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Limites Autores: Dr. Henry Cloud e Dr.

John Townsend
Resumo
Primeira Parte: O que são limites
1. O dia de uma vida sem limites
A pessoa nunca tem tempo pra si, não é respeitada em seus sentimentos, não é ouvida, é
explorada, ao mesmo tempo ou separadamente, acontecendo uma ou alguns destes itens por
vez.

2. O que são limites


Os limites nos definem, nos separa dos outros, determinam onde cada um começa e
termina. Limites que nos separam do outro pode ser a pele, palavras, verdade, distância
geográfica, tempo, distância emocional etc. Cada um deve ser responsável por si, por seus
sentimentos, por suas ações, pensamentos... Gl.6:2.

3. Problemas com limites


Os problemas com limites prejudica a vida da pessoa, sua forma de se relacionar com os
outros em todos os âmbitos de sua vida, na família, trabalho, amigos, cônjuge, filhos, pais,
enfim, destrói a vida da pessoa, porque se sente incompreendida, e que suas necessidades
básicas não estão sendo atendidas.

4. Como os limites são criados

vínculos, base para criação dos limites;


separação e individualismo: a construção da alma;
descobrimento: mamãe e eu não somos iguais;
experimentação: posso fazer tudo;
reequilíbrio: não posso fazer tudo.
Is.61.1

5. as dez leis dos limites:

1. a lei do semear e ceifar


livrar a pessoa das consequencias naturais do seu comportamento permite-lhe continuar
comportando-se irresponsavelmente.
o co-dependente geralmente é quem impede o ciclo. também tenta confrontar. ver Pv. 9:8.
ele somente precisa deixar de interromper a lei do semear e ceifar na vida do outro.
2. lei da responsabilidade
essa lei implica amar o outro. devemos amar o outro e não ser o outro . Fp.2:12,13.
outro aspecto de ser responsável por alguém não está apenas em dar, mas em impor
limites para o comportamento destrutivo e irresponsável do outro . Pv.19:19.
3. lei do poder -
a)você tem o poder de aceitar a verdade sobre seus problemas - bíblia chama de confissão.
reconhecer fraquezas.
b) você tem o poder de entregar sua incapacidade a Deus - se você fizer o que estiver ao seu
alcance - confessar, ter fé e pedir ajuda- Deus fará o que você não pode: efetuará uma
mudança. 1Jo 1:9; Tg 4:7-10;Mt5:3,6.
c) você tem o poder de buscar a Deus e pedir a ele e aos outros que revelem o que está
dentro dos seus limites.
d) você tem o poder de desviar-se do mal que está dentro de você. A isto chamamos
arrependimento. Não significa perfeição, mas seu lado pecador como uma característica
que gostaria de mudar.
e) você tem o poder de ser humilde e de pedir a Deus e aos outros que o ajudem nas falhas
de seu desenvolvimento e nas necessidades que o acompanham desde a infância.
f) você tem o poder de procurar aqueles a quem ofendeu e corrigir seu erro. para ser
responsável por si mesmo e por seus pecados, e também por aqueles a quem afrontou.
Mt:23, 24. oração da serenidade = Senhor, mostra-me os meus limites.
4. a lei do respeito
Não julgue o limite estabelecido pelo outro e nem queira fazer tudo do jeito que você quer.
Mt.7:1,2. Liberdade gera liberdade. 2 Co.3:17 e Tg. 1:25.
5. lei da motivação
devemos checar as motivações de nossas atitudes - deve ser o amor e não o medo.
falsas motivações :
a)medo de perder o amor, ou de ser abandonado. Quem diz sim e depois fica ressentido é
porque tem medo de perder o amor de alguém .
b) medo da raiva do outro - por causa de antigas feridas e limites fracos.
3) medo da solidão
d) medo de perder o lado bom de mim
fomos feitos para amar. por isso , quando não estamos amando, sofremos. muitas pessoas
não conseguem dizer "amo você , mas não quero fazer isso ".
e) culpa - dar para aliviar a culpa. Quando dizem não, sentem-se mal. tentam merecer
bondade.
f) retribuição
algumas pessoas ganham as coisas com bilhetes de culpa em anexo. as pessoas q tem essa
atitude se sentem obrigadas a pagar por tudo que receberam .
g) aprovação
agem como crianças e necessitam da aprovação dos "pais".
h) excesso de identificação com a frustração dos outros.
pessoas que não resolvem todas as suas decepções e frustrações sempre que precisam negar
algo a alguém sentem a frustração do outro em grau máximo.
a lei da motivação diz o seguinte: ter .liberdade em 1 lugar, servir em segundo
6. lei da avaliação
às vezes coisas que nos magoam nos fazem bem e coisas boas nos fazem mal. É preciso
avaliar as consequencias de impor limites e ser responsável por outras pessoas, mas isso
não significa que você não deva impor limites porque alguém ficará magoado ou com
raiva.
Provocamos dor quando fazemos escolhas que os outros podem não gostar, e também
provocamos dor quando resistimos a uma pessoa que está errada. mas se não partilharmos
nossa raiva com ninguém , a amargura e o ódio tomarão conta de nós. Ef.4:25.
7. lei da proatividade
pra cada açăo existe uma reação igual e oposta. Paulo diz q paixões avassaladoras e
pecaminosas são uma reação direta ao rigor da lei. Rm 4.15, 5.20, 7.5. Ira e desilusão
podem ser reações a injustiça dos pais. Ef.6:4;Cl.3:21.
as fases de reação são necessárias mas não suficientes para o estabelecimento de limites.
Emocionalmente a reação traz cada vez menos retorno. É importante reagir para descobrir
os limites, depois que os encontrar, não deve usar a liberdade para dar ocasião a carne. Esse
é o começo dos limites proativos. Os proativos mostram do que gostam, o que querem, o
que pretendem, no que acreditam, não exigem direitos- o exercem. O poder é algo que se
demonstra, o amor é a expressão máxima de poder, é a capacidade de não demonstrar
poder, mas de reprimi-lo. Eles são capazes de amar aos outros como a si mesmos,
respeitam, são capazes de morrer pra não pagar mal com mais mal, capazes de amar em vez
de reagir.Mt 5:38,39.
8. Lei da inveja
Tg 4:2.
A inveja é a emoção das piores, define o bom como o que eu não tenho. todos temos traços
de inveja na personalidade, mas a parte destrutiva dele é sermos insaciáveis e
sempre insatisfeitos. A inveja deve ser sempre um alerta para que você perceba o que está
faltando na sua vida. Daí você deve pedir ajuda a Deus para compreender do que se
ressente. Peça a Deus mostrar o que precisa fazer pra alcançar o que quer ou pra deixar de
querê-lo.
9. lei da atividade
parábola dos talentos - bem-sucedidos são ativos e determinados, tiveram iniciativa,
avançaram, Deus quer que sejamos decididos e ativos, que busquemos e aproveitemos as
oportunidades da vida. Deus não aceita passividade, Ele pode reparar um erro, mas não
pode compensar a passividade, temos de fazer nossa parte . É pecado não tentar, tentar e
errar e tentar de novo é aprender. Hb 10:38,39. Nossos limites só podem ser criados se
formos ativos e agressivos, se buscarmos, batermos e pedirmos. Mt 7:7,8.
10. lei da exposição
ninguém vive sozinho, existimos num relacionamento com Deus e com os outros, nossos
limites nos definem em relação as outras pessoas.
esta lei diz que nossos limites precisam estar visíveis e devem ser comunicados àqueles
com quem nos relacionamos. precisamos falar ao outro como o seu comportamento nos
prejudica. Ef. 4:25,26 e 5:13,14. a cura sempre acontece com a luz. Sl.51:6.
o caminho verdadeiro do amor: comunicar abertamente seus limites.

06. Mitos comuns sobre os limites

mito 1 - impor limites é ser egoísta


lema do cristão é amar o próximo - Jo 13:55.
limites adequados na verdade aumentam a capacidade de cuidar dos outros.
egoísmo é a fixação nos próprios desejos e vontades e a exclusão da responsabilidade de
amar o outro. Deus atende às necessidades - Fp.4:19.
nossas necessidades são nossa responsabilidade, Deus nos ajuda mas não podemos esperar
passivamente. Mt.7:7, Fp.2:13, 2Co. 5:10.
mordomia - somos os mordomos de nossa vida que pertence a Deus, quando cuidamos para
que não seja prejudicada, protegemos o investimento divino.
mito 2 - os limites são sinal de desobediência.
Hb.4:12, Os.6:6.
quando quero dizer não, não devo dizer sim, se não conseguir dizer não, não diga sim.
precisamos dizer sim com amor, quando o nosso motivo é o medo, não existe amor. 2 Co
9:7. no amor não há medo 1 Jo 4:8. Quando ficamos com medo de dizer NÃO
comprometemos o nosso sim. 1 Jo 4:18.
limites podem ser sinais de desobediência se dizemos não a coisas boas por motivos
errados. Mas o não é sinal da compreensão, honestidade e da verdade sobre os nossos
motivos ; então podemos permitir que Deus trabalhe em nós; isso não pode ser feito em um
coração temeroso.
mito 3 - se eu começar a impor limites, acabarei ferido pelos outros
Deus nunca nos deu o poder ou o direito de controlar a reação do outro diante do nosso não,
alguns receberão bem, outros não. Mt 19:22.
limites são um teste para verificarmos a qualidade de nossos relacionamentos: os que
respeitam nossos limites apreciarão nossas vontades, opiniões e nosso isolamento, os que
não conseguem , somente querem nosso sim.
impor limites significa dizer a verdade.
teste o limite de seu relacionamento dizendo não para algo e você pode ganhar mais
intimidade ou perceber que a base dessa relação é bem fraca.
o impor limites pode estreitar a relação ou romper. Cuidado para não entrar de cabeça
impondo limites sem estar em um lugar seguro para trabalhar o assunto, pois nos
precisamos de pessoas. Ef 3:17.
mito 4 - se eu impuser limites magoarei as outras pessoas
os limites não são uma arma, mas uma defesa. Os limites adequados não controlam, não
atacam nem machucam ninguém.
Este princípio serve tanto para relação disfuncional como para um problema válido. Mt
14:22,23. nem sempre uma pessoa poderá ajudar por isso é importante ter um grupo de
amizade. Ef 4:2,3.
mito 5 - os limites significam que estou zangado
a raiva é um sinal de que precisamos seguir em frente para enfrentar o que nos ameaça . Jo
2:13-17. Ela diz também que os limites foram violados. A raiva também proporciona a
sensação de que somos capazes de resolver o problema. Mas para se dissipar, ela tem de ser
resolvida da maneira certa. Tg5:16.
experimente a graça de Deus por meio daqueles que o amam, mesmo que esteja num
período de ira, é o 1o passo para resolver a raiva do seu passado.
O 2o é reconstruir as partes danificadas de sua alma. Criando limites maduros não precisa
mais sentir raiva, assim que o não recupera sua integridade não há mais necessidade do
sinal de fúria.

Mito 6 - Quando os outros impõem limites, isso me incomoda


Ter de aceitar os limites dos outros certamente não é agradável.
Por que aceitar o limite dos outros é tão difícil:
1.a imposição de limites impróprios nos machuca (especialmente na infância).
2. Projetamos nossas mágoas nos outros – quando sofremos, uma das nossa reações é
livrar-nos da sensação ruim jogando-a no outro – projeção.
3.a incapacidade de aceitar o limite do outro pode significar que existe um relacionamento
de idolatria
4.A incapacidade de aceitar os limites dos outros pode revelar uma dificuldade de assumir
responsabilidades – 2Co.7:8,9.

Mito 7 – Os limites causam sentimentos de culpa


Um dos maiores obstáculos para impor limites aos outros em nossa vida é o sentimento de
obrigação.
A idéia é:
Se recebi, estou devendo. O amor, o dinheiro, o tempo que recebemos – enfim, qualquer
coisa à qual nos sintamos comprometidos – deveriam ser aceitos como presente (que
significa não impor nenhuma condição).É para gerar gratidão, que nos motivará a amar o
outro. Cl.2:7.
Diferença entre os que dão e recebem e os que dão desinteressadamente.
Os primeiros se zangam ou se aborrecem com um agradecimento sincero. Se a gratidão for
suficiente, você recebeu um presente legítimo
Deus realiza um trabalho instrutivo ao fazer a distinção entre gratidão e limites em
apocalipse, nas cartas as igrejas de Efésios, Pérgamo e Tiatira.
1. Ele exalta suas realizações (gratidão)
2. Depois diz que apesar disso, Ele tem algo contra elas (2:4,14 e 20.).
3. Finalmente Ele apresenta suas irresponsabilidades (limites).

Mito 8 – Os limites são permanentes e tenho medo de não retornar


O seu não está sujeito à sua vontade. Você é dono de seus limites, se estabelecer limites a
uma pessoa e ela responder de forma amadurecida e carinhosa, você pode reconsiderá-los.
Você também pode mudá-los quando se sentir mais seguro.
Jn.3:10; At. 15:37-39; 2 Tm 4:11.

2ª parte – Conflitos com os limites

7. Os limites e a família.
Sinais de ausência de limites
Contraindo um vírus – há pessoas que quando entram em contato com sua família de
origem, se alteram. A família de origem tem o poder de afetar sua nova família de fato.
Há um problema com os limites quando seu relacionamento com uma pessoa pode afetar
seu relacionamento com outras.
Segundo Plano – quando a pessoa deixa que outra a domine, suas vontades, seus limites.
Comum em casamento com um dos cônjuges não se desvincula emocionalmente de sua
família de origem, faz com que o outro se sinta em segundo plano, o que destrói muitos
casamentos. Isso não impede de os cônjuges se relacionarem com suas famílias de origem e
nem com a família do outro, o que precisa é haver limites, serem impostos.
Eu poderia receber minha mesada, por favor – alguns adultos insistem em viver uma vida
mantida pelos pais – é o lado otimista do problema do limite financeiro, porque muitas
vezes não querem renunciar aos presentes e contribuições em troca de maior
independência. O lado ruim do limite financeiro seria se meter em complicações
financeiras, por causa de irresponsabilidade. Álcool, drogas, uso desequilibrado do
dinheiro...
Uma pessoa adulta que não consegue se sustentar financeiramente permanece como
criança. Para tornar-se um adulto, você precisa viver dos próprios meios e pagar por seus
próprios fracassos.
Mãe, cadê minhas meias – às vezes o filho pode ser independente financeiramente mas não
emocionalmente, o que dificulta os outros relacionamentos do filho. É a família interligada,
onde o filho se não se separam com limites claros.
Três é demais - triangulação – quando dentro da família você não consegue conversar
diretamente com a pessoa que lhe causou raiva, e envolve 3ª pessoa, e acaba não
resolvendo nada porque não está claro os limites.. A bíblia fala pra resolvermos o conflito
diretamente com a pessoa causadora de nossa fúria.
Pv 28:23 – Lv 19:17; Mt5:23-24; Mt.18:15
Afinal de contas, quem é a criança aqui? – algumas pessoas nasceram para cuidar dos pais
– co-dependência – Os filhos adultos devem cuidar dos pais idosos 1 Tm 5:3-4. É bom dar
mas veja, dê o quanto for justo para a situação e de acordo com seus recursos.
Mas eu sou seu irmão – um filho adulto saudável e irresponsável depende de um irmão
adulto responsável
Por que fazemos isso? – 2 motivos:
1- Não aprendemos as leis dos limites em nossa família de origem e nossos problemas
adultos são, na verdade, antigos problemas de limites existentes desde a infância.
2- Talvez não tenhamos feito a transição bíblica para a vida adulta e para a adoção
espiritual na família de Deus.
A manutenção de antigos problemas com limites – precisa identificar os padrões familiares
que não são saudáveis – inveja, passividade, falta de resistência ao erro, ausência de limites,
atribuição de responsabilidade aos outros. O primeiro passo é reconhecer, confessar e
modificar a maneira de como lidar com os antigos padrões, o primeiro deles é reconhecer o
padrão que persiste até o presente.
Adoção – é preciso que o filho adulto se desvencilhe da autoridade paterna e submeta-se a
autoridade de Deus.
Os filhos devem se submeter a autoridade dos pais até ficarem adultos – Gl.4:1-7.
Nós precisamos abandonar a aliança com a família de origem para sermos adotados por
Deus. Mt.23:9, Mt.15:1-6; Mt.10:35-37; Mt.12:46-50.
Se quando adultos não estivermos sob o comando de “guardiões e supervisores”,
poderemos tomar decisões realmente adultas, assumindo o controle sobre nossa vontade. -1
Co 7:37- e subjugando-a ao nosso verdadeiro pai.

SOLUÇÃO DE PROBLEMAS COM LIMITES FAMILIARES


É um processo difícil, de etapas distintas.
1. Identifique o sintoma – problemas de limites com seus pais e irmãos (quando você
perdeu o controle de sua propriedade?) identifique essas áreas, encontre a ligação com a
família que você cresceu e siga seu caminho.
2. Identifique o conflito – a que lei dos limites você está violando? Tire e a trave dos seus
olhos. Depois será capaz de ver claramente para poder relacionar-se com os membros de
sua família. Identifique a si mesmo como problema e descubra a violação dos limites.
3. Identifique a causa do conflito – descubra o porquê de ainda está ligado a família de
origem, o que não conseguiu suprir (amor, aprovação ou aceitação). Você precisa enfrentar
essa deficiência e aceitar que ela só será suprida na nova família, de Deus.
4. Aceite e receba o bem – aprenda a dar e receber amor, mesmo que se sinta sem jeito no
início.
5. Pratique sua habilidade de estabelecer limites - impor limites é algo novo e frágil,
comece treinando no seu grupo de apoio, em coisas pequenas, em situações que sua
vontade será honrada e respeitada.
6. Diga não ao mal – evite também pessoas que abusaram de você e o controlaram no
passado neste momento. Quando achar que está pronto para restabelecer um
relacionamento com este tipo de pessoa, chame alguém para lhe dar apoio. Cuidado para
não se deixar envolver novamente em uma situação controladora por desejar muito uma
reconciliação.
7. Perdoe o agressor – Não Perdoar significa que você ainda quer algo da pessoa, e não
importa o que seja, o manterá preso a ela pra sempre. Pv 13:12. Deixe a família
problemática da qual você veio. Corte as amarras e você estará livre.
8. Corresponda, mas não reaja - quando você corresponde, permanece no controle, fazendo
opções e escolhas. Se sentir que está reagindo, afaste-se e recupere o autocontrole para que
seus familiares não forcem a fazer algo ou dizer algo que você não queira e atrapalhe sua
independência. Depois de manter seus limites, faça a melhor escolha.
9. Aprenda a amar com liberdade e responsabilidade e não com culpa – os melhores limites
são do amor. É bom sacrificar-se e negar-se pelo bem dos outros. Mas é preciso ter limites
para fazer essa escolha. Pratique o ato de dar voluntariamente, quando estamos construindo
limites, pensamos que fazer um favor a alguém é co-dependencia, mas não é, fazer algo
para alguém, quando se escolhe livremente fazê-lo é fortalecer limites.

8. OS LIMITES E OS AMIGOS
Conflitos de limites com amigos apresentam várias dimensões e formas. Alguns exemplos:

Conf. 1 – Aquiescente – Aquiescente


O problema de interação entre dois aquiescentes é que ninguém faz o que de fato quer. Tem
medo de dizer a verdade ao outro, acabam vivendo na mentira.
Lista de verificação – para saber o que ocorre nesse conflito:
a. Quais são os sintomas? Insatisfação – sensação de que você fez algo que não
deveria.
b. Quais ao as raízes? Os aquiescentes no passado, tiveram de evitar dizer não só para
agradar.
c. Qual é o conflito de limites? Rejeitam educadamente seus limites para manter a paz.
d. Quem precisa assumir o controle? Cada um deve assumir a responsabilidade por
suas tentativas de agradar o outro.
e. O que é necessário fazer? Estabelecer relacionamentos que o fortaleçam (grupo de
apoio, estudos bíblicos, consultar especialista). O medo de magoar os outros os
impede de estabelecer limites.
f. Por onde começar? Experimentando impor limites em coisas corriqueiras.
g. Como impor limites um para o outro? Falando diretamente um ao outro.
h. O que acontece depois? Vai depender de cada relacionamento, podem perceber que
são diferentes, que precisam se distanciar, outros amigos...
Conf. 2 – Aquiescente – Controlador agressivo
Aquiescente vê-se intimidado e inferior no relacionamento; o controlador agressivo irrita-se
e sente-se atormentado pelo aquiescente.
Lista de verificação – para saber o que ocorre nesse conflito:
a. Quais são os sintomas? Aquiescente sente-se controlado e magoado; o controlador
agressivo sente-se bem, mas não gosta que o aborreçam.
b. Quais ao as raízes? O aquiescente pode ter crescido numa família que o ensinou
evitar conflitos, em vez de enfrentá-los. O Controlador nunca foi ensinado a esperar
pela recompensa e a assumir ele mesmo responsabilidade.
c. Qual é o conflito de limites? Incapacidade de o aquiescente impor limites claros e o
controlador agressivo respeitar os limites do aquiescente.
d. Quem precisa assumir o controle? O aquiescente precisa enxergar que não é uma
vítima do controlador (está oferecendo seu poder para ele - abrir mão do poder é sua
forma de controlar o outro). O controlador agressivo precisa assumir que sente
dificuldade em ouvir um não e aceitar os limites dos outros.
e. O que é necessário fazer? Aquiescente- o mais infeliz aqui, ele deve ligar-se a um
grupo de apoio que o ajude a resolver o problema com limites.
f. Por onde começar? Experimentando impor limites em grupo de apoio (aquiescente);
o agressivo poderia melhorar se algum de seus amigos próximos puder lhe dar um
parecer sincero de como atropela as pessoas.
g. Como impor limites? Aquiescente aplica os princípios bíblicos em sua amizade
(Mateus 18), resiste ao controle e intimidação do amigo. Avisa que da próxima vez
que o agressivo tentar controlá-lo ele se afastará. Não tenta controlar o outro. A
resistência impõe limites para que o outro saiba que está magoando e ferindo a
amizade. O aquiescente só retornará ao relacionamento quando for seguro.
h. O que acontece depois? Se os dois amigos se abrirem, poderão renegociar o
relacionamento e construir uma nova amizade.
Conf. 3 – Aquiescente – Controlador manipulador
O manipulador faz com que o aquiescente faça o que quer, o usa, mas o aquiescente se
sente mal, usado, explorado, apesar de achar que está sendo amigo.
Lista de verificação – para saber o que ocorre nesse conflito:
a. Quais são os sintomas? Aquiescente fica ressentido com os pedidos urgentes do
manipulador.
b. Quais ao as raízes? O aquiescente pode ter crescido numa família que o fazia sentir
medo de magoar os outros pela imposição de limites. O Controlador manipulador
teve pais que o salvavam de todos os apuros nunca foi ensinado a esperar pela
recompensa e a assumir ele mesmo responsabilidade.
c. Qual é o conflito de limites? O manipulador não planeja o futuro e nem assume a
responsabilidade por seus compromissos. Quando foge o controle ele pede ajuda ao
aquiescente mais próximo.
d. Quem precisa assumir o controle? O aquiescente, a parte ferida desse conflito, que
sente que seu sim eterno contribui para a forma de agir do outro, precisa parar de se
sentir vítima e assumir a obrigação de dizer não.
e. O que é necessário fazer? Aquiescente precisa se vincular a outras pessoas que o
ajudarão a analisar os seus problemas com o manipulador.
f. Por onde começar? Experimentando impor limites, dizendo não a amigos
compreensivos (aquiescente), para aprender a discordar, expor sua opinião e resistir.
g. Como impor limites? Aquiescente expõe ao controlador manipulador que se sente
usado e prejudicado. Explica que gostaria que o relacionamento entre eles fosse
mais equilibrado. Avisa que não mais aceitará mais o chamado urgente do
manipulador. O manipulador não sabe que magoa o aquiescente, lamenta. Ainda
tenta, mas o aquiescente tem que negar todas às vezes. Ao perceber isso, o
manipulador começa se planejar.
h. O que acontece depois? A amizade cresce e aprofunda-se.

Conf. 4 – Aquiescente insensível


Um sempre toma a iniciativa (aquiescente) enquanto o outro não faz nada, o primeiro sente-
se frustrado e triste, o insensível fica imaginando qual seria o problema.
Lista de verificação – para saber o que ocorre nesse conflito:
a. Quais são os sintomas? Aquiescente sente-se deprimido, ressentido e insignificante;
insensível pode se sentir culpado ou oprimido pelas necessidades do outro.
b. Quais ao as raízes? O aquiescente provavelmente sempre teve medo de que se não
controlasse seus vínculos importantes, fazendo tudo por conta própria, seria
abandonado. Já o insensível nunca teve problemas em manter amizades, por ser
popular, os outros é que tem de dar duro para ser amigos.
c. Qual é o conflito de limites? Pode haver 2 tipos: o 1º. O aquiescente assumido toda
responsabilidade pela amizade, não permite que o outro carregue o próprio fardo-
Gl 6.5; 2º. O insensível não assume muita responsabilidade pela amizade. O
manipulador não planeja o futuro e nem assume a responsabilidade por seus
compromissos. Quando foge o controle ele pede ajuda ao aquiescente mais
próximo.
d. Quem precisa assumir o controle? O aquiescente precisa assumir a responsabilidade
por facilitar as coisas para que o insensível não precise fazer nada, Essa é a forma
de controlar a amizade do aquiescente.
e. O que é necessário fazer? Ambos precisam de apoio de outros amigos. Precisam
viver um relacionamento de amor incondicional para analisar objetivamente o
problema.
f. Por onde começar? Experimentando impor limites, dizendo não a amigos
compreensivos (aquiescente), percebendo que continuará a ter amizades nas quais
cada um carrega o seu próprio peso, mesmo que essa amizade termine.
g. Como impor limites? Aquiescente expõe ao insensível o que sente e diz que este
precisará assumir sua cota de responsabilidade da amizade.
h. O que acontece depois? A pequena crise muda para sempre o caráter da amizade.
Pode levar ao rompimento ou dar margem para a construção de uma relação de
maior qualidade.

PERGUNTAS SOBRE CONFLITOS DE LIMITES NA AMIZADE

Isso se dá em razão de amizade se manter pela amizade, não há qualquer outro vínculo que
mantenham as pessoas unidas.
1. AS AMIZADES NÃO SÃO FACILMENTE QUEBRADAS?
Na verdade, é o compromisso e não o vínculo que os une.
Escolha e compromisso são ingredientes de uma boa amizade
A Bíblia ensina que todo compromisso se baseia em um relacionamento de afeto. Ser
amado é o que nos conduz ao comprometimento e à liberdade de escolha, e não o
inverso. É o amor que mantém o relacionamento.

2. COMO É POSSÍVEL IMPOR LIMITES NOS RELACIONAMENTOS


ROMÂNTICOS?
A maior parte dos conflitos surge pelo medo de perder a relação.
2 princípios bem caracterizados atuam na esfera romântica:
a. Os relacionamentos românticos são, por natureza, arriscados.
O namoro tem por fim último, decidir se a relação acabará em casamento, é praticar,
experimentar. Isso cria conflito porque tem se liberdade no namoro de sair a
qualquer hora.
O namoro é a maneira de os adultos descobrirem se o casamento é conveniente; não
é o lugar em que almas jovens e feridas encontrarão a cura.
É mais fácil aprender a impor limites nas áreas não-românticas, em que o vínculo e
o compromisso são maiores. Depois de aprender, é que poderá ser aplicado no
namoro.
b. É necessário estabelecer limites no romance.
Se o casal concorda em tudo, tem algo errado, alguém ou ambos estão se anulando
para agradar o outro.
3. E SE MEUS MELHORES AMIGOS FOREM MEUS FAMILIARES?

É preciso ter amigos íntimos além dos pais e dos irmãos. A função bíblica da família é
ser uma incubadora onde se ganhe maturidade, instrumentos e as habilidades de que é
preciso, para poder se relacionar com o mundo lá fora e estabeleça seu sistema familiar
e espiritual (Gn 2.24). O adulto é livre para fazer o que quer que Deus tenha lhe
reservado. Com o tempo, cumprirá os propósitos de Deus de propagar seu amor e de
fazer discípulos em todas as nações (Mt 28.19). Ficar emocionalmente ligado à família
de origem, resulta em fracasso nesse propósito.
NINGUÉM SE TORNARÁ REALMENTE ADULTOSE NÃO ESTABELECER
ALGUNS LIMITES, SAIR DE CASA E ABRIR O PRÓPRIO CAMINHO. Caso
contrário, nunca se saberá se foi criado os próprios valores crenças e convicções
próprias (identidade) – ou se imita as idéias da família.
A família pode ser amiga, mas é preciso ter certeza de que o relacionamento com ela é
maduro.

4.COMO ESTABELECER LIMITES PARA OS AMIGOS CARENTES?


2 Co 1. 4 – precisamos consolar com a consolação que somos consolados, quer dizer
que para consolarmos alguém, fomos consolados primeiro; para conseguir consolar
alguém, Deus nos consola antes. Isso significa impor limites, para que não se percam
amizades importantes.

9. Os limites e o cônjuge

Isto é seu, meu ou nosso?


Nos casamentos, o maior problema é
As características pessoais de cada cônjuge, quando um invade na área de característica s
do outro, quando cruza a linha e tenta controla os sentimentos, atitudes, comportamentos,
decisões e os valores do outro. Somente o próprio individuo pode fazer isso. \nosso
relacionamento com Cristo, assim como qualquer outro relacionamento bem-sucedido,
baseia-se na liberdade.
Exemplos comuns
Sentimentos
Expressar sentimentos (sobre o que sente quando o outro faz algo) é dizer: estou triste,
magoado, solitário, com medo, alegre....essa vulnerabilidade é o princípio da intimidade e
da preocupação com o outro.
Desejos
Desejos são outro elemento das características pessoais pelo qual cada cônjuge deve
assumir responsabilidade.
O casal pode ter desejos conflitantes. Os problemas surgem quando transferimos a
responsabilidade por nossos desejos e necessidades para os outros e quando os culpamos
por nossas decepções.
Limites para o que posso dar

2 Co.9.7 – cada um deve dar segundo propôs seu coração – cuidado para não dar
ressentimento ao invés de amor. Problemas surgem quando culpamos alguém por nossa
falta de limites. Não adianta esperar que o outro não queira, o quanto você pode dar tem
que ser dito, esclarecido e cumprido, além disso, é problema do outro. A questão é que
ninguém é responsável por nossos limites, a não ser nós mesmos. Somente você sabe o que
pode dar, e o único responsável por determinar esse limite.

APLICAÇÃO DAS LEIS DOS LIMITES AO CASAMENTO

1. a lei do semear e ceifar


livrar a pessoa das consequências naturais do seu comportamento permite-lhe continuar
comportando-se irresponsavelmente. Um cônjuge não pode livrar o outro das
conseqüências de suas atitudes irresponsáveis. Impor limites e deixar que o outro assuma a
conseqüência de seu ato.
2. lei da responsabilidade
essa lei implica amar o outro. devemos amar o outro e não ser o outro . Fp.2:12,13.
outro aspecto de ser responsável por alguém não está apenas em dar, mas em impor
limites para o comportamento destrutivo e irresponsável do outro . Pv.19:19.
3. lei do poder -
você tem o poder de aceitar a verdade sobre seus problemas - bíblia chama de confissão.
reconhecer fraquezas. Não se pode mudar o outro, mas você não precisa suportar o erro do
outro.
4. lei da avaliação
Impor limites causa dor ao outro porque este não tinha o costume, mas essa imposição é
sua, diz respeito a você, você tem de ser responsável e amável. Esta é uma forma de desistir
de controlar e começar a amar.
5. lei da exposição
ninguém vive sozinho, existimos num relacionamento com Deus e com os outros, nossos
limites nos definem em relação as outras pessoas.
esta lei diz que nossos limites precisam estar visíveis e devem ser comunicados àqueles
com quem nos relacionamos. precisamos falar ao outro como o seu comportamento nos
prejudica. Ef. 4:25,26 e 5:13,14. a cura sempre acontece com a luz. Sl.51:6.
o caminho verdadeiro do amor: comunicar abertamente seus limites.
No casamento ocorre da mesma maneira.
Pele – limite físico que os cônjuges devem respeitar. é mútuo- 1.Co 7;4-6.
Palavras – palavras devem ser claras e ditas com amor. Diga não diretamente.
Verdade – discurso sincero, inclusive quando o outro não percebe. Assumir a verdade sobre
seus sentimentos, mágoas e comunicar-los direta e amorosamente ao seu parceiro.
Espaço físico – as vezes um dos cônjuges necessita de espaço e deve comunicar ao outro
claramente, para que não pareça punição- Mt.18:17; 1Co5:9-13.
Distância emocional – as vezes é necessário- restaurar a confiança. Se um cultiva mágoas
do outro, é preciso revelar e comunicar, se está sofrendo é preciso assumir e ter paciência
até q a confiança seja restabelecida.
Tempo – o tempo só é necessário para sentirem necessidade de se reencontrar. Cada um
precisa respeitar o tempo do outro.
Outras pessoas – alguns que se sentirem muito fracos para impor limites, precisarão de
ajuda de amigos, igreja etc. As pessoas que ajudam devem estar preparadas para saber
impor limites.
Conseqüências – comunicar as conseqüências claramente ao outro e executar conforme
disse que faria.

MAS ISSO NÃO PARECE SUBMISSÃO

Tanto maridos quanto mulheres devem praticar submissão. Ef.5:21. A relação conjugal
deve ser como a de Cristo com a igreja (Ef.5:24-27), se ela tem liberdade de
escolha(Ef.5:28-29) ou é uma escrava da lei. Se for escrava da lei, a bíblia diz que pode
produzir ira, culpa, insegurança e alienação – Rm. 4:15; Tg 2:10; Gl. 5:4.

UMA QUESTÃO DE EQUILIBRIO


Todo casamento tem 2 ingredientes: união e separação. Bons casamentos levam cargas
iguais dos 2 ingredientes para ambos os cônjuges. Equilíbrio é algo que Deus atribuiu a
todos os sistemas. Os limites aqui ajudam a criar este equilíbrio mútuo.

COMO SE RESOLVE O PROBLEMA?


Identificar o problema é até fácil, mas fazer escolhas difíceis e aceitar os riscos que
resultam em mudanças é muito difícil.
Etapas rumo a mudança na relação conjugal:
a. Identificar os sintomas – reconhecer o problema e concordar que precisa fazer algo
pra resolvê-lo.
b. Identificar o problema específico de limites – precisa-se se observar qual é o
problema especificamente para trabalhar neste foco.
c. Descubra a origem do conflito – descobrir de onde surgiram os problemas de
relacionamento, saber quais são os problemas originais e parar de confundi-los com
o seu casamento.
d. Aproveite o que é bom – procurar um grupo de apoio que o ajude a estabelecer
limites. O exercício vai lhe fortalecer para que você possa impor limites cada vez
mais facilmente.
e. Pratique – pratique os limites em lugar seguro com pessoas que o amem
incondicionalmente.
f. Diga não ao que é ruim – enfrente o abuso – diga não. Não há crescimento sem
risco e sem enfrentar o medo. Ter sucesso não é tão importante quanto arriscar-se e
tentar.
g. Perdoe – o perdão é uma liberação da necessidade de controlar, ele induz o
comportamento proativo do presente e não aos desejos passivos do passado.
h. Seja proativo – pense no que você quer fazer, estabeleça um procedimento a seguir
e não se afaste dele.
i. Aprenda a amar com liberdade e responsabilidade – o amor vem com liberdade.
Quando você tem controle de si mesmo, pode dar-se e sacrificar-se por aqueles a
quem ama. Não existe prova de amor maior do que sacrificar a vida por amigo.

10. Os limites e os filhos

De todas as áreas nas quais os limites são importantes, nenhuma é mais relevante do que na
criação dos filhos.

A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA.
Deus é amor, e ativo, e Ele guia suas relações por amor, desde o útero até a morte. 1 Jo 4:8
- Jr.31.3.
A família é o lugar que Deus criou para povoar o mundo através de sua personalidade
amorosa.
Israel foi a primeira escolhida- sua resistência levou a Deus escolher a igreja. Esta é muitas
vezes apresentada como família. Gl 6:10; Ef 2:19; 1 Tm 3:15.
LIMITES E RESPONSABILIDADE
Deus quer que seus filhos cresçam, conforme Cristo. Ef 4:13, parte do processo de
amadurecimento consiste em ajudar-nos a assumir a responsabilidade por nossa vida.

INFUSÃO VERSUS RESTABELECIMENTO DE LIMITES


Desenvolver limites na criança é uma famosa medida de prevenção. Ensinado a ter
responsabilidades, impor limites e a esperar pela recompensa, mais tarde, estará mais
tranquila. Quanto mais tarde ocorrer, mais resistência encontrará, mas qualquer momento
pode se aprender.

O DESENVOLVIMENTO DE LIMITES NA CRIANÇA


Ensinar os méritos e os limites da responsabilidade a criança, lhe dá autonomia. A bíblia
chama isso de disciplina – que do hebraico se traduzem por ensino. O ensino tem o lado
negativo e o positivo.
Os aspectos positivos da disciplina: proatividade, prevenção e instrução (treinar alguém em
uma tarefa). Ef 6:4.
Os aspectos negativos da disciplina: repreensão, castigo e conseqüências (deixar que a
criança sofra os resultados de suas ações). Pv 15:10.
Tanto a recompensa quanto o castigo são necessários para o desenvolvimento de limites
saudáveis porque Deus usa a prática tentativa e erro pra nos ajudar a crescer. Serve para
todas as áreas Hb 5:14

A disciplina é um limite externo, designado para desenvolver limites internos na criança,


fornece um sistema de segurança até que a criança tenha estrutura suficiente e não precise
mais disso.

A NECESSIDADE DE LIMITES PARA A CRIANÇA


Autoproteção – os limites são a maneira de defender e salvaguardar a alma. Foram criados
para garantir o bem e nos livrar do mal.
Assumir a responsabilidade pelas próprias necessidades – Os limites criam um espaço
espiritual e emocional, uma distância entre nós e os outros, entre o que precisamos e o que
os outros precisam. Permite que nossas necessidades sejam ouvidas e compreendidas.
Quando a criança consegue identificar isso, ela evita o perigo decorrente da
irresponsabilidade. Incentivar a falar sobre suas raivas, permitir expressar sua dor, tristeza,
fazer perguntas, perguntar o que estão sentindo quando se isolarem ou parecerem aflitos;
ajude a expressar com palavras os sentimentos negativos (não tente facilitar as coisas).

É preciso assumir a responsabilidade pelas próprias necessidades identificando-as, e ser


responsável pela própria defesa. os pais devem permitir o filho sofrer as conseqüências das
próprias ações consoante a idade, mesmo que isso signifique um boletim com uma nota
baixa.
Ter noção de controle e escolha – crianças começam a vida em condição indefesa e
dependente, a criação piedosa, no entanto, procura ajudar as crianças a aprender a pensar,
tomar decisões e dominar seu ambiente em todos aspectos da vida. Aprender a tomar
decisões adequadas a idade ajuda a criança a sentir-se segura e a ter controle sobre si
mesma. Pais ansiosos e bem-intencionados procuram evitar que seus filhos tome decisões
difíceis. Impedem a criança de errar e de machucar os joelhos. O resultado é que as crianças
atrofiam uma parte muito importante da imagem de Deus, que deveria estar sendo
desenvolvida: a capacidade de afirmar-se ou de provocar mudanças. Ela precisa saber que
cabe a ela determinar dentro da soberania de Deus, sua vida e seu destino. Isso ajudar fazer
escolhas. Ela aprende a avaliar a conseqüência da escolha que faz.
Esperar pela recompensa dos objetivos – em um dado momento, a criança descobre o
significado de mais tarde, esperar por algo bom porque isso é o melhor a fazer.

Esperar pela recompensa dos objetivos – em algum momento do desenvolvimento da


criança, ela percebe o significado do “mais tarde”, de esperar por algo bom porque isso é o
melhor a fazer – é capacidade de adiamento da recompensa- capacidade de dizer não aos
impulsos, vontades e aos desejos por algum beneficio ao longo do processo. A bíblia atribui
grande valor a essa capacidade. Deus usa essa habilidade para ajudar-nos a compreender as
recompensas do planejamento e da preparação. Hb 12:2. Ensinar a esperar pela recompensa
pode começar logo no início do segundo ano de vida- a sobremesa vem depois da cenoura e
não antes. OS limites devem ser aplicados em todo o momento do desenvolvimento da
infância, e farão com se tornem adultos auto-suficientes Pv 6:6-11.
Aprender a esperar pela recompensa ajuda a criança a adquirir a noção de objetivo.
Aprende a economizar tempo e dinheiro para as coisas que lhe são importantes e a valorizar
o que escolheu comprar – Lc 14:28.

Respeitar os limites dos outros - as crianças devem aprender a respeitar os limites dos
outros desde pequenas, de pais, irmãos e amigos. Precisam saber que o mundo não gira em
torno delas. Isso é importante por 2 razões: capacidade de aprender e aceitar limites nos
ensina a assumir a responsabilidade por nós mesmos. Saber que os outros nem sempre estão
a nossa disposição, para o que bem entendermos, pode ajudar a concentrar-nos mais em
nosso interior do que agir de acordo com os estímulos externos. Quanto mais uma criança
odeia os limites dos outros e resiste, mais dependente será deles. Ela fica esperando que os
outros cuidem dela, em vez de simplesmente cuidar de si mesma.
Sequência de nãos na vida daqueles que resistem os limites dos outros:
1. não dos pais;
2. não dos irmãos;
3. não dos professores;
4. não dos colegas de classe;
5. não dos patrões e superiores;
6. não dos cônjuges;
7. não dos problemas de saúde por causa da compulsão por alimentos, do alcoolismo ou de
um estilo de vida irresponsável;
8. não da polícia, dos tribunais e até da cadeia.

Alguns aprendem mais facilmente os limites na vida, outros precisam ir até ao estágio 8º
para aprender a aceitar os limites da vida- Pv 19:27.
Quando os pais não ensinam os limites da vida aos filhos, alguém que gosta muito menos
deles, o fará; E a maioria dos pais espera que seus filhos não tenham de passar por esse
sofrimento.
Outra razão para que as crianças aprendam a aceitar os limites dos outros é que o respeito
pelos limites dos outros as ajuda a amar. Amar os outros como gostaríamos de ser amados.
É preciso respeitar o não da criança para que ela da mesma forma, aprenda a respeitar o não
dos outros. Ao sentir empatia pela necessidade alheia, ela amadurece e fortalece seu amor
por Deus e pelos outros. 1Jo 4:19.
Se uma criança de 6 anos sem querer te machuca – deve ser dito- sei que você não fez por
mal, mas me machucou, procure ter mais cuidado da próxima vez, está bem?Ajudará a
perceber sem condenação, que ela pode machucar as pessoas a quem ama e que suas ações
são relevantes. Sem estes princípios, a criança se tornará egoísta ou controladora.

LIMITES SAZONAIS: TREINAMENTO DE LIMITES AJUSTADOS À IDADE

Dificuldade para ensinar limites


Um panorama de como ensinar limites aos filhos de acordo com faixa etária.
A seguir, tarefas básicas para diferentes faixas etárias (informações mais detalhadas sobre o
período de nascimento até os 3 anos, capítulo 4).

Do nascimento aos cinco meses- nessa fase, o recém-nascido precisa estabelecer um


vínculo com a mãe, o pai ou quem quer que cuide dele. Idéia de relacionamento e de se
sentir seguro e bem-vindo são as tarefas que o bebê precisa realizar. O mais importante
nessa fase é dar segurança. O único limite aqui é a presença tranqüilizadora da mãe. Ela
protege a criança. O trabalho dela é ajudar o recém-nascido a conter sentimentos intensos,
assustadores e conflitantes. Fraldas são limites externo. O bebê sabe onde ele começa e
termina, por isso choram quando são despidos, pela perda da estrutura. O bebê de 4 meses
que grita busca descobrir se o mundo é ou não um lugar razoavelmente seguro. Ele se
encontra em um estado de terror e isolamento. Não aprendeu a se sentir bem quando não há
alguém por perto. Fazer o bebê seguir o horário dos pais para alimentá-lo e acalentá-lo
nessa fase é condenar um inocente (Mt.2:7). Pode ocorrer de alguns bebês pararem de
chorar, mas uma razão para isso ter ocorrido, pode ser a depressão infantil (Pv.13:12). Não
se deve ensinar a criança a esperar pela recompensa antes do 1º ano de vida. Quando se
estabelecer uma base de segurança entre bebê e mamãe, sim, assim como a graça precede a
verdade ( Jo1:17), o vínculo precisa preceder a separação.

Dos cinco aos 10 meses – Nesse período os bebês estão na fase do descobrimento. Embora
muito dependentes, começam a se libertar da unidade da mãe. Nessa fase os pais precisam
incentivar as tentativas de separação, sem deixar de ser a âncora em que a criança poderá se
agarrar. É preciso atender as necessidades de segurança emocional e vínculo da criança ao
mesmo tempo em que permite que ele se interesse por algo mais além da mãe. Aqui há uma
perda de intimidade entre mãe e filho, entretanto, mães responsáveis lutará para suprir sua
necessidade com as pessoas adultas que a rodeiam, ao invés de buscar na criança,
incentivando o bebê ao descobrimento, sabendo que o está preparando para seguir o seu
próprio caminho. Nessa fase é melhor mantê-lo distante do perigo, porque não
compreendem o Não com clareza.

Dos 10 aos 18 meses – neste estágio de experimentação, o bebê começa a andar e a falar.
Agora ele tem capacidade cognitiva de compreender o Não. Os limites se tornam
extremamente importantes nessa fase, tanto os relacionados ao ter, como o ouvir. O não
precisa ser exercitado, ele é a maneira de seu filho encontrou para descobrir se assumir a
responsabilidade por sua vida traz bons resultados ou o afasta das pessoas. É preciso ajudar
o bebê a perceber que ele não é o centro do universo. É preciso mostrar os limites ( como
de rabiscar parede) mas sem anular nele o interesse e excitação que está desenvolvendo
com respeito ao mundo.

Dos 18 aos 36 meses – nessa fase a criança aprende a importante tarefa de assumir a
responsabilidade por uma alma diferente, mas ligada a sua. O objetivo nessa fase é
desenvolver as seguintes habilidades:
De se vincular emocionalmente aos outros, mantendo a idéia de individualidade e liberdade
de cada um.
De dizer ao outros os “nãos” devidos sem medo de perder o amor.
De aceitar dos outros os “nãos” devidos sem se retrair emocionalmente.
Nessa fase a criança precisa aprender a ser autônoma, sem perder o vínculo com os pais,
aceitar a perda da onipotência. É preciso respeitar o não da criança quando for adequado e
ser firme com o próprio “não”. Aqui a criança pode aprender as regras da casa e as
conseqüências de quebrá-las. Bom método de disciplinar:
1. 1ª infração –ex: não pinte o lençol. Dar a criança canetas e papel para pintar.
2. 2ª infração – novamente diga não e explicar a conseqüência, ficar um tempinho de
castigo, ou sem lápis o resto do dia..
3. 3ª infração – Aplicar as conseqüências e explicar o porquê, depois dar uns minutos
para que ela fique braça e se afaste dos pais
4. Conforto e reaproximação – abrace e console a criança, ajudando-a a reaproximar
de você. Isso permite que ela separe as conseqüências do afeto.

Dos 3 aos 5 anos – Fase do desenvolvimento do papel sexual. Podem desenvolver um


sentimento de competição. As crianças estão se preparando para desempenhar o papel
sexual de adulto no futuro. Nessa fase os pais tem que delicadamente, sem perder a
autoridade, precisam permitir que os filhos concorram com eles, isso ajuda a criança a
assumir as características certas. Pais maduros precisam impor limites permitindo que o
modelo do papel sexual da criança se forme e esclarecendo a diferença entre pais e filhos.

Dos 6 aos 11 anos – A criança se prepara para entrar na adolescência. Aqui a criança tem
que aprender a planejar e a ter disciplina de realizar uma tarefa até o fim, esperar pela
recompensa, ser resoluto, administrar o tempo, os pais precisam ajudar os filhos a
estabelecer os princípios básicos dos deveres.

Dos 11 aos 18 anos – maturação sexual, solidificação da identidade em qualquer ambiente,


inclinações vocacionais e escolhas amorosas. Fase que ao mesmo tempo pode ser
assustadora e excitante tanto para o filho quanto pra os pais. Aqui o pai já não deve
controlar o filho e sim influenciá-lo, aumenta a liberdade do filho e a responsabilidade,
negocia restrições limites e conseqüências das ações com mais flexibilidade. Você está
preparando o filho para lançar o jovem adulto no mundo. A questão aqui é: como posso
ajudá-los a sobreviver sozinhos? Aqui, o jovem precisa desenvolver aos poucos, os próprios
limites em relação a relacionamentos, horários, valores, dinheiro e sofrer as conseqüências
do mundo real quando ultrapassarem esses limites.
Se o adolescente apresentar sintomas como os abaixo descritos, os pais podem estar diante
de um problema mais sério:
Isolamento dos membros adolescentes da família.
Depressão
Rebeldia
Conflito contínuo com a família
Escolha errada de amigos
Problemas na escola
Compulsão por alimentos
Uso do álcool
Uso de drogas
Idéias ou comportamentos suicidas

Aqui os pais devem reagir impondo limites de forma equilibrada, nem excessivo, nem
clemente demais, porque nessa fase, o filho precisa de alguém pra respeitar. A ajuda
profissional pode ser uma boa idéia.

TIPOS DE DISCIPLINA.

Maneiras de disciplinar os filhos:


1. As conseqüências servem para aumentar a noção de responsabilidade e controle que
a criança tem sobre si mesma. O importante um sistema de recompensas e
conseqüências de modo que ajude o filho a decidir por fazer algo que é para o seu
próprio bem.
2. As conseqüências devem ser adequadas a idade.
3. As conseqüências precisam estar de acordo com a seriedade da infração. Tudo deve
ser dosado, e não penalizado da mesma forma.
4. O objetivo dos limites é uma noção interna de motivação, com conseqüências auto-
induzidas. O s filhos devem fazer algo porque é importante para eles e não para
concordar com os pais, assim é que a verdadeira maturidade acontece, do contrário,
eles se destruirão em algum momento da vida.
Os pais têm uma responsabilidade séria, de ensinar os filhos a ter noção interna dos
limites e respeitar os limites alheios (Tg 3.1),

11. Os limites e o trabalho


Antes da queda no jardim do Éden, o trabalho era executado com amor por Adão, depois
disso, o trabalho ES tornou fardo, como conseqüência da desobediência e da tentativa de se
eximirem da culpa. Para piorar a lei aumenta o desejo de se rebelar (Rm. 5:20), ira, porque
manda o que devemos fazer (Rm. 4:15), instiga nossas motivações de fazer o que é errado
(Rm.7:5). Os limites podem nos ajudar a resolver problemas relacionados com o trabalho e
nos tornar mais felizes e satisfeitos com o que fazemos.

O TRABALHO E A FORMAÇAO DO CARÁTER


Qualquer que seja o trabalho, secular ou ministerial, deve ser feito como ao Senhor
(Cl.3:23). O trabalho ensina a crescer espiritualmente (parábolas de Jesus). Falam do
desenvolvimento do caráter em relação a Deus e aos outros e ensinam a ética no trabalho
baseada no amor segundo as regras divinas. O trabalho é uma atividade espiritual. No
trabalho o homem é feito à imagem e semelhança de Deus, que também é um trabalhador.
O novo testamento ensina que o trabalho oferece mais que satisfação e recompensa
temporária na Terra, pois desenvolve-se o caráter através dele, e prepara-se para o trabalho
que será realizado na eternidade.

PROBLEMAS NO AMBIENTE DE TRABALHO

A falta de limites pode criar muitos problemas no trabalho, porque as pessoas não assumem
a responsabilidade por seu trabalho.
Vamos examinar como a aplicação dos limites pode resolver alguns problemas mais
comuns no ambiente de trabalho.

Prob.1. ficar sobrecarregado com as responsabilidades de outra pessoa


Se no trabalho, alguém o sobrecarrega com responsabilidades que não são suas, e você está
sofrendo com isso, você precisa assumir a responsabilidade por seus sentimentos e
compreender que sua infelicidade não é culpa de seu colega, mas sua. Depois disso, você
precisa conversar com seu colega, ser responsável com ele, explicando a situação. Quando
for procurado para fazer algo que não lhe compete, explique que não pode, não é sua
responsabilidade. Não se justifique. Isso também não quer dizer que não poderá ocorrer que
em um dado momento, você não possa ajudar. Favores e sacrifícios fazem parte da vida
cristã. A permissividade não (Lc.13:9).

Prob.2. trabalhar além do horário


Se você trabalha além do horário, isso é um problema de organização de seu gestor, você
assumir essa responsabilidade que não lhe cabe por medo de perder o emprego, te faz
escravo e não um empregado contratado. Por pior que possa parecer, você precisa assumir a
responsabilidade por si mesmo e tomar providências para mudar a situação. Aqui vão
algumas sugestões que poderão ajudá-lo:
1. Imponha limites no trabalho - decida quanto tempo você quer trabalhar além do normal
e o faça apenas em momentos difíceis.
2. Reexamine a descrição de seu cargo, se existir.
3. Faça uma pequena lista das tarefas que você precisa realizar mensalmente.
4. Agende uma reunião com seu chefe para discutir a sobrecarga de trabalho. Reúna com
seu chefe e examinem sua lista de tarefas. Peça-o para indicar prioridades. Se ele quer que
você faça tudo, peça uma assistente temporário. Se ele continuar a esperar muito de você,
marque uma nova reunião levando 1 ou 2 assistentes, modelo bíblico de Mt.18, se ele
continuar assim, pense que talvez deva procurar outra oportunidade de emprego, dentro ou
fora da empresa.

Prob.3. prioridades invertidas


Aprenda a reconhecer seus limites e a reforçá-los. Trabalhadores competentes fazem duas
coisas: esforçam-se para realizar um trabalho de qualidade e gastam tempo nas coisas mais
importantes. Diga não ao que é insignificante e à tendência de não dar o melhor de si. Você
precisa planejar q realização do que é importante e criar alguns limites para suas tarefas.
Diga sim ao que é melhor e, às vezes, quando necessário, diga não ao que é bom. O
trabalho sempre preencherá o tempo que você determinou para ele. Veja o exemplo do
trabalho sem limites de Moisés e o conselho de seu sogro, Jetro (Ex.18:14-27). Os limites
das coisas boas é que as mantêm boas.

Prob. 4. colegas difíceis


Você não pode mudar os outros, somente a si mesmo, assim sendo, se você encará-la como
um problema a ser resolvido, dará poderes a ela e perderá o controle porque como dito, não
pode mudá-la. O verdadeiro problema está na maneira de você se relacionar com a pessoa
problemática, já que é você que está sofrendo, somente você tem o poder de consertar isso.

Prob.5. postura crítica


Deixe os críticos serem do jeito que são, mas mantenha-se afastado deles e não interiorize a
opinião que eles nutrem a seu respeito. Tenha um melhor julgamento de si mesmo e então
discorde internamente. Você também pode resistir a um crítico, usando o modelo bíblico
(Mt18), dizendo a ele como se sente sobre sua atitude e como isso o afeta, se não o ouvir,
poderá procurá-lo como 2 outra pessoas, se perseverar, diga que não o procurara enquanto
não controlar suas atitudes.
Não tente ganhar a aprovação dessas pessoas, isso nunca dará certo e só servirá para você
se sentir controlado, não discuta (Pv. 9:7-8).

Prob. 6. Conflitos com autoridade


Talvez o conflito seja caso de “sentimentos de transferência”, que ocorre quando você
experimenta sentimentos hoje que na verdade pertencem a algo não resolvido no passado. É
comum ocorrer com chefes por ser uma relação em que ele representa a autoridade. É sua
responsabilidade esclarecer os sentimentos de transferência, pois não conseguirá nem ver
como são as outras pessoas realmente se não enfrentar os próprios sentimentos. Outro caso
comum é a competitividade com algum colega, Sempre que você tiver uma reação forte,
encare isso como sua responsabilidade. Isso o conduzirá para qualquer caso pendente e para
a cura, evitando que você aja da mesma maneira irracional com colegas e chefes.
Prob. 7. Expectativa exagerada em relação ao trabalho
O trabalho não é o local onde se supre carências familiares. O trabalho requer um
comportamento adulto, pessoas que buscam no trabalho uma família, buscam satisfação de
necessidades infantis. As expectativas diferentes inevitavelmente acabarão colidindo.
A cura acontece quando as necessidades não-supridas da infância são reconhecidas e
supridas, mas o ambiente de trabalho não é local ideal para fazer isso, essas necessidades
devem ser resolvidas fora e depois de disso, poderá dar o melhor de si, sem misturar as
necessidades com o que a empresa exige de você.

Prob. 8. Levar pra casa a tensão do trabalho


Precisamos ter alguns limites e mantê-los longe de casa. Isso geralmente abrange dois
componentes. O 1º é emocional, os problemas do trabalho devem ser resolvidos para que
não prejudique o resto de sua vida. O 2 º são coisas finitas como tempo, energia e outros
recursos, procure não deixar que o trabalho que nunca termina, invada sua vida pessoal e
seus relacionamentos e outras coisas importantes. É preciso impor limites, descubra os seus
e viva de acordo com eles.

Prob. 9. Perder o interesse pelo trabalho


O trabalho faz parte da identidade do ser humano, pois está ligado ao talento específico de
cada um e sua aplicação na sociedade. Muitas vezes as pessoas passam de emprego e
emprego sem descobrir sua verdadeira vocação profissional. Muitas vezes isso é um
problema de limites. Elas não conseguem impor limites nas influências e nas expectativas
dos outros a seu respeito. Isso acontece com pessoas que não se separaram da família que
foram criadas. Isso pode acontecer também com amigos e com a cultura. As expectativas
dos outros podem exercer grande influência sobre nós. Os seus limites devem ser fortes o
bastante para não permitir que as pessoas definam sua vida. Junte-se a Deus para descobrir
quem de fato você é e que tipo de trabalho deve fazer (RM12: 2). Lute com as expectativas
que os outros tem a seu respeito.

DESCOBRINDO O TRABALHO DE SUA VIDA


Isso exige que você corra alguns riscos. Primeiro você precisa afirmar sua identidade,
separando-se daqueles a quem está ligado e seguindo os seus próprios desejos. Você precisa
assumir sua maneira de sentir, pensar e suas vontades. Avalie seus talentos e limitações.
Depois, caminhar de acordo com a vontade divina. Deus quer que você descubra e use seus
dons para a glória dele. Ele pede apenas que o inclua no processo (Sl. 37:4-5). Ele pede
também que você seja responsável pelo que faz (Ec 11:9). Conforme for desenvolvendo
seus talentos, encare seu trabalho como uma parceria com Deus, Ele lhe deu seus dons e
quer que você os desenvolva. Confie seu caminho ao Senhor e você descobrira sua
identidade de trabalho, peça a orientação que vem do alto.

12. Os limites e você.


Todos sabemos da necessidade de impor limites, que é bíblico. Começamos a impô-los aos
outros. Mas o maior problema as vezes, é como impor limites a nós mesmos. Temos
responsabilidade de controlar nosso próprio corpo (1 Ts. 4:4). Examinemos problemas de
limites internos. Muitas vezes é doloroso.

NOSSA ALMA DESCONTROLADA


Alimentação – o que torna a obesidade dolorosa é que os outros podem vê-la, pois nos
momentos de dificuldades, alguns se afogam e doces e chocolates. Quando a vida está com
muitos problemas, a obesidade surge e a pessoa obesa se auto-recrimina e3 sente vergonha
de sua condição. E como os que sofrem com impulsos descontrolado, o obeso sente tanta
vergonha de seu comportamento que se afasta das pessoas e se reconforta na comida! Tanto
os glutões crônicos como os obstinados têm um problema com o limite interno. A comida
serve de falso limite. Usam para evitar a intimidade, ganhando peso e tornando-se menos
atraentes. Ou podem abusar da comida como forma de conseguir falsa sensação de
intimidade. Aqui o consolo da comida é menos assustador do que a possibilidade do
verdadeiro relacionamento, onde os limites são necessários.

Dinheiro – eles aparecem de diversas formas, como: consumismo compulsivo; negligência


com o orçamento; estilo de vida acima das possibilidades; problemas de crédito; costume
de pedir emprestado aos amigos; planos ineficazes de poupança; trabalhar mais para pagar
as contas; ser indulgente. Deus quer que o dinheiro seja uma benção para nós e para os
outros ( Lc 6:38), o problema consiste no AMOR ao dinheiro(1 Tm 6:10).
Muitas vezes o problema não é o custo alto de vida, mas o custo de um elevado padrão de
vida. Ter um gasto maior que os rendimentos é uma questão de limite interno. (Pv. 22:7).

Tempo – Pessoas que tem dificuldade de administrar seu tempo. As horas nunca são
suficientes para terminar suas tarefas. Alguns assuntos ligados ao tempo que esses lutadores
têm de enfrentar são: reuniões de negócios; almoço de negócios; prazos de projetos;
atividades de igreja e escola; correspondência de férias. Essas pessoas são inconvenientes
para as outras. O problema ocorre geralmente por um ou mais dos seguintes motivos:
1. onipotência – essas pessoas têm expectativas irreais e de certa forma, grandiosas, do que
podem realizar em determinado período de tempo.
2. sentimento excessivo de responsabilidade em relação aos sentimentos dos outros –
acham que se forem embora muito cedo de uma festa, o anfitrião se sentirá abandonado.
3. falta de preocupação realista - vivem tanto no presente que esquecem de planejar com
antecedência para não pegar tráfego, estacionar, trocar a roupa.
4. racionalização – minimizam a aflição e a inconveniência que podem causar nos outros
com seu atraso.
Este tipo de pessoa geralmente termina seu dia sem sentir que se realizou (Pv.13:19).
Sentirá insatisfeita, seu trabalho ficou pela metade, no outro dia terá que recomeçar
correndo.

Realização de tarefas – 2 Tm. 4: 7,8 e Jo 19:30. Embora sejamos bons no início de uma
tarefa, muitos cristãos não conseguem completá-la. O problema com os maus executores
pode ser:
1. Resistência à estrutura – eles acreditam que é degradante submeter a disciplina do
planejamento
2. Medo do sucesso – tem medo que o sucesso cause inveja, preferem boicotar-se a
perder os amigos
3. Falta de perseverança – maus executores tem aversão a detalhes que a execução de
um projeto possa exigir. Sentem mais estimulados a criação da idéia e depois
entregam a outros para executá-la.
4. Falta de concentração – são incapazes de se concentrar em um projeto até que ele
seja concluído.
5. Incapacidade de esperar pela recompensa – querem ir direto ao que é prazeroso, não
conseguem passar pelo sofrimento da execução de um projeto para depois ter a
satisfação de ter o trabalho pronto.
6. Incapacidade de dizer não a outras pressões - não conseguem dizer não a outras
pessoas e projetos, por isso nunca realizam um bom trabalho
É fácil encontrar problemas de limites naqueles que não conseguem concluir uma
tarefa. O seu “não” interno não foi bem desenvolvido para que procurem terminar as
coisas.

A língua – falar sem rodeios e por um fim ou limites nas palavras pode ser um problema
para muitas pessoas (Tg 3:9,10). A língua pode ser uma benção, se usada para agradar,
identificar, incentivar, alentar os outros e resistir-lhes. Pode ser maldição quando: falar sem
parar e evitar a intimidade; dominar a conversa para controlar os outros; fofocar; fazer
comentários sarcásticos, indiretamente expressando hostilidade; ameaçar alguém,
diretamente expressando hostilidade, bajular em vez de fazer elogios sinceros, seduzir. A
bíblia manda usar as palavras com cuidado (Pv 10:19; 17:27).
Quando não conseguimos refrear a língua ou impor limites, o que nossos lábios
pronunciam, assumem o controle, pois as palavras são produto do coração. É preciso
assumir a responsabilidade por nossas palavras (Mt 12:36).

Sexualidade – A pessoa que tem comportamento sexual descontrolado sente em geral


profundamente isolada e indecente. Isso o afasta da luz, pois fica escondido na escuridão,
afasta-se do relacionamento com Deus, onde não há ajuda e nem solução. A sexualidade
assume vida própria e torna-se algo irreal e guiado pela fantasia. O problema é que a falta
de limites sexuais transforma-se em um tirano exigente e insaciável. A luxúria leva a
pessoa ao desespero e à falta de esperança.

Álcool e abuso de substâncias químicas – O problema mais trágico é a desgraça na vida dos
viciados, divórcio, desemprego, ruína financeira, problemas médicos e morte,
conseqüências da falta de limites nessa área. Maior problema se o vício inicia na juventude
e na infância, se para adultos que já tem alguma personalidade já é difícil, imagine para os
que ainda estão com a personalidade em formação, ou esteja se formando.

POR QUE O MEU “ NÃO” NÃO FUNCIONA?


Muitas vezes a pessoa consegue impor seu não a outras pessoas, mas consigo mesma acaba
falhando. Há pelo menos três explicações pra isso.
1. somos nossos piores inimigos
O problema aqui é que é preciso impor limites a si mesmo, nós somos responsáveis por nós
mesmos, por isso é mais difícil, porque nós somos a outra parte, estaremos lutando conosco
mesmos.

2. fugimos dos relacionamentos quando mais precisamos deles


Quando não conversamos sobre nossos problemas quando não sabemos o que fazer, e
ficamos sozinhos, não há quem possa ajudar. Desde a queda do paraíso, temos tendência de
nos afastar dos relacionamentos quando estamos com problemas, retraímo-nos por alguma
razão, ao invés de procurar apoio (Ec 4:10). A questão é que para sarar, é preciso ser
revelado seu problema, para que a pessoa possa se libertar da dor e do fardo espiritual.
(Jo15.:1-6),( Ef 4:16).

3. procuramos usar a força de vontade para resolver nossos problemas


A força de vontade é importante, mas ela só não é suficiente para que possamos vencer
álbum tipo de compulsão, problema de limites etc. (Dt 3:28). Se dependermos apenas as
força de vontade, certamente fracassaremos. Estaremos negando o poder do relacionamento
prometido na cruz. Se nossa vontade de vencer o mal bastasse, obviamente não
precisaríamos de um Salvador (1 Co 1:17). (Cl 2:20-23). Lembrando que a prática de
abnegação que parece ser algo tão espiritual não impede o comportamento descontrolado.
A porção sem limites da alma simplesmente fica mais oprimida sob a dominação da
vontade e se rebela.

ESTABELECENDO LIMITES PARA SI MESMO


Aprender a amadurecer os próprios limites não é fácil, mas Deus deseja mais nossa
maturidade e autocontrole do que nós mesmos (1 Ts 2:11-12). Aqui vai uma forma de
desenvolver limites (versão modificada do cap. 8).

1.quais são os sintomas?


Olhe para o fruto destrutivo que você pode estar exibindo, como, depressão, ansiedade,
pânico, fobia, ódio, conflitos relacionais... Todos estes sintomas podem estar relacionados à
dificuldade de impor limites em seu próprio comportamento. Use como mapa para
identificar o problema que você vem enfrentando.

2. quais são as raízes?


Identificar a causa do problema pode ajudar a compreender sua contribuição para o
problema, seus traumas de desenvolvimento, e os relacionamentos significativos que
podem ter contribuído para o problema.

Alguns motivos de problemas de limites internos são;


Falta de instrução – algumas pessoas nunca aprenderam a aceitar limites, assumir as
conseqüências de suas ações ou a esperar pela recompensa durante o crescimento.

Reforço do comportamento destrutivo – as vezes quando o comportamento descontrolado


traz a união da família, pode associar que quando acontece algo ruim, a família se une.

Necessidade distorcida – alguns problemas de limite são necessidades legítimas e naturais


mascaradas. Ex. Deus nos deu o desejo sexual, o vício da pornografia é um desvio desse
desejo bom.

Medo do relacionamento – as pessoas precisam ser amadas, mas seu comportamento


descontrolado acaba afastando os outros. Alguns usam a língua pra prender os outros.

Carências emocionais não-supridas – todos precisam de amor nos primeiros anos de vida,
se não recebermos, essa carência permanece para o resto dos nossos dias. Essa fome é tão
poderosa que quando não é saciada nos relacionamentos com outras pessoas, passamos a
buscar no trabalho, comida etc.

Seguir a lei - Às vezes, pela rigidez da criação, não se era permitido tomar decisões, e
quando tem que decidir se sente culpado. O vício da comida e o consumismo geralmente
são reações a regras muito rígidas.

Disfarçar a mágoa – quem foi agredido emocionalmente, abandonado, sofreu abusos


disfarça sua dor com excesso de comida, bebida, trabalho. Essas pessoas podem abusar de
substâncias químicas para esquecer a verdadeira dor de não ser amado ou desejado e de
ficar só. Se elas tivessem de parar de usar esses disfarces, seu isolamento seria insuportável.

3.qual é o conflito de limites?


Examine seus problemas específicos com limites internos, dinheiro, tempo, realização de
tarefas, língua, sexualidade ou álcool e substâncias químicas, ou outras. Peça a Deus para
ajudar nas áreas de sua vida que estão descontroladas.

4.Quem precisa assumir o controle?


Tome decisão de assumir o controle por seu comportamento descontrolado. O padrão de
comportamento pode ser diretamente intensificado por problemas familiares, rejeição,
abuso, trauma ou abuso, ou seja, nossos problemas de limites podem não ser culpa nossa,
mas são de nossa responsabilidade.

5.O que é necessário fazer?


É inútil tentar resolver sozinho, enquanto estiver desligado da fonte de energia espiritual e
emocional de Deus. Muitas pessoas com problemas internos de limites se afastam de
relacionamentos íntimos (Ef 3:17). O tipo individualista, que tem dificuldade para
relacionar-se porque é arriscado, demorado e doloroso. Assim procura um meio mais fácil,
alívio para o seu sofrimento. Tentar resolver o problema apenas tratando os sintomas ( Lc
11:24-26). O mal pode apossar-se de nossa alma vazia. Apenas quando nossa lama é
povoada pelo amor de Deus e dos outros é que conseguimos resistir à malícia do diabo.
Fazer amizades não é uma opção nem um luxo, é questão de vida ou morte espiritual e
emocional.

Trate da sua verdadeira amizade – normalmente os padrões descontrolados escondem uma


necessidade. Você precisa tratar dessa necessidade subjacente antes de lidar com o
descontrole emocional. Assim, vão aprendendo a pedir ajuda para o verdadeiro problema e
não apenas para o sintoma.

Permita-se errar - muitas pessoas que tratam de questões relacionadas aos problemas de
limites internos geralmente ficam desapontadas quando o problema reaparece, porque
acabam por concluir que seus esforços foram em vão, mas o reaparecimento de padrões
destrutivos é a prova de que Deus está nos purificando, amadurecendo e preparando para a
eternidade. Precisamos continuar a aprender. Precisamos aceitar o fracasso em vez de tentar
evitá-lo, porque a pessoa que assim o faz, está se esquivando da maturidade ( Hb 5:8).
Ouça o conselho empático dos outros - quando você fracassar ao tentar impor limites a si
mesmo, precisará que outros mostrem isso de maneira afetuosa. Alguns podem não
perceber seus erros ou como eles afetam os outros, outras pessoas podem ajudar oferecendo
alguma perspectiva de apoio.

Aceitar as conseqüências como um professor – aprender a semear e ceifar é importante.


Isso nos ensina que sofreremos perdas quando não formos responsáveis. Precisamos entrar
para escola de treinamento de Deus a fim de entregar-nos a dor, mas quando a nossa falta
de amor ou de responsabilidade provoca sofrimento, a dor se transforma em mestre, nos
ajudando a crescer. Deus não quer que soframos, mas quando suas palavras e a reação de
sue outros filhos não nos atingem. Para que não soframos mais, Ele permite que as
conseqüências de nossos atos nos atinja.

Cerque-se de pessoas afetuosas e solícitas - quando ouvir as respostas dos outros e sofrer
mantenha contato permanente com sua rede de apoio.
De um modo geral, amigos de pessoas com problemas de limites internos cometem um
desses erros:
1.tornam-se críticos e autoritários – quando a pessoa fracassa, adotam atitude crítica (eu
disse que isso ia acontecer...) Isso faz com que a pessoa procure outros amigos ou
simplesmente evitar a crítica em vez de aprender com as conseqüências (Gl 6:1). Troque a
posição autoritária pela gentil.

2. Transformam-se em salva-vidas – cedendo ao impulso de poupar a pessoa do sofrimento,


mentem/acobertam/emprestam dinheiro para que não sofram as conseqüências de suas
atitudes. Socorrer alguém dessa forma não é expressão de amor, mas sim uma forma de
controlar a outra pessoa. A solução é ser empático e ao mesmo tempo se recusar a ser uma
rede de segurança (lamento você ter perdido outro emprego este ano, mas não vou lhe
emprestar dinheiro enquanto não pagar o que me deve, de qualquer forma, estou a seu
dispor se precisar de apoio). Aquele que não busca manipular, mas crescer, apreciará sua
atitude e aceitará sua oferta de apoio. Essa fórmula é cíclica, a medida que for exercitada, a
pessoa desenvolverá uma postura de autocontrole, que poderá tornar-se de fato parte de sua
personalidade.

SE VOCÊ FOR A VÍTIMA


Estabelecer limites para si mesmo é tarefa difícil. Será ainda mais difícil se os seus limites
tiverem sido violados gravemente na infância. De todos os maus-tratos suportados, este é o
tipo que pode causar mais danos espirituais e emocionais.
Vítima é a pessoa que, em sua condição indefesa, foi molestada pela exploração de outra. A
vitimização pode ser verbal, física, sexual e até satanicamente ritualística. Todas causam
profundo dano à estrutura de personalidade de uma criança, que então se torna um adulto,
com distorções espirituais, emocionais e cognitivas. Em todos os casos, entretanto, 3 fatores
permanecem constantes: desamparo, dano e exploração. O resultado da vitimização pode
ser:
Depressão; comportamento compulsivo; comportamento impulsivo; isolamento;
incapacidade de confiar nos outros; incapacidade de estabelecer relacionamentos íntimos;
incapacidade de impor limites; mau julgamento nos relacionamentos; mais exploração em
relacionamentos futuros; sentimento profundo e penetrante de maldade; vergonha; culpa;
estilo de vida caótico; sentimento de insignificância e perda de propósitos; ataques de
terror e pânico infundados; fobias, ataques de raiva; sentimentos ou pensamentos suicidas.
A vitimização deixa marcas duradouras e profundas nos adultos sobreviventes e sua cura é
difícil porque seu processo de desenvolvimento foi danificado ou interrompido pelo abuso.
O dano mais comum é que a vítima perde a confiança ( capacidade de depender de si
mesmo e do outro em momentos difíceis, é uma necessidade espiritual e emocional básica
de sobrevivência). Precisamos ser capazes de confiar em nossas percepções da realidade e
de dar importância às pessoas significativas para nós (Sl 1:3).

OS LIMITES PODEM AJUDAR A VÍTIMA


Este livro pode ser útil para ajudar a recuperar e a curar as vítimas, entretanto, muitos casos
podem ser graves que necessitam de intervenção profissional.

13.Os limites e Deus


Para nós, a Palavra de Deus é um livro realista sobre os relacionamentos. Jesus falou que o
maior mandamento é amar o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de
todo teu entendimento...(Mt 22:37-40). A bíblia inteira transmite a mensagem do amor.
Amar a Deus e amar o próximo como a si mesmo. Mas amar a Deus não é tarefa fácil, Um
dos motivos de ser difícil diz respeito aos problemas com limites, que são, no fundo,
problemas de responsabilidade. Não sabemos quais são as responsabilidades de cada um,
onde terminamos e onde o outro começa, onde Deus termina e nós começamos. A bíblia
esclarece esses limites para que possamos começar a ver quem deve fazer o que no
exercício do amor.

RESPEITAR OS LIMITES
Temos limites pessoais e Deus respeita isso, e nós precisamos respeitar os limites Dele.
Deus respeita nossos limites de várias formas.
a)Atribui tarefas que somente nós podemos realizar - E permite que experimentemos as
conseqüências dolorosas de nosso comportamento para que mudemos. (2 Pe 3:9; Ez 18:23)
Ele quer que mudemos para nosso bem e para sua glória, e sofre quando isso não acontece,
mas não nos socorre, quer que resolvamos isso para nosso crescimento Não violará nosso
desejo de permanecer sós embora tente convencer-nos de voltar pra Ele.
b)Respeita nosso Não - Procura não nos importunar nem nos controlar. Quando você diz
não ele aceita e continua a amar você. Alguns são sinceros como o filho pródigo da
parábola (Mt 21:28-31), outros como o outro filho, que dizem sim, mas agem de acordo
com o não. Deus prefere a transparência ( Ec 5:5). Melhor tivesse sido que dissesse um não
sincero, porque o próximo passo seria o arrependimento. Enquanto não pudermos assumir
nossos limites em relação a Deus, não conseguiremos mudá-los nem permitir que ele nos
ajude. Nossos limites estão escondidos e guardados em segredo. Eles precisam ser
assumidos, expostos e devem fazer parte de nós. Depois, ao lado de Deus, enfrentar o
problema.
c) Raiva - se formos totalmente sinceros e assumirmos nosso verdadeiro ser, poderemos
mostrar nossas raiva em relação a Deus ( Jó 13:3, 21). Deus quer a verdade no íntimo ( Sl
51:6), ele procura os que terão relacionamento verdadeiro com Ele (Jo 4:23, 34). Ele quer
ouvir tudo, por pior que nos pareça. Se assumirmos o que está dentro de nossos limites e o
revelarmos, Deus pode mudar-nos com seu amor.
RESPEITAR OS LIMITES DELE
Deus também quer que respeitemos os limites Dele quando nos diz um não, ele escolheu
um Não para nós e é direito e liberdade Dele. O problema é que não o respeitamos quando
queremos que ele faça algo a respeito, queremos controlá-lo em Ele ter que fazer algo,
desrespeitando a sua liberdade de escolha. Quando nos revoltamos com Ele por não ter
dado algo ou feito algo por nós, estamos impedindo-o de ser quem é. O maior problema do
relacionamento do ser humano é liberdade. Se alguém não faz o que queremos, chamamos
de mau. Julgamos os outros pelo que são, por terem satisfeito seus desejos. São privados de
nosso amor quando não fazem o que queremos para fazer algo que acham que é melhor pra
eles. Agimos assim com Deus. Sentimo-nos favorecidos por Ele, como se fosse obrigado a
sempre agir como queremos.
Deus não nos pertence, quando Ele faz algo pra nós é porque Ele escolheu assim. Ao
aceitar a liberdade e respeitar os limites de Deus, sempre aprofundam seu relacionamento
com Ele.
Da mesma forma que queremos que os outros aceitem o nosso não, Deus quer que
respeitemos o Dele. Ele não deseja que o enxerguemos como o vilão quando faz sua
escolha. Não gostamos quando os outros tentam nos manipular ou controlar com o
sentimento de culpa, e Ele também não gosta.

Discordo com todo respeito – Deus não quer que sejamos passivos nesse relacionamento.
Podemos argumentar e Ele pode mudar de opinião (Gn 18:16-33) Deus escuta, quando
expomos os nossos sentimentos e desejos, Deus responde, é como se Ele dissesse, “deixe-
me ouvir seu lado das coisas e levarei em consideração. É importante para mim, e talvez
você possa me convencer a mudar de opinião (Is 1:18; Lc 18:1-8; Lc 11:5-9).
Deus quer que respeitemos os seus limites, não quer que desistamos de nosso amor quando
ouvirmos um não. Porém não tem nada contra nossa tentativa de persuadi-lo a fazer o que
queremos. Ele quer que sejamos persistentes. Sempre diz: espere, vendo o quanto de fato
queremos algo. Outras vezes muda de idéia no momento da intercessão. De qualquer forma,
respeitamos seus desejos e conservamos nosso relacionamento.

RESPEITE SEUS LIMITES


Deus é um bom exemplo de que devemos nós mesmos respeitar a nossa casa. Se alguém
lhe causa sofrimento, ele assume a responsabilidade por isso. Se continuamos a abusar dele,
ele não será masoquista, mas cuidará de si mesmo. E para nosso bem, é melhor não
queremos sofrer as conseqüências de seus limites.
Mt 22:1-14.
Sempre que Deus decidir que basta e que já sofreu o suficiente, ele respeitará a sua casa e
seu coração e fará algo para melhorar as coisas. Ele assume a responsabilidade pela dor e
faz o que for necessário para mudar sua vida. Desconsidera os que o rejeitam e busca novos
amigos.

UM RELACIONAMENTO VERDADEIRO.
Os limites são inerentes a qualquer relacionamento criado por Deus, pois definem 2 partes
que se amam. Assim os limites entre Ele e nós são muito importantes, e não eliminam a
unidade que temos com Ele, se há união é porque existem duas identidades distintas e os
limites servem para identificá-las. Precisamos conhecer estes limites que exsitem entre nós
e Deus, pois nos ajudam a ser pessoas melhores, à imagem de Deus. Se cada um cumprir a
sua tarefa (Deus e nós), encontraremos força de um verdadeiro relacionamento com o nosso
Criador.

3ª PARTE – CULTIVAR LIMITES SAUDÁVEIS

14. Resistência aos limites


Percebemos que uma vida sem limites não é vida, mas para estabelecer limites é necessário
muito esforço, disciplina e, acima de tudo, vontade. O que é essencial aos limites é a
vontade. Em gral sabemos o que é melhor fazer na vida, mas raramente sentimo-nos
motivados a por em prática, a menos que tenha um bom motivo. Ser obedientes a Deus que
nos instrui a estabelecer e manter limites é o melhor motivo. As vezes precisamos de algo
mais, precisamos ver que o certo também é bom para nós. Às vezes se vê os bons motivos
somente quando se sofre, a dor é a motivação. O cenário bíblico foi sempre de guerras,
batalhas, para nossa cura também temos que lutar, e parte desse processo é recuperar nossos
limites (Sl 16:5-6). Há dois tipos de batalhas, a resistência interna e a externa – a que os
outros nos impõem e a que impomos a nós mesmos.

RESISTENCIA EXTERNA
Necessidade de impor limites externos para ter uma vida saudável. Mesmo que no primeiro
momento pareça horrível e muito difícil, pois no começo as pessoas iriam lutar com toda
força contra seus limites e é preciso planejar como reagir, para que os outros enxerguem
que existe necessidades dos outros, além das suas próprias.

REAÇÕES AGRESSIVAS
A maior expressão de resistência ao que é externo que se pode fazer é a raiva. As pessoas
que ficam bravas porque outra lhe impôs limites, tem problema de personalidade. São
pessoas egocêntricas que pensam que o mundo existe pra lhe servir e que outras pessoas
são extensões de si mesma. Para elas, aqueles que privam seus desejos são maus, daí ela se
zanga Sua ira não é justificada por uma ofensa real( Pv 19:19)
A pessoa constantemente com raiva tem um problema de personalidade. Se você reforçar
esse problema, ele retornará amanhã e no dia seguinte em situações diferentes. Não é a
situação que deixa a pessoa irada, mas a idéia de que ela tem direito sobre o que pertence
aos outros. Ela quer controlar os outros e, por isso, não tem controle sobre si mesma.
Assim, quando perde o controle que espera ter sobre alguém, se perde e fica brava.
Coisas que você deve saber:
1ª – a pessoa que fica brava por causa de seus limites, tem problemas. Os limites que você
estabelece são bons para os outros, porque ajuda as pessoas a aprender o que suas famílias
de origem não fizeram, respeitar os outros.
2ª – você precisa ter uma visão realista da raiva, ela é apenas um sentimento, não pode
atacá-lo. Mantenha-se distante da raiva do outro, é vital. Deixe que o outro sinta sua raiva,
ele precisa passar por isso para se sentir melhor. Se você tomá-la pra si, ele não melhorará,
e você será subjugado.
3ª – não deixe que a raiva atue como pretexto pra você fazer algo. Quem não tem limites
reage automaticamente a raiva dos outros. Não permita que a pessoas descontrolada seja
uma desculpa para você mudar de opinião. Deixe-a sentir raiva e decida sem se influenciar,
o que é preciso fazer.
4ª – mantenha um grupo de apoio para aprender impor limites a alguém que lhe controla
pela raiva. Converse com as pessoas do seu grupo de apoio, trace um plano, saiba o que vai
dizer, planeje sua reação, antevendo o que o outro irá dizer. Ensaie a situação no grupo se
quiser. Veja a disponibilidade de alguém acompanhá-lo após a resistência. Você precisará
deles, para que não se desestruture sob pressão.
5ª – não deixe que o outro o faça enraivecer-se. Manter postura amável ao falar a verdade
em amor, de outro modo, será subjugado. Se tivermos limites, conseguiremos manter-nos
afastados o suficiente para amar.
6ª – prepare-se para usar a distância física e outros limites que reforcem as conseqüências.
Se você mantiver seus limites, a pessoa nervosa terá de aprender a se controlar pela
primeira vez, em vez de controlar o outro, o que também tem sido destrutivo pra ela.
Quando não tiver mais nenhum controle sobre você, ela terá de encontrar outro meio de se
relacionar. Alguns podem passar um tempo sem falar com você ou desistir do
relacionamento já que não pode mais controlá-lo, é o risco. Deus assume o risco todos os
dias, e Ele se propõe e somente fazer coisas da maneira certa e a não colaborar com o mal.
E quando as pessoas escolhem caminhos próprios, ele as deixa ir. Algumas vezes devemos
fazer o mesmo.

Mensagens de culpa – a mensagem de culpa é a arma mais poderosa no arsenal de uma


pessoa controladora. A pessoa que tem os limites fracos quase sempre interioriza as
mensagens de culpa que lhe são dirigidas, ela aceita as declarações que provocam culpa e
procuram fazer com que se sinta mal. Exemplos:
-como você pôde fazer isso depois de tudo o que fiz por você?
-parece que você conseguiu pensar em alguém além de si mesmo, pra variar.
-se você realmente me amasse, ligaria para mim
- até parece que você se preocupa tanto com a família pra faze isso.
- como você pôde abandonar a família desse jeito
- você lembra o que aconteceu da ultima vez que não me deu ouvidos?
- afinal de contas, você nunca teve de levantar um dedo pra fazer nada por aqui. Já estava
na hora de fazer alguma coisa.
- você sabe que se eu tivesse, daria a você
- você nem faz ideia de quanto me sacrifiquei por você
- quem sabe depois que eu estiver morto e enterrado, você se arrependa do que fez.
As vezes, no discurso religioso, também:
- como você pode dizer que é cristão?
- a bíblia não diz para honrar seus pais?
- você não está sendo muito humilde. Tenho certeza de que isso.
- eu achava que os cristãos deveriam pensar nos outros.
- que tipo de religião o ensinaria a abandonar a própria família?
- você deve ter algum problema espiritual para estar agindo dessa forma.
Quem diz essas coisas está tentando fazer com que você se sinta culpado por suas escolhas
A bíblia diz que devemos dar e não ser egoístas, mas ela não diz que devemos dar qualquer
coisa que nos peçam, o que damos é decisão nossa.
Se você se sentir mal em relação a seus limites, talvez não perceba táticas que seus
familiares ou amigos estão usando. Dicas de como lidar com essas mensagens externas:
1. Reconhecer as mensagens de culpa - essas mensagens são dadas pra manipular e
controlar.
2. As mensagens de culpa são raiva disfarçada – A pessoa que emite essas mensagens
não admite sua raiva e prefere concentrar-se em você e não em sua própria
motivação, pois se pensasse nele, teria de enfrentar a responsabilidade de sua raiva.
3. As mensagens de culpa escondem tristeza e mágoa – a pessoa prefere concentrar-se
no outro a reconhecer que está triste, magoado ou precisando de algo.
4. Se a culpa funciona com você, reconheça que esse é um problema seu e não dos
outros – Reconheça onde está o verdadeiro problema, dentro de você, se você
continuar culpar os outros, eles continuarão a ter poder sobre você, você estará
dando a eles o controle da sua vida.
5. Não se explique nem se justifique – Você não deve nenhuma explicação ao emissor
de mensagens de culpa. Apenas diga o que escolheu fazer e se quiser, explicar a
razão da escolha, para facilitar a compreensão, mas não o enfrente.
6. Seja decidido e interprete as mensagens como sentimentos que pertencem a quem
proferiu - procure ter empatia com a aflição que o outro está sentindo, mas deixe
claro que a aflição é dele. O amor e os limites são as únicas delimitações claras, se
você reagir, perderá seus limites. Pare de reagir, seja proativo e empático.

Consequências e retaliações – As consequências de impor limites são as retaliações das


pessoas controladoras. Elas sempre reagirão à sua ação de impor limites. 1º. Descubra o que
você está ganhando com a falta de limites e o que suportaria perder se os impusesse. Você
enfrentará alguns riscos ao impor limites e ganhar o controle da sua vida. Pessoas boas e
sinceras precisam de disciplina e respeitam os limites mesmo que com relutância. Outras
tem desvio de personalidade, não querem assumir a responsabilidade pelas próprias ações e
pela própria vida. Se você avaliar o preço das conseqüências, por pior que possa parecer,
ele não se compara à perda do próprio ser. A mensagem da Bíblia é clara: analise os riscos
e prepare-se. 2º. Decida se você está disposto a perder. Será que a cruz que você carrega
vale mais do que o próprio ser? Limites sem conseqüências não são limites. Você precisa
decidir se vai as conseqüências antes de estabelecer os limites. 3º. Seja cuidadoso ao tentar
compensar sua perda. Alguns terão de descobrir maneiras de ganhar mais dinheiro, outros,
de ter alguém para cuidar dos filhos... 4º. Faça isso. Não existe outra maneira de enfrentar
as ações controladoras dos outros e as conseqüências de nossos limites senão impô-los e
seguir os seus planos. Quando tiver tudo planejado, faça (Hb 12:2) O primeiro passo é o
mais difícil, vá em frente e conte a ajuda do Senhor (Sl 18:34). 5º. Veja que a pior parte
está apenas começando. Impor o limite não é o fim da batalha. É hora de voltar-se para
seu grupo de apoio. As retaliações à sua decisão de impor limites são uma batalha difícil de
enfrentar, mas Deus estará ali para equilibrar as forças quando você buscar a sua salvação.

Resistência física –
Muitas pessoas não conseguem manter limites com os outros por serem subjugadas
fisicamente. Essas pessoas agredidas precisam de ajuda. Muitas vezes elas têm medo de
contar o que acontece por várias razões. Procuram proteger a reputação do cônjuge diante
de amigos/igreja... Têm medo de admitir que aceitam esse tipo de tratamento e com
freqüência temem sofrer agressões piores se contarem. Se você se encontra nessa situação
procure pessoas que possam ajudá-lo a impor limites. Procure um especialista. Telefone
para pessoas de sua igreja, caso enfrente uma situação de risco. Arranje um lugar para
passar a noite, se receber ameaças... Chame a polícia, um advogado. Consiga uma ordem de
prisão para essa pessoa se ela não respeitar nenhum outro limite.

Sofrimentos dos outros – ao impor limites, acontece algo desagradável, elas sofrem. Elas
podem sentir um vazio na área q você costumava compensar a solidão, desorganização,
irresponsabilidade financeira. Seja qual for o caso, sentirão uma perda. Se você ama a
pessoa, vai ser difícil, mas os limites são tão necessários para você quanto para ela.

Acusadores – os acusadores agirão como se o sue “não” fosse matá-los e resistirão com
uma mensagem do tipo, como você pôde fazer isso comigo (eles têm problema de
personalidade). Se derem a entender de que a infelicidade deles é em consequencia de algo
que você não lhes deu, estarão acusando e exigindo algo que é seu.
É diferente de uma pessoa humilde que pede porque tem necessidade Analise a essência das
reclamações, se tiverem tentando culpá-lo por alguma responsabilidade que deveriam
assumir, resista-lhes.

Necessidades reais – pode ser necessário impor limites a pessoas que estejam passando
necessidades reais. Há limites para o que você pode fazer e dar, mesmo que seja doloroso
dizer não a quem você ama e esteja precisando de ajuda; você precisa saber dizer não
quando for o caso. Não se trata de dar com tristeza ou por necessidade (2 Co 9:7). É o caso
em que seu coração partido deseja dar, mas você ficaria esgotado se o fizesse. Conheça
seus limites e dê o que o seu coração mandar e encaminhe as outras pessoas necessitadas
para quem possa ajudá-las. Demonstre empatia com a situação em que a pessoa se encontra,
elas precisam saber que as necessidades delas são válidas e você sabe que elas precisam
mesmo de ajuda. E ore por elas. Essa é a maior demonstração de amor que pode ser dada
pela dor e pela carência que você encontra e não pode suprir.

Perdão e reconciliação – tem pessoas que tem dificuldade de identificar a diferença entre o
perdão e a reconciliação. Perdão é algo que vem do nosso coração; desobrigamos a pessoas
da dívida que ela tem conosco, ele precisa de apenas uma das partes, eu, a pessoa que deve
não precisa pedir perdão. Reconciliação é diferente porque precisa das duas pessoas,
exemplo disso é que Deus perdoou o mundo, mas nem todo mundo se reconciliou com Ele.
Embora Ele tenha perdoado todas as pessoas nem todas assumiram o pecado e se
apropriaram do perdão. Isso é reconciliação.
Não nos abrimos para o outro sem certeza de que ele realmente assumiu sua parte do
problema (Mt 3:8). O arrependimento sincero é muito mais que pedir desculpas, é mudar de
direção. Deus é nosso modelo. Ele não esperou as pessoas mudarem seu comportamento
para deixar de condená-las. Deixou de condenar, mas isso não significa que mantenha um
relacionamento com todo mundo. As pessoas precisam decidir assumir seu pecado e
arrepender-se para que Deus se abra para elas. A reconciliação abrange duas partes. Não
pense que você precisa se reconciliar porque perdoou. Você pode oferecer reconciliação,
mas depende da outra pessoa assumir um comportamento correto e produzir frutos dignos
de confiança.

RESISTÊNCIAS INTERNAS
Precisamos ter também bons limites internos para sabermos dizer não à carne quando ela
quiser nos dominar. Vamos examinar os limites em relação à resistência interna contra o
crescimento.
Necessidade humana – Deus nos criou com necessidades bem específicas em relação a
família em que crescemos. Quando nossas necessidades não são satisfeitas, precisamos
fazer um inventário das áreas internas que foram atingidas e começar a satisfazê-las no
corpo de Cristo para sermos fortes o suficiente para enfrentar a batalha dos limites da vida
adulta. As necessidades de desenvolvimento humano não-satisfeitas são responsáveis em
grande parte pela resistência em impor limites. Deus nos criou para que tivéssemos famílias
puras, pais que seguissem seus mandamentos, que ensinem aos filhos a ter bons limites,
perdoar, ajudá-los a entender a diferença entre o bem e o mal e capacitá-los para se tornar
adultos responsáveis. Mas muitos não passam por essa experiência, órfãos psicológicos que
precisam ser adotados e cuidados pelo Corpo de Cristo, de certa forma, isso serve para
todos nós.

Pesar e perdas não resolvidas – o pesar se relaciona a livrar-se do mal. Alguns não
conseguem impor limites por não conseguir se liberta das pessoas a quem está ligada. A
bíblia, em muitos momentos, dá exemplos em que Deus pede para que deixemos para trás
pessoas e modos de vida que não nos faz bem.
A regra básica da cura bíblica é que não cale a pena ficar preso a vida anterior a Deus.
Precisamos perdê-la, lamentá-la, esquecê-la, para que Ele nos dê coisas boas. Em muitas
ocasiões impor limites implica arriscar a perder um amor que você desejou muito; começar
a dizer não a um pai controlador é reconhecer a tristeza do que ele não lhe dará, em vez de
continuar se esforçando para conseguir isso. Esse esforço o afasta da tristeza, mas o deixa
preso. Aceitar a realidade de quem seu pai é e esquecer o desejo de que fosse diferente é a
essência do pesar. Devemos estabelecer limites. Desistir dos limites para conseguir amor é
adiar o inevitável: compreender a verdade sobre a pessoa, aceitar a tristeza dessa
constatação, esquecer e levar a vida adiante.
O que é preciso para enfrentar a resistência interna:
1. Assuma a falta de limites – admita seu problema. Assuma o fato de que você está
sendo controlado, manipulado, agredido, o problema é que você não desenvolveu
limites.
2. Perceba sua resistência – não é fácil impor limites, se fosse, você já teria feito.
Confesse que você não quer impor limites porque tenho medo. Você assim sabota
sua liberdade (Rm 7:15,19).
3. Busque a benevolência e a verdade – para enfrentar as duras verdades, você precisa
de apoio de outros para ajudá-lo a assumir sua resistência interna e também para
capacitá-lo para enfrentar o pesar. Precisamos da benevolência de Deus e dos
outros.
4. Identifique o desejo - identifique o amor do qual você terá de abrir Mao se escolher
viver. Dê um nome a ele. Quem você terá de depositar no altar e entregar a Deus? 2
Co 6:12. Você fica preso aos laços de pessoas que você precisa esquecer.
5. Esqueça – com segurança em seus relacionamentos de apoio, enfrente o que você
nunca terá dessa pessoa ou o que essa pessoa simboliza. Será como ir a um funeral.
Passará pelas fases do pesar: negação, mediação, raiva, tristeza e aceitação, não
necessariamente nesta ordem, isto é normal. Encontre seu grupo de apoio e fale da
sua perda, pode ser bastante difícil enfrentá-los, alguns podem necessitar de ajuda
profissional. É difícil esquecer o que nunca teve, mas você pode acabar salvando
sua vida se esquecer. Deus pode preencher o lugar vazio com seu amor e o amor de
seu povo.
6. Siga em frente - Descubra o que você quer. Procure e você encontrará. Deus lhe
reservou uma nova vida, mas você precisa deixar a velha para trás. Você tem que
ser ativo e começar a buscar o que Ele lhe reservou de bom. Esquecer é o caminho
para serenidade, o pesar é a direção certa.

Medo da raiva – e uma pessoa irada pode levá-lo a perder seus limites, talvez em seu
interior, você ainda tema uma pessoa brava. Você precisará tratar algumas mágoas que
experimentou no passado. Você precisará de amor para esquecer o pai bravo e enfrentar os
adultos que encontra atualmente. Passos que você precisa tomar:
1. Reconheça que tem um problema
2. Fale com alguém a respeito da sua sensação de impotência. Sozinho não dá.
3. Com ajuda do grupo de apoio, encontre a origem do seu medo e procure enxergar a
pessoa que está em sua mente, representada pela pessoa brava.
4. Exponha suas mágoas e ressentimentos em relação a estas questões do passado.
5. Procure praticar as habilidades de impor limites expostas no livro.
6. Não acione o piloto automático nem desista de seus limites, brigando ou sendo
passivo. Dê-se um tempo e espaço até se sentir capaz de reagir, se for necessário, se
afaste, mas não deísta.
7. Quando estiver pronto, reaja. Seja firme em suas declarações de autocontrole e em
suas decisões. Reafirme o que vai ou não fazer e deixe o outro se sentir bravo. Diga
que se preocupa com ele, pode perguntar se pode ajudar em algo, mas seu não deve
permanecer.
8. Reavalie – fale pro seu grupo sua interação e verifique se fez progressos, retrocedeu
ou estava atacando. Peça opiniões dos outros, você pode se confundir quanto a estar
avançando ou não.
9. Continue praticando – faça sua parte, continue tentando descobrir e entender seu
passado e lamente as perdas. Continue melhorar suas habilidades atuais. Deus não
deseja que as pessoas zangadas o controlem, Ele quer seu mestre e não tem interesse
de dividi-lo com mais ninguém. Ele está do seu lado.

Medo do desconhecido – impor limites e ser mais independente parece assustador porque é
um passo para o desconhecido, a bíblia tem muitas histórias assim, Deus chamou pessoas
para abandonar suas família e irem para uma terra desconhecida (Hb 11:8), mas Ele
promete para os que andarem em fé e obedecê-lo, um lugar melhor. A mudança é
assustadora. Esse processo é assustador, mas isto não o impediu de se afastar dos pais aos 2
anos, ou aos 6 para ir para escola. Os limites o separam do que você conhece e do que não
quer. Você experimentará emoções confusas quando deixar pra trás o que é antigo e
conhecido e aventurar-se pelo novo. Essa é a qualidade bilateral dos limites, você pode
perder algo, mas ganha uma nova vida de autocontrole e paz.
Idéias úteis:
1. Ore – O melhor antídoto para ansiedade em relação ao futuro é a fé, a esperança e a
compreensão de que deus nos ama. Descanse em deus e peça que ele o guie em suas
ações futuras.
2. Leia a bíblia - Deus diz várias vezes na bíblia que nosso futuro está nas mãos Dele e
Ele nos guiará (Sl. 37:5, 6). Memorize alguns versículos para obter algum consolo
quando enfrentar o desconhecido.
3. Desenvolva seus dons - exercite-se e adquira mais conhecimento e pratique. À
medida que suas habilidades se desenvolverem, você perderá o medo do futuro.
4. Conte com um grupo de apoio - você precisa do grupo de apoio nesse período de
mudanças, que ofereça conforto (Ec 4:9,10; Jo 17).
5. Aprenda com o testemunho dos outros - Pessoas que já viveram ou passaram o que
passa, auxiliam porque lhe garantem que ela passaram por isso e venceram, você
também pode Ouça as provações que elas passaram, como enfrentaram a situação e
como Deus foi fiel a elas (2 Co 1:4).
6. Confie na sua capacidade de aprendizagem - você precisa confiar que pode
aprender, que não precisa saber tudo com antecedência, daí você vai perder o medo
do futuro. Outras pessoas tem a síndrome “impotência adquirida” na qual aprendem
que independentemente do que façam, o resultado será sempre o mesmo. Você pode
aprender novas maneiras de relacionar-se e agir; essa é a essência do poder
individual que Deus quer que você tenha.
7. Reveja antigas separações – muitas vezes quando você precisa fazer uma mudança,
experimenta uma perda, descobre sentimentos maiores do que a situação exige.
Talvez isso venha de separações ou perdas do passado. Peça ajuda de alguém
experiente e analise se o medo e a dor que está sentindo provêm de algo não
resolvido. Reavalie o passado e não deixe que ele se transforme no futuro.
8. Estrutura – as mudanças causam geralmente perda na estrutura interna quanto
externa. Criar estrutura pode ser útil nessa fase, a interna virá com o
estabelecimento de limites, enquanto isso, talvez você precise de estrutura externa,
que é falar com um amigo, freqüentar grupo de apoio, grupo de estudo bíblico,
profissional. Em épocas confusas, ter uma estrutura ao seu redor pode ajudá-lo a
orientar-se nas novas mudanças.
9. Lembre-se do que Deus já fez - a esperança se encontra na memória, a bíblia está
repleta de passagens que Deus nos relembra do que fez. Procure lembrar o que Deus
fez e quem Ele é. Lembre de situações em que ele te socorreu, como Deus resolveu
tudo por você. Ouça os outros. Lembre da graça que Ele nos deu por intermédio de
Jesus. Se ele o decepcionou ou parece que nunca fez nada por você, deixe que
comece a fazer agora (Hb 10:35,36).

Incapacidade de perdoar – perdoar é libertar-se do passado, é libertar-se da pessoa


agressiva que o machucou, isso é muito difícil. O problema é que as coisas só se
resolverão com graça e perdão. O mal jamais será desfeito, mas pode ser perdoado, e
com isso, neutralizado. Perdoar significa anular a divida, esquecer, rasgar (Cl2:!4).
Significa que nunca receberemos daquela pessoa o que nos é devido. E ninguém gosta
disso, porque significa lamentar pelo que nunca acontecerá, o passado nunca será
mudado. Insistir em cobrar e não perdoar é a coisa mais destrutiva que podemos fazer
com nós mesmos. Quando pessoas assumem pecados é porque aprenderam com seus
erros, querem ser melhores e o perdão poderá ajudá-las. Mas se alguém negar ou apenas
disser que está tentando melhorar, mas sem procurar fazer mudanças ou buscar ajuda,
precisarei manter meus limites, ainda que perdoe. O perdão me confere limites porque
ao me libertar da pessoa prejudicial, poderei agir com responsabilidade e sabedoria. Se
eu não perdoar continuarei preso a um relacionamento destrutivo. Receba a graça de
Deus e esqueça a dívida dos outros. Procure suprir suas necessidades com Deus e com
pessoas que possam dar. Perdão não é negação, você precisa identificar o pecado que os
outros cometeram contra você para poder perdoar como Deus fez conosco. E cuidado
com a resistência que desejará prendê-lo ao passado, tentando cobrar o que nunca será
pago.

Fuga – As pessoas costumam olhar para fora de si para encontrar o problema. Essa
perspectiva externa o transforma em vítima e depende do outro mudar para ficar bem.
Enfrente diretamente a resistência reconhecendo que é você quem tem de mudar. É
importante que você se enfrente, pois esse é o princípio dos limites. A responsabilidade
começa com a motivação interna para a confissão e o arrependimento. Você precisa
confessar a verdade de continua sem limites, dizendo mudar de caminho. Precisa enfrentar
a resistência interna de querer que o problema esteja fora de você.

Culpa – essa é uma emoção difícil, pois não é um sentimento verdadeiro como a tristeza, a
raiva ou o medo. A Bíblia ensina que não devemos manter-nos sob a condenação e a culpa
não deve ser um motivador do comportamento. O amor sim, e a emoção que resulta do
amor quando falhamos é o arrependimento sincero (2 Co 7:10). Isso se opõe à tristeza do
mundo, que é culpa e opera a morte. A culpa pode aparecer mesmo quando não fizemos
nada de errado, mas violamos algum padrão interno que assimilamos. É preciso prestar
atenção ao lidar com isso para saber quando estamos errados, pois muitas vezes o
sentimento de culpa está errado. A culpa distorce a realidade, afastando-nos da verdade e
impedindo-nos de fazer o que é melhor para os outros. É o que acontece com relação aos
limites. A bíblia nos orienta a ter bons limites, assumir as conseqüências, impor limites,
crescer e nos separar da família de origem. Os limites são ações de amor, embora doam, são
úteis para os outros. Mas nossa consciência caída nos diz que somos maus ou que estamos
fazendo algo errado quando estabelecemos limites. E aqueles a quem impomos limites em
geral proferem mensagens para aumentar o peso. Se você cresceu numa família que dizia
que seus limites eram ruins, saberá do que falamos. Quando você diz não a um pedido,
quando não permite que alguém tire vantagem, não socorre alguém irresponsável etc, se
sente culpado.
A culpa o impedira de fazer o que é certo e o manterá preso. Muitos não tem bons limites
porque temem desobedecer ao pai interior que mora em sua mente. Atitudes para evitar
sentimento de culpa:
1. assuma que sente culpa(reconhecer que tem um problema);
2. procure seu sistema de apoio;
3. comece a examinar a origem das mensagens de culpa;
4. reconheça sua raiva;
5. perdoe ao controlador;
6. estabeleça limites com seus amigos em situações práticas, e aos poucos, em situações
mais complicadas;
7. estude o seu modo de pensar – lendo livros e o que Deus diz sobre limites, fará com que
você substitua suas antigas vozes em seu julgamento por uma nova estrutura interna de
orientação. Conheça os caminhos de Deus para salvar sua alma e alegrar seu coração em
vez de fazê-lo sentir culpado;
8. domine a culpa – pode parecer estranho mas você terá de desobedecer sua consciência
paterna para ficar bem e terá de fazer algumas coisas certa que o fará sentir culpado,
imponha limites e reúna-se com seus novos amigos para que eles ajudem a resolver esse
sentimento;
9. Procure seu grupo de apoio - reeducar a mente não resolverá o problema, você precisa de
novos vínculos para interiorizar as novas vozes em sua mente;
10. não se espante com a dor – permita que os outros demonstrem amor durante o processo.
Quem chora será consolado.

Medo do abandono: assumindo uma posição no vácuo


Pra quem tem medo do abandono, e teve problemas para impor limites, pode ser muito
assustador. Acham que se conseguirem manter-se sem ajuda de alguém, ficarão sozinhos no
mundo. É melhor não ter limite nenhum e certo vinculo do que ter limites e ser sozinho. Os
limites precisam ser sustentados por forte vínculo com pessoas confiáveis, por isso é bom
ter um bom grupo de apoio aquém possa recorrer após impor limites a quem ama.
Estabelecer-se e manter no corpo de Cristo e no amor por Deus é o que você precisa para
arriscar-se a impor limites.

Se fosse fácil, você já teria feito


Quando você começar a fazer as coisas à maneira de Jesus, encontrará obstáculos, tanto
internos quanto externos (Jo 16:33). O mundo, o diabo e mesmo nossa carne poderão opor-
se a nós e impelir-nos para o mau caminho. Fazer o que é correto não será fácil e ele nos
avisou sobre isso, apertado é o caminho que conduz a vida.
Combater a resistência é um bom sinal de que você está fazendo o que é preciso (1 Pe 1:9;
Tg 1:2-4) estes obstáculos certamente aparecerão, posso garantir, pois se não aparecessem,
você já teria estabelecido limites há muito tempo; mas quando vierem, examine-os sob a
perspectiva bíblica. Esta jornada será sempre povoada de obstáculos, mas também das
promessas de nosso Pastor de ajudar-nos se fizermos a nossa parte, siga em frente.

15. Como medir o sucesso dos limites


Mudanças específicas e ordenadas precedem o surgimento de limites maduros. Saber
reconhecê-los pode ser de grande ajuda. As onze etapas a seguir mostram como medir o
progresso e descobrir em que estágio você se encontra:

1ª ETAPA: RESSENTIMENTO – UM SINAL DE AVISO


Um dos primeiros sinais de que se está começando a desenvolver os limites é o
ressentimento, a frustração ou a raiva de agressões sutis e não tão sutis em sua vida. Como
um radar, a raiva pode alertá-lo quando seus limites são violados. Os que não conseguem
ficar bravos quando estão sendo abusados, manipulados ou controlados, criam verdadeiros
bloqueios. A raiva é como fogo que cresce em seu coração para mostrar-lhe que há um
problema que deve ser enfrentado (Dt 29:27; Ex 4:14). A capacidade de ficar bravo é
geralmente um sinal de que estamos com medo da separação que acompanha a revelação da
verdade. Temos medo de que a verdade sobre nosso descontentamento em relação a alguém
possa afetar a relação. Mas quando descobrimos que ela é nossa aliada, geralmente nos
permitimos ficar bravos. Então antes de dizer algo pra resistir ou de impor limite, examine
primeiro seu coração. Procure descobrir quando estão abusando de você, se conseguir
estará no caminho certo, se não conseguir, esta é uma boa hora para começar a procurar
uma situação segura para contar a verdade. Quando você consegue ser sincero diante de
diferenças e divergências, fica mais fácil lidar com a raiva.

2ª ETAPA: MUDANÇA DE GOSTO – SENTIR-SE ATRAÍDO POR QUEM RESPEITA


OS LIMITES
Quem tem uma capacidade imatura de impor limites muitas vezes se vê envolvido com
“usurpadores de limites”, que podem ser familiares, colegas, cônjuge, membro da igreja,
amigo... A confusão de limite parece normal para a pessoa, por isso ela não percebe a
destruição que isso pode causar a todos. Quando as pessoas com limites prejudicados
começam a desenvolver limites, algo muda, são atraídas por pessoas capazes de ouvir o seu
não sem censurá-las ou magoá-las, sem fazer disso algo pessoal ou assumir uma atitude
manipuladora ou controladora em relação a limites. O motivo dessa mudança está no modo
por que fomos criados por Deus, para amarmos e aproximarmos de Deus e dos outros (Cl
3:14). Quando encontramos liberdade para impor limites, além da liberdade de dizer um
não, descobrimos a liberdade de dizer um sim verdadeiro e sincero, movido pela gratidão.
Somos atraídos pelos que respeitam limites, porque encontramos neles o consentimento
para sermos pessoas transparentes, autênticas e amáveis.
Para quem tem problemas de limites, as pessoas que conseguem dizer um claro não
parecem rudes e frias, mas conforme os limites se fortalecem, elas se transformam em
pessoas dedicadas e agradavelmente francas.
Precisamos criar laços mais fortes e profundos com quem sabe respeitar nossos limites, pois
eles não surgem do nada. Quando criamos vínculos com estas pessoas, Deus nos dá, através
delas, a graça e o poder de impor limites. Alguns vão descobrir que o Deus puro e justo
sobre o qual lêem no AT, não é tão mau, mas que tem limites claros (Is 55:9).

3ª ETAPA: INGRESSAR NA FAMÍLIA


Quando nossos gostos começam a mudar, de relacionamentos com limites indefinidos para
algo mais claro, começamos a desenvolver vínculos mais íntimos e significativos com
pessoas que tem limites claros. Começamos a desenvolver limites em nossos
relacionamentos ou descobrir novos e investir neles, ou as duas coisas. É importante entrar
para uma família com limites porque como qualquer disciplina espiritual, os limites não
podem surgir do nada. Precisamos de outras pessoas com os mesmos valores bíblicos sobre
limites e responsabilidades para nos incentivar, praticar, fica do nosso lado.
Jesus definiu companheirismo como 2 ou 3 pessoas reunidas em seu nome, e ele no meio
delas (Mt 18:20). É a combinação de seu Espírito e das lembranças emocionais daqueles
que acreditam em nós que ajuda a ser fortes com nossos limites porque sabemos que temos
um lar espiritual e emocional em algum lugar, e não importa se somos atacados,rejeitados,
porque não estaremos sozinhos, e isso é o que importa no mundo para impor limites.

4ª ETAPA: APRECIAR NOSSOS TESOUROS


Quando você se sentir seguro ao lado de pessoas pra quem a graça e a verdade são coisas
boas (Jo 1:17), seus valores começarão a mudar. Você começará a ver que assumir
responsabilidade por si mesmo é saudável, e assumir a dos outros é algo destrutivo.
Quando as pessoas são tratadas por muito como objetos, sentem-se propriedade de alguém,
não valorizam a auto-suficiência, porque se tratam como seus entes queridos lhe tratam.
Muitos ouvem que preservar sua individualidade é egoísmo, a ponto que começam a dar
pouco valor aos sentimentos, talentos, pensamentos, atitudes, comportamento, corpo que
Deus lhes confiou (1 Jo 4:19). Aprendemos a ser amáveis porque somos amados, se não
formos amados, não seremos amáveis, e não conseguiremos valorizar nem apreciar nós
mesmos se não formos valorizados nem apreciados.
Quando cristãos começam a valorizar o bem – estar, a recuperação e a transformação na
imagem de Deus, uma mudança acontece, começam a querer retorno do investimento
divino (Mt 25:14-30), começam a cuidar de si mesmos. Deus se interessa que as pessoas se
amem, e você não pode amar os outros a menos que tenha guardado amor dentro de si (Pv
4:23).
Devemos valorizar nossos tesouros para mantê-los protegidos, o que não se valoriza, não se
protege. Faça uma lista de seus tesouros: seu tempo, dinheiro, sentimentos e crenças. Como
você quer que os outros os tratem e como quer que não ajam?

5ª ETAPA: PRATICAR OS PRIMEIROS “NÃOS”


Uma idéia para passar essa etapa: pergunte ao seu grupo de apoio ou aos seus bons amigos
se você poderia treinar seus limites com eles. A forma de reação mostrará se eles dão valor
à sua franqueza. Poderão calorosamente incentivá-lo a discordar deles e a resistir-lhes ou
poderão impor alguma resistência. De qualquer forma, você aprenderá uma coisa, um bom
relacionamento estimula o não de todas as partes. As pessoas sabem que a verdadeira
intimidade só pode ser construída se houver liberdade para discordar (Pv 10:18). Comece a
praticar um não com as pessoas que irão respeitá-lo e apreciá-lo por isso.

6ª ETAPA: ALEGRAR-SE COM OS SENTIMENTOS DE CULPA


O sinal de que você está tornando-se uma pessoa com limites é geralmente a noção de
autocondenação, a ideia de que você transgrediu algumas regras importantes no processo de
impor limites. Algumas pessoas têm um senso forte de autocrítica quando começam a
expressar claramente suas responsabilidades bíblicas. Isso acontece por causa do juízo
exageradamente crítico, o individuo com falhas de limites geralmente enfrenta grande
problema para impor limites. Surgem perguntas como, você não está sendo muito duro? Ou
como você pode deixar de ir à festa? Etc. Imagine o estrago quando essa pessoa consegue
criar um ou 2 limites, mesmo que pequenos? A consciência diminui a marcha conforme
suas exigências exageradas são desobedecidas. Essa revolta contra limites sinceros é uma
ameaça ao controle autoritário da consciência. Ela ataca a alma com vigor procurando
derrotar a pessoa e submetê-la mais uma vez aos falsos julgamentos. Então, por mais
estranho que pareça, ativar a consciência hostil é sinal de crescimento espiritual.

7ª ETAPA: PRATICAR O “NÃO” MADURO


Esse é o momento de praticar o não com as pessoas que são as maiores destruidoras de seus
limites, aquelas que você encontra dificuldades de impor limites. Essa é a 7ª etapa e não a
2ª porque é necessário que você tenha praticado antes e tenha feito seu dever de casa antes
de impor limites a pessoas significativas. Nosso verdadeiro objetivo aqui é a maturidade (a
capacidade de amar e trabalhar da mesma forma que Deus o objetivo de ser semelhante a
Cristo) e não confrontação, por mais que isso seja importante (Mt 18:15-20). Impor limites
é importante aspecto do amadurecimento, pois só saberemos amar de verdade, quando
tivermos limites (caso contrário, faremos por obrigação/culpa). Não poderemos ser tão
produtivos no trabalho, sem limites, pois estaremos ocupados para cumpri a tarefa dos
outros (Tg 1:8). O objetivo é ter uma personalidade estruturada por limites e saber impô-los
a si mesmo e aos outros quando necessário. Os limites externos são consequência dos
internos (Pv 23:7). Essa etapa é conseqüência do desenvolvimento da estrutura de uma
personalidade bem-definida, honesta e motivada por objetivos. Às vezes, o grande não
precipitará uma crise, alguém importante pode ficar bravo. A verdade mostrará as
diferenças no relacionamento. Os conflitos e as discórdias já existiam, os limites somente
os trarão à tona.
Faça uma lista cuidadosa de relacionamentos significativos para você. Agora acrescente
especificamente os tesouros que estão sendo violados neles. Precisamente quais limites
devem ser impostos para proteger esse tesouro?

8ª ETAPA: ALEGRAR-SE COM A AUSÊNCIA DE SENTIMENTOS DE CULPA


Com muita dedicação e apoio, a culpa diminui e nessa etapa, sentimo-nos mais capazes de
conservar o mistério da fé com a consciência pura (1 Tm 3:9).
Você pode dar esse passo agora que está mudado espiritual e emocionalmente. Você deixou
de ouvir o pai autoritário interno e passou a corresponder aos valores bíblicos do amor,
responsabilidade e perdão. Esses valores foram assimilados após muitas experiências com
pessoas que os compreendem. A alma precisa de outro lugar para fazer autoavaliação que
não seja a consciência crítica. A alma se conforta na memória das pessoas amáveis e
sinceras. O grupo de apoio aqui tem funcionado e a consciência da pessoa começou a
amadurecer.

9ª ETAPA: RESPEITAR OS LIMITES DOS OUTROS


Se esperamos que os outros respeitem nossos limites, é preciso respeitar os limites alheios,
por vários motivos.

- respeitar os limites dos outros é uma forma de resistir ao nosso egoísmo e onipotência –
quando nos preocupamos em proteger o tesouro dos outros, combatemos o egocentrismo.
Passamos a concentrar-nos mais nas pessoas.
- respeitar os limites dos outros faz aumentar a capacidade de importar-nos com os outros -
é fácil gostar de características agradáveis dos outros, mas quando encontramos resistência,
confrontação ou distância, a história é outra. Podemos acabar em meio a um conflito ou
não conseguindo o que queiramos.
- quando conseguimos respeitar os limites dos outros, estamos fazendo duas coisas – uma:
nós sinceramente nos importamos com os outros porque não ganhamos nada ajudando
alguém a nos dizer não. Isso só reforça a capacidade dessa pessoa nos negar algo. Segunda:
aprendemos a ser empáticos. Isso mostra que precisamos tratar os outros como gostaríamos
de ser tratados (Gl 5:14). Devemos lutar pelo não dos outros exatamente como lutamos pelo
nosso, mesmo que isso nos custe algo.

10ª ETAPA: LIBERTAR O NOSSO “NÃO” E O NOSSO “SIM”


Quando você se sente tão livre para dizer não a um pedido quanto para dizer sim, é sinal de
que está a caminho da maturidade de seus limites. Não há problema, mudança de ideia ou
hesitação em usar qualquer uma das palavras. Pense por um segundo na última vez que
alguém lhe pediu algo. Talvez fosse um pouco de tempo que você não tinha certeza de que
podia dispor. Suponha que essa pessoa não era egoísta, manipulador etc, que era sensata e
fez um pedido sensato (2 Co 9:7), então você provavelmente tomou uma das duas atitudes a
seguir:
1. como não tinha certeza, disse sim
2. Como não tinha certeza, disse não.
A atitude mais madura é a 2ª porque é mais responsável dar de nossos recursos do que
prometer o que talvez não sejamos capazes de cumprir (Lc 14:28).
As pessoas com limites falhos fazem promessas e depois fazem o bem com ressentimento
ou faltam com a palavra. Os que tem limites desenvolvidos fazem o bem com vontade e
satisfação ou não prometem nada. Assumir responsabilidades motivado pela culpa ou pela
aquiescência pode custar muito, ser bastante penoso e inconveniente. A lição que você
precisa fazer é não prometer muito antes de fazer seus cálculos espirituais e emocionais.

11ª ETAPA: LIMITES MADUROS


A pessoa com limites maduros não fica desesperada, não tem pressa, nem perde o controle.
Tem meta na vida, um passo firme em direção aos seus objetivos pessoais. Planeja com
antecedência.
A recompensa por seus bons limites é a alegria de ter os desejos satisfeitos. Deus
recompensou o investimento feito por você (2 Tm 4:6,7).
O processo de limites maduros de alguém pode ser interrompido, haverá provações, pessoas
querendo que você siga o caminho delas e não o de Deus, todo tipo de resistências aos
limites e objetivos da pessoa. Quem tem limites maduros compreende isso, aceita e permite
que isso aconteça. E sabe que se necessário haverá um não esperando em seu coração,
pronto para ser usado. Não para atacar ou punir alguém, mas para proteger e desenvolver i
tempo, os talentos e os tesouros que Deus nos conferiu para nossos “setenta anos” neste
planeta (Sl 90:10).

16. O dia de uma vida com limites


Aplicando os limites e buscando seguir as recomendações dadas, você poderá ter realmente
vida, e uma vida saudável, pois estará segundo os propósitos de Deus. Que os limites
bíblicos o conduzam a uma vida de amor, liberdade, responsabilidade e louvor.

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