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Cimentação de

Poços de Petróleo

João Carlos R. Plácido


jcrp@petrobras.com.br
Cimentação Primária
Objetivos
• Preencher o espaço entre o revestimento e a parede do
poço e promover a aderência entre a parede externa do
revestimento e formação rochosa / parede interna do
revestimento anterior
• Deslocar e posicionar a pasta de cimento no anular entre
revestimento e poço
• Isolar as formações impedindo entrada de fluidos e perdas
de circulação
• Fornecer suporte mecânico para o revestimento
• Isolar um poço para abandono
Cimentação Secundária
Objetivos
• Squeeze:
– Corrigir cimentação primária pela pressurização da
pasta através de canhoneios e canais formados por uma
má cimentação primária
– Eliminar influxo de água selando alguns canhoneios
– Reduzir produção de gás selando alguns canhoneios
– Abandonar zonas depletadas
– Corrigir vazamentos no revestimento
Cimentação primária
• Tipos de pasta para:
– revestimento de superfície
– revestimento intermediário / produção
– zonas de sal
– zonas de gás
– zonas HTHP
– perdas de circulação
– abandono
– fluidos leves (com nitrogênio)
Cimentação: Histórico
• 1903 - Cimento foi utilizado para bloquear fluxo de
água de uma zona próxima a de óleo (WOC = 28 dias) -
Campo de Lompoc, CA, USA
WOC – tempo de espera para a pasta atingir 500 psi de
resistência à compressão.
• 1910 - Uso de plugs de topo e de fundo - A. A. Perkins -
início de processo de cimentação atual
• 1919 - E. P. Halliburton - introduziu técnica no Texas
(WOC = 10 dias)
• 1920 - E. P. Halliburton - Mistura à jato (patente)
• 1927 - Lone Star Cement Co. - Primeiro cimento
específico para poços de petróleo
Cimentação: Histórico
• 1928 - Humble Oil and Refining Co. - Estudo das falhas
de cimentação - Efeito da contaminação pelo fluido de
perfuração - Condicionamento antes da cimentação e
uso de um colchão de água entre o fluido e a pasta
• 1929 - Halliburton - Primeiro laboratório específico
para pasta de cimento
• 1930 - H. R. Irvine - Uso de centralizadores
• 1934 - Schlumberger - Método de detecção do topo do
cimento através de perfil de temperatura
• 1935 - E. F. Silcox - Teste do tempo de espessamento da
pasta de cimento
• 1937 - API - Estabelecido comitê para estudar cimento
para poços petrolíferos
Cimentação: Histórico
• 1939 - R. F. Farris - Teste do tempo de
espessamento com pressão e temperatura
• 1940 - M. M. Kinley - Uso do perfil caliper para
calcular o volume de cimento
• 1946 - WOC reduzido de 72 horas para 24-36
horas
• 1948 - G. C. Howard & J. B. Clark - estudo da
eficiência de deslocamento lama-cimento
• 1952 - API - Primeira edição da norma API
para testes em pastas de cimento
• 1957 - Phillips Petroleum Co. - Uso de agentes
redutores de filtrado
• 1962 - Cias de Serviço - Uso de dispersantes (ou
redutores de fricção)
Formulações Básicas
• Superfície: água + acelerador + cimento
• Produção / Intermediário: água + retardador +
dispersante + controlador de filtrado + cimento
• Zonas de sal: água + sal + retardador +
controlador de filtrado + cimento
• Zonas de gás: água + dispersante + latex +
controlador de filtrado + retardador + cimento
• Zonas HPHT: água + retardador + dispersante +
controlador de filtrado + sílica + cimento
Aditivos
• Controlador de densidade:
– razão água/cimento, bentonita, nitrogênio,
baritina, hematita
• Controlador de tempo de pega:
– Acelerador de pega: Cloreto de Cálcio
– Retardador de pega: compostos orgânicos
Aditivos
• Controlador de perda de circulação:
– fibrosos (fibra de nylon, serragem, feno), granulares
(gilsonita, casca de noz) e lamelados (celofane, mica),
pasta de escória de alto forno
• Controlador de filtrado:
– látex, polímeros orgânicos
• Controlador de viscosidade:
– Dispersantes (lignosulfonato de cálcio), polímeros
orgânicos.
• Outros Aditivos:
– Alta temperatura: sílica
Aditivos
Sílica:
Sob temperaturas maiores que de 230F (110C) ocorre a formação
de um composto no cimento que é responsável pela denominada
retrogressão, que é uma redução da resistência mecânica e um
substancial aumento de permeabilidade da pasta curada.
Para evitar isso, usualmente é utilizado sílica 325 mesh na
formulação da pasta para que outros compostos sejam formados
após a cura garantindo que a retrogressão não ocorra.
Somente sob temperaturas superiores a 750F (400C) ocorre a
desintegração do cimento curado pela não estabilidade dos
compostos formados na hidratação do cimento.
Exemplo 1
• Deseja-se misturar uma pasta de cimento Classe A
contendo 3% de bentonita, usando a quantidade de
água específica da Tabela 3.6 (Bourgoine).
Determine o peso da bentonita e o volume de água
necessária para misturar com um saco de cimento
(94 lbs). Calcule também o conteúdo de água
(percent mix), o volume de pasta obtido com um
saco de cimento (yield) e a densidade da pasta.
Exemplo 1
• Peso de bentonita a ser misturado com um saco de cimento Classe A:
0,03(94)=2,82 lbm
• Da Tabela 3.6, o percentual de água de mistura para o cimento Classe
A recomendado pelo API é 46%. Além disso, mais 5,3% de água para
1% de bentonita deve ser adicionado (Nota 1 da Tabela 3.6).
• Logo, o conteúdo de água por saco de cimento (percent mix) é:
46 + 3(5,3) = 61,9%
• O volume de água a ser adicionado por saco de cimento é:
0,619(94 lbm/sack) / 8,33 lbm/gal = 6,98 gal/saco
• Da Tabela 3.8:
Densidade relativa do cimento=3,14 e Densidade relativa da bentonita=2,65
• Volume de pasta por saco de cimento (yield):
94lbm / saco 2,82lbm / saco
+ + 6,98 gal / saco = 10,7 gal / saco
3,14(8,33)lbm / gal 2,65(8,33)lbm / gal

• Densidade da pasta:
94 + 2,82 + 6,98(8,33)
= 14,48lbm / gal
10,7
Exemplo 2
• Deseja-se aumentar a densidade de uma
pasta de cimento Classe H para 17,5 lb/gal.
Calcule a quantidade de hematita que deve
ser misturada a cada saco de cimento. A
quantidade de água requerida é de 4,5
gal/saco de cimento e 0,36 gal/100 lbm de
hematita.
Exemplo 2
• Fazendo x representar a massa (lbm) de hematita por saco de cimento.
• Volume total de água requerida: 4,5 + 0,0036(x)
• Tabela 3.8:
Densidade relativa do cimento=3,14 e Densidade relativa da hematita=5,02
• Densidade da pasta=17,5 lb/gal
m(lbm) 94 + x + 8,34(4,5 + 0,0036 x)
ρ= = = 17,5lbm / gal
V ( gal ) ⎡ ⎤
94
+
x
⎢ 3,14(8,34) 5,02(8,34) + (4,5 + 0, 0036 x )⎥
⎣ ⎦
• Resolvendo a equação acima resulta em x igual a 18,3 lbm de hematita
para cada saco de cimento de 94 lbm
Fabricação do Cimento
• Matérias-primas - Calcário + argila + pequena quantidade de
ferro, alumínio e silício
• Britador primário + moinho de bolas - Pulverização e
homogeneização do material - FARINHA
• Pré-aquecimento
• Forno Rotativo - 2600-3000 oF
• Resfriamento - CLINQUER (material pelotizado)
• Moinho de bolas - Pulverização + Adição de gesso (impedir pega
rápida do Aluminato tricálcico C3A) - Produto final
Fabricação do cimento por via seca
Classificação do Cimento

• Classificação API - 8 classes (Tabela 3.3 Bourgoine)


• Mais comuns: A (similar ao da construção civil), B, C, G, H,
Especial (Brasil)
• No Brasil: Cimesa (Sergipe – Especial) ; Holcim (Cantagalo –G)
Água de Peso da Prof. BHST
mistura pasta (ft) (oF)
(gal/pe3) (lb/gal)
A 5,2 15,6 0-6000 80-170
B 5,2 15,6 0-6000 80-170
C (res. inicial) 6,3 14,8 0-6000 80-170
D (retardado) 4,3 16,4 6-12000 170-260
E (retardado) 4,3 16,4 6-14000 170-290
F (retardado) 4,5 16,2 10-14000 230-320
G 5,0 15,8 0-8000 80-200
H 4,3 16,4 0-8000 80-200
Composição do Cimento
• C3S - Alita - 3CaO.SiO2 -
hidratação rápida - resistência
inicial (~ 60%)
• C2S - Belita - 2CaO.SiO2 -
hidratação lenta - resistência
final (~ 20%)
• C3A - Aluminato - 3CaO.Al2O3
hidratação muito rápida (~ 3%)
• C4AF - Ferrita -
4CaO.Al2O3.Fe2O3
• Gesso
Cimentação: Operação

PREPARANDO A PASTA
DE CIMENTO

DESLOCANDO PARA
DENTRO DO POÇO

HOMOGENEIZANDO NA SUPERFÍCIE
Cimentação típica em um estágio
(Terra e PA)
Cimentação
típica em
um estágio
Cimentação
típica em
um estágio
(NS ou SS)
Visualização da cimentação
do revestimento 9 5/8” no mar
a partir de uma unidade flutuante
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Unidade de Cimentação
Cabeça de Cimentação

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Unidade de Cimentação
Cabeça de Cimentação

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Unidade de Cimentação
Cabeça de Cimentação

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Unidade de Cimentação
Cabeça de Cimentação

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Unidade de Cimentação
Cabeça de Cimentação

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Dart
Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Dart
Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Tanque de lama

Riser
Dart
Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”
Dart
Plug Sapata do 13 3/8”

óleo
Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Sapata do 13 3/8”

óleo
Dart
Plug Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Cabeça de Cimentação
Bomba de lama

Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Sapata do 13 3/8”

óleo
Dart
Plug Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
Bomba de lama

Tanque de lama

Riser

Cabeça de Poço

Sapata do 30”

Sapata do 13 3/8”

óleo
Dart
Plug Colar Flutuante

Sapata do 9 5/8”
FIM DA CIMENTAÇÃO
Cimentação
Dimensionamento da Operação

Utilização do programa CEMENT (Maurer)


CEMENT has a logical program design and user-friendly input/output
format. The first input page (Project) includes basic project
information/documentation. Both forward and reverse circulation can
be modeled.
The Survey page plots the plan and section views, as well as wellbore
inclination and doglegs. Survey data describing the wellpath may be
entered manually, imported, or copied from a spreadsheet.
Casing/liner sizes through which the cement is pumped are entered on
the Tubulars page.
Wellbore geometry is entered on the Wellbore page. Excess cement
can be modeled by increasing the wellbore ID. User-specified “Points
of Interest" can be selected -- depths for which more detailed analyses
will be performed.
Of major concern during cementing are the dangers of fracturing
the formation or of taking a kick. On the Formation page, each
formation's pore and fracture pressure are entered (as either actual
pressures or as pressure gradients).
On the Fluids page, each cementing stage is described (lead cement,
spacers, tail cement, etc.) with its own specific rheological properties,
pump rates and schedules.
After input data are entered, you can immediately view the results.
Several of these output graphs are shown in the following slides. Note
that the graph output can be either versus time (shown here) or
volume pumped.
free fall

One output graph shows flow rate over time. The blue line is flow rate
in; the red line is flow rate out. Note the discrepancy between the two
rates during part of the operation. This is caused by free-fall.
The length of the free-fall column versus elapsed time is shown
here. Note: this graph can also be displayed based on pumped
volume (instead of time).
In this pressure/time graph are shown formation fracture pressure,
bottom-hole pressure (red), formation pore pressure (brown), and
pump pressure (blue). Note that when free-fall occurs, the pump
pressure is reduced to zero.
Similarly, the program calculates equivalent circulating density (ECD)
versus time at the preselected depth of interest. This graph can also
be shown with volume instead of time.
Pore, minimum and maximum fluid pressures, and fracture pressures
are shown with depth. This graph immediately highlights lost-
circulation/influx problems for the operation.
The Flow Animation window is a powerful tool for quickly checking
several aspects of job design. The planned operation is simulated at a
speed anywhere between actual time to 2000 times faster.
Avaliação da Cimentação
Perfis: CBL, VDL

12 1/4”

9 5/8”

8 1/2”

7”
Falha
na
Cimentação
Falha na Cimentação:
Correção através de squeeze
Exemplo 3
• Deseja-se cimentar um revestimento com OD 13 3/8”, ID
12,415” com a sapata a 2500 pés. Uma junta de 40 pés será
usada entre a sapata e o colar flutuante. Uma pasta de alta
resistência será colocada nos primeiros 500 pés a partir do
fundo. Uma pasta de baixa densidade cimentará o restante
do poço (2000 pés). Calcule o volume das pastas e o
número de sacos (94 lbm) necessários considerando um
fator de excesso de 1,75. O diâmetro da broca da fase
perfurada foi de 17”.
• Pasta 1 (baixa densidade): composta por cimento Classe A
misturado com 16% de bentonita e 5% de cloreto de sódio
(por peso de cimento) e razão água/cimento de 13 gal/saco.
• Pasta 2 (alta resistência): composta por cimento Classe A
misturado com 2% de cloreto de cálcio (por peso de
cimento) e razão água/cimento de 5,2 gal/saco.
Exemplo 3
• Da Tabela 3.8:
– Densidade relativa do cimento=3,14
– Densidade relativa da bentonita=2,65
• A salmoura de NaCl é formada adicionando-se 4,7 lbm [0,05(94)] de
NaCl a 108,4 lbm [13(8,34)] de água.
• A salmoura de CaCl2 é formada adicionando-se 1,88 lbm [0,02(94)] de
CaCl2 a 43,4 lbm [5,2(8,34)] de água.
• Interpolando nas Tabelas 2.3 e 2.4:
– Densidade relativa do NaCl=1,0279
– Densidade relativa do CaCl2=1,0329
• Volume de cada componente da pasta 1
Componente Volume (pés3)
Cimento 94/[3,14(62,4)] = 0,4797
Bentonita [0,16(94)]/[2,65(62,4)] = 0,0910
Salmoura [108,4+4,7]/[1,0279(62,4)] = 1,7633
Total=2,334 pés3/saco
Exemplo 3
• Volume de cada componente da pasta 2
Componente Volume (pés3)
Cimento 94/[3,14(62,4)] = 0,4797
Salmoura [43,4+1,88]/[1,0329(62,4)] = 0,7025
Total=1,182 pés3/saco
• Área do anular: Aa = π (17 2 − 13,3752 ) = 0,6006 pés 2
4

• Pasta 1: Usando um comprimento de 2000 pés e um excesso de 1,75:


0,6006(2000)(1,75)=2102 pés3
2102 pés3 / 2,334 pés3/saco = 901 sacos
• Pasta 2: Usando um comprimento de 500 pés e um excesso de 1,75:
0,6006(500)(1,75) + (π/4)(40)(12,415)2 = 559,2 pés3
559,2 pés3 / 1,182 pés3/saco = 473 sacos
• Volume total da pasta é: 2102 + 559,2 = 2661,2 pés3
• Total de sacos: 901 + 473 = 1374 sacos
Laboratório de Cimentação:
Equipamentos
• preparação da pasta
• peso específico (balança pressurizada)
• tempo de espessamento: consistômetro atmosférico e
consistômetro pressurizado
• perda de fluido (estático ou em agitação (stirred))
• resistência à compressão
– Convencional: câmera de cura, moldes, etc.
– UCA - Ultrasonic Cement Analyser
• teor de água livre e teste do tubo decantador (BP test)
• reologia
• testes especiais: permeabilidade, migração de gás e gel
Preparação da Pasta

• Equipamento: Waring Blendor


• 2 rotações: 4000 e 12000 rpm
• Mistura da pasta (em geral, 600 ml)
– 4000 rpm por 15 seg para adição do
cimento e aditivos sólidos
misturados ao cimento na água de
mistura
– 12000 rpm por 35 seg para efetiva
mistura
Preparação da pasta
• Aditivos
– sólidos - podem ser misturados a seco no cimento ou
diretamente na água de mistura
– líquidos - sempre misturados na água
– ordem de adição é importante. Informação fornecida pela
Cia de Serviço
• Procedimentos específicos
– certos tipos de aditivos: por exemplo, esferas ocas de
vidro apresentam quebra acentuada no Waring Blendor
– simular situações especiais de campo (mesma energia de
mistura): por exemplo operações através de coiled tubing
Peso específico da pasta

Equipamento: Balança pressurizada


Tempo de Espessamento
• Tempo de espessamento - tempo para atingir 100 UC -
unidade de consistência (Bc - Bearden unit) - unidade do
aparelho: consistômetro atmosférico ou pressurizado
• UC é uma unidade adimensional diretamente ligada à
viscosidade, entretanto sem uma relação direta
• Tempo de bombeabilidade - tempo que a pasta permanece
fluida (bombeável) em condições simuladas de poço (pressão e
temperatura)
– tempo para atingir 50 UC (PETROBRAS)
• Temperatura: é considerado um fator crítico
– BHCT - Bottom Hole Circulating Temperature
– BHST - Bottom Hole Static Temperature
Consistômetro pressurizado
• Copo rotativo (150 rpm)
• Pá estacionária: mede torque
(consistência) exercido na

• Consistômetro típico
– Tmax = 400 oF
– Pmax = 25000 psi
• Schedule: programação de
pressão e temperatura a que
a pasta é submetida até o
seu posicionamento final
Consistômetro atmosférico

• Mesmo princípio de
funcionamento
• Tempo de espessamento em
condições de baixa
temperatura (pouco usado) -
por exemplo, água profunda
e revestimento condutor e
de superfície
• Grande uso no processo de
homogeneização da pasta
para testes de perda de
fluido, reologia, água livre,
etc.
Curva de Consistometria Típica
Perda de Fluido Estático - BTAP

• Semelhante ao utilizado para


fluidos de perfuração
• Peneira 325 mesh suportada por
uma de 60 mesh (não tem papel
de filtro)
• Pressão diferencial: 1000 psi
• Perda de fluido em 30 minutos
• Tmax = 180 oF
• Homogeneização -
consistômetro atmosférico
Perda de Fluido Estático - ATAP
• HTHP: ΔP = 1000 psi
• 1300 psi no topo
• 300 psi na base
• Tmax = 400 oF
Perda de Fluido com Agitação
Stirred Fluid Loss Cell

• em condições de agitação (150 rpm)


durante a fase de aquecimento (80oF
até BHCT - Tmax = 400oF); estático
durante a filtração
• evita a transferência da pasta do
consistômetro atmosférico para o
filtro prensa
• mesmo conceito do filtro prensa
estático
Resistência à Compressão - Convencional
• Molde: Cubo 2”

• Câmera de Cura à pressão


atmosférica - banho térmico -
Tmax = 150oF
• Schedule - Câmara de cura -
Pmax = 3000 psi e Tmax= 400oF
• Após cura, banho de
resfriamento

• Prensa Hidráulica
• Velocidade de aplicação de
pressão controlada
Resistência à Compressão - UCA -
• UCA - Ultrasonic Cement Analyzer
• Mede o tempo de trânsito (emissor - receptor) de uma onda ultra-
sônica (freqüência muito alta - VHF) através da pasta em condições
simuladas de temperatura e pressão
• Ensaio não-destrutivo
• Resistência ao longo do tempo - não é um ensaio pontual
Resistência à Compressão (UCA)
Teor de Água Livre
• Problema crítico em poços inclinados - isolamento deficiente e
migração de gás
• Passa-se 250 ml de pasta de um consistômetro atmosférico para
uma proveta
• Mede o teor de água acumulada (sobrenadante) após 2 horas no
topo da proveta, em geral, em posição vertical
• Proveta inclinada (limitação - 45 graus) para medir a água livre
em situações de trechos inclinados
• Maiores inclinações: valor qualitativo
• Temperatura ambiente ou Tmax = 180oF (banho térmico -
completa submersão da proveta)
Grau de Sedimentação
• Teste do tubo decantador - BP test
• Tubo de 8” de comprimento por 1” de diâmetro
• Após pega da pasta mede-se o rebaixamento do topo
Reologia
• Igual ao utilizado em fluidos
de perfuração

• Viscosímetro rotativo:
θ300, θ200, θ100, θ6, θ3

• Fluido de Bingham: VP, LE

• Fluido de Potência: n’ e K’
Testes especiais (raramente realizados)
• Permeabilidade (Lei de Darcy)
– à água
– ao ar
• Migração de gás
– Gas Flow Model - BJ
– simula aplicação de três pressões:
• hidrostática (1000 psi),
• zona de gás de alta pressão (500 psi),
• zona permeável de baixa pressão (300 psi).
– mede o gás que atravessa a matriz de cimento com o tempo
Cimentação em terra ou no Mar
com lâmina d’água de até 500 m

• Definição da temperatura é função do


gradiente térmico
• API Spec 10
Águas Profundas:
O que é diferente ?
• Temperatura mais baixa: profundidade da
água, correntes marítimas
• Baixos gradientes de fratura: pequena
espessura de sedimentos
– utilizar fluidos leves: esferas de vidro, pastas
nitrogenadas e pastas espumadas

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