You are on page 1of 27

REALISMO

1. (Unicamp-SP) No romance Memórias póstumas de Brás Cubas, o narrador fornece ao leitor


uma visão nada lisonjeira das personagens, especialmente quando se trata das personagens
femininas.

a) Sabendo que essa visão do narrador é acentuada no processo de construção daquela que foi
a sua primeira e grande paixão de juventude, identifique essa personagem e cite ao menos um
dos traços que a caracterizam.

b) Referindo-se a D. Plácida, afirma o narrador: “Foi assim que lhe acabou o nojo”. Qual a
função exercida por essa personagem na trama do citado romance? De que nojo se trata e de
que modo ele teria acabado?

Resposta

2. (Unicamp-SP) Leia a seguir o capítulo CX de Memórias póstumas de Brás Cubas, de


Machado de Assis, e que significativamente tem o título de “31”.

"Uma semana depois, Lobo Neves foi nomeado presidente de província. Agarrei-me à
esperança da recusa, se o decreto viesse outra vez datado de 13; trouxe, porém, a data de 31, e
esta simples transposição de algarismos eliminou deles a substância diabólica. Que profundas
que são as molas da vida!"
a) O narrador refere-se aí a um episódio de bastante importância para o prosseguimento de sua
vida amorosa. Quais as relações entre o narrador e a personagem Lobo Neves aí citada?

b) Que episódio anterior deve ser levado em conta para se entender o trecho “Agarrei-me à
esperança da recusa, se o decreto viesse outra vez datado de 13”?

c) A frase “Que profundas que são as molas da vida!” pode ser interpretada como irônica no
contexto do romance. Por quê?

Resposta

3. (Fuvest-SP)

"Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui
ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-
me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto."
Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.

a) Explique resumidamente o que era o “emplasto” e por que deveria ter trazido celebridade a
Brás Cubas.
b) Relacionando-a sucintamente ao contexto sócio-histórico em que se desenvolve o enredo
do romance, explique a frase "coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do
meu rosto".

Resposta

4. (Fuvest-SP)

"Ao cabo, era um lindo garção, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote
na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das
antigas baladas, que o Romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas
do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde
o Realismo o veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os
seus livros."
a) É possível considerar o texto como uma apologia do Realismo? Justifique sua resposta.

b) Que tem o Romantismo brasileiro a ver com a Idade Média? Exponha seu ponto de vista a
respeito do problema.

Resposta

5. (UFV-MG) Observe como o narrador inicia o primeiro capítulo de Memórias póstumas de


Brás Cubas:

"Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria
em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar
pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que
eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi
outro berço; a segunda é que escrito ficaria assim mais galante e mais novo."
ASSIS, Machado de. In: COUTINHO, Afrânio (Org.). Obra completa.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1992. v. I, p. 513.

Escreva, de forma concisa, sobre o narrador-personagem, Brás Cubas, apontando elementos


que justifiquem a postura revolucionária de Machado de Assis, como iniciador do movimento
literário realista.

Resposta

6. (UFU-MG)

Não houve lepra


"Não houve lepra, mas há febres por todas essas terras humanas, sejam velhas ou novas. Onze
meses depois, Ezequiel morreu de uma febre tifóide, e foi enterrado nas imediações de
Jerusalém, onde os dois amigos da universidade lhe levantaram um túmulo com esta
inscrição, tirada do profeta Ezequiel, em grego: 'Tu eras perfeito nos teus caminhos'.
Mandaram-me ambos os textos, grego e latino, o desenho da sepultura, a conta das despesas e
o resto do dinheiro que ele levava; pagaria o triplo para não tornar a vê-lo.

Como quisesse verificar o texto, consultei a minha Vulgata, e achei que era exato, mas tinha
ainda um complemento: 'Tu eras perfeito nos teus caminhos, desde o dia da tua criação'. Parei
e perguntei calado: 'Quando seria o dia da criação de Ezequiel?' Ninguém me respondeu. Eis
aí mais um mistério para ajuntar aos tantos deste mundo. Apesar de tudo, jantei bem e fui ao
teatro."

Machado de Assis. Dom Casmurro. Cap. CXLVI.

Este capítulo de Dom Casmurro permite classificar a narrativa de Machado de Assis como
realista. Desenvolva essa idéia, comprovando-a com dois elementos do texto.

Resposta

7. (Fuvest-SP) Leia atentamente as seguintes afirmações:

"A vida íntima do brasileiro nem é bastante coesa, nem bastante disciplinada, para envolver e
dominar toda a sua personalidade e, assim, integrá-la, como peça consciente, no conjunto
social. Ele é livre, pois, para se abandonar a todo repertório de idéias, gestos e formas que
encontre em seu caminho, assimilando-os freqüentemente sem maiores dificuldades."
Adaptado de Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil.

Essas afirmações aplicam-se à personagem Brás Cubas? Justifique sucintamente sua resposta.

Resposta

8. (Unirio-RJ) Sobre o Realismo, assinale a afirmativa correta.

a) O romance é visto como distração e não como meio de crítica às instituições sociais
decadentes.

b) Os escritores realistas procuram ser pessoais e objetivos.

c) O romance sertanejo ou regionalista originou-se no Realismo.

d) O Realismo constitui uma oposição ao idealismo romântico.


e) O Realismo vê o Homem somente como um produto biológico.

Resposta

9. (UEL-PR) É correto afirmar sobre Machado de Assis:

I. Foi sobretudo pela imaginação de suas narrativas, mais do que pelo estilo ou senso de
realismo, que se notabilizou como nosso maior ficcionista do século XIX.

II. Seus primeiros romances consagraram-no como um grande prosador realista, mas a partir
de Memórias póstumas de Brás Cubas sua obra tomou o rumo inesperado da ficção fantástica.

III. Seus contos, sobretudo a partir de Papéis avulsos, são obras-primas de análise psicológica,
alegorização social e interpretação das fraquezas humanas.

Assinale a alternativa correta.

a) Apenas a afirmação II é verdadeira.

b) Apenas a afirmação III é verdadeira.

c) Apenas as afirmações I e II são verdadeiras.

d) Apenas as afirmações II e III são verdadeiras.

e) As afirmações I, II e III são verdadeiras.

Resposta

10. (Mackenzie-SP) Por suas características, não se encaixa na prosa machadiana o trecho que
aparece na alternativa:

a) "Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui
ministro, não fui califa, não conheci o casamento."

b) "A leitora, que é minha amiga e abriu este livro com o fim de descansar da cavatina de
ontem para a valsa de hoje, quer fechá-lo às pressas, ao ver que beiramos um abismo. Não
faça isso, querida; eu mudo de rumo."

c) "[...] Não sei se lhe meti algumas rabugens de pessimismo. Pode ser. Obra de finado.
Escrevia-a com a pena da galhofa e a tinta da melancolia, e não é difícil antever o que poderá
sair desse conúbio."

d) "Não sou criança, nem idiota; vivo só e vejo de longe; mas vejo. Não pode imaginar. Os
gênios fazem aqui dois sexos como se fosse uma escola mista. Os rapazes tímidos, ingênuos,
sem sangue, são brandamente impelidos para o sexo da fraqueza; são dominados, festejados,
pervertidos como meninas ao desamparo."

e) "O pior é que era coxa. Uns olhos tão lúcidos, uma boca tão fresca, uma compostura tão
senhoril; e coxa! Esse contraste faria suspeitar que a natureza é às vezes um imenso escárnio.
Por que bonita, se coxa? por que coxa, se bonita?"

Resposta

11. (Mackenzie-SP)

"Imagine a leitora que está em 1813, na igreja do Carmo, ouvindo uma daquelas boas festas
antigas, que eram todo o recreio público e toda a arte musical. Sabem o que é uma missa
cantada; podem imaginar o que seria uma missa cantada daqueles tempos remotos. Não lhe
chamo a atenção para os padres e os sacristãos, nem para o sermão, nem para os olhos das
moças cariocas, que já eram bonitos nesse tempo, nem para as mantilhas das senhoras graves,
os calções, as cabeleiras, as sanefas, as luzes, os incensos, nada. Não falo sequer da orquestra,
que é excelente; limito-me a mostrar-lhes uma cabeça branca, a cabeça desse velho que rege a
orquestra, com alma e devoção."

O trecho anterior, que inicia Cantiga de esponsais, extraordinário conto de Machado de Assis,
apresenta uma das características de sua prosa.Trata-se:

a) Do pessimismo.

b) Do humor.

c) Da denúncia da hipocrisia e do egoísmo.

d) Da análise psicológica da personagem.

e) Do leitor incluso.

Resposta

12. ( PUC-Campinas-SP ) A estruturação dos capítulos de Memórias póstumas de Brás


Cubas:

a) Estabelece uma linha cronológica em sentido inverso, adequando- se, assim, à condição de
um “defunto autor”.

b) Revela os movimentos caprichosos de um narrador sem obrigações com a cronologia e a


forma do romance convencional.
c) Revela descompromisso com a linha temporal e com a constituição das personagens, cujo
caráter não se define na vertigem das cenas.

d) Estabelece um padrão próprio, constituindo-se numa série de divagações sobre a


impossibilidade de se organizar a narrativa.

e) Revela a preocupação do narrador em submeter constantemente a matéria narrada ao


julgamento do leitor, de quem espera a absolvição para tanta desfaçatez.

Resposta

13. (Fuvest-SP)

O senão do livro

"Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; eu não tenho que fazer; e,
realmente, expedir alguns magros capítulos para esse mundo sempre é tarefa que distrai um
pouco da eternidade. Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração
cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens
pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; tu amas a narração direita e nutrida, o estilo
regular e fluente, e este livro e o meu estilo são como os ébrios, guinam à direita e à esquerda,
andam e param, resmungam, urram, gargalham, ameaçam o céu, escorregam e caem..."

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.

Tendo em vista o contexto das Memórias póstumas de Brás Cubas, é correto afirmar que,
nesse excerto:

a) As imagens que se referem ao próprio livro, mesmo exageradas, apontam para


características que esse romance de fato apresenta.

b) Ao ponderar a opinião do leitor, o narrador novamente evidencia o respeito e a


consideração que tem por ele.

c) O movimento autocrítico põe em relevo, principalmente, a modéstia e a contenção


característica do narrador.

d) O fato de o narrador dirigir-se diretamente ao leitor configura um momento de exceção no


livro.

e) A atitude do narrador contradiz a constância e a persistência com que habitualmente


executa seus projetos.

Resposta
14. (UEL-PR) O romance Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é
considerado um divisor de águas — e não apenas em relação à obra do escritor, mas à história
da literatura brasileira, já que naquela obra o autor:

a) Abandona de vez a análise psicológica e a ironia, dando ênfase à trama realista calcada na
descrição dos fatos.

b) Introduz entre nós os princípios da escola naturalista, sobretudo os que representam o


determinismo científico.

c) Passa a idealizar valores morais e éticos até então relativizados, criando agora personagens
fortes e íntegras.

d) Abandona o romantismo de fundo nacionalista e passa à análise das expressões particulares


de culturas regionais.

e) Renova a forma mesma do gênero romance, dandolhe uma elasticidade na qual ironia e
análise objetiva se fundem.

Resposta

15. (PUC-SP) O capítulo I — Óbito do autor — e o último capítulo —Das negativas —, de


Memórias póstumas de Brás Cubas, fazem referências, respectivamente, a uma hesitação
sobre a abertura pelo princípio ou pelo fim das memórias do defunto autor, e a um saldo no
balanço da vida. Considerando esses capítulos e utilizando informações de que você dispõe
sobre o romance, é correto declarar que o narrador Brás Cubas:

a) É um autor defunto que oniscientemente começa a narrar, pela morte, as memórias de


amigos céticos e vaidosos, incluindo nesse narrar um balanço de sua própria história.

b) Estrutura a narrativa de modo a principiá-la pelo fim, ou seja, pela morte, e vai, aos poucos
até o final, revelando ao leitor a razão de um defunto autor se interessar em escrever suas
memórias.

c) É um autor defunto que relata seu enterro com grandeza, embora não deixe de confessar
sua vida de fracassos, confirmados no último capítulo.

d) Estrutura a narrativa de modo que o leitor siga a cronologia dos acontecimentos da vida do
autor defunto, desde a sua morte até o nascimento.

e) É um autor defunto que relata a própria morte, narrando suas memórias a partir do
nascimento, intercalandoas com reflexões psicológicas e finalizando-as com um pequeno
saldo.

Resposta

16. (FUVEST/SP)
“Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui
ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-
me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto.”
Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas.
a) Explique resumidamente o que era o "emplasto" e por que deveria ter trazido celebridade a
Brás Cubas.

b) Relacionando-a sucintamente ao contexto sócio-histórico em que se desenvolve o enredo


do romance, explique a frase "coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do
meu rosto."

Resposta

Instrução: (Unesp) A questão 17 toma por base uma passagem da Bíblia Sagrada, um trecho
de Nova Floresta, de Manuel Bernardes (1644-1710), e um trecho do romance Esaú e Jacó, de
Machado de Assis (1839-1908).
Nascimento de Esaú e Jacó

"Chegado o tempo em que ela devia dar à luz, eis que trazia dois gêmeos no seu ventre. O que
saiu primeiro era vermelho, e todo peludo como um manto de peles, e chamou-se-lhe Esaú.
Saiu em seguida o seu irmão, segurando pela mão o calcanhar de Esaú, e deu-se-lhe o nome
de Jacó. Isaac tinha sessenta anos quando eles vieram ao mundo.

Os meninos cresceram. Esaú tornou-se um hábil caçador, um homem do campo, enquanto


Jacó era um homem pacífico, que morava na tenda. Isaac preferia Esaú, porque gostava de
caça; Rebeca, porém, se afeiçoou mais a Jacó.”

(Gênesis, 25, 24-28. In: Bíblia Sagrada.


São Paulo: Editora Ave Maria, 1966. p.75-76.)

“Nova floresta

Sucede às vezes na mesma família haver três irmãos, filhos do mesmo pai e da mesma mãe, e
um, deles ser de condição fácil e bem intencionada, outro de condição retrincada e maliciosa,
e outro de condição baixa e rasteira: o primeiro parece europeu, que escreve da mão esquerda
para a direita; o segundo parece hebreu, que escreve da direita para a esquerda; o terceiro
parece chino, que escreve de cima para baixo. Mais é, que, ainda dentro do ventre de Rebeca,
já os dois meninos Esaú e Jacob renhiam e tinham tão diferentes gênios como duas nações
opostas. Nos rostos, nas vozes, nas letras, apenas há entre milhões de homens um que se
pareça inteiramente com o outro. Por que não há-de ser assim também nos gostos, opiniões e
ditames?”

In: BERNARDES, Manuel: Nova Floresta. Seleção


e apresentação de João Ubaldo Ribeiro.
Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1993. p.83.
Esaú e Jacó

"Aos sete anos eram duas obras-primas, ou antes uma só em dois volumes, como quiseres. Em
verdade, não havia por toda aquela praia, nem por Flamengos ou Glórias, Cajus e outras
redondezas, não havia uma, quanto mais duas crianças tão graciosas. Nota que eram também
robustos. Pedro com um murro derrubava Paulo; em compensação, Paulo com um pontapé
deitava Pedro ao chão. Corriam muito na chácara por aposta. Alguma vez quiseram trepar às
árvores, mas a mãe não consentia; não era bonito. Contentavam-se de espiar cá de baixo a
fruta.

Paulo era mais agressivo, Pedro mais dissimulado, e, como ambos acabavam por comer a
fruta das árvores, era um moleque que a ia buscar acima, fosse a cascudo de um ou com
promessa de outro. A promessa não se cumpria nunca; o cascudo, por ser antecipado,
cumpria-se sempre, e às vezes com repetição depois do serviço. Não digo com isto que um e
outro dos gêmeos não soubessem agredir e dissimular; a diferença é que cada um sabia
melhor o seu gosto, coisa tão óbvia que custa escrever.”

(In: ASSIS, Machado de. Esaú e Jacó.


São Paulo: Editora Mérito, 1962. p. 77-76.)

17. (Unesp) O aproveitamento de episódios, quadros, temas e passagens da Bíblia é


corriqueiro na literatura. Machado de Assis, por exemplo, tomou como referência o episódio
bíblico de Esaú e Jacó no romance de mesmo nome, que conta a história de dois gêmeos,
Pedro e Paulo. Com base neste comentário e em seus conhecimentos, releia os textos dados e
responda.

a) Na primeira frase do trecho de Machado de Assis, o narrador, por meio de uma metáfora,
identifica os gêmeos a duas obras-primas; em seguida, corrige-se, dizendo que eram uma
obra-prima em dois volumes. Explique o motivo desse procedimento do narrador, tendo em
mente que o dicionário Aurélio define obra-prima como "a melhor e/ou a mais bem feita obra
de uma época, gênero, estilo ou autor".

b) Demonstre que a oposição de temperamentos entre Esaú e Jacó, no trecho da BÍBLIA, é


mais evidente do que a oposição dos temperamentos de Pedro e Paulo, no trecho de Machado
de Assis.

Resposta

18. (UFBA/BA) Na(s) questão(ões) a seguir escreva nos parênteses a soma dos itens corretos.

“O Realismo é uma reação contra o Romantismo: o Romantismo era a apoteose do


sentimento; - o Realismo é a anatomia do caráter. É a crítica do homem. É a arte que nos pinta
a nossos próprios olhos - para condenar o que houve de mau na nossa sociedade.”
Eça de Queirós, apud NICOLA, José de. Literatura brasileira:
das origens aos nossos dias. 2 ed. São Paulo: Scipione, 1990. p. 115.

O Realismo pode ser exemplificado por:


(01) "... ela era o calor vermelho das sestas da fazenda; [...] era o veneno e era o açúcar
gostoso; era o sapoti mais doce que o mel e era a castanha do caju, que abre feridas com o seu
azeite de fogo; ela era a cobra verde e traiçoeira, a lagarta viscosa, a muriçoca doida, que
esvoaçava havia muito tempo em torno do corpo dele, assanhando-lhe os desejos..."

(02) "... o olhar fulgurante, sob a crispação áspera dos supercílios de monstro japonês,
penetrando de luz as almas circunstantes - era a educação da inteligência; o queixo,
severamente escanhoado, de orelha a orelha, lembrava a lisura das consciências limpas - era a
educação moral."

(04) "A flauta soltou o cintilante prelúdio de uma valsa de Strauss.

Os valsistas afamados deixaram-se ficar de parte, sem dúvida para se fazerem desejar. Os
caloiros e a gente de encher hesitavam em tomar a dianteira..."

(08) "Eu sabia que era bela; mas a minha imaginação apenas tinha esboçado o que Deus
criara.

Ela olhava-me e sorria.

Era um ligeiro sorriso, uma flor que desfolhava-se nos seus lábios, um reflexo que iluminava
o seu lindo rosto.

Seus grandes olhos negros fitavam em mim um desses olhares lânguidos e aveludados que
afagam os seios d'alma."

(16) "Ali está ela na solidão de seus campos, talvez menos alegre, porém, certamente, mais
livre; sua alma é todos os dias tocada dos mesmos objetos: ao romper d'alva, é sempre e só a
aurora que bruxoleia no horizonte; durante o dia, são sempre os mesmos prados, os mesmos
bosques e árvores; de tarde, sempre o mesmo gado que se vem recolhendo ao curral; à noite,
sempre a mesma lua que prateia seus raios à lisa superfície do lago!"

(32) "A praça da Alegria apresentava um ar fúnebre. De um casebre miserável, de porta e


janela, ouviam-se gemer os armadores enferrujados de uma rede e uma voz tísica e aflautada,
de mulher, cantar em falsete a 'gentil Carolina era bela'; doutro lado da praça, uma preta
velha, vergada por imenso tabuleiro de madeira, sujo, seboso, cheio de sangue e coberto por
uma nuvem de moscas, apregoava em tom muito arrastado e melancólico: 'Fígado, rins e
coração!' Era uma vendedeira de fatos de boi."

Resposta

Intrução: (UEL/PR) As questões de 19 a 21 eferem-se ao primeiro capítulo de Quincas Borba


(1892), de Machado de Assis (1839-1908).
“Rubião fitava a enseada, - eram oito horas da manhã. Quem o visse, com os polegares
metidos no cordão do chambre, à janela de uma grande casa de Botafogo, cuidaria que ele
admirava aquele pedaço de água quieta; mas, em verdade, vos digo que pensava em outra
coisa. Cotejava o passado com o presente. Que era, há um ano? Professor. Que é agora?
Capitalista. Olha para si, para as chinelas (umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo,
Cristiano Palha), para a casa, para o jardim, para a enseada, para os morros e para o céu; e
tudo, desde as chinelas até o céu, tudo entra na mesma sensação de propriedade.

— Vejam como Deus escreve direito por linhas tortas, pensa ele. Se mana Piedade tem casado
com Quincas Borba, apenas me daria uma esperança colateral. Não casou; ambos morreram, e
aqui está tudo comigo; de modo que o que parecia uma desgraça... “

ASSIS, Joaquim Maria Machado de.


Quincas Borba. Rio de Janeiro: Jackson, 1959. p. 7.

19. (UEL/PR) Com base no primeiro parágrafo do texto, considere as afirmativas a seguir.

I. O narrador, no presente, dirige suas palavras ao leitor de seu texto, conforme se pode
deduzir do emprego de “vos digo”.

II. As palavras do narrador dizem respeito a um momento de meditação de Rubião sobre sua
mudança de classe social, momento este do qual o narrador onisciente tem pleno
conhecimento.

III. O emprego de “olha” e “entra” no tempo presente reflete o apego que o protagonista tem à
sua nova condição econômica, tentando esquecer o passado.

IV. “Visse” e “cuidaria” aí estão para registrar uma possibilidade de interpretação que, na
verdade, condiz com o que realmente é relatado pelo narrador.

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I e II.

b) I e IV.

c) III e IV.

d) I, II e III.

e) II, III e IV.

20. (UEL/PR) Há, na passagem citada, um narrador a situar a personagem, Rubião, no espaço
e no tempo. Há, concomitantemente, o discurso direto através do qual

a própria personagem se apresenta. Neste jogo entre o que o narrador diz de Rubião e o
registro do que o próprio Rubião pensa, é correto afirmar que a personagem é:

a) Um novo rico a oscilar entre os valores determinados pelo capital e os valores

determinados pela família.


b) Um novo rico a encarar a si mesmo, ao mundo que o rodeia e à própria família pela ótica
do capital.

c) Um ex-professor que, embora rico, continua encarando a si mesmo, aos familiares e ao


universo circundante pela ótica da humildade.

d) Um ex-professor deslumbrado com sua nova situação de capitalista a encarar a família


pelos valores religiosos.

e) Um capitalista esquecido de sua antiga situação de professor e, desta forma, renegando seu
próprio passado.

21. (UEL/PR) Considerando os trechos transcritos nas alternativas a seguir, assinale a que
apresenta maior distanciamento temporal do presente no qual o narrador nos relata que
Rubião está à janela de sua casa em Botafogo.

a) “Cotejava o passado com o presente.”

b) “Rubião fitava a enseada, - eram oito horas da manhã.”

c) “(umas chinelas de Túnis, que lhe deu recente amigo, Cristiano Palha)”.

d) “mas, em verdade, vos digo que pensava em outra coisa.”

e) “Olha para si, para as chinelas (...) para a casa, para o jardim, para a enseada, para os
morros e para o céu”.

Resposta

Instrução: (UEL/PR) As questões de 22 a 24 referem-se ao texto III, extraído do sexto


capítulo de Quincas Borba (1892), de Machado de Assis (1839-1908).

“Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para
alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra
vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividem em paz as batatas do
campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a
destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos.
Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos
das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo
motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo
motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao
vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.”
ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Quincas Borba.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1997. p. 648-649.

22. (UEL/PR) Nessa passagem, quem fala é Quincas Borba, o filósofo. Suas palavras são
dirigidas a Rubião, ex-professor, futuro capitalista, mas, no momento, apenas enfermeiro de
Quincas Borba. É correto afirmar que a maneira como constrói esse discurso revela
preocupação com:

a) A clareza e a objetividade, uma vez que visa à compreensão de Rubião da filosofia por ele
criada, o Humanitismo.

b) A emotividade de suas palavras, dado objetivar despertar em Rubião piedade pelos


vencidos e ódio pelos vencedores.

c) A informação a ser transmitida, pois Rubião, sendo seu herdeiro universal, deverá
aperfeiçoar o Humanitismo.

d) O envolvimento de Rubião com a filosofia por ele criada, o Humanitismo, dada a urgência
em arregimentar novos adeptos.

e) O estabelecimento de contato com Rubião, uma vez que o mesmo possui carisma para
perpetuar as novas idéias.

23. (UEL/PR) Com base nas palavras de Quincas Borba, considere as afirmativas a seguir.

I. As duas tribos existem separadamente uma da outra.

II. A necessidade de alimentação determina os termos do relacionamento entre as duas tribos.

III. O relacionamento entre as duas tribos pode ser amistoso (“dividem entre si as batatas”) ou
competitivo (“uma das tribos

extermina a outra”).

IV. O campo de batatas determina a vitória ou a derrota de cada uma das tribos.

Estão corretas apenas as afirmativas:

a) I e IV.

b) II e III.

c) III e IV.

d) I, II e III.

e) I, II e IV.

24. (UEL/PR) O Humanitismo, filosofia criada por Quincas Borba, é revelador:

a) Do posicionamento crítico de Machado de Assis aos muitos “ismos” surgidos no século


XIX: darwinismo, positivismo, evolucionismo.
b) Da admiração de Machado de Assis pelos muitos “ismos” surgidos no início do século XX:
futurismo, impressionismo, dadaísmo.

c) Da capacidade de Machado de Assis em antever os muitos “ismos” que surgiriam no século


XIX: darwinismo, positivismo, evolucionismo.

d) Da preocupação didática de Machado de Assis com a transmissão de conhecimentos


filosóficos consolidados na época.

e) Da competência de Machado de Assis em antecipar a estética surrealista surgida no século


XX.

Resposta

25. (UFSC-SC)

Sem data

"Há seis ou sete dias que eu não ia ao Flamengo. Agora à tarde lembrou-me lá passar antes de
vir para casa. Fui a pé; achei aberta a porta do jardim, entrei e parei logo.
“Lá estão eles”, disse comigo.
Ao fundo, à entrada do saguão, dei com os dois velhos sentados, olhando um para o outro.
Aguiar estava encostado ao portal direito, com as mãos sobre os joelhos. D. Carmo, à
esquerda, tinha os braços cruzados à cinta. Hesitei entre ir adiante ou desandar o caminho;
continuei parado alguns segundos até que recuei pé ante pé. Ao transpor a porta para a rua, vi-
lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não acho nome certo ou claro; digo o que me
pareceu. Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar. Consolava-os a saudade de si
mesmos."
Machado DE ASSIS, J.M. Memorial de Aires.
Porto Alegre: L&PM, 1999. p. 193-194

Sobre o Texto, é CORRETO afirmar que:

01. os termos ir adiante ou desandar o caminho foram usados para indicar processos
antonímicos: caminhar para frente ou percorrer o caminho em sentido oposto ,
respectivamente.

02. os termos sublinhados no trecho: vi-lhes no rosto e na atitude uma expressão a que não
acho nome certo ou claro são pronomes, que se referem, respectiva-mente, aos dois velhos
sentados e à palavra atitude .

04. o trecho Queriam ser risonhos e mal se podiam consolar poderia ser reescrito como:
Queriam ser risonhos e mal podiam se consolar, no Português Brasileiro atual, sem alteração
de sentido.

08. o verbo dar na frase Ao fundo, à entrada do saguão, dei com os dois velhos sentados
(linhas 7 e 8) foi usado com o sentido de deparar-se.
Resposta

26. (Unama) Sua leitura atenta das Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis,
permitiu-lhe ver como o narrador desmascara a sua própria hipocrisia e a da sociedade que o
rodeia. Isso foi possível dada a seguinte situação deste narrador, evidenciada na obra:

a) É de 3ª pessoa: onisciente e onipresente.

b) Goza da impunidade de ser um “defunto–autor”.

c) É um filósofo criador da teoria do humanitismo.

d) É de 1ª pessoa, testemunha ocular do romance adúltero entre Brás Cubas e Virgília.

Resposta

27. (UEPB)

Analise as proposições seguintes que se referem aos Contos de Machado de Assis:

I. Em O espelho, O anel de Polícrates e Teoria do Medalhão há uma tendência à


dramatização, recurso utilizado com o propósito de criar a ilusão de imediatismo e
confabulação.

II. Em Um homem célebre, A causa secreta e Cantiga de Esponsais, o autor faz uma análise
psicológica de tipos humanos.

III. Em Conto alexandrino e A igreja do Diabo, o narrador relata experiências audaciosas que
revelam intenções filosófico-doutrinárias sobre as contradições humanas.

IV. Em O alienista, o autor faz uma paródia à exclusividade da ciência como detentora da
verdade humana traduzida nas peripécias de Simão Bacamarte em sua Casa Verde.

Assinale a alternativa correta:

a) Apenas I e III estão corretas.

b) Apenas II, III e IV estão corretas.

c) Apenas II e IV estão corretas.

d) Apenas I, II e III estão corretas.

e) I, II, III, IV estão corretas.

Resposta
Para responder às questões 28 e 29, ler o texto que segue.

A exposição retrospectiva

"Já sabes que a minha alma, por mais lacerada que tenha sido, não ficou aí para um canto
como uma flor lívida e solitária. Não lhe dei essa cor ou descor. Vivi o melhor que pude sem
me faltarem amigas que me consolassem da primeira. Caprichos de pouca dura, é verdade.

Elas é que me deixavam como pessoas que assistem auma exposição retrospectiva, e, ou se
fartam de vê-la, ou a luz da sala esmorece. Uma só dessas visitas tinha carro à porta e
cocheiro de libré. As outras iam modestamente, calcante pede, e, se chovia, eu é que ia buscar
um carro de praça, e as metia dentro, com grandes despedidas, e maiores recomendações.

[...]"

E bem, e o resto?

"Agora, por que é que nenhuma dessas caprichosas me fez esquecer a primeira amada do meu
coração? Talvez porque nenhuma tinha os olhos de ressaca, nem os de cigana oblíqua e
dissimulada. Mas não é propriamente o resto do livro. O resto é saber se a Capitu da praia da
Glória já estava dentro da de Matacavalos, ou se esta foi mudada naquela por efeito de algum
caso incidente.

Jesus, filho de Sirach, se soubesse dos meus primeiros ciúmes, dir-me-ia, como no seu cap.
IX, ver. 1: “Não tenhas ciúmes de tua mulher para que ela não se meta a enganar-te com a
malícia que aprender de ti.” Mas eu creio que não. E tu concordarás comigo; se te lembras
bem da Capitu menina, hás de reconhecer que uma estava dentro da outra, como a fruta dentro
da casca.

E bem, qualquer que seja a solução, uma coisa fica, e é a suma das sumas, ou o resto dos
restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão
queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me [...] A terra lhes
seja leve! [...]"

28. (PUC-RS) O trecho em questão pertence à antológica obra de Machado de Assis.

a) Memórias póstumas de Brás Cubas.

b) Dom Casmurro.

c) Memorial de Aires.

d) Quincas Borba.

e) Senhora.

Resposta
29. (PUC-RS) No trecho, _________, o narrador-personagem, expressa sua _________ diante
da impossibilidade de desvendar os mistérios que pautam as ações humanas, elemento
característico do ___________, que busca entender objetivamente os sentimentos.

a) Isaías/indignação/Romantismo.

b) Bentinho/discordância/Romantismo.

c) Escobar/insatisfação/Simbolismo.

d) Bentinho/inconformidade/Realismo.

e) Ezequiel/conformidade/Realismo.

Resposta

30. (PUC-RS) Para responder à questão, ler o texto que segue.

"Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui
ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-
me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais: não padeci a morte de
D. Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas coisas e outras, qualquer
pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que saí quite com a
vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um
pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: – Não tive filhos, não
transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria."
É dessa forma que Machado de Assis, ao encerrar a sua antológica obra Memórias póstumas
de Brás Cubas,

a) Imprime um tom determinista à narrativa, ao rejeitar qualquer possibilidade de redenção à


personagem.

b) Esclarece, finalmente, o “processo extraordinário” que o narrador utilizou para fazer o


relato após a morte.

c) Racionaliza a experiência vivida, o que evidencia o grande paradoxo da obra, já que se trata
de um “defunto-autor”.

d) Revela a existência de Brás Cubas como exitosa, apesar de não ter filhos, nem transmitir a
ninguém o legado de sua miserável existência.

e) Neutraliza o fluxo de consciência da personagem, que teve uma vida atormentada pelo ódio
e pela ganância.

Resposta

31. (PUC-RS) Para responder à questão, assinale com V (verdadeiro) ou com F (falso) as
afirmativas sobre a obra literária de Machado de Assis.
(__) Episódios de adultério e usurpação são construídos com clareza e objetividade.

(__) A visão de mundo de Machado de Assis constitui-se como uma reação ao determinismo
histórico.

(__) O equilíbrio formal do autor rompe com a tradição de lugares-comuns e preciosismos


lingüísticos.

(__) O humor escrachado evidencia-se, principalmente, em Dom Casmurro.

(__) A quebra da estrutura linear traz a instância do leitor como inovação técnica.

A seqüência correta, resultante do preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é.

a) V – V – F – F – V.

b) V – F – V – F – F.

c) V – F – V – V – V.

d) F – V – F – V – F.

e) F – F – V – F – V .

Resposta

32. (PUC-RS) Para responder à questão, ler o texto que segue.

"– Seremos felizes!

Repeti estas palavras, com os simples dedos, apertando os dela. O canapé, quer visse ou não,
continuou a prestar os seus serviços às nossas mãos presas, e às nossas cabeças juntas ou
quase juntas.

[...]

Gurgel voltou à sala e disse a Capitu que a filha chamava por ela. Eu levantei-me depressa e
não achei compostura; metia os olhos pelas cadeiras. Ao contrário, Capitu ergueu-se
naturalmente e perguntou-lhe se a febre aumentara.

[...]

Nem sobressalto nem nada, nenhum ar de mistério da parte de Capitu; voltou para mim, e
disse-me que levasse lembranças a minha mãe e a prima Justina, e que até breve; estendeu-me
a mão e enfiou pelo corredor. Todas as minhas invejas foram com ela. Como era possível que
Capitu se governasse tão facilmente e eu não?

- Está uma moça, observou Gurgel olhando também para ela.


Murmurei que sim. Na verdade, Capitu ia crescendo às carreiras, as formas arredondavam-se
e avigoravam-se com grande intensidade; moralmente, a mesma coisa. Era mulher por dentro
e por fora, mulher à direita e à esquerda, mulher por todos os lados, e desde os pés até a
cabeça."

Todas as afirmativas que seguem estão associadas ao trecho selecionado de Dom casmurro,
EXCETO:

a) O relato em primeira pessoa confere tom de parcialidade à narrativa.

b) O narrador compara-se com Capitu.

c) Capitu e Bentinho estavam num momento de cumplicidade quando Gurgel chegou.

d) Capitu sabe contornar a situação, o que provoca a inveja de Bentinho.

e) A personagem feminina é descrita de forma sugestiva e sentimentalista.

Resposta

33. (PUC-RS) Para responder à questão, analisar as afirmativas que seguem, sobre Machado
de Assis.

I. Escritor associado principalmente ao Realismo brasileiro.

II. Seus princípios de rigor métrico foram adotados por seus contemporâneos.

III. Sua poesia segue a temática que o notabilizou como prosador.

IV. Como contista, ateve-se à análise psicológica das personagens.

Pela análise das afirmativas, conclui-se que estão corretas.

a) a I e a II, apenas.

b) a I, a II, a III e a IV.

c) a I e a III, apenas.

d) a II e a IV, apenas.

e) a III e a IV, apenas.

Resposta

34. (PUC-PR) Sobre José de Alencar ou Machado de Assis, como romancistas, afirma-se:
I. “[...] invade o recesso das consciências e das situações [...] em busca dos móbeis profundos
para os atos cotidianos” (Massaud Moisés)

II. “Resiste mais o ficcionista com o talento de imaginar do que com o de observar como
certos naturalistas de segunda mão[...]” (Massaud Moisés).

III. “[...] somos induzidos a pensar que, graças à propensão para a minúcia, o flagrante, a
surpresa, o impacto se realizou mais e melhor no conto que no romance” (Massaud Moisés).

IV. “[...] a crítica tem sido unânime em reconhecer-lhe o significativo papel de pioneiro na
formulação duma consciência literária autenticamente ‘brasileira'” (Massaud Moisés).

MOISÉS, Massaud. História da literatura brasileira: romantismo, realismo.


São Paulo: Cultrix, 1984.

Assinale a alternativa correta:

a) I e II se referem a José de Alencar.

b) I e III se referem a Machado de Assis.

c) II e III se referem a José de Alencar.

d) II e IV se referem a Machado de Assis.

e) III e IV se referem a José de Alencar.

Resposta

35. (PUC-PR) Aponte a justificativa verdadeira quanto à transição entre Romantismo e


Realismo na literatura brasileira:

a) Em Dom Casmurro, Machado de Assis associa elementos da estética romântica, como a


devoção amorosa de Capitu por Bentinho, a outros, da estética realista, como a visão
científica pela qual o narrador tenta explicar as semelhanças entre seu filho e Escobar.

b) As obras de Aluísio Azevedo oferecem uma visão distorcida da realidade do final do século
XIX, pois tentam demonstrar a hipótese evolucionista enfocando unicamente personagens das
classes menos favorecidas.

c) Assim como ocorreu na ficção realista, os principais poetas do final do século XIX, Alberto
de Oliveira e Raimundo Correia, elegeram como tema a denúncia social e como técnica a
descrição objetiva.

d) Em Senhora, José de Alencar mescla elementos da estética romântica, como as luxuosas


descrições de ambientes, a outros, da estética realista, como o perfil psicológico do
protagonista masculino.
e) A poesia de Casimiro de Abreu estabelece a ponte entre o Romantismo e o Realismo,
sobretudo por seu forte conteúdo social, de que são exemplos os poemas de exaltação das
idéias abolicionistas.

Resposta

36. (PUC-PR) Sobre o romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, o ensaísta português
Helder Macedo afirmou:

“Na destruição de Capitu, na neutralização do desafio ao modo de ser alternativo que ela
representa, reside o propósito fundamental da restauração procurada por Bento Santiago
através da escrita do seu memorial. [...] Ela era uma estranha, uma intrusa, uma ameaça ao
status quo, um indesejável traço de união com uma classe social mais baixa, representando
assim também, implicitamente, a emergência potencial de uma nova ordem política que
ameaçasse o poder estabelecido. Acresce que algumas das outras características da sua
rebelde personalidade – curiosidade intelectual, gosto pela aritmética, talento financeiro,
capacidade de abstração e de previsão – eram qualidades convencionalmente associadas à
mente masculina, não qualidades aquiescentemente femininas”. O narrador deixa entrever de
forma sistemática quanto poderia haver de suspeito e de perigoso, social e sexualmente, nas
suas motivações. Classe e sexo são assim fundidos na mesma ameaça representada pela
moralidade supostamente dúbia de Capitu”.
MACEDO, Helder. Machado de Assis: entre o lusco e o fusco.

Qual dos trechos de Dom Casmurro exemplifica as idéias críticas de Helder Macedo?

a) “Capitu não achava bonito o perfil de César, mas as ações citadas por José Dias davam-lhe
gestos de admiração. Ficou muito tempo com a cara virada para ele. Um homem que podia
tudo! Que fazia tudo!” (Capítulo XXXI – “As curiosidades de Capitu”)

b) “Capitu deu-me as costas, voltando-se para o espelhinho. Peguei-lhe dos cabelos, colhi-os
todos e entrei a alisá-los com o pente, desde a testa até as últimas pontas, que lhe desciam à
cintura.” (Capítulo XXXIII – “O penteado”).

c) “Capitu ia agora entrando na alma de minha mãe. Viviam o mais do tempo juntas, falando
de mim, a propósito do sol e da chuva, ou de nada; Capitu ia lá coser, às manhãs; alguma vez
ficava para jantar.” (Capítulo LXVI – “Intimidade”).

d) “Capitu gostava de rir e divertir-se, e, nos primeiros tempos [de casados], quando íamos a
passeios ou espetáculos, era como uma pássaro que saísse da gaiola. Arranjava-se com graça e
modéstia.” (Capítulo CV – “Os braços”).

e) “Capitu e eu, involuntariamente, olhamos para a fotografia de Escobar, e depois um para o


outro. Desta vez a confusão dela fez-se confissão pura. Este era aquele [...].” (Capítulo
CXXXIX – “A fotografia”)

Resposta
37. (UFV-MG) Sobre a narrativa machadiana A Cartomante, apenas NÃO se pode afirmar
que:

a) A personagem Rita, ao concluir que “havia muita coisa misteriosa e verdadeira neste
mundo”, traduz vulgarmente a sentença de Hamlet, o famoso herói shakespeareano: “há mais
coisa no céu e na terra do que sonha a nossa vã filosofia”.

b) O desfecho de A Cartomante é trágico e seus personagens, Vilela, Camilo e Rita, formam o


típico triângulo amoroso de grande parte das obras do período realista.

c) A personagem Rita mostra-se descrente em relação às premonições da cartomante, opondo-


se ao comportamento de Camilo, extremamente supersticioso e obcecado por bruxarias.

d) A ironia machadiana reflete-se, sobretudo, nos momentos finais do texto, pelo contraste
entre as profecias otimistas da cartomante e o destino cruel dos amantes Rita e Camilo.

e) A narrativa A Cartomante retrata uma situação de adultério e confirma a tendência realista


para destruir e ridicularizar o casamento romântico.

Resposta

38. (UFV-MG) Machado de Assis foi notabilizado pela crítica por sua capacidade de construir
personagens bastante complexas, de dimensão psicológica profunda, que desmascaram as
convenções sociais hipócritas. Assinale a alternativa que indica a personagem que comprova
essa afirmativa.

a) A cartomante, de A cartomante.

b) Inácio, de Uns braços.

c) Fortunato, de A causa secreta.

d) Garcia, de A causa secreta.

e) Camilo, de A cartomante.

Resposta

39. (UFPA) O fragmento abaixo pertence ao conto O alienista, publicado entre 1881 e 1882,
por Machado de Assis, e tematiza a loucura, um dos assuntos tratado pelo autor em outras
obras suas.

“Mas o ilustre médico, com os olhos acesos da convicção científica, trancou os ouvidos à
saudade da mulher, e brandamente a repeliu. Fechada a porta da Casa Verde, entregou-se ao
estudo e à cura de si mesmo. Dizem os cronistas que ele morreu dali a dezessete meses, no
mesmo estado em que entrou, sem ter podido alcançar nada. Alguns chegam ao ponto de
conjeturar que nunca houve outro louco além dele em Itaguaí; mas esta opinião, fundada em
um boato que correu desde que o alienista expirou, não tem outra prova senão o boato; e
boato duvidoso, pois é atribuído ao padre Lopes, que com tanto fogo realçara as qualidades do
grande homem. Seja como for, efetuou-se o enterro com muita pompa e rara solenidade.”
ASSIS, Machado de. O alienista. 9. ed. São Paulo: Ática, 1992, p.55.

A respeito do fragmento e do conto a que esse pertence é correto afirmar:

(A) O narrador coloca-se distante do tempo e do espaço do enredo, não apenas para garantir
verossimilhança ao texto, objetivo da estética naturalista, mas também para disfarçar sua
admiração pelo cientista Simão Bacamarte.

(B) A Casa Verde havia sido fechada pelos revoltosos da cidade, conhecidos por Canjicas e
liderados pelo barbeiro Porfírio, que a tomara após um episódio descrito em páginas
sangrentas, bem ao gosto do Naturalismo.

(C) Simão Bacamarte trancou-se na Casa Verde para curar-se porque, antes, havia trancado lá
quase toda a população de Itaguaí como louca; ironia machadiana que o retrata como um
obsessivo, a perseguir os princípios mal assentados de sua ciência.

(D) Padre Lopes é o grande antagonista de Simão Bacamarte na obra. Ele é a representação do
anticlericalismo, forte elemento do programa naturalista, seguido de perto por Machado de
Assis.

(E) O enterro de Simão Bacamarte deu-se “com muita pompa e rara solenidade” porque a
população se sentia agradecida ao cientista, que havia levado riqueza, prosperidade, harmonia
e sossego à cidade de Itaguaí.

Resposta

40. (UFPA)

"O emplasto

[...] Todavia, não neguei aos amigos as vantagens pecuniárias que deviam resultar da
distribuição de um produto de tamanhos e tão profundos efeitos. Agora, porém, que estou cá
do outro lado da vida, posso confessar tudo: o que me influiu principalmente foi o gosto de
ver impressas nos jornais, mostradores, folhetos, esquinas, e enfim nas caixinhas do remédio,
estas três palavras: emplasto Brás Cubas. Para que negá-lo? Eu tinha a paixão do arruído, do
cartaz, do foguete de lágrimas. Talvez os modestos me arguam esse defeito: fio, porém, que
esse talento me hão de reconhecer os hábeis. Assim, a minha idéia trazia duas faces, como as
medalhas, uma virada para o público, outra para mim. De um lado, filantropia e lucro; de
outro lado, sede de nomeada. Digamos; amor da glória.”

ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas.


São Paulo: Abril Cultural, 1978, p.17.

Com relação ao texto e ao seu autor, é correto afirmar:

• O amor da glória a que se refere o narrador Brás Cubas centra-se no enaltecimento do


homem por seus atos naquela sociedade, razão por que, apesar de crítica, a obra machadiana
não ultrapassou as fronteiras do século XIX, pois revelou os valores de um homem ainda não
contaminado pela tecnologia.

• Brás Cubas se confessa ao leitor porque suas memórias servirão para ele se redimir do que
foi, enquanto vivo. A redenção das personagens que cometiam atos contrários à moral
burguesa, da época, era condição para que a obra, de um determinado, autor fosse aceita pelo
público oitocentista.

• O autor do emplasto e narrador da obra é Brás Cubas, que narra suas memórias melancólica
e seriamente. Daí a presença de um tom moral na narrativa, próprio de Machado de Assis, que
se sagrou como o grande realista brasileiro pelas lições que impingia ao severo público da
época.

• Brás Cubas, no enredo da obra, persegue a confecção do emplasto e por sua razão morre.
Isso revela a representatividade do herói que, abolicionista ferrenho, ao morrer por uma causa
que considera justa, amplia o significado da luta a que se dedicou.

• A revelação de Brás Cubas se apóia no fato de ele ter, no início da obra, se intitulado um
‘defunto autor', em contraposição a um ‘autor defunto', razão pela qual se pode desmascarar
para o leitor. Esse jogo contribui para o realismo da obra que realiza a sondagem moral
machadiana do burguês brasileiro da época.

Resposta

41. (UFAC) Com base na leitura de Dom Casmurro, examine as assertivas abaixo. Depois,
marque a alternativa correta.

I. Evidencia-se no romance um rico painel social da época a que se refere a narrativa.

II. As características atribuídas às personagens estão muito aquém das que predominavam à
época machadiana.

III. O perfil de Capitu, a partir da ótica do narrador, assemelha-se ao da mulher romântica.

IV. A dúvida instaurada a respeito da fidelidade de Capitu resulta da postura assumida pelo
narrador.

a) Apenas I, III e IV estão corretas.

b) Apenas II, III e IV estão corretas.

c) I e III são incorretas.

d) Apenas I, II e III estão corretas.

e) Apenas I e IV estão corretas.

Resposta
42. (UPE)

Assinale, na coluna I, as afirmativas verdadeiras e, na coluna II, as falsas.

Abaixo, em negrito, aparecem cinco características da produção literária de Machado de


Assis, seguidas, cada qual, de um fragmento da obra Memórias Póstumas de Brás Cubas cujo
grifo ressaltaria a característica respectiva. Analise se a relação indicada entre o fragmento e a
característica apresentada é coerente.

I II.

0 0 Relação entre ser e parecer: “Virgília é que já se não lembrava da meia dobra; toda ela
estava concentrada em mim, nos meus olhos, na minha vida, no meu pensamento; — era o
que dizia, e era verdade.” (Cap. LIII, grifo nosso)

1 1 Criação de mulheres enigmáticas: “Minha mãe doutrinava-me a seu modo, fazia-me


decorar alguns preceitos e orações; mas eu sentia que, mais do que as orações, me
governavam os nervos e o sangue[...]” (Cap. XI, grifo nosso)

2 2 Ironia: “ Também por que diabo não era ela [a borboleta preta] azul? disse comigo. E
esta reflexão, — uma das mais profundas que se tem feito, desde a invenção das borboletas,
— me consolou do malefício, e me reconciliou comigo mesmo.” (Cap. XXXI, grifo nosso).

3 3 Sarcasmo: “Daqui inferi eu que a vida é o mais engenhoso dos fenômenos, porque só
aguça a fome, com o fim de deparar a ocasião de comer, e não inventou os calos, senão
porque eles aperfeiçoam a felicidade terrestre. Em verdade vos digo que toda a sabedoria
humana não vale um par de botas curtas.” (Cap. XXXVI, grifo nosso)

4 4 Uma escrita renovadora em relação à tradição literária brasileira: “Vivi meio recluso,
indo de longe em longe a algum baile, ou teatro, ou palestra, mas a maior parte do tempo
passei-a comigo mesmo.” (Cap. LXXVII, grifo nosso)

Resposta

43. (UFT)

"Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas,
é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e
inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena."
MACHADO DE ASSIS, J. M. "Quincas Borba". In: Obras completas.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004. v. I, p. 644.

A partir da leitura desse trecho, é CORRETO afirmar que a obra Quincas Borba.

a) aborda a filosofia de Quincas Borba como algo inventado por Rubião.

b) dissimula o personagem principal quando lhe dá o nome de um cão.


c) se constitui em um romance escrito por um narrador que já tinha morrido.

d) utiliza a intertextualidade, pois remete a outra narrativa do mesmo autor.

Resposta

44. (UFT)

"Rubião conheceu-o também; e respondeu-lhe que não era nada. Capturara o rei da Prússia,
não sabendo ainda se o mandaria fuzilar ou não; era certo, porém, que exigiria uma
indenização pecuniária enorme, - cinco biliões de francos. - Ao vencedor, as batatas! concluiu
rindo."
MACHADO DE ASSIS, J. M. "Quincas Borba". In: Obras completas.
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004. v. I, p. 806.

Com base na leitura de Quincas Borba, é CORRETO afirmar que, nesse trecho, o Autor.

a) Apresenta o personagem em seus últimos momentos, num estágio avançado. de delírio.

b) Indica que Rubião, personagem marcado pela derrota, ao final alcançou seus. objetivos.

c) Mostra como a vitória de Rubião sobre o rei é uma metáfora de seu sucesso como escritor.

d) Revela que o vencedor se auto-ironiza, pois aceita a indenização em francos ou batatas.

Resposta

45. (UFT) Com base na leitura de Quincas Borba, de Machado de Assis, julgue os itens I e II.

I. O romance apresenta uma característica bastante marcada do Realismo, qual seja, a análise
do comportamento humano condicionado pela sociedade.

II. As teorias evolucionistas e positivistas constituem-se em correntes do pensamento


ironizadas ao longo da obra.

Resposta

46. (Ufam) Só uma das afirmativas abaixo NÃO se refere de modo correto a Machado de
Assis. Assinale-a:

a) No romance Memorial de Aires, de cunho memorialístico, lê-se sobre a experiência


colegial de um menino.

b) Em Quincas Borba, Rubião, herdeiro de uma grande fortuna, cai nos laços de um casal
ambicioso.
c) Em Dom Casmurro, Bentinho, ex-seminarista, conta a possível traição de Capitu, sua
mulher, com Escobar, o melhor amigo.

d) No romance Memórias Póstumas de Brás Cubas há um triângulo amoroso formado por


Brás Cubas, Virgília e Lobo Neves.

e) À primeira fase de sua obra pertencem os romances Helena, Ressurreição e A Mão e a


Luva.

Resposta

48. (Ufam) Leia as alternativas abaixo, que se referem ao romance Dom Casmurro, de
Machado de Assis.

• Não se tem certeza se Capitu de fato traiu Bentinho, principalmente se levarmos em conta
que tudo é narrado do ponto de vista deste personagem, que é um ciumento extremado e
possui uma natureza imaginativa ao extremo.

• O autor-personagem é um cinqüentão solitário que reproduz, no Engenho Novo, a casa em


que se criara na antiga rua de Mata-Cavalos, com o intuito de restaurar a adolescência na
velhice.

• No estilo narrativo do romance observa-se a técnica dos capítulos quase sempre curtos e,
dentro deles, as apóstrofes ao leitor e as digressões ora graves ora humorísticas.

• A humilde Capitu revela-se esperta e cativante, insinuando-se vitoriosamente no pequeno


mundo de D. Glória, a mãe viúva de Bentinho, vindo a casar-se, posteriormente, com seu
companheiro de meninice.

Estão corretas ou são admissíveis:

a) Somente II e III.

b) Somente I e III.

c) Somente I e IV.

d) Somente I, II e IV.

e) Todas as alternativas.