conhecida como rede TCP/IP.

Unidade 3 63

introducao_internet_2008a.indb 63 22/11/2007 10:24:00


Universidade do Sul de Santa Catarina

Você já sabe, também, que a internet é uma rede que interliga


várias redes, e dentre estas várias redes existem topologias e
características diferentes.

Por exemplo, uma rede de uma empresa pode ser do


tipo Frame Relay e outra ATM.

No entanto, quando elas estão conectadas à internet, a “língua”


que elas se comunicam deve ser a mesma, ou seja, utilizam o
mesmo protocolo, o /.
Um protocolo de uma determinada rede pode funcionar sobre
outro, ou seja, as mensagens de um protocolo são traduzidas
para o protocolo da camada inferior, de modo que, em última
instância, as comunicações via internet são sempre feitas no
protocolo /.

Mas, não se preocupe em aprender tudo sobre isso agora. Você irá
estudar com mais detalhes esta questão na disciplina de Redes de
Computadores.

Veja, na Figura 3.1, que os dados são transmitidos em forma de


“pacotes”, ou seja, os dados são empacotados e enviados por meio
de uma rede de roteadores de pacotes, que tratam cada pacote
individual e independentemente dos demais, como se fossem
mensagens individuais. Este é o modelo “datagrama”.

Bem, agora, o que é o datagrama?

Este conceito você verá em


detalhes mais adiante, ainda Para um melhor entendimento, farei uma analogia para entender
nesta unidade. como funciona o  e o , e o que vem a ser o datagrama.
Imagine que você tenha escrito uma carta (dados) com 20
páginas. Para você enviar esta carta (dados) você precisa colocá-
la dentro de um envelope (datagrama), ou seja, no computador
esta carta (dados) vai para o . No entanto, o  só tem

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introducao_internet_2008a.indb 64 22/11/2007 10:24:01


Introdução à Internet

envelopes (datagramas) que permitem enviar duas páginas por


vez. O  vai dividir a carta (dados) em 10 envelopes (data-
gramas) e colocar duas páginas para cada envelope (datagrama).
A seguir, o  escreve o endereço e a ordem no envelope, ou
seja, qual é o destino e quais são as páginas que estão no envelope,
por exemplo: no envelope 1 estão as página 1 e 2. Isto é o que
chamamos de cabeçalho do datagrama. Depois de realizada esta
tarefa, o  entrega os envelopes ao .

Por analogia, quem seria, então o IP?

Pensou bem? O IP seria o responsável em levar os envelopes


(datagramas) até o seu destino final, ou seja, ele é o carteiro! O
 vai usar as redes conectadas mundialmente à internet para
entregar os envelopes (datagramas). Quando os envelopes (data-
gramas) chegam, o  do destino organiza todos eles. Se algum
veio rasgado (bytes faltando) ou não chegou, ele envia uma
mensagem para o  de origem solicitando que este reenvie
o envelope (datagramas) perdido. Quando todos os envelopes
terminam de chegar, o  agrupa os envelopes (datagramas) em
ordem e entrega à carta (dados) completa ao destinatário.
Na figura 3.1, observe que os sistemas terminais são conectados
entre si por meio de enlaces de comunicação, que por sua vez podem
ser de diferentes tipos como, por exemplo, um enlace ponto-a-ponto
(peer-to-peer) ou multiponto (como uma rede local Ethernet).
Muitas vezes chamado de
Os enlaces de comunicação, por sua vez, são suportados por um transmissão wireless, que será
meio físico, que podem ser cabos coaxiais, fios de cobre, fibras abordada em outra unidade da
ópticas ou o próprio ar, a partir do uso do espectro de freqüência disciplina.

de rádio.

A topologia da internet é hierárquica, e os sistemas terminais são


conectados a provedores locais (ou ISP – Internet Service Provider)
que, por sua vez, são conectados a provedores regionais, e estes
últimos a provedores nacionais ou internacionais.

Unidade 3 65

introducao_internet_2008a.indb 65 22/11/2007 10:24:02


Universidade do Sul de Santa Catarina

Veja mapa RNP no endereço O provedor local da UNISUL, em Palhoça/SC, está


www.rnp.br/backbone conectado ao provedor regional da Rede Catarinense
de Tecnologia (RCT-SC - www.funcitec.rct-sc.br), que,
por sua vez, está conectado ao provedor nacional da
Rede Nacional de Pesquisa (RNP – www.rnp.br).

Assim como você estudou na unidade 2, a conexão de um


computador com um provedor local é feita por meio de uma rede
de acesso, a qual pode ser um acesso discado (como por exemplo,
via modem e linha discada) ou um acesso direto via rede local.
Internet Engineering Task Force:
– www.ietf.org No nível tecnológico, a internet está construída a partir da criação,
Request For Comments: teste e implementação de padrões internet. Estes padrões são
– www.ietf.org/rfc.html desenvolvidos e formalizados pelo organismo internacional IETF,
por meio de documentos conhecidos como RFCs, que contêm a
descrição de cada protocolo padrão da internet.

SEÇÃO 2
A periferia da internet
Olhando-se a internet com um pouco mais de detalhe é possível
identificar a periferia da rede, local onde estão os computadores
que rodam as aplicações, assim como o núcleo da rede, formado
pela malha de roteadores que interligam as redes entre si.
Na periferia da rede estão os sistemas terminais ou hospe-
deiros (hosts). São referidos como hospedeiros porque hospedam
programas de aplicação.

São programas de aplicação típicos da internet: o login


remoto a sistemas (exemplo: Telnet), a transferência de
arquivos (FTP), o correio eletrônico (e-mail), a pagina-
ção na web (WWW), a execução de áudio e vídeo etc.

66

introducao_internet_2008a.indb 66 22/11/2007 10:24:02


Introdução à Internet

Os sistemas terminais são divididos em duas


categorias: clientes e servidores.
Os clientes são, em geral, computadores pessoais
ou estações de trabalho e os servidores compu-
tadores mais poderosos. Servidores e clientes
interagem segundo o modelo cliente/servidor,
como você viu na Unidade 1, no qual uma
aplicação cliente solicita e recebe informações de
uma aplicação servidora. A figura ao lado ilustra,
de outra forma, esta relação.
Tipicamente, a aplicação cliente roda em um
computador e a aplicação servidora em outro,
sendo por definição as aplicações cliente/servidor
ditas também de aplicações distribuídas.
Figura 3.2 Interação cliente/servidor na internet

SEÇÃO 3
Serviços oferecidos pela internet às aplicações
A internet, ou mais genericamente as redes /, provêem
um canal de comunicação lógico entre um processo cliente,
rodando em uma máquina cliente, e um processo servidor,
rodando em uma máquina servidora, para permitir que as apli-
cações cliente/servidor troquem informações entre si. Para usar
este canal de comunicação os programas de aplicação têm uma
porta cliente, através da qual o serviço é solicitado, e uma porta
servidora, que retorna o serviço requisitado.
Quanto ao tipo de serviço solicitado pelas aplicações à rede
podemos ter:

serviço tipo pedido/resposta (request/reply);


serviço tipo fluxo de dados tempo real (audio/video
streaming).

Unidade 3 67

introducao_internet_2008a.indb 67 22/11/2007 10:24:03


Universidade do Sul de Santa Catarina

A paginação na web é um exemplo de serviço tipo


pedido/resposta, em que um processo cliente soli-
cita uma informação e um processo servidor fornece
a informação solicitada. Não há restrições de tempo
entre o pedido e a resposta, entretanto, é necessário
que a informação transmitida não contenha erros.
Uma conversa telefônica via internet é um exemplo de
fluxo de dados em tempo real. Neste caso, há res-
trições temporais na transmissão. Por outro lado, um
pequeno silêncio ocasionado por um erro ou ruído
pode não ser um problema grave para o entendimento
integral da conversa.

Para estes dois tipos de requisições de serviços a internet dispõe


de dois tipos de serviços de transporte:

serviço garantido e orientado à conexão;


serviço não garantido e não orientado à conexão.

Serviço garantido e orientado à conexão


Handshaking: sinais enviados
entre dois modems para Tem o nome de TCP (Transmission Control Protocol). Quando
assegurar que a conexão entre uma aplicação usa o serviço orientado à conexão o cliente e o
os dois foi feita, que a velocidade
e os protocolos estão corretos e, servidor trocam pacotes de controle entre si antes de enviarem os
mais tarde, que os dados foram pacotes de dados. Isto é chamado de procedimento de estabele-
enviados e aceitos. cimento de conexão (handshaking), quando se estabelecem os parâ-
metros para a comunicação.

Mensagens TCP são trocadas entre as partes de uma


interação WWW para estabelecer a conexão entre o
cliente e o servidor. Uma vez concluído o handshaking
a conexão é dita estabelecida e os dois sistemas termi-
nais podem trocar dados. O serviço de transferência
garantida, que assegura que os dados trocados estão
livres de erro, é conseguido a partir de mensagens de
reconhecimento e retransmissão de pacotes.
Quando um sistema terminal B recebe um pacote de
A, ele envia um reconhecimento; quando o sistema
terminal A recebe o reconhecimento, ele sabe que o
pacote que enviou foi corretamente recebido. Caso A
não receba confirmação, ele assume que o pacote não
foi recebido por B e retransmite o pacote.

68

introducao_internet_2008a.indb 68 22/11/2007 10:24:05


Introdução à Internet

Além das características citadas, o  integra ainda um serviço


de controle de fluxo, que assegura que nenhum dos lados da
comunicação envie pacotes rápido demais, pois uma aplicação,
em um lado, pode não conseguir processar a informação na
velocidade que está recebendo, e um serviço de controle de
congestão ajuda a prevenir congestionamentos na rede.

Serviço não orientado à conexão


No serviço não orientado à conexão não há handshaking. Quando
um lado de uma aplicação quer enviar pacotes ao outro lado, ele
simplesmente envia os pacotes. Como o serviço é não garantido,
também não há reconhecimento, de forma que a fonte nunca tem
certeza de que o pacote foi recebido pelo destinatário. Também
não há nenhum controle de fluxo ou congestionamento. Como o
serviço é mais simples, os dados podem ser enviados mais rapi-
damente. Na internet, o serviço não garantido e não orientado à
conexão tem o nome de UDP (User Datagram Protocol).
As aplicações mais familiares da internet usam o .

Como por exemplo: Telnet, correio eletrônico, transfe-


rência de arquivos e WWW. Mas, existem várias aplica-
ções que usam o UDP, incluindo aplicações emergentes
como: aplicações multimídia, voz sobre internet, áudio
e videoconferência.

Unidade 3 69

introducao_internet_2008a.indb 69 22/11/2007 10:24:05


Universidade do Sul de Santa Catarina

SEÇÃO 4
Núcleo da internet

O que você já sabe sobre núcleo de internet ou núcleo


da rede? Anote aqui seus conhecimentos sobre esta
questão antes de prosseguir.

O núcleo da rede é formado pela malha de roteadores, respon-


sável por interligar as redes entre si, formando as ligações inter-
redes, ou internet.
No núcleo da rede as informações trafegam na forma de pacotes
de dados chamados de datagramas, está lembrado?
Em cada roteador os datagramas que chegam nos enlaces de
entrada são armazenados e encaminhados (store-and-forward)
Datagrama: pacote de aos enlaces de saída, seguindo de roteador em roteador até seu
informação que contém os destino.
dados do usuário, permitindo
sua transferência numa rede de O protocolo IP, como você viu na unidade 2, é o responsável por
pacotes. estabelecer a rota pela qual seguirá cada datagrama na malha de
roteadores da internet. Esta rota é construída tendo como base o
endereço de destino de cada pacote, conhecido como endereço IP.
Como você já estudou, os serviços de transporte da internet,
através dos protocolos TCP e UDP, provêem o serviço de comu-
nicação fim-a-fim entre as portas dos processos de aplicação

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introducao_internet_2008a.indb 70 22/11/2007 10:24:05


Introdução à Internet

rodando em dois diferentes sistemas terminais (hosts). Para isto,


o  e o  usam os serviços do protocolo IP, que provê um
serviço de comunicação para os datagramas entre os dois compu-
tadores remotos, envolvendo cada roteador da rede encontrado
no caminho entre o computador origem e o do destino da comu-
nicação.

Comutação de Pacotes x Comutação de Circuitos


Como você já estudou na unidade 1, a internet usa a comutação
de pacotes como tecnologia de comunicação no núcleo da rede,
em contraste com as redes telefônicas que usam a comutação de
circuitos, certo?
Na comutação de circuitos, quando dois sistemas terminais
desejam comunicar-se, a rede estabelece um circuito dedicado
fim-a-fim entre os dois sistemas.

É, por exemplo, o que acontece numa ligação telefô-


nica. A partir do número discado, a rede estabelece
um caminho entre os dois interlocutores e reserva um
circuito para possibilitar a conversação; o circuito ficará
reservado durante todo o tempo em que durar a comu-
nicação.

Na comutação de pacotes, os recursos da rede não são reser-


vados. As mensagens usam os recursos à medida da necessidade, Para mais detalhes (ou para
podendo, como conseqüência, durante uma transmissão de dados, relembrar), consulte a Figura .,
ter que esperar (em uma fila) para acessar um enlace, caso o na unidade .
mesmo esteja ocupado.

Unidade 3 71

introducao_internet_2008a.indb 71 22/11/2007 10:24:06


Universidade do Sul de Santa Catarina

Fazendo uma simples analogia, considere dois barbeiros: um que


atende com hora marcada e o outro que não.

Para o que atende com hora marcada deve-se, antes, fazer


uma reserva de horário. E, quando se chega no horário
marcado, a princípio, não haverá espera (isto não se
aplica às consultas médicas, pois, apesar da hora marcada
sempre há espera!).
Para o que atende sem hora marcada, pode-se chegar
a qualquer momento. Mas, corre-se o risco de ter que
esperar, caso haja outras pessoas sendo atendidas.

A internet, como já falamos, é essencialmente uma rede baseada


na comutação de pacotes.

Considere, por exemplo, o que acontece quando um


computador deseja enviar um pacote de dados a outro
computador na internet. Como na comutação de cir-
cuitos, o pacote será transmitido sobre uma série de
diferentes enlaces de comunicação, todavia, não haverá
uma reserva de um circuito fim-a-fim. O pacote será
encaminhado de roteador em roteador, e caso o enlace
de saída de um roteador de sua rota esteja ocupado, o
pacote deverá ser armazenado e aguardar a liberação
do enlace em uma fila, sofrendo um atraso.

Diz-se que a internet faz o melhor esforço (best effort) para entregar os
dados num tempo apropriado, todavia não dá nenhuma garantia.

Os defensores da comutação de pacotes sempre argumentam


que a comutação de circuitos é ineficiente, pois reserva o circuito
mesmo durante os períodos de silêncio na comunicação.

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introducao_internet_2008a.indb 72 22/11/2007 10:24:06


Introdução à Internet

Por exemplo, durante uma conversa telefônica, os silên-


cios da conversação, ou as esperas para chamar uma
outra pessoa, não podem ser utilizados para outras
conexões.
Em outro exemplo, imagine um médico que usa uma
rede de comutação de circuitos para acessar uma
série de exames de raios-X de um paciente. O médico
estabelece uma conexão, solicita um exame, analisa
os resultados e solicita o próximo. No caso, os recursos
da rede não são utilizados durante o tempo em que
o médico está analisando os exames. Além disto, os
tempos necessários para o estabelecimento de circui-
tos fim-a-fim são grandes, além de ser uma tarefa com-
plicada e requerer esquemas complexos de sinalização
ao longo de todo o caminho da comunicação.

Por outro lado, os opositores da comutação de pacotes argu-


mentam que a mesma não seria apropriada para aplicações tempo
real, como por exemplo conversas telefônicas, devido aos atrasos
variáveis em filas de espera, difíceis de serem previstos. Todavia,
com o avanço tecnológico e o aumento da velocidade dos enlaces,
observa-se uma tendência em direção à migração dos serviços
telefônicos também para a tecnologia de comutação de pacotes.

SEÇÃO 5
Redes de acesso à internet e meios físicos
Como você já viu, na periferia da internet estão os sistemas
terminais que rodam as aplicações e no núcleo da rede estão os
roteadores, responsáveis pela interconexão das redes. Nesta seção
você vai estudar as redes de acesso à internet, ou seja, quais são as
diferentes maneiras de conectar um computador à internet.
Assim, como já foi tratado na unidade 2, você sabe que podemos
fazer o acesso (conexão) à internet basicamente em três categorias:

redes de acesso discado (residencial);


redes de acesso direto;
redes de acesso sem fio.

Unidade 3 73

introducao_internet_2008a.indb 73 22/11/2007 10:24:06


Universidade do Sul de Santa Catarina

Rede de acesso discado (residencial)


Conecta tipicamente um computador pessoal, instalado na
As formas de acesso direto e sem
fio serão abordadas apenas na casa de um usuário, a um roteador de borda, provavelmente de
seção . um provedor de acesso doméstico. A forma mais comum de
acesso residencial é o acesso via modem e linha discada. O
modem residencial converte o sinal digital do computador num
formato analógico para ser transmitido sobre a linha telefônica
analógica. No lado do provedor, outro modem vai converter o
sinal analógico de volta à forma digital. Neste caso, a rede de
acesso é um simples enlace ponto-a-ponto sobre o par trançado
da linha telefônica. Em termos de velocidade de transmissão, os
modems analógicos transmitem em taxas que vão até 56 Kbps,
todavia, devido à má qualidade das linhas, dificilmente este valor
é atendido de forma plena.
Veja na figura a seguir como funciona um modem conectando
um usuário ao seu provedor.

Figura 3.3 Conexão de um Cliente servidor através de um modem.

O modem é uma espécie de “tradutor” entre o computador e a


linha telefônica. No computador, a informação encontra-se em
uma forma “digital” (os conhecidos zeros e uns). Já nas linhas
telefônicas trafegam dados apenas na forma “analógica”.

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introducao_internet_2008a.indb 74 22/11/2007 10:24:06


Introdução à Internet

Como, então, os dados de um computador, na forma


digital, podem ser transmitidos através da rede telefô-
nica, que é analógica?

É aí que entra o modem. Modem é a abreviação de “modulador-


demodulador”. O modem é um aparelho que transforma dados
digitais em dados analógicos e vice-versa, permitindo a trans-
missão de informação digital pela rede telefônica analógica, que é
a que existe na maioria das casas.
Outra forma de acesso residencial, que não necessita a conversão
analógica/digital é a que utiliza a tecnologia RDSI (Rede Digital
de Serviços Integrada), muitas vezes chamada de ISDN (Intre-
grate Service Digital Network), disponível em algumas centrais
telefônicas das concessionárias de telecomunicações.
Novas tecnologias, como o ADSL (Asymmetric digital subscriber
line) e o HFC (hibric fiber coaxial cable) também têm sido empre-
gadas para acesso residencial.
Uma rede de acesso corporativo é tipicamente uma rede local
de computadores conectada a um roteador de borda. Existem
várias tecnologias de rede local, todavia, a tecnologia Ethernet
é hoje uma das mais disseminadas. Ela opera em velocidades de
10 Mbps a 100 Mbps (existe ainda a Ethernet a 1 Gbps). Ela
usa par trançado de cobre ou cabo coaxial para conexão entre
as máquinas, que compartilham um barramento comum, sendo,
portanto, a velocidade de acesso também compartilhada entre os
usuários.

Meios físicos
Como meio físico podemos ter, por exemplo:

par trançado: é um tipo de cabo utilizado em redes


locais do tipo Ethernet para conectar sistemas terminais
e equipamentos da rede. As taxas de transmissão podem
chegar a 10 Gbps (1 Giga bits por segundo - um bilhão
de bits por segundo) em distâncias de até 100 metros;

Unidade 3 75

introducao_internet_2008a.indb 75 22/11/2007 10:24:07


Universidade do Sul de Santa Catarina

cabo coaxial: é um tipo de cabo utilizado principalmente


pelas redes de  a cabo (cable modem). As redes de  a
cabo também utilizam a fibra óptica para a interconexão
das suas redes e em alguns casos até com o assinante;
fibra óptica: é um tipo de cabo utilizado como backbone
em redes de telecomunicações. É composta por fibras
de vidro concêntricas, de espessuras micrométricas, que
transportam a luz gerada por um laser ou led. Permite
tráfego de grande quantidade de informações analógicas
ou digitais na rede. Por isso, é normalmente utilizada em
backbones;
utilização do ar e de freqüência de rádio (wireless):
neste caso, não existe cabo físico, ou melhor, o meio é o
próprio ar.

A conexão ao meio físico pode-se dar de diversas maneiras, em


que cada uma delas utiliza protocolos específicos, necessitando de
dispositivos adaptadores, como por exemplo, placas fax/modem
e placas de rede. O tipo de acesso e o meio físico utilizado deter-
minarão uma taxa de transmissão de dados para o enlace de
comunicação.

SEÇÃO 6
Conectando-se à internet
Download × Streaming

Provavelmente você já deve ter lido ou escutado a


palavra streaming algumas vezes. Mas, afinal, o que é
isso?

Streaming, que traduzido do inglês quer dizer algo do tipo “fluxo


contínuo”, é uma forma de transmitir áudio e/ou vídeo através
da internet (ou alguma outra rede), mas com uma particulari-
dade muito especial: não é necessário baixar (fazer download)
de um arquivo inteiro para escutar o áudio ou assistir ao vídeo.
Isso permite, entre outras coisas, transmissão ao vivo de rádio e
, através da internet.

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introducao_internet_2008a.indb 76 22/11/2007 10:24:07


Introdução à Internet

Ao fazer um download tradicional de um arquivo MP3


ou um clip, por exemplo, você primeiro baixa o arquivo
para seu HD (Hard Disk), para só então abri-lo em algum
programa específico ou reprodutor de mídia.

São duas situações: uma de baixar o arquivo e outra de abrí-lo.


Geralmente, você só vai abrir o arquivo depois que o download já
estiver concluído, ou seja, depois que o arquivo já estiver armaze-
nado por completo em seu computador.
Fazendo streaming é um pouco diferente. O computador fica
constantemente recebendo o áudio ou o vídeo, que já é apre-
sentado ao usuário quase que instantaneamente, este tipo é dito
também como real time (tempo real). E não há necessidade de
baixar um arquivo previamente, como no download.
Existem muitas formas de se reproduzir streaming. Na internet
você pode encontrar várias delas para baixar em seu computador.
No entanto, os reprodutores de mídias mais utilizados na internet
são o da Real Networks (Real Player) e o da Microsoft (Windows
Media Player). As duas formas são incompatíveis entre si, mas, se
você tiver os dois reprodutores instalados, melhor. Normalmente
cada página web escolhe qual tecnologia prefere usar.
Quando se está fazendo uma transmissão ao vivo, por exemplo,
uma coisa é óbvia: o computador do usuário precisa receber as
informações mais rapidamente do que ela é mostrada. Se isso não
acontecer, a transmissão acaba sendo temporariamente interrom-
pida e a qualidade de reprodução fica comprometida.

Afinal, como pode o micro mostrar uma cena de um


filme, por exemplo, se ele não recebeu esta cena de
algum lugar?

Bem... Ainda vai demorar um pouco para tornarem-se padrão


da internet transmissões streaming em qualidade semelhante
à de um . O motivo é simples: velocidade e estabilidade da
conexão. A rede ainda não está suficientemente “madura”, ou
seja, a maioria dos usuários ainda não tem uma conexão veloz o
suficiente, sendo preciso abrir mão da qualidade para que a trans-
missão se torne viável. Quanto maior a qualidade do áudio e/ou
do vídeo, mais rápida precisa ser a conexão do usuário e, também,

Unidade 3 77

introducao_internet_2008a.indb 77 22/11/2007 10:24:07


Universidade do Sul de Santa Catarina

do provedor onde o servidor de streaming está hospedado. É por


este motivo que os acessos de banda larga, diga-se , estão
crescendo de forma significativa no Brasil.
Bem, voltando ao streaming, quando o micro do usuário não
consegue receber as informações de forma rápida o suficiente
(devido a um congestionamento de rede), a transmissão é tempo-
rariamente interrompida e ocorre uma nova buferização (um
armazenamento prévio do áudio/vídeo que será mostrado em
seguida).
É interessante ressaltar que a transmissão em streaming pode ser
“ao vivo” ou não.
Transmissões ao vivo são como as rádios e s normais, porém,
através da internet. É uma transmissão dita broadcast, ou seja,
todas as pessoas escutam ou assistem a mesma coisa, ao mesmo
tempo, como o rádio e a  que chegam por ondas de rádio em
sua casa, por exemplo. Se um determinado programa foi apre-
sentado às 10 horas da manhã e você não assistiu,você não o verá
novamente, a não ser que façam uma reprise.
Transmissão on demand é uma forma de transmissão stream.

O que seria uma transmissão on demand, então?

Seriam arquivos gravados que você pode acessar, via streaming, na


hora que quiser e quantas vezes quiser, desde que esteja dispo-
nível no site ou servidor desejado. Fazendo uma analogia seria
ter em mãos um : você pode ver, rever, voltar, ver novamente
mais tarde etc. Ou seja, fica a seu critério quando você vai repro-
duzir a mídia que deseja.
No entanto, para fazer streaming ou on demand de algum arquivo,
seja música, clip, filme etc., com qualidade e rapidez, será neces-
sário que você tenha uma largura de banda alta para fazer estes
procedimentos em banda larga.

78

introducao_internet_2008a.indb 78 22/11/2007 10:24:08


Introdução à Internet

Mas, o que é “largura de banda” ou “banda larga?”.

Largura de Banda
Trata-se de uma medida sobre a quantidade de dados que podem
ser enviada através de uma rede ou ligação à internet. Quanto
mais largura de banda você tiver disponível, mais informações
podem ser transmitidas e em menor intervalo de tempo.

Se você tiver uma largura de banda reduzida, poderá


demorar algumas horas para fazer a transferência de
um arquivo, como por exemplo: um clip de filme. Mas,
se tiver uma grande largura de banda, precisará apenas
de um ou dois minutos para fazer a transferência do
mesmo clip.

O que é a “Banda Larga”?


O termo banda larga deriva de duas palavras distintas:

“banda”, retirada da expressão “largura de banda”; e


“larga”, retirada da idéia que a largura de banda é muito
superior ao que costumava ser.

A banda larga é simplesmente o termo genérico utilizado para


ligações com a internet de alta velocidade, ou seja, uma forma
de se referir à velocidade de conexão disponível para um usuário,
provedor ou servidor. Quem acessa a internet por linha discada
tem uma largura de banda de 56 Kbps ou menos. Já quem
acessa por cable modem tem, geralmente, 256 Kbps (pode variar
conforme o plano de assinatura). Essas taxas, para serem consi-
deradas bandas largas, têm que estar, no mínimo, a 128 Kbps
(128 mil bits por segundo).

Unidade 3 79

introducao_internet_2008a.indb 79 22/11/2007 10:24:08


Universidade do Sul de Santa Catarina

Cada vez mais a demanda por acesso de banda larga está sendo
requerida por pessoas e empresas para suporte a aplicações web
com facilidades de multimídia, tais como vídeo e voz.

SEÇÃO 7
Formas de acesso à internet
Você pode estar conectado à internet por diversas formas, com
diferentes larguras de banda (velocidades de transmissão). Veja
agora algumas formas de se acessar a internet.

Linha Telefônica Digital (ISDN)


Esse tipo de conexão, também feita através do telefone, serve para
quem deseja ter uma linha para conectar-se à internet e outra
disponível para receber ou fazer ligações.
A sigla  significa “Integrated services digital networks”, ou
seja, rede integrada de serviços digitais. A função é integrar os
serviços de transmissão de dados e voz, chamada em espera e
toques diferenciados. No entanto, o usuário continua pagando
pulsos telefônicos. Quem deseja ter uma internet rápida e mora
em um local que não é atendido pela internet via cabo ou 
pode escolher o , que pode ser definido como um intermedi-
ário entre o modem convencional e o acesso cable modem.

Linhas Telefônicas convencionais


A banda larga que é fornecida através de linhas telefônicas
comuns é chamada de DSL (Digital Subscriber Line). Ao usar a
linha telefônica existente, o  pode integrar a internet de alta
velocidade ao mesmo tempo em que as chamadas de voz e fax.
Não há necessidade de instalar uma linha telefônica separada
para a internet. O  usa apenas uma parte da largura de banda
de sua linha telefônica para a conexão, de modo que seja possível
navegar na web e falar ao telefone ao mesmo tempo.

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introducao_internet_2008a.indb 80 22/11/2007 10:24:08


Introdução à Internet

Figura 3.4 Conexão ADSL sobre a rede telefônica

A família DSL (Digital Subscriber Line) foi planejada original-


mente pelas operadoras telefônicas, visando aplicações de 
interativa. O ADSL (Assimetric Digital Subscriber Line) é, ao
contrário do , usado sob as mesmas linhas telefônicas analó-
gicas de cobre às quais se costumam conectar os modems comuns.
Como o serviço analógico de voz não usa toda a banda em
termos de freqüência disponível no fio de cobre, a banda a parte
não usada pelo serviço analógico é utilizada pelo .
Ao chegar na sua residência ou escritório, um separador de sinal
(o splitter) separa o tráfego de voz do tráfego de dados. O tráfego
de modems é recebido por uma placa de rede chamada modem
 (embora não seja tecnicamente um modem). A veloci-
dade do  pode chegar a 12 Mbps (no Brasil ainda não, no
máximo 8 Mbps) no download a 640 Kbps no upload. Apesar
de usar a mesma infra-estrutura da linha telefônica, o  não
depende dela e nem precisa de discagem.

Linhas por cabos (cable modem)


Muitos dos mesmos serviços de  a cabo que fornecem atual-
mente acesso a programas, canais e eventos pay-for-view de 
também podem fornecer acesso em banda larga. O mesmo cabo
é usado para conectar sua  e  ao serviço por cabo. Não há a
interferência de um com o outro, de modo que é possível assistir
 a cabo e navegar na web ao mesmo tempo.
No Brasil já existem sistemas que disponibilizam taxas de
1,2 Mbps de downloads (headend – usuário). A transmissão de O Virtua, da Net, por exemplo.
dados pode ser feita através de cabos de fibra óptica até o usuário

Unidade 3 81

introducao_internet_2008a.indb 81 22/11/2007 10:24:08


Universidade do Sul de Santa Catarina

final, assim teríamos taxas de transmissão da ordem de 10 Mbps


chegando ao usuário. A figura a seguir ilustra uma conexão com a
internet, por linha de  a cabo.

Figura 3.5 Conexão com a internet pela rede de TV a cabo

Satélite
A internet via satélite é um serviço que tem como principal
vantagem a abrangência. Por não usar cabos, a internet via
satélite está disponível em lugares em que não há nem mesmo
energia elétrica. Os equipamentos necessários para a internet via
satélite incluem uma antena parabólica, que é instalada do lado
de fora da casa do usuário, e também um modem especialmente
projetado para o acesso à internet via satélite.
O uso da tecnologia de satélite para tráfego de internet é reco-
mendado para localidades onde as tecnologias de banda larga,
como ,  e cable-modem não estão disponíveis. A trans-
missão por satélite impõe certos atrasos que podem girar em
torno de 0,6 segundos (ida e volta). A taxa de upload (usuário
– satélite) é de 128 kbps e de download (satélite-usuário) varia de
600 kbps, 800 kbps e 1 Mbps, dependendo do serviço contra-
tado. No Brasil, uma associação entre a Embratel e a Gilat criou
a empresa StarOne que opera o serviço de internet bidirecional
via satélite.
O nicho de mercado para os serviços de internet bidirecional
via satélite são as regiões aonde os serviços de banda larga não
cobrem, principalmente as regiões rurais.

82

introducao_internet_2008a.indb 82 22/11/2007 10:24:09


Introdução à Internet

Embora a internet via satélite esteja disponível em pratica-


mente todo o país, seus preços e seu perfil não se encaixam com
as necessidades do uso residencial da internet. Veja na figura a
seguir a forma de conexão via satélite.

Figura 3.6 Conexão a internet via satélite


Fonte www.starone.com.br

Nesta imagem, o upload é a transmissão do sinal da antena para


o satélite e o download seria o inverso. O hub é o equipamento
usado para conectar vários computadores num mesmo segmento
da rede. Esta imagem consta no site da Star One, que é uma das
empresas precussoras da internet por satélite no Brasil.

Acesso à internet via rádio


O sistema de transmissão de dados e conexão com a internet via
rádio é a mais recente tecnologia de redes. Permite alta veloci-
dade e acesso permanentes, sem depender de companhia tele-
fônica. Também chamado de wireless (sem fio), é um sistema de
antenas interligadas entre si, via ondas de rádio, que transmitem

Unidade 3 83

introducao_internet_2008a.indb 83 22/11/2007 10:24:10


Universidade do Sul de Santa Catarina

o sinal sem interferência, sem queda de linha, sem tarifa telefô-


nica, 24 horas no ar, disponível para empresas, condomínios e
pessoas em geral.
Características

1. Acesso via rádio freqüência, com antenas conectadas via


rede dedicada tipo Intranet (utiliza a placa de rede de seu
computador), dispensando o uso da linha telefônica.
2. O usuário liga o computador e já está conectado à
internet. Não há tempo de discagem e conexão.
3. A tecnologia wireless, atualmente, permite uma veloci-
dade de acesso 20 vezes maior que a disponível hoje no
mercado para quem usa modem convencional.

Ponto de acesso (access point): Figura 3.7 Conexão com a internet via rádio para uma rede metropolitana
é um equipamento (hardware)
dentro de um ambiente de rede
que distribui sinal de conexão Uma outra configuração para acesso em uma rede local () é a
sem necessidade de fio. de access point (ponto de acesso), como mostra a figura a seguir.

84

introducao_internet_2008a.indb 84 22/11/2007 10:24:11


Introdução à Internet

Figura 3.8 Conexão com a internet via rádio para uma rede local

Este tipo de acesso, o wireless, e suas variações e tendências, como


a mobilidade e os dispositivos, serão tratados com mais detalhes
na unidade 7.

Unidade 3 85

introducao_internet_2008a.indb 85 22/11/2007 10:24:12


Universidade do Sul de Santa Catarina

Síntese

Nesta unidade você pôde compreender um pouco mais como é


a estrutura de funcionamento da internet, bem como a periferia
da internet e seu núcleo. Os serviços oferecidos às aplicações
também foram abordados, onde você deve ter percebido que
podemos ter conexões orientadas e não orientadas. As conexões
não orientadas, em regra, são destinadas a transmissões em
tempo real na internet e as orientadas constituem a forma mais
comum de aplicação da internet.
Você também viu que existem várias formas de redes de acesso
à internet: satélite, rádio,  a cabo, fibra óptica etc., cada uma
delas com taxas de transmissão diferentes e fins específicos.

86

introducao_internet_2008a.indb 86 22/11/2007 10:24:13


Introdução à Internet

Atividades de auto-avaliação

1) Por que se diz que a topologia da internet é hierárquica?

2) Quais são os dois tipos de serviços de transporte que a


internet possui? Cite exemplos de aplicações destes serviços.

3) O que é um modem. Para que ele serve?

Unidade 3 87

introducao_internet_2008a.indb 87 22/11/2007 10:24:13


Universidade do Sul de Santa Catarina

4) Você pode ter acesso residencial em banda larga através da


linha telefônica? Como isso é possível?

5) De todos os meios de transmissão, quais são os meios através


dos quais se alcançam as menores e maiores taxas de transmissão
na internet?

Saiba mais

http://br-linux.org/artigos/tab_rede.htm
http://www.geocities.com/wagnerol/Tutorial.htm
http://www.teleco.com.br/internet.asp
http://www.wirelessbrasil.org/wirelessbr/secoes/sec_vsat.html
http://www.rnp.br/newsgen/9709/n4-3.html
http://www.revista.unicamp.br/infotec/artigos/marcal2.html

Importante
Esta unidade possui Atividade de Avaliação a Distância, veja as
orientações e os enunciados das questões no AVA!

88

introducao_internet_2008a.indb 88 22/11/2007 10:24:13


UNIDADE 4

Legislação 4
Objetivos de aprendizagem
Conhecer as regulamentações e legislações sobre a
internet no Brasil.
Aprender o que são crimes eletrônicos.
Conhecer a legislação e exemplos do direito autoral
aplicado à internet.
Definir os tipos de comércio eletrônico e seus princípios.

Seções de estudo
Seção 1 O Comitê Gestor da Internet no Brasil.
Seção 2 O que são crimes eletrônicos?
Seção 3 O direito autoral na internet.
Seção 4 Os contratos eletrônicos.
Seção 5 A ética na internet.

introducao_internet_2008a.indb 89 22/11/2007 10:24:13


Para início de conversa...

Nesta unidade você estudará a questão da legislação para a


internet.
Sabemos que a cada dia a internet cresce espantosamente e, com
isso, também crescem os problemas oriundos do que ela propor-
ciona.
Na unidade 1 você leu sobre o Comitê Gestor de Internet, que
foi criado logo após o surgimento da internet. Nesta unidade,
você vai conhecer mais algumas das atribuições deste Comitê.
Depois disso, irei abordar a questão dos crimes eletrônicos que
vêm-se tornando uma febre na rede e, também, algumas curiosi-
dades sobre Kevin Mitnick, o mais famoso cracker da internet.
A questão do direito autoral na internet é um dos temas que você
vai estudar nesta unidade. Para isso, utilizaremos partes de textos
de juristas especialistas no tema. Você terá a oportunidade de
refletir sobre a questão dos contratos eletrônicos e a ética na era
digital.

90

introducao_internet_2008a.indb 90 22/11/2007 10:24:13


Introdução à Internet

SEÇÃO 1
O Comitê Gestor da Internet no Brasil

O que você já sabe sobre o Comitê Gestor da Internet


no Brasil? Já ouviu falar?

Na unidade 1 você leu que em maio de 1995 foi criado o Comitê


Gestor da Internet. Ele foi implantado pelo Ministério das
Comunicações (MinC) e o Ministério da Ciência e Tecnologia
(). Tem como principal finalidade envolver a sociedade nas
decisões sobre a implantação, administração e uso da internet.
O Comitê Gestor da Internet do Brasil foi implantado visando
garantir: Para saber mais sobre o Comitê
Gestor acesse www.cg.org.br.
a integração de todos os serviços de internet no país;
manter a qualidade e a eficiência dos serviços ofertados;
propiciar a livre competição entre provedores;
garantir postura ética de usuários e provedores.

A função inicial do Comitê era a de registro de domínios e de


manutenção. Isso ainda continua, mas em setembro de 2003, um
decreto presidencial assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula
da Silva, mudou a estrutura do comitê e lhe deu mais atribuições.
Dentre estas novas atribuições está a de promover estudos e reco-
mendar procedimentos, normas e padrões técnicos e operacio-
nais para a segurança das redes e serviços. Assim, o Comitê terá
mais autonomia para trabalhar com as questões relacionadas à
segurança na internet.
O Comitê Gestor, atualmente, faz um trabalho colaborativo
com outros órgãos como polícias e  (provedores de acesso),
oferecendo ajuda na análise de sistemas que foram invadidos
por crackers (veremos a seguir nesta unidade) e ciberterrorismo
(apologia ao terrorismo na rede).

Unidade 4 91

introducao_internet_2008a.indb 91 22/11/2007 10:24:14


Universidade do Sul de Santa Catarina

O Comitê não pode legislar, mas pode agir e traba-


lhar em prol de uma rede mais segura, contra crackers,
crimes eletrônicos etc.

Nas próximas seções veremos a questão dos crimes eletrônicos e


a legislação que é aplicada a infrações, invasões, crimes de direito
autoral, dentre outros.

SEÇÃO 2
O que são crimes eletrônicos?
Milhões de brasileiros acessam a internet. Dentro de dois anos
esse número pode dobrar. Os benefícios da modernidade e
celeridade alcançados com a rede mundial trazem, na mesma
proporção, a prática de ilícitos penais, ou melhor dizendo, crimes
eletrônicos. Isso vem confundindo não só as vítimas, como
também os responsáveis pela execução penal.
Todavia, antes mesmo da criação da internet, o mundo empresa-
rial já sofria com a atuação de invasores que danificavam sistemas
ou praticavam espionagem industrial.

Os criminosos da internet
Nesta imensa rede também há criminosos. São pessoas que se
dedicam a burlar a segurança de um sistema para invadí-lo, adul-
terando e roubando informações confidenciais. A imprensa os
chama de hackers.
Pela definição original hacker é uma pessoa com grande conheci-
mento sobre computadores, sistemas operacionais, programação
etc. Aqueles que usam esse conhecimento para invadir sistemas,
praticar vandalismo cibernético ou roubar informações confiden-
ciais são chamados de crackers, e a internet está cheia deles.
Ao contrário do que se pensa, muitos crackers não exploram
apenas a fragilidade dos sistemas de segurança para invadir
computadores. Eles exploram também a fragilidade humana,

92

introducao_internet_2008a.indb 92 22/11/2007 10:24:14


Introdução à Internet

ou, mais especificamente, a ingenuidade humana. Os crackers


praticam o que é conhecido como “social engeneering” (“enge-
nharia social”).

Um cracker, por exemplo, pode passar-se por um


administrador da rede de uma grande companhia.
Ele liga para um funcionário da companhia e diz que
está fazendo manutenção no sistema, atualizando o
banco de dados e que precisa da senha do funcionário.
Caso consiga enganar o funcionário e obter a senha, o
cracker entra normalmente no sistema da companhia e
pode fazer grandes estragos.

A figura a seguir apresenta uma página do site Attrition que


mostra um espelho (mirror) de como ficou a página do Banco
Itaú Internacional, que foi invadida em 2001. O Attrition é o
principal site mundial que mostra as reproduções de ataques de
hackers. Seu trabalho é muito respeitado e serve como referência
até mesmo para o  – a polícia federal americana. A equipe do
Attrition só produz os espelhos das páginas invadidas.

Figura 4.1 Página do Banco Internacional Itaú invadida por hackers

Unidade 4 93

introducao_internet_2008a.indb 93 22/11/2007 10:24:14


Universidade do Sul de Santa Catarina

“O Itaú, um dos maiores bancos brasileiros, teve sua área


de negócios internacionais de seu site <http://inter-
nacional.itau.com.br> invadida por hackers na madru-
gada de Sexta, 12 de janeiro de 2001. No lugar da
página principal os invasores deixaram uma mensagem
simples – “hacked by HF” – os nomes dos integrantes do
grupo e uma saudação aos administradores de siste-
mas. HF é a sigla de Hackers Family, um grupo brasileiro.”
Texto original de Giordani Rodrigues.
InfoGuerra – www.infoguerra.com.br
Notícia publicada no site http://www.networkdesigners.com.br/
Artigos/rebots/rebots.html

Uma outra forma de roubar dinheiro dos bancos na internet seria


através do roubo de senhas bancárias, que pode acontecer depois
que o usuário abre e-mails com links que oferecem promoções,
pornografia, cartões virtuais e mensagens sociais, por exemplo.
Quando a pessoa acessa esses links, acaba armazenando em seu
computador, sem saber, o programa com vírus (ex: “cavalo de
tróia”). Esse vírus registra todos os dados bancários do usuário
(senhas, conta, agência) quando o internauta acessa a página web
de seu banco na rede.
Especialistas aconselham os clientes de banco que acessam os
serviços on-line a evitar clicar em links aparentemente “convida-
tivos” que chegam por e-mail de pessoas desconhecidas.

O vírus “cavalo de tróia”, por exemplo, fica armazenado


apenas no computador onde o usuário abriu o e-mail
infectado. Assim, os dados bancários são enviados para
os “crackers”, ou ladrões da web, mesmo que o e-mail
do internauta esteja fechado.

As contas são roubadas de pessoas físicas e jurídicas, e os bancos


arcam com o prejuízo. Muitas empresas são vítimas de roubo de
grandes valores.
Fonte: Estima-se que no Brasil, até outubro de 2004, já foram roubados
http://noticias.uol.com.br/ R$ 240 milhões, sendo que R$ 160 milhões foram recuperados
uolnews.
pelos bancos. Com isso, até outubro de 2004, os bancos tiveram
prejuízos de R$ 80 milhões. Um dos mais famosos crackers foi
Kevin Mitnick (www.kevinmitnick.com).

94

introducao_internet_2008a.indb 94 22/11/2007 10:24:14


Introdução à Internet

Do ciberespaço para a cadeia

Kevin Mitnick passou boa parte da sua ado-


lescência numa casa de classe média baixa,
num subúrbio de Los Angeles. Seus pais eram
divorciados e Mitnick vivia num ambiente
solitário e entediante. Talvez por isso tenha
sido seduzido pelo poder que conseguia
invadindo sistemas telefônicos e, mais tarde,
sistemas de computadores.
Em 1981, aos 17 anos Mitnick foi preso
pela primeira vez. Ele e dois amigos haviam
entrado no prédio de uma central telefônica
da Pacific Bell, de onde roubaram manuais e
senhas dos sistemas telefônicos.
Em 1983, Mitnick foi pego novamente,
desta vez na Universidade do Sul da Califór-
nia, enquanto vasculhava um computador do
pentágono através da ARPANET.
Após assistir o filme Três dias do Condor,
com Robert Redford, ele adotou “Condor”
como nome de guerra. No filme, Redford é
um cientista que usa suas habilidades em
manipular sistemas telefônicos para fugir da
CIA.
Com o tempo, Mitnick foi se tornando
um criminoso eletrônico cada vez mais chegou a servir como meio para arrecadação
ousado. Usava linhas de celular e manipulava de fundos para a defesa legal de Mitnick.
o sistema telefônico para não ser localizado Depois de invadir uma série de redes
(certa vez levou o FBI até um apartamento em de computadores, inclusive as de grandes
Malibu). empresas de software e hardware e de uma
Em 1994, numa atitude que poderia ser agência de espionagem norte-americana,
considerada audaz para qualquer outro passar vários anos preso e sofrer restrições
hacker – mas que para ele era até banal profissionais, Mitnick foi libertado em feve-
– invadiu o PC do cientista e especialista em reiro de 2000. Ficou em liberdade condicional
segurança Tsutomu Shimomura, que estava até 21 de janeiro de 2003, quando encer-
ganhando fama por sua colaboração com o rou-se o prazo de liberdade condicional e,
governo dos EUA. finalmente, obteve autorização para acessar a
A caçada cibernética que se seguiu foi a internet.
desgraça de Mitnick. Em fevereiro de 1995, O site www.takedown.com é rico em infor-
após escapar diversas vezes, foi finalmente mações: além de uma linha do tempo que
preso pelo FBI. Shimomura e o FBI consegui- mostra em detalhes a perseguição a Mitnick,
ram localizar o cracker rastreando os sinais do traz fotos tiradas durante a caçada e reprodu-
telefone celular usado por Mitinck até encon- ções de bate-papos on-line de que o cracker
trarem-no, em num apartamento alugado em participou anonimamente antes de ser preso.
Raleigh, na Carolina do Norte onde o cracker O ponto alto da página são as reproduções de
se escondia. seis recados que Mitnick deixou na secretária
Naquela vez, as autoridades norte-ame- eletrônica de Shimomura.
ricanas não deixaram barato: Mitnick ficou
detido entre 1995 e 2000 sem julgamento, o Fontes: GUIZZO, Érico Morui. Internet: o que
que causou revolta entre seus fãs e ajudou a é, o que oferece, como conectar-se. São Paulo:
alimentar o mito do hacker na internet, que Ática, 2002. www.takedown.com

Unidade 4 95

introducao_internet_2008a.indb 95 22/11/2007 10:24:14


Universidade do Sul de Santa Catarina

De maneira geral, muito dos crimes praticados por meio do


computador, ou seja, por meio eletrônico, podem ser enquadrados
pela lei penal brasileira. Para facilitar sua compreensão vou fazer
uma comparação com um crime da vida real. Muitos dos crimes
que acontecem na vida real são praticados por um meio que
possibilite o ato.

Pode-se citar, como exemplos, uma calúnia feita por


meio de um jornal, televisão ou rádio; um homicídio
consumado por meio de uma arma, e outros, ainda que,
para se concretizarem, precisaram de um meio.

O computador conectado na internet pode ser um


meio, ou melhor, um facilitador e, sendo assim, o inter-
nauta que utiliza o computador e a internet para fins
ilícitos está sujeito à mesma penalidade prevista na lei
penal para crimes comuns, certo ou errado?
A questão da prova do crime eletrônico é uma outra
discussão que não vou esmiuçar aqui. Porém, será
discutida no Fórum do Ambiente Virtual de Aprendiza-
gem (AVA). Não deixe de participar!

Não tenho dúvidas de que o crescimento da internet e do número


de negócios realizados atualmente pela rede, tende a aumentar
também os crimes eletrônicos. Como na vida real, neste crescente
mundo virtual sempre teremos pessoas dispostas a enganar, lesar,
difamar, roubar, invadir etc.

96

introducao_internet_2008a.indb 96 22/11/2007 10:24:15


Introdução à Internet

SEÇÃO 3
O direito autoral na internet
Bem, antes de começar a abordar o direito autoral na internet é
interessante que você saiba:

O que é o direito autoral?

“É o direito que o autor, a pessoa física criadora de


obra intelectual, tem de gozar dos benefícios morais
e econômicos resultantes da produção de suas cria-
ções” Lei 9610/98 – art.11.

Ao criar uma obra o autor adquire dois direitos.

O direito moral: ter seu nome citado todas as vezes que a A lei específica do direito autoral
- / - nos seus artigos 
obra for publicada, neste caso este direito é irrenunciável. a  trata da questão moral e
nos artigos  a , da questão
O direito patrimonial: é negociável, seria o caso do uso patrimonial.
por um determinado tempo ou para sempre.

A internet já está inserida nas empresas e na vida dos usuários.


Atualmente, a internet se tornou uma “peça-chave” e funda-
mental para o relacionamento de pessoas e empresas. Com ela
apareceram problemas que antes da criação da “Rede das redes”
não eram percebidos. Com isso a questão do direito autoral na
internet foi muito debatida e chegou-se à conclusão de que a
proteção que a lei dava ao autor de uma obra escrita, musicada,
pintada etc., também deveria ser estendida à internet. No Brasil,
a lei que regulamenta os direitos de autor é a Lei n° 9.610 (http:// www.mct.gov.br/legis/leis/_
www.mct.gov.br/legis/leis/9610_98.htm), de 19 de fevereiro de .htm e www.mct.gov.br/legis/
1998, e a Lei 9.609, da mesma data, que dispõe sobre a proteção leis/_.htm

da propriedade intelectual de programa de computador.

Unidade 4 97

introducao_internet_2008a.indb 97 22/11/2007 10:24:16


Universidade do Sul de Santa Catarina

Os programas de computador são de propriedade particular, seja


pessoa física ou jurídica, e devem possuir registros perante o
http://www.inpi.gov.br
Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). No entanto,
a falta deste registro não retira o caráter de proteção autoral
( e , 2002).
De acordo com os advogados Renato M. S. Opice Blum e Juliana
Canha Abrusio, que escreveram o artigo “Direito Autoral Eletrô-
nico” (2002):

A lei 9.610/98 trouxe uma inovação, qual seja, a


proteção aos titulares dos direitos patrimoniais sobre
as bases de dados, o armazenamento em computador,
a microfilmagem e as demais formas de arquiva-
mento do gênero. Ressalte-se que, se o autor auto-
riza a inclusão de sua obra num banco de dados,
deverá estipular sua forma de uso e os limites de
transmissão, comunicação e utilização com clareza,
no interesse das partes. Após a promulgação da
Lei 9.610/98, ampliou-se o conceito de reprodução,
considerando-se como tal a cópia feita de qualquer
forma tangível, incluindo qualquer armazenamento
permanente ou temporário por meios eletrônicos ou
qualquer outro meio que exista ou venha a ser criado,
podendo-se incluir, consequentemente, a internet. O
suporte em que a obra for fixada, sendo ele tangível
ou não, é irrelevante. Basta que a obra seja uma
criação do espírito para receber a proteção conferida
em lei, esteja ela em livro, disco, -, banco de
dados, meio magnético, fonograma (áudio) etc.

A pirataria
A internet cresce a cada dia e com ela as oportunidades de venda
de produtos e serviços, assim também aparecem novas oportu-
nidades para a pirataria. Até pouco tempo as cópias não auto-
rizadas de software se faziam por meio da troca de disquetes e
s. Mas, com o crescimento contínuo da internet, a pirataria de
software se difunde cada vez mais rapidamente.
A internet permite que produtos sejam transferidos de um
computador para outro sem transação de mídias físicas e com
pouco risco de detecção. Estas facilidades possibilitaram fazer

98

introducao_internet_2008a.indb 98 22/11/2007 10:24:16


Introdução à Internet

pirataria sem o consentimento do proprietário, ou autor. Sabemos


que hoje o número de usuários da internet no mundo já está na
casa de centenas de milhões e isso é, sem dúvida, uma grande
possibilidade para o crescimento dos piratas de software, já que
para ter alguns programas basta apenas um clique no mouse.
Como você acabou de ver, a lei 9609/98 trata da propriedade
intelectual dos programas de computador. Esta lei também trata
da pirataria de software. O artigo 12 desta lei estabelece que se
você “violar os direitos do autor do programa de computador”,
produzindo cópias ilegais, está sujeito à detenção de seis meses a
dois anos. Além disso, há uma multa que a Associação Brasileira
de Empresas de Software (ABES) avalia em duas mil vezes o valor www.abes.org.br

do software que foi pirateado e, se a pirataria tiver fins comer-


ciais, a pena aumenta para um a quatro anos de reclusão, mais a
multa. Só para comparar: é a mesma pena que se aplica ao crime
de furto no código penal.
Você percebeu que a questão é mais crítica quando a pirataria
é feita com fins comerciais. No entanto, se você comprar um
gravador e realizar cópias caseiras de um software, para uso
pessoal, é quase impossível que algo aconteça com você.

Por que é quase impossível?

Pois seria necessário que fosse emitido um mandado judicial de


busca para a Polícia Federal entrar em sua casa e vistoriar seu
computador. É claro que isso não é impossível de acontecer mas,
de qualquer forma, você está avisado das conseqüências.
No entanto, quando se fala de empresas rodando softwares
piratas a história muda totalmente e mandados de busca existem
e muito, pois você pode ser denunciado por um concorrente
seu ou mesmo por uma “blitz” surpresa da Polícia Federal. A
lei é clara e o valor da multa, dependendo do tipo de software
pirateado, é capaz de quebrar qualquer empresa de pequeno ou
médio porte.

Unidade 4 99

introducao_internet_2008a.indb 99 22/11/2007 10:24:16


Universidade do Sul de Santa Catarina

Você sabia?
Microsoft rastreando softwares piratas
Um alerta para aqueles que não estão em dia com suas
obrigações de usuários e contribuintes: a Microsoft
está testando uma funcionalidade que verifica a auten-
ticidade do Windows antes de disponibilizar acesso a
produtos como o Internet Explorer, o MSN Messenger
ou o Media Player. Caso o mecanismo de verificação de
autenticidade acuse, durante o download, que aquele
sistema é pirata, o usuário recebe uma advertência que
pode tornar-se permanente após o período de testes.
Resta saber qual o principal efeito. Melhorar as vendas
da Microsoft ou empurrar os usuários para softwares
livres (como o Linux), que irão navegar com interfaces
mais amigáveis e compatíveis.
Fonte: Notícia publicada na revista B2B Magazine, n. 46, setembro
de 2004.

O MP3 e o direito autoral


Atualmente, existem diversos tipos de arquivos de músicas e o
que mais se destaca é o formato 3, pois reproduz fielmente
a música original com qualidade digital e possui um tamanho
reduzido, graças ao processo de compressão.
O 3 é um dos assuntos mais pesquisados nos serviços de busca
na internet. Isso se dá devido a grande revolução que o 3
causou no mundo da internet. Essa revolução abalou a indústria
fonográfica e a fez entrar em uma briga contra este formato.

Mas, afinal de contas, o MP3 é legal ou ilegal?

Sim, este formato de arquivo de música é legal. No entanto, o uso


que você venha a fazer dele é que pode tornar-se ilegal.
A maioria das suas músicas preferidas é protegida por direitos
autorais.

100

introducao_internet_2008a.indb 100 22/11/2007 10:24:16


Introdução à Internet

O que isso quer dizer?

Quer dizer que somente a gravadora da banda ou o artista pode


distribuir a música e dizer o quanto ela custará. Se você copiar
uma música ou um disco sem autorização, isso vai constituir uma
violação de direito autoral. No entanto, se você comprou o  e
gravou-o em 3 para uso próprio não há problema nenhum,
pois você já pagou os direitos autorais ao comprar o . Essa
questão é bastante complicada e o número de internautas que
transfere músicas neste formato de forma legal e ilegal é cada vez
maior.
O Napster é um programa que tornou muito fácil baixar música www.napster.com

no formato 3. O programa possibilitava a formação de um


enorme acervo de música no formato 3. Isso era possível, pois
o Napster usava um método que não armazenava nada em seus
servidores, apenas um índice, que era necessário para a busca das
músicas. Quando você encontrava a música que você desejava,
o download passava a ser feito a partir dos computadores de
usuários do serviço que tinham a música armazenada em seu
computador, ou seja, cada computador cadastrado no serviço era
ao mesmo tempo cliente e servidor.
Em outras palavras, o Napster era um programa para intercâmbio
de arquivos, ou seja, apenas uma via facilitadora da distribuição
e compartilhamento dos arquivos em 3. No final do ano
de 2000 o Napster passou a ser um serviço pago depois de um
acordo com as gravadoras. Atualmente, muitos programas com
a conceituação do Napster atuam no mercado, possibilitando a
troca de arquivos de maneira quase anônima, dentre estes podem-
se citar o Imesh, o Kazza etc.
Segundo o site www.terra.com.br/informatica “as gravadoras
estimam que perderam mais de US$ 150 milhões de dólares por
causa dos programas como o Napster”.
Sabe-se, no entanto, que o número de sites para download de
3 cresce a cada dia. Alguns sites têm autorização para distri-
buição, outros não. Eu diria que a maioria! No Brasil, existe o
ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição), que foi
criado pelas associações de titulares de direitos autorais e conexos,

Unidade 4 101

introducao_internet_2008a.indb 101 22/11/2007 10:24:16


Universidade do Sul de Santa Catarina

consoantes a Lei de Direitos Autorais Brasileira – 9.610/98. É


um órgão que tem demonstrado eficiência por muitos anos.
Mesmo assim, até a presente data, ainda não criou uma tabela
dos valores que devem ser pagos para exposição das músicas na
internet.
Muitos outros pontos nos fazem questionar sobre o nosso
primeiro impulso de julgar como “criminosos” todos aqueles que
distribuem arquivos 3 na internet. Vários artistas encontraram
na distribuição gratuita de suas músicas em 3 na internet, uma
maneira de se tornarem conhecidos e, ao mesmo tempo, aumen-
tarem a venda de discos.O fato é que cada caso deve ser analisado
com muito cuidado. O 3 é um formato que tende a crescer e
que, definitivamente, veio para ficar.

O uso correto (fair use)


O fair use (do inglês – uso correto) foi criado nos Estados Unidos.
A noção de acesso público à informação vem da idéia, em parti-
cular, do americano Thomas Jefferson, idealizador do conceito
de “biblioteca pública”, que permite o uso didático de citações
de textos protegidos por direitos autorais para fins acadêmicos. A
estas poucas exceções a doutrina americana dá o nome de “fair
use”.
A lei dos direitos autorais distingue a reprodução para uso
público (quando é necessária autorização e pagamento) daquela
para uso privado, em pequena escala, em locais reservados, como
bibliotecas ou na sua própria casa.
Atualmente, levantam-se algumas questões sobre as quais
devemos refletir:

O direito autoral e o Copyright sobreviverão ao


desafio da Era da Informação?
“A internet é uma gigantesca máquina copiadora?”
(David Nimmer, 1996).
Os direitos autorais e o direito à informação são direi-
tos humanos interdependentes?

102

introducao_internet_2008a.indb 102 22/11/2007 10:24:16


Introdução à Internet

Estas são questões para refletir e pensar, pois, com a utilização da


gigantesca copiadora que é a internet, qualquer indivíduo pode
gravar em seu computador a cópia perfeita de um clip de vídeo
inteiro, ou mesmo de um filme.

Será que isto ainda é “uso correto?”.

O compartilhamento de arquivos (file sharing)


O file-sharing é um compartilhamento de arquivos por softwares
de arquitetura ponto-a-ponto (peer-to-peer – veja figura a seguir).
Nesta configuração, tem-se a ausência de cliente e servidor na
rede. Isso possibilita a troca de arquivos entre os usuários da
internet de forma descentralizada, o que na maioria das vezes
resulta em violação de direitos autorais.

Figura 4.2 Conexão peer-to-peer

Na rede com configuração ponto-a-ponto todos os usuários são


cliente e servidor ao mesmo tempo. Portanto, não há um servidor
central. Quando está sob a arquitetura cliente/servidor, a tarefa

Unidade 4 103

introducao_internet_2008a.indb 103 22/11/2007 10:24:17


Universidade do Sul de Santa Catarina

de monitorar, impedir ou restringir o acesso de uma máquina a


outra é realizada facilmente, já em uma rede sob a arquitetura
ponto-a-ponto isso torna-se extremamente difícil.

Isso não lhe faz lembrar de nada?

Se você pensou no programa Napster, acertou! Os downloads eram


feitos em máquinas que tinham as músicas e não nos servidores,
isso é uma típica configuração ponto-a-ponto. Pois é, a prática do
file sharing começou a partir da criação do Napster. Como você
já leu anteriormente, este programa permitia que seus usuários
pesquisassem e copiassem entre si, arquivos no formato 3.
Ainda que a internet seja um meio democrático, a questão do
direito autoral deve ser discutida o quanto antes, pois existe uma
quantidade de usuários cada vez maior que não sabe ao certo
diferenciar liberdade de acesso à informação de violação de
direitos autorais, até mesmo porque isso não é diferenciado expli-
citamente na internet.
É necessária uma legislação adequada para a preservação dos
direitos autorais, mas que também pondere, dentro do possível,
sobre a nova realidade do file sharing.

O direito autoral do Website


Com o crescimento da internet na era digital, novos tipos de
criações intelectuais têm acarretado problemas no que se refere
ao direito autoral. Um deles é a criação de websites. É notório que,
com o avanço tecnológico, muito setores sentiram alterações na
sua rotina e tiveram que correr atrás desta revolução. O direito,
ou seja, a legislação foi uma área de conhecimento que teve de se
readequar a esta realidade.

104

introducao_internet_2008a.indb 104 22/11/2007 10:24:17


Introdução à Internet

Alguns especialistas em direito alegam e defendem que o website


tenha a natureza jurídica de invenção, ou seja, possa ter uma Órgão responsável pelo registro
patente. Entretanto, esta tese não é aceita pelo Instituto Nacional de marcas, patentes e programas
de Propriedade Industrial (INPI), por não ter os requisitos para a de computador no Brasil.

sua caracterização como invenção.


Invenção, de acordo com o , é:

Uma concepção resultante do exercício da capa-


cidade de criação do homem, que represente uma
solução para um problema técnico específico dentro
de um determinado campo tecnológico e que
possa ser fabricado ou utilizado industrialmente.
A invenção resulta do trabalho intelectual do seu
criador. Trata-se de algo íntimo imaterial e pessoalís-
simo, próprio do criador, que antecede ao invento, o
produto acabado da invenção.

Aqui, fica claro que o setor tecnológico evolui dez vezes mais
rápido que a legislação. Também o website não é e nem pode ser
considerado uma invenção que possa ser patenteada no Brasil,
pois lhe falta um requisito fundamental que é a novidade.
A questão da proteção dos websites é provavelmente o mais novo
desafio da propriedade intelectual, até porque, além de poder
configurar uma criação intelectual protegida pelo direito autoral,
no caso o código-fonte, este pode ser considerado como um
programa de computador e obter a proteção da lei como tal.
Outra questão é a de saber quem é o titular dos direitos sobre
o website quando se trata de uma obra coletiva. De acordo com
a Lei Autoral: “cabe ao organizador a titularidade dos direitos
patrimoniais sobre o conjunto da obra coletiva”. Portanto, a
pessoa física ou jurídica que é responsável pelo desenvolvimento
e disponibilização do website é a titular dos direitos de explo-
ração econômica do conjunto da obra. Que fique claro que quem
é o organizador aqui é quem assume a responsabilidade da obra
coletiva e a publica em seu nome. O organizador de um projeto,
por outro lado, pode ser apenas um empregado da empresa.

Unidade 4 105

introducao_internet_2008a.indb 105 22/11/2007 10:24:18


Universidade do Sul de Santa Catarina

As penalidades aplicadas
O Código Penal (artigos 184, §§ 1º e 2º e 186, II, conforme nova
redação dada pela Lei nº 10.695/03) afirma que:

Art. 184 - Violar direitos de autor e os que lhe são


conexos:
Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou
multa.

§ 1º - Se a violação consistir em reprodução total ou


parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por
qualquer meio ou processo, de obra intelectual, inter-
pretação, execução ou fonograma, sem autorização
expressa do autor, do artista intérprete ou executante,
do produtor, conforme o caso, ou de quem os repre-
sente:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

§ 2º - Na mesma pena do § 1º incorre quem, com


intuito de lucro direto ou indireto, distribui, vende,
expõe à venda, aluga, introduz no País, adquire,
oculta, tem em depósito, original ou cópia de obra
intelectual ou fonograma reproduzido com violação
do direito de autor, do direito de artista intérprete ou
executante ou do direito do produtor de fonograma,
ou, ainda, aluga original ou cópia de obra intelectual
ou fonograma, sem a expressa autorização dos titu-
lares dos direitos ou de quem os represente.

Art. 186 – Procede-se mediante:


[…] II- ação penal pública incondicionada, nos
crimes previstos nos §§ 1º e 2º do art. 184.

De acordo com os advogados Renato M. S. Opice Blum e Juliana


Canha Abrusio (2002):

A lei garante ao titular da obra fraudulentamente


reproduzida, divulgada ou de qualquer forma utili-
zada o direito de requerer a apreensão dos exem-
plares reproduzidos ou a suspensão da divulgação,
sem prejuízo das indenizações cabíveis. No caso da
transgressão ocorrer no âmbito da internet, consi-
deramos que o número de exemplares fraudulen-
tamente editados de uma página web, por exemplo,

106

introducao_internet_2008a.indb 106 22/11/2007 10:24:18


Introdução à Internet

seria aquele correspondente ao número de acessos


de usuários que a obra intelectual atingiu dentro do
Website infrator. Ocorre que, o número de acessos
à obra é prova difícil de ser realizada, depende de
perícia nos equipamentos do próprio infrator, que
facilmente poderá ocultar tais dados, sem qualquer
vestígio.

Muitos estudiosos na área de direito alegam que, com a internet,


a lei de direito autoral está ultrapassada, para outros está total-
mente ultrapassada. O caso é que no mundo digital da internet
muitas pessoas preocupam-se com os direitos autorais devido à
grande facilidade que se tem para fazer cópias, muitas vezes até
melhores do que as originais.
Podemos fazer uma analogia da seguinte forma: é bem mais fácil
você ler uma notícia de um jornal na internet recortá-la e enviá-
la para milhares de internautas do que recortar uma notícia de
um jornal impresso e enviá-la através do correio. Recortar bits é
bem mais simples.
No entanto, penso que a internet é um meio democrático e
também mais um meio de expressar criações intelectuais, artís-
ticas, musicais etc. O direito do autor deve ser respeitado para
que se possa garantir e estimular a criação e a divulgação do
conhecimento na internet.

SEÇÃO 4
Os contratos eletrônicos
Antes de falarmos em contrato eletrônico vamos definir o que é
um contrato.
A palavra contrato vem do latim contractu e seria traduzido ao
pé da letra como trato com, o que significa a combinação de inte-
resses de indivíduos sobre determinada coisa.
O art. 81 do Código Civil brasileiro define contrato como: “o
acordo de vontades, entre duas ou mais pessoas, na conformi-
dade da lei, é ato lícito, com finalidade de adquirir, resguardar,
modificar, transferir, conservar ou extinguir direitos, configurando,
portanto, um ato jurídico”.

Unidade 4 107

introducao_internet_2008a.indb 107 22/11/2007 10:24:18


Universidade do Sul de Santa Catarina

O que seria, então, contrato eletrônico?

De acordo com Paiva, “os contratos eletrônicos são aqueles para


Disponível em: http://www. cuja celebração o homem se valha da tecnologia informática
uv.es/~ripj/lob.htm podendo consistir seu objeto de obrigação de qualquer natureza”.
Podemos concluir, então, que os contratos eletrônicos são aqueles
cujo objeto é constituído por um bem (coisa), sendo feito por um
serviço informático, ou seja, pelo meio eletrônico. Pode-se dizer,
então, que os contratos eletrônicos têm características comuns
dos contratos, a sua validade é a mesma dos contratos já conhe-
cidos, sendo que a presença de duas ou mais pessoas, a vontade
de ambas as partes e a capacidade civil para o ato, devem estar
presentes para que o mesmo se torne válido.
Hoje, pela própria internet, é possível ter acesso a vários modelos
de contratos eletrônicos.

No site http://www.portaldoscontratos.com.br/inter-
net.shtml, por exemplo, podemos encontrar vários
modelos de contratos, como: de acesso à internet, de
desenho e desenvolvimento de páginas web, de manu-
tenção de página web etc.

Disponível em: http://www.


jus.com.br/doutrina/texto. Segundo o advogado Sérgio Ricardo Marques Gonçalves, em seu
asp?id=. artigo “A criação dos contratos eletrônicos”:

A idéia da contratação eletrônica entre duas ou mais


partes sem contato físico não é nova, mas já existe
há algum tempo, em especial nas transações entre
empresas (muitas vezes embasados em contratos
anteriores que permitem sub-contratos [sic] eletrô-
nicos) e ao invés de computadores utilizava-se antes
o telex ou o fax para fins semelhantes aos da internet
de hoje, com a diferença de que estes deixavam um
suporte físico em poder das partes para embasar o
pactuado e demonstrar como se transacionou. […]
Não há na legislação nacional nenhuma contra-
riedade à utilização, aceitação, validade ou mesmo
obrigatoriedade da proposta efetuada em contratos
eletrônicos, os também chamados de contratos
virtuais

108

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Introdução à Internet

A questão é a forma de como se fazer o contrato eletrônico. É


fato que esta modalidade de contrato cresce a cada dia no Brasil
e isso ainda tem levantado muita dúvida e discussão entre juristas
da área, mas que aos poucos vêm sendo resolvidas. Ainda assim,
falta uma legislação específica ou magna para esta nova moda-
lidade de contrato. Com esta legislação, certamente as partes
teriam maior garantia jurídica.
Enquanto isso não acontece efetivamente, caberá aos juristas da
área preservar os princípios básicos dos contratos prescritos na
legislação para a elaboração de um contrato eletrônico, tentando
manter entre as partes contratantes o equilíbrio e a boa-fé.

Veja no site http://www.direitoemdebate.net/mon_cdc.


html o artigo “A Aplicação do Código de Defesa do Con-
sumidor nos contratos eletrônicos”, escrito por Aurélio
Casali de Moraes, que possibilita um melhor entendi-
mento sobre os direitos dos consumidores perante os
contratos eletrônicos.

SEÇÃO 5
A ética na internet
A internet está mudando o comportamento ético das pessoas que
negociam pela rede, pois as pessoas não têm mais contato físico
e nem visual. Isso faz com que os relacionamentos sejam diferen-
ciados do mundo real. Você negociando na internet dificilmente
verá a pessoa com a qual negocia e, muitas vezes, não saberá o
nome dela. Isso leva a um risco maior de quebra de conduta ética,
que passa a ser maior do que na negociação de forma física, como
nas empresas tradicionais.
A internet é também um instrumento muito eficaz para trans-
mitir rapidamente as notícias e as informações às pessoas.
Contudo, podemos dizer que, na internet, temos muitas vezes
um jornalismo que contribui para o sensacionalismo e a intriga,
para a fusão de notícias, publicidades e divertimentos, bem como
para o aparente declínio das reportagens e dos comentários sérios.
O jornalismo honesto é essencial para o bem comum de todos

Unidade 4 109

introducao_internet_2008a.indb 109 22/11/2007 10:24:18


Universidade do Sul de Santa Catarina

os países e de toda comunidade internacional. O jornalismo


por meio da internet deve exigir seriedade e ética por parte dos
próprios jornalistas.

Recentemente, uma nota publicada pelo jornal The


New York Times vinculou supostas gafes e erros come-
tidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva devido a
“bebedeiras”. O governo considerou a reportagem calu-
niosa e em resposta escreveu:
“[…] causou-nos surpresa que o tradicional The New
York Times tenha acolhido peça tão destituída de fun-
damento e ao arrepio das mais elementares normas da
ética jornalística.”

Este fato é um exemplo de falta de ética jornalística,


outros podem julgar como liberdade de imprensa. E
você, o que acha?

Atualmente, existe uma quantidade muito grande de informa-


ções presente na internet, uma boa parte delas não é avaliada em
termos de exatidão e de relevância. Isso constitui um problema
para muitas pessoas.
Na história recente, a área tecnológica tem tido uma veloci-
dade bem maior de desenvolvimento do que a ética, que é o que
precisa existir na internet.
Disponível em www. Um juiz de Direito do Tribunal de Justiça de Rondônia, disse em
portovelhoagora.com.br/print.
asp?noticia_no=
uma palestra sobre ética que: “[…] dentro da moral e da ética não
existem regras explícitas ou sanções para a internet. E que, salvo
extremas exceções, não sabemos o que é certo e o que é errado.”
Outro problema causado pela internet, segundo o juiz, é o da
divulgação de notícias falsas ou unilaterais (sem que todos os
lados envolvidos sejam ouvidos).
Ele criticou os jornalistas que usam a internet sem os cuidados
obrigatórios da profissão, como o de checar todas as informa-
ções e sempre ouvir a versão de pessoa ou instituição acusada de
qualquer fato.

110

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Introdução à Internet

O juiz disse que uma notícia falsa na rede mundial de compu-


tadores internet é mais nociva do que a divulgada pela  ou
jornais de papel porque, segundo ele, não é possível um desmen-
tido eficaz na internet.
Navegando na internet você encontra entretenimento, educação,
cultura e também pornografia, calúnias e muitas coisas indevidas.
Espera aí... Não existe censura para isso? A resposta é não! Infe-
lizmente, a internet também pode ser uma fonte de informação
e imagens indevidas para muitas pessoas e, principalmente, para
crianças e adolescentes. Da forma como a internet é, fica pratica-
mente impossível fazer um controle sobre o que é disponibilizado
nela. Qualquer censura de conteúdo tem que vir de dentro de seu
ponto de acesso.
Em função disso, alguns fabricantes de softwares desenvolveram
vários programas que restringem determinados assuntos, como
por exemplo, pornografia. Estes softwares são utilizados em resi-
dências, empresas e escolas. Um dos softwares mais populares nos
Estados Unidos é o CyberPatrol (http://www.cyberpatrol.com/
- site em inglês). Ele permite que sejam bloqueados não somente
páginas, mas também salas de bate-papo, jogos e s. Existem
algumas categorias que podem ser escolhidas para excluir,
restringir ou permitir acesso a material racista, sexo explícito,
violência, álcool, drogas e vários outros tipos.
Existem outros como:

CyberSitter - http://www.cybersitter.com
NetNanny - http://www.netnanny.com

Mas uma coisa é fato na internet. Todos nós somos responsáveis


pela forma como a usamos e se você fizer a sua parte, buscando
dar o melhor de si, poderá, individual e coletivamente tornar a
“Rede das redes” um lugar prazeroso para todos que lá chegam,
que muitas vezes necessitam encontrar um reabastecimento para
suas vidas reais.

Unidade 4 111

introducao_internet_2008a.indb 111 22/11/2007 10:24:18


Universidade do Sul de Santa Catarina

Síntese

Nesta unidade, você viu que o Comitê Gestor da Internet não é


um órgão que legisla, mas de gerenciamento.
Todos os tópicos abordados a respeito de legislação nos levam a
pensar que ainda falta muito a fazer no que se refere à questão
de uma legislação adequada e de uma conduta ética e moral no
mundo virtual.
Isso demonstra que a comunidade que utiliza a internet como
meio de trabalho, comunicação, entretenimento, publicação ou
para outros fins, esteja atenta, pois a velocidade que as coisas
acontecem no mundo virtual é muito grande e os valores e
postura que ela introduz nem sempre se enquadram na nossa
sociedade real. Isso nos leva a concluir, novamente, que uma
legislação adequada se faz necessária.
Você, por falta de informação, pode estar utilizando a internet
como sempre fez e passar de um simples internauta a um pirata
a qualquer momento! Se até mesmo os juristas especialistas no
assunto se degladiam sobre determinados temas na internet, que
diremos nós, simples usuários!
O direito eletrônico deve funcionar como um instrumento de
controle social, precisando estar atento às novas perspectivas de
relacionamento entre as pessoas que, dia após dia, vão surgindo
na internet. Desta forma, a internet tem que ser vista como um
meio social e que precisa de amparo jurídico e legal para um
controle e regulamentação dos possíveis conflitos de interesses
que ali possam ocorrer, dentre os quais, o direito autoral e os
contratos eletrônicos.

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introducao_internet_2008a.indb 112 22/11/2007 10:24:18


Introdução à Internet

Atividades de auto-avaliação

1) Qual é a diferença entre hacker e cracker?

2) Explique quais são os direitos que o autor adquire quando ele


faz um obra?

3) Quais são as leis que protegem o direito do autor e punem a


pirataria?

Unidade 4 113

introducao_internet_2008a.indb 113 22/11/2007 10:24:18


Universidade do Sul de Santa Catarina

4) Defina o que seria uma conexão ponto-a-ponto entre dois


micros na internet.

5) Você acha que na internet a quebra de conduta ética é mais


fácil de acontecer? Explique sua resposta.

Saiba mais

Livro
BARGALO, Erica Brandini. Contratos Eletrônicos. São Paulo:
Saraiva, 2001.

Sites na internet
http://sphere.rdc.puc-rio.br/direito/pet_jur/cafpatce.html
http://www.portaldoscontratos.com.br/internet.shtml
http://www.ambito-juridico.com.br/aj/internet.htm
http://www.direitoemdebate.net/mon_cdc.html
http://www.suigeneris.pro.br/direito_dci_marzochi.htm

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introducao_internet_2008a.indb 114 22/11/2007 10:24:19


UNIDADE 5

Negócios na internet 5
Objetivos de aprendizagem
Conhecer as formas de marketing eletrônico na
internet.
Definir os tipos de comércio eletrônico e seus princípios.
Conhecer cases de empresas com o uso da internet
para o comercio eletrônico.

Seções de estudo
Seção 1 Marketing eletrônico.
Seção 2 Como criar um negócio na internet?
Seção 3 Técnicas e estratégias de marketing de um site.
Seção 4 Comércio eletrônico (e-commerce).

introducao_internet_2008a.indb 115 22/11/2007 10:24:19


Para início de conversa...

O marketing eletrônico cresce muito rapidamente e na mesma


proporção que a internet. Mas, para que serve o marketing eletrô-
nico na internet? Bem, serve para vender pela internet!
Vender pela internet não é o mesmo que vender em uma loja
de um shopping. As técnicas de marketing e apresentação do
produto que se deseja vender são fundamentais, sem falar da
facilidade de encontrá-lo. Todos estes quesitos contribuem para
o êxito de um site de vendas. E é desta forma que o comércio
eletrônico está ocupando seu espaço e a cada dia garimpando
novos consumidores, principalmente, a confiança deles. A partir
dessa unidade começamos a estudar um pouco mais sobre o
mundo de comércio virtual.

SEÇÃO 1
Marketing eletrônico
Antes de falar sobre marketing eletrônico é interessante abordar o
conceito de marketing.
Raimar Richers, professor de marketing da Escola de Adminis-
tração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas
(-), um dos introdutores da disciplina de marketing no
Brasil, em 1954, sintetiza marketing de uma forma muito simples:

“Entender e atender o mercado”.

Apesar de ser uma definição simples, ele sintetiza bem que vem
a ser o marketing. Atualmente, o marketing vem do consumidor,
ou seja, as empresas, por exemplo, procuram descobrir o quê o

116

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Introdução à Internet

consumidor quer, qual sua preferência e é a partir de suas desco-


bertas que procuram atender seus clientes. Essas informações são
fundamentais para que o marketing tenha êxito.
A internet contribuiu muito para obtenção destas informa-
ções. As barreiras geográficas não são problemas na internet e
as empresas podem oferecer uma variedade de produtos direta-
mente ao consumidor por meio da rede.
Logo que surgiu a internet comercial, aqui no Brasil (1995),
milhares de pessoas acreditaram que a internet seria uma
excelente ferramenta de marketing. Só que logo descobriram
que não bastava ter um site na internet para conseguir que esses
milhares, hoje milhões, de pessoas o visitassem. É, pois, necessário
divulgá-lo. Este é o principal aspecto do marketing na internet.
Se você perceber, tudo na internet é marketing: desde a escolha
das cores do site, passando pela maneira de responder a um e-
mail, até a sua forma de divulgação.

Fifura 5.1 Homepage do site Terra com a publicidade em destaque.

Unidade 5 117

introducao_internet_2008a.indb 117 22/11/2007 10:24:19


Universidade do Sul de Santa Catarina

Ainda há um espaço enorme a ser explorado em negócios na


internet e este é o momento ideal para aqueles que querem entrar
nele.
Internet não é informática. É uma infra-estrutura de comuni-
cação que possibilita uma forma de fazer de marketing de comu-
nicação. Isso, evidentemente, para existir, depende dos computa-
dores e das redes de telecomunicação, porém estes são apenas os
elementos de infra-estrutura.
Para fazer publicidade na internet existem diversas opções, desde
um banner (imagem com propaganda), que pode ser pago ou
Spam: envio de mensagem não
autorizada que geralmente acaba feito através de intercâmbio entre sites relacionados a uma mala
em desperdício de espaço de disco direta via e-mail (e-mail marketing), desde que tenha autorização
e de tempo de quem a recebe. do receptor para evitar o spam.
No marketing eletrônico, como em qualquer tipo de marketing,
a definição de uma estratégia é fundamental. Como foi dito no
início da unidade, antes de qualquer ação de marketing é preciso
saber o que o cliente (consumidor) quer. A partir daí, é possível
disponibilizar serviços de atendimento ao cliente, seja na forma
de chat ou de call-center. Disponibilizar informações para que o
Chat: conversa on-line. próprio cliente as busque também agiliza o processo de aten-
Trataremos deste assunto na dimento e reduz custos. Isto se consegue por meio de sites que
Unidade . proporcionam uma interatividade com o cliente, onde o mesmo
Call-center: Centro de pode adquirir todas as informações que deseja.
atendimento.
Com a internet, algumas possibilidades de marketing se tornaram
bem mais fáceis, entre as quais compra o direito de um produto
ou informação como: música, livros, cursos, softwares etc. e, é
claro, você pode criar o seu próprio produto e vendê-lo.
Uma outra forma bastante utilizada: o site representa ou passa a
ser agente de um produto.

Por exemplo: uma empresa X possui um site de vendas


de diversos produtos, como um shopping center ele-
trônico. Assim, esta empresa X pode oferecer para uma
outra empresa Y o espaço em seu site para anunciar seu
produto. A empresa X recebe da empresa Y uma comis-
são pelas vendas do produto que forem feitas através
do seu site. Este método é chamado de Programa de
Afiliados.

118

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Introdução à Internet

O site Submarino (www.submarino.com.br), por


exemplo, cresceu muito usando este sistema, criou um
exército de agentes para ajudá-lo a tornar-se conhecido
e a vender.

“Em alguns anos vão existir


dois tipos de empresas: as que
fazem negócios pela internet e as
que estão fora
dos negócios”.
Bill Gates – dono da Microsoft.

SEÇÃO 2
Como criar um negócio na internet?
Quando se deseja criar um site na internet, um dos erros mais
comuns é focar o negócio e não o mercado, isto é, apaixonar-se
pelo seu negócio e achá-lo “genial”, esquecendo-se de que quem
tem de achá-lo “genial” não é você, mas sim os internautas. Outro
erro comum é não ter objetivos bem definidos em relação a um
negócio na internet. Muitas pessoas montam um site, o colocam
no ar, mas nem sabem porque estão fazendo isso. Na maioria das
vezes estão na internet só porque todo mundo também está. Aí
acabam criando um site igual a milhares de outros.
Para se ter sucesso, não se deve ser igual a todos, mas sim
diferente. Outro erro grosseiro é montar um “site” e não um
“negócio”. Aí é que está toda a diferença entre os que conseguem
sucesso e ganham dinheiro e os que não. Há sites de vendas
que, por exemplo, não permitem que você faça pedidos ou paga-
mentos on-line, isto é, colocam simplesmente um catálogo on-line
e um número telefônico para que o internauta ligue fazendo suas
compras! Nem é preciso dizer que esse tipo de site está deixando
de ganhar muito dinheiro. E, por fim, ainda há aquelas pessoas

Unidade 5 119

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Universidade do Sul de Santa Catarina

que querem montar um site na internet só porque apareceu na


mídia que um garoto de 17 anos criou um site e é hoje milionário
sem ter investido um só centavo e coisas do gênero.

“O segredo para se fazer um site (e qualquer negócio) de


sucesso é o foco”.
Renato Fridschtein - ABC de Net Negócios

Imagine se um vendedor de sua empresa estivesse vestido com


fantasia de carnaval e dançando na frente do cliente. É isto o que
você quer? Pois este é o problema de grande parte das páginas de
internet. Elas ficam dançando com animações e outros apetre-
chos que fazem de tudo, menos vender.
O que acontece quando você entra em um estabelecimento
comercial e ninguém vem lhe atender? A não ser que você precise
demais do produto, você vai embora procurar outro em que
estejam mais interessados em você, não é? Na internet é a mesma
coisa, se as páginas demoram muito a carregar, deixando o
visitante esperando por muito tempo para visualizá-la, ele acaba
indo atrás de outra. O ideal é fazer páginas leves, com poucas
imagens ou que tenham um tamanho de arquivo pequeno, para
que possam carregar rapidamente.
O site deve ser objetivo e ir direto ao ponto, ou seja, mostrar dire-
tamente aquilo que o cliente quer, o produto que o fez chegar
até você. Muitas vezes o cliente vai embora, pois não consegue
encontrar o produto que deseja no site, ou seja, o site não conseguiu
mostrar o produto de forma eficiente para o cliente. Faltou obje-
tividade, o que ele procurava não estava claro no site. Muitos sites
têm esta formatação e cometem este tipo de erro porque simples-
mente lhes falta foco. Isso não significa fazer páginas sem atrativos,
mas tentar conciliar as duas coisas: foco e atratividade.
Para a empresa, o vendedor digital tem algumas vantagens:

trabalha o dia todo sem interrupção;


trabalha todos os dias da semana;
não necessita de férias;
não tem décimo terceiro salário;
não faz greve;
os custos (encargos) de manutenção são bem menores.

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Introdução à Internet

Existem maneiras diversas para a divulgação de um site na


internet, onde não se gasta nada. Mais à frente, nesta mesma
unidade, você vai conhecer algumas destas formas para um site
aparecer mais. Quando os negócios começaram a explodir na
internet muitos sites de vendas surgiram. Sites que começaram
do zero hoje valem milhões e sites que gastaram montes de
dinheiro inicialmente, hoje valem poucos centavos. Se você pensa
que com a internet o lucro será rápido, você estará fadado ao
fracasso, foi o que aconteceu com muitos sites que nunca conse-
guiram um só centavo na internet. Para ficar rico de uma hora
para outra, só jogando na Mega Sena acumulada!

Cadastrar o site em mecanismos de busca


Os sites de busca são como índices da internet. Funcionam como
uma lista telefônica turbinada.

Você sabia?
“8 em cada 10 pessoas que acessam a internet iniciam
sua navegação procurando por algo e utilizam sites de
busca para encontrar o que querem.”
Fonte: Forrester Research.

Sabia, também, que 90% destas pesquisas são realiza-


das em cerca de 12 páginas apenas?

Se o objetivo de uma empresa é aumentar o número de visitas


qualificadas para o site, é impossível ignorar a importância dos
sites de busca de alto tráfego como Google, Yahoo, Cadê, MSN,
AltaVista, entre outros.

Unidade 5 121

introducao_internet_2008a.indb 121 22/11/2007 10:24:19


Universidade do Sul de Santa Catarina

Apesar desses sites não serem específicos para fazer o marketing


das empresas, se você souber como influenciá-los trará tráfego
qualificado para o site. Existem táticas de marketing arrojadas
que, de uma maneira ética e honesta, influenciam os resultados
das pesquisas que buscam o que a empresa tem a oferecer, posi-
cionando suas páginas e anúncios entre os primeiros resultados
dos buscadores.
Esta é a questão que a maioria dos proprietários de sites está
enfrentando atualmente. O objetivo principal da otimização
de sites, para posicionamento nos sites de busca, é aumentar o
número de acessos ao site e, consequentemente, a divulgação e
publicidade deste. O cadastramento nos sites de busca não tem
custo. Este resultado pode ser atingido por meio de estratégias e
técnicas para posicionar o site nos primeiros resultados dos sites
de pesquisa.
Você pode utilizar duas técnicas para conferir os efeitos desejados:

1. Pay Per Click (PPC) - isto significa ‘pague por click’ . Esta
técnica visa colocar anúncios no topo das buscas, permi-
tindo que um site obtenha resultados desde o seu lança-
mento. Você escolhe o quanto quer pagar pelo click, isto
é, pela visita. O menor valor de um click é em torno de
R$ 0,15 (quinze centavos).
2. Otimização – cada site de busca tem regras específicas
usadas para classificar os resultados das buscas. A otimi-
zação consiste em adaptar suas páginas para atender a
essas regras e influenciar os resultados das buscas. Isso, é
claro, é feito de forma positiva e legal.

Existem empresas especializadas em oferecer este tipo de serviço


para as diversas páginas da internet. Todos que possuem um site
e querem que ela apareça nos sites de busca de forma rápida,
devem adotar esta prática.
Na maioria das vezes, o cadastro dos sites em mecanismos de
busca é realizado pelas empresas.

Mas, será que as informações estão atualizadas? Será


que entraram em algum mecanismo de busca para
alterar, incluir ou excluir alguma característica do site?

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Introdução à Internet

Se a resposta for positiva, parabéns! Este site é uma das exceções.


Uma característica importante é saber quais são as palavras-
chave utilizadas para que o cliente encontre o site mais facil-
mente. Neste caso, o melhor a ser feito é procurar sempre incluir
as palavras que realmente representem os serviços prestados ou
produtos comercializados pelo site. Além disso, é importante
citar a região que o site pretende atender. Caso seja de abran-
gência nacional, mencione isso ou insira a palavra “Brasil”. Caso
opte por ser regional, o ideal é mencionar o estado ou a cidade
em que pretende atuar.

Um estudo recente conduzido por um analista de tec-


nologia da Forrester Research (www.forrester.com),
afirma que “sites de busca alcançam clientes motiva-
dos a achar o que estão procurando. Estes clientes são
muito valiosos para qualquer site que queira capitalizar
sobre esse comportamento”.

Na internet existe um potencial muito grande para as empresas


divulgarem a sua marca. A internet cresce rapidamente, as opor-
tunidades também.

SEÇÃO 3
Técnicas e estratégias de marketing de um site
Conheça agora algumas formas que você pode utilizar para atrair
mais usuários para um site e, evidentemente, conseguir vender,
divulgar, negociar etc. Então, vamos lá!

Janelas pop-ups
Muitos anunciantes na internet usam janelas que surgem no
meio da tela para exibir uma mensagem. Certamente você já viu
uma destas e isso é o que chamamos de pop-ups. Elas também
podem-se abrir sobre ou sob a janela que você deseja exibir ou
quando você clica em um link ou botão de um site. Algumas
janelas são úteis, mas muitas vezes o usuário não gosta que elas
fiquem abrindo a todo o momento enquanto ele está no site.
Existem, na própria internet, vários programas para download que

Unidade 5 123

introducao_internet_2008a.indb 123 22/11/2007 10:24:20


Universidade do Sul de Santa Catarina

podem bloquear estas janelas. Isso acontece pois algumas janelas


pop-up podem conter conteúdo impróprio ou podem ser uma
forma de fazer você baixar softwares perigosos, de forma inad-
vertida para o seu computador. Mas de qualquer forma, apesar de
não ter grandes resultados, é uma maneira de fazer mídia no site.
Muitos sites provedores, como , i, ,  etc., utilizam
estas janelas em suas páginas.
No entanto, atente para o fato de que muitos internautas não
toleram mais estas janelas abrindo a todo o momento e utilizam
os programas para bloqueá-las, tais programas são conhecidos
como programas “anti-popup”. Mas, ainda assim, o número de
internautas cresce a cada dia e muitos destes novos usuários não
vêem isso como uma chatice. Só com o tempo é que este novo
usuário poderá tirar suas próprias conclusões a respeito destas
janelas pop-up – se vai querer vê-las, ou não.

Banners
Os banners são imagens com conteúdo publicitário, posicionados
no topo de todas as seções do site. Aquelas faixas normalmente
retangulares que são colocadas em espaços criados conforme
interesse do anunciante. O banner tem uma ligação de hiper-
texto (link) para o site do anunciante que aparecerá em uma nova
janela do navegador (browser), ou seja, quando o internauta clica
em um banner ele é diretamente levado para o endereço do anun-
ciante na internet. Essa ligação entre o banner e o endereço do
anunciante na internet se chama “link”. Há muita controvérsia
quanto à efetividade dos banners. A média de retorno em nível
mundial é de apenas 0,2%.
Para usar este tipo mídia é interessante fazer o banner com, no
máximo, 10 Kbytes.

Livros eletrônicos (e-books)


A palavra e-book vem do inglês e quer dizer “eletronic book”, ou
seja, livro eletrônico. Este tipo de livro oferece muitas funciona-
lidades em sua forma digital, sendo a mais importante delas a
portabilidade. Isso é, permite que você possa ler o livro digital em
qualquer lugar.

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introducao_internet_2008a.indb 124 22/11/2007 10:24:20


Introdução à Internet

Mas, onde entra o e-book como técnica de markenting


para o site?

Bem, na realidade, se você disponibilizar este tipo de serviço


poderá atrair tráfego e acostumar usuários a voltarem para o site
para acessar os e-books. Este tipo de técnica atrai um tráfego mais
qualificado em termos de conhecimento.

Revista Eletrônica (e-zine)


E-zine vem da contração de Electronic Magazine (revista eletrô-
nica). Pode ser utilizado na forma “e-zine”, como também pode
ser chamado de newsletter.
No começo da internet eram as páginas pessoais dos internautas
que publicavam artigos e notícias sobre diversos temas, em geral,
assuntos que os próprios usuários mais se identificavam. Com
a entrada dos órgãos de comunicação especializada na internet,
este modelo de publicação manteve-se, mas perdeu esta desig-
nação. Atualmente, as publicações pessoais são mais freqüentes
em blogs.
Para atrair tráfego para o site estas newsletters informativas Blog: o blog, ou webblog, é
uma página web atualizada
devem ser enviadas para os assinantes, como forma de manter freqüentemente, composta
contato com eles. Somente será enviado e-mail para o assinante por pequenos parágrafos
que fez cadastro no site e consentiu o envio de mensagens, assim apresentados de forma
cronológica com formato de
ele receberá esta newsletters por e-mail. Observe que os e-mails “diário”. É como uma página de
enviados para este assinante são de conhecimento dele, não se notícias ou um jornal que segue
caracterizando como spam. Após recebido o e-mail, para acessar uma linha de tempo com um
fato após o outro. O conteúdo
o conteúdo, o assinante terá que entrar no site. Esta é uma forma e tema dos blogs abrangem
de atrair tráfego para o site. uma infinidade de assuntos
que vão desde diários, piadas,
links, notícias, poesia, idéias,
Programas de Scripts fotografias, enfim, tudo que a
imaginação do autor permitir
Os programas script servem para que o computador execute (www.blogs.com.br).

comandos ou funções previamente determinados. Um destes


comandos, por exemplo, faz com que o usuário que esteja
visitando o site adicione aos favoritos o endereço do site, ou
ainda, permita que ele convide um outro amigo a visitar o site
que está conectado. Enfim, os scripts são utilizados para aumentar

Unidade 5 125

introducao_internet_2008a.indb 125 22/11/2007 10:24:20


Universidade do Sul de Santa Catarina

o tráfego ou o número de acessos no site. Em regra, estes


programas scripts são escritos em Java, mas podem ser inseridos
no .

Spam
Você já sabe que o spam é o envio de mensagem eletrônica não
autorizada. Sendo assim, esta não é uma forma inteligente de
se fazer marketing. De todas que você acabou de conhecer, esta
é uma que nunca deverá ser utilizada. Essas mensagens têm o
objetivo de vender ou fazer propaganda de determinado produto
ou serviço. Estima-se que mais da metade das mensagens eletrô-
nicas que trafegam na internet, atualmente, seja spam. Alguns
países vêm criando leis específicas para proteger os usuários
do spam e limitar a atividade de quem os produz. No caso do
Brasil, já há processos na justiça brasileira contestando o spam.
Sem dizer que existem programas de e-mail que fazem filtros
contra spams, ou seja, bloqueiam os endereços de e-mail. Se
você enviar um spam para este usuário, o seu endereço de e-mail
será bloqueado e o usuário não receberá a mensagem. Se você
quiser enviar uma mensagem individual para este usuário ela será
bloqueada, pois estará em uma lista de e-mails que devem ser
excluídos. Dessa forma este usuário nunca mais receberá qualquer
e-mail enviado por você.

Bill Gates é quem mais recebe spam no mundo


Os internautas que são inundados por mensagens
comerciais indesejadas todos os dias têm um bom
motivo para acreditar que a Microsoft vai desenvolver
melhores ferramentas para combater a prática: Bill
Gates, fundador da empresa, é certamente um dos
maiores alvos dos spammers (aqueles que mandam
estas mensagens).
Gates recebe 4 milhões de e-mails por dia e é, prova-
velmente, a pessoa que mais recebe spam no mundo.
A afirmação foi pelo presidente-executivo da Micro-
soft, Steve Ballmer. Entretanto, somente uma pequena
quantidade deste volume de mensagens chega à caixa
postal de Gates, graças à tecnologia que filtra suas
mensagens, contou Ballmer durante um evento em
Cingapura.

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Introdução à Internet

Empresas que medem o uso da internet estimam que


os e-mails spam sejam responsáveis hoje por 80% do
tráfego de informações da web.
Fonte: Reuters

Resumindo, aqui vão dez dicas para fazer um bom site e ser bem Estas dicas constam no livro
sucedido em um negócio. “Alavancando Negócios na
internet” de autoria de Gabriel
Torres e Alberto Cozer (Axcel
Books).
1. Defina metas e objetivos para o site. Seja capaz de
responder perguntas como “Por quê estou montando
um negócio?”, “Para quê quero esse negócio?”, “Aonde
quero chegar com ele?” etc.
2. Não existe fórmula milagrosa do tipo “durma pobre,
acorde rico”. Lembre-se sempre da máxima “1% de
inspiração, 99% de suor”.
3. 85% das pessoas descobrem sites por meio de
mecanismos de busca. A boa notícia é que nesses
mecanismos o cadastro do site é totalmente grátis. Ou
seja, você não gasta um centavo para usar a melhor
técnica de divulgação de sites na internet.
4. Não adianta só cadastrar o site em ferramentas de
busca. Se ele não aparecer listado entre os primeiros
resultados de uma pesquisa, provavelmente ninguém
irá visitá-lo.
5. A maioria das pessoas volta a um site por causa de
seu conteúdo e facilidade de uso. Por isso, evite usar
recursos mirabolantes e sem sentido. Para quê utilizar
uma borboleta voando no site?
6. Mais importante do que se concentrar em aprender a
linguagem HTML ou a usa-la como um editor de páginas
é aprender sobre comunicação visual. Um site é uma
peça de comunicação e deve ser encarada como tal.
7. Não é necessário gastar rios de dinheiro para divul-
gar um negócio. Existem diversos métodos eficientes
de divulgação na internet e você não desembolsará
nenhum centavo.
8. O envio de e-mail não solicitado com propaganda
(spam) é o pior método de divulgação na internet.
Além de ter uma baixa taxa de retorno, cria-se uma
reação negativa do negócio junto às pessoas que rece-
berem esse tipo de e-mail.

Unidade 5 127

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Universidade do Sul de Santa Catarina

9. Não é necessário um investimento de milhares ou


milhões de reais para se ter sucesso na internet. Muitos
sites de sucesso começaram do zero e hoje valem
milhões. Mas, tome cuidado, pois existem sites que
investiram milhares de reais e hoje não valem nada.
10. É possível ganhar muito dinheiro com a internet.
Mas, para isso, terá de querê-lo de verdade. Só depende
de você.

Você viu nesta seção várias formas de atrair tráfego para o site e
também algumas dicas sobre negócios na internet. Um conheci-
mento, mesmo que básico, sobre negócios na internet é impor-
tante, pois a grande maioria dos sites sempre tem algo a oferecer.
Não esqueça que técnicas adequadas de marketing se fazem
necessárias para quem for montar um site de negócios.
Há bem pouco tempo atrás, quando se falava em montar um
negócio no mercado de venda a varejo, uma das melhores
soluções era colocar este negócio em um shopping center para
onde milhares de clientes potenciais ocorrem. Agora, estão-se
montando muitos negócios na , em shoppings centers
eletrônicos, local onde também há milhares de clientes poten-
ciais, além do fato de se ter um custo bem menor para montar o
negócio.
Ainda há um enorme espaço para ser explorado na internet e
estamos no momento ideal para quem quer nele entrar. Partindo
desta premissa, na próxima seção iremos abordar o comércio
eletrônico. Você perceberá que este tipo de comércio está em
franco crescimento no mundo e no Brasil.

SEÇÃO 4
Comércio eletrônico (e-commerce)
O assunto na internet que atualmente mais tem tido destaque,
sem dúvida nenhuma, é a internet aplicada aos negócios, ou
seja, o comércio eletrônico. As inovações da era da informação
e das comunicações criaram uma revolução digital que está
modificando a maneira de se trabalhar, aprender, comunicar e
realizar transações comerciais. É inegável que isso está ajudando
o crescimento econômico e o desenvolvimento social em todo o

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Introdução à Internet

mundo. As empresas estão utilizando as ferramentas de comércio


eletrônico para aumentar a produtividade, ter acesso a mercados
globais, reduzir o tempo necessário para o desenvolvimento de
novos produtos e, principalmente, estreitar o relacionamento com
seus clientes.
O comércio eletrônico permite obter uma séria de vantagens sobre
o comércio tradicional. Uma delas é a redução de tempo e custo
na procura e escolha do produto desejado, permitindo realizar um
serviço personalizado, de acordo com o perfil de cada cliente.
Como você perceberá nestas notícias abaixo, tiradas da internet,
não há dúvidas que este é um mercado crescente. Observa-se que
o comércio eletrônico cresce no mesmo ritmo que a internet, ou
seja, muito rapidamente.

Pagamentos e segurança
Em relação aos meios de pagamento mais utilizados
pelos consumidores on-line, o cartão de crédito conti-
nuou na liderança, com 33% da preferência dos entre-
vistados, seguido pelo smart card (10%) e o e-check
(9%). O e-cash foi apontado por apenas 8% dos entre-
vistados.
A pesquisa foi realizada com 435 empresas de vários
setores econômicos, ramos e portes, que operam no
mercado brasileiro.
Fonte: IDG Now

BASF realiza 80% de suas compras


via comércio eletrônico
19/10/2004
Foi em uma das reuniões do Grupo Gesup (Gestores
de Suprimentos) da Abiquim, há três anos, que a BASF
iniciou os estudos referentes a comércio eletrônico
em compras. Certa das vantagens que as ferramentas
poderiam proporcionar aos negócios da companhia,
a indústria química foi a campo conhecer como as
empresas de business to business disponíveis no
mercado trabalhavam. Experiência e know how fizeram
do Mercado Eletrônico (www.me.com.br) o market-
place escolhido pela BASF, tornando-a pioneira em B2B
no segmento.

Unidade 5 129

introducao_internet_2008a.indb 129 22/11/2007 10:24:20


Universidade do Sul de Santa Catarina

Hoje, dois anos e meio após o início da utilização do


Mercado Eletrônico, dos 27 mil pedidos de compras
anuais feitos pela BASF, cerca de 80% são feitos ele-
tronicamente. No início de sua utilização este número
chegava a apenas 5%. Com o sucesso da implemen-
tação a empresa no Brasil tornou-se modelo e já está
estudando a possibilidade de expandir os serviços para
as unidades da América do Sul.
Fonte: Mercado eletrônico – www.me.com.br

Varejo on-line soma R$ 531,8 milhões em abril


25/5/2004
O índice de varejo on-line (VOL) no mercado brasileiro
totalizou R$ 531,8 milhões em abril, valor 43% superior
ao registrado no mesmo mês do ano passado, revelou
nesta terça-feira (25/05) a Câmara Brasileira de Comér-
cio Eletrônico e a consultoria E-Consulting. O montante
corresponde a 3,1% do varejo total do País, com base
em dados estimados pelo IBGE.
O VOL Automóvel, que contabiliza as transações espe-
cializadas, totalizou R$ 326,3 milhões, crescimento de
41% em relação ao mesmo período de 2003. Montado-
ras e revendedoras de veículos foram responsáveis por
61,4% do total do índice.
Já o VOL Turismo e o VOL Bens de Consumo - que não
contabilizam automóveis - movimentaram em abril,
respectivamente, R$ 75,1 milhões e R$ 130,4 milhões. O
VOL Turismo foi responsável por 14,1% da composição
do índice, enquanto o VOL Bens de Consumo respon-
deu por 24,5%. Desconsiderando o VOL-Automóveis, o
índice de varejo on-line aumentou 38,6% em abril. Na
comparação com março, entretanto, o VOL total apre-
sentou leve redução de 2,87%.
Fonte: IDG Now

Comércio eletrônico atinge R$ 2 bi em 2004


A Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Camara-
e.net) estima que o comércio eletrônico brasileiro deverá
encerrar 2004 próximo de R$ 2 bilhões. Só no segundo
semestre, o valor movimentado deverá atingir R$ 1,25
bilhão. O tíquete médio por compra supera R$ 300.

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Introdução à Internet

Produtos como câmeras digitais e celulares, além de


DVDs e aparelhos de som com MP3 deverão impulsio-
nar o resultado, principalmente no período próximo
ao Natal. O faturamento do comércio eletrônico para
o Natal deve aumentar 40% se comparado ao ano
passado. A Camara-e.net espera que, entre os dias
15 de novembro e 23 de dezembro, o faturamento
aumente de R$ 204 milhões para R$ 286 milhões.
De acordo com a e-Bit, a renda familiar média dos e-
consumidores – compostos pelas classes A e B – varia
entre R$ 3 e R$ 8 mil. Desse total, 57% têm nível supe-
rior completo e pós-graduação.
Fonte: IDG Now

Veja no gráfico a seguir o crescimento do faturamento do e-


commerce de 2001 até 2004. Observe que o faturamento saltou
de R$ 197 milhões para R$ 745 milhões num período de quatro
anos, um aumento médio de 69% ao ano. Isso demonstra cada
vez mais que o e-commerce se consolida e cresce com o número
de internautas e a confiança dos mesmos nas compras pela rede.

Fonte: eBit empresas

Um site sobre comercio eletrônico que você não pode


deixar de acessar é o www.e-commerce.org.br. Nele
você poderá encontrar tudo sobre comércio eletrônico,
e modelo de negócios, bem como dicas e artigos sobre
o assunto. Vale a pena.

Unidade 5 131

introducao_internet_2008a.indb 131 22/11/2007 10:24:21


Universidade do Sul de Santa Catarina

Vendas pela internet


O comércio eletrônico ainda é um mundo desconhecido para os
usuários e muitos spams que navegam na rede dizem inverdades
que assustam aqueles que os recebem. Isso gera uma certa inse-
gurança por parte dos usuários, fazendo com que a expansão do
comércio eletrônico não se desenvolva de forma adequada, ou
seja, as mentiras inibem os potenciais compradores deste mundo
virtual.
É natural que, frente a uma nova realidade os usuários tenham
receio e medo. Afinal, quem não tem medo de ter seu cartão
de crédito clonado e usado em outras compras? Mas, muitas
histórias que correm pelo correio eletrônico são mentiras e, apesar
de haver casos de fraude, o comércio eletrônico está cada vez
mais seguro; basta o usuário saber utilizar esta nova tecnologia.
“Há maior probabilidade de você ser assaltado em algum estacio-
namento de shopping center do que de alguém pegar o número
do seu cartão de crédito” ( Jan Walbridge, porta-voz da 
Global Services). Este depoimento é de uma pessoa que trabalha
num setor da  que testa segurança de sites e intranets.
Sempre existiu a possibilidade de você ter seu cartão de crédito
clonado e utilizado em outras transações. Muitos defen-
sores da venda eletrônica com cartão de crédito
dizem que é muito mais seguro utilizar seu cartão
em transações seguras da internet do que em lojas 24
horas, por exemplo. Nas compras realizadas por meio
da rede, o cartão é verificado eletronicamente, sem que o
comerciante tome conhecimento de seus dados.
Quantas vezes você já entregou seu cartão na mão de um
frentista de posto, de um garçom, ou de um vendedor qualquer?
Enfim, não querendo colocar em dúvida a honestidade destes
profissionais, mas sabe-se que muitos cartões foram clonados no
momento em que você o entregou nas mãos de um desconhecido,
acreditando na boa-fé do mesmo. Em transações pela internet
você deve sempre assegurar-se de que o site de venda utiliza crip-
tografia.
A criptografia é uma forma de manipular dados e codificar seu
conteúdo, desta forma o dado original torna-se ininteligível. É
uma ferramenta importante e faz parte de alguns serviços funda-
mentais de segurança na internet, tal como identificação, confi-

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Introdução à Internet

dencialidade, autenticação e verificação de integridade etc. A


criptografia tem como objetivo garantir que a mensagem ou a
informação criptografada só será lida e compreendida pelo desti-
natário autorizado para tal.
Uma comunicação segura exige criptografia e o Secure Sockets
Layer () fornece segurança para conexões nas quais você pode
se comunicar. Muitas empresas no mundo têm adotado o 
como o protocolo de comunicação preferido. Na verdade, muitas
transações financeiras na internet, incluindo bancos on-line, estão
sendo feitas com a utilização do .
Além do , um outro protocolo de segurança bastante utilizado
por estabelecimentos virtuais é o Secure Eletronic Transaction
(). O  foi desenvolvido pelas administradoras de cartão
de crédito Visa e Mastercard, traduz as informações fornecidas
e só as decodifica quando confirma as autenticidades do lojista e
do comprador. Navegadores atualizados como internet Explorer
utilizam esta criptografia. Procure também pela letra “s” no final
do endereço  (https), isso indica uma conexão segura.

Unidade 5 133

introducao_internet_2008a.indb 133 22/11/2007 10:24:21


Universidade do Sul de Santa Catarina

Síntese

Nesta unidade você conheceu algumas formas de fazer parcerias


e mídia para atrair tráfego. No entanto, não se acomode apenas
nestas possibilidades, pense em outras formas de estabelecer
relações de negócios em que todos ganhem.
Você viu, também, que o comércio eletrônico vem trazendo para
a sociedade muitos benefícios como comodidade e diversificação,
porém não substituirá o comércio atual. Para sua própria sobrevi-
vência, este tipo de comércio terá de criar conceitos e paradigmas
próprios. Conceitos como marketing, produção e distribuição
aparecem com uma outra visão do comércio tradicional.
Não são todas as empresas que podem ter no comércio eletrô-
nico algo rentável, há a necessidade de se definir qual segmento
de mercado terá vantagem neste novo tipo de comércio. Fazendo
uma comparação, será como o rádio, a televisão e o cinema, em
que todos sobrevivem e têm seus espectadores diferenciados, cada
um no seu segmento.
O comércio eletrônico deve buscar as vantagens da comunicação,
da divulgação e da diversificação para trazer benefícios para os
usuários.

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Introdução à Internet

Atividades de auto-avaliação

1) Cite algumas das formas de se fazer marketing em um site.

2) O que diferencia a mensagem de e-mail newsletter de uma


mensagem de spam?

3) Quais as vantagens que o e-commerce tem em relação ao


comércio tradicional?

Unidade 5 135

introducao_internet_2008a.indb 135 22/11/2007 10:24:21


Universidade do Sul de Santa Catarina

4) O que significa criptografar dados de uma mensagem? Quais


são os tipos de criptografias mais utilizados na internet?

Saiba mais

Sites para consulta


http://geo.ya.com/graciasinternet/recursos%20Int%20vender.
html
http://www.sebrae.com.br/br/parasuaempresa/conhecaomer-
cado_820.asp
http://www.e-commerce.org.br/

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UNIDADE 6

Mudança comportamental 6
Objetivos de aprendizagem
Aprender que regras de boa conduta também devem
ser praticadas na internet.
Conhecer algumas formas de comportamento e rela-
cionamentos interpessoais e sua interação com a
internet.
Conhecer as aplicações da internet como meio de
comunicação.
Perceber como algumas regras da sociedade atual
também são estabelecidas na internet, sendo muitas
destas regras universais.

Seções de estudo
Seção 1 Netiqueta na rede.
Seção 2 Aplicações da internet.
Seção 3 Correio eletrônico.
Seção 4 O Usenet.
Seção 5 Grupos de discussão (newsgroups).
Seção 6 Bate-papo on-line.
Seção 7 A netiqueta da World Wide Web.

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Para início de conversa...

A internet tornou-se um meio de comunicação que está


mudando as formas de relacionamento entre pessoas e grupos, ou
seja, algumas relações interpessoais mudaram após o surgimento
da internet. Muitas pessoas que estão conectadas na internet
passam a trocar experiências de sua vida social “real” pela “virtual”.
Isso tem sido objeto de discussão entre inúmeros especialistas do
comportamento humano. Para alguns, muitos dos internautas se
tornaram prisioneiros e dependentes da internet. Para outros a
internet é uma maneira de as pessoas procurarem refúgio e uma
recarga na mente, em função do stress diário da vida real.
Enfim, existem muitas discussões sobre o assunto, mas nesta
unidade mostraremos que, independente destas discussões, a
internet revolucionou a maneira e o comportamento de muitas
pessoas que a utilizam. Você verá, por exemplo, que lingua-
gens foram adaptadas para facilitar a comunicação pela internet,
como os emoticons e os acrônimos. Entenderá porque ser sempre
educado e usar o bom senso também é a melhor forma viver
e sentir-se bem na Rede das redes. Por isso, começaremos
estudando o que chamamos de “netiqueta” na rede.

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Introdução à Internet

SEÇÃO 1
Netiqueta na rede

Como provável usuário da rede você já deve ter ouvido


falar em “Netiqueta” ou sobre algum tipo de regra de
conduta na internet, estou certo? Em caso afirmativo,
anote a seguir o que você já sabe sobre esta questão,
antes de continuar o estudo da unidade.

Da mesma forma como nossa vida diária em comunidade, ou seja, A versão original em inglês,
nas ruas, em casa, no trabalho, é regulamentada pela Constituição extensa e bastante técnica,
abrangendo todos os aspectos da
Federal, há alguns anos foi elaborado um conjunto de normas internet, pode ser encontrada em
para se conviver em constante harmonia dentro da internet. A www.isoc.org/internet/conduct/.
este conjunto de normas deu-se o nome de Netiqueta.
Ao longo dos anos, os usuários da internet criaram, regras de
comportamento próprias para a comunicação on-line. Ignorar
essas regras pode causar confusão e discussões. É como furar uma
fila de cinema ou esquecer-se de pedir “com licença”, “obrigado”
ou “por favor”.
Essas regras refletem normas gerais de bom senso para a convi-
vência dos milhões de usuários na rede. É necessário que cada
usuário reconheça a sua responsabilidade no acesso aos diversos
serviços, servidores, sistemas e pessoas na internet. O usuário é
responsável pelas suas ações ao acessar estes serviços.

Unidade 6 139

introducao_internet_2008a.indb 139 22/11/2007 10:24:21


Universidade do Sul de Santa Catarina

Você já sabe que a internet não é uma única rede, ela é formada
por milhares de redes independentes conectadas que transferem
informações entre si. O tráfego de informação enviado pela
internet pode atravessar diferentes redes antes de chegar ao seu
destino.

Como usuário da rede, você pode acessar outras redes


(ou sistemas de computadores de uma determinada
rede), além da que está conectado, está lembrado?

Cada rede tem o seu conjunto de regras e procedimentos. Ações


que são aceitas em uma rede poderão ser controladas ou mesmo
proibidas em outras redes. Cabe sempre ao usuário respeitar as
regras de outras redes e não somente as da sua.

Não se esqueça que, o poder para fazer determinada


coisa, não implica que se deva fazê-la.

A utilização da internet é um privilégio e não um direito. Se esse


privilégio for mal utilizado, pode ser visto como quebra de regu-
lamento e você pode ser pego em qualquer momento devido a
um comportamento abusivo.

Por comportamento abusivo podemos citar, por


exemplo: a colocação de informação falsa na rede; a
utilização abusiva de linguagem incorreta (ao ponto de
prejudicar terceiros pela sua natureza) em mensagens
públicas ou privadas; o envio de e-mails correntes;
envio de mensagens em larga escala para indivíduos
E-mails correntes: cartas que
são enviadas infinitamente. que não as solicitaram (spam, como você já viu em
Veremos mais adiante, nesta unidades anteriores) e, ainda, outros tipos de abusos
mesma unidade. que possam interferir no trabalho de pessoas ou que
provoquem o congestionamento das redes.
O spam é visto com mau gosto
pelos usuários e pode trazer
problemas com a justiça.

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Introdução à Internet

Descrever com precisão o que é a Netiqueta é algo difícil, mas


não impossível. Podemos, isso sim, enumerar uma série de
conselhos e regras para que você se familiarize com este conceito.
No decorrer desta unidade você verá algumas destas regras e
como elas podem ajudá-lo na maneira como utiliza a internet e
suas aplicações.
Antes de qualquer outra consideração, o melhor conselho que
se pode dar é: utilize o bom senso. A comunicação por meios
eletrônicos tem muita das suas regras baseadas nas mesmas
regras de conduta que nos permitem viver em sociedade. Vamos
conhecê-las.

SEÇÃO 2
Aplicações da internet
A World Wide Web tornou-se uma das aplicações mais
populares da internet. Mas, a “Rede das redes” – como é chamada
– possui muitos outros recursos.
Sérgio Chalab, ex-editor da revista Internet World costumava
dizer que a internet era algo semelhante a dominar um canivete
suíço: “No início, não sabemos nem sequer como fazer para abrir
as ferramentas do canivete. Mas a persistência se paga, e vamos
abrindo e contando várias ferramentas diferentes. Algumas delas
pareciam ter óbvia utilidade; outras, nem tanto.” (apud ,
2002).
De fato, a internet – como o canivete suíço – possui inúmeras
“ferramentas”, que chamaremos aqui de “aplicações”.

Apenas para citar algumas delas, temos o correio ele-


trônico, o newsgroups (grupos de discussão), chats e
muitos outros.

Unidade 6 141

introducao_internet_2008a.indb 141 22/11/2007 10:24:22


Universidade do Sul de Santa Catarina

Às vezes, para utilizar uma das aplicações, precisamos de


programas (softwares) específicos. Esses programas podem ser
obtidos na própria internet e podem ser do tipo shareware (a
maioria deles) ou do tipo freeware. Veja a seguir o que significa
cada um desses tipos de software.

Shareware: você copia para o seu computador e pode usá-


lo por um determinado período de tempo. Se gostar e
quiser continuar utilizando-o, deve pagar por um registro
(que geralmente não é um valor muito elevado). É uma
espécie de “teste antes e pague depois”.
Freeware: são aqueles que você pode copiar e usar livre-
mente, sem pagar nada. Entretanto não é possível acessar
o código-fonte. Não há garantia de que um programa
freeware permaneça gratuito para sempre.

O intuito desta unidade não é especificamente falar sobre


estas aplicações, mas, sim, como muitas delas influenciaram na
maneira das pessoas se comunicarem, estudarem, entreter, assim
como conhecer pessoas, viajar e muitas outras coisas, sem ter que
sair da frente do micro. Para que você conheça estas variadas
interatividades, veja agora um pouco de cada uma destas apli-
cações e como devemos, é claro, nos portar perante estas novas
possibilidades.

SEÇÃO 3
Correio eletrônico
Enviar e receber mensagens eletrônicas é, certamente, uma das
ações mais utilizadas na internet, pois possibilita uma rápida
troca de informações entre usuários. Com o correio eletrônico,
indivíduos, grupos e empresas trocam mensagens todos os dias.
Para se ter um endereço eletrônico pessoal, ou melhor, um e-mail,
você nem precisa ter um computador.

Bem, o que eu quero dizer com isso?

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introducao_internet_2008a.indb 142 22/11/2007 10:24:22


Introdução à Internet

Quero dizer que você pode entrar em alguns sites, tais como:
yahoo (www.yahoo.com), hotmail (www.hotmail.com), bol
(www.bol.com.br), e muitos outros, que oferecem este serviço
e se cadastrar para ter um endereço eletrônico. Neste sites você
escolherá um login (nome) e um password (senha) para poder
acessar sua caixa postal eletrônica.
Muitas vezes, o login que você deseja já está sendo utilizado por
outro usuário. Então, você receberá uma mensagem informando
que aquele login já está cadastrado para outra pessoa. Alguns
sites sugerem outros logins, normalmente baseado nos seus dados
cadastrais, para que fique mais fácil lembrá-lo. Após esse cadas-
tramento, você poderá acessar seu e-mail de qualquer compu-
tador, apenas entrando no site do serviço com seu login e senha,
podendo assim receber e enviar mensagens eletrônicas.
Se você ainda não possui um e-mail em algum destes sites
gratuitos, sugiro que faça um para ver como funciona. Caso você
já tenha, reflita sobre as questões a seguir.

Como conheceu o site? Como é que você utiliza este


e-mail? Você o utiliza apenas para trabalho? Você o
utiliza apenas para enviar/receber mensagens para/de
amigos? Para qualquer tipo de mensagem? Quantos
e-mails você possui?

Uma outra questão que coloco para sua reflexão é: quantas


pessoas que você conhece que têm e-mail? Bem, esta é uma
resposta que pode parecer imediata.

Quase todos ou talvez quase ninguém.

Mas, se você acha que todos que você conhece têm e-mail, eu
diria que o seu mundo está muito pequeno.
Só para se ter uma idéia, segundo a revista Época Negócios, de
dezembro de 2004:

apenas 3 % das escolas públicas têm acesso à internet;


cerca de 90 % dos brasileiros nunca acessaram a internet;
79% dos brasileiros nunca usaram um computador.

Unidade 6 143

introducao_internet_2008a.indb 143 22/11/2007 10:24:22


Universidade do Sul de Santa Catarina

Logo, não ter um e-mail pode parecer estranho para


você, mas certamente não será para a grande maioria
da população.

Ter um e-mail hoje é muito simples, como já disse, mas o fato


de possuir um não lhe confere o direito de usá-lo como quiser.
Ou seja, para utilizar um sistema de correio eletrônico você deve
seguir algumas regras, ou melhor, existe uma “netiqueta” para o
uso do correio eletrônico, que você vai conhecer a seguir.

O comportamento no correio eletrônico


Muitas empresas efetuam transações comerciais, treinamentos,
pesquisas e troca de informações por meio da internet. Existem
empresas, inclusive, que não exigem a presença física do
empregado, pois ele pode desenvolver suas atividades a distância
e ser avaliado por meio de critérios de produtividade por ela
definidos. Logo, o correio eletrônico é uma forma pela qual você,
muitas vezes, se comunica e interage com a empresa. Nesta ação
você deve ter um comportamento adequado e, principalmente,
boa educação.
No Brasil e no exterior, por exemplo, empresas têm despedido
empregados por uso indevido destes serviços. Uma pesquisa com
Pesquisa realizada pela Revista 836 grandes empresas brasileiras revelou que 25,5% das compa-
INFO EXAME (www.info.abril.com. nhias já despediram pelo menos um empregado por uso inade-
br) e a Pricewaterhousecoopers quado da web ou do e-mail.
(www.pwcglobal.com).
Provavelmente você deve saber que existem empresas que
possuem uma intranet e que esta está conectada à internet.
Todas as mensagens que enviadas e recebidas nesta empresa
passam pelo servidor da intranet, que é gerenciada por um admi-
nistrador da rede. Este administrador de rede tem a possibilidade
de checar todos os e-mails que saem e que chegam na empresa.
O administrador da rede da empresa tem essa possibilidade,
mas, isso não quer dizer que essa seja uma atitude correta. No
entanto, algumas empresas têm normas de uso do correio eletrô-
nico e podem ter o direito de acesso aos e-mails dos funcionários,
que devem saber que estarão sujeitos a esta verificação. Muitas
empresas possuem dados confidenciais e podem estabelecer

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Introdução à Internet

regras para indicar quando uma mensagem eletrônica tem caráter


de invasão de privacidade. Para sua maior privacidade, é impor-
tante sempre ter um e-mail de trabalho e outro particular.
O importante é que, esteja você em uma empresa ou não, deve ter
uma postura adequada e procurar não aborrecer pessoas com e-
mails indesejados, e sempre portar-se de forma correta e educada.
Em função disso, a maneira como as pessoas se comunicam pelo
correio eletrônico foi mudando e é fato dizer que a internet criou
uma nova forma de comunicação, seja pelo correio eletrônico ou
seja em bate-papos. Para alguns, esse novo modo de comunicação
é uma ameaça à língua escrita. Para outros, apenas um jeito
prático e ágil de comunicar-se.
Na internet, esta comunicação muitas vezes se expressa com
códigos e abreviações que têm o intuito de fazer com que seja
rápida e que atinja seu objetivo, isto-é, que funcione efetivamente
como forma de linguagem. A manifestação de sentimentos
também sofreu mudanças, agora eles são expressos por meio de
símbolos feitos com caracteres especiais: os emoticons.
Os internautas, principalmente os jovens, vêem o compu-
tador como extensão natural de suas vidas e querem sempre
respostas rápidas. Assim, esta quantidade de códigos e de erros
de português, que se observa na comunicação eletrônica quase
sempre propositada, seria um espelho da proposta da internet:
uma rede com liberdade de expressão e democrátizada. A partir
destas mudanças de linguagem apresento agora algumas formas
de comunicação pela Rede.

a) Os emoticons
Emoticons (emotional icons). Na tradução direta do inglês a
expressão corresponde a “ícones de emoção”, ou seja, ícones que
expressam algum sentimento. Podem também ser chamados de
smiles (sorriso, em inglês). São símbolos criados para facilitar a
comunicação na internet, já que, na maioria das vezes, essa comu-
nicação é feita pelo teclado, sem que os interlocutores possam
gesticular, alterar a entonação da voz ou mudar suas expressões
faciais. A maior parte dos emoticons são “carinhas”. Para vê-las,
basta inclinar a cabeça para o lado esquerdo.

Unidade 6 145

introducao_internet_2008a.indb 145 22/11/2007 10:24:22


Universidade do Sul de Santa Catarina

O emoticon mais comum é uma carinha sorridente.

:-)

Veja, a seguir, alguns emoticons mais comumente utilizados na


comunicação pela rede.

Simbolo Significado Símbolo Significado


:-) Feliz :-O Pepino
:-)) Muito feliz :’-( Chorando
:-( Triste ;-) Piscando
:-(( Muito triste :-* Um beijo!
>:-(( Furioso :-| Apático
:-D Sorrindo :-/ Não gostei
:-@ Gritando :-O Surpreso
>:-> Diabólico [ ]s Abraços

b) Os acrônimos
É a abreviação de um conjunto de palavras tomando-se suas
iniciais para formar outra palavra. A internet está repleta de
acrônimos, como HTML (HyperText Markup Language), FTP
(File Transfer Protocol), IRC (Internet Relay Chat), RFC (Request
for Comments), e muitos outros. Estes acrônimos foram criados
para agilizar a comunicação on-line e isso resultou em expressões
abreviadas, que são muito usadas em grupos de discussão e bate-
papo. Alguns deles são:

Símbolo Significado
“” Asteriscos indicam ênfase na palavra
ABCDE Letras maiúsculas indicam que o interlocutor está gritando
AKA Also know as (também conhecido como)
BRB Be right back (já volto)
BTW By the way (por falar nisso)
CO Conferência on-line
D/I Download

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introducao_internet_2008a.indb 146 22/11/2007 10:24:22


Introdução à Internet

Símbolo Significado
FYI For your information (para sua informação)
GMTA Great minds think alike (grandes mentes pensam iguais)
ILY I love you (eu te amo)
IMHO In my humble opinion (na minha humilde opinião)
IOW In other words (em outras palavras)
MOTD Message of the day (mensagem do dia)
MSG Mensagem
NRN No response necessary (não precisa responder)
OTOH On the other hand (por outro lado)
POV Point of view (ponto de vista)
RSN Real soon now (logo, logo)
RTM Read the manual (leia o manual)
TTYL Talk to you later (falo com você depois)
U/I Upload
WB Welcome back (bem-vindo de volta)
WTH What the hell (que diabos!)

Também utilizados em bate-papos e e-mails, os acrônimos mais


comuns da língua portuguesa, são:

bjs beijos pq porque


cmg comigo q que
kd cadê tb ou tbm também
msg mensagem tc teclar
ñ não td tudo
niver aniversário vc você
p/ para

Na internet e nas mensagens de e-mail que enviamos precisamos


ter o que aqui chamamos de netiqueta do correio eletrônico.
E, para isso, apresento dois tipos de mensagens de e-mail que
aparecem em suas caixas postais, e têm finalidades diferentes do
spam, quais sejam:

Unidade 6 147

introducao_internet_2008a.indb 147 22/11/2007 10:24:23


Universidade do Sul de Santa Catarina

Os e-mails correntes
São aqueles que pedem para você repassar a mensagem para mais
pessoas. Alguns anos antes do surgimento da internet existiam
as Cartas de Santa Edwiges, com apelo religioso, que solicitavam
a quem as recebesse que fossem redistribuídas 20 cópias, senão
todo tipo de azar iria lhe acontecer. Isso era um tipo de carta-
corrente. E-mails correntes são a mesma coisa, só que utilizando
a internet.

Os boatos (Hoax)
Hoax vem do inglês e significa “boato”. Normalmente é o nome
dado às lendas urbanas que circulam na internet, via e-mail. São
histórias que trafegam na rede como verdades absolutas, mas
geralmente são falsas e alarmantes.
Um caso recente de hoax foi o de um e-mail que circulou na rede,
informando sobre um caso que acorreu nos postos de abasteci-
mento da multinacional Shell, e dizia que “o telefone celular do
cliente que estava abastecendo tocou e ocasionou uma faísca e
originou uma explosão”. Isso nunca foi confirmado pela Shell,
muito pelo contrário, foi desmentido.
Pegando carona nestes boatos, vereadores de algumas cidades
brasileiras fizeram leis proibindo o uso do celular em postos de
gasolina. Eles têm como forte argumento este hoax e o manual
de todo celular, que adverte sobre o uso do celular em ambientes
potencialmente explosivos, tais como postos de abastecimento.
Esta advertência, na minha opinião, é mais para a segurança
do fabricante do celular, ou seja, para se isentar de qualquer
culpa caso algo parecido possa ocorrer. É claro que a possibili-
dade existe, mais é muito remota. É mais provável que as faíscas
ocasionadas pela energia eletrostática do corpo do ser humano
ou até mesmo da lataria do carro ou então pelo motor do carro
possam ocasionar uma explosão por faiscamento do que aquela
originada de um telefone celular, principalmente se este estiver
em funcionamento.
Segundo o hoax, quando o celular gera um timbre, isso geraria
uma faísca. Os celulares geram um tom de áudio que não podem
gerar faísca, principalmente os mais recentes. A probabilidade
maior de ocorrer uma faísca no celular seria na troca de sua
bateria, ainda assim, muito pequena também.

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introducao_internet_2008a.indb 148 22/11/2007 10:24:23


Introdução à Internet

Enfim, o objetivo de um hoax em si é se reproduzir pânico, utili-


zando a boa-fé das pessoas, sem necessariamente ter como
objetivo um lucro financeiro. Alguns definem o hoax como um
“vírus social”.

Você Sabia?
História do e-mail
Ray Tomlinson, engenheiro do Mas-
sachutes Institute of Tecnology (MIT)
criou em 1971, pela primeira vez, um
programa capaz de enviar pequenas
mensagens eletrônicas, e poucos ima-
ginariam que por aí correria o futuro.
Ray e outros engenheiros utilizavam uma aplicação
específica para deixar mensagens dentro da ARPANET
(lembra dela?), que era uma rede militar que serviu
como protótipo para a nossa atual internet.
Com a tecnologia existente na época, Ray utilizou um
protocolo de transferência de arquivos para poder
enviar mensagens para toda a rede ARPANET. Ele ainda
não sabia como iria separar o username (nome do
usuário) do nome da máquina para a qual a mensagem
seria enviada. Ele pensou e escolheu o símbolo @ para
separar o nome do usuário, da máquina de destino.
Dizem que no texto do primeiro e-mail lia-se simples-
mente “QWERTYUIOP”, que é a primeira linha (superior)
de letras do teclado do micro.
Fonte: http://www.rit.edu/~jkg9634/imm/project2/

Unidade 6 149

introducao_internet_2008a.indb 149 22/11/2007 10:24:23


Universidade do Sul de Santa Catarina

SEÇÃO 4
O Usenet

Você já ouviu falar em Usenet? Não? Provavelmente em


“grupos de discussão” você já ouviu falar. Nas próximas
seções, você vai estudar essas duas questões. Prepa-
rado para mais uma etapa?

O Usenet (Users Network) surgiu em 1980 como uma rede .


O Usenet era baseado no programa UUCP (Unix to Unix Copy)
que vinha incluído em todos os sistemas , cuja populari-
dade crescia exponencialmente nesta época. Sua finalidade era
ligar redes que precisavam discutir e receber atualizações rápidas
na configuração do sistema . Era baseada numa arquitetura
muito simples, sem precisar da comutação de pacotes, mas muito
fácil de ser realizada. Oferecia apenas os serviços mais simples
como correio eletrônico e transferência de arquivos. A rede levou
ao estabelecimento de um novo serviço, o “news” que se tornou
muito popular e existe até hoje.
O movimento de mensagens começou com poucas mensagens
por semana, mas o sistema era tão útil que o movimento rapi-
damente se desenvolveu e a Usenet imediatamente expandiu-se
para incluir fóruns sobre diversos assuntos, de computadores até
ficção.
No começo, a Usenet estava limitada largamente a instituições
educativas, como universidades, centros de pesquisa, além de
outras empresas comerciais dotadas de computadores . Hoje,
a Usenet cresceu muito e já inclui sites comerciais e de empresas,
pelo mundo inteiro, envolvidas em todos os tipos de negócios.
A Usenet é o grande fórum de discussão, que abrange um
enorme conjunto de grupos de discussão (newsgroups) em todo o
mundo, cada um destes newsgroups é voltado para uma determi-
nada categoria.

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introducao_internet_2008a.indb 150 22/11/2007 10:24:23


Introdução à Internet

Atualmente, existem quase 30.000 grupos. A Usenet é como Na próxima seção algumas
um mural eletrônico onde é divulgada uma mensagem que é categorias e exemplos de
repassada para outras máquinas no mundo todo pela internet. Na newsgroups serão apresentados.
Usenet, mensagens são enviadas pelos usuários a servidores de
news (notícias), que organizam a distribuição e o armazenamento
criterioso respeitando toda a hierarquia definida.
Periodicamente ocorrem trocas de mensagens entre os servidores,
o que faz com que uma informação postada em um servidor se
propague por toda a internet.

SEÇÃO 5
Grupos de discussão (newsgroups)

Você sabia que “grupo” de discussão não é a mesma


coisa que “lista” de discussão? Sabe responder por quê?
Tente responder antes de prosseguir o estudo.

Os newsgroups diferenciam-se das listas de discussão pela sua


forma de distribuição. As mensagens das listas são trocadas por
meio de e-mail, enquanto que o newsgroups tem um caráter mais
institucional.

O que isto quer dizer?

Quer dizer que existe um servidor onde são armazenados estes


newsgroups e o usuário, para acessá-lo, deverá ter acesso e este
servidor. A escolha das categorias de notícias também é de
responsabilidade da instituição. Várias listas de discussão repro-
duzem as mensagens de newsgroups.

Unidade 6 151

introducao_internet_2008a.indb 151 22/11/2007 10:24:23


Universidade do Sul de Santa Catarina

Os newsgroups são organizados de acordo com os assuntos e áreas


específicos. Na Usenet, existem sete grandes categorias de grupos
de discussão:

news: software de rede e temas de interesse de todos os


usuários de news;
talk: temas polêmicos ou de discussão aberta;
comp: ciência da computação;
rec: atividades recreativas;
sci: outras ciências;
soc: temas relativos a grupos sociais específicos.

Para poder acompanhar e participar de newsgroups, é necessário


estar ligado a uma instituição que receba informação de news-
groups e que o usuário tenha disponível um programa “leitor de
news”.
Muitos dos costumes encontrados na Usenet hoje têm suas
origens nos dias em que a Usenet era muito pequena e a maior
parte de seus sites pertencia a universidades. Estes usuários não
gostam que tais costumes e tradições sejam transgredidos de
forma alguma, mesmo sabendo que tenham iniciado quando a
Usenet era muito pequena e bem diferente do que é hoje. Um
desses costumes é a crença de que anunciar com fins lucrativos,
em grupos de notícias da Usenet, é indelicado.
A publicidade é vista como uma interferência nas discussões de
qualquer grupo de notícias específico, isso não é bem-visto pelos
usuários. Cada grupo de notícias (ou grupo de discussões) tem
um conjunto específico de assuntos a serem abrangidos e para
que os mesmos funcionem como fóruns de discussão eficazes, é
importante que as pessoas permaneçam concentradas no tema da
discussão.
Devido à natureza descentralizada da Usenet, não existe uma
pessoa ou organismo que possa controlar o hábito de perma-
necer ligado ao assunto da discussão. Cabe a cada usuário ajudar
a preservar a cultura da discussão aberta e do livre discurso, não
enviando material fora de propósito. Isso é claro, inclui a publi-
cidade. A publicidade é uma forma de intromissão fora de
propósito e, por isso, é a mais odiada.

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introducao_internet_2008a.indb 152 22/11/2007 10:24:23


Introdução à Internet

Fazendo uma comparação, imagine a seguinte situa-


ção: você trabalha em uma escola onde acontece uma
reunião. Nessa reunião, as pessoas estariam discutindo
uma certa questão, como por exemplo, conseguir
novos livros para a escola. No meio das discussões
sobre a maneira de conseguir os livros alguém entra na
sala, interrompe todo mundo e apresenta um anúncio
de promoção de um supermercado local. Essa pessoa
então se retira, sem esperar qualquer comentário.
Agora, imagine se isso acontecesse várias vezes, a cada
momento que o seu grupo faz uma reunião. Ficaria
bem difícil realizar reuniões eficazes, não é verdade?

Isso nos leva a pensar que seria muito difícil manter interes-
santes e úteis os grupos de notícias da Usenet, quando as pessoas
inundam os grupos com publicidade. Por isso é que se adota uma
netiqueta para os newsgroups.

Você conhece algum grupo de discussão? Participa de


algum? Qual é o objetivo de seu grupo de discussão? A
que categoria ele pertence? A netiqueta é adotada no
seu grupo?

A netiqueta nos newgroups


Tenha respeito: devemos ter cuidado com os nossos comentá-
rios para não ofender os outros participantes do grupo. É preciso
não esquecer que, num grupo de discussão, podem existir partici-
pantes de nacionalidade, raça, crenças, idade e sexo diferentes.
Manisfeste-se com objetividade: antes de manifestar-se
no grupo, acompanhe por algum tempo a discussão e leia
as mensagens anteriores sobre o assunto. Veja as opiniões já
emitidas, para não repetir idéias e comentários.

Unidade 6 153

introducao_internet_2008a.indb 153 22/11/2007 10:24:23


Universidade do Sul de Santa Catarina

Concentre-se no tema: algumas mensagens não precisam ser


respondidas publicamente; você pode respondê-las somente ao
autor. Participe divulgando informações que considere perti-
nentes, procurando sempre focalizar o tema do grupo.
Atualize-se com o FAQ: A maioria dos newgroups possui um
documento conhecido como FAQ (Frequently Asked Questions).
O  é uma lista de questões – com suas respectivas respostas
– sobre determinado assunto. Esse documento contém respostas
para as perguntas mais comuns sobre o assunto discutido naquele
grupo. Servem para evitar que se tenha que responder às mesmas
perguntas toda vez que um usuário novo entra na discussão (e
faz perguntas que já foram feitas e respondidas diversas vezes,
irritando os participantes antigos). O  é colocado periodica-
mente no grupo. Leia-o antes de sair fazendo perguntas.
Brigas: evite participar de bate-bocas que possam ocorrer no
grupo. O melhor a fazer é ignorá-los.

Você sabia?
O primero spam
O primeiro spam, no sentido atual da palavra, foi o
famoso Greencard Lottery, enviado pela firma de advo-
cacia Canter & Siegel em todos os grupos da Usenet,
em 12 de abril de 1994. A mensagem falava de uma
“loteria”, supostamente a última, que forneceria Green
Cards (vistos de permanência nos Estados Unidos) a
55.000 dos imigrantes que se inscrevessem. Os interes-
sados deveriam contatar a Canter & Siegel para maiores
informações.
Não é necessário dizer que a mensagem gerou revolta
por parte dos usuários da Usenet. Muitos responderam
com reclamações e insultos (na época 30 mil e-mails
em 18 horas), o que causou um colapso na Usenet,
congestionando conexões, derrubando servidores e
prejudicando milhares de usuários inocentes. Contudo,
Canter & Siegel não se esconderam. Estavam orgulho-
sos de seu feito, viraram notícia em jornais e até mesmo
escreveram um livro, chamado How to Make a Fortune
on the Information Superhighway (Como Fazer uma
Fortuna na Supervia da Informação), que foi um grande
fracasso.
Fonte: http://www.revistadolinux.com.br/ed/035/assinantes/capa.
php3

154

introducao_internet_2008a.indb 154 22/11/2007 10:24:24


Introdução à Internet

Newsgroups versus listas de discussão


No início da seção eu falei que newsgroups e lista de discussão
não eram a mesma coisa, certo?

Mas, o que seria então uma lista de discussão?

Uma lista de discussão, podendo ser chamada em inglês de


mailing list, discussion list ou mail list, é uma lista de endereços
eletrônicos de usuários que se interessam pelos mais variados
assuntos. As listas são úteis para obter informações atualizadas,
solicitar ajuda para resolver problemas (na área de web design,
por exemplo) e manter contato com colegas da mesma área.
Para cadastrar-se é necessário enviar uma mensagem para o
endereço do servidor de listas e um comando para assinar uma
das listas que estiverem disponíveis. Depois você receberá uma
mensagem de resposta do servidor de lista, que deve conter infor-
mações sobre as regras de utilização da lista, do assunto discu-
tidos e de como fazer para sair dela.
Bem, agora você deve estar pensando: “parece-me, até agora, que
lista de discussão e newsgroups são a mesma coisa”. Se você acha
que são iguais, você se engana. Entretanto, realmente existem
semelhanças, como por exemplo, ter um assunto específico em
cada lista e as informações serem lidas pelo e-mail.
Mas, as semelhanças param por aí. Não se pode dizer que um
é melhor que outro, mas é bom você conhecer desde já as dife-
renças. Conheça, agora, algumas delas.

Unidade 6 155

introducao_internet_2008a.indb 155 22/11/2007 10:24:24


Universidade do Sul de Santa Catarina

Lista de discussão Newsgroups

Na lista de discussão você recebe apenas No newsgroup todas as mensagens são


uma cópia das mensagens que vão che- arquivadas no servidor de newsgroups e
gando no seu correio eletrônico enviados você terá de acessar este servidor se quiser
pelos membros da lista e escolhe quais as ler as mensagens. Depois de um tempo as
mensagens que você quer ver e qual você mensagens são descartadas.
quer jogar fora.

Na lista de discussão apenas um servidor No newsgroup as mensagens armazenadas


distribui as mensagens. Pode-se ter o em um servidor podem ser copiadas para
mesmo assunto, mas não será originado outros. Assim, você pode usar um servidor
do mesmo servidor. de news para consultas, estejam elas no
Brasil ou em outro país

As listas são mensagens que vêm pelo O newsgroups usa protocolos e servidores
correio eletrônico tradicional. Os protoco- específicos. Para consultar um newsgroups
los utilizados são os mesmos do e-mail. você precisa de um programa que se
comunique com o protocolo de news.

SEÇÃO 6
Bate-papo on-line
Todo dia, milhares de pessoas conectam-se à internet com um só
objetivo: conversar com outras pessoas por meio do computador.
Para isso, os internautas acessam alguns dos muitos bate-
papos existentes na rede e passam horas jogando conversa
fora ou envolvidos em uma discussão de grupo.
Para algumas pessoas, conversar com desconhecidos para
conhecer pessoas nesses sistemas de bate-papo on-line
tornou-se um vício. Para participar basta escolher um
“nick”, ou seja, um apelido qualquer. Não é preciso se
identificar. Anônimos e seguros, os internautas sentem-
se à vontade nestes bate-papos. E há de tudo! Muitos
casamentos já aconteceram entre pessoas que se conhe-
ceram nestes ambientes e também muitos outros já acabaram
por causa dessas salas de bate-papos, acredite!

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Introdução à Internet

Chat
Chat, traduzido para o português significa bate-papo, conversar,
palestra, prosear. Estas conversas podem ser desenvolvidas de
várias formas tanto na internet, quanto em sistemas de redes
locais.
Os chats permitem desenvolver uma conversa em tempo real,
com vários participantes, por meio do computador. São canais
onde dois ou mais usuários remotos podem conversar utilizando
mensagens escritas, áudio e imagem.
Na internet, este serviço pode ser feito de várias maneiras, sendo
que as principais são:

o Web Chat em que os usuários utilizam o browser,


(Explorer, Mozila etc.) para poder conversar com outros
conectados à mesma “sala”;
o IRC (Internet Relay Chat), que é um ambiente de
conversação on-line. Mais adiante você poderá conhecer
melhor sobre esse ambiente.

Existem duas outras formas de bate-papo que crescem a cada dia,


que são:

o MSN Messenger (www.msn.com.br): para estar


conectado você precisa ter um e-mail cadastrado no
Hotmail (www.hotmail.com.br). Mas, se você não tiver
conta no Hotmail, não há problema, basta cadastrar-
se no Net Passport (www.passport.net). Após, siga
as instruções ao abrir o Messenger para confirmar o
endereço do seu e-mail.
o ICQ (www.icq.com.br) que é da empresa americana
América On-line.

Na verdade, o  e o  são um pouco diferentes dos Web Chat


e do , apesar de podermos também manter conversas on-line
e em tempo real.

Unidade 6 157

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Universidade do Sul de Santa Catarina

Você já conhece o MSN ou o ICQ? Você já sabe por que


eles são diferentes dos Web Chat e do IRC? Pesquise e
descubra. Publique sua resposta na ferramenta Exposi-
ção do Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA).

No  você pode ter interatividade em escrita, áudio e imagem


se possuir uma webcam (câmera digital conectada ao compu-
tador) e um microfone. Em qualquer lugar que você esteja, seja
no Japão ou mesmo no Brasil, poderá conversar com alguém
conhecido a um custo de acesso até o seu provedor (lembra?),
muito pequeno.
As empresas de telefonia fixa devem-se preocupar, pois, por quê
utilizar telefonemas interurbanos caros, se podemos ver e falar
em tempo real a um custo muito menor?
Quando você acessa pelo browser, os chats normalmente estão
divididos em salas ou canais que pertencem a um adminis-
trador ou são controlados por um operador de canal (op). Estes
locais podem, ou não, ser dedicados a assuntos específicos e cada
participante escreve uma frase que é enviada para a sala, sendo
esta vista por todos os participantes. Se quiser, pode também
comunicar-se reservadamente com um dos participantes.

Acesse o Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) e


envie uma mensagem de e-mail aos seus colegas de
turma por meio da ferramenta Correio. Convide-os
para um bate-papo informal na ferramenta Chat. Não
esqueça de deixar bem claros o dia e a hora desse
“encontro virtual”.

Para conversar num chat o usuário precisa ter um nick, isto é, um


apelido, que vai ser o seu nome no decorrer da conversação. No
caso de chats de grupos fechados – como o de sua turma no curso,
por exemplo – existe uma diferença, pois o usuário, muitas vezes,
não tem a opção de escolher um apelido.

Para participar dos chats do curso, que acontecerão no


Ambiente Virtual de Aprendizagem da UnisulVirtual,
sua identificação é aquela que foi registrada em sua
matrícula.

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Introdução à Internet

O nick em chats de bate-papos, pode ser o nosso verdadeiro


nome mas, normalmente, costuma ser um nome fictício que dá
ao usuário um anonimato que lhe permite uma maior abertura
ou a criação de um personagem, se assim o desejar. Às vezes, há
usuários com nicks femininos que são pessoas do sexo masculino,
e vice-versa. Já foi possível perceber que este gênero de conver-
sação abre inúmeras possibilidades ao usuário, mas também
pode ser um “tiro no escuro”, pois surpresas podem ocorrer. Não
obstante a possibilidade de manter o anonimato, algumas regras
de conduta devem ser obedecidas como veremos a seguir.

Chatiqueta
Como parte integrante da web, os chats estão sujeitos às mesmas
regras de conduta que discutimos até agora. Neste caso, como
você irá comunicar-se com pessoas, independentemente de
conhecê-las ou não, você deve portar-se de maneira educada, ou
seja, as referências de conduta são as mesmas válidas na sua vida
real.
Mas, afinal de contas, você sabe que o mundo virtual não é o
real, logo, as mesmas regras de conduta, recomendadas não se
encaixam totalmente nesta forma de comunicação. Assim, é
necessário falar sobre o que aqui chamaremos de chatiqueta.
Bem, você já sabe o que é netiqueta, logo já deve imaginar o que
deva ser a chatiqueta. Chamamos de chatiqueta o comporta-
mento adequado nos bate-papos. Mais especificamente, funciona
como: “normas de etiqueta que devem reger as comunicações nos Fonte: http://www.geocities.
programas de comunicação interativa da internet”. com/Hollywood//chatt.htm

Apresentamos abaixo algumas destas normas de etiqueta, mais


especificamente referentes aos bate-papos:

a) Respeito
Seja respeitoso com os outros participantes. Se algum partici-
pante lhe desrespeitar, ignore-o, ao invés de ficar argumentando
com ele. Evite usar linguagem de baixo nível, pois você pode
ofender os outros participantes da conversa.

Unidade 6 159

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Universidade do Sul de Santa Catarina

b) Acessando um chat (ou sala)


Quando entrar em uma sala, você pode tirar alguns minutos para
sentir o clima da conversa antes de entrar no assunto. Se não
gostar do tema da sala, simplesmente saia. Se você decidir ficar,
envie a todos os participantes uma mensagem de cumprimento.
Ela pode ser retribuída, mas não espere que todos o façam, prin-
cipalmente em locais com muitos participantes. Quando sair do
bate-papo, despeça-se com e por educação.

c) O anonimato
Os chats oferecem a todos a possibilidade de uma forma anônima
de participação, ou seja, você não será identificado, a menos que
deseje fazê-lo. Mas, cuidado! Você não é totalmente anônimo.
Muitas salas de chats possuem arquivos de programas que fazem
todo tipo de interação. Então, enquanto você está conectado
(logado) o servidor do chat tem como gravar o  da sua máquina
e, em muitos chat, como o , seu  aparece para os outros
participantes da sala. Por isso, mesmo com o anonimato, não
se deve usar linguajar agressivo ou ofender as pessoas. Atitudes
desse tipo somente mostram a sua falta de educação. Lembre-se,
você nunca está totalmente anônimo!

Você sabia?
Em muitos cybers – locais onde pessoas podem ter
acesso a computadores conectados à internet – espa-
lhados pelo mundo, para você conectar-se a internet, é
necessário fazer um cadastro com seus dados pessoais.
Este tipo de providência começou nos EUA, onde
crakers, no início da internet, utilizavam estes ambien-
tes para invadir sistemas sem serem descobertos, pois
invadiam e depois desapareciam. Como não havia um
cadastro ficava difícil saber quem utilizou o computa-
dor. Com o cadastro era possível rastrear e saber quem
era a pessoa (ou cracker) que utilizava aquele compu-
tador, naquele dia e hora, e chegar até o mesmo. Aqui
no Brasil, são poucos os cybers que adotam este tipo de
procedimento. Em muitas livrarias, por exemplo, você
pode usar computadores conectados à internet sem
sequer lhe perguntarem o nome. Em países como o
EUA e Japão em qualquer cyber com acesso à internet
que você vá, é preciso mostrar seus documentos e se
cadastrar. Pode ter certeza de que lá, você nunca será
um anônimo!

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Introdução à Internet

d) O nickname
É a mesma coisa que nick (apelido, em inglês). Apesar de toda a
liberdade na sua escolha, evite palavras de baixo nível ou de duplo
sentido, certamente isso poderá fazer com que você seja isolado
pelos demais. Uma vez escolhido um nick é interessante mantê-
lo, pois você acabará sendo reconhecido por ele. Pelo fato de você,
muitas vezes, não poder fazer contato visual com a pessoa com
quem conversa no chat, tome cuidado, pois há pessoas que enganam,
dizem coisas que não correspondem com a realidade/verdade.

Você utilizará esta forma de comunicação para discutir


algum tema com seus colegas e com o professor-tutor
durante o curso. Você já tinha pensado nisso? Mas,
nesse caso, você não precisará criar um nick, certo?
Acesse, no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA),
a Unidade 6 da disciplina. Lá você vai encontrar uma
proposta para um “bate-papo virtual” com os colegas
de curso e com o professor-tutor.

IRC (Internet Relay Chat)


O  foi criado por Jarkko Oikarinen, na Finlândia, em 1988.
Dentre os chats existentes, é um dos mais conhecidos e utilizados.
Neste sistema de conversa, via computador, a conversação é feita,
como nos outros chats, em tempo real e nela podem participar
várias pessoas, simultaneamente. Existem vários canais dedicados
a assuntos específicos.
Para participar, é preciso ter um programa adequado. Depois,
basta escolher o nick. Sobre os softwares usados no , existem
vários e com diferentes características. O software cliente (que é
usado para conectar-se ao servidor) mais utilizado é conhecido
como mIRC (www.mirc.com). Este programa é de distribuição
gratuita e pode ser obtido em vários sites: http://www.mirc.co.uk
e http://www.tucows.com, por exemplo.
É preciso, portanto, um programa cliente que permite acesso
ao computador servidor de  onde escolheremos a sala de
conversa (Canal de  ou  Channel) que queremos participar.
Após, definiremos o nosso nick e, claro, conversaremos com os
outros participantes.

Unidade 6 161

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Universidade do Sul de Santa Catarina

De acordo com a revista “O Guia Internet.br” (1996):

O sucesso do  é impressionante! Ele é conhecido


como a manifestação da internet mais “viciante”.
“Conversar” com diversas pessoas espalhadas pelo
mundo sem que elas sequer possam ouvir a sua voz, é
algo muito atraente. […]”Eles viram elas, elas viram
eles, e todos passam a ser perfeitos, lindos e maravi-
lhosos. Quem nunca sonhou com isto? [sic]

Noções importantes no IRC


Existem algumas noções básicas para conversar no . Em
seguida, explicarei alguns termos básicos que você deve conhecer.

“tc” – abreviatura de teclar. É um termo muito utilizado;


trata-se de um acrônimo, como você já viu nesta unidade.
Mas, vale lembrá-lo, pois é muito utilizado pelos usuários
dos chats. Por exemplo: “Quer tc comigo?”; quer dizer:
“Quer conversar/falar comigo?”.
“op” – surge no canal ou sala com o símbolo @, no início
do nickname. Um “op” é um operador de canal e é o
que tem mais poder entre todos os usuários do mesmo.
Alguns dos poderes do “op” são fazer “kicks” e “bans”.
“kick” – pontapé. Se um “op” fizer “kick” você estará fora
da sala. Mas poderá, no entanto, entrar novamente no
canal ou sala em questão.
“ban” – banir. Quando é banido do canal pelo “op”, o
usuário não consegue acessar novamente a sala.

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Introdução à Internet

SEÇÃO 7
A netiqueta da World Wide Web
Também existe uma netiqueta para as ’. Veja a seguir
algumas dicas de “webiqueta” para as páginas web que você
estiver fazendo:

a) Imagens muito grandes nas páginas web não são aconse-


lháveis. É preferível ter pequenas imagens onde o usuário
possa clicar para aumentar apenas a imagem escolhida.
Alguns usuários não disponibilizam taxas elevadas de
acesso à internet (como num acesso por modem no
micro) e a transferência destas imagens pode demorar
muito tempo.
b) Ao inserir arquivos de vídeo ou som, procure sempre
mostrar o tipo de arquivo (Ex: Jpeg, Gif etc) e o seu
tamanho (ex: 10 kb ou 2 Mb), para que o usuário possa
fazer uma estimativa onde poderá armazená-lo e o
tempo que demorará para transferí-lo.
c) Nas , utilize nomes o mais simples possíveis, evitando
“jogos” de letras maiúsculas e minúsculas. Alguns desen-
volvedores não sabem que a maior parte dos servidores
são sensíveis ao tipo de letra (maiúscula ou minúscula).
d) Uma  que contenha apenas imagemap (imagem
clicável) e nenhum texto, poderá ser inútil para os
usuários que não tenham acesso a um browser (visuali-
zador de ) em modo gráfico. Inclua sempre opções
textuais nos seus documentos.
e) Os autores de páginas web deverão sempre proteger
seus documentos com os símbolos ™ Trademark ou
© Copyright. O desrespeito às leis de copyright e a dispo-
nibilização de material obsceno na  podem violar
leis locais, nacionais ou internacionais. Os autores de

Unidade 6 163

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Universidade do Sul de Santa Catarina

páginas web serão sempre os responsáveis por aquilo que


colocam à disposição ou permitem consultas por outros
usuários.
f ) Se incluir o  no final da página web, os usuários que
imprimirem as suas páginas saberão sempre onde as
poderão consultar no futuro, por exemplo,  = http://
www.virtual.unisul.br.
g) Sempre que possível, os autores de páginas web deverão
indicar a data da última atualização dos seus documentos
para que os outros usuários possam saber qual é a “idade”
da informação acessada. Deverão, também, incluir um
endereço eletrônico no final de cada página web, pois um
usuário poderá querer contactá-lo sobre o documento.

Baseado na mais importante característica da internet que é


a liberdade, deve-se, assim mesmo, definir regras e ao mesmo
tempo permitir que os usuários definam seus próprios limites. A
internet, para muitos, é como uma “válvula de escape” da pressão
que a sociedade exerce sobre a vida do indivíduo.

Os dez mandamentos de comportamento ético na internet.


1. Não use o computador para prejudicar as pessoas.
2. Não interfira no trabalho de outras pessoas.
3. Não se intrometa nos arquivos alheios.
4. Não use o computador para roubar.
5. Não use o computador para obter falsos testemunhos.
6. Não use nem copie softwares pelos quais você não pagou.
7. Não use os recursos de computadores alheios sem pedir permissão.
8. Não se aproprie de idéias que não são suas.
9. Pense nas conseqüências sociais causadas pelo que você
escreve.
10. Use o computador de modo que demonstre consideração e
respeito.
Fonte: http://www.fau.edu/netiquette/net/ten.html

Todos os usuários são responsáveis pelo uso correto da internet,


pois ela é um dos meios de comunicação com maior nível de
liberdade. A utilização adequada e consciente dessa liberdade
mostra que não há necessidade de nenhum tipo de censura, pois
exercitar a liberdade com responsabilidade é o mais importante.

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Introdução à Internet

Síntese

Nesta unidade você estudou e aprendeu como a internet mudou


o comportamento das pessoas com relação à comunicação verbal
e escrita.
Você viu que a netiqueta é a palavra que se refere à conduta
e ao comportamento dos usuários da internet. Em outras
palavras, seriam regras que os usuários devem seguir para que
haja harmonia e boa convivência neste mundo virtual. Além
da netiqueta, observou-se que os bate-papos também possuem
regras de conduta que devem ser seguidas para melhor facilitar o
convívio entre os participantes.
Além disso, viu que uma linguagem diferenciada de nossa sintaxe
foi criada pelos usuários de bate-papos, para tornar a comuni-
cação mais rápida. Existe uma nova ordem na gramática portu-
guesa: antes da internet e depois da internet.
A internet pode ser hoje uma importante fonte de pesquisa e
de solução de problemas (principalmente os informáticos) para
muitos usuários, que podem utilizar as listas de discussão e os
newsgroups.
Para finalizar, você teve oportunidade de conhecer algumas dicas
relativas à netiqueta adequadas para a construção de um site e,
também, os mandamentos do comportamento ético na internet.

Unidade 6 165

introducao_internet_2008a.indb 165 22/11/2007 10:24:25


Universidade do Sul de Santa Catarina

Atividades de auto-avaliação

1) O que é a netiqueta? Cite alguns exemplos.

2) Qual a diferença entre shareware e freeware?

3) O que são os Hoaxs?

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Introdução à Internet

4) Quais as semelhanças e diferenças entre newsgroups e lista de


discussão?

5) Pesquise e defina, com exemplos, o que são os chats de grupos


fechados.

Saiba mais

http://www.tche.br/indice.html
http://www.fau.edu/netiquette/net/
http://www.mail-archive.com/justransito@grupos.com.br/
msg00001.html
http://profitpart.com.br/virinfo/correio.htm
http://pesquisaescolar.com.br/profissao/discussao.htm

Unidade 6 167

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UNIDADE 7

Tendências tecnológicas 7
Objetivos de aprendizagem
Conhecer as diversas formas de acesso à internet e
suas taxas de transmissão.
Conhecer as tendências tecnológicas da internet.

Seções de estudo
Seção 1 Internet pelo celular.
Seção 2 Internet móvel.
Seção 3 Redes locais (WLAN).
Seção 4 Redes sem fio (WMAN).
Seção 5 Um futuro de novas aplicações wireless.

introducao_internet_2008a.indb 169 22/11/2007 10:24:26


Para início de conversa...

O acesso à internet em qualquer lugar e hora é o desejo dos


usuários que possuem celulares, laptops e s, ou seja, significa
acessar a internet fora de seu ambiente de trabalho também!
Atualmente, por meio das redes de celulares e das redes sem fio,
é possível trabalhar onde você estiver. A tecnologia agregada à
mobilidade está hoje em franco crescimento e mostra que o ser
humano a cada dia incorpora a internet a sua vida. Utiliza-se a
internet para ver programação de cinema e comprar ingressos,
para fazer transações bancárias, para estudar, para conversar etc.
Bem, até aí nada de diferente, se não fosse fazer isso em qualquer
lugar e hora e com altas velocidades de transmissão.
Nesta unidade estudaremos algumas destas tendências, que
é o acesso à internet sem fio e a mobilidade agregada a ela.
Esperamos que você aprecie esta unidade e que comece a se
acostumar com algumas siglas e palavras que, muito em breve,
estarão no seu vocabulário, como: Wireless, Bluetooth, Wi-Fi,
WiMax, WLAN, WMAN, entre outras.

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introducao_internet_2008a.indb 170 22/11/2007 10:24:26


Introdução à Internet

Seção 1
Internet pelo celular
As empresas de conteúdo em ambientes de internet passaram por
uma crise há alguns anos atrás e agora começam a se recuperar
financeiramente. Daquelas empresas que conseguiram sobreviver
à crise, quase que a totalidade, reconhecem a importância de
aumentar a integração da internet com a telefonia celular.

E você, sabe por quê?

É simples, isto ocorreu porque, nos últimos anos, a penetração


de celular foi maior e tem crescido mais rapidamente do que
a tecnologia de computadores, sem contar que na internet os
usuários se acostumaram a acessar as páginas de graça. Na
telefonia celular todo serviço tem um preço, o que a torna
atraente para provedores de conteúdo.
Já chegamos na casa do 65,6 milhões de celulares no Brasil
(fonte:Anatel/Jan. 2005). O telefone celular está com aparência e
funcionalidade cada vez mais parecidas com as do computador.
Muitos fabricantes e provedores já apostam nos novos serviços
e aplicações móveis que vão além de voz. Essas aplicações estão
aumentando o crescimento do tráfego de informação no mundo
sem fio. Atualmente, já temos algumas aplicações como: envio de
notícias, envio de foto, envio de música em 3, jogos, bate-papo,
correio eletrônico e serviços de localização.

Unidade 7 171

introducao_internet_2008a.indb 171 22/11/2007 10:24:26


Universidade do Sul de Santa Catarina

O início da internet no celular....


Muitos dos que não acreditavam na internet, deram-se mal.
Quando surgiu a internet no celular, todos aqueles que acredi-
taram – e os que não acreditaram – investiram na plataforma .
No entanto, ela foi um fracasso. Mas, antes de explicar porque foi
um fracasso, conheça um pouco sobre o início do .

Como surgiu a tecnologia WAP?

O Fórum  (www.wapforum.org) foi fundado em 1997 pelos


fabricantes Ericsson, Motorola, Nokia e Unwired Planet e com
vistas a desenvolver as facilidades para acesso a internet pelas suas
aplicações portáteis. As normas e regulamentações do protocolo
 são compatíveis com as Internet Standards da W3C – World
Wide Web Consortiun (www.w3c.org).

O que é o protocolo WAP?

WAP é a sigla em inglês para Wireless Application Protocol. Trata-


se de um protocolo de comunicação para dispositivos portáteis
do tipo sem fio, que se utilizam de mini browsers, tais como os
telefones celulares.
O protocolo  é uma aplicação XML e foi projetado para apre-
XML: é um anagrama cujas sentar conteúdos web nos dispositivos portáteis sem fio.
letras vêm de eXtensible Markup
Language, o formato universal Com essa nova tecnologia todos podem ler notícias, índices
dos documentos e dados financeiros e até mesmo transações bancárias.
disponíveis na internet. Designa
um formato de documento para a Os protocolos  desempenham funções análogas aos proto-
web mais flexível do que o HTML, colos de internet, porém levam em conta as peculiaridades dos
permitindo documentos mais
ricos, funcionais e com elementos dispositivos que vão manipular as informações: pequena largura
de interatividade. Criado por uma de banda, pequenas dimensões das telas, acesso sem fio etc.
recomendação formal do World
Wide Web Consortium (WC), o
XML usa os mesmos princípios
da linguagem HTML e do uso
de determinadas marcas para
descrever as páginas web.

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introducao_internet_2008a.indb 172 22/11/2007 10:24:26


Introdução à Internet

Podemos dizer, por exemplo, que na web usamos o


HTML para apresentar informações e o JavaScript para
processar dados do lado cliente. No WAP estas funções
são desempenhadas pelo WML (Wireless Markup Lan-
guage) e pelo WMLScript (Wireless Markup Language
Script), respectivamente.

No final do ano 2000, estimava-se que o número de usuários


 atingiria 2% dos usuários de celular do Brasil (em torno de
450 mil usuários). No entanto, esta perspectiva não se confirmou,
pois o que mais dificultou a disseminação do serviço foi o custo
dos aparelhos celulares que suportavam esse serviço. Além
disso, os displays dos celulares eram, normalmente, de tamanhos
reduzidos e você tinha que fazer “acrobacias” para entrar no
browser. Mas, o principal fator agravante, que inviabilizou o
crescimento das aplicações , foram as baixas velocidades dos
acessos (9,6 Kbps e 14,4 Kbps) e a tarifação por minuto do uso
do celular para acessar a internet via .

O que é um mini-browser?

Os browsers Internet Explorer e Mozila, por exemplo, inter-


pretam páginas  da internet em s. Um mini-browser é
um software similar, ainda que muito mais simples, criado para
funcionar em celulares e outros aparelhos sem fio, interpretando
páginas .

O que é o WML?

O  é a linguagem utilizada para construir os decks (minisites


acessíveis por celulares), que são divididos em telas ou páginas
conhecidas como cards. Baseada no  (Extensible Markup
Language), sua especificação foi desenvolvida e é mantida pelo
 Fórum. Existem diversos sites que falam sobre  e
também sobre  Script, o equivalente ao JavaScript na versão
, como você acabou de ver.

Unidade 7 173

introducao_internet_2008a.indb 173 22/11/2007 10:24:26


Universidade do Sul de Santa Catarina

A tendência futura de comunicação é a do tipo pessoa-pessoa


pela internet, com endereçamento pessoal, com serviços “sempre
conectados” e acessados por meio de terminais móveis.
Veja na figura a seguir um terminal celular acessando a internet
móvel.

Figura 7.1 Topologia de uma rede celular acessando servidor de aplicações mobile-web

SEÇÃO 2
Internet Móvel

O que é internet móvel?

Você estudou até agora a questão da internet nos celulares, mas


ter internet móvel não significa que só poderá ser acessada pelo
celular. Eu diria que a mobilidade com internet móvel é uma
forma inteligente de utilizar as principais tecnologias disponí-
veis hoje em dia, ou seja, disponibilizar informação a qualquer
momento, em qualquer lugar, utilizando-se de novos dispositivos
como: , computadores portáteis (notebooks) etc.

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introducao_internet_2008a.indb 174 22/11/2007 10:24:27


Introdução à Internet

PDA
Os dispositivos conhecidos como PDA (Personal Digital
Assistant) – traduzindo seria assistente pessoal digital – ou,
ainda, conhecido como handheld, são unidades portáteis que
se assemelham a sofisticadas agendas pessoais. Mas, possuem
diversas outras aplicações, como suporte à comunicação por
infravermelho, suporte e periféricos diversos processamento de
programas, reconhecimento de escrita, o que permite a interação
homem-máquina sem digitação, podendo fazer interconexão
com um computador pessoal e uma rede sem fios – Wi-Fi – para
acesso a correio eletrônico e internet. Os s mais modernos
possuem uma grande quantidade de memória e diversos
softwares para várias áreas de interesse. Os modelos mais sofis-
ticados possuem modem (para acesso à internet), câmera digital
acoplada, tela colorida, rede sem fio embutida etc.
Atualmente, duas famílias principais de  têm destaque no
mercado: os Palms e os Pockets PC.

Os Palms utilizam o sistema operacional Palm OS da


PalmSource (http://www.palmsource.com).
Os Pockets PC utilizam o sistema Pocket PC (antigo
Windows CE - http://www.microsoft.com/mspress/
brasil/subjects/subjectwc_p1.htm) da Microsoft, que é
compatível com o Windows e foi adotado por uma gama
bem variada de fabricantes de s.

Com a tecnologia celular crescendo e a dos s também, foi


desenvolvido o Smartphone (telefone inteligente) que inova na
área de tecnologia de telefonia móvel combinando o melhor de
voz móvel e comunicação de dados com o melhor de software
de administração de informação pessoal. Assim, os Smartphone
integram funcionalidades de  com aplicação de voz. Possuem
um tamanho compatível com os telefones celulares atuais e um
teclado complementar de dados. Dentre as principais aplicações
do Smartphone estão o acesso à internet por meio de protocolos
padrões e suporte a aplicações multimídia, como música 3 e
vídeo digital.

Unidade 7 175

introducao_internet_2008a.indb 175 22/11/2007 10:24:27


Universidade do Sul de Santa Catarina

Redes Wireless
A história da tecnologia Ethernet se inicia a partir de um projeto
desenvolvido pela universidade do Hawai, no início dos anos
70, que ficou conhecido como “Aloha”. Este projeto nada mais
era que uma rede sem fio operando a 4,8 Kbps, com transmissão
em pacotes via rádio. Esta rede permitia a comunicação de um
número limitado de estações dispersas em diferentes ilhas do
Hawai. O termo rede wireless se refere à comunicação sem cabos
ou fios e utiliza freqüências de rádio.

Por exemplo, internet sem fio.

Afinal, o que vem a ser uma rede wireless?

É uma rede implementada sem a utilização de cabos instalados


sobre paredes e pisos para se interligar a estações. Normalmente
é uma extensão ou uma alternativa à rede cabeada. Todos os
serviços e capacidades são preservados. Utiliza tecnologia de
rádio freqüência para transmitir e receber voz, dados, imagens,
internet etc.
Atualmente, tem-se o padrão de rede wireless  802.11 que
é uma especificação das redes locais sem fio que mais cresce no
Brasil e no mundo.

Mais adiante, nesta unidade, você poderá saber mais sobre este tipo
de rede.

176

introducao_internet_2008a.indb 176 22/11/2007 10:24:27


Introdução à Internet

Redes Pessoais (PAN)


A Rede PAN (Personal Area Network) ou Rede de Área Pessoal, é
uma rede de computadores pessoais, formada por “nós” (disposi-
tivos conectados à rede) muito próximos ao usuário (geralmente
em metros). Estes dispositivos podem pertencer ao usuário, ou
não. Estas redes já são bastante usadas, mas são limitadas pelo seu
pequeno alcance. Encontram-se, principalmente, em computa-
dores portáteis, s, telefones móveis celulares, algumas impres-
soras,  player,  player etc.

Como exemplo, podemos imaginar um computa-


dor portátil conectando-se a um outro, e este a uma
impressora. O Bluetooth é uma tecnologia usada para
este tipo de comunicação entre pequenos dispositivos
de uso pessoal.

Bluetooth
É uma tecnologia destinada a servir como padrão universal de
conexão entre equipamentos, ou entre equipamentos e seus peri-
féricos por meio de freqüências de rádio.
Foi desenvolvida inicialmente pela Ericsson (www.ericsson.com)
e mais tarde foi criado o Bluetooth Special Interest Group (SIG), um
consórcio estabelecido pela Sony Ericsson, , Intel, Toshiba e
Nokia.
Os periféricos interconectados podem ser desde terminais móveis
a impressoras, laptops, computadores pessoais, s, aparelhos de
som doméstico de alta fidelidade. A grande maioria dos celulares
atualmente já possui bluetooth embutido no telefone

Unidade 7 177

introducao_internet_2008a.indb 177 22/11/2007 10:24:28


Universidade do Sul de Santa Catarina

Figura 7.2 Rede PAN. Laptop com bluetooth conectando-se com vários outros dispositivos.

Você sabia?
O nome Bluetooth foi escolhido para este padrão em
homenagem ao rei medieval dinamarquês Harald
Blaatand II ou Bluetooth (1940-1981). Esse rei se tornou
notável por sua luta para unificar a Dinamarca e a
Suécia, da mesma forma que engenheiros que idealiza-
ram a tecnologia lutaram pela padronização internacio-
nal do Bluetooth.

SEÇÃO 3
Redes locais sem fio (WLAN)
Nas redes locais sem fio temos o padrão  802.11 que é uma
“família” de especificações desenvolvidas pelo Institute of Eletrical
and Eletronics Engineers () para redes wireless . A Sigla
 significa “Local Area Network”.Trata-se de uma rede que
se destina a locais pequenos, como um escritório de um edifício,
onde a conexão entre as estações é feita por meio de ondas de
rádio.
Dentre as famílias 802.11, para conexões locais, destacaremos a
seguir, três delas:

178

introducao_internet_2008a.indb 178 22/11/2007 10:24:28


Introdução à Internet

a) Redes 802.11b (Wi-Fi)


Alcança uma velocidade de 11 Mbps, padronizada pela , e
uma velocidade de 22 Mbps, oferecida por alguns fabricantes
não padronizados. É a solução dominante para as s sem fio.
Opera dentro da freqüência de 2.4 GHz, disponível em muitas
partes do mundo. Inicialmente, suporta 32 usuários por ponto
de acesso (). Um ponto negativo neste padrão é a alta interfe-
rência, tanto na transmissão quanto na recepção de sinais, porque
funciona a 2,4 GHz, o mesmo dos telefones sem fio, fornos de
microondas e dispositivos Bluetooth. O lado positivo é o baixo
preço de seus dispositivos, a gratuidade da banda e a disponibili-
dade também gratuita em todo mundo.
O padrão 802.11b é também conhecido como Wi- Fi, que em
inglês significa Wireless Fidelity. A tecnologia Wi-Fi avança
nos hotéis, aeroportos e cafés, permitindo que usuários com
um laptop acessem a internet sem fio. No Brasil, as universi-
dades aparecem como um grande filão para esta tecnologia, pois
reúnem um público que pode ter acesso a um computador móvel
e podendo desfrutar desta possibilidade.
Em algumas universidades e escolas o Wi-Fi veio para comple-
mentar o ensino de forma inovadora, bem como atender o perfil
de quem lá estuda. A Unisul, por exemplo, já dispõe, em alguns
campi, desta tecnologia de acesso da internet sem fio e interli-
gação entre redes.

Como surgiu o Wi-Fi?

É um grupo de mais de 70 membros, incluindo: 3Com, Lucent,


Cabletron, Aironet, Dell, Proxim etc.
Para assegurar a compatibilidade dos vários equipamentos
baseados no standard  802.11, a Wi-Fi Alliance (http://www.
wi-fi.org) criou o logo Wi-Fi certified, que garante que o produto
foi exposto a exaustivos testes de qualidade e compatibilidade
com os outros produtos wireless do mercado. O propósito disto é
garantir a interoperabilidade dos produtos 802.11b dos diversos
fabricantes. Os produtos passam por testes de interoperabilidade
para obter certificação Wi-Fi.

Unidade 7 179

introducao_internet_2008a.indb 179 22/11/2007 10:24:29


Universidade do Sul de Santa Catarina

O Objetivo do Wi-Fi seria a Ethernet para . Produtos


Wi-Fi devem ser interoperáveis nas funções básicas de conectivi-
dade, criptografia e roaming.
Ultimamente, a tecnologia Wi-Fi tem ganhado muita aceitação
em muitas companhias como alternativa de rede , e até
mesmo para utilização em redes “caseiras”. Dizemos isso, pois
é perfeitamente possível você ter em sua casa um acesso banda
larga em  e conectar o cabo que iria para o micro a um Access
Point (ponto de acesso – veremos a seguir nesta unidade) e por
meio de um laptop e um cartão de acesso conectar-se à internet a
uma taxa de até 11 Mbps.

Redes 802.11g
O padrão 802.11g funciona na mesma faixa de 2,4 GHz do
802.11b e cobre a mesma área (até 120 metros), mas oferece
taxa de transmissão cinco vezes maior, de 54 Mbps. Além disso,
o 802.11g usa tecnologia de modulação mais avançada, que
melhora a qualidade dos sinais.
Baseia-se na compatibilidade com os dispositivos 802.11b
e oferece uma velocidade de 54 Mbps. Funciona na faixa de
freqüência de 2,4 GHz, a mesma do 802.11 b (Wi-Fi). A
cobertura da área é a mesma, mas como já dito, oferece taxa de
transmissão cinco vezes maior, de 54 Mbps. Dispõe dos mesmos
inconvenientes do padrão 802.11b (incompatibilidades com
dispositivos de diferentes fabricantes). As vantagens também são
as mesmas do 802.11b, no entanto, há maior velocidade.

Redes 802.11a
Chega a alcançar velocidades de 54 Mbps dentro dos padrões
da  e de 72 a 108 Mbps por fabricantes não padronizados.
Esta rede opera na faixa de freqüência de 5 GHz e, inicialmente,
suporta 64 usuários por ponto de acesso (). Suas principais
vantagens são a velocidade, a gratuidade da freqüência que é
usada e a ausência de interferências, pois a faixa de 2,4 GHz já
está muito “poluída”. Sua maior desvantagem é a incompatibili-
dade com os padrões 802.11b e g.

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introducao_internet_2008a.indb 180 22/11/2007 10:24:29


Introdução à Internet

Dispositivos para Rede Wireless LAN


Os principais dispositivos são:

1. Cartões de Rede: são os dispositivos integrados ao nosso


computador e conectados através de um conector 
ou . Substituem o cabo Ethernet. O cartão serve para
receber e enviar informações do nosso computador. A
velocidade de transmissão/recepção dos mesmos é variável
dependendo do fabricante e dos padrões utilizados.
2. Pontos de Acesso (PA) ou Access Point: são encarregados
de receber a informação dos diferentes computadores
da rede wireless. O  centraliza e encaminha a infor-
mação para o computador solicitado. A velocidade de
transmissão/recepção também é variável dependendo do
fabricante e dos padrões utilizados.

Veja na figura a seguir um notebook com um cartão wireless


 conectando-se a um ponto de acesso.

Conectando ao ponto de acesso (PA)

Ponto de acesso (PA)

Cartão PCMCIA

Figura 7.3 Conexão de um laptop com um ponto de acesso.

Unidade 7 181

introducao_internet_2008a.indb 181 22/11/2007 10:24:29


Universidade do Sul de Santa Catarina

SEÇÃO 3
Redes metropolitanas sem fio (W-MAN)
Agora temos uma outra família de tecnologias que atende como
WMAN (Wireless - Metropolitan Area Network) ou Rede sem fio
de Área Metropolitana, que é também conhecida como o padrão
Wireless . A área de abrangência é maior que a , neste
caso a área poderia ser, por exemplo, uma cidade.

O exemplo mais conhecido de uma MAN são as redes


de televisão a cabo disponíveis em muitas cidades.

A partir do momento que a internet atraiu uma audiência de


massa, as operadoras de redes de  a cabo começaram a perceber
que, com algumas mudanças no sistema, elas poderiam oferecer
serviços da internet. Os desenvolvimentos mais recentes para
acesso à internet de alta velocidade sem fio resultaram em outra
, que foi padronizada como  802.16. O padrão 802.16
define a especificação de interface aérea do Wireless , oficial-
mente conhecido como o padrão WMAN (Wireless Metropolitan
Area Network). Este padrão de acesso de banda larga sem fio
poderá tornar-se o elo que faltava para atender à necessidade de
conexão de redes de área metropolitana () sem fio.

802.16a
A extensão 802.16a, ratificada em janeiro de 2003, usa uma
freqüência baixa de 2 a 11 GHz, possibilitando assim as conexões
sem contato direto. Este é um grande avanço no que se refere
ao acesso à banda larga sem fio porque o contato direto entre o
ponto de transmissão e a antena receptora não é mais necessário.
Com o 802.16a, mais clientes serão conectados a uma torre única
e o custo do serviço será substancialmente reduzido, podendo
atingir uma taxa de 75 Mbps.

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introducao_internet_2008a.indb 182 22/11/2007 10:24:30


Introdução à Internet

802.16e
O grupo de trabalho mais recente do 802.16e está usando as
novas capacidades desta tecnologia para desenvolver uma espe-
cificação para clientes 802.16 móveis. Estes clientes poderão
passar dados entre estações base 802.16, habilitando os usuários
se deslocarem da sua área de serviço para uma outra (roaming).
Num futuro próximo recursos do 802.16e estarão embutidos nos
s e laptops.

O que é o WiMax?
WiMax Fórum (Worldwide Interoperability for Microwave Access) é
uma corporação sem fins lucrativos que tem como objetivo ajudar
a promover e certificar a compatibilidade e a interoperabilidade
de produtos de banda larga sem fio, em que os mesmos deverão
estar em conformidade com os padrões  802.16.
A família 802.16a utiliza a faixa de freqüência de operação de
2 - 11 Ghz e o a 802.16e a faixa de 2 - 6 Ghz, sendo que
(www.wimaxforum.org).
a 802.16a pode atingir taxas de até 75 Mbps e 802.16e até
15 Mbps. Nas duas famílias 802.16a e 802.16e a transmissão é do
tipo ponto-multiponto.

Bem, o que seria isso?


Significa que teríamos uma antena transmitindo para vários
usuários, é que esta taxa seria compartilhada entre todos. No caso
da família 802.16a, os usuários seriam fixos e na família 802.16e
os usuários seriam móveis.

Que tipo de informação seria possível transmitir neste padrão?


Seria possível transmitir internet e suportar uma variedade de
serviços tais como: voz, serviços multimídia, imagens e vídeos.

Então, você deve estar se perguntando, e as redes celulares não vão fazer isso
também, ou melhor, já não fazem isso?
Sim, já fazem e ficarão mais velozes com o passar dos anos.

Então, estas redes WMAN serão fortes concorrentes das redes celulares?
Eu penso que sim!

Unidade 7 183

introducao_internet_2008a.indb 183 22/11/2007 10:24:30


Universidade do Sul de Santa Catarina

E você, o que acha deste cenário?


Você já parou para pensar sobre isso?

Atualmente, as companhias de telefonia fixa e móvel não estão


vendo estas redes  como uma ameaça ao seu mercado.
O tempo dirá se elas estão corretas ou não.
O padrão WiMax ainda não foi homologado. A previsão é que o
seja a partir de 2006. No Brasil, o Centro de Pesquisa e Desen-
No site da Intel podem ser volvimento (CPqD - www.cpqd.com.br) firmou uma parceria
encontradas mais informações com a Intel (www.intel.com/portugues/pressroom), que é uma
sobre este projeto conjunto com o das grandes incentivadoras do WiMax. Essa parceria tem como
CPqD. www.intel.com/portugues/
pressroom/releases//d. objetivo o desenvolvimento conjunto para oferecer soluções de
htm. redes sem fio baseadas na tecnologia WiMax.
Uma coisa é certa, pelo menos nós os usuários, sairemos
ganhando, pois teremos concorrência e a oferta será maior. É
aguardar para ver!

SEÇÃO 5
Um futuro de novas aplicações wireless
Dispositivos interativos
Com o intuito de atender aos anseios dos consumidores pessoas
físicas, os fabricantes de dispositivos de acesso móvel têm
procurado desenvolver produtos destinados a atrair a atenção de
um público cada vez mais amplo, que atendam às exigências mais
particulares de cada tipo de consumidor.
Desta forma, os produtos e aplicações para suportar o acesso e a
interação das redes móveis, os chamados terminais, são diversi-
ficados em suas finalidades, formatos e capacidades. São desen-
volvidos terminais móveis e pessoais para suportar: uso múltiplo
com terminal multimídia móvel e máquina fotográfica digital,
ou suporte a opções de execução de música digital, como 3 e
rádio on-line pela internet. E oferecem aos adolescentes a chance
para “baixar” jogos e executá-los no terminal, bem como parti-
cipar de jogos on-line.

184

introducao_internet_2008a.indb 184 22/11/2007 10:24:30


Introdução à Internet

Neste cenário, a interface de exibição e o sistema de menu intera-


tivo serão da maior importância para o sucesso do produto, entre
outras características. Temos aí uma oportunidade de trabalho
para os desenvolvedores deste tipo de interface.

E no futuro....
Imagine um cenário em uma praia paradisíaca e uma mulher
deitada sobre a areia tomando sol. Aparentemente dorme.
Repentinamente, um ruído estridente sai de sua bolsa que está
ao lado. A mulher acorda e logo pega um pequeno terminal do
tamanho de um maço de cigarros e lê mensagens sinalizadas por
um servidor da companhia de serviços da qual ela é usuária.
Uma das mensagens avisa sobre o recebimento em sua “caixa
postal” eletrônica de novas mensagens de áudio/texto/vídeo, que
antigamente eram conhecidas como e-mail. A outra mensagem
que ela recebe é sobre o preço das ações de uma companhia de
mineração que atingiu o chamado “ponto de venda”, previamente
especificado pela nossa empresária.
A mulher pensa por dois minutos e aperta
um botão que responde à mensagem com a
afirmação de realização da operação de venda
das ações. Passados 15 minutos, a mulher
agora está-se refrescando no mar e aprovei-
tando suas merecidas férias, e o melhor ainda,
está alguns milhares de reais mais rica, graças
àquela operação de realização de lucro, efetivada
na hora certa.
Agora, um senhor já bastante moreno pelo sol está sentado numa
mesa de um barzinho, à beira da praia, e começa a administrar
sua companhia a partir de um notebook com 30 cm de largura e
tela colorida. O teclado é tão pequeno que a interação homem-
máquina é feita por comandos de voz.
Esse senhor comanda a leitura de mensagens multimídia
depositadas em sua caixa postal eletrônica, dispara ordens de
pagamento de funcionários e fornecedores. Em dez minutos suas
tarefas estão concluídas e ele toma um novo copo de chopp.

Unidade 7 185

introducao_internet_2008a.indb 185 22/11/2007 10:24:30


Universidade do Sul de Santa Catarina

Entre este cenário futurístico descrito acima e a nossa atual


realidade, existe um “túnel” a percorrer. No entanto, já podemos
ver uma luz brilhando no fim deste “túnel”, mesmo que ainda
um pouco longe em termos de Brasil. Em países como Estados
Unidos e Japão este cenário está bem próximo da realidade e a
luz no fim do túnel está mais próxima.

A questão sempre é: “quantos usuários estariam dispos-


tos a pagar para ter esses serviços?”.

Tudo indica que agora é o momento para conhecer e desvendar


os segredos do mundo wireless. Enquanto surgem oportuni-
dades de trabalho, ainda são poucos os profissionais capacitados
a interagir com essa tecnologia e desenvolver aplicativos como
Websites para estas redes. O momento é agora... E aí, vai encarar?

186

introducao_internet_2008a.indb 186 22/11/2007 10:24:30


Introdução à Internet

Síntese

Nesta unidade você pôde conhecer algumas das principais


tendências tecnológicas como a internet sem fio e a mobili-
dade. Você deve ter percebido que a evolução das redes wireless
no ambiente de trabalho, agregada à mobilidade, está mudando
o conceito do verbo trabalhar, antes restrito ao local físico de
trabalho, e hoje cada vez mais segmentado em diferentes locais.
Quem trabalha hoje, por exemplo com Wi-Fi, sabe o que é estar
no outro lado do país ou num café, e prestar contas ao seu chefe
como se estivesse em sua mesa de trabalho.
Você viu, também, que dispositivos como cartões de acesso e
access point são necessários para se conectar a uma rede . As
 são uma tendência das próximas redes de acesso wireless,
pois haverá um momento em que teremos que integrar as
diversas  em uma rede maior e, atingindo principalmente,
maior mobilidade e velocidades mais elevadas de transmissão.
Atualmente, as possibilidades de acesso aumentam a cada dia,
bem como o número de usuários. Este é um caminho que não
tem volta. As aplicações wireless e a internet associada a estas
possibilidades, definitivamente estão-se consolidando como uma
tendência. O ser humano quer mobilidade e ele sente que cada
vez mais está tornado-se um dependente deste mundo virtual.

Unidade 7 187

introducao_internet_2008a.indb 187 22/11/2007 10:24:30


Universidade do Sul de Santa Catarina

Atividades de auto-avaliação

1) Pesquise na internet, pelo menos, sete produtos diferentes que


possuem bluetooth embutidos.

2) O que é wi-fi?

188

introducao_internet_2008a.indb 188 22/11/2007 10:24:30


Introdução à Internet

3) Por quê o wap foi um fracasso comercial?

4) Descreva quais dispositivos são necessários para conectar-se


em uma .

5) Qual é o padrão  da rede sem fio metropolitana destinada


à mobilidade? Ela já está em uso? Qual a taxa de transmissão
para este padrão?

Unidade 7 189

introducao_internet_2008a.indb 189 22/11/2007 10:24:30


Universidade do Sul de Santa Catarina

Saiba mais

www.bluetooth.com
www.ericsson.com.br/bluetooth/index.asp
www.wimaxforum.org/
www.teleco.com.br/tutoriais/tutorialwimax/default.asp
www.teleco.com.br/wifi.asp
www.wi-fi.org/

Importante
Esta unidade possui Atividade de Avaliação a Distância, veja as
orientações e os enunciados das questões no AVA!

190

introducao_internet_2008a.indb 190 22/11/2007 10:24:30


Para concluir o estudo

Bem, nesta disciplina a intenção era possibilitar uma visão geral


do que vem e ser a internet e o que ela representa e representará
para o web designer e programador do futuro.
Para muitos alunos, alguns conceitos e definições apresentados
nesta disciplina talvez não fossem novidade. No entanto, espero
que a disciplina tenha contribuído para um aprimoramento
maior de seu conhecimento, independentemente de grau de
instrução e conhecimento que você tenha sobre a internet.
Esta disciplina foi o pontapé inicial de uma jornada que você
terá até a conclusão do curso. Espero que neste início você tenha
aproveitado o quê a disciplina se propôs a fazer, ou seja, apre-
sentar este mundo fantástico que é a internet, e que será para
você, de certa forma, seu habitat natural de trabalho. Se isso
ocorreu, o objetivo foi alcançado.
Parabéns, você já deu o primeiro passo rumo ao seu objetivo
principal que é ser um web designer e programador!

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Sobre o professor conteudista

Rubem Toledo Bergamo


Engenheiro Eletricista, graduado pela , Florianópolis, (),
em 1990. Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho,
, Florianópolis, (), 1993. Mestre em Engenharia Elétrica
na área de Telecomunicações e Telemática, pela ,
Campinas, (), em 2000. Curso de aperfeiçoamento – “Interna-
tional Telecommunication Service” -  Corporation and 
Engineering and Consulting Inc. () em Tokyo – Japão, em
2003. Professor do curso de Telecomunicações do Centro Federal
de Educação Tecnológica de Santa Catarina. Professor no curso
de Engenharia Elétrica/Telemática da .

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introducao_internet_2008a.indb 194 22/11/2007 10:24:31
Referências

BERNAL, Paulo Sergio Milano. Comunicações Móveis: tecno-


logia e aplicações. São Paulo: Érica, 2002.
CANTÚ, Evandro. Redes de Computadores e Internet. Apostila.
São José: CEFET/SC (Unidade São José), 2002.
FRIDSCHTEIN, Renato. ABC de Net Negócios. Disponível
em: <http://www.promofor.com.br/meio/tutorial01>.
GONÇALVES, Sérgio Ricardo Marques. A criação dos
contratos eletrônicos. Jus Navigandi, Teresina, a. 6, n. 54, fev.
2002. Disponível em: <http://www1.jus.com.br/doutrina/texto.
asp?id=2634>
GUIZZO, Érico Morui. Internet: o que é, o que oferece, como
conectar-se. São Paulo: Ática, 2002.
HILL, Brad. Pesquisa na Internet. Rio de Janeiro: Campus,
1999.
KUROSE, James F.; ROSS, Keith W. Redes de Computadores
e a Internet: uma nova abordagem. Rio de Janeiro: Addison
Wesley, 2003.
TORRES, Gabriel; COZER, Alberto. Alavancando Negócios
na Internet. São Paulo: Axcel Books, 2000.

Sites consultados
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u17285.
shtml
http://www.let.leidenuniv.nl/history/ivh/chap2.htm
http://kplus.cosmo.com.br

introducao_internet_2008a.indb 195 22/11/2007 10:24:31


Universidade do Sul de Santa Catarina

http://www.cybergeography.org/ atlas/geographic.html
http://www.rnp.br/newsgen/9806/inter-br.html
http://www.educarede.org.br/educa/internet_e_cia/historia.cfm
http://www.opiceblum.com.br/
http://www.mct.gov.br/legis/prop_intelec.htm
http://www.cnbb.org.br/setores/comsocial/eticaNaInternet.doc
http://www.silveiro.com
http://www.sebrae.com.br
http://www.mct.gov.br/Temas/info/Imprensa/Comercio_Eletro-
nico.htm
http://www.isoc.org/internet/conduct/index.shtml
http://www.netpesquisa.com/tcc
http://www.mail-archive.com/justransito@grupos.com.br/
msg00001.html
http://www.uff.br/mestcii/adilson1.htm
http://profitpart.com.br/virinfo/correio.htm
http://teses.eps.ufsc.br/defesa/pdf/8970.pdf
http://www.mhavila.com.br/link/internet/xml.html
http://www.globalservers.com.br/sup_wap.html
www.wapforum.org - [WAPArch] WAPForum, Wireless Appli-
cation Protocol Architecture Specification. USA, WAPForum,
1998.
http://www.albion.com/netiquette/book/index.html
http://www.fau.edu/netiquette/net/
http://www.webteacher.org/windows.html
http://www.icmc.usp.br/ensino/material/html/
http://www.apostilando.com/sessao.php?cod=15
http://www.w3schools.com/html/default.asp

196

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Respostas e comentários das
atividades de auto-avaliação

Unidade 1
1) Surgiu através da ARPA, que era uma rede militar do EUA que tinha
como objetivo principal o desenvolvimento de pesquisa científica e tec-
nológica no campo militar. Nela foram testadas as teorias e o software no
qual a INTERNET se apóia atualmente.
2) O protocolo TCP/IP, porque ele permitia a interligação de diferentes
tipos de redes.
3) Esta comutação consiste em dividir a informação em partes menores
(pacotes), enviar essas partes ao seu destino e então reagrupá-las, recu-
perando a informação na recepção. Uma das principais vantagens é que
permite que vários usuários compartilhem o mesmo canal de informação
ao mesmo tempo. Um exemplo de comutação de pacotes é a própria
internet, as redes celulares atuais também transmitem em pacotes. A
comutação por circuitos seria quando você aloca um canal fim-a-fim,
durante uma comunicação, ou seja, trata-se de uma ligação ponto-a-
ponto. O canal de transmissão utilizado é exclusivamente para a ligação,
por exemplo: entre dois telefones fixos.
4) O comitê atualmente no Brasil é responsável por fomentar o desenvol-
vimento de serviços de internet no Brasil, recomendando padrões e proce-
dimentos técnicos e operacionais para a internet e coordenar a atribuição
de endereços, registro de nomes e de domínios.
5) Foi liberada a partir de 1995. Para saber o número de domínios “.com”
atualmente, consulte em http://registro.br/estatisticas.html
6) Para saber o número de domínios você pode consultar: http://registro.
br/estatisticas.html

Unidade 2
1) A internet é a cooperação de muitos sistemas de computadores e
milhões de usuários no mundo inteiro, fato este que a levou a receber
o título de “Rede das redes”. Uma determinada rede pode estar ligada a
diversas outras redes, permitindo que usuários de várias redes existentes
no mundo se interconectem.

introducao_internet_2008a.indb 197 22/11/2007 10:24:31


Universidade do Sul de Santa Catarina

2) Seria o equivalente no corpo humano, à espinha dorsal. Em uma rede


seria o meio onde um conjunto de canais de transmissão trafegariam.
Normalmente a quantidade de informação trafegada em um backbone é
muito grande e são os backbones que interligam as cidades, países e conti-
nentes. Fisicamente podem ser na forma de ondas de rádio (microondas),
fibras ópticas (maior capacidade de todas), cabos telefônicos ou canais de
satélites.
3) Para uma rede de computadores comunicar-se é necessário um proto-
colo comum, e o da internet é o TCP/IP.
4) É o endereço de uma página web no ambiente WWW. Escreve-se na
barra de endereços do browser (Internet Explorer por exemplo) para achar
a página web. Uma URL consiste geralmente em quatro partes: protocolo
(ex: http), servidor (ou domínio), caminho (ex: .com.br) e nome do arquivo.
5) Na internet, esta designação se dá para as páginas com fins comerciais
e são elas as que mais prevalecem na Rede.
6) É conhecido como navegador, ou seja, é um programa utilizado para
acessar o serviço www. O browser responsável pela explosão de populari-
dade da internet, a partir de 1994, chamava-se Mosaic.

Unidade 3
1) Os pontos terminais, que seriam os computadores, por exemplo, são
sempre conectados a provedores locais que, por sua vez, são conectados
a provedores regionais, e estes últimos a provedores nacionais ou interna-
cionais. Por isso chamamos esta topologia de hierarquica.
2)
Serviço garantido e orientado à conexão (protocolo TCP). Exemplo:
Usando a internet para enviar uma mensagem.
Serviço não garantido e não orientado à conexão (protocolo UDP).
Exemplo: Usando a internet para transmitir voz em tempo real (VOIP) ou
um programa ao vivo.
3) O modem basicamente converte o sinal digital do computador num
formato analógico para ser transmitido mais facilmente. É um vocábulo
formado com as iniciais das palavras Modulador e Demodulador. Pode ser
interno ou externo. Pode ter a função fax-modem e comunicar dados e
voz (voice modem).
4) Sim. Através de um modem ADSL conseguem-se taxas de transmissão
que chegam na ordem de Mbps.
5) As taxas de transmissão estão associadas também com as distâncias
entre os pontos. No entanto, o sistema que pode transmitir em maiores
taxas de transmissão seria a fibra óptica e em menores taxas, para distân-
cias proporcionais, seria o par trançado.

198

introducao_internet_2008a.indb 198 22/11/2007 10:24:31


Introdução à Internet

Unidade 4
1) Hacker é uma pessoa com grande conhecimento sobre computadores,
sistemas operacionais, programação etc. Aqueles que usam esse conhe-
cimento para invadir sistemas, praticar vandalismo cibernético ou roubar
informações confidenciais são chamados de crackers.
2) Ele adquire dois tipos de direito: o direito moral e o direito patrimonial.
3) A Lei 9609/98 trata da propriedade intelectual dos programas de com-
putador. Esta lei também trata da pirataria de software e a lei específica do
direito autoral é 9.610/98.
4) É a conexão conhecida como peer-to-peer. Nesta configuração, todos
os usuários são cliente e servidor ao mesmo tempo. Portanto, não há um
servidor central.
5) Na minha opinião sim, pois na internet o fato de os relacionamentos
entre as pessoas serem, muitas vezes, virtual, isto é, sem contato físico, as
pessoas estão mais propensas a enganar e a serem enganadas.

Unidade 5
1) Para publicidade existem na internet diversas opções:
como banner (imagem com propaganda), que pode ser pago ou
feito por meio de intercâmbio entre sites correlatos;
mala direta via e-mail (E-Mail Marketing) com autorização;
Janelas pop-ups;
Programa de Afiliados;
técnicas para posicionar o site da empresa nos primeiros resulta-
dos em sites de pesquisa.
2) As newsletters somente serão enviadas para o usuário que fez o cadas-
tro em um site que possui este serviço e consentiu o envio de mensagens,
assim ele receberá, por e-mail, mensagens com seu consentimento. O
spam, ao contrário, é a mensagem enviada sem a autorização do usuário e
é considerada uma invasão de privacidade.
3) Uma das principais é a redução do tempo e do custo dispendido na
procura e escolha do produto desejado. Permite realizar um serviço per-
sonalizado, de acordo com o perfil de cada cliente, além do que, se com-
pararmos um vendedor tradicional com um digital, temos que o vendedor
digital trabalha o dia todo sem interrupção; trabalha todos os dias da
semana; não necessita de férias; não tem décimo terceiro salário etc.
4) A criptografia é uma forma de manipular dados e codificar seu conte-
údo, tornando o dado original ininteligível. É uma ferramenta importante
e faz parte de alguns serviços fundamentais de segurança na internet. O
Secure Sockets Layer (SSL) e o Secure Eletronic Transaction (SET) são os mais
utilizados.

199

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Universidade do Sul de Santa Catarina

Unidade 6
1) Seriam regras de comportamento que se devem obedecer para o uso
da internet. Essas regras refletem normas gerais de bom senso para a con-
vivência com os milhões de usuários na rede.
2) São programas obtidos na internet para se ter aplicações como multi-
mídia, bate-papos (IRC), player de músicas etc. Estes programas podem ser
do tipo:
Shareware: você copia o programa para seu computador e pode
usá-lo por um determinado período de tempo. Depois você paga
por um registro.
Freeware: são aqueles programas que você pode copiar e usar
livremente, sem pagar nada, mas não é possível acessar o
código-fonte.
3) São os e-mails conhecidos como boatos, nem sempre são desmentidos
e por muito tempo acabam se tornando uma “verdade”. A rigor, o intuito
desses e-mails, na maioria das vezes, é alarmar as pessoas com notícias
falsas, ou lendas urbanas.
4) A principal diferença entre o newsgroup e a mail list é que no news-
group todas as mensagens são arquivadas no servidor de newsgroups
e você terá que acessá-lo se quiser ler as mensagens. No mail list você
recebe apenas uma cópia das mensagens que vão chegando no seu
correio eletrônico, enviadas pelos membros da lista. Uma outra diferença
é que apenas um servidor distribui as mensagens no mail list e no news-
group esta mensagem pode ser copiada para outros servidores e poderá
ser consultada.
5) Resposta subjetiva.

Unidade 7
1) Resposta subjetiva.
2) Popularmente é o termo que designa uma WLAN (wireless local area
network ) para o padrão IEEE802.11b. Mas, na realidade, Wi-Fi é uma cer-
tificação dada aos equipamentos da WLAN com o propósito de garantir a
interoperabilidade dos produtos 802.11b dos diversos fabricantes. Assim,
os produtos passam por testes de interoperabilidade para obter certifica-
ção Wi-Fi.
3) Principalmente pela baixa velocidade, custo elevado (pagava-se por
minuto) e os browsers, ou seja, as interfaces homem-máquina eram muito
complicadas e isso, às vezes, inibia o uso para múltiplos usuários.
4) Um Access Point (Ponto de Acesso), um cartão de acesso e uma antena,
se quiserem um alcance maior.
5) O padrão 802.16e ainda não está em uso, apenas em teste. Este padrão
poderá alcançar taxas de transmissão que podem variar de 2 a 15 Mbps.

200

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Glossário

ADSL (Asymmetric Digital Subscriber poesia, idéias, fotografias, enfim,


Line): sistema de transmissão de tudo que a imaginação do autor
dados através de linhas telefôni- permitir (www.blogs.com.br).
cas tradicionais. Com a ADSL. a
frequência do sinal chega à sua Boom: do inglês, significa “cresci-
casa e é dividida em 3 canais: de 0 mento”.
a 4 Khz para o serviço normal de
telefonia e o restante para o ups- Comutação por pacotes: uma
tream (velocidade de upload feito tecnologia de transmissão de
pelo usuário), que pode chegar a informação através de uma rede,
640 Kbps, e downstream, que opera que utiliza a divisão de mensagens
na faixa de 12 Mbps. As distâncias em segmentos de tamanho fixo,
entre a casa do usuário e a central chamados pacotes. É utilizada
não devem ser maiores do que 3,7 pela RENPAC, um serviço nacional
quilômetros. de transmissão de dados digitais.
O TCP/IP trabalha com essa tecno-
Backbone: do inglês, significa logia. Em inglês: Packet Switching
“espinha dorsal”. Linhas base de
conexão de alta velocidade dentro Correio Eletrônico: correspondên-
de uma rede, que, por sua vez, se cia que se pode enviar e receber
conectam às linhas de menor velo- diretamente pelo computador, por
cidade. meio de um endereço internet,
conhecido como e-mail.
Bps: bits por segundo.
DNS (Domain Name System): DNS
Blog: o blog, ou webblog, é uma converte nomes internet em seus
página web atualizada freqüen- números correspondentes e vice-
temente, composta por peque- versa. Originalmente, os compu-
nos parágrafos apresentados de tadores da internet eram identifi-
forma cronológica, com formato cados apenas por números, como
de “diário”. É como uma página de 200.255.277.1. Com o DNS, foi pos-
notícias ou um jornal que segue sível dar nomes aos computadores,
uma linha de tempo com um como www.virtual.unisul.br.
fato após o outro. O conteúdo e
o tema dos blogs abrangem uma FAQ (Frequently Asked Ques-
infinidade de assuntos que vão tions): FAQ é uma lista de questões
desde diários, piadas, links, notícias, – com suas respectivas respostas
– sobre determinado assunto. As
FAQs são bastante comuns em

introducao_internet_2008a.indb 201 22/11/2007 10:24:31


Universidade do Sul de Santa Catarina

grupos de discussão (como os Mbps: mega (milhão) bits por


newsgroups da Usenet). Servem segundo.
para evitar que se tenha que res-
ponder às mesmas perguntas toda Multinet da TGV: é um software
vez que um usuário novo entra na com uma solução TCP/IP completa
discussão (e faz perguntas que já para os utilizadores empresariais. A
foram feitas e respondidas diversas TGV é o fabricante deste software.
vezes, irritando os participantes
antigos). Na internet existem FAQs Net: rede de computadores.
sobre os mais diversos assuntos:
OVNIs, Parapsicologia, culinária, Páginas na web: termo utilizado
Física Quântica etc. para designar locais onde se tem
conteúdo de informações na inter-
Fonograma: é a fixação, exclusiva- net.
mente sonora, em qualquer tipo de
suporte material da interpretação Ponto de acesso (access point): é um
humana ou de outros sons. equipamento (hardware) dentro de
um ambiente de rede que distribui
Freeware: programa oferecido sinal de conexão sem necessidade
gratuitamente (“grátis” como em de fio.
“cerveja grátis”), mas não propor-
ciona acesso ao código-fonte. Não Provedor de Acesso (provider): ins-
é garantido que um programa tituição que se liga à internet, via
freeware permaneça gratuito para um ponto-de-presença ou outro
sempre. provedor, para obter conectividade
IP e repassá-la a outros indivíduos
Handshaking: sinais enviados e instituições, em caráter comercial
entre dois modems para assegu- ou não.
rar que a conexão foi feita, que a
velocidade e os protocolos estão RENPAC: Rede Nacional de Comu-
corretos e, mais tarde, que os dados tação por Pacotes, um serviço
foram enviados e aceitos. de transmissão digital de dados
oferecido em nível nacional pela
Host: computador ligado perma- Embratel. Um serviço de acesso
nentemente à rede, que, entre independente da internet, mas que
outras coisas, armazena arquivos pode ser usado para tal.
e permite o acesso de usuários.
Também chamado de nó. RFC: sigla para Request For Com-
ments. As RFCs constituem uma
Kbps: kilo (mil) bits por segundo. série de documentos que descreve
como funcionam padrões, protoco-
Linguagem C++: é uma linguagem los, serviços, recomendações ope-
de programação desenvolvida racionais etc. A descrição de como
pelo Bell Labs, na década de 70, e deve funcionar o correio eletrônico,
amplamente utilizada no desen- por exemplo, é a RFC 822
volvimento de aplicações “pesadas”
como jogos e programas que uti- Shareware: software disponí-
lizam intensivamente as capacida- vel em muitos locais da internet.
des do computador e dependam Inicialmente, o software é grátis,
de otimizações mais precisas para mas os autores esperam que o
que apresentem desempenho
satisfatório.

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introducao_internet_2008a.indb 202 22/11/2007 10:24:31


Introdução à Internet

pagamento seja enviado depois de um período inicial de testes. Nor-


malmente, os preços são baixos. É uma espécie de “teste antes e pague
depois”.

Sistema operacional BSD Unix: é uma versão livre (grátis) do sistema


operacional Unix que roda em micros ao invés de estações de trabalho.
SNMP: o Simple Network Management Protocol é um protocolo usado
para monitorar e controlar serviços e dispositivos de uma rede TCP/IP. É o
padrão adotado pela Rede Nacional de Pesquisa para a gerência de sua
rede.

UDP: acrônimo para User Datagram Protocol, o protocolo de transporte


sem conexão da família TCP/IP, usado com aplicações como o de gerencia-
mento de redes (SNMP) e de serviço de nomes (DNS).

UNIX: um sistema operacional de computadores, multiusuário (vários


usuários podem usar um computador central ao mesmo tempo) e multita-
refas (um mesmo computador pode executar vários programas ao mesmo
tempo). Contém o TCP/IP ativo, portanto é usado por 9 entre 10 servidores
de internet

XML: é um anagrama cujas letras vêm de eXtensible Markup Language,


o formato universal dos documentos e dados disponíveis na internet.
Designa um formato de documento para a web mais flexível do que o
HTML, permitindo documentos mais ricos, funcionais e com elementos de
interatividade. Criado por uma recomendação formal do World Wide Web
Consortium (W3C), o XML usa os mesmos princípios da linguagem HTML e
determinadas marcas para descrever as páginas web.

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