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30 FISCALIDADE sexta-feira, 10 Dezembro de 2010

Contas & Impostos

Discrepância entre o valor do stock contabilístico


e o stock real
No que respeita à regularização de inventários, nas quebras que lhe prestam apoio ao posto de abas- menos) e do custo unitário (para mais),
normais, no caso de haver alteração das quantidades (para me- tecimento de combustível, também os va- de tal forma que se mantenha o valor glo-
lores de combustível que a sonda regista bal dos inventários existentes em arma-
nos) e do custo unitário (para mais), de tal forma que se mante- no tanque devem ser confirmados numa zém, não é necessário fazer qualquer lan-
nha o valor global dos inventários existentes em armazém, não próxima acção de manutenção a estes çamento contabilístico. No caso de haver
é necessário fazer qualquer lançamento contabilístico. equipamentos. alterações das quantidades para menos e
É verificada uma quebra média mensal do valor global dos inventários existentes
de 170 litros de combustível em compras em armazém (para menos), mantém-se o
Um TOC é responsável pela contabi- de aferimento. No entanto, até à data, de sensivelmente 65 400 litros. Conside- custo unitário da mercadoria.
lidade de um posto de abastecimento apelo algum surtiu efeito. ramos que esta quebra é normal e que se Em termos fiscais, o custo será aceite
de combustíveis e criou um sistema São ou não obrigados os responsáveis pode dever ao facto de o abastecimento dado que as perdas de inventários deste
de controlo de saídas e entradas que pelo sistema a possuírem um sistema ser feito durante o dia e, devido ao calor, tipo fazem parte do exercício da actividade.
lhe permite uma boa gestão de stocks. de medida fiável? Se sim, como obrigá- o combustível encontra-se bastante ex- Se entender relevar, periodicamente, na
Acontece que ao comparar o valor con- los a resolver esta situação? Admitindo pandido, daí que dificulta uma medição contabilidade, estas perdas derivadas das
tabilístico a qualquer momento, porque que os diferenciais em causa são reais precisa. quebras, pode fazê-lo, através de um re-
é possível devido ao inventário perma- e caso não seja possível reclamar com Refira-se que as quebras traduzem al- gisto onde se enumerem e quantifiquem
nente, não está de acordo com o valor sucesso o combustível em falta, tor- terações para menos nas quantidades de estas situações que se pretendam relevar
obtido fisicamente no local. A medida nando-se assim prejuízo efectivo desta existências em armazém num determi- o qual suportará, documentalmente, o se-
física é obtida através de uma sonda empresa, pode ou não ser aceite fiscal- nado momento. Neste âmbito podemos guinte lançamento contabilístico:
directamente no depósito ou de um mente? distinguir: Débito: 6842 - Outros gastos e perdas -
outro sistema de régua devidamente - Quebras normais - resultam de fenó- Perdas em Inventários – Quebras;
calibrada. No entanto, estes dois sis- No caso de controlo de stock num menos naturais e inevitáveis, ineren- Crédito: 382 - Reclassificação e regula-
temas no mesmo depósito mostram-se posto de abastecimento de combustível, tes à actividade da empresa, como é o rização de inventários e activos biológicos
completamente díspares, revelando verificou-se que existe uma discrepância caso das que produzem e/ou comer- – Quebras.
valores bem diferentes, sendo ainda entre o valor do stock contabilístico e o cializam produtos perecíveis ou de Em eventuais casos de sujeitos passivos
que nenhum deles confere com o va- stock real. Estas diferenças devem-se aos fácil volatilidade. que não consigam provar que os inven-
lor contabilístico. Como é óbvio, pelas sistemas de medição do combustível que - Quebras anormais - as de verificação tários sofreram uma quebra e não foram
razões expostas, nenhum é credível. Os estão a ser usados e ao facto do combustí- imprevisível, extraordinária e resul- efectivamente vendidos, ou afectas a fins
diferenciais mensais rondam os 170 li- vel expandir com o calor. tantes de factos alheios ao exercício alheios, a empresa deve proceder à regula-
tros a menos dentro do depósito numa A medição do combustível, no tanque da actividade (por exemplo, incên- rização do IVA creditando 24342 - IVA -
compra média mensal de 65 400 litros. de abastecimento, é feita através de régua dios, acidentes, roubos, etc.). Regularizações - Mensais (ou trimestrais)
Várias diligências já foram feitas peran- e de sonda. Recomendamos que se utilize No que respeita à regularização de in- a favor do Estado.
te o fornecedor, no sentido de proceder uma régua adequada à curvatura do tan- ventários, nas quebras normais, no caso
(INFORMAÇÃO ELABORADA PELA ORDEM DOS
às respectivas correcções aos meios que e devidamente aferida pelos serviços de haver alteração das quantidades (para TÉCNICOS OFICIAIS DE CONTAS)

Opinião
ELISABETE

SNC – participação nos lucros CARDOSO


Consultora
da Ordem dos
Técnicos Oficiais
de Contas

C
om o aproximar do final do ano, benefícios são pagos ou se colocam à dis- nha obrigação legal, pode ainda assim ter harmonização entre o CIRC e a NCRF 28.
surgem dúvidas acerca do trata- posição. uma obrigação construtiva, é o que sucede, Está-se perante uma limitação fiscal às
mento a dar às “gratificações de Os benefícios a curto prazo dos emprega- por exemplo quando uma entidade tenha participações nos lucros dos empregados
balanço”, devido à reformulação feita ao dos (pagáveis na totalidade dentro de doze a prática enraizada de remunerar os traba- até ao dobro da remuneração média men-
Código do IRC (CIRC) que o aproxima meses) são reconhecidos como gasto no pe- lhadores através de gratificações por parti- sal quando os beneficiários sejam empre-
ao Sistema de Normalização Contabilística ríodo em que o empregado tenha prestado cipação nos lucros. gados e membros de órgãos sociais com
(SNC). serviço. A quantia do benefício por pagar Tomemos como exemplo o exercício de uma participação de pelo menos 1% no
Com a introdução do SNC, em 1 de Ja- deve ser mensurada por um montante não 2010, as gratificações serão pagas dentro capital da entidade e para serem conside-
neiro de 2010, e com a alteração ao CIRC descontado (bruto). do período dos doze meses, mas o paga- radas como gastos fiscais (mesmo quando
operada pelo Decreto-Lei n.º 159/2009, A participação nos lucros e bónus ape- mento ocorrerá durante o ano seguinte: contabilizados como gastos do período de
de 13 de Julho, aplicável aos períodos que nas é reconhecida quando a entidade tenha d/ 631x – Remunerações dos órgãos so- tributação) terão de ser pagas até ao final
se iniciem em, ou após, 1 de Janeiro de uma obrigação legal ou construtiva de fa- ciais – Gratificações do período seguinte (alíneas m) e n) do n.º
2010, o tratamento fiscal e contabilístico zer tal pagamento e os custos possam ser d/ 632x – Remunerações do pessoal – 1 do artigo 45.º do CIRC).
dado às “gratificações de balanço” sofreu definidos com fiabilidade. Gratificações Em sede de IRS, este tipo de gratificações
consideráveis alterações. Uma gratificação não é mais que uma re- c/ 273x – Benefícios dos empregados - irão ser tributadas no momento em que os
“Gratificações de balanço” não é mais do compensa pecuniária que se dá para além Órgãos sociais montantes sejam pagos ou colocados à dis-
que a designação que vulgarmente é dada do normal pagamento pelos serviços pres- c/ 273x – Benefícios dos empregados – posição dos empregados, de acordo com a
àquilo que antes eram as – “Gratificações tados. Se a entidade decidir atribuir uma Pessoal regra geral de tributação para os rendimen-
por participação nos resultados”. Actual- compensação aos seus empregados que Na eventualidade do pagamento ocorrer tos de categoria A – Trabalho dependente,
mente a terminologia mais apropriada será assente na participação destes nos lucros ainda no exercício de 2010 a contraparti- concorrendo com os restantes rendimentos
gratificações por participação nos lucros. estamos então perante uma “gratificação da da conta 63 será a conta 23 – Remune- para a aplicação da taxa de retenção na fon-
Com o SNC surge a NCRF 28 – Bene- de balanço”. rações a pagar. te daquele mês.
fícios dos empregados, com o propósito de Se uma entidade tiver uma obrigação De acordo com o regime do acrésci- Este tipo de gratificações encontram-se
prescrever a contabilização e divulgação legal ou construtiva e puder ser feita uma mo, os gastos devem ser reconhecidos no isentas de contribuições para a segurança
dos benefícios dos empregados, incluindo estimativa fiável das gratificações a atribuir período a que digam respeito, ou seja, no social, situação que poderá vir a ser alte-
benefícios a curto prazo, a longo prazo e aos seus empregados por participação nos momento em que a empresa obteve o be- rada, com a entrada em vigor do Código
benefícios de cessação de emprego, onde lucros da entidade, independentemente de nefício pelo trabalho prestado pelo empre- dos Regimes Contributivos do Sistema
se integra o tratamento ao que neste artigo ter, ou não, reunido a Assembleia Geral, gado, independentemente do pagamento Providencial de Segurança Social, confor-
iremos continuar a chamar “gratificações poderá ser atribuída aos seus empregados vir a ser efectuado no período seguinte, me resulta da proposta de Orçamento do
de balanço”. uma gratificação, por participação nos lu- estes encargos são aceites em termos fis- Estado.
Como princípio subjacente a esta nor- cros, sendo esta quantia reconhecida como cais e imputáveis ao período de tributação As gratificações por participação nos re-
ma está que o gasto inerente aos benefícios gasto do período a que os lucros respeitam, em que sejam obtidos ou suportados, in- sultados são reconhecidas como gasto do
dos empregados deve ser reconhecido no independentemente do seu pagamento vir dependentemente do seu recebimento ou período em que o empregado tenha presta-
período em que uma entidade aufere os a ocorrer no período seguinte. pagamento, de acordo com o regime de do serviço, desde que pagáveis na totalida-
serviços dos empregados e não quando os Mas mesmo quando a entidade não te- periodização económica. Existe aqui uma de no espaço de doze meses.