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SUPLEMENTO PARA O

PROFESSOR

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 1 22.06.2005, 18:36


Sumário
Capítulo 12 – Moluscos e anelídeos, 11
Apresentação da obra, 3 Capítulo 13 – Artrópodes, 11
Capítulo 14 – Equinodermos e protocordados, 11
Estrutura geral da coleção, 3 Capítulo15 – Vertebrados, 12
Organização dos capítulos, 4 Sugestões de atividades complementares, 12
Texto e imagens, 4 Exemplos de mapas de conceitos, 12
Quadros temáticos, 4 PARTE V – Anatomia e fisiologia da espécie
Leitura, 4 humana, 12
Atividades, 4 Capítulo 16 – Nutrição, 12
Bibliografia, respostas, nova nomenclatura anatômica, Capítulo 17 – Circulação sangüínea, 13
Índice remissivo, 5 Capítulo 18 – Respiração e excreção, 13
Capítulo 19 – Movimento e suporte do corpo humano, 13
Sugestões para utilizar esta Capítulo 20 – Integração e controle corporal: sistemas
obra como instrumento de nervoso e endócrino, 13
Sugestões de atividades complementares, 14
aprendizagem e avaliação, 5 Exemplos de mapas de conceitos, 14
Orientação de leitura, 5
Conhecimentos prévios dos estudantes, 5 Atividades complementares, 14
Ligações com o cotidiano, 5
Integração da Biologia com outras disciplinas, 5 Anexo - Páginas para fotocopiar, 24
Atividades didáticas, 6
Utilização dos mapas de conceitos, 6 Trabalhando com mapas de
Destaques temáticos, objetivos conceitos, 29
de ensino e sugestões para este
Exemplos de mapas de conceitos, 31
volume, 6
PARTE I – A diversidade biológica, 7 Respostas às questões das
Capítulo 1 – Sistemática, classificação e biodiversidade, 7 atividades, 44
Sugestões de atividades complementares, 7
Exemplos de mapas de conceitos, 7 Capítulo 1 44
PARTE II – Vírus, moneras, protoctistas e Capítulo 2 45
fungos, 7 Capítulo 3 48
Capítulo 2 – Vírus, 7 Capítulo 4 51
Capítulo 3 – Os seres procarióticos: bactérias e arqueas, 8 Capítulo 5 54
Capítulo 4 – Protoctistas: algas e protozoários, 8 Capítulo 6 56
Capítulo 5 – Fungos, 8 Capítulo 7 60
Sugestões de atividades complementares, 9 Capítulo 8 64
Exemplos de mapas de conceitos, 9 Capítulo 9 69
PARTE III – Diversidade, anatomia e fisiologia Capítulo 10 71
das plantas, 9 Capítulo 11 73
Capítulo 6 – Diversidade e reprodução das plantas, 9 Capítulo 12 76
Capítulo 7 – Anatomia das plantas angiospermas, 9 Capítulo 13 77
Capítulo 8 – Fisiologia das plantas angiospermas, 9 Capítulo 14 81
Sugestões de atividades complementares, 10 Capítulo 15 82
Exemplos de mapas de conceitos, 10 Capítulo 16 88
PARTE IV – Diversidade dos animais, 10 Capítulo 17 90
Capítulo 9 - Características gerais dos animais, 10 Capítulo 18 93
Capítulo 10 – Poríferos e cnidários, 11 Capítulo 19 96
Capítulo 11 – Platelmintos e nematelmintos, 11 Capítulo 20 98

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Apresentação da obra
Idealizamos esta coleção como ferramenta de estudo e de consulta voltada ao ensino
médio, visando a atender diversas opções de conteúdo adotadas pelos professores brasilei-
ros. A amplitude dos assuntos tratados, além de refletir o alentado arcabouço conceitual das
ciências biológicas, procura contemplar temas que nossas pesquisas indicam serem os prefe-
ridos pela maioria dos(as) colegas.
Entendemos o livro didático como um instrumento flexível, que deve servir de fonte de
informação confiável e atualizada e também propor atividades e exercícios capazes de esti-
mular e de promover a aprendizagem. Para ser um apoio efetivo nesse sentido, procuramos
apresentar livros com texto bem estruturado, ilustrado e explicativo, capazes de influenciar o
desenvolvimento da capacidade de leitura e de organização do pensamento, além de com-
por harmoniosamente textos e imagens, de modo a convidar os estudantes a vencer os
desafios inerentes à aquisição de novos conhecimentos. Foi com essas perspectivas que ela-
boramos esta coleção em três volumes.
Esperamos que a obra leve os estudantes a compreender os conceitos fundamentais em
Biologia e facilite sua ligação aos fatos do cotidiano; esperamos também que eles percebam
o quanto as ciências biológicas têm sido importantes para a humanidade e seu grande poten-
cial para novas descobertas que se delineia neste século XXI. Nossa expectativa é que cada
professor possa utilizar esta obra da melhor maneira possível, de acordo com a disponibili-
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dade de sua carga horária e de seus objetivos de aprendizagem.

Estrutura geral da coleção


A obra aborda diferentes níveis de organização da vida: as células, os organismos e as
populações. Procuramos incorporar, aos conceitos tradicionalmente tratados no ensino médio,
as muitas novidades da Biologia da última década, de modo a levar os estudantes a conhecer
e acompanhar os grandes debates científicos da atualidade.
O Volume 1 focaliza o nível celular de organização da vida, relacionando-o com o nível
das moléculas e também com o dos tecidos. Os principais assuntos tratados no volume são:
a. as características típicas do fenômeno vida e as teorias atuais sobre a origem da vida em
nosso planeta;
b. estrutura e função nas células vivas (Citologia) e organização celular dos tecidos animais
(Histologia);
c. aspectos gerais da reprodução, dos ciclos de vida e do desenvolvimento animal (Reprodu-
ção e Embriologia).
O Volume 2 aborda a vida no nível dos organismos, estudando sua diversidade, anato-
mia e fisiologia. Os principais assuntos tratados no volume são:
a. noções básicas de Sistemática, com destaque para a classificação biológica;
b. estudo sistemático dos principais representantes dos grandes reinos de seres vivos;
c. anatomia e fisiologia de plantas e animais, com ênfase nas plantas angiospermas e no
organismo humano.
O Volume 3 trata de conceitos e processos relacionados mais diretamente com o nível
populacional de organização dos seres vivos, estudando-o sob os pontos de vista da Genéti-
ca, da Evolução Biológica e da Ecologia. Os principais assuntos tratados no volume são:
a. aspectos históricos e modernos da Genética, de Gregor Mendel até os recentes avanços
no conhecimento genético e suas aplicações;
b. aspectos históricos e modernos das teorias de evolução biológica, de Darwin à moderna
teoria evolucionista, com ênfase na evolução da espécie humana;
c. conceitos fundamentais de Ecologia e de Educação Ambiental.
Em cada capítulo, o conteúdo é apresentado por meio de um texto integrado a fotos,
ilustrações e esquemas, além de Quadros temáticos, Leitura e Atividades.

ESTRUTURA GERAL DA COLEÇÃO 3

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Organização dos capítulos
Texto e imagens
A linguagem empregada na obra procura aliar a precisão conceitual da comunica-
ção científica à clareza didática. Sempre que possível utilizamos analogias e compara-
ções, exemplificando com assuntos do cotidiano, de modo a tornar conceitos e fenôme-
nos biológicos mais concretos para os estudantes.
As imagens são fundamentais para a compreensão mais ampla dos assuntos, e suas
legendas complementam o texto básico. Além das fotografias, há esquemas com com-
parações didáticas e sínteses conceituais e, nesse caso, é importante levar os alunos a
perceber os elementos em diferentes escalas e em cores-fantasia.

Quadros temáticos
Cada capítulo pode conter um ou mais quadros temáticos em que determinados
assuntos – aprofundamentos, aspectos históricos, novidades científicas e tecnológicas
etc. – são apresentados paralelamente ao desenvolvimento do conteúdo explicativo
seqüencial. Os quadros temáticos possibilitam que os assuntos específicos neles tratados
possam ser utilizados em diferentes momentos da aprendizagem, a critério do professor,
garantindo maior flexibilidade no trabalho com o texto didático.

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Leitura
Ao final de cada capítulo há um item denominado Leitura, em que é apresentado
um texto selecionado de livros, revistas científicas, jornais ou da internet. Um dos objeti-
vos da Leitura é fornecer aos estudantes textos de diferentes autores, com diferentes
enfoques para assuntos tratados no capítulo. O trabalho com o item Leitura pode prece-
der o estudo do capítulo, servindo de problematização e de referência para os conceitos
e processos tratados no texto básico. A partir do texto da Leitura é possível também
solicitar aos estudantes, como atividade de pesquisa, que encontrem textos sobre o mesmo
tema em diferentes meios de divulgação

Atividades
Após a Leitura apresentamos um elenco de atividades, dimensionando-o para abran-
ger os assuntos fundamentais do capítulo. As atividades estão divididas em três módulos:
Guia de estudo, Questões para pensar e discutir e A Biologia no vestibular. O
primeiro módulo orienta os estudantes a rever, passo a passo, os principais conceitos e
processos tratados no capítulo; compõe-se de questões discursivas, cujas respostas são
fornecidas apenas ao professor. O módulo seguinte, Questões para pensar e discutir, traz
questões objetivas e discursivas que desafiam os estudantes a ligar fatos, conceitos e
processos em situações reais ou simuladas; as respostas dessas questões também são
fornecidas exclusivamente para o professor. O terceiro módulo, A Biologia no vestibular,
traz uma seleção das melhores questões de vestibulares sobre os assuntos tratados no
capítulo. Ao trabalhar com essas questões, cujas respostas são fornecidas no Livro do
Aluno, os estudantes entram em contato com o que se avalia nos diversos exames de
ingresso ao Ensino Superior.
Sugira aos estudantes que, após a leitura do texto de cada capítulo, sempre façam os
exercícios do Guia de estudo. Para facilitar sua utilização, esses exercícios estão divididos
em blocos, correspondentes aos itens numerados do capítulo. Estimule os estudantes a
rever o texto em caso de dúvida em algum exercício. Para que os estudantes possam
explorar mais amplamente os temas do capítulo, solicite que façam as atividades propostas
no módulo Questões para pensar e discutir, em que são apresentadas questões mais
desafiadoras e/ou sugestões de pesquisas e atividades, úteis para discussões de fechamento
dos assuntos. O elenco de questões de A Biologia no vestibular pode ser utilizado, a seu
critério, tanto após o Guia de estudo como após as Questões para pensar e discutir.
Além de ajudar os alunos a estudar, os diferentes módulos de atividades podem ser
utilizados pelo professor como instrumentos de avaliação da aprendizagem, em especial
o Guia de estudo e as Questões para pensar e discutir, cujas respostas são fornecidas
exclusivamente no livro do professor.

4 ESTRUTURA GERAL DA COLEÇÃO

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Bibliografia, respostas, nova nomenclatura anatômica,
índice remissivo
Após o último capítulo de cada volume, no Livro do Aluno, apresentamos, em seqüên-
cia: a) a principal bibliografia consultada na elaboração do livro; b) as respostas às questões
do módulo A Biologia no vestibular; c) uma tabela com as principais alterações na nomencla-
tura do corpo humano sugeridas pela mais recente Nomina Anatomica; d) índice remissivo.
Sugerimos que o(a)s colegas professore(a)s estimulem a utilização do índice remissi-
vo pelos estudantes, tanto para localizar rapidamente assuntos no texto como para rela-
cionar informações de diferentes temas. Isso pode familiarizá-los com obras de consulta.

Sugestões para utilizar esta obra como


instrumento de aprendizagem e avaliação
Orientação de leitura
Para habituar os estudantes à estrutura do livro didático, de modo que este se torne
um verdadeiro aliado nos estudos, sugerimos aos(às) colegas professore(a)s que sempre
orientem os estudantes para a leitura do texto selecionando e indicando trechos para
serem lidos antes, durante ou após a aula. Um diálogo aberto sobre os objetivos a serem
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alcançados com o estudo do capítulo pode facilitar a comunicação com os estudantes,


estimulando-os a dividir com o(a) professor(a) a responsabilidade por sua aprendizagem.
Chambliss, M. J. e Calfee, R. C., no livro Textbooks for Learning (Malden, Massachussets,
Blackwell Publishers Inc., 1998), propõem questões a serem levantadas em situações
como essa, tais como:
■ Que informações do texto se relacionam com algo que você conhece?

■ Que partes do texto você considera mais interessantes?

■ Como você resumiria o que aprendeu na leitura do texto?

■ Daqui a um mês, o que você acha que poderá lembrar do texto?

■ Se você for discutir o assunto do texto com outras pessoas, que idéias, argumentos e

exemplos utilizaria?

Conhecimentos prévios dos estudantes


Diversas correntes pedagógicas destacam a importância de se levantar os conheci-
mentos prévios dos estudantes, tanto suas concepções baseadas no senso comum,
como conceitos aprendidos em ciclos escolares anteriores e que são pré-requisitos para
construir e ancorar os novos conhecimentos. Vale a pena investir algum tempo para
levantar e discutir os conceitos sobre os seres vivos e sobre seu próprio corpo que os
estudantes trazem em sua bagagem de conhecimentos e ajudá-los a analisar suas con-
cepções e a adquirir outras, fundamentadas no conhecimento científico. Em geral, apre-
sentar os objetivos do estudo do capítulo e discutir com os estudantes as idéias que eles
têm a respeito do tema é suficiente para detectar conceitos que vão exigir mais discus-
sões e explicações.

Ligações com o cotidiano


A idéia de ligar o que se aprende na escola ao mundo aparece em muitos dos obje-
tivos sugeridos para cada capítulo e volume em que se encontram. Os estudantes geral-
mente se motivam a aprender quando percebem conexões entre fatos próximos à sua
vida e conteúdos estudados na escola. Isso fica evidente no interesse que eles manifes-
tam em conteúdos referentes a saúde, higiene, questões sobre reprodução, contracepção
e DSTs, por exemplo. Assuntos veiculados pela imprensa podem ser utilizados como
instrumentos de problematização de conteúdos. Jornais e revistas costumam ter seções
especializadas em ciências; é possível estabelecer, na classe, uma rotina para acompa-
nhar notícias de interesse científico, que podem ser apresentadas em um mural, por
exemplo. Os textos da Leitura apresentados ao final de cada capítulo do livro também
podem ser empregados para tal finalidade.

SUGESTÕES PARA A UTILIZAÇÃO DA OBRA 5

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Integração da Biologia com outras disciplinas
Modernas tendências pedagógicas apontam a integração interdisciplinar como
uma importante estratégia de ensino. Por um lado, o(a)s professore(a)s das diferentes
disciplinas complementam informações, trocam idéias e desenvolvem o trabalho em
equipe. Os estudantes percebem mais facilmente as relações entre os diferentes fenô-
menos da natureza quando estudam os mesmos conceitos em diferentes disciplinas.
Considere a possibilidade de integração interdisciplinar formal ou informal e, se possível,
que se inclua no planejamento ao menos uma atividade de integração interdisciplinar.

Atividades didáticas
O aprendizado requer participação ativa dos estudantes. Atividades de pesquisa
bibliográfica, seminários, aulas práticas e estudos do meio, entre outras estratégias
pedagógicas, podem tornar altamente dinâmico e motivador um curso de Biologia.
A partir da página 14 deste suplemento sugerimos algumas atividades complemen-
tares relacionadas aos conteúdos tratados neste volume. Somadas ou adaptadas às
do repertório do próprio(a) professor(a), essas atividades podem motivar os estudan-
tes e ajudá-los a se apropriar de novos conhecimentos e habilidades desejadas.

Utilização dos mapas de conceitos


Identificar os conceitos básicos apresentados no texto de cada capítulo constitui um
aspecto importante do processo de ensino-aprendizagem. Se o(a) professor(a) dispõe de
poucas aulas semanais para desenvolver o conteúdo, pode ser melhor destacar os con-

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ceitos mais importantes, deixando em segundo plano aspectos de detalhamento ou
temas não-pertinentes aos objetivos didáticos que se deseja alcançar.
Uma das maneiras de trabalhar criteriosamente com conceitos é por meio da elabo-
ração de mapas de conceitos. Trata-se de uma estratégia didática que é muito útil
também no planejamento de unidades didáticas e na preparação de aulas. Um mapa de
conceitos consiste de um conjunto de conceitos interligados por palavras de ligação, que
identificam o tipo de relação que há entre eles. Embora simples em sua concepção, os
mapas de conceitos constituem-se em uma ferramenta poderosa para o processo de
ensino-aprendizagem e para a avaliação da aprendizagem.
Para o(a)s professor(a)s que desejarem se aprofundar no assunto, apresentamos, na
página 29, um texto sobre os princípios de construção de mapas de conceitos, acompa-
nhado de bibliografia suplementar e de exemplos de mapas de conceitos referentes a
assuntos tratados no volume.

Destaques temáticos, objetivos de ensino e


sugestões para este volume
A seguir apresentamos os destaques temáticos e os principais objetivos de ensino de cada
capítulo deste volume. Apresentamos também sugestões de atividades complementares e
exemplos de mapas de conceitos relativos aos assuntos tratados em cada parte do volume.

Destaques temáticos e objetivos de ensino


Os destaques temáticos são apresentados na forma de uma breve sinopse dos temas de
cada capítulo, acompanhada dos principais objetivos que tivemos em mente ao elaborá-los.
Os objetivos foram divididos em duas categorias: objetivos gerais, referentes ao desen-
volvimento de conhecimentos, habilidades e valores que ultrapassam os limites da Biologia,
e objetivos didáticos, mais específicos, que se referem ao desenvolvimento de conheci-
mentos e habilidades específicas de Biologia.
Um exemplo de objetivo geral é: Valorizar os aspectos históricos da ciência, tais como os
relativos ao desenvolvimento da Genética, reconhecendo que os avanços científicos de uma
época dependem de conhecimentos desenvolvidos em épocas anteriores.
Um exemplo de objetivo didático é: Caracterizar alelos como formas diferentes de um
mesmo gene e conceituar os seguintes termos: alelo dominante, alelo recessivo, indivíduo
homozigótico, indivíduo heterozigótico, dominância incompleta e co-dominância.
Se desejar, utilize os objetivos que sugerimos para cada capítulo em seu planejamento e
como parâmetro de avaliação, adequando-os às suas necessidades.

6 DESTAQUES TEMÁTICOS, OBJETIVOS E SUGESTÕES

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Sugestões de atividades complementares
Para auxiliar o(a) professor(a) em sua tarefa de obter participação mais ativa dos estu-
dantes no processo de aprendizagem, reunimos neste suplemento sugestões de atividades
complementares de diferentes tipos: pesquisas bibliográficas, seminários, aulas de laborató-
rio, estudos do meio e montagens, entre outras estratégias pedagógicas. Se desejar, utilize
essas atividades em complementação àquelas presentes no livro do estudante.

Mapas de conceitos
Os mapas de conceitos são construções pessoais e contextuais, de modo que sua utiliza-
ção mais produtiva como ferramenta pedagógica é produzir os próprios mapas. Entretanto,
analisar e avaliar mapas de conceitos já prontos é um excelente ponto de partida para a
elaboração de mapas conceituais próprios. Assim, neste suplemento, após a sugestão de
atividades complementares, apresentamos alguns exemplos de mapas de conceitos envol-
vendo os principais conceitos tratados nos capítulos. Se desejar, utilize os mapas sugeridos
como base para discussão com os estudantes, que podem modificá-los ou ampliá-los, de-
pendendo dos conceitos tratados e dos objetivos almejados.

PARTE I - A DIVERSIDADE BIOLÓGICA Exemplos de mapas de conceitos


1. Sistemática e classificação biológica (página 32)
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Capítulo 1 - Sistemática, classificação e


biodiversidade
■ Destaques temáticos PARTE II - VÍRUS, MONERAS,
Apresenta os princípios básicos da Sistemática e da Taxonomia. PROTOCTISTAS E FUNGOS
Conceitua biodiversidade, árvore filogenética e cladograma. Apre-
senta e caracteriza os grandes reinos de seres vivos. Discute as Capítulo 2 - Vírus
novas tendências taxonômicas e as polêmicas atuais relativas à
classificação biológica e sua relação com o parentesco evolutivo ■ Destaques temáticos
dos diferentes grupos de organismos. Apresenta as características de diversos tipos de vírus e seus
ciclos reprodutivos, com ênfase nos vírus de gripe e da aids.
■ Objetivos gerais
Traz um quadro de consulta em que são relacionadas algu-
Compreender que a Sistemática, cujos resultados se expres- mas doenças causadas por vírus, sua prevenção e formas de
sam pela Taxonomia, organiza a diversidade dos seres vivos e tratamento.
facilita seu estudo, revelando padrões de semelhança que
evidenciam as relações de parentesco evolutivo entre diferen- ■ Objetivos gerais
tes grupos de organismos. Estar informado sobre a natureza dos vírus, as doenças que
Reconhecer que a falta de consenso entre os cientistas quan- eles causam e suas formas de disseminação e tratamento,
to à classificação biológica revela tanto as dificuldades quan- de modo a atuar positivamente, tanto no aspecto pessoal
to a variedade de pontos de vista sobre o assunto, indicando como no social, para a prevenção de doenças virais.
que a ciência é um processo em contínua construção. Inferir, a partir do conhecimento das formas de transmissão
de alguns tipos de vírus patogênicos às pessoas, as princi-
■ Sugestões de objetivos didáticos
pais atitudes e medidas capazes de prevenir seu ataque ao
Conhecer a hierarquia nas relações de inclusão das seguintes organismo humano.
categorias taxonômicas: espécie, gênero, família, ordem, clas-
Valorizar os conhecimentos científicos e técnicos sobre os
se, filo e reino. vírus e reconhecer que esses conhecimentos podem contri-
Compreender a importância da nomenclatura binomial e reco- buir para a melhora da vida humana.
nhecer que a primeira palavra do nome científico designa o
gênero e a segunda, a espécie. ■ Sugestões de objetivos didáticos
Conhecer as regras básicas da nomenclatura biológica e reco- Conhecer a estrutura geral dos vírus (acelulares, compostos
nhecer sua importância para a comunicação científica. por um único tipo de ácido nucléico, por um capsídio protéico
e, em alguns casos, por um envelope externo), reconhecen-
Compreender os princípios básicos da elaboração das árvores do sua relativa simplicidade estrutural e bioquímica.
filogenéticas e dos cladogramas, reconhecendo-as como formas
de representar as relações de parentesco entre os seres vivos. Relacionar o fato de os vírus serem acelulares e bioqui-
micamente simples, quando comparados a outros seres vi-
Caracterizar cada um dos reinos de seres vivos (Monera, vos, com o fato de serem parasitas intracelulares obrigatórios.
Protoctista, Fungi, Plantae e Animalia) quanto a: tipo de célula
(procariótica ou eucariótica); quantidade de células (unicelular Discutir, com base em argumentos favoráveis e contrários, a
ou multicelular); nutrição (autotrófica ou heterotrófica). questão de os vírus serem ou não seres vivos.
Compreender e explicar porque os vírus não são incluídos em Conhecer, em linhas gerais, em que consiste uma infecção
nenhum dos reinos de seres vivos (são acelulares). viral e explicar o que ocorre com a célula afetada (tem seu
metabolismo controlado pelo vírus). Reconhecer que a in-
fecção é a maneira de o vírus se multiplicar.
Sugestões de atividades complementares
Identificar, em esquemas e ilustrações, as etapas básicas do
1. Trabalhando com representações gráficas de árvores filogenéticas processo de reprodução de alguns vírus (bacteriófago, vírus
(página 14) de gripe e vírus HIV).

PARTE I — A DIVERSIDADE BIOLÓGICA 7

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Capítulo 3 - Os seres procarióticos: Relacionar a fotossíntese realizada pelas algas do fitoplâncton
bactérias e arqueas com o aparecimento e a manutenção das taxas atuais de gás
oxigênio na atmosfera terrestre e daí inferir possíveis conse-
■ Destaques temáticos qüências sobre a composição da atmosfera em caso de declínio
Apresenta as características e a reprodução dos seres da população de algas fotossintetizantes do plâncton.
procarióticos: bactérias e arqueas. Trata da diversidade das Estar informado sobre as doenças causadas por protozoários
bactérias quanto à morfologia e à nutrição, entre outros as- (protozooses) e suas formas de disseminação e tratamento,
pectos. Discute a importância das bactérias para a humanida- de modo a atuar positivamente, tanto no aspecto pessoal
de (bactérias fixadoras de nitrogênio, bactérias decompositoras, como no social, para a prevenção dessas doenças.
bactérias causadoras de doenças etc.). Traz um quadro de
consulta em que são relacionadas algumas doenças ■ Sugestões de objetivos didáticos
bacterianas, sua prevenção e formas de tratamento. Enumerar e explicar as principais características das algas:
unicelulares ou multicelulares; células eucarióticas; nutrição
■ Objetivos gerais
autotrófica fotossintetizante; presença de cloroplastos; even-
Estar informado sobre as características das bactérias, as tual presença de parede celular; ambientes onde vivem.
doenças que elas causam e suas formas de disseminação e
Caracterizar e exemplificar os principais filos de algas:
tratamento, de modo a atuar positivamente, tanto no as-
Chlorophyta (algas verdes); Phaeophyta (algas pardas);
pecto pessoal como no social, para a prevenção de doen-
Rhodophyta (algas vermelhas); Bacillariophyta (diatomáceas);
ças bacterianas.
Chrysophyta (algas douradas); Euglenophyta (euglenóides);
Inferir, a partir do conhecimento das formas de transmissão Dinophyta (dinoflagelados); Charophyta (carofíceas).
de alguns tipos de bactérias patogênicas às pessoas, as princi-
pais atitudes e medidas para prevenir seu ataque ao organis- Explicar, em linhas gerais, os principais processos de reprodução
mo humano. assexuada em algas: divisão binária; fragmentação; zoosporia.

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Valorizar os conhecimentos científicos e técnicos sobre as Compreender e esquematizar o ciclo reprodutivo sexuado
bactérias e reconhecer a importância desses conhecimentos de algumas algas.
para a humanidade. Enumerar e explicar as principais características dos protozoários:
unicelulares; célula eucariótica; nutrição heterotrófica.
■ Sugestões de objetivos didáticos
Caracterizar e exemplificar os principais filos de protozoários:
Conhecer a estrutura geral da célula bacteriana, reconhe-
Rhizopoda (amebas); Actinopoda (radiolários e heliozoários);
cendo-a como procariótica, e identificar, em esquemas, ilus-
Foraminifera (foraminíferos); Apicomplexa (apicomplexos ou
trações e fotografias, suas partes principais (parede, mem-
esporozoários); Zoomastigophora (flagelados); Ciliophora
brana, citoplasma, ribossomos, nucleóide, cromossomo,
(ciliados).
plasmídio e flagelo bacteriano).
Descrever o processo geral de nutrição de um protozoário
Conhecer o processo de reprodução das bactérias (assexuada
(endocitose, formação de vacúolo digestivo, digestão
por divisão binária).
intracelular, clasmocitose) e explicar o papel do vacúolo
Caracterizar e exemplificar bactérias quanto à nutrição: contrátil na osmorregulação de protozoários de água doce.
autotróficas (fotoautotróficas e quimioautotróficas); hetero-
tróficas (aeróbicas, anaeróbias e fermentadoras). Estar informado de que a maioria dos protozoários se repro-
duz assexuadamente por divisão binária; conhecer e com-
Conhecer os processos básicos pelos quais as bactérias po-
preender os processos básicos sexuais (conjugação) no
dem misturar seus genes: transformação, transdução e con-
paramécio.
jugação.
Conhecer algumas doenças causadas por protozoários
Reconhecer a importância das bactérias para a humanidade
(amebíase; doença de Chagas; malária), associando cada uma
(na produção de alimentos, na decomposição, na fertiliza-
delas aos seguintes aspectos: agente causador, transmissão,
ção do solo etc.).
tratamento, prevenção.

Capítulo 4 - Protoctistas: algas e protozoários Produzir esquemas e ilustrações legendadas para representar
os ciclos da amebíase, da doença de Chagas e da malária.
■ Destaques temáticos
Discute as polêmicas relativas à classificação atual de algas e Capítulo 5 - Fungos
de protozoários. Apresenta a diversidade, as características
e a reprodução de diferentes grupos de protoctistas e discu- ■ Destaques temáticos
te a importância desses organismos para a humanidade (as Apresenta as características gerais dos diferentes tipos de fun-
algas como constituintes do plâncton e na alimentação hu- go, com as novas tendências de classificação relativas ao reino
mana, por exemplo). Traz um quadro de consulta em que Fungi. Trata da importância ecológica e econômica dos fungos
são relacionadas algumas doenças causadas por protozoários, (na produção de alimentos, bebidas alcoólicas e medicamen-
sua prevenção e formas de tratamento. tos, na decomposição, como causadores de doenças etc.)
■ Objetivos gerais ■ Objetivos gerais
Valorizar o estudo sistematizado e aprofundado de seres vi- Valorizar o estudo sistematizado e aprofundado de seres vi-
vos como os protoctistas, o qual permite reconhecer padrões vos como os fungos, o qual permite reconhecer padrões de
de semelhança e de diferença entre os seres que nos rodeiam. semelhança e de diferença entre os seres que nos rodeiam.
Estar informado de que as algas do fitoplâncton – em espe- Reconhecer a importância ecológica e econômica dos fungos
cial as diatomáceas e os dinoflagelados – são os principais para a humanidade e estar informado sobre doenças causa-
produtores de matéria orgânica nos mares e daí concluir que das por fungos e suas formas de disseminação e tratamento,
a maioria dos seres heterotróficos marinhos depende de al- de modo a atuar positivamente, tanto no aspecto pessoal como
gas planctônicas para viver. no social, para a prevenção de doenças micóticas.

8 PARTE II — VÍRUS, MONERAS, PROTOCTISTAS E FUNGOS

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■ Sugestões de objetivos didáticos Descrever, em linhas gerais, o ciclo de vida das plantas, reco-
Enumerar e explicar as principais características dos fungos: nhecendo-o como alternância entre gerações haplóides
unicelulares ou filamentosos (hifas, micélios, corpos de (gametófitos) e diplóides (esporófitos) e identificando as fa-
frutificação); eucarióticos; nutrição heterotrófica. ses do ciclo em que se formam gametas e esporos.

Caracterizar e exemplificar os principais filos de fungos: Cythri- Comparar os ciclos de vida de briófitas, pteridófitas, gimnos-
diomycota (citridiomicetos ou mastigomicetos); Zygomycota permas e angiospermas, identificando suas principais dife-
renças e semelhanças quanto ao tipo de geração predomi-
(zigomicetos); Ascomycota (ascomicetos); Basidiomycota
nante, fase em que ocorre a meiose etc.
(basidiomicetos); Deuteromycota (deuteromicetos).
Identificar o estróbilo (pinha) e a flor como estruturas
Explicar, em linhas gerais, os principais processos de repro-
reprodutivas em que folhas férteis transformadas formam
dução assexuada em fungos: fragmentação; esporulação;
grãos de pólen ou óvulos.
brotamento.
Conceituar óvulo de plantas fanerógamas, reconhecendo-o
Compreender, em linhas gerais, os processos de reprodução
como a estrutura multicelular em que se forma o gameta
sexuada em zigomicetos, ascomicetos e basidiomicetos.
feminino, a oosfera.
Reconhecer e explicar a importância dos fungos decompositores
Conceituar grão de pólen de plantas fanerógamas, reconhe-
(saprofágicos) na reciclagem da matéria orgânica dos cadáveres.
cendo-o como a estrutura em que se formam os gametas
Conhecer e exemplificar a importância econômica dos fun- masculinos, as células espermáticas.
gos (como alimento, na produção de pão e de bebidas alcoó- Distinguir a fecundação simples, que ocorre em plantas
licas, na fabricação de queijos etc.). gimnospermas, da fecundação dupla, que ocorre em plan-
tas angiospermas.
Sugestões de atividades complementares Conceituar semente, identificando suas partes básicas (cas-
2. Observando algas, protozoários e fungos (página 15) ca, endosperma e embrião) e explicando a origem de cada
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uma delas; reconhecer a importância das sementes na adap-


3. Constatando a atividade dos levedos (página 15)
tação das plantas ao ambiente terrestre.
4. Pesquisa: a história dos antibióticos (página 16)
Identificar as partes básicas de uma flor: cálice, corola,
5. Trabalhando com desenhos e modelos (página 16) androceu e gineceu.
Exemplos de mapas de conceitos Conceituar fruto, reconhecendo sua importância na prote-
ção e na disseminação das sementes de angiospermas.
2. Vírus (página 33) Comparar os ciclos de vida dos diferentes grupos de plantas
com relação à redução da fase gametofítica e à não-inde-
pendência da água para a reprodução.
PARTE III - DIVERSIDADE, ANATOMIA
E FISIOLOGIA DAS PLANTAS CAPÍTULO 7 - Anatomia das plantas angiospermas
■ Destaques temáticos
Capítulo 6 - Diversidade e reprodução das plantas
Apresenta a formação dos principais tecidos vegetais, sua
■ Destaques temáticos estrutura e localização nos órgãos das plantas, o crescimen-
Apresenta características gerais e diversidade dos principais to primário e o crescimento secundário de caules e raízes,
grupos de plantas: plantas avasculares e plantas vasculares, além da Estrutura anatômica das folhas.
plantas sem semente e plantas com sementes e plantas com
■ Objetivo geral
frutos. Comenta as novas tendências na classificação das
plantas, os ciclos reprodutivos dos grandes grupos de plan- Valorizar o conhecimento científico sobre a estrutura das
tas e as relações de parentesco evolutivo entre eles. plantas, tanto para identificar padrões no mundo natural
quanto para conhecer as estratégias peculiares desses seres
■ Objetivos gerais autotróficos, com os quais a espécie humana tem estreitas
Conhecer as semelhanças e as diferenças entre os grandes relações de dependência.
grupos de plantas, de modo a possibilitar reflexões e análi-
■ Sugestões de objetivos didáticos
ses sobre as relações de parentesco evolutivo entre os com-
ponentes do mundo vivo. Identificar as partes da raiz, do caule e da folha e conhecer a
estrutura interna microscópica desses órgãos quanto aos
Valorizar o conhecimento sistemático das plantas, tanto para iden- principais tecidos componentes.
tificar padrões no mundo natural quanto para compreender a
importância das plantas no grande conjunto de seres vivos. Conhecer a estrutura e a localização dos principais tecidos
vegetais (epiderme, periderme, parênquimas, colênquima,
Estar informado sobre a variedade de plantas das quais cer- esclerênquima, xilema, floema e meristemas).
tas partes, como frutos e sementes, são utilizadas na ali-
mentação humana.
CAPÍTULO 8 - Fisiologia das plantas angiospermas
■ Sugestões de objetivos didáticos ■ Destaques temáticos
Listar e explicar as principais características das plantas Apresenta os principais aspectos da nutrição mineral das plan-
(multicelulares, eucarióticas, autotróficas); reconhecer que tas. Discute a importância da adubação e comenta as carac-
as plantas apresentam um estágio de embrião, característica terísticas do solo favoráveis ao crescimento vegetal. Trata
que as distingue das algas. também da nutrição orgânica das plantas pela fotossíntese
Conhecer os principais grupos de plantas atuais (avasculares, e dos mecanismos de transporte de seiva bruta e de seiva
vasculares sem semente, gimnospermas e angiospermas), elaborada. Apresenta os hormônios vegetais e seu papel no
identificando suas características básicas e exemplificando crescimento e desenvolvimento. Discute ainda a relação en-
com pelo menos um representante de cada grupo. tre a floração e os fitocromos.

PARTE III — DIVERSIDADE, ANATOMIA E FISIOLOGIA DAS PLANTAS 9

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■ Objetivos gerais análises não-preconceituosas sobre a posição que nossa es-
Valorizar o conhecimento científico sobre a fisiologia das pécie ocupa no mundo dos seres vivos.
plantas, tanto para identificar padrões no mundo natural
quanto para conhecer as estratégias peculiares desses se- Capítulo 9 - Características gerais dos animais
res autotróficos, com os quais a espécie humana tem es-
treitas relações de dependência. ■ Destaques temáticos
Conhecer as necessidades básicas das plantas quanto à nu- Apresenta as características gerais dos animais e um resumo
trição mineral e orgânica, reconhecendo a importância des- dos principais filos do reino Animalia. Trata das semelhanças
ses conhecimentos para a preservação dos ambientes ter- e diferenças relativas ao desenvolvimento embrionário dos
restres, nos quais as plantas são fundamentais pois delas principais filos animais e compara seus principais sistemas
dependem muitos animais, inclusive a espécie humana. corporais: sistemas esqueléticos, sistemas digestórios,
sistemas de transporte corporal, sistemas respiratórios e
■ Sugestões de objetivos didáticos sistemas excretores. Comenta, ainda, uma hipótese das
Conhecer as substâncias minerais de que as plantas necessi- relações evolutivas entre os principais grupos animais quanto
tam (micronutrientes e macronutrientes) e compreender os à evolução.
princípios da adubação do solo.
■ Sugestões de objetivos didáticos
Explicar como a água e os sais minerais absorvidos pelas
Listar e explicar as principais características dos animais
raízes chegam até as folhas (transporte pelo xilema).
(multicelulares, organização celular eucariótica, nutrição
Reconhecer a fotossíntese como a fonte primária de alimen- heterotrófica, presença de tecidos e de órgãos); reconhecer
tos orgânicos para as plantas. que os estágios de blástula e de gástrula são características
Identificar e explicar os fatores limitantes da fotossíntese e exclusivas de animais.
entender o que é ponto de compensação luminosa. Reconhecer os nove filos animais apresentados no texto

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Explicar a teoria de Münch para o deslocamento da seiva (Porifera, Cnidaria, Platyhelminthes, Nematoda, Mollusca,
elaborada pelo floema. Annelida, Arthropoda, Echinodermata e Chordata),
exemplificando com pelo menos um representante de
Caracterizar hormônio vegetal e identificar os principais gru-
cada filo.
pos de hormônio (auxinas, giberelinas, citocininas, ácido
abscísico e etileno), associando-os às suas funções na planta. Caracterizar animais diblásticos e triblásticos, reconhecendo
que, exceto poríferos e cnidários, todos os filos são
Descrever a ação das auxinas na determinação dos tropismos
triblásticos.
da raiz e do caule e no fenômeno da dominância apical.
Caracterizar animais acelomados, pseudocelomados e
Definir fotoperiodismo e explicar o que são plantas de dia
celomados, e citar o filo (ou filos), dentre os nove estuda-
longo, plantas de dia curto e plantas indiferentes; relacionar
dos, em que cada uma dessas três características ocorre.
fotoperiodismo com os fitocromos.
Distinguir os processos esquizocélico e enterocélico de for-
mação do celoma e identificar os filos animais em que
Sugestões de atividades complementares cada um desses processos ocorre; reconhecer a associa-
6. Construindo um terrário de briófitas (página 16) ção entre o tipo de celoma e o destino do blastóporo
7. Observando esporângios de pteridófitas (página 16) (esquizocelomado ⇔ protostômio; enterocelomado ⇔
deuterostômio).
8. Observação de órgãos reprodutivos de fanerógamas (página 16)
Definir simetria, distinguindo simetria radial de simetria bila-
9. Observando sementes (página 16) teral; apontar o tipo de simetria presente ou predominante
10. Observando raízes (página 17) em cada filo e sua possível relação com o modo de vida de
11. Observando caules e folhas (página 17) seus representantes.
12. Observando o gravitropismo (ou geotropismo) (página 18) Explicar o papel das cavidades corporais internas (pseudo-
celoma e celoma) na distribuição de substâncias e na acomo-
13. Observando plantas no ambiente natural (página 18)
dação de órgãos internos.
Exemplos de mapas de conceitos Definir metameria, reconhecendo e explicando sua impor-
tância na história evolutiva dos animais; identificar os filos
3. Principais grupos de plantas (página 34) de animais em que a metameria está presente.
4. Ciclo de vida das plantas sem sementes (página 34) Conhecer os diferentes tipos de esqueleto (hidrostático,
5. Ciclo de vida das plantas com sementes (página 35) exoesqueleto e endoesqueleto), relacionando-os com os filos
6. Nutrição das plantas (página 36) animais em que estão presentes.
7. Hormônios vegetais (página 37) Caracterizar sistema digestivo completo e sistema digestivo
incompleto, identificando os filos animais em que cada tipo
está presente; citar e descrever algumas diferenciações do
PARTE IV - DIVERSIDADE DOS ANIMAIS tubo digestivo (estômago, papo, moela e intestino).
Reconhecer o papel dos diferentes tipos de transporte de
■ Objetivos gerais para todos os capítulos desta parte substâncias no corpo dos animais (transporte por difusão e
Estar consciente da importância de conhecer a variedade sistemas circulatórios) e relacionar o tipo de transporte aos
das características animais, tanto para ampliar a compreen- filos animais em que ocorrem.
são geral sobre o fenômeno vida, quanto para utilizar esse Caracterizar sistema circulatório aberto e sistema circulató-
conhecimento em aspectos práticos, como distinguir animais rio fechado, identificando os filos animais em que cada tipo
úteis dos potencialmente perigosos à nossa espécie. está presente; definir sangue e hemolinfa com base no tipo
Reconhecer semelhanças e diferenças entre a espécie hu- de sistema circulatório (sangue ⇔ sistemas fechados;
mana e outros animais, de modo a poder refletir e fazer hemolinfa ⇔ sistemas abertos).

10 PARTE IV — DIVERSIDADE DOS ANIMAIS

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Conceituar respiração, caracterizando e comparando os di- Capítulo 12 - Moluscos e anelídeos
versos tipos de sistema respiratório dos animais (respiração
cutânea, respiração branquial, respiração pulmonar e respi- ■ Destaques temáticos
ração traqueal); associar cada sistema respiratório aos filos Trata dos filos Mollusca (moluscos) e Annelida (anelídeos).
animais em que ocorrem, relacionando-os com o ambiente Em ambos, são abordadas as características gerais do filo,
onde os animais vivem. sua organização corporal, classificação, diversidade e repro-
Conceituar excreção e conhecer os diferentes tipos de estru- dução. Comenta também a importância ecológica e econô-
turas excretoras dos animais (protonefrídeos, metanefrídeos, mica de moluscos (como alimento) e anelídeos (na fertiliza-
glândulas antenais, glândulas coxais, túbulos de Malpighi e ção do solo), entre outros aspectos.
néfrons), relacionando-as aos filos de animais em que estão
presentes. ■ Sugestões de objetivos didáticos
Conhecer a árvore filogenética dos animais, identificando as Caracterizar moluscos e anelídeos quanto aos seguintes as-
principais características que permitem separar cada um de pectos: organização e simetria corporal; locais onde vivem;
seus ramos (tipo de simetria, presença e tipo de celoma, alimentação e digestão; principais classes; reprodução.
metameria etc.) Comparar moluscos e anelídeos quanto aos seguintes as-
pectos: sustentação esquelética; sistema digestório; sistema
Capítulo 10 - Poríferos e cnidários circulatório; sistemas respiratório e excretor; sistemas nervo-
so e sensorial.
■ Destaques temáticos
Estar informado da importância dos moluscos na alimenta-
Apresenta os filos Porifera (poríferos ou esponjas) e Cnidária ção humana e dar exemplos de integrantes de alguns grupos
(cnidários ou celenterados). Em ambos, são abordadas as como os bivalves (ostras e mexilhões) e os cefalópodes (lulas
características gerais do filo, sua organização corporal, clas- e polvos).
sificação, diversidade e reprodução. Comenta, ainda, um
Conhecer e explicar o papel de anelídeos como as minhocas
problema crescente que afeta os ecossistemas marinhos, o
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“branqueamento” (perda de algas endossimbióticas ou na fertilização do solo.


zooxantelas) dos corais.
■ Sugestões de objetivos didáticos Capítulo 13 - Artrópodes
Caracterizar os animais do filo Porifera quanto aos seguin- ■ Destaques temáticos
tes aspectos: organização corporal (tipos de célula, susten- Apresenta as características gerais dos animais do filo
tação esquelética e tipo de estrutura – asconóide, siconóide Artrhopoda (artrópodes), com ênfase nas novas tendências
e leuconóide); principais classes; reprodução. de classificação relativas ao filo. Trata das características
Caracterizar os animais do filo Cnidaria quanto aos seguin- principais e da reprodução nos subfilos Crustacea (crustáceos),
tes aspectos: organização corporal (tecidos e tipos de célu- Chelicerata (quelicerados) e Uniramia (insetos, quilópodes e
la); alimentação e digestão; principais classes; reprodução. diplópodes). Apresenta, ainda, destaque para os principais
Caracterizar a metagênese dos cnidários, relacionando as aracnídeos peçonhentos (escorpiões e aranhas) existentes
formas corporais de pólipo e de medusa com as fases no Brasil e os cuidados para prevenir e tratar acidentes cau-
assexuada e sexuada do ciclo de vida. sados por esses animais.
Estar informado sobre a relação simbiótica entre cnidários como ■ Sugestões de objetivos didáticos
os corais e protoctistas autotróficos (zooxantelas), relacionan-
do a interferência da poluição nessa simbiose ao fenômeno de Caracterizar os artrópodes quanto aos seguintes aspec-
“branqueamento” dos corais. tos: organização e simetria corporal; locais onde vivem;
classificação.
Capítulo 11 - Platelmintos e nematelmintos Caracterizar e comparar os representantes de cada um dos
subfilos de artrópodes – crustáceos, quelicerados e
■ Destaques temáticos unirrâmeos – quanto aos seguintes aspectos: sustentação
Apresenta os filos Platyhelminthes (platelmintos ou vermes esquelética e movimentação; sistema digestório; sistema cir-
achatados) e Nemathelmynthes (nematelmintos ou vermes culatório; sistema respiratório; sistema excretor; sistemas
cilíndricos). Em ambos, são abordadas as características ge- nervoso e sensorial.
rais dos animais do filo, sua organização corporal, classifi- Comparar a reprodução de crustáceos, aracnídeos e insetos e
cação, diversidade e reprodução. Trata também das princi- comentar sobre estágios larvais, mudas e tipos de desenvolvi-
pais doenças humanas causadas por platelmintos e nema- mento (direto ou indireto, com ou sem metamorfose etc.).
telmintos, seus sintomas, tratamento e prevenção.
Estar informado sobre os principais aracnídeos peçonhentos
■ Sugestões de objetivos didáticos brasileiros e conhecer os procedimentos básicos para evitar
Caracterizar platelmintos e nematelmintos quanto aos acidentes com esses animais e os cuidados a serem tomados
seguintes aspectos: organização e simetria corporal; locais caso eles ocorram.
onde vivem; alimentação e digestão; principais classes; Conhecer e descrever as características das principais ordens
reprodução. de insetos.
Comparar platelmintos e nematelmintos quanto aos seguin-
tes aspectos: número de folhetos germinativos; presença ou Capítulo 14 - Equinodermos e protocordados
ausência de cavidade corporal (além da cavidade digestória);
possíveis relações de parentesco evolutivo. ■ Destaques temáticos
Descrever e esquematizar as principais etapas dos ciclos de Apresenta as características gerais do filo Echinodermata
vida dos seguintes parasitas humanos: esquistossomo, tê- (equinodermos) com ênfase nas relações evolutivas entre ele
nia, lombriga, ancilóstomo e filária; identificar, em cada ci- e o filo Chordata (cordados). Trata ainda das caraterísticas
clo, os eventuais hospedeiros intermediários e as medidas e gerais dos cordados e de dois de seus subfilos Urochordata
atitudes preventivas aplicáveis. (urocordados) e Cephalochordata (cefalocordados).

PARTE IV — DIVERSIDADE DOS ANIMAIS 11

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■ Sugestões de objetivos didáticos gráfica da escola, a disponibilidade de recursos laboratoriais, a
Caracterizar os equinodermos quanto aos seguintes aspec- disponibilidade de tempo etc.
tos: organização e simetria corporal; alimentação e diges- Ao trabalhar animais em sala de aula, não se pode ignorar a
tão; respiração e excreção; locais onde vivem; classificação; aversão que certos organismos, mesmo inofensivos, desper-
reprodução. tam nas pessoas. Um dos objetivos do ensino da Zoologia é,
justamente, diminuir ou mesmo eliminar esse tipo de compor-
Descrever o funcionamento do sistema ambulacral de um
tamento. Entretanto, isso deve ser feito de maneira cuidadosa,
equinodermo como o ouriço-do-mar, explicando suas funções.
estimulando o estudante a observar detalhes dos animais e a
Conhecer as características em que equinodermos e cordados compreender sua organização corporal e seu comportamento,
se assemelham, discutindo seu significado quanto ao paren- entendendo-os como adaptações evolutivas a determinados
tesco evolutivo. modos de vida.
Se sua escola dispõe de microscópios, é possível examinar
Capítulo 15 - Vertebrados lâminas preparadas com cortes de diferentes tecidos e órgãos,
encontradas em lojas de materiais didáticos.
■ Destaques temáticos
14. É eticamente condenável a utilização de animais em pesquisa
Discute as novas tendências para a divisão do subfilo Craniata científica? (página 18)
ou Vertebrata (vertebrados) em classes. Apresenta as carac-
15. Coleta e observação da planária de água doce (página 18)
terísticas gerais e aspectos morfológicos e fisiológicos das
principais classes de vertebrados: Myxine (peixes-bruxa); 16. Coleta e observação de vermes nematódeos (página 18)
Petromyzontida (lampréias); Chondricthyes (condrictes ou 17. Coleta e observação de anelídeos (página 19)
peixes cartilaginosos); Actinopterygii ou Osteicthyes (peixes 18. Observando crustáceos e insetos (página 19)
ósseos com nadadeiras radiais); Amphibia (anfíbios); Reptilia 19. Observação do ciclo de vida de um inseto (página 19)
(répteis); Aves (aves); Mammalia (mamíferos). Apresenta, ain-
20. Observação da anatomia interna e externa de um peixe ósseo
da, destaque para as principais serpentes peçonhentas exis-

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


(página 19)
tentes no Brasil e os cuidados para prevenir e tratar aciden-
tes causados por esses animais. 21. Observação de cnidários marinhos (página 20)
22. Construindo uma árvore filogenética dos animais (página 20)
■ Sugestões de objetivos didáticos
Caracterizar os vertebrados quanto aos seguintes aspectos: Exemplos de mapas de conceitos
organização e simetria corporal; sistema esquelético; classi- 8. Características gerais dos animais (página 38)
ficação; origem e parentesco evolutivo.
9. Filo Nemathelminthes (página 39)
Justificar a divisão informal dos vertebrados em agnatos,
10. Características gerais dos cordados (página 40)
peixes e tetrapodes, apontando as classes que compõem
cada um desses grupos.
Comparar condrictes e osteíctes quanto aos seguintes aspec- PARTE V - ANATOMIA E FISIOLOGIA
tos: escamas, esqueleto e nadadeiras; sistema digestório; ven-
tilação branquial; sistema respiratório; excreção; reprodução.
DA ESPÉCIE HUMANA
Explicar o papel e o modo de funcionamento da bexiga nata- ■ Objetivos gerais para todos os capítulos desta parte
tória dos actinopterígeos; estar informado sobre a possível Reconhecer em si mesmo os princípios fisiológicos que se
relação evolutiva entre bexiga natatória e pulmões. aplicam a outros seres vivos, particularmente aos animais
Representar, por meio de esquemas ou ilustrações legendadas, vertebrados, o que contribui para a reflexão sobre as relações
o ciclo de vida de anfíbios como sapos e rãs, justificando o de parentesco que a espécie humana tem com os outros
nome Amphibia dado a essa classe de vertebrados. organismos.
Caracterizar os répteis quanto aos seguintes aspectos: prin- Valorizar os conhecimentos sobre a estrutura e o funciona-
cipais ordens da classe Reptilia; número de câmaras cardía- mento dos sistemas de órgãos do corpo humano, reconhe-
cas; substância excretada; reprodução. cendo-os como necessários tanto para a identificação de
eventuais distúrbios orgânicos como para os cuidados com
Estar informado sobre as principais serpentes peçonhentas a manutenção da própria saúde.
brasileiras, conhecendo os procedimentos básicos para evi-
tar acidentes com esses animais e os cuidados a serem to-
Capítulo 16 - Nutrição
mados caso eles ocorram.
Caracterizar as aves quanto aos seguintes aspectos: revesti- ■ Destaques temáticos
mento corporal, sistema digestório, número de câmaras car- Trata dos fundamentos da nutrição humana e da organiza-
díacas, substância excretada, reprodução. ção funcional do sistema digestório. Apresenta os principais
Caracterizar os mamíferos quanto aos seguintes aspectos: hormônios que atuam no controle da digestão. Traz, ainda,
um destaque sobre os principais cuidados e providências para
características exclusivas da classe Mammalia; número de
manter o bom funcionamento do sistema digestório.
câmaras cardíacas; substância excretada; principais subclasses
de mamíferos; reprodução. ■ Sugestões de objetivos didáticos
Identificar, em fotografias e/ou ilustrações de mamíferos Conhecer os principais tipos de nutrientes (carboidratos, pro-
placentários, a ordem a que eles pertencem. teínas, lipídios, vitaminas, sais minerais e água) presentes
nos alimentos, reconhecendo o papel de cada um deles no
Sugestões de atividades complementares organismo humano.
Associar corretamente os alimentos mais comuns com os nu-
■ Trabalhando com animais trientes neles presentes (por exemplo, macarrão contém
Entre as atividades sugeridas a seguir, algumas são de obser- carboidratos, manteiga contém lipídios etc.). Avaliar a com-
vação de animais. Enquanto algumas são bastante simples de posição e a energia disponíveis em diversos alimentos a partir
realizar, outras dependem de fatores como a localização geo- da consulta a uma tabela nutricional.

12 PARTE V — ANATOMIA E FISIOLOGIA DA ESPÉCIE HUMANA

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Conhecer e justificar os fundamentos de uma dieta balance- Capítulo 18 - Respiração e excreção
ada, identificando os tipos de alimentos e as quantidades
necessárias à manutenção de uma boa saúde. ■ Destaques temáticos
Conhecer a anatomia do tubo digestório humano, compre- Apresenta os sistemas respiratório e urinário humanos. Em
endendo o papel de cada um de seus órgãos (boca, esôfago, ambos os casos são apresentados os principais componen-
estômago, intestino e ânus) no processo de digestão e assi- tes de cada sistema, e a fisiologia da respiração e da excreção.
milação de nutrientes. Traz, ainda, destaques sobre os principais cuidados e provi-
Conhecer e compreender a função das glândulas associadas dências para manter o bom funcionamento dos sistemas
ao tubo digestório (glândulas salivares, glândulas estoma- respiratório e urinário.
cais, fígado e pâncreas). ■ Sugestões de objetivos didáticos
Reconhecer e dar exemplos de mecanismos que auto-regu- Conhecer os componentes básicos do sistema respiratório
lam a digestão, em particular os processos mediados por humano (vias respiratórias e pulmões), compreendendo o
hormônios como a gastrina e a secretina. papel dos músculos do tórax e do diafragma na ventilação
Estar informado sobre os principais cuidados com o sistema di- pulmonar (inspiração e expiração).
gestório, em particular no que se refere à alimentação, de modo
Conhecer e compreender o papel da hemoglobina das
a atuar preventivamente para o bom funcionamento desse siste-
hemácias no processo de hematose (oxigenação do sangue)
ma corporal e, conseqüentemente, da própria saúde.
nos capilares sangüíneos dos alvéolos pulmonares.
Estar informado sobre os principais cuidados com o sistema
Capítulo 17 - Circulação sangüínea respiratório, em particular no que se refere ao controle do
■ Destaques temáticos tabagismo, de modo a atuar preventivamente para o bom
Apresenta o sistema cardiovascular humano e promove o estu- funcionamento desse sistema corporal e, conseqüentemen-
do de seus principais componentes: sangue, coração, artérias, te, da própria saúde.
capilares e veias. Trata também da organização e do papel do Reconhecer que a uréia é o principal excreta nitrogenado
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

sistema linfático. Também é estudada a fisiologia do sistema eliminado pelo sistema excretor humano e conhecer o fato
cardiovascular, com destaque para o funcionamento do coração de que essa substância é formada no metabolismo dos
e o movimento do sangue no corpo. Traz um destaque sobre os aminoácidos que compõem as proteínas.
principais cuidados e providências para manter o bom Conhecer os componentes básicos do sistema excretor hu-
funcionamento do sistema circulatório. Apresenta, ainda, uma mano (rins, vias urinárias e bexiga), compreendendo o papel
visão geral do sistema de defesa corporal (sistema imunitário). de cada um deles no organismo humano.
■ Sugestões de objetivos didáticos Conhecer, em linhas gerais, a estrutura interna do rim hu-
Conhecer os componentes básicos do sistema circulatório mano, identificando córtex e medula, além da localização
humano (coração, vasos sangüíneos e sangue), compreen- dos néfrons e dos dutos coletores.
dendo o papel de cada um deles no organismo humano. Conhecer a estrutura do néfron (cápsula renal, túbulo contor-
Conhecer a estrutura do coração humano (dois átrios e dois nado proximal, alça néfrica, túbulo contornado distal),
ventrículos, valvas atrioventriculares, valvas semilunares etc.) compreendendo como ocorre a filtração do sangue nos
e identificar, em esquemas e ilustrações, as principais artérias glomérulos renais, a formação de urina inicial, a reabsorção
(aorta e artérias pulmonares) e veias (cavas e veias pulmona- de substâncias úteis e a eliminação dos excretas na urina.
res) ligadas a esse órgão.
Compreender como as sístoles e as diástoles das câmaras Capítulo 19 - Movimento e suporte do corpo humano
cardíacas, ocorrendo coordenadamente, contribuem para
manter a circulação do sangue. Compreender, também, o ■ Destaques temáticos
que é pressão arterial sistólica e pressão arterial diastólica, Trata dos sistemas responsáveis pela movimentação, supor-
reconhecendo seus valores normais (entre 120 mmHg e130 te e proteção do corpo humano: os sistemas muscular e
mmHg, e entre 70 mmHg e 80 mmHg, respectivamente). esquelético. Trata do antagonismo muscular e da relação
Representar, com esquemas ou ilustrações, o caminho do entre musculatura e esqueleto na produção de movimentos
sangue na circulação pulmonar e na circulação sistêmica. corporais. Traz também os principais componentes do es-
Reconhecer o papel das válvulas do interior das veias no queleto humano e sua organização estrutural.
retorno do sangue ao coração. ■ Sugestões de objetivos didáticos
Conhecer o papel das artérias coronárias na irrigação do Explicar a importância do antagonismo muscular na realiza-
miocárdio e compreender por que a obstrução dessas arté- ção dos movimentos corporais.
rias pode levar ao infarto do miocárdio (ataque cardíaco).
Definir tônus muscular e explicar seu papel na manutenção
Reconhecer a região dos capilares sangüíneos como o local onde da postura corporal.
ocorrem as trocas de substâncias entre as células e o sangue.
Conhecer os componentes do sistema esquelético (ossos,
Conhecer os componentes básicos do sangue (plasma cartilagens, tendões e ligamentos) e descrever a estrutura
sangüíneo, hemácias, leucócitos e plaquetas), compreenden- básica de um osso (periósteo, tecido ósseo e medula óssea).
do o papel de cada um deles no organismo humano.
Definir articulação, reconhecendo a importância desta últi-
Reconhecer que as principais defesas corporais internas es- ma nos diversos tipos de movimentação corporal.
tão a cargo dos linfócitos e dos órgãos que os produzem
(sistema imunitário); compreender, em linhas gerais, o papel
dos macrófagos, dos linfócitos T (CD4 e CD8) e dos linfócitos Capítulo 20 - Integração e controle corporal:
B na resposta imunitária. sistemas nervoso e endócrino
Estar informado sobre os principais cuidados com o sistema
cardiovascular, em particular no que se refere à alimenta- ■ Destaques temáticos
ção, ao controle do estresse, ao exercício físico etc., de modo Apresenta os sistemas nervoso, sensorial e endócrino huma-
a atuar positivamente para o bom funcionamento desse no e seus papéis na integração de diferentes partes do corpo
sistema corporal e, conseqüentemente, da própria saúde. e funções orgânicas. Trata dos principais componentes e

PARTE V — ANATOMIA E FISIOLOGIA DA ESPÉCIE HUMANA 13

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subdivisões do sistema nervoso (SNC ou sistema nervoso cen- Sugestões de atividades complementares
tral e SNP ou sistema nervoso periférico) e mostra com desta-
que os principais distúrbios do sistema nervoso. Traz também ■ Trabalhando com modelos e representações dos
as diferentes estruturas sensoriais e os principais sentidos cor- órgãos do corpo humano
porais: paladar, olfato, audição, equilíbrio, visão e tato. Apre- Trabalhar com modelos dos órgãos do corpo humano é
senta o sistema endócrino, com suas principais glândulas e importante para concretizar os conhecimentos e formar uma
hormônios, inclusive os relacionados à reprodução. imagem mental mais realista da tridimensionalidade dos ór-
gãos internos. Se trabalharmos apenas com desenhos e es-
■ Sugestões de objetivos didáticos quemas, os estudantes podem ter dificuldades para visualizar
Conhecer as principais divisões do sistema nervoso (sistema a posição de alguns órgãos e perceber relações anatômicas
nervoso central e sistema nervoso periférico) e seus respecti- importantes. No mercado especializado há diversos tipos de
vos componentes (encéfalo, medula espinhal, nervos e modelos de corpo humano, fabricados em diferentes materi-
gânglios nervosos). ais. Além dos modelos já prontos, também é possível elaborar
modelos próprios, utilizando, para isso, materiais como argi-
Conhecer as principais partes do encéfalo humano (cérebro,
la, massa de modelar, papel “maché” etc. Se na escola hou-
tálamo, hipotálamo, mesencéfalo, ponte, cerebelo e medu-
ver aulas de Educação Artística, verifique a possibilidade de
la oblonga). Reconhecer que o mesencéfalo, a ponte e a
realizar um projeto interdisciplinar com Biologia e Educação
medula oblonga formam o tronco encefálico.
Artística, para representar os órgãos e os sistemas do corpo
Conhecer a classificação dos nervos de acordo com os tipos humano. Ou proponha essa atividade aos estudantes, desa-
de neurônios que possuem (nervos sensitivos ⇔ só neurônios fiando-os a encontrar soluções criativas para representar os
sensitivos; nervos motores ⇔ só neurônios motores; nervos órgãos e sistemas estudados.
mistos ⇔ neurônios sensitivos e neurônios motores) e de 23. Auscultando o coração (página 20)
acordo com a região do sistema nervoso à qual se conectam
24. Medindo a freqüência cardíaca (página 20)
(nervos cranianos e nervos raquidianos).
25. Medindo a freqüência respiratória (página 20)

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Descrever uma resposta nervosa reflexa e fornecer um
26. Localizando receptores de tato na pele (página 20)
exemplo, explicando por que se trata de uma ação incons-
27. Examinando ossos e músculos (página 22)
ciente.
28. Construindo um modelo para explicar a ventilação pulmonar
Conhecer a divisão do sistema nervoso periférico em volun- (página 22)
tário e autônomo e a divisão deste último em simpático e
29. Simulando a atuação de um par de músculos antagônicos (pági-
parassimpático. Caracterizar sucintamente o SNPA simpáti-
na 23)
co e o SNPA parassimpático, distinguindo-os quanto à posi-
ção de seus gânglios e aos locais do sistema nervoso central 30. Pesquisa: Drogas que atuam no sistema nervoso (página 23)
aos quais estão conectados.
Exemplos de mapas de conceitos
Conhecer a classificação das células sensoriais de acordo com
a origem dos estímulos (exteroceptores, proprioceptores e 11. Nutrição humana (página 41)
interoceptores) e de acordo com a qualidade dos estímulos 12. Sistema respiratório (página 42)
(quimioceptores, mecanoceptores e fotoceptores).
13. Controle do nível de cálcio no sangue (página 43)
Compreender o mecanismo básico da percepção dos chei-
14. Controle do nível de glicose no sangue (página 43)
ros e dos sabores.
Conhecer as principais partes da orelha (orelha externa,
orelha média e orelha interna), identificando-as em esque-
mas e desenhos; descrever sucintamente os mecanismos
Atividades complementares
básicos de percepção dos sons, da posição do corpo e dos 1. TRABALHANDO COM REPRESENTAÇÕES GRÁFICAS DE
movimentos. ÁRVORES FILOGENÉTICAS
Conhecer as principais partes do bulbo do olho humano O objetivo desta atividade é concretizar conceitos como árvores
(esclera, córnea, humor aquoso, corióide, íris, pupila, lente filogenéticas, parentesco evolutivo e categorias taxonômicas
do olho, corpo vítreo e retina), identificando-as em esque- por meio do exercício das habilidades de leitura e de interpretação de
mas e ilustrações. gráficos. A atividade consiste em analisar uma árvore filogenética dos
Explicar resumidamente as funções da íris, da lente e da re- carnívoros e uma dos canídeos, ambas elaboradas com base em mo-
tina do olho humano, destacando seus respectivos papéis dernas técnicas de comparação de DNA. Essas técnicas permitem es-
no processo de visão. tabelecer correlações de parentesco entre as espécies e estimar, pelo
grau de semelhança encontrado, aproximadamente há quanto tem-
Explicar as funções dos cones e bastonetes na visão; justificar
po viveu um ancestral que duas espécies supostamente tiveram em
a existência do ponto cego da retina.
comum. O material que serviu de base para esta atividade encontra-se
Explicar o mecanismo básico da visão em três dimensões. disponível na internet, em: www.idir.net/~wolf2dog/wayne2.htm.
Conhecer as principais glândulas endócrinas humanas Acesso em 02 jun. 2005.
(neuroipófise, adenoipófise, tireóide, paratireóides, pâncre- Sugerimos, primeiramente, fotocopiar as árvores filogenéticas apre-
as, adrenais e gônadas) e seus respectivos hormônios. sentadas nas páginas 25 e 26. Juntamente com a árvore filogenética
Caracterizar as principais disfunções endócrinas: diabetes da família Canidea há um texto, traduzido e adaptado do trabalho de
insípido, gigantismo, nanismo, hipertireoidismo, hipotireoidismo, Robert K. Wayne, Molecular evolution of the dog family (disponível no
cretinismo e diabetes melito. endereço da internet mencionado acima). A leitura e análise desse tex-
to farão parte da atividade; abaixo sugerimos algumas questões para
Explicar o papel das gonadotrofinas (FSH e LH) na sexualida- orientar o trabalho dos estudantes.
de e na reprodução.
Inicialmente, certifique-se de que os estudantes realmente com-
Interpretar, a partir da leitura de gráficos que mostram as preendem o que é uma árvore filogenética. Discuta com eles a escala
concentrações de hormônios no sangue, a inter-relação en- de tempo indicada nos gráficos e leve-os a refletir sobre a ordem de
tre as gonadotrofinas FSH e LH e os hormônios sexuais femi- grandeza do tempo evolutivo (milhões de anos) em relação à escala de
ninos estrógeno e progesterona no ciclo menstrual. tempo humana.

14 ATIVIDADES COMPLEMENTARES

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• Comece analisando a árvore filogenética geral dos carnívoros. Fungos
Faça um levantamento, com os estudantes, de quantos animais
É muito fácil obter fungos para observação. Basta deixar um
da árvore eles conhecem. Se houver tempo e interesse, oriente
pedaço de pão em um lugar úmido, durante alguns dias, para con-
uma pesquisa em enciclopédias, internet e outras fontes, sobre
os diferentes animais apresentados. seguir uma coleção de bolores de diversas cores, incluindo o bolor
negro (um zigomiceto mencionado no texto do Livro do Aluno).
• Peça aos estudantes que comparem as informações do texto que
Observe os bolores com uma lupa e coloque pequenos pedaços
está embaixo da árvore dos canídeos, com as da árvore filoge-
deles entre uma lâmina e uma lamínula, com uma gota de água,
nética dos carnívoros, para verificar se são coerentes. Por exemplo,
na árvore é possível verificar que o ancestral de todos os carnívoros para observação ao microscópio.
(primeira ramificação, de baixo para cima) teria vivido há quase 60 Acompanhe os estudantes em uma excursão à procura de co-
milhões de anos, o que está de acordo com o texto. Lembre aos gumelos e orelhas-de-pau, chamando a atenção para os ambientes
estudantes que, nessa escala de tempo, margens de erro de pou- onde vivem esses fungos: sobre matéria orgânica, como madeira,
cos milhões de anos são razoáveis. restos de animais e vegetais e excrementos, em lugares úmidos, prin-
• Questione os estudantes sobre a afirmação de que os canídeos di- cipalmente nas estações chuvosas. Procure também por liquens. Se
vergiram cedo da árvore dos carnívoros. O que o autor do texto quis possível, colete alguns exemplares desses organismos para observá-
dizer com isso? Essa afirmação pode ser deduzida da árvore los no laboratório. Escolha cogumelos em diferentes estágios de
filogenética? Estimule os estudantes a identificar, na árvore, o pon- maturação. Os mais abertos, nos quais as lamelas sob o chapéu já
to em que a família dos canídeos (cão, chacal, raposas) e os ances- estão se desfazendo, são os melhores para se encontrar esporos. Se
trais das famílias dos gambás, lontras, ursos etc. divergiram. possível, visite entrepostos de legumes e verduras à procura de co-
• Peça aos estudantes que confiram, analisando a árvore filogenética gumelos frescos, tais como champignons, shitakes, shimejis e ou-
dos carnívoros, a informação que está no Livro do Aluno, sobre a tros tipos de fungos comestíveis.
classificação dos grandes-pandas da China. Esses animais, classifica-
Para a observação de fungos microscópicos, utilize o levedo de
dos inicialmente como pequenos-pandas do Himalaia (família
Procyonidae), foram posteriormente remanejados para a família dos cerveja Saccharomyces cerevisae. Compre fermento biológico fres-
ursos (Ursidae), como a árvore revela. co, dissolva-o em água e prepare uma lâmina para observação mi-
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croscópica. Adicionando um pouco de açúcar ao fermento dissolvi-


• Complemente a atividade analisando a árvore filogenética dos
canídeos. Chame a atenção dos estudantes para o fato de que do em água, estimulando assim a reprodução dos levedos, pode-se
essa árvore representa um aprofundamento do trecho da árvore preparar lâminas para observar o fenômeno de brotamento ao mi-
dos carnívoros (no lado esquerdo), no qual estão representados croscópio.
apenas três canídeos (cão, chacal e raposa-do-ártico).
• Comente com os estudantes a possibilidade de representar, na árvo- 3. CONSTATANDO A ATIVIDADE DOS LEVEDOS
re dos canídeos, apenas as espécies que mais interessam. Isso foi O objetivo desta atividade é constatar a fermentação realizada
feito, por exemplo, quando se representou apenas três canídeos na pelas leveduras que constituem o fermento biológico. O gás carbônico
árvore geral dos carnívoros. Sugira aos estudantes que escolham liberado durante a fermentação infla bexigas de borracha e indica
apenas os animais mais conhecidos e representem simplificadamente em qual dos frascos experimentais os levedos estão ativos.
a árvore dos carnívoros e a dos canídeos.

2. OBSERVANDO ALGAS, PROTOZOÁRIOS E FUNGOS Material

Se a escola dispuser de microscópios, vale a pena complementar • 5 tubos de ensaio (ou frascos pequenos de refrigerante)
as observações macroscópicas com observações ao microscópio, de • 5 bexigas de borracha
algas, protozoários e fungos. Isso pode ser feito em preparações a • barbante ou elástico
fresco, sem utilizar técnicas citológicas especiais. • 1 tablete de fermento biológico fresco
Algas • água com açúcar
• etiquetas para identificar os tubos
Algas macroscópicas podem ser encontradas facilmente nos lito-
rais marinhos. Junto aos costões de pedras, particularmente, podem Procedimentos
ser observadas dezenas de espécies de alga, de várias cores, formas e
tamanhos. Outra possibilidade de observar algas macroscópicas é ad- Dissolva o fermento em um pouco de água, de preferência fil-
quirir, em uma loja de artigos culinários orientais, algas conhecidas trada. No tubo 1, coloque apenas água; no tubo 2, coloque água
como kombu, wakame e outras. Depois de hidratadas, essas algas com açúcar; no tubo 3, coloque água com o fermento dissolvido;
podem ser observadas: a forma de seu talo e até mesmo suas células, nos tubos 4 e 5, coloque água com açúcar e o fermento dissolvido;
ao microscópio.
Para observar algas microscópicas de água doce, pode-se cole- Este procedimento deve ser executado pelo(a)
tar água da superfície de uma lagoa, açude ou mesmo de uma poça.
Em alguns casos, as algas são tão abundantes que formam uma
professor(a), devido a risco de queimaduras. Ferva
camada de “limo” esverdeado junto à superfície. Quase sempre é durante alguns minutos o conteúdo do tubo 5.
possível identificar diversas algas verdes unicelulares, com cloroplas-
tos bem observáveis, além de euglenas e diatomáceas. Etiquete os tubos 1, 2, 3, 4 e 5 indicando seus conteúdos e
ajuste uma bexiga à boca de cada um, amarrando-a firmemente
Protozoários
com barbante ou elástico. Deixe o conjunto por algumas horas em
No mesmo ambiente em que vivem as algas de água doce são um ambiente relativamente aquecido e observe o que acontece com
comuns os protozoários. É possível que na própria coleta de algas as bexigas.
sejam encontrados protozoários flagelados e ciliados. Mesmo que não
se encontre protozoários em quantidade, pode-se tentar desenvolver O que se espera é que apenas a bexiga do tubo 4 tenha se
uma cultura, introduzindo alguns grãos de arroz cru em um recipiente inflado devido à liberação de gás carbônico pelos levedos. Os tubos
de vidro ou plástico contendo água doce coletada do ambiente. O 1 e 2 servem de controle, para nos certificarmos de que nem água
amido do arroz servirá de alimento para as bactérias e estas, por sua pura nem água com açúcar, por si sós, liberam gás. O tubo 3 tam-
vez, servirão de alimento para os protozoários eventualmente bém tem função de controle, mostrando que é necessário fornecer
coletados, que se multiplicarão. Nesse tipo de cultura, é boa a chance açúcar aos levedos para que eles realizem fermentação. O tubo 5,
de se encontrar paramécios, que podem medir cerca de 0,25 mm de previamente fervido para matar os levedos, mostra que estes preci-
comprimento, sendo bem observáveis. sam estar vivos para produzir gás carbônico.

ATIVIDADES COMPLEMENTARES 15

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Após a montagem da experiência, estimule os estudantes a ela-
borar hipóteses sobre os resultados. Discuta com eles o papel dos Este procedimento deve ser executado pelo(a)
tubos utilizados como controle experimental e as diferenças entre os professor(a), devido a risco de corte. Esta preparação
tubos 4 e 5. Comente a diferença entre o fermento biológico, no qual também pode ser feita antes da aula. Coloque uma
é a atividade fermentativa dos levedos, seres vivos, que produz gás gota de água sobre uma lâmina de microscopia e, com o
carbônico, e o fermento químico em pó, que produz gás carbônico auxílio de um bisturi ou de um estilete, raspe um soro sobre a
graças uma reação química acelerada pelo calor do forno. lâmina.
Peça aos estudantes que elaborem um pequeno relatório sobre a
experiência, contemplando os seguintes itens: a) objetivos da ativida-
de; b) desenho esquemático da montagem da experiência, com le- Coloque uma lamínula sobre a preparação e observe ao mi-
gendas, que represente os frascos, seu conteúdo e as bexigas, antes e croscópio os esporângios e os esporos. Oriente os estudantes a
depois dos resultados; c) resultados, isto é, aquilo que foi observado, comparar as estruturas observadas com os esquemas e ilustrações
e as conclusões a que se chegou pela interpretação dos resultados. no texto do Livro do Aluno.

4. PESQUISA: A HISTÓRIA DOS ANTIBIÓTICOS 8. OBSERVAÇÃO DE ÓRGÃOS REPRODUTIVOS


Se houver tempo e interesse, pode-se encaminhar uma pesqui- DE FANERÓGAMAS
sa sobre os antibióticos, dos quais o primeiro foi a penicilina, desco- Uma atividade interessante e que facilita o aprendizado da re-
berto por Alexander Fleming em 1929. Os objetivos principais dessa produção nas plantas fanerógamas é a observação e a manipula-
pesquisa são: adquirir informações sobre os principais tipos de ção de suas estruturas reprodutivas.
antibióticos atualmente em uso e a história de sua descoberta, e Colete, com os estudantes, flores de diversos tipos de planta e, se
sobre: resistência das bactérias aos antibióticos, a preocupação dos possível, estróbilos masculinos e femininos de pinheiros. Chame a aten-
médicos com a disseminação das cepas resistentes, as pesquisas de ção para a diversidade de formas e de cores das flores. Peça aos estu-
laboratórios farmacêuticos para produzir sempre novos antibióticos. dantes que examinem o material coletado, identificando suas partes.
Oriente os estudantes a pesquisarem em enciclopédias, revistas ci-

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


O exame inicial das flores consiste na identificação de suas di-
entíficas, associações de medicina e farmácia, laboratórios e internet. versas partes: sépalas, pétalas, estames e pistilo. Solicite aos estu-
dantes que, após examinar e contar os diversos componentes de
5. TRABALHANDO COM DESENHOS E MODELOS cada flor, façam desenhos esquemáticos das flores examinadas e
Sempre que possível, é importante propor atividades que moti- que as representem, em seguida, na forma de diagramas florais.
vam e promovem o desenvolvimento de atitudes e habilidades em Pode-se fazer, em seguida, a dissecação da flor, removendo
relação ao estudo. Considere a possibilidade de realizar com os sucessivamente sépalas e pétalas, de modo a restarem apenas os
estudantes atividades que envolvam desenhar e criar modelos de estames (que constituem o androceu) e o pistilo ou pistilos (que
vírus, de bactérias e de seus ciclos de vida. Trabalhos desse tipo constituem o gineceu). Após examinar os estames, destaque uma
desenvolvem a criatividade e demandam muita aplicação e pesquisa antera e prepare-a para a observação ao microscópio.
por parte dos alunos. Além disso, os modelos podem ficar expostos
na classe ou em murais da escola, contribuindo para informar, Este procedimento deve ser executado pelo(a)
recordar e criar um ambiente mais estimulante para o estudo.
professor(a), devido a risco de corte. Coloque a antera
sobre uma lâmina com uma gota d’água e corte-a
6. CONSTRUINDO UM TERRÁRIO DE BRIÓFITAS transversalmente com uma lâmina de barbear ou com um
É possível preparar e manter um terrário de briófitas em sala de bisturi. Esprema o conteúdo da antera com uma pinça de ponta
aula, utilizando um aquário ou mesmo um recipiente grande de fina, para liberar os grãos de pólen. Remova os restos da antera,
plástico transparente, como, por exemplo, os utilizados para guar- cubra a gota d’água e os grãos de pólen com a lamínula e
dar mantimentos. Forre a base do recipiente com uma camada de observe ao microscópio.
terra bem úmida, sobre a qual devem ser colocadas as briófitas cole-
tadas. Para coletar briófitas, utilize uma espátula, retirando a planta Oriente os estudantes a observar a rebuscada ornamentação da
juntamente com a terra (ou outro substrato) sobre a qual ela cresce. parede dos grãos de pólen. É interessante analisar diferentes espé-
Cubra o recipiente com vidro ou plástico para evitar o ressecamento, cies, o que dá uma idéia da enorme diversidade de tipos de pólen.
mas deixe uma pequena abertura para permitir a livre troca de ar Após examinar os pistilos, identifique suas partes (estigma,
com o ambiente. Mantenha o terrário sempre bem úmido, pulveri- estilete e ovário).
zando-o regularmente com água.
Oriente os estudantes a observar a estrutura dos gametófitos e dos
esporófitos, que variam nos diversos grupos de briófitas. Os estudantes
Este procedimento deve ser executado pelo(a)
poderão, também, comparar ilustrações de briófitas com os exemplares professor(a), devido a risco de corte. Corte transver-
coletados. Como fontes de pesquisa das ilustrações pode-se utilizar livros salmente a região mediana do ovário.
didáticos, livros especializados e internet (buscar: briófitas/imagens).
Oriente os estudantes a observar as câmaras internas do ovário,
7. OBSERVANDO ESPORÂNGIOS DE PTERIDÓFITAS com os óvulos presos em suas paredes. Chame a atenção para o
fato de que os óvulos são as futuras sementes da planta, e que as
Samambaias e avencas são plantas fáceis de obter e de manter no
paredes do ovário são folhas modificadas que dão origem ao fruto.
laboratório ou em sala de aula, e podem ser utilizadas para uma análise
detalhada do ciclo de vida das plantas vasculares sem sementes.
9. OBSERVANDO SEMENTES
Solicite aos estudantes que examinem um esporófito de samam-
baia, identificando suas partes principais: folhas, rizoma e raízes. Cha- Obtenha diversos tipos de semente (feijão, grão-de-bico,
me a atenção para as nervuras dos folíolos, reforçando o conceito de mamona, milho etc.) e coloque-as em um recipiente forrado com
que essas plantas são vasculares (as nervuras foliares são feixes con- papel absorvente umedecido.
dutores de seiva). Localize, na face inferior de certas folhas, estruturas No dia seguinte, oriente os estudantes a retirar cuidadosamente as
cor de ferrugem, os soros, em que se localizam os esporângios pro- cascas de algumas sementes de feijão e de grão-de-bico. Os cotilédones
dutores de esporos. Procure observá-los com uma lupa. Com um devem ser separados e os embriões removidos e colocados sobre um
microscópio pode-se observar esporos. papel absorvente umedecido, para observação com uma lupa. Solicite

16 ATIVIDADES COMPLEMENTARES

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aos estudantes que desenhem os embriões e identifiquem suas partes, vro do Aluno (Figura 7.13). Estes foram elaborados a partir de prepara-
com base em ilustrações do Livro do Aluno ou em outras fontes. ções citológicas obtidas por técnicas de fixação, corte ao micrótomo e
coloração com diversos corantes, para evidenciar os diferentes tecidos.
Este procedimento deve ser executado pelo(a) Caso disponha de lâminas permanentes de cortes de raiz, ou tenha
condições de adquiri-las no comércio de materiais didáticos, mostre-as
professor(a), devido a risco de corte. As sementes de
aos estudantes, depois das observações a fresco.
mamona devem ser cortadas com uma lâmina de barbear ou
com um estilete, ao longo do comprimento e da face mais larga. Identificando a zona de crescimento de raízes
Os cotilédones da mamona são finos e delicados, sem reservas
nutritivas acumuladas ao contrário daqueles do feijão e grão-de- Coloque sementes de feijão ou grãos de milho para germinar
bico. Pingue uma gota de solução de iodo sobre a semente cor- sobre algodão ou papel absorvente previamente umedecidos. Espe-
tada; as regiões que não se tornarem negro-azuladas corres- re até que as raízes atinjam cerca de 3 cm de comprimento. Enxugue
pondem ao embrião (a coloração resulta da reação química do uma raiz com cuidado e meça-a com uma régua. Marque divisões
iodo com o amido armazenado no endosperma). regulares na raiz (a cada 1 mm ou 2 mm, por exemplo) desde a
extremidade, com tinta permanente (nanquim ou marcador de CD).
Oriente os alunos a não ingerir iodo por ser substância tóxica. Em seguida, retorne as sementes para a superfície úmida, onde elas
devem permanecer para que as raízes continuem a crescer. Oriente
os estudantes a medir cuidadosamente o espaçamento entre as mar-
Solicite aos estudantes que desenhem o embrião de mamona e cas das raízes, nos dias seguintes à marcação. A região em que ocor-
seus cotilédones, e que os comparem com o desenho do embrião reu o maior distanciamento entre as marcas de tinta corresponde à
de feijão. zona de alongamento (ou de elongação) da raiz.
Chame a atenção dos estudantes para o fato de o grão de mi-
lho ser, ao mesmo tempo, uma semente e um fruto, ou, no dizer Semente
de feijão
dos botânicos, fruto e semente “concrescidos”. A parte correspon-
dente ao fruto é apenas a fina camada que reveste o grão de milho.
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

ILUSTRAÇÃO: AUTOR
Coloque o grão de milho sobre um pedaço de papel, com
a parte oval esbranquiçada voltada para cima e corte-o em duas
metades ao longo do comprimento, com uma lâmina de bar-
bear ou um estilete. Pingue uma gota de solução de iodo sobre Marcações na raiz
as partes cortadas; as regiões que não se corarem correspondem
ao embrião.

Solicite aos estudantes que façam desenhos dos embriões de 11. OBSERVANDO CAULES E FOLHAS
milho e identifiquem suas partes, com base em ilustrações do livro- Se possível, saia com os estudantes para coletar ramos de plan-
texto e em outras fontes. tas, e peça a eles que identifiquem, nos ramos coletados, a gema
Uma atividade adicional interessante é acompanhar o desenvol- apical do caule e as gemas axilares, estas últimas localizadas acima
vimento dos embriões, pela observação diária de grupos de semen- dos pontos de inserção das folhas (axilas foliares).
tes postas para germinar ao mesmo tempo. Pode-se, por exemplo,
analisar entre 5 e 10 sementes diariamente, medindo o comprimen-
to de cada embrião e calculando a média dos indivíduos. Com os Este procedimento deve ser realizado pelo(a)
dados obtidos pode-se construir um gráfico do crescimento dos professor(a), devido a risco de corte. Se for o caso,
embriões ao longo do período analisado. obtenha cortes transversais das extremidades dos caules para
observação ao microscópio.
10. OBSERVANDO RAÍZES
Oriente os estudantes a identificar as partes das folhas: limbo,
Morfologia externa e interna de raízes pecíolo, bainha e estípulas (lembre que nem toda folha possui todas
Coloque grãos de milho e/ou de feijão para germinar sobre al- essas partes).
godão, papel absorvente ou mesmo areia previamente embebidos
em água. Oriente os estudantes a acompanhar e anotar todas as Este procedimento deve ser realizado pelo(a)
mudanças das sementes durante a germinação. A raiz é o primeiro
órgão a surgir. Peça aos estudantes que a observem com uma lupa,
professor(a), devido a risco de corte. Pode-se fazer cortes
localizando a coifa e a zona dos pêlos absorventes (zona pilífera). transversais de folhas para observação microscópica, nas for-
mas sugeridas para raiz e caule.
Se houver condições de realizar observações microscópicas, es-
pere que as raízes atinjam alguns centímetros de comprimento e
corte-as transversalmente, a cerca de 3 cm da extremidade. No caso de observar corte de folha ao microscópio, chame a aten-
ção para o parênquima clorofiliano, com suas células ricas em
Para obter cortes satisfatórios, coloque a raiz entre dois cloroplastos. Solicite aos estudantes desenhos esquemáticos do que
pedaços de cortiça ou de isopor e corte-os com uma lâmina de foi observado.
barbear nova; quanto mais finas as fatias, melhor será a quali- Com o auxílio de uma pinça de ponta fina é possível destacar
dade da preparação. Com um pincel macio e previamente mo- partes de epiderme inferior de folhas para a observação de estômatos
lhado, apanhe cuidadosamente a melhor fatia obtida e colo- ao microscópio. Dobre uma folha de modo a quebrá-la e destaque
que-a em uma gota de água, em uma lâmina de microscopia; uma parte de epiderme com a pinça, colocando-a sobre uma gota
cubra a preparação com uma lamínula. de água, em uma lâmina de microscopia; cubra com a lamínula.
Utilize inicialmente o menor aumento do microscópio para localizar
Oriente os estudantes a observar o corte de raiz ao microscópio, estômatos. Passe para o aumento maior e peça aos estudantes que
inicialmente em menor aumento, para ter uma visão geral do corte. observem a forma típica das células estomáticas, as únicas da
Sugira que façam esquemas simplificados do corte de raiz observa- epiderme em que há cloroplastos. Solicite desenhos esquemáticos
do, antes de passar para o aumento maior. Explique as diferenças dos estômatos e peça aos estudantes que os comparem com as ilus-
entre o material observado a fresco e os esquemas mostrados no Li- trações do Livro do Aluno.

ATIVIDADES COMPLEMENTARES 17

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 17 04.07.2005, 12:27


12. OBSERVANDO O GRAVITROPISMO (OU GEOTROPISMO) filo a que pertencem, o tipo de simetria que apresentam, se têm ou não
esqueleto, que tipo de esqueleto apresentam, se têm corpo segmentado
Umedeça algodão e coloque chumaços em quatro caixas de ou não, e outros aspectos que julgar importante.
plástico transparente retangulares, do tipo usado para guardar CDs.
Sobre o algodão de cada caixa coloque quatro grãos de milho, um Um número incontável de animais, dos mais variados filos, é
em cada lado da caixa, com as pontas voltadas para o centro (veja utilizado em laboratórios de ensino e de pesquisa científica de todo
a ilustração abaixo). A quantidade de algodão deve ser suficiente o mundo. Pesquisas na área médica utilizam principalmente mamí-
para que as sementes permaneçam fixas quando a caixa for fecha- feros (ratos, camundongos, cães, gatos e macacos, entre outros), de
da e apoiada sobre um dos lados. Feche as caixas e embrulhe-as modo a testar técnicas e medicamentos em organismos mais seme-
em papel opaco (papel de alumínio, por exemplo), para evitar a lhantes a seres humanos.
interferência da luz sobre o crescimento das raízes. Coloque as Atualmente, entidades de defesa dos animais têm criticado o
caixas “em pé” sobre um dos lados. Mantenha-as nessa posição uso indiscriminado de animais de laboratório.
até que as raízes atinjam cerca de 3 cm, e os caules, cerca de 1 cm Sugerimos que se organize um debate em torno do tema: é
(isso deve ocorrer em três ou quatro dias). Note que, independen- eticamente condenável a utilização de animais na pesquisa científi-
temente da posição original dos grãos, as raízes crescem sempre ca? Uma possibilidade é ajudar os estudantes a organizarem uma
para baixo e os caules sempre para cima. Gire duas das caixas 90º, comissão de defesa dos direitos dos animais de laboratório, que deve
apoiando-as agora sobre o lado adjacente; mantenha as outras pesquisar previamente o assunto e, em seguida, promover um de-
caixas na posição original. Um ou dois dias depois, observe a cur- bate sobre o tema proposto utilizando, na argumentação, dados
vatura dos caules e raízes. Se for o caso, pode-se optar por fazer obtidos na pesquisa. Alguns sites sobre o assunto são:
esta demonstração antes de estudar a parte conceitual, de modo a
estimular os estudantes a elaborar hipóteses e suas próprias expli- • www.bioetica.ufrgs.br/animhist.htm
cações sobre o comportamento de caules e de raízes. • www.educacional.com.br/noticiacomentada/031121_not01.asp.
• www.arcabrasil.org.br/uso_animais.htm
Caixa plástica de CD
Acesso em 02 maio 2005.
Grãos de milho
ILUSTRAÇÃO: AUTOR

Algodão umedecido 15. COLETA E OBSERVAÇÃO DA PLANÁRIA DE ÁGUA DOCE

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Planárias de água doce podem ser facilmente coletadas em la-
Alguns dias depois goas e riachos de águas limpas, onde vivem escondidas sob pedras,
da germinação, gire troncos e folhas submersos. Uma maneira fácil de coletar planárias é
a caixa 90o amarrar um pedaço de fígado fresco de boi em um barbante e
mergulhá-lo no fundo da lagoa. Com sorte, depois de uma hora ou
Cubra a caixa com
papel opaco, coloque-a
mais, pode-se encontrar planárias (elas medem entre 1 cm e 2 cm
em pé e aguarde a de comprimento) alimentando-se do fígado. Solte os animais do fí-
germinação gado com delicadeza, utilizando um pincel fino. As planárias podem
ser mantidas por longos períodos de tempo em recipientes conten-
do água e pedrinhas trazidas do local da coleta, para servirem de
abrigo. Alimente as planárias a cada três ou quatro dias com peque-
nos pedaços de fígado fresco, ou mesmo com pedacinhos de carne.
O recipiente deve permanecer coberto para diminuir a evaporação.
Sugira aos estudantes que transfiram as planárias para uma placa
13. OBSERVANDO PLANTAS NO AMBIENTE NATURAL de Petri com água do local da coleta, e que as observem sob luz forte
e com ajuda de uma lupa. Oriente-os a colocar alimento na placa, de
Leve os estudantes, em uma excursão monitorada, aos arredo- modo a observar como o animal se alimenta. Peça aos estudantes que
res da escola ou a algum parque com vegetação. Oriente-os a obser- desenhem as planárias de diferentes ângulos e que anotem suas
var primeiramente as plantas mais evidentes, como árvores, arbus- observações sobre a estrutura e o comportamento dos animais.
tos, plantas herbáceas etc. Estimule-os, então, a procurar vegetais
em locais sombreados e úmidos, embaixo de rochas e de troncos
16. COLETA E OBSERVAÇÃO DE VERMES NEMATÓDEOS
caídos, onde podem ser encontradas briófitas como musgos e even-
tualmente hepáticas e prótalos de pteridófitas. Vermes nematódeos de pequeno tamanho são abundantes no
solo e podem ser facilmente coletados. Oriente os alunos a fazer
isso com luvas, e a observá-los ao microscópio. Uma maneira fácil
Orientar os alunos a utilizar luvas de jardinagem. Rochas e
de coletá-los é colocar um punhado de solo fértil sobre um pedaço
troncos caídos são esconderijos de muitos animais, alguns de meia de náilon fina ou de gaze, juntando e amarrando as pontas
peçonhentos. de modo a formar uma pequena “trouxa”. Coloque a trouxa de
terra em um funil que tenha um tubo de borracha flexível, com cer-
Solicite aos estudantes que observem cuidadosamente cada plan- ca de 10 cm de comprimento, adaptado ao seu bico. Feche a ex-
ta em seu ambiente natural. Pode-se aproveitar a oportunidade tam- tremidade do tubo com uma pinça e encha o funil de água até a
bém para coletar exemplares que poderão ser estudados posterior- trouxinha de terra ficar totalmente submersa. Após cerca de 24 horas,
mente, com mais detalhes, em sala de aula ou no laboratório. abra a pinça e liberte um pouco da água acumulada em um copo.
Com um conta-gotas, transfira um pouco do líquido do funil sobre
uma lâmina de microscopia, cobrindo-o com uma lamínula. Leve ao
14. DEBATE: É ETICAMENTE CONDENÁVEL A UTILIZAÇÃO DE
microscópio e observe sob pequeno aumento. Quase sempre é possí-
ANIMAIS NA PESQUISA CIENTÍFICA? vel encontrar pequenos vermes nematódeos contorcendo-se.
O aprendizado da Zoologia torna-se muito mais atraente quando
se trabalha com animais vivos. Observar o comportamento de uma
minhoca ou de um caracol é mais estimulante que um texto ou mesmo Este procedimento deve ser executado pelo(a)
que um filme. Oriente os estudantes a observar animais como: minho- professor(a). A solução de corante contém álcool e
cas, caracóis, insetos, aranhas, tatuzinho-de-jardim, peixes, rãs, camun- é tóxica. Prepare, com pelo menos um dia de antecedência,
dongos, pássaros etc. Pode-se, se for o caso, levar espécimes para o uma solução de corante vital à base de azul de metileno (0,1 g
laboratório, desde que se tenha condições de mantê-los adequada- dissolvido em 10 mL de álcool a 95%). Adicione, a seguir, cerca
mente. Oriente os estudantes sobre como manipular os animais com de 30 mL de água destilada e deixe a solução em repouso por,
segurança e sem lhes causar sofrimentos. Oriente os estudantes a pro- no mínimo, 24 horas antes de usá-la.
duzir relatórios contendo esquemas e desenhos do animal estudado, o

18 ATIVIDADES COMPLEMENTARES

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 18 22.06.2005, 18:39


Com o auxílio de um conta-gotas, coloque uma gota da solução estudantes podem coletar e cuidar de algumas lagartas (como são
de corante junto a uma das bordas da lamínula, na preparação con- conhecidas popularmente as larvas de borboletas e de mariposas) e
tendo os vermes. Encoste, na borda oposta da lamínula, um pedaço acompanhar seu desenvolvimento até a metamorfose. Com sorte
de papel absorvente, o que permitirá que o corante entre rapida- também se pode encontrar ovos desses insetos (geralmente gruda-
mente sob a lamínula. Observe a preparação, agora corada, ao mi- dos na face inferior das folhas), e observar seu desenvolvimento desde
croscópio. Peça aos estudantes que comparem suas observações em o início.
lâminas coradas e não-coradas.
Essa atividade evidência como são comuns e abundantes no solo Larvas com cerdas, popularmente chamadas taturanas ou
esses animais. mandarovás, em geral produzem substâncias urticantes que cau-
sam dor, inchaço e vermelhidão ao contato. Oriente os estu-
Se houver interesse em observar nematódeos de grande porte,
dantes a não coletar esse tipo de larva.
pode-se formar um grupo e organizar uma visita a um matadouro.
No intestino de porcos vive Ascaris lumbricoides, lombriga de até 40 O contato com larvas do gênero Lonomia pode causar, além
cm de comprimento que também é parasita da espécie humana. No dos sintomas já citados, sangramentos, dores de cabeça, insu-
intestino de cavalos vive Parascaris equorum, lombriga que pode ficiência renal, ou, nos casos mais graves, a morte.
chegar a 40 cm de comprimento. Os animais coletados no mata- Leia mais informações sobre acidentes com taturanas e veja
douro podem ser mergulhados em álcool a 70% e conservados para fotos das larvas de Lanomia no site: www.butantan.gov.br/
observação futura, e até mesmo para dissecação. materialdidatico/Numero6/numero6.htm.
Acesso em 02 maio 2005.
17. COLETA E OBSERVAÇÃO DE ANELÍDEOS
Minhocas são facilmente encontradas em jardins, ou onde haja Oriente os estudantes a apanhar as larvas com cuidado, sem
terra fofa e rica em matéria orgânica. No Brasil é comum a espécie tocá-las, e a colocá-las em uma caixa plástica grande, com tampa.
Pheretima hawayana, popularmente conhecida como “minhoca-lou- Sugira que coloquem na caixa também alguns galhos, os quais ser-
ca”, devido às suas frenéticas contorções ao ser perturbada. virão de apoio para a fixação de pupas. A tampa da caixa deve ter
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Coloque a minhoca em uma bandeja de plástico forrada com alguns furos para ventilação. Os estudantes deverão abastecer diaria-
papel toalha umedecido. Cuide para que o animal não resseque, mente as caixas com folhas das plantas em que as larvas foram
umedecendo-o quando necessário. Se a epiderme da minhoca secar coletadas. Devem observar as larvas anotando quanto elas comem
ela morrerá asfixiada, uma vez que sua respiração é cutânea. por dia, o seu crescimento, comportamento etc. Em geral, é possível
Oriente os estudantes a observar o animal detalhadamente, dis- observar a larva virar crisálida, e esta sofrer a metamorfose para bor-
tinguindo suas regiões anterior e posterior, dorsal e ventral. Peça boleta ou mariposa. Solicite aos estudantes que desenhem e foto-
para que localizem a boca, o ânus e o clitelo. Àqueles que se dispu- grafem as larvas em diferentes fases do desenvolvimento e que ela-
serem a manipular o animal, sugira que percorram longitudinalmen- borem um relatório detalhado de suas observações.
te a minhoca com os dedos, para sentir a aspereza das cerdas corpo-
rais. Isso poderá ser feito mais facilmente com minhocas aneste- 20. OBSERVAÇÃO DA ANATOMIA EXTERNA E INTERNA DE UM
siadas (ver na atividade 17). PEIXE ÓSSEO
As minhocas são organismos importantes para a fertilidade do Diversos tipos de peixe podem ser utilizados para observação da
solo. Atualmente, é possível comprar adubo preparado à base de anatomia externa e interna. Em um mercado, feira ou entreposto,
húmus (dejetos) de minhoca em lojas de produtos de jardinagem. escolha dois ou três tipos de peixe, medindo entre 15 cm e 30 cm de
Pode-se propor aos estudantes uma pesquisa sobre o processo de comprimento. É conveniente dissecar os peixes antes da aula, esco-
fabricação do húmus de minhoca e sobre as vantagens de utilizá-lo. lhendo o mais adequado, que seja fácil de dissecar e tenha os ór-
Estimule-os a pesquisar não apenas em livros de Biologia, mas tam- gãos internos mais facilmente identificáveis. Na página 27 apresen-
bém em revistas agrícolas e em outras publicações do gênero. É tamos o esquema de um peixe dissecado, que pode ser fotocopiado
interessante, também, entrevistar jardineiros, agricultores, agrôno-
e distribuído aos estudantes como guia de identificação. Lembre os
mos etc., de modo a confrontar informações “práticas” obtidas com
estudantes que o esquema não se refere a nenhum peixe real, ser-
eles com as informações “teóricas”. Uma etapa importante do tra-
vindo apenas como referência teórica.
balho será a redação de um pequeno texto sobre o assunto, nos
moldes de um artigo de divulgação científica, e que pode até mes- Sugira um estudo inicial da morfologia externa, observando a
mo ser publicado no jornal da escola. Sugira aos estudantes que se boca rodeada pelos maxilares (o maxilar inferior móvel é a mandíbu-
baseiem nos textos do ítem Leitura que o Livro do Aluno apresenta la), as narinas, os olhos destituídos de pálpebras, os opérculos (sob
ao final de cada capítulo. os quais ficam as brânquias), as nadadeiras, as escamas, o ânus e o
orifício urogenital. Aproveite para comentar que os peixes ósseos
18. OBSERVANDO CRUSTÁCEOS E INSETOS não têm cloaca. Chame a atenção para a linha lateral que percorre
os lados do peixe, da cabeça à cauda. Comente as características
Crustáceos e insetos podem ser obtidos e observados no labo- que devem ser observadas para saber se um peixe está bem fresco:
ratório, ou mesmo na sala de aula. Um camarão, por exemplo, pode os olhos devem estar brilhantes, as brânquias sobre o opérculo de-
ser fixado e conservado por uma semana ou mais em álcool a 70%. vem ter cor vermelha viva e a musculatura deve estar firme ao tato.
Um gafanhoto, um grilo ou uma barata podem ser anestesiados
pelo frio (por exemplo, colocando-os, em um recipiente fechado para Após a análise da morfologia externa, proponha aos estudantes
não contaminar os alimentos, no congelador por alguns minutos) e a dissecação do peixe para estudar seus órgãos internos.
fixados em álcool a 70%. Oriente os estudantes a comparar a orga-
nização corporal dos animais das duas classes (presença de cefalotórax Este procedimento deve ser executado pelo(a)
e de abdome nos crustáceos, e de cabeça, tórax e abdome nos inse-
professor(a), devido a risco de corte. Com uma tesoura
tos). Chame a atenção para o exoesqueleto, o número de antenas
de ponta fina, faça um corte superficial ao longo da barriga,
(dois pares em crustáceos e um par em insetos), o número de pernas
começando um pouco à frente do ânus e progredindo até um
e outras diferenças que puderem ser observadas. Como sempre, é
pouco adiante das nadadeiras pélvicas. Deite o peixe lateral-
importante que os estudantes desenhem os animais, identificando
mente sobre uma bandeja de dissecação (pode ser uma bacia
suas diferentes partes com legendas.
plástica ou outro recipiente) e faça cortes de modo a remover a
parede lateral do corpo do peixe. Tenha sempre à mão um
19. OBSERVAÇÃO DO CICLO DE VIDA DE UM INSETO
espirrador com água para umedecer os órgãos internos e evitar
Dependendo da época do ano e do local, não é difícil observar que eles ressequem.
as etapas do ciclo de vida de mariposas e borboletas. Nesse caso, os

ATIVIDADES COMPLEMENTARES 19

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 19 22.06.2005, 18:39


21. OBSERVAÇÃO DE CNIDÁRIOS MARINHOS isso, eles deverão partir de uma tabela que relaciona as principais
aquisições evolutivas da linhagem animal com os nove filos estuda-
A diversidade e o comportamento de diversos cnidários (águas-
dos. Essa tabela é mostrada na página 21, juntamente com a árvore
vivas, anêmonas e corais) são freqüentemente mostrados em filmes
filogenética construída a partir dela.
e vídeos. Procure obter vídeos sobre esses animais e mostre-os aos
estudantes. Encaminhe uma discussão sobre os organismos mostra- Sugerimos que se apresente aos estudantes a tabela em bran-
dos nos vídeos, abordando aspectos como: tipo de locomoção, modo co (na página fotocopiável 28). Depois de preencher a tabela, eles
de alimentação, hábitat em que vivem, entre outros. devem iniciar a confecção da árvore filogenética. O ponto inicial
(na parte inferior do esquema) refere-se ao grupo ancestral (se-
Em algumas cidades, é possível que em shoppings e lojas
res eucarióticos, multicelulares e heterotróficos). A primeira bi-
especializadas existam aquários contendo corais e anêmonas. Se este
furcação corresponde ao ramo dos poríferos, separados pela
for o caso de sua cidade, os estudantes podem ser orientados a
característica: “ter ou não tecidos”.
observar estes cnidários e a pesquisar como são alimentados.
Oriente os estudantes a completar a árvore filogenética a par-
22. CONSTRUINDO UMA ÁRVORE FILOGENÉTICA DOS ANIMAIS tir das características compartilhadas pelos filos, mostradas na ta-
bela. Esta não apresenta a característica que permite separar
Esta atividade sobre árvores filogenéticas, além de funcionar anelídeos de artrópodes. Os estudantes poderão questionar essa
como uma revisão do tema, é uma excelente forma de fazer uma ausência, e o(a) professor(a) pode estimulá-los a escolher a carac-
síntese das características dos animais e seu parentesco evolutivo. terística distintiva, no caso, a presença de exoesqueleto e de per-
Árvores filogenéticas são diagramas que relacionam organismos nas articuladas. Para encerrar a atividade, peça aos estudantes para
quanto ao seu parentesco evolutivo. recordar, no Livro do Aluno, as questões referentes à árvore
Nesta atividade, a proposta é que os estudantes desenhem uma filogenética animal. Veja, abaixo, na Resolução da atividade 22 a
árvore filogenética relacionando os nove principais filos animais. Para árvore filogenética elaborada com base na tabela.

Resolução da atividade 22

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


FILOS ANIMAIS
Poríferos Cnidários Platelmintos Nematódeos Moluscos Anelídeos Artrópodes Equinodermos Cordados

C Tecidos
A verdadeiros X X X X X X X X
R Três folhetos
A germinativos X X X X X X X
C
T Pseudoceloma X
E
Celoma
R verdadeiro
X X X X X
Í
Celoma
S enterocélico X X
T
Celoma
I esquizocélico X X X
C
A Metameria X X X
S
os
s
de

rm

s
do
po

de

da
tró

no

or

Anelídeos
Ar

ui

C
Eq

Moluscos ?* Metameria

Metameria
Celoma enterocélico
Celoma esquizocélico
Nematódeos
Celoma verdadeiro
Platelmintos
Cavidade corporal
Cnidários
Três folhetos germinativos
Poríferos
Tecidos verdadeiros

* O ponto de interrogação refere-se a uma característica não mostrada na tabela (presença ou não de exoesqueleto e de apêndices articulados, que permite separar anelídeos de artrópodes).

20 ATIVIDADES COMPLEMENTARES

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 20 22.06.2005, 18:39


23. AUSCULTANDO O CORAÇÃO 26. LOCALIZANDO RECEPTORES DE TATO NA PELE
Uma atividade simples e interessante consiste em auscultar É fácil perceber que temos receptores de tato nas pontas dos
o coração e identificar os principais sons dos batimentos cardía- dedos. Ao passar levemente as pontas dos dedos sobre um objeto
cos. Se for possível obter um estetoscópio médico, a qualidade podemos perceber detalhes de sua superfície. Essa percepção de-
da auscultação será melhor. Pode-se também encostar o ouvido pende de mecanoceptores (receptores táteis) e será tanto mais
diretamente no peito ou nas costas de uma pessoa, como fazi- acurada quanto maior a concentração desses receptores em uma
am os antigos médicos. área da pele. Nesta atividade, o objetivo é comparar a concentração
de receptores de tato em diferentes regiões do corpo.
Procure os melhores pontos de auscultação. Utilize o esquema
do coração em vista frontal, mostrado no Livro do Aluno, para
Material
localizar as regiões mais próximas das valvas cardíacas e aórticas.
• palitos de dente
Peça aos estudantes para identificar as duas batidas seqüenciais
do coração, a mais forte causada pelo fechamento das valvas • cinco retângulos de papelão (6 cm X 10 cm) por dupla de alunos
semilunares da aorta e das artérias pulmonares, e a mais fraca cau- • lenço (ou tecido) para vendar os olhos
sada pelo fechamento das valvas atrioventriculares direita e esquer-
Procedimentos
da. Em alguns casos é possível perceber um som que lembra um
chiado ou esguicho, causado pela passagem do sangue, sob alta Introduza um palito no centro de um dos retângulos de pape-
pressão, pelo coração e pelos grandes vasos a ele ligados. Se pu- lão, deixando cerca de 3 mm da ponta exposta. Em cada um dos
der contar com a colaboração de um profissional médico, peça a demais cartões introduza, também na região central, dois palitos,
sendo que, no primeiro cartão, a distância entre os palitos deve ser
ele que explique aos estudantes os diferentes tipos de sons que o
de 0,5 cm; no segundo cartão, a distância deve ser de 1 cm, no
coração produz e como sua auscultação pode levar ao diagnóstico
terceiro, de 2 cm e, no quarto, de 3 cm.
de eventuais problemas cardíacos.
Oriente os estudantes a trabalhar em duplas. Um dos parceiros
24. MEDINDO A FREQÜÊNCIA CARDÍACA terá os olhos vendados, enquanto o outro tocará a superfície de sua
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

pele com a ponta dos palitos presos nos cartões de papelão. Sugeri-
Para esta atividade, bastam um cronômetro (ou um relógio que mos comparar as seguintes áreas do corpo: ponta do dedo indica-
marque os segundos), papel e lápis para anotar os resultados das dor, centro da palma da mão, dorso da mão, parte posterior do
medições. Peça aos estudantes que formem duplas, nas quais inici- pescoço e costas. Oriente os estudantes a pressionar os palitos com
almente um deles faz o papel de “paciente” e o outro realiza as delicadeza ao tocar a pele do companheiro e, também, a não execu-
medidas e anotações. Em seguida, esses papéis devem inverter-se. tar os testes na ordem crescente de distância, para não induzir a
Comece pelas medidas da freqüência cardíaca durante o re- resposta. Antes de iniciar a atividade, oriente os estudantes a cons-
pouso. O estudante que faz o papel de paciente deve permanecer truir uma tabela como a mostrada a seguir, que será utilizada para
sentado ou deitado, de olhos fechados e respirando tranqüilamente. anotar as observações de cada estudante.
O estudante que faz as medidas deve perceber o pulso em uma
Tabela para anotação dos testes de receptores de tato
das artérias do braço ou do pescoço e contar o número de
batimentos durante um minuto. Em seguida, deve-se contar o nú- REGIÃO DO CORPO DISTÂNCIA ENTRE OS PALITOS
mero de batimentos durante 10 s ou 15 s, multiplicando-se o valor TOCADA
0 cm 0,5 cm 1 cm 2 cm 3 cm
por 6 ou por 4 respectivamente, para obter o valor em 1 minuto.
Peça aos estudantes que comparem essas duas medidas. Embora a Ponta do dedo
contagem contínua durante um minuto completo seja mais preci-
sa, as medidas em períodos menores têm a vantagem de ser mais Palma da mão
rápidas. Dorso da mão
Depois de registrar a freqüência cardíaca durante o repouso,
pode-se medi-la após um exercício físico (tal como correr, andar de- Pescoço
pressa, subir escadas etc.). Nesse caso, em que a freqüência tem de Axila
ser medida rapidamente, sugira aos estudantes que usem a técnica
de contar os batimentos durante 10 s ou 15 s, multiplicando os
As colunas da tabela devem ser preenchidas anotando o tipo de
valores por 6 ou por 4. Peça que eles contem o número de batimentos
sensação percebida pelo estudante. Se for percebida apenas uma
imediatamente depois do exercício, contando novamente a cada
ponta, o parceiro deve preencher o quadro correspondente à região
minuto, durante 5 minutos. A freqüência cardíaca, que aumenta
do corpo tocada, com o número 1; se forem percebidas duas pon-
muito durante o exercício, cai rapidamente ao longo do repouso
tas, deve ser utilizado o número 2. Sugira aos estudantes que tro-
subseqüente. Se for o caso, pode-se elaborar tabelas e gráficos com
quem de posição e repitam a experiência.
esses valores.
Com base nos resultados, os estudantes podem relacionar as
Ajude os estudantes a organizar suas medições. Pode-se, por
regiões da pele testadas por ordem decrescente de quantidade de
exemplo, desenhar uma grande tabela na lousa reunindo as medi-
receptores de tato.
das de toda a classe, calculando-se, em seguida, o valor médio para
a classe de freqüência cardíaca em repouso (os valores após o exer-
cício devem variar muito, devido às diferentes intensidades dos exer- Nas atividades 27 e 28, os procedimentos destacados
cícios praticados). Discuta o significado fisiológico de a freqüência nos quadros devem ser feitos apenas pelo(a) professor(a),
devido ao risco de corte.
cardíaca aumentar depois de uma atividade física intensa.

25. MEDINDO A FREQÜÊNCIA RESPIRATÓRIA 27. EXAMINANDO OSSOS E MÚSCULOS


Os procedimentos para medir a freqüência respiratória são se- O objetivo desta atividade é observar ossos, músculos e tendões
melhantes aos sugeridos para as medições da freqüência cardíaca. em uma coxa e sobrecoxa de frango. Esse material é relativamente
Peça aos estudantes que trabalhem em duplas, e que contem e re- barato e fácil de ser obtido; além disso, os estudantes podem repetir
gistrem o número de respirações por minuto, em repouso e após as observações em casa, utilizando até mesmo coxas de frango pre-
uma atividade física. Organize uma discussão semelhante à sugerida viamente cozidas. Alguns dos principais músculos do membro infe-
para a freqüência cardíaca. rior da ave estão identificados nas figuras a seguir.

ATIVIDADES COMPLEMENTARES 21

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 21 22.06.2005, 18:39


ILUSTRAÇÃO: AUTOR
Iliotibial lateral Iliotibial cranial
Gastrocnêmio Ambiens
(parte interna)
Femurotibial interno

Extremidade
do fêmur
Flexor do
terceiro dedo Pubisquiotempral

Fibular longo
Flexor crural
medial
Iliofibular
Flexor crural
Flexor do lateral Gastrocnêmio
segundo dedo (parte média)
Flexor digital
longo Gastrocnêmio Gastrocnêmio
(parte externa) (parte interna)

Tendão Gastrocnêmio
(parte externa) Fibular longo
VISTA EXTERNA VISTA INTERNA
Tendão
Extremidade da tíbia

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Extremidade da tíbia
Coxa e sobrecoxa de frango*
* O nome dos diferentes músculos tem a intenção didática de mostrar a complexidade da estrutura muscular da ave; não há necessidade de os estudantes saberem essa nomenclatura.

Material sos) e observar a sua estrutura flexível e resistente. Com a faca,


• coxa e sobrecoxa de frango corte uma das extremidades do fêmur, de modo a observar a
estrutura do material ósseo esponjoso e a medula óssea gelati-
• papel-toalha nosa localizada em seu interior.
• cuba (ou bandeja) para dissecação
• lente de aumento manual Sugira aos estudantes que façam desenhos do osso cortado,
• tesoura de ponta fina identificando com legendas o periósteo, a medula óssea, a região
• pinça de ponta dentada (opcional) de osso compacto e a região de osso esponjoso.

• bisturi (opcional) Após a atividade, cuide para que os estudantes lavem bem as
mãos e os equipamentos com água e sabão.
• faca bem afiada

Procedimentos 28. CONSTRUINDO UM MODELO PARA EXPLICAR A


Lave o conjunto coxa/sobrecoxa em água corrente, enxugue-a
VENTILAÇÃO PULMONAR
bem com o papel-toalha e coloque-a na bandeja de dissecação, que O mecanismo da ventilação pulmonar na espécie humana
pode ser um recipiente de plástico. pode ser demonstrado em um modelo muito fácil de fazer, repre-
sentado em uma ilustração no próprio Livro do Aluno (Figura 18.5).
Oriente os estudantes a examinar a pele, puxando-a levemente
com a pinça de modo a sentir sua elasticidade e a frouxa ligação Material
com os tecidos embaixo dela.
• garrafa plástica vazia e transparente, de paredes relativamente rígidas
Corte a pele com a tesoura ao longo da sobrecoxa e da • uma rolha de cortiça ou de borracha que sirva na boca da garrafa
plástica
coxa e desprenda-a da musculatura, tomando cuidado para não
danificar os músculos. • um “corpo” de caneta esferográfica, ou um tubo de plástico rígi-
do de diâmetro semelhante
• dois balões de borracha utilizados para decorar festas, um peque-
Chame a atenção para a forma dos músculos e mostre os ten- no e um grande
dões, filamentos brancos e resistentes que prendem os músculos
• tesoura
aos ossos. Os fios esbranquiçados que ligam o fêmur (osso da
sobrecoxa) à tíbia (osso da coxa) são ligamentos. Lembre os estu- • fita adesiva ou fita crepe
dantes de que a “coxa” do frango corresponde à nossa perna (abai-
Procedimentos
xo do joelho) e chame a atenção para o músculo gastrocnêmio, o
mesmo que forma nossa panturrilha (ou “barriga da perna”). A escolha da garrafa plástica é importante, pois algumas po-
dem ter as paredes muito flexíveis, não se prestando para a ativida-
de. Algumas marcas de vinagre têm garrafas plásticas adequadas,
Desprenda os músculos dos ossos, com o bisturi ou a faca, assim como certas marcas de refrigerante.
e chame a atenção para o revestimento cartilaginoso das arti-
culações. Se for possível, permita que os estudantes observem
Com a tesoura, corte a garrafa plástica um pouco acima da
esse revestimento com lente de aumento. Com o bisturi, é pos- metade, e dispense a parte que tem o fundo.
sível remover parte do periósteo (a camada que reveste os os-

22 ATIVIDADES COMPLEMENTARES

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 22 04.07.2005, 12:27

Black
A parte superior da garrafa representará o tórax de uma Material
pessoa, com o gargalo correspondendo à região da garganta. • cartolina
Fure a rolha no meio e atravesse o orifício com o corpo da • fita adesiva
caneta esferográfica (ver na ilustração, abaixo). Coloque a ro- • balões infláveis de borracha (“bexigas”)
lha no gargalo e deixe cerca de 5 cm do corpo da caneta para
dentro da garrafa. Nessa extremidade adapte o balão peque- • arame fino ou clipes de papel
no, se preciso fixando-o firmemente com fita adesiva. Ao so- • barbante
prar pelo corpo da caneta, o ar deve encher o balão, sem esca-
Procedimentos
par. O balão que representa o pulmão comunica-se com o meio
exterior pelo corpo da caneta (que representa a traquéia). O modelo é muito fácil de ser montado pelos estudantes.
A cartolina será o material utilizado para construir os ossos do
Corte a parte superior do balão maior, e utilize a película modelo. Para isso, oriente os estudantes a cortar dois quadrados de
de borracha para vedar o fundo da garrafa cortada. cartolina cujos lados tenham o comprimento do antebraço, e um
quadrado de lado igual ao comprimento do braço. Os quadrados de
cartolina devem ser enrolados de modo a formar cilindros finos, e
Cuide para que a película fique bem esticada, como a pele de assim mantidos com fita adesiva (veja a figura abaixo).
um tambor, e prenda-a firmemente à garrafa com a fita adesiva. Oriente os estudantes a furar as extremidades dos tubos de
Essa membrana elástica que agora fecha o fundo da garrafa repre- cartolina e a prendê-los com arame, como está mostrado na figura.
senta o diafragma, a membrana grossa e musculosa que separa o As extremidades livres dos tubos correspondentes aos ossos do
tórax do abdome. Confira seu modelo com a ilustração. antebraço devem ser unidas com fita adesiva.
Para pôr o modelo em ação, basta puxar a membrana de borra- As bexigas devem ser enchidas apenas parcialmente, de modo a
cha para baixo, simulando a contração e o abaixamento do diafrag- adquirir um “tônus” firme, que lembre a consistência de um mús-
ma, que ocorrem durante a inspiração. Com o aumento do volume culo. A bexiga que simulará o bíceps deve ter uma de suas pontas
e conseqüente diminuição da pressão dentro da garrafa, o balão amarrada com barbante na extremidade livre do tubo que simula o
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

pequeno se encherá com o ar vindo do exterior. Ao empurrarmos a úmero. A outra ponta deve ser amarrada nos tubos que simulam os
membrana de borracha para dentro da garrafa, simulamos o relaxa- ossos do antebraço. A bexiga que representa o tríceps deve ter uma
mento e a elevação do diafragma, que ocorrem durante a expiração. de suas pontas amarrada na extremidade livre do tubo que simula o
Com a diminuição do volume e conseqüente aumento da pressão úmero, no lado oposto à primeira bexiga. A outra ponta da bexiga
dentro da garrafa, o balão pequeno se esvaziará. deve passar por trás do “cotovelo” do modelo e ser amarrada nos
tubos que simulam os ossos do antebraço.
A movimentação da articulação do modelo mostra claramente
o antagonismo entre o bíceps e o tríceps e permite visualizar com
Corpo de caneta clareza a ação integrada das alavancas ósseas e dos músculos na
esferográfica produção dos movimentos corporais.

Cilindro de
Rolha cartolina que
representa o
úmero
Garrafa Bexiga que
representa Bexiga que
plástica representa o
cortada o tríceps
bíceps
Balão de Cilindros de cartolina
borracha pequeno que representam o
rádio e a ulna
ILUSTRAÇÃO: AUTOR

Fita adesiva
ou elástico
Fita adesiva
Película de
borracha do
balão grande
ILUSTRAÇÃO: AUTOR

Articulação Ponta da bexiga que


de arame representa o tríceps

30. PESQUISA: DROGAS QUE ATUAM NO SISTEMA NERVOSO


Se houver tempo e interesse, oriente uma pesquisa sobre drogas
que afetam o sistema nervoso: tanto drogas legalizadas (álcool, ca-
feína, tranqüilizantes etc.) quanto drogas ilícitas (maconha, cocaína,
“crack”, anfetaminas, heroína, LSD etc.). A pesquisa pode ser feita
Modelo para simular a ventilação pulmonar causada pelos em livros, revistas, jornais, enciclopédias, internet, entre outras fon-
movimentos do diafragma. Ao abaixar a membrana de bor- tes. Alguns sites sobre o assunto são:
racha, simula-se a inspiração. http://www.portal.saude.gov.br;
http://www.semdrogas.org.br;
http://www.abead.com.br.
Acesso em 13 jun. 2005.
29. SIMULANDO A ATUAÇÃO DE UM PAR DE MÚSCULOS
Os resultados das pesquisas podem ser apresentados à classe na
ANTAGÔNICOS
forma de seminários, debates, murais etc. Se for possível, conclua a
O objetivo desta atividade é construir um modelo de braço e atividade convidando médicos, pscicólogos ou outros especialistas
antebraço que permite visualizar o papel dos músculos bíceps e tríceps para ministrar palestras em sua escola e debater o tema com os
na flexão e na distensão do antebraço. estudantes.

ATIVIDADES COMPLEMENTARES 23

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 23 06.07.2005, 10:19


ANEXO

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


ATIVIDADES COMPLEMENTARES

PÁGINAS PARA FOTOCOPIAR

24 ANEXO

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 24 22.06.2005, 18:40


22.06.2005, 18:40 25 MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043
25 ANEXO
C Ã O
CH DOM
A C É
AL STIC
RA O
P O SA
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O - ÁR
} GA TIC
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Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

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O
0

60
40

50
20

30
10
MILHÕES DE ANOS ATRÁS
Série: Nome:
Árvore filogenética dos carnívoros
ATIVIDADE 1
ATIVIDADE 1

Árvore filogenética dos canídeos

Nome: Série:

O
GR

DE

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P
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O
O

RA
RA

RA

RA
RA

UR
RA

RA

RA
LO

RA
LO

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


MILHÕES DE ANOS ATRÁS

10

“Ferramentas da Genética Molecular têm sido utilizadas para ‘dissecar’ as relações de pa-
rentesco evolutivo dos canídeos, revelando seu lugar na ordem Carnivora e as relações
dentro da família Canidae. A ordem Carnivora inclui, além da família dos cães, as famílias
dos gatos, das hienas, dos ursos e outras. O ancestral comum a todas essas famílias deve
ter vivido por volta de 60 milhões de anos atrás. Os canídeos divergiram cedo dos outros
carnívoros, algo em torno de 50 milhões de anos.”
Fonte: Robert K. Wayne. Molecular evolution of the dog family, 1999 (Tradução e adaptação nossa). Disponível em:
www.idir.net/~wolf2dog/wayne2.htm. Acesso em 15 jun. 2005.

26 ANEXO

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 26 22.06.2005, 18:40


Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Nome:

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043
Nadadeiras
dorsais

27
Bexiga
natatória

Olho Rim

Gônada Nadadeira
(ovário) caudal
Narinas

Fonte: RODRIGUES, S. A., Zoologia, Cultrix: São Paulo, 1970.

ANEXO
ATIVIDADE 20

Boca
Nadadeira
Coração pélvica
Baço
Brânquias

04.07.2005, 12:28
Ânus
Estômago
Fígado
Observação da anatomia externa e interna de um peixe ósseo

Série:

Cecos Intestino Abertura


pilóricos urogenital

27
ILUSTRAÇÃO: AUTOR
ATIVIDADE 22

Construindo uma árvore filogenética dos animais

Nome: Série:

Tabela que relaciona os filos animais com características que representam aquisições evolutivas importan-
tes na evolução animal.

FILOS ANIMAIS
Poríferos Cnidários Platelmintos Nematódeos Moluscos Anelídeos Artrópodes Equinodermos Cordados

C Tecidos
A verdadeiros
R Três folhetos
A germinativos
C
T Pseudoceloma
E

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


Celoma
R verdadeiro
Í
Celoma
S enterocélico
T
Celoma
I esquizocélico
C
A Metameria
S

28 ANEXO

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 28 22.06.2005, 18:40


Trabalhando com mapas O encadeamento de várias proposições aumenta
a complexidade do mapa. Observe, a seguir, várias
de conceitos proposições interligadas relativas ao DNA:

■ O que são mapas de conceitos? DNA

Mapas de conceitos são diagramas bidimen-


sionais que relacionam conceitos de uma determinada é constituído
área de conhecimento. O termo “conceito” tem por duas
diversas conotações, dependendo do contexto em que
é utilizado. Nos mapas de conceitos, o termo conceito apresenta
é definido como “um rótulo usado para caracterizar separam-se
objetos ou eventos”. Objeto, por sua vez, é qualquer na


entidade material, e evento é um acontecimento


CADEIAS POLI-
qualquer, real ou imaginário. Por exemplo, o rótulo NUCLEOTÍDICAS DUPLICAÇÃO SEMI-
CONSERVATIVA
que identifica o objeto “cadeira” relaciona-se a um
conjunto de características, tais como ter pernas, ter
assento individual, ter encosto, servir para sentar etc.
O conceito de “inseto” refere-se a animais que
apresentam três pares de pernas, um par de antenas
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

dispõem-se no
são espaço como uma
e corpo constituído por cabeça, tórax e abdome, entre constituídas
mantêm-se
emparelhadas é catalisada
outras características. por por meio de pela

Conhecer e compreender as características que


definem um conceito é essencial para aprendê-lo. DUPLA-HÉLICE
Como essas características também são conceitos,
o aprendiz deve conhecê-los previamente ou deve
aprendê-los simultaneamente ao novo conceito



trabalhado. Por exemplo, para se aprender o
DESOXIRRIBO- LIGAÇÕES DE POLIMERASE
conceito de DNA é preciso dominar diversos concei- NUCLEOTÍDIOS HIDROGÊNIO DO DNA
tos prévios, desde as noções básicas do que é uma
substância até o conceito específico de “desoxirri-
bonucleotídio”, a unidade que compõe a molécu-
la de DNA. Nesse aspecto, os mapas de conceitos ■ Importância dos mapas de
são particularmente úteis, pois permitem identifi- conceitos
car rapidamente quais são os conceitos prévios
necessários ao aprendizado de novos conceitos. Os mapas de conceitos foram desenvolvidos no
início da década de 1970 pela equipe de Joseph Novak
A importância dos conceitos prévios para a apren-
dizagem significativa é o ponto central da teoria para serem utilizados em pesquisas educacionais. No
de aprendizagem de Ausubel, a partir da qual os entanto, logo se percebeu o valor dos mapas como
técnica de ensino-aprendizagem, e eles passaram a
mapas de conceitos foram desenvolvidos.
ser utilizados com sucesso tanto na área da educa-
A proposta básica dos mapas de conceitos é tor- ção como em outras atividades que envolvem
nar claras as relações importantes que há entre con- estruturação de conhecimentos.
ceitos de uma área de conhecimento. Em sua forma
Mapas de conceitos dependem do contexto,
mais simples, um mapa de conceitos consiste em dois
conceitos unidos por uma ou mais palavras de liga- ou seja, um mesmo grupo de conceitos pode ser
ção, formando uma proposição; esta expressa a re- organizado de diferentes maneiras, dependendo
das relações conceituais a que se dá prioridade.
lação que há entre os dois conceitos considerados.
Por exemplo, os conceitos “DNA” e “CADEIAS Os mapas organizam o conhecimento, o que fa-
POLINUCLEOTÍDICAS”, unidos pela frase de ligação cilita a estudantes e a professores vislumbrar
maior número de significados no material de
“é constituído por duas”, formam a proposição:
aprendizagem. Mapas de conceitos tornam cla-
ras as idéias-chave que devem ser focalizadas em
DNA é constituído CADEIAS
por duas ➤ qualquer atividade de ensino-aprendizagem, for-
POLINUCLEOTÍDICAS necendo um roteiro das etapas que se devem

TRABALHANDO COM MAPAS DE CONCEITOS 29

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 29 22.06.2005, 18:40


seguir para conectar conceitos em proposições. tratégia para ensinar aos estudantes a construção de
Dessa forma, os mapas contribuem para aumen- mapas de conceitos, que apresentamos resumidamen-
tar a precisão e a qualidade do trabalho pedagó- te a seguir.
gico.

Entre as diversas utilidades dos mapas de concei- Atividades preparatórias


tos como organizadores prévios da atividade de ensi-
no, podem-se destacar as seguintes: 1. Caracterizando objetos e eventos

a) aumentam a integração de conceitos; Apresente aos estudantes duas listas de pala-


vras, uma de objetos (por exemplo, cachorro, gato,
b) diminuem a possibilidade de omissão de concei- panela, cadeira, caneta etc.) e outra de eventos (por
tos importantes; exemplo, jogo, chuva, amor, festa, pensamento
c) aumentam as chances de encontrar múltiplos ca- etc.). Pergunte se eles são capazes de diferenciar
minhos para a construção de significados. as duas listas; ajude-os a perceber que a primeira
lista trata de entidades com existência material, e a
Como auxiliadores do processo de aprendizagem, segunda, de acontecimentos.
os mapas de conceitos ajudam os estudantes, entre
outras coisas, a: 2. Trabalhando com a noção de conceito
a) ter uma compreensão mais unificada de um tópico; Peça aos estudantes que descrevam o que pen-

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


b) organizar o conhecimento para solucionar problemas; sam quando ouvem cada uma das palavras da pri-
meira e da segunda lista. Ajude-os a reconhecer que,
c) compreender melhor o processo de aprendizagem. embora utilizando as mesmas palavras, cada pessoa
pensa em coisas ligeiramente diferentes. Apresente a
Os mapas de conceitos também fornecem um
noção de conceito como o conjunto das representa-
sumário esquemático do conteúdo aprendido.
ções mentais que associamos a cada palavra. Pala-
Sobre o emprego de mapas de conceitos em vras são rótulos para conceitos, mas cada pessoa lhes
Biologia, Schmidt e Telaro (1990) dizem o seguinte: atribui um significado próprio.
“Biologia é tão difícil de se aprender porque lida
com uma grande quantidade de conceitos não- 3. Apresentando as palavras de ligação
familiares ao aprendiz e que apresentam relações Apresente aos estudantes uma lista de palavras,
complexas entre si. A estratégia dos estudantes para tais como: é, foram, tem, quanto, quem, como, onde,
lidar com material não-familiar [e sem ligação evi- o, um, com etc. Peça a eles que descrevam o que
dente com sua rede cognitiva] é o aprendizado por pensam quando ouvem ou lêem cada uma dessas
memorização, que falha completamente diante das palavras. Faça-os perceber que elas não têm signifi-
complexas interações conceituais inerentes à cado próprio, mas que são palavras de ligação, utili-
Biologia. Nesse sentido, os mapas de conceitos zadas junto com conceitos para construir proposições
favorecem o aprendizado com significado e com significado.
parecem ser o caminho ideal para tratar o conteúdo
biológico”. 4. Distinguindo nomes próprios de conceitos
Mapas de conceitos são ferramentas importan- Apresente uma lista de nomes próprios, tais
tes no planejamento e na preparação de atividades como: Ana, João, Brasil, Canadá etc. Peça aos es-
didáticas, além de auxiliarem os estudantes em sua tudantes que descrevam o que pensam quando
aprendizagem formativa. E quando o estudante ouvem ou lêem cada uma dessas palavras. Faça-os
aprende a fazer mapas de conceitos, estes também perceber que nomes próprios não são conceitos,
podem ser usados como poderoso instrumento de sendo empregados para designar pessoas e luga-
avaliação. res específicos. Utilize esses exemplos para fazer
a distinção entre rótulos que descrevem regu-
laridades em eventos ou objetos (os conceitos) de
■ Etapas da construção de mapas nomes de objetos e eventos específicos (nomes
de conceitos próprios).
A elaboração de um mapa de conceitos inicia-se
5. Construindo proposições
com a identificação das idéias e conceitos mais im-
portantes em determinado assunto. Esse processo, Apresente duplas de conceitos e palavras de li-
por si só, já ajuda a separar os princípios gerais dos gação entre eles para construir sentenças que ilus-
detalhes. Novak e Gowin (1996) propõem uma es- trem como essas combinações podem expressar sig-

30 TRABALHANDO COM MAPAS DE CONCEITOS

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 30 22.06.2005, 20:34


nificados. Peça aos estudantes que descrevam o que res. Quanto maior é o número de relações identificadas,
pensam ao ouvir ou ler cada uma das sentenças: “Cé- mais detalhado é o conhecimento sobre o assunto.
lulas têm metabolismo” ou “Seres vivos são forma-
dos de células”, por exemplo. Peça a eles que cons- 5. Rearranjando o mapeamento inicial
truam frases curtas semelhantes a essas, identifican-
As primeiras tentativas de mapeamento dos con-
do as palavras-chave e classificando os conceitos em
ceitos resultam, em geral, em mapas espacialmente
eventos ou objetos.
assimétricos ou com blocos de conceitos mal locali-
6. Aprendendo novos conceitos zados em relação a outros. Esclareça os estudantes
que geralmente é necessário reconstruir um mapa
Apresente aos estudantes uma lista de palavras para obter uma representação adequada das propo-
não familiares a eles, mas que designem conceitos já sições e que proporcione uma leitura fluente das re-
conhecidos, como por exemplo, Canis, lúgubre, con- lações entre os conceitos.
ciso etc. Essas palavras têm um significado especial e
ajudam os estudantes a perceber que os significados 6. Testando o aprendizado de construção
dos conceitos não são rígidos e fixos, mas podem
ampliar-se e mudar à medida que se aprende. Selecione novos textos e solicite a cada estudan-
te, ou grupo de estudantes, que elabore mapas de
Mapeando os conceitos conceitos segundo os critérios apresentados anteri-
ormente. Peça aos estudantes que façam a versão
1. Selecionando conceitos em um texto
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

final dos mapas em folhas de tamanho grande, o que


Escolha um texto que contenha um conjunto de facilita a discussão em classe. Sugira que um dos es-
conceitos interligados. Peça aos estudantes que sele- tudantes, responsável pela construção de um mapa,
cionem uma lista dos conceitos relevantes para o tema o apresente à classe, explicando-o. Estimule a com-
que está sendo estudado. paração entre mapas feitos sobre um mesmo texto,
para mostrar suas semelhanças e diferenças.
2. Classificando os conceitos selecionados
Solicite aos estudantes que classifiquem os con-
ceitos selecionados por ordem decrescente de impor-
■ Para saber mais
tância (ou de abrangência). Em geral, não há plena NOVAK, J. D. & GOWIN, D. B. Aprendendo a
concordância entre os estudantes quanto à ordena- aprender. Lisboa: Plátano Edições Técnicas, 1996.
ção obtida, mas as diferenças são pequenas. Isso ocor-
re porque pode haver mais de uma maneira de ver o KINCHIN, I. M. Concept mapping in Biology.
significado de um texto. Journal of Biological Education, v. 34, p. 61-68, 2000.

3. Iniciando a construção do mapa SCHMIDT, R. F. & TELARO, G. Concept mapping


as an instructional strategy for high school biology.
Após avaliar a importância relativa dos conceitos Journal of Educational Research, v. 84, p. 78-85, 1990.
selecionados, solicite aos estudantes que escrevam
frases curtas de ligação entre os conceitos de modo a TAYLOR, M. Student Study Guide for Campbell’s
formar proposições válidas. Dentro de cada proposi- Biology. 2th ed. New York: Benjamin/Cummings, 1990.
ção, os conceitos podem ser unidos por uma linha
sobre a qual é escrita a frase de ligação. Uma boa Perspectives on Concept Mapping. Journal of
maneira para iniciar a prática de construção dos ma- Research in Science Teaching, v. 27 (edição especial),
pas é escrever os conceitos e as palavras de ligação 1990.
em retângulos de papel, tentando então arranjá-los
de modo a formar relações válidas.
■ Exemplos de mapas de conceitos
4. Identificando ligações cruzadas
Nas páginas seguintes apresentamos exemplos
Procure identificar ligações cruzadas entre concei- de mapas de conceitos referentes ao conteúdo deste
tos de um setor do mapa com conceitos de outros seto- volume.

TRABALHANDO COM MAPAS DE CONCEITOS 31

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 31 22.06.2005, 18:41


Mapa de conceitos 1 - SISTEMÁTICA E CLASSIFICAÇÃO BIOLÓGICA

SISTEMÁTICA

expressa suas
conclusões
por meio da


CLASSIFICAÇÃO
BIOLÓGICA

é também
chamada de


organiza e
SERES VIVOS ➤ nomeia os TAXONOMIA

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


é um sistema agrupa os
para nomear os inclui a organismos em


cada espécie NOMENCLATURA
➤ CATEGORIAS
recebe um TAXONÔMICAS
BINOMIAL

principais ➤ REINO(S)
são


define as regras
para escrever o
os semelhantes
➤ são reunidos em

FILO(S)


NOME as semelhantes
CIENTÍFICO são reunidas em

CLASSE(S)

exemplo é
as semelhantes
sua primeira são reunidas em

palavra
➤ designa o
ORDEM(NS)
Homo sapiens

sua segunda
palavra designa a as semelhantes

são reunidas em
é a denominação
científica da FAMÍLIA(S)

os semelhantes
são reunidos em
ESPÉCIE HUMANA

GÊNERO(S)

são reunidas

em

ESPÉCIE(S)
BIOLÓGICA(S)

32 EXEMPLOS DE MAPAS DE CONCEITOS

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 32 22.06.2005, 18:41


Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Mapa de conceitos 2 - VÍRUS

VÍRUS

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043
reproduzem-se

33
sempre no interior de causam
não são são sempre são sempre alguns
constituídos por constituídos por possuem um

envolve o envolve o





➤ ➤

CÉLULAS PARASITAS ÁCIDO CAPSÍDIO ENVELOPE INFECÇÕES
INTRACELULARES NUCLÉICO VIRAIS


dependem do pode ser é constituído
é constituído por geralmente por
metabolismo das




DNA RNA PROTEÍNAS LIPÍDIOS GLICOPROTEÍNAS

POLIOMIELITE
é o material é o material
genético, por genético, por VARÍOLA causam
exemplo, dos exemplo, dos ➤ doenças como
SARAMPO
podem ser
são agentes prevenidas por

22.06.2005, 18:41
causadores ➤ GRIPES
das
AIDS

EXEMPLOS DE MAPAS DE CONCEITOS





BACTERIÓFAGOS VÍRUS HIV VÍRUS DE GRIPE ATITUDES VACINAÇÃO


PREVENTIVAS


é o agente
causador da

um exemplo é o uso de

33
preservativos para evitar o
Mapa de conceitos 3 - PRINCIPAIS GRUPOS DE PLANTAS

PLANTAS

podem
ser

FOLHAS ➤


➤ suas partes são
RAIZ básicas são VASCULARES AVASCULARES as ➤ BRIÓFITAS

CAULE têm
➤ podem
ser não têm

➤ ➤



PLANTAS COM PLANTAS SEM SISTEMA
SEMENTE SEMENTE CONDUTOR
podem
ser são as
consiste no


Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.



PLANTAS PLANTAS PTERIDÓFITAS ➤
SEM FRUTO COM FRUTO XILEMA FLOEMA
são as são as conduz
conduz



GIMNOSPERMAS ANGIOSPERMAS
SEIVA SEIVA
BRUTA ELABORADA

Mapa de conceitos 4 - CICLO DE VIDA DAS PLANTAS SEM SEMENTES

PLANTAS SEM
SEMENTE
em seu
ciclo
apresentam
➤ ➤
ESPORÓFITO(S)

DIPLÓIDES são ➤ GAMETÓFITO(S) são ➤ HAPLÓIDES
é a fase germinam
é a fase
predominante em originando o predominante em
➤ forma ➤
ESPOROS BRIÓFITAS
➤ ➤
PTERIDÓFITAS desenvolve- ➤
se a partir do ARQUEGÔNIOS ANTERÍDIOS
sua folhas
podem ter
formam
exemplo é onde se GAMETAS é onde se

exemplo
éa formam as formam os éo

SOROS
são

contêm

contêm
OOSFERAS ANTEROZÓIDES
ZIGOTO


ESPORÂNGIOS fundem-se
no processo de

leva à
formação do

SAMAMBAIA MUSGO
FECUNDAÇÃO

34 EXEMPLOS DE MAPAS DE CONCEITOS

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 34 22.06.2005, 18:41


Mapa de conceitos 5 - CICLO DE VIDA DAS PLANTAS COM SEMENTES

PLANTAS COM
SEMENTE
têm como fase
predominante o

ESPORÓFITO ➤
são



ANGIOSPERMAS GIMNOSPERMAS

formam formam


FLORES ESTRÓBILOS
são


Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

RAMOS
FÉRTEIS

produzem



MEGÁSPOROS MICRÓSPOROS
originam originam
ocorre
em

GAMETÓFITO(S) GAMETÓFITO(S)
FEMININO(S) MASCULINO(S) está contido no

GRÃO DE
são também originam a GAMETAS PÓLEN
chamados de

constitui, junto são forma


com os
tegumentos, o
SACO

EMBRIONÁRIO
OOSFERA CÉLULAS
ESPERMÁTICAS

contém a
fundem-se no

processo de
ÓVULO
origina a

FECUNDAÇÃO
SEMENTE

contém o origina o
contém o

ENDOSPERMA ➤
EMBRIÃO

EXEMPLOS DE MAPAS DE CONCEITOS 35

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 35 22.06.2005, 18:41


Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Mapa de conceitos 6 - NUTRIÇÃO DAS PLANTAS
NUTRIÇÃO DAS
PLANTAS
envolve a envolve a produção,
absorção, pela geralmente nas folhas, de
raiz, de
➤ ➤

SAIS MINERAIS ÁGUA SUBSTÂNCIAS são


sintetizadas ➤ FOTOSSÍNTESE

22.06.2005, 18:41
ORGÂNICAS na



é influenciada
por
constituem constituem


a a
constituem
fontes de FATORES
LIMITANTES é o valor em que a
taxa de respiração
equivale à de




são
MACRONUTRIENTES MICRONUTRIENTES SEIVA BRUTA SEIVA ELABORADA
é transportada é transportada

EXEMPLOS DE MAPAS DE CONCEITOS


são pelo pelo


são


são ➤ ➤
ELEMENTOS XILEMA FLOEMA
QUÍMICOS CONCENTRAÇÃO INTENSIDADE TEMPERATURA
DE CO2

LUMINOSA

é o valor em que se atinge a um de seus


Carbono (C) Ferro (Fe) um de seus valores é o
taxa máxima de valores é o
Hidrogênio (H) Boro (B) ➤ ➤
Oxigênio (O) Manganês (Mn)
PONTO DE SATURAÇÃO PONTO DE COMPENSAÇÃO
Nitrogênio (N) Cobre (Cu) LUMINOSA LUMINOSA

36
Fósforo (P) Molibdênio (Mb)
é relativamente é relativamente
Potássio (K) Cloro (Cl) baixo em alto em

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043
Enxofre (S) Zinco (Zn)



Cálcio (Ca)
PLANTAS PLANTAS

36
Magnésio (Mg) DE SOMBRA DE SOL
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Mapa de conceitos 7 - HORMÔNIOS VEGETAIS

HORMÔNIOS
VEGETAIS

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043
os principais são

37



AUXINA GIBERELINA ÁCIDO ABSCÍSICO ETILENO CITOCININA

estimula a
atua na(o)
é produzida

estimula o inibe estimula o


na crescimento de é produzida estimula desenvol- DIVISÃO
vimento do
CELULAR
a germinação da atua na
na abscisão da



é a inibição em brotos
DOMINÂNCIA promovida ➤ GEMA de estimula o
APICAL pela APICAL desenvolvimento
das






pode ser
“quebrada” pela consiste na inibe as tem SEMENTE
eliminação da CAULE RAIZ FOLHA FRUTO
técnica de






o desenvol-


➤ vimento do


leva ao
PODA desenvolvimento ➤ GEMAS ➤
das LATERAIS

22.06.2005, 18:41
é positivo no

➤ FOTOTROPISMO

EXEMPLOS DE MAPAS DE CONCEITOS


é negativo na

é positivo na

➤ GRAVITROPISMO
é negativo no

37
desenvolvimento
do
Mapa de conceitos 8 - CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS ANIMAIS

REINO
ANIMAL
é subdividido
em diversos
reúne os
EUCARIÓTICOS ➤



HETEROTRÓFICOS são ANIMAIS FILOS

MULTICELULARES apresentam

os principais
são


➤ sua cavidade
BLASTOCELA interna é a BLÁSTULA

são DESENVOLVIMENTO
origina a estágios ➤
do EMBRIONÁRIO

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


ARQUÊNTERO é a cavidade
➤ GÁSTRULA
(GASTROCELA) interna da

apresenta

FOLHETOS ➤
delimita o GERMINATIVOS
são

➤ não
apresentam


ENDODERMA MESODERMA ECTODERMA

presente ausente nos


nos

➤ ➤
PORIFERA
comunica-se com o meio
TRIBLÁSTICOS DIBLÁSTICOS ➤
externo através do são ➤
CNIDARIA
podem
ser
➤ ➤ ➤
ACELOMADOS são PLATYHELMINTHES



PSEUDOCELOMADOS são NEMATHELMINTHES
BLASTÓPORO

CELOMADOS ANNELIDA

origina a boca
nos podem
ser
➤ ESQUIZOCELOMADOS

são MOLLUSCA

origina o ânus
nos


ARTHROPODA

➤ são
PROTOSTÔMIOS sempre ➤
ECHINODERMATA

➤ são ➤
DEUTEROSTÔMIOS sempre
ENTEROCELOMADOS são

CHORDATA

38 EXEMPLOS DE MAPAS DE CONCEITOS

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 38 22.06.2005, 18:42


Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Mapa de conceitos 9 - FILO NEMATHELMINTHES

FILO NEMATHELMINTHES
reúne os

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043

TRIBLÁSTICOS

NEMATELMINTOS
são

39
podem ➤
ser apresentam PSEUDOCELOMADOS
➤ de
PARASITAS ➤
VIDA LIVRE ➤ SIMETRIA BILATERAL
exemplos
são

CORPO NÃO-
SEGMENTADO



Ascaris Ancylostoma Necator Wuchereria SISTEMA DIGESTÓRIO
éo é o agente éa ➤
lumbricoides duodenale americanus causador da bancrofti COMPLETO



causa a
ANCILÓSTOMO causam a é a infes- SISTEMA
éa FILARIOSE FILÁRIA(S) ➤
tação por ➤


EXCRETOR


é constituído
ASCARIDÍASE ANCILOSTOMOSE seus ovos acomete por
eclodem no solo,
originando



é popularmente produz larvas
LOMBRIGA chamada de SERES chamadas RENETES
são causadas pela HUMANOS
presença de


vivem,
vermes adultos no na fase
AMARELÃO é
adulta, nos


transmitida
são os

por ➤ RESPIRAÇÃO


LARVAS DE CUTÂNEA
➤ MICRO-
seus ovos INTESTINO VIDA-LIVRE
eclodem no ➤ HOSPEDEIROS FILÁRIAS
HUMANO

DEFINITIVOS SISTEMA

22.06.2005, 18:42

penetram ➤
suas larvas contamina-se ao sugar NERVOSO
atravessam a através da
conduz as sangue contendo

EXEMPLOS DE MAPAS DE CONCEITOS


parede intestinal larvas ao larvas chamadas


e penetram na compõe-

se de
FARINGE PELE HUMANA VASOS LINFÁTICOS
PERNILONGO(S) ANEL


HUMANOS ➤
CULICÍDIO(S) NERVOSO
conduz as dele, as larvas
passam para a conduz as

larvas ao
larvas à éo ao serem obstruídos
partem do



causam a

CORRENTE PULMÃO TRAQUÉIA


39
HOSPEDEIRO ➤
DOIS CORDÕES
SANGÜÍNEA INTERMEDIÁRIO ELEFANTÍASE NERVOSOS
Mapa de conceitos 10 - CARACTERÍSTICAS GERAIS DOS CORDADOS

FILO
CHORDATA

reúne os


CORDADOS

TRIBLÁSTICOS


seus

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


embriões
são dotados de
são

➤ são classificados
NOTOCORDA nos subfilos

DEUTEROSTÔMIOS


apresentam

UROCHORDATA
TUBO NERVOSO ➤
DORSAL
➤ METAMERIA

CEPHALOCHORDATA
➤ SIMETRIA BILATERAL
FENDAS ➤
FARINGIANAS
SISTEMA DIGESTÓRIO
são ➤ ➤
considerados CRANIATA COMPLETO
origina o

CAUDA são os ➤ CELOMA


é do tipo
SISTEMA PROTOCORDADOS VERTEBRADOS
NERVOSO

ENTEROCÉLICO

40 EXEMPLOS DE MAPAS DE CONCEITOS

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 40 22.06.2005, 18:42


Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Mapa de conceitos 11 - NUTRIÇÃO HUMANA

NUTRIÇÃO
HUMANA

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043
é
consiste em ingerir ➤
e em assimilar
HETEROTRÓFICA

41

NUTRIENTES
estão
presentes nos
os principais são
ONÍVORA ➤
tipos e quantidades


ingeridas compõem a ALIMENTOS
na espécie
humana é


DIETA ➤ ➤ ➤ ➤ ➤
GLICÍDIOS LIPÍDIOS PROTEÍNAS SAIS ÁGUA VITAMINAS
pode ser MINERAIS
classificada em
são são
são
fontes de




DIETA DIETA NUTRIENTES NUTRIENTES são as principais
PROTETORA BALANCEADA ENERGÉTICOS PLÁSTICOS fontes de

são as principais
fontes de
é a que fornece um é a que fornece


mínimo de 1.300 cerca de 3.000
ENERGIA AMINOÁCIDOS ELEMENTOS
QUÍMICOS

22.06.2005, 18:42
pode ser é obtida por
medida em meio da exemplos

EXEMPLOS DE MAPAS DE CONCEITOS


são



QUILOCALORIAS RESPIRAÇÃO
(kcal) CELULAR Cálcio (Ca)

Fósforo (P)

Ferro (Fe)

41
etc.
Mapa de conceitos 12 - SISTEMA RESPIRATÓRIO

SISTEMA
RESPIRATÓRIO

compõe-se
de

TÓRAX ➤


seus movimentos separa o
permitem a abdome do situam-se
dentro do

DIAFRAGMA ➤

sua base
apóia-se no


quando abaixa
VENTILAÇÃO promove a
VIAS PULMONAR ➤ PULMÕES
RESPIRATÓRIAS ➤


é a entrada
de ar nos

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


➤ INSPIRAÇÃO
as principais são


compõe- cada um possui
NARINAS alterna-se com a é a saída milhões de
se de de ar dos

abre-se para o ➤ EXPIRAÇÃO


exterior nas


CAVIDADES ALVÉOLOS
➤ ➤
NASAIS PULMONARES

conduzem ar
para a são recobertos
é onde ocorre a por


➤ LARINGE HEMATOSE CAPILARES
SANGÜÍNEOS

conduz ar é a captura, pelo


para a sangue, de

circulam nos

➤ TRAQUÉIA GÁS OXIGÊNIO é captado


(O2) pelas ➤ HEMÁCIAS
conduzem

ar para os
ramifica-se em combina-se
dois com a contêm
transporta


➤ BRÔNQUIOS OXIEMOGLOBINA HEMOGLOBINA


ramificam-se em transforma-se
milhares de em

➤ BRONQUÍOLOS

42 EXEMPLOS DE MAPAS DE CONCEITOS

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 42 22.06.2005, 18:42


Mapa de conceitos 13 - CONTROLE DO NÍVEL DE CÁLCIO NO SANGUE

TIREÓIDEA
um de seus
hormônios é a


CALCITONINA
seus efeitos seu efeito global é
específicos são reduzir o teor de
cálcio no
é estimulada pelo
inibir a estimular a reduzir a aumento de
absorção de deposição de reabsorção de concentração, no
cálcio pelo cálcio nos cálcio nos sangue, de




INTESTINO OSSOS RINS SANGUE CÁLCIO




estimular a estimular a aumentar a
absorção de liberação de reabsorção de sua diminuição,
cálcio pelo cálcio dos cálcio pelos no sangue,
estimula as
seus efeitos seu efeito global é
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

específicos são elevar o teor de


cálcio no

PARATORMÔNIO

seu hormônio é o

PARATIREÓIDEAS

Mapa de conceitos 14 - CONTROLE DO NÍVEL DE GLICOSE NO SANGUE

PÂNCREAS
sua parte endócrina é
formada pelas

ILHOTAS
PANCREÁTICAS

apresentam

CÉLULAS BETA CÉLULAS ALFA


produzem são estimuladas produzem
pelo aumento da taxa

sangüínea de
INSULINA interagem no GLUCAGON
controle da

estimula

estimula a
sua absorção, pelas
deficiência células, de NORMOGLICEMIA a liberação de
pode causar glicose pelo
é a taxa
➤ sangüínea

normal de FÍGADO ➤

GLICOSE

é armazenado a degradação de
suas moléculas principalmente são estimuladas

unem-se nas células do pela diminuição da taxa


formando sangüínea de
DIABETES ➤

GLICOGÊNIO ➤
MELITO

EXEMPLOS DE MAPAS DE CONCEITOS 43

MANUAL_BIO_2_PNLEM_001_043 43 22.06.2005, 18:42


Respostas às questões das atividades
10. Adaptação é o ajustamento que todo organismo apresenta em
CAPÍTULO 1 relação ao ambiente em que vive. A teoria evolucionista explica
a adaptação da seguinte maneira: entre a variedade que sempre
Sistemática, há entre os indivíduos de uma população, os portadores de ca-
racterísticas adaptativas tendem a ter mais chance de sobreviver
classificação e e de deixar descendentes, aos quais transmitem seus genes e,
biodiversidade conseqüentemente, suas características. Dessa forma, as carac-
terísticas da população vão se modificando ao longo das gera-
ções, tornando-se gradativamente mais adequadas e eficientes.
GUIA DE ESTUDO
11. Fósseis são vestígios ou restos de seres que viveram em épocas
1. Biodiversidade designa os tipos de seres vivos e as variações exis- remotas (esqueletos, dentes, pegadas impressas em rochas, os-
tentes entre eles. sos, fezes petrificadas, animais conservados no gelo etc.).
2. O objeto de estudo da Sistemática é a diversidade biológica. Os fósseis constituem o mais forte argumento a favor da teoria
Seus principais objetivos são: a) descrever a biodiversidade e dar evolucionista, segundo a qual nosso planeta já foi habitado por
nomes científicos aos seres vivos; b) desenvolver critérios para seres diferentes dos que existem atualmente, dos quais os seres
organizar a diversidade, agrupando os seres vivos de acordo com atuais descendem evolutivamente.
características realmente importantes; c) compreender os pro- 12. Estruturas ou órgãos homólogos são os que se desenvolvem de
cessos responsáveis pela existência da diversidade encontrada modo semelhante em embriões de determinadas espécies (ex.:
entre os seres vivos. os membros anteriores de grande parte dos animais vertebra-
dos), podendo ter função diferente, dependendo da adaptação.
3. Classificação biológica ou taxonomia é um sistema que organiza
De acordo com o evolucionismo, a explicação para essas seme-

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


os seres vivos em categorias hierárquicas (categorias menores incluí-
lhanças é que todos os animais mencionados descendem de uma
das em categorias maiores) e lhes atribui nomes científicos.
mesma espécie ancestral que viveu em um passado remoto e da
4. Lineu elegeu como mais importantes as características estrutu- qual herdaram a estrutura óssea semelhante. Durante a evolu-
rais e anatômicas, como a divisão do corpo e o número de per- ção de cada grupo de vertebrado, a forma de muitos ossos se
nas dos animais, por exemplo, e a forma das flores e dos frutos modificou em função da adaptação das espécies a modos de
nas plantas. vida diferentes, mas conservou o design básico do ancestral.
5. Porque, segundo a nomenclatura criada por Lineu, o nome cien- Assim, a semelhança anatômica entre os membros anteriores
tífico de todo ser vivo deve ser composto de duas palavras: a dos vertebrados testemunha seu parentesco evolutivo.
primeira, o nome genérico, e a segunda, o nome específico. Ex.: 13. Convergência evolutiva designa a adaptação que leva grupos
Canis familiaris. de organismos pouco aparentados a desenvolver estruturas e
6. Os nomes populares dos seres vivos variam nos diferentes idio- formas corporais semelhantes ao adotar modos de vida seme-
mas e também entre as regiões de um mesmo país, enquanto o lhantes. As asas, por exemplo, são estruturas adaptadas para
nome científico é um só e refere-se exatamente à espécie cata- voar e, por isso, apresentam superfície ampla, o que permite
logada e descrita detalhadamente pelos estudiosos. Isso facilita obter sustentação no ar. Esse princípio estrutural está presente
e torna mais precisa a comunicação entre os cientistas. Outra tanto nas asas de insetos como nas asas dos morcegos, que têm
vantagem é que o nome do organismo, por conter uma parte origens embrionárias totalmente distintas.
genérica, indica a relação de semelhança com outras espécies. 14. A principal maneira de se formarem novas espécies é a
Por exemplo, só pelo nome sabemos que Canis familiaris e Canis cladogênese, também chamada de especiação por diversifica-
lupus devem apresentar muitas semelhanças, uma vez que per- ção. Esse processo tem início com o isolamento entre popula-
tencem ao mesmo gênero. ções de uma espécie ancestral, de modo a impedir o cruzamen-
to entre os indivíduos das populações isoladas. O tipo mais co-
7. Lineu elegeu a espécie como categoria taxonômica básica, pon-
mum de isolamento é o aparecimento de uma separação física
to de partida para a classificação. Espécies semelhantes são reu-
(isolamento geográfico) entre as populações, que dificulta ou
nidas em gêneros, gêneros semelhantes em famílias e famílias
mesmo impede completamente o encontro entre seus indivíduos.
semelhantes, por sua vez, reunidas em ordens. Ordens seme-
Um rio que corta uma planície, um vale que separa dois planal-
lhantes estão reunidas em classes; classes semelhantes, em filos;
tos, um braço de mar que separa ilhas e continentes etc. podem
e filos semelhantes, em reinos. causar o isolamento geográfico. Uma vez isoladas, as duas po-
8. Para Lineu, todas as espécies poderiam ser reconhecidas por suas pulações passam a ter histórias evolutivas diferentes. Mutações
características estruturais típicas, que as distinguiriam de outras dos genes que ocorrem em uma delas podem não ocorrer na
espécies. Com o desenvolvimento da Biologia, passou-se a in- outra (e vice-versa), e a adaptação a ambientes diferentes leva à
cluir a reprodução como critério-chave na conceituação de es- diversificação das populações, que vão se tornando mais e mais
pécie; os indivíduos de uma espécie devem ser capazes de se diferentes quanto a seus patrimônios genéticos e característi-
cruzar em condições naturais, produzindo descendentes férteis. cas. As diferenças acumuladas entre as populações isoladas po-
Na natureza, portanto, as espécies estão reprodutivamente iso- dem tornar-se tão grandes que seus indivíduos perdem a capa-
ladas umas das outras. A principal limitação desse conceito de cidade de se cruzar. A partir daí, diz-se que as duas populações
espécie é que ele só se aplica a organismos com reprodução apresentam isolamento reprodutivo, e elas passam a ser consi-
sexuada. Bactérias, por exemplo, que se reproduzem assexua- deradas espécies distintas.
damente, não podem ter suas espécies definidas pelo critério 15. Com a publicação do livro A origem das espécies em que Darwin
reprodutivo. propõe a idéia de parentesco evolutivo, os biólogos passaram a
9. Evolução biológica é o processo de transformação que as espé- assumir que a classificação biológica deveria refletir as relações
cies biológicas sofrem ao longo do tempo em função de sua evolutivas entre os seres vivos. Os componentes de uma catego-
adaptação aos ambientes, diversificando-se e originando novas ria taxonômica ou táxon deveriam ter compartilhado uma espé-
espécies. cie ancestral comum em algum ponto da história evolutiva.

44 RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES

MANUAL_BIO_2_PNLEM_044_064 44 22.06.2005, 18:43


16. Árvores filogenéticas (ou filogenias) são diagramas ramificados
QUESTÕES PARA PENSAR E DISCUTIR
que tentam representar as relações de parentesco evolutivo
entre grupos de seres vivos. Nas árvores filogenéticas, a divisão QUESTÕES OBJETIVAS
de um ramo em dois indica que um grupo ancestral originou
dois outros grupos de organismo. Cada espécie atual repre- 23. d 24. d 25. c 26. a 27. d 28. a
senta a ponta de um ramo da grande árvore filogenética dos 29. 1b; 2a; 3e; 4c; 5b; 6d. 30. c 31. b 32. d
seres vivos.
QUESTÕES DISCURSIVAS
17. Lineu considerava prioritariamente as características estruturais
33. Os animais A e B devem apresentar maior grau de semelhança,
e anatômicas dos seres vivos. A Sistemática moderna, além das
uma vez que pertencem à mesma família –– categoria taxonômica
características morfológicas, compara também semelhanças entre
mais restrita do que ordem. Em outras palavras, enquanto A e B
as moléculas dos seres vivos, principalmente seus ácidos nucléicos
somente diferem quanto ao gênero e à espécie, C e D diferem
(DNA e RNA) e proteínas.
quanto à família, ao gênero e à espécie.
18. Para a fenética, a classificação deve expressar a semelhança en-
34. a) A afirmação é procedente dentro de uma certa lógica. Embo-
tre categorias taxonômicas, com base no maior número de ca-
ra o conceito de espécie tenha sido definido pelos cientistas (sen-
racterísticas possível, e não necessariamente refletir a história
do, nesse sentido, arbitrário), as espécies estão realmente sepa-
evolutiva de um grupo. Os feneticistas agrupam os organismos
radas na natureza pelo isolamento reprodutivo (dois indivíduos
em categorias taxonômicas, ou táxons, com base na sua simila-
que se cruzam e produzem descendentes férteis, em condições
ridade estimada pela média das características compartilhadas,
naturais, pertencem à mesma espécie). b) Todas as outras cate-
sem privilegiar nenhum caráter em particular. Para a escola
gorias taxonômicas baseiam-se em critérios arbitrariamente es-
filogenética, a classificação biológica deve refletir o máximo pos-
colhidos pelos cientistas, tais como semelhanças físicas, desen-
sível as relações de parentesco entre os táxons. O método em
volvimento embrionário, graus de parentesco (evolução e análi-
ascensão entre os filogeneticistas é a cladística, que procura es-
se molecular). Pode haver divergência quanto a classificar dois
tabelecer relações de parentesco evolutivo pela escolha criteriosa
organismos em um mesmo gênero ou família, mas o critério
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

de características que indicam realmente a ancestralidade co-


que separa as espécies é natural –– o isolamento reprodutivo.
mum entre os grupos, tentando descartar as características de-
correntes de convergência evolutiva. 35.

19. Apomorfias são as novidades evolutivas que aparecem exclusi- REINO TIPO DE TIPO DE TIPO DE
vamente nos componentes de um táxon, definindo-o como gru- CÉLULA ORGANIZAÇÃO NUTRIÇÃO
po; em outras palavras “é o que todos os seus componentes Procariótica Eucariótica Unicelular Multicelular Autotrófica Heterotrófica
têm e ninguém mais tem”. Por exemplo, “presença de pêlos e Monera x x x x
de glândulas mamárias” são apomorfias dos mamíferos: somente
Protoctista x x x x x
eles têm, ninguém mais possui. Assim, qualquer animal que
Fungi x x x x
possua pêlos e glândulas mamárias pertence à classe Mammalia.
Plantae x x x x
A presença de coluna vertebral é uma apomorfia dos vertebra-
dos e define o subfilo Vertebrata, enquanto a presença de Animalia x x x
notocorda é uma apomorfia dos cordados e define o filo
Chordata.
20. Cladogramas são representações gráficas semelhantes às árvores CAPÍTULO 2
filogenéticas, sendo porém construídos segundo os métodos da
cladística. Em um cladograma nunca encontramos três ramos
partindo de um mesmo ponto, como nas árvores filogenéticas, já
vírus
que a cladística admite que as espécies surgem sempre pela divi-
são em dois de uma espécie ancestral (cladogênese). Além disso,
GUIA DE ESTUDO
nos cladogramas sempre estão indicadas as características deriva- 1. Vírus são agentes infecciosos diminutos (com tamanho entre 20
das usadas para a classificação. e 300 nm de diâmetro ou comprimento) constituídos por ácido
21. Reino Monera: reúne seres procarióticos e unicelulares, de tama- nucléico e proteínas, sem organização celular e que parasitam
nho microscópico, genericamente chamados bactérias e arqueas. células de todos os tipos de seres vivos, desde bactérias e fun-
Reino Protoctista: inclui os protozoários, seres eucarióticos, unice- gos até plantas e animais.
lulares e heterotróficos, e as algas, seres também eucarióticos, 2. Os vírus, segundo alguns cientistas, não são seres vivos porque
mas autotróficos fotossintetizantes e unicelulares ou multicelulares, não apresentam nenhum tipo de atividade metabólica, sendo
além dos mixomicetos. Reino Fungi: inclui os fungos, seres incapazes de se multiplicar fora de uma célula hospedeira. Uma
eucarióticos, unicelulares ou multicelulares, heterotróficos. Reino discussão entre os biólogos é se os vírus são a forma de vida
Plantae: reúne as plantas, seres eucarióticos, multicelulares e mais simples que existe ou se eles são os sistemas moleculares
autotróficos fotossintetizantes. Musgos, samambaias, pinheiros não-vivos mais complexos existentes. Mesmo os que não incluem
e plantas frutíferas são os principais grupos do reino Plantae, cujos os vírus entre os seres vivos concordam que eles são sistemas
representantes formam embriões multicelulares que, durante o biológicos, uma vez que possuem ácidos nucléicos com instru-
desenvolvimento, retiram alimento da planta genitora. Reino ções genéticas codificadas. Seu sistema de codificação genética
Animalia: reúne os animais, seres eucarióticos, multicelulares e é o mesmo que o de todas as formas de vida conhecidas.
heterotróficos. A característica típica dos animais é que todos eles 3. Além de produzirem doenças muitas vezes sérias em seres hu-
formam, durante o desenvolvimento embrionário, um estágio manos, os vírus também atacam animais e plantas de interesse
embrionário chamado blástula. comercial causando prejuízos à humanidade. Alguns tipos de
22. Os vírus não estão incluídos em nenhum dos cinco reinos por vírus têm sido empregados como ferramentas importantes para
serem acelulares, isto é, não apresentarem células. Eles são cons- manipulação genética de animais e plantas na área da biotecno-
tituídos por uma ou algumas moléculas de ácido nucléico (DNA logia. Vislumbra-se também o emprego de bacteriófagos para
ou RNA), envoltas por moléculas de proteína. Os vírus são sem- combater bactérias causadoras de doenças, que se tornaram
pre parasitas intracelulares. resistentes aos antibióticos existentes.

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES 45

MANUAL_BIO_2_PNLEM_044_064 45 22.06.2005, 18:43


4. Os vírus foram descobertos no final do século XIX com o estudo da ta infectada. Fala-se em transmissão horizontal quando a planta
doença conhecida como mosaico-do-tabaco. O pesquisador Adolf se contamina com vírus provenientes do ambiente. Quando ocor-
Mayer descobriu que essa doença podia ser transmitida a plantas rem lesões na planta, como as decorrentes de podas, os vírus
sadias por um extrato das folhas de uma planta doente. O biólogo podem penetrar pelos ferimentos. Eles se dispersam por toda a
Dimitri Ivanovski demonstrou depois que o agente infeccioso do planta passando pelas pontes citoplasmáticas (plasmodesmos)
mosaico era pequeno o suficiente para atravessar os finíssimos po- que põem em comunicação direta o citoplasma das células ve-
ros de filtros de porcelana. Em 1897, Martinus Beijerinck demons- getais. Certos vírus são transmitidos por insetos sugadores de
trou que o agente infeccioso contido nos filtrados era capaz de se seiva.
multiplicar. Os biólogos chamaram esse tipo de agente infeccioso 13. O fago T4 é capaz de aderir à parede celular de uma bactéria
de vírus, palavra de origem latina que significa veneno. hospedeira, perfurando-a e nela injetando seu DNA. Este co-
5. Um vírus possui um único tipo de ácido nucléico, que pode ser meça a se multiplicar e a ser transcrito em moléculas de RNAm
DNA ou RNA, envolto por um revestimento de proteínas, o por ação de enzimas da própria bactéria, incapazes de distin-
capsídio. Este, por sua vez, pode ou não estar envolvido por guir o DNA viral do bacteriano. Os RNAm virais são traduzidos
uma membrana lipoprotéica, o envelope viral, formado a partir em proteínas virais e os novos vírus começam a ser montados.
da membrana plasmática da célula hospedeira. A partícula viral, Uma enzima viral, um tipo de lisozima, produzida ao final da
quando está fora da célula hospedeira, é denominada vírion; infecção, degrada os componentes da parede bacteriana e libe-
cada tipo de vírus apresenta vírions de formato característico. ra as novas partículas virais. O processo todo ocorre em menos
de 30 minutos.
6. Depois de penetrar na célula hospedeira, o material genético do
vírus se multiplica e produz moléculas de RNA mensageiro, 14. O profago é o ácido nucléico viral em estado de latência, inte-
traduzidas em proteínas virais. Algumas dessas proteínas têm a grado ao cromossomo da célula hospedeira. O profago duplica-
função de alterar o funcionamento da célula, desviando o me- se junto com o DNA do hospedeiro, sendo assim transmitido às
tabolismo celular para a produção de novos vírus. Outras irão células-filhas. Epissomo é um termo usado para designar qual-
quer molécula de DNA com capacidade replicativa que se en-

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


constituir os envoltórios virais, associando-se aos ácidos nucléicos
e gerando novos vírus capazes de infectar outras células. contra livre dentro de uma célula, ou seja, não associado fisica-
mente ao cromossomo bacteriano. Vírus temperados são aque-
7. Os vírus podem ser classificados em vírus de DNA ou vírus de
les capazes de se manter inativos na célula hospedeira, como
RNA. Dentro de cada uma dessas categorias eles podem ser clas-
profago ou como epissomo.
sificados quanto ao número de cadeias do ácido nucléico: sim-
ples ou dupla. Os vírus de RNA de cadeia simples podem ainda 15. Uma bactéria portadora de um vírus integrado em seu DNA, na
ser subdivididos em três categorias: cadeia +, nos quais o RNA forma de profago, é chamada de bactéria lisogênica, uma vez
genômico é igual ao RNAm; cadeia –, em que o RNA genômico que a qualquer momento o fago pode se desintegrar e destruir
é complementar ao RNAm; retrovírus, que produzem DNA a partir a célula hospedeira. As sucessivas divisões de uma bactéria
do RNA viral. lisogênica, com transmissão do vírus integrado às suas células-
filhas, é chamado de ciclo lisogênico. Quando eventualmente o
8. Transcriptase reversa é uma enzima presente nos retrovírus, sen-
profago se desprende do cromossomo bacteriano e passa a se
do responsável pela produção de DNA a partir do RNA viral.
multiplicar, originando novos fagos e causando a lise celular,
À medida que sintetiza o DNA, essa enzima degrada o RNA mo-
fala-se em ciclo lítico.
delo. Em seguida, ela catalisa a produção de uma cadeia de DNA
complementar à formada a partir do RNA, originando uma molé- 16. Um vírion da gripe é um envelope lipoprotéico que contém oito
cula de DNA dupla. Esse DNA é transcrito em moléculas de RNA, moléculas de RNA diferentes, envoltas pelas proteínas do capsídio.
que atuam como mensageiras na síntese das proteínas virais. O envelope é um pedaço da membrana plasmática da célula hos-
A transcriptase reversa sintetiza também o RNA que será empa- pedeira que contém proteínas que caracterizam o vírus.
cotado para constituir os novos vírus formados na célula infectada. 17. Durante a infecção gripal, uma pessoa produz anticorpos con-
tra as espículas virais e torna-se imune ao tipo de vírus que a
9. Capsídio é o envoltório protéico que sempre reveste o ácido nu-
infectou. Após um surto de gripe, grande parte da população
cléico viral. Nucleocapsídio é o conjunto formado pelo ácido
se torna imune àquele tipo específico de vírus. No entanto, em
nucléico e pelo capsídio que o envolve. Envelope viral é o
algumas pessoas surgem vírus mutantes, com espículas H e N
envoltório externo de alguns vírus, formado por um pedaço de
ligeiramente diferentes das da linhagem original, o que impede
membrana plasmática da célula hospedeira, modificada pela
que os anticorpos produzidos atuem eficientemente. Esses ví-
inclusão de proteínas virais.
rus mutantes provocarão um novo surto da doença quando as
10. Receptores virais são moléculas presentes na superfície da célula condições se tornarem propícias, por exemplo, nos meses de
hospedeira que permitem a ligação do vírus. inverno, quando a resistência natural das pessoas diminui devi-
11. Para infectar uma célula, todo vírus precisa se encaixar a recepto- do às variações climáticas. A vacina antigripe usada atualmente
res presentes na superfície celular. É a necessidade dessa associa- na imunização de idosos é feita com uma mistura das formas
ção que torna os vírus tão específicos: eles só conseguem infectar virais mais comuns, em particular das que causaram gripe nos
células que possuam receptores compatíveis aos ligantes de seu últimos anos.
envoltório. Uma vez preso à superfície celular, o vírus pode injetar 18. Formas muito diferentes de vírus de gripe surgem esporadica-
apenas seu ácido nucléico na célula, como fazem os bacteriófagos, mente por recombinação genética. Como os vírus têm oito mo-
ou introduzir todo o nucleocapsídio, como fazem os vírus de ani- léculas de RNA diferentes em seu genoma, no caso de uma cé-
mais. A infecção pode se dar de duas maneiras básicas: a partícula lula ser infectada simultaneamente por dois tipos diferentes
viral é endocitada pela célula, como ocorre com o vírus da gripe, ou de vírus, podem ser geradas partículas virais com combinações de
o envelope viral se funde à membrana plasmática liberando o moléculas de RNA das duas variedades. Esses vírus terão combi-
nucleocapsídio no citoplasma, como ocorre com o HIV. nações de proteínas totalmente novas, não reconhecidas pelo
12. As plantas são infectadas por vírus de duas maneiras, conheci- sistema imunitário humano. O vírus pode, então, se reproduzir
das como transmissão vertical e transmissão horizontal. A trans- rapidamente provocando infecções agudas e se dispersando pela
missão vertical ocorre em casos de propagação assexuada, em população. Essa é, em geral, a origem das grandes pandemias
que a nova planta se desenvolve a partir de células de uma plan- de gripe.

46 RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES

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19. A razão é que se tais vírus forem identificados rapidamente há a delas irão constituir o material genético dos novos vírus; outras
possibilidade de se produzir vacinas e imunizar grande parte da serão traduzidas pelos ribossomos da célula, produzindo as diver-
população antes que a epidemia atinja maiores proporções. sas proteínas virais: transcriptase reversa, integrase, proteínas do
20. De modo geral, os vírus desses animais não são adaptados à capsídio e glicoproteínas. Estas últimas, que farão parte do enve-
nossa espécie e não conseguem transmitir-se de uma pessoa lope viral, migram para a membrana da célula hospedeira, onde
para outra. No entanto, bastam algumas modificações na molé- se agregam. Por sua vez, RNA, enzimas e proteínas unem-se for-
cula de hemaglutinina do vírus da gripe desses animais para que mando nucleocapsídios. Os nucleocapsídios encostam nas regi-
ele possa se ligar e infectar células humanas. Isso pode aconte- ões da membrana plasmática onde há glicoproteínas e são envol-
cer tanto por mutação no vírus quanto por meio de sua vidos por ela, surgindo assim o envelope viral. Ao final desse pro-
recombinação com o vírus de gripe humano. Por exemplo, se cesso, vírions completos do HIV são expelidos da célula hospedei-
uma célula for infectada simultaneamente por um vírus de ave e ra e podem infectar células sadias. A célula hospedeira, tendo o
por um vírus humano, o que ocorre com certa freqüência em material genético do vírus integrado ao seu, continua a produzir
porcos, podem ser gerados novos tipos de vírus com uma mistu- partículas virais. Em certas células infectadas, o vírus integrado ao
ra dos dois tipos de RNA. Um desses vírus, que porte o RNA cromossomo mantém-se em estado latente (profago), sem pro-
responsável pela produção da hemaglutinina humana, será ca- duzir RNA. Isso impede que o sistema imunitário e drogas antivirais
paz de infectar células humanas com eficiência. Como parte de eliminem o vírus completamente do corpo humano.
seus demais componentes são típicos do vírus de aves, ele será 26. O HIV transmite-se através de fluidos corporais produzidos du-
desconhecido para nosso sistema imunitário, que não consegui- rante as relações sexuais e pelo sangue. As vias de transmissão
rá combatê-lo com a eficiência necessária para evitar uma infec- são relações sexuais, uso de seringas contaminadas e transfusão
ção grave. de sangue. O vírus parece ser capaz de atravessar a placenta e
21. O vírus da gripe liga-se, por meio da proteína H (hemaglutinina) contaminar o feto ou ser transmitido da mãe para o filho duran-
presente em seu envelope lipoprotéico, a receptores presentes te o parto. Cerca de 30% dos filhos de mães portadoras do
na membrana das células que revestem as vias respiratórias. Essa vírus nascem infectados se a mulher não for tratada com drogas
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ligação estimula a membrana plasmática a englobar o vírus, que antivirais durante a gravidez. É provável também que o vírus
penetra assim inteiro na célula hospedeira. Ele é liberado no seja transmitido da mãe para o filho através da amamentação.
citoplasma no interior da bolsa resultante da endocitose. O en-
27. Algumas pessoas não manifestam nenhum sintoma ao serem
velope lipoprotéico do vírus funde-se, então, à membrana do
infectadas pelo HIV; outras têm sintomas semelhantes aos da
endossomo e o nucleocapsídio entra em contato direto com o
gripe: febre, dor de cabeça, cansaço e inflamação dos linfonodos.
citoplasma, desfazendo-se e liberando as moléculas de RNA. Estas
Os sintomas desaparecem entre uma semana e um mês e geral-
migram para o interior do núcleo da célula hospedeira, onde
passam a atuar. mente são confundidos com os de uma virose qualquer. Durante
a fase que sucede a infecção, os vírus multiplicam-se ativamente
22. As moléculas de RNA viral (cadeias –) são usadas como modelo e os fluidos corporais e o sangue da pessoa são altamente
para produzir moléculas complementares (cadeias +) que atuam
infectantes. O sistema imunitário é ativado pela multiplicação
como RNAm na síntese das proteínas virais. Algumas dessas mo-
viral e passa a combater os vírus, que diminuem em quantidade
léculas de RNA (cadeia +) permanecem no núcleo da célula e são
e tornam a infecção completamente assintomática. Novos sin-
usadas como modelo para a produção de cadeias complementares
tomas só voltam a aparecer muito tempo depois, em geral, após
(cadeias –), que constituirão o material genético dos novos vírus.
alguns anos. Durante o período assintomático, trava-se uma
Cada conjunto de oito moléculas de RNA (cadeia –)
batalha entre o HIV e o sistema imunitário. A principal célula
é envolvido por proteínas do capsídio transcritas pelos ribossomos
celulares a partir de RNAm virais, formando os nucleocapsídios. atacada pelo HIV é um leucócito sangüíneo, o linfócito T
Uma parte das proteínas transcritas a partir dos RNAm virais, en- auxiliador, também chamado célula CD4, que comanda as res-
tre elas as hemaglutininas e as neuraminidases, associam-se à postas do sistema imunitário. Assim, ao destruir as células CD4,
membrana da célula infectada, preparando-a para envelopar no- o HIV enfraquece a capacidade do organismo em combater tan-
vos vírus formados. Os nucleocapsídios encostam nas regiões da to a infecção retroviral como outras infecções comuns, que nor-
membrana plasmática dotadas externamente de espículas H e N e malmente não afetariam pessoas sadias.
são expelidos da célula, revestidos pelo envelope viral. 28. A aids refere-se aos estágios mais avançados da infecção pelo
23. O vírion do HIV apresenta um envelope lipoprotéico externo que HIV e caracteriza-se pela diminuição da quantidade de linfócitos
contém glicoproteínas. Este envelope, por sua vez, contém o T CD4 (menos de 200 células por milímetro cúbico de sangue,
nucleocapsídio constituído por duas moléculas idênticas de RNA enquanto uma pessoa sadia apresenta quantidade de células T
de cadeia simples, por proteínas e pelas enzimas transcriptase CD4 cinco vezes maior). Outros sintomas são infecções oportu-
reversa e integrase. nistas que normalmente não aparecem em pessoas sadias. Nos
24. São o linfócito T auxiliador (célula CD4) e certos tipos de células portadores de aids, essas infecções são severas e muitas vezes
epiteliais. fatais, pois o sistema imunitário praticamente destruído pelo HIV
não consegue combater os agentes que as causam, como vírus,
25. Depois de se ligar aos receptores da célula hospedeira, o envelo-
bactérias, fungos e outros microrganismos.
pe do HIV funde-se com a membrana celular e introduz o
nucleocapsídio. No citoplasma, este libera o RNA, a transcriptase 29. A prevenção da infecção pelo HIV consiste em: a) praticar sexo
reversa e a integrase. A transcriptase reversa entra em ação ime- seguro, com a proteção de preservativos (camisinhas); b) usar
diatamente e transcreve uma cadeia de DNA a partir do RNA sempre sangue devidamente testado para transfusões. Além
viral (transcrição reversa). É esse modo de ação que caracteriza disso, mulheres portadoras do vírus devem ser tratadas com dro-
os retrovírus. À medida que transcreve o DNA, a transcriptase gas antivirais durante a gravidez e não podem amamentar o
reversa degrada o RNA modelo. Em seguida, produz uma ca- recém-nascido.
deia de DNA complementar à recém-sintetizada, originando um 30. Apesar de não curar a aids, os tratamentos com coquetéis
DNA de cadeia dupla. Esse DNA penetra no núcleo da célula antivirais têm permitido reduzir o número de mortes em de-
hospedeira e, pela ação da enzima integrase, insere-se em um corrência da aids e melhorar a qualidade de vida dos portadores
dos cromossomos. Uma vez integrado ao cromossomo da célu- do HIV. Os coquetéis consistem de combinações de inibidores
la, o DNA viral começa a produzir moléculas de RNA. Algumas da transcriptase reversa e inibidores das proteases virais.

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES 47

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31. Zoonoses virais são doenças causadas por vírus transmitidas aos
seres humanos por animais.
CAPÍTULO 3
32. Diversas doenças virais que atualmente se transmitem de pessoa
a pessoa foram adquiridas originalmente de reservatórios animais. Os seres procarióticos:
Existem indícios de que a varíola e o sarampo, por exemplo, origi-
naram-se do gado bovino há menos de 10 mil anos, quando as
bactérias e arqueas
populações humanas tornaram-se sedentárias e passaram a con-
viver com animais domesticados. O vírus da gripe humana, ao
GUIA DE ESTUDO
que tudo indica, descende de um vírus de marreco ou de porco. 1. As bactérias e as arqueas diferem de todos os demais seres vivos
33. Arbovírus são os vírus transmitidos pela picada de artrópodes, por apresentarem células procarióticas; protoctistas, fungos, plan-
capazes de se multiplicar tanto nesses insetos quanto em ani- tas e animais possuem células eucarióticas.
mais vertebrados. Exemplos de arbovírus são os que causam a 2. A constituição química da parede celular é uma diferença im-
febre amarela, a dengue e diversas encefalites. portante entre bactérias e arqueas. Nas bactérias, ela contém
34. Viróides são pequenos segmentos de RNA de cadeia simples peptidioglicanos, substância inexistente em arqueas, cuja pare-
presentes exclusivamente no núcleo das células infectadas. Eles de é constituída por polissacarídios e proteínas. Diversas arqueas
se distinguem dos vírus por não formarem envoltórios protéicos não têm parede celular. A diferença mais marcante entre bacté-
e não codificarem proteínas. Virusóides são moléculas de RNA rias e arqueas reside na organização e no funcionamento dos
infecciosas semelhantes aos viróides mas que só se multiplicam genes. Nesses aspectos, as arqueas assemelham-se mais aos or-
quando a célula está infectada por determinado tipo de vírus. ganismos eucarióticos.
35. Os príons são moléculas de proteínas infectantes capazes de 3. Células eucarióticas apresentam compartimentos membranosos
induzir alterações na forma de proteínas do hospedeiro, que se no citoplasma; no principal deles, o núcleo, fica contido o material
transformam em novos príons. Quando uma pessoa ou um ani- genético (cromossomos). Células procarióticas têm organização
mal ingerem carne contaminada por príons, estes penetram na bem mais simples, não apresentando compartimentos

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circulação sangüínea, atingindo nervos e corpos celulares dos membranosos em seu citoplasma, de modo que seu material ge-
neurônios, onde transformam proteínas normais em novos nético fica em contato direto com o fluido que preenche a célula.
príons. A destruição dos neurônios afeta o funcionamento do 4. A célula procariótica apresenta um envoltório externo rígido, a
sistema nervoso, levando ao aparecimento dos sintomas típicos parede celular, que determina a forma celular e protege contra
da doença: perda gradativa da memória recente e de orientação agressões físicas do ambiente (poucas espécies de bactéria não
espacial, incontinência urinária, demência e morte. Os príons têm parede celular). Sob a parede celular está a membrana
são a causa de doenças como: encefalopatia espongiforme bo- plasmática, semelhante às membranas das células eucarióticas.
vina (“doença da vaca louca”); doença de Creutzfeld-Jacob; do- A membrana delimita o citoplasma, onde há milhares de peque-
ença de Gerstmann-Straussler-Scheinker; insônia familiar fatal; nos grânulos, os ribossomos, responsáveis pela produção das
kuru; síndrome de Alpers. proteínas, e o nucleóide, que é a massa emaranhada de DNA
que constitui o cromossomo bacteriano.
5. Além do DNA cromossômico, a célula procariótica pode também
QUESTÕES PARA PENSAR E DISCUTIR conter moléculas circulares adicionais de DNA, os plasmídios. Estes
QUESTÕES OBJETIVAS
são bem menores que a molécula de DNA do cromossomo e
não são essenciais à vida da célula. A presença de plasmídios, entre-
36. f 37. c 38. e 39. d 40. a 41. b tanto, pode ser vantajosa, pois eles geralmente contêm genes para
42. c 43. d 44. b 45. d 46. c destruir moléculas de antibióticos, que poderiam matar a célula.
QUESTÕES DISCURSIVAS 6. Cápsula bacteriana é uma cobertura gelatinosa pegajosa que
reveste externamente a parede celular de certas bactérias. A cáp-
47. O processo de introdução do gene PDX-1 no material genético sula pode estar associada à virulência da bactéria, isto é, à sua
da célula hepática é comparável ao processo de incorporação capacidade de causar doença, pois ela dificulta a fagocitose da
do DNA do HIV no cromossomo da célula hospedeira. bactéria pelos glóbulos brancos do hospedeiro.
O adenovírus atua, assim, como um “vetor” que transporta genes
7. As células bacterianas podem apresentar forma esférica (coco), de
para dentro da célula.
bastonete (bacilo), espiralada (espirilo), de vírgula (vibrião) etc. Os
48. De acordo com a definição (1), vírus, viróides, virusóides e príons agrupamentos podem ser dois cocos unidos (diplococo), oito cocos
seriam considerados vivos, pois todos são formados por subs- formando um cubo (sarcina), cocos alinhados formando cadeias
tâncias orgânicas e se multiplicam. Os três primeiros multipli- que lembram colares de contas (estreptococo), cocos reunidos em
cam-se por meio da cópia de sua estrutura em moléculas-filhas, forma de cacho de uvas (estafilococo), bacilos reunidos dois a dois
e o último (príon), por modelagem de moléculas já prontas. (diplobacilo), bacilos alinhados em cadeia (estreptobacilo) etc.
De acordo com a definição (2), os príons seriam excluídos, pois
não contêm ácidos nucléicos. Quanto aos três outros, depende 8. Bactérias autotróficas são as que produzem substâncias orgânicas
do que se define por “instruções codificadas”. Se estas são ne- a partir de substâncias inorgânicas (gás carbônico, água, gás sulfídrico
cessariamente seqüências de bases nitrogenadas específicas, ví- etc.), utilizando para isso energia luminosa (fotoautotróficas)
rus, viróides e virusóides seriam considerados vivos, e príons não; ou energia química liberada em certas reações inorgânicas
se considerarmos que as informações têm de se expressar pela de oxirredução (quimioautotróficas). As bactérias heterotróficas
síntese de proteínas, porém, apenas vírus seriam considerados alimentam-se de moléculas produzidas por outros seres vivos.
vivos, pois viróides, virusóides e príons não codificam proteínas. 9. Fixação de nitrogênio é a transformação do gás nitrogênio (N2)
De acordo com a definição (3), apenas vírus seriam considera- do ar atmosférico em compostos nitrogenados que os seres vi-
dos vivos, pois viróides, virusóides e príons não codificam proteínas; vos podem utilizar para a síntese de substâncias orgânicas
os príons atuam sobre proteínas já prontas. De acordo com a defi- nitrogenadas. As cianobactérias são importantes em termos eco-
nição (4), nenhuma das quatro entidades citadas seria considerada lógicos por serem capazes de fixar nitrogênio atmosférico e de
viva, pois nem mesmo as mais complexas delas, os vírus, apresenta colonizar ambientes inóspitos como superfície de rochas, solo e
metabolismo próprio. águas pobres em nutrientes.

48 RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES

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10. As cianobactérias e as proclorófitas realizam um processo de tação são: fermentação alcoólica, em que glicídios são fermen-
fotossíntese semelhante ao de algas e plantas, em que molécu- tados em álcool etílico e gás carbônico; fermentação láctica, em
las de gás carbônico (CO2) reagem com moléculas de água (H2O) que glicídios são fermentados em ácido láctico; fermentação
produzindo glicídios e gás oxigênio (O2). As sulfobactérias, tan- acética, em que álcool etílico é fermentado em ácido acético.
to as púrpuras quanto as verdes, realizam um tipo de fotossíntese 18. A fermentação láctica realizada por bactérias é utilizada na pro-
em que a substância doadora de hidrogênio não é a água, mas dução de alimentos; diferentes espécies bacterianas são usadas,
compostos de enxofre, como o gás sulfídrico (H2S). Essas bacté- por exemplo, na produção de picles, de queijos diversos e de
rias não produzem gás oxigênio como subproduto da iogurtes.
fotossíntese, mas enxofre elementar (S).
19. Bactérias fermentadoras que produzem ácido láctico (lacto-
11. Espécies do gênero Nitrosomonas absorvem amônia (NH3) ou íons bacilos) vivem em diversas partes de nosso corpo contribuindo
amônio (NH+4) presentes no solo e os oxidam a íons nitrito (NO–2). para mantê-lo saudável. Elas habitam normalmente a vagina, o
Espécies do gênero Nitrobacter absorvem íons nitrito (NO2–) e os intestino e a cavidade bucal, onde o ácido láctico por elas elimi-
oxidam a íons nitrato (NO3–). Estes fertilizam o solo pois são os nado impede o desenvolvimento de outras bactérias potencial-
compostos nitrogenados que as plantas melhor conseguem as- mente patogênicas.
similar.
20. Bactérias aeróbicas são as que necessitam de gás oxigênio para
12. Bactérias do gênero Rhizobium são capazes de fixar nitrogênio viver. Bactérias anaeróbicas não necessitam de gás oxigênio.
do ar e de manter estreita cooperação com plantas da família Estas últimas são subdivididas em anaeróbicas facultativas, que
das leguminosas, tais como a soja, o feijão e a alfafa. Essas plan- podem viver tanto na presença quanto na ausência de gás oxi-
tas possuem nódulos localizados nas raízes, dentro dos quais gênio, e anaeróbicas obrigatórias, para as quais o gás oxigênio
vivem as bactérias, que captam gás nitrogênio do ar e com ele é letal.
produzem compostos nitrogenados, também utilizados pela plan-
ta hospedeira. Em troca, a leguminosa fornece açúcares e ou- 21. As bactérias reproduzem-se assexuadamente por divisão biná-
tros compostos orgânicos às bactérias. Os compostos nitro- ria. Nesse processo, a célula bacteriana duplica seu cromossomo
e se divide ao meio, originando duas novas bactérias idênticas
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

genados produzidos pelas bactérias dos nódulos das leguminosas


acabam por fertilizar o solo, o que favorece também plantas entre si e à bactéria genitora. Em condições ideais, o processo
não-leguminosas. de reprodução dura cerca de 20 minutos. Em algumas horas,
uma única bactéria pode originar uma população composta
13. Certos agricultores alternam o plantio de espécies não- por milhares de células geneticamente idênticas, denomina-
leguminosas, como o milho, por exemplo, com o plantio de
das clone.
leguminosas, como o feijão ou a soja, método conhecido como
rotação de culturas. Podem plantar leguminosas e não- 22. Endósporos são estruturas de resistência formadas por certas
leguminosas ao mesmo tempo, em fileiras alternadas, método espécies de bactéria quando as condições ambientais se tornam
conhecido como plantação consorciada. Outros agricultores plan- adversas (falta de nutrientes essenciais ou de água, por exem-
tam leguminosas e as deixam apodrecer no campo, preparando plo). Os endósporos são revestidos por uma parede grossa e
o solo para uma próxima cultura; esse método é chamado de resistente, sendo capazes de permanecer anos com a atividade
adubação verde. metabólica suspensa ou muito reduzida. Os endósporos resis-
tem a calor intenso, a falta de água e a substâncias químicas
14. Bactérias saprofágicas são as que obtêm alimento a partir de
que normalmente matam os microrganismos.
matéria orgânica sem vida, como cadáveres ou porções des-
cartadas por outros seres vivos. Bactérias parasitas são as que 23. Os endósporos bacterianos são resistentes ao calor e à esterili-
obtêm alimento a partir dos tecidos corporais vivos de outros zação química. Uma maneira de destruí-los, evitando que origi-
seres. nem novas bactérias, é a autoclavagem. Nesse processo, alimen-
tos, roupas, instrumentos hospitalares etc. são tratados com
15. Respiração aeróbica é um processo em que a célula obtém ener-
vapor de água a 120 °C em alta pressão por um período de, no
gia a partir de moléculas orgânicas (açúcares, gorduras etc.) com
mínimo, 20 minutos. Essas condições são obtidas em um apare-
participação do gás oxigênio (O2). As moléculas orgânicas rea-
lho denominado autoclave, cuja versão doméstica é a panela de
gem com o gás oxigênio sendo totalmente degradadas a gás
pressão. A destruição de endósporos de materiais que não po-
carbônico (CO2) e água (H2O). O gás oxigênio atua como aceptor
dem ser submetidos à autoclavagem, como certos tipos de ali-
final dos hidrogênios liberados pela oxidação da molécula orgâ-
mento e materiais que não resistem a temperaturas altas, é a
nica, transformando-se em moléculas de água. A respiração
esterilização por radiação gama.
anaeróbica também é um processo de obtenção de energia por
oxidação de moléculas orgânicas, mas difere da respiração 24. Na preservação de alimentos são utilizadas substâncias conheci-
aeróbica, por não utilizar gás oxigênio e sim uma outra substân- das como preservativos químicos, que evitam a germinação de
cia inorgânica, como um nitrato ou um sulfato, como aceptor endósporos e a multiplicação de diversos tipos de microrganis-
final dos hidrogênios liberados na oxidação. mo. Essas substâncias são ácidos orgânicos simples, como o áci-
16. Bactérias que usam compostos nitrogenados em sua respiração do sórbico e o nitrito de sódio.
anaeróbica são importantes na reciclagem do elemento nitrogê- 25. Recombinação genética é a mistura de genes entre indivíduos
nio (N). Algumas transformam amônia em nitratos, e outras trans- diferentes, com formação de indivíduos com características ge-
formam nitritos em nitratos (nitrificação). Outras bactérias per- néticas novas. Uma bactéria pode adquirir genes de outra bac-
mitem o retorno do nitrogênio à atmosfera, processo conhecido téria e misturá-los aos seus de três maneiras diversas: transfor-
como desnitrificação. Bactérias como Desulfovibrio participam mação, transdução e conjugação.
da reciclagem do enxofre, transformando sulfatos em sulfeto de 26. A transformação bacteriana ocorre quando a bactéria absorve
hidrogênio (H2S). moléculas de DNA dispersas no ambiente. A transdução
17. Fermentação é um processo biológico de obtenção de energia bacteriana consiste na transferência de segmentos de molécu-
em que as moléculas orgânicas são incompletamente degrada- las de DNA de uma bactéria para outra por meio de um vírus
das e, por isso, liberam menos energia que a liberada na respira- bacteriófago. A conjugação bacteriana consiste na passagem
ção. Os tipos de fermentação caracterizam-se pelos produtos de DNA diretamente de uma bactéria doadora para uma bacté-
formados no processo, que variam de acordo com o tipo de ria receptora através de um tubo de proteína, o pili, que conecta
microrganismo fermentador. Os tipos mais comuns de fermen- duas bactérias conjugantes.

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES 49

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27. Quando plasmídios portadores de genes para resistência a di- versas naturezas. O grande interesse nesse tipo de procedimen-
ferentes antibióticos entram em uma mesma bactéria, eles to deve-se ao fato de a biorremediação ser geralmente mais
podem se recombinar e formar plasmídios com resistência a simples, mais barata e menos prejudicial ao ambiente que os
diversos antibióticos simultaneamente. Esse é o principal me- processos não-biológicos atualmente utilizados, como recolher
canismo por meio do qual as bactérias adquirem múltipla re- os poluentes e transportá-los para outros locais.
sistência a drogas. 38. Como exemplo de processo de biorremediação pode-se citar a
28. A distinção entre dois dos maiores grupos de bactéria é feita utilização de bactérias na descontaminação de ambientes poluí-
com base na coloração de Gram. Essa denominação deriva do dos por substâncias como petróleo e pesticidas.
nome do inventor dessa técnica de coloração, o microbiologista 39. Bactérias oportunistas são aquelas que só conseguem atacar efi-
dinamarquês Hans Christian J. Gram (1853-1938). cientemente o organismo e causar doença quando nosso sistema
29. Bactérias Gram-positivas apresentam uma grossa camada de de defesa se torna enfraquecido. Um exemplo é Streptococcus
peptidioglicanos em sua parede. As bactérias Gram-negativas pneumoniae, que vive normalmente na garganta da maioria das
possuem uma camada de peptidioglicanos mais fina, envolta pessoas sadias, mas pode causar pneumonia se houver uma que-
por uma segunda membrana lipoprotéica com polissacarídios da em nossa capacidade de defesa corporal. Um dos principais
incrustados. problemas da aids é fragilizar o sistema imunitário, abrindo cami-
30. Actinomicetos são bactérias que formam agrupamentos filamen- nho para uma série de infecções oportunistas que não afetam
tosos semelhantes a fungos, daí sua denominação. pessoas sadias.

31. A maior parte das bactérias que vivem no solo pertence ao gru- 40. Antibióticos são substâncias capazes de interferir no metabolis-
mo das bactérias, matando-as. Todos os antibióticos são extraí-
po dos actinomicetos, principalmente ao gênero Streptomyces.
dos de bactérias e de fungos, mas grande parte deles é modifi-
Essas bactérias secretam enzimas que digerem proteínas e
cada por processos químicos que aumentam seu potencial de
polissacarídios presentes na matéria orgânica do solo.
ação, sendo por isso chamados de antibióticos sintéticos. O pri-
32. As mixobactérias vivem em ambientes ricos em matéria orgâ- meiro antibiótico foi descoberto em 1929 por Alexander Fleming,

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


nica em decomposição, como esterco de gado. A maioria ali- que o extraiu de um fungo do gênero Penicillium; por isso, esse
menta-se de outras bactérias, que são mortas pelas enzimas antibiótico foi chamado de penicilina. Dez anos depois, a peni-
e antibióticos produzidos pelas mixobactérias. Essas bactérias cilina foi industrializada e passou a ser produzida em grande
constituem corpos de frutificação, onde se formam os escala, tendo sido utilizada na Segunda Grande Guerra e contri-
mixósporos, esporos resistentes ao calor, à radiação ultravioleta buído para salvar a vida de milhares de feridos em combate, que
e à dessecação. certamente teriam morrido de infecções bacterianas.
33. Micoplasmas são bactérias pequenas, entre 0,1 µm e 0,25 µm 41. A maioria das arqueas vive em ambientes extremos como lagos
de diâmetro, sem parede celular. Podem formar agrupamentos de água quente e ácida, lagos salgados, o tubo digestório de
filamentosos que lembram fungos, daí nome do grupo (myco animais ou o lodo do fundo de lagoas. Recentemente foram
significa fungo). Algumas espécies têm vida livre e outras são descobertas arqueas vivendo em ambientes gelados.
parasitas extracelulares de animais e de plantas.
42. Arqueas halófilas (do grego halos, sal, e philos, amigo) são as
34. Clamídias e rickéttsias distinguem-se das demais bactérias por que habitam águas com alta concentração salina. Arqueas
serem parasitas intracelulares obrigatórios: elas só conseguem termoacidófilas são as que vivem em condições extremas de aci-
se multiplicar no interior de células vivas. Uma diferença entre dez e temperatura, como fontes termais ácidas e fendas vulcâ-
clamídias e rickéttsias é que as primeiras produzem, durante seu nicas nas profundezas oceânicas. Arqueas metanogênicas vivem
ciclo de vida, formas resistentes semelhantes a esporos. em condições anaeróbicas como pântanos e tubo digestório de
As rickéttsias não formam esporos, e por isso só se transmitem cupins e de animais herbívoros, liberando gás metano como pro-
por contato direto. duto de seu metabolismo.
35. Biotecnologia é a utilização de seres vivos em tecnologias úteis
à humanidade. A indústria de laticínios, por exemplo, utiliza
bactérias dos gêneros Lactobacillus e Streptococcus na produ- QUESTÕES PARA PENSAR E DISCUTIR
ção de queijos, iogurtes e requeijões. O vinagre é produzido
QUESTÕES OBJETIVAS
por bactérias do gênero Acetobacter, que convertem o álcool
do vinho em ácido acético. Bactérias do gênero Corynebacterium 43. b 44. e 45. c 46. d 47. a 48. d
têm sido utilizadas para a produção em larga escala de ácido 49. b 50. a 51. c 52. d 53. b 54. b
glutâmico, um aminoácido utilizado em temperos por sua pro-
55. c 56. c 57. c 58. b
priedade de intensificar o sabor dos alimentos. As bactérias tam-
bém têm sido muito empregadas na indústria farmacêutica, para QUESTÕES DISCURSIVAS
a produção de antibióticos e vitaminas. O antibiótico neomicina,
59. Na experiência realizada na década de 1920 pelo cientista inglês
por exemplo, é produzido por uma bactéria do gênero
Fred Griffith, uma mistura de bactérias vivas não-patogênicas
Streptomyces. A indústria química também se utiliza de bacté-
com bactérias patogênicas mortas e esmagadas produziu linha-
rias para a produção de substâncias como o metanol, o butanol, gens vivas patogênicas, capazes de transmitir a característica
a acetona etc. adquirida à descendência. Essas novas linhagens surgiram pelo
36. As bactérias são peças-chave nas novas tecnologias de manipu- processo denominado transformação bacteriana, no qual a bac-
lação do DNA. As enzimas de restrição que os cientistas usam téria é capaz de absorver moléculas de DNA dispersas no meio
para cortar as moléculas de DNA em pontos específicos são ex- (no caso, o DNA das bactérias patogênicas mortas) e recombiná-
traídas de bactérias. Os plasmídios bacterianos são modificados la com seu cromossomo. O DNA absorvido, uma vez incorpora-
pelos cientistas para servirem de vetores para moléculas de DNA do ao cromossomo bacteriano, é transmitido às células-filhas.
de interesse. 60. a) Não, há duas incorreções no nome: não está destacado no
37. Biorremediação é o nome que se dá aos procedimentos que se texto com letra inclinada (itálico), ou sublinhada, e o nome
utilizam de microrganismos, principalmente bactérias, para lim- da espécie deve ser escrito com a inicial minúscula. O correto
par áreas ambientais contaminadas por poluentes das mais di- seria Helicobacter pylori, ou Helicobacter pylori.

50 RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES

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b) Exemplo de carta dirigida à Clínica de Gastrenterologia, comen- clorofíceas terrestres, que vivem em ambientes úmidos como
tando a afirmação “Bactéria boa é bactéria morta”: “Embora barrancos ou troncos de árvores nas florestas; certas espécies
algumas bactérias sejam causadoras de doenças, não se pode chegam a viver na superfície da neve.
fazer essa generalização. Se não fossem as bactérias, provavel- 7. As zooclorelas são clorofíceas que vivem no interior das células
mente não haveria vida na Terra. Em primeiro lugar, porque to- de animais, principalmente de cnidários de água doce como a
dos os seres vivos descendem de bactérias primitivas; em segun- Hydra. Ao realizar a fotossíntese, as zooclorelas fornecem subs-
do, porque organelas presentes em células de animais (as tâncias orgânicas nutritivas ao cnidário, que, por sua vez, garan-
mitocôndrias) e em células de plantas (os plastos) descendem te às algas o ambiente adequado para viver. Esse tipo de associa-
provavelmente de bactérias que invadiram células eucarióticas ção é chamada de endossimbiose.
ancestrais de animais e plantas. Além disso, a maioria das bacté- 8. Todas as espécies de feofícea são multicelulares e marinhas, apre-
rias são essenciais para a manutenção das condições climáticas sentando cor que varia do bege-claro ao marrom-amarelado.
do planeta e para a produção da maior parte do gás oxigênio Algumas espécies acumulam carbonato de cálcio na parede ce-
necessário à respiração aeróbica dos seres vivos. As bactérias lular, o que lhes confere um aspecto rígido e petrificado.
lácteas, além de proteger nosso corpo, são largamente usadas
9. A maioria das rodofíceas é multicelular, com talo geralmente
na indústria de alimentos, como na produção de queijos e io-
ramificado e dotado de uma estrutura especializada na fixação
gurtes. As bactérias são responsáveis pela decomposição e ao substrato. As rodofíceas são abundantes nos mares tropicais,
reciclagem da matéria orgânica no planeta, sem o que a matéria mas também ocorrem em água doce e em superfícies úmidas,
constituinte dos cadáveres não seria reaproveitada. Se as bacté- como troncos de árvores de florestas. Sua cor pode variar desde
rias desaparecessem, ocorreria extinção da maioria, senão de o vermelho até o roxo-escuro, quase negro. Algumas espécies
todas as espécies do planeta”. acumulam carbonato de cálcio na parede celular, sendo deno-
minadas algas coralíneas.
10. As diatomáceas são unicelulares e a maioria das espécies vive
CAPÍTULO 4 em mares de águas frias, mas algumas espécies habitam lagos
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de água doce. Elas, em geral, flutuam na superfície dos mares e


lagos, representando parcela importante do fitoplâncton.
protoctistas: algas e
11. Diatomito (ou terras de diatomáceas) é formado por camadas
protozoários compactas de carapaças de diatomáceas que se acumularam
no fundo do mar ao longo de milhares de anos. O diatomito
GUIA DE ESTUDO tem granulosidade finíssima devido ao pequeno tamanho das
carapaças vitrificadas que o constituem, sendo por isso utilizado
1. A principal crítica feita ao sistema de classificação em cinco rei-
como matéria-prima de polidores e também na confecção de
nos é que ele não reflete o parentesco evolutivo, a principal di-
filtros e isolantes.
retriz da Sistemática moderna. De acordo com essa diretriz, uma
categoria taxonômica deve ser monofilética, isto é, todos os seus 12. A maioria das crisofíceas é unicelular e vive no mar ou em água
representantes devem ter tido em algum ponto do passado um doce. Muitas apresentam as paredes celulares impregnadas de
mesmo ancestral, de quem herdaram a característica que com- dióxido de silício (sílica).
partilham entre si (apomorfismo) e que os distingue de todos os 13. Os euglenóides são unicelulares e a maioria vive em água doce,
demais grupos. nadando graças à movimentação de um flagelo. Em ambientes
2. Não, o reino Protoctista é um grupo claramente polifilético. To- iluminados realizam fotossíntese, produzindo seu próprio alimen-
to. Quando colocados no escuro, podem sobreviver ingerindo
das as pesquisas recentes apontam que seus principais repre-
partículas de alimento por fagocitose, um modo heterotrófico
sentantes, genericamente denominados algas e protozoários,
de nutrição. Há espécies de euglenóides sem cloroplastos, cuja
têm ancestralidades distintas. O reino Protoctista é mais uma
nutrição é exclusivamente heterotrófica; os cientistas acreditam
categoria de conveniência, algo como um “quarto de despejo”
que esses organismos provavelmente perderam os cloroplastos
em que são colocados os seres eucarióticos que não cabem na
no curso da evolução. O modo ambíguo de nutrição, autotrófica
definição de planta, de fungo ou de animal.
e heterotrófica, tem sido um dos motivos de polêmica na classi-
3. O termo alga designa um agrupamento informal de organis- ficação dos euglenóides. Em certos sistemas, os euglenóides são
mos, isto é, não equivalente a uma categoria taxonômica como classificados como protozoários.
reino, filo etc. São chamados de algas os seres eucarióticos
14. Os dinoflagelados são unicelulares e a maioria vive no mar, cons-
fotoautotróficos, com células dotadas de parede celulósica e
tituindo juntamente com as diatomáceas parte importante do
cloroplastos e que não formam embriões com desenvolvimento
fitoplâncton oceânico. Eles apresentam dois flagelos e se deslo-
dependente do organismo materno. Grande parte das algas é
cam em rápidos rodopios, girando sobre si mesmos.
unicelular, mas há também diversas espécies multicelulares, al-
gumas das quais atingem grandes tamanhos. 15. Zooxantelas são algas, principalmente dinoflagelados, diatomáceas
e crisofíceas, que vivem dentro de células de protozoários e ani-
4. Os organismos chamados informalmente de protozoários são mais marinhos (cnidários, platelmintos e moluscos) em relação de
seres eucarióticos, unicelulares e heterotróficos. endossimbiose. As zooxantelas mantêm uma relação de troca de
5. a) As algas vivem no mar, em água doce e em terra firme, sobre benefícios com as células hospedeiras; graças à sua capacidade
superfícies úmidas. b) Muitas espécies são unicelulares, enquanto de realizar fotossíntese, permitem que animais como os corais,
outras são multicelulares, formando filamentos, lâminas ou es- que se alimentam de plâncton, possam viver em locais onde há
truturas compactas que podem lembrar caules e folhas de plan- pouco plâncton disponível.
tas terrestres. O corpo das algas multicelulares é chamado de 16. Maré vermelha é um fenômeno causado pela multiplicação exa-
talo. c) A maioria das algas é fotossintetizante, com nutrição gerada de dinoflagelados perto do litoral, colorindo a água de
autotrófica. tons marrom-avermelhados. Nessas situações, as substâncias
6. As clorofíceas podem ser unicelulares ou multicelulares, algu- tóxicas liberadas pelos dinoflagelados causam a morte de pei-
mas com talos relativamente complexos. A maioria é aquática, xes e de outros animais marinhos, e eventualmente podem in-
com espécies marinhas ou de água doce. Existem também toxicar pessoas.

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES 51

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17. As carofíceas são algas multicelulares e vivem em água doce, la. Os radiolários apresentam uma cápsula interna central, esfé-
crescendo geralmente ancoradas a fundos submersos. O aspec- rica e perfurada, constituída de quitina e ligada a um esqueleto
to de seu talo é complexo, com nós e entrenós, dos quais se formado por espículas de sílica (SiO2) ou de sulfato de estrôncio
projetam filamentos com órgãos reprodutivos, lembrando os (SrSO4); eles vivem exclusivamente no mar, constituindo um im-
musgos terrestres. A parede celular das carofíceas é constituída portante componente do plâncton. Os heliozoários podem ou
de celulose, impregnada de carbonato de cálcio, o que lhes con- não ser dotados de estruturas esqueléticas, mas nunca apresen-
fere um aspecto áspero e petrificado. tam cápsula esférica central, como os radiolários. A maioria dos
18. Três tipos de reprodução assexuada presente nas algas são: divi- heliozoários é de água doce; algumas espécies habitam o fundo
são binária, fragmentação e zoosporia. A divisão binária ocorre de lagos de água doce ou vivem sobre a vegetação submersa.
em algas unicelulares e consiste na divisão da célula em duas. 25. O filo Foraminifera (do latim foramen, buraco, furo) reúne
A fragmentação, que ocorre em certas algas filamentosas, consis- protozoários dotados de uma carapaça externa, constituída de car-
te na quebra do talo em pedaços que regeneram novos organis- bonato de cálcio (CaCO3), quitina ou mesmo de fragmentos calcários
mos. Zoosporia consiste na formação de células flageladas, os ou silicosos selecionados da areia pelo foraminífero. A carapaça
zoósporos, que se libertam da alga que os formou e nadam até apresenta numerosas perfurações, através das quais se projetam
atingir locais favoráveis, onde se fixam e originam novos talos. finos e delicados pseudópodes, usados na captura de alimento.
19. No ciclo de vida de muitas algas multicelulares alternam-se gera- A maioria dos foraminíferos vive no mar. Muitas espécies de
ções de indivíduos haplóides e diplóides, fenômeno denominado foraminíferos flutuam, constituindo parte importante do plâncton.
alternância de gerações. Talos diplóides (2n) são chamados de Outras espécies vivem sobre algas, animais ou no fundo do mar.
esporófitos; algumas de suas células diferenciam-se e passam 26. O filo Apicomplexa engloba exclusivamente protozoários para-
por meiose, produzindo células haplóides (n), os esporos. Os es- sitas, sem estruturas locomotoras e dotados, em algum estágio
poros libertam-se do talo diplóide que os originou e, ao encon- do ciclo de vida, de uma estrutura celular proeminente, o com-
trar condições adequadas, germinam e produzem talos haplóides plexo apical (daí o nome do grupo). Estudos têm mostrado que
(n), os gametófitos. Na maturidade, algumas células do o complexo apical desempenha papel importante na penetra-

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


gametófito se diferenciam, multiplicam-se por mitose e origi- ção desses protozoários parasitas nas células hospedeiras. O ter-
nam dezenas de gametas haplóides flagelados. Estes libertam- mo Sporozoa, antigamente utilizado para designar o filo, se re-
se dos gametófitos e fundem-se dois a dois, produzindo zigotos fere ao fato de muitos representantes do grupo possuírem ciclos
diplóides (2n). O desenvolvimento do zigoto dá origem a um de vida com estágios em que se formam esporos.
talo diplóide (2n), que na maturidade repetirá o ciclo. 27. O filo Zoomastigophora, também conhecido por Flagellata, com-
20. Os principais grupos de algas presentes no fitoplâncton são preende protozoários que se locomovem por meio de estruturas
diatomáceas e dinoflagelados. Esses organismos, juntamente filamentosas em forma de chicote, os flagelos. Geralmente há um
com bactérias fotossintetizantes, constituem a base da ca- ou dois flagelos, mas algumas espécies podem apresentar dezenas
deia alimentar nos mares e lagos. Além disso, esses seres são deles. Muitos flagelados podem viver no meio aquático, no mar e
responsáveis pela produção da maior parte do gás oxigênio em água doce. Alguns têm vida livre, utilizando os flagelos para a
atmosférico. natação e capturando alimentos por fagocitose. Outros são sésseis,
isto é, vivem fixados a um substrato, e utilizam o movimento flagelar
21. A maioria dos protozoários é aquática, vivendo em água doce,
para criar correntezas líquidas que arrastam partículas de alimento
água salgada, regiões lodosas e terra úmida. Algumas espécies para perto de si. Diversas espécies de flagelados são parasitas, cau-
são parasitas, habitando o interior do corpo de animais sando doenças em animais e na espécie humana.
invertebrados e vertebrados, causando doenças. Há também
protozoários que mantêm relações de troca de benefícios 28. Reunir os protozoários pela presença de flagelo não parece ser
um bom critério para refletir o parentesco evolutivo. Provavel-
(mutualismo) com outros seres vivos (ex.: flagelados e cupins).
mente o flagelo surgiu independentemente em diversos grupos
Algumas espécies alimentam-se de matéria orgânica de cadáve-
de organismos e não constitui um apomorfismo que permita reu-
res ou de restos de outros seres vivos; outras ingerem microrga-
nir os flagelados em um grupo monofilético. Em outras palavras,
nismos vivos, como bactérias, algas e outros protozoários; exis-
o flagelo não é uma novidade evolutiva exclusiva de protozoários,
tem ainda protozoários parasitas que se alimentam de tecidos
ocorrendo também em organismos classificados como algas
corporais dos hospedeiros.
(euglenóides e dinoflagelados). Por isso, alguns sistemas moder-
22. A eliminação do excesso de água nesses protozoários está a car- nos de classificação distribuem os protozoários flagelados em di-
go dos vacúolos contráteis, bolsas citoplasmáticas que acumu- ferentes filos e até mesmo em reinos diferentes.
lam água, eliminando-a de tempos em tempos. Assim, pode-se
29. O filo Ciliophora, ou Ciliata, compreende os protozoários que apre-
dizer que os vacúolos contráteis são responsáveis pela regulação
sentam estruturas locomotoras filamentosas geralmente mais
da osmose nos protozoários, ou seja, por sua osmorregulação.
curtas e mais numerosas que os flagelos, os cílios, e mais de um
23. O filo Rhizopoda, também chamado Sarcodina, compreende os núcleo por célula, um deles maior, o macronúcleo, e um ou mais
protozoários que se locomovem por meio de expansões núcleos menores, os micronúcleos. A maioria dos ciliados tem
citoplasmáticas denominadas pseudópodes, também utilizados vida livre. Entre as pouquíssimas espécies parasitas destaca-se
para capturar alimento. Há espécies de rizópodes vivendo livre- Balantidium coli, que parasita o intestino do porco e pode, even-
mente em água doce ou no mar, sobre os fundos e a vegetação tualmente, infectar a espécie humana. Certos ciliados vivem no
submersa. Algumas amebas podem viver no corpo humano sem tubo digestório de animais ruminantes como bois, carneiros, ca-
causar prejuízo, em uma relação que os biólogos chamam de bras, girafas etc., auxiliando a digestão da matéria vegetal e ser-
comensalismo. Exemplos de amebas comensais humanas são vindo, eles próprios, de alimento para os seus hospedeiros.
Entamoeba gengivalis, que vive na boca, e Entamoeba coli, que 30. A maioria dos protozoários de vida livre se reproduz assexua-
vive no intestino. Por outro lado, a Entamoeba histolytica é pa- damente por divisão binária. A célula cresce até determinado ta-
rasita, e ao se instalar no intestino humano provoca a doença manho e se divide ao meio, originando dois novos indivíduos.
conhecida como amebíase ou disenteria amebiana. Entretanto alguns sarcodíneos e apicomplexos podem se repro-
24. Os radiolários e os heliozoários, que integram o filo Actinopoda, duzir assexuadamente por divisão múltipla. Nesse caso a célula
apresentam pseudópodes afilados, os axópodes, sustentados por multiplica seu núcleo diversas vezes por mitose antes de se frag-
um eixo central e que se projetam como raios em torno da célu- mentar em inúmeras pequenas células.

52 RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES

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31. A amebíase ou disenteria amebiana é a parasitose causada pelo quirir a doença de Chagas. Desde a década de 1960, têm sido
rizópode Entamoeba histolytica (entameba). Adquire-se esse pa- desenvolvidas drogas terapêuticas capazes de matar e destruir o
rasita ao se ingerir cistos de entameba presentes na água ou em Trypanosoma cruzi, principalmente no período inicial da doença.
alimentos contaminados com fezes de pessoas doentes. Apenas Entretanto, as lesões do coração e de outros órgãos, como o
uma em cada dez pessoas infestada por E. histolytica apresenta esôfago e o intestino, são irreversíveis e até o momento não há
sintomas da doença. Estes são geralmente brandos, como diar- tratamento eficaz para os estágios avançados da doença de Cha-
réias e dor de estômago; em casos mais graves, ocorrem diarréias gas. Assim, a principal maneira de combater essa parasitose é
sanguinolentas e a pessoa pode se tornar anêmica. adotar medidas preventivas, que impeçam a entrada dos
32. Atualmente há medicamentos eficazes contra amebíase, que protozoários no organismo humano. A primeira providência é evitar
devem ser utilizados após o diagnóstico da parasitose por meio a picada do barbeiro, o agente transmissor (ou vetor) da doença.
de um exame das fezes do doente. Entre as maneiras de preve- Como esses insetos se escondem nas frestas das casas de barro
ou de pau-a-pique, construir casas de alvenaria, sem esconderijos
nir a amebíase destaca-se a construção de instalações sanitárias
para o barbeiro, ajuda a combater a doença de Chagas. Outra
adequadas, tais como privadas, esgotos e fossas sépticas, que
medida preventiva importante é a instalação de cortinados de filó
impeçam a contaminação da água e de alimentos por fezes
sobre as camas e de telas de proteção em portas e janelas.
que contenham cistos de ameba. A água, caso não seja tratada,
deve ser fervida antes de ser usada para beber ou para lavar 37. A malária é uma doença causada por protozoários apicomplexos
alimentos consumidos crus. Esses e outros cuidados básicos, as- do gênero Plasmodium (plasmódio). Há quatro espécies de
sociados a uma maior higiene pessoal, previnem não só a Plasmodium que causam malária; P. malariae e P. ovale são os
amebíase como inúmeras outras doenças infecciosas. responsáveis por uma forma branda da doença; P. falciparum
causa a forma mais grave; P. vivax causa uma forma de malária
33. Leishmaniose é a denominação genérica da infecção causada
de gravidade intermediária. Os sintomas da malária são picos de
por protozoários flagelados denominados leishmanias. Há dois
febre alta, entre 39 ºC e 40 ºC, que coincidem com a ruptura
tipos de leishmaniose: visceral e tegumentar. A leishmaniose
das hemácias infestadas, que liberam parasitas e substâncias
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

visceral (ou calazar) é causada pela Leishmania chagasi, que


tóxicas, causando febre e calafrios.
ataca o baço e o fígado. Os sintomas da doença são febre
contínua, perda de apetite, crescimento exagerado do fígado, 38. Todos os tipos de malária são transmitidos pela picada de fêmeas
lesões na pele, anemia, em alguns casos levando à morte. de mosquitos do gênero Anopheles (anófeles). Atualmente, há
A leishmaniose tegumentar (ou úlcera-de-bauru) é uma doen- vários medicamentos capazes de eliminar o plasmódio do san-
ça parasitária de pele e mucosas causada pela Leishmania gue. Além do tradicional quinino e seus derivados, novas drogas
brasiliensis. Na pele, a doença se manifesta pela formação de terapêuticas têm sido usadas com sucesso no tratamento da ma-
feridas ulcerosas, com bordas elevadas e fundo granuloso. Nas lária. Drogas antimaláricas devem ser tomadas preventivamente,
mucosas (cavidade nasal, faringe ou laringe) a leishmaniose sob rigorosa orientação médica, por pessoas que visitam regiões
destrói tecidos e, em casos graves, pode perfurar o septo nasal com alta incidência da doença. As principais medidas para preve-
e causar lesões deformantes. nir a malária consistem em combater a proliferação do mosquito
transmissor e impedir sua picada. O combate ao mosquito pode
34. A parasitose é transmitida pela picada de mosquitos, conheci-
ser feito pelo aterro de lagoas e poças d’água que servem de
dos popularmente como mosquitos-palhas. A leishmaniose
criadouro para as larvas, e também pela aplicação de inseticidas
visceral é transmitida pela espécie Lutzomya longipalpis e a
sobre as áreas atingidas pela doença. Esta última providência tem
tegumentar por várias espécies do gênero Lutzomya. O trata-
a conseqüência indesejável de matar indiscriminadamente outras
mento é feito com a administração prolongada de medicamen-
espécies de inseto, muitas delas úteis. Para impedir a picada do
tos à base de antimônio que, devido à toxicidade, não podem
mosquito, pode-se proteger as portas e as janelas das casas com
ser ingeridos por mulheres grávidas e pessoas com problemas
telas, e cobrir as camas com cortinados de filó.
cardíacos. A prevenção consiste em combater os mosquitos trans-
missores e em evitar sua picada, pelo uso de cortinados e telas.
35. A doença de Chagas, também chamada tripanossomíase ameri- QUESTÕES PARA PENSAR E DISCUTIR
cana, é a infecção pelo flagelado Trypanosoma cruzi, o tripa-
nossomo. Nos primeiros estágios da doença, os principais sinto- QUESTÕES OBJETIVAS
mas são cansaço, febre, aumento do fígado ou do baço e inchaço
39. b 40. e 41. c 42. h 43. g 44. a
dos linfonodos. Depois de 2 a 4 meses esses sintomas desapare-
cem. Somente 10 a 20 anos após a infestação é que começam a 45. e 46. b 47. d 48. a 49. c 50. b
aparecer os sintomas mais graves da doença; os protozoários 51. a 52. b 53. d 54. a 55. d 56. b
instalam-se preferencialmente no músculo cardíaco e causam 57. d 58. c 59. a 60. b 61. d
lesões que prejudicam o funcionamento do coração, o que leva
à insuficiência cardíaca crônica. QUESTÕES DISCURSIVAS

36. O tripanossomo é transmitido por insetos popularmente chama- 62. O enredo da história ficcional deverá ser uma criação dos estu-
dos de “barbeiros” ou “chupanças”, sendo a espécie transmissora dantes, considerando os conhecimentos a seguir. O fitoplâncton
mais comum o Triatoma infestans. Depois de picar uma pessoa, marinho é constituído por algas unicelulares, com predominân-
geralmente no rosto (daí o nome “barbeiro”), o inseto defeca; se cia de diatomáceas e dinoflagelados. Os seres do fitoplâncton
ele estiver contaminado, os tripanossomos em suas fezes podem são os produtores da cadeia alimentar marinha, servindo de ali-
penetrar através do ferimento da picada, quando a pessoa coça o mento, direta ou indiretamente, à quase totalidade dos seres
local, atingindo a circulação sangüínea, via de acesso aos órgãos desse ecossistema. Além disso, sendo fotossintetizantes, os se-
do corpo. A doença pode também ser adquirida pelo contato das res do fitoplâncton fornecem a maior parte (cerca de 90%) do
mucosas (dos olhos, do nariz e da boca) com fezes do inseto con- gás oxigênio presente na atmosfera. Se o fitoplâncton marinho
taminadas pelo parasita. Mulheres infestadas também podem desaparecesse, possivelmente ocorreria extinção da maioria das
transmitir o parasita aos filhos durante a gravidez ou na espécies do ecossistema marinho e de muitas espécies de terra
amamentação. Transplantes de órgãos e transfusões de sangue firme, tanto pela falta de matéria orgânica como pelo decrésci-
de doadores infestados são outras vias pelas quais se pode ad- mo acentuado no teor de gás oxigênio na atmosfera da Terra.

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES 53

MANUAL_BIO_2_PNLEM_044_064 53 22.06.2005, 18:44


63.

GRUPO DE ORGANIZAÇÃO AMBIENTE EM IMPORTÂNCIA PARA DOENÇAS QUE


NUTRIÇÃO EXEMPLOS
SERES VIVOS ESTRUTURAL QUE VIVEM A HUMANIDADE CAUSAM
Algas Autotrófica Eucarióticos; uni Maioria é aquáti- Muitas espécies são uti- Nenhuma. Spirogyra (clorofícea
ou pluricelulares; ca, de água doce lizadas como alimento; filamentosa);
com parede celu- ou salgada; algu- algas vermelhas forne- Chlamydomonas
lar; sem tecidos mas espécies são cem substâncias em- (clorofícea unicelular);
diferenciados. terrestres (em pregadas na industria e Ulva (ou “alface-do-mar”;
ambientes úmi- na pesquisa científica clorofícea multicelular);
dos). (ágar e carragenina). Sargassum (feofícea
multicelular).
Protozários Heterotrófica Eucarióticos; uni- Espécies de vida Algumas espécies cau- Doença de Cha- Amoeba proteus (ameba
celulares; sem livre em água sam doenças. Sem im- gas (causada por de vida livre);
parede celular; doce, salgada e portância econômica. flagelados); ma- Paramecium (ciliado de
podem apresen- em superfícies lária (causada vida livre); Trypanosoma
tar cílios ou fla- úmidas; espécies por esporozoá- cruzi (flagelado causador
gelos. parasitas habi- rios); disenteria da doença de Chagas);
tam o interior de amebiana (cau- Plasmodium vivax
células, o sangue sada por sarco- (esporozoário causador da
e diversos orgãos díneos). malária).
humanos e de
animais.

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64. MEIOSE 66. Esquema do ciclo do tripanossomo. Os estudantes poderão fa-
zer desenhos com legendas ou esquemas simples, como o apre-
sentado a seguir.
n n Esporos
n n Barbeiro contaminado pica Pessoa coça a picada
Esporófito pessoa e elimina fezes com e contamina o ferimento
tripanossomos com tripanossomos
FASE
ASSEXUADA
FASE Barbeiro se contamina ao Tripanossomos instalam-se
DESENVOLVIMENTO GERMINAÇÃO
SEXUADA picar pessoas doentes ou no sangue e no coração,
animais silvestres contaminados onde se reproduzem

Zigoto
2n n
Gametófito CAPÍTULO 5
FECUNDAÇÃO
n Fungos
Gametas
GUIA DE ESTUDO
65. 1. A maioria dos fungos é constituída por filamentos microscópi-
ALTERNÂNCIA cos e ramificados denominados hifas, que em conjunto consti-
DE GERAÇÕES
tuem o micélio. Uma hifa é um tubo microscópico que contém
o material celular do fungo.
é o ciclo em 2. Hifas septadas são as que apresentam paredes transversais (septos)
que ocorrem
delimitando compartimentos celulares com um ou dois núcleos,
dependendo do estágio do ciclo sexual (micélios primários têm
ESPORÓFITO GAMETÓFITO hifas monocarióticas e micélios secundários têm hifas dicarióticas).
Os septos são incompletos, apresentando um orifício central que
é produz germina e produz é põe em comunicação direta o citoplasma dos compartimentos da
origina o são hifa. Hifas cenocíticas (do grego koinos, comum, e kitos, célula)
não apresentam divisões transversais, sendo preenchidas por uma
DIPLÓIDE ESPORO(S) GAMETAS HAPLÓIDE(S)
massa citoplasmática com centenas de núcleos.
são 3. A quitina é um polissacarídio semelhante à celulose, que consti-
tui a parede dos fungos. Curiosamente, essa substância tam-
desenvolve-
bém está presente no reino Animal, constituindo o esqueleto
unem-se e
se e origina o originam o
dos artrópodes (crustáceos, insetos, aranhas etc.).
4. A primeira hifa de um fungo sempre se origina pela germinação
de um esporo, seja este proveniente de processos sexuados ou
é assexuados. O esporo alonga-se enquanto seu núcleo multipli-
ca-se por mitose, originando a hifa inicial, que cresce e se rami-
ZIGOTO
fica, formando o micélio.

54 RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES

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5. Os fungos apresentam nutrição heterotrófica, utilizando grande va- produção, os conidióforos. As extremidades dessas hifas sofrem es-
riedade de fontes orgânicas de alimento. O micélio cresce sobre o trangulamentos sucessivos, gerando células mononucleadas que se
material orgânico e libera enzimas digestivas, que agem extracelu- diferenciam em esporos denominados conídios. Estes libertam-se
larmente; as hifas absorvem, então, os produtos da digestão. progressivamente da extremidade da hifa, dispersando-se pelo ar e
6. Consideramos neste livro cinco filos de fungos: Chytridiomycota, originando novos micélios ao encontrar condições favoráveis.
Zygomycota, Ascomycota, Basidiomycota e Deuteromycota. a) 14. O mesmo micélio que forma hifas especializadas na reprodução
Chytridiomycota (quitridiomicetos, ou quitrídias) reúne os fungos assexuada (conidióforos) produz também hifas especializadas na re-
que apresentam flagelos em algum estágio de seu ciclo de vida; a produção sexuada. Estas são de dois tipos: gametângios femininos,
maioria deles é aquática; possuem quitina na parede celular e ar- chamados de ascogônios, e gametângios masculinos, chamados de
mazenam glicanos. Ex.: Phytophthora infestans, que destruiu a co- anterídios. A partir do ascogônio forma-se uma projeção, o tricógino,
lheita de batata da Irlanda no século XIX. b) Zygomycota que cresce em direção a um anterídio próximo e se funde a ele.
(zigomicetos) reúne os fungos sem corpo de frutificação que du- Através do tricógino, os núcleos do anterídio migram para o interior
rante a reprodução sexuada formam esporos especiais, denomina- do ascogônio. Nas espécies homotálicas, a passagem de núcleos pode
dos zigósporos. Ex.: Rhizopus migrans, um bolor negro que cresce ocorrer tanto entre gametângios de um mesmo micélio quanto de
sobre pão velho. c) Ascomycota (ascomicetos) reúne os fungos que micélios distintos. Nas espécies heterotálicas, apesar de um mesmo
no ciclo de reprodução sexuada formam ascósporos alojados no micélio formar anterídios e ascogônios, só há união e passagem de
interior de hifas especiais em forma de saco, os ascos. Em certos núcleos entre gametângios de micélios sexualmente compatíveis.
ascomicetos, os ascos estão organizados em um corpo de frutifica- Assim, os ascogônios de micélios + só se unem e recebem núcleos de
ção carnoso, o ascocarpo, ou ascoma. Ex.: Saccharomyces cerevisae, anterídios de micélios – e vice-versa. Os núcleos provenientes do
o popular fermento-de-padaria. d) Basidiomycota (basidiomicetos) anterídio emparelham-se com os núcleos do ascogônio, estabele-
reúne os fungos que durante o ciclo de reprodução sexuada for- cendo a condição dicariótica, mas não ocorre fusão entre eles.
mam basidiósporos, alojados em hifas especiais denominadas
15. Após a plasmogamia, o ascogônio origina hifas cujas células apre-
basídios. Ex.: Agaricus sp., conhecido como champignon, muito usado
sentam pares de núcleos: um deles descendente de um núcleo do
na culinária. e) Deuteromycota (deuteromicetos) reúne as espécies
ascogônio e o outro, de um núcleo do anterídio. Assim, o micélio
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de fungo que não apresentam processos sexuais conhecidos.


que se origina do “ascogônio fecundado” é constituído exclusi-
7. a) Fragmentação: um micélio fragmenta-se originando novos vamente por hifas dicarióticas, denominadas hifas ascógenas.
micélios. b) Brotamento (gemulação): ocorre em fungos unice-
16. Os ascos formam-se a partir de células apicais de hifas ascógenas.
lulares; as células formam brotos (gêmulas) que normalmente se
Nesse processo, os dois núcleos de uma célula da extremidade de
separam do genitor, mas eventualmente podem permanecer gru-
uma hifa ascógena fundem-se para formar o zigoto, que é o úni-
dados, formando cadeias de células. c) Esporulação: processo em
co núcleo diplóide em todo o ciclo de vida de um fungo
que se formam esporos a partir de hifas monocarióticas.
ascomiceto. A célula contendo o núcleo diplóide alonga-se e for-
8. Fungos heterotálicos são aqueles que apresentam “formas sexuais” ma o asco. Em seu interior, o núcleo divide-se por meiose e origi-
distintas designadas pelos sinais + e –. Isto é, existem duas formas na quatro núcleos haplóides que ficam enfileirados ao longo do
fisiologicamente distintas de micélio, sendo que um do tipo + só pode asco. Na maioria dos ascomicetos, cada um desses núcleos passa
realizar reprodução sexuada com um do tipo – e vice-versa. Os fun- por uma divisão mitótica adicional, de modo que o asco fica com
gos que não apresentam diferenciação sexual são chamados de oito células haplóides enfileiradas em seu interior. Essas células
homotálicos e neles a reprodução sexuada pode ocorrer tanto entre diferenciam-se nos ascósporos, que são liberados pelo rompimento
hifas de micélios distintos quanto entre hifas de um mesmo micélio. da parede do asco maduro. Os ascósporos são transportados pelo
9. A reprodução sexuada dos fungos começa pela fusão de hifas, a ar e, ao encontrarem condições favoráveis, germinam, originan-
plasmogamia, seguida da cariogamia, que é a fusão de pares de do novos micélios haplóides e reiniciando o ciclo.
núcleos haplóides originários das hifas que se fundiram na 17. Durante o ciclo de vida da maioria das espécies do filo
plasmogamia, com formação de núcleos diplóides correspon- Basidiomycota, o micélio passa por duas fases distintas: uma em
dentes ao zigoto. que as hifas são monocarióticas, e outra, mais duradoura, em
10. Nos zigomicetos, a cariogamia ocorre logo após a plasmogamia. que as hifas são dicarióticas. Na primeira fase é denominado micélio
Em ascomicetos e basidiomicetos, as hifas resultantes da fusão se- primário; na segunda, micélio secundário.
xual formam um micélio secundário, constituído por hifas septadas 18. O micélio primário origina-se a partir da germinação de um
dicarióticas, isto é, com dois núcleos, provenientes um de cada esporo. O micélio secundário surge do encontro de dois micélios
micélio que se fundiu. Nos basidiomicetos, pode passar muito tem- sexualmente compatíveis e da fusão de hifas + de um deles com
po até que ocorra a cariogamia, com formação dos núcleos zigóticos. hifas – do outro (plasmogamia).
11. Zigósporo é uma estrutura especial que se forma no ciclo sexual 19. Em determinada fase do desenvolvimento de um micélio secundá-
dos zigomicetos. Constitui-se de uma massa citoplasmática rio, a célula terminal de certas hifas adquire a forma de uma clava e
multinucleada, com núcleos diplóides, presente no interior de passa a ser denominada basídio. Os dois núcleos do basídio fun-
um envoltório espesso, o zigosporângio. O zigosporângio for- dem-se (cariogamia), originando um núcleo diplóide que, imediata-
ma-se após a fusão dos dois gametângios (plasmogamia) e da mente, se divide por meiose e produz quatro núcleos haplóides.
fusão (cariogamia) de seus núcleos haplóides. As paredes dos Enquanto a meiose ocorre, formam-se na superfície do basídio qua-
gametângios fundidos diferenciam-se, formando um revestimen- tro protuberâncias em forma de dedos. Cada um dos núcleos
to espesso e escuro, o zigosporângio, que contém o zigósporo. haplóides gerados na meiose migra para o interior de uma dessas
12. O zigósporo multinucleado geralmente permanece em estado de protuberâncias, a qual se isola do resto do basídio e desenvolve uma
dormência durante alguns meses. Em determinado momento, ele parede grossa e resistente, transformando-se em um basidiósporo.
inicia o processo de germinação, formando uma estrutura alongada, 20. Dentre os basidiomicetos, apenas as espécies da classe Basidiomycetes
o esporangióforo, que perfura a parede do zigosporângio e emerge. formam corpos de frutificação. Nas espécies das outras duas classes
A extremidade do esporangióforo diferencia-se em um esporângio do filo — Teliomycetes e Ustomycetes — os basídios ficam agrupa-
dentro do qual os núcleos diplóides do zigósporo passam por meiose, dos sobre o micélio secundário, formando estruturas denominadas
originando milhares de esporos haplóides. Mais tarde o esporângio soros. A formação dos corpos de frutificação dos basidiomicetos re-
rompe-se e liberta os esporos, que são transportados pelo ar. quer luz e taxas relativamente baixas de gás carbônico (CO2), condi-
13. A reprodução assexuada por meio de esporos é a principal forma de ções indicativas de que o micélio está próximo da superfície do
propagação e disseminação dos ascomicetos. Durante o desenvolvi- substrato. Nessas condições formam-se hifas especiais que crescem
mento do micélio, formam-se hifas especializadas nesse tipo de re- como uma estrutura compacta que emerge do substrato. Essas hifas

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES 55

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constituem o chamado micélio terciário, que se organiza de maneira
compacta, formando estruturas altamente elaboradas, de formas e CAPÍTULO 6
cores variadas; são os corpos de frutificação, denominados
basidiocarpos (cogumelos). Os basídios formam-se na superfície das Diversidade
lamelas localizadas na parte inferior do chapéu dos cogumelos.
21. Os fungos são organismos fundamentais ao equilíbrio da natu- e Reprodução
reza. As espécies saprofágicas, juntamente com certas bacté-
rias, desempenham o papel de agentes decompositores, des-
das Plantas
truindo cadáveres e restos de plantas e animais. Isso permite
que a matéria orgânica dos seres mortos possa ser aproveitada
GUIA DE ESTUDO
pelos novos seres que nascem. Entretanto, essa mesma ativida- 1. A apomorfia que caracteriza as plantas é a presença de embriões
de decompositora pode ter aspecto negativo, já que os fungos multicelulares compactos, cujo desenvolvimento se dá à custa
causam o apodrecimento de roupas, objetos de couro, cercas, do organismo materno.
dormentes de madeira das estradas de ferro etc.
2. Além de apresentarem embriões compactos que se desenvol-
22. O levedo Saccharomyces cerevisae é empregado na fabricação vem à custa do organismo materno, todas as plantas são orga-
de pão e de bebidas alcoólicas. Ao realizar a fermentação de nismos eucarióticos, multicelulares e autotróficos, produzindo
açúcares para obter energia, o fungo libera gás carbônico e ál- por meio da fotossíntese as substâncias orgânicas que lhes ser-
cool etílico. Este último é utilizado na produção de bebidas alcoó-
vem de alimento.
licas. Na produção do pão, é o gás carbônico que interessa; as
pequenas bolhas desse gás, eliminadas pelo levedo na massa, 3. Toda espécie de planta apresenta em seu ciclo de vida dois tipos
contribuem para tornar o pão leve e macio. de indivíduos que se alternam. Os indivíduos haplóides, chama-
dos de gametófitos, formam gametas masculinos e femininos,
23. Liquens são formados pela associação cooperativa de fungos e
que se unem pela fecundação, originando zigotos diplóides.
algas, ou fungos e cianobactérias. Os fungos mais comuns nes-
O zigoto desenvolve-se e origina um indivíduo diplóide, chama-
sas associações são os ascomicetos, e as algas geralmente são

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clorofíceas unicelulares. Tradicionalmente, os biólogos têm con- do de esporófito. Ao atingir a fase adulta, células do esporófito
siderado a associação entre fungos e algas no líquen como uma dividem-se por meiose, originando células haplóides chamadas
troca mútua de benefícios, ou mutualismo. Comprovadamente de esporos. Cada esporo dá origem a um novo gametófito
as algas, graças à sua capacidade de fazer fotossíntese, produ- haplóide, fechando o ciclo.
zem substâncias utilizadas na nutrição do fungo. O fungo, por 4. Plantas vasculares são as que possuem tecidos condutores, isto
sua vez, contribuiria dando proteção à alga e mantendo-a em é, células tubulares especializadas na condução de substâncias
um ambiente úmido e favorável à sua vida. nutritivas (seiva) pelo organismo. Plantas avasculares são as que
24. Micorrizas são associações cooperativas entre fungos e raízes de não possuem tecidos condutores. Apenas as briófitas são plan-
certas plantas. Estas beneficiam-se com a associação, principal- tas avasculares; todas as demais plantas (pteridófitas,
mente se o solo for pobre em minerais de que elas necessitam. gimnospermas e angiospermas) são vasculares, ou traqueófitas.
O fungo aumenta a capacidade da raiz de absorver minerais 5. As pteridófitas distinguem-se das gimnospermas e angiospermas
escassos no solo. Por sua vez, o fungo também se beneficia com por não produzirem sementes.
a associação, obtendo açúcares, aminoácidos e outras substân-
6. As gimnospermas produzem sementes expostas externamente
cias orgânicas das raízes, das quais se nutre.
no órgão reprodutivo, enquanto as angiospermas apresentam
flores e frutos: estes abrigam e protegem as sementes.
QUESTÕES PARA PENSAR E DISCUTIR 7. Briófitas são plantas pequenas e delicadas, sem vasos condutores
de seiva, que vivem, em geral, em ambientes úmidos e sombrea-
QUESTÕES OBJETIVAS dos, como barrancos e troncos de árvores no interior das matas.
25. d 26. b 27. a 28. d 29. e 30. c 31. b 8. Turfeira é um tipo de vegetação de regiões úmidas e frias cons-
QUESTÕES DISCURSIVAS
tituída predominantemente por musgos. O acúmulo de musgos
mortos constitui a turfa, que tem importância no ciclo do car-
32. Se os fungos decompositores deixassem de atuar, a maioria dos bono, pois retém grande quantidade de matéria orgânica.
cadáveres de plantas, animais e outros seres vivos deixaria de ser
9. Nas briófitas, o gametófito (fase haplóide) é a geração mais
decomposta, e eles não liberariam para o ambiente os elemen-
desenvolvida e persistente do ciclo de vida. O esporófito das
tos químicos que constituem seus corpos. A longo prazo, ele-
mentos como nitrogênio, carbono etc. deixariam de ser reciclados briófitas (geração diplóide) tem tamanho reduzido e desenvol-
e faltariam materiais para a continuação da vida na Terra. ve-se sobre o gametófito, nutrindo-se à custa deste até atingir
a maturidade e produzir esporos. Isso diferencia as briófitas de
33. O filo Chytridiomycota reúne organismos que apresentam flagelos, todas as outras plantas, nas quais a fase predominante do ci-
estruturas ausentes em todos os outros grupos de fungos. Além clo de vida é o esporófito.
disso, eles não têm quitina na parede celular e os núcleos de suas
hifas são diplóides, enquanto as hifas de todos os outros fungos 10. O corpo das briófitas não se diferencia em raiz, caule e folha e,
têm núcleos haplóides. Os citridiomicetos armazenam micola- por isso, é chamado de talo. Os gametófitos das briófitas fixam-
minarina, uma substância de reserva semelhante às encontradas se ao solo, a rochas ou a troncos de árvores por meio de estrutu-
em algas pardas e diatomáceas. Todas essas características refor- ras filamentosas que lembram raízes, os rizóides, que não de-
çam a tendência para retirar os citridiomicetos do reino Fungi. O sempenham, porém, papel importante na absorção de água e
filo Deuteromycota, por sua vez, reúne as espécies de fungo que nutrientes minerais. As células das briófitas são pouco diferencia-
aguardam melhor classificação. Esse filo é, na verdade, uma cate- das. Apesar de serem consideradas plantas avasculares, certas
goria de conveniência e tenderá a ser extinto: muitos fungos classi- espécies de musgo apresentam, na porção central do caulóide,
ficados inicialmente como deuteromicetos foram e estão sendo um tecido especializado na condução de água e nutrientes atra-
reclassificados, principalmente como ascomicetos. Considerando vés do corpo da planta. Esse tecido, denominado hadrome, é
que os citridiomicetos talvez não sejam realmente fungos, e que os formado por dois tipos de células mortas chamadas hidróides,
deuteromicetos são fungos à espera de melhor classificação, pode- que conduzem água e sais minerais dissolvidos. Um outro teci-
mos dizer que “fungos verdadeiros” são apenas os representantes do especializado na condução de substâncias orgânicas é o
dos filos Zygomycota, Ascomycota e Basidiomycota. leptoma, constituído por células chamadas leptóides.

56 RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES

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11. Anterídios são estruturas reprodutivas masculinas presentes em 22. O prótalo é o gametófito das pteridófitas, que surge pela germi-
gametófitos maduros, no interior das quais se formam os gametas nação do esporo. Nas espécies isosporadas, o gametófito é
masculinos, denominados anterozóides. Arquegônios são estrutu- monóico, ou bissexual, ou seja, forma tanto órgãos reprodutores
ras reprodutivas femininas presentes em gametófitos maduros, no femininos, os arquegônios, quanto masculinos, os anterídios.
interior das quais se forma o gameta feminino, denominado oosfera. 23. O esporo de uma pteridófita divide-se por mitoses sucessivas (ger-
12. Na maioria das briófitas, o esporófito maduro é formado por três minação), dando origem ao gametófito, denominado prótalo.
partes: o pé, que é a porção mergulhada no arquegônio; a seta O gametófito forma arquegônios, nos quais se formam oosferas, e
ou pedúnculo, que é a haste fina e longa que emerge da caliptra anterídios, nos quais se originam os anterozóides. Estes nadam até
e arrasta parte dela consigo; a cápsula ou esporângio, localizada os arquegônios, onde penetram; um deles fecunda a oosfera, for-
na extremidade livre do pedúnculo. A passagem de nutrientes do mando o zigoto diplóide. Este se divide intensamente por mitoses
gametófito para o esporófito é feita por células especializadas da sucessivas, originando o embrião, que se nutre de substâncias
base do arquegônio, que constituem a placenta. Essas células fornecidas pelo gametófito. As células do embrião em desenvolvi-
apresentam inúmeras dobras, o que aumenta sua superfície de mento logo se diferenciam nos primórdios de raiz, caule e folha,
definindo a organização básica do corpo do jovem esporófito. Na
contato com o embrião em desenvolvimento.
maturidade, o esporófito desenvolverá folhas férteis onde se for-
13. Esporângio é a estrutura do gametófito onde se formam os marão esporângios e esporos, completando o ciclo.
esporos, por divisão meiótica de células precursoras, os esporócitos,
24. Megásporo é o esporo de grande tamanho (feminino) que se forma
ou células-mãe de esporos.
nas pteridófitas heterosporadas. Megasporângios são as estruturas
14. Os gametóforos são estruturas em forma de guarda-chuva pre- (esporângios) em que se formam os megásporos. Megasporofilos
sentes nos gametófitos de hepáticas e que contêm os órgãos são as folhas férteis em que se formam os megasporângios.
sexuais: arquegônios, nas plantas femininas, e anterídios, nas 25. Micrósporo é o esporo de pequeno tamanho (masculino) que se for-
plantas masculinas. ma nas pteridófitas heterosporadas. Microsporângios são as estru-
15. Anterozóide = n; caliptra = n; embrião = 2n; esporo = n; turas (esporângios) em que se formam os micrósporos. Microspo-
gametóforo = n; oosfera = n; parede do esporângio = 2n; pare- rofilos são as folhas férteis em que se formam os microsporângios.
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de do arquegônio = n; parede do anterídio = n; pé = 2n; 26. Microgametófito, ou microprótalo, é a planta haplóide que surge
placenta = n; seta = 2n. da germinação do micrósporo. Megagametófito, ou megaprótalo,
16. Pteridófitas são geralmente plantas de pequeno porte (herbá- é a planta haplóide que surge da germinação do megásporo.
ceas), apesar de existirem espécies arborescentes que atingem 27. Caule = 2n; esporângio = 2n; esporofilo = 2n; estróbilo = 2n;
4 m ou mais de altura. As espécies mais conhecidas do grupo são folha = 2n; indúsio = 2n; microgametófito = n; megagametó-
samambaias e avencas, utilizadas como plantas ornamentais. fito = n; prótalo = n; raiz = 2n; soro = 2n; suspensor = 2n.
17. Do final do período Devoniano até o final do Carbonífero, ou seja, 28. O ciclo de vida das selaginelas apresenta três características im-
entre 375 e 290 milhões de anos atrás, as pteridófitas formavam portantes na transição das plantas sem sementes para as plan-
grandes florestas nos diversos continentes. Muitas espécies atin- tas com sementes: a) formação de dois tipos de esporos
giam grande tamanho, com troncos de quase 1 m de diâmetro e (heterosporia); b) desenvolvimento dos gametófitos no interior
mais de 30 m de altura. Foram os restos não decompostos dessas da parede do esporo (endosporia); c) transformação do
matas de pteridófitas do Carbonífero que formaram os grandes megagametófito em uma estrutura precursora da semente.
depósitos de carvão existentes em diversos locais do planeta e 29. Sob a designação de gimnospermas são reunidos quatro filos de
atualmente explorados como fonte de energia. plantas que se caracterizam por formar sementes expostas na
18. As pteridófitas distinguem-se das briófitas por apresentarem dois superfície das estruturas reprodutoras. A maioria das espécies
tipos de tecidos vasculares bem diferenciados: o xilema e o floema. são árvores que atingem grande tamanho, estando entre os
Distinguem-se também de gimnospermas e angiospermas por não maiores seres vivos existentes.
formarem sementes. 30. O óvulo das plantas é uma estrutura multicelular constituída por
19. O xilema das pteridófitas é constituído por elementos denomina- tecido diplóide, originário do esporófito, e pelo gametófito haplóide
dos traqueídes, também presentes em gimnospermas e que se desenvolve a partir do megásporo. No interior do óvulo das
angiospermas. As traqueídes são estruturas não-vivas, constituídas plantas diferenciam-se um ou mais gametas femininos que se fun-
por paredes celulares vazias, com reforços de lignina. Uma traqueíde dirão com os gametas masculinos para originar os zigotos. O gameta
é um tubo vazio, fino e longo, com as extremidades afiladas e fe- feminino das plantas, correspondente ao óvulo dos animais, é a
chadas. Traqueídes formam longas fileiras que vão das raízes até as oosfera, uma das inúmeras células constituintes do óvulo vegetal.
folhas e transportam seiva bruta. O floema é constituído pelas cé- 31. O óvulo das gimnospermas desenvolve-se a partir de uma folha
lulas crivadas, assim chamadas por apresentarem inúmeros poros fértil (megasporofilo) e em seu interior diferencia-se o megas-
em suas paredes transversais, assemelhando-se a um crivo de chu- porângio. Este é recoberto por camadas de tecido do megaspo-
veiro. Essas células são longas e mais finas do que as traqueídes, rofilo, denominadas integumento. No megasporângio diferencia-
diferindo delas também por serem vivas e repletas de citoplasma. se um megásporo que dá origem ao megagametófito. O óvulo
As células crivadas também ficam organizadas em fileiras, que par- das plantas é, portanto, o megasporângio, contendo o
tem das folhas e chegam até as raízes. Em geral, os vasos liberianos megagametófito, revestido pelo integumento.
dispõem-se ao redor do feixe de traqueídes, e o conjunto fica loca- 32. O megasporângio das gimnospermas contém um único megas-
lizado na região central das raízes, caules e folhas. A função das porócito, ou célula-mãe de oosfera, que se divide por meiose
células crivadas é transportar seiva elaborada. originando quatro células haplóides, das quais três degeneram.
20. Pteridófitas isosporadas são as que formam um único tipo de A que sobrevive é o megásporo funcional, que fica retido no
esporo. Pteridófitas heterosporadas formam dois tipos diferentes interior do megasporângio. O megasporângio das plantas com
semente é constituído por um tecido nutritivo denominado
de esporo, um grande (megásporo) e outro pequeno (micrósporo).
nucelo. O megásporo divide-se sucessivamente por mitoses e
21. Esporofilos são folhas especiais (folhas férteis) nas quais se formam origina o megagametófito (ou megaprótalo). Este forma
esporângios, em cujo interior os esporócitos se dividem por meiose arquegônios, nos quais se diferenciam oosferas, os gametas fe-
e dão origem a esporos. Nas licopodíneas (filo Licophyta), os mininos. Os arquegônios ficam voltados para uma abertura exis-
esporofilos ficam reunidos na extremidade de certos ramos, for- tente no integumento do óvulo, a micrópila, por onde pene-
mando os estróbilos, estruturas que lembram pequenas espigas. tram os microgametófitos com os gametas masculinos.

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES 57

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33. O zigoto resultante da fecundação da oosfera desenvolve-se em 43. O ramo que contém a flor é chamado pedicelo e a porção dele
um embrião (esporófito diplóide) que fica mergulhado onde se encaixam as folhas modificadas (elementos florais) é o
no megagametófito. O jovem esporófito mergulhado no receptáculo floral. Os elementos florais férteis são os carpelos
megagametófito e envolto pelo integumento é a semente. (ou megasporofilos), que formam os óvulos, e os estames (ou
34. O grão de pólen é o gametófito masculino, ou microgametófito, microsporofilos), que formam os grãos de pólen. O conjunto de
estames é denominado androceu e o conjunto de carpelos é o
parcialmente desenvolvido. Ele é liberado pelo microsporângio
gineceu. Além dos elementos férteis, a maioria das flores possui
e transferido pelo ar para perto do gametófito feminino que se
elementos estéreis, que também são folhas modificadas. São as
encontra no interior do óvulo. Essa transferência é chamada de
pétalas, cujo conjunto denomina-se corola, e as sépalas, coleti-
polinização.
vamente denominadas cálice. O conjunto de elementos estéreis
35. O tubo polínico é uma estrutura tubular correspondente ao de uma flor, ou seja, o cálice e a corola, constitui o perianto.
microgametófito maduro, pelo qual o gameta masculino, deno-
44. Um estame é um microsporofilo constituído por uma fina haste, o
minado célula espermática, chega até à oosfera, fecundando-a.
filete, que sustenta uma estrutura bilobada na extremidade, a antera.
36. As gimnospermas adultas formam microsporofilos onde se desen- Esta contém em seu interior quatro microsporângios (ou
volvem microsporângios (ou androsporângios). Um microsporângio androsporângios), denominados sacos polínicos. Dentro dos sacos
jovem contém muitos microsporócitos, ou células-mãe de grão de polínicos formam-se os microsporócitos, ou células-mãe de grãos
pólen, que se dividem por meiose e originam micrósporos de pólen, que se dividem por meiose, produzindo células haplóides
haplóides. O micrósporo divide-se por duas mitoses sucessivas ori- que se diferenciam em grãos de pólen. O número de estames em
ginando quatro células: duas células protaliais, uma célula uma flor varia de um a dezenas, de acordo com a espécie.
generativa e uma célula do tubo. Enquanto as divisões celulares 45. Uma flor pode ter um ou mais carpelos (megasporofilos), que
ocorrem em seu interior, a parede do micrósporo se diferencia, podem ficar separados ou se fundir parcial ou totalmente.
formando estruturas que permitem seu transporte até o óvulo. O Os carpelos, isolados ou em grupo, dobram-se e se fundem pe-
conjunto das quatro células revestido por essa parede modificada las bordas, formando uma estrutura que lembra um pequeno
é o grão de pólen, que é um microgametófito imaturo. vaso com a porção inferior dilatada e a superior afilada. Essa

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37. Ao entrar em contato com o óvulo, o grão de pólen germina e estrutura recebe a denominação de pistilo. A parte inferior dila-
forma o tubo polínico. Este penetra pela micrópila e atinge a tada do pistilo é o ovário, no interior do qual se formam um ou
oosfera. Durante esse processo, a célula generativa se divide por mais óvulos, dependendo da espécie. A porção superior em for-
mitose, produzindo duas células-filhas: a célula estéril e a célula ma de tubo recebe a denominação de estilete e é em seu inte-
espermatogênica. Pouco antes de o tubo polínico atingir a rior que o tubo polínico cresce. A porção terminal do pistilo é o
oosfera, a célula espermatogênica se divide, produzindo duas estigma, que recebe os grãos de pólen na polinização.
células espermáticas, que são os gametas masculinos. Com isso 46. A megagametogênese consiste no desenvolvimento do
completa-se o amadurecimento do microgametófito. Ao atingir megagametófito no interior do óvulo. Tanto em gimnospermas quan-
a oosfera, o tubo polínico lança para dentro dela a maior parte to em angiospermas, o processo tem início com a degeneração dos
de seu conteúdo, inclusive as duas células espermáticas. O nú- três megásporos mais próximos da micrópila. Apenas o mais interno
cleo de uma delas funde-se ao núcleo da oosfera, produzindo o sobrevive, tornando-se o único megásporo funcional no óvulo. Ele
zigoto diplóide; a outra célula espermática degenera. cresce alimentando-se do nucelo e seu núcleo divide-se por mitose.
38. A germinação é a retomada do desenvolvimento do embrião, Nas gimnospermas, diversas mitoses se sucedem e dão origem ao
que cresce e perfura a casca da semente, dando origem a uma megagametófito multicelular, no qual se diferenciam arquegônios,
nova planta (esporófito). Durante a germinação, o embrião nu- dentro dos quais surge a oosfera. Nas angiospermas, as mitoses do
tre-se do gametófito feminino ainda existente. Quando este se megásporo originam apenas oito núcleos, quatro dos quais ficam
esgota, a jovem planta já apresenta raízes e folhas, sendo capaz próximos da micrópila, enquanto os outros quatro ficam no pólo
de retirar nutrientes minerais do solo e de produzir substâncias oposto da célula. Um núcleo de cada um desses conjuntos migra
orgânicas por meio da fotossíntese. para a região central da célula e passa a formar os chamados núcleos
polares. Ao redor de cada um dos demais núcleos, formam-se mem-
39. As angiospermas são plantas que formam flores e frutos, poden- branas, individualizando células. Assim, o citoplasma do antigo
do viver no solo, na água ou sobre outras plantas, em certos ca- micrósporo fica dividido em sete células: três no pólo próximo à
sos como parasitas e em outros apenas como inquilinas. Quanto micrópila, três no pólo oposto e uma, com os dois núcleos polares,
à forma, elas podem ser árvores, arbustos, trepadeiras, capins etc. que ocupa praticamente todo o espaço restante. Esse conjunto de
Apesar da variedade, os cientistas acreditam que as angiospermas sete células, uma delas binucleada, é o gametófito feminino
atuais são todas descendentes de um mesmo ancestral, constituin- (megagametófito), também chamado de saco embrionário. Duas
do, portanto, um grupo monofilético com mais de 235 mil espé- das células próximas à micrópila são denominadas sinérgides; a ter-
cies descritas, das quais mais de 40 mil ocorrem no Brasil. ceira, localizada entre elas, é a oosfera, o gameta feminino. As três
40. Porque essa divisão não está de acordo com a história evolutiva do células no pólo oposto são chamadas de antípodas e a grande célula
grupo. As monocotiledôneas formam, realmente, um grupo que contém os dois núcleos polares é chamada de célula central.
monofilético e continuam a ter essa denominação. Mas sob a de- 47. Quando o tubo polínico das angiospermas atinge o saco embrio-
signação de dicotiledôneas eram reunidas espécies que hoje sabe- nário, um dos núcleos espermáticos se funde com o núcleo da
mos pertencerem a dois grupos evolutivamente distintos e que, oosfera, formando o zigoto diplóide (2n), que dá origem ao
por isso, foram separadas em eudicotiledôneas e dicotiledôneas embrião. O outro núcleo espermático se funde com os dois nú-
basais. Estas últimas se caracterizam por apresentar traços bastante cleos polares da célula central, originando uma célula triplóide
primitivos, sendo consideradas remanescentes do grupo que deu (3n), ou seja, com três conjuntos de cromossomos da espécie.
origem às monocotiledôneas e às eudicotiledôneas. Essa célula se divide por mitoses sucessivas, dando origem a um
41. O ciclo de vida das angiospermas é muito parecido com o das tecido triplóide, o endosperma, que nutrirá o embrião.
gimnospermas, mas difere dele principalmente por duas novas 48. Cotilédones são folhas especiais, cuja função é absorver as re-
aquisições evolutivas: a presença de flores e o fato de as semen- servas alimentares armazenadas no endosperma e transferi-las
tes se formarem dentro de uma estrutura denominada carpelo, para o embrião.
a qual dá origem ao fruto. 49. Fruto é o ovário maduro e pode ou não incluir outras partes da
42. Flor é um ramo (caule) com esporofilos, isto é, com folhas modi- flor. Nesse caso, as partes que não se originam do ovário são
ficadas que desenvolvem esporângios. denominadas pseudofrutos.

58 RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES

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50. A parte suculenta e comestível do caju origina-se do desenvolvimen-
QUESTÕES PARA PENSAR E DISCUTIR
to do pedicelo da flor e é, portanto, um pseudofruto. O fruto do caju
é a parte dura em forma de feijão no interior da qual fica a semente, QUESTÕES OBJETIVAS
conhecida como castanha-de-caju. O fruto da maçã é a parte central
endurecida na qual se localizam as sementes. A porção suculenta e 52. a 53. e 54. c 55. b 56. d 57. a
comestível é um pseudofruto originado do desenvolvimento do re-
58. a 59. d 60. b 61. c 62. b 63. a
ceptáculo floral. O morango é um fruto agregado, pois se origina de
uma única flor com vários ovários. No entanto, o que se origina dos 64. c 65. d 66. f 67. e 68. e 69. g
ovários são os minúsculos pontos escuros e relativamente duros, cha-
70. b 71. f 72. a 73. i 74. h 75. c
mados de frutículos, localizados na superfície do morango. A porção
suculenta e comestível do morango origina-se do receptáculo floral, 76. d 77. j 78. a 79. e 80. f 81. b
tratando-se, portanto, de um pseudofruto. 82. c 83. d 84. b 85. e 86. a 87. c
51. Na história evolutiva das plantas, o sucesso inicial do fruto deve
88. d 89. a 90. a 91. a 92. a 93. d
ter sido a proteção que ele conferia às sementes; posteriormente
houve uma adaptação para a função de disseminá-las. Hoje en- 94. c 95. d 96. a 97. b 98. a 99. b
contramos os mais diversos tipos de frutos, com incríveis especia-
100. c 101. b 102. d 103. b 104. d 105. c
lizações que permitem às sementes chegarem a lugares bem dis-
tantes da planta que as produziu. Isso, por um lado, garante que 106. d 107. c 108. b 109. d
as novas plantas não concorram com sua genitora e suas irmãs
QUESTÕES DISCURSIVAS
pelos recursos do ambiente; por outro lado, permite que elas se
espalhem, conferindo maior chance de sobrevivência à espécie. 110.
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ÓRGÃOS SEMENTES
GAMETÓFITO ESPORÓFITO GAMETAS EXEMPLOS
REPRODUTIVOS E FRUTOS

Briófitas Fase predominante Fase transitória No ápice da planta Anterozóides Ausentes. Musgos,
haplóíde, constituí- diplóide, constituída masculina formam- biflagelados nadam hepáticas e
da de rizóides, por uma haste e se anterídios com até a oosfera. antóceros.
caulículo filoídes; uma cápsula, na anterozóides; no
responsável pela qual ocorre a ápice da planta
formação dos meiose; cresce sobre feminina formam-se
gametas. o gametófito e dele arquegônios, cada
depende; responsá- um com uma
vel pela formação oosfera.
dos esporos.

Pteridófitas Fase transitória Fase duradoura No prótalo hermafro- Anterozóides Ausentes. Samambaias
haplóide; é o diplóide, constituída dita formam-se os ór- flagelados nadam e e avencas.
prótalo herma- de raízes, caule gãos reprodutivos fecudam a oosfera
frodita com vida (rizoma) e folhas. masculinos (anterí- presente no
independente que dios) e femininos (ar- arquegônio.
sustenta o quegônios).
esporófito jovem.

Gimnospermas Fase haplóide Fase duradoura A maioria das Grão de pólen Presença de Pinheiros,
reduzida que se diplóide, constituída espécies de pinheiro origina o tubo sementes e ciprestes,
desenvolve dentro de raiz, caule, é monóica; formam polínico, que ausência de gincófitas,
do esporângio; folhas, estróbilos e estróbilos masculi- contém duas células frutos (semen- cicas etc.
gametófito sementes. nos (microstróbilos) espermáticas tes nuas).
feminino com e femininos (gametas masculi-
poucas centenas de (megastróbilos). nos); células do
células; gametófito gametófito feminino
masculino no formam
interior do grão de arquegônios com
pólen, com apenas oosferas (gametas
três células. femininos).

Angiospermas Fase haplóide Fase duradoura Espécies dióicas e Grão de pólen Presença de Plantas
reduzida que se diplóide, constituída monóicas. Formam origina o tubo sementes frutíferas.
desenvolve dentro de raiz, caule, flores, muitas delas polínico, com duas contidas em
do esporângio; folhas, flores, hermafroditas, células espermáticas frutos.
gametófito sementes e frutos. dotadas de (gametas masculi-
feminino com androceu (parte nos); uma delas
apenas oito células; masculina) e de fecunda a oosfera,
gametófito gineceu (parte originando o zigoto,
masculino no feminina). e outra fecunda os
interior do grão de núcleos polares,
pólen, com apenas originando o
três células. endosperma
triplóide.

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES 59

MANUAL_BIO_2_PNLEM_044_064 59 22.06.2005, 18:45


111. Há mais de 500 milhões de anos, as plantas ainda não haviam 8. Raiz primária é a que se diferencia diretamente da radícula que
surgido e, portanto, o petróleo não pode ter se originado de- emerge da semente. Raíz secundária é a que se forma como
las. Ele foi formado, provavelmente, a partir de cadáveres de ramificação da raiz principal. Raíz adventícia é a que se desen-
seres microscópicos componentes do plâncton marinho. As volve a partir do caule.
plantas deram origem ao carvão mineral, formado principal- 9. Germinação epígea é aquela em que os cotilédones são levados
mente durante o período Carbonífero a partir de restos de para fora do solo pelo crescimento da planta; germinação hipógea
pteridófitas. é aquela em que os cotilédones permanecem sob o solo.
112. Os estudantes devem ser orientados a refletir sobre o assunto e a 10. O gancho de germinação abre caminho entre as partículas de
pesquisar em livros, revistas, jornais, na Internet etc. Os professo- solo até a superfície, evitando que a plúmula sofra lesões pelo
res de Geografia, Atualidades etc. também podem ajudar os atrito com a terra. O coleóptilo, presente em gramíneas, envol-
estudantes em suas pesquisas. A questão fundamental é como ve a plúmula até o caule emergir do solo, desempenhando pa-
conciliar o desenvolvimento econômico com a manutenção das pel protetor equivalente ao do gancho de germinação.
florestas e da biodiversidade, e envolve a noção de sustentatibi-
lidade, abordada no volume 3 desta coleção. 11. A extremidade de toda raiz é coberta por um capuz de células
parenquimáticas, a coifa, que protege a zona de multiplicação
celular. Esta compreende o meristema apical e o conjunto de
células imediatamente acima, que estão se diferenciando nos
CAPÍTULO 7 meristemas primários. Em seguida, há a zona de alongamento
celular, assim chamada porque as células se alongam nessa
DESENVOLVIMENTO região. Esse é o local da raiz em que ocorre a maior taxa de
crescimento em comprimento. A zona de alongamento é se-
E MORFOLOGIA guida pela zona de maturação celular, ou de diferenciação ce-
lular, assim chamada por ser o local em que tem início o ama-
DAS PLANTAS durecimento dos meristemas primários. As células epidérmicas

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ANGIOSPERMAS da zona de maturação apresentam pêlos absorventes. Nas por-
ções mais superiores da raiz, em que os tecidos já estão
GUIA DE ESTUDO completamente diferenciados e a estrutura interna totalmen-
te definida, ocorre formação de raízes laterais, ou raízes se-
1. O corpo de uma planta é constituído por três partes básicas: raiz, cundárias. Alguns autores costumam chamar essa região de
caule e folhas. A raiz geralmente cresce sob o solo e suas princi- zona de ramificação.
pais funções são a fixação da planta e a absorção de água e de
12. Pêlos absorventes são finas projeções das células epidérmicas re-
sais minerais. As folhas são órgãos especializados em realizar a
cém-diferenciadas, que crescem perpendicularmente à raiz intro-
fotossíntese, processo por meio do qual as plantas produzem as
duzindo-se entre as partículas de solo. Esses pêlos formam uma densa
substâncias orgânicas que lhes servem de alimento. O caule sus-
“cabeleira” ao redor da zona de maturação, o que aumenta enor-
tenta as folhas conduzindo até elas água e sais das raízes e levan-
memente a superfície de contato das células epidérmicas com o
do para outros órgãos as substâncias produzidas nas folhas.
solo, permitindo uma absorção de água e sais minerais muito efici-
2. Células meristemáticas possuem forma poliédrica, parede celu- ente.
lar fina e muito flexível (parede primária), citoplasma denso com
13. O córtex é a região localizada entre a epiderme e o cilindro
pequenos vacúolos, núcleo volumoso e grande capacidade de
vascular. É constituído por várias camadas celulares que surgem
se multiplicar por mitose.
a partir do meristema fundamental e se diferenciam em parên-
3. São os meristemas primários que se diferenciam a partir dos quimas, tecidos de sustenção (esclerênquima) e endoderma.
meristemas apicais do caule e da raiz. O protoderma é a camada
14. O colênquima é constituído por células vivas, que apresentam
de células que reveste externamente o embrião e que dará ori-
parede celular muito reforçada por grandes depósitos de celulo-
gem à epiderme. O meristema fundamental forma um cilindro
se, principalmente nos vértices celulares. O esclerênquima com-
abaixo do protoderma, e dá origem ao córtex. O procâmbio loca-
põe-se de paredes de células mortas com reforços de lignina em
liza-se na parte central do caule e raiz em desenvolvimento e dá
toda sua extensão. Essas paredes podem ser alongadas (fibras)
origem aos tecidos vasculares (xilema primário e floema primário).
ou ramificadas (esclereídes).
4. Meristema primário é o que se origina diretamente de células
15. Endoderma é a camada celular mais interna do córtex da raiz,
embrionárias; meristema secundário é o que surge a partir de
que delimita o cilindro vascular. É constituído por células bem
células diferenciadas que se desdiferenciam, readquirindo as
encaixadas entre si, dotadas de reforços especiais de suberina nas
características de células meristemáticas.
paredes, denominados estrias casparianas. Uma estria caspariana
5. Tecidos primários são os que derivam diretamente de meristemas dispõe-se como uma faixa contínua ao redor das paredes laterais,
primários e tecidos secundários são os que se originam a partir unindo firmemente cada célula às suas vizinhas endodérmicas.
de meristemas secundários.
16. O endoderma seleciona o que entra no cilindro vascular, pois as
6. A germinação da semente é a retomada do crescimento e da estrias casparianas são impermeáveis e formam uma eficiente
diferenciação do embrião presente dentro dela; depende de uma barreira à passagem de água e outras substâncias pelos espaços
série de fatores, principalmente água, gás oxigênio e tempera- extracelulares. Assim, para entrar no cilindro central, as subs-
tura adequados. tâncias vindas do córtex têm necessariamente que atravessar a
7. Hipocótilo é a parte do embrião localizada entre o meristema membrana e o citoplasma das células endodérmicas.
apical da raiz e o ponto de implantação do(s) cotilédone(s). 17. Cilindro vascular é a região central da raiz que se origina a partir
Epicótilo é a região localizada entre os cotilédones e o meristema do procâmbio. Externamente é delimitado pelo periciclo, consti-
apical do caule. Plúmula é a porção superior do embrião consti- tuído por uma ou mais camadas de células com características
tuída pelo epicótilo, pelo meristema apical do caule e, algumas meristemáticas, dispostas internamente ao endoderma. O cilin-
vezes, por primórdios de folhas. Coleóptilo é uma estrutura dro vascular é preenchido por vasos condutores de seiva (xilema
laminar que envolve a plúmula das gramíneas nas etapas iniciais e floema), células meristemáticas, células parenquimáticas e fi-
do desenvolvimento. bras de esclerênquima.

60 RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES

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18. Raízes secundárias têm origem endógena porque se formam a 25. O crescimento secundário resulta da atividade de dois meristemas:
partir da multiplicação e diferenciação de células do periciclo, o câmbio vascular e o câmbio da casca. O câmbio vascular se
localizado internamente no córtex. Folhas e ramos caulinares desenvolve a partir de células do procâmbio, que se mantiveram
têm origem exógena porque se formam a partir de grupos de indiferenciadas entre o xilema primário e o floema primário, e de
células meristemáticas (gemas) localizados na porção superficial células do periciclo próximas às extremidades dos raios de xilema.
do caule. O câmbio da casca da raiz, também chamado de felogênio (ou
19. Protoxilema é o conjunto dos primeiros elementos condutores de câmbio suberógeno da raiz), desenvolve-se a partir do periciclo.
seiva bruta que se formam na zona de maturação da raiz. Esses 26. As células do câmbio vascular, dispostas como uma lâmina entre os
elementos são finos e apresentam reforços de lignina em anel ou blocos de floema primário e do xilema primário central, dividem-se
em hélice, o que permite sua distensão durante o alongamento continuamente formando novas camadas celulares para o interior
da raiz. Posteriormente, o procâmbio, localizado internamente da raiz e novas camadas voltadas para fora. As novas células volta-
ao protoxilema, dá origem ao metaxilema. Os elementos das para o interior diferenciam-se em elementos do xilema —
condutores de seiva bruta do metaxilema são bem mais grossos e traqueídes, elementos de vaso, parênquima e fibras escleren-
suas paredes apresentam maior quantidade de reforço de lignina. quimáticas —, constituindo o chamado xilema secundário. As no-
20. Ambos são células mortas das quais restaram apenas as paredes vas células voltadas para o exterior diferenciam-se em elementos
com reforços de lignina. A diferença é que a traqueíde conserva a do floema — células crivadas, elementos de tubos crivados, célu-
parede celular intacta, enquanto os elementos de vaso têm gran- las companheiras, fibras esclerenquimáticas e parênquima —, cons-
des perfurações nas extremidades, resultantes da desintegração tituindo o chamado floema secundário. Durante o crescimento se-
das paredes transversais das células no final de sua diferenciação. cundário comumente é produzido mais xilema que floema. A ativi-
No caso dos elementos de vaso, as fileiras de paredes celulares dade do câmbio vascular, assim chamado porque gera novos vasos
formam tubos contínuos, os vasos lenhosos, uma vez que não há condutores (xilema para dentro e floema para fora) faz com que o
paredes transversais e a seiva bruta passa livremente de um ele- cilindro vascular aumente progressivamente em diâmetro.
mento para outro. Nas traqueídes, a seiva atravessa as paredes 27. As células do câmbio da casca, dispostas inicialmente como uma
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celulares que separam elementos vizinhos pelas pontuações, que lâmina ao redor do periciclo também geram novas células para
são regiões onde não ocorre deposição de lignina e a camada de dentro e para fora. As células internas diferenciam-se em um
celulose é perfeitamente permeável a soluções aquosas. parênquima, semelhante ao córtex, denominado feloderma. As
21. O floema dispõe-se entre os blocos de protoxilema e contém, além células geradas para a superfície externa acumulam suberina e
de dois tipos de elementos condutores de seiva elaborada (células acabam morrendo em conseqüência da impermeabilização de
crivadas e elementos de tubo crivado), células companheiras. suas paredes. O conjunto dessas células externas ao câmbio da
casca constitui o súber, popularmente conhecido como cortiça.
22. As células crivadas e elementos de tubo crivado caracterizam-se
O conjunto desses três tecidos secundários — feloderma, câm-
por apresentar em suas paredes conjuntos de perfurações que
bio da casca (felogênio) e súber — que passa a revestir a raiz
lembram o crivo de um chuveiro. Através delas passam finas
com crescimento secundário, é denominado periderme.
pontes citoplasmáticas (plasmodesmos) que põem em contato
direto os citoplasmas de células vizinhas. Os elementos de tubos 28. Os sistemas radiculares costumam ser classificados em dois ti-
crivados diferem das células crivadas por apresentar em suas pos básicos: pivotante e fasciculado. O sistema pivotante, carac-
paredes áreas onde se concentra grande quantidade de poros terístico das eucotiledôneas, de algumas dicotiledôneas basais e
de grande tamanho. Essas regiões recebem o nome de áreas de gimnospermas, constitui-se de uma raiz principal que en-
crivadas e sua presença é interpretada como uma maior especia- grossa progressivamente da extremidade até o ponto em que se
lização dos elementos de tubo crivado em relação às células cri- conecta ao caule. Dela partem inúmeras ramificações, denomi-
vadas. Durante a diferenciação das células crivadas e dos tubos nadas raízes laterais, ou secundárias. O sistema fasciculado, típi-
crivados, o núcleo, a membrana do vacúolo (tonoplasto), os co das monocotiledôneas, é formado por raízes finas, com diâ-
ribossomos, o complexo golgiense e o citoesqueleto se desinte- metro constante ao longo de seu comprimento e que partem
gram e desaparecem, restando apenas a membrana plasmática em grande número diretamente do caule, assemelhando-se a
envolvendo uma massa de citoplasma, na qual existe uma rede uma cabeleira. Essas raízes são denominadas adventícias pelo
bem desenvolvida de retículo endoplasmático não-granuloso fato de surgirem do caule, uma vez que nessas plantas, a raiz
(liso), mitocôndrias e alguns plastos. Com isso a célula mantém- principal degenera logo após a germinação da semente.
se viva, o que é fundamental para que ela cumpra seu papel de 29. Raízes tuberosas são aquelas que armazenam grande quantidade
conduzir a seiva elaborada. Apesar de não terem núcleo e de reservas nutritivas, principalmente na forma de grãos de
ribossomos, os elementos crivados do floema conseguem se amido, e, por isso, apresentam grande diâmetro. São exemplos
manter vivos porque estão intimamente associados a um tipo de raízes tuberosas a mandioca, a cenoura, o nabo, a beterraba
especial de célula parenquimática que lhes fornece as proteínas e a batata-doce (esta, na verdade, constituída por tecidos de
e outras substâncias necessárias ao metabolismo. Essas células caule e de raiz concrescidos).
mantêm os elementos crivados vivos e funcionais e são denomi- 30. Raízes respiratórias, ou pneumatóforos, são adaptadas à reali-
nadas apropriadamente células companheiras. zação de trocas gasosas com o ambiente. São encontradas em
23. O crescimento primário da raiz resulta do amadurecimento dos te- plantas como a Aviccenia, que vive no solo encharcado e pobre
cidos formados a partir da diferenciação dos meristemas primários. em gás oxigênio dos manguezais. As raízes dessa planta cres-
O crescimento secundário resulta do amadurecimento dos tecidos cem rente à superfície e, de espaço em espaço, lançam proje-
formados a partir da diferenciação dos meristemas secundários. ções para fora do solo. Essas projeções apresentam inúmeros
O crescimento primário ocorre em todas as plantas vasculares, en- pequenos orifícios, os pneumatódios, pelos quais ocorrem tro-
quanto o crescimento secundário ocorre tipicamente em plantas cas gasosas.
arbustivas e arbóreas, como certas gimnospermas, dicotiledôneas 31. O velame é uma epiderme multiestratificada que reveste as par-
basais e eudicotiledôneas. tes expostas ao ar de raízes aéreas. Raízes desse tipo ocorrem
24. A organização dos tecidos em uma raiz que apresentou apenas em plantas epífitas como as orquídeas.
crescimento primário é chamada de estrutura primária; a estru- 32. Raízes sugadoras são adaptadas à extração de alimento de plan-
tura de uma raiz que teve crescimento secundário é denomina- tas hospedeiras, sendo características de espécies parasitas. Es-
da estrutura secundária. sas raízes possuem uma estrutura para se fixar ao hospedeiro, o

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES 61

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apreensório, do qual partem finas projeções denominadas cujos vasos lenhosos estão fora de função e não transportam
haustórios. Estes penetram nos tecidos da planta hospedeira até mais seiva bruta. O alburno é formado por vasos lenhosos ati-
atingir os vasos condutores de seiva, de onde extraem nutrien- vos, ainda envolvidos no transporte da seiva bruta das raízes
tes. Plantas parasitas, como o cipó-chumbo, extraem todo seu para as folhas. Em muitos casos, quando um vaso xilemático
alimento da planta hospedeira, tendo até mesmo perdido a ca- deixa de ser funcional, seu interior é obstruído por projeções de
pacidade de realizar fotossíntese. Plantas como a erva-de-pas- citoplasma de células parenquimáticas vizinhas. Essas projeções
sarinho extraem do hospedeiro apenas seiva bruta, que utilizam celulares, denominadas tiloses, podem se formar também em
para realizar fotossíntese em suas próprias folhas; elas são, por vasos jovens e funcionais como resposta a condições anormais,
isso, consideradas hemiparasitas ou semiparasitas. por exemplo, a presença de agentes patogênicos. As tiloses pa-
33. Na extremidade do caule, localiza-se o meristema apical, ou gema recem constituir um mecanismo de defesa que evita a dissemi-
apical, que permite o crescimento em extensão. A partir do nação de parasitas que, eventualmente, invadam o xilema.
meristema apical formam-se, de espaço em espaço, primórdios 39. Um tronco de árvore cortado transversalmente mostra, em geral,
de folha que apresentam no ponto de junção com o caule um círculos concêntricos em seu xilema, conhecidos como anéis de
grupo de células meristemáticas, a gema lateral, ou gema axilar. crescimento. Esses círculos resultam da variação de atividade do
Esta permanece em estado de dormência até ser ativada e origi- câmbio vascular em resposta a alterações climáticas. Os anéis de
nar um ramo lateral, ou galho. O plano de inserção do primórdio xilema são visíveis porque há uma grande diferença entre os vasos
foliar ao eixo caulinar é denominado nó e o espaço entre dois produzidos no final de um ciclo de crescimento e os produzidos no
nós vizinhos é o entrenó. Assim, à medida que o caule cresce início do ciclo seguinte. Quando está se encerrando um ciclo de
pela atividade da gema apical, vão sendo produzidas unidades, atividade, o câmbio produz vasos xilemáticos mais finos e com pare-
denominadas fitômeros, que se repetem. Cada fitômero consti- des grossas, que constituem o xilema estival, ou xilema tardio.
tui-se de um nó com seus primórdios foliares e do entrenó que Ao retomar seu funcionamento depois de uma fase de repouso, o
se segue, na base do qual ficam as gemas axilares. câmbio produz vasos de grosso calibre com paredes relativamente
34. Diferentemente do que ocorre nas raízes, os tecidos condutores nos finas, que constituem o xilema primaveril, ou xilema inicial. Em cer-

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caules recém-formados organizam-se na forma de feixes mistos, con- tas espécies, o número de anéis de crescimento corresponde exata-
tendo floema primário — células crivadas, elementos de tubos criva- mente ao número de anos de existência da árvore, pois durante o
dos, células companheiras, fibras e parênquima — voltado para o inverno, a atividade do câmbio é sempre interrompida.
exterior da planta e xilema primário — traqueídes, elementos de vaso, 40. Troncos são caules robustos, desenvolvidos na parte inferior e,
parênquima e fibras — voltado para o interior. Eles são denominados em geral, ramificados no ápice, encontrados na maioria das árvo-
simplesmente fascículos ou feixes líbero-lenhosos, pelo fato de o xilema res e arbustos dos grupos das gimnospermas, dicotiledôneas basais
ser conhecido também como lenho e o floema, como líber. e eudicotiledôneas. Estipes são caules geralmente não-ramificados,
35. O modo como os feixes líbero-lenhosos se distribuem no interior que apresentam em seu ápice um tufo de folhas; são típicos das
do caule varia entre as espécies, mas pode-se distinguir três pa- palmeiras (monocotiledôneas). Colmos são caules não-ramificados
drões básicos. Algumas coníferas, cotiledôneas basais arbóreas que se distinguem dos estipes por apresentar, em toda sua ex-
e eudicotiledôneas apresentam um tipo de estrutura primária tensão, divisão nítida em gomos, que podem ser ocos como no
em que os feixes líbero-lenhosos formam um cilindro quase con- bambu, ou cheios como no milho e na cana-de-açúcar.
tínuo no centro do caule. Esses feixes ficam praticamente en- 41. São caules relativamente finos e longos; os volúveis, ou trepadores,
costados uns aos outros, deixando apenas estreitos espaços en- crescem enrolando-se sobre diversos tipos de suporte, os
tre si, preenchidos por parênquima. Em outras gimnospermas, rastejantes crescem prostrados no solo, ou sobre algum suporte
dicotiledôneas basais e eudicotiledôneas, os feixes líbero-lenhosos ao qual se prendem por meio de gavinhas. Os botânicos costu-
também se dispõem como um cilindro, mas ficam separados mam distinguir os caules rastejantes em sarmento, que se carac-
uns dos outros. O terceiro tipo de estrutura primária de caule teriza por apresentar apenas um ponto de enraizamento, e em
está presente na maioria das monocotiledôneas. Nessas plan- estolho, ou estolão, que se caracteriza por produzir gemas de
tas, os feixes líbero-lenhosos dispõem-se em vários círculos con- espaço em espaço. Essas gemas podem originar novas plantas
cêntricos ou ficam dispersos irregularmente no parênquima fun- com raízes e folhas. Caules sarmento estão presentes em plantas
damental. de chuchu e de abóbora, entre outras; estolho é encontrado em
36. O crescimento secundário do caule ocorre em gimnospermas, morangueiro e grama-de-jardim, por exemplo.
em dicotiledônes basais arbóreas e na maioria das eudicotiledôneas 42. Rizomas são caules subterrâneos que acumulam substâncias nu-
pela atividade de dois meristemas: o câmbio vascular e o câmbio tritivas. Distinguem-se de raízes por apresentar gemas laterais.
da casca. O câmbio vascular do caule origina-se de células do Em alguns rizomas ocorre acúmulo de material nutritivo em cer-
procâmbio, que se mantêm indiferenciadas entre o xilema primá- tas regiões, formando tubérculos, como na batata-inglesa. Bul-
rio e o floema primário dos feixes líbero-lenhosos, e de células do bos são estruturas complexas formadas pelo caule e por folhas
parênquima entre esses feixes. A porção do câmbio vascular que modificadas. Costumam ser classificados em três tipos: tunicado,
se origina dentro dos feixes líbero-lenhosos recebe o nome de escamoso e cheio. O exemplo clássico de bulbo tunicado é a ce-
câmbio fascicular e a que se origina entre os feixes é chamada bola, cuja porção central, chamada de prato, é pouco desenvolvi-
câmbio interfascicular. O câmbio da casca do caule surge a partir da. Da parte superior do prato partem folhas modificadas, muito
de uma camada de células corticais localizada imediatamente abai- ricas em substâncias nutritivas, os catáfilos, que formam a cabeça
xo da epiderme. Sua atividade produz novas células que se dife- da cebola; da porção inferior do prato partem as raízes. O bulbo
renciam em parênquima para o interior, constituindo o feloderma, escamoso difere do tunicado pelo fato de os catáfilos se disporem
e em súber para o exterior. A camada de células mortas como escamas parcialmente sobrepostas. Esse tipo de bulbo é
suberificadas constitui um tecido de proteção que reveste o caule encontrado no lírio. No caso do bulbo cheio, as escamas são me-
das plantas arbóreas. nos numerosas e o revestem como se fosse uma casca. Bulbos
37. Ritidoma é o conjunto de tecidos mortos da periderme que se desse tipo estão presentes na palma.
solta de caules velhos de plantas com crescimento secundário. 43. Cladódios são caules modificados, adaptados à realização de
38. O xilema de uma árvore geralmente apresenta uma região cen- fotossíntese e, em algumas espécies, também ao armazenamento
tral mais escura, o cerne, circundada por uma região externa de água. As plantas que os possuem perderam as folhas no curso
mais clara, o alburno. O cerne é formado por xilema inativo, da evolução, geralmente como adaptação a regiões de clima seco.

62 RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES

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A ausência de folhas permite à planta economizar parte da água fície superior, e o floema voltado para a superfície inferior. Na
que seria perdida por evaporação. Rizóforos são ramos caulinares maioria das monocotiledôneas, as nervuras têm aproximadamen-
que crescem em direção ao solo (gravitropismo positivo) eventual- te a mesma espessura ao longo de todo seu comprimento e se
mente mergulhando nele e formando raízes adventícias. Estão estendem paralelamente desde a base até o ápice da folha. Por
presentes na planta Rhizophora mangle, comum nos manguezais isso, essas folhas recebem a designação de paralelinérveas. Nas
brasileiros; e atuam dando-lhe sustentação. outras plantas angiospermas, ou seja, nas dicotiledôneas basais
44. Gavinhas são ramos ou folhas modificados que, ao encontrar um e eudicotiledôneas, as nervuras formam um padrão ramificado,
substrato adequado, crescem enrolando-se sobre ele. Servem para com feixes sucessivamente mais finos ramificando-se dos mais
a fixação de plantas trepadeiras e ocorrem em videiras e nas grossos. Esse tipo de nervação é denominado reticulado, ou
plantas de chuchu, por exemplo. Espinhos são ramos curtos, re- peninérveo. As nervuras mais finas terminam revestidas por cé-
sistentes e com ponta afiada, que protegem a planta, afastando lulas do mesófilo que contêm poucos cloroplastos e formam
animais que poderiam danificá-Ia. Os espinhos tanto podem sur- uma bainha compacta ao redor das extremidades dos vasos
gir por modificação de folhas, como nas cactáceas, como se origi- xilemáticos e floemáticos, assegurando que nenhuma parte dos
nar de ramos caulinares, como ocorre nos limoeiros e laranjeiras. tecidos condutores entre em contato direto com o ar. As células
Acúleos são estruturas ponteagudas originadas da epiderme, o ao redor do feixe de elementos condutores, denominadas célu-
que explica serem facilmente destacáveis do caule, ao contrário las da bainha do feixe, controlam a passagem de substâncias
dos espinhos; estão presentes em roseiras. para dentro e para fora dos vasos condutores. É através delas
que a água e os sais minerais trazidos pelo xilema são distribuí-
45. São: limbo, pecíolo, bainha e estípulas. O limbo, ou lâmina foliar,
dos às demais células do mesófilo e que os produtos da
é a porção laminar expandida da folha. O pecíolo é o pedúnculo
fotossíntese são introduzidos no floema para serem levados para
por meio do qual o limbo se prende ao ramo caulinar; muitas
as diversas partes da planta.
folhas não possuem pecíolo e são chamadas de sésseis. A maio-
ria das monocotiledôneas e algumas eudicotiledôneas possuem 50. Hidatódios são estruturas localizadas nas bordas das folhas de
folhas com uma expansão na base, a bainha, que reveste o cau- certas plantas, cuja função é eliminar o excesso de água da planta.
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le. Certas folhas apresentam na base do pecíolo um par de pro- De manhã bem cedo é possível observar, nas bordas das folhas de
jeções filamentosas ou laminares, denominadas estípulas. certas plantas, gotas de água eliminadas através dos hidatódios.
Tricomas são estruturas epidérmicas, uni ou multicelulares, com
46. Uma folha é totalmente revestida por epiderme que se diferencia
formas e funções diversas. Nas folhas de urtiga, por exemplo,
a partir do protoderma. Seu interior, denominado mesófilo, é cons-
existem tricomas que produzem substâncias tóxicas, cuja função
tituído por células ricas em cloroplastos, o parênquima clorofiliano,
é proteger a planta do ataque de animais herbívoros. Em certas
ou clorênquima, que se diferencia a partir do meristema funda-
plantas do cerrado, as folhas têm tricomas em tal quantidade que
mental. Além disso, o mesófilo contém tecidos condutores, orga-
seu aspecto é aveludado, contribuindo para reduzir a perda d’água
nizados em feixes líbero-lenhosos, que se diferenciam a partir do
por transpiração.
procâmbio, e tecidos de sustentação que podem se diferenciar
tanto do meristema fundamental quanto do procâmbio. 51. Filotaxia é o arranjo das folhas no caule. O tipo mais comum é o
helicoidal, ou filotaxia alternada, em que os pontos de inserção
47. A epiderme foliar é, na maioria dos casos, uniestratificada, mas
das folhas na seqüência de nós se dispõem segundo uma hélice
plantas de regiões áridas, ou xerófitas, podem apresentar epiderme
ao redor do ramo. Outro tipo de filotaxia é a dística, em que
com várias camadas de células. A face externa das células
existe uma única folha por nó e elas se inserem alternadamente
epidérmicas é coberta por cutina, que forma uma película pratica-
em lados opostos ao longo do caule. Na filotaxia oposta, existem
mente impermeável, a cutícula, revestindo toda a folha. As trocas
duas folhas por nó inseridas em lados diametralmente opostos.
gasosas com o ambiente ocorrem através de inúmeros estômatos
Se os pontos de inserção em nós adjacentes formam ângulos
presentes, principalmente na face foliar inferior. As células dos
entre si, a filotaxia é chamada de oposta cruzada. Pode haver
estômatos são as únicas da epiderme a possuir cloroplastos. Nas
plantas monocotiledôneas, os estômatos dispõem-se, em geral, em ainda três ou mais folhas por nó e, nesse caso, a filotaxia é deno-
fileiras paralelas ao eixo maior da folha; nas demais plantas eles minada verticilada.
têm uma distribuição aleatória na superfície foliar. 52. As folhas são classificadas primeiramente em simples, cujo limbo
48. As folhas apresentam, em geral, dois tipos de células parenquimáticas não é dividido, e compostas, com limbo dividido em folíolos,
clorofiladas preenchendo o mesófilo, como é denominada a região cada uma com seu próprio pecíolo; estes se fundem para for-
entre as epidermes superior e inferior do limbo. Um tipo tem forma mar um pecíolo comum que une a folha ao nó caulinar. As fo-
colunar, ou cilíndrica, e constitui o parênquima paliçádico, assim lhas simples podem ser classificadas de acordo com a forma do
chamado porque as células dispõem-se lado a lado, com o eixo limbo. As folhas compostas costumam ser classificadas de acor-
maior orientado perpendicularmente à epiderme, lembrando uma do com a disposição dos folíolos no pecíolo e com o número
paliçada. O outro tipo de célula clorofilada do mesófilo tem forma deles, par ou ímpar.
irregular e constitui o parênquima esponjoso, ou lacunoso, pois as 53. Brácteas são folhas que se formam nas axilas do pedicelo de
células deixam grandes espaços de ar entre si. O parênquima paliçá- uma flor ou de uma inflorescência. Em certas plantas, em que as
dico das mesófitas, como são chamadas as plantas que habitam pétalas são pequenas ou mesmo inexistentes, as brácteas po-
ambientes nem muito secos nem excessivamente úmidos, localiza- dem ser coloridas e vistosas, fazendo o papel das pétalas na
se, em geral, na face superior da folha, onde a incidência de luz é atração de polinizadores. Um conjunto de brácteas ao redor de
maior. O parênquima lacunoso, por sua vez, fica em contato com a uma inflorescência é denominado envólucro.
epiderme da face inferior, onde se localiza a maior parte dos
estômatos. Muitas xerófitas e algumas outras plantas apresentam
parênquima paliçádico em ambas as faces da folha, com o parên- QUESTÕES PARA PENSAR E DISCUTIR
quima esponjoso entre eles. Algumas espécies podem apresentar
duas ou três camadas de células paliçádicas, mas a maioria das fo- QUESTÕES OBJETIVAS
lhas apresentam uma única camada dessas células.
54. c 55. d 56. a 57. d 58. c 59. d
49. Nervuras foliares são feixes líbero-lenhosos, associados ou não a
60. a 61. d 62. c 63. c 64. d 65. d
tecidos de sustentação. Esses feixes são prolongamentos dos
existentes no caule e apresentam o xilema voltado para a super- 66. a 67. c 68. e

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES 63

MANUAL_BIO_2_PNLEM_044_064 63 22.06.2005, 18:45


QUESTÕES DISCURSIVAS
CAPÍTULO 8
69. A preocupação de que a casa sobre os ramos mais baixos de
uma grande árvore possa ficar cada vez mais alta com o passar
dos anos é infundada. Os ramos mais baixos são os mais antigos FISIOLOGIA DAS PLANTAS
e não mudam de altura com o passar dos anos porque o cresci-
mento em altura da árvore ocorre a partir do ápice, região em
ANGIOSPERMAS
que estão localizados os tecidos meristemáticos. GUIA DE ESTUDO
70. Epiderme
Córtex
1. Nutrição orgânica é a produção de nutrientes orgânicos pela
Cilindro vascular fotossíntese. As substâncias orgânicas são necessárias para cons-
Endoderma
truir o corpo da planta e para obter energia metabólica. A fonte de
Periciclo
Xilema primário energia para a fotossíntese é a luz solar. As matérias-primas são o
Floema primário
gás carbônico proveniente do ar e a água proveniente do solo.
Estrutura primária da raiz Os produtos formados são glicídios, utilizados como nutrientes pela
planta, e gás oxigênio, liberado para o ambiente. Nutrição mineral
Súber Felogênio é a absorção, pelas plantas, de sais minerais, necessários por conter
Feloderma (câmbio da casca) elementos químicos essenciais ao organismo vegetal.
Floema primário
Periciclo 2. Macronutrientes são sais minerais que fornecem às plantas os
elementos químicos necessários em quantidades relativamente
Câmbio vascular Xilema primário grandes (macroelementos). Entre os macroelementos podem-se
citar o nitrogênio e o potássio, supridos por sais minerais como o
Xilema secundário nitrato de potássio (KNO3). Micronutrientes são sais minerais que
Floema secundário fornecem às plantas os elementos químicos de que elas necessi-

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tam apenas em pequena quantidade (microelementos). Exemplos
JURANDIR RIBEIRO

de microelementos são o boro (B) e o molibdênio (Mo). O borato,


Estrutura secundária da raiz derivado do ácido bórico (H3BO3), é um sal micronutriente.
3. Hidroponia é um método de cultivo de plantas na ausência de solo,
em que as raízes ficam mergulhadas em uma solução de nutrientes
Floema primário
Procâmbio salinos que fornecem os nutrientes minerais essenciais.
Xilema primário Medula 4. O carbono, o oxigênio, o hidrogênio, o nitrogênio, o enxofre e o
fósforo são requeridos em grandes quantidades por serem os
Epiderme Córtex principais componentes das moléculas orgânicas. O cálcio, além
de outras funções importantes na regulação do metabolismo da
célula, também entra na constituição da lamela média. O potás-
Estrutura primária do caule
sio é o principal regulador da pressão osmótica das células das
plantas. O magnésio é um componente básico da clorofila e
Epiderme rompida também atua como co-fator de diversas enzimas.
5. Os micronutrientes atuam geralmente como co-fatores de enzimas,
Córtex por isso, são requeridos em quantidades muito pequenas.
Felogênio 6. Os sintomas causados pela deficiência de um elemento químico de-
(câmbio da casca) pendem da função que ele desempenha na planta. Por exemplo, a
Feloderma deficiência de magnésio torna as folhas amareladas, em virtude da
Súber
queda na produção de clorofila, molécula que contém magnésio em
sua constituição. O nitrogênio é um elemento cuja falta acarreta limi-
tação drástica ao crescimento das plantas. As deficiências nutricionais
mais comuns nas plantas são dos elementos nitrogênio, fósforo e
Estrutura secundária do caule
potássio. O nitrogênio e o fósforo são constituintes de importantes
71. substâncias orgânicas (proteínas, ácidos nucléicos e ATP) e o potássio
Epiderme está relacionado ao equilíbrio osmótico e à permeabilidade celular.
superior
3424134241

7. As plantas podem apresentar deficiência de nitrogênio porque


JURANDIR RIBEIRO

Parânquima
não conseguem absorvê-lo na forma de gás nitrogênio (N2), como
paliçádico
ele se encontra na atmosfera. Para ser utilizado pelas células
vegetais, o nitrogênio precisa estar na forma do íon amônio (NH+4)
Parênquima
ou do íon nitrato (NO3–). Esses íons são produzidos a partir do N2
lacunoso
pela ação de diversos tipos de bactéria presentes no solo.
Epiderme
inferior
8. A morte e a decomposição dos seres vivos em um ambiente
face inferior natural devolve ao solo os elementos retirados pelas plantas, o
Estômato que possibilita a constante reciclagem dos elementos químicos.
A folha é um órgão adaptado à realização da fotossíntese. Em um campo de cultivo, porém, a situação é diferente. As plan-
A forma laminar do limbo fornece uma ampla área de absorção tas são removidas, inteiras ou em parte, e utilizadas como ali-
de luz. A forma e a disposição das células no parênquima paliçádico mento pelas pessoas ou por animais domésticos. Com isso o
na face superior permitem uma absorção de luz adequada. A pre- solo vai gradativamente empobrecendo em elementos químicos
sença de estômato principalmente na fase inferior permite as tro- essenciais. Para que o solo não se “esgote”, tornando-se inade-
cas gasosas com um mínimo de perda de água por evaporação. quado à agricultura, os elementos perdidos devem ser repostos
A presença do parênquima lacunoso na face inferior permite o periodicamente pela adição de compostos químicos que os con-
deslocamento de gás oxigênio do ar para todas as células do tenham. Esses compostos são denominados adubos, ou fertili-
mesófilo e de gás carbônico em sentido inverso. zantes, e podem ser de dois tipos: orgânicos e inorgânicos.

64 RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES

MANUAL_BIO_2_PNLEM_044_064 64 04.07.2005, 12:29


9. Adubos orgânicos são constituídos por restos ou partes de animais A pressão positiva da raiz resulta do fato de os sais minerais
ou de plantas, como fezes e sobras de alimentos. À medida que serem continuamente bombeados para dentro do xilema pelas
são decompostos pelos organismos do solo, os adubos orgânicos células de transferência e de seu retorno ao córtex por difusão
vão liberando elementos essenciais ao crescimento das plantas. ser impedido pelas estrias casparianas. A diferença de concen-
Adubos inorgânicos são compostos produzidos industrialmente que tração salina que se estabelece entre o cilindro vascular e o córtex
contêm, em geral, três elementos químicos essenciais: nitrogênio força a entrada de água por osmose, gerando a pressão que faz
(N), fósforo (P) e potássio (K). A adubação orgânica, além de forne- a seiva subir pelos vasos xilemáticos.
cer ao solo elementos essenciais, dá a ele uma textura que favorece 17. Essa possibilidade é descartada porque, além de muitas árvores
a retenção de água. A adubação inorgânica, por sua vez, possibilita não apresentarem pressão positiva da raiz, o deslocamento da
calcular exatamente que quantidades de diferentes elementos de- seiva por esse mecanismo é muito lento, insuficiente para expli-
vem ser fornecidas à planta. Isso é importante, pois a concentração car o movimento total de água nas árvores.
relativa de cada elemento tem influência no tipo de crescimento.
18. Gutação é a eliminação do excesso de água que chega às folhas,
10. O pH tem influência direta sobre a capacidade de absorção dos em decorrência da pressão positiva da raiz, através dos hidatódios.
diferentes elementos químicos pelas plantas. Mesmo que o solo
19. A teoria coesão-tensão, também conhecida como teoria de
contenha todos os elementos essenciais, elas podem deixar de
Dixon, admite que a seiva bruta é puxada desde as raízes até as
absorver um ou outro deles, se o pH for inadequado. Por exem-
folhas como resultado da evaporação de água que ocorre nas
plo, em um solo com pH 8 a planta consegue absorver cálcio,
células foliares. As células da folha, ao perderem água por eva-
mas é incapaz de absorver ferro. Assim, antes do cultivo e de uma
poração, têm sua pressão osmótica aumentada e retiram água
eventual adubação, é importante determinar o pH do solo, corri-
das células vizinhas, as quais, por sua vez, terminam por retirar
gindo-o, se necessário. Se o solo é ácido, deve-se adicionar calcário
água das terminações dos vasos xilemáticos. Assim, ao perde-
(carbonato de cálcio) para corrigi-lo; se é alcalino, a correção é
rem água por transpiração, as folhas sugam seiva do xilema e
feita pela adição de sulfatos de sódio ou magnésio.
toda a coluna líquida se eleva desde a raiz. Os cálculos mostram
11. Água e sais minerais penetram na planta através das extremida- que a tensão criada pela transpiração é suficiente para elevar
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des das raízes, principalmente na zona dos pêlos absorventes, uma coluna de água dentro de um vaso xilemático a cerca de
em que as paredes das células são altamente permeáveis. Após 160 m de altura.
atravessar a epiderme, a água e os sais nela dissolvidos deslo-
20. Estômato é uma estrutura epidérmica que controla a entrada e a
cam-se para a região central da raiz. Esse deslocamento pode
saída de gases da planta. É formado por duas células em forma
ocorrer tanto pelo apoplasto quanto pelo simplasto.
de grão de feijão ou de haltere, ricas em cloroplastos, denomina-
12. Apoplasto refere-se ao que se localiza externamente às mem- das células-guarda, e por um número variável de células vizinhas
branas plasmáticas, ou seja, compreende os espaços existentes chamadas de células acessórias, ou subsidiárias. O espaço entre
entre as paredes das células e os espaços microscópicos presen- as duas células-guarda de um estômato é o ostíolo, que pode se
tes nas próprias paredes celulósicas, que se embebem de líquido abrir ou se fechar, dependendo da turgidez das células-guarda.
como um papel-toalha. Simplasto refere-se aos conteúdos celu-
21. O estômato se abre quando as células-guarda absorvem água,
lares, isto é, ao que está contido dentro das membranas
tornando-se túrgidas, e se fecha quando as células-guarda per-
plasmáticas. Ele é contínuo, uma vez que os citoplasmas das
dem água, tornando-se flácidas. Esse comportamento deve-se à
células de uma planta se comunicam através de finas pontes
disposição estratégica das fibras de celulose na parede das célu-
citoplasmáticas, os plasmodesmos.
las-guarda. Na maioria das eudicotiledôneas, elas têm forma de
13. A água e os sais que se deslocam pelo apoplasto, rumo ao cilin- rim e as microfibrilas de celulose da parede estão orientadas de
dro vascular central, são barrados pelas células endodérmicas, tal maneira que, ao se tornarem túrgidas, as células-guarda
as quais estão fortemente unidas umas às outras por meio de aumentam sua curvatura e o ostíolo se abre. Ao perder água,
cinturões impermeáveis de suberina, as estrias casparianas, que por outro lado, elas diminuem a curvatura e se aproximam, fe-
impedem a água e os sais dissolvidos de passar entre as paredes chando o ostíolo. Nas gramíneas, as células-guarda têm forma
celulares. Para penetrar no cilindro vascular, portanto, a água e de haltere, com as extremidades mais dilatadas e a região media-
os sais têm necessariamente de atravessar a membrana na mais comprimida. As extremidades têm paredes finas e a
plasmática e passar pelo citoplasma das células endodérmicas. região central tem paredes grossas. Quando ficam túrgidas, com
14. Capilaridade é um fenômeno físico que resulta das proprieda- o afastamento na região mediana, as extremidades das células-
des de adesão e coesão manifestadas pelas moléculas de água. guarda dilatam-se, abrindo o ostíolo. Quando as células-guarda
A água é capaz de subir espontaneamente por um tubo de pe- perdem água, as extremidades diminuem sua dilatação e as re-
queno calibre (capilar) devido ao fato de suas moléculas se ade- giões medianas das células aproximam-se, fechando o ostíolo.
rirem às paredes do tubo e se manterem unidas (coesas) entre 22. Ao abrir os estômatos para permitir a entrada de CO2, a planta
si. A adesão ao tubo resulta de pontes de hidrogênio entre as passa a perder maior quantidade de água, isto é, sua taxa de
moléculas de água e os componentes da parede do capilar. Como transpiração aumenta. Transpiração é a perda de água na forma
as moléculas se mantêm coesas, as que aderem às paredes do de vapor que ocorre pela superfície corporal de plantas e animais.
capilar arrastam consigo as demais. Nas plantas, mesmo com os estômatos totalmente fechados, ocorre
15. Conhecendo-se o diâmetro de um tubo é possível calcular a al- uma certa taxa de transpiração através da cutícula das folhas, de-
tura que a coluna de água nele subirá como resultado das for- nominada transpiração cuticular. Quando os estômatos se abrem
ças de capilaridade. Os cientistas calculam que, em um vaso para que a planta possa absorver CO2 para a fotossíntese, soma-
xilemático com cerca de 30 µm a 50 µm de diâmetro, o fenôme- se à transpiração cuticular a perda d´água pelos estômatos, cha-
no da capilaridade é suficiente para elevar a coluna de água a mada de transpiração estomatar.
pouco mais de 0,5 m acima do nível do solo. Isso significa que a 23. A maioria das plantas abre os estômatos assim que amanhece,
capilaridade sozinha não é suficiente para levar a seiva bruta até fechando-os ao anoitecer. Esse comportamento permite à folha
a copa das árvores. receber gás carbônico para a fotossíntese enquanto há luz dis-
16. As raízes de muitas plantas empurram a seiva bruta para cima, ponível. O suprimento de gás oxigênio para a respiração, acu-
fenômeno conhecido como pressão positiva da raiz. Em certas mulado no mesófilo, geralmente dura a noite inteira. O fecha-
espécies verificou-se que essa pressão é suficiente para elevar a mento noturno dos estômatos diminui sensivelmente a perda
coluna de água nos vasos xilemáticos a alguns metros de altura. d’água por transpiração.

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES 65

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24. Os estômatos se abrem quando a planta é submetida a baixas CO2 durante a noite, enquanto seus estômatos estão abertos, e o
concentrações de gás carbônico e se fecham quando a concen- armazenam na forma de ácidos orgânicos nos vacúolos das célu-
tração desse gás se torna elevada. O mecanismo representa uma las do mesófilo. Pela manhã, os estômatos se fecham e a planta
adaptação relacionada à fotossíntese: se ocorrer acúmulo de CO2 deixa de realizar trocas gasosas com o ar atmosférico, mas os
no mesófilo, isso provavelmente significa que esse gás não está ácidos orgânicos produzidos durante a noite vão sendo degrada-
mais sendo usado para a fotossíntese devido à falta de luz, sina- dos, liberando o gás carbônico necessário à fotossíntese.
lizando que os estômatos podem ser fechados.
33. Coloca-se uma certa quantidade de ramos dessa planta em um
25. A disponibilidade de água no solo, ou seja, o suprimento hídrico recipiente de vidro, contendo água com bicarbonato de sódio
de que a planta dispõe, exerce grande influência sobre os movi- na proporção de 3 colheres de sopa por litro. Dentro da água as
mentos dos estômatos. Se faltar água para a planta, os estômatos plantas são cobertas com um funil de vidro, que deve ficar total-
se fecham, mesmo com luz disponível para a fotossíntese e com mente submerso. Sobre o bico do funil é emborcado um tubo
baixa concentração de gás carbônico no mesófilo. de ensaio cheio de água. Quando o conjunto é iluminado com
26. O movimento estomático é determinado pela entrada e saída luz intensa, a planta começa a soltar pequenas bolhas de gás
de íons potássio nas células-guarda. Em presença de luz ou em oxigênio, que vão se acumular no tubo de ensaio.
baixa concentração de gás carbônico, íons potássio (K+) são 34. Folhas recém-coletadas de uma planta são presas a rolhas, de
bombeados para o interior das células estomáticas. O aumen- modo a ficar suspensas em tubos contendo certa quantidade
to da concentração desse íon faz as células estomáticas absor- da solução de vermelho de cresol (indicadora de pH). Alguns
verem água de suas vizinhas por osmose, o que causa aumen- tubos são colocados em uma caixa à prova de luz, enquanto
to de volume e abertura do estômato. Em situação inversa, ou outros são deixados expostos à luz. Algumas horas após o iní-
seja, na ausência de luz ou em altas concentrações de CO2, as cio do experimento a solução dos tubos expostos à luz estará
células estomáticas perdem íons potássio; com isso, diminui
roxa, indicando elevação do pH, causada pelo consumo de CO2.
sua pressão osmótica e elas perdem água, o que acarreta o
A solução dos tubos mantidos no escuro estará amarela, indi-
fechamento do ostíolo.
cando diminuição do pH, provocada pelo aumento de CO2 pro-

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27. O ácido abscísico, um hormônio vegetal, parece ser o fator que duzido pela respiração das folhas. As plantas respiram tanto
determina o fechamento estomático em condições de falta de no ambiente iluminado quanto no escuro. No ambiente ilumi-
água. A perda d’água parece não ter um efeito direto sobre o nado, porém, todo o CO2 liberado na respiração é utilizado na
fechamento estomático, uma vez que os estômatos se fecham fotossíntese.
muito antes de as células da folha murcharem. A explicação é
35. Folhas recém-coletadas de uma planta são presas a rolhas de
que, quando começa a faltar água na folha, entra em ação o
modo a ficarem suspensas em tubos contendo certa quantidade
ácido abscísico, que penetra nas células estomáticas e estimula
da solução de vermelho de cresol (indicadora de pH). Os tubos
a saída de íons potássio. Isso faz com que essas células se tor-
são, então, colocados a diferentes distâncias de uma fonte de
nem flácidas, e o estômato se fecha.
luz, de modo a expor as folhas a diversas intensidades lumino-
28. A taxa de fotossíntese aumenta progressivamente em função sas. Nos tubos em que a solução permanecer rósea, não houve
do aumento na concentração de CO2, até esta atingir cerca de variação na concentração de CO2, o que indica equilíbrio entre
0,3%, cerca de dez vezes a concentração atmosférica normal; a fotossíntese e respiração. A intensidade luminosa recebida por
partir daí, o aumento na concentração de CO2 não causa au- esses tubos corresponde, portanto, ao ponto de compensação
mento na taxa de fotossíntese. Até essa concentração de gás fótico da planta em estudo.
carbônico, diz-se que o CO2 está atuando como fator limitante
do processo de fotossíntese. 36. O anel de Malpighi consiste na remoção de um anel de casca de
um ramo caulinar. A região imediatamente acima da operação
29. Em condições ideais de temperatura e concentração de CO2 at- torna-se intumescida com o passar do tempo pelo intenso cres-
mosférico, a taxa de fotossíntese aumenta progressivamente cimento dos tecidos, devido ao acúmulo de substâncias nutriti-
devido ao aumento de luminosidade até atingir um certo valor. vas, cujo deslocamento das folhas para as raízes é interrompido
Essa intensidade luminosa a partir da qual a taxa de fotossíntese pela remoção da casca. Quando o anel é feito no caule princi-
deixa de aumentar é chamada de ponto de saturação luminosa. pal, a planta morre, pois suas raízes deixam de receber o alimen-
30. Ponto de compensação luminosa, ou ponto de compensação to enviado pelas folhas.
fótico, é a intensidade luminosa em que as taxas de fotossíntese
37. A hipótese do fluxo por pressão, ou hipótese do desequilíbrio
e de respiração se equivalem, ou seja, todo o gás oxigênio libe-
osmótico, ou ainda, hipótese do fluxo em massa, considera que
rado na fotossíntese é utilizado na respiração e todo gás
o deslocamento da seiva elaborada através do floema resulta
carbônico produzido na respiração é utilizado na fotossíntese.
de um desequilíbrio osmótico entre a fonte e o destino das
No ponto de compensação luminosa, a planta não realiza trocas
substâncias orgânicas. Nas regiões de produção ou de
gasosas com o ambiente.
armazenamento (fontes) ocorre um bombeamento ativo de
31. O ponto de compensação luminosa varia nas diferentes espé- substâncias orgânicas solúveis, principalmente sacarose, para
cies de planta. Espécies com pontos de compensação elevados o interior dos tubos e das células crivadas que compõem o
só conseguem viver em locais de alta luminosidade, sendo por floema. Com isso a pressão osmótica no interior desses ele-
isso chamadas de plantas heliófilas (do grego helios, sol, e mentos torna-se maior do que nas células vizinhas e eles pas-
philos, amigo), ou plantas de sol. Espécies com pontos de com- sam a absorver água. Essa entrada de água nos elementos
pensação luminosa mais baixos necessitam de intensidades me- floemáticos cria uma corrente de líquido que arrasta passiva-
nores de luz e podem viver em ambientes sombreados, sendo mente as moléculas orgânicas em direção a seus destinos, onde
por isso chamadas de plantas umbrófilas (do latim umbra, som- elas são ativamente absorvidas e utilizadas pelas células. A ab-
bra), ou plantas de sombra. sorção de substâncias orgânicas pelas células consumidoras faz
32. Certas plantas apresentam o chamado metabolismo CAM, uma com que a pressão osmótica diminua no interior dos elemen-
adaptação a climas secos. Essas plantas mantêm os estômatos tos floemáticos e se torne menor do que a das células vizinhas.
fechados durante o dia, abrindo-os apenas à noite, como estraté- Com isso, os tubos crivados e as células crivadas perdem água
gia para evitar a perda de água por transpiração estomatar. Du- para as células vizinhas, o que contribui para a manutenção da
rante a noite, a temperatura diminui e a taxa de evaporação tor- corrente líquida desde as células produtoras e armazenadoras
na-se menor que de dia. Plantas com metabolismo CAM captam até as regiões de consumo.

66 RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES

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38. Muitas espécies de planta apresentam laticíferos constituídos por 46. A giberelina promove a germinação de sementes e o desenvol-
células produtoras de látex, localizadas no córtex ou entre os vimento de brotos; estimula o alongamento do caule e das fo-
elementos do floema. O látex é um fluido, em geral leitoso, cuja lhas, a floração e o desenvolvimento de frutos. Ela é produzida
composição varia consideravelmente entre as espécies, poden- em meristemas, frutos e sementes.
do conter proteínas, alcalóides, amido, açúcares diversos, óleos, 47. Algumas variedades de plantas são anãs por não produzirem uma
taninos, resinas e gomas. Quando exposto ao ar, ele coagula, e giberelina responsável pelo crescimento do caule. Por exemplo, uma
uma de suas funções parece ser a selagem de ferimentos super- linhagem de ervilha anã, a mesma usada pelo geneticista Gregor
ficiais da planta, evitando a entrada de fungos e bactérias no Mendel em seus experimentos clássicos sobre hereditariedade, não
organismo. Além dessa função, o látex pode servir como reserva possui giberelina GA1. Nessas plantas, o gene responsável pela for-
de nutrientes e evitar a predação da planta por animais, uma mação da giberelina GA1 está alterado, produzindo uma forma ina-
vez que apresenta, em geral, sabor amargo e pode conter subs- tiva da enzima responsável pela reação de formação desse hormônio.
tâncias tóxicas. Plantas de ervilha com o gene da giberelina GA1 alterado, porém,
39. Hormônios vegetais, ou fitormônios, são substâncias orgânicas crescem até o tamanho normal se for aplicada sobre elas a quanti-
produzidas em determinados locais da planta e transportadas dade adequada de giberelina GA1 durante o desenvolvimento.
para outros locais onde exercem seus efeitos. Em pequeníssimas 48. Um efeito importante da giberelina é na germinação das se-
quantidades, eles afetam o funcionamento de células específi- mentes. Quando as sementes absorvem água (embebição) e a
cas, denominadas células-alvo do hormônio, provocando alte- germinação tem início, o embrião libera giberelinas. Estas difun-
rações no metabolismo celular. dem-se pelos tecidos da semente e estimulam a síntese de
40. As auxinas estimulam o alongamento das células do caule e atuam enzimas hidrolíticas, que passam a degradar as moléculas das
no fototropismo, no geotropismo, na dominância apical e no de- reservas alimentares estocadas no endosperma e cotilédones.
senvolvimento dos frutos. Auxinas são produzidas no meristema Os produtos dessa digestão (açúcares, aminoácidos etc.) são
apical do caule, em primórdios foliares, folhas jovens, flores, fru- absorvidos pelas células do embrião, que os utilizam como ma-
tos e sementes. téria-prima para seu crescimento.
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41. As moléculas de auxina deslocam-se do lado iluminado do caule 49. A citocinina estimula as divisões celulares e o desenvolvimento
para o lado oposto. Assim, a face oposta à fonte de luz fica com das gemas, participa da diferenciação dos tecidos e retarda o
uma quantidade aumentada de auxina, o que faz as células se envelhecimento dos órgãos. Seu local de produção é desconhe-
alongarem mais que na face iluminada, provocando o dobra- cido, mas acredita-se que um deles seja a extremidade das raízes.
mento do caule em direção à fonte de luz.
50. As citocininas atuam em associação com as auxinas no controle
42. As células do caule são menos sensíveis à auxina que as da da dominância apical. Nesse caso, os dois hormônios têm efei-
raiz. Assim, uma concentração de auxina suficiente para indu- tos antagônicos: as auxinas que descem pelo caule inibem o
zir um crescimento “ótimo” do caule tem forte efeito inibidor desenvolvimento das gemas laterais, enquanto as citocininas
sobre o crescimento da raiz. Por outro lado, concentrações óti- provenientes das raízes estimulam as gemas a se desenvolve-
mas para o crescimento da raiz são insuficientes para produzir rem. Quando a gema apical é removida, cessa a ação das auxinas
efeitos no caule. e as citocininas induzem o desenvolvimento das gemas laterais.
43. As auxinas também participam da formação dos frutos. As se- 51. Quando um fragmento de uma planta, um pedaço de parênquima,
mentes em desenvolvimento de diversas plantas liberam auxinas por exemplo, é colocado em meio de cultura contendo todos os
que atuam sobre a parede do ovário, causando seu desenvolvi- nutrientes essenciais à sua sobrevivência, as células podem cres-
mento no fruto. Quando a fecundação não ocorre e as semen- cer mas não se dividem. Se adicionamos apenas citocinina a esse
tes não se formam, o ovário dessas plantas não se desenvolve meio, nada acontece, mas, se também colocamos auxina, as cé-
em fruto. No entanto, em diversas espécies, se auxina for aplica- lulas passam a dividir-se e podem diferenciar-se em diversos ór-
da ao ovário, este se desenvolve em fruto, mesmo que não ocorra gãos. O tipo de órgão que surge em uma cultura de tecidos vege-
fecundação. Essa estratégia tem sido utilizada para a produção tais depende da relação entre as quantidades de citocinina e auxina
comercial de frutos partenocárpicos, muito apreciados por não adicionadas ao meio. Quando as concentrações dos dois hormônios
apresentarem sementes. são iguais, as células se multiplicam mas não se diferenciam, for-
44. Dominância apical é o efeito inibidor que a gema apical do cau- mando uma massa celular denominada calo. Se a concentração de
le exerce sobre as gemas laterais, impedindo que elas saiam do auxina é maior que a de citocinina, o calo forma raízes. Se, por
estado de dormência e se desenvolvam em novos ramos. Quan- outro lado, a concentração de citocinina é maior que a de auxina, o
do a gema apical é removida, as gemas laterais começam logo a calo forma brotos.
se desenvolver produzindo ramos laterais nas axilas das folhas. 52. O ácido abscísico é um inibidor do crescimento, promovendo a
Entretanto, se auxina for aplicada sobre a região cortada, o de- dormência de gemas e de sementes, e induzindo o envelheci-
senvolvimento das gemas laterais continua inibido. mento de folhas, flores e frutos. Ele induz também o fechamento
45. A separação natural de folhas, flores e frutos do caule, fenôme- dos estômatos. Seu local de produção são: folhas, coifa e caule.
no conhecido como abscisão, resulta de alterações químicas e 53. O ácido abscísico causa a dormência de sementes, impedindo
estruturais que ocorrem próximo à base do pecíolo. Ao envelhe- sua germinação prematura. Embriões de milho portadores de
cerem, folhas, flores e frutos passam a produzir progressivamente
mutações que impedem a produção de ácido abscísico não apre-
menos auxina, cuja presença é importante para evitar a abscisão. sentam dormência e germinam ainda na espiga. Em regiões ári-
Com isso, formam-se na base do pecíolo duas camadas trans- das, as sementes de muitas plantas só germinam após serem
versais de células especializadas: a camada de separação, ou de
lavadas pela água da chuva, que remove o excesso de ácido
abscisão, e a camada protetora. A primeira é constituída por abscísico nelas presente.
células pequenas com paredes finas e frágeis, que são quebra-
das por enzimas, o que provoca a separação do pecíolo do cau- 54. O etileno atua no amadurecimento de frutos e na abscisão das
le. A camada protetora é formada por células com paredes folhas. Ele é produzido em diversas partes do corpo da planta.
suberificadas que isolam a folha do caule antes de sua queda, 55. O etileno participa da abscisão das folhas juntamente com a
interrompendo o fluxo de seiva para os tecidos foliares. Após auxina. Quando a concentração de auxina nas folhas diminui
a queda, a camada protetora permanece no caule, formando a a produção de etileno é estimulada e é ele o responsável direto
cicatriz foliar no nó. pela queda das folhas.

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES 67

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56. Tropismo é o crescimento de uma planta em resposta a um es- longo, o fitocromo Pfr atua como indutor da floração. Assim,
tímulo externo. Quando a planta cresce em direção à fonte de estí- elas só florescem se os períodos de escuridão não forem muito
mulo, fala-se em tropismo positivo; quando o crescimento ocorre prolongados, de modo que não haja conversão total de fitocromo
em direção oposta à fonte de estímulo, fala-se em tropismo nega- Pfr em fitocromo Pr. Na época do ano em que as noites são lon-
tivo. Nastismos são movimentos que ocorrem em resposta a um gas, as plantas de dia-longo não florescem, porque todo o
estímulo, mas cuja direção é independente da orientação do fator fitocromo Pfr é convertido em fitocromo Pr, o qual não é capaz
estimulante. de induzir a floração.
57. Quando uma planta é colocada na posição horizontal, as auxinas 65. Vernalização é o efeito que o frio exerce sobre processos fisioló-
produzidas pela gema apical do caule migram para a região vol- gicos das plantas como a floração ou a germinação da semente
tada para o solo, o que faz as células desse lado crescerem mais de certas espécies. Por exemplo, o trigo de inverno, uma planta
que as do lado oposto; com isso, o caule curva-se para cima. Na de dia-curto, não florescerá, mesmo quando submetido a
raiz, o aumento de auxina no lado voltado para baixo inibe o fotoperíodo apropriado, se a planta não for exposta por várias
alongamento celular e as células do lado oposto alongam-se semanas a temperaturas inferiores a 10 °C. Se, após a vernalização,
relativamente mais, o que faz a raiz se curvar para baixo.
o trigo de inverno for submetido a fotoperíodos indutores meno-
58. Fitocromo é uma proteína de cor azul-esverdeada que pode as- res que o fotoperíodo crítico, ele florescerá.
sumir duas formas interconversíveis, isto é, que podem se trans-
formar uma na outra: o fitocromo Pr, uma forma inativa, e o
fitocromo Pfr, a forma ativa. O fitocromo Pr transforma-se em QUESTÕES PARA PENSAR E DISCUTIR
fitocromo Pfr ao absorver luz vermelha de comprimento de onda
na faixa dos 660 nm. O fitocromo Pfr, por sua vez, se transforma QUESTÕES OBJETIVAS
em fitocromo Pr ao absorver luz vermelha de comprimento de
66. a 67. c 68. d 69. d 70. a 71. a
onda mais longo, na faixa dos 730 nm (vermelho de onda mais
longa), ou na escuridão. A capacidade das plantas de responde- 72. b 73. b 74. b 75. b 76. c 77. c

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rem a estímulos luminosos é conferida pelo fitocromo Pfr. 78. b 79. a 80. d 81. b 82. b 83. d
59. Fotoblastismo é o efeito que a luz exerce sobre a germinação das 84. c 85. b 86. a 87. c
sementes. As sementes que necessitam de estímulo luminoso para
germinar são chamadas de fotoblásticas positivas e as que não QUESTÕES DISCURSIVAS
necessitam de luz são denominadas fotoblásticas negativas. 88. a) A planta do salgueiro aumentou seu peso no decorrer de 5
As sementes fotoblásticas positivas necessitam de estímulo lumi- anos não apenas pela incorporação de água e sais minerais,
noso porque nelas o processo de germinação é induzido pelo mas, principalmente, pela produção de matéria orgânica na
fitocromo Pfr, que se forma durante o período de exposição à luz. fotossíntese, usando como fonte de carbono e oxigênio o
60. É o fenômeno apresentado pelas plantas que germinam no escu- gás carbônico do ar atmosférico.
ro. Normalmente ele ocorre enquanto a jovem planta está sob o b) O desaparecimento de 60 g de terra original pode ser credi-
solo e constitui um processo adaptativo que evita o contato direto
tado à assimilação, pelo vegetal, de sais minerais presentes
da gema apical e das primeiras folhas com as partículas de solo, o
na terra do plantio.
que poderia acarretar danos às frágeis estruturas da jovem planta.
Quando a jovem planta continua a crescer no escuro, o estiolamento 89. Plantas que não se desenvolvem bem em locais sombreados,
resulta em caule muito alongado, devido ao crescimento anormal necessitando ficar expostas ao sol, são denominadas “plantas
dos entrenós, folhas pequenas, persistência do gancho de germi- de sol” (ou heliófilas), e têm ponto de compensação luminosa
nação e cor amarelada, uma vez que os plastos não produzem elevado. Para crescer, as plantas precisam acumular substâncias
clorofila na ausência de luz. Esse conjunto de características, típico orgânicas, realizando mais fotossíntese do que respiração; por-
do estiolamento, é causado pela ausência de fitocromo Pfr. tanto, elas precisam receber intensidade de luz superior à de
seu ponto de compensação luminosa. “Plantas de sombra” (ou
61. Fotoperiodismo é qualquer resposta biológica que ocorre em função
umbrófilas) têm pontos de compensação luminosa mais baixos.
de mudanças na razão entre o período iluminado e o período de
escuridão a que o organismo fica exposto, em um ciclo de 24 horas. 90. Devido à insuficiência de água em um dos ambientes e à falta
62. Quanto à influência do fotoperiodismo na floração, as plantas são de luz (anoitecer) no outro ambiente, o comportamento espera-
classificadas em: de dia-longo, de dia-curto e indiferentes. Plantas do para os estômatos é o mesmo, ou seja, deverá ocorrer seu
de dia-curto são aquelas que florescem quando a duração do pe- fechamento em decorrência da perda de turgor das células
ríodo iluminado é inferior a um determinado número de horas, estomáticas. O fechamento dos estômatos protege a planta da
denominado fotoperíodo crítico. Plantas de dia-longo são as que dessecação.
florescem quando a duração do período iluminado é superior a um 91. a) Há uma relação direta entre o uso de fertilizante e a produ-
determinado número de horas (fotoperíodo crítico). Plantas indife- ção de arroz.
rentes são as que florescem independentemente do fotoperíodo.
b) Os períodos de alta e de baixa produção de arroz coincidem
63. Se o período de escuridão de um ciclo indutor de floração (dias com o aumento e a diminuição, respectivamente, do uso de
curtos) em plantas de dia-curto for interrompido pela exposição fertilizante.
das plantas a um curto período de iluminação, elas deixam de
c) O fertilizante contribui para um incremento na síntese de subs-
florescer. Se o período de escuridão de um ciclo inibidor de floração
tâncias orgânicas pela cultura de arroz, o que faz gerar maior
(dias curtos) em plantas de dia-longo for interrompido pela expo-
produtividade desse vegetal.
sição das plantas a um curto período de iluminação, elas passam
a florescer. A interrupção do período de iluminação não tem 92. a) Não. Seria necessário saber se as plantas de aveia florescem com
nenhum efeito sobre a floração. período de iluminação superior ou inferior a 9 horas. No primei-
64. Nas plantas de dia-curto, o fitocromo Pfr atua como inibidor da ro caso, ela seria de dia-longo e no segundo, de dia-curto.
floração. Assim, elas só florescem em estações do ano em que b) O fato de as plantas de aveia não florescerem quando sub-
as noites são longas porque, durante o período prolongado de metidas a regime luminoso de 7 horas, portanto abaixo do
escuridão, todo fitocromo Pfr converte-se espontaneamente em fotoperíodo crítico (9 horas), significa que elas são plantas de
fitocromo Pr, deixando de inibir a floração. Nas plantas de dia- dia-longo.

68 RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES

MANUAL_BIO_2_PNLEM_065_104 68 22.06.2005, 18:46


93. a) Para obter a floração de crisântemos, deve-se submeter as 8. Uma estrutura apresenta simetria se, quando cortada real ou
plantas a períodos de iluminação inferiores a 14 horas. No imaginariamente por um plano que passe por seu centro (pla-
caso da região mencionada, em que a duração do dia é de no de simetria), originar metades equivalentes. Uma bola, por
16 horas, isso pode ser feito em estufas, em que o período exemplo, apresenta simetria esférica; qualquer plano que pas-
de iluminação é controlado pelo uso de iluminação artificial se pelo centro da esfera a divide em metades simétricas. O
ou de persianas, que são fechadas a uma dada hora do dia, mesmo não ocorre com uma maçã; se esta for cortada ao longo
impedindo a entrada de luz. de seu eixo maior, realmente obteremos metades simétricas;
b) A floração do crisântemo é inibida pelo fitocromo Pfr, as plantas porém, se a cortarmos transversalmente, obteremos duas partes
florescem quando o período de escuridão do ciclo de 24 horas é não-simétricas. Nesse caso, fala-se em simetria radial, pois
longo o suficiente (maior do que 10 horas) para que o Pfr seja metades simétricas são obtidas apenas por planos de corte lon-
convertido em Pr e deixe de inibir a floração. Assim, as plantas gitudinais, orientados como os raios de uma circunferência.
devem receber até um máximo de 14 horas de iluminação (pe- Outro tipo de simetria é a bilateral. Nesse caso há um único
ríodo de escuridão maior do que 10 horas) para florescer. plano que divide um objeto em metades simétricas. Nosso cor-
po, por exemplo, apresenta simetria bilateral; o único plano de
simetria possível é o plano longitudinal que divide o corpo nas
CAPÍTULO 9 metades esquerda e direita. A simetria radial ocorre em poucas
esponjas (a maioria possui corpo assimétrico), em cnidários
(águas-vivas, anêmonas-do-mar e corais) e também nas formas
CARACTERÍSTICAS GERAIS adultas de equinodermos (ouriços-do-mar, estrelas-do-mar etc.).
DOS ANIMAIS Com exceção desses, todos os outros animais têm simetria
bilateral.
GUIA DE ESTUDO 9. Muitos animais radialmente simétricos são sésseis, isto é, vivem
fixados a objetos e têm movimentos lentos. A simetria bilateral
Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

1. Os animais são organismos eucarióticos, multicelulares com nu- está associada à movimentação ativa e direcionada, característi-
trição heterotrófica.
ca de animais que nadam, cavam, rastejam, voam ou andam.
2. O apomorfismo dos animais é a presença do estágio de blástula,
10. Cefalização é a concentração de órgãos dos sentidos e de célu-
uma bola de células oca, durante o desenvolvimento embrionário.
las nervosas na região anterior do corpo, definindo uma cabeça.
3. Animais diblásticos são os que apresentam apenas dois folhetos Os principais filos cujos representantes apresentam cabeça bem
germinativos: ectoderma e endoderma; são diblásticos apenas diferenciada são os moluscos (caracóis, polvos, lulas etc.), os
os animais do filo Cnidaria (corais, anêmonas-do-mar e águas- anelídeos (vermes poliquetos), artrópodes (insetos, crustáceos,
vivas). Os animais de todos os outros filos apresentam um ter- aranhas e escorpiões) e cordados (vertebrados).
ceiro folheto germinativo, o mesoderma, e por isso são chama-
11. Os cientistas admitem que a presença de uma cavidade corpo-
dos triblásticos ou triploblásticos. Os poríferos, por não apresen-
ral interna, dentro da qual se movimentam e circulam líquidos,
tarem folhetos germinativos, não entram nessa classificação.
traz diversas vantagens ao animal. Entre outras coisas, facilita
4. Celoma é uma cavidade corporal completamente revestida por a distribuição de substâncias para as células e a eliminação de
mesoderma. Os animais que a apresentam são chamados de excretas. Outro papel importante desempenhado pelo celoma
celomados (anelídeos, moluscos, artrópodes, equinodermos e em muitos animais é a acomodação e a proteção de órgãos
cordados). Alguns animais têm uma cavidade corporal apenas internos. No interior da cavidade celômica, os órgãos podem
parcialmente revestida por mesoderma, chamada pseudoceloma; crescer e movimentar-se com maior independência. Além des-
esses animais são pseudocelomados (nematódeos). Animais sas funções, a presença de uma cavidade corporal cheia de
triblásticos em que o corpo é maciço, sem cavidade corporal líquido dá sustentação ao animal, podendo funcionar como
além da digestiva, são denominados acelomados (platelmintos). uma espécie de esqueleto, como veremos mais adiante no item
5. O celoma pode se formar de duas maneiras: a partir de fendas referente a sistemas esqueléticos.
internas que surgem no mesoderma do embrião ou do espaço 12. Metameria é a divisão do corpo em segmentos (metâmeros) ao
interno das bolsas de mesoderma que “brotam” do arquêntero. longo de seu comprimento. Ter corpo segmentado garante fle-
No primeiro caso, a formação do celoma é denominada xibilidade corporal e variedade de movimentos. Apresentam
esquizocélica; no segundo caso, o processo de formação do metameria os anelídeos, os artrópodes e os cordados.
celoma é chamado enterocélico. Dos nove principais filos de
13. Podem-se distinguir três tipos de esqueleto: hidrostático,
animais, os moluscos, os anelídeos e os artrópodes apresentam
exoesqueleto e endoesqueleto. O esqueleto hidrostático re-
celoma esquizocélico, sendo por isso considerados animais
sulta da ação da musculatura sobre as cavidades corporais
esquizocelomados. Nos equinodermos (ouriços-do-mar e estre-
cheias de líquido. Está presente em nematódeos (vermes ci-
las-do-mar) e nos cordados (cujos principais representantes são
líndricos, como a lombriga) e em anelídeos (vermes segmen-
os vertebrados), a formação do celoma é enterocélica e, por
tados, como a minhoca). O exoesqueleto é uma cobertura
isso, esses organismos são chamados enterocelomados.
rígida que envolve o corpo do animal totalmente (exoesqueleto
6. Protostômios são animais em que o blastóporo dá origem à boca completo) ou parcialmente (exoesqueleto incompleto), pro-
(moluscos, anelídeos e artrópodes); todos os animais tegendo os órgãos internos e fornecendo pontos de apoio
esquizocelomados são também protostômios. Deuterostômios para a musculatura. O exoesqueleto completo (carapaça) é
são animais em que o blastóporo dá origem ao ânus típico dos artrópodes. O exoesqueleto incompleto (concha)
(equinodermos e cordados); todos os animais enterocelomados é típico dos moluscos, como ostras, mexilhões, caracóis,
são também deuterostômios. caramujos etc. O endoesqueleto é o conjunto de estruturas
7. O subfilo Parazoa reúne os animais que não apresentam tecidos esqueléticas internas responsáveis pela sustentação corporal
nem cavidade digestiva; os poríferos são os únicos animais e pela fixação dos músculos. Nos vertebrados, as estruturas
parazoários. Com base nessas características, todos os outros esqueléticas são os ossos. Os equinodermos e a maioria dos
animais são reunidos em um outro sub-reino, Eumetazoa. animais cordados possuem endoesqueleto.

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES DAS ATIVIDADES 69

MANUAL_BIO_2_PNLEM_065_104 69 22.06.2005, 18:47


14. Sistema digestório incompleto é aquele em que há apenas uma ser muito tóxica, a NH3 tem de ser rapidamente eliminada do
abertura de comunicação da cavidade digestiva para o exterior. corpo. Nos poríferos e nos cnidários, animais em que praticamen-
Apresentam esse tipo de sistema cnidários e platelmintos; neles te todas as células têm contato direto com a água do ambiente, a
a abertura da cavidade digestiva, embora denominada boca, NH3 é eliminada por simples difusão. Não há nenhum sistema
serve tanto para a ingestão do alimento como para a eliminação especializado em eliminar as excreções celulares.
dos restos não-digeridos. Sistema digestório completo é aquele 22. Os principais tipos de órgão excretor dos animais são: a)
em que há duas aberturas da cavidade digestiva para o exterior: protonefrídios; b) canais excretores; c) metanefrídios; d) glân-
a boca, por onde o alimento entra, e o ânus, por onde são elimi- dulas antenais; e) glândulas coxais; f) túbulos de Malpighi; g)
nados os restos alimentares não utilizados. O sistema digestório rins. a) Um protonefrídio consiste de uma célula ciliada, a célu-
completo está presente em moluscos, nematódeos, anelídeos, la-flama, e de um tubo ao qual ela se liga. As células-flamas
artrópodes, equinodermos e cordados. absorvem água e excretas dos espaços entre as células, lançan-
15. Em poríferos, cnidários e platelmintos, a distribuição de substâncias do essas substâncias nos canais dos protonefrídios. O batimento
pelo corpo ocorre por simples difusão célula a célula. Embora len- dos cílios das células-flamas impulsiona a solução aquosa con-
to, o processo de difusão é eficiente porque esses animais são rela- tendo excretas (urina) até os poros excretores localizados na
tivamente pequenos e todas as suas células estão próximo da cavi- superfície corporal. Apresentam protonefrídios os platelmintos.
dade digestiva e das superfícies respiratórias. Nos nematódeos, a b) O canal excretor é formado por uma única célula gigante em
distribuição das substâncias pelo corpo é feita pelo líquido que forma de tubo. Há dois canais excretores laterais que se unem
preenche o pseudoceloma. O gás oxigênio absorvido pela superfí- na região anterior do corpo e desembocam no poro excretor
cie do corpo e os nutrientes absorvidos pela parede do tubo único, por onde a urina é eliminada do corpo. Apresentam ca-
digestório difundem-se para o líquido do pseudoceloma, através nais excretores os nematódeos. c) O metanefrídio é um tubo
do qual atingem todas as partes do corpo. Na maioria dos animais aberto nas duas extremidades, sendo uma delas alargada for-
complexos, o transporte de substâncias dá-se pelo sistema circula- mando um funil ciliado, o nefróstoma, o qual se abre na cavi-
tório, um sistema de tubos ramificados, os vasos sangüíneos, no dade celômica. A outra extremidade do metanefrídio é o

Reprodução proibida. Art.184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.


interior dos quais circula um fluido. Este é impulsionado dentro dos nefridióporo ou poro excretor, e abre-se na superfície do corpo.
vasos por meio de um ou mais corações, estruturas musculosas Apresentam metanefrídios os anelídeos e os moluscos. d) A
que se contraem ritmicamente. glândula antenal é uma bolsa dilatada e de paredes finas ligada
a uma câmara glandular, de onde parte um canal excretor. Subs-
16. Sistema circulatório fechado é aquele em que o sangue circula tâncias diversas presentes na hemolinfa, entre elas as excreções,
sempre no interior de vasos. Apresentam esse tipo de sistema são absorvidas pela região dilatada da glândula verde, de onde
anelídeos e cordados. Sistema circulatório aberto é aquele em passam para a câmara glandular. As células dessa câmara ab-
que os vasos circulatórios têm extremidades abertas, de modo sorvem substâncias ainda úteis e as devolvem à hemolinfa, res-
que o fluido sai para cavidades corporais chamadas hemocelas tando dentro da câmara glandular apenas excretas dissolvidos
ou lacunas. O fluido que se desloca em um sistema circulatório em água, que constituem a urina; esta é eliminada pelo canal
aberto costuma ser chamado de hemolinfa.