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ESAMC-
UBERLÂNDIA

LÍNGUA PORTUGUESA II

II SEMESTRE- 2010

CURSOS: ADM/RI- 2º. PERÍODO

PROFa. : LURDES LUCENA


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2ª. SEMANA - MÓDULO A - NOÇÕES DE TEXTO E INTERTEXTO

http://www.mundoeducacao.com.br/redacao/niveis-linguagem.htm

TEXTO 1 - NÍVEIS DE LINGUAGEM

Os níveis de linguagem dizem respeito ao uso da fala e escrita em uma


determinada situação comunicativa. O emissor e o receptor devem estar em
concordância para que haja entendimento. Assim sendo, cada ocasião exige
uma linguagem diferente.

Temos uma norma que rege a língua escrita que é a gramática. No entanto,
a fala não se trata de uma convenção, mas do modo que cada um utiliza esse
acordo. Portanto, a língua falada é mais desprendida de regras, e, portanto,
mais espontânea e expressiva. Por este motivo, está suscetível a
transformações, diariamente. Assim, a mudança na escrita começa sempre a
partir da língua falada e, por este motivo, esta é tão importante quanto à língua
escrita. Contudo, não é toda alteração na fala que é reconhecida na escrita,
mas somente aquelas que têm significação relevante à sociedade.

O que determinará o nível de linguagem empregado é o meio social no qual


o indivíduo se encontra. Portanto, para cada ambiente sociocultural há uma
medida de vocabulário, um modo de se falar, uma entonação empregada, uma
maneira de se fazer as combinações das palavras, e assim por diante.

A linguagem, por conseguinte, deve estar de acordo com o contexto em que


o emissor da mensagem e o destinatário se encontram. Claro, porque você não
conversa com o vizinho da mesma forma que conversa com o professor ou
conversa com o representante de sala da mesma forma que conversa com o
diretor ou com este do mesmo jeito que com os pais.

Então, para cada situação linguística, há uma linguagem adequada.

Existem tipos diferentes de fala? Sim!

Vejamos, primeiramente, alguns conceitos:

Língua: é um código linguístico usado por uma sociedade e, portanto, trata-se


de uma convenção entre um grupo. Então, dizemos que a língua é social.

Fala: é o modo como a língua é utilizada, logo, parte de cada pessoa, é


individual. Daí, dizemos que a língua é individual, pois cada um tem um modo
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de se expressar oralmente.

Muitos fatores influenciam na maneira como determinado indivíduo fala:


idade, sexo, grau de escolaridade, local onde trabalha, cargo que ocupa, local
onde estuda, local onde mora, profissão, o caráter, a criação, as amizades, a
família de modo geral.

Uma menina diz “antão” mesmo sabendo que é “então” e um dia quando
conversa com a mãe da garota entende-se o porquê! E se conversássemos
com a avó, provavelmente decifraríamos a origem do problema!

Vê-se que a língua, ao partir do social para o individual, recebe um estilo


próprio, mesmo que este não faça jus à norma culta. Mesmo porque não há
como julgar a fala como certa ou correta, somente a escrita, pois esta se trata
de um acordo normatizado e documentado. A língua é a referência, e não a
fala!

Os níveis de fala compreendem o modo como o falante se manifesta nas


diversas situações vividas.

O nível culto ou formal obedece às regras da norma culta, da gramática


normativa. É frequente em ambientes que exigem tal posicionamento do
falante: em discursos, em sermões, apresentação de trabalhos científicos, em
reuniões, etc. Logicamente, a escrita também seguirá padrões quando se trata
de textos acadêmicos ou de teor científico.

O nível coloquial ou informal é a manifestação espontânea da língua.


Independe de regras, apresenta gírias, restrição de vocabulário, formas
subtraídas das palavras. Está presente nas conversas com amigos, familiares,
pessoas com quem temos intimidade. É muito comum se ver o coloquialismo
sendo utilizado em textos, principalmente da internet, como no MSN, no Orkut,
blogs, etc.

O que é gíria? Gíria é um tipo de linguagem empregada em um


determinado grupo social, mas que pode se estender à sociedade em razão do
grau de aceitação.

Portanto, a gíria pode ficar restrita ou pode se tornar pública. Trata-se de um


fato social obtido através da língua e, por este motivo, é definido como
fenômeno linguístico e compreende:

Gíria de grupo – É restrita às pessoas do grupo, pois só elas são capazes


de decifrar o que está sendo dito; código entre seus membros; meio de
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identificação própria, peculiar; expressão de sentimentos de restrição relativos


à sociedade; representa uma escolha social.

Gíria comum – É aquela que tomou proporções maiores e atingiu a


população; ocasiona vínculo com os demais, a fim de se formar uma identidade
nacional; rompe com a formalidade; expressão de sentimentos de frustração,
felicidade, concordância e discordância.

A expansão da gíria ocorre de acordo com a proporção social que atingiu.


Então, é comum se ouvir nas ruas algo que está sendo dito em uma novela ou
programa de audiência.

A gíria também acompanha os movimentos de ordem política e podem


surgir nos palanques, nas manifestações de reivindicação por melhoras, nas
reuniões sindicais, nas propagandas, etc.

É importante estudar a gíria e seu efeito em relação aos valores sociais,


pois é um meio de se entender o mundo atual e a repercussão que os canais
de comunicação detêm. No entanto, sempre estabelecendo os limites e os
motivos pelos quais tal fenômeno é usado. Pois há muitos que o utilizam
desordenadamente.
Saber por que as variações linguísticas ocorrem é válido, no entanto, deve-se
ter cuidado para não se fazer apologia em respeito a elas.

Alguns tipos de gírias comuns:

“Abrir o jogo”- contar a verdade


“Baixar a bola” – acalmar
“Arregaçar as mangas” – dar início a um trabalho
“paty” ou “patricinha” – rica, bem-vestida, mulher fresca
“baranga”, “tribufu” – mulher feia
“playboy” ou “mauricinho” – garoto rico ou que quer aparentar que é
“bater na mesma tecla” – insistir
“bater boca” – brigar, discutir
“com a faca e o queijo na mão” – com tudo para resolver um problema
“dar com a língua nos dentes” – fofocar, contar um segredo
“fazer vista grossa” – fingir que não viu algo importante, negligenciar
“Mudar da água para o vinho” – mudar radicalmente para melhor
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http://www.coladaweb.com/portugues/a-linguagem-e-os-processos-de-
comunicacao

TEXTO 2 – LINGUAGEM VERBAL E NÃO-VERBAL

Observe a fala do vendedor:

“Quem sabe o senhor desenha para nós?”

Se o comprador soubesse desenhar, o problema estaria resolvido facilmente.


Ele poderia lançar na mão de um outro meio de expressão que não fosse a
fala.

O homem dispõe de vários recursos para se expressar e se comunicar. Esses


recursos podem utilizar sinais de diferente natureza.

Tais sinais admitem a seguinte classificação:

a) Verbais;
b) Não-Verbais;
Quando esses sinais se organizam formando um sistema, eles passam a
constituir uma linguagem.

Observe:

Incêndio destruiu o Edifício Z.

Para expressar o mesmo fato, foram utilizadas duas linguagens diferentes:

a) Linguagem Não-Verbal- Qualquer código que não utiliza palavra;


b) Linguagem Verbal- Código que utiliza a palavra falada ou escrita;

Linguagem é todo sistema organizado de sinais que serve como meio de


comunicação entre os indivíduos.

Quando se fala em texto ou linguagem, normalmente se pensa em texto e


linguagem verbais, ou seja, naquela capacidade humana ligada ao pensamento
que se concretiza numa determinada língua e se manifesta por palavras
(verbum, em latim).

Mas, além dessa, há outras formas de linguagem, como a pintura, a mímica, a


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dança, a música e outras mais. Com efeito, por meio dessas atividades, o
homem também representa o mundo, exprime seu pensamento, comunica-se e
influencia os outros. Tanto a linguagem verbal quanto à linguagem não-verbal
expressam sentidos e, para isso, utilizam-se de signos, com a diferença de
que, na primeira, os signos são constituídos dos sons da língua (por exemplo,
mesa, fada, árvore), ao passo que nas outras exploram-se outros signos,como
as formas, a cor, os gestos, os sons musicais, etc.

Em todos os tipos de linguagem, os signos são combinados entre si, de acordo


com certas leis, obedecendo a mecanismos de organização.

Semelhanças e Diferenças

Uma diferença muito nítida vai encontrar no fato de que a linguagem verbal é
linear. Isto quer dizer que seus signos e os sons que a constituem não se
superpõem, mas se sucedem destacadamente um depois do outro no tempo
da fala ou no espaço da linha escrita. Em outras palavras, cada signo e cada
som são usados num momento distinto do outro. Essa característica pode ser
observada em qualquer tipo de enunciado lingüístico. Na linguagem não-verbal,
ao contrário, vários signos podem ocorrer simultaneamente. Se na linguagem
verbal, é impossível conceber uma palavra encavalada em outra, na pintura,
por exemplo, várias figuras ocorrem simultaneamente. Quando contemplamos
um quadro, captamos de maneira imediata a totalidade de seus elementos e,
depois, por um processo analítico, podemos ir decompondo essa totalidade.

O texto não-verbal pode em princípio, ser considerado dominantemente


descritivo, pois representa uma realidade singular e concreta, num ponto
estático do tempo. Uma foto, por exemplo, de um homem de capa preta e
chapéu, com a mão na maçaneta de uma porta é descritiva, pois capta um
estado isolado e não uma transformação de estado, típica da narrativa.

Mas podemos organizar uma seqüência de fotos em progressão narrativa, por


exemplo, assim:

a) foto de um homem com a mão na maçaneta da porta;


b) foto da porta semi-aberta com o mesmo homem espreitando o interior de um
aposento;
c) foto de uma mulher deitada na cama, gritando com desespero;

Como nessa seqüência se relata uma transformação de estados que se


sucedem progressivamente, configura-se a narração e não a descrição. Essa
disposição de imagens em progressão constitui recurso básico das histórias em
quadrinhos, fotonovelas, cinema etc.
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Sobretudo com relação a fotografia, ao cinema ou a televisão, pode-se pensar


que o texto não-verbal seja uma cópia fiel da realidade. Também essa
impressão não é verdadeira. Para citar o exemplo da fotografia, o fotógrafo
dispõe de muitos expedientes para alterar a realidade: o jogo de luz, o ângulo,
o enquadramento, etc.

A estatura do indivíduo pode ser alterada pelo ângulo de tomada da câmera,


um ovo pode virar uma esfera, um rosto iluminado pode passar a impressão de
alegria, o mesmo rosto, sombrio, pode dar impressão de tristeza. Mesmo o
texto não-verbal, recria e transforma a realidade segundo a concepção de
quem o produz. Nele, há uma simulação de realidade, que cria um efeito de
verdade.

Os textos verbais podem ser figurativos (aqueles que reproduzem elementos


concretos, produzindo um efeito de realidade) e não-figurativos (aqueles que
exploram temas abstratos). Também os textos não-verbais podem ser
dominantemente figurativos (as fotos, a escultura clássica) ou não-figurativos e
abstratos. Neste caso, não pretendem sumular elementos do mundo real
(pintura abstrata com oposições de cores, luz e sombra; esculturas modernas
com seus jogos de formas e volumes).

3ª. SEMANA - MÓDULO A - NOÇÕES DE TEXTO E INTERTEXTO


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http://www.abrali.com/001o_que_e.htm

TEXTO 3: VEJA COMO CLASSIFICAR CADA TEXTO!

Professora e crítica literária - Maria da Conceição R. Hora

NOTÍCIA

Notícia é a expressão de um fato novo, que desperta o


interesse do público a que o jornal se destina. Caracteriza-se por
uma linguagem clara, impessoal, concisa e adequada ao veículo
que a transmite. Deve ter o predomínio da função referencial da
linguagem. Há predominância da narração. Por ser impessoal, o
discurso é de terceira pessoa. Em sua estrutura padrão, possui
duas característica fundamentais: “ Lead” e corpo.

“Lead” consiste num parágrafo que apresenta um relato sucinto


dos aspectos essenciais da notícia, cujo objetivo é dar informações
básicas ao leitor e motivá-lo a continuar a leitura. Precisa,
normalmente, responder às questões fundamentais do jornalismo:
o quê, quem, quando, onde, como e por quê. Corpo são os demais
parágrafos da notícia, nos quais se apresentam o detalhamento do
exposto no “lead”, fornecendo ao leitor novas informações em
ordem cronológica ou de importância.

Portanto, ao se escrever uma notícia, deve-se atentar para


essas características de suma importância. (Referência
bibliográfica: CEREJA, William R. & MAGALHÃES, Thereza C.
Português: Linguagens. São Paulo: Atual editora, 1994, V.2)

EDITORIAL

O editorial é um artigo que exprime a opinião do órgão


jornalístico. Geralmente, é escrito pelo redator-chefe , possuindo
uma linguagem própria, e publicado com destaque na Segunda ou
terceira página do jornal ou da revista.

As características da linguagem são: ser formal, padrão,


objetiva, conceitual; por ser impessoal, emprega-se a terceira
pessoa; quanto ao conteúdo, sua estrutura é dissertativa,
organizada em tese (apresentação sucinta de uma questão a ser
discutida); desenvolvimento ( possuir argumento e contra-
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argumentos indispensáveis à discussão e à defesa do ponto de


vista do jornal) e conclusão ( síntese das idéias anteriormente
desenvolvidas) Além disso, deve-se usar exemplos que ilustram o
assunto em questão. Possuir coerência entre o título e o conteúdo,
não ter assinatura e expressa o ponto de vista do veículo ou da
empresa responsável pela publicação.

Desta forma, o editorial é um texto opinativo, cujas idéias


expressas contêm a visão de seus responsáveis. (Referência
bibliográfica: CEREJA, William R. & MAGALHÃES, Thereza C.
Português: Linguagens. São Paulo: Atual editora, 1994, V.2)

CRÔNICA

“A crônica é um dos mais antigos gêneros jornalísticos. No


Brasil, surgiu há uns 150 anos, mais ou menos, com o Romantismo
e o desenvolvimento da imprensa.

A princípio com o nome de folhetim, designava um artigo de


rodapé sobre assuntos do dia – políticos, sociais, artísticos,
literários. Aos poucos, foi encurtando e afastando-se da intenção
de informar e comentar. Sua linguagem tornou-se mais poética, ao
mesmo tempo que ganhou uma certa gratuidade, pois parecia
desvinculada dos interesses práticos e das informações que
caracterizam as demais partes do jornal.

Do folhetim para cá, a crônica ganhou prestígio entre nós e


pode-se até dizer que constitui um gênero brasileiro, tal a
naturalidade e originalidade com que aqui se desenvolveu (...).

Gênero híbrido que oscila entre a literatura e o jornalismo, a


crônica é o resultado da visão pessoal, subjetiva do cronista ante
um fato qualquer, colhido no noticiário do jornal ou no cotidiano. É
uma produção curta, apressada (...), redigida numa linguagem
descompromissada, coloquial, muito próxima do leitor. Quase
sempre explora o humor, às vezes, diz coisas mais sérias por meio
de uma aparente conversa fiada; outras vezes,
despretensiosamente, faz poesia da coisa mais banal e
insignificante.

Registrando o circunstancial do nosso cotidiano mais simples,


acrescentando, aqui e ali, fortes doses de humor, sensibilidade,
ironia, crítica e poesia, o cronista, com graça e leveza, proporciona
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ao leitor uma visão mais abrangente que vai muito além do fato;
mostra-lhe de outros ângulos, os sinais de vida que diariamente
deixamos escapar.” (CEREJA, William R. & MAGALHÃES, Thereza
C. Português: Linguagens. São Paulo: Atual editora, 1994, V.2)

ARTIGO

Os artigos são pequenos estudos, cujo conteúdo deve ser


completo, tratar de uma questão verdadeira e apresentar resultado
de reduzida dimensão e conteúdo. Ademais, precisa ser publicado
para proporcionar não só ampliação de conhecimento, mas
também a compreensão de certas questões.

Os artigos, por serem completos, permitem ao leitor repetir a


experiência devido a forma em que foram expostas as informações.
O conteúdo pode abranger os mais variados aspectos e, em geral,
segundo Lakatos e Marconi, eles deverão:

a) Versar sobre um estudo pessoal, uma


descoberta, ou dar um enfoque contrário
ao já conhecido;

b) Oferecer soluções para questões


controvertidas;

c) Levar ao conhecimento do público


intelectual ou especializado no assunto
idéias novas, para sondagem de opiniões
ou atualização de informes;

d) Abordar aspectos secundários,


levantados em alguma pesquisa, mas
que não seriam utilizados na mesma.

Assim sendo, há de se observar a estrutura, ao escrever-


se um texto dessa envergadura. (Referência Bibliográfica:
LAKATOS, Eva M. &MARCONI, Marina A. Fundamentos de
metodologia científica. São Paulo: Atlas, 1991, 3 edição.)
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RESENHA

Resenha é um tipo de resumo – forma de reunir e apresentar,


por escrito, de maneira concisa, coerente, e frequentemente
seletiva, as informações básicas de um texto preexistente, pondo-
se em destaque os elementos de maior interesse e importância –.

O resenhista lê uma obra, ou texto, sublinha os fatos


importantes, analisa-os, interpreta-os de forma crítica, pois a
resenha tem, por finalidade, informar, de maneira objetiva e cortês,
sobre determinado assunto tratado, evidenciando a contribuição do
autor , mostrando novas abordagens, novos conhecimentos, novas
teorias; porém, ele deve apontar as falhas e os erros de
informações, bem como tecer elogios aos méritos da obra, sem,
contudo, emitir um juízo de valor ou deturpar o pensamento do
autor.

Para elaborar uma resenha, são necessários alguns requisitos:

“a) conhecimento da obra;

b) competência na matéria;

c) independência de juízo;

d) correção e urbanidade;

e) fidelidade ao pensamento do
autor.”
Logo, a RESENHA é de suma importância ao leitor, pois
apresenta uma síntese das idéias fundamentais de uma obra,
tendo em vista a explosão da literatura técnica e científica e a
exigüidade de tempo do trabalho intelectual (Referência
Bibliográfica: LAKATOS, Eva M. &MARCONI, Marina A.
Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: Atlas, 1991, 3
edição.)

ENSAIO

Etimologicamente, ENSAIO vem da palavra latina “exagiu(m)” –


ação de pensar, abrangendo semanticamente os sentidos de
provar, experimentar, tentar; possuindo correspondentes em outras
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línguas. Suas características são várias, porém, citam-se


algumas:

a) Não é uma descrição nem


narrativa, mas dissertação;

b) A dissertação do ensaio é a
exposição de idéias próprias ou
alheias acerca de um tema
determinado, entretanto, tem a
marca pessoal do EU;

c) Sua linguagem deve situar-se no


âmbito da ciência, da técnica, em
tom mais referencial que emotivo, ou
conotativo, para isso, usa-se a
terceira pessoa verbal.

d) Apresentam-se serenidade e
equilíbrio no conteúdo.

REFLEXÃO

REFLEXÃO tem várias significações, no entanto, cita-se,


apenas, uma utilizando o Novo Dicionário Aurélio: “Volta da
consciência, do espírito, sobre si mesmo, para examinar seu
próprio conteúdo por meio do entendimento, da razão”. Isso mostra
quão importante é a observação imparcial dos acontecimentos, a
fim de poder analisá-los e emitir uma opinião, haja vista que tudo
que é apreendido deve ser compreendido na essência, não
apenas na superfície, entrevendo todos os ângulos de abordagem
para não ficar aquém do fato em sua primordialidade.

POEMA

O poema é um tipo de composição literária que faz uso de uma


linguagem específica. Diferente da linguagem dos gêneros de
prosa ( o conto, a novela, o romance). E não se trata apenas da
mera disposição do texto em verso ou em prosa, cujas barreiras
foram quebradas modernamente, originando os chamados
“poemas em prosa” ou “prosas poéticas”.
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A linguagem do poema, além do recurso do verso e de rimas


em final de verso, contém outros componentes que lhe são
inerentes: o ritmo, a musicalidade em geral, as imagens e os
símbolos.

Dada a natureza simbólica da linguagem poética, não se


pode depreendê-la instantânea e objetivamente, trata-se de uma
linguagem subjetiva, ambígua, conotativa, que não deve ser lida
como a de um jornal ou um livro didático.

Não se faz de ninguém um poeta. O poeta se faz sozinho, a


partir de sua próprias vivências e experiências com o mundo e com
o universo das palavras.

O pensador francês Gaston Bachelard (1884-1962) assim


comenta sobre o poema e sua relação com as palavras:

As palavras – eu o imagino freqüentemente – são pequenas


casas com porão e sótão. O sentido comum reside ao nível do
solo, sempre perto do ‘comércio exterior’, n no mesmo nível de
outrem, este alguém que passa e que nunca é sonhador. Subir a
escada na casa da palavra é, de degrau, em degrau, abstrair.

Descer no porão é sonhar, é perder-se nos distantes corredores


de uma etimologia incerta, é procurar nas palavras tesouros
inatingíveis. Subir e descer, nas próprias palavras, é a vida do
poeta. Subir muito alto, descer muito baixo; é permitido o poeta unir
o terrestre ao éreo.

(Apud Fernando paixão, O que é poesia. São Paulo:


Brasiliense,1998, p.80.)

Apesar de não se poder criar um poeta, de não existirem


fórmulas prontas para isso, Ter consciência e domínio de certas
técnicas freqüentemente usadas nos poemas pode ajudar. As mais
importantes são o ritmo, a sonoridade e as imagens. (CEREJA,
William R. & MAGALHÃES, Thereza C. Português: Linguagens.
São Paulo: Atual editora, 1994, V.2)

CONTO
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Conto é uma breve e completa estória em prosa que pretende


produzir um efeito singular (único) planejado pelo autor. As
características gerais são: poucas personagens bem descritas,
poucos incidentes bem delineados e um breve motivo.

Há uma impressão única dada por todo evento, todos os


elementos ( personagens, ação, cenário) possuir, apenas um lugar,
um tempo, uma emoção, um conflito. A introdução estabelece o
tom emocional e apresenta o conflito; a emoção, que normalmente
em ficção apareceria depois, começa quase imediatamente; o “
turning point” e o clímax estão quase juntos e, raramente, há lugar
para ação descendente. Deve haver economia de linguagem; os
diálogos são penetrantes e convincentes, podendo ser: direto,
indireto interior (monólogo interior); a narração e a descrição em
reduzida quantidade, a dissertação, via de regra, é ausente. O
único efeito singular deve Ter um traço característico intensificado,
reação de acordo com a situação e um elemento dominante
(personagem, incidente, cenário, atmosfera...)

Em suma, o conto é uma narrativa em prosa marcada por


brevidade, conclusão e possui técnica específica (abertura clara –
esclarecedora e curta), contendo um ininterrupto fluxo de ação e
uma conclusão lógica.

AMBIGUIDADE

A duplicidade de sentido, seja de uma palavra ou de uma expressão, dá-se o


nome de ambiguidade. Ocorre geralmente, nos seguintes casos:

1. Má colocação do Adjunto Adverbial


Exemplos:

Crianças que recebem leite materno frequentemente são mais sadias.


As crianças são mais sadias porque recebem leite frequentemente ou são
frequentemente mais sadias porque recebem leite?

Eliminando a ambiguidade:

Crianças que recebem frequentemente leite materno são mais sadias.


Crianças que recebem leite materno são frequentemente mais sadias.

2. Uso Incorreto do Pronome Relativo


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Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes que estava sobre a


cama.
O que estava sobre a cama: o estojo vazio ou a aliança de diamantes?

Eliminando a ambiguidade:

Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes a qual estava sobre a


cama.
Gabriela pegou o estojo vazio da aliança de diamantes o qual estava sobre a
cama.

Observação: Neste exemplo, pelo fato de os substantivos estojo e aliança


pertencerem a gêneros diferentes, resolveu-se o problema substituindo os
substantivos por o qual/a qual. Se pertencessem ao mesmo gênero, haveria
necessidade de uma reestruturação diferente.

3. Má Colocação de Pronomes, Termos, Orações ou Frases

Aquela velha senhora encontrou o garotinho em seu quarto.


O garotinho estava no quarto dele ou da senhora?

Eliminando a ambiguidade:

Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dela.


Aquela velha senhora encontrou o garotinho no quarto dele.

Ex.: Sentado na varanda, o menino avistou um mendigo.


Quem estava sentado na varanda: o menino ou o mendigo?

Eliminando a ambiguidade:

O menino avistou um mendigo que estava sentado na varanda.


O menino que estava sentado na varanda avistou o mendigo.

Por Marina Cabral


Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola

4ª. SEMANA - MÓDULO B – OS TEXTOS: LITERÁRIO, JORNALÍSTICO,


CIENTÍFICO, COLOQUIAL, JURÍDICO, PUBLICITÁRIO E EMPRESARIAL.
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TEXTO 4 – PRINCIPAIS CONCEITOS

Interpretação de textos

Erros Clássicos:

• Extrapolação: ir além dos limites do texto; indevidamente acrescentar


elementos desnecessários à compreensão do texto.

• Redução: abordar apenas uma parte, um aspecto do texto, quebrar o conjunto,


isolar o texto do contexto.

• Contradição: chegar a uma conclusão contrária à do texto, perder passagens


do desenvolvimento do texto, invertendo seu sentido.

O Texto Jornalístico

Linguagem predominantemente formal.

Notícia – predomínio da narração:

• narrador – quem conta a história

• personagem – quem vive a história.

• ação – o que aconteceu

• tempo – quando aconteceu

• lugar – onde aconteceu

Opinião: forma de persuasão

• Ironia – dizer indiretamente

• Comparação – ligar fatos não totalmente semelhantes.

• Eufemismo – suavizar o que se diz.

• Suposição – imaginar um fato-exemplo

• Hipérbole – exagero.

O texto Científico

• Contexto científico: linguagem predominantemente formal, predomínio da


dissertação (afirmação + argumentos demonstrações)

Didático – tom pedagógico.

Ensaístico - tom jornalístico.

• Opinião + argumento

• Relação entre as premissas (causas) e as conseqüências (conclusões).

• Introdução – Exposição do assunto.


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• Desenvolvimento – argumentação

• Conclusão – síntese das idéias principais.

O Texto Publicitário:

• O texto publicitário não costuma seguir normas rígidas.

• Procura estabelecer a comunicação por meio de palavras simples, por vezes


até mantém o trato coloquial importante para fornecer a informação para
determinado público alvo.

• Contudo, precisa cuidar para não extrapolar o uso corrente e vivo da língua,
evitando redundâncias.

• Esses textos possuem alta circulação social, circunstância que os tornam cada
vez mais comuns em virtude das características da sociedade em que vivemos,
baseada na produção e no consumo de mercadorias.

• São essencialmente persuasivos e estão preocupados com o alcance rápido e


efetivo da mensagem pelos expectadores.

O Texto Jurídico:

• É composto por uma linguagem própria, absolutamente formal, descritiva,


persuasiva na maior parte das vezes e com larga utilização do latim.

O Texto Empresarial:

• Qualidades: boa apresentação e clareza.

• Linguagem: simples, atual, precisa, correta, concisa e impessoal

• Emprego: utilizada em cartas comerciais, requerimentos, memorandos, ofícios,


relatórios, atas, procurações, etc.

Texto Coloquial:

• Texto totalmente informal, que usa expressões e palavras populares, do dia a


dia, sem preocupação com as normas cultas da língua.

• Normalmente é utilizado em cartas pessoais, e-mails, bilhetes, recados, etc.

EXERCÍCIOS SOBRE DIFICULDADES GRAMATICAIS:


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ERROS GROSSEIROS - ASSINALE A ALTERNATIVA


CORRETA

Casas germinadas Casas geminadas

Sou de menor Sou menor

Sou maior de idade Sou de maior

Passar o ano (na escola) Passar de ano (na escola)

Repetir o ano (na escola) Repetir de ano (na escola)

Ficar de recuperação Ficar para recuperação

O feriado caiu num O feriado caiu de domingo.


domingo.

O filho saiu ao pai, O filho saiu ao pai,


cuspido e escarrado. esculpido e encarnado.

Saíram elas por elas. Saiu elas por elas.

Tive subida honra de Tive a súbita honra de


saudar o presidente. saudar o presidente.

De sábado, não trabalho. Aos sábados, não trabalho.

Faltei pouco para não Faltou pouco para não


morrer. morrer.

Mandado de segurança Mandato de segurança

Aguardo notícias. Estou no aguardo de


notícias.

Apêndice estuporado Apêndice supurado.

Caderno espiral Caderno aspiral

Estou quites com o Estou quite com o Serviço


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Serviço Militar. militar.

Se eu ver, se ela ver, se Se eu vir, se ela vir, se nós


nós vermos... virmos...

Neusa é média. Neusa é médium.

A mala está leve. A mala está leviana.

Fiquei fora de mim. Fiquei fora de si.

Não saí por causa que Não saí porque estava


estava chovendo. chovendo.

Dessas mulheres, só Dessas mulheres, só


conheço umas par delas. conheço algumas delas.

Vou vestir-me ou trocar Vou trocar-me em dois


de roupa em dois minutos.
minutos.

O paciente sofreu O paciente sentiu


melhoras. melhoras.

Ele já acordou. Ele já se acordou.

O motorista perdeu a O motorista perdeu o


direção do veículo. controle do veículo.

Se ela não pode comprar Se ela não pode comprar


isto, que dirá eu. isto, que dirá de mim.

Estou com pigarro. Estou com pigarra.

Tenho menas sorte que Tenho menos sorte que


você. você.

Inimigo figadal Inimigo fidagal

O rapaz puxava uma O rapaz puxava de uma


perna. perna.

Luís é muito xereta. Luís é muito xereto.


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O pessoal não gostaram O pessoal não gostou do


do filme. filme.

Prova dos nove Prova dos noves

Horas extras Horas extra

Eu procurava um Eu procurava um emprego


emprego que condizesse que condissesse com meu
com meu nível cultural. nível cultural.

Não poderia dizer isso Não poderia dizer isso


perante ela. perante a ela.

Não vou lá em hipótese Não vou lá de hipótese


nenhuma. nenhuma.

Baseado no livro "Não Erre Mais!", de Luiz Antônio Sacconi

5ª. SEMANA_- MÓDULO B – OS TEXTOS: LITERÁRIO, JORNALÍSTICO,


CIENTÍFICO, COLOQUIAL, JURÍDICO, PUBLICITÁRIO E EMPRESARIAL.
21

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TEXTO 5 – PRECONCEITO LINGUÍSTICO

Língua Padrão e Prestígio Social

1. Preconceito lingüístico ou preconceito social?


O preconceito lingüístico é uma forma de preconceito social 1 - Gramática
da norma culta x língua falada
A gramática é uma parte apenas do ensino de uma língua. A norma culta
trata de um padrão de gramática que só considera a forma escrita da
comunicação. Por sua vez, a lingüística também considera a forma falada da
língua.
O conceito de gramática segundo a lingüística refere-se a "um conjunto de
regras que o cientista encontra nos dados que analisa, à luz de determinada
teoria e método". Nessa concepção, a preocupação do gramático é a de
descrever a estrutura e o funcionamento da língua. Não há noção de certo e
de errado, como na concepção anterior, porque é considerado gramatical
tudo o que está em consonância com as regras de funcionamento da língua
em qualquer uma de suas variantes – a noção de certo e de errado é
substituída pela noção da diferença. As gramáticas descritivas, as quais
adotam uma postura incluente e não excludente,são as representantes
nesta concepção. Uma gramática descritiva é, em primeiro lugar, a
DESCRIÇÃO de uma LÍNGUA da forma como ela é encontrada em amostras
da fala e da escrita. Na tradição mais antiga, a abordagem "descritiva" se
opunha à abordagem PRESCRITIVA de alguns gramáticos, que tentavam
estabelecer REGRAS para o uso social ou ESTILISTICAMENTE correto da
língua - norma padrão.
A gramática surgiu como o estudo da fala e tinha o propósito de tentar
colocar em forma escrita os fenômenos observados no falar. Com o tempo é
que o papel da gramática se inverteu, ficando então muitas vezes
estagnada na sua evolução, por tentar se impor uma forma padrão que não
mais levava em consideração a evolução da língua falada, da língua viva.
22

“Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.” Emília no livro "Emília
no país da gramática", publicado em 1934, Monteiro Lobato já tinha a
preocupação de explicar para as crianças o que eram sons e palavras, ou
seja, a fala e a escrita, como duas coisas distintas que deveriam ser
compreendidas para melhor uso da língua. Vejamos:

"... Trotou, trotou e, depois de muitotrotar, deu com eles numa região onde
o ar chiava de modo estranho.— Que zumbido será esse? — indagou a
menina. —Parece que andam voando por aqui milhões de vespas invisíveis.
— É que já entramos em terras do País da Gramática— explicou o
rinoceronte. — Estes zumbidos são os SONS ORAIS,que voam soltos no
espaço.— Não comece a falar difícil que nós ficamos na mesma —observou
Emília. — Sons Orais, que pedantismo é esse?— Som Oral quer dizer som
produzido pela boca, A, E, I, O, Usão Sons Orais, como dizem os senhores
gramáticos,— Pois diga logo que são letras! — gritou Emília.— Mas não são
letras! — protestou o rinoceronte. — Quandovocê diz A ou O, você está
produzindo um som, não está escrevendouma letra. Letras são sinaizinhos
que os homens usam para representaresses sons. Primeiro há os Sons
Orais; depois é que aparecem as letras,para marcar esses Sons Orais.
Entendeu?O ar continuava num zunzum cada vez maior. Os
meninospararam, muito atentos, a ouvir.— Estou percebendo muitos sons
que conheço — dissePedrinho, com a mão em concha ao ouvido.— Todos os
sons que andam zumbindo por aqui são velhosconhecidos seus, Pedrinho.—
Querem ver que é o tal alfabeto? — lembrou Narizinho. — E émesmo!. . .
Estou distinguindo todas as letras do alfabeto. . .— Não, menina; você está
apenas distinguindo todos os sonsdas letras do alfabeto — corrigiu o
rinoceronte com uma pachorra igualà de Dona Benta. — Se você escrever
cada um desses sons, então, sim;então surgem as letras do alfabeto.— Que
engraçado! — exclamou Pedrinho, sempre de mão emconcha ao ouvido. —
Estou também distinguindo todas as letras doalfabeto: o A, o C, o D, o X, o
M. . .O rinoceronte deu um suspiro.— Mas chega de sons invisíveis — gritou
a menina. —-Toca paradiante. Quero entrar logo no tal País da Gramática...
"

(Trecho do livro Emília no país da gramática.)

2 - A Norma Culta x Língua Falada

A norma culta trata de um padrão de gramática que só considera a forma


escrita da comunicação.
A lingüística por sua vez também considera a forma falada da língua.
Então o que é certo e o que é errado?

A língua é natural, a ortografia não, porque é uma decisão imposta por


decreto, mas que muda em decorrência da incorporação de transformações
da fala. De tempos em tempos a ortografia é revisada.
Não existe erro de português. Existem diferenças de uso ou alternativas de
23

uso em relação à regra proposta pela gramática normativa - norma culta.


Toda língua muda e varia. O que hoje é visto como certo já foi considerado
erro no passado. O que hoje é erro pode vir a ser perfeitamente certo no
futuro da língua. Então, é bom evitar classificar algum fenômeno gramatical
de erro: ele pode ser um indício do que será a língua no futuro.

Quem influência quem?! A fala ou a escrita?

A fala e a escrita são duas formas distintas de comunicação que se


relacionam a partir do momento que uma interfere na outra.

3 - As variantes linguísticas e seus Preconceitos

Variação Histórica

Acontece ao longo de um determinado período de tempo, pode ser


identificada ao se comparar dois estados de uma língua. O processo de
mudança é gradual: uma variante inicialmente utilizada por um grupo
restrito de falantes passa a ser adotada por indivíduos
socioeconomicamente mais expressivo. A forma antiga permanece ainda
entre as gerações mais velhas, período em que as duas variantes convivem;
porém com o tempo a nova variante torna-se normal na fala, e finalmente
consagra-se pelo uso na modalidade escrita. As mudanças podem ser de
grafia ou de significado.Variação Geográfica

Trata das diferentes formas de pronúncia, vocabulário e estrutura sintática


entre regiões. Dentro de uma comunidade mais ampla, formam-se
comunidades lingüísticas menores em torno de centros polarizadores da
cultura, política e economia, que acabam por definir os padrões lingüísticos
utilizados na região de sua influência. As diferenças lingüísticas entre as
regiões são graduais, nem sempre coincidindo com as fronteiras
geográficas.

Variação Social
Agrupa alguns fatores de diversidade: o nível sócio-econômico, determinado
pelo meio social onde vive um indivíduo; o grau de educação; a idade e o
sexo. A variação social não compromete a compreensão entre indivíduos,
como poderia acontecer na variação regional; o uso de certas variantes
pode indicar qual o nível sócio-econômico de uma pessoa, e há a
possibilidade de alguém oriundo de um grupo menos favorecido atingir o
padrão de maior prestígio.
Variação Estilística
Considera um mesmo indivíduo em diferentes circunstâncias de
comunicação: se está em um ambiente familiar, profissional, o grau de
intimidade, o tipo de assunto tratado e quem são os receptores. Sem levar
em conta as graduações intermediárias, é possível identificar dois limites
24

extremos de estilo: o informal, quando há um mínimo de reflexão do


indivíduo sobre as normas lingüísticas, utilizado nas conversações imediatas
do cotidiano; e o formal, em que o grau de reflexão é máximo, utilizado em
conversações que não são do dia-a-dia e cujo conteúdo é mais elaborado e
complexo. Não se deve confundir o estilo formal e informal com língua
escrita e falada, pois os dois estilos ocorrem em ambas as formas de
comunicação.As diferentes modalidades de variação lingüística não existem
isoladamente, havendo um inter-relacionamento entre elas: uma variante
geográfica pode ser vista como uma variante social, considerando-se a
migração entre regiões do país. Observa-se que o meio rural, por ser menos
influenciado pelas mudanças da sociedade, preserva variantes antigas. O
conhecimento do padrão de prestígio pode ser fator de mobilidade social
para um indivíduo pertencente a uma classe menos favorecida.
O Preconceito Social decorrente da fala acontece a partir dessas diferentes
variações lingüísticas.

4 - "Mitos" de nossa língua: O Preconceito encoberto

Mito 1: " Brasileiro não sabe português."


Mas você fala português!

Na enquete sobre a nossa 'heroína' Lady Kate, mostramos como o


preconceito social a partir da fala da personagem retrata a realidade. O
sucesso da personagem comprova o quanto as pessoas se identificam com
o jeito, a história e o falar dela.
Mas se nos identificamos, onde há o preconceito?
Nós somos preconceituosos com nós mesmos!
Pois bem, o falar de Lady Kate mostra que apesar no dinheiro falta-lhe o
"Glamour" para que ela entre na alta sociedade. Mas que glamour seria
esse? O jeito dela falar não condiz com o contexto que o dinheiro lhe
proporciona estar inserida, onde as pessoas, presume-se, saber falar
"corretamente". Ou seja, existirão situações e lugares onde falaremos mais
próximo do culto ou mais estigmatizado, cheio de gírias não estando assim,
certo ou errado determinado modo de falar dependendo de onde e o que
queremos transmitir com nosso modo de expressar.

Mito 2: " A melhor forma falada do português é no Rio de Janeiro."


Cada região tem sua cultura. São variedades de um mesmo idioma.

Não existe um lugar que fale mais e outro menos certo. Cada região tem
suas peculiaridades, características próprias. Muitas vezes achamos, por
causa da TV, que o modo de falar do carioca está mais próximo da realidade
gramatical, enquanto isso não é verdade. E vejamos só o preconceito
regional do falar na mídia: por que todo artista que não é do Rio de Janeiro
tem que freqüentar fonoaudiólogo para perder o sotaque??? Puro
25

preconceito...
Como exemplo usamos na apresentação a música "Chopis Centis" dos
Mamonas:

Mamonas Assassinas - Chopis Centis: Eu dí um beju nela... e chamei pra


passear...A gente fomos no shopping, pra mode a gente lanchá...Comi uns
bicho estranho, com um tal de gergelim.Até que tava gostchoso, mas eu
prefiro aipim.(Refrão)Quantcha gente,e,Quantcha alegria (he, he, he),As
minha felicidadeÉ um crediárioNas Casas Bahia.Quanta gente
(oba),Quantcha alegria (he, he, he),As minha felicidadeÉ um crediárioNas
Casas Bahia.Pra ribaa! (he, he)...Joinha, joinha, chupetãoVamo
lá...chuchuzinho, vam'boraOnde é que entra, hein? (hu, hu, ha, ha)Esse tal
Chopis Centis... é muitcho legalzinho,Pra levar as namorada (smack,
smack...vem cá vem) e dá uns rolêzinho.Quando eu estou no trabalho,Não
vejo a hora de descer dos andaime (na, na, namm)Prá pegar um cinema ver
o "xuasineguer",Tombém o Van "Diaime" (na, na, nam...na, na, namm)
(Refrão)Quantcha gente, (sai daí!)Quantcha alegria, (he, he, he)A minha
felicidadeé um crediárionas Casas Bahia.bem forte...bem forte...Quanta
gente,Quantcha alegria (obaa),As minha felicidadeé um crediárionas Casas
Bahia.(nhamm...hum, nhaoo)

Encontramos uma tese interessante da professora Ana Lúcia C. Gada para


Universidade de Maringá, que fala bem sobre a música no ensino e por
coincidência a música que escolhemos para nossa apresentação, Chopis
Centis dos Mamonas Assassinas. Vejamos suas considerações:
"No caso específico da canção - objeto de estudo deste trabalho - é possível
apontar esses três elementos, comprovando que se trata de um gênero,
pois, possui um tema, um estilo bem marcado, em sua grande maioria, por
textos narrativos e descritivos, e uma estrutura composicional constituída,
basicamente, por letra e melodia. Lembro ainda que, de acordo com as
peculiaridades de cada canção, marcada por esses elementos, sua
utilização é definida por camadas específicas da sociedade, que fazem suas
escolhas ao se apropriarem dela, como meio de interagir através da
linguagem para se comunicar......O conteúdo temático, conforme pode ser
percebido, consiste no relato de algumas ações e hábitos do dia-a-dia de
uma pessoa jovem, provavelmente do sexo masculino, pois, fala em
“namorada”, utilizando-se para tal de um estilo que é característico dos
jovens, marcado pela presença de variantes lingüísticas, isto é, modalidades
regionais de nossa língua (p.ex. aipim - denominação para mandioca) e
também pelas gírias que aparecem na canção (p.ex. rolezinho - dar uma
voltinha). As expressões “di”, “a gente fomos” e “pra mode” também são
variantes que marcam a posição sócio-cultural do indivíduo, fazendo parte
do estilo. A estrutura composicional da canção pode ser exemplificada pela
associação da letra da música (texto verbal), com as marcas já citadas, com
a melodia e o ritmo (texto não verbal), que são complementares do texto
verbal, ou seja, um ritmo acelerado com acompanhamento de guitarra que
também é uma “marca registrada” da juventude. Essas características
26

apontadas na canção escolhida mostram que esse gênero textual é de


grande circulação social, uma vez que é divulgada pelos meios de
comunicação social como rádio, TV etc. e sua aceitação e uso na sociedade
vão se definindo e sendo marcados de acordo com a camada específica que
faz suas escolhas, propiciando, assim, a circulação desse gênero nas várias
camadas da sociedade.A riqueza e a variedade dos gêneros do discurso são
infinitas, pois, a variedade virtual de atividade humana é inesgotável e cada
esfera dessa atividade comporta um repertório de gêneros do discurso que
vai diferenciando-se e ampliando-se à medida que a própria esfera se
desenvolve e fica mais complexa. Cumpre salientar de um modo especial a
heterogeneidade dos gêneros do discurso (orais e escritos).(BAKHTIN, 1992,
p. 279)..."

O texto é longo, mas esse trecho mostra bem o que tentamos passar com a
música.

Mito 3: "Jovens não sabem falar e escrever correto."


Se existe comunicação é porque existe expressão!

Existe hoje inúmeras formas de comunicação que não existiam há algum


tempo atrás. Esses novos meios, novas mídias, trouxeram agilidade a
comunicação e a circulação da informação em tempo real. Com tudo isso,
para muitos gramáticos, também trouxe o empobrecimento da língua tanto
falada como escrita. Mas não é certo afirmarmos que a tecnologia e todo
seu aparato tenha prejudicado a comunicação, uma vez que o sucesso dela
já é comprovado por todos.
O que importa, como já dissemos, é a expressão, a comunicação nos seus
mais variados modos. E como todo jovem, no seu tempo, parece
incompreendido, o msn (messenger) vem para mostrar toda essa
versatilidade da variação lingüística estilística.

Mito 4: " Quem escrever certo falará certo."


O que é certo para um pode não ser certo para o outro!

O ensino tradicional da norma culta nas escolas mostra o tamanho do


preconceito que existe quanto a variante lingüística de uma criança, ainda
na alfabetização, em decorrência do meio social que ela vive.
As novas diretrizes curriculares mostra que o ensino da língua, assim como
a própria língua, tem que ser reformulada para que não cometamos o erro
de perpetuar o erro do preconceito contra a própria língua materna.

"No Brasil, a escola tem sido discriminatória. Caberia a ela mostrar aos
alunos que a língua portuguesa tem variedades, que essas variedades
exprimem grupos diferentes, que discriminar a língua das pessoas é, na
realidade, discriminar as pessoas, e assim por diante." (Rodolfo Ilari)
27

"A lingüística tem o papel de educar para democracia, educar para a


cidadania (...). A democracia é um sistema político em que existe um
respeito à diferença, um respeito à diversidade. Ora, a lingüística, ao
mostrar que a língua é heterogênea, que a língua é diversa, que a língua é
plural, é, de certa forma, uma maneira de educar par a tolerância e isso é
educar para a democracia." (José Luiz Fiorin)

Conclusão

Como acabamos de apresentar, vimos que existem inúmeros preconceitos


velados em nossas ações e pensamentos que permeiam nosso dia-a-dia e
nem percebemos.
Tentamos mostrar através desses quatro exemplos de mitos cada um no
seu contexto que o preconceito social, na sua maioria, começa a partir da
fala de uma pessoa, de um grupo e isso também, então, é preconceito
lingüístico.
Na língua portuguesa existem diversos níveis de linguagem, formas
diferenciadas de expressar uma mensagem, de maneira que não falamos do
mesmo jeito em situações diferenciadas.
Como tudo a nossa volta, a gramática da norma padrão também é mutável,
como toda língua, como qualquer outra ciência, e está sempre em evolução
e deve ser encarada como uma ferramenta fácil, que antes está ao nosso
favor e não contra nós!
Como dito no esquete do mito educação, o ensino (por meio dos ciclos)
através de novas regulamentações, reformulou (pelo menos em tese) o que
seria o ideal de ensino de uma língua onde somos levados a pensar sobre a
linguagem para compreendê-la e utilizá-la de maneira apropriada, afim de
que saibamos escolher como nos expressarmos de acordo com a situação
que nos encontramos, o contexto (exemplo, uma região) e principalmente a
quem nos referimos, ou seja, com quem estamos falando, o interlocutor.
Mas todo ensino é um caminho, como um jogo de tentativa e erro. Para
acertarmos cada vez mais temos quanto alunos que tentar, mesmo errando,
e antes de tudo sem preconceitos sobre qualquer variação lingüística,
porque só assim aprenderemos a fala, escrever e ser tolerante.
Lembre-se que dependendo da situação em que você se encontrar até o
que lhe parecia errado se achará certo!

Postado por Equipe Tagarelos

EXERCÍCIO

Após a leitura do texto “Preconceito Linguístico”, elabore uma síntese crítica contendo
sua análise e crítica referentes ao assunto abordado no texto lido. Essa atividade será
28

vistada e algumas análises serão lidas para que alunos e professora possam realizar
um debate.

5ª. SEMANA_- MÓDULO B- O INTERNETÊS- FORMAS E CARACTERÍSTICAS

TEXTO 6 - INTERNET ATRAPALHA A ESCRITA E A LEITURA?

http://www.portrasdasletras.com.br/pdtl2/sub.php?
op=polemica/docs/internet_leitura

(Hélio Consolaro* )

Os avessos a mudanças dizem que a internet está impedindo o jovem de


ler e escrever. Só pode dizer isso quem não conhece o novo meio.

Ao contrário, a Internet estimula as pessoas a se comunicarem através da


escrita, faz com que surja uma linguagem digital e levanta questões sobre a
29

língua portuguesa. E-mails substituíram as cartas; mensagens instantâneas


pelo ICQ ou MSN são os bilhetes modernos.

Teclo com meus alunos; eles usam o internetês e eu o português por


extenso. Nunca vi em provas e redações as tradicionais abreviaturas usadas
nas mensagens instantâneas. Mal comparando, pois não tiveram alcance tão
massivo como a internet, o código Morse e a taquigrafia não prejudicaram o
português.

Segundo a Revista E, do Sesc, edição de fevereiro de 2002, a Internet e


todos os seus corolários tecnológicos provocaram uma espécie de
renascimento da escrita, ressurgindo o comportamento epistolar digital ou
"recaída" na palavra – afirma o escritor Fábio Lucas. Nunca se usou tanto a
escrita como nestes tempos on line.

”Os milhares de jovens que nos finais de tarde ou madrugadas adentro


trocam impressões e segredos nas salas de bate-papo, dando as costas ao
resto da família, adotando o papel de infomaníacos de última cepa, mal sabem
que estão repetindo o fervor epistolar que outrora acometeu seus próprios avós
e bisavós, quando tinham somente o papel da carta para trocar promessas com
a amada ou segredos com queridos amigos distantes.”

"O que há é uma linguagem elíptica", pondera o ensaísta literário Fábio


Lucas. "A própria tecnologia da imagem criou uma espécie de narrativa
descontínua, o videoclipe, que influenciou a manifestação poética de muitos
autores de hoje que inovam nessa forma relâmpago pela qual as palavras
surgem já no seu esplendor. Não acopladas numa forma sentencial mais
prolongada ou, então, em uma sintaxe mais complexa."

A Internet trouxe de volta aqueles que fugiram da escrita. Quem jamais


havia escrito algo além de seus nomes próprios foi obrigado a elaborar uma
mensagem para seu chefe ou namorada. Ou para reclamar ao fabricante a
inoperância da sua recém-adquirida geladeira. De repente, a palavra articulada
em frases tornou-se a chave para ganhar tempo.

Na opinião do lingüista Marcos Bagno, os sinais gráficos ou radicais


abreviaturas comuns nos textos se inserem em um cenário perfeitamente
compreensível. As abreviações tentam ganhar tempo na comunicação digital,
uma aproximção do tempo da fala real.

E diz Bagno: "A Internet é uma escrita virtual, uma fala digitalizada, uma
mescla das duas modalidades da língua. O conteúdo só interessa a quem
escreve e a quem lê. Assim como é inútil tentar corrigir a língua falada, também
me parece inútil tentar corrigir a língua escrita na web, porque ela é fugaz,
efêmera e se dissipa no ar, porque sequer chega a ser impressa".
30

Nas empresas, o advento do e-mail fez os departamentos de recursos


humanos se preocuparem com a redação de seus funcionários, além de alertá-
los dos cuidados com a espontaneidade excessiva nos textos. Daí a
importância de as pessoas estarem atentas ao que estão colocando na tela do
computador.

O e-mail tornou mais fácil a comunicação entre as pessoas. E esquentou


também as seções de cartas de revistas e jornais. Esta Folha publicava, antes
do advento da internet, uma carta de leitor por dia. Ela era deixada no balcão
do jornal ou mandada pelo correio. Seu texto era longo, parecido com um artigo
e, às vezes, faltava carta para publicar.

Hoje, os leitores participam mais da coluna de cartas, pois é só se sentar a


um computador conectado à internet e passar um e-mail para a Coluna dos
Leitores. As mensagens são mais curtas. E há uma fila delas na fila de espera
de publicação. Ficou mais fácil a interação e a comunicação com o jornal.

Há muito de medo do novo e saudosismo naqueles que rejeitam ou criticam


a internet. Foi assim quando surgiu a garrafa térmica, o fogão a gás, o
microondas, para ficar apenas na cozinha. Há ainda gente que coa café em
coador de pano! A sociedade pluralista é boa porque cada um se ajeita como
pode.

*Hélio Consolaro é professor de Português, coordenador deste site,


cronista diário da Folha da Região presidente da Academia Araçatubense de
Letras

Internetês

• Uma nova forma de comunicação e suas possíveis influências nos textos


atuais e convencionais.

• Apropria-se, em geral, dos signos gráficos disponibilizados pelos códigos


virtuais.

• Exemplos: abraços = [ ]s

estou feliz = :-)

rsrsrsrsrs = risos

• Outros exemplos:

ESCOLHA SEU EMOTICON


Depois das carinhas iniciais, a idéia se espalhou pela
31

internet; veja abaixo alguns exemplos

O:-) Fingindo de santo

:B Com os dentes para fora


;-) Piscando

:’-( Chorando
:-.) Marilyn Monroe (repare na pintinha)
d-_-b Ouvindo Música
O]- Andando de skate
<]:
[<O> Bandeira do Brasil
]
\O/ Braços para o alto
<3 Coração

\m/ Sinal de Heavy Metal


X-( Nervoso

7ª. SEMANA_- MÓDULO D – A DESCRIÇÃO

TEXTO 7 - INFORMAÇÕES BÁSICAS SOBRE TEXTO:


NARRAR, DESCREVER, DISSERTAR: ENTENDA A DIFERENÇA

Narrar, descrever, dissertar... No momento de redigir, é comum que


algumas pessoas se confundam. A diferença é bem simples. Não tenha mais
dúvidas:

a) DESCRIÇÃO: É o texto em que se indicam as características de um


determinado objeto, pessoa, ambiente ou paisagem. Na descrição, você
deve responder à pergunta: COMO a coisa/lugar/pessoa é. É importante
tentar usar os mais variados sentidos: fale do aroma, dos cheiros, das
32

cores, das sensações, de tudo que envolve a realidade a ser descrita.

b) NARRAÇÃO: É o texto em que se contam fatos ocorridos em


determinado tempo e lugar, envolvendo personagens. Lembre-se: você
deve "narrar a ação". Imagine, na narração, que você é o roteirista de
um filme ou de uma novela, ou mesmo que está contando um caso para
um amigo. Na narração, você deve responder à pergunta: O QUE
aconteceu?

c) DISSERTAÇÃO: Dissertar é "falar sobre". É o tipo mais comum de texto


solicitado em provas e concursos. É o texto onde se expõem idéias,
seguidas de argumentos que as comprovem. Na dissertação, você deve
responder à pergunta: Qual é a sua opinião a respeito? Isso, no entanto,
sem usar a primeira pessoa! Achou complicado? Que nada! Quer um
exemplo? Vamos lá. Nunca diga, em uma dissertação: "EU acho que o
aborto é um crime contra a vida". Ou: "Na minha opinião, o aborto é um
crime contra a vida". Você pode expressar a sua opinião, sem usar a
primeira pessoa. Assim, a idéia seria a mesma, mas em uma construção
que poderia ser assim: "O aborto é um crime contra a vida". Afirmou,
defendeu o ponto de vista, mas não se colocou como o "eu", na construção
frasal!

Fonte(s): http://davidpaulo-egroup.info/smf/index

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/redacao/tipologia-textual-2.php

TIPOLOGIA TEXTUAL

NARRAÇÃO

Desenvolvimento de ações. Tempo em andamento.

Narrar é contar uma história. A Narração é uma sequência de ações que se


desenrolam na linha do tempo, umas após outras. Toda ação pressupõe
a existência de uma personagem que a pratica em determinado
momento e em determinado lugar, por isso temos quatro dos seis
componentes fundamentais de um emissor ou narrador se serve para
criar um ato narrativo: personagem, ação, espaço, e tempo em
33

desenvolvimento. Os outros dois da narrativa são: narrador e enredo ou


trama.

DESCRIÇÃO

Retrato através de palavras. Tempo estático

Descrever é pintar um quadro, retratar um objeto, um personagem, um


ambiente. O ato descritivo difere do narrativo, fundamentalmente, por
não se preocupar com a sequência das ações, com a sucessão dos
momentos, com o desenrolar do tempo. A descrição encara um ou
vários objetivos, um ou vários personagens, uma ou várias ações, em
um determinado momento, em um mesmo instante e em uma fração da
linha cronológica. É a foto de um instante.

A descrição pode ser estática ou dinâmica. A descrição estática não envolve


ação. A descrição dinâmica apresenta um conjunto de ações
concomitantes, isto é, um conjunto de ações que acontecem todas ao
mesmo tempo, como uma fotografia.

DISSERTAÇÃO

Desenvolvimento de idéias. Temporais/Atemporais.

Dissertar diz respeito ao desenvolvimento de idéias, de juízos, de


pensamentos, de raciocínio sobre um assunto ou tema.

Quase sempre os textos, sejam literários ou científicos, não se limitam a ser


puramente descritivos, narrativos ou dissertativos. Normalmente, um
texto é um complexo, em que se misturam aspectos descritivos, com
momentos narrativos e dissertativos e, para classificá-los como
narração, dissertação ou descrição, procure observar qual o
componente predominante.

Fonte: www.concursospublicosonline.com

TIPOLOGIA TEXTUAL

Tudo o que se escreve recebe o nome genérico de redação ou composição


textual. Basicamente, existem três tipos de redação: narração (base em
fatos), descrição (base em caracterização) e dissertação (base em
argumentação).

Cada um desses tipos redacionais mantém suas peculiaridades e


características. Para fazer um breve resumo, pode-se considerar as
proposições a seguir:
34

Narração

Modalidade textual em que se conta um fato, fictício ou não, que ocorreu


num determinado tempo e lugar, envolvendo certos personagens.
Estamos cercados de narrações desde que nos contam histórias infantis
como Chapeuzinho Vermelho ou Bela Adormecida, até as picantes
piadas do cotidiano.

Exemplos: Numa tarde de primavera, a moça caminhava a passos largos em


direção ao convento. Lá estariam a sua espera o irmão e a tia Dalva, a
quem muito estimava. O problema era seu atraso e o medo de não mais
ser esperada...

Descrição

Tipo de texto em que se faz um retrato por escrito de um lugar, uma pessoa,
um animal ou um objeto. A classe de palavras mais utilizada nessa
produção é o adjetivo, por sua função caracterizadora. Numa
abordagem mais abstrata, pode-se até descrever sensações ou
sentimentos.

Exemplos: Seu rosto era claro e estava iluminado pelos belos olhos azuis e
contentes. Aquele sorriso aberto recepcionava com simpatia a qualquer
saudação, ainda que as bochechas corassem ao menor elogio. Assim
era aquele rostinho de menina-moça da adorável Dorinha.

Observação

Normalmente, narração e descrição mesclam-se nos textos; sendo difícil,


muitas vezes, encontrar textos exclusivamente descritivos.

Dissertação

Estilo de texto com posicionamentos pessoais e exposição de idéias. Tem


por base a argumentação, apresentada de forma lógica e coerente a fim
de defender um ponto de vista. É a modalidade mais exigida nos
concursos em geral, por promover uma espécie de “raio-X” do candidato
no tocante a suas opiniões. Nesse sentido, exige dos candidatos mais
cuidado em relação às colocações, pois também revela um pouco de
seu temperamento, numa espécie de psicotécnico.

Exemplos: Tem havido muitos debates em torno da ineficiência do sistema


educacional do Brasil. Ainda não se definiu, entretanto, uma ação
nacional de reestrutura do processo educativo, desde a base ao ensino
superior.
35

Fonte: pt.shvoong.com

DESCRIÇÃO

Ao contarmos uma história, muitas vezes precisamos descrever uma


pessoa, um ser, um objeto, uma cena ou até um lugar, teremos, então,
uma espécie de retrato feito com palavras.

Numa descrição podemos encontrar aspectos físicos ( = externos, que são


vistos pelo observador ) e aspectos psíquicos ( = internos, que não são
vistos pelo observador, mas podem ser sentidos ou percebidos ),
principalmente quando se trata de pessoas.

A descrição pode ser SUBJETIVA – apresenta as características externas,


mas detalha com mais profundidade as características psicológicas da
pessoa, personagem ou animal que se está descrevendo.

Na descrição OBJETIVA predomina a reprodução fiel de um objeto, pessoa,


cena, personagem ou animal segundo a percepção individual de quem
escreve, destacando-se com exatidão e precisão vocabular todos os
detalhes observados.

Observe alguns detalhes descritivos no texto euclidiano na parte O


HOMEM, em OS SERTÕES- Euclides da Cunha – págs. 96 – 97 e 98 –
Ediouro

“ Canudos, velha fazenda de gado à beira do Vaza-Barris, era, em 1890, uma


tapera de cerca de cinqüenta capuabas de pau-a-pique.

Feitas de pau-a-pique e divididas em três compartimentos minúsculos, as


casas eram paródia grosseira da antiga morada romana: um vestíbulo
exíguo, um átrio servindo ao mesmo tempo de cozinha, sala de jantar e
de recepção, e uma alcova lateral, furna escuríssima mal revelada por
uma porta estreita e baixa. Cobertas de camadas espessas de vinte
centímetros, de barro, sobre ramos de iço, lembravam as choupanas
dos gauleses de César. Traíam a fase transitória entre a caverna
primitiva e a casa. Se as edificações em suas modalidades evolutivas
objetivam a personalidade humana, o casebre de teto de argila dos
jagunços equiparado ao wigwam dos peles-vermelhas sugeria paralelo
deplorável. O mesmo desconforto e, sobretudo, a mesma pobreza
repugnante, traduzindo de certo modo, mais do que a miséria do
homem, a decrepitude da raça.”

Emoldurava-o uma natureza morta: paisagens tristes; colinas nuas, uniformes,


prolongando-se, ondeantes, até às serranias distantes, sem uma nesga
de mato; rasgadas de lascas de talcoxisto, mal revestidas, em raros
pontos, de acervos de bromélias, encimadas, noutros, pelos cactos
esguios e solitários. O monte da Favela, ao sul, empolava-se mais alto,
36

tendo no sopé, fronteiro à praça, alguns pés de quixabeiras, agrupados


em horto selvagem. A meia encosta via-se solitária, em ruínas, a antiga
casa da fazenda...”

http://www.portuguesconcurso.com/2009/08/tipologia-textual-
descricao.html

DESCRIÇÃO – CARACTERÍSTICAS

DESCRIÇÃO: é descrever um objeto, uma pessoa, um lugar. Requer


observação cuidadosa, para tornar o que vai ser descrito em um modelo
inconfundível, porém, não se trata de enumerar uma série de elementos,
mas transmitir sensações, sentimentos. É criar o que não se vê, mas se
percebe ou imagina; é não copiar friamente uma imagem, mas deixá-la
rica, pois o ser e o ambiente são aspectos importantíssimos na
descrição.

Existem duas possibilidades de descrição:

a) Descrição objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, são apresentadas no seu


sentido real. Exemplo: "Sua altura é 1,85m. Seu peso, 70Kg. Aparência
atlética, ombros largos, pele bronzeada. Moreno, olhos negros, cabelos
negros e lisos".

b) Descrição subjetiva: quando há maior participação da emoção, ou


seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são apresentados em
sentido figurado. Exemplo: "Nas ocasiões de aparato é que se podia
tomar pulso ao homem. Não só as condecorações gritavam-lhe no peito
como uma couraça de grilos. Ateneu! Ateneu! Aristarco todo era um
anúncio; os gestos, calmos, soberanos, calmos, eram de um rei..."

("O Ateneu", Raul Pompéia)

Estrutura:

a) Introdução: a perspectiva do observador focaliza o ser ou objeto e distingue


seus aspectos gerais.
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b) Desenvolvimento: capta os elementos numa ordem coerente com a


disposição em que eles se encontram no espaço, caracterizando-os
objetiva e subjetivamente, física e psicologicamente.

c) Conclusão: não há um procedimento específico para conclusão. Considera-


se concluído o texto quando se completa a caracterização.

Características:

a) Presença de Substantivos e Adjetivos.


Ex.: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor alegre do sol.

b) Frases curtas dão um tom de rapidez ao texto.

Ex.: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O pessoal, muito


crente.

c) Sensibilidade para combinar e transmitir sensações física (cores, formas,


sons, gestos, odores) e psicológicas (impressões subjetivas,
comportamentos).

d) Verbos de estado

e) Linguagem metafórica

Exemplos: Darcy Ribeiro (fragmento)

Um dos mais brilhantes cidadãos brasileiros, Darcy Ribeiro provou ao mundo


que um homem de nada mais precisa além da coragem e da força de
vontade para modificar aquilo que, por covardia, simplesmente
ignoramos. Ouvi-lo, mesmo que por alguns instantes, nos levava a
conhecer sua sabedoria e simplicidade, era um verdadeiro intelectual
cuja convivência com os índios o fez adquirir invejável formação
humanística.

Darcy tinha a pele clara, olhos negros e curiosos, lábios finos e trazia em seu
rosto marcas de quem já deixou sua marca na história, as quais
harmoniosamente faziam-lhe inspirar profunda confiança. Apesar de
diabético e lutar contra dois cânceres, não fez disso desculpa para o
comodismo ante os seus ideais maiores, ele sabia o que queria, e não
mediu esforço para conseguir.

Descrição de Objeto – Clarinete (fragmento)


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Um elemento clássico e imprescindível num concerto, o clarinete, com


seu timbre aveludado, é o instrumento de sopro de maior extensão
sonora, pelo que ocupa na banda de música o lugar do violino na
orquestra.

O clarinete que possuo foi obtido após o meu nascimento, doado como
presente de aniversário por meu bisavô, um velho músico, do qual
carrego o nome sem tê-lo conhecido. O clarinete é feito de madeira,
possui um tubo predominantemente cilíndrico formado por cinco partes
dependentes entre si, em cujo encaixe prevalece a cortiça, além das
chaves e anéis de junção das partes, de meta. Sua embocadura é de
marfim com dois parafusos de regulagem, os quais fixam a palheta
bucal.

Sua cor é confundivelmente marrom, havendo partes em que se encontra urna


sensível passagem entre o castanho-claro e o escuro. Possuindo cerca
de oitenta centímetros e pesando aproximadamente quatrocentos
gramas, é facilmente desmontável, o que lhe confere a propriedade de
caber numa caixinha de quarenta e cinco centímetros de comprimento e
dez de largura...

Profa. : Eliane Vieira

Ler mais: http://www.portuguesconcurso.com/2009/08/tipologia-


textual-descricao.html#ixzz0gkaE1d6E

EXERCÍCIOS

Elabore em uma folha a descrição de uma pessoa de sua sala. A descrição


pode ser física, psicológica, com características de personalidade,
maneira de ser, enfim, como essa pessoa pode ser reconhecida pelas
suas características.
Após a primeira etapa, os alunos trocarão os textos e por meio das
características transcritas, todos tentarão descobrir quem são as
pessoas em referência.

8ª. SEMANA_- TRABALHO DE LEITURA E


REDAÇÃO EM SALA
39

9ª. SEMANA_- MÓDULO E – PARTE I - A NARRAÇÃO E OS ELEMENTOS DO


TEXTO NARRATIVO

http://www.coladaweb.com/porredacao/redacao.htm

TEXTO 9 – NARRAÇÃO

A narrativa é uma forma de composição na qual há um desenrolar de fatos


reais ou imaginários, que envolvem personagens e que ocorrem num tempo e
num espaço. Narrar é, pois, representar fatos reais ou fictícios utilizando signos
verbais e não verbais.

Há alguns tipos de narrativa:

1- Piada:

Manuel recebeu um telefonema do gerente do banco.

- Seu Manuel, estou lhe telefonando para avisar que a sua duplicata
venceu.

- Quem pegou em segundo lugar?

2- Notícia de jornal:

“A poda indiscriminada de árvores em algumas localidades de Jaú,


durante o verão, tem contribuído para elevar em até cinco graus a
temperatura nas calçadas”. (Comércio do Jahu - 23-1-97)

Para que a narrativa tenha qualidades, o assunto deve ser relatado de


forma original e despertar no leitor interesse pelo desenrolar da história. A
linguagem deve ser clara, simples, correta e a história deve parecer real, ser
verossímil, isto é, deve dar a impressão de que ela pode ter acontecido.

Um passo preparatório para a produção de texto narrativo, é, sem dúvida, a


elaboração de falas em balões, dando seqüência.

Os principais elementos de uma narrativa são:

1- O enredo ou a trama - formado pelos fatos que se


desenrolam durante a narrativa. Toda história tem
uma introdução, na qual o autor apresenta a idéia
principal, os personagens e o cenário; um
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desenvolvimento, no qual o autor detalha a idéia


principal e há dois momentos distintos no
desenvolvimento: a complicação (têm inícios os
conflitos entre os personagens) e o clímax (ponto
culminante) e um desfecho, que é a conclusão da
narrativa.

Exemplo: O rapaz varou a noite inteira conversando com


os amigos pela Internet. O pai, quando acordou às 6 horas, percebeu a porta
do escritório fechada e a luz acesa. O filho ainda estava no computador e não
havia ido dormir. Sem que este percebesse, trancou a porta por fora. Meia hora
depois, o filho queria sair e teve que chamar o pai, que abriu a porta.

2- O tempo - cronológico ou exterior - é marcado


pelo relógio. É o espaço de tempo em que os acontecimentos desenrolam e os
personagens realizam suas ações; psicológico ou interior, não pode ser
medido como o tempo cronológico, pois se refere à vivência dos personagens,
ao seu mundo interior.

3- O espaço - onde os acontecimentos se desenrolam.

Exemplo: O céu se fechou em nuvens negras,


relâmpagos iluminavam tudo.Começou a chover forte.

4- Os personagens - são os seres envolvidos nos fatos


e que formam o enredo da história. Eles falam, pensam, agem, sentem, têm
emoções. Qualquer coisa pode ser transformada em personagem de uma
narrativa. Os personagens podem ser pessoas, animais, seres inanimados,
seres que só existem na crendice popular, seres abstratos ou idéias e outros. O
protagonista é o personagem principal, aquele no qual se centraliza a
narrativa. Pode haver mais de um na narração. O antagonista é o personagem
que se opõe ao principal. Há ainda os personagens secundários, que são os
que participam dos fatos, mas não se constituem o centro de interesse da
narração.

A fala dos personagens pode ser feita em


discurso direto (com diálogos e verbos de elocução - o próprio personagem
fala) e em discurso indireto (o autor conta com suas próprias palavras o que o
personagem diria.).

Exemplo de discurso direto:- Você sabe que o seu irmão chegou?


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Exemplo de discurso indireto: Ele perguntou se ele sabia que o seu irmão
havia chegado.

Há ainda o discurso indireto livre, que mescla o discurso direto com o


indireto, dando a impressão que o narrador e o personagem falam em
uníssono. Não há presença de verbos de elocução, de travessões, dois pontos,
nem de orações subordinadas substantivas próprias do discurso indireto.

Exemplo de discurso indireto livre: “Se pudesse economizar durante alguns


meses, levantaria a cabeça. Forjara planos. Tolice, quem é do chão não se
trepa”. (Graciliano Ramos)

5- O narrador é quem relata os fatos. O narrador pode


assumir duas posições:

a - narrador observador (narrador de terceira pessoa - o foco


narrativo é de terceira pessoa) - relata os acontecimentos como observador.
Alguém está observando o fato e conta o que acontece ou aconteceu. Esse
observador pode participar da história ou estar fora dela. A narrativa
desenvolve-se em terceira pessoa. Exemplo: “Ele morava numa cidadezinha do
interior. Tinha nascido ali, conhecida todo mundo. Era muito dado, dado demais
para o gosto da mulher, que estava sempre de olho nos salamaleques que ele
vivia fazendo para a mulherada do lugar. - Puras gentilezas - dizia ele. Afinal,
sou um cavalheiro... Levantava-se todos os dias na mesma hora, tomava o seu
café, pegava a garrafa de água, o panamá, o cachorro e ia para a fazenda,
herança de família. Mas não era de só ficar dando ordens não. Gostava mesmo
era da lida.”

b- narrador personagem (narrador de primeira pessoa -


o foco narrativo é de primeira pessoa) - um personagem participante da história
narra os fatos. Vê os fatos de dentro para fora e a narrativa desenvolve-se em
primeira pessoa. Exemplo: “Contou-me uma guia em Buenos Aires, que
quando se diz que essa cidade é a mais européia das Américas, muitas
pessoas torcem no nariz. Pura dor de cotovelo! Quem conhece Buenos Aires
como eu, sabe que isso é verdade.”

De acordo com o conceito de narração, pode-se narrar


tantos fatos reais, que é o relato de ações praticadas pelas pessoas (livros
científicos, livros de história, notícia de jornal), como fatos fictícios, com
personagens que podem até ser reais, mas que não tem necessariamente
compromisso com a realidade. Neste último caso, o fato pode ser totalmente
inventado ou até baseado na realidade, porém enriquecido pela imaginação de
quem relata.
42

10ª. SEMANA_- MÓDULO E – PARTE II - A NARRAÇÃO E OS ELEMENTOS DO


TEXTO NARRATIVO

http://www.analisedetextos.com.br/2010/06/exercicio-de-interpretacao-de-
textos_6851.html

DICAS DE INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS

01. Ler todo o texto;


02. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura;
03. Ler o texto pelo menos umas três vezes;
04. Ler com perspicácia, sutileza;
05. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
06. Não permitir que prevaleçam suas idéias sobre as do autor;
07. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compreensão;
08. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto
correspondente;
09. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
10. Marcar a resposta correta apenas quando for entregar a avaliação.

Vamos aos exercícios então. EXERCÍCIOS NARRATIVOS

TEXTO XXIX: BUROCRATAS CEGOS

A decisão, na sexta-feira, da juíza Adriana Barreto de Carvalho Rizzotto, da 7a


Vara Federal do Rio, determinando que a Light e a Cerj também paguem bônus
aos consumidores de energia que reduziram o consumo entre 100 kWh e 200 kWh
fez justiça. A liminar vale para todos os brasileiros. Quando o Governo se lançou
nessa difícil tarefa do racionamento, não contou com tamanha solidariedade dos
consumidores. Por isso, deixou essa questão dos bônus em suspenso. Preocupada
com os recursos que o Governo federal terá que desembolsar com os prêmios, a
Câmara de Gestão da Crise de Energia tem evitado encarar essa questão,
muito embora o próprio presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, já
tenha dito que o bônus será pago. Decididamente, os consumidores não
precisavam ter lançado mão da Justiça para poder ter a garantia desse
direito. Infelizmente, o permanente desrespeito ao contribuinte ainda faz parte
da cultura dos burocratas brasileiros. Estão constantemente preocupados em
preservar a máquina do Estado. Jamais pensam na sociedade e nos cidadãos.
Agem como se logo mais na frente não precisassem da população para vencer as
barreiras de mais essa crise. (Editorial de O Dia, 19/8/01)

1) De acordo com o texto:


a) a juíza expediu a liminar porque as companhias de energia elétrica se negaram
a pagar os bônus aos consumidores.
b) a liminar fez justiça a todos os tipos de consumidores.
c) a Light e a Cerj ficarão desobrigadas de pagar os bônus se o Governo fizer a
sua parte.
d) o excepcional retorno dado pelos consumidores de energia tomou de surpresa
o Governo.
e) o Governo pagará os bônus, desde que as companhias de energia elétrica
também o façam.
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2) Só não se depreende do texto que:


a) os burocratas brasileiros desrespeitam sistematicamente o contribuinte.
b) o governo não se preparou para o pagamento dos bônus.
c) o chefe do executivo federal garante que os consumidores receberão o
pagamento dos bônus.
d) a Câmara de Gestão está preocupada com os gastos que terá o Governo com o
pagamento dos bônus.
e) a única forma de os consumidores receberem o pagamento dos bônus é
apelando para a Justiça.

3) De acordo com o texto, a burocracia brasileira:


a) vem ultimamente desrespeitando o contribuinte.
b) sempre desrespeita o contribuinte.
c) jamais desrespeitou o contribuinte.
d) vai continuar desrespeitando o contribuinte.
e) deixará de desrespeitar o contribuinte.

4) A palavra que justifica a resposta ao item anterior é:


a) infelizmente
b) constantemente
c) cultura
d) jamais
e) permanente

5) Os burocratas brasileiros:
a) ignoram o passado.
b) não valorizam o presente.
c) subestimam o passado.
d) não pensam no futuro.
e) superestimam o futuro.

6) Pode-se afirmar, com base nas idéias do texto:


a) A Câmara de Gestão defende os interesses da Light e da Cerj.
b) O presidente da República espera poder pagar os bônus aos consumidores.
c) Receber o pagamento dos bônus é um direito do contribuinte, desde que tenha
reduzido o consumo satisfatoriamente.
d) Os contribuintes não deveriam ter recorrido à Justiça, porque a Câmara de
Gestão garantiu o pagamento dos bônus.
e) A atuação dos burocratas brasileiros deixou a Câmara de Gestão preocupada.

TEXTO XXX

É consenso entre os economistas que o setor automobilístico é o que impulsiona a


economia de qualquer país. QUATRO RODAS foi conferir e viu que os números são
espantosos. A começar pelo mercado de trabalho. Estima-se que um emprego
em uma fábrica de carros gera, indiretamente, 46 outros empregos. Por esse
cálculo, 5 milhões de brasileiros dependem, em maior ou menor grau, dessa
indústria. Até na construção civil a presença das rodas é enorme: 1 em cada 4
metros quadrados de espaço nas grandes cidades se destina a ruas ou
estacionamentos. Na ponta do lápis, o filão da economia relacionado a
automóveis movimentou, no ano passado, pelo menos 216 bilhões de dólares.
Como o PIB brasileiro, nesse período, foi de 803 bilhões de dólares (e ainda não
44

havia ocorrido a maxidesvalorização), cerca de 1 em cada 4 reais que circularam


no país andou sobre rodas em 1998. (Quatro Rodas, março/99)

7) Segundo o texto, a economia de um país:


a) é ajudada pelo setor automobilístico.
b) independe do setor automobilístico.
c) às vezes depende do setor automobilístico.
d) não pode prescindir do setor automobilístico.
e) fortalece o setor automobilístico.

8) A importância do setor automobilístico é destacada:


a) por boa parte dos economistas
b) pela maioria dos economistas
c) por todos os economistas
d) por alguns economistas
e) pelos economistas que atuam nessa área

9) Pelo texto, verifica-se que:


a) alguns países têm sua economia impulsionada pelo setor automobilístico.
b) o PIB brasileiro seria melhor sem o setor automobilístico.
c) para os economistas, o setor automobilístico tem importância relativa na
economia brasileira.
d) cinco milhões de brasileiros têm seu sustento no setor automobilístico.
e) em 1998, três quartos da economia brasileira não tinham relação com o setor
automobilístico.

10) “A começar pelo mercado de trabalho.” Das alterações feitas na passagem


acima, aquela que lhe altera basicamente o sentido é:
a) a princípio pelo mercado de trabalho
b) começando pelo mercado de trabalho
c) em princípio pelo mercado de trabalho
d) principiando pelo mercado de trabalho
e) iniciando pelo mercado de trabalho

11) Segundo o texto, o setor automobilístico:


a) está presente em segmentos diversos da sociedade.
b) limita-se às fábricas de veículos.
c) no ano de 1988 gerou salários de aproximadamente 216 bilhões de dólares.
d) ficou imune à maxidesvalorização.
e) gera, pelo menos, 47 empregos por fábrica de automóveis.

12) A palavra ou expressão que justifica a resposta ao item anterior é:


a) qualquer
b) gera
c) até
d) na ponta do lápis
e) no país
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TEXTO XXXI

Vários planetas são visíveis a olho nu: Marte, Júpiter, Vênus, Saturno e Mercúrio.
Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de povos
ainda mais antigos, como os babilônios. Apesar de sua semelhança com as
estrelas, os planetas eram identificados pelos povos da Antigüidade graças a duas
características que os diferenciavam. Primeiro: as estrelas, em curtos períodos,
não variam de posição umas em relação às outras. Já os planetas mudam de
posição no céu com o passar das horas. À noite, esse movimento pode ser
percebido com facilidade. Segundo: as estrelas têm uma luz que, por
ser própria, pisca levemente. Já os planetas, que apenas refletem a luz do Sol,
têm um brilho fixo. Os planetas mais distantes da Terra só puderam ser
descobertos bem mais tarde, com a ajuda de aparelhos ópticos como o
telescópio. “O primeiro deles a ser identificado foi Urano, descoberto em 1781
pelo astrônomo inglês William Herschel”, afirma a astrônoma Daniela Lázzaro, do
Observatório Nacional do Rio de Janeiro. (Superinteressante, agosto/01)

13) Com relação às idéias contidas no texto, não se pode afirmar que:
a) os gregos não conheciam o planeta Urano.
b) os gregos, bem como outros povos da Antigüidade, conheciam vários planetas
do Sistema Solar.
c) a olho nu, os planetas se assemelham às estrelas.
d) os povos da Antigüidade usavam aparelhos ópticos rudimentares para
identificar certos planetas.
e) os povos antigos sabiam diferençar os planetas das estrelas, mesmo sem
aparelhos ópticos.

14) Infere-se do texto que a Astronomia é uma ciência que, em dadas


circunstâncias, pode prescindir de:
a) estrelas
b) planetas
c) instrumentos
d) astrônomos
e) estrelas, planetas e astrônomos

15) A locução prepositiva “graças a” tem o mesmo valor semântico de:


a) mas também
b) apesar de
c) com
d) por
e) em

16) “Esses astros já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também
de povos ainda mais antigos...” Das alterações feitas na passagem acima, aquela
que apresenta sensível alteração de sentido é:
a) Esses astros já eram conhecidos não somente dos gregos, como também de
povos ainda mais antigos.
b) Tais planetas já eram conhecidos não apenas dos gregos, mas também de
povos ainda mais antigos.
c) Esses astros já eram conhecidos não apenas pelos gregos, mas também por
povos ainda mais antigos.
d) Esses astros já eram conhecidos tanto pelos gregos, como por povos ainda mais
46

antigos.
e) Esses astros já eram conhecidos não apenas através dos gregos, mas também
através de povos mais antigos.

17) A diferença que os antigos já faziam entre estrelas e planetas era de:
a) brilho e posição
b) beleza e posição
c) importância e disposição
d) brilho e importância
e) beleza e disposição

18) Infere-se do texto que o planeta Netuno:


a) era conhecido dos gregos.
b) foi descoberto sem ajuda de aparelhos ópticos.
c) foi descoberto depois de Plutão.
d) foi descoberto depois de Urano.
e) foi identificado por acaso.

19) Segundo o texto, as estrelas:


a) nunca mudam de posição.
b) são iguais aos planetas.
c) não piscam.
d) só mudam de posição à noite.
e) mudam de posição em longos períodos de tempo.

TEXTO XXXII

Não faz muito tempo, a mata virgem, as ondas generosas e as areias brancas da
Praia do Rosa, no sul catarinense, despertaram a atenção de surfistas e viajantes
em busca de lugares inexplorados. Era meados dos anos 70, e este recanto
permanecia exclusivo de poucas famílias de pescadores. O tempo passou e
hoje “felizmente”, conforme se ouve em conversas com a gente local, o Rosa não
mudou. Mesmo estando localizada a apenas 70 quilômetros de Florianópolis e
vizinha do badalado Balneário de Garopaba, a Praia do Rosa preserva, de
forma ainda bruta, suas belezas naturais. É claro que houve
mudanças desde sua descoberta pelos forasteiros. Mas, ao contrário de muitos
lugarejos de nossa costa que tiveram a natureza devastada pela especulação
imobiliária, esta região resiste intacta graças a um pacto entre moradores e
donos de pousadas. Uma das medidas adotadas por eles, por exemplo, é que
ninguém ocupe mais de 20% de seu terreno com construção. Assim, o verde
predomina sobre os morros de frente para o mar azul repleto de baleias. Baleias?
Sim, baleias francas, a mais robusta entre as espécies desses mamíferos
marinhos, que chegam a impressionantes 18 metros e até 60 toneladas. (Sérgio T.
Caldas, na Os caminhos da Terra, dez./00)

20) Quanto à Praia do Rosa, o autor se contradiz ao falar:


a) da localização
b) dos moradores
c) da mudança
d) do tempo
e) do valor
47

21) O texto só não nos permite afirmar, com relação à Praia do Rosa:
a) mantém intactas suas belezas naturais.
b) manteve-se imune à especulação imobiliária.
c) não fica distante da capital do Estado.
d) no início dos anos 70, surfistas e exploradores se encantaram com suas belezas
naturais.
e) trata-se de um local tranqüilo, onde todos respeitam a natureza.

22) Pelo visto, o que mais impressionou o autor do texto foi a presença de:
a) moradores
b) baleias
c) surfistas
d) donos de pousadas
e) viajantes

23) O fator determinante para a preservação do Rosa é:


a) a ausência da especulação imobiliária
b) o amor dos moradores pelo lugar
c) a consciência dos surfistas que freqüentam a região
d) o pacto entre moradores e donos de pensão
e) a proximidade de Florianópolis

24) O primeiro período do segundo parágrafo terá o seu sentido alterado se


for iniciado por:
a) a despeito de estar localizada
b) não obstante estar localizada
c) ainda que esteja localizada
d) contanto que esteja localizada
e) posto que estivesse localizada

25) O adjetivo empregado com valor conotativo é:


a) generosas
b) exclusivo
c) bruta
d) intacta
e) azul

26) O adjetivo “badalado”:


a) pertence à língua literária e significa importante.
b) é linguagem jornalística e significa comentado.
c) pertence à língua popular e significa muito falado.
d) é linguagem científica e significa movimentado.
e) pertence à língua coloquial e significa valiosa.
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TEXTO XXXIII

A vida é difícil para todos nós. Saber disso nos ajuda porque nos poupa da
autopiedade. Ter pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum.
A autopiedade, para ser justificada, nos toma um tempo enorme na construção
de argumentos e motivos para nos entristecermos com uma coisa
absolutamente natural: nossas dificuldades. Não vale a pena perder tempo se
queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para
crescer. É melhor ter pena dos outros e tentar ajudar os que estão perto de você
e precisam de uma mão amiga, de um sorriso de encorajamento, de um abraço
de conforto. Use sempre suas melhores qualidades para resolver problemas, que
são: capacidade de amar, de tolerar e de rir. Muitas pessoas vivem a se queixar
de suas condições desfavoráveis, culpando as circunstâncias por suas
dificuldades ou fracassos. As pessoas que se dão bem no mundo são aquelas que
saem em busca de condições favoráveis e se não as encontram se esforçam por
criá-las. Enquanto você acreditar que a vida é um jogo de sorte vai perder
sempre. A questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram
dadas. (Dr. Luiz Alberto Py, in O Dia, 30/4/00)

27) Segundo o texto, evitamos a autopiedade quando:


a) aprendemos a nos comportar em sociedade.
b) nos dispomos a ajudar os outros.
c) passamos a ignorar o sofrimento.
d) percebemos que não somos os únicos a sofrer.
e) buscamos o apoio adequado.

28) Para o autor, o mais importante para a pessoa é:


a) perceber o que ocorre à sua volta.
b) ter pena das pessoas que sofrem.
c) buscar conforto numa filosofia ou religião.
d) esforçar-se para vencer as dificuldades.
e) estar ciente de que, quando menos se espera, surge a dificuldade.

29) A autopiedade, segundo o autor:


a) é uma doença.
b) é problema psicológico.
c) destrói a pessoa.
d) não pode ser evitada.
e) não conduz a nada.

30) A vida é comparada a um jogo em que a pessoa:


a) precisa de sorte.
b) deve saber jogar.
c) fica desorientada,
e) geralmente perde.
e) não pode fazer o que quer.
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31) A superação das dificuldades da vida leva:


a) à paz
b) à felicidade
c) ao equilíbrio
d) ao crescimento
e) à auto-estima

32) Os sentimentos que levam à superação das dificuldade são:


a) fé, tolerância, abnegação
b) amor, desapego, tolerância
c) caridade, sensibilidade, otimismo
d) fé, tolerância, bom humor
e) amor, tolerância, alegria

33) Para o autor:


a) não podemos vencer as dificuldades.
b) só temos dificuldades por causa da nossa imprevidência.
c) não podemos fugir das dificuldades.
d) devemos amar as dificuldades.
e) devemos procurar as dificuldades.

VISTO........................................................
50

11ª. SEMANA_- MÓDULO E – PARTE III - A NARRAÇÃO E OS ELEMENTOS DO


TEXTO NARRATIVO

1. EXERCÍCIOS DE INTERPRETAÇÃO:

A ERA DO AUTOMÓVEL

E, subitamente, é a era do Automóvel. O monstro transformador irrompeu,


bufando, por entre os escombros da cidade velha, e como nas mágicas e na
natureza, aspérrima educadora, tudo transformou com aparências novas e novas
aspirações. Quando os meus olhos se abriram para as agruras e também para os
prazeres da vida, a cidade, toda estreita e toda de mau piso, eriçava o
pedregulho contra o animal de lenda, que acabava de ser inventado em França.
Só pelas ruas esguias dois pequenos e lamentáveis corredores tinham tido a
ousadia de aparecer. Um, o primeiro, de Patrocínio, quando chegou, foi motivo
de escandalosa atenção. Gente de guarda-chuva debaixo do braço parava
estarrecida como se estivesse vendo um bicho de Marte ou um aparelho de morte
imediata. Oito dias depois, o jornalista e alguns amigos, acreditando voar com
três quilômetros por hora, rebentavam a máquina de encontro às árvores da rua
da Passagem. O outro, tão lento e parado que mais parecia uma tartaruga
bulhenta, deitava tanta fumaça que, ao vê-lo passar, várias damas sufocavam. A
imprensa, arauto do progresso, e a elegância, modelo de esnobismo, eram os
precursores da era automobilística. Mas ninguém adivinhava essa era. Quem
poderia pensar na influência futura do automóvel diante da máquina quebrada de
Patrocínio? Quem imaginaria velocidades enormes na carriola dificultosa que o
conde Guerra Duval cedia aos clubes infantis como um brinco idêntico aos
balanços e aos pôneis mansos? Ninguém! absolutamente ninguém.
- Ah! Um automóvel, aquela máquina que cheira mal?
- Pois viajei nele.
- Infeliz.
Para que ele se firmasse foi necessária a transfiguração da cidade. E a
transfiguração se fez:ruas arrasaram-se, avenidas surgiram, os impostos
aduaneiros caíram, e triunfal e desabrido o automóvel entrou, arrastando
desvairadamente uma catadupa de automóveis. Agora, nós vivemos
positivamente nos momentos do automóvel, em que o chofer é rei, é soberano, é
tirano.

1. “Para que ele se firmasse foi necessária a transfiguração da cidade”; a forma


INADEQUADA da reescritura desse segmento do texto é:
A. Foi necessária a transfiguração da cidade para que ele se firmasse;
B. Para que ele se firmasse a transfiguração da cidade foi necessária;
C. A transfiguração da cidade foi necessária para que ele se firmasse;
D. Necessitou-se da transfiguração da cidade para que ele se firmasse;
E. Foi necessário, para que ele se firmasse, a transfiguração da cidade.
51

2. A frase que NÃO demonstra uma visão negativa do automóvel é:


A. “O monstro transformador irrompeu, bufando...”;
B. “...eriçava o pedregulho contra o animal de lenda”;
C. “parava estarrecida como se estivesse vendo um bicho de Marte”;
D. “rebentavam a máquina de encontro às árvores da Rua da Passagem”;
E. “aquela máquina que cheira mal?”.

3. “aspérrima educadora”; aqui temos uma forma erudita de superlativo do


adjetivo “áspero”. O item abaixo que NÃO mostra uma forma superlativa é:
A. O automóvel é novo, novo, novo.
B. O automóvel é novo pra burro.
C. O automóvel foi bem rápido.
D. O automóvel é rapidão!
E. O automóvel teve novidades bastantes.

4. “O monstro transformador irrompeu, bufando, por entre os escombros da


cidade velha”; “Oito dias depois, o jornalista e alguns amigos, acreditando voar
com três quilômetros por hora”. Os gerúndios sublinhados transmitem,
respectivamente, idéias de:
A. modo e tempo;
B. tempo e causa;
C. causa e condição;
D. condição e meio;
E. meio e modo.

5. “aparências novas e novas aspirações”; a posição do adjetivo nesse segmento


altera o seu significado. O mesmo pode ocorrer em:
A. cidade velha e velha cidade;
B. ruas esguias e esguias ruas;
C. lamentáveis corredores e corredores lamentáveis;
D. escandalosa atenção e atenção escandalosa;
E. morte imediata e imediata morte.

6. “Quando os meus olhos se abriram para as agruras e também para os prazeres


da vida” apresenta uma antítese, ou seja, a presença de palavras de sentido
oposto. O mesmo ocorre em:
A. “O outro, tão lento e parado que mais parecia uma tartaruga”;
B. “e triunfal e desabrido o automóvel entrou”;
C. “o chofer é rei, é soberano, é tirano”;
D. “Ruas arrasaram-se, avenidas surgiram”;
E. “A imprensa, arauto do progresso, e a elegância, modelo do esnobismo”.

7. “guarda-chuva” faz o plural da mesma forma que:


A. guarda-pó;
B. guarda-civil;
C. guarda-noturno;
D. guarda-costas;
E. guarda-livros.
52

8. “rebentavam a máquina de encontro às árvores”; a forma dessa mesma frase


que ALTERA o seu sentido original é:
A. de encontro às arvores rebentavam a máquina;
B. rebentavam a máquina ao encontro das árvores;
C. a máquina era rebentada de encontro às árvores;
D. de encontro às árvores a máquina era rebentada;
E. rebentavam, de encontro às árvores, a máquina.

9. Os dois automóveis são citados no primeiro parágrafo do texto para:


A. mostrar a diferença entre os automóveis antigos e os modernos;
B. indicar a presença marcante do automóvel desde seu aparecimento;
C. demonstrar que o automóvel triunfou graças à imprensa;
D. revelar a pouca expectativa de futuro para o automóvel;
E. destacar as mudanças provocadas por eles no cenário urbano.

10. O autor do texto cita que “os impostos aduaneiros caíram” para indicar que:
A. os automóveis passaram a custar mais barato;
B. as pessoas deixaram de viajar de navio;
C. muitos automóveis chegavam aos portos;
D. não se cobravam impostos sobre automóveis;
E. o Brasil aboliu os impostos alfandegários.

---------------------------------------------------------------------------

2. EXERCÍCIOS NARRATIVOS:

a) Elabore um parágrafo narrativo sobre um fato engraçado em seu trabalho.

b) Elabore um parágrafo narrativo sobre um fato importante ocorrido em sua


cidade de moradia atual.

c) Elabore um parágrafo narrativo sobre um acontecimento político ou social de


relevância ocorrido no Brasil em qualquer período histórico.
53

12ª. SEMANA_- MÓDULO F – PARTE I- Elementos do texto dissertativo –


linguagem e estrutura

TEXTO 12 - DISSERTAÇÃO

A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação de


uma determinada idéia. Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica,
raciocínio, clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento de
trabalho e uma habilidade de expressão.

No discurso dissertativo propriamente dito, não se verifica,


como na narração, progressão temporal entre as frases e, na maioria das
vezes, o objeto da dissertação é abstraído do tempo e do espaço.

Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são:

a) Toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de pleno domínio


do assunto e habilidade de argumentação;

b) Em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao tema;

c) A coerência é tida como regra de ouro da dissertação;

d) Impõem-se sempre o raciocínio lógico;

e) A linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer ambiguidade pode ser


um ponto vulnerável na demonstração do que se quer expor. Deve ser clara,
precisa, natural, original, nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser
impessoal (evitar-se o uso da primeira pessoa).

O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar:


uma frase contendo a idéia principal (frase nuclear) e uma ou mais frases que
explicitem tal idéia.

Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada (idéia central) porque


oculta os problemas sociais realmente graves. (idéia secundária)”.

Exemplo: (idéia central) - A poluição atmosférica deve ser combatida


urgentemente. (Desenvolvimento) - A poluição atmosférica deve ser combatida
urgentemente, pois a alta concentração de elementos tóxicos põe em risco a
vida de milhares de pessoas, sobretudo daquelas que sofrem de problemas
respiratórios.
54

A estrutura do texto dissertativo constitui-se de:

1- Introdução: deve conter a idéia principal a ser desenvolvida (geralmente um


ou dois parágrafos). É a abertura do texto, por isso é fundamental. Deve ser
clara e chamar a atenção para dois itens básicos: os objetivos do texto e o
plano do desenvolvimento. Contém a proposição do tema, seus limites, ângulo
de análise e a hipótese ou a tese a ser defendida.

2- Desenvolvimento: exposição de elementos que vão fundamentar a idéia


principal que pode vir especificada através da argumentação, de pormenores,
da ilustração, da causa e da conseqüência, das definições, dos dados
estatísticos, da ordenação cronológica, da interrogação e da citação. No
desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos forem necessários
para a completa exposição da idéia. E esses parágrafos podem ser
estruturados das cinco maneiras expostas acima.

3- Conclusão: é a retomada da idéia principal, que agora deve aparecer de


forma muito mais convincente, uma vez que já foi fundamentada durante o
desenvolvimento da dissertação. (um parágrafo). Deve, pois, conter de forma
sintética, o objetivo proposto na instrução, a confirmação da hipótese ou da
tese, acrescida da argumentação básica empregada no desenvolvimento.
55

Observe o texto abaixo:

Vida ou Morte

INTRODUÇÃO A grande produção de armas nucleares, com seu incrível


potencial destrutivo, criou uma situação ímpar na história
da humanidade: pela primeira vez, os homens têm nas
mãos o poder de extinguir totalmente a sua própria raça
da face do planeta.

DESENVOLVIMENT A capacidade de destruição das novas armas é tão


O grande que, se fossem usadas num conflito mundial, as
conseqüências de apenas algumas explosões seriam tão
extensas que haveria forte possibilidade de se chegar ao
aniquilamento total da espécie humana. Não haveria
como sobreviver a um conflito dessa natureza, pois
todas as regiões seriam rapidamente atingidas pelos
efeitos mortíferos das explosões.

CONCLUSÃO Só resta, pois, ao homem uma saída: mudar essa


situação desistindo da corrida armamentista e desviando
para fins pacíficos os imensos recursos econômicos
envolvidos nessa empreitada suicida. Ou os homens
aprendem a conviver em paz, em escala mundial, ou
simplesmente não haverá mais convivência de espécie
alguma, daqui a algum tempo. (Texto adaptado do artigo
“Paz e corrida armamentista” in Douglas Tufano, p. 47).

Na introdução, o autor apresenta o tema


(desenvolvimento científico levou o homem a produzir bombas que possibilitam
a destruição total da humanidade), no desenvolvimento, ele expõe os
argumentos que apóiam a sua afirmação inicial e na conclusão, conclui o seu
pensamento inicial, com base nos argumentos.

DESCRIÇÃO NARRAÇÃO DISSERTAÇÃO


56

Conteúdo Retrato verbal:Fatos - pessoas eIdéias - exposição,


específico imagem: aspectos queações que geram odebate, interpretação,
caracterizam, fato e asavaliação - explicar,
singularizam o ser oucircunstâncias em quediscutir, interpretar,
objeto descrito. este ocorre: tempo,avaliar idéias.
lugar, causa,
conseqüência, etc.

Faculdade Observação- Imaginação (fatosPredomínio da razão -


humana percepção-relativismo fictícios) -pesquisa-reflexão - raciocínio-
desta percepção observação(fatos argumentação.
reais)

Trabalho de .Coleta de dados -..Levantamento . Levantamento das


Composi- .Seleção de imagens,(criação ou pesquisa)idéias
ção aspectos - os maisdos fatos
singularizantes. .Definição do ponto de
. Organização dosvista dissertativo:
.Classificação -elementos narrativosexposição, discussão,
enumeração das(fatos, personagens,interpretação.
imagens e/ouambiente, tempo e
aspectos selecionados outras circunstâncias).

.Classificação-
sucessão

Formas Descrição subjetiva:Narração artística:Dissertação científica


criação, estrutura maissubjetividade, criação,– objetividade,
livre. fatos fictícios. coerência, solidez na
argumentação,
Descrição objetiva:Narração objetiva:ausência de
precisão, descrição efatos reais, fidelidade. intervenções pessoais,
modo científico. emocionais, análise de
idéias.

Dissertação literária -
criatividade e
argumentação.
57

Bibliografia

BARROS, Jayme - Encontros de Redação - 1a edição, São Paulo, Editora


Moderna, 1987.

BRAIT, Negrini e Lourenço - Aulas de Redação - 1a edição, São Paulo, Atual


Editora, 1980.

FARACO, Carlos e Francisco Moura - Para Gostar de Escrever - 3a Edição ,


São Paulo, Editora Ática , 1986.

FARACO, Carlos - Trabalhando com a Narrativa - 1a edição, São Paulo,


Editora Ática, 1992.

TUFANO, Douglas - Estudos de Redação - 3a edição, São Paulo, Editora


Moderna, 1992.

IGNÁCIO, Sebastião Expedito. - Redação Escolar e Acadêmica. Araraquara,


ILCSE, 1984.

http://www.analisedetextos.com.br/

DICAS

28 dicas para escrever melhor

1. Vc. deve evitar abre., etc.


2. Desnecessário faz-se empregar estilo de escrita demasiadamente
rebuscado, segundo deve ser do conhecimento inexorável dos copidesques.
Tal prática advém de esmero excessivo que beira o exibicionismo narcisístico.
3. Anule aliterações altamente abusivas.
4. "não esqueça das maiúsculas", como já dizia dona loreta, minha professora
lá no colégio alexandre de gusmão, no ipiranga.
5. Evite lugares-comuns assim como o diabo foge da cruz.
6. O uso de parênteses (mesmo quando for relevante) é desnecessário.
7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.
8. Chute o balde no emprego de gíria, mesmo que sejam maneiras, tá ligado?
9. Palavras de baixo calão podem transformar seu texto numa merda.
10. Nunca generalize: generalizar, em todas as situações, sempre é um erro.
58

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra
repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida
desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.
12. Não abuse das citações. Como costuma dizer meu amigo: "Quem cita os
outros não tem idéias próprias".
13. Frases incompletas podem causar
14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas
diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez. Em outras
palavras, não fique repetindo a mesma idéia.
15. Seja mais ou menos específico.
16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!
17. Em escrevendo, não se esqueça de estar evitando o gerúndio.
18. A voz passiva deve ser evitada.
19. Use a pontuação corretamente o ponto e a vírgula especialmente será que
ninguém sabe mais usar o sinal de interrogação
20. Quem precisa de perguntas retóricas?
21. Conforme recomenda a A.G.O.P., nunca use siglas desconhecidas.
22. Exagerar é cem bilhões de vezes pior do que a moderação.
23. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá- las-ei!"
24. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.
25. Não abuse das exclamações! Nunca! Seu texto fica horrível!
26. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão
da idéia contida nelas, e, concomitantemente, por conterem mais de uma idéia
central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçando, desta
forma, o pobre leitor a separá-la em seus componentes diversos, de forma a
torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do
processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases
mais curtas.
27. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língüa portuguêza.
28. Seja incisivo e coerente, ou não.

http://www.analisedetextos.com.br/2009/12/como-escrever-mais-e-melhor.html
59

Escrever é um trabalho como qualquer outro. Ver entrevistas de escritores


nos mostram que a escrita é um trabalho que exige disciplina e
metodologia, por isso, me atrevo a dar cinco dicas para você que deseja
escrever mais... e melhor.

1. Sua escrita é reflexo do que você é

Toda e qualquer discussão a respeito da autoria da Bíblia sempre esbarra no


contexto em que cada livro foi escrito. Não há como negar que há diferenças
semânticas na escolha lexical. Para termos apenas um exemplo, os
Evangelhos apresentam isso que acabei de falar. Lucas, um dos discípulos, era
claramente uma pessoa culta. A despeito das traduções feitas ao longo dos
tempos, claramente se vê no livro a qualidade do escritor. Médico, enfatiza em
muitos momentos a preocupação de Cristo com as pessoas adoentadas. Se
você quer escrever, não mascare o que você é. Culto ou despojado de
conhecimentos, deixe no papel (ou computador) a sua marca.

2. Não tenha medo da gramática ou do dicionário

Causar uma boa impressão não significa escrever de forma empolada e com
um vocabulário tirado dos velhos discursos de paraninfos. Escrever bem é
escrever claro e certo. Para isso, não se faça de rogado quando tiver dúvidas
sobre a grafia das palavras ou o uso de determinadas construções gramaticais.
Tenha em mente que usar a norma culta não é pedantismo e sim uma forma de
respeitar o leitor.

3. Escreva para o outro

Se não me engano é Fiorin quem diz que o texto é uma arena onde vozes
duelam. Nosso discurso é sempre criado em função do outro e para "agradar" o
outro. Precisamos ter em mente que a escrita é uma construção social que vai
reverberar nas discussões dos nossos leitores e em seus textos também.
Dessa forma, nos construímos e ajudamos na construção do outro.
60

4. Quem lê muito, escreve melhor

Escrever está diretamente vinculado ao ato da leitura. Excetuando a escritora


Rachel Pacheco, com quem fazem piadinhas dizendo que tem mais livros
escritos que lidos, ler bastante é condição sine qua non para a escrita. Quem lê
mais tem mais vocabulário, menos dificuldade com a escrita das palavras e
conhece as possibilidades de construções sintáticas.

5. Não escreva com pressa

Não faça do exercício da escrita um trabalho para a última hora. Escrever deve
ser prazeroso. Escrever deve ser um encontro com as palavras e com o mundo
de possibilidades que se abrem para expressar-se aquilo que se está sentindo.
Acostume-se, portanto, a escrever e reescrever seu texto várias vezes. Nesse
exercício, coloque-se no lugar do leitor, pois eventuais problemas de
entendimento podem ser eliminados.

13ª. SEMANA_- MÓDULO F – PARTE II- Elementos do texto dissertativo –


linguagem e estrutura

TEXTO 13 - DISSERTAÇÃO - COMO ELABORAR

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/redacao/dissertacao.php

DISSERTAÇÃO

Antes de começarmos a estudar a introdução, teremos que nos ater a dois


aspectos muito importantes: o tema e o título:

Tema:

É o assunto sobre o qual se escreve, ou seja, a idéia que será defendida ao


longo da dissertação. Deve-se ter o tema como um elemento abstrato. Nunca
se refira a ele como parte da dissertação

Título:
61

É uma expressão, geralmente curta e sem verbo, colocada antes da


dissertação. Se não houver verbo no título, não se usa ponto final. Não se deve
pular linha depois do título. A colocação de letras maiúsculas em todas as
palavras, menos artigos, preposições e conjunções, é facultativa.

Apesar de o título ser importante para uma dissertação, julgo ser também
perigoso, pois, como o estudante não está acostumado a dissertar, pode
equivocar-se e dar um título que não corresponda ao âmago da redação.
Portanto acredito que o ideal seja colocar título apenas quando o vestibular o
exigir.

Introdução:

A Introdução é a informação do assunto sobre o qual a dissertação tratará. O


parágrafo introdutório é fundamental. precisa ser bem claro e chamar a atenção
para os tópicos mais importantes do desenvolvimento.

Maneiras de se elaborar a introdução:

O primeiro parágrafo da redação pode ser feito de diversas maneiras


diferentes:

Trajetória histórica

Traçar a trajetória histórica é apresentar uma analogia entre elementos do


passado e do presente. Já que uma analogia será apresentada, então os
elementos devem ser similares; há de haver semelhança entre os argumentos
apresentados, ou seja, só usaremos a trajetória histórica, quando houver um
fato no passado que seja comparável, de alguma maneira, a outro no presente.
Quando apresentar a trajetória histórica na introdução, deve-se discutir, no
desenvolvimento, cada elemento em um só parágrafo. Não misture elementos
de épocas diferentes em um mesmo parágrafo. A trajetória histórica torna
convincente a exemplificação; só se deve usar esse argumento, se houver
conhecimento que legitime a fonte histórica.

Comparando social, geográfica ou historicamente

Também é apresentar uma analogia entre elementos, porém sem buscar no


passado a argumentação. É comparar dois países, dois fatos, duas
personagens, enfim, comparar dois elementos, para comprovar o tema.
Lembre-se de que se trata da introdução, portanto a comparação apenas será
apresentada para, no desenvolvimento, ser discutido cada elemento da
comparação em um parágrafo.

Conceituando ou definindo uma idéia ou situação

Em alguns temas de dissertação surgem palavras-chave de extrema


importância para a argumentação. Nesses casos, pode-se iniciar a redação
62

com a definição dessa palavra, com o significado dela, para, posteriormente, no


desenvolvimento, trabalhar com exemplos de comprovação.

Contestando uma idéia ou citação, contradizendo, em partes

Quando o tema apresenta uma idéia com a qual não se concorda inteiramente,
pode-se trabalhar com este método: concordar com o tema, em partes, ou seja,
argumentar que a idéia do tema é verdadeira, mas que existem controvérsias;
discutir que o assunto do tema é polêmico, que há elementos que o
comprovem, e elementos que discordem dele, igualmente. Não se esqueça de
que o desenvolvimento tem que ser condizente com a introdução, estar em
harmonia com ela, ou seja, se trabalhar com esse método, o desenvolvimento
deve conter as duas comprovações, cada uma em um parágrafo.

Refutando o tema, contradizendo totalmente

Refutar significa rebater os argumentos; contestar as asserções; não concordar


com algo; reprovar; ser contrário a algo; contrariar com provas; desmentir;
negar. Portanto refutar o tema é escrever, na introdução, o contrário do que foi
apresentado pelo tema. Deve-se tomar muito cuidado, pois não é só escrever o
contrário, mas mostrar que se é contra o que está escrito. O ideal, nesse caso,
é iniciar a introdução com Ao contrário do que se acredita... Não se esqueça,
novamente, de que o desenvolvimento tem que ser condizente com a
introdução, estar em harmonia com ela, ou seja, se trabalhar com esse método,
o desenvolvimento deve conter apenas elementos contrários ao tema. Cuidado
para não cair em contradição. Se for, na introdução, favorável ao tema,
apresente, no desenvolvimento, apenas elementos favoráveis a ele; se for
contrário, apresente apenas elementos contrários.

Elaborando uma série de interrogações

Pode-se iniciar a redação com uma série de perguntas. Porém, cuidado!


Devem ser perguntas que levem a questionamentos e reflexões, e não
perguntas vazias que levem a nada ou apenas a respostas genéricas. As
perguntas devem ser respondidas, no desenvolvimento, com argumentações
coerentes e importantes, cada uma em um parágrafo. Portanto use esse
método apenas quando já possuir as respostas, ou seja, escolha
primeiramente os argumentos que serão utilizados no desenvolvimento e
elabore perguntas sobre eles, para funcionar como introdução da dissertação.

Transformando a introdução em uma pergunta

O mesmo que a anterior, mas com apenas uma pergunta.

Elaborando uma enumeração de informações


63

Quando se tem certeza de que as informações são verídicas, podem-se usá-


las na introdução e, depois, discuti-las, uma a uma, no desenvolvimento.

Caracterizando espaços ou aspectos

Pode-se iniciar a introdução com uma descrição de lugares ou de épocas, ou


ainda com uma narração de fatos. Deve ser uma curta descrição ou narração,
somente para iniciar a redação de maneira interessante, curiosa. Não se
empolgue!! Não transforme a dissertação em descrição, muito menos em
narração.

Resumo do que será apresentado no desenvolvimento

Uma das maneiras mais fáceis de se elaborar a introdução é apresentar o


resumo do que se vai discutir no desenvolvimento. Nesse caso, é necessário
planejar cuidadosamente a redação toda, antes de começá-la, pois, na
introdução, serão apresentados os tópicos a serem discutidos no
desenvolvimento. Deve-se tomar o cuidado para não se apresentarem muitos
tópicos, senão a dissertação será somente expositiva e não argumentativa.
Cada tópico apresentado na introdução deve ser discutido no desenvolvimento
em um parágrafo inteiro. Não se devem misturá-los em um parágrafo só, nem
utilizar dois ou mais parágrafos, para se discutir um mesmo assunto. O ideal é
que sejam apresentados somente dois ou três temas para discussão.

Paráfrase

A maneira mais fácil de se elaborar a introdução é valendo-se da paráfrase,


que consiste em reescrever o tema, utilizando suas próprias palavras. Deve- se
tomar o cuidado, para não apenas se substituírem as palavras do tema por
sinônimos, pois isso será demonstração de falta de criatividade; o melhor é
reestruturar totalmente o tema, realmente utilizando "SUAS" palavras. Observe
o que traz o Michaelis - Moderno Dicionário da Língua Portuguesa, quanto à
definição da palavra paráfrase: Explicação ou tradução mais desenvolvida de
um texto por meio de palavras diferentes das nele empregadas. Portanto sua
frase deve ser mais desenvolvida que a frase apresentada como tema, e as
palavras devem ser diferentes, e não sinônimas.

Frases-modelo, para o início da introdução

Apresento, aqui, algumas frases que podem ajudar, para iniciar a introdução.
Não tomem estas frases como receita infalível. Antes de usá-las, analise bem o
tema, planeje incansavelmente o desenvolvimento, use sua inteligência, para
64

ter certeza daquilo que será incluso em sua dissertação. Só depois disso, use
estas frases:

É de conhecimento geral que ...

Todos sabem que, em nosso país, há tempos, observa- se ...

Nesse caso, utilizei circunstância de lugar (em nosso país) e de tempo (há
tempos). Isso é só para mostrar que é possível acrescentar circunstância
divesas na introdução, não necessariamente estas que aqui estão. Outro
elemento com o qual se deve tomar muito cuidado é o pronome se. Nesse
caso, ele é partícula apassivadora, portanto o verbo deverá concordar com o
elemento que vier à frente (sing. ou pl.)

Cogita-se, com muita frequência, de ...

O mesmo raciocínio da anterior, agora com a circunstância de modo (com


muita freqüência).

Muito se tem discutido, recentemente, acerca de ...

Muito se debate, hoje em dia, ...

Partícula apassivadora novamente. Cuidado com a concordância.

O (A) ..... é de fundamental importância em ....

É de fundamental importância o (a) ....

É indiscutível que ... / É inegável que ...

Muito se discute a importância de ...

Comenta-se, com freqüência, a respeito de ...

Não raro, toma-se conhecimento, por meio de ..., de

Apesar de muitos acreditarem que .... (refutação)

Ao contrário do que muitos acreditam ... (refutação)

Pode-se afirmar que, em razão de ...( devido a, pelo ) ...

Ao fazer uma análise da sociedade, busca-se descobrir as causas de ....

Talvez seja difícil dizer o motivo pelo qual ...

Ao analisar o (a, os, as) ... , é possível conhecer o (a, os, as) .... , pois ...

NOÇÕES DE DISSERTAÇÃO
65

Existem dois tipos de dissertação: a dissertação expositiva e a dissertação


argumentativa. A primeira tem como objetivo expor, explicar ou interpretar
idéias; a segunda procura persuadir o leitor ou ouvinte de que determinada
tese deve ser acatada. Na dissertação argumentativa, além disso, tentamos,
explicitamente, formar a opinião do leitor ou ouvinte, procurando persuadi-lo de
que a razão está conosco.

Observar a estrutura dos textos dissertativos é um bom momento de


aprendizagem. Recomenda-se tal exercício aos vestibulandos: ler editoriais e
artigos de jornais. Na dissertação expositiva, podemos explanar sem combater
idéias de que discordamos. Por exemplo, um professor de História pode fazer
uma explicação sobre os modos de produção, aparentando impessoalidade,
sem tentar convencer seus alunos das vantagens e desvantagens deles. Mas,
se ao contrário, ele fizer uma explanação com o propósito claro de formar
opinião dos seus alunos, mostrando as inconveniências de determinado
sistema e valorizando um outro, esse professor estará argumentando
explicitamente.

Para a argumentação ser eficaz, os argumentos devem possuir consistência de


raciocínio e de provas. O raciocínio consistente é aquele que se apóia nos
princípios da lógica, que não se perde em especulações vãs, no “bate-boca”
estéril. As provas, por sua vez, servem para reforçar os argumentos. Os tipos
mais comuns de provas são: os fatos-exemplos, os dados estatísticos e o
testemunho.

Leia os trechos abaixo que fazem parte da entrevista concedida à Revista Veja
( 26.4.2000) pela psicóloga Ana Bock, que é presidente do Conselho Federal
de Psicologia e autora da resolução que proíbe os psicólogos brasileiros de
tratar a homossexualidade como doença:

Fragmento 1

" Veja A senhora acredita que, de maneira geral, o diálogo entre os gays e a
sociedade está melhor? Ana- Hoje há movimentos organizados , como o Grupo
Gay da Bahia, que tem certo reconhecimento social, pronuncia-se e é ouvido.
Acho que houve um avanço, mas ainda temos muito o que percorrer. Ainda
estamos em um momento em que é necessário que os homossexuais se
organizem para poder fazer sua defesa."

Fragmento 2

" Veja- De que forma os psicólogos podem ajudar o homossexual a viver


melhor? Ana- Podem ajudar a reduzir o sofrimento psíquico provocado por
questões cotidianas, como a rejeição e o preconceito. Quanto mais alguém
entende seu lugar na sociedade, mais é capaz de enfrentar as dificuldades.
Qualquer um pode se colocar nesse lugar, não só os homossexuais. Tem
66

gente que sofre porque é negro, tem gente que sofre porque é mulher, porque
é baixinho, alto demais, porque é feio. Há muitos casos de sofrimento de
pessoas que são bonitas demais e se vêem sempre como objeto de desejo,
sem construir relações afetivas adequadas. É engano pensar que só sofre
quem faz escolhas difíceis ou é feio."

O trecho que você leu pertence a uma entrevista que fala exclusivamente sobre
homossexualidade. Você vai escrever agora, no entanto, sobre preconceito, a
mais terrível de todas as marcas ou intolerâncias humanas. Você acredita que
existam ainda, em nossa sociedade, preconceitos contra as criaturas
humanas? Por quê isso ocorre? Disserte sobre isso e opine livremente. Treine
sua dissertação.

DESENVOLVIMENTO

O desenvolvimento é a redação propriamente dita. No desenvolvimento, o


aluno deverá discutir os argumentos apresentados na Introdução. Em cada
parágrafo, escreve-se sobre um, e somente um, argumento.

Os parágrafos argumentativos da redação, além do que estudamos juntamente


com a introdução, podem ser feitos de diversas maneiras diferentes:

Hipótese

Apresentar hipótese no desenvolvimento é a tentativa de buscar soluções,


apontando prováveis resultados. Na hipótese, o aluno mostra estar interessado
pelo assunto e disposto a encontrar soluções, para melhorar a situação. Com a
hipótese, praticamente, não se corre o risco de apenas expor o assunto.

Paralelismo

Trabalhar com o paralelismo, no desenvolvimento, é apresentar um mesmo


assunto com diferentes enfoques, é apresentar correspondência entre idéias ou
opiniões diferentes em relação ao mesmo argumento. Por exemplo, em se
tratando de informática, discutir sobre o mercado de trabalho, não apenas
argumentando que a máquina tomou o lugar do homem, mas também
apresentando o aumento de emprego na área, os recursos técnicos
disponíveis, a comodidade, etc...

Bilateralidade

Trabalhar com a bilateralidade é apresentar aspectos positivos e aspectos


negativos, pontos favoráveis e pontos desfavoráveis do argumento. É trabalhar
com os "prós e contras", sem dar ênfase a apenas um deles. Procure trabalhar
com apenas dois parágrafos no desenvolvimento: um com os aspectos
favoráveis; outro com os desfavoráveis.

Oposição de idéias
67

Trabalhar com oposição de idéias é explorar com o mesmo interesse crítico


dois pólos que sustentam a discussão. Por exemplo, em se tratando de
educação infantil, explorar a educação masculina e a educação feminina com o
mesmo interesse, mostrando as diferenças existentes.

Causas e consequências

Trabalhar com causas e conseqüências é apresentar, em um parágrafo, os


aspectos que levaram ao problema discutido e, em outro parágrafo, as suas
decorrências.

Exemplificação

Seja qual for a introdução, a exemplificação é a maneira mais fácil de se


desenvolver a dissertação. Devem-se apresentar exemplos concretos, que
sejam importantes para a sociedade. Argumente sobre personagens históricas,
artísticas, políticas, sobre fatos históricos, culturais, sociais importantes.

Frases-modelo, para o desenvolvimento:

Apresento, aqui, algumas frases que podem ajudar, para iniciar o


desenvolvimento. Não tomem estas frases como receita infalível. Antes de usá-
las, analise bem o tema, planeje incansavelmente o desenvolvimento, use sua
inteligência, para ter certeza daquilo que será incluso em sua dissertação. Só
depois disso, use estas frases:

Frases para parágrafos causas e consequências:

Ao se examinarem alguns ..., verifica-se que ... . Pode-se mencionar, por


exemplo, ...

Em consequência disso, vê-se, a todo instante, ...

Frases para parágrafos prós e contras:

Alguns argumentam que .... . Além disso ... . Isso sem contar que ....

Outros, porém, ..... . Há registros históricos de ....... que .......

Frases para parágrafos trajetória histórica:

Antigamente, quando ... , percebia-se que ...

Atualmente, observa-se que ...

Em conseqüência disso, nota-se ...

Outras frases:

Dentre os inúmeros motivos que levaram o ...... é incontestável que .....


68

A observação crítica de fatos históricos revela o porquê de ......

Fazendo um estudo de ....... , percebe-se, por meio de ...... , ....

Ligação entre os parágrafos do desenvolvimento:

É muito importante que os parágrafos do desenvolvimento tenham ligação, a


fim de que não transformem a dissertação em uma seqüência de parágrafos
desconexos. Segue, a seguir, uma série de frases para a ligação entre os
parágrafos.

Além disso ...

Outro fator existente ...

Outra preocupação constante ...

Ainda convém lembrar ...

Por outro lado ...

Porém, mas, contudo, todavia, no entanto, entretanto ...

Desenvolvendo um Tema

Os passos

1) interrogar o tema;
2) responder, com a opinião
3) apresentar argumento básico
4) apresentar argumentos auxiliares
5) apresentar fato- exemplo
6) concluir

Como fazer nossas dissertações? Como expor com clareza nosso ponto de
vista? Como argumentar coerentemente e validamente? Como organizar a
estrutura lógica de nosso texto, com introdução, desenvolvimento e conclusão?
Vamos supor que o tema proposta seja Nenhum homem é uma ilha.
Primeiro, precisamos entender o tema. Ilha, naturalmente, está em sentido
figurado, significando solidão, isolamento.
Vamos sugerir alguns passos para a elaboração do rascunho de sua redação.

1. Transforme o tema em uma pergunta:


Nenhum homem é uma ilha?
69

2. Procure responder essa pergunta, de um modo simples e claro, concordando


ou discordando (ou, ainda, concordando em parte e discordando em parte):
essa resposta é o seu ponto de vista.

3. Pergunte a você mesmo, o porquê de sua resposta, uma causa, um motivo,


uma razão para justificar sua posição: aí estará o seu argumento principal.

4. Agora, procure descobrir outros motivos que ajudem a defender o seu ponto
de vista, a fundamentar sua posição. Estes serão argumentos auxiliares.

5. Em seguida, procure algum fato que sirva de exemplo para reforçar a sua
posição. Este fato-exemplo pode vir de sua memória visual, das coisas que
você ouviu, do que você leu. Pode ser um fato da vida política, econômica,
social. Pode ser um fato histórico. Ele precisa ser bastante expressivo e
coerente com o seu ponto de vista. O fato-exemplo, geralmente, dá força e
clareza à nossa argumentação. Esclarece a nossa opinião, fortalece os nossos
argumentos. Além disso, pessoaliza o nosso texto, diferencia o nosso texto:
como ele nasce da experiência de vida, ele dá uma marca pessoal à
dissertação.

6. A partir desses elementos, procure juntá-los num texto, que é o rascunho de


sua redação. Por enquanto, você pode agrupá-los na seqüência que foi
sugerida.

CONCLUSÃO

A conclusão deve ser sucinta, conter apenas 01 parágrafo e deve retomar a


idéia principal, desenvolvida no texto, de forma convincente.

A conclusão deve conter a síntese de tudo o que foi apresentado no texto, e


não somente em relação às idéias apresentadas no último parágrafo
conclusivo.

Não se devem acrescentar informações novas na conclusão, pois, se ainda há


informações a serem inclusas, o CONCLUSÃO ainda não terminou.

Maneiras de se fazer o parágrafo da conclusão:

Retomada da tese

A conclusão é a apresentação da visão geral do assunto tratado, portanto


pode-se retomar o que foi apresentado na introdução e/ou na CONCLUSÃO,
relembrando a redação como um todo. É uma espécie de fechamento em que
se parece dizer de acordo com os exemplos/argumentos/tópicos que foram
70

apresentados na CONCLUSÃO, pode-se concluir que realmente a introdução é


verdadeira.

Perspectiva

Pode-se também apresentar possíveis soluções para os problemas expostos


na CONCLUSÃO, buscando prováveis resultados (É preciso. É imprescindível.
É necessário.), trabalhando com a conscientização geral. Por exemplo: É
imprescindível que, diante dos argumentos expostos, todos se conscientizem
de que ...

Oração Coordenada Conclusiva

Pode-se ainda iniciar a conclusão com uma conjunção coordenativa conclusiva


- logo, portanto, por isso, por conseguinte, então - apresentando,
posteriormente, soluções para os problemas expostos na CONCLUSÃO.

Frases-modelo, para o início da conclusão

Apresento, aqui, algumas frases que podem ajudar, para iniciar a conclusão.
Não tomem estas frases como receita infalível. Antes de usá-las, analise bem o
tema, planeje incansávelmente a CONCLUSÃO, use sua inteligência, para ter
certeza daquilo que será incluso em sua dissertação. Só depois disso, use
estas frases:

Em virtude dos fatos mencionados ...

Por isso tudo ...

Levando-se em consideração esses aspectos ...

Dessa forma ...

Em vista dos argumentos apresentados ...

Dado o exposto ...

Tendo em vista os aspectos observados ...

Levando-se em conta o que foi observado ...

Em virtude do que foi mencionado ...

Por todos esses aspectos ...

Pela observação dos aspectos analisados ...

Portanto ... / logo ... / então ...


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Após a frase inicial, pode- se continuar a conclusão com as seguintes


frases:

... somos levados a acreditar que ...

... é-se levado a acreditar que ...

... entendemos que ...

... entende-se que ...

... concluímos que ...

... conclui-se que ...

... percebemos que ...

... percebe-se que ...

... resta aos homens ...

... é imprescindível que todos se conscientizem de que ...

... só nos resta esperar que ...

... é preciso que ...

... é necessário que ...

... faz-se necessário que ...

Pronomes Demonstrativos na Dissertação

Usos de este, esta, isto, esse, essa, isso na redação.

Este, esta, isto

Usa-se este, esta, isto, para referir-se a frase ou oração posterior, ou seja,
frase que ainda será escrita, e para referir-se ao elemento imediatamente
anterior, ou seja, elemento que acabou de ser escrito. Ex. Atenção a estas
palavras: O fumo é prejudicial à saúde. O fumo é prejudicial à saúde. Esta deve
ser preservada sempre, portanto não fume.

Esse, essa, isso

Usa-se esse, essa, isso, para referir-se a frase ou oração anterior, ou seja,
frase que já foi escrita. Ex.: O fumo é prejudicial à saúde. Isso já foi
comprovado cientificamente.
72

EXERCÍCIOS DISSERTATIVOS

1.Elabore um parágrafo dissertativo sobre a realidade do estudante brasileiro


universitário perante o mercado de trabalho que o espera ao terminar o curso.

2. Elabore um parágrafo dissertativo sobre a eleição presidencial deste ano de


2010.

3. Elabore um parágrafo dissertativo sobre a questão ficha limpa na política


atual.

14ª. SEMANA_- MÓDULO F – PARTE III- Elementos do texto dissertativo –


linguagem e estrutura

TEXTO 14 – ESTRUTURA DO TEXTO DISSERTATIVO

http://www.graudez.com.br/redacao/ch05.html

Introdução

A folha em branco, o tempo passando. As unhas roídas, o tema dado e


nenhuma idéia. Muitas pessoas já passaram por uma situação semelhante, em
que não sabiam absolutamente por onde começar a escrever sobre
determinado assunto.
73

Escrever pode ser fácil para qualquer pessoa, desde que esta queira se
empenhar para tanto. Não há mágicas ou fórmulas práticas para aprender a
escrever. Na verdade, é um trabalho que depende sobremaneira do empenho
do interessado em aprender.

Para este intento, algumas dicas práticas podem ser dadas para auxiliar, mas
nada substitui a necessidade de escrever sempre. O ato da escrita deve se
tornar algo natural, a fim de afastar o fantasma do “branco total”. Além disso, a
leitura e a atualização de informações também colaboram muito na qualidade
do texto.

O objetivo da redação é chegar a um texto que será tão repleto de escolhas


pessoais (idéias, palavras, estruturas frasais, organização, exemplos) que, até
partindo de um mesmo assunto geral, milhares de pessoas podem chegar a um
bom resultado apresentando trabalhos nitidamente diferentes.

Para desenvolver esse trabalho, a presente apostila direciona-se ao estudo


dissertativo. Será considerada uma média de trinta linhas para as redações,
sobretudo no tocante à distribuição destas linhas nas subdivisões textuais
apresentadas

Muitas vezes, as maiores dificuldades estão na concretização das idéias no


papel. Para auxiliar neste processo, a apostila conta também com um suporte
de Língua Portuguesa. A preocupação aqui não é de nomenclaturas ou
classificações, o que teve relevo foi a funcionalidade lingüística no momento da
escrita.

Alguns pontos merecem destaque especial para um aprimoramento da escrita:

• ler mais

• adquirir o hábito de escrever

• pontuar adequadamente

• organizar idéias

• construir períodos mais curtos

A. Estrutura textual

1. Assunto
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Delimitar um aspecto acerca do tema proposto é importante para uma boa


abordagem do assunto. Não se poderá fazer uma análise aprofundada se o
tema for amplo, por isso especifica-se o assunto a ser tratado.

A escolha do aspecto, entretanto, não pode restringir demais o tema ou corre-


se o risco da falta de idéias.

Essa delimitação deve ser feita na introdução e, a partir daí, o leitor sabe que
aquele aspecto será explorado no decorrer do texto e a conclusão fará menção
direta a ele.

Observe alguns exemplos:

• televisão - a violência na televisão / a televisão e a opinião pública

• a vida nas grandes cidades - a vida social dos jovens nas grandes
cidades / os problemas das grandes cidades

• preconceitos - preconceitos raciais / causas do preconceito racial

• progresso - vantagens e desvantagens sociais do progresso / progresso


e evolução humana

Agora delimite 3 aspectos que poderiam ser abordados acerca dos seguintes
temas:

• modernidade

• esporte

• comunicação de massa

2. Parágrafos

São blocos de texto, cuja primeira linha inicia-se em margem especial, maior do
que a margem normal do texto. Concentram sempre uma idéia-núcleo
relacionada diretamente ao tema da redação.

Não há moldes rígidos para a construção de um parágrafo. O ideal é que em


cada parágrafo haja dois ou três períodos, usando pontos continuativos (na
mesma linha) intermediários.

A divisão em parágrafos é indicativa de que o leitor encontrará, em cada um


deles, um tópico do que o autor pretende transmitir. Essa delimitação deve
estar esquematizada desde antes do rascunho, no momento do planejamento
estrutural, assim a redação apresentará mais coerência.
75

3. Planejamento

Escrever não significa apenas preencher o papel com frases, mas também não
se constitui num martírio. Um texto pressupõe simples operações anteriores,
entre as quais está o planejamento.

Assim que se recebe uma proposta de redação, uma série de idéias sobre o
assunto vêm à cabeça. Deve-se registrar todos os pensamentos no papel.
Fatos, informações, opiniões, um caso que aconteceu na sua rua, tudo deve
ser anotado em forma de esquema. Não deve ser preocupação, nessa fase, a
ordenação dessas idéias.

Esta primeira fase, denominada fluxo de idéias, é fundamental para a execução


da redação. Muitas idéias anotadas talvez nem sejam utilizadas depois,
enquanto outras idéias podem surgir adiante.

É claro que as idéias não vão aparecer do nada. Elas fazem parte de um
repertório de opiniões, fatos, informações a que se está exposto todos os dias.

Partindo desse conjunto desordenado de idéias, pode-se perceber a


possibilidade de agrupá-las segundo certas semelhanças. Uma divisão
possível seria em causas, conseqüências e soluções.

Dica para captação de idéias: relacionar o tema proposto com a sociedade


brasileira atual e fazer a pergunta “por quê” a cada argumento levantado, a fim
de promover uma reflexão mais profunda sobre o assunto.

Lembrar-se de que, ao redigir, não se deve esquecer de:

• anotar todas as idéias, frases, palavras, sensações que surgirem sobre


o tema;

• fazer uma seleção das idéias que surgiram;

• pensar num plano para o texto, estruturando-o em introdução,


desenvolvimento e conclusão;

• revisar no rascunho, ao final, a grafia das palavras, a pontuação das


frases e a eufonia das palavras usadas, assim como a adequação
vocabular ao contexto.

Com o planejamento abaixo, produza uma dissertação:

• o acesso ao ensino superior no Brasil

• papel do vestibular no sistema de ensino brasileiro

• vantagens e desvantagens do vestibular como mecanismo de seleção


ao curso superior
76

• solução para o desequilíbrio entre oferta e demanda de vagas no ensino


superior

4. Qualidades de uma dissertação

O texto deve ser sempre bem claro, conciso e objetivo. A coerência é um


aspecto de grande importância para a eficiência de uma dissertação, pois não
deve haver pormenores excessivos ou explicações desnecessárias. Todas as
idéias apresentadas devem ser relevantes para o tema proposto e relacionadas
diretamente a ele.

A originalidade demonstra sua segurança e faz um diferencial em meio aos


demais textos. Só não se pode, em aspecto nenhum, abandonar o tema
proposto.

Toda redação deve ter início, meio e fim, que são designados por introdução,
desenvolvimento e conclusão, respectivamente. As idéias distribuem-se de
forma lógica, sem haver fragmentação da mesma idéia em vários parágrafos.

Elementos de coesão: Algumas palavras e expressões facilitam a ligação entre


as idéias, estejam elas num mesmo parágrafo ou não. Não é obrigatório,
entretanto, o emprego destas expressões para que um texto tenha qualidade.
Seguem algumas sugestões e suas respectivas relações:

• assim, desse modo - têm valor exemplificativo e complementar. A


seqüência introduzida por eles serve normalmente para explicitar,
confirmar e complementar o que se disse anteriormente.

• ainda - serve, entre outras coisas, para introduzir mais um argumento a


favor de determinada conclusão; ou para incluir um elemento a mais
dentro de um conjunto de idéias qualquer.

• aliás, além do mais, além de tudo, além disso - introduzem um


argumento decisivo, apresentado como acréscimo. Pode ser usado para
dar um “golpe final” num argumento contrário.

• mas, porém, todavia, contudo, entretanto... (conj. adversativas) -


marcam oposição entre dois enunciados.

• embora, ainda que, mesmo que - servem para admitir um dado


contrário para depois negar seu valor de argumento, diminuir sua
importância. Trata-se de um recurso dissertativo muito bom, pois sem
negar as possíveis objeções, afirma-se um ponto de vista contrário.
77

• este, esse e aquele - são chamados termos anafóricos e podem fazer


referência a termos anteriormente expressos, inclusive para estabelecer
semelhanças e/ou diferenças entre eles.

Reescreva os fragmentos a seguir, fazendo as adaptações necessárias para


uma perfeita compreensão da idéia apresentada.

• No Brasil não se sente uma necessidade de ajudar o próximo muito forte

• Todos devem escolher o que mais lhes agrada e não a sociedade.

• A imprensa é mais uma realização do homem que sofreu, desde a sua


descoberta, gradativos aperfeiçoamentos.

5. O que é dissertação

Dissertar é um ato praticado pelas pessoas todos os dias. Elas procuram


justificativas para a elevação dos preços, para o aumento da violência nas
cidades, para a repressão dos pais. É mundial a preocupação com a bomba
atômica, a AIDS, a solidão, a poluição. Muitas vezes, em casos de divergência
de opiniões, cada um defende seus pontos de vista em relação ao futebol, ao
cinema, à música.

A vida cotidiana traz constantemente a necessidade de exposição de idéias


pessoais, opiniões e pontos de vista. Em alguns casos, é preciso persuadir os
outros a adotarem ou aceitarem uma forma de pensar diferente. Em todas
essas situações e em muitas outras, utiliza-se a linguagem para dissertar, ou
seja, organizam-se palavras, frases, textos, a fim de, por meio da apresentação
de idéias, dados e conceitos, chegar-se a conclusões.

Em suma, dissertação implica discussão de idéias, argumentação, organização


do pensamento, defesa de pontos de vista, descoberta de soluções. É,
entretanto, necessário conhecimento do assunto que se vai abordar, aliado a
uma tomada de posição diante desse assunto.

6. Argumentação

A base de uma dissertação é a fundamentação de seu ponto de vista, sua


opinião sobre o assunto. Para tanto, deve-se atentar para as relações de
causa-conseqüência e pontos favoráveis e desfavoráveis, muito usadas nesse
processo.

Algumas expressões indicadoras de causa e conseqüência


78

• causa : por causa de, graças a, em virtude de, em vista de, devido a,
por motivo de

• conseqüência : conseqüentemente, em decorrência, como resultado,


efeito de

Algumas expressões que podem ser usadas para abordar temas com
divergência de opiniões: em contrapartida, se por um lado... / por outro... , xxx é
um fenômeno ambíguo, enquanto uns afirmam... / outros dizem que...

Exemplo de argumentação para a tese de que as abelhas são insetos


extraordinários:

• porque tem instinto muito apurado

• porque são organizadas em repúblicas disciplinadas

• porque fornecem ao homem cera e mel

• apesar de seus ferrões e de sua força quando constituem um enxame

Observação

mesmo quando se destacam características positivas, é bom utilizar


ponto negativo. Neste caso, destaca-se que a importância dos
pontos positivos minimizam a negatividade do outro argumento.

7. Partes de uma dissertação

Introdução

Constitui o parágrafo inicial do texto e deve ter, em média, 5 linhas. É composta


por uma sinopse do assunto a ser tratado no texto. Não se pode, entretanto,
começar as explicações antes do tempo. Todas as idéias devem ser
apresentadas de forma sintética, pois é no desenvolvimento que serão
detalhadas.

A construção da introdução pode ser feita de várias maneiras:

• constatação do problema
79

Ex.: O aumento progressivo dos índices de violência nos grandes centros


urbanos está promovendo uma mobilização político-social.

• delimitação do assunto

Ex.: A cidade do Rio de Janeiro, um dos núcleos urbanos mais atrativos


turisticamente no Brasil, aparece nos meios de comunicação também como
foco de violência urbana.

• definição do tema

Ex.: Como um dos mais problemáticos fenômenos sociais, a violência está


mobilizando não só o governo brasileiro, mas também toda a população num
esforço para sua erradicação.

Na construção da introdução, a utilização de um dos métodos apresentados


não seria suficiente. Deve-se, num segundo período, lançar as idéias a serem
explicitadas no desenvolvimento. Para tanto pode-se levantar 3 argumentos,
causas e conseqüências, prós e contras. Lembre-se de que as explicações e
respectivas fundamentações de cada uma dessas idéias cabem somente ao
desenvolvimento.

Observe alguns exemplos:

• A televisão - Se por um lado esse popular veículo de comunicação


pode influenciar o espectador, também se constitui num excelente
divulgador de informações com potencial até mesmo pedagógico.

(as três idéias: manipulador de opiniões, divulgador de informações e


instrumento educacional.)

• Escassez de energia elétrica - Destacam-se como fatores


preponderantes para esse processo o aumento populacional e a má
distribuição de energia que podem acarretar novo racionamento.

(as três idéias: crescimento da população e da demanda de energia, problemas


com distribuição da energia gerada no Brasil e a conseqüência do
racionamento do uso de energia)

• A juventude e a violência - Pode-se associar esse crescimento da


violência com o número de jovens envolvidos com drogas e sem
orientações familiares, o que gera preconceito em relação a praticantes
de esportes de luta e “funkeiros”

8. Desenvolvimento
80

Esta segunda parte de uma redação, também chamada de argumentação,


representa o corpo do texto. Aqui serão desenvolvidas as idéias propostas na
introdução. É o momento em que se defende o ponto de vista acerca do tema
proposto. Deve-se atentar para não deixar de abordar nenhum item proposto
na introdução.

Pode estar dividido em 2 ou 3 parágrafos e corresponde a umas 20 linhas,


aproximadamente.

A abordagem depende da técnica definida na introdução: 3 argumentos,


causas e conseqüências ou prós e contras. O conceito de argumento é
importante, pois ele é a base da dissertação. Causa, conseqüência, pró, contra
são todos tipos de argumentos; logo pode-se apresentar 3 causas, por
exemplo, num texto.

A reflexão sobre o tema proposto não pode ser superficial, para aprofundar
essa abordagem buscam-se sempre os porquês. De modo prático o
procedimento é:

Levantar os argumentos referentes ao tema proposto.

Fazer a pergunta por quê? a cada um deles, relacionando-o diretamente ao


tema e à sociedade brasileira atual.

A distribuição da argumentação em parágrafos depende, também, da técnica


adotada:

• 3 argumentos - um parágrafo explica cada um dos argumentos

• causas e conseqüências - podem estar distribuídas em 2 ou 3


parágrafos. Ou agrupam-se causas e conseqüências, constituindo 2
parágrafos; ou associa-se uma causa a uma conseqüência e com cada
grupo constroem-se 2 ou 3 parágrafos.

• prós e contras - são as mesmas opções da técnica de causas e


conseqüências, substituídas por prós e contras

• abordagem histórica - compara-se o antes e o hoje, elucidando os


motivos e conseqüências dessas transformações. Cuidado com dados
como datas, nomes etc. de que não se tenha certeza.

• abordagem comparativa - usam-se duas idéias centrais para serem


relacionadas no decorrer do texto. A relação destacada pode ser de
identificação, de comparação ou as duas ao mesmo tempo.

É muito importante manter uma abordagem mais ampla, mostrar os dois lados
da questão. O texto esquematizado previamente reflete organização e técnica,
valorizando bastante a redação. Logo, um texto equilibrado tem mais chances
81

de receber melhores conceitos dos avaliadores, por demonstrar que o


candidato se empenhou para construí-lo.

Recurso adicional - para elucidar uma idéia e demonstrar atualização, pode-se


apresentar de forma bastante objetiva e breve um exemplo relacionado ao
assunto.

Encontre uma causa e uma conseqüência relacionados à proposição abaixo e


construa um parágrafo para cada argumento:

• O Brasil tem enfrentado graves problemas na área de saúde e


previdência públicas

• A campanha contra a miséria e a fome está mobilizando toda a nação

Indique três causas das proposições a seguir e justifique cada uma através de
uma frase

• Precariedade do sistema de transportes

• Alto índice de mortalidade infantil

• Congestionamento nas grandes cidades

Aponte três conseqüências para os temas abaixo e construa um parágrafo


fundamentando cada uma.

• Baixo índice de mão-de-obra especializada

• Falta de investimento em tecnologia

• Uso de agrotóxicos

Levante um argumento favorável e um desfavorável para a proposição a


seguir. Construa um parágrafo envolvendo suas idéias.

• As greves dos trabalhadores em relação à sociedade e à nação

9. Conclusão

Representa o fecho do texto e vai gerar a impressão final do avaliador. Deve


conter, assim como a introdução, em torno de 5 linhas.

Pode-se fazer uma reafirmação do tema e dar-lhe um fecho ou apresentar


possíveis soluções para o problema apresentado.

Apesar de ser um parecer pessoal, jamais se inclua.

Evite começar com palavras e expressões como: concluindo, para finalizar,


conclui-se que, enfim...
82

10. Evitar numa dissertação

Após o título de uma redação não coloque ponto.

Ao terminar o texto, não coloque qualquer coisa escrita ou riscos de qualquer


natureza. Detalhe: não precisa autografar no final também, e ainda assim será
uma obra-prima.

Prefira usar palavras de língua portuguesa a estrangeirismos.

Não use chavões, provérbios, ditos populares ou frases feitas.

Não use questionamentos em seu texto, sobretudo em sua conclusão.

Jamais usar a primeira pessoa do singular, a menos que haja solicitação do


tema (Ex.: O que você acha sobre o aborto - ainda assim, pode-se usar a 3ª
pessoa)

Evite usar palavras como “coisa” e “algo”, por terem sentido vago. Prefira:
elemento, fator, tópico, índice, item etc.

Repetir muitas vezes as mesmas palavras empobrece o texto. Lance mão de


sinônimos e expressões que representem a idéia em questão.

Só cite exemplos de domínio público, sem narrar seu desenrolar. Faça


somente uma breve menção.

A emoção não pode perpassar nem mesmo num adjetivo empregado no texto.
Atenção à imparcialidade.

Evite o uso de etc. e jamais abrevie palavras

Não analisar assuntos polêmicos sob apenas um dos lados da questão

MODELO DE TEXTO DISSERTATIVO COM ANÁLISE DE AVALIAÇÃO:


REDAÇÃO

NOTA: 9.0

9Caso Geisy: exibicionismo, machismo, intolerância ou má-educação?


Biquíni, carnaval, samba, mulheres. Tudo tem a cara do Brasil: um país cujo povo distribui
carisma, simpatia, alegria e despreocupação, mostra-se indefinido em situações como a da
jovem aluna de uma universidade em São Bernardo do Campo. Geisy vestiu-se para ir para
faculdade com o seu vestido rosa-choque [rosa choque] curto e foi humilhada por todos os
alunos. Teriam se sentido contrangidos [constrangidos]? envergonhados [Envergonhados]?
Provocados [Provocados]? Cada um apresenta uma justificativa para tal humilhação contra
Geisy. mas [Mas] será que tudo isso era realmente nessesário [necessário]?

Ir para a faculdade de minissaia não significa ser vulgar, se exibir ou provocar. Se manifestar
83

[Manifestarem-se] ao se sentirem incomodados por uma mulher estar vestindo algo não
apropriado é hipocrisia, principalmente por parte dos homens. O tal vestido realmente não é
adequado para ir à aula, mas isso não justifica tanta revolta por parte dos estudantes. Se as
pessoas estão lá para estudar, como dizem, por que tanta preocupação com o vestido de outra
pessoa? Exigiram tanto respeito dessa aluna, mas não a respeitaram, praticamente
expulsando-a da faculdade, a qual deveria tomar providencias [providências], tanto em
relação aos alunos quanto em relação a essa moça. Talvez apenas uma simples advertência
ou comunicado resolveria a questão.

Existe [Existem] tantos assustos [assuntos] que precisam ser levados a serio [sério] nesse
pais [país], tantos problemas não resolvidos que não só afetam uma faculdade, como uma
nação inteira. As pessoas se mostram corajosas o suficiente para criticar, julgar e se manifestar
contra uma colega [criticar e julgar uma colega e se manifestar contra ela], mas assistem
de perto à corrupção, à miséria, ao preconceito e muitas outras questões sérias e não fazem
nenhum esforço para mudar isso. Pode parecer exagero ou incoerente esta [essa]
comparação, mas essa é a realidade de um país onde as mulheres são símbolo de beleza,
mas ainda há o preconceito contra estas [elas], e principalmente o machismo, que já [já] não
deveria mais existir, em pleno século XXI.

Comentário geral

Pontuada por erros de menor gravidade, a redação cumpre a proposta: tem estrutura
dissertativa, expõe e discute o caso Geisy, apresentando a opinião do autor sobre ele.
Destaque-se o fato de o autor saber encarar a situação por vários ângulos, ponderando os
diversos aspectos que acha importante comentar.

Aspectos pontuais

1) Vale notar o uso inadequado da palavra "indefinido" no primeiro parágrafo. O país, por assim
dizer, não se mostrou indefinido quanto ao caso, que teve imensa repercussão na opinião
pública e provocou muita polêmica. Ora, tudo isso é o contrário de uma posição indefinida.

2) Mais uma inadequação vocabular: não é propriamente "revolta", mas agressividade o que os
estudantes manifestaram e o que autor acha injustificada.

Competências avaliadas

1. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita. 1,5

2. Compreender a proposta da redação e aplicar conceito das várias áreas de


conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto 2,0
dissertativo-argumentativo.

3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e


argumentos em defesa de um ponto de vista.
2,0

4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a


construção da argumentação.
2,0
84

5. Elaborar a proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos


valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
1,5

Total 9,0

Desempenho do aluno em cada competência

Nota 2,0 - Satisfatório Nota 0,5 - Fraco

Nota 1,5 - Bom Nota 0,0 - Insatisfatório

Nota 1,0 - Regular

15ª. SEMANA_- MÓDULO G – A nova ortografia e as dificuldades da norma culta

TEXTO 15 – NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO

http://universomagico-alo.blogspot.com/2009/05/reforma-ortografica-2009.html

16 Maio 2009

REFORMA ORTOGRÁFICA - 2009

O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa


As novas regras ortográficas já estão valendo desde o dia 1º de janeiro de
2009, e de acordo com o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da
85

Silva, haverá um período de transição até 2012 em que serão válidas as duas
formas de escrever: a antiga e a nova.

Acentuação dos ditongos das palavras Paroxítonas

Não acentuam-se os ditongos (quando há duas vogais na mesma sílaba)


abertos"éi e ói" das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais
forte):

idéia - ideia
bóia - boia
asteróide - asteroide
Coréia - Coreia
platéia - plateia
assembléia - assembleia
heróico - heroico
estréia - estreia
paranóia - paranoia
Européia - Europeia
apóio - apoio
jibóia - jiboia
jóia - joia

ATENÇÃO!

As palavras oxítonas como herói, papéis, troféu mantêm o acento.

Acento circunflexo em letras Dobradas

Desaparece o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou


ôos):

crêem - creem
lêem - leem
dêem - deem
vêem - veem
prevêem - preveem
enjôo - enjoo
vôos - voos
86

Acento agudo de algumas palavras Paroxítonas


Some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de duas vogais),
em palavras paroxítonas:

Baiúca baiuca
bocaiúva - bocaiuva
feiúra - feiura

ATENÇÃO!
Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou
Piauí.

Acento Diferencial
Some o acento diferencial (aquele utilizado para distinguir timbres vocálicos):

pêlo - pelo
pára - para
pólo - polo
pêra - pera
côa - coa

ATENÇÃO!
Não se estingue o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde
(pretérito) / pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber
acento circunflexo.

Acento agudo no "u" forte

Desaparece o acento agudo no "u"forte nos grupos gue, gui, que, qui, de
verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar:

averigúe - averigue
apazigúe - apazigue
ele argúi - ele argui
enxagúe você - enxague você

ATENÇÃO!
As demais regras de acentuação permanecem as mesmas.
87

Eliminação do HÍFEN em alguns casos

O hífen não será mais utilizado nos seguintes casos:

1. Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma


vogal diferente:

extra-escolar - extraescolar
aero-espacial - aeroespacial
auto-estrada - autoestrada

2. Quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes


serem duplicadas:

anti-religioso - antirreligioso
anti-semita - antissemita
contra-regra - contrarregra
infra-som - infrassom

ATENÇÃO!
Hífen será mantido quando o prefixo terminar em r. Exemplos: hiper-
requintado, inter-resistente, super-revista.

Extinção do trema
Desaparece em todas as palavras:
freqüente - frequente
lingüiça - linguiça
seqüestro - sequestro

ATENÇÃO!
O trema permanece em nomes como Müller ou Citröen.

1. EXERCÍCIOS SOBRE DIFICULDADES DA NORMA CULTA

Assinale a alternativa correta

Levantei-me com mal Levantei-me com mau


jeito no pescoço. jeito no pescoço.
Fazem 12 anos que Faz 12 anos que não
não viajo ao exterior. viajo ao exterior.
Havia muitas pessoas Haviam muitas pessoas
na festa. na festa
88

Existem esperanças Existe esperanças nos


nos olhos das pessoas. olhos das pessoas.
Este livro é para eu ler. Este livro é para mim ler.
Tudo acabou entre eu e Tudo acabou entre mim
você. e você.
A viúva do falecido A viúva passeava pelo
passeava pelo cemitério.
cemitério.
O garçom serviu frango O garçom serviu frango
à passarinho. a passarinho.
Porque você não foi à Por que você não foi à
escola? escola?
Os brasileiros assistem Os brasileiros assistem
as novelas. às novelas.
Prefiro leite a café. Prefiro mais café do que
leite.
O prefeito prometeu O prefeito prometeu,
novas denúncias. novas denúncias.
Bem-vindos a Bem vindos a
Guararapes! Guararapes!
A professora esqueceu A professora esqueceu
o óculos na sala. os óculos na sala.
Comprei-o para você. Comprei ele para você.
Amo-lhe muito. Amo-a muito.
Vendem-se tijolos. Vende-se tijolos.
Precisam-se de Precisa-se de
empregadas empregadas
domésticas. domésticas.
As crianças foram ao As crianças foram no
cinema. cinema.
O seu atraso implicará O seu atraso implicará
em punição. punição.
Os vestibulandos vivem Os vestibulandos vivem
à custa do pai. às custas do pai.
Espécie em vias de Espécie em via de
extinção. extinção.
A seção da Câmara A sessão da Câmara
Municipal terminou Municipal terminou
89

tarde. tarde.
O alface estava A alface estava gostosa.
gostoso.
Preços a partir de Preços apartir de
R$1,99. R$1,99.
As aulas iniciam As aulas iniciam-se
amanhã. amanhã.
O técnico não viu O técnico não viu
qualquer risco no jogo. nenhum risco no jogo.
Soube que os homens Soube que os homens
se feriram no trabalho. feriram-se no trabalho.
A menina engasgou A menina engasgou com
com espinho de peixe. espinha de peixe.
O diretor da escola O diretor da escola
interviu na discussão. interveio na discussão.
A professora era meia A professora era meio
louca. louca.
Fica você comigo. Fique você comigo.
O assunto não tem O assunto não tem nada
nada haver com você. a ver com você.
O livro custou dez reais. O livro custou dez real.
Vou emprestar o livro Vou pegar o livro
dele . emprestado dele.
O garoto foi tachado de O garoto foi taxado de
ladrão. ladrão.
Ele foi um dos que Ele foi um dos que
chegou antes. chegaram antes.
Cerca de 175 pessoas Cerca de 200 pessoas
compareceram ao compareceram ao
show. show.
Ministro nega que seja Ministro nega que é
negligente. negligente.
Tinha chego atrasado. Tinha chegado atrasado.
Quero calças cinzas. Quero calças cinza.
Os trabalhadores Os trabalhadores
receberam vale- receberam vale refeição.
refeição.
90

Todos queriam namorar Todos queriam namorar


a Marisa. com Marisa.
O jogador foi contratado O jogador foi contratado
junto ao Guarani. do Guarani.
As pessoas esperavam- As pessoas esperavam-
o com ansiedade. no com ansiedade.
Vocês far-lhe-iam um Vocês fariam-lhe um
favor. favor.
Chegou há duas horas Chegou a duas horas e
e partirá daqui a 10 partirá daqui há 10
minutos. minutos.
A garota trajava blusa A garota trajava blusa
em seda. de seda.
A artista deu a luz a A artista deu à luz
quíntuplos. quíntuplos.
Estávamos em seis à Estávamos seis à mesa.
mesa.
Sentou-se na mesa Sentou-se à mesa para
para comer. comer.
Ficou contente por Ficou contente porque
causa que ninguém se ninguém se feriu.
feriu.
O time empatou em 2 a O time empatou por 2 a
2. 2.
À medida que a À medida em que a
epidemia se epidemia se
espalhava... espalhava...
Não queria que Não queria que
receiassem sua receassem sua
companhia. companhia.
Eles tem razão. Eles têm razão.
A moça estava ali há A moça estava ali havia
muito tempo. muito tempo.
Acordos politicos- Acordos político-
partidários... partidários...
Gostei de passear por Gostei de passear por
Birigui. Birigüi.
Andou por todo o país. Andou por todo país.
91

Todos amigos o Todos os amigos o


elogiavam. elogiavam.
A situação favoreceu o A situação favoreceu ao
time da casa. time da casa.
Ela mesmo arrumou a Ela mesma arrumou a
sala. sala.
Chamei-o e ele não Chamei-o e o mesmo
atendeu. não atendeu.
Este século não termina Esse século não termina
nunca! nunca!
A temperatura chegou a A temperatura chegou a
zero graus. zero grau.
A promoção veio de A promoção veio ao
encontro aos seus encontro de seus
desejos. desejos.
Comeu frango ao invés Comeu frango em vez
de peixe. de peixe.
Se eu vir você por aí... Se eu ver você por aí...
O Brasil intermedeia a O Brasil intermedia a
negociação. negociação.
Evite que a bomba Evite que a bomba
expluda. estoure.
Ninguém se adequa ao Ninguém se adapta ao
novo sistema. novo sistema.
Governo reouve Governo reavê
confiança. confiança.
Marieta quis viajar Maria quiz viajar ontem.
ontem.
O homem possue O homem possui muitos
muitos bens. bens.
A tese onde você diz A casa onde você
que o Brasil progrediu... morou...
A decisão já foi Os empregados já foram
comunicada aos comunicado da decisão.
empregados.
Venha por a roupa. Venha pôr a roupa.
Inflingiu séria punição Infligiu séria punição ao
ao réu. réu.
92

A modelo pousou o dia A modelo posou o dia


todo. todo.
Espero que viajem hoje. Espero que viagem hoje.
O pai nem sequer foi O pai sequer foi avisado.
avisado.
Comprou um televisor a Comprou um televisor
cores. em cores.
Causou-me estranheza Causaram-me
as palavras. estranheza as palavras.
A realidade das A realidade das pessoas
pessoas pode mudar. podem mudar.
O fato passou O fato passou
despercebido. desapercebido.
Haja vista seu Haja visto seu empenho.
empenho.
A moça que ele gosta. A moça de que ele
gosta.
É hora da onça beber É hora de a onça beber
água. água.
Vou com você. Vou consigo.
Já é oito horas. Já são oito horas.
A festa começa às 8 h. A festa começa às 8 hrs.
Dado os índices das Dados os índices das
pesquisas... pesquisas...
Ficou sobre a mira do Ficou sob a mira do
assaltante. assaltante.
A meu ver, o Ao meu ver, o
Corinthians será Corinthians será
campeão. campeão.
Que seja feliz Que seje feliz.
De forma que você De formas que você
viajará. viajará.
Fiquei fora de mim. Fiquei fora de si.
Falo alto porque ele Falo alto porque ele
houve mal. ouve mal.
A gente foi embora. A gente fomos embora.
93

Eu ia ao cinema, mais Eu ia ao cinema, mas


choveu! choveu!
O pessoal chegaram da O pessoal chegou da
viagem. viagem.
Fale sem exitar. Fale sem hesitar.
O ladrão é menor. O ladrão é de menor.

2. EXERCÍCIOS SOBRE A NOVA ORTOGRAFIA:

Leia as frases a seguir e analise se as palavras destacadas estão certas ou


erradas, de acordo com a nova ortografia.

1- O quarto de João precisa de uma superreforma urgente. ( ) certo ( )


errado

2- Ainda faltam 150 kilômetros para chegarmos ao Rio de Janeiro. ( ) certo ( ) errado

3- Ana ficou mega-feliz ao encontrar Ricardo no restaurante. ( ) certo ( ) errado

4- Adorei a minissaia que ganhei de aniversário. ( ) certo ( ) errado

5- Esta autoestrada não está em boas condições. ( ) certo ( ) errado

6- Não aguento mais as piadas do tio Sandro. ( ) certo ( ) errado

7- A escola em que matriculei meus filhos tem infraestrutura. ( ) certo ( ) errado

8- A vizinha é totalmente paranóica, vive se preocupando à toa. ( ) certo ( ) errado

9- O vicediretor assumirá o cargo em janeiro. ( ) certo ( ) errado


94

10- Nesta casa vocês vêem muita televisão. ( ) certo ( ) errado

16ª. SEMANA_- FILME RELACIONADO À DISCUSSÃO SOBRE LINGUAGENS E


SOCIEDADE

17ª. SEMANA_- PROVA ÚNICA COM CONTEÚDO ESPECIFICADO PELA


PROFESSORA

18ª. SEMANA_- EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES SOBRE LEITURA,


PRODUÇÃO TEXTUAL E GRAMÁTICA APLICADA
95

I. Assinale com “C“ as frases corretas quanto à concordância e com “I” as


frases incorretas:
1) ( ) Falou o Ministro e todos os seus assessores.
2) ( ) Saiu agora mesmo daqui seu tio e suas primas.
3) ( ) Não só os alunos, como também o diretor faltou às aulas.
4) ( ) Fumar e beber faz muito mal à saúde.
5) ( ) O comer e o dormir engordam.
6) ( ) Não só eu, mas também meus filhos estão com gripe.
7) ( ) Bebida, festas, dinheiro, mulheres, nada o tornava alegre.
8) ( ) Céu, mar, terra, rios, sol planetas, animais tudo se constituem dos mesmos
elementos.
9) ( ) Tanto o marido como a mulher mentiu.
10) ( ) Deverá viajar conosco Ademir e Adriana.
96

11) ( ) Deus e demônio, brancos e negros, crentes e ateus, mulheres e homens,


ninguém o igualava em tragédias ou em comédias.
12) ( ) Tanto você quanto eu estou na mesma situação.
13) ( ) O burro, o asno e o preguiçoso, sem pancadas, nenhum se mexe.
14) ( ) Veio ao aeroporto Giovanna, Lucas, Gabriel e os primos.
15) ( ) Giovanni ou Otaviano dirigirão o automóvel.
16) ( ) Chegou uma carta e um telegrama para Vossa Excelência.
17) ( ) Perder e ganhar é do esporte.
18) ( ) Os Sertões foram publicados em 1902 e são de autoria de Euclides da
Cunha.
19) ( ) Luís, bem como seus irmãos, virá comigo.
20) ( ) As estrelas parecem brilhar mais intensamente hoje
21) ( ) As estrelas parece brilharem mais intensamente hoje
22) ( ) As crianças parece estarem com fome.
23) ( ) Vossa Santidade estejais em paz, que cuidaremos da sua segurança.
24) ( ) Tudo parecem rosas na vida.
25) ( ) Aquilo parecem fogos de artifício.

II. Exercícios de ortografia:

1. (IBGE) Entre as opções abaixo, somente uma completa corretamente


as lacunas apresentadas a seguir. Assinale-a: Na cidade carente, os ..........
resolveram .......... seus direitos, fazendo um .......... assustador.

a) mendingos; reivindicar; rebuliço

b) mindigos; reinvidicar, rebuliço

c) mindigos; reivindicar, reboliço

d) mendigos; reivindicar, rebuliço

e) mendigos; reivindicar, reboliço

2. (IBGE) Assinale a opção em que todas as palavras se completam


adequadamente com a letra entre parênteses:

a) en.....aguar / pi.....e / mi.....to (x)

b) exce.....ão / Suí.....a / ma.....arico (ç)

c) mon.....e / su.....estão / re.....eitar (g)

d) búss.....la / eng.....lir / ch.....visco (u)

e) .....mpecilho / pr.....vilégio / s.....lvícola (i)

3. (TRE-SP) Foram insuficientes as ....... apresentadas, ....... de se


esclarecerem os ...... .

a) escusas - a fim - mal-entendidos


97

b) excusas - afim - mal-entendidos

c) excusas - a fim - malentendidos

d) excusas - afim - malentendidos

d) escusas - afim - mal-entendidos

4. (TRE-SP) Este meu amigo .......... vai ..........-se para ter direito ao título
de eleitor.

a) extrangeiro - naturalizar d) estrangeiro - naturalizar

b) estrangeiro – naturalisar e) estranjeiro - naturalisar

a) extranjeiro - naturalizar

5. (TTN) Assinale a alternativa em que todas as palavras estão


corretamente grafadas:

a) quiseram, essência, impecílio

b) pretencioso, aspectos, sossego

c) assessores, exceção, incansável

d) excessivo, expontâneo, obseção

b) obsecado, reinvidicação, repercussão

6. (FT) A alternativa cujas palavras se escrevem respectivamente com


-são e

-ção, como "expansão" e "sensação", é:

a) inven..... / coer..... d) disten..... / inser.....

b) absten..... / asser..... e) preten..... / conver.....

b) dimen..... / conver.....

7. (U-UBERLÂNDIA) Das palavras abaixo relacionadas, uma não se


escreve com h inicial. Assinale-a:
98

a) hélice d) herva

b) halo e) herdade

c) haltere

8. (EPCAR) Só não se completa com z:

a) repre( )ar d) abali( )ado

b) pra( )o e) despre( )ar

c) bali( )a

9. (EPCAR) Completam-se com g os vocábulos abaixo, menos:

a) here( )e d) berin( )ela

b) an( )élico e) ti( )ela

d) fuli( )em

10. (BB) Alternativa correta:

a) estemporanêo d) espontâneo

b) escomungado e) espansivo

c) esterminado

11. (BB) Grafia certa:

a) civilisar d) paralisar

b) humanisar e) concretisar

c) padronisar

12. (BB) Abastecer:

a) deduzir d) derrubar

b) abater e) deprimir

c) prover

13. (EPCAR) O orador ratificou o que afirmara.

a) negou d) confirmou
99

b) corrigiu e) enfatizou

c) frisou

14. (FUVEST) "A ............... de uma guerra nuclear provoca uma


grande .............. na humanidade e a deixa ............... quanto ao futuro."

a) espectativa - tensão - exitante

b) espectativa - tenção - hesitante

c) expectativa - tensão - hesitante

d) expectativa - tenção - hezitante

e) espectativa - tenção - exitante

15. (UF-PR) Assinale a alternativa correspondente à grafia correta dos


vocábulos:

1. desli...e 2. vi...inho 3. atravé... 4. empre...a

a) z - z - s – s d) s - s - z - s

b) z - s - z - z e) z - z - s - z

c) s - z - s - s

16. (TRE-RJ) Pronunciam-se corretamente, com o e e abertos (ó / é),


como "povos" e "servo" , as seguintes palavras:

a) inodoros / indefeso d) gostos / destro

b) fornos / obsoleto e) globos / coeso

c) caroços / adrede

17. (TRE-RJ) "os puritanos passaram a enxergar a opulência como


manifestação exterior da bênção divina e não como um desvario cúpido."
Há palavras que se opõem pela posição da sílaba tônica: cúpido
(proparoxítona) e cupido (paroxítona). A alternativa em que a diferença de
posição do acento tônico caracteriza oposição entre duas palavras, não se
tratando de variações de uma mesma palavra, é:

a) hieróglifo / hieroglifo d) Oceânia / Oceania

b) projétil / projetil e) ímpio / impio

c) homília / homilia

18. (CESESP-PE) "ensinando, nos bancos vadios, as aulas da


sobrevivência órfã..." Observe a forma correta de escrever a palavra
100

sobrevivência e compare com sobre-humano. Nas alternativas dadas,


qual a única correta?

a) sobre-estar, sobre-rondar d) sobressair, sobre-exaltar

b) sobre-por, sobrenatural e) sobre-saia, sobreaviso

c) sobre-humano, sobre-passo

19. (PUC) Assinale a alternativa que possa substituir, pela ordem, as


partículas de transição dos períodos abaixo, sem alterar o significado delas:
"Em primeiro lugar, observemos o avô. Igualmente, lancemos um olhar
para a avó. Também o pai deve ser observado. Todos são altos e morenos.
Conseqüentemente a filha também será morena e alta."

a. primeiramente, ademais, além disso, em suma

b. acima de tudo, também, analogamente, finalmente

c. primordialmente, similarmente, segundo, portanto

d. antes de mais nada, da mesma forma, por outro lado, por


conseguinte

e. sem dúvida, intencionalmente, pelo contrário, com efeito

20. (FUVEST) Estava ....... a ....... da guerra, pois os homens ....... nos
erros do passado.

a) eminente, deflagração, incidiram

b) iminente, deflagração, reincidiram

c) eminente, conflagração, reincidiram

d) preste, conflaglação, incidiram

f) prestes, flagração, recindiram

21. (MACK) A única série de palavras corretamente grafadas é:

a) cortume, gorgeio, picina, piche

b) tribo, tabuada, bueiro, defeza

c) êmbulo, florescer, figadal, quiz

d) xadrez, pílula, exceção, invés

e) abrazar, pagé, páteo, desliza


101

22. (FUVEST) Indique a alternativa correta:

a) O ladrão foi apanhado em flagrante.

b) Ponto é a intercessão de duas linhas.

c) As despesas de mudança serão vultuosas.

d) Assistimos a um violenta coalizão de caminhões.

c) O artigo incerto na Revista das Ciências foi lido por todos nós.

23. (CARLOS CHAGAS) A ....... a ser desenvolvida visava à ....... de


objetivos bastante ....... .

a) pesquisa, consecução, pretensiosos

b) pesquisa, consecussão, pretenciosos

c) pesquisa, consecução, pretenciosos

d) pesquiza, consecução, pretenciosos

e) pesquiza, consecução, pretensiosos

24. (MACK) Assinale a alternativa em que não há erro de grafia:

a) espontâneo, catorze, alisar, prazeirosamente

b) obsessão, obsceno, deslisar, sacerdotisa

c) cansaço, atraso, tocha, pajem

d) angar, ombro, harém, hexágono

f) exaurir, desonra, hesitar, rehaver

25. (CESCEM) "A solidão é um retiro de ......., mas ninguém vive sempre
em trégua, ....... só, ....... o preguiçoso, eternamente em repouso."

a) descanço, tampouco, exceto

b) descanso, tãopouco, exceto

c) descanço, tão pouco, esceto

d) descanso, tampouco, exceto

e) descanso, tão pouco, esceto


102

26. (FUVEST) Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam


corretamente grafadas:

a) tecer, vazar, aborígene, tecitura, maisena

b) rigidez, garage, dissenção, rigeza, cafuzo

c) minissaia, paralisar, extravasar, abscissa, co-seno

d) abscesso, rechaçar, indu, soçobrar, coalizão

e) lambujem, advinhar, atarraxar, bússola, usofruto

27. (CESGRANRIO) Pelas nossas convenções ortográficas, certas


palavras são escritas com u, como pau e vau (trecho raso do rio ou mar);
outras são grafadas com l, como tal e val (variante de forma verbal vale).
Das opções abaixo, assinale a única em que a lacuna deve ser preenchida
com a letra u e não com a letra l:

a) As crianças vão ma... da saúde.

b) Quebrou o sa...to do sapato.

c) Coloque uma pá de ca... na massa.

d) Não a...tênticou a fotocópia.

e) Entornou a ca...da do doce.

28. (LONDRINA-PR) As questões da prova eram ......., ....... de ....... .

a) suscintas - apesar - difíceis

b) sucintas - apezar - difíceis

c) suscintas - apezar - dificeis

d) sucintas - apesar - difíceis

e) sucintas - apezar - dificeis

29. (PUC-MG) "Durante a .......... solene era .......... o desinteresse do


mestre diante da .......... demonstrada pelo político."
103

a) seção - fragrante - incipiência

b) sessão - flagrante - insipiência

c) sessão - fragrante - incipiência

d) cessão - flagrante - incipiência

e) seção - flagrante - insipiência

30. (BRÁS CUBAS) Indicar a vogal que completa corretamente os


vocábulos:

a) i. d...stilar, pr...vilégio, cr...ação, d...senteria

b) e. quas..., ...mpecilho, cand...eiro, crân...o

c) o. cap...eira, g...ela, b...eiro, b...lir

d) u. táb...a. jab...ticaba, ch...visco, b...liçoso

e) i. s...quer, efetu..., cr...ador, pát...o

19ª. SEMANA_- DEVOLUÇÃO DE PROVAS E TRABALHOS

20ª. SEMANA_- ENCERRAMENTO DO SEMESTRE E PLANTÃO DE DÚVIDAS


SOBRE NOTAS

SITES DE LÍNGUA PORTUGUESA MAIS UTILIZADOS:


104

BLOG: ASSUNTOS EDUCACIONAIS- VÍDEOAULAS- CINEMATECA:


http://www.carloslucena.pro.br

Língua Portuguesa em geral: http://www.soportugues.com.br

Portal da Língua Portuguesa: http://www.portaldalinguaportuguesa.org/

Dicionários on-line: http://www.oquequerdizer.com/ ,


http://www.priberam.pt/DLPO/

Dicionário de Português e tradutor: http://michaelis.uol.com.br/

Sítio das palavras: http://sitiodosmiudos.kids.sapo.pt/gramatica/default.asp

Conjugador de verbos para a língua portuguesa:


http://linguistica.insite.com.br/cgi-bin/conjugue

Concordanciador: http://cintil.ul.pt/pt/index.jsp

Dicionários de Sinônimos para a língua portuguesa:


http://openthesaurus.caixamagica.pt/ ,
http://www.letrasdispersas.com/sinonimos.aspx ,

Descubra o significado de siglas, acrônimos e abreviações:


http://www.siglas.com.br/?t=s&s

Verificadores de ortografia segundo o novo acordo:


http://www.umportugues.com/ , http://www.ortografa.com.br/ ,
http://www.portuguesexacto.pt/

Tira Dúvidas Linguísticas: http://www.flip.pt/D%C3%BAvidasLingu


%C3%ADsticas/tabid/324/Default.aspx

Ciberdúvidas da Língua Portuguesa: http://ciberduvidas.sapo.pt/index.php

Manual de Redação e Estido do Estado de S. Paulo:


http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/manual_texto_introducao.htm
http://www.portugueslivre.blogspot.com/
105

http://links-portugues.blogspot.com/
http://www.atica.com.br/novaortografia/
http://universoescolar.blogspot.com/search/label/Reforma%20ortogr
%C3%A1fica
http://www.tvcultura.com.br/guia.htm
http://www.academia.org.br
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UM ABRAÇO.

LURDES LUCENA.