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A vontade de Deus é que seus servos dêem muitos frutos. Não tenha dúvida disso,
porém, isso só é possível através de uma vida cheia do Espírito (Lc 24.49). Esse é um
dos primeiros requisitos para que o avivamento aconteça no nosso meio.

Uma vida cheia do Espírito será traduzida em pelo menos dois elementos. São eles:

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A razão porque não somos mais prósperos é que não contamos com o Espírito Santo
entre nós, em poder e energia, como nos tempos primitivos. Uma hora de trabalho, no
poder do Espírito, pode realizar mais do que um ano de trabalho na energia da carne. E
o fruto permanecerá para sempre (Jo 3.6; 1Co 2.4).


   

É necessário que o pecado seja profundamente sentido, antes de poder ser lamentado.
Os pecadores devem sentir tristeza, antes de receber consolo. É necessário um profundo
arrependimento e convicção de pecado antes que venha a glória de Deus.

A falta do poder e da glória de Deus devia ser considerada como prova de inaptidão
para o pastor, o diácono, presbítero, discipulador, líder de célula ou até mesmo para um
professor de escola cristã (Jo 15.5). Os seminários não devem recomendar ninguém às
igrejas, se ele não tiver obtido o grau mais elevado: o revestimento do poder do alto.

Buscamos o avivamento, contudo, para que ele seja gerado, devemos cumprir com
algumas rotinas espirituais:

 

As almas não são salvas pelo homem, e sim por Deus. Ele opera em resposta à oração,
não temos outra alternativa. A oração movimenta o braço divino, que põe o avivamento
em ação. A conversão é uma operação efetuada pelo Espírito Santo, e a oração é o poder
que a assegura.


   

Os nossos dias, mais do que nunca, precisam de homens que vivam em plena comunhão
com o Espírito, que sejam íntimos do Espírito Santo. Na Bíblia, comunhão significa :

a. Presença
b. Confraternização
c. Compartilhamento
d. Participação
e. Intimidade
f. Amizade
g. Camaradagem
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As nossas armas espirituais são poderosas em Deus para anular sofismas que assolam a
nossa mente (2Co 10.4,5). Sofismas são argumentos que parecem verdade, mas são
mentiras: eles parecem convincentes, parecem verdadeiros, parecem lógicos, mas estão
baseados em algo falso.

O diabo lança sofismas em nossa mente para atingir nossos relacionamentos, em todos
os níveis. O mais comum desses sofismas são as manias. Manias são pensamentos que
assumimos repetidamente sem nunca verificarmos se são verdadeiros.

Uma das manias que temos e que mais devemos combater é a mania de presumir. Ela é
uma bomba relógio que o inimigo coloca em nossa mente para detonar com nossos
relacionamentos. Precisamos desarmar essa bomba.
A mania de presumir

Essa ilusão pode se manifestar de duas formas: por meio da presunção de que sabemos
o que os outros estão pensando e através da premissa de que os outros não só podem
como têm a obrigação de saberem o que estamos pensando sem termos de lhes dizer.

É verdade que, às vezes, somos capazes de prever reações e comportamentos de pessoas


que conhecemos bem. O problema aparece quando presumimos como alguém vai reagir
sempre.

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Em nossos relacionamentos, detectamos pistas sobre o outro e extraímos delas


conclusões. A maioria de nós faz isso bastante bem e quase sempre as pessoas nos dão
pistas bem claras a respeito de como estão em determi¬nado momento.

Observamos dicas e pistas de todo tipo. Atribuímos significado ao que vemos e


ouvimos e também ao que não vemos e não ouvimos; àquilo que aconteceu e também
ao que não aconteceu. Tiramos conclusão da linguagem corporal (expressões, gestos e
posturas) e interpretamos aquilo que é dito.

Também tiramos conclusões daquilo que é fala¬do, não apenas ouvindo o que é dito,
mas avaliando o tom de voz, a ênfase, o volume e o contexto da situação. O certo,
porém, é que mesmo que se¬jamos todos um tipo de Sherlock Holmes, investigando
tudo ao derredor, precisamos admitir que podemos estar errados.

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Quanto mais conhecemos alguém mais consciência temos dos sinais que ela emite nas
mais diversas situações. Es¬sa previsibilidade é que nos leva à conclusão de sabermos o
que o outro está pensando. Mas isso pode criar muitos problemas com as pessoas à
nossa volta, pois muitas vezes os sinais emitidos podem ser interpretados de manei¬ra
equivocada.
Vamos enumerar sete razões que contribuem para a ocorrência de erros na
interpretação.
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Veja o exemplo de Caim. Depois que ele matou Abel, ele começou a presumir que
poderia ser morto por alguém (Gn 4.14), mas não havia assassinos na terra a não ser ele.
Caim presumia pensamentos homicidas em outros porque ele mesmo os tinha.

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Isso é previsibilidade. Sem isso os relacionamentos se tornam impossíveis. Experiências


anteriores são boas fontes de informações, mas o problema é que podem ocorrer
exceções.
Você chega em casa e sua mãe está na porta, batendo o pé, com os braços cruzados, a
testa franzida e os lábios apertados. Você percebe que sua mãe está brava porque ela
sempre agiu assim quando estava brava. Porém, dessa vez pode ser que ela esteja brava,
mas não com você, ou pode estar ansiosa com algo que não tenha nada a ver com você.

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Isso é o que comumente se chama colocar o carro na frente dos bois. Você diz: ³Nem
adianta convidá-lo para liderar, ele não vai aceitar e se aceitar eu até sei como vai ser´.
Não há como saber a reação do outro antes de fazer o convite e não há como saber como
ele se sairá na liderança. O pior é que se a pessoa aceitar o convite e se tornar um líder,
você interpretará cada atitude dela de forma a confirmar suas pressuposições.

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Sua ex-noiva liga para você para lhe dar os pêsames pela morte de seu pai. Você logo
pensa: ³Ela ainda me ama. Só pode me amar, caso contrário não me ligaria´. Pode ser
que sim, pode ser que não. Mas antes de sair e comprar uma aliança é melhor confirmar
os sentimentos dela.

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Duas curvas não formam necessariamente um círculo. A reação negativa de uma ou


duas pessoas não indica necessariamente a opinião de toda a igreja. Você conlui:
³Minha célula não gosta da minha pregação´. Mas foi apenas uma pessoa que fez uma
observação!

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Só porque você captou corretamente o estado de espírito de alguém não quer dizer que
você acertará também na causa do problema. E mesmo que tenha acertado a causa no
passado não quer dizer que acertará dessa vez.

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Muitas vezes, conversando com alguém, você pode perceber uma reação inesperada,
ruim, diferente da esperada. Numa situação como essa, não pense coisas do tipo ³Ele
não gostou do que eu falei; Ele não gosta de mim´. As pessoas não têm que responder
como gostaríamos, muito menos devem reagir conforme nossos padrões.

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É absolutamente vital desistirmos de presumir o que os outros pensam, quais são suas
intenções e o que vai no íntimo de cada um. Mas isso é difícil, porque implica em se
tornar vulnerável e correr riscos. Parece mais confor¬tável viver presumindo do que se
expor e saber a verda¬de. Mas a presunção é uma bomba e ela precisa ser de¬sarmada.
Como?

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O primeiro passo é dar nome aos bois. Ao percebermos que estamos nos irritando com
um irmão por algo que acreditamos que ele está pensando, antes de confrontá-lo,
podemos simplesmente nos questionar: será que ele realmente está pensando isso? Será
que não estou presumindo?

1     +

O irmão não veio à reunião da célula. Você presume que ele não deseja estar com você.
Mas quais são as evidências que permitem afirmar isso? Ele pode ter faltado por
inúmeras razões.

(   ) 

Seja benigno. Em vez de alimentar a imagem daquele líder como alguém que o resiste
ou não tem compromisso, substitua essa imagem por algo positivo. Com base nessa
nova imagem, tente agora reinterpretar os fatos tirando novas conclusões.

*%/     +

Nem sempre é possível ou desejável se expressar claramente. Há pessoas que se sentem


muito pressionadas quando abordadas diretamente. Algumas vezes não dá para
perguntar à igreja inteira a opinião deles a nosso respeito. Mas falar claramente deve ser
o nosso padrão com aqueles que nos são mais próximos.

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Uma vez que perguntamos ao outro se as nossas conclusões a respeito dele são reais,
precisamos acreditar naquilo que ele disser. É melhor eventualmente ser traído do que
viver desconfiado. Jesus disse que a nossa palavra deve ser sim sim e não não. O que
passar disso vem do maligno.

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