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ANAMNESE

3º ANO-
MEDICINA

PROCESSO: Cumprimentar o paciente;


Identificar-se; (sou ______________ , do 3 ano de medicina da
Unioeste);
Propósito de entrevista e estimativa de tempo (Estou
aprendendo a fazer entrevistas médicas e gostaria de lhe fazer algumas
perguntas, isso levará de 20 a 30 minutos);
Pedir a permissão do paciente (Está bem para o Sr. /Sra.? ).
Caso não estiver bem ou se alguma circunstância tornar a entrevista
inconveniente, pedir desculpas e perguntar se pode retornar outra hora.
I) DATA: _____/______/2.010
Hora: ________:________

II) ID:

a. NOME
b. IDADE
c. SEXO
d. COR
e. NACIONALIDADE
f. NATURALIDADE
g. LOCAL ONDE RESIDE ATUALMENTE
h. ESTADO CIVIL
i. OCUPAÇÃO/PROFISSÃO ATUAL E ANTERIOR
j. ESCOLARIDADE
k. RELIGIÃO

III) QP: (Qual o motivo que levou o Sr./Sra. a procurar o hospital?) .Algo
mais?

IV) HMA: (Diga o que está sentindo, em relação a sua doença, desde ela
começou até hoje):
a. LOCALIZAÇÃO : Sintoma-guia
b. DATA DE INÍCIO E MODO DE INÍCIO: Quando e como começou? Modo
de início gradativo ou brusco? Contínua, descontínua, tratamentos
efetuados e resultados
c. EVOLUÇÃO: Como evolui com o passar do tempo?
d. INTENSIDADE: forte, média, fraca?
e. FREQUÊNCIA? Qual a freqüência que o sintoma da QP ocorre?
f. DURAÇÃO: Quanto tempo dura?
g. IRRADIAÇÃO: Afeta outros locais?
h. FENÔMENOS ASSOCIADOS? Sintomas acompanhantes da QP
i. CONDIÇÕES QUE MELHORAM E PIORAM
Existe algo mais que o Sr/Sra queira falar sobre a QP?

V) SUMÁRIO: Sr/Sra, agora vou fazer um resumo de tudo que me disse. Se


houver algo errado, por favor, me corrija. Caso queira acrescentar algo,
pode me interromper:
Perguntar: é isso?

VI) HMF:

Bem, agora gostaria de fazer algumas perguntas relacionadas a você, sua


família, seu trabalho, informações essas que nos ajudarão a compreender
melhor seu caso, pode ser?
a. Fale-me sobre sua família, como é sua saúde?
b. Existe algum caso de TB, DM, PA, CA?
c. Como morreram seus familiares?

VII) HMP:
a. Quais doenças o Sr/Sra. teve quando criança? Catapora, sarampo,
caxumba, rubéola... E quando adulto? CA, TB, DM, PA...
b. Já foi internado? Se sim, qual (is) motivo(s)?
c. Cirurgias prévias? Qual o motivo de ter sido operado?
d. Já fez transfusão de sangue?
e. Alguma alergia a medicamentos? Se sim, quais? Algum mais?
f. Quais os medicamentos que faz uso?

VIII) CHV:
Agora, irei perguntar algo sobre sua moradia , sua alimentação, seus
hábitos...

a. RESIDÊNCIA: Como é sua moradia? De onde vem a água? Para onde


se destinam a urina e as fezes? Mora com quantas pessoas?
b. ALIMENTAÇÃO: fale-me sobre sua alimentação, a qualidade (o que
come) e quantidade (o quanto come), quais os momentos do dia que
costuma alimentar-se.
c. ATIVIDADE FÍSICA: Faz alguma atividade física? Se sim:
i. TIPO, DURAÇÃO E FREQUÊNCIA
d. BEBIDA ALCÓOLICA: Faz uso de algum tipo de bebida? Se sim:
i. Qual bebida? Tipo, quantidade, freqüência e duração
e. TABAGISMO: Se é ou não fumante, ou se convive com pessoas que
fumam. Se sim:
i. TIPO, QUANTIDADE E DURAÇÃO
f. DROGAS: O Sr/Sra já teve contato com drogas? (Cocaína, maconha...)

IX) REVISÃO DE SISTEMAS:


a) Cabeça: dor, tontura
b) Olhos: como é sua visão? Lacrimeja?
c) Nariz: coceira? Sangramento?
d) Orelhas: como é sua Audição?
e) Boca: feridas, cáries
f) Garganta: dor? Rouquidão?
g) Coração: Palpitação, dor, arritmia?
h) Aparelho respiratório: dói seu peito? Tosse, chiado, como é sua
respiração?
i) Aparelho digestivo: como é sua digestão? Como é o funcionamento do
intestino? Há sangue nas fezes?
j) Aparelho urinário: como é ao urinar? Sangue na urina?
k) Órgãos genitais: feridas? Corrimentos?
l) MMSS: como são seus braços? Mobilidade e força muscular
m) MMII: como estão suas pernas? Como é para caminhar? Varizes?
n) Houve emagrecimento (quantos quilos e em quanto tempo?) astenia
(fraqueza) e anorexia.

X) ABERTURA FINAL: Gostaria de acrescentar algo que não foi


comentado? Por favor, fique a vontade:
Obs:. Lembrar que numa anamnese tem que se estudar mais o
emocional do paciente, seu relacionamento familiar, estresse...
Ndn-nada digno de nota=sp –sem particularidade

EXAME FÍSICO GERAL

XI) ECTOSCOPIA: 10 CRITÉRIOS

a) Estado geral: bom, regular, mal


b) Fáscies: traços anatômicos+ expressão fisionômica – simetria,
movimentos involuntários, tumoração, depressão, edema,
massa... Exs: hipocrática, renal, leonina, adenoidiana,
parkisoniana, basedowiana, mixedematosa, acromegálica,
cushingóide, mongolóide, depressão, pseudobulbar, paralisia facial
periférica, miastênica, paralisia cerebral, etílica, esclerodérmica...
c) Atitude: ativa ou passiva
d) Orientação/ desorientação no tempo e espaço
e) Nível de consciência: LOC- lúcido, orientado e consciente
f) Mucosas: Coloração- normocorada, hipocorada/descoradas,
hipercoradas; Umidade e Coloração da pele.
g) Icterícia: pele (caroteno), colúria (urina) acolia ou hipocolia
(perda de estercobilina).
h) Cianose: intensidade- leve, moderada ou intensa. Pode ser:
localizada, generalizada, periférica ou mista
i) Febre: medir temperatura corporal
j) Hidratação/ desidratação: alteração abrupta de peso,
alterações de peso, alterações de mucosas, oculares, fontanelas
em crianças

XIII) SINAIS VITAIS:

a) Pressão arterial:
ADULTOS (MAIORES DE 18 ANOS)
Pressão Arterial (mmHg)
Sistólica Diastólica Categoria

< 130 < 85 Normal


130-139 85-89 Normal Limítrofe
140-159 90-99 Hipertensão Leve (estágio 1)
160-179 100-109 Hipertensão Moderada (estágio 2)
> 180 > 110 Hipertensão Severa (estágio 3)
> ou= 210 > ou=120 Hipertensão Muito Severa (4)
> 140 < 90 Hipertensão Sistólica Isolada
CRIANÇAS E ADOLESCENTES
Pressão Arterial (mmHg)
Os valores dos percentis 90 e 95 da pressão arterial
para cada faixa etária são normalizados para o
percentil da estatura da criança e adolescente.
Valores da PA Sistólica e
Classificação
Diastólica
Menores que o percentil
Normal
90
Entre os percentis 90 e
Normal Limítrofe
95
Maiores que o percentil
Hipertensão Arterial
95
O indivíduo deve estar sentado a pelo menos 5 minutos (testes assentados
e em decúbito dorsal apresentam diferenças nos resultados);
Ele não deve ter tomado café ou álcool antes do teste;
Tomar qualquer braço para o teste;
A braçadeira do esfignomanômetro (aparelho de presssão) deve estar à
altura do coração;
A mangueira deve estar paralela ao braço;
Não prender o estetoscópio embaixo da braçadeira;
Procedimentos:
» Primeiro medir a pulsação sem o estetoscópio (tomar o pulso radial) para
detecção de arritmias (se o indivíduo tiver arritmias os valores não serão
reais, ou seja pode ter pressão normal e parecerá alta);
» Depois colocar a braçadeira a 2 dedos da prega do braço com o
antebraço;
» Insuflar até sentir que sumiu a pulsação (teste: este valor servirá de
parâmetro para se estabelecer o máximo na medição seguinte. Ex: se sumiu
o pulso quando o relógio alcançou 120 na próxima medição insuflar até
140);
» Espere um pouco e comece a reinsuflar com o auxílio do estetoscópio
tocando a prega do braço onde sentir melhor o batimento cardíaco,
geralmente na parte interna do braço;
» Eleve o ponteiro até o valor encontrado anteriormente estipulado(teste).
» Comece a liberar o ar e acompanhe os batimentos através do
estetoscópio;
» O valor maior (sistólica) será onde o coração começou a bater mais forte;
» O valor menor (diastólica) será quando não mais ouvir os batimentos do
coração;
» Desinsuflar o aparelho.
» Obs: se ficar em dúvida quanto ao valor não deve em hipótese alguma
voltar a insuflar o aparelho para reiniciar o processo. Os valores não serão
os mesmos. Espere mais 10 minutos em repouso e tente novamente no
mesmo braço. Caso tenha pressa utilize o outro braço.

b) Temperatura: Algumas das formas para medir a temperatura


corporal são:

• Termômetro de vidro: primeiro, deve-se limpar o termômetro com


água fria e sabão ou friccionar com álcool. É preciso segurar a
extremidade oposta ao reservatório do termômetro e sacudi-lo até
que ele acuse uma temperatura igual ou inferior a 35º C (95º F). É
possível medir a temperatura em três locais do corpo:
o Oral (na boca): 36,5 a 37°C. Coloca-se o termômetro sob a
língua e, com os lábios, mantém-se o termômetro fixo. O
paciente deve respirar pelo nariz. O termômetro deve ser
mantido nessa posição durante 3 minutos.
o Retal: 36 a 37,5°C para esse método, utiliza-se um termômetro
retal. Este método é recomendado para bebês que não são
capazes de segurar o termômetro na boca de forma segura.
Lubrifique o reservatório do termômetro com vaselina.
Posicione a criança de bruços, em uma superfície plana ou no
colo. Abra as nádegas e insira o reservatório do termômetro,
cerca de 1 a 2 cm (1/2 a 1 polegada), no canal anal. Após 3
minutos, remova o termômetro e verifique a temperatura.
o Axilar (sob a axila): 35,5 a 37 °C este é o método menos
preciso. Coloque o termômetro sob a axila, com o braço
pressionado contra o corpo, durante 5 minutos antes da leitura.
• A leitura é feita segurando a extremidade oposta ao reservatório do
termômetro, de forma que os valores da temperatura fiquem voltados
para a pessoa que fará a leitura. Deve-se girar o termômetro, entre
os dedos, para frente e para trás até que um reflexo prata ou
vermelho seja observado na coluna. Em seguida, compara-se a
extremidade da coluna com o grau marcado entre as linhas do
termômetro
• Termômetro de tira plástica: as tiras plásticas contêm um cristal
líquido, termo-sensível, que muda de cor para indicar a temperatura.
Coloca-se a tira sobre a testa e realiza-se a leitura após 1 minuto. A
leitura deve ser feita enquanto a tira está sobre a testa. Esse método
não é muito preciso.
• Termômetro eletrônico: esse termômetro é utilizado como o de vidro,
mas a leitura é feita em um visor digital.

Recomenda-se que o paciente aguarde, pelo menos, uma hora após a


realização de exercício intenso ou banho quente. Deve-se aguardar 20 a 30
minutos após fumar, comer ou ingerir líquidos quentes ou frios. O
desconforto é muito pequeno. A medição da temperatura corporal pode ser
útil para determinar a presença ou ausência de febre. Também pode ser útil
na monitorização da eficácia de um tratamento, principalmente tratamento
de infecções com antibióticos.

c) Pulso (freqüência cardíaca): Cada batimento cria uma onda de


pressão, que flui junto com o sangue nas artérias. Quando elas estão
próximas a pele, isto pode ser sentido como um pulso. Em adultos, o
pulso normal em repouso fica entre 60 a 80 batimentos por minuto.
Se ele for irregular ou muito rápido ou devagar, isto pode ser um
sintoma de alguma doença. Use os dedos ao medir o pulso. Não
use o polegar ao medir a pulsação de alguma outra pessoa, pois vai
se confundir com a sua própria. Sempre pressione suavemente. Meça
a pulsação radial. Esta é a pulsação medida na parte de dentro do
pulso. Use a ponta de três dedos, abaixo do pulso na base do polegar.
Pressione até que sinta a pulsação, ou mova os dedos a procura dela.
Meça a pulsação na carótida. Você pode tentar sentir o pulso na
lateral do pescoço, com dois dedos, de preferência o indicador e
médio, no espaço entre a traquéia e o músculo do pescoço. Pressione
de leve até sentir a pulsação. Meça e grave a frequência,
regularidade e força. Use um relógio na outra mão. Note a
frequência do pulso, o número de batimentos por minuto. Veja a
força, se está fraco ou forte, e se o ritmo está regular ou irregular.
Sem o relógio: calcule a pulsação: _______________ (batimentos em 15
segundos) x 4 = ________________ (pulsação).

d) Frequência respiratória: número de ciclos respiratórios a cada


minuto.

Para medir a respiração (freqüência respiratória):


* Tenha a pessoa deitada.
* Conte quantas vezes o peito sobe por 1 minuto. Essa é a freqüência
respiratória.

Respiração (freqüência respiratória) normal, pela idade:

* Recém-nascidos: 44 respirações por minuto.


* Bebês: 20 a 40 respirações por minuto.
* Crianças em idade pré-escolar: 20 a 30 respirações por minuto.
* Crianças mais velhas: 16 a 25 batimentos por minuto.
* Adultos: 14 a 18 batimentos por minuto.
* Idosos: 19 a 26 batimentos por minuto.

SEMIOLOGIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO

Anatomia pulmonar: Possuem a forma de um cone, com o


mediastino no meio. Apresentam quatro faces:

Base pulmonar: está em contato com o diafragma. Na face anterior, a


base pulmonar está à altura da 6ª costela e na face posterior à altura da 10ª
costela.
Ápice pulmonar: está um pouco mais superior à clavícula.
Costal: está em contato com a caixa torácica.
Mediastinal: está em contato com o mediastino. Nessa face há a
penetração da raiz do pulmão e temos uma série de acidentes ou
impressões.

Pulmão direito Apresenta três lobos (superior, médio e inferior), separados


por duas grandes fissuras: a fissura oblíqua, que separa o lobo superior do
inferior, acompanha o trajeto da 6ª costela, sendo contínua na face costal e
interrompida na face mediastinal pela raiz; e a fissura horizontal. Na face
mediastinal, o pulmão apresenta relação com certas estruturas que, nos
cadáveres, deixam uma série de acidentes ou impressões:
· Sulco da veia braquiocefálica (bem acima e anterior).
· Suco da VCS (abaixo do sulco anterior).
· Arco da veia ázigos (acima do pedículo).
· Sulco da traquéia (atrás do sulco da veia braquiocefálica).
· Sulco da VCI (mais abaixo do pulmão).
· Sulco do esôfago (mais posterior).

Sintopia do hilo pulmonar direito


De anterior para posterior:
· Veia pulmonar superior direita (vai para o lobo superior)
· Artéria pulmonar direita
· Brônquio lobar superior direito
· Brônquio lobar inferior direito
· Veia pulmonar inferior direita
De cima para baixo:
· Brônquio lobar superior direito
· Artéria pulmonar direita
· Brônquio lobar inferior direito
· Veia pulmonar superior direita
· Veia pulmonar inferior direita

Pulmão esquerdo Apresenta dois lobos (superior e inferior) reparados por


uma fissura, a fissura oblíqua. As seguintes impressões apresentam-se na
face mediastinal esquerda:
· Impressão cardíaca
· Arco da artéria aorta (acima do hilo)
· Sulco da artéria aorta descendente.
· Sulco do esôfago (na frente do anterior).
· Área da traquéia e do esôfago (acima e posterior).
· Sulco da artéria subclávia esquerda.
· Sulco da veia braquiocefálica esquerda.
· Sulco da 1ª costela.
· Área do timo.
Sintopia do hilo pulmonar esquerdo
De anterior para posterior:
· Veia pulmonar superior
· Artéria pulmonar
· Brônquio principal
· Veia pulmonar inferior esquerda
De cima para baixo:
· Artéria pulmonar
· Veia pulmonar superior
· Brônquio principal
· Veia pulmonar inferior

Segmentação:

O pulmão direito possui três brônquios lobares e, ao todo, dez segmentos.


· Brônquio lobar superior: apical, anterior e posterior.
· Brônquio lobar médio: lateral e medial.
· Brônquio lobar inferior: superior (afastado), basal anterior, basal lateral,
basal posterior e basal medial.
O pulmão esquerdo possui dois brônquios lobares e, ao todo, nove
segmentos.
· Brônquio lobar superior: ápico-posterior, anterior, lingular superior, lingular
inferior.
· Brônquio lobar inferior: superior (afastado), basal anterior, basal lateral,
basal posterior e basal medial.

Inervação da árvore traqueobrônquica:


Toda a inervação da árvore traqueobrônquica é dada pelo sistema nervoso
autônomo: o parassimpático pelo nervo vago e o simpático pela cadeia
látero-vertebral. Os nervos da pleura parietal se originam dos nervos
intercostais e do frênico.

Vascularização arterial sistêmica (de nutrição):


As artérias brônquicas irrigam o pulmão, sendo a artéria brônquica
direita um tronco comum da 3ª, da 4ª e da 5ª intercostal. As artérias
brônquicas esquerdas superior e inferior são ramos diretos da aorta. A
drenagem venosa é feita pelas veias que têm os mesmos nomes das
artérias. A esquerda drena para o sistema ázigos, e a direita para o tronco
bráquiocefálico direito.

Linhas e regiões topográficas do tórax:


Face anterior:
As linhas divisórias da face anterior do tórax são as seguintes:

LINHAS VERTICAIS: Linha esternal, que passa pela borda do esterno, de um


lado e de outro. Linha médio-esternal que é medial as linhas esternais;
Linha hemiclavicular- meio da clavícula (mamilo).
LINHAS HORIZONTAIS: A primeira é traçada, para a direita e para a
esquerda, a partir da terceira articulação condroesternal. Essa articulação
serve portanto, de reparo para a contagem dos arcos costais e dos espaços
intercostais da face anterior do tórax . A segunda linha é traçada, para a
direita e para esquerda, a partir da sexta articulação condroesternal e se
prolonga pela lateral do tórax.
As regiões são:
Região esternal: Limitada, de cada lado, pelas linhas esternais
Região supra-esternal: Corresponde à região delimitada pelo prolongamento
das linhas esternais para o pescoço.
Região supraclavicular: Anteriormente, é limitada pela borda superior da
clavicula; posteriormente, pela borda superior do trapézio; e, medialmente,
pelo prolongamento da linha esternal ao pescoço.
Região infraclavicular: O limite superior é a borda inferior da clavícula; o
limite inferior, a linha horizontal traçada a partir da terceira articulação
condroesternal; medialmente, a região é limitada pela linha esternal, e
lateralmente, pela borda anterior do músculo deltóide.
Região mamária: O limite superior é a linha que passa pela terceira
articulação condroesternal, e o inferior , a linha esternal, e o limite externo,
a linha axilar anterior.
Região inframamária: É delimitada, superiormente, pela linha que passa
pela Sexta articulação condroesternal, e, inferiormente, pela borda costal;
lateralmente, estende-se até a linha axilar anterior.
Linha
clavicular

Linha
paraesternal

1- Região supraclavicular
2- Região clavicular
3- Região infraclavicular
4- Região mamária
5- Região inframamária
6- Região supraesternal
7- Região esternal
superior
8- Região esternal
inferior

Face lateral:
As linhas divisórias da face lateral do tórax são as seguintes:

LINHAS VERTICAIS: Axilar anterior, traçada para baixo, a partir da prega


axilar anterior, axilar posterior, traçada a partir da prega axilar posterior,
axilar média, que se inicia no côncavo axilar, e situa-se entre as linhas
axilares anterior e posterior.
LINHAS HORIZONTAIS: É a prorrogação da linha traçada a partir da sexta
articulação condroesternal.
As regiões são:
Região axilar: Os limites laterais são as linhas axilares anterior e posterior; o
limite superior é o côncavo axilar, e o inferior, a linha corresponde à sexta
articulação condroesternal.
Região infra-axilar: Também delimitada, lateralmente, pelas linhas axilares
anterior e posterior; superiormente, pela linha correspondente à sexta
articulação condroesternal; e, inferiormente, pela borda costal.


1. Região axilar
costela
superior

2. Região axilar inferior

12ª
costela
Face posterior:
As linhas da face posterior do tórax são as seguintes:
LINHAS VERTICAIS: Linha vertebral, traçada sobre os processos espinhosos
das vértebras.
LINHA ESCAPULAR: Traçada ao longo da borda interna da escápula.
LINHAS HORIZONTAIS: A primeira passa pela borda superior de escápula , e
a segunda, pela borda inferior de escápula.

As regiões são:
Região supra-escapular: Superior e lateralmente, é limitada pela borda
superior do trapézio; o limite inferior é a linha que passa pela borda superior
da escápula.
Região escapular: Compreende a região coberta pela escápula.
Região infra-escapular: O limite superior é a linha que passa pela borda
inferior da escápula, e o inferior é a borda costal. O limite interno é a linha
vertebral, e o externo, a linha axilar posterior.
Região interescapulovertebral: É a região compreendida entre as linhas
vertebral e escapular. É limitada superior e inferiormente pelas linhas
que passam pelas bordas superior e inferior da escápula, respectivamente.

Linha Linha
paravertebral escapuloespinhal

Linha
ânguloescapular

Linha
infraescapular

1. Região supraescapular
2. Região supraespinhal
3. Região infraespinhal
4. Região
interescapulovertebral
5. Região infraescapular

Alguns conceitos básicos:

Dispnéia- é um sintoma; uma sensação subjetiva de falta de ar (o paciente


quem relata)
Taquipnéia- é um sinal; objetivo porque se ausculta, significa FR aumentada
Bradipnéia- FR diminuída
Apnéia- ausência de respiração
Xerostomia- boca seca
Poliúria- aumento do volume urinário
Poliaciúria- aumento da freqüência urinária sem aumentar volume/ qte de
urina
Ortopnéia- falta de ar que impede o decúbito
Pirose- queimação retroesternal
Sialorréia- aumento da salivação
Disfagia- dificuldade para deglutir
Odinofagia- dor ao deglutir
Hematemese- saída de sangue pela boca, proveniente do TGI alto, de cor
escura, seguida de náuseas
Hemoptise- saída de sangue pela boca, proveniente do trato respiratório,
seguido de tosse, de cor vermelho vivo

Exame físico do aparelho respiratório: No exame físico do


aparelho respiratório, o tórax deve estar desnudo ou coberto com o mínimo
de roupa possível, e deve se cuidar que a posição do paciente permita a
observação de toda a região. Geralmente, o paciente permanece sentado.
Se o paciente não puder sentar-se sem ajuda, ele deve ser amparado para
manter-se nessa posição. Se for impraticável, a face posterior do tórax deve
ser examinada, colocando o paciente em decúbito lateral. O exame físico do
aparelho respiratório inclui quatro técnicas: inspeção, palpação, percussão e
ausculta.

1)INSPEÇÃO: A inspeção de ser estática e dinâmica.

INSPEÇÃO ESTÁTICA: Na inspeção estática examina-se a forma do tórax e


sua anomalias
congênitas ou adquiridas, localizadas ou difusas, simétricas ou não. No
exame do tegumento, do tecido celular subcutâneo, da musculatura , dos
ossos e das articulações , devem- se esquadrinhar os seguintes elementos
(descrição primária):
 pele e suas alterações (presença de cicatrizes, especialmente de
toracotomia, drenagem torácica e mastectomia e suas descrições);
 presença de edema;
 sistema venoso visível normalmente e circulação venosa colateral;
 linfonodos;
 ginecomastia;
 presença de atrofias musculares (hiper, hipo ou normotrófico)

a) Formas do tórax:

 Tórax normal ou simétrico;


 Tórax em tonel( ou globoso, enfisematoso, em barril): caracteriza-se
pelo aumento exagerado do diâmetro ântero-posterior, maior
horizontalização dos arcos costais e abaulamento da coluna dorsal, o
que torna o tórax mais curto. Ex: tórax nos efitematosos, DPOC;
 Tórax infudibuliforme (ou pectus excavatum, tórax de sapateiro)
:caracteriza-se por uma depressão na parte inferior do esterno e
região epigástrica. Em geral essa deformidade é de natureza
congênita;
 Tórax cariniforme (ou pectus carinatum, de pombo, em quilha): o
esterno é proeminente e as costelas horizontalizadas, resultando num
tórax que se assemelha ao de aves (tórax do pombo). Pode ser de
origem congênita ou adquirida. Neste último caso, devido ao
raquitismo na infância;
 Tórax cônico ou em sino: é aquele que tem sua parte inferior
exageradamente alargada, lembrando um tronco de cone ou um sino.
É encontrado em hepatoesplenomegalias e ascites volumosas;
 Tórax cifótico (ou cifóide): tem como característica principal a
curvatura da coluna dorsal, formando uma gibosidade. Pode ser de
origem congênita ou resultar de postura defeituosa. Também a
tuberculose óssea, a osteomielite ou neoplasia podem ser
responsáveis por essa deformidade;
 Tórax cifoescoliótico: apresenta, além da cifose, um desvio da coluna
para o lado (escoliose);
 Tórax cleidoaplásico: sem clavícula.

b) Abaulamentos e retrações:

Pode ser: localizado ou unilateral;

Exemplos: pneumonia direita e enfisema compensatório à esquerda leva ao


abaulamento à esquerda e retração à direita; derrame pericárdico
abaulamento do hemitórax esquerdo; aneurisma da aorta abaúla a fossa
jugular.

c) Coluna vertebral:
Descrever se há ou não desvios: ex- cifose (aumento anormal da
concavidade posterior da coluna vertebral), lordose (aumento anormal da
curva lombar), escoliose (desvio à esquerda ou à direita), cifoescoliose.

INSPEÇÃO DINÂMICA: Na inspeção dinâmica observam-se os movimentos


respiratórios, suas características e alterações.

d) Tipo respiratório:

Para o reconhecimento do tipo respiratório, observa-se atentamente a


movimentação do tórax e do abdome, com o objetivo de reconhecer em que
regiões os movimentos são mais amplos. Em pessoas sadias, na posição de
pé ou sentada, predomina a respiração torácica ou costal, caracterizada
pela movimentação, predominantemente da caixa torácica. Na posição
deitada, a respiração é predominantemente diafragmática, prevalecendo
a movimentação da metade inferior do tórax e do andar superior do
abdome. A observação do tipo respiratório tem importância no diagnóstico
da fadiga e da paralisia diafragmática, condições em que a parede
abdominal tende a se retrair na inspiração, ao contrário do que ocorre na
respiração diafragmática normal. Recomenda-se verificar a freqüência
respiratória do paciente em repouso, de preferência em decúbito dorsal, da
forma mais discreta possível; o método usado é contar os movimentos
respiratórios enquanto se estima a contagem da freqüência do pulso.

e) Ritmo respiratório:

Normalmente a inspiração dura quase o mesmo tempo da expiração,


sucedendo-se os dois movimentos com a mesma amplitude, intercalados
por leves pausas. Quando uma dessas características se modificam surgem
os ritmos respiratórios anormais:

 Respiração de Cheyne-Stokes: caracteriza-se por uma fase de apnéia


seguida de incursões inspiratórias cada vez mais profundas até
atingir um máximo, para depois vir decrescendo até nova pausa. As
causas mais freqüentes desse tipo de respiração são insuficiência
cardíaca, a hipertensão intracraniana, os AVEs, os traumatismos
cranioencefálicos, intoxicação por barbitúricos.

Respiração dispnéica Respiração superficial Apnéia Respiração aumentando de


Repiração diminuindo de
amplitude

 Respiração de Biot: a respiração apresenta-se com duas fases. A


primeira a apnéia, seguida de movimentos inspiratórios e expiratótios
anárquicos quanto ao ritmo e amplitude. Quase sempre este tipo de
respiração indica grave comprometimento cerebral. As causas mais
freqüentes deste ritmo são as mesmas da respiração de Cheyne-
Stokes – traumas cranianos e tumores encefálicos.

Respirações de amplitudes variadas - períodos


de apnéia

 Respiração de Kussmaul: compõem-se de quatro fases: inspirações


ruidosas, apnéia em inspiração, expiração ruidosas e apnéia em
expiração. A acidose, principalmente a diabética é a sua principal
causa.

Inspirações profundas seguidas de pausas – expirações curtas também


seguidas de pausas

 Regular ou rítmico

f) Freqüência respiratória:

Freqüência normal: 16 a 20 incursões por minuto


Bradipnéia: redução na freqüência respiratória, menos de 16 incursões por
minuto.
Taquipnéia: aumento na freqüência respiratória, mais de 20 incursões por
minuto.
Apnéia: parada da respiração.

g) Tiragem costal:

Tiragem é a depressão inspiratória dos espaços intercostais e das regiões


supra- esternal e supraclaviculares que ocorre durante toda a inspiração. A
tiragem indica a presença de dificuldade na expansão pulmonar. Em
conseqüência dessa dificuldade, para a manutenção da ventilação alveolar
é necessário que ocorra uma queda maior da pressão intrapleural, o que
explica a tiragem. A tiragem pode ocorrer por obstrução brônquica regional,
obstrução traqueal ou brônquica bilateral ou por condições associadas com
a redução da complacência pulmonar, como edema, inflamação e fibrose
pulmonar. Na obstrução brônquica regional, a tiragem é unilateral, e nas
outras condições mencionadas, bilateral. A tiragem dever ser pesquisada
em respiração espontânea e natural, e não se deve solicitar que o paciente
realize inspiração profunda.

2)PALPAÇÃO:

Primeiro se faz a inspeção e palpação de gânglios: localização, tamanho,


mobilidade, consistência, sensibilidade.

a) Expansibilidade Torácica:
Normalmente, a expansibilidade é simétrica e igual nos dois hemitórax.
Qualquer doença que afete a caixa torácica, sua musculatura, o diafragma,
a pleura ou o pulmão de um lado, pode ser precocemente percebida pela
assimetria dos movimentos ventilátorios, ao se compararem ambos os
hemitórax. A assimetria é mais facilmente reconhecida quando o paciente
realiza inspiração profunda. Seja qual for a estrutura doente, o hemitórax
comprometido move-se menos.
 Uso da musculatura acessória da respiração- Em condições
associadas com o aumento do trabalho respiratório, geralmente se
observa o uso dos músculos acessórios da respiração
(esternocleidomastóideo, trapézio, peitorais e serratil).
 Respiração paradoxal – Normalmente, a expansão do gradeado
costal, por causa da ação dos músculos inspiratórios, ocorre
concomitantemente com a expansão do abdome, consequente à
descida do diafragma. Os movimentos não sincronizados do gradeado
costal e do abdome são chamados de respiração paradoxal e,
freqüentemente, indicam fadiga dos músculos respiratórios, podendo
anunciar insuficiência respiratória iminente.
Podem –se, também, observar movimentos respiratórios paradoxais entre
os dois hemitórax, secundário a instabilidade da caixa torácica
unilateralmente (fraturas múltiplas de arcos costais)

A palpação, além de complementar a inspeção, avalia a mobilidade da caixa


torácica e permite que as lesões superficiais, sejam mais bem examinadas
quanto à sua forma, volume e consistência. A sensibilidade superficial e
profunda, a dor provocada e espontânea ou qualquer outra manifestação
dolorosa relatada pelo paciente devem ser avaliadas pela palpação.
Processos inflamatórios pleuropulmonares determinam uma zona de maior
sensibilidade na parede torácica correspondente.
Com o dorso das mãos, verifica-se a temperatura cutânea, comparando-a
com a do lado oposto. Uma diferença para mais pode denunciar
comprometimento pleuropulmonar subjacente. Sudorese torácica unilateral
faz parte da síndrome de Claude Bernarde-Horner. Edema e enfisema
subcutâneos são mais bem observados nas fossas supraclaviculares e
espaços intercostais. A expansibilidade dos ápices pulmonares pesquisa-se
com ambas as mãos espalmadas, de modo que as bordas internas toquem a
base do pescoço, os polegares apóiem-se na coluna vertebral e os demais
dedos nas fossas supraclaviculares. A expansibilidade das bases
pulmonares pesquisa-se apoiando os polegares nas linhas paravertebrais,
enquanto os outros dedos recobrem os últimos arcos costais. Em ambas as
manobras, o médico fica atrás do paciente em posição sentada, e se deve
respirar profunda e pausadamente. Esta técnica é muito útil na identificação
dos processos localizados nas bases e que reduzem a mobilidade da região.

b) Elasticidade e resistência:

Manobra de Lasegue: comprime-se o tórax em sentidos opostos (ântero-


posterior) com as duas mãos e bilateralmente. Quanto maior a elasticidade,
menor a resistência.

c) Frêmito toracovocal (FTV):

Corresponde às vibrações das cordas vocais transmitidas à parede torácica.


Estas vibrações são mais perceptíveis nos indivíduos cuja voz é de
tonalidade grave. Como isso nem sempre ocorre, deve-se fazer com que o
paciente pronuncie palavras ricas em consoantes, tendo se consagrado o
“trinta e três”. Nos homens, em geral, e nos indivíduos com parede torácica
delgada, o FTV é sempre mais nítido. A maneira correta de pesquisá-lo é
colocar a mão direita espalmada sobre a superfície do tórax, comparando-se
em regiões homólogas a intensidade das vibrações. O FTV é mais acentuado
na direita e nas bases. A presença de obstrução nas vias aéreas pode gerar
vibrações, quando da passagem de ar, em cada movimento respiratório.
Essas vibrações são percebidas, à palpação da parede torácica, como o
frêmito brônquico, podendo modificar-se com a tosse. No caso de processos
inflamatórios pleurais, as vibrações produzidas, durante os movimentos
respiratórios, pelo atrito entre as pleuras parietal e visceral, são
transmitidas à parede torácica. Essas vibrações são percebidas, à palpação,
como o frêmito pleural. A palpação dos frêmitos brônquico e pleural é
realizada durante movimentos respiratórios mais profundos que o usual,
seguindo-se a mesma técnica descrita anteriormente para a pesquisa do
frêmito toracovocal, em toda a superfície do tórax. O frêmito pleural
pode ser mais freqüentemente percebido nas porções inferiores e laterais
do tórax; a compressão da mão contra a parede torácica pode facilitar a
percepção desse frêmito.

d) Frêmito brônquico e pleural:

Brônquico: sente uma vibração na mão, se sentir o FB, pede-se ao


paciente para tossir e ver se mudou de lugar ou desapareceu. Ex: edema
agudo de pulmão (com secreção), ausência de FB.

Pleural: sente-se um raspado, mais coum no 1/3 inferior. Ex: drenagem de


derrame, pleurite, tumor de pleura.

e) Coluna vertebral: palpação da musculatura


paravertebral e das vértebras, pode ser no início,
após a inspeção.

3)PERCUSSÃO:

Sons normais: maciço, submaciço, timpânico e claro pulmonar

Consiste em produzir vibrações na parede torácica que transmitem aos


órgãos e tecidos subjacentes. O tórax é composto das seguintes estruturas:
o arcabouço ósseo, as partes moles (incluindo tecido pulmonar,
musculatura, tecido subcutâneo e pele) e o ar contido nos pulmões. À
percussão do tórax, todas essas estruturas, em conjunto, produzem um
som, que é chamado de som claro pulmonar ou simplesmente som normal.
Esse som altera-se de acordo com a relação entre a quantidade de ar e de
tecido. Assim, os sons produzidos podem variar de uma região para outra,
no mesmo indivíduo e entre pessoas diferentes, dependendo da espessura
da pele, do tecido subcutâneo, das mamas e dos músculos. Quando existe
desequilíbrio na relação normal ar: tecidos, a percussão resulta em sons
diferentes.
Existindo excesso da quantidade de ar em relação à quantidade de tecido, a
percussão produz som mais ressonante e com duração maior do que o
normal. Isso pode ocorrer, por exemplo, bilateralmente, quando há
hiperinsuflação pulmonar (p. ex., enfisema),e unilateralmente, quando há
pneumotórax, isto é, presença de ar entre as pleuras. O som produzido
nessas condições é chamado de hipersonoro; quando o som é
exageradamente ressonante, é chamado de timpânico, semelhante ao som
que é produzido ao se percutir uma víscera oca.
Se a relação ar: tecidos está reduzida, o som produzido à percussão do
tórax é curto e seco, como se a percussão estivesse sendo realizada sobre
um órgão sólido, como fígado. Isso ocorre nas seguintes situações:

 Quando o ar dos pulmões é substituído por líquido e/ou células, como


acontece na consolidação (p. ex., pneumonia);
 Quando o ar é reabsorvido dos espaços aéreos situados distalmente
em relação à obstrução completa de uma via aéreas; nessa situação,
ocorre colabamento da respectiva região pulmonar, o que constitui a
atelectasia;
 Quando há acúmulo de líquido entre as pleuras parietal e visceral
(derrame pleural) ou espessamento da pleuras.
 O som assim produzido é chamado de submaciço ou maciço,
dependendo do grau de ressonância.

TÉCNICA:
Ao proceder-se à percussão do tórax, apoia-se o segundo ou terceiro dedo
da mão esquerda na parede torácica, preferencialmente sobre os espaços
intercostais, mantendo-se o dedo na posição horizontal. A percussão é
realizada com o terceiro dedo da mão direita, que golpeia a falange distal
do dedo esquerdo, apoiado na parede. Aplicam-se dois golpes seguidos,
rápidos e firmes, retirando-se instantaneamente o dedo, para não abafar o
som. A percussão não pode ser muito forte nem muito fraca, e o movimento
da mão direita deve ocorrer no nível do punho, mantendo-se o braço e o
antebraço imóveis e o cotovelo semifletido.
A percussão também é um procedimento comparativo: examinem-se os dois
hemitórax do ápice para a base, nas faces posterior, lateral anterior.
Durante essa técnica, avaliam-se também os limites inferiores dos pulmões
e a movimentação máxima desses limites. Para isso, deve-se percutir a face
posterior dos hemitórax, do ápice para a base até encontrar o limite
pulmonar, estando o indivíduo em exposição forçada. Em seguida, solicita-
se ao indivíduo que realize inspiração profunda e verifica-se mudança do
limite pulmonar. A variação mínima é geralmente, de 3-5cm. Nas regiões
anteriores do tórax, os níveis superiores da macicez cardíaca e hepática
devem ser pesquisados. A macicez cardíaca encontra-se em geral no nível
do terceiro espaço intercostal esquerdo; a hepática, no nível do quinto
espaço intercostal direito. Convém ressaltar que a percussão permite
detectar somente alterações que ocorrem na parede torácica, no espaço
pleural e na periferia do pulmão: nenhuma alteração é notada se a
anormalidade estiver situada além de 5cm de profundidade a partir da
parede torácica.

4) AUSCULTA:
A ausculta é o método semiológico básico no exame físico dos pulmões, ela
permite a obtenção rápida e pouco dispendiosa de numerosas informações
sobre diferentes patologias broncopulmonares. É a fase do exame do tórax
que fornece mais informações.

TÉCNICA: No ato da ausculta do tórax, o paciente deve permanecer na


mesma posição das etapas anteriores, e deve ser instruído a respirar pela
boca mais profundamente que o normal, enquanto o examinado muda o
estetoscópio de lugar, percorrendo o tórax de cima para baixo, nas faces
posteriores, anterior e lateral. Há variações consideráveis dos sons normais
na mesma pessoa e entre pessoas diferentes; por essa razão, quando se
examina o tórax, é aconselhável comparar os sons de um lado com aqueles
ouvidos na mesma região, do lado oposto.

OS SONS DA RESPIRAÇÃO

Som Bronquial- O som bronquial é normalmente audível sobre a área de


projeção da traquéia, colocando-se o estetoscópio sobre a região supra-
esternal. Ausculta-se a inspiração intensa, bem audível, rude; a seguir, uma
pausa, e depois, a expiração, também bastante audível e rude, de duração
igual ou pouco maior do que a inspiração.

Som Broncovesicular- Normalmente, o som broncovesicular pode ser


ouvido nas regiões infra- e supraclaviculares e nas regiões supra-
escapulares. A expiração tem duração e intensidade iguais, não havendo
pausa entre elas. O som broncovesicular não é tão rude quanto o som
bronquial. O encontro de murmúrio vesicular nas regiões citadas acima não
constitui anormalidade.

Murmúrio vesicular- O murmúrio vesicular, é audível, normalmente, no


restante do tórax. A inspiração tem intensidade e duração maiores que as
da expiração; ausculta-se toda a inspiração e somente o terço inicial da
expiração; o som é suave, não havendo pausa entre inspiração e expiração.
A presença e a distribuição normal dos sons da respiração devem ser
descritas, assim como a presença de anormalidade na localização desse
sons.

ORIGEM DOS SONS DA RESPIRAÇÃO- O local exato da origem dos sons ainda
é incerto. Parece não haver dúvida de que os componentes da boca e da
laringe não participam da formação desses sons. O consenso atual é que o
murmúrio vesicular parece ter origem periférica, embora a contribuição de
uma fonte central não possa ser excluída. Acredita-se que o murmúrio é
gerado, provavelmente, em vias aéreas mais periféricas que os brônquios
fonte e mais centrais que os brônquíolos respiratórios ou alvéolos. Nos
bronquíolos respiratórios ou alvéolos, a distribuição do ar ocorre por difusão
e, portanto, não gera som. A inspiração tem origem mais periférica, e a
expiração, pelo menos em parte tem origem mais central. O murmúrio
vesicular depende da ventilação pulmonar regional. A alteração mais
frequente do murmúrio vesicular é a diminuição da intensidade, que pode
ocorrer em presença da ventilação pulmonar diminuída e de barreiras à
transmissão do som (derrame pleural). Quando essas alterações são muito
intensas, o murmúrio vesicular encontra-se abolido. Não existe aumento
patológico do murmúrio vesicular. Acredita-se que o som bronquial seja
proveniente de vias aéreas mais centrais que aquelas que dão origem ao
murmúrio vesicular. O nível das vias aéreas envolvidas na gênese de cada
um dos sons mencionados não está ainda estabelecido, e é possível que
vias aéreas da mesma geração participem da formação dos dois sons. Como
foi mencionado anteriormente, nos indivíduos normais o som bronquial
somente é audível sobre a área de projeção da traquéia. Quando auscultado
em outros locais, representa, provavelmente, a transmissão melhorada, até
a periferia, de sons originados em vias aéreas centrais. Isso ocorre, por
exemplo, em regiões de consolidação pulmonar cuja via aérea está
permeável. Nessa condição, a transmissão à periferia dos sons que dão
origem ao som bronquial está melhorada; por outro lado, os sons de origem
periférica, que constituem o murmúrio vesicular, deixam de ter importância,
porque há pouca ou nenhuma ventilação no pulmão consolidado. Convém
ressaltar que, para detectar alterações à ausculta, é preciso que a
consolidação pulmonar, se houver, seja homogênea e não muito profunda
em relação à parede torácica. O som broncovesicular provavelmente
corresponde à combinação dos mecanismos de origem dos sons bronquial e
vesicular. Em indivíduos sadios, representa a combinação de sons
transmitidos até o local de ausculta com origem em diferentes fontes. Na
doença, o som broncovesicular é decorrente de alteração parcial da filtração
do som; pode resultar de consolidação não homogênea, que produz sons
com características intermediárias entre o bronquial e o vesicular. A
intensidade e a qualidade do som são afetadas pela espessura da parede
torácica e pela frequência e profundidade da respiração, que contribuem
para sua grande variação individual.

Ruídos respiratórios anormais - O fluxo de ar pelo trato respiratório pode


produzir, em algumas situações, sons anormais, também chamados ruídos
ou sons adventícios. Embora os ruídos adventícios possam ser produzidos
transitoriamente em pulmões de indivíduos normais, eles revelam uma
anormalidade de base quando estão presentes em respirações sucessivas.
Os ruídos adventícios podem ser caracterizados como sons contínuos e sons
descontínuos.

a) Sons Contínuos - O termo contínuo não significa que o som seja


contínuo durante todo o ciclo respiratório, mas que o som dura 950
milisegundos ou mais dentro do ciclo. Essa distinção é realizada
somente pela análise do registro da onda sonora em relação ao
tempo. Esses sons apresentam caráter musical. Os sons adventícios
contínuos são os roncos e os sibilos. Os roncos são sons mais
graves, semelhantes ao roncar ou ressonar das pessoas. Os sibilos
são sons mais agudos, semelhantes a um assobio ou chiado. Esses
sons podem ser intensos e obscurecer os sons normais da respiração.
Podem ocorrer na inspiração e/ou na expiração, ser localizados ou
difusos e ser encontrados em pequena ou grande quantidade; todas
essas características devem ser registradas. Os roncos e os sibilos
têm o mesmo mecanismo fisiopatológico; são produzidos quando as
vias aéreas estão estreitadas quase ao ponto de fechar-se, e suas
paredes vibram com a passagem do ar. O aparecimento dos sons
contínuos, como roncos ou sibilos, depende da velocidade do ar.
Quanto maior a velocidade aérea, maior será o número de vibrações
produzidas e mais agudo será o som. As características sonoras
desses ruídos adventícios não dependem do comprimento e do
calibre original da via aérea, nem do mecanismo básico pelo qual ele
foi estreitada. Em conseqüência, não deve ser feita associação entre
a presença de ronco ou sibilo e o tamanho da via aérea
comprometida. Os sons adventícios contínuos são mais facilmente
transmitidos pelas vias aéreas do que através do pulmão e da caixa
torácica, sobretudo os sons mais agudos – sibilos -, e portanto são
mais audíveis no nível da boca do que sobre o gradeado costal.
Roncos e sibilos generalizados geralmente ocorrem quando há
estreitamento das vias aéreas por broncoespasmo, edema de
mucosa, grande quantidade de secreção ou compressão dinâmica
das vias aéreas, observada durante a manobra de expiração forçada.
Quando localizados, freqüentemente resultam de tumor
endobrônquico, corpo estranho ou compressão extrínseca das vias
aéreas. Se os roncos e sibilos são ocasionados somente por secreção
nas vias aéreas, geralmente ocorre alteração de sua intensidade após
tosse e expectoração. Independentemente do mecanismo de origem,
roncos e sibilos tendem a ser mais intensos durante a expiração; de
fato, quando o estreitamento das vias aéreas não é muito importante,
eles estão presentes somente na expiração. Isso ocorre porque,
durante a inspiração, a pressão pleural torna-se mais negativa,
resultando em maior calibre das vias aéreas do que durante a
expiração.

b) Sons descontínuos - Os sons ou ruídos respiratórios descontínuos


são explosivos, de curta duração, inferiores a 20 milisegundos e, por
tanto, não têm qualidade musical. São conhecidos como
crepitações, que podem ser grossas ou finas. As crepitações
finas têm menor duração e são agudas e pouco intensas; as
crepitações grossas têm maior duração e são graves e mais intensas.
Os sons descontínuos são produzidos, provavelmente por vários
mecanismos. O mecanismo mais aceito é a reabertura súbita e
sucessiva das pequenas vias aéreas, durante a inspiração, com
rápida equalização de pressão, causando uma série de ondas sonoras
explosivas. São consideradas pequenas vias aéreas aquelas com
diâmetro menor que 2mm. A ruptura de bolhas ou de filmes líquidos
decorrente do aumento de secreção nas vias aéreas é mecanismo
menos aceito para a gênese desses sons, que são mais audíveis nas
bases pulmonares, onde a pressão pleural, no indivíduo em posição
ortostática, é menos negativa, devido, em parte, ao peso do pulmão.
Essa situação facilita o fechamento das vias aéreas nessas regiões
durante a expiração. Quanto mais proximal for a pequena via aérea
colapsada, mais precocemente ocorrerá a sua reabertura e o ruído
correspondente. As crepitação grossas decorrem da reabertura de
vias aéreas menos distais do que as que dão origem às crepitações
finais. Ocasionalmente, crepitações grossas podem ser auscultadas
durante a expiração, e sua gênese não está bem definida. Quanto
maior for o número de pequenas vias aéreas colapsadas durante a
expiração, maior será o número de crepitações produzidas durante a
inspiração. Em indivíduos normais, a expiração forçada, até o volume
residual, torna a pressão pleural positiva, podendo ocasionar o
fechamento de pequenas vias aéreas. A abertura dessas vias aéreas,
na inspiração seguinte, pode dar origem a crepitações finas. A
inspiração, a partir da capacidade residual funcional, não dá origem a
crepitações finas, porque a possibilidade de fechamento das vias
aéreas, nesse volume pulmonar, em indivíduos normais, é muito
pequena. As condições patológicas mais freqüentemente associadas
com a presença de crepitações finas são aquelas em que a
complacência pulmonar está diminuída, o que facilita o fechamento
das pequenas vias aéreas na expiração (p. ex., fibrose intersticial,
edema e consolidação pulmonar). Em casos de fibrose intersticial
pulmonar em fase avançada, as crepitações finas podem ser audíveis
durante toda a fase inspiratória, sendo mais acentuada no fim da
inspiração; nesse caso, são denominadas crepitações em velcro.
Nessa condição, após as crepitações, pode-se auscultar sibilo
inspiratório curto, presumivelmente causado pela passagem do ar por
uma via aérea recentemente aberta, porém ainda estreitada. Quando
a via aérea se abre abruptamente, ocorre a crepitação fina; como ela
ainda está estreitada, ocorre o sibilo. O fechamento de pequenas vias
aéreas menos distais (que produzem crepitações grossas) ocorre
principalmente em patologias com lesão estrutural da via aérea,
como bronquiectasias e bronquite crônica. As crepitações auscultadas
devem ser registradas , anotando-se o tipo, a localização e a
quantidade. ruídos respiratórios associados exclusivamente a
secreção nas vias aéreas não são bem classificados; podem ser
descritos como crepitações grossas ou como roncos. São variáveis,
modificando-se ou desaparecendo com a tosse.

Ausculta da voz- Esse procedimento consiste em auscultar o tórax do


paciente enquanto ele repete as palavras “trinta e três” em voz alta. Como
já ressaltado para as outras técnicas, trata-se de um exercício comparativo.
Os sons de origem central, como a voz, são atenuados quando são
transmitidos perifericamente, através do pulmão normal, o que leva à
ausculta de sons abafados e palavras indistintas. Nessa situação, diz-se que
a ausculta da voz é normal. A intensidade do som transmitido à parede
torácica tem a mesma distribuição que descrita para o frêmito toracovocal.
Quando ocorre consolidação pulmonar, com via aérea pérvia, há melhor
transmissão do som pelo parênquima consolidado. Isso pode dar origem a
som em que cada sílaba é distinta e facilmente reconhecida e/ou a som
anasalado. Este último pode ocorrer, também, nos níveis superiores dos
derrames pleurais. Ao contrário, quando há, por exemplo, derrame pleural
ou pneumotórax, que funcionam como barreira à transmissão do som, a voz
auscultada perde intensidade. Para descrever essas alterações da ausculta
da voz, deve-se relatar simplesmente ausculta da voz aumentada,
diminuída, distinta ou anasalada.

Atrito pleural - A fricção entre os dois folhetos pleurais, durante o


movimento respiratório, pode causar ruído adventício, quando os folhetos se
tornam inflamados. Esse som é audível durante a inspiração e/ou expiração
e pode intensificar-se com o aumento da pressão do estetoscópio sobre a
parede torácica. Sua gênese sonora não é bem determinada.

Algumas patológicas e sua relação com as etapas do


exame físico:
I- INSPEÇÃO
P- PALPAÇÃO
PE- PERCUSSÃO
A-AUSCULTA
ASMA/BRONQUITE: obstrução brônquica por processo inflamatório, o ar não
consegue entrar direito
I- normal, dispnéico, retrações
P- diminui a expansibilidade bilateral, FB presente
PE- normal
A- roncos e sibilos

DPOC:
I- tórax em tonel, não consegue expirar todo o ar, gerando uma
hiperinsuflação e aumento do diâmetro ântero-posterior da caixa
torácica; ritmo Cheyne Stokes; presença de abaulamentos e
retrações
P- diminui a expansibilidade bilateral, aumenta a resistência, FTV diminui
PE- claro pulmonar até o sexto espaço intercostal; macicez diminui
A- MV diminui, sem RA. Com tosse: MV+, com roncos esparços; com
chiado: MV+, com roncos e sibilos.

ATELECTASIA: colabamento dos segmentos pulmonares por obstrução


brônquica
I- Presença de retrações
P- expansibilidade unilateral diminui
PE- maciço na região sem ar
A- MV diminui, sem RA

PNEUMONIA: alvéolos preenchidos com secreção ou inflamação intersticial,


fazendo com que não haja distensão alveolar.
I-
P- aumento da resistência unilateral; FTV aumentado
PE- macicez
A- MV +, simétrico, com estertores finos e sopro tubário

FIBROSE PULMONAR:
I- Presença de retrações
P- diminui a expansibilidade
PE- macicez na região sem ar
A- Estertores finos

DERRAME PLEURAL: acúmulo de líquido interpleural


I- Abaulamento
P- diminui a expansibilidade unilateral, aumenta a resistência unilateral,
FTV diminui, FP presente após drenagem
PE- maciço e submaciço na região com líquido
A- Atrito pleural, MV+, sem RA

EDEMA AGUDO DE PULMÃO:


I- Presença de edema
P- diminui FTV
PE-
A- Estertores grossos

PLEURITE: dor e raspagem interpleural


PNEUMOTÓRAX: perfuração pleural, o pulmão colaba e o espaço é ocupado
por ar.
Além das anotações de aula, foram usadas as seguintes referências
bibliográficas:

 GUYTON, Arthur C. e HALL, Jonh E., Tratado de Fisiologia Médica,10ª


Ed., Rio de Janeiro, ED. Guanabara Kogan S.A., 2002
 PORTO, Celmo Celeno – Semiologia Médica, Rio de Janeiro, ED.
Guanabara Kogan S.A, 1997.
 PORTO, Celmo Celeno – Exame clínico, Rio de Janeiro, ED. Guanabara
Kogan S.A, 2004.
 SILVERTHON, Fisiologia Humana, ED. Manoele LTDA, 1ªEd. Brasileira,
2003.
 SNELL, Richard S., Anatomia clínica, ED. Guanabara Kogan S.A.