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     !  

"#$c% c&' ( )
Prevê a lei processual diversos ë   
 adequadas à resolução eficaz dos
conflitos de interesses em função da diversidade das providências judiciárias permitidas pelo
sistema de justiça pública.
O art.º 4.º consagra uma classificação (ë  ë ) das diversas espécies de acções
consoante o seu . Assim, as acções são    ou *  (n.º 1).
ï ë quando o autor pede ao tribunal que declare a existência ou inexistência
de um direito ou de um facto jurídico (        ), que condene o réu
prestação de uma coisa ou de um facto a que o autor tem direito (  ) ou
que altere a esfera jurídica das partes em conformidade com um direito potestativo do autor
( ë ëë ) - n.º 2 alíneas a), b) e c).
ë quando visam a reparação material (reintegração) de um direito violado, no
pressuposto da sua existência (n.º 3).
As 
  ë  podem, pois, ser de simples apreciação, de condenação e
constitutivas (n.º 2). Contudo, a uma mesma relação jurídica substantiva podem corresponder,
consoante o efeito processual pretendido, um qualquer dos desses três tipos de acções.
Assim, uma    relativa a um contrato-promessa pode dar origem a
uma   ë ëë de execução específica (art.º 830.º do CC), a uma     
    ë ë da validade do negócio (art.º 4.º, n.º 1, al. a)) ou a uma  
 por incumprimento (art.º 798.º do CC).
Também uma       ë  pode dar origem a uma  ë ëë 
de divórcio (art.ºs 1778.º a 1786.º do CC), a uma       
 ë(art.º 4.º, n.º 2, al. a)) ou a uma   (autónoma) a intentar pelo
cônjuge lesado para reparação dos danos causados ao outro, nos termos gerais da
responsabilidade civil (art.º 1792.º, n.º 1, do CC); ou mesmo, tratando-se de pedido de divórcio
baseado no fundamento da al. b) do art.º 1781.º (alteração grave das faculdades mentais do
outro cônjuge por tempo superior a um ano), a um pedido de indemnização por danos não
patrimoniais causados ao outro cônjuge pela dissolução do casamento, pedido este a enxertar
na própria acção de divórcio (art.º 1792.º do CC).

""  

 + 
As acções de simples apreciação (os  ë  ëdo direito anglo-saxónico)
são aquelas em que o autor, reagindo contra uma  ë   ëë , visa «obter
unicamente a declaração da existência (     ë ) ou de inexistência (   
ë ) de um direito ou de um facto» (art.º 4.º, n.º 1, al. a)).
Perante uma situação tornada duvidosa ou posta em crise (resultante de um facto ou
ocorrência externa) que o impede de beneficiar do pleno efeito útil normalmente
proporcionado pela relação jurídica material, ou lhe cause um dano patrimonial ou moral
apreciável, o autor (sujeito de direitos) pretende munir-se de uma simples
declaração/reconhecimento (dotada da vinculatividade própria das decisões judiciais) da
existência ou inexistência de um direito (próprio ou de outrem, res-pectivamente) ou de um
facto jurídico. No primeiro dizem-se de     (    )  ë ; no
segundo, de     (    ) ë .
Como exemplos clássicos podem citar-se os seguintes:
No campo dos   ë (  ë  ):
- um proprietário vem reclamar do tribunal a declaração da inexistência de
uma servidão de trânsito que o proprietário vizinho (sem chegar a fazer passagem
sobre o seu prédio) se arroga em público contra ele (acção negatória de servidão, a
qual será de condenação se a pretendida servidão chegou a ser exercitada);
- um proprietário pretende a declaração judicial da existência de um seu
direito, impugnado por um terceiro (não possuidor desse prédio, nem por qualquer
forma perturbador ou ameaçador da posse do requerente);
- sabendo que o dono de certo prédio rústico se propõe vendê-lo, o
proprietário vizinho fez correr nas imediações a informação de que é titular de um
crédito hipotecário sobre o mesmo, podendo o dono do imóvel, em tal situação, entrar
em juízo com uma acção (de simples apreciação ou mera declaração negativa) para
que se declare a inexistência desse ónus;
- o autor pretende ser declarado o verdadeiro proprietário de determinada
coisa contra alguém que vem questionando nas redondezas uma tal qualidade jurídica
ou que seja declarado que o réu não é proprietário de certa coisa que ele, autor,
possui;
No âmbito dos   ë  ë(  ë 
):
- o portador de um título de crédito, arguido de falsidade por algum dos seus
vários subscritores, vem a juízo requerer a declaração da autenticidade do mesmo;
- o autor pretende que seja declarado não haver celebrado com o réu um
determinado contrato de empreitada, que o réu afirma ter tido lugar;
- o autor pretende seja declarado que determinado contrato, que celebrou, é
nulo ou, pelo contrário, válido;
- ou ainda que certo documento, que o réu afirma ter sido por ele, autor,
assinado, na realidade o não foi, ou que a sua assinatura foi aposta em outro texto,
seguidamente falsificado;
No campo dos   ë   :
- alguém a quem outrem atribui certa relação (natural) de paternidade ou
maternidade, pretende a declaração da inexistência dessa relação;
- alguém que seja acusado falsamente por outrem de não cumprir as (suas)
obrigações inerentes à sua responsabilidade parental pretende seja declarada a
falsidade dessa declaração;
No âmbito da    ëë
 o autor de uma obra literária ou artística, cuja autoria seja publicamente
posta em dúvida por certa casa editora ou por uma dada galeria de arte, vem a juízo
solicitar se declare dever ser-lhe reconhecida tal autoria;
No campo dos   ë     (direito ao bom nome e honra
pessoal, ao crédito público ou à idoneidade comercial):
- outrem lança dúvidas ou faz afirmações desabonatórias contra um cidadão
que, sentido-se lesado ou ameaçado de lesão de algum desses desses seus direitos,
vem solicitar ao tribunal que declare que tais afirmações não são verdadeiras.

A mera declaração da existência (ou inexistência) ou da subsistência (ou


insubsistência) de um acto jurídico, bem como da genuinidade ou da falsidade de um
documento, com abstracção dos respectivos efeitos, constitui apreciação da existência (ou
inexistência) de um facto produtor de efeitos de direito,     ë    ë
ëque não de um facto juridicamente indiferente, como, por ex., um facto natural ou
qualquer outro desprovido de potencialidade lesiva.

",  -  - + 


As 
 ë ëë  têm por fim ë             
 ëë(art.º 4.º, n.º 2, al. c)). Através delas, o autor pretende obter, com a colaboração e a
intervenção da autoridade judicial,    ë   ë , que altera ou modifica a
esfera jurídica do demandado, independentemente da vontade deste, e que tanto pode
consistir na ë ë  de uma nova relação jurídica como na     ë  de
uma relação jurídica preexistente.
É o tipo de acções especialmente ajustado à exercitação dos chamados   ë
ëëë , quando, para a produção do efeito jurídico visado,  ë      
   (não bastando um simples acto unilateral do respectivo titular). Torna-se, pois,
necessário, para que possa falar-se de uma acção constitutiva, «que se esteja perante um
  ë ëëë        ». Não, pois, o exercício de um   ë ëëë  
  ë   , por exemplo, a resolução ou denúncia de um contrato ou a escolha da
prestação na obrigação alternativa.
Enquanto que as 
  ë  (de simples apreciação ou de condenação)
reconhecem ou apreciam uma situação jurídica pré-existente, as 
 ë ëë criam
uma  ë   . Daí que os efeitos da sentença proferida na acção declarativa se
produzam normalmente ëenquanto que os da sentença proferida na acção constitutiva
se produzam, em princípio, apenas  . Assim, por ex., o reconhecimento judicial da
propriedade em acção declarativa de reivindicação (art.º 1311.º do CC) opera
retroactivamente (ë), restituindo o proprietário turbado no seu direito ao estado
anterior à turbação. Já uma sentença de divórcio apenas surte efeitos para o futuro (),
porquanto só a partir do respectivo trânsito em julgado os cônjuges passam a estar
constituídos no ëde divorciados5, o mesmo sucedendo com as acções (constitutivas) de
investigação de paternidade (art.º 1869.º do CC), uma vez que a sentença favorável ao autor
(investigante) constitui este no estado (ëë) de filho de certo indivíduo.
Neste tipo de acções, ë     , na medida em que o
efeito jurídico pretendido obter (em princípio com eficácia ) não depende da vontade
do demandado. Por ex: comprovado o preenchimento dos pressupostos do divórcio litigioso
(sem, pois, o consentimento do outro cônjuge), o respectivo decretamento depende, tão-
somente, do dictat jurisdicional.   ë ëë  significa precisamente que «o efeito
jurídico pretendido pelo autor, embora radicando as mais das vezes na vontade deste, nasce
(ë ë ) directamente da decisão judicial». Isto sem prejuízo de o tribunal só conceder a
providência requerida depois de verificar, mediante investigação apropriada - e com audiência
da parte contrária - a presença dos requisitos legalmente necessários para o reconhecimento
do direito invocado.

Outros exemplos:
- a acção destinada a obter a anulação do casamento ou a obter o divórcio ou a
separação dos cônjuges (art.ºs 1631.º, 1779.º e 1794.º do CC) ;
- a acção destinada a constituir uma servidão de passagem em benefício de um prédio
encravado, não acordando as partes nos termos em que haveriam de constituí-la
voluntariamente (art.º 1550.º do CC);
- a acção visando a constituição, mudança ou a cessação de uma servidão (art.ºs
1547.º e ss, 1568.º, 1569.º e 1570.º do CC);
- a acção para a fixação de uma pensão de alimentos (art.ºs 2003.º e ss do CC);
- a acção de execução específica de contrato-promessa (art.º 830.º do CC);
- a acção para o exercício do direito de preferência (art.º 1380.º do CC);
- a acção de despejo (art.º 14.º do NRAU);
- a acção de investigação de paternidade (art.º 1869.º do CC);
- a acção de impugnação de perfillhação (art.º 1859.º do CC);
- a impugnação pauliana (art.º 610.º e ss);
- a acção de divisão de coisa comum (art.º 1052.º);
- a acção de anulação de deliberação social (art.º 59.º do CSC), etc.

Em certas situações, o efeito jurídico a produzir ͞ex-novo͟ através da exercitação da


acção constitutiva pode corresponder a um poder (seja de natureza  seja de natureza
   ! ) do tribunal, como v.g. na constituição do vínculo da adopção (art.ºs 1973.º e ss
do CC e 162.º e ss da OTM1), na redução equitativa da cláusula penal (art.º 812.º do CC) ou na
fixação judicial de um prazo (art.º 1456.º).
Nas acções de investigação de maternidade (art.º 1814.º do CC) ou de paternidade
(art.º 1869.º do CC), à apreciação/reconhecimento dos fenómenos naturais da procriação ou
da relação sexual entre o investigado e o outro progenitor sobrepõe-se o reconhecimento
judicial (   ) do vínculo jurídico da filiação, não radicado em qualquer direito
potestativo do filho (as investigações/averiguações da maternidade ou da paternidade podem
mesmo ser oficiosas) - cfr. os art.ºs 1808.º a 1813.º e 1864.º a 1868.º do CC. Tudo sem
embargo de o vínculo judicialmente constituído pela sentença (a filiação) ë   os seus
efeitos à data do nascimento (art.º 1797.º, n.º 2, do CC).
No caso particular da acção (impugnação) pauliana, o autor (titular do direito
potestativo) não é, sequer, sujeito da relação jurídica material que pretende destruir no todo
ou em parte (art.ºs. 610.º e 616.º, n.º 4, do CC).
Devem, finalmente, ser qualificadas como constitutivas as acções de    de
um dado acto ou contrato, por. ex., por simulação, por impossibilidade física ou legal ou
indeterminabilidade de objecto ou por contrário à ordem pública ou aos bons costumes (art.ºs
240.º, n.º 2 e 280.º, n.ºs 1 e 2 do CC)3 4 e as de   , por ex. de um dado acto ou
negócio jurídico por erro, dolo, coacção, simulação, etc. (art.ºs 247.º, 254.º, n.º 1 e 256.º do
CC).

".  --+ 
As 
 têm por fim exigir a prestação de uma coisa ou de um facto
(art.º 4.º, n.º 1, al. b)). E isto quer a prestação assuma ou não ë    
(contratual), já que também as prestações de ë  podem constituir seu objecto. São
estas também as acções adequadas ao apuramento da     ë ë ë,
 ë ou    cuja causa de pedir é um facto ilícito imputável ao lesante. Nelas, o
demandante (autor) arroga-se um direito que diz ter sido ofendido ou lesado pelo demandado
(réu), pretendendo que tal se declare e se ordene simultaneamente ao ofensor a realização de
determinada prestação como reintegração do direito violado ou como um sancionamento
legal de tipo diverso.
Exemplos.:
- o autor afirma-se proprietário ou possuidor e pretende que quem da coisa própria ou
possuída se apossou abusivamente seja condenado a restituir-Iha (acção de reivindicação ou
acção de restituição de posse), podendo cumulativamente exigir ao esbulhador a
correspondente indemnização por dano;
- o credor reclama em juízo o seu crédito (acção de dívida) ou imputa a outrem o não
cumprimento da obrigação, pretendendo que o tribunal condene o devedor a reconhecer a
existência do direito e a violação do correspondente dever e lhe ordene a realização da
prestação devida e a reparação dos danos causados pelo não cumprimento ou a satisfação da
cláusula penal estabelecida (art.ºs 798.º e 811.º do CC).
Pressuposto lógico da condenação é a violação de um direito (art.º 483.º, n.º 1, do CC);
não se torna, contudo, necessário que tal violação seja ͞ë͟, isto é consumada à data da
introdução do pleito em juízo ou mesmo à data da sentença (art.º 817.º do CC);
excepcionalmente pode requerer-se a condenação do réu prevenindo-se apenas a violação do
direito (do autor) no futuro ou dando lugar a uma intimação ao réu para que se abstenha
dessa violação - conf. art.ºs 472.º, n.º 2 e 662.º (condenação  ë  ).
Às acções de condenação pode corresponder uma qualquer forma de  
 ë"   (ordinário, sumário ou sumaríssimo), uma forma de   ou a
forma de processo de   ë! .








,#)/ %/cc/cc 
þ     é uma série ordenada de actos a praticar, bem como de
formalidades a cumprir, tanto na proposição como no desenvolvimento da acção.
A tramitação a observar nas diversas acções não obedece a um esquema (protótipo ou
arquétipo) único. São diversos os ë (  ) regulados na lei para a dedução em
juízo das pretensões dos sujeitos de direito -     ë        
 # A forma depende de plúrimos factores, tais como o «da      $ 
  (processo declaratório, processo executivo, acção de investigação, acção de
reivindicação, acção de preferência ou processo de insolvência), o do   ë  
(processo ordinário, processo sumário) e o da ë    ë  
% ë(processo sumaríssimo e uma qualquer das formas da execução quanto ao
fim). Mas, a mesma forma processual - v. g. o    !   - pode adoptar-
se em distintas espécies de providências judiciais (acções de condenação, acções constitutivas
ou acções de simples declaração/apreciação positiva ou negativa), ser aplicável a acções de
valor muito discrepante e veicular relações materiais de diversa natureza, tais como direitos de
personalidade, direitos de crédito, direitos reais e direitos de família ou sucessórios.
Distingue a lei entre   u  e   ` `u  (art.º 460.º, n.º. 1),
postulando o n.º 2 do mesmo preceito que «o     se aplica aos casos
expressamente designados na lei», enquanto que «o    é aplicável a todos os
casos a que não corresponda processo especial». A   é, pois, a do processo comum; o
processo especial constitui a  .
Dentro do      prevê a lei três formas distintas -  
  !      !         (art.º 461.º) - entre si distinguíveis
pela maior ou menor complexidade e solenidade dos esquemas de tramitação e de formalismo
da acção, regendo, quanto ao seu domínio de aplicação, o art.º 462.º. À instituição dessa
diversidade de formas presidiu, fundamentalmente, o critério do  , explicável por numa
certa ideia (por vezes falível e aleatória) da verificação de uma relação directa entre a
complexidade da causa e a relevância dos valores (materiais) em jogo e pela convicção de que,
em regra, se equacionam questões de maior simplicidade nas hipóteses concebidas para as
formas de processo sumário e, especialmente, de processo sumaríssimo, ao contrário da maior
relevância das concebidas para o processo ordinário. Porém, e por ex., às chamadas

ë(divórcio, separação, anulação de casamento, investigação de paternidade, etc.) ou a
quaisquer ë   ë  ë  , corresponde sempre, face à superior relevância
dos interesses (pessoais) em jogo, o processo ordinário. E daí um segundo critério,
complementar do anterior, baseado na natureza da relação jurídica controvertida, ou seja, na
terminologia de ALBERTO DOS REIS, o critério do  #
Assim:
a)- o    ! aplica-se às causas de maior valor, ou seja, àquelas cujo valor
exceda o da alçada da Relação - actualmente de Φ30.000 (art.ºs 31.º da LOFTJ/2008 e 462.º do
CPC) -;
b)- o    ! , constituindo um patamar intermédio entre a fórmula mais
abreviada do processo sumaríssimo e o maior rigorismo formal do processo ordinário, é
apIicável a todas as acções cujo valor da causa seja igual ou inferior ao valor da alçada do
tribunal da Relação;
c)- o       utiliza-se (não havendo lugar a   ë  )
quando o valor da causa não ultrapassar o valor fixado para a alçada do tribunal da comarca
(Φ5.000), e, além disso, a acção se destinar ao cumprimento de obrigações pecuniárias, à
indemnização por dano ou à entrega de coisas móveis. A forma de      é
algo assimilável aos    assentando a sua concepção em razões de  
ë  ë  ë  , com um consequente maior aligeiramento
na solenidade e no rito processual (só são, por ex., admitidos dois articulados).

A lei consagra, todavia, a        ! relativamente ao


processo sumário e aos processos especiais (art.º 463.º n.º 1). Isto sem olvidar que   
ë  ëëë    ë     
       ë  . E tendo sempre presente que assiste
ao juiz o poder-dever de («  »), ouvidas as partes, fazer as adaptações que as
especificidades da causa aconselharem, quando a definição legal abstracta dos actos de
sequência a elas se não adequem -      (art.º 265.º-A).
Quer a acção declarativa, quer a acção executiva, podem, em casos expressamente
designados na lei (art.º 460.º, n.º 2), normalmente em função do tipo de pretensão
concretamente formulada, dar lugar a        ; «isto é, a sequências
ordenadas de actos especificamente predispostos para se fazer valer um dado tipo de
pretensão». Algumas formas de   foram, contudo, determinadas em função de
ë e  ë de índole diversa, como é, por ex., o caso do procedimento especialmente
previsto para o   ë 
 !   ëë ë(Dec.-Lei n.º
269/98, de 1 de Setembro).
Prevê o CPC diversos    nos art.ºs. 944.º e ss.
Assim, por exemplo:
- o processo para prestação provocada ou espontânea de caução (art.ºs 981.º a 990.º);
- o processo de reforço e substituição das garantias especiais das obrigações (art.ºs
991.º a 997.º);
- o processo para expurgação de hipotecas e da extinção de privilégios (art.ºs. 998.º a
1007.º);
- o processo de prestação provocada e espontânea de contas (art.ºs 1014.º a 1023.º);
- o processo de consignação em depósito (art.ºs 1024.º a 1032.º);
- o processo de divisão de coisa comum (art.º 1052.º);
- o processo de regulação e repartição de avarias marítimas (art.ºs 1063.º a 1068.º);
- o processo de reforma de documentos autos ou livros visando a sua reconstituição
(art.ºs. 1069.º a 1082.º);
- o processo da acção de indemnização contra magistrados judiciais ou do Ministério
Público (art.ºs 1083.º a 1093.º);
- o processo de revisão de sentenças estrangeiras (art.ºs 1094.º a 1102.º);
- o processo de justificação da ausência e a declaração de morte presumida do ausente
(art.ºs 1103.º a 1114.º);
- o processo de liquidação judicial das sociedades, pelo qual se faz a atribuição do
património das sociedades, comerciais ou civis, dissolvidas ou de constituição inválida
(art.ºs 1122.º a 1130.º);
- o processo de liquidação da herança vaga em benefício do Estado (art.ºs 1132.º a
1134.;
- o processo de divórcio e separação litigiosos (art.ºs 1407.º e 1408.º);
- o processo de tutela da personalidade, do nome e da correspondência confidencial
(art.ºs 1474.º e 1475.º);
- o processo de apresentação de coisas ou documentos (art.ºs 1476.º a 1478.º);
- o processo de inquérito judicial à sociedade por violação de diversos deveres sociais
(art.ºs 1479.º, n.º 1 a 1483.º, n.º 1);
- o processo de oposição à fusão e cisão de sociedades (art.ºs. 1488.º e 1489º);
- o processo de averbamento, conversão e depósito de acções e obrigações (art.ºs.
1490.º, 1493.º e 1494.º);
- o processo de liquidação de participações sociais (art.ºs. 1498.º e 1499.º).

O regime jurídico do    ë!  destinado a pôr termo à comunhão


hereditária, a relacionar os bens que constituem o objecto da ou servir de base à
eventual liquidação da herança, bem como para  ë &  em caso de divórcio ou
separação judicial de pessoas e bens ou de declaração de nulidade ou anulação do casamento
ou, finalmente, para   ë  ë ë, consta hoje da
Lei n.º 29/2009, de 29 de Junho, sendo para tal  ëë    ëa designar
pelo membro do Governo responsável pela área da Justiça e os  ë"  ë  ,  
 ë    (cfr. os art.ºs 1.º, 3.º, 69.º e 71.º da citada Lei).
Tendo sido requerida a   ë  ë#'()*#', ou tendo de proceder-se
a     ë $  +, aplica-se o disposto para o regime
previsto na mesma Lei para o processo de inventário em consequência de separação, divórcio,
declaração de nulidade ou anulação do casamento, com as especialidades das alíneas a) a d)
do n.º 1 do art.º 1406.º

,"  
  -0 
   --    
ö!          ë          ë  
     ë     ë     ë . Exemplos de formas de
natureza prevalentemente declarativa que englobam actuações executivas, o que lhes confere
uma ë  &   ësão, por. ex., as dos art.ºs. 987.º, n.ºs 1 e 2, 994.º, n.º 2,
1003.º, n.º 2, 1029.º, n.º 3, 1056.º, n.º 2, 1108.º, n.º 4, 1112.º, n.º 2, 1127.º, n.º 3, 1133.º, n.º
2, 1357.º, n.ºs 2 e 3, 1378.º n.º 3, 1384.º, n.º 1, al. c), 1478.º, 1491.º, n.º 2 e 1493.º, n.º 2,
todos do CPC, e 152.º, n.º 2 a 159.º, n.º 1, do CSC1 («ex vi» do art.º 1125.º).
No próprio processo comum de acção declarativa podem ter lugar algumas ë

ë ë (cfr. art.ºs. 532.º, 537.º e 583.º, n.º 2). Por sua vez,    ë
ë  (art.ºs. 381.º e ss.) assumem frequentemente ë  ë iniciando-se com
uma fase declarativa, a que se segue uma fase executiva, como acontece com os
procedimentos conservatórios e com alguns procedimentos antecipatórios como a restituição
provisória de posse (art.º 393.º), o arresto (art.ºs 406.º e ss) e o embargo de obra nova (art.ºs
412.º e 420.º, n.º 2).
Entre o      ,-,, podem ainda incluir-se
outros com concepção e tramitação reguladas por leis avulsas, a par de diplomas que
estabelecem   simultaneamente de natureza substantiva e adjectiva. É o caso, entre
outros, dos       $           (cfr. o Código
aprovado pelo Dec.-Lei n.º 53/2004, de 18 de Março e modificado pelo Dec.-Lei n.º 200/2004,
de 18 de Agosto - exemplos: art.ºs 20.º, por um lado, e 21.º a 45.º, por outro), do processo de
    ë  (art.ºs 38.º a 66.º do Código de Expropriações aprovado pela Lei 168/99,
de 18 de Setembro e cuja 4.ª e última alteração foi introduzida pela Lei n.º 56/2008, de 4 de
Setmbro) e do processo da acção de      .ë  (art.º 42.º da Lei do
Arrendamento Rural aprovada pelo Dec.-Lei n.º 385/88, de 25 de Outubro).
A    de prédio urbano, tendente à cessação jurídica do contrato de
arrendamento e à consequente restituição do prédio arrendado ao senhorio, sempre que a lei
imponha o   %     para adregar tal cessação (art.ºs 1084.º e 1103.º do CC), é
regulada pelos art.ºs 14.º e 15.º do Novo Regime do Arrendamento Urbano (NRAU) aprovado
pela Lei n.º 6/2006, de 27 de Fevereiro. Segue tal acção a forma de     
 ë  (art.º 14.º, n.º 1), com as especialidades constantes dos n.ºs 2 a 5 do mesmo
artigo.


,,  1  +  -! 
No elenco legal dos processos especiais incluem-se, também, os chamados processos
de   ë! . São de jurisdição voluntária os processos regulados no livro III, título
IV, cap. XVII, do CPC (art.º 1409.º e ss).
Distinguem-se os      de    ë!      dos
   de   ë  ë  #
Nos processos de    ë , encontra-se suscitado   conflito de
interesses entre as partes (credor e devedor, proprietário e possuidor, locador e locatário,
etc.), submetido ao escrutínio do tribunal em função de critérios e princípios próprios do
direito substantivo. Neles o tribunal é chamado a exercer a função (jurisdicional) própria dos
"    ! ditando a    ëque emerge do direito material aplicável (
  )#
Nos processos de    ë!  há um ë   ë    ë
ëë (acerca de cuja protecção podem formar-se posições ou perspectivas entre si
dissonantes) e que ao juiz cumpre regular nos termos    ë(como v.g. no de
 ëë ë      de ë  
     ë etc.)4. Esta jurisdição pressupõe que um ou mais interesses
particulares se encontrem em  ë
 "  que, sem constituirem um litígio
(propriamente dito), justificam a respectiva regulação por via jurisdicional. Não subjaz, em
princípio, a tais situações um real ͞conflito͟ de interesses a compor através da exercitação do
  ë . Assim, por exemplo, nas providências relativas aos filhos, na falta de acordo
entre os respectivos progenitores, cumpre ao juiz decidir de harmonia com os interesses do
menor e só dos dele (art.ºs 2.º e 180.º, n.º 1, da OTM).
A distinção (entre jurisdição voluntária e jurisdição contenciosa) resulta, assim, não
propriamente da existência ou não de ë   , mas da existência ou não de um  ë em
sentido técnico.
Alguma similaridade pode detectar-se com os procedimentos suscitados pelos
interessados junto das entidades registrais e notariais, com vista a «certificar, determinar ou
esclarecer, por via documental», uma dada «regulamentação de interesses, produto da
autonomia da vontade». Mas o certo é que o notário ou o conservador «se ocupam de
 ë
      ë   ë (celebração, perante o notário, pelos
respectivos contraentes, da escritura pública de compra e venda de um dado imóvel ou
efectivação, perante o conservador do registo predial, da inscrição registral desse acto
translativo), ao passo que o tribunal se ocupa de  ë
  " ».
De ter presente que o Dec.-Lei n.º 272/2001, de 13 de Outubro, entrado em vigor em 1
de Janeiro de 2002, «ex-vi» do seu art.º 22,   ë     ë$    
 ë"    ë      ë   ëë    ë    
  ë!  ë  
    - atribuição de alimentos a filhos maiores e
da casa de morada de família, privação e autorização de apelidos de actual ou anterior cônjuge
e conversão da separação em divórcio e, bem assim, a decisão, pelo conservador do registo
civil, dos processos de reconciliação de cônjuges separados - processos estes aos quais não
corresponde, por natureza, uma situação de litígio. Na senda, de resto, da atribuição da
competência decisória respeitante à separação e divórcio por mútuo consentimento operada
já em 1995, passando também a ser deferida a essa autoridade registral a decisão dos
divórcios por mútuo consentimento em que existam filhos menores, cujos interesses são
objecto de regulação com base na participação activa do Ministério Público (conf. preâmbulo
do diploma). Competência essa que, para os procedimentos elencados no respectivo art.º 12.º,
é  ë  ,  / ë,  , como por ex. os relativos à reconciliação
dos cônjuges separados (n.º 1, al. a)), à separação e divórcio por mútuo consentimento (com
excepção dos casos resultantes de acordo obtido no âmbito de processo de separação ou
divórcio por mútuo consentimento) - n.º 1, al. b)) - e à declaração de dispensa do prazo
internupcial - n.º 1 al. c)). Já para os     ë ë    
  ë ë, tais como a venda (pelo respectivo representante - pai ou tutor) de bens
pertencentes a menor (n.º 1, al. b)) e, bem assim, a outras providências relativas a
suprimentos, autorizações e confirmações relativas a incapazes e ausentes -, a  ë$ 
 0  ë -. , com observância do procedimento regulado nos art.º s 2.º a
4.º desse mesmo diploma.
O procedimento regulado na Secção I, do capítulo III desse mesmo diploma aplicando-
se, em princípio, aos pedidos de alimentos devidos a menores, atribuição da casa de morada
de família, privação de uso dos apelidos do outro cônjuge, autorização do uso de apelidos do
ex-cônjuge e conversão de separação judicial de pessoas e bens em divórcio (art.º 5.º, n.º 1,
alíneas a), b), c), d) e e) respectivamente), não se aplica, contudo, às pretensões referidas nas
alíneas a) a d) «que sejam  com outros pedidos no âmbito da mesma acção judicial,
ou constituam incidente ou dependência de acção pendente», circunstâncias em que
continuam a ser tramitadas nos termos previstos no CPC.
E porque se visa, em tal tipo de processos, a prossecução de ë  não
organizados num típico conflito judicial, há quem seja levado a concluir que o tribunal exerce
aqui, não propriamente uma       em sentido técnico, como no processo
contencioso, mas antes uma função tipicamente administrativa. Por isso se fala (ZAOBINI), a
este respeito, de   ë   .   ë 4. Destrinça nem sempre fácil de
fazer, dada a sua estreita conexão com a ë ë  da distinção entre a ë  
   e a ë    ë ë . A este propósito se diz que, face à necessidade de
dar cumprimento/execução a determinados comandos legais, os "     
agem com maior $   , enquanto que os "   ë ë agem
com maior       ë 5#E daí o afirmar-se também não constituir, em bom rigor,
a jurisdição voluntária uma verdadeira jurisdição, só a jurisdição contenciosa constituindo uma
jurisdição em sentido próprio, em virtude de só a esta poder subjazer uma genuína
ë   entre as partes.
São princípios fundamentais aplicáveis aos processos de jurisdição voluntária os
seguintes:
a)-      ë"  no domínio da instrução do processo (art.º 1409.º,
contraposto ao dispositivo no campo da alegação - art.º 664.º);
b)-       ë         ë     ë ë
(art.º1410.º), diversamente do disposto no art.º 659.º, n.º 2, ͞in fine͟;
c)-          
 (r
) ou providências de jurisdição
voluntária (art.º 1411.º, n.º 1), em contraste com a inalterabilidade das decisões de jurisdição
contenciosa (art.º 666.º)6;
d)-            1   2   3ë das 

proferidas segundo critérios de conveniência ou oportunidade, que não sejam de mera
legalidade (art.º 1411.º, n.º 2, em confronto com o disposto no art.º 678.º).

De referir que alguns processos pelo CPC, embora subordinados à epígrafe da


   ë! , são antes de qualificar tecnicamente como      
ë . É, designadamente, o caso dos processos de tutela da personalidade, do nome e
da correspondência e dos relativos ao uso de carta missiva não confidencial (art.º 78.º do CC),
do direito à reserva sobre a intimidade da vida privada (art.º 80.º do CC) e dos demais direitos
da personalidade ("qualquer ameaça à personalidade física ou moral"). E, ainda, o caso dos
processos especiais para apresentação de coisas e documentos e de determinação do litígio a
submeter a arbitragem e, também, de alguns dos processos que visam o exercício de direitos
sociais (art.ºs. 1479.º e ss). Ao invés, classifica a lei como de   ë processos
de qualificar como de   ë! (por ex., os processos de interdição e de habilitação
regulados nos art.ºs 944.º e ss).


,.    2     3- 
Entende-se por  de um tribunal o  ë ë ë
ë ëë  ë , isto é sem admissibilidade de recurso ordinário (para
o tribunal hierarquicamente superior).
Trata-se de um valor fixado pelas leis de organização judiciária, até ao qual um tribunal
de instância julga definitivamente as causas da sua competência e que releva, desde logo, para
efeitos de recurso: a decisão proferida em  ë  ë que a
profere não é, em regra, susceptível de recurso ordinário, enquanto que a proferida em 
         é, em princípio, recorrível,     !   
 ë         ë     (art.º 678.º, n.º 1). E ainda para
efeitos da  ë     ë$  entre os juízos de competência especializada cível
(art.ºs 120.º a 122.º da LOFTJ/2008). O critério principal de determinação do processo
declarativo é, deste modo, o do  "  , ainda que funcionando também,
como critério determinativo, o do ë .
Os valores das alçadas, oscilando ao sabor das flutuações do valor da moeda ou do
fenómeno da inflação, têm vindo a ser sucessivamente alterados pelo legislador. Em matéria
cível, a alçada dos tribunais da Relação é actualmente de Φ30.000 e a dos tribunais de 1.ª
instância de Φ5.000 - (art.ºs 24.º, n.º 1, da LOFTJ 99 e 31.º da LOFTJ/2008). Os tribunais de 4#5
ë6  são, em regra, os ë      , os quais são tribunais de  ë$ 
 , sem prejuízo do seu desdobramento em          (art.º
68, n.ºs 1 e 2 da LOFT/2008); de )#5 ë6 os tribunais da Relação e, no topo da pirâmide
dos tribunais judiciais, sem qualquer limitação de alçada, o 1  2 3ë (art.ºs
70.º a 72.º do CPC e 17.º e 32.º da mesma LOFTJ/2008).
Temos, pois, que as decisões proferidas pelo tribunal de comarca em acções com valor
igual ou inferior a Φ5.000, bem como as que sejam desfavoráveis à parte que pretenda
recorrer em Φ2.500, ou menos, não são, hoje, em regra, recorríveis (cfr. art.º 678.º, n.º 1).
Contrariamente ao que sucede noutros países (v.g. a Itália e o Brasil), nos quais assiste sempre
à parte o direito a um    , ainda que depois com restrição do acesso ao
tribunal supremo, entre nós, o direito (absoluto) a dois graus de jurisdição é circunscrito à
matéria penal. Nos restantes domínios, é conferida ao legislador ordinário a liberdade de criar
ou suprimir recursos judiciais, desde que não proceda à abolição (directa ou indirecta) do
sistema de recursos ëë .