VOCABULÁRIO
DO ORDENAMENTO
DO TERRITÓRIO
IMPRESSÃO E ACABAMENTO
Novagráfica do Cartaxo, Lda.
EDIÇÃO
DIRECÇÃO-GERAL DO ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E DESENVOLVIMENTO URBANO
CAMPO GRANDE, 50 - 1749-014 LISBOA
TIRAGEM
1000 EXEMPLARES
ISBN: 972-8569-05-X
ISSN: 0874-2200
DEPÓSITO LEGAL: 154482/00
NÃO É PERMITIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DESTE LIVRO SEM AUTORIZAÇÃO PRÉVIA DA DGOTDU
NOTA DE APRESENTAÇÃO
5
O presente Vocabulário do Ordenamento do Território decorre da anterior edição de 1994 do
Vocabulário Urbanístico da DGOTDU e, tal como o antecessor, consiste numa compilação de
termos técnicos e respectivos conceitos, sendo seu desígnio precisar definicões e normalizar a
linguagem técnica utilizada por todos os que interferem na elaboração e implementação de ins-
trumentos de gestão territorial.
A todas as Entidades, a seguir mencionadas, que tornaram esta publicação possível, colaboran-
do com a subscrição de vocábulos e conceitos comummente utilizados nos seus âmbitos de ac-
tuação, consagrados ou não em sede de legislação, e às Entidades que participaram com uma
apreciação técnica, como foi o caso das Comissões de Coordenação Regional, os nossos agrade-
cimentos.
O DIRECTOR GERAL
7
ÍNDICE
A
ÍNDICE DE VOCÁBULOS E RESPECTIVAS FONTES
11
A
Alojamento INE e outras fontes 39
Altura da Arriba Instituto da Água, 1999 40
Altura da Fachada Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 40
Altura Mínima Entre Pisos RGEU, do DL 650/75 41
Altura Total da Construção Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 41
Alvará de Licença ou Autorização DL 555/99 41
Ambiente Lei 11/87 41
Ancoradouro de Albufeira Instituto da Água, 1999 42
Andar Recuado RGEU 42
Anexo Enciclopédia Luso Brasileira 42
Ante-Praia Instituto da Água, 1998 42
Anteprojecto Instr. P/Cálculo Honorários Ref. a Proj. de Ob.Públicas 43
Apartamentos Turísticos Dec.Reg. 34/97, alterado p/Dec. Reg. 14/99 43
Apoio Balnear Res. Cons. Ministros 123/98 43
Apoio Balnear de Albufeiras Instituto da Água, 1999 43
Apoio de Praia Instituto da Água, 1999 44
Apoio de Recreio Naútico Resolução Conselho Ministros 123/98 44
Arborização/Rearborização DL 139/89, DL 327/90, DGF, 1999 45
Área Arqueológica IPPAR 1999 45
Área Bruta de Construção (abc) Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 45
Área Bruta do Fogo(Ab) RGEU, c/Nova Redacção do DL 650/75 45
Área com Risco de Erosão DL 93/90 46
Área Crítica de Recup.e Reconv. Urbanística DL 794/76; 46
Área de Cedência (para Domínio Público) DGOTDU, 1994 46
Área de Construção Clandestina DL 804/76 e Lei 91/95 46
Área de Construção Prioritária (ACP) DL 152/82 47
Área de Desenvolv. Urbano Prioritário (ADUP) DL 152/82 47
Área de Equipamentos DGOTDU, 1994 47
Área de Expansão ver: Classes de Espaços, Esp. Urbanizável 47
Área de Identidade DGOTDU, 1994 47
Área de Impermeabilização (Ai) Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 47
Área de Implantação Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 48
Área de Implantação de Construção ver: Área de Implantação 48
Área de Infiltração Máxima DL 93/90 48
Área de Infra-estruturas DGOTDU, 1994 48
Área de Interesse Turístico DL 167/97 48
12
A
Área de Jurisdição Portuária DL 201/92 49
Área de Laje ver: Área de Construção 49
Área de Paisagem Protegida ver: Área Protegida 49
Área de Pavimento ver: Área de Construção 49
Área de Pavimento Coberto ver: Área de Construção 49
Área de Respeito DGOTDU, 1994 49
Área de Serviço Portaria nº75-A/94 (2ª série) 50
Área de Terreno Ocupada ver: Área de Implantação 50
Área Degradada DGOTDU, 1994 50
Área do Lote DGOTDU, 1996 50
Área Florestal Especial ver: Área Agrícola Especial 50
Área Habitável do Fogo RGEU 51
Área Licenciada ou Concessionada de uma Praia Instituto da Água, 1998 51
Área Metropolitana L 44/91 e outras fontes 51
Área Non Aedificandi ver: Zona Non Aedificandi 51
Área Ocupada pelos Edifícios ver: índice implantação 52
Área Protegida DL 19/93 52
Área Urbana de Génese Ilegal (AUGI) Lei 91/95 52
Área Útil de Areal Instituto da Água, 1998 53
Área Útil do Fogo RGEU 53
Areal Instituto da Água, 1999 53
Áreas Agricolas e Florestais DL 380/99 53
Áreas Percorridas por Incêndios (florestais) DGFlorestas, DL 227/80, Lei 10/81, e DR 55/81 54
Arquitectura de Acompanhamento IPPAR, 1999 54
Arquitectura Popular IPPAR, 1999 54
Arquitectura Tradicional IPPAR, 1999 54
Arquitectura Vernácula IPPAR, 1999 54
Arredores Enciclopédia Luso-Brasileira 55
Arriba ou Falésia DL 93/90 55
Arruamento DGOTDU,1994 e DGOT/UTL 1990 55
Árvores ou Arvoredo de Interesse Público D 28468, 1938 55
Aterro Sanitário ver: Resíduos 56
Autenticidade IPPAR 1999, Documento de Nara, 1994 56
Auto-Estradas Código da Estrada Anexo DL 2/98 56
Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) DL186/90 alt. p/DL 278/97, Direct.97/11/CE Conc 1997 56
13
B-C
Baldios Lei 68/93, alterada p/Lei 89/97 57
Bens Arqueológicos Convenção Europeia p/ a Protecção d/ Patri. Arqueológico 57
Bens Culturais UNESCO 1954, em fase de ratificação 57
Bens Culturais a Classificar Lei 13/85 58
Bens Culturais Classificados Ministério da Cultura, Proposta de Lei do Património Cultural, 1999 58
Bens Culturais em Vias de Classificação Lei 13/85 58
Bens Imóveis do Património Cultural Lei 13/85 58
Berma Código da Estrada anexo DL 2/98 58
Biodiversidade Ministério do Ambiente, Prop./Regime Aval. Imp.Ambiental,.1999 58
Biótopo Curso de Biologia. ME e I.C., 1979 59
Bloco de Terra Agrícola INE 59
14
C-D
Circular LNEC, 1962 64
Classes de Espaços DL 380/99 65
Classes de Solos DL 196/89 65
Coeficiente de Afectação do Solo (CAS) ver: índice de implantação 65
Coeficiente de Ocupação do Solo (COS) ver: índice de construção 66
Comunidade de Pesca Instituto da Água, 1999 66
Concessão Balnear ver: licença ou concessão de praia balnear 66
Concurso Limitado DL 59/99 66
Concurso Público DL 59/99 66
Condomínio Fechado Anotações DL 448/91 66
Conjunto Lei 13/85 67
Conjunto Arquitectónico Conv. p/ Salv. Pat.Arq.da Europa,1985 ratif. P/Dec. P.R. 5/91 67
Conjunto Histórico ou Tradicional UNESCO, Nairobi, 1976 67
Conjunto Turístico DL 167/97, alterado p/DL 305/99 e p/Dec. Reg. 20/99 67
Conservação DGOTDU, 1994 68
Conservação da Natureza Lei 11/87 68
Construção Amovível ou Ligeira Instituto da Água, 1999 68
Construção Clandestina DL 804/76 68
Construção Fixa ou Pesada Instituto da Água, 1999 68
Construção Mista RCM, 123/98 68
Construção Principal do Lote DGOTDU, 1994 69
Continuum Naturale Lei 11/87 69
Contra Ordenação DL 433/82, DL 555/99 69
Contrato de Urbanização DL 555/99 69
Contrato-Programa DL 384/87 70
Conurbação DGOTDU, 1994 70
Convenção IPPAR, 1999 70
Corredor de Circulação DL 2/98 70
Cota de Soleira Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 71
Cruzamento Código da Estrada aprov. DL 114/94 alt. p/DL 2/98 71
Culturas Marinhas DL 383/98 71
15
D-E
Densidade Habitacional Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 72
Densidade Líquida DGOTDU, 1996 72
Densidade Populacional Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 73
Depósito de Sucata DL 268/98 73
Depósitos Minerais DL 90/90 73
Desenvolvimento Sustentável Fontes Subscritas pela DGA, 1994 73
Desperdícios DL 488/85 74
Destaque DL 555/99 74
Detentor de Resíduos ver: Resíduos 74
Detritos DL 488/85 75
Direito à Informação DL 442/91 75
Direito de Preferência DL 380/99 75
Direito de Superfície DL 794/76 75
Dissonância ver: Intrusão Visual 76
Diversidade Biológica ver: biodiversidade 76
Domínio Hídrico DL 46/94 76
Domínio Hídrico Privado Código Civil 76
Domínio Privado do Estado Manual de Direito Administrativo 1983; Código Civil 77
Domínio Público Dicionário Jurídico. da Administração Pública, 1991 77
Domínio Público Hídrico DL 468/71, alterado p/ DL 89/87 77
Drenagem DGDRural,1999 78
Duna Litoral Anexo III do DL 93/90 78
16
E
Enquadramento dos Bens Culturais Lei 13/85 82
Entroncamento Código da Estrada anexo DL 2/98 82
Envolvente Diversas Fontes 82
Equipamento de Apoio a Albufeiras Instituto da Água, 1999 82
Equipamento de Utilização Colectiva Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 82
Equipamentos com Funções de Apoio de Praia Instituto da Água, 1999 83
Equipamentos de Praia Instituto da Água, 1999 83
Erosão DGDRural, 1999 83
Escarpa Anexo III do DL 93/90 83
Escavações Arqueológicas IPPAR, 1999 83
Espaço Agro-Florestal DGDRural, 1999 84
Espaço Florestal DL 204/94 84
Espaço Silvo Pastoril DGDRural, 1999 84
Espaço Verde e de Utilização Colectiva Lynch 1990 84
Espécies de Rápido Crescimento DL 175/88, Port. 513/89, DGF, 1999 84
Esquema de Desen. do Espaço Comunitário E.D.E.C Cons. Inf. Minist. O.T./U.E., Potsdam 1999 85
Estabelecimento de Comércio a Retalho DL 218/97 e DL 339/85 85
Estabelecimento de Comércio Misto DL 218/97 85
Estabelecimento de Comércio por Grosso DL 218/97 e DL 339/85 85
Estabelecimento industrial DL 109/91, Alterado p/DL 282/93 86
Estabelecimentos de Restauração e de Bebidas DL 168/97, Alterado p/DL 139/99 86
Estabelecimentos Hoteleiros DL 167/97, Alterado p/DL 305/99 86
Estação Central de Camionagem (E.C.C) DL 170/71, DL 171/72 86
Estacionamento de Apoio a Praias Instituto da Água, 1999 87
Estações de Transferência ver: Resíduos 88
Estações de Tiragem ver: Resíduos 88
Estalagens Dec.Reg. 36/97, Alterado p/Dec. Reg. 16/99 88
Estética das Edificações RGEU 88
Estradas Internacionais DL 13/71 89
Estradas Municipais (EM) DL 34 593/45 89
Estradas Nacionais (EN) DL 13/94, DL 222/98 89
Estradas Regionais (ER) DL 222/98 89
Estrutura Ecológica Os Planos d/Paisagem c/Inst. Sust. d/Paisagem, 1998 89
Estrutura Verde Os Planos d/Paisagem c/Inst. Sust. d/Paisagem, 1998 90
Estrutura Verde Urbana DGOTDU, 1994 90
17
E-F-G-H-I
Estuário Anexo III do DL 93/90 90
Estudo de Impacte Ambiental (EIA) Ministério do Ambiente, Prop. n/Reg. Aval. Impa. Ambiental, 1999 91
Estudo Prévio Instruç./Cálculo Honorários Ref. Proj. Ob. Públic. 1986 91
Exploração Agrícola INE, 1989 91
Exploração Agrícola Economicamente Viável Estratégias Produtivas e Rendimento Agrícola, 1991 91
Expropriação DL 380/99 92
Extracção de Inertes DL 46/94 92
18
I-J-L
Índice de Impermeabilização Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 98
Índice de Implantação Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 99
Índice de Ocupação ver: Índice de implantação 99
Índice de Utilização ver: Índice de construção 99
Índice de Utilização da Praia Resolução Conselho Ministros 123/98 99
Índice Médio de Utilização DL 380/99 99
Índice Volumétrico Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 100
Índices Urbanísticos Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 100
Inertes LNEC, 1962 100
Infra-estruturas DGOTDU, 1994 100
Infra-estruturas de Apoio aoTransporte DGTT/Risco, Proj.e Cons. Design, 1986 101
Infra-estruturas Viárias (T) Portaria 1182/92 101
Inquérito Público Código Processo Administrativo 101
Instalação de Incineração ver: resíduos 101
Instalações Piscatórias Instituto da Água, 1999 102
Instrumentos de Desenvolvimento Territorial Lei 48/98 102
Instrumento de Execução dos Planos DL 380/99 102
Instrumentos de Natureza Especial Lei 48/98 102
Instrumentos de Planeamento Territorial Lei 48/98 103
Instrumentos de Política Sectorial Lei 48/98, DL 380/99 103
Ínsua Anexo III do D.L. 93/90 103
Interface DGTT/Risco, Proj. Cons. Design, 1986 104
Intersecção de Nível JAE, Dec. Reg. 22-A/98 104
Intersecção Desnivelada Dec. Reg. 22-A/98 104
Intrusão Visual DGOTDU, 1994 104
Itinerários Complementares (IC) DL 222/98 105
Itinerários Principais (IP) DL 222/98 105
19
L-M
Leito ou Alvéo DL 468/71, Anexo III do DL 93/90 106
Licença ou Concessão de Praia Balnear Instituto da Água, 1999, DL 46/94 107
Licença e Autorização Administrativas DL 555/99 107
Linha d/Máxima Baixa-Mar/Águas Vivas Equinociais RCM 123/98, Instituto da Água, 1999 108
Linha d/Máxima Preia-Mar/Àguas Vivas. Equinociais RCM 123/98, Instituto da Água, 1999 108
Linha de Média Preia Mar no Período.Balnear RCM 123/98, Instituto da Água, 1999 108
Linhas de Base Rectas Convenção das Nações Unidas s/Direito do Mar, 1982 109
Livro de Obra DL 555/99 109
Logística DGTT, 1999 109
Logradouro Dicionário Jurídico, Coimbra 1992 110
Lota DL. 304/87 110
Lotação da Praia Instituto da Água, 1999 110
Lote DGOTDU, 1996 110
Loteamentos ver: Operações de Loteamento 110
Lugar INE 111
20
N-O-P
Navegação Costeira Instituto da Água, 1999 116
Navegação Local Instituto da Água, 1999 117
Nível de Serviço JAE, 1994 117
Nó de Ligação JAE, 1994 117
Nomenclatura das Unidades Territoriais (NUTS) DL 46/98 117
Núcleo de Pesca Local (NPL) RCM 123/98, Instituto da Água, 1999 118
Núcleo de Recreio Naútico Instituto da Água, 1999 118
Número de Pisos Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 118
21
P
Parque de Estacionamento Código de Estrada anexo ao DL 2/98 124
Parque de Sucata DL 268/98 124
Parque Marinho DL 227/98 124
Parque Nacional DL 19/93 125
Parque Natural DL 19/93 125
Parque Urbano ver: estrutura verde, estrutura verde urbana 125
Parques de Campismo Públicos DL 167/97, alterado pelo DL 305/99 125
Parques de Campismo Rural DL 192/82 126
Participação MA., Prop. Novo Reg. Aval. Impacte Ambiental, 1999 126
Passagem Inferior JAE, 1994 126
Passagem Superior JAE, 1994 126
Passeio Código da Estrada aprov. p/ DL 114/94, alterado 2/98 126
Património Arqueológico ICOMOS Carta Int. para a Gestão Patr.Arqueol., 1990 126
Património Arquitectónico IPPAR, 1999 127
Património Cultural IPPAR, 1999 127
Património de Vizinhança IPPAR, 1999 127
Património Difuso ver: Património de vizinhança 127
Património Integrado IPPAR, 1999 127
Pavimento de uma Via de Comunicação LNEC, 1962 128
Pé-Direito RGEU 128
Pedreira DL 89/90 128
Pensões Dec.Reg. 36/97, alterado pelo Dec. Reg. 16/99 129
Percurso Interpretativo Dec. Reg. 18/99 129
Perequação Petit Larousse 129
Periferia ver: Subúrbio 129
Perímetro ou Polígono Florestal Dec. 24/12 de 1901; Dec. 24/12 de 1903 129
Perímetro Urbano Lei 48/98, DL 380/99 129
Pista Especial Código da Estrada aprov. DL 114/94,alt. pelo DL 2/98 130
Planeamento Estratégico CCRLVT, 1999 130
Plano de Água Associado Instituto da Água, 1999 130
Plano de Água de Albufeiras Instituto da Água, 1999 131
Plano de Lavra DL 88/90 131
Plano de Ordenam. de Albufeiras de Águas Públicas Dec. Reg. 2/88; Dec. Reg. 37/91 131
Plano de Pormenor (PP) DL 380/99 131
Plano de Salvaguarda e Valorização Lei 13/85 132
22
P
Plano de Urbanização (PU) DL 380/99 133
Plano Director Municipal (PDM) DL 380/99 133
Plano Municipal Intervenção na Floresta (PMIF) DL 423/93 134
Planos de Alinhamento DL 13/94 135
Planos de Gestão Florestal (PGF) DL 205/99 135
Planos de Gestão de Resíduos ver: Resíduos 135
Planos de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) DL 309/93 alterado pelo DL 218/94 135
Planos de Recursos Hídricos DL 45/94 136
Planos Especiais de Ord. do Território (PEOT) DL 380/99 136
Planos Intermunicipais de Ord. do Território (PIMOT) DL 380/99 137
Planos Municipais de Ord. do Território (PMOT) DL 380/99 137
Planos Regionais de Ordenamento Florestal (PROF) DL 204/99 138
Planos Regionais de Ordenam. do Território (PROT) DL 380/99 138
Planos Sectoriais DL 380/99 140
Planta Parcelar Instituto de Estradas de Portugal, 1999 140
Plataforma Continental CNU sobre o Direito do Mar, 1982 140
Plataforma da Estrada DL 13/94 141
Plataforma Intermodal DGTT, 1999 141
Plataforma Logística DGTT, 1999 141
Plataforma Multimodal DGTT, 1999 141
Polígono de Base Dec. Reg 63/91 141
Ponto Focal DGOTDU/UTL,1998 142
População Isolada INE 142
População Presente INE 142
População Residente INE 142
Porto Comercial Instituto da Água, 1999 142
Porto de Pesca Instituto da Água, 1999 143
Porto de Recreio Instituto da Água, 1999 143
Pousadas Dec.Reg. 36/97, alterado pelo Dec. Reg. 16/99 143
Povoamentos Florestais Direcção-Geral das Florestas, 1999 143
Povoamentos Mistos Direcção-Geral das Florestas, 1999 143
Povoamentos Puros ou Extremes Direcção-Geral das Florestas, 1999 144
Praia Anexo III do DL 93/90 144
Praia Fluvial Instituto da Água, 1999 144
Praia Marítima Anexo I do DL 309/93 144
23
P-Q-R
Prédio DL 442-C/88 Código da Contrib. Autarquica, DL 172/95 147
Prédio Misto DL 442-C/88 Código da Contrib. Autarquica 147
Prédio Rústico DL 442-C/88 Código da Contrib. Autarquica 147
Prédio Urbano DL 442-C/88 Código da Contrib. Autarquica 148
Procedimento Administrativo DL 442/91 149
Processo Administrativo DL 442/91 149
Produtor de Resíduos ver: Resíduos 149
Profundidade Máxima da Construção Proj. de Reg. alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99 149
Programa Base Instruções p/Cálculo Honorários Ref.Proj. O.Públicas 149
Programa Nac. d/ Política d/Ord. Território (PNPOT) Lei 48/98, DL 380/99 150
Programas de Acção Territorial Lei 48/98, DL 380/99 150
Programa Preliminar Instruções p/Cálculo Honorários Ref.Proj. O.Públicas 151
Projecto Instruções p/Cálculo Honorários Ref.Proj. O.Públicas 151
Prospecções Arqueológicas MC, Projecto de Lei do Património Cultural, 1999 151
Protecção de Recursos Hidrominerais DL 90/90 152
24
R-S
Reestruturação DGOTDU, 1994 157
Reestruturação da Propriedade DL 380/99 157
Regadio DGDRural, 1999 157
Regime Florestal Dec. 24/12 de 1901, Dec. 24/12 de 1903 158
Regime Florestal Total e Parcial Dec. 24/12 de 1901, Dec. 24/12 de 1903 158
Regime Parcial de Simples Polícia Dec. 24/12 de 1901, Dec. 24/12 de 1903 158
Regulamento DGOTDU, 1999 158
Regulamento da Navegação em Albufeiras Port. 783/98 159
Relocalização de Construção de Apoio e Equi./Praias Instituto da Água, 1999 159
Renovação Urbana DGOTDU, 1994 e outras fonte 159
Reparcelamento do Solo Urbano DL 380/99 159
Reposição Dunar Instituto da Água, 1999 160
Reserva Agrícola Nacional (RAN) DL 196/89, Alterado p/DL 274/92 160
Reserva Ecológica Nacional (REN) DL 93/90, Alterado p/DL 316/90, DL 213/92, e DL79/95 161
Reserva Integral DL 19/93 162
Reserva Marinha DL 19/93, Alterado pelo DL 227/98 163
Reserva Natural DL 19/93 163
Resíduos DL 239/97, DGA, 1999 163
Resíduos Hospitalares ver: resíduos 165
Resíduos Industriais ver: resíduos 165
Resíduos Perigosos ver: resíduos 165
Resíduos Urbanos ver: resíduos 165
Restauro DGOTDU,1994 e outras fontes 166
Restinga Anexo III do DL 93/90 166
Restrições de Utilidade Pública DL 555/99 166
Reutilização de Resíduos ver: resíduos 166
Revestimento Dunar Instituto da Água, 1999 167
Revestimento Vegetal DL 139/89 167
Rotunda Código da Estrada, DL 27/98 167
Ruído DL 251/87, Regulamento Geral sobre Ruído 167
25
S-T
Servidão Dicionário Jurídico, Coimbra, 1992 168
Servidão Admnistrativa Príncipios Fund. Dir. Administ., Rio de Janeiro 1977 168
Sistema Autonómo de Esgotos Instituto da Água, 1999 169
Sistema de Compensação DL 380/99 169
Sistema de Cooperação DL 380/99 169
Sistema de Gestão Territorial Lei 48/98 170
Sistema de Imposição Administrativa DL 380/99 170
Sistema de Produção Agrícola DGDRural, 1999 170
Sistema Simplificado de Abastecimento de Água Instituto da Água, 1999 171
Sistemas de Execução DL 380/99 171
Sítio Lei 13/85, DL 140/99 171
Sítio da Rede Natura DL 69/00 172
Sítio de Importância Comunitária DL 140/99 172
Sítio de Interesse Biológico DL 19/93 172
Soleira RGEU 172
Solo Rural Lei 48/98, DL 380/99 172
Solo Urbano Lei 48/98, DL 380/99 173
Subprodutos DL 488/85 173
Substâncias Perigosas DL 204/93 174
Subúrbio Diversas Fontes 174
Superfície Bruta DGOT/UTL,1990 174
Superfície do Lote ver: Área do Lote 175
Superfície do Terreno DGOT/UTL, 1990 175
Superfície Líquida DGOTDU, 1996 175
Superfície Total da Exploração INE, 1989 175
26
T-U-V-Z
Tratamento de Resíduos ver: Resíduos 178
Turismo de Natureza DL 47/99 178
Turismo do Espaço Rural DL 169/97 179
27
Z
Zona de Protecção de Albufeira Dec. Reg. 2/88 186
Zona de Protecção Especial (ZPE) DL 140/99 186
Zona de Protecção Tipo (ZP) Lei 13/85 186
Zona Diferenciada do Aglomerado Urbano DL 794/76 187
Zona Dunar Instituto da Água, 1999 187
Zona Especial de Conservação (ZEC) DL 140/99 187
Zona Especial de Protecção (ZEP) Lei 13/85 187
Zona Non Aedificandi Legislação Diversa 188
Zona Reservada de Albufeiras Dec. Reg. 2/88 188
Zona Suburbana ver: Aglo/urbano, arredores, envolvente, periferias,sub. 188
Zona Terciária DGOTDU, 1994 188
Zonamento DGOTDU, 1994 188
Zonas de Potencial de Desenv. Turístico (ZPDT) Dec. Reg. 28/98 189
Zonas Húmidas ICN 189
ABREVIATURAS E SIGLAS
28
VOCABULÁRIO
29
A
ABRIGO PORTUÁRIO PARCIAL
■ Bacia portuária que permite que as embarcações para as quais está dimensionada operem, mas
não oferece condições de segurança para que se mantenham em flutuação em permanência.
■ Bacia portuária que permite que as embarcações para as quais está dimensionada se mantenham
em flutuação em permanência.
ACEIROS E ARRIFES
■ Conjunto de faixas mantidas propositadamente desarborizadas (ou com densidade arbórea muito
baixa), com pelo menos 5 metros de largura, com vista à compartimentação da superfície flores-
tal, para efeitos de gestão ou de defesa contra incêndios.
ACESSIBILIDADE
A função acessibilidade está associada à cobertura do território pela rede viária e é tanto maior quan-
to maior for a permeabilidade do espaço à rede de infra-estruturas rodoviárias, particularmente, às
de nível hierárquico mais baixo (estradas municipais, estradas colectoras, de serventia, etc.).
Por outro lado, a qualidade e quantidade dos meios de transporte e as características das vias de
comunicação constituem factores condicionantes da acessibilidade. O conceito de acessibilidade
é fundamental particularmente no estudo e planeamento de novas periferias urbanas ainda não
servidas por uma rede conveniente de transportes.
Nos estudos de transportes a acessibilidade deverá constituir o indicador principal da qualidade
do serviço da rede.
Em termos de oferta, a acessibilidade a um determinado lugar pode ser definida pela proximida-
de dos pontos de paragem de transportes colectivos, pela sua frequência, pela duração e qualida-
de dos trajectos, ou pelo leque de destinos possíveis.
31
A
ACESSO ÀS PRAIAS
■ Qualquer acontecimento tal como uma emissão de substâncias, um incêndio, ou uma explosão,
32
A
de carácter grave relacionado com uma ocorrência incontrolada numa actividade, que provoque
perigo grave, imediato, ou diferido, para o homem, no interior ou no exterior dos estabelecimen-
tos, ou para o ambiente, e que envolva ou possa envolver uma ou mais substâncias ou prepara-
ções perigosas.
ACTIVIDADE INDUSTRIAL
ACTO ADMINISTRATIVO
ACTO TÁCITO
■ Acto tácito é aquele que não é expresso, subentendendo-se no entanto o seu sentido. No campo
do urbanismo e da gestão do território corresponde a um acto por omissão, por ausência de deli-
beração ou decisão da Administração, e que pode assumir o sentido de aprovação (por deferimen-
to tácito) ou de reprovação (por indeferimento tácito).
33
A
Assim por ex., no Regime Jurídico da Urbanização e da Edificação (DL 555/99), considera-se
motivo de:
● Deferimento tácito (aprovação) a falta de deliberação sobre acto praticado no âmbito do pro-
cedimento de autorização, decorridos os prazos fixados, considera-se tacitamente deferida a
pretensão formulada.
● Indeferimento tácito (não aprovação) a falta, no prazo fixado para a sua emissão, de decisão final
sobre pretensão dirigida a orgão administrativo competente confere ao interessado, salvo dis-
posição em contrário, a faculdade de presumir indeferida essa pretensão para poder exercer o
respectivo meio legal de impugnação.
ADJUDICAÇÃO
■ Acto administrativo pelo qual a autoridade competente escolhe, de entre as várias propostas
admitidas ao concurso, aquela que é preferida para a celebração do contrato.
AEROPORTO
■ Qualquer área disponível para aterragem e descolagem de operações comerciais de transporte aéreo.
(INE)
AEROPORTO INTERNACIONAL
(INE)
ver: aeroporto
AGLOMERADO POPULACIONAL
34
A
AGLOMERADO URBANO
O núcleo de edificações autorizadas e respectiva área envolvente, possuindo vias públicas pavi-
mentadas e que seja servido por rede de abastecimento domiciliário de água e drenagem de esgo-
to, sendo o seu perímetro definido pelos pontos distanciados 50 metros das vias públicas onde
terminam aquelas infra-estruturas urbanísticas (DL 794/76).
Para efeitos fiscais, além dos situados dentro do perímetro legalmente fixado, consideram-se tam-
bém os núcleos com um mínimo de 10 fogos servidos por arruamentos de utilização pública,
sendo o seu perímetro delimitado por pontos distanciados 50 metros dos eixos dos arruamentos
medidos no sentido transversal, e 20 metros da última edificação no sentido dos arruamentos.
(DL 442-C/88, Contrib. Autárquica).
■ A pessoa singular que, não exercendo a actividade agrícola a título principal, ou obtenha pelo
menos, 50% do seu rendimento global de actividades exercidas na exploração de natureza agrí-
cola, florestal, turística ou artesanal ou de actividades de preservação do espaço natural que bene-
ficiem de ajudas públicas, não podendo, contudo, a parte proveniente da actividade agrícola na
exploração ser inferior a 25% do rendimento global do empresário, nem o tempo de trabalho por
ele consagrado às actividades exteriores à exploração ultrapassar metade do seu tempo total de
trabalho.
■ A pessoa singular cujo rendimento proveniente da exploração agrícola é igual ou superior a 50%
do seu rendimento global e que dedica mais de 50% do seu tempo total de trabalho à mesma
exploração.
ÁGUA
■ Podem ser definidas, em função dos seus usos principais, as seguintes categorias de águas:
35
A
● Água para consumo humano:
Águas doces superficiais destinadas à produção de água para consumo humano.
Águas doces subterrâneas destinadas à produção de água para consumo humano.
Água de abastecimento para consumo humano.
E ainda:
● Águas de piscinas.
36
A
ÁGUAS DE NASCENTE
■ Águas subterrâneas naturais que não se integram no conceito de recursos hidrominerais, desde
que na origem se conservem próprias para beber.
ÁGUAS FURTADAS
■ Modo tradicional de aproveitamento da área de sotão para habitação, também por vezes designa-
das janelas de trapeira.
Esta solução consiste no levantamento a meio de uma das águas principais do telhado de uma
janela vertical e respectivo aro, paralela e geralmente um pouco recuada em relação ao plano da
fachada, coberta por um pequeno telhado de duas águas, ou um meio cilindro, com a cumeada
ou o eixo perpendiculares à orientação do telhado principal, e rematado aos lados por dois peque-
nos panos de parede triangulares e verticais.
Uma variante deste tipo, é o designado por chien-assis, caracterizado pelas paredes laterais não
serem verticais mas oblíquas, e a cobertura da janela ser constituída por uma única água com a
mesma orientação mas inclinação diferente da do telhado principal.
(RGEU)
ver: mansarda, pé-direito
ÁGUAS INTERIORES
■ Fazem parte das águas interiores do Estado, as águas situadas no interior da linha de base do mar
territorial, exceptuando o disposto na Parte IV da Convenção relativa a Estados arquipélagos.
■ As águas interiores não oceânicas sob jurisdição da autoridade marítima, abreviadamente desig-
nadas por águas interiores não oceânicas - os rios, estuários, rias, lagoas, portos artificiais, docas
e outras águas para dentro das respectivas linhas de fecho naturais e que estão incluídas na área
de jurisdição das capitanias do porto, com excepção dos troços internacionais.
37
A
ÁGUAS OCEÂNICAS
■ As águas marítimas que se situam por fora da linha da costa e das linhas de fecho naturais das
embocaduras dos rios, rias, lagoas, portos artificiais e docas.
ALAMEDA
ALBUFEIRA
ver: lagoas e albufeiras
As albufeiras são consideradas para efeito de demarcação da REN, bem como uma faixa de pro-
tecção de largura variável, delimitada a partir do Nível de Pleno Armazenamento.
ALDEAMENTO TURÍSTICO
38
A
Constitui assim um conjunto urbanístico sem soluções de continuidade, devidamente delimita-
do por meios naturais ou artificiais, devendo apresentar soluções arquitectónicas e de implanta-
ção bem integradas no meio natural.
Os edifícios não devem exceder o nível de dois pisos acima do solo, e a relação entre a área urba-
nizada e a capacidade do estabelecimento deverá situar-se entre os 110 a 150 m2 / pessoa.
ALDEIA HISTÓRICA
ver: conjunto histórico ou tradicional
ALINHAMENTO
■ Linha que em planta separa uma via pública dos edifícios existentes ou previstos ou dos terrenos
contíguos, e que é definida pela intersecção dos planos verticais das fachadas, muros ou vedações,
com o plano horizontal dos arruamentos adjacentes.
Ao nível da legislação aplicável os alinhamentos são definidos nos PP, devendo ter em conta as
disposições do RGEU e dos PU vigentes, bem assim as necessidades de circulação e estaciona-
mento, arborização, insolação, e as características da morfologia urbana em que se inserem.
ALOJAMENTO
■ Ao nível de conceito operacional para fins de Recenseamento, alojamento deve entender-se como
o local distinto e independente que, pelo modo como foi construído, reconstruído, ampliado ou
transformado, se destina à habitação humana e no momento censitário não está a ser utilizado
totalmente para outros fins; ou qualquer outro local que, no momento censitário, estivesse a ser
utilizado como residência de pessoas.
● Distinto significa que é cercado por paredes de tipo clássico ou de outro tipo, que é coberto e
permite que um indivíduo ou grupo de indivíduos possa dormir, preparar refeições e abrigar-
se das intempéries, separado de outros membros da colectividade.
39
A
● Independente significa que os seus ocupantes não têm que atravessar outras unidades de aloja-
mento para entrar ou sair da unidade de alojamento onde habitam.
(INE)
O alojamento pode caracterizar-se pela sua tipologia (casa individual, apartamento em edifício,
etc.), pelo seu dimensionamento (área, número de divisões), pela sua idade e estado de conserva-
ção, pelos seus elementos de conforto (água, instalações sanitárias, electricidade, aquecimento) e
pela sua taxa de ocupação.
Pode-se também distinguir o modo de agrupamento dos alojamentos, a sua densidade, o estatu-
to da sua ocupação (propriedade do ocupante, aluguer, utilização graciosa), o seu modo de finan-
ciamento, etc.
ALTURA DA ARRIBA
ALTURA DA FACHADA
■ Dimensão vertical da construção, contada a partir do ponto de cota média do terreno, no alinha-
mento da fachada, até à linha superior do beirado ou platibanda. Deve entender-se por cota média
do terreno marginal à fachada, o ponto médio da linha de intersecção entre o plano da fachada e
o plano onde assenta a edificação ou que contém os pontos de cota máxima e mínima de assen-
tamento da fachada. Em solo rural a altura da fachada admissível em edificações para fins habi-
tacionais não deve ultrapassar a equivalente a dois pisos.
40
A
ALTURA MÍNIMA ENTRE PISOS
■ A altura entre pisos é igual à soma do pé-direito mais a espessura da laje de um piso.
A altura mínima entre pisos permitida pelo RGEU em edifícios para habitação não pode ser infe-
rior a 2.70 m, nem poderá o pé-direito livre respectivo ser inferior a 2.40 m, com excepção de ves-
tíbulos, corredores e arrecadações em que poderá descer a 2.20 m.
■ Dimensão vertical máxima da construção medida a partir da cota média do plano base de implan-
tação até ao ponto mais alto da construção incluindo a cobertura mas excluindo acessórios, cha-
minés e elementos decorativos.
AMBIENTE
■ Conjunto dos sistemas físicos, químicos, biológicos e suas relações, e dos factores económicos,
sociais e culturais com efeito directo ou indirecto, mediato ou imediato, sobre os seres vivos e a
qualidade de vida do homem.
41
A
ANCORADOURO DE ALBUFEIRA
■ Estrutura de apoio à utilização de embarcações na albufeira que poderá incluir local para manu-
tenção e oficina, posto de combustível, posto de socorros e vigilância / comunicação, rampa de
acesso e instalação de abrigo de barras em terra.
Consoante os serviços prestados estas estruturas poderão ser hierarquizadas em diferentes níveis
(1, 2 e 3) correspondendo o nível mais elevado a uma estrutura simples de acostagem.
ANDAR RECUADO
(RGEU)
ver: altura mínima entre pisos, área bruta do fogo, fachada
ANEXO
■ Construção destinada a uso complementar da construção principal, como por ex. garagens, arru-
mos, etc.
(Enciclopédia Luso-Brasileira)
ANTE-PRAIA
■ Zona terrestre, correspondendo a uma faixa de largura variável, definida, conforme os casos a par-
tir de:
Nas praias ou troços de praias confinantes com áreas urbanas ou urbanizáveis, o limite é o esta-
belecido, em planos ractificados, pelo limite das áreas urbanas ou urbanizáveis.
42
A
ANTEPROJECTO
■ Também denominado projecto base é o desenvolvimento, pelo autor do projecto, do estudo pré-
vio aprovado pelo dono da obra, destinado a esclarecer os aspectos da solução proposta que pos-
sam dar lugar a dúvidas, a apresentar com maior grau de pormenor alternativas de soluções difí-
ceis de definir no estudo prévio e, de um modo geral, a assentar em definitivo as bases a que deve
obedecer a continuação do estudo sob a forma de projecto de execução.
Autor do projecto: empresa, técnico ou grupo de técnicos que contrata com o dono da obra a ela-
boração do projecto.
(Instruções para o Cálculo dos Honorários Referentes aos Projectos de Obras Públicas, Port. de 7 de Fevereiro
de 1972, alterada pelas Port. de 22 de Novembro de 1974 e Port. de 5 de Março de 1986)
ver: estudo prévio, programa base, programa preliminar , projecto
APARTAMENTOS TURÍSTICOS
APOIO BALNEAR
■ Núcleo básico de funções e serviços infraestruturado, que integra vestiários, balneários e sanitá-
rios (com acesso independente e exterior), podendo assegurar as funções de apoio ao uso balnear
nomeadamente assistência a banhistas.
43
A
APOIO DE PRAIA
■ Para efeitos do ordenamento das praias marítimas os apoios de praia classificam-se em:
■ Área costeira com infra-estruturas simples de apoio a modalidades específicas de desporto náuti-
co, podendo servir a navegação, local com comprimento até 6 metros.
44
A
ARBORIZAÇÃO / REARBORIZAÇÃO
■ Instalação de povoamento florestal em novas áreas a partir de um solo nu, ou em áreas anterior-
mente arborizadas que foram sujeitas a corte final (inclusive áreas percorridas por incêndios).
(DL 139/88, de 22 de Abril, DL 327/90, de 22 de Outubro, Inquérito às Explorações Agrícolas 1995, Direcção
Geral das Florestas, 1999)
ÁREA ARQUEOLÓGICA
■ Zona delimitada geograficamente, que regista no seu interior a ocorrência de vestígios arqueoló-
gicos que implicam medidas especiais de monitorização em todas as actividades que possam cau-
sar danos à sua integridade.
(IPPAR, 1999)
■ Valor expresso em m2, resultante do somatório das áreas de todos os pavimentos, acima e abaixo
do solo, medidas pelo extradorso das paredes exteriores com exclusão de:
● Galerias exteriores, arruamentos e outros espaços livres de uso público cobertos pela edificação;
O conceito de área de construção pode ser aplicado exclusivamente a um uso específico, desig-
nadamente:
■ Superfície total do fogo, medida pelo perímetro exterior ou extradorso das paredes exteriores e
pelos eixos das paredes separadoras dos fogos.
45
A
Inclui varandas privativas e a parte correspondente às circulações comuns do prédio. (RGEU)
■ Área em que, devido às suas características de solo e subsolo, declive e dimensão da vertente e
outros factores susceptíveis de serem alterados, tais como o coberto vegetal e práticas culturais,
estão sujeitas à perda de solo, deslizamentos ou quebra de blocos.
■ Área que deve ser cedida ao Domínio Público, e destinada à circulação pedonal e de veículos, à instalação
de infra-estruturas, a espaços verdes e de lazer, a equipamentos de utilização colectiva e a estacionamento.
■ Área em que se verifique acentuada percentagem de construções efectuadas sem licença legalmen-
te exigida, incluindo as realizadas em terrenos loteados sem a competente licença.
46
A
ÁREA DE CONSTRUÇÃO PRIORITÁRIA ( ACP )
■ As áreas de construção prioritária visam definir os terrenos para construção imediata a incluir nos
programas anuais de actividade do Município.
(DL 152/82, de 3 de Maio)
ÁREA DE EQUIPAMENTOS
ÁREA DE EXPANSÃO
ver: classes de espaços, espaço urbanizável
ÁREA DE IDENTIDADE
■ Área que se pode caracterizar por um conjunto de elementos arquitectónicos, conferindo-lhe uma
certa uniformidade e um carácter comum, no relativo às suas formas, texturas, gramática, volu-
metrias, soluções cromáticas, época, etc. (Baixa Pombalina, Bairro Azul, etc.)
ÁREA DE IMPERMEABILIZAÇÃO ( AI )
47
A
tados com materiais impermeáveis ou que propiciem o mesmo efeito, designadamente em arrua-
mentos, estacionamentos, equipamentos desportivos e logradouros.
ÁREA DE IMPLANTAÇÃO
■ Valor expresso em m2, do somatório das áreas resultantes da projecção no plano horizontal de
todos os edifícios (residenciais e não residenciais), incluindo anexos, mas excluindo varandas e
platibandas.
■ Área em que, devido à natureza do solo e do substrato geológico, e ainda às condições de morfo-
logia do terreno, a infiltração das águas apresenta condições favoráveis, contribuindo assim para
a alimentação dos lençóis freáticos.
ÁREA DE INFRA-ESTRUTURAS
■ Áreas vinculadas à instalação das infra-estruturas previstas (águas, electricidade, gás, saneamento,
drenagens, etc), importando especialmente às vias onde essas infra-estruturas estão instaladas.
■ Áreas onde são definidos parâmetros e normas que permitam o seu aproveitamento e desenvol-
vimento turístico de forma harmoniosa e integrada, em ordem a preservar da melhor forma as
suas características e o meio ambiente e a minorar os efeitos negativos do impacte resultante do
crescimento turístico.
48
A
ÁREA DE JURISDIÇÃO PORTUÁRIA
■ Áreas do domínio público marítimo situadas entre as faixas da costa sob jurisdição da Direcção
Geral dos Recursos Naturais - DGRN (delimitadas nos termos do DL 379/89, de 27 de Outubro),
bem assim aquelas que venham a ser consideradas de interesse portuário mediante portaria con-
junta dos Ministros do Mar e do Ambiente e Recursos Naturais.
ÁREA DE LAJE
ÁREA DE PAVIMENTO
ÁREA DE RESPEITO
■ Áreas que se destinam a proteger as paisagens urbanas tradicionais de modo a defender os pontos
de vista situados no exterior dos aglomerados, podendo também implicar a protecção das fugas
panorâmicas observáveis do interior para zonas exteriores dos mesmos aglomerados urbanos.
Esta protecção pode implicar interdições à construção, ou limitações à altura e morfologia das
edificações a construir nas áreas em causa.
49
A
ÁREA DE SERVIÇO
Em cada itinerário as áreas de serviço deverão, em princípio, observar limites mínimos de afasta-
mento entre si e com as intersecções ou nós de ligação.
ÁREA DEGRADADA
■ Espaço urbano ou rural, cujas edificações apresentam mau estado de conservação e de habitabilida-
de, e carências ao nível de infra-estruturas e equipamentos, situação esta geralmente acompanha-
da em áreas residenciais pela degradação simultânea dos serviços que complementam a habitação.
ÁREA DO LOTE
■ Área de terreno de uma unidade cadastral mínima, para utilização urbana, resultante de uma
operação de loteamento.
50
A
ÁREA HABITÁVEL DO FOGO
■ Somatório das áreas de todas as divisões ou compartimentos da habitação, com excepção de ves-
tíbulos, circulações interiores, instalações sanitárias, arrumos e outros compartimentos de função
similar, e armários nas paredes.
Mede-se pelo intradorso das paredes que limitam o fogo, descontando enchalços até 30 cm, pare-
des interiores, divisórias e condutas.
(RGEU)
ver: área bruta do fogo, enchalços
ÁREA METROPOLITANA
■ Na legislação portuguesa as áreas metropolitanas são definidas como pessoas colectivas de direi-
to público de âmbito territorial, visando a prossecução de interesses próprios das populações da
área dos municípios integrantes.
● Alcochete, Almada, Amadora, Azambuja, Barreiro, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita,
Montijo, Odivelas, Oeiras, Palmela, Sesimbra, Setúbal, Seixal, Sintra e Vila Franca de Xira.
● Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo, Vila do Conde e Vila
Nova de Gaia.
Expressão traduzida da prática urbanística norte-americana que designa e delimita uma região urbana consti-
tuída pelo território ao redor de uma ou várias cidades com estatuto de metrópoles regionais, ou seja, que domi-
nam e organizam um espaço regional de forma dominante.
(Lei 44/91, de 2 de Agosto e outras fontes nomeadamente: P. Merlin, F. Choay, Dictionnaire de l’Urbanisme
et de l’Aménagement, PUF, Paris 1988)
51
A
ÁREA OCUPADA PELOS EDIFÍCIOS
ÁREA PROTEGIDA
■ Áreas terrestres e águas interiores e marítimas em que a fauna, a flora, a paisagem, os ecossiste-
mas ou outras ocorrências naturais apresentem, pela sua raridade, valores ecológicos ou paisagís-
ticos, importância científica, cultural e social assumam relevância especial que exija medidas
específicas de conservação e gestão, de modo a promover a gestão racional dos recursos naturais,
a valorização do património natural e construído, regulamentando as intervenções artificiais sus-
ceptíveis de as degradar.
As áreas protegidas poderão ser de interesse nacional, regional ou local, consoante os interesses
que procuram salvaguardar.
Parque Nacional
Reserva Natural
Parque Natural
Monumento Natural
Podem ainda ser classificadas áreas protegidas de estatuto privado designadas assim por Sítios de
Interesse Biológico.
■ A noção de área urbana de génese ilegal aplica-se apenas ao regime excepcional de reconversão
urbanísticas das áreas de génese ilegal. Consideram-se AUGI os prédios ou conjuntos de prédios
contíguos que, sem a competente licença de loteamento, quando legalmente exigida, tenham sido
objecto de operações físicas de parcelamento destinadas à construção até à data de entrada em
vigor do DL 400/84, de 31 de Dezembro, e que nos respectivos planos municipais de ordenamen-
to do território (PMOT), estejam classificadas como espaço urbano ou urbanizável.
52
A
entrada em vigor do DL 46 673, de 29 de Novembro de 1965, quando predominantemente ocu-
pados por construções não licenciadas.
■ Área disponível para uso balnear, medida acima da linha de limite de espraiamento das ondas
(~+3,5 ZT), distinguindo a zona de areal seco em permanência da que se encontra parte do dia
coberta pelo espraiamento das vagas, excluindo as zonas sensíveis e zonas de risco. A largura da
faixa de areal utilizável é coincidente, na maioria dos casos, com a distância entre o ponto de aces-
so à praia e a linha limite de espraiamento das ondas.
■ Soma das áreas de todas as divisões ou compartimentos da habitação, incluindo vestíbulos, cir-
culações interiores, instalações sanitárias, arrumos e outros compartimentos de função similar, e
armários nas paredes.
Mede-se pelo intradorso das paredes que limitam o fogo, descontando enchalços até 30 cm, pare-
des interiores, divisórias e condutas.
(RGEU)
ver: área bruta do fogo, área habitável do fogo, enchalços
AREAL
■ Zona de fraco declive, contígua à linha de máxima preia-mar de águas vivas equinociais, consti-
tuída por depósitos de materiais soltos, tais como areias, areões, cascalhos e calhaus, sem ou com
pouca vegetação e formada pela acção das águas, ventos e outras causas naturais ou artificiais.
(Instituto da Água,1999)
■ Áreas afectas a usos agro-florestais bem como as áreas fundamentais para a valorização da diver-
sidade paisagística, designadamente as áreas de reserva agrícola.
53
A
ÁREAS PERCORRIDAS POR INCÊNDIOS (florestais)
■ Área florestal percorrida por fogo sem controle. Considera-se área florestal a que se encontra
arborizada (povoamentos) ou que é constituída por incultos (matos).
(Direcção Geral de Florestas, DL 227/80, de 26 de Agosto; Lei 10/81, de 10 de Julho; Dec. Reg. 55/81, de 18
de Dezembro)
ver: inculto, povoamentos florestais
ARQUITECTURA DE ACOMPANHAMENTO
■ Edificações que preservam a organização espacial e estrutural característica das sucessivas fases
do contexto da envolvente de um monumento ou de um conjunto.
(IPPAR, 1999)
ARQUITECTURA POPULAR
■ Edificação de expressão local não erudita, resultante de uma adaptação às condições particulares
de uma região, patenteando uma correlação entre factores geográficos, climáticos e as condições
socioeconómicas e culturais.
(IPPAR, 1999)
ARQUITECTURA TRADICIONAL
■ Edificação em contexto urbano ou rural, com valor individual ou de conjunto, usualmente cons-
truída com recurso a práticas e tradições locais e utilização de materiais da região, com expressão
local e matriz de continuidade.
(IPPAR, 1999)
ARQUITECTURA VERNÁCULA
■ Construção que representa com pureza e autenticidade a tradição de uma região ou país.
(IPPAR, 1999)
54
A
ARREDORES
Sinónimo de arrabalde ou subúrbio, sendo que este último vocábulo é actualmente preferido.
(Enciclopédia Luso-Brasileira)
ver: subúrbio
ARRIBA OU FALÉSIA
■ Forma particular de vertente costeira abrupta ou com declive forte, em regra talhada em rochas
coerentes pela acção conjunta dos agentes morfogenéticos marinhos, continentais e biológicos.
ARRUAMENTO
■ Usualmente designado por rua ou avenida, é qualquer via de circulação no espaço urbano,
podendo ser qualificada como rodoviária ou pedonal, conforme o tipo de utilização, e pública ou
privada conforme o seu tipo de uso ou título de propriedade.
Segundo a largura do arruamento a circulação automóvel pode efectuar-se em uma ou mais vias,
ou faixas, permitindo a existência de um ou dois sentidos de circulação, reduzido por vezes a ape-
nas um a fim de aumentar o débito da rede.
No dimensionamento dos arruamentos atender-se-à á largura das vias (mínimo 3.00 m na cida-
de), e à eventual previsão de estacionamento lateral, em banda ou em espinha.
Os arruamentos podem ou não ser ladeados por passeios para peões, eventualmente com planta-
ção de árvores, ou comportando ainda um separador central entre os dois sentidos de circulação.
■ Exemplares isolados ou manchas de arvoredo que pelo seu porte, pelo seu desenho, pela sua idade
ou raridade, a Direcção-Geral das Florestas classifique de interesse público.
55
A
ATERRO SANITÁRIO
ver: resíduos
AUTENTICIDADE
■ Conceito que se situa na base da doutrina moderna da conservação e restauro dos monumentos.
Não possuindo um conteúdo absoluto, diz essencialmente respeito à natureza da mensagem glo-
bal de uma construção, procurando o equilíbrio entre a sua verdade formal, a sua história e valor
simbólico.
Nota: A preponderância do conceito tem vindo a consubstanciar-se pelo desenvolvimento considerável das técnicas
de consolidação, que permitem suster o estado evolutivo da degradação, sem recurso à substituição dos elementos
atingidos. Introduz nos critérios de intervenção a necessidade de manter os traços da passagem do tempo, o “envelhe-
cimento” natural ou resultante de vicissitudes históricas.
AUTO-ESTRADAS
■ Via pública destinada a trânsito rápido, com separação física de faixas de rodagem, sem cruza-
mentos de nível nem acesso a propriedades marginais, com acessos condicionados e sinalizada
como tal.
56
B
BALDIOS
● Para os efeitos da lei, comunidade local será o universo dos compartes.São compartes os mora-
dores de uma ou mais freguesias ou parte delas que, segundo os usos e costumes, têm direito ao
uso e fruição do baldio.
● Os baldios podem, no todo ou em parte, ser objecto de expropriação por motivo de utilidade
pública ou por abandono injustificado.
● Podem constituir-se servidões sobre parcelas de baldios, nos termos gerais de direito,nomeada-
mente por razões de interesse público.
BENS ARQUEOLÓGICOS
■ Vestígios e objectos ou quaisquer outros indícios de manifestações humanas que constituem tes-
temunho de épocas e civilizações, cujas principais fontes de informação científica são assegura-
das por escavações ou por descobertas.
BENS CULTURAIS
■ Bens, quaisquer que sejam as suas origens ou os seus proprietários, que representem uma impor-
tância relevante para o património cultural de um povo, como os monumentos arquitectónicos,
de arte, ou da história, religiosos ou laicos, os sítios arqueológicos, os conjuntos edificados que,
enquanto tal, possuem um interesse histórico ou artístico, as obras de arte, os manuscritos, os
livros e outros objectos de interesse artístico, histórico ou arqueológico, bem como as colecções
científicas e os importantes conjuntos de bens culturais móveis.
(UNESCO, Convenção para a Protecção dos Bens Culturais em Caso de Conflito Armado - Haia, 14 de Maio
de 1954 - em fase de ratificação)
57
B
BENS CULTURAIS A CLASSIFICAR
■ Bens que pelo seu relevante valor cultural, histórico ou patrimonial devem merecer especial protecção.
■ Bens que tenham sido objecto do acto final do procedimento administrativo mediante o qual se
determina que certo bem possui um inestimável valor cultural.
■ Bens em relação aos quais exista despacho do IPPAR a determinar a abertura do respectivo pro-
cesso de instrução por merecerem especial protecção pelo seu relevante valor cultural, histórico
ou patrimonial.
■ Bens imóveis que integram o património cultural podem ser classificados como monumentos,
conjuntos e sítios, eventualmente agrupáveis em categorias, nos termos que forem regulamenta-
dos, podendo ainda ser classificados como de valor local, valor regional, valor nacional ou valor
internacional.
BERMA
■ Superficície da via pública não especialmente destinada ao trânsito de veículos e que ladeia a faixa
de rodagem.
BIODIVERSIDADE
■ Descreve a variedade e variabilidade dos organismos vivos e dos complexos ecológicos em que
58
B-C
ocorrem. A diversidade pode ser definida como o número de itens diferentes e a frequência rela-
tiva desses itens. Estes itens estão organizados a vários níveis, de ecossistemas completos a estru-
turas bioquímicas que são a base molecular da hereditariedade. Por essa razão, o termo engloba
três níveis básicos de organização nos sistemas vivos: a genética, as espécies e os níveis de ecossis-
tema. As espécies animais e vegetais são as unidades de diversidade biológica mais populares,
assim, a preocupação pública centrou-se na conservação da diversidade das espécies, o que levou
a esforços no sentido de preservar as espécies ameaçadas e de definir áreas protegidas.
(Definição subscrita pela Direcção Geral do Ambiente com base na seguinte fonte: A Gilpin, Environmental
Impacte Assessment (EIA), Cambridge University Press, 1995; Environmental Protection Agency (EPA),
Office of Communications, Education and Public Affairs Editorial Services Division, April, 1994).
■ Variabilidade entre os organismos vivos de todas as origens incluindo, entre outros, os ecossiste-
mas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos dos quais
fazem parte, compreendendo a diversidade dentro de cada espécie, entre as espécies e os ecossis-
temas.
(Ministério do Ambiente Proposta de novo regime de Avaliação de Impacte Ambiental, Março de 1999)
ver: ecossistema
BIÓTOPO
■ Área caracterizada por uma uniformidade nas condições principais de habitat (clima, solo, etc.)
e nas características da comunidade que aí vive.
(Tavares, C.N. & G.F. Sacarrão. Curso de Biologia. Ministério da Educação e Investigação Científica, 1979)
■ Parte de uma exploração agrícola inteiramente rodeada de terras, ou outros elementos, não per-
tencentes à exploração.
(INE)
■ Áreas côncavas situadas na zona montante das bacias hidrográficas, tendo por função o apanha-
mento das águas pluviais, onde se pretende promover a máxima infiltração das águas pluviais e
reduzir o escoamento superficial e, consequentemente , a erosão.
59
C
CADASTRO
CADASTRO PREDIAL
CAIS
CAIS DE ATRACAÇÃO
Designa-se fingers a passadeira fixa ou flutuante que se projecta a partir de um passadiço princi-
pal e à qual estão atracadas embarcações.
60
C
CALAMIDADE
CAMAS TURISTICAS
CAMINHO DE FERRO
(INE)
CAMINHOS PÚBLICOS
CAPACIDADE DE CARGA
■ Na gestão da vida selvagem, é o número máximo de animais que uma área pode suportar duran-
te um dado período, ou seja, é a capacidade máxima de apoio de vida de um ecossistema.
(Definição subscrita pela Direcção-Geral do Ambiente com base na seguinte fonte: Environmental Protection
Agency (EPA), Office of Communications, Education and Affairs Editorial Services Division April, 1994).
61
C
■ Capacidade de carga de uma praia também, por vezes, designada capacidade de utilização da praia
é o número de utentes admitido em simultâneo para o areal, calculado nos termos do regulamen-
to do POOC ou definido em estudos e projectos específicos em função da dimensão do areal.
CASCO ANTIGO
(IPPAR, 1999)
CATÁSTROFE
CENTRAL DE CAMIONAGEM
ver: estação central de camionagem
62
C
CENTROS DE DEPURAÇÃO
■ Instalações onde se promove uma melhoria da qualidade das espécies marinhas durante o tempo
necessário à eliminação de contaminantes microbiológicos, tornando-as salubres para o consu-
mo humano.
CENTROS DE EXPEDIÇÃO
CENTROS DE INTERPRETAÇÃO
CENTRO HISTÓRICO
■ Coincide por via de regra com o polo de origem do aglomerado, de onde irradiaram outras áreas
urbanas sedimentadas pelo tempo, conferindo assim a esta zona uma característica própria cuja
delimitação deve implicar todo um conjunto de regras tendentes à sua conservação e valorização.
CENTRO NAÚTICO
63
C
CENTRO URBANO ANTIGO
CÉRCEA
■ Dimensão vertical da construção, medida a partir do ponto de cota média do terreno marginal
ao alinhamento da fachada até à linha superior do beirado, platibanda ou guarda do terraço,
incluindo andares recuados, mas excluindo acessórios: chaminés, casa de máquinas de ascenso-
res, depósitos de água, etc.
CIDADE HISTÓRICA
■ Aglomerado urbano, qualquer que seja a sua dimensão, com o seu ambiente natural ou construí-
do, que, para além da sua qualidade de documento histórico, exprime os valores próprios das
civilizações urbanas tradicionais.
CIRCULAR
■ Via de comunicação rodoviária que contorna uma zona urbanizada ou parte desta, destinada a
desviar o tráfego, total ou parcialmente, do respectivo centro.
64
C
CLASSES DE ESPAÇOS
CLASSES DE SOLOS
● Solos da classe A : capacidade de uso muito elevada, com poucas ou nenhumas limitações, sem
riscos de erosão ou com riscos ligeiros, susceptíveis de utilização intensiva ou de outras utiliza-
ções.
● Solos da classe B : capacidade de uso elevada, limitações moderadas, riscos de erosão modera-
dos, susceptíveis de utilização agrícola moderadamente intensiva e de outras utilizações.
● Solos da classe C : capacidade de uso moderada, limitações acentuadas, riscos de erosão eleva-
dos, susceptíveis de utilização agrícola pouco intensiva e de outras utilizações.
● Solos da classe D : capacidade de uso baixa, limitações severas, riscos de erosão de elevados a
muito elevados, não susceptíveis de utilização agrícola, salvo em casos muito especiais, poucas
ou moderadas limitações para pastagem, exploração de matas e exploração florestal.
● Solos da classe E : capacidade de uso muito baixa, limitações muito severas, riscos de erosão
muito elevados, não susceptíveis de uso agrícola, severas a muito severas limitações para pasta-
gens, exploração de matas e exploração florestal, não sendo em muitos casos susceptíveis de
qualquer utilização económica, podendo destinar-se a vegetação natural ou floresta de protec-
ção ou recuperação.
● Solos da subclasse Ch : os que pertencendo à classe C, apresentam excesso de água ou uma dre-
nagem pobre, que constitui o principal factor limitante da sua utilização ou condicionador dos
riscos a que o solo está sujeito em resultado de uma permeabilidade lenta, de um nível freático
elevado ou da frequência de inundações.
65
C
COEFICIENTE DE OCUPAÇÃO DO SOLO (COS)
COMUNIDADE DE PESCA
■ Agrupamento populacional cujos membros se encontram interligados por estreitos laços e afini-
dades socioculturais, fortemente dependente da pesca, exercida com base num porto ou numa
praia (fluvial, estuarina ou marítima) dispondo ou não de infra-estruturas colectivas de suporte à
actividade pesqueira e utilizando áreas de areal e planos de água associados, de extensão variável.
CONCESSÃO BALNEAR
Ver: licença ou concessão de praia balnear
CONCURSO LIMITADO
■ Concurso em que só podem apresentar proposta as empresas para o efeito convidadas pelo dono
da obra.
CONCURSO PÚBLICO
■ Concurso ao qual possam apresentar proposta todas as empresas que se encontrem nas condições
gerais estabelecidas por lei.
CONDOMÍNIO FECHADO
● Edifício sujeito ao regime de propriedade horizontal que foi dotado de um conjunto de serviços
complementares aos condóminos, vedados ao público (health club; jardins e áreas de lazer; etc).
66
C
● Vários edifícios, sujeitos ou não ao regime de propriedade horizontal, usufruindo de áreas
comuns a todos eles, encontrando-se tais áreas habitualmente vedadas ao público ou com aces-
so condicionado.
CONJUNTO
■ Agrupamento arquitectónico urbano ou rural com suficiente coesão, de modo a poder ser deli-
mitado geograficamente, e notável, simultâneamente, pela sua unidade ou integração na paisa-
gem e pelo seu interesse histórico, arqueológico, artístico, científico ou social.
CONJUNTO ARQUITECTÓNICO
■ Agrupamento homogéneo de construções urbanas, ou rurais, notáveis pelo seu interesse históri-
co, arqueológico, artístico, científico, social ou técnico, e suficientemente coerente para ser objec-
to de uma delimitação topográfica.
(Convenção para a Salvaguarda do Património Arquitectónico da Europa, 1985, ratificada pelo Decreto do
Presidente da República nº 5/91, de 23 de Janeiro)
■ Todo o grupo de construções e de espaços incluindo os sítios arqueológicos e paleontológicos que resul-
tem de uma fixação humana, quer em meio urbano quer rural, e cuja coesão e valor são reconhecidos
do ponto de vista arqueológico, arquitectónico, pré-histórico, histórico, estético ou sociocultural.
(UNESCO, Recomendação para a salvaguarda dos Conjuntos Históricos ou Tradicionais e a sua Função na
Vida Contemporânea, Nairobi, 26 de Novembro de 1976)
CONJUNTO TURÍSTICO
(DL 167/97, de 4 de Julho, alterado pelo DL 305/99, de 6 de Agosto; Dec.Reg. 20/99, de 13 de Setembro)
67
C
CONSERVAÇÃO
CONSERVAÇÃO DA NATUREZA
■ Gestão da utilização humana da Natureza, de modo a viabilizar de forma perene a máxima renta-
bilidade compatível com a manutenção da capacidade de regeneração de todos os recursos vivos.
■ No âmbito dos POOC é uma construção executada com materiais pré-fabricados, modulados ou
ligeiros, permitindo a sua fácil remoção ou desmontagem.
CONSTRUÇÃO CLANDESTINA
■ No âmbito dos POOC é um imóvel assente sobre fundação permanente e dispondo de estrutura
em betão armado, paredes e cobertura rígidas, não amovíveis.
CONSTRUÇÃO MISTA
68
C
CONSTRUÇÃO PRINCIPAL DO LOTE
■ Construção individualizável, com acesso feito por arruamento ou espaço público, e ligação ou
possibilidade de ligação independente às redes de infra-estruturas.
CONTINUUM NATURALE
■ Sistema contínuo de ocorrências naturais que constituem o suporte da vida silvestre e da manu-
tenção do potencial genético e que contribui para o equilíbrio e estabilidade do território.
CONTRA-ORDENAÇÃO
■ Facto ilícito e censurável que preencha um tipo legal no qual se comine uma coima.
No âmbito do regime jurídico da urbanização e da edificação estão previstas diversas contra-ordenações e res-
pectivas coimas.
Sem prejuízo da responsabilidade civil, criminal ou disciplinar, são igualmente puníveis como
contra-ordenação diversos actos ou situações referidos na lei.
As câmaras municipais, são as entidades competentes para determinar a instrução dos processos
de contra-ordenação.
CONTRATO DE URBANIZAÇÃO
69
C
públicos, bem como outras entidades envolvidas na operação de loteamento ou na urbanização
dela resultante, designadamente interessadas na aquisição dos lotes.
CONTRATO-PROGRAMA
CONURBAÇÃO
CONVENÇÃO
■ Cada um dos sinais que nas cartas representam determinados elementos em pormenores do ter-
reno. Topogr.
(IPPAR, 1999)
CORREDOR DE CIRCULAÇÃO
70
C-D
COTA DE SOLEIRA
Quando o edifício se situa entre dois arruamentos a diferentes níveis com entradas em ambos,
deve ser claramente indicado aquela que se considera a entrada principal.
CRUZAMENTO
CULTURAS MARINHAS
■ Actividades que tenham por finalidade a reprodução e/ou o crescimento e engorda, a manuten-
ção ou o melhoramento de espécies marinhas.
DEMOLIÇÃO DE EDIFÍCIOS
71
D
DENSIDADE AO LOTE
DENSIDADE BRUTA
DENSIDADE HABITACIONAL
DENSIDADE LÍQUIDA
Poderão eventualmente ser também retiradas as áreas afectas a grandes vias de atravessamento ou
vias principais.
72
D
DENSIDADE POPULACIONAL
DEPÓSITO DE SUCATA
DEPÓSITOS MINERAIS
■ Ocorrências minerais existentes em território nacional e nos fundos marinhos da zona económi-
ca exclusiva que, pela sua raridade, alto valor específico ou importância na aplicação em proces-
sos industriais das substâncias nelas contidas, se apresentam com especial interesse para a econo-
mia nacional.
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
(Definição subscrita pela Direcção Geral do Ambiente com base na seguinte fonte: Environmental Protection
Agency (EPA), Office of Communications, Education and Public Affairs Editorial Services Division, April, 1994)
■ Progresso económico, social e político de forma a assegurar a satisfação das necessidades do presen-
te sem comprometer a capacidade das futuras gerações satisfazerem as suas próprias necessidades.
73
D
DESPERDÍCIOS
DESTAQUE
■ Divisão de um prédio em duas partes destinando-se, pelo menos uma delas, imediata ou subse-
quentemente, à construção urbana.
Dentro dos perímetros urbanos, o destaque é possível se se verificarem cumulativamente as
seguintes condições:
● Do destaque resultarem apenas duas parcelas e ambas confrontarem com arruamentos públicos.
● A construção a levar a efeito na parcela a destacar dispôr de projecto aprovado pela Câmara
Municipal.
● A construção só poderá ser levada a cabo numa das parcelas, e será exclusivamente habitacio-
nal, destinando-se a um ou dois fogos no máximo.
● A superfície da restante parcela não poderá ser inferior à área mínima fixada no projecto de
intervenção em espaço rural em vigor ou quando aquele não exista à área da unidade de cultu-
ra definida para a região em causa ( Port. 202/70, de 21 de Abril). Nas áreas de RAN a unidade
de cultura é o dobro da fixada na Port. 202/70.
Na área correspondente ao prédio originário não é permitido efectuar novo destaque nos termos
referidos nos pontos anteriores por um prazo de dez anos contados da data do destaque anterior.
DETENTOR DE RESÍDUOS
ver: resíduos
74
D
DETRITOS
DIREITO À INFORMAÇÃO
■ Direito que os particulares têm de ser informados pela Administração, sempre que o requeiram,
sobre o andamento dos procedimentos em que sejam directamente interessados ou quando pro-
vem ter interesse legítimo no conhecimento dos elementos que pretendam, de conhecer as reso-
luções definitivas que sobre eles forem tomadas, bem como o direito de consultar os processos
que não contenham documentos classificados, ou que revelem segredo comercial ou industrial
ou segredo relativo à propriedade literária, artística ou científica. Têm ainda o direito de obter,
mediante pagamento, certidão, reprodução ou declaração autenticada dos documentos que cons-
tem dos processos a que tenham acesso. Todas as pessoas têm o direito de acesso aos arquivos e
registos administrativos, mesmo que não se encontre em curso qualquer procedimento que lhes
diga directamente respeito, sem prejuízo da legislação em vigor sobre essa matéria.
DIREITO DE PREFERÊNCIA
■ Instrumento de execução de planos em que o município tem preferência nas transmissões por
título oneroso, entre particulares, de terrenos ou edifícios situados nas áreas do plano com exe-
cução programada.
O direito de preferência pode ser exercido com a declaração de não aceitação do preço conven-
cionado.
DIREITO DE SUPERFÍCIE
■ Direito que se aplica aos terrenos já pertencentes à Administração ou por elas adquiridos para os
seguintes fins:
75
D
Não podem ser alienados, salvo a pessoas colectivas de direito público e empresas públicas, deven-
do apenas ser cedido o direito à utilização, mediante a constituição do direito de superfície, dos ter-
renos destinados a empreendimentos cuja realização não venha a ser efectuada pela Administração.
DISSONÂNCIA
ver: intrusão visual
DIVERSIDADE BIOLÓGICA
ver: biodiversidade
DOMÍNIO HÍDRICO
■ Abrange os terrenos das faixas da costa e demais águas sujeitas à influência das marés, nos termos
do Art. 1º do DL 201/92, de 29 de Setembro, as correntes de água, lagos ou lagoas, com os seus
leitos, margens e zonas adjacentes, nos termos do DL 468/71, de 5 de Novembro, com o respecti-
vo subsolo e espaço aéreo correspondente, bem como as águas subterrâneas.
O domínio hídrico compreende o domínio público hídrico e o domínio hídrico privado.
● As águas que nascerem em prédio particular e as pluviais que nele caírem, enquanto não trans-
puserem, abandonadas, os limites do mesmo prédio ou daquele para onde o dono dele as tiver
conduzido, e ainda as que, ultrapassando esses limites e correndo por prédios particulares,
forem consumidas antes de se lançarem no mar ou em outra água pública;
● Os lagos e lagoas existentes dentro de um prédio particular, quando não sejam alimentados por
corrente pública;
● As águas originariamente públicas que tenham entrado no domínio privado até 21 de Março de
1868, por pré-ocupação, doação régia ou concessão;
76
D
● As águas subterrâneas existentes em terrenos públicos, municipais ou de freguesia, exploradas
mediante licença e destinadas a regas ou melhoramentos agrícolas.
● Os poços, galerias, canais, levadas, aquedutos, reservatórios, albufeiras e demais obras destina-
das à captação, derivação ou armanezamento de águas públicas ou particulares;
● O leito ou álveo das correntes não navegáveis nem flutuáveis que atravessam terrenos particulares.
Entende-se por leito ou álveo a porção de terreno que a água cobre sem transbordar para o solo natural, habi-
tualmente enxuto.
(Código Civil)
ver: domínio hídrico
■ Bens que, em princípio, estão sujeitos a um regime de Direito privado e inseridos no comércio
jurídico correspondente.
O domínio das coisas pertencentes ao Estado ou quaisquer outras pessoas colectivas públicas está
igualmente sujeito às disposições do Código Civil em tudo o que não for especialmente regulado
e não contrarie a natureza própria daquele domínio.
DOMÍNIO PÚBLICO
■ Conjunto das coisas que, pertencendo a uma pessoa colectiva de direito público de população e
território, são submetidas por lei, dado o fim de utilidade pública a que se encontram afectadas,
a um regime jurídico especial caracterizado fundamentalmente pela sua incomercialidade, em
ordem a preservar a produção dessa utilidade pública (acepção objectiva).
Conjunto das normas que definem e regulam os direitos que se exercem sobre as coisas públicas
(acepção institucional).
(Dicionário Jurídico da Administração Pública - direcção de José Pedro Fernandes, FLAD, 1991)
■ Consideram-se do domínio público (hídrico) do Estado os leitos e margens das águas do mar e de
quaisquer águas navegáveis ou flutuáveis, sempre que tais leitos e margens lhe pertençam, e bem
77
D-E
assim os leitos e margens das águas não navegáveis nem flutuáveis que atravessem terrenos públi-
cos do Estado.
DRENAGEM
DUNA LITORAL
■ Forma de acumulação eólica cujo material de origem é constituído por areias marinhas.
ECOSSISTEMA
■ Unidade funcional básica, que inclui tanto organismos (comunidades bióticas) como o ambien-
te abiótico, cada um deles influenciando as propriedades do outro, sendo ambos necessários para
a conservação da vida tal como existe na terra.
É um conceito amplo, também por vezes designado por biogeocenose, que procura dar realce às
relações obrigatórias, à interdependência e às relações causais entre a comunidade biológica e o
ambiente natural, sempre que constituam uma unidade funcional ou geográfica.
Uma análise ecossistémica tem necessariamente que atender às propriedades relativas a “circuitos
de energia, cadeias alimentares, diversidade de padrões, ciclos nutritivos, desenvolvimentos, evo-
luções e mecanismos de controlo.”
EDIFICAÇÃO
78
E
EDIFÍCIO
■ Construção independente, coberta, limitada por paredes exteriores ou paredes meias que vão das
fundações à cobertura, destinada a servir de habitação com um ou mais alojamentos/fogos ou
outros fins.
(INE)
EDIFÍCIO DE ACOMPANHAMENTO
■ Edificação sem valor intrínseco específico, salvo o que resulta da sua contribuição para a caracte-
rização de um ambiente urbano próprio.
(IPPAR, 1999)
EDIFÍCIO DISSONANTE
■ Aquele que pela sua composição, volumetria, materiais ou cores entra em conflito com os edifí-
cios confinantes, com o espaço circundante ou com as características das construções dos lugares
onde se situam.
(IPPAR, 1999)
EFEITO AMBIENTAL
(Ministério do Ambiente, Proposta de novo regime de Avaliação de Impacte Ambiental, Março de 1999)
EIXO DA ESTRADA
■ Linha de separação dos dois sentidos do trânsito ou, no caso de existir separador, a linha que o
divide ao meio, ou ainda, no caso dos ramos dos nós de ligação entre estradas nacionais ou entre
estas e estradas não nacionais, a linha que divide ao meio a faixa ou faixas de rodagem que cons-
tituem o ramo de nó.
79
E
EIXO DA FAIXA DE RODAGEM
■ Linha longitudinal, materializada ou não, que divide uma faixa de rodagem em duas partes, cada
uma afecta a um sentido de trânsito.
(Código da Estrada, aprovado pelo DL 114/94 de 3 de Maio, alterado pelo DL 2/98, de 3 de Janeiro)
ver: eixo da estrada
EMBARGO
Assim:
Sem prejuízo das competências atribuídas por lei a outras entidades, o presidente da Câmara
Municipal é competente para embargar obras de urbanização, de edificação ou de demolição,
bem como quaisquer trabalhos de remodelação de terrenos, quando estejam a ser executadas:
A notificação do embargo é feita ao responsável pela direcção técnica da obra no local, bem como
ao titular do alvará de licença ou autorização, sendo suficiente qualquer dessas notificações para
obrigar à suspensão dos trabalhos.
80
E
EMPENA
EMPREENDIMENTOS TURÍSTICOS
● Estabelecimentos hoteleiros;
● Meios complementares de alojamentos turísticos;
● Parques de campismo públicos;
● Conjuntos turísticos
ENCHALÇO
Segundo o RGEU o somatório das áreas dos enchalços é considerado para o cálculo da área útil
e da área habitável do fogo.
(RGEU)
ver: área habitável do fogo, área útil do fogo
81
E
ENQUADRAMENTO DOS BENS CULTURAIS
■ Enquadramento orgânico, natural ou construído, dos bens culturais imóveis que afecte a percep-
ção e leitura de elementos e conjuntos ou que com eles esteja directamente relacionado, por
razões de integração espacial ou motivos sociais, económicos ou culturais, deve ser sempre defi-
nido de acordo com a importância arqueológica, histórica, e tecnológica, artística, arquitectóni-
ca, urbanística ou paisagística do lugar, por constituir parte indispensável na defesa desses mes-
mos bens.
ENTRONCAMENTO
ENVOLVENTE
■ Também designado por área, espaço ou zona envolvente, é a porção de espaço, construído ou não,
que rodeia ou envolve um monumento, edifício notável, conjunto ou localidade.
82
E
etc.) e à prática pela colectividade, de actividades culturais, desportivas, ou de recreio e lazer.
EQUIPAMENTOS DE PRAIA
■ Núcleo de funções e serviços situados na área envolvente da praia e destinados a similares de hote-
laria, que proporcionam um serviço de restaurante ou snack-bar. Consideram-se ainda equipa-
mentos os bares e as esplanadas de funcionamento anual que não se relacionem directamente
com o apoio ao uso de praia.
(Instituto da Água,1999)
EROSÃO
■ Degradação da superfície do solo sob a acção da água (erosão hídrica) ou do vento (erosão eólica).
ESCARPA
ESCAVAÇÕES ARQUEOLÓGICAS
■ Conjunto de técnicas que permitem chegar à interpretação histórica pela leitura de vestígios
materiais existentes no subsolo em depósitos arqueológicos.
(IPPAR, 1999)
83
E
ESPAÇO AGRO-FLORESTAL
ESPAÇO FLORESTAL
■ Para efeitos do ordenamento florestal os Espaços Florestais são as áreas ocupadas por arvoredos
florestais de qualquer porte ou com uso silvo-pastoril ou os incultos de longa duração.
ESPAÇO SILVO-PASTORIL
■ São os espaços livres entendidos como espaços exteriores, enquadrados na estrutura verde urba-
na, que se prestam a uma utilização menos condicionada, a comportamentos espontâneos e a
uma estada descontraída por parte da população utente.
Inclui, nomeadamente: jardins, equipamentos desportivos a céu aberto e praças com exclusão dos
logradouros privados.
(Lynch 1990)
ver : área bruta de construção
(DL 175/88, de 17 de Maio; Port. 513/89, de 6 de julho; Direcção Geral de Florestas, 1999)
84
E
ESQUEMA DE DESENVOLVIMENTO DO ESPAÇO COMUNITÁRIO (E.D.E.C.)
■ Documento aprovado, em Maio de 1999, em Potsdam, no Conselho Informal dos Ministros res-
ponsáveis pelo Ordenamento do Território dos Estados Membros da União Europeia, contendo
os objectivos espaciais comuns e as linhas orientadoras comuns do futuro desenvolvimento do
território da União Europeia.
■ Local em que se exerce a actividade de comércio a retalho, entendida como a actividade exercida
por toda a pessoa física ou colectiva que, a título habitual e profissional, compra mercadorias em
seu próprio nome e por sua própria conta e as revenda directamente ao consumidor final.
■ Local onde se exerce, em simultâneo, a actividade de comércio de ramo alimentar e não alimen-
tar, desde que qualquer destes ramos atinja, pelo menos, 10% do volume total das vendas do esta-
belecimento.
■ Local onde se exerce a actividade de comércio por grosso, entendida, como a actividade praticada
por toda a pessoa física ou colectiva que, a título habitual e profissional, compra mercadorias em
seu próprio nome e por sua própria conta e as revende, quer a outros comerciantes, grossistas ou
retalhistas, quer a transformadores, quer ainda a utilizadores profissionais ou grandes utilizadores.
85
E
ESTABELECIMENTO INDUSTRIAL
■ Local onde seja exercida, principal ou acessóriamente, por conta própria ou de terceiros, qualquer
actividade industrial, independentemente da sua dimensão, do número de trabalhadores, equipa-
mento ou outros factores de produção.
São estabelecimentos de bebidas, qualquer que seja a sua denominação, os estabelecimentos des-
tinados a proporcionar, mediante remuneração, bebidas e serviço de cafetaria para consumo no
próprio estabelecimento ou fora dele. Estas podem dispor de salas ou espaços destinados a dança.
ESTABELECIMENTOS HOTELEIROS
● Hoteis;
● Hoteis-Apartamentos;
● Pensões;
● Estalagens;
● Moteis;
● Pousadas.
86
E
A definição da localização de cada Estação Central de Camionagem resultará da aprovação do
plano de urbanização em que seja prevista. Na ausência de plano de urbanização aprovado, ou se
ele for omisso sobre a localização de E.C.C., ou ainda quando seja necessário outra ou outras para
além das nele consideradas, poderá a Câmara Municipal do concelho respectivo ou, através dela,
uma sociedade que obedeça às condições estabelecidas no Art. 12º do DL 170/71, ou um grupo
de transportadores que pretendam constitui-la tomar a iniciativa de requerer a definição da res-
pectiva localização.
■ Área de Estacionamento
Área passível de ser utilizada para estacionamento e servida por acesso viário, com as caracterís-
ticas exigidas em função da categoria atribuída à praia.
■ Estacionamento Necessário
■ Estacionamento Pavimentado
Área destinada a parqueamento, devidamente delimitada, com drenagem de águas pluviais, reves-
tido com materiais estáveis e resistentes às cargas e aos agentes atmosféricos, e com vias de circu-
lação e lugares de estacionamento devidamente assinalados.
■ Estacionamento Regularizado
87
E
ESTAÇÕES DE TRANSFERÊNCIA
ver: resíduos
ESTAÇÕES DE TRIAGEM
ver: resíduos
ESTALAGENS
■ São os estabelecimentos hoteleiros instalados em um ou mais edifícios, que pelas suas caracterís-
ticas arquitectónicas, estilo do mobiliário e serviço prestado, estejam integrados na arquitectura
regional e disponham de zona verde ou logradouro natural envolvente.
■ O RGEU estipula no tocante às condições especiais relativas à estética das edificações designada-
mente o seguinte:
● As construções em zonas urbanas ou rurais, seja qual for a sua natureza e o fim a que se desti-
nem, deverão ser delineadas, executadas e mantidas de forma que contribuam para a dignifica-
ção e valorização estética do conjunto em que venham a integrar-se.
● Não poderão erigir-se quaisquer construções susceptíveis de comprometerem, pela sua locali-
zação, aparência ou proporções, o aspecto das povoações ou dos conjuntos arquitectónicos, edi-
fícios e locais de reconhecido interesse histórico ou artístico ou de prejudicar a beleza das pai-
sagens.
(RGEU)
ver: envolvente, intrusão visual
88
E
ESTRADAS INTERNACIONAIS
■ Os troços de estradas nacionais integrados na rede das grandes estradas de tráfego internacional.
■ As estradas que, não estando classificadas como nacionais, são julgadas de interesse para um ou
mais concelhos, ligando as respectivas sedes às diferentes freguesias e povoações e estas entre si
ou às estradas nacionais. Estão a cargo das Câmaras Municipais.
■ As rodovias integradas nos itinerários principais (IP) da rede fundamental e nos itinerários com-
plementares (IC) e nas estradas nacionais (EN) da rede complementar, de acordo com o Plano
Rodoviário Nacional.
ESTRUTURA ECOLÓGICA
■ As áeras, valores e sistemas fundamentais para a protecção e valorização ambiental dos espaços
rurais e urbanos, designadamente as áreas de reserva ecológica.
89
E
■ Reúne os sistemas indispensáveis ao funcionamento do ramo terrestre do ciclo da água, à circu-
lação do ar no nível vivido da atmosfera, à reprodução/circulação das comunidades florísticas e
faunísticas e à conservação do solo vivo que suporta a produção de bio-massa.
ESTRUTURA VERDE
■ A estrutura verde engloba todos os espaços verdes da Região, Sub-região ou Concelho, dos quais
a estrutura ecológica constitui um subconjunto. Os espaços verdes são representados, não em ter-
mos de zonamento, mas através de tipologias que representam as várias formas assumidas pelas
massas verdes permitidas pela ecologia do lugar e inspiradas ou constituídas pelas tipologias tra-
dicionais da paisagem rural.
■ Por estrutura verde entende-se o conjunto de áreas verdes para uso predominantemente público,
que asseguram um conjunto de funções ecológicas em meio urbano e ainda com funções de esta-
dia, de recreio, e de enquadramento da estrutura urbana.
Nesta estrutura se engloba todos os espaços verdes, designadamente, as alamedas, praças, jardins
públicos e parques urbanos.
ESTUÁRIO
■ Secção terminal de um curso de água limitada a montante pelo local até onde se fazem sentir as
correntes de maré (salinidade e dinâmica).
90
E
ESTUDO DE IMPACTE AMBIENTAL ( EIA )
■ Estudo sob responsabilidade do proponente, contendo informações sobre o projecto, zona afec-
tada e conjunto de alterações significativas, aprovadas por esse projecto a curto ou a longo prazo,
sobre o ambiente, nas suas componentes biofísicas, económicas, sócio-culturais e humanas e suas
inter-relações.
ESTUDO PRÉVIO
■ Documento elaborado pelo autor do projecto, depois da aprovação do programa base visando o
desenvolvimento da solução programada, essencialmente no que respeita à concepção geral da obra.
Autor do projecto: empresa, técnico ou grupo de técnicos que contrata com o dono da obra a elaboração do projecto.
Dono da obra: pessoa colectiva que manda elaborar o projecto.
(Instruções para o Cálculo dos Honorários Referentes aos Projectos de Obras Públicas, Port. de 7 de Fevereiro
de 1972, alterada pelas Port. de 22 de Novembro de 1974 e Port. de 5 de Março de 1986)
ver: anteprojecto, programa base, programa preliminar, projecto
EXPLORAÇÃO AGRÍCOLA
■ Unidade técnico-económica que utiliza mão de obra e factores de produção próprios e que deve
satisfazer obrigatoriamente as quatro características seguintes:
(INE,1989)
91
E-F
obter, com carácter durável e sustentável, os proveitos suficientes para cobrir os custos reais de
produção e remunerar adequadamente o trabalho e outros recursos próprios aplicados pelo agri-
cultor na exploração.
EXPROPRIAÇÃO
■ É um instrumento de execução de planos a que a administração pode recorrer sempre que seja
necessário à execução de planos municipais de ordenamento do território.
Os proprietários podem exigir a expropriação por utilidade pública dos seus terrenos necessários
à execução dos planos quando se destinem a regularização de estremas indispensáveis à realiza-
ção do aproveitamento previsto em plano de pormenor.
EXTRACÇÃO DE INERTES
FACHADA
■ São as frentes de construção de um edifício que confrontam com arruamentos ou espaços públi-
cos e privados.
92
F
FAIXA COSTEIRA
■ Banda ao longo da costa marítima, cuja largura é limitada pela linha de máxima praia-mar de
águas vivas equinociais e pela linha situada a 2 km daquela para o interior.
FAIXA DE RODAGEM
(Código da Estrada, aprovado pelo DL 114/94 de 3 de Maio, alterado pelo DL 2/98, de 3 de Janeiro)
FLORESTA
ver: espaço florestal
FOGO
■ Sinónimo de alojamento familiar clássico. É o lugar distinto e independente constituído por uma
divisão ou conjunto de divisões e seus anexos, num edifício de carácter permanente, ou numa
parte distinta do edifício (do ponto de vista estrutural), que considerando a maneira como foi
construído, reconstruído, ampliado ou transformado se destina a servir de habitação, normal-
mente, apenas de uma família/agregado doméstico privado. Deve ter uma entrada independente
que dê acesso (quer directamente, quer através de um jardim ou um terreno) a uma via ou uma
passagem comum no interior do edifício (escada, corredor ou galeria, etc.). As divisões isoladas,
manifestamente construídas, ampliadas ou transformadas para fazer parte do alojamento fami-
liar clássico/fogo são consideradas como parte integrante do mesmo.
(INE)
ver: alojamento
93
E-F
FORMA DE IMPLANTAÇÃO
■ Modo como os edifícios no seu conjunto ocupam o solo, nomeadamente: pontual disperso, pon-
tual concentrado, malha urbana irregular, malha urbana regular, etc.
● decreto regulamentar: decreto emanado do Governo em matérias contidas no âmbito dos regu-
lamentos independentes.
● decreto regional: decreto emanado das Assembleias Legislativas Regionais das Regiões
Autónomas, que regulamenta leis gerais da República.
● decreto regulamentar regional: decreto emanado dos Governos Regionais das Regiões
Autónomas, que regulamenta legislação regional.
(DGOTDU,1999)
ver: regulamento
FUGA PANORÂMICA
■ Vista enquadrada pelo cenário urbano, em direcção ao exterior, sobre o ambiente envolvente dos
aglomerados (mar, rio, campo) estabelecendo o contraste entre a estrutura urbana e o ambiente
envolvente dessa estrutura.
FUNDO DE COMPENSAÇÃO
■ É um fundo gerido pela Câmara Municipal com a participação dos interessados, nos termos a definir
em regulamento municipal, que se aplica a cada unidade de execução, com os seguintes objectivos:
94
F-G
● Liquidar as compensações devidas pelos particulares e respectivos adicionais;
● Cobrar e depositar em instituições bancárias as quantias liquidadas;
● Liquidar e pagar as compensações devidas a terceiros.
■ Fundo autónomo destinado à satisfação dos encargos com o estudo e realização de projectos relativos
a operações e trabalhos de urbanização, construção e reconstrução de habitações a cargo da autarquia.
A constituição do referido fundo terá lugar nos municípios que se localizem em sede de distrito,
em todos aqueles cujas sedes ou aglomerados tenham mais de 10.000 habitantes, ou em quais-
quer outros por iniciativa do respectivo corpo admnistrativo ou determinação governamental.
GESTÃO AMBIENTAL
(Definição subscrita pela D:G. do Ambiente com base na seguinte fonte: A. Gilpin, Environmental Impact
Assessment (EIA), Cambridge University Press, 1995)
GESTÃO DE RESÍDUOS
ver: resíduos
■ Por organização e gestão do litoral entende-se o ordenamento do território dessa zona através de
uma disciplina que impeça a sua degradação.
A solução adequada para obstar aos desiquilíbrios que se vêm registando e às suas graves conse-
quências passa necessáriamente pela definição de um enquadramento legal que estabeleça, com
clareza e rigor, as regras a que deve obedecer a ocupação dos solos da faixa costeira, designada-
mente através da elaboração de planos municipais de ordenamento do território que tenham em
conta os princípios estabelecidos pelo DL 302/90, de 28 deMaio.
95
G-H
GRAUS DE PROTECÇÃO
● Grau I - relativo a edifícios de grande qualidade, onde deverá ser respeitado integralmente o edi-
fício, susceptível, apenas, de trabalhos de manutenção e restauro.
● Grau III - permite uma mais profunda alteração dos edifícios, e mesmo a sua demolição total,
devendo no entanto as eventuais remodelações integrar-se no espírito do conjunto urbano em
que os edifícios se integram.
HABITATS NATURAIS
■ Zonas terrestres ou aquáticas naturais ou seminaturais que se distinguem por características geo-
gráficas abióticas e bióticas.
HOTÉIS
Os hotéis que disponham de unidades de alojamento e zonas comuns fora do edifício principal,
desde que os edifícos que o constituam se distribuam no terreno, num espaço delimitado, com
área verde, apresentando expressão arquitectónica e características funcionais homogéneas pode-
rão ser designados como Resort ou Hotel Resort.
(Dec. Reg. 36/97, de 25 de Setembro, alterado pelo Dec. Reg. 16/99, de 18 de Agosto)
96
H-I
HOTÉIS-APARTAMENTOS
(Dec.Reg. 8/89, c/a redacção corrigida pelo Dec.Reg. 36/97, de 25 de Setembro, alterado pelo Dec.Reg. 16/99,
de 18 de Agosto)
HOTÉIS RURAIS
■ Empreendimentos turísticos no espaço rural de natureza familiar situados em zonas rurais e fora
das sedes de município que sejam explorados directamente pelos seus donos ou familiares e que
ocupem a totalidade de um ou mais edifício de reconhecido valor arquitectónico, histórico ou
artístico ou com características próprias do meio rural onde se insere.
(DL 169/97, de 4 de Julho, alterado pelo DL 305/99, de 6 de Agosto e Dec.Reg. 36/97, de 25 de Setembro, alte-
rado pelo Dec. Reg. 16/99, de 18 de agosto)
■ Imóveis que, sem merecerem a classificação de monumento nacional, ofereçam todavia conside-
rável interesse público, sob o ponto de vista artístico, histórico ou turístico, sendo-lhes aplicáveis
todas as disposições da Lei relativas à classificação, desclassificação, alienação, demolição e con-
servação dos monumentos nacionais.
nota: esta categoria foi substituída pelas propostas do art.8º da Lei 13/85 a qual, não alterando as classificações
anteriores à data da sua publicação, permanece ainda sem regulamentação que permita a aplicação das novas
categorias criadas.
IMPACTE AMBIENTAL
97
I
INCULTO (espaço)
■ Terras com coberto vegetal de porte arbustivo, lenhosas ou herbáceas, de origem natural, onde
não se verifique uma actividade agricola ou florestal, podendo resultar de um pousio agrícola,
constituir uma paisagem espontânea ou terra pura e simplesmente abandonada.
INDICADOR
■ Conceito abrangente que engloba as disposições, quantitativas ou qualitativas, de uso, ocupação e
transformação do território a aplicar ou respeitar numa área ou superfície de intervenção ou de refe-
rência. São indicadores os índices e parâmetros, e também, as referências a cores, formas, alinhamen-
tos, cérceas, alturas, densidade demográfica, área de implantação, área de construção, entre outros.
São importantes “ferramentas” do ordenamento do território, de carácter prescritivo, associados
à generalidade dos instrumentos de gestão territorial.
(Projecto de Regulamentação da alínea c) do nº2 do Art. 155º do DL 380/99, de 22 de Setembro)
ÍNDICE DE CONSTRUÇÃO
O índice de construção pode ser bruto, líquido ou ao lote, consoante a área base onde se preten-
de aplicar o índice: é a totalidade da área em causa; é a totalidade da área em causa com exclusão
das áreas afectas a equipamentos públicos; é o somatório das áreas dos lotes (incluindo os logra-
douros privados, mesmo que eventualmente de uso colectivo).
ÍNDICE DE IMPERMEABILIZAÇÃO
98
I
ÍNDICE DE IMPLANTAÇÃO
Tal como o índice de construção, também o índice de implantação pode ser bruto, líquido ou ao lote.
ÍNDICE DE OCUPAÇÃO
ver: índice de implantação ou coeficiente de afectação do solo.
ÍNDICE DE UTILIZAÇÃO
ver: índice de construção ou coeficiente de ocupação do solo.
■ Área de utilização confortável de uma praia, por utente, definido em função da tipologia da praia
e da sua vocação.
■ Quociente entre a soma das superfícies brutas de todos os pisos acima e abaixo do solo destina-
dos a edificação, independentemente dos usos existentes e admitidos pelo plano e a totalidade da
área ou sector abrangido por aquele.
Para efeitos da determinação do valor da edificabilidade média são incluídas, na soma das super-
ficies brutas dos pisos, as escadas, as caixas de elevadores, alpendres e varandas balançadas e
excluem-se os espaços livres de uso público cobertos pelas edificações, zonas de sótãos sem pé-
direito regulamentar, terraços descobertos e estacionamentos e serviços técnicos instalados nas
caves dos edifícios.
99
I
ÍNDICE VOLUMÉTRICO
ÍNDICES URBANÍSTICOS
■ Multiplicador que se aplica a uma área ou superfície de referência ou área de intervenção com
possibilidade edificatória; resulta de um quociente entre duas áreas cuja proporção se quer man-
ter constante (área de implantação, de construção, de impermeabilização. etc, existente ou pre-
vista/área de referência). Podem ser apresentados em percentagem e, como instrumentos da
gestão do uso, ocupação e transformação do solo, são utilizados em todos os PMOT, particular-
mente nos PP onde se exigem regras precisas e concretas para a execução de acções.
INERTES
■ Resíduos que não são susceptíveis de sofrerem transformações físicas, químicas ou biológicas
importantes e não apresentam perigo para as águas de superfície ou subterrâneas.
(Projecto de Decreto Lei sobre Construção, Exploração e Encerramento de Aterros para Resíduos Resultantes
da Actividade Extractiva,1999)
Inerte, também designado por agregado é, no âmbito da construção civil, o material granular de
partículas ligadas ou desligadas a ser ligadas por um aglutinante, em materiais como betões, arga-
massas e macadames.
INFRA-ESTRUTURAS
100
I
INFRA-ESTRUTURAS DE APOIO AO TRANSPORTE
■ Conjunto de instalações e espaços que constituem locais específicos (interfaces) onde se dá início
ou termina um percurso ou se dá continuidade ao percurso até aí realizado num determinado
modo de transporte para outro modo, citam-se:
INFRA-ESTRUTURAS VIÁRIAS ( T )
■ A designação de infra-estruturas viárias integra apenas para efeitos legais (da portaria designada
na fonte) a rede viária (espaço construído destinado à circulação de pessoas e viaturas) e o estacio-
namento.
T = arruamentos + estacionamento
INQUÉRITO PÚBLICO
INSTALAÇÃO DE INCINERAÇÃO
ver: resíduos
101
I
INSTALAÇÕES PISCATÓRIAS
■ Instrumentos que traduzem as grandes opções com relevância para a organização do território,
estabelecendo directrizes de carácter genérico sobre o modo de uso do mesmo, consubstanciando
o quadro de referência a considerar na elaboração de instrumentos de planeamento territorial.
● Direito de preferência;
● Demolição de edifícios;
● Expropriação;
● Reestruturação da propriedade;
102
I
Constituem instrumentos de natureza especial, os planos especiais de ordenamento do território
a saber:
■ Instrumentos que estabelecem o regime de uso do solo, definindo modelos de evolução da ocu-
pação humana e da organização de redes e sistemas urbanos e, na escala adequada, parâmetros
de aproveitamento do solo.
ÍNSUA
103
I
INTERFACE
■ Local (nó) onde o passageiro inicia ou termina o seu percurso, muda de modo de transporte ou
faz conexões entre diferentes linhas do mesmo modo.
As paragens nas linhas de transportes rodoviários e as praças de táxis constituem o caso mais sim-
ples de uma interface. Nelas se realiza a mudança de modo de transporte entre o peão e um trans-
porte público.
Os casos mais complexos, envolvendo vários modos de transporte e com grande importância a
nível de ligações regionais e suburbanas encontram-se nas áreas metropolitanas de Lisboa e
Porto.
INTERSECÇÃO DE NÍVEL
■ Zona comum às faixas de rodagem de duas ou mais estradas que se cruzam de nível sob quais-
quer ângulos, na qual se podem encontrar os veículos que para ela convergem.
INTERSECÇÃO DESNIVELADA
INTRUSÃO VISUAL
104
J-L
ITINERÁRIOS COMPLEMENTARES (IC)
■ Vias que, no contexto do plano rodoviário nacional, estabelecem as ligações de maior interesse regio-
nal, bem como as principais vias envolventes e de acesso nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.
■ Vias de comunicação de maior interesse nacional, servem de base de apoio a toda a rede rodoviá-
ria nacional e asseguram a ligação entre os centros urbanos com influência supra-distrital e des-
tes com os principais portos, aeroportos e fronteiras.
JARDIM HISTÓRICO
Sendo uma composição de arquitectura onde o material é principalmente vegetal e por isso vivo, como tal pere-
cível e renovável, a sua forma resulta de um perpétuo equilíbrio entre o ciclo das estações, do crescimento e defi-
nhamento da vegetação, e do empenho artístico e da habilidade que tende a perpetuar a situação.
JARDIM PÚBLICO
ver: espaços verdes e de utilização colectiva, estrutura verde
LAGOAS E ALBUFEIRAS
■ Zonas alagadas, naturais ou artificiais, com água proveniente do lençol freático, de qualquer
forma de precipitação atmosférica ou de cursos de água.
105
L
LAGUNAS
■ Designadas tradicionalmente em Portugal por rias e lagoas costeiras, é o volume de águas salo-
bras e respectivos leitos adjacentes ao mar e separados deste, temporária ou permanentemente,
por cordões arenosos, tendo por limite, a montante, o local até onde se faz sentir a influência das
marés (salinidade e dinâmica).
■ Todo o Estado tem o direito de fixar a largura do seu mar territorial até um limite que não ultra-
passe 12 milhas marítimas, medidas a partir de linhas de base determinadas em conformidade
com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.
■ Articulado do DL 794/76 cujos princípios gerais estabelecem que a alteração do uso ou da ocu-
pação dos solos para fins urbanísticos, incluindo os industriais, carece de prévia aprovação da
Administração Pública.
LEITO ou ÁLVEO
■ Terreno coberto pelas águas, quando não influenciadas por cheias extraordinárias, inundações ou
tempestades. No leito compreendem-se os mouchões, lodeiros e areais nele formados por depo-
sição aluvial.
● O leito das águas do mar, bem como das demais águas sujeitas à influência das marés, é limita-
do pela linha da máxima preia-mar de águas vivas equinociais.
Essa linha é definida, para cada local, em função do espraiamento das vagas em condições
médias de agitação do mar, no primeiro caso, e em condições de cheias médias, no segundo.
● O leito das restantes águas é limitado pela linha que corresponder à estrema dos terrenos que
106
L
as águas cobrem em condições de cheias médias, sem transbordar para o solo natural, habitual-
mente enxuto.
Essa linha é definida, conforme os casos, pela aresta ou crista superior do talude marginal ou
pelo alinhamento da aresta ou crista do talude molhado das motas, cômoros, valados, tapadas
ou muros marginais.
■ Autorização de utilização privativa de uma praia ou parte dela, destinada à instalação dos respec-
tivos Apoios de Praia, Apoios Balneares, Apoios Recreativos e Equipamentos, com uma delimita-
ção e prazo determinados, com o objectivo de prestar as funções e serviços de apoio ao uso balnear.
loteamento ou plano municipal de ordenamento do território, quando a mesma não tenha sido
precedida da realização de obras sujeitas a licença ou autorização administrativa.
107
L
● As obras de urbanização e os trabalhos de remodelação de terrenos em área abrangida por ope-
ração de loteamento;
● As obras de construção, de ampliação ou de alteração em área abrangida por operação de lotea-
mento, plano de pormenor ou em área urbana consolidada como tal identificada em plano
municipal de ordenamento do território para a qual não seja necessária a fixação de novos parâ-
metros urbanísticos, sem prejuízo das excepções previstas na lei;
● As obras de reconstrução salvo as previstas no âmbito das licenças administrativas;
■ Linha definida em função do espraiamento das vagas em condições médias de agitação do mar
na baixa-mar de águas vivas equinociais.
■ Linha definida, em função do espraiamento das vagas em condições médias de agitação do mar,
na preia-mar de águas vivas equicionais; para efeitos de cada plano deverá ser adoptado o valor
utilizado como referência pelas entidades com jurisdição na área para a gestão corrente.
■ Linha de cota do espraiamento médio das vagas na preia-mar durante o período balnear.
108
L
(Instituto da Água, 1999; Resolução do Conselho de Ministros 123/98, de 19 de Outubro)
ver: linha máxima preia-mar de águas vivas equinociais
1. Nos locais em que a costa apresente recortes profundos e reentrâncias ou em que exista uma
franja de ilhas ao longo da costa na sua proximidade imediata, pode ser adoptado o método das
linhas de base rectas que unam os pontos apropriados para traçar a linha de base a partir da
qual se mede a largura do mar territorial.
2. Nos locais em que, devido à existência de um delta e de outros acidentes naturais, a linha de
costa seja muito instável, os pontos apropriados podem ser escolhidos ao longo da linha de bai-
xar-mar mais avançada em direcção ao mar e, mesmo que a linha de baixa-mar retroceda pos-
teriormente, essas linhas de base rectas continuarão em vigor até que o Estado costeiro as modi-
fique de conformidade com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar;
3. O traçado dessas linhas de base rectas não deve afastar-se consideravelmente da direcção geral
da costa e as zonas de mar situadas dentro dessas linhas devem estar suficientemente vincula-
das ao domínio terrestre para ficarem submetidas ao regime das águas interiores.
4. As linhas de base rectas não serão traçadas em direcção aos baixios que emergem na baixa-mar,
nem a partir deles, a não ser que sobre os mesmos se tenham construído faróis ou instalações
análogas que estejam permanentemente acima do nível do mar, ou a não ser que o traçado de
tais linhas de base rectas até àqueles baixios ou a partir destes tenha sido objecto de reconheci-
mento internacional geral.
5. Nos casos em que o método das linhas de base rectas for aplicavél, nos termos do nº 1, poder-se-
á ter em conta, ao traçar determinadas linhas de base, os interesses económicos próprios da região
de que trate, cuja realidade e importância estejam claramente demonstradas por uso prolongado.
6. O Sistema de linhas de base rectas não poderá ser aplicado por um Estado de modo a separar
o mar territorial de outro Estado do alto mar ou de uma zona económica exclusiva.
LIVRO DE OBRA
■ Livro onde são registados todos os factores relevantes relativos à execução de obras licenciadas ou
autorizadas que deve ser conservado no local da sua realização para consulta pelos funcionários
responsáveis pela fiscalização das obras.
( DL 555/99, de 16 de Dezembro)
109
L-M
LOGÍSTICA
■ Conjunto de técnicas que visam a correcta gestão dos fluxos de materiais e informação em todas
as fases do processo industrial: aprovisionamento-produção-distribuição, optimizando a dupla
função custo-qualidade.
(in Bases Estratégicas de Desenvolvimento da Logística e dos Transportes de Mercadorias nas Áreas
Metropolitanas de Lisboa e Porto, 1999; DGTT, 1999)
LOGRADOURO
■ Área de terreno livre de um lote, ou parcela, adjacente à construção nele implantada e que, fun-
cionalmente, se encontra conexa com ele, servindo de jardim, quintal ou pátio.
LOTA
LOTAÇÃO DA PRAIA
■ Número admissível de utentes na praia, em função das suas dimensões e capacidade de carga.
LOTE
■ Área de terreno resultante de uma operação de loteamento licenciada nos termos da Legislação
em vigor
(DGOTDU, 1996)
LOTEAMENTOS
110
M
ver: operações de loteamento
LUGAR
■ Conjunto de edifícios contíguos ou próximos, com dez ou mais alojamentos, a que corresponde
uma designação. O conceito abrange, a nível espacial, a área envolvente onde se encontrem servi-
ços de apoio.
(INE)
ver: aglomerado populacional, aglomerado urbano
MANSARDA
■ Termo derivado do nome do seu criador, o arquitecto francês do séc. XVII Mansart, correspon-
de a uma solução de telhado, permitindo um melhor aproveitamento dos sotãos.
O termo mansarda também pode designar o tipo de asna correspondente à construção deste
telhado.
MAR TERRITORIAL
1. A soberania do Estado costeiro estende-se além do seu território e das águas interiores e, no
caso de Estado arquipélago, das suas águas arquipelágicas, a uma zona e mar adjacente designa-
da pelo nome de mar territorial.
2. Esta soberania estende-se ao espaço aéreo sobrejacente ao mar territorial, bem como ao leito e
111
M
ao subsolo deste mar.
MARGENS
■ Faixa de terreno contígua ou sobranceira à linha que limita o leito das águas.
● A margem das águas do mar, bem como a das águas navegáveis ou flutuáveis sujeitas à jurisdi-
ção das autoridades marítimas ou portuárias, tem a largura de 50 metros.
● A margem das águas do mar corresponde à faixa de terreno contigua ou sobranceira à linha de
máxima preia-mar de águas vivas equinociais, com uma largura minima de 50 m. Quando tiver
natureza de praia em extensão superior à estabelecida, a margem estende-se até onde o terreno
apresentar tal natureza.
● A margem das águas não navegáveis nem flutuáveis, nomeadamente torrentes, barrancos e côr-
regos de caudal descontínuo, tem a largura de 10 metros.
● A largura da margem conta-se a partir da linha do leito. Se porém esta linha atingir arribas
alcantiladas, a largura da margem será contada a partir da crista do alcantil.
■ Faixa de terreno contígua ou sobranceira à LMPMAVE, com uma largura mínima de 50 metros,
que se estende até onde o terreno apresentar natureza de praia (areal).
MARINA
112
M
(CCRAlgarve,1999)
MASSAS MINERAIS
MATAS NACIONAIS
MATRIZ PREDIAL
■ Registos de que constam, nomeadamente, a caracterização dos prédios e o seu valor tributável, a
identidade dos proprietários, e sendo caso disso, a dos usufrutuários.
● A inscrição dos prédios na matriz e a actualização desta é feita com base em declaração do con-
tribuinte, a qual deve ser apresentada no prazo de 90 dias a partir de uma das seguintes ocor-
rências :
Formação do prédio, alteração da classificação do prédio, modificação dos seus limites, execu-
ção de obras ou melhoramentos que impliquem alteração do valor tributável, alteração das cul-
turas, conhecimento da inexistência de inscrição, cessação de isenção, ou em resultado de actua-
lização geral de matrizes.
● Cada andar ou parte de prédio susceptível de utilização independente será considerado separa-
damente na inscrição matricial, a qual descriminará também o respectivo valor tributável.
MEDIDAS PREVENTIVAS
■ Em área para a qual tenha sido decidida a elaboração, alteração, revisão ou suspensão de um
plano municipal de ordenamento do território, podem ser estabelecidas medidas preventivas des-
113
M
tinadas a evitar a alteração das circunstâncias e das condições de facto existentes que possa limi-
tar a liberdade de planeamento ou comprometer ou tornar mais onerosa a execução do plano.
● Obras de demolição de edificações existentes, excepto as que, por regulamento municipal, pos-
● Aldeamentos turísticos;
● Apartamentos turísticos;
● Moradias turísticas.
MOBILIÁRIO URBANO
■ Equipamento capaz de contribuir para o conforto e eficácia dos aglomerados urbanos, nomea-
damente: bancos, cabines telefónicas, recipientes para lixo, abrigos para peões, mapas e cartazes
informativos, etc.
MODOS NAÚTICOS
114
M
ou mais passageiros em meio aquático.
■ Formação vegetal onde se verifica a presença de sobreiros ou azinheiras, associados ou não entre
si ou com outras espécies e cuja densidade satisfaz os seguintes valores mínimos:
● 50 árvores por hectare, no caso de árvores com altura superior a 1 m, que não atinjam 30 cm
de perímetro à altura do peito;
● 30 árvores por hectare, quando o valor médio do perímetro à altura do peito, das árvores das
espécies em causa, se situa entre 30 cm e 79 cm;
● 20 árvores por hectare, quando o valor médio do perímetro à altura do peito, das árvores das
espécies em causa se situa entre 80 cm e 129 cm;
● 10 árvores por hectare, quando o valor médio do perímetro à altura do peito, das árvores das
espécies em causa é superior a 130 cm.
MONUMENTO
■ Obra de arquitectura, composição importante ou criação mais modesta, notável pelo seu interes-
se histórico, arqueológico, artístico, científico, técnico ou social, incluindo as instalações ou ele-
mentos decorativos que fazem parte integrante desta obra, bem como obras de escultura ou de
pintura monumental.
■ Construção particularmente notável pelo seu interesse histórico, arqueológico, artístico, científi-
co, social ou técnico, incluindo as instalações ou os elementos decorativos que fazem parte inte-
grante de tal construção.
MONUMENTO NACIONAL
115
M-N
(Convenção para protecção do Património Mundial, Cultural e Natural, ratificada pelo DL 49/79, de 6 de
Junho)
MONUMENTO NATURAL
■ Ocorrência natural contendo um ou mais aspectos que, pela sua singularidade, raridade ou repre-
sentatividade em termos ecológicos, estéticos, científicos e culturais, exigem a sua conservação e
a manutenção da sua integridade.
MORADIAS TURÍSTICAS
MORFOLOGIA URBANA
MOTÉIS
■ Estabelecimentos hoteleiros situados fora dos centros urbanos e na proximidade das estradas
constituídos por unidades de alojamento independentes, com entradas directas do exterior e com
um lugar de estacionamento privativo e contíguo à unidade de alojamento.
NAVEGAÇÃO COSTEIRA
116
N
(Instituto da Água, 1999)
NAVEGAÇÃO LOCAL
NÍVEL DE SERVIÇO
■ Conjunto de condições de circulação proporcionadas aos usuários de uma estrada num determi-
nado instante. A velocidade é um dos elementos utilizados normalmente para qualificar o nível
de serviço.
NÓ DE LIGAÇÃO
■ Divisões regionais criadas para fins estatísticos no âmbito da União Europeia. Resultantes de con-
senso entre o Office Statistique os serviços da Comissão e os Estados Membros.
A nomenclatura das unidades territoriais para fins estatísticos é constituída por três níveis de
agregação para unidades territoriais (nível I, II e III).
Nível III : constituído por trinta unidades, das quais vinte e oito no continente e duas corres-
117
N-O
pondentes às regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
A compatibilização destes três níveis de NUTS com as regiões e zonas agrárias foi feita de acor-
do com o seguinte método: as unidades de nível III da NUTS correspondem à agregação de zonas
agrárias; as regiões agrárias correspondem à agregação de unidades de nivel III da NUTS; as uni-
dades de nivel II correspondem à agregação de regiões agrárias ou a regiões agrárias establecidas.
■ Área costeira com infraestruturas e instalações de pesca que servem a frota de embarcações de
pesca local de convés aberto, com bacia portuária total ou parcialmente abrigada.
NÚMERO DE PISOS
■ Número máximo de andares ou pavimentos sobrepostos de uma edificação com excepção dos
sótãos e caves sem frentes livres.
OBRA
118
O
(DL 61/99, de 2 de Março)
OBRA DE ARTE
■ Designação tradicional das construções, tais como pontes, viadutos, túneis e muros de suporte,
necessárias ao estabelecimento de uma via de comunicação.
OBRAS DE ALTERAÇÃO
■ Obras de que resulte a modificação das características físicas de uma edificação existente ou sua
fracção, designadamente a respectiva estrutura resistente, o número de fogos ou divisões interio-
res, ou a natureza e cor dos materiais de revestimento exterior, sem aumento da área de pavimen-
to ou de implantação ou da cércea.
OBRAS DE AMPLIAÇÃO
( DL 555/99, de 16 de Dezembro)
OBRAS DE BENEFICIAÇÃO
■ Obras que têm por fim a melhoria de desempenho de uma construção, sem alterarem a estrutu-
ra e o desenho existente.
(IPPAR, 1999)
OBRAS DE CONSERVAÇÃO
■ Obras destinadas a manter uma edificação nas condições existentes à data da sua construção,
reconstrução, ampliação ou alteração, designadamente as obras de restauro, reparação ou limpeza.
( DL 555/99, de 16 de Dezembro)
119
O
OBRAS DE CONSOLIDAÇÃO
■ Obras que visam o reforço dos elementos estruturais, com eventual substituição parcial de algum,
sem alterar o esquema funcional e estrutural do edifício.
(IPPAR, 1999)
OBRAS DE CONSTRUÇÃO
OBRAS DE DEMOLIÇÃO
O presidente da Câmara Municipal pode, quando for caso disso, ordenar a demolição total ou
parcial da obra ou a reposição do terreno nas condições em que se encontrava antes da data de
inicio das obras ou trabalhos, fixando um prazo para o efeito.
OBRAS DE MANUTENÇÃO
■ Conjunto de operações preventivas destinadas a manter em bom funcionamento, quer uma edi-
ficação como um todo, quer cada uma das suas partes constituintes.
120
O
São geralmente operações programadas e efectuadas em ciclos regulares.
OBRAS DE REABILITAÇÃO
■ Obras que visam adequar e melhorar as condições de desempenho funcional de um edifício, com
eventual reorganização do espaço interior, mantendo o esquema estrutural básico e o aspecto
exterior original.
(IPPAR, 1999)
OBRAS DE RECONSTRUÇÃO
■ Obras de construção subsequentes à demolição total ou parcial de uma edificação existente, das quais
resulte a manutenção ou a reconstituição da estrutura das fachadas, da cércea e do número de pisos.
OBRAS DE RECUPERAÇÃO
■ Obras que visam adequar, melhorar ou eventualmente adaptar a novos usos as condições de
desempenho funcional de um edifício, admitindo a reorganização do espaço interior, mantendo
o esquema estrutural básico e o aspecto exterior original.
(IPPAR, 1999)
OBRAS DE URBANIZAÇÃO
OLEODUTO
121
O-P
Incluem-se os ramais, bem como os oleodutos entre a terra firme e as plataformas de perfuração no mar. Excluem-
se os oleodutos cuja extensão total seja inferior a 50 km ou cujo diâmetro interno seja inferior a 15 cm, os oleo-
dutos utilizados apenas para fins militares ou localizados inteiramente dentro de locais de exploração industrial e
os oleodutos integralmente offshore (ou seja, localizados exclusivamente no mar alto). Incluem-se os oleodutos
internacionais cuja extensão total seja de 50 km ou mais, mesmo que a secção instalada no país em questão seja
inferior a 50 km. Os oleodutos constituídos por duas ou mais condutas paralelas são contados duas vezes (ou mais
se for esse o caso). Apenas devem ser consideradas as unidades efectivamente em actividade durante o período de
referência. Excluem-se as unidades com actividade suspensa ou que aguardam inicio de actividade.
(INE)
OPERAÇÕES DE LOTEAMENTO
■ Acções que tenham por objecto ou por efeito a constituição de um ou mais lotes destinados ime-
diata ou subsequentemente à edificação urbana, e que resulte da divisão de um ou vários prédios,
ou do seu emparcelamento ou reparcelamento.
OPERAÇÕES URBANÍSTICAS
ORDENAMENTO FLORESTAL
ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO
■ Resultado da implementação espacial coordenada das políticas económica, social, cultural e eco-
lógica da sociedade. É simultaneamente uma disciplina científica, uma técnica administrativa e
uma política que se desenvolve numa perspectiva interdisciplinar e integrada tendente ao desen-
volvimento equilibrado das regiões e à organização física do espaço segundo uma estratégica de
conjunto.
122
P
Deve articular múltiplos poderes de decisão, individuais e institucionais e, dentro destes, garan-
tir a articulação e coordenação horizontal e vertical dos vários sectores e níveis da administração
com competências no território. Deve também, ter em atenção a especificidade dos territórios, as
diversidades das suas condições socioeconómicas, ambientais, dos seus mercados conciliando
todos os factores intervenientes da forma mais racional e harmoniosa possível.
(Carta Europeia do Ordenamento do Território, Conferência Europeia dos Ministros responsáveis pelo
Ordenamento do Território, 1984)
PAISAGEM
PAISAGEM CULTURAL
■ Áreas, constituindo espaços suficientemente característicos para serem objecto de uma delimita-
ção topográfica, nas quais existem simultaneamente elementos do património cultural e do patri-
mónio natural, com valor excepcional do ponto de vista da história, da ciência, da estética, da tec-
nologia da antropologia, da conservação ou da beleza natural.
PAISAGEM PROTEGIDA
■ Área com paisagens naturais, seminaturais e humanizadas, de interesse regional ou local, resultantes da
integracção harmoniosa do homem e da Natureza que evidencia um grande valor estético ou natural.
A classificação de uma paisagem protegida tem por efeito possibilitar a adopção de medidas que,
a nível regional ou local, permitam a manutenção e valorização das características das paisagens
naturais e seminaturais e a diversidade ecológica.
PARÂMETRO
■ Indicador com um intervalo de variação, entre um valor máximo e um valor mínimo. Nesse
intervalo todos os valores intermédios são admissíveis.
Nos instrumentos de gestão do território os parâmetros estabelecem limites mínimos que viabilizam
123
P
numa área de referência, designadamente, infraestruturas, equipamento e funções centrais, e limites
máximos que garantam a salvaguarda do património natural ou edificado e a qualidade do ambi-
ente. Podem ser apresentados em percentagem quando os valores admitidos se reportam a índices.
PARCELA
(DGOTDU, 1999)
PARCELA AGRÍCOLA
■ Parcela continua de terreno cultivada com uma única cultura e por um único agricultor.
PARQUE DE ESTACIONAMENTO
PARQUE DE SUCATA
PARQUE MARINHO
■ Nas áreas protegidas que abranjam meio marinho podem ser demarcados parques marinhos que
têm por objectivo a adopção de medidas que visem a protecção, valorização e uso sustentado dos
recursos marinhos, através da integração harmoniosa das actividades humanas.
124
P
PARQUE NACIONAL
■ Área que contenha um ou vários ecossistemas inalterados ou pouco alterados pela intervenção
humana, integrando amostras representativas de regiões naturais características, de paisagens
naturais e humanizadas, de espécies vegetais e animais, de locais geomorfológicos ou de habitats
de espécies com interesse ecológico, científico e educacional.
A classificação de um parque nacional tem por efeito possibilitar a adopção de medidas que per-
mitam a protecção da integridade ecológica dos ecossistemas e que evitem a exploração ou ocu-
pação intensiva dos recursos naturais.
PARQUE NATURAL
■ Área que se caracteriza por conter paisagens naturais, seminaturais e humanizadas, de interesse
nacional, sendo exemplo da integração harmoniosa da actividade humana e da Natureza e que
apresenta amostras de um bioma ou região natural.
A classificação de um parque natural tem por efeito possibilitar a adopção de medidas que per-
mitam a manutenção e valorização das características das paisagens naturais e seminaturais e a
diversidade ecológica.
PARQUE URBANO
ver: estrutura verde, estrutura verde urbana
125
P
PARQUES DE CAMPISMO RURAL
PARTICIPAÇÃO
■ Processo de informação, consulta e envolvimento do público interessado bem como das instituições
da Administração Pública com competência em áreas especificas de licenciamento do projecto.
(Ministério do Ambiente, Proposta de novo regime de Avaliação de Impacte Ambiental, Março de 1999)
PASSAGEM INFERIOR
■ Obra de arte destinada a dar passagem a uma estrada sob um caminho de ferro ou uma estrada
de maior importância
PASSAGEM SUPERIOR
■ Obra de arte destinada a dar passagem a uma estrada sobre um caminho de ferro ou uma estra-
da de maior importância.
PASSEIO
PATRIMÓNIO ARQUEOLÓGICO
126
P
São abrangidos pelas disposições do diploma referido em fonte os testemunhos arqueológicos
descobertos nas áreas submersas ou arrojados pelas águas.
■ Diz respeito aos bens materiais para os quais os métodos da arqueologia proporciona os conhe-
cimentos fundamentais. Abrange todos os vestígios da presença do homem e refere os sítios onde
os homens exercem as suas actividades quaisquer que sejam as estruturas e os vestigios abando-
nados, à superfície, no subsolo ou submersos, bem como os materais que lhes estão associados.
PATRIMÓNIO ARQUITECTÓNICO
(IPPAR, 1999)
PATRIMÓNIO CULTURAL
■ Bens que, sendo testemunhos com valor de civilização ou de cultura, portadores de interesse cul-
tural relevante, designadamente histórico, arqueológico, documental, artístico, etnográfico, cien-
tífico, social ou técnico, devam ser objecto de especial protecção e valorização.
(IPPAR, 1999)
PATRIMÓNIO DE VIZINHANÇA
(IPPAR, 1999)
PATRIMÓNIO DIFUSO
ver: património de vizinhança
PATRIMÓNIO INTEGRADO
127
P
momento áureo na história de um edifício, que estabelecem uma relação de conteúdo simbólico
em contexto com o imóvel concorrendo para a sua valorização.
(IPPAR, 1999)
■ Parte da estrada, rua ou pista que suporta directamente o tráfego e transmite as respectivas soli-
citações à infra-estrutura: terreno, obras de arte, etc.
Pode ser constituido por uma ou mais camadas, tendo, no caso mais geral, uma camada de des-
gaste e camadas de fundação. Cada uma destas camadas pode ser composta e construída por
várias camadas elementares.
PÉ-DIREITO
Por pé-direito livre entende-se a altura entre o pavimento e a face inferior das vigas aparentes do
tecto, correspondendo à maior altura possível para um qualquer objecto que passe sob a viga.
● Para edifícios de habitação o RGEU determina valores mínimos de pé-direito de 2,70 m (excep-
cionalmente de 2,20 em vestíbulos, corredores, instalações sanitárias, despensas e arrecadações),
não podendo o pé-direito livre ser inferior a 2,40 m.
(RGEU)
ver: águas furtadas, altura mínima entre pisos, mansarda
PEDREIRA
■ Conjunto formado por qualquer massa mineral em exploração, pelas instalações necessárias à sua
lavra e pelos depósitos das substâncias extraídas, desperdícios e terras removidas e, bem assim,
pelos seus anexos.
128
P
PENSÕES
(Dec. Reg. 36/97, de 25 de Setembro, alterado pelo Dec. Reg. 16/99, de 18 de Agosto)
PERCURSO INTERPRETATIVO
■ Caminho ou trilho devidamente sinalizado que tem como finalidade proporcionar ao visitante,
através do contacto com a natureza, o conhecimento dos valores naturais e culturais da Área
Protegida.
PEREQUAÇÃO
■ Acto de tornar igual ou justa a repartição de encargos e/ou benefícios entre os elementos de um
conjunto.
PERIFERIA
ver: subúrbio
PERÍMETRO URBANO
■ Demarcação do conjunto das áreas urbanas e de expansão urbana no espaço físico dos aglomerados.
129
P
Assim:
● Os solos urbanizados;
● Os solos cuja urbanização seja possível programar;
● Os solos afectos à estrutura ecológica necessários ao equilíbrio do sistema urbano.
Os perímetros urbanos utilizam-se como base para a definição de áreas de planeamento, para a elaboração dos
regulamentos específicos, para o estabelecimento de taxas e impostos, etc.
PISTA ESPECIAL
■ Via pública ou via de trânsito especialmente destinada, de acordo com a sinalização, ao trânsito
de peões, de animais ou de certa espécie de veículos.
PLANEAMENTO ESTRATÉGICO
■ Processo de condução da mudança, baseado numa análise participativa da situação e da evolução pre-
visível e na definição de uma estratégia de utilização dos recursos (escassos) nos domínios críticos.
Explicitando por outras palavras, é um processo de pensar equacionar os futuros desejáveis e pos-
síveis para uma entidade Territorial (seja uma região, um concelho ou uma cidade), e de consen-
sualizar as decisões e medidas concretas, prioritárias, que devem ser tomadas desde de hoje para
que essa entidade seja melhor amanhã.
■ Massa de água e respectivo leito afectos à utilização específica de uma praia; para efeitos de ges-
tão, o leito do mar com o comprimento correspondente ao areal e a largura de 300m para além
da Linha Máxima de Baixa-Mar de Águas Vivas Equinociais.
130
P
PLANO DE ÁGUA DE ALBUFEIRAS
■ Superfície de água na Albufeira cuja cota (Altimétrica) máxima iguala o Nível de Plano de
Armazenamento (NPA).
PLANO DE LAVRA
Quando for caso disso, a descrição das medidas adoptadas para prevenir a poluição do meio
ambiente e assegurar a recuperação paisagística e dos terrenos.
■ Plano de ordenamento que definirá os princípios e regras de utilização das águas públicas e da
ocupação, uso e transformação do solo da respectiva zona de protecção.
131
P
O plano de pormenor pode ainda desenvolver e concretizar programas de acção territorial.
● O desenho urbano, exprimindo a definição dos espaços públicos, de circulação viária e pedo-
O plano de pormenor pode, por deliberação da Câmara Municipal adoptar uma das seguintes
modalidades simplificadas:
● Projecto urbano, definindo a forma e o conteúdo arquitectónico a adoptar em área urbana deli-
O plano de pormenor relativo a área não abrangida por plano de urbanização, incluindo as inter-
venções em solo rural, procede à prévia explicitação do zonamento com base na disciplina con-
sagrada no plano director municipal.
■ Destina-se a zonas de protecção de imóveis ou conjuntos classificados e tem por missão discipli-
nar urbanística e arquitectonicamente, não apenas áreas classificadas, mas também as envolven-
tes onde se localiza o património construído.
132
P
PLANO DE URBANIZAÇÃO (PU)
tacionais, comerciais, turísticas, de serviços e industriais bem como identificação das áreas a
recuperar ou reconverter;
● A adequação do perímetro urbano definido no plano director municipal em função do zona-
rias de espaços;
● As subunidades operativas de planeamento e gestão.
■ Plano municipal de ordenamento do território (PMOT), que abrange todo o território munici-
pal e que, com base na estratégia de desenvolvimento local, estabelece a estrutura espacial, a clas-
sificação básica do solo, bem como parâmetros de ocupação, considerando a implantação dos
equipamentos sociais e desenvolve a qualificação dos solos urbano e rural.
133
P
● A definição e caracterização da área de intervenção identificando as redes urbana, viária, de
transportes e de equipamentos de educação, de saúde, de abastecimento público e de seguran-
ça, bem como os sistemas de telecomunicações, de abastecimento de energia, de captação, de
tratamento e abastecimento de água, de drenagem e de tratamento de efluentes e de recolha,
depósito e tratamento de resíduos;
● A definição dos sistemas de protecção dos valores e recursos naturais, culturais, agrícolas e flo-
● A referenciação espacial dos usos e das actividades nomeadamente através da definição das clas-
municipal;
● A definição de programas na área habitacional;
execução do plano, estabelecendo para cada uma das mesmas os respectivos objectivos bem
como os termos de referência para a necessária elaboração de planos de urbanização e de por-
menor;
● A programação da execução das opções de ordenamento estabelecidas;
● A identificação das áreas de interesse público para efeitos de expropriação, bem como a defini-
de gestão;
● Os critérios de perequação compensatória de benefícios e encargos decorrentes da gestão urba-
■ Visa assegurar medidas tendo em vista a protecção das florestas contra incêndios. Pode abranger
134
P
as áreas florestais de um só município ou áreas florestais intermunicipais. É elaborado pela
Câmara Municipal em colaboração com os proprietários.
PLANOS DE ALINHAMENTO
■ Conjunto de elementos escritos e desenhados que resultam de estudo elaborado com a finalida-
de de definir as distâncias ao eixo da estrada nacional a que os novos edifícios e as novas veda-
ções podem ser construídos na travessia de zonas urbanizadas.
135
P
Os POOC incidem sobre as águas marítimas costeiras e interiores, respectivos leitos de cheia e
margens com faixas de protecção a definir no âmbito de cada plano a partir da margem, com a
largura máxima de 500 metros com a exclusão das áreas sob jurisdição portuária.
■ Planos que têm como objectivos gerais a valorização, a protecção e a gestão equilibrada dos recur-
sos hídricos nacionais, assegurando a sua harmonização com o desenvolvimento regional e sec-
torial através da economia do seu emprego e racionalização dos seus usos.
Compreendem o Plano Nacional da Água que abrange o território nacional e os Planos de Bacia
Hidrográfica.
Os PEOT devem ter em conta os planos municipais existentes para a sua zona de influência e
obrigam a adequação destes, em prazo a estabelecer por acordo com as Câmaras Municipais.
136
P
Os planos especiais de ordenamento do território visam a salvaguarda de objectivos de interesse
nacional com incidência territorial delimitada bem como a tutela de princípios fundamentais
consagrados no programa nacional das políticas de ordenamento do território não asseguradas
por plano municipal de ordenamento do território eficaz.
■ Abrangem a totalidade ou parte das áreas territoriais pertencentes a dois ou mais municipios vizinhos.
137
P
que estabelecem o regime de uso do solo, definindo modelos de evolução da ocupação humana
e da organização de redes e sistemas urbanos e, na escala adequada, parâmetros de aproveitamen-
to do solo.
Os PMOT compreendem:
cultural;
● Os princípios e os critérios subjacentes a opções de localização de infra-estruturas, equipa-
serviços;
● Os parâmetros de uso do solo;
● Outros indicadores relevantes para a elaboração dos demais instrumentos de gestão territorial.
■ Instrumentos de política sectorial que estabelecem normas específicas de intervenção sobre a ocupa-
ção e utilização dos espaços florestais, de modo a promover e garantir a produção sustentada do con-
junto de bens e serviços a eles associados, na salvaguarda dos objectivos da política florestal nacional.
138
P
quadro de referência para a elaboração dos planos municipais de ordenamento do território,
devendo ser acompanhado de um esquema representando o modelo territorial proposto.
● A estrutura regional do sistema urbano, das redes, das infra-estruturas e dos equipamentos de
interesse regional, assegurando a salvaguarda e a valorização das áreas de interesse nacional em
termos económicos, agrícolas, florestais, ambientais e patrimoniais;
● Os objectivos e os princípios assumidos a nível regional quanto à localização das actividades e
políticas de ordenamento do território e nos planos sectoriais preexistentes, bem como das polí-
ticas de relevância regional contidas nos planos intermunicipais e nos planos municipais de
ordenamento do território abrangidos;
● A política regional em matéria ambiental, bem como a recepção, a nível regional, das políticas
139
P
PLANOS SECTORIAIS
■ Instrumentos de política sectorial com incidência territorial da responsabilidade dos diversos sec-
tores da administração central, nomeadamente nos domínios dos transportes, das comunicações,
da energia e recursos geológicos, da educação e da formação, da cultura, da saúde, da habitação,
do turismo, da agricultura, do comércio, da indústria, das florestas e do ambiente.
dência territorial.
● A articulação da política sectorial com a disciplina consagrada nos demais instrumentos de ges-
PLANTA PARCELAR
■ Peça desenhada, elaborada numa escala adequada, que permite definir com rigor as áreas de cada
parcela necessárias à implantação da obra a que respeita.
PLATAFORMA CONTINENTAL
■ A plataforma continental de um Estado costeiro compreende o leito e o subsolo das áreas subma-
rinas que se estendem além do seu mar territorial, em toda a extensão do prolongamento natu-
ral do seu território terrestre, até ao bordo exterior da margem continental, ou até uma distância
de 200 milhas marítimas das linhas de base a partir das quais se mede a largura do mar territo-
rial, nos casos em que o bordo exterior da margem continental não atinja essa distância.
O Estado costeiro exerce direitos de soberania sobre a plataforma continental para efeitos de
140
P
exploração e aproveitamento dos seus recursos.
PLATAFORMA DA ESTRADA
PLATAFORMA INTERMODAL
■ Zona delimitada, no interior da qual se exercem, por diferentes operadores, todas as actividades
relativas ao transporte de mercadorias em que se utilizam vários modos de transporte, mas sem
rotura de carga.
(CEMT, Terminologie em Transports Combinés; ECMT, Glossary for Transport Statistics, 1997; DGTT, 1999)
PLATAFORMA LOGÍSTICA
■ Zona delimitada, no interior da qual se exercem, por diferentes operadores, todas as actividades
relativas ao transporte, à logística e à distribuição de mercadorias, quer para o trânsito nacional,
quer para o internacional.
PLATAFORMA MULTIMODAL
■ Zona delimitada, no interior da qual se exercem, por diferentes operadores, todas as actividades
relativas ao transporte de mercadorias em que se utilizam, pelo menos, dois modos de transpor-
te diferente.
(CEMT, Terminologie em Transports Combinés; ECMT, Glossary for Transport Statistics, 1997; DGTT, 1999)
POLÍGONO DE BASE
141
P
PONTO FOCAL
■ É o remate de uma estrutura axial. Pode ser simplesmente um espaço ou uma abertura única,
demarcada e contida, uma peça escultórica, arquitectónica, um elemento geológico ou qualquer
outro acontecimento que enfatiza o sentido de um espaço orientado.
POPULAÇÃO ISOLADA
(INE)
POPULAÇÃO PRESENTE
(INE)
POPULAÇÃO RESIDENTE
(INE)
PORTO COMERCIAL
■ Conjunto de infra-estruturas marítimas e terrestres, num plano de água abrigado, destinado à carga,
descarga, armazenagem e transferência modal de granéis sólidos e carga geral, utilizada ou não.
142
P
PORTO DE PESCA
(Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, de 10 de Dezembro de 1982, aprovada pela
Comunidade Europeia, pela Decisão do Conselho, de 23 de Março de 1998, publicada no Boletim
Oficial)
PORTO DE RECREIO
■ Conjunto de infra-estruturas marítimas e terrestres, num plano de água abrigado, destinado exclu-
sivamente à naútica de recreio e dispondo dos apoios necessários às tripulações e embarcações.
POUSADAS
POVOAMENTOS FLORESTAIS
POVOAMENTOS MISTOS
■ Povoamentos constituidos por duas ou mais espécies em que nenhuma atinge 75% do coberto.
Considera-se dominante a espécie que é responsável pela maior parte do coberto.
143
P
POVOAMENTOS PUROS OU EXTREMES
■ Povoamentos em que uma só espécie florestal (podendo existir outras espécies) é responsável por
75% do coberto florestal.
PRAIA
■ Forma de acumulação mais ou menos extensa de areias ou cascalhos de fraco declive limitada
inferiormente pela linha de baixa-mar de águas vivas equinociais e superiormente pela linha atin-
gida pela preia-mar de águas vivas equinociais.
PRAIA FLUVIAL
■ Conjunto do plano de água ou curso de água e terrenos marginais onde poderão ter lugar diver-
sas actividades recreativas complementares da actividade balnear.
As Praias Fluviais inseridas no Programa de Valorização das Praias Fluviais tem por objectivo:
● Dotar as áreas do interior de novos espaços associados às actividades recreativas e lúdicas pro-
porcionando áreas seguras para banhos nas áreas interiores e simultaneamente valorizar as
zonas fluviais quer do ponto de vista ambiental e paisagístico, quer pela criação de áreas de ser-
viços com fins culturais, económicos e comerciais.
PRAIA MARÍTIMA
■ Espaço constituído pelo leito e margem das águas do mar, zona terrestre interior denominada
“ante-praia”, e plano de água adjacente.
Para efeitos do ordenamento e da disciplina dos usos de praias especialmente vocacionadas para
a utilização balnear as praias marítimas classificam-se:
144
P
● Praia Urbana Com Uso Intensivo - Tipo I
Praia adjacente a núcleo urbano consolidado, sujeita a forte procura, que obedece aos seguintes
requisitos:
Praia afastada de núcleos urbanos, sujeita a forte procura, que obedece aos seguintes requisitos:
Praia que, em função da sua capacidade de suporte de usos conexos com a actividade balnear,
abedece aos requisitos seguintes:
145
P
e) Apoios de praia definidos em função da capacidade da praia;
f) Infra-estruturas de saneamento básico;
g) Plano de águas afecto a usos múltiplos, com canais sinalizados de circulação e acesso à mar-
gem de embarcações e outros meios náuticos;
h) Condicionamentos específicos à pesca desportiva e à caça desportiva;
i) Condicionamentos especificos à circulação de embarcações e outros meios náuticos quando
existam espécies a conservar ou proteger;
j) Controlo da qualidade das águas segundo padrões de saúde pública;
k) Existência de serviços de assistência e salvamento de banhistas.
Praia que, em função da sua capacidade de suporte de usos conexos com a actividade balnear,
abedece aos requisitos seguintes:
Praia que, por força da necessidade de protecção da integridade biofísica do espaço ou da segu-
rança das pessoas, não tem aptidão balnear.
Praia que, por força da necessidade de protecção da integridade biofísica local ou da manuten-
ção do seu equilíbrio, obedece aos seguintes requisitos:
146
P
PRÉDIO
■ O termo prédio assume no articulado da lei da contribuição autárquica, um dos seguintes significados:
ou :
ou ainda :
■ Prédio é uma parte delimitada do solo juridicamente autónoma, abrangendo as águas, planta-
ções, edifícios e construções de qualquer natureza nela existentes ou assentes com carácter de per-
manência, e, bem assim, cada fracção autónoma no regime de propriedade horizontal (não são
considerados prédios as águas, plantações, edifícios ou construções referidos no DL 442-C/88, de
30 de Novembro ).
PRÉDIO MISTO
■ Sempre que um prédio tenha uma parte rústica e uma parte urbana será classificado na íntegra
de acordo com a parte principal.
Se nenhuma das partes puder ser classificada como principal deverá o prédio ser havido como misto.
PRÉDIO RÚSTICO
■ Terreno situado fora de um aglomerado urbano e que não seja classificado como terreno de cons-
trução, desde que :
147
P
● Esteja afecto ou tenha como destino normal uma utilização geradora de rendimento agrícola, ou:
● Não tendo a afectação indicada no anterior, não se encontre construído ou disponha apenas de
edifícios ou construções de carácter acessório, sem autonomia económica e de reduzido valor.
● Os terrenos situados dentro de um aglomerado urbano, desde que por força de disposição legal-
mente aprovada não possa ter utilização geradora de quaisquer rendimentos, ou só possa ter
utilização geradora de rendimentos agrícolas e esteja a ter, de facto, essa afectação.
● As águas e plantações, desde que façam parte do património de uma pessoa singular ou colec-
tiva e, em circunstâncias normais, tenham valor económico.
PRÉDIO URBANO
■ Todos os prédios que não devam ser classificados como rústicos ou mistos.
● Habitacionais
● Terrenos para construção: situados fora ou dentro de aglomerados urbanos para os quais tenha
sido concedido alvará de loteamento, ou aprovado projecto ou concedida licença de construção,
e ainda aqueles que tenham sido declarados no título aquisitivo.
● Outros: englobando os que não sejam terrenos para construção, nem sejam agrícolas, e edifí-
cios e construções, licenciados ou não, que tenham como destino normal outros fins que não
habitação, comércio, indústria, etc.
148
P
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO
PROCESSO ADMINISTRATIVO
PRODUTOR DE RESÍDUOS
ver: resíduos
PROGRAMA BASE
Autor do projecto: empresa, técnico ou grupo de técnicos que contrata com o dono da obra a elaboração do projecto.
Dono da obra: pessoa colectiva que manda elaborar o projecto.
(Instruções para o Cálculo dos Honorários Referentes aos Projectos de Obras Públicas, Port. de 7 de Fevereiro
de 1972, alterada pelas Port. de 22 de Novembro de 1974 e Port. de 5 de Março de 1986)
ver: anteprojecto, estudo prévio, programa preliminar, projecto
149
P
PROGRAMA NACIONAL DA POLÍTICA DE ORDENAMENTO
DO TERRITÓRIO (PNPOT)
■ Estabelece as grandes opções com referência para a organização do território nacional, consubs-
tancia o quadro de referência a considerar na elaboração dos demais instrumentos de gestão ter-
ritorial e constitui um instrumento de cooperação com os demais Estados membros para a orga-
nização do território da União Europeia.
de de oportunidades;
● Estabelecer a tradução espacial das estratégias de desenvolvimento económico e social;
redes;
● Estabelecer os parâmetros de acesso às funções urbanas e às formas de mobilidade;
■ A coordenação das actuações das entidades públicas e privadas interessadas na definição da polí-
tica de ordenamento do território e de urbanismo e na execução dos instrumentos de planea-
mento territorial pode ser enquadrada por programas de acção territorial.
Os programas de acção territorial têm por base um diagnóstico das tendências de transformação
das áreas a que se referem, definem os objectivos a atingir no período da sua vigência, especifi-
cam as acções a realizar pelas entidades neles interessadas e estabelecem o escalonamento tempo-
ral dos investimentos neles previstos, designadamente:
150
Q-R
● Programando as operações de reabilitação, reconversão, consolidação e extensão urbana a rea-
lizar nas unidades operativas de planeamento e gestão;
● Definindo a estratégia de intervenção municipal nas áreas de edificação dispersa e no espaço rural.
A concretização dos programas de acção territorial é assegurada mediante acordo celebrado entre
as entidades neles interessadas.
PROGRAMA PRELIMINAR
■ Documento fornecido pelo dono da obra ao autor do projecto para definição dos objectivos,
características orgânicas e funcionais e condicionamentos financeiros da obra, bem como dos res-
pectivos custos e prazos de execução a observar.
Autor do projecto: empresa, técnico ou grupo de técnicos que contrata com o dono da obra a elaboração do projecto.
Dono da obra: pessoa colectiva que manda elaborar o projecto.
(Instruções para o Cálculo dos Honorários Referentes aos Projectos de Obras Públicas, Port. de 7 de Fevereiro
de 1972, alterada pelas Port. de 22 de Novembro de 1974 e Port. de 5 de Março de 1986)
ver: anteprojecto, estudo prévio, programa base, projecto
PROJECTO
Autor do projecto: empresa, técnico ou grupo de técnicos que contrata com o dono da obra a elaboração do projecto.
Dono da obra: pessoa colectiva que manda elaborar o projecto.
(Instruções para o Cálculo dos Honorários Referentes aos Projectos de Obras Públicas, Port. de 7 de Fevereiro
de 1972, alterada pelas Port. de 22 de Novembro de 1974 e Port. de 5 de Março de 1986)
ver: anteprojecto, estudo prévio, programa base, programa preliminar
PROSPECÇÕES ARQUEOLÓGICAS
■ Explorações superficiais sem remoção de terreno que, de acordo com metodologia arqueológica,
visem escavações arqueológicas e os objectivos de descobrir, conhecer, proteger e valorizar o
património arqueológico.
151
R
PROTECÇÃO DE RECURSOS HIDROMINERAIS
O perímetro abrangerá três zonas: zona imediata; zona intermédia e zona alargada.
QUALIDADE DE VIDA
QUALIDADE DO AMBIENTE
QUARTEIRÃO
152
R
RADIAL
■ Via de comunicação rodoviária que liga directamente a parte central de uma zona urbanizada às
áreas exteriores.
REABILITAÇÃO URBANA
O conceito de reabilitação supõe o respeito pelo carácter arquitectónico dos edifícios, não deven-
do no entanto confundir-se com o conceito mais estrito de restauro, o qual implica a reconstitui-
ção da traça primitiva de pelo menos fachadas e coberturas.
O custo das operações de reabilitação urbana resulta geralmente menor que o das operações de
restauro, bem assim com os resultantes do processo de demolição e reconstrução inerentes às
operações de renovação urbana.
(diversas fontes nomeadamente: DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994 P. Merlin, F. Choay, PUF,
Dictionnaire de l’Urbanisme et de l’Aménagement, Paris 1988)
153
R
Riscos de ordem social, relativos à população dos espaços e conjuntos a reanimar:
● O custo das operações de reabilitação poderá implicar o êxodo dos antigos moradores, geral-
mente não solventes, e a sua substituição por camadas sociais mais favorecidas.
(diversas fontes nomeadamente: DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994, P. Merlin, F. Choay, PUF,
Dictionnaire de l’Urbanisme et de l’Aménagement, Paris 1988 )
RECUPERAÇÃO PAISAGÍSTICA
■ Revitalização biológica, económica e cénica do espaço afectado por exploração (por ex. de uma
pedreira), dando-lhe nova utilização, com vista ao estabelecimento do equilíbrio do ecossistema,
ou restituindo-lhe a primitiva aptidão.
(DGOTDU,1999)
RECUPERAÇÃO URBANA
(diversas fontes nomeadamente: DGOTDU Vocabulário Urbanístico, 1994; P. Merlin, F. Choay, PUF,
Dictionnaire de l’Urbanisme et de l’Aménagement, Paris 1988 )
RECURSOS GEOTÉRMICOS
■ Fluidos e as formações geológicas do subsolo, de temperatura elevada, cujo calor seja susceptível
de aproveitamento.
RECURSOS HIDROMINERAIS
154
R
Considera-se:
RECURSOS SILVESTRES
REDE DIVISIONAL
■ Assegura a ligação entre a rede nacional fundamental e os centros urbanos de influência conce-
lhia ou supraconcelhia, mas infradistrital. É constituida pelos Itinerários complementares e pelas
Estradas Nacionais.
● Não tenham cruzamentos de nível com qualquer outra estrada, via férrea ou via de eléctricos
ou caminho de pé posto; e
155
R
● Estejam especialmente sinalizados como auto-estrada.
■ Integra os itinerários principais (IP), que são as vias de comunicação de maior interesse nacional
que asseguram a ligação entre os centros urbanos com influência supradistrital e destes com os
principais portos, aeroportos e fronteiras.
■ A Directiva do Conselho 79/409/CEE relativa à protecção das aves selvagens (conhecida por
“Directiva das Aves”) adoptada em Abril de 1979 e a Directiva do Conselho 92/43/CEE relativa à
conservação dos habitats naturais e da flora selvagem (conhecida por “Directiva Habitats”) adop-
tada em Maio de 1992, estabelecem as bases para a protecção e conservação da fauna selvagem e
dos habitats da Europa apontando para a criação de uma rede ecologicamente coerente de áreas
protegidas denominada Rede Natura 2000.
Esta rede é constituída por sítios que integram tipos de habitats naturais constantes do anexo I
do diploma assinalado em fonte, dos quais se destacam:
● Florestas;
bem como habitats das espécies animais e vegetais constantes do anexo II da referida fonte.
A rede natura 2000 deve assegurar a manutenção ou, se necessário, o restabelecimento dos tipos
de habitats naturais e dos das espécies em causa num estado de conservação favorável na sua área
de repartição natural.
A rede natura 2000 compreende também as zonas de protecção especial designadas pelos Estados
Membros da EU, nos termos da Directiva 79/409/CEE
156
R
REDE RODOVIÁRIA NACIONAL
■ Constituída pela rede nacional fundamental, que integra os itinerários principais (IP) e pela rede
nacional complementar, formada pelos itinerários complementares (IC) e pelas estradas nacio-
nais (EN)
REDES DE INFRA-ESTRUTURAS
■ Dizem respeito aos sistemas de condutores, colectores, canais e espaços canais e seus dispositivos
próprios que permitem ou facilitam a movimentação das pessoas e bens, do abastecimento e dos
efluentes, da energia sob as suas diversas formas e dos transportes e comunicações (as vias rodo-
viárias e ferroviárias, os portos e aeroportos, as redes de abastecimento de água, as redes de esgo-
tos e de drenagem, as condutas de gás e de petróleo, os cabos eléctricos, os cabos telefónicos e de
televisão, etc.).
REESTRUTURAÇÃO
REESTRUTURAÇÃO DA PROPRIEDADE
■ Instrumento de execução de planos que o município pode promover por via do sistema de coo-
peração, do sistema de imposição administrativa ou por proposta de acordo (quando os casos
referidos no nº 2 do art. 128º do DL 380/99, de 22 de Setembro, se verifiquem em relação a um
conjunto de prédios de diversos proprietários), para estruturação da compropriedade sobre o ou
os edifícios que substituírem os existentes.
REGADIO
■ Solo em que há necessidade de aplicação de água com frequência, débito, duração e intensidade
157
R
variável a fim de prevenir os efeitos da seca.
REGIME FLORESTAL
■ O regime florestal é total quando é aplicado em terrenos do Estado, por sua conta e administra-
ção e é parcial quando é aplicado em terrenos das Autarquias, estabelecimentos religiosos, asso-
ciações ou particulares.
■ Forma de regime florestal aplicado às propriedades particulares, que obedeçam a condições espe-
ciais e a requerimento dos proprietários.
REGULAMENTO
(DGOTDU,1999)
ver: forma dos regulamentos
158
R
REGULAMENTO DA NAVEGAÇÃO EM ALBUFEIRAS
RENOVAÇÃO URBANA
Este conceito pode abranger acções de reabilitação, e é por vezes confundido com o de reabilita-
ção, o qual no entanto supõe o respeito pelo carácter arquitectónico dos edifícios em questão.
(diversas fontes nomeadamente: DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994; P. Merlin, F. Choay, PUF
Dictionnaire de l’Urbanisme et de l’Aménagement, Paris 1988)
ver: reabilitação urbana
159
R
A operação de reparcelamento é da iniciativa dos proprietários ou da Câmara Municipal, isola-
damente ou em cooperação.
REPOSIÇÃO DUNAR
■ Utilização de métodos artificiais para formação de duna, aproveitando áreas disponíveis que
fazem parte de zona dunar antiga e que, por diversos motivos, não constituem neste momento
parte desse conjunto. À reposição dunar está associado o posterior revestimento dunar.
■ O conceito de reserva agrícola nacional visa defender e proteger as áreas de maior aptidão agrí-
cola e garantir a sua afectação à agricultura, de forma a contribuir para o pleno desenvolvimen-
to da agricultura portuguesa e para o correcto ordenamento do território.
A reserva agrícola nacional, RAN, é o conjunto das áreas que, em virtude das suas características
morfológicas, climatéricas e sociais, maiores potencialidades apresentam para a produção de bens
agrícolas.
As áreas da RAN são constituídas por solos das classes A e B, bem como por solos de baixas alu-
vionares e coluviais, e ainda por solos de outros tipos cuja integração nas mesmas se mostre con-
veniente para a prossecussão dos fins previstos.
Quando assumam relevância em termos de economia local ou regional, podem ser integrados na
RAN, como integração específica:
● As áreas que tenham sido submetidas a importantes investimentos destinados a aumentar com
carácter duradouro a capacidade productiva dos solos.
● Os solos cujo aproveitamento seja determinante da viabilidade económica de explorações agrí-
colas existentes.
● Os solos da subclasse Ch.
● Os solos destinados à construção que se encontrem dentro dos limites ou perímetros dos aglo-
merados urbanos definidos por planos directores municipais e planos de urbanização plena-
160
R
mente eficazes ou, na sua falta, fixados em diploma legal ou ainda aprovados por despacho fun-
damentado do ministro da tutela, sob proposta dos respectivos municípios.
Os solos da RAN devem ser exclusivamente afectos à agricultura, sendo proíbidas todas as acções
que diminuam ou destruam as suas potencialidades agrícolas, designadamente :
■ Constitui uma estrutura biofísica básica e diversificada que, através do condicionamento à utili-
zação de áreas com características ecológicas específicas, garante a protecção de ecossistemas e a
permanência e intensificação dos processos biológicos indispensáveis ao enquadramento equili-
brado das actividades humanas.
● praias;
● dunas litorais, primárias e secundárias (ou na presença de sistemas dunares que não possam ser
classificados daquela forma, toda a área que apresente riscos de rotura do seu equilíbrio biofísico
por intervenção humana desadequada ou, no caso das dunas fósseis, por constituirem marcos de
elevado valor científico no domínio da geo-história);
● arribas ou falésias (incluindo faixas de protecção medidas a partir do rebordo superior e da base
cuja largura seja determinada em função da altura do desnível, da geodinâmica e do interesse céni-
161
R
co e geológico do local);
● faixa que assegure uma protecção eficaz da zona litoral (quando não existirem dunas nem arribas);
● faixa ao longo de toda a costa marítima (de largura limitada pela linha da máxima preia-mar
tecção delimitada para além da linha de máxima preia-mar de águas vivas equinociais);
● ilhas, ilhéus e rochedos emersos do mar; sapais; restingas; tombolos.
● cabeceiras das linhas de água (sempre que a sua dimensão e situação em relação à bacia hidro-
gráfica tenha repercusões sensíveis no regime do curso de água e na erosão das cabeceiras ou das
áreas situadas a jusante);
● áreas de máxima infiltração;
● ínsuas.
Nas áreas incluídas na REN são proibidas as acções de iniciativa pública ou privada que se tradu-
zam em operações de loteamento, obras de urbanização, construção de edifícios, obras hidráuli-
cas, vias de comunicação, aterros, escavações e destruição do coberto vegetal.
RESERVA INTEGRAL
■ Nas áreas protegidas podem ser demarcadas zonas de protecção integral denominadas reservas
integrais.
162
R
As reservas integrais são espaços que têm por objectivo a manutenção dos processos naturais em
estado impertubável e a perservação de exemplos ecológicamente representativos num estado
dinâmico e evolutivo, e em que a presença humana só é admitida por razões de investigação cien-
tífica ou monitorização ambiental.
RESERVA MARINHA
■ Nas áreas protegidas que abranjam meio marinho podem ser demarcadas reservas marinhas que
têm por objectivo a adopção de medidas dirigidas para a protecção das comunidades e dos habi-
tats marinhos sensíveis, de forma a assegurar a biodiversidade marinha.
RESERVA NATURAL
A classificação de uma reserva natural tem por efeito possibilitar a adopção de medidas que per-
mitam assegurar as condições naturais necessárias à estabilidade ou à sobrevivência de espécies,
grupos de espécies, comunidades bióticas ou aspectos físicos do ambiente, quando estes reque-
rem a intervenção humana para a sua perpetuação.
RESÍDUOS
Resíduos perigosos são aqueles que apresentam características de perigosidade para a saúde ou
para o ambiente, nomeadamente os definidos em Portaria dos Ministros da Economia, da Saúde,
da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e do Ambiente, em conformidade com a
Lista de Resíduos Perigosos, aprovada por decisão do Conselho da União Europeia.
Resíduos industriais são aqueles que foram gerados em actividades industriais, bem como os que
resultem das actividades de produção e distribuição de electricidade, gás e água.
163
R
Resíduos urbanos são os resíduos domésticos ou outros resíduos semelhantes, em razão da sua
natureza ou composição, nomeadamente os provenientes do sector de serviços ou de estabeleci-
mentos comerciais ou industriais e de unidades prestadoras de cuidados de saúde, desde que, em
qualquer dos casos, a produção diária não exceda 1100 litros por produtor.
Produtor de resíduos é qualquer pessoa, singular ou colectiva, cuja actividade produza resíduos
ou que efectue operações de tratamento, de mistura ou outras que alterem a natureza ou a com-
posição dos resíduos.
Detentor de resíduos é qualquer pessoa, singular ou colectiva, incluindo o produtos, que tenha
resíduos na sua posse.
Planos de gestão de resíduos são elaborados pelo Instituto dos Resíduos e contêm as orientações
fundamentais da política de gestão de resíduos. A execução do plano nacional de gestão dos resí-
duos é apoiada por planos estratégicos sectoriais, cuja elaboração compete ao Instituto dos
Resíduos e às demais entidades competentes em razão da matéria.
Valorização de resíduos consiste nas operações que visam o reaproveitamento de resíduos numa
perspectiva da sua valorização e englobam:
usado, um produto no mesmo estado e com propriedades iguais às originais, tornando-o apro-
priado à sua utilização inicial.
164
R
b) Valorização energética - a utilização dos resíduos combustíveis para a produção de energia
através da incineração directa com recuperação de calor.
Tratamento de resíduos são quaisquer processos manuais, mecânicos, físicos, químicos ou bioló-
gicos que alterem as características dos resíduos, por forma a reduzir o seu volume ou perigosi-
dade, bem como a facilitar a sua movimentação, valorização ou eliminação.
Estações de transferência são as instalações onde os resíduos são descarregados com o objectivo de
os preparar para serem transportados para outro local de tratamento, valorização ou eliminação.
Estações de triagem são as instalações onde os resíduos são separados, mediante processos
manuais ou mecânicos, em materiais constituintes destinados à valorização ou a outras opera-
ções de gestão.
Aterros sanitários são as instalações de eliminação utilizadas para a deposição controlada de resí-
duos, acima ou abaixo da superfície do solo.
RESÍDUOS HOSPITALARES
ver: resíduos
RESÍDUOS INDUSTRIAIS
ver: resíduos
RESÍDUOS PERIGOSOS
ver: resíduos
RESÍDUOS URBANOS
ver: resíduos
165
R-S
RESTAURO
Na acepção original do termo, “restaurar um edifício não será apenas assegurar a sua conservação,
repará-lo ou refazê-lo, antes será reconstituí-lo num estado completo, e que poderá mesmo nunca ter
existido“.
(Viollet-Le-Duc)
Cabem assim na designação de restauro todos os trabalhos que de algum modo digam respeito à
reconstituição parcial ou total, de um edifício danificado pelo tempo, pela acção do homem ou
por acidentes naturais.
A aplicação do conceito de restauro pode suscitar opções complexas quando são necessárias
intervenções em áreas que implicam outras artes plásticas integradas nos edifícios, escultura,
pintura mural, etc.
● Redução ao mínimo das obras a efectuar, em benefício das reparações e consolidações essenciais.
● Respeito pelas alterações e acrescentos de eras passadas, sem exclusão de nenhuma época, não
se pretendendo assim a reconstituição da traça primitiva.
(diversas fontes nomeadamente: DGOTDU, Vocabulário Urbanístico, 1994; P. Merlin, F. Choay, Dictionnaire
de l’Urbanisme et de l’Aménagement, PUF, Paris 1988 )
RESTINGA
REUTILIZAÇÃO DE RESÍDUOS
ver: resíduos
166
S
REVESTIMENTO DUNAR
REVESTIMENTO VEGETAL
■ Carecem de licença das Câmaras Municipais as acções de destruição do revestimento vegetal que não
tenham fins agrícolas, bem assim as acções de aterro ou escavação que conduzam à alteração do relevo
natural e das camadas de solo arável, exceptuando-se as acções que, estando sujeitas a regime específi-
co, já se encontram devidamente aprovadas, autorizadas ou licenciadas pelas entidades competentes.
ROTUNDA
■ Praça formada por cruzamento ou entrocamento, onde o trânsito se processa em sentido girató-
rio e sinalizada como tal.
RUÍDO
■ Estímulo sonoro sem conteúdo informativo para o auditor, que lhe é desagradável ou que o trau-
matiza.
SALVAGUARDA ACTIVA
167
S
SAPAL
■ Formação aluvionar periodicamente alagada pela água salgada e ocupada por vegetação halofíti-
ca ou, nalguns casos, por mantos de sal.
SEPARADOR
■ Zona ou dispositivo (e não simples marca) destinada a separar tráfegos do mesmo sentido ou de
sentidos opostos.
SEQUEIRO
■ Solo em que há deficit de humidade, devido à falta de capacidade de retenção ou porque o clima
local se caracteriza pela escassez de precipitação.
SERVIDÃO
■ Direito real em virtude do qual é possibilitado a um prédio o gozo de certas utilidades de um pré-
dio diverso. Este proveito ou vantagem de que um prédio beneficia tem de encontrar-se objecti-
vamente ligado a um outro prédio, implicando, consequentemente, uma restrição ou limitação
do direito de propriedade do prédio onerado, inibindo o respectivo proprietário de praticar actos
que possam perturbar ou impedir o exercício da servidão.
SERVIDÃO ADMINISTRATIVA
■ Encargo imposto num prédio, mas em benefício ou proveito da utilidade pública de bens nomi-
nais, quer estes possam corresponder à noção de prédio quer não, como sucede com as estradas,
as águas públicas, as linhas de transmissão e distribuição de energia, os aeródromos e aeroportos,
as obras de fortificação militar, os paióis, etc.
168
S
As servidões administrativas são impostas quer por lei, não sendo necessário nesse caso acto jurídi-
co para as constituir, quer por acto administrativo, em função de uma concreta utilidade pública.
SISTEMA DE COMPENSAÇÃO
■ Sistema de execução em que a iniciativa é dos particulares, que ficam obrigados a prestar ao
município a compensação devida de acordo com as regras estabelecidas nos planos ou em regu-
lamento municipal.
Os direitos e as obrigações dos particulares na unidade de execução são definidos por contrato de
urbanização.
SISTEMA DE COOPERAÇÃO
■ Sistema de execução em que a iniciativa de execução do plano pertence ao município, com a coo-
peração dos particulares interessados, actuando coordenadamente, de acordo com a programa-
ção estabelecida pela Câmara Municipal e nos termos do adequado instrumento contratual.
Os direitos e as obrigações das partes são definidos por contrato de urbanização que pode assu-
mir as seguintes modalidades:
169
S
SISTEMA DE GESTÃO TERRITORIAL
● O âmbito nacional, que define o quadro estratégico para o ordenamento do espaço nacional,
estabelecendo as directrizes a considerar no ordenamento regional e municipal e a compatibi-
lização entre os diversos instrumentos de política sectorial com incidência territorial, instituin-
do, quando necessário, os instrumentos de natureza especial;
● O âmbito regional, que define o quadro estratégico para o ordenamento do espaço regional em
estreita articulação com as políticas nacionais de desenvolvimento económico e social, estabe-
lecendo as directrizes orientadoras do ordenamento municipal;
● O âmbito municipal, que define, de acordo com as directrizes de âmbito nacional e regional e
com as opções próprias de desenvolvimento estratégico, o regime de uso do solo e a respectiva
programação.
O sistema de gestão territorial concretiza a interacção coordenada dos seus diversos âmbitos,
através de um conjunto coerente e racional de instrumentos de gestão territorial:
■ Sistema de execução em que a iniciativa de execução do plano pertence ao município, que actua
directamente ou mediante concessão de urbanização.
A concessão só pode ter lugar precedendo concurso público, devendo o respectivo caderno de
encargos especificar as obrigações mínimas do concedente e do concessionário ou os respectivos
parâmetros, a concretizar nas propostas.
■ Conjunto das actividades de produção vegetal, animal e/ou florestal desenvolvidas no âmbito de
170
S
uma exploração agrícola considerada representativa de uma dada região do país.
■ Abastecimento público de água potável de cisternas ou sistemas locais aprovados pelas entidades
competentes.
SISTEMAS DE EXECUÇÃO
A execução dos planos através dos sistemas de execução desenvolve-se no âmbito de unidades de
execução delimitadas pela Câmara Municipal por iniciativa própria ou a requerimento dos pro-
prietários interessados.
SÍTIO
Os sítios poderão ser eventualmente agrupáveis em categorias, e ainda classificados como de valor
local, regional, nacional ou internacional.
171
S
SÍTIO DA REDE NATURA
■ Área protegida de estatuto privado que tem por objectivo a protecção de espécies da fauna e da
flora selvagem e respectivos habitats naturais com interesse ecológico ou científico.
SOLEIRA
■ Pedra que forma o degrau de uma porta, no qual assentam os ombrais da mesma.
(RGEU)
ver: cota de soleira
SOLO RURAL
■ Aquele para o qual é reconhecida vocação para as actividades agrícolas, pecuárias, florestais ou
minerais, assim como o que integra os espaços naturais de protecção ou de lazer, ou que seja ocu-
172
S
pado por infra-estruturas que não lhe confiram o estatuto de solo urbano.
● Espaços afectos a actividades industriais directamente ligadas às utilizações referidas nos pon-
tos anteriores;
● Espaços naturais;
● Espaços destinados a infra-estruturas ou a outros tipos de ocupação humana que não impli-
quem a classificação como solo urbano, designadamente permitindo usos múltiplos em activi-
dades compatíveis com espaços agrícolas, florestais ou naturais.
SOLO URBANO
■ Aquele para o qual é reconhecida vocação para o processo de urbanização e de edificação, nele se
compreendendo os terrenos urbanizados ou cuja urbanização seja programada, constituindo o
seu todo o perímetro urbano.
● Os solos urbanizados;
● Os solos cuja urbanização seja possível programar;
● Os solos afectos à estrutura ecológica necessários ao equilíbrio do sistema urbano.
SUBPRODUTOS
■ Produtos obtidos de matérias-primas e cuja obtenção não foi a razão determinante da utilização
daquelas matérias-primas.
173
S-T
SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS
■ Substâncias que obedecem aos critérios fixados no Anexo IV do DL 204/93, de 3 de Junho, as cons-
tantes da lista do Anexo II (nas quantidades indicadas na coluna A), as constantes da lista do Anexo
II do referido diploma (nas quantidades indicadas nas colunas A e B), bem como as constantes da
lista do Anexo III do mesmo diploma. Esta classificação engloba substâncias tóxicas e muito tóxi-
cas, substâncias inflamáveis (gases inflamáveis, líquidos altamente inflamáveis e líquidos inflamá-
veis), substâncias explosivas, substâncias comburentes e substâncias altamente inflamáveis.
SUBÚRBIO
● A expansão urbana, iniciada geralmente com a ocupação industrial das margens dos cursos de
água na periferia das cidades existentes, prosseguiu com a ocupação residencial das áreas culti-
vadas, ainda próximas do centro.
● Pode caracterizar-se o subúrbio ou zona suburbana pela sua densificação progressiva e pelo tipo
dominante das suas construções, pela estratificação social dos seus habitantes, pelo modo de
integração da zona no aglomerado (ao nível de transportes, da diversidade de equipamentos, aces-
sos, comércio e empregos, ou segundo a sua maior ou menor distância ao centro).
● Actualmente nos países ocidentais o maior esforço das acções de ordenamento do espaço urba-
no concentra-se na organização das zonas suburbanas.
SUPERFÍCIE BRUTA
■ Superfície total do terreno sujeita a uma intervenção ou unidade funcional específica, abstrain-
do-se da sua compartimentação, parcelamento e distribuição do solo pelas diversas categorias do
seu uso urbano. A unidade geralmente utilizada é o m².
174
T
Superfície Bruta = (Áreas de terreno afectas às várias categorias de uso)
SUPERFÍCIE DO LOTE
ver: área do lote
SUPERFÍCIE DO TERRENO
SUPERFÍCIE LÍQUIDA
sendo:
■ Soma da superfície agrícola utilizada, matos e florestas sem culturas sob coberto, superfície agrí-
cola não utilizada e outras superfícies da exploração.
(INE, 1989)
175
T
TERCIARIZAÇÃO
■ Por terciarização, termo derivado de terciário (sector de activadades relacionadas com a execução
de serviços, tais como escritórios, actividades admnistrativas, etc.), entende-se o progressivo cresci-
mento das áreas urbanas ocupadas por estas actividades, por reconversão de áreas habitacionais
mais antigas, geralmente situadas no centro da cidade.
Por vezes a terciarização provoca desertificação e consequente insegurança, durante a noite e fim-
de-semana, da área urbana em que se insere, desvitalizando-a, e provocando problemas de circu-
lação, estacionamento, transportes e desiquilíbrio funcional.
TIPOLOGIA
superior a 500 hab/Km2 ou que integrem um lugar com população residente superior ou igual
a 5000 habitantes;
● freguesias semi-urbanas contíguas às freguesias urbanas, incluídas na área urbana, segundo
176
T
Áreas predominantemente rurais (APR)
●Os restantes casos.
Para fins estatísticos considera-se população urbana a população residente nas áreas predomi-
nantemente urbanas.
TOMBOLO
TRABALHOS ARQUEOLÓGICOS
■ Todas as acções que visem a detecção, o estudo, a salvaguarda e valorização de bens do patrimó-
nio arqueológico usando métodos e técnicas próprios da arqueologia, independentemente de se
revestirem ou não de natureza intrusiva e perturbadora, nomeadamente prospecções, acções de
registo, levantamentos, estudos de espólios de trabalhos antigos guardados em depósitos, sonda-
gens e escavações arqueológicas, acções de conservação ou de valorização em sítios arqueológicos.
■ Todas as escavações, prospecções e outras investigações que tenham por finalidade a descoberta,
o conhecimento, a protecção e a valorização do património arqueológico.
■ Operações urbanísticas que não se enquadrem em obras de construção, obras de urbanização, ope-
rações de loteamento ou outras operações urbanísticas e impliquem a destruição do revestimento
vegetal, a alteração do relevo natural e das camadas de solo arável ou o derrube de árvores de alto
porte ou em maciço para fins não exclusivamente agrícolas, pecuários, florestais ou mineiros.
TRANSPORTE COMBINADO
■ Transporte intermodal de longo curso (percursos europeus) que se efectua principalmente por
177
U
ferrovia, vias navegáveis ou mar, sendo os percursos iniciais e/ou terminais rodoviários e os mais
curtos possíveis.
TRANSPORTE INTERMODAL
TRANSPORTE MULTIMODAL
TRATAMENTO DE RESÍDUOS
ver: resíduos
TURISMO DE NATUREZA
178
U
TURISMO NO ESPAÇO RURAL
● Turismo de habitação;
● Turismo rural;
● Agro-Turismo;
● Turismo de Aldeia;
● Casas de Campo.
● Turismo de Habitação
● Turismo Rural
● Agro-Turismo
● Turismo de Aldeia
● Casas de Campo
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U
culares e casas de abrigo situadas em zonas rurais quer sejam ou não utilizadas como habitação
própria dos seus proprietários, legítimos possuidores ou detentores.
UNIDADE BALNEAR
● Sendo de comércio a retalho alimentar ou misto, disponha de uma área de venda contínua, de
comércio a retalho alimentar, igual ou superior a 2000m2;
● Sendo de comércio a retalho não alimentar, disponha de uma área de venda contínua igual ou
superior a 4000m2;
● Sendo de comércio por grosso, disponha de uma área de venda contínua igual ou superior a 5000m2;
● Sendo de comércio a retalho alimentar ou misto, pertencentes a empresa ou grupo que detenha,
a nível nacional, uma área de venda acumulada, de comércio a retalho alimentar, igual ou supe-
rior a 15 000m2;
● Sendo de comércio a retalho não alimentar, pertencentes a empresa ou grupo que detenha, a
■ Dimensão económica da exploração agrícola, determinada com base nas margens brutas padrão
(uma unidade corresponde a 1 200 EURO de Margem Bruta Padrão).
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U-V
UNIDADE DE EXECUÇÃO
(CCRAlentejo, 1999)
(CCRAlentejo, 1999)
■ Unidade que exprime a dimensão económica da exploração agricola, aquela é definida com base
na margem bruta padrão total da exploração. Uma unidade corresponde a 1.200 EURO de mar-
gem bruta total da exploração.
■ Demarca áreas de intervenção com uma planeada ou pressuposta coerência, a serem tratadas a
um nível de planeamento mais detalhado, com vista à sua execução.
O PDM deve definir para as UOPG, os parâmetros que enquadram estudos subsequentes, com a
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V-Z
flexibilidade necessária aos objectivos a atingir.
● Quartos
Considera-se quarto a unidade de alojamento constituída por uma divisão com uma ou mais
camas.
● Suites
Considera-se suite o conjunto constituído, no mínimo, por quarto, casa de banho completa e
sala, comunicantes entre si através de uma antecâmara de entrada.
● Apartamentos
Considera-se apartamento a unidade de alojamento constituída, no mínimo, por um quarto de
dormir, uma sala de estar e de refeições, uma pequena cozinha (Kitchenette) e uma instalação
sanitária privativa.
(Dec. Reg. 36/97, de 25 de Setembro, alterado pelo Dec. Reg. 16/99, de 18 de Agosto)
USO BALNEAR
■ Classificação promovida pelas autarquias locais para imóveis ou conjuntos de valor arqueológi-
co, histórico, artístico ou paisagístico, cuja conservação e valorização apresentam interesse con-
celhio, quando a entidade competente o não classificar como monumento nacional ou imóvel de
interesse público.
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Z
VALORIZAÇÃO DE RESÍDUOS
ver: resíduos
VIA DE ABRANDAMENTO
■ Via de trânsito resultante do alargamento da faixa de rodagem e destinada a permitir que os veículos
que vão sair de uma via pública diminuam a velocidade já fora da corrente de trânsito principal.
VIA DE ACELERAÇÃO
■ Via de trânsito resultante do alargamento da faixa de rodagem e destinada a permitir que os veí-
culos que entram numa via pública adquiram a velocidade conveniente para se incorporarem na
corrente de trânsito principal.
VIA DE TRÂNSITO
■ Zona longitudinal da faixa de rodagem, destinada à circulação de uma única fila de veículos.
VIA PÚBLICA
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Z
VISÃO SERIAL
■ Sucessão de imagens do cenário urbano, obtidas em movimento e relacionadas entre si, que tor-
nam a visão dos aglomerados uma experiência plástica única.
■ Espaço contido pelos planos que não podem ser interceptados pela construção, e que são defini-
dos em estudo volumétrico.
ZONA ADJACENTE
■ Área contígua à margem (do mar ou de um curso de água) que como tal seja classificada por decre-
to, por se encontrar ameaçada pelo mar ou pelas cheias.
● As zonas adjacentes estendem-se desde o limite da margem até uma linha convencional defini-
da, para cada caso, no decreto de classificação.
■ Zona ameaçada pelas cheias, ou zona adjacente a curso de água, é a área contígua à margem de
um curso de água que se estende até à linha alcançada pela maior cheia que se produza no perío-
do de um século ou pela maior cheia conhecida, no caso de não existirem dados que permitam
identificar a anterior.
Nas áreas contíguas aos cursos de água serão delimitadas áreas de ocupação edificada proíbida e
áreas de ocupação edificada condicionada.
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Z
Nas áreas de ocupação edificada proíbida é interdito :
● Destruir o revestimento vegetal ou alterar o relevo natural, com excepção da prática de cultu-
ras tradicionalmente integradas em explorações agrícolas.
● Implantar edifícios ou realizar obras susceptíveis de construir obstrução à livre passagem das
águas.
(DL 468/71, de 5 de Novembro, alterado pelo DL 89/87, de 26 de Fevereiro; anexo III do DL 93/90, de 19 de
Março )
ver: reserva ecológica nacional REN
ZONA DA ESTRADA
■ Solo ocupado pela estrada, abrangendo a faixa de rodagem, as bermas, as pontes e os viadutos
nela incorporados e, quando existam, as valetas, os passeios, as banquetas e os taludes.
■ Áreas cujo aproveitamento cinegético é exercido por associações, sociedades ou clubes de caça-
dores, que nelas se propõem custear ou realizar acções de fomento e conservação da fauna cine-
gética, nelas assegurando o exercício venatório.
■ Constituída por tempo indeterminado, em terrenos cujas características, de ordem física ou bio-
lógica, permitam a constituição de núcleos de potencialidades cinegéticas tais que justifiquem ser
o Estado o único responsável pela sua administração.
■ Visa proporcionar a todos os caçadores nacionais o exercício organizado da caça, por tempo inde-
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terminado e em condições especialmente acessiveis.
■ Área que se constitui com vista ao aproveitamento turístico dos recursos cinegéticos, garantindo,
para além da exploração da caça, a prestação de serviços turísticos adequados.
■ Zonas destinadas a evitar ou controlar as actividades nos solos circundantes dos aglomerados, ou
neles incluídos, e as alterações no uso dos mesmos que possam ser inconvenientes para os inte-
resses colectivos da respectiva população e para o adequado funcionamento do sistema urbano,
nos diversos aspectos que careçam de tutela, incluindo o equilíbrio biofísico, bem como a preser-
var as características e condições necessárias ao desenvolvimento do aglomerado.
■ Faixa com uma largura máxima de 500 m, medidos na horizontal,contados a partir da linha do nível
de pleno armazenamento da Albufeira de acordo com o estabelecido no Art. 7º do Decreto
Regulamentar 2/88, de 20 de Janeiro, ajustada de acordo com o estabelecido no nº 3 do mesmo Artigo.
■ Área de importância comunitária no território nacional em que são aplicadas as medidas neces-
sárias para a manutenção ou restabelecimento do estado de conservação das populações das espé-
cies de aves selvagens inscritas no anexo A-I do DL 140/99, de 24 de Abril e dos seus habitats.
■ Vulgarmente designada por Zona de Protecção, é uma servidão administrativa instituida automá-
ticamente, para os imóveis classificados ou em vias de classificação, correspondendo a uma zona
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de 50 m contados a partir do limite exterior do imóvel, na qual não podem ser autorizadas pelas
Câmaras Municipais ou por quaisquer outras Entidades alienações ou quaisquer obras de demo-
lição, instalação, construção reconstrução, criação ou transformação de zonas verdes, bem como
qualquer movimento de terras ou dragagens, nem alteração ou diferente utilização contrária à
traça originária sem prévia autorização do Ministério da Cultura.
■ Conjunto de edificações autorizadas em terrenos contíguos marginados por vias públicas urba-
nas pavimentadas, que não disponham de todas as infra-estruturas urbanísticas do aglomerado.
ZONA DUNAR
■ Área constituída pelo conjunto de dunas, cordões ou sistemas dunares existentes ou passíveis de
se formarem através de acções de revestimento e/ou reposição dunar.
■ Sítio de importância comunitária no território nacional em que são aplicadas as medidas neces-
sárias para a manutenção ou o restabelecimento do estado de conservação favorável dos habitats
naturais ou das populações das espécies para as quais o sítio é designado.
■ Servidão administrativa instituida pelo Ministério da Cultura, sob proposta do IPPAR, com audi-
ção das autarquias, que poderá incluir uma zona non aedificandi, para a envolvente dos imóveis
classificados, na qual não podem ser autorizadas pelas Câmaras Municipais ou por outras
Entidades, alienações ou quaisquer obras de demolição, instalação, construção, reconstrução,
criação ou transformação de zonas verdes, bem como qualquer movimento de terras ou draga-
gens, nem alteração ou diferente utilização contrária à traça originária sem prévia autorização do
Ministério da Cultura.
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ZONA NON AEDIFICANDI
Estas zonas non aedificandi constituem servidões administrativas, e são geralmente instituídas ao
longo das auto-estradas e vias rápidas, em zonas de protecção de aeroportos, de edifícios classifi-
cados, etc.
■ Faixa terrestre envolvente da Albufeira com uma largura, em princípio, de 50 metros contadas (e
medidos na horizontal) a partir do Nível de Pleno Armazenamento (NPA), na qual não são permi-
tidas quaisquer construções que não sejam de infra-estruturas de apoio à utilização da albufeira.
ZONA SUBURBANA
■ Sinónimo de subúrbio.
ver: aglomerado urbano, arredores, envolvente, periferias, subúrbio
ZONA TERCIÁRIA
■ Zona destinada predominantemente ao comércio e serviços, tais como escritórios, bancos, segu-
ros, actividades administrativas, etc.
ZONAMENTO
■ Processo de diferenciação de um território em zonas, atribuindo a cada uma delas, por via regu-
lamentar, uma determinada função ou uso dominante (ex: industrial, agrícola,etc).
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ZONAS DE POTENCIAL DE DESENVOLVIMENTO TURÍSTICO (ZPDT)
ZONAS HÚMIDAS
■ Extensões de águas salgadas, salobras ou doces, que incluem águas litorais até 6 metros de pro-
fundidade em baixa-mar, estuário, lagunas, rios, lagoas, lagos rios, ribeiros, riachos, pauis, char-
cos ou turfeiras.
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