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Instrução sobre o anexo “As Escrituras ajudam a ‘ler’ a vida”

Os Livros de Deus

Considerando o relato dos discípulos de Emaús, é importante ressaltar que a


Bíblia vem em segundo lugar. Jesus não começa pelas Escrituras.
Começa por escutar; escutar a realidade dos discípulos, descrita da maneira
como eles a entendem.
S. Agostinho nos diz que Deus escreveu dois livros: a vida e a Bíblia.
O 1º livro escrito por Deus é a vida. O segundo é a Bíblia.
Deus escreveu o segundo livro somente porque o primeiro não andava mais muito bem.
Por causa do pecado não se conseguia mais perceber a Revelação de Deus no meio da vida.
Deus escreveu o 2º livro para melhorar o primeiro.
Deus escreveu a Bíblia para melhorar a vida das pessoas.

A Bíblia somente se torna Palavra de Deus quando se encarna na vida das


pessoas, quando fala a partir
da história.
- É isso que acontece com os discípulos de Emaús.
Antes de utilizar a Bíblia, Jesus procura compreender a realidade deles.
Quando usa a Bíblia, Ele o faz para que eles possam voltar a enxergar. Isto é, Jesus usa a Bíblia para melhorar
a vida deles.
- A Palavra precisa falar na realidade das pessoas, da comunidade.
Por isso, antes de propor um texto bíblico, é preciso conhecer essa realidade.
Sem isso, a Palavra não cairá em terra fértil. Voltará vazia.
Entrará pelo ouvido, mas não fará arder o coração.
- Karl Barth dizia: “Um pregador deve ter a Bíblia em uma das mãos e o jornal na outra”.
Não se pode ler a Bíblia como se não existisse história.

Ler a Bíblia por causa da Bíblia não serve para nada. Pode-se cair numa
“cultura bíblica”.
Mas se Deus quer uma vida melhor para as pessoas, então a Bíblia precisa falar
na vida delas.
Por isso, é necessário conhecer essa vida, antes de ler qualquer texto.
É da vida que se vai à Bíblia; ali é que se procura a Palavra que ilumina nossa
situação de vida; e então se volta para a vida, para transformá-la.
A Palavra de Deus contida na Bíblia sempre é Palavra falada a partir da
história de seu povo.
A Bíblia nos envia à história.
O passado alimenta o presente e o futuro; assinala os erros que devem ser corrigidos, recorda os acertos
para seguí-los, dá pistas positivas para compreender o presente e projetar o futuro.
Pelo exemplo de Emaús, não basta ler a Bíblia. É preciso ajudar nossa comunidade a redescobrir suas ra-
ízes, a reencontrar sua história.

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