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Décio Sena

LÍNGUA PORTUGUESA O executivo mais graduado foi todo sorrisos:


SIMULADO — Está aí? É uma belezinha, portou-se muito
TRIBUNAL DE JUSTIÇA bem, não deu nenhum trabalho!
(RJ) O passageiro tinha os olhos esbugalhados:
40 — Mas como? Meu cachorro estava morto,
PROF. DÉCIO SENA vim enterrá-lo em Curitiba e agora ele aparece
vivo!
CARLOS HEITOR CONY,
Folha de S. Paulo, 10-06-2000, na íntegra.
Leia o texto I para responder às
questões de 01 a 09.
01.
Texto I
Relativamente ao conteúdo do texto, pode-se
dizer que o seu título
O poder que tudo pode
a) não apresenta ligação lógica.
01 Antigamente, era aeromoça. Agora é
b) preocupa-se em denunciar as diferentes
comissária de bordo. Não sei quem fez a
formas de tratamento pelas quais passam os
alteração do nome, acho que para pior.
passageiros das empresas aéreas.
Comissária tem sempre uma conotação policial.
c) alude à substituição do animal morto por
05 Aeromoça é uma moça alada ou quase isso. Não
um vivo.
faz muito tempo, elas freqüentavam o imaginário
d) faz menção à operosidade e capacidade de
da lascívia masculina.
sair de problemas características do pessoal
Viagem dessas, comissária ou aeromoça, num
que trabalha nas empresas aéreas.
intervalo do serviço de bordo, ela sentou ao meu
e) exemplifica, pela forma generosa como a
10 lado. Lera um livro meu e queria me contar um
autoridade pública foi tratada, o quase
caso, que eu poderia aproveitar quando não
inesgotável poder que parecem possuir.
tivesse assunto.
Um sujeito despachara um cão numa daquelas
02.
gaiolas especiais para o transporte de animais.
15 Quando o avião chegou a seu destino, o pessoal
Observe o fragmento “um cachorro da
do aeroporto verificou que o cachorro havia
mesma raça, do mesmo tamanho e da mesma
morrido durante a viagem. Como o passageiro
idade” (ls. 19-20). Não estaria correta passagem
era importante autoridade, a turma de terra se
assim escrita:
mexeu e providenciou um cachorro da mesma
20 raça, do mesmo tamanho e da mesma idade do
a) um cachorro de mesmo tamanho, raça e
falecido.
idade.
Enquanto isso, levaram o passageiro para a
b) um cachorro de mesma raça, idade e
sala vip e o distraíram com atenções e
tamanho.
mordomias, até que fosse feita a troca do
c) um cachorro de mesmos tamanho, idade e
25 cachorro morto pelo cachorro vivo.
raça.
Volta e meia, a autoridade reclamava pela
d) um cachorro de mesmas raça e idade e
bagagem que despachara, mas os executivos da
mesmo tamanho.
empresa o rodeavam, mostravam coisas,
e) um cachorro de mesmas raça, idade e
ofereciam brindes e prometiam outros.
tamanho.
30 Garantiram-lhe uma viagem de ida e volta, em
primeira classe, a qualquer ponto do globo
03.
terrestre. E podia levar a família, a prole, a babá.
Até que surgiu a tal gaiola com o animal. O
Com respeito às idéias do texto, é
sujeito deu um berro:
improcedente afirmar-se que:
35 — O que fizeram com o meu cachorro?
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a) A demora que houve para que a bagagem 06.


do passageiro lhe chegasse às mãos deveu- O emprego das duas primeiras vírgulas
se à necessidade de substituir-se o conteúdo encontradas em “Viagem dessas, comissária ou
da mala. aeromoça, num serviço de bordo, ela sentou ao
b) A preferência dada pelo autor ao termo meu lado.” (ls. 10) está justificado
“aeromoça” é justificada pela não
vinculação desta palavra com a área a) por isolarem vocativo.
semântica relativa a polícia. b) por isolarem expressão de natureza
c) O fato de a crônica ter sido escrita sugere adverbial intercalada.
que o autor estava sem assunto. c) por isolarem aposto.
d) Ainda que sem tal interesse, o texto d) por marcarem deslocamento do sujeito.
demonstra como certos vocábulos deixam e) por caracterizarem antecipação de termo
de circular entre nós, substituídos por pleonástico.
outros.
e) Certas expressões textuais, como “Volta e 07.
meia” (l. 26) e “Até que” (l. 38) são
sugestivas do tempo relativamente longo NÃO é expressão utilizada no texto em
para que fosse concluída a providência alusão ao proprietário do cão:
tomada pelos executivos da empresa.
a) um sujeito;
04. b) passageiro;
c) executivo;
A passagem “até que fosse feita a troca do d) autoridade;
cachorro morto pelo cachorro vivo.” (ls. 24-25) e) o sujeito.
reescrita com alteração de voz verbal redundaria
em: 08.

a) até que a troca do cachorro morto pelo Indique a alternativa em que o pronome não
cachorro vivo tivesse sido feita. está corretamente indicado, com respeito a seu
b) até que fizessem a troca do cachorro morto referente.
pelo cachorro vivo.
c) até que a troca do cachorro morto tivesse a) “a seu destino” (l. 15) = do avião;
sido feita pelo cachorro vivo. b) “elas freqüentavam” (l. 06) = aeromoça;
d) até a troca do cachorro morto pelo cachorro c) “e o distraíram” (l. 23) = passageiro;
vivo houvesse sido feita. d) “Garantiram-lhe” (l. 25) = autoridade;
e) até trocassem o cachorro morto pelo e) “e prometiam outros” (l. 29) = brindes.
cachorro vivo.
09.
05.
Observe a oração:
“mas os executivos da empresa o rodeavam” “O que fizeram com o meu cachorro?” (l.
(ls. 27-28) 35). Qual dos itens abaixo apresenta alternativa
Com respeito ao verbo grifado, indique a incorreta para a indagação?
alternativa que exemplifica erro de utilização:
a) O que fizeram com meu cachorro?
a) rodeiam; b) Por que fizeram isto com o meu cachorro?
b) rodeavam; c) Fizeram o quê com o meu cachorro?
c) rodeio; d) Que fizeram com meu cachorro?
d) rodeiemos; e) Porque fizeram isto com meu cachorro?
e) rodeei.

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Leia o texto II para responder às questões de e) a paz a ser atingida pelo homem.
10 a 16.
12.
Texto II Considere as afirmativas abaixo:
I. A estrofe final do poema redime o
HUMILDADE negativismo das estrofes anteriores, por meio
da confirmação à fatalidade do destino
Tanto que fazer! humano.
Livros que não se lêem, cartas que não se II. A estrofe final acrescenta à idéia do pouco
[escrevem, que foi feito na vida, o desconhecimento da
línguas que não se aprendem, essência do ser humano e do sentido da vida.
amor que não se dá, III. A estrofe final apenas repete idéias já
tudo quanto se esquece. lançadas anteriormente.

Amigos entre adeuses, a) Apenas a afirmativa I está correta.


crianças chorando na tempestade, b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
cidadãos assinando papéis, papéis, papéis ... c) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
d) Apenas a afirmativa II está correta.
E os pássaros detrás de grades de chuva, e) Apenas a afirmativa III está correta.
e os mortos em redoma de cânfora.
13.
(E uma canção tão bela!) Considere as seguintes afirmações sobre o
uso das reticências em “cidadãos assinando
Tanto que fazer! papéis, papéis, papéis ...”
E fizemos apenas isto.
E nunca soubemos quem éramos I. Foram utilizadas como sinal de corte em
nem para quê. uma idéia, para que nela se intercale outra.
CECÍLIA MEIRELES II. Foram utilizadas como recurso expressivo.
III. Foram utilizadas para, pela repetição,
10. fazerem realçar idéia quantitativa.
Assinale a alternativa em que surge o par de
idéias que permitem sintetizar o sentido da a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
primeira estrofe. b) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
c) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
a) ação / inação; d) Apenas a afirmativa I está correta.
b) amor / ódio; e) Apenas a afirmativa II está correta.
c) cultura / natureza;
d) recordação / esquecimento; 14.
e) paixão / tédio. Com respeito aos sinais gráficos de
pontuação utilizados no poema, pode-se
11. afirmar:
No contexto do poema, os versos “E os
pássaros detrás de grades de chuva / e os a) O acento posto sobre “papéis” justifica-se
mortos em redoma de cânfora” podem ser em face de ser este vocábulo oxítono
interpretados como: terminado em is.
b) Os vocábulos “dá” e “até” acentuam-se em
a) a expectativa ante o futuro. obediência a uma mesma regra.
b) a memória da infância. c) O acento posto sobre “quê” é diferencial de
c) a tristeza dos pássaros na chuva. timbre.
d) a ausência, por motivos distintos, de d) “cânfora” e “línguas” podem ser
pássaros e homens. justificados por um mesmo preceito.
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e) “lêem” recebe acento por ser paroxítono


terminado em em.

15.
Considere as afirmativas seguintes:
I. O poema resume-se no elogio do trabalho,
condição indispensável para a dignidade
humana.
II. O poema opõe a possibilidade do fazer à
constatação do que se deixa de fazer.
III. Aquele que fala no poema inclui-se entre os
que constatam o vazio da condição humana.

a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.


b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.
c) Apenas as afirmativas I e III estão corretas.
d) Apenas a afirmativa I está correta.
e) Apenas a afirmativa II está correta.

16.
Assinale o item em que se nota afirmativa
mais adequada acerca da relação entre os versos
“Tanto que fazer” e “E fizemos apenas isto”.

a) O segundo verso apenas acrescenta uma


idéia nova à idéia expressa pelo primeiro;
esse acréscimo vem expresso pela
conjunção “e”.
b) O segundo verso explicita o que vem
expresso no primeiro, pormenorizando-o
por meio da retomada do verbo fazer.
c) O segundo verso se coloca em oposição ao
primeiro; essa oposição se entremostra pelo
emprego dos termos “tanto” e “apenas”.
d) Trata-se de relação de causa e efeito,
podendo a conjunção “e” ser substituída
pela conjunção porque, sem prejuízo de
sentido.
e) Trata-se de uma relação de conseqüência,
preparada já no primeiro verso pelo uso da
expressão “tanto que”.

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GABARITO

01) C 02) E 03) A 04) B


05) D 06) C 07) C 08) B
09) E 10) A 11) D 12) D
13) C 14) D 15) B 16) C

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