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ISMAI

Monografia de Licenciatura em APSI

Motivação e Satisfação em Contexto


Organizacional

Ana Ribeiro Nº13470


10/10/2007
Introdução

 O estudo da motivação e satisfação nos


trabalhadores é fundamental para a conquista de
melhores resultados na empresa.
 O estudo deste tema permite conhecer um pouco
mais o que afinal é ou não fonte de satisfação no
trabalho, para posteriormente algo se poder fazer
para melhorar essas mesmas dimensões do
trabalho nas empresas portuguesas.
Motivação Vs Satisfação

 Motivação ≠ Satisfação:
 Motivação é um motor em acção que nos leva a
procurar fazer mais e melhor.
 Satisfação é uma pessoa perceber ou sentir que
aquilo que recebe é justo ou está de acordo com
aquilo que esperava obter.
Geralmente são os insatisfeitos com os resultados
actuais que constroem o mundo, querem mais e
muitos dos satisfeitos acomodam-se com o que já
têm e não realizam mais.
Teorias Da Motivação Abordadas
 Taylor (1911) – Administração Científica (visão mecanicista do
trabalhador)
 Maslow (1954) – Hierarquia das Necessidades (necessidades
organizadas numa hierarquia)
 McGregor (1960) – Teoria X e Y (hierarquiza as necessidades
fazendo uma divisão em duas classses: X e Y)
 McClelland (1961) – Motivação para o Sucesso (importância do
clima organizacional)
 Vroom (1964) – Teoria da Expectativa (papel do líder)
 Adams (1965) – Teoria da Equidade (trabalhador compara o
seu trabalho com o dos colegas em situação idêntica)
 Herzberg (1966) – Teoria dos Dois Factores (diferencia
factores de satisfação (motivacionais) de factores de
insatisfação (higiéne))
 Alderfer (1977) – Teoria ERG (reformulação da Teoria de
Maslow)
Objectivos para a Parte Prática

 Averiguar, junto de uma amostra de trabalhadores


portugueses, o seu nível de satisfação face a
várias dimensões do “trabalho” e, tal como o
observado, noutros estudos, se o género,
habilitações e estado civil seriam variáveis
diferenciadoras nas dimensões em estudo.
Hipóteses de Investigação

 Hipótese 1: Não existem diferenças estatísticamente


significativas ao nível da satisfação profissional,
quando tomamos como variável critério o género
dos sujeitos.
 Hipótese 2: Existem diferenças estatísticamente
significativas ao nível da satisfação profissional
quando tomamos como variável critério o estado civil
dos sujeitos.
 Hipótese 3: Existem diferenças estatísticamente
significativas ao nível da satisfação profissional
quando tomamos como variável critério as
habilitações profissionais dos sujeitos.
Descrição da amostra segundo o Género e as
Habilitações e segundo o Género e o Estado
Civil

45,00% 70,00%
40,00%
60,00%
35,00%
30,00% 50,00%
25,00%
Masculino 40,00% Masculino
20,00%
15,00% Feminino 30,00% Feminino
10,00% Total Total
5,00% 20,00%
0,00% 10,00%
Ensino Até ao 9º Até ao Ensino
básico ano 12º ano superior 0,00%
até ciclo Solteiro Casado Divorciado Viúvo
Descrição da amostra segundo a média, desvio-padrão,
mínimo e máximo da idade por géneros

 50 individuos do sexo masculino


 50 do sexo feminino
 Idade mínima: 18 anos
 Idade máxima: 59 anos
 Média de idades: 33,60 (34 anos)
 Desvio-padrão: 9,24 (9 anos)
Instrumentos

 Questionário;
 Job Descriptive Index (autor é Pat Smith
(1969), traduzido posteriormente por
Jesuíno, Soczka e Matoso em 1983);
 Nível de consistência interna: Alpha de
Cronback = 0.83 (mostrando ser um
instrumento fiável);
 Total de 56 itens, que se distribuem por 6
dimensões de satisfação profissional.
Hipótese 1
 Na Hipótese 1 formulou-se a expectativa de observar que os
níveis de satisfação profissional não seriam diferenciados em
função do género dos sujeitos. Verificamos que esta hipótese
se confirmou, pois não se verificaram diferenças
estatisticamente significativas entre homens e mulheres.
 Estes dados vão de encontro àquilo que é referido na
literatura, alguns estudos referem não haver qualquer tipo de
diferença entre géneros.
 Este resultado pode ser explicado por talvez as mulheres
esperarem menos que os homens ou por os homens e
mulheres, tal como o avançado por Murry & Atkinson (1981)
valorizarem aspectos diferentes do trabalho. Actualmente, os
valores entre géneros têm vindo a aproximar-se (Mottaz,
1986). Também através do Average National Work Satisfaction
Study, relativamente ao género, podemos dizer que em 1978
homens e mulheres encontravam-se com dados muito
próximos de satisfação.
Hipótese 2
 Na Hipótese 2 esperávamos observar a existência de diferenças
estatisticamente significativas ao nível da satisfação profissional quando
tomamos como variável critério o estado civil dos sujeitos.
 Podemos referir que esta hipótese se observou em metade das sub-dimensões
em estudo: “satisfação com a organização” (0,016); “satisfação com os
superiores” (0,017), “satisfação com os colegas” (0,048) e na dimensão
“satisfação total”(0,013). De uma forma geral, o sentido dos dados revela que
são os “solteiros” os menos satisfeitos, seguidos dos “casados” (exceptuando-
se a dimensão “satisfação com os colegas”), e sendo os “divorciados” aqueles
que apresentam um maior nível de satisfação naquelas 4 dimensões.
 Pensamos que estes resultados, mais do que reflectir uma real oscilação
associada ao “estado civil” terão por trás associada a questão da progressão
na carreira, que também evolui com o estado civil: ou seja, o trabalhador casa-
se após ter encontrado alguma estabilidade no emprego e, na fase de divórcio,
já foi acumulando experiência profissional que lhe permite progressão na
carreira e assim atingir maiores níveis de satisfação.

 Resultados que atingem nível p<0,05 são considerados estatisticamente


significativos embora este nível ainda envolva uma probabilidade de erro
razoável (5%)
Estimated Marginal Means of Tot_Satisf_Col

Estimated Marginal Means


45,00 habilitações
ensino basico até
ciclo (6º ano)
até ao 9º ano
40,00
até ao 12º ano
ensino superior
35,00

30,00

25,00

20,00

solteiro casado/ união de facto divorciado/separado viuvo

estado_civil

Média de satisfação para Non-estimable


com os colegas quanto ao estado civil:
means are not plotted

 Neste gráfico podemos observar que relativamente ao estado civil há


uma aproximação dos níveis de satisfação dos casados com
habilitações ao nível do ensino superior e ensino básico no entanto,
verifica-se uma grande disparidade nos individuos com estas mesmas
habilitações mas divorciados.
Estimated Marginal Means
Estimated Marginal Means of Tot_Satisf_TOTAL

genero
masculino
240,00
feminino

220,00

200,00

180,00

160,00

solteiro casado/ união de facto divorciado/separado viuvo

estado_civil

Non-estimable means are not plotted

Média de “Total de satisfação” quanto ao estado civil:


 Neste gráfico, podemos verificar que a satisfação global diverge entre
os dois géneros, visualizando-se a crescente satisfação nos indivíduos
do sexo masculino, nomeadamente o pico de satisfação nos
divorciados, enquanto que no sexo feminino o pico de satisfação é nas
mulheres casadas embora em níveis relativamente mais baixos.
Hipótese 3
 Na hipótese 3 formulávamos a expectativa de encontrar
diferenças de satisfação estatísticamente significativas quando
optássemos pelo estudo da variável critério habilitações
literárias.
 Foram encontradas dimensões de satisfação estudadas que
revelaram diferenças. As habilitações mostraram ser
significativamente importantes ao nível da “satisfação com os
colegas” (0,038) e “satisfação com o trabalho” (0,042), tendo-
se, de uma forma geral, verificado que os sujeitos com
habilitações mais baixas se encontram menos satisfeitos
nestas duas dimensões e que são os sujeitos com habilitações
mais altas, que se encontram mais satisfeitos nestas
dimensões. É importante também referir a significância
encontrada aquando do cruzamento das habilitações com o
estado civil ao nível da satisfação com os colegas (0,028).
Logo, confirma-se esta hipótese de que haverá diferenças de
satisfação estatísticamente significativas ao nível das
habilitações literárias.
Estimated Marginal Means of Tot_Satisf_Col

Estimated Marginal Means


45,00 estado_civil
solteiro
casado/ união de
40,00 facto
divorciado/separa
viuvo
35,00

30,00

25,00

20,00

ensino basico até ao 9º ano até ao 12º ano ensino superior


até ciclo (6º
ano)

habilitações

Média de satisfação para com os means


Non-estimable colegas quanto
are not plotted às

habilitações:
 Neste gráfico verificamos que à medida que as habilitações
são maiores também maior é a satisfação para com os colegas
de trabalho em todos os estados civis.
Estimated Marginal Means of Tot_Satisf_Wº

Estimated Marginal Means


genero
masculino
52,50 feminino

50,00

47,50

45,00

42,50

40,00

ensino basico até ao 9º ano até ao 12º ano ensino superior


até ciclo (6º
ano)

habilitações

Média de satisfação para com o trabalho quanto às


habilitações:
 Neste gráfico, podemos observar um certo paralelismo de
resultados entre os dois géneros, visualizando-se a crescente
satisfação para com o trabalho em si mesmo quanto maior são
as habilitações literárias.
Conclusão

 Parece-nos ter ficado patente na opinião


expressa pelos nossos inquiridos, que a
obtenção de um nível superior de estudos
ainda se encontra associada a maiores
níveis de satisfação no trabalho.
 Os dados obtidos permitem concluir, de uma
forma geral, pela existência de diferenças de
satisfação estatisticamente significativas ao
nível das habilitações literárias e estado civil
e que os níveis de satisfação profissional,
são semelhantes para homens e mulheres.