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UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL

Tecnologia e Computação
Design

CAMILA CORDENONSI GUERREIRO

REDESIGN DO SISTEMA DE IDENTIDADE VISUAL


DA PHOTOPRESS

Trabalho de conclusão apresentado à banca


examinadora do curso de Design da
Universidade Luterana do Brasil – ULBRA,
como exigência para a obtenção do grau de
Bacharel em Design, sob orientação do Prof.
Cid Domingues D’Ávila.

Canoas, 2010
RESUMO

Atualmente a sociedade valoriza demasiadamente a imagem, isso faz com que haja
uma abundância de informações visuais que ao invés de auxiliar, deixam os cidadãos
comuns com interpretações e preferências, sem opções de análises críticas e concretas. Em
classificações profissionais, muitas vezes, observamos uma deficiência nos resultados finais
de peças gráficas e na apresentação de identidades visuais, isso ocorre talvez por não
haver uma linguagem clara e objetiva quando a intenção é comunicar algo de extrema
complexidade. Este problema ocorre com a empresa Photopress, atuante na área de pré-
impressão que possui uma identidade visual com falhas de construção refletida em suas
aplicações e em seu website. Não possibilitando à empresa um maior destaque dentre as
concorrentes e não proporcionando uma visão de crescimento desejado.
O presente trabalho propõe a realização de um projeto de redesign da identidade
visual da empresa citada, utilizando e seguindo uma metodologia de fácil compreensão, com
o auxílio de bibliografias especializadas. Foram seguidas todas as etapas de
desenvolvimento, das quais, os conceitos gerados trazem como maior referência visual o
fotolito. Desta maneira foi elaborado um sistema de identidade visual de peso e de grande
impacto, garantindo uma imagem positiva e que promova o êxito da empresa no mercado
em que atua.

Palavras-chave: redesign, identidade visual, pré-impressão, fotolito.


INTRODUÇÃO

Na atualidade, vivemos um período de alta competitividade empresarial o que


ocasiona grandes transformações na área de comunicação corporativa. O mercado está
produzindo uma quantidade cada vez maior de produtos e serviços por conta da
globalização e o desenvolvimento acelerado dos processos produtivos. O crescimento e a
massificação destes processos são fatores que dificultam a diferenciação dos consumidores
e clientes pelos diversos produtos e serviços disponíveis no mercado, levando-os a
fundamentar suas escolhas no conhecimento anterior da empresa ou da marca, ao invés do
produto em si ou a mensagem a ser transmitida. A diminuição do tempo de escolha aliado à
grande variedade de produtos e serviços faz com que o público busque nestes, símbolos
que representem e afirmem a promessa de satisfação esperada, caso contrário, são
preteridos. A linguagem visual e a percepção causada pela apresentação dos produtos, bem
como, a correta identificação destes pelo público-alvo das corporações tornam-se, portanto,
fatores determinantes no sucesso da relação entre clientes e empresas.
No caso da prestação de serviços, a primeira imagem percebida da empresa tem
mais peso na decisão final dos futuros clientes, pois serviços são intangíveis – não se
podem ver ou tocar como os produtos e são apenas testados e aprovados após a
contratação efetiva dos mesmos, onde então o cliente vai poder ter a percepção de
comprovação de qualidade do serviço.
A escolha pela empresa Photopress se deve ao fato que se situa em uma área onde
há uma carência de identidades visuais de qualidade pois, a maioria das empresas da área
gráfica não se preocupam com a elaboração correta de um sistema que as representem de
acordo com os elementos que a empresa busca transmitir. Muitas apresentam assinaturas
visuais sem conceituação e pregnância, devido ao fato da escolha de pessoas sem a
formação adequada para a criação, ou que não dão a devida importância para a sua
representação visual.
A Photopress é uma empresa de pequeno porte atuante na área de pré-impressão,
que visa um crescimento de forma que conquiste maior êxito no mercado onde atua. A atual
identidade visual apresenta problemas que refletem no seu material de expediente e
principalmente no website, onde está sua maior fonte de ligação com os clientes, resultando
na falta da percepção do crescimento desejado. A análise da identidade visual será tratada
mais adiante neste trabalho.
As etapas de desenvolvimento deste projeto iniciam-se com a elaboração de um
briefing juntamente com o cliente, onde são adquiridas informações pertinentes á empresa,
tais como, seus objetivos futuros, sua história, seus serviços prestados, a definição do
público-alvo e uma avaliação da atual situação da identidade visual. Inicia-se então a etapa
de levantamento de dados, fundamental para ajudar na definição da base conceitual, sendo
através de pesquisas relativas aos dados que foram fornecidos alcançamos conhecimento
relativo ao assunto. Obtidas as informações pertinentes à área de atuação, concorrentes e
uma pesquisa com o público-alvo; é realizado um exercício de dinâmica de grupo onde são
geradas idéias para ajudar na elaboração dos conceitos a serem utilizados.
Após a definição do conceito se dá início á etapa de geração de alternativas, onde
através de rafes e testes, podemos obter uma evolução visual até obtermos o resultado final
do projeto.
A metologia do projeto tem como base Maria Luiza Peón, cujo livro Sistemas de
identidade visual apresenta todos os procedimentos para o desenvolvimento de um projeto
como este. Descrevendo desde a etapa de criação à finalização e aplicação da identidade
visual.
Como referência de escolha de fonte tipográfica e paleta de cores foi utilizado o livro
Tipografia para Diseñadores, de Timothy Samara (2008), onde reúne através de conceitos,
as fontes e as cores interligando-as para melhor contextualização e unificação dos
elementos.
Em termos de análise, interpretação e síntese da organização visual da forma foi
utilizado o livro Gestalt do objeto: sistema de leitura visual da forma, do autor João Gomes
Filho (2004), que apresenta uma estrutura objetiva e pragmática para orientar através de
conhecimentos teórico-conceituais.
A partir dos estudos realizados, é possível perceber que o principal objetivo deste
projeto é a elaboração de um novo Sistema de Identidade Visual da empresa. Possuindo em
sua finalização uma assinatura visual forte que represente os principais objetivos da
empresa e com as aplicações necessárias a sua representação seguindo a mesma base
conceitual, juntamente com a elaboração do redesign do website atual, o qual deverá
transmitir aos clientes o mesmo conceito empregado na identidade visual, apresentando
melhor usabilidade, legibilidade e desempenho de uso por parte dos clientes.
1. IDENTIDADE VISUAL

Ao longo dos dias, nos deparamos com infinitas identidades visuais, pois elas estão
presentes em quase tudo que nos rodeia. Uma identidade visual, conforme Strunck (2007)
trata-se da formalização da personalidade visual de um nome, idéia, produto ou serviço, ou
seja, algo que pode ser representado ou identificado visualmente possui uma identidade
visual.
Profissionalmente, considera-se como identidade visual aquele componente visual
específico que é formado por um sistema planejado e integrado por elementos visuais e
aplicações coordenadas. Quando percebemos que algo não possui uma identidade visual,
significa que não há elementos visuais que o distinguem de maneira ordenada, uniforme e
forte no mercado. Conforme Peón (2009) há dois tipos de identidades visuais, a institucional
e a corporativa.
A identidade visual institucional refere-se á uma Instituição (Associação ou
Organização de caráter social, educacional ou filantrópico), pois está estabelecida por uma
série de parâmetros que organizam os elementos que lhe dão essa identidade, pela forma
como eles se apresentam e pelos padrões que lhe fornecem maior pregnância. É aplicada
em campanhas, exposições, eventos, etc.
Uma identidade visual corporativa envolve tudo aquilo que reflete a personalidade de
uma empresa em relação ao público, abrangendo: cultura, visão, estratégias, foco, objetivos
e todos os outros elementos que possam influenciar na gestão da empresa, ou seja, é o
ponto estratégico para o sucesso da comunicação, o que irá refletir no crescimento e na
valorização da empresa no mercado. Ela deverá prever o maior número de usos possíveis,
pois será eterna e irá acompanhar a empresa por toda a sua existência, de forma que não
haja a necessidade de ser substituída ou redesenhada.
O Sistema de Identidade Visual (SIV), segundo Peón (2009) é um sistema de
normatização do aspecto visual de uma determinada empresa, produto ou serviço. Formam
o sistema, elementos básicos da identidade visual (logotipo, símbolo, marca, cores
institucionais e alfabeto padrão) e eventuais elementos acessórios como, cartão de visita,
envelopes, papel timbrado, letreiros, uniformes, sinalização, embalagens, etc.
Os principais objetivos de um SIV são:
Identificação e memorização da empresa, produto ou serviço através de sua identidade
visual;
Diferenciar a empresa, produto ou serviço de similares e concorrentes;
Obtenção de lucro, convencendo o público de que a empresa, produto ou serviço em
questão é de confiança e que lhe trará benefícios.
A criação de uma identidade visual é algo que exige muita cautela, pois não é
somente necessário criar um logotipo, símbolo ou uma marca, mas sim que esses
elementos estejam ligados a uma conceituação e a um conjunto de relações que irão refletir
na aplicação desta identidade visual. Maria Luiza Peón afirma:
“(...) Com uma identidade mais fraca, o objeto é pouco notado por
seu aspecto visual, ou então ele é tão corriqueiro que não memorizamos
esta identidade e nos esquecemos dele. Já uma identidade visual mais forte
leva nossa atenção ao objeto e, principalmente, faz com que nos
lembremos dele quando o virmos de novo – ou seja, dá maior pregnância
ao objeto.” (PEÓN, 2009, p. 10)

Após os estudos e o desenvolvimento de uma identidade visual, é importante a


criação de um Manual de Identidade Visual, pois ele normatiza a aplicação da mesma para
que não se executem usos indevidos. O manual é um documento técnico que contém
recomendações e especificações essenciais, com o objetivo de preservar suas
características visuais e facilitar a correta propagação, identificação e reprodução.
2. DESENVOLVIMENTO DO PROJETO

2.1 Briefing

Este projeto visa desenvolver o redesign do sistema de identidade visual da empresa


Photopress.
Com o intuito de coletar informações sobre a empresa – Photopress – foi
desenvolvido um briefing juntamente com o diretor-geral da empresa, Alex Steimer. Foram
definidas as informações pertinentes á respeito de visões da empresa para com o projeto a
ser desenvolvido. Segundo essas visões, os principais objetivos a serem realizados em
relação á identidade visual são:
• Remeter á uma empresa de pré-impressão em crescimento;
• Legibilidade;
• Pregnância de uso;

2.2 Aspectos Gerais

A Photopress é uma empresa que presta serviços gráficos de pré-impressão, atuante


no mercado desde o ano 2000. Possui sua sede localizada em Porto Alegre, capital do
estado do Rio Grande do Sul. Iniciou somente com a impressão de fotolitos e, ao passar dos
anos desenvolveu-se de forma que atualmente oferece serviços de impressão de prova
digital calibrada e arte-final, onde apenas a arte é realizada na empresa. A impressão dos
materiais gráficos é feita em gráficas terceirizadas, pois a empresa não possui suporte-
maquinário.
A empresa fica localizada em um prédio comercial, onde não há sinalização externa
e o espaço-físico é limitado não oferecendo qualidade de atendimento aos clientes, por
conta disso, os serviços são solicitados via email, disco virtual e FTP (website) e são
entregues através de motoboys.
A principal fonte de renda da empresa é a impressão de fotolitos, que,
gradativamente, está sendo substituído por processos mais atualizados, gera benefícios por
conta do baixo custo e pelo alto fluxo de serviço. Com isso, o diretor-geral visa permanecer
no mercado e, ao final do ano de 2010 a empresa irá investir na aquisição de novos
maquinários de pré-impressão e impressão, bem como na mudança do local da sede para
obter melhor infra-estrutura de atendimento aos clientes. Com base nestes investimentos a
empresa terá um maior crescimento de lucros e expansão na área de atuação no mercado
de pré-impressão.
A empresa possui características essenciais que busca transmitir aos seus clientes,
tais como: Agilidade, Rapidez, Precisão, Confiabilidade, Qualidade e Crescimento que
servirão de base para a elaboração do projeto.
A Photopress possui clientes não somente em Porto Alegre, mas também em
municípios da Grande Porto Alegre, como, Canoas, Viamão, Gravataí, Montenegro, Santo
Antônio da Patrulha e outros municípios do interior do estado como, Butiá e Cachoeira do
Sul.
Em 2009, um cliente chamou a atenção do diretor da empresa, pois o cliente era
vendedor de sacolas personalizadas e ele ia semanalmente à empresa imprimir os filmes de
fotolitos das sacolas. Muito intrigado com esse nicho de mercado, o diretor realizou
pesquisas de mercado e a resposta foi que era um mercado á se investir. Em novembro de
2009, o diretor da Photopress, fundou a Sulbag, uma empresa voltada para o
desenvolvimento de produtos personalizados, tais como, sacolas de papel personalizadas,
tags, selos, adesivos, banners, etiquetas e cartões de visita. Cuja meta é atingir um mercado
bem amplo de embalagens, pois atualmente apenas com a venda de sacolas
personalizadas já atende lojas de roupas femininas, masculinas, infantis e íntimas, lojas de
calçados, óticas, revendedores e representantes de produtos e lojas de malas e bolsas.
A Sulbag se integra á Photopress por conta dos fotolitos, onde o setor de arte-final
das duas empresas é o mesmo e a sede das duas empresas é no mesmo local, sendo
localizadas em um prédio comercial onde não há a possibilidade de haver uma sinalização
adequada.
Com a integração entre as duas empresas, a Photopress busca uma previsão ainda
maior de expansão, de modo que atinja um público mais amplo e diferenciado.

2.3 Público

A definição do público-alvo foi realizada através de uma pesquisa feita com 70% dos
clientes da empresa, os quais responderam um questionário enviado via email.
Os principais usuários dos serviços da Photopress são os donos e os gerentes das
gráficas, editoras e agências, pois são eles que selecionam e definem onde serão realizados
os serviços de terceirizadas. É um público que 45% pertence ao sexo masculino e 25% ao
sexo feminino, apresentando idade entre 30 á 70 anos e se caracteriza pelo alto poder
aquisitivo, sendo classificado como público classe A ou B.
Em segundo plano, são atendidos os arte finalistas e diretores de arte das gráficas e
agências que solicitam os serviços. São eles que mantêm um contato direto com a empresa.
Apresentam idade entre 20 a 40 anos sendo que 45% pertence ao sexo masculino e 25% ao
sexo feminino, em sua grande maioria classificados como público pertencente á classe B ou
C.
Uma grande parcela deste público tem como referencial cromático o preto e o azul
escuro, associados a conceito de sofisticação, elegância e seriedade (Figura 1).

Figura 1: painel referente ao público


Fonte: Painel montado pelo autor

2.4 Análises da identidade visual atual

O Sistema de Identidade Visual atual da empresa foi desenvolvido no ano em que a


empresa foi criada, em meados do ano 2000 e segue com a mesma versão até os tempos
atuais, passando por apenas uma reformulação por conta do decodificador, que
antigamente utilizava-se “Fotolito Digital” e ao passar dos anos, o decodificador foi retirado
em vista que a empresa passou a oferecer outros serviços de pré-impressão. Os principais
elementos utilizados para a construção da identidade visual foram: o conta-fio e o fotolito.
O conta-fio está representado pelo quadrado que forma o símbolo gráfico, também
composto por linhas que simbolizam as marcas de corte em padrão cromático CMYK
representando o fotolito e possui um fundo com uma textura em tons de cinza. O logotipo
apresenta uma família tipográfica que remete á retículas presentes no fotolito (Figura 2).
A identidade visual apresenta diversas falhas em sua construção, a iniciar com o fato
de que não possui uma versão desenhada em arquivo vetorial. A representação do desenho
da Identidade visual em versão bitmap, composta por efeitos de luz e sombra, ao serem
aplicados em materiais de expediente, materiais de divulgação e website (Figura 3), fica
com o uso limitado em diversos tipos de fundos e não remetem á imagem que a empresa
deseja transmitir.
O logotipo é composto por caracteres que por possuírem diversos círculos pequenos,
quando reduzido esses círculos se unem e perdem a sua característica principal que é
remeter á retículas. As cores utilizadas são os tons de preto e o CMYK que unidos no
símbolo perdem o contraste, deixando com pouca legibilidade. Em geral a identidade visual
não se torna harmônica e possui pouca pregnância de uso.

Figura 2: Identidade Visual Atual


Fonte: Material cedido pela empresa

Figura 3: website atual


Fonte: website da empresa
3. LEVANTAMENTO DE DADOS

Pré-impressão

A pré-impressão, segundo Baer (2005) pode ser compreendida como todo o


processo envolvido antes da impressão de um produto gráfico, ou seja, todos os
procedimentos á serem adotados após finalizada a arte á ser impressa e antes do processo
de impressão propriamente dito, ou seja a reprodução de grafismos sobre o seu suporte
final. Os processos de pré-impressão consistem, então, na preparação de um arquivo
finalizado para a obtenção de uma matriz de impressão.
Atualmente existem três meios mais utilizados para a realização dos processos de
pré-impressão: o CTF (Computer-to-film) mais conhecido como fotolitagem, o CTP
(Computer-to-plate) e o Computer-to-press.
A fotolitagem se caracteriza pelo uso do filme (fotolito) utilizado como matriz para a
impressão de peças gráficas. O fotolito é um filme fotossensível transparente feito de
polímero a base de acetato. O processo se inicia quando ocorre o fechamento do arquivo,
onde logo após é enviado á um RIP (Raster Image Protector1) que faz a interpretação do
arquivo e define as configurações de pontuações e lineatura enviando o arquivo para a
imagesetter2, onde são gerados os filmes com as seleções de cores. Normalmente são
gravadas as quatro cores, Ciano, Magenta, Amarelo e o Preto, separadas uma em cada
página, porém serão reveladas apenas na cor preta. A gravação do fotolito é feita através
de um processo de photogravação que se dá através de raios de luz. O filme gravado é
transportado em uma caixa-preta (cassete) para uma processadora, onde é revelado e
pronto para ser utilizado em máquinas de impressão.
O uso de fotolitos permite que o impressor faça a manipulação e a substituição de
um fotolito no momento da impressão final, se necessário, o que gera vantagens em seu
uso.
As principais vantagens no uso de fotolitos:

Baixo custo em caso de erros.


Insumos, químicos e filmes com processamento automatizado.

1
RIP (Raster Image Protector) – Um periférico ou programa que traduz as informações de layout de
uma página em uma linguagem de descrição de página na forma de pontos, suportada pelo
dispositivo de impressão.
2
Imagesetter: Equipamento para a produção de fotocomposições/fotolito de alta resolução.
Produção Gráfica - Glossário de termos técnicos.
Incorporação do gerenciamento de cor para uma reprodução mais fiel das cores.
Totalmente compatível com sistemas digitais de provas de imposição e de cor.

O CTP (Computer-to-plate) é o processo de impressão onde são gravadas chapas


metálicas, de polímeros ou de papel. A chapa é gravada através de laser pela platesseter,
que é controlada por um computador. Isto permite que a chapa seja gerada diretamente de
um arquivo digital, sem a necessidade da produção de um fotolito intermediário. Este
processo também garante o aumento da qualidade final da imagem gravada, porém não há
a possibilidade de obter provas antes da impressão final, o que gera uma grande
desvantagem em seu uso.
As principais vantagens no uso de CTP:

Redução de custo com a eliminação do uso de fotolito;


Diminuição de lixo produzido, o que aponta para uma tecnologia ecologicamente
responsável;
Menor tempo de produção;
Aumento na qualidade do produto final;

O Computer-to-press é um novo sistema de produção que está sendo implantado na


indústria gráfica. Através dele será eliminado o uso de chapas e fotolitos, pois serão
enviadas as páginas diretamente para a impressora. É uma nova tecnologia que está
passando por um período de adaptação para a impressão em grande escala, sendo utilizada
atualmente na produção de materiais para PDV (Ponto de venda), tais como: displays,
banners e back-lights. Com este enfoque, passa a ser uma tecnologia de impressão digital
focada em mídia externa e PDV, posteriormente, acredita-se que será utilizada para
impressão de livros, revistas, periódicos e jornais.

3.1 Análise dos concorrentes

A figura 4 mostra os principais concorrentes diretos da empresa, que são as gráficas


e editoras que prestam serviços de pré-impressão, entre outros e bureaus.

Figura 4: Principais concorrentes


Fonte: website das empresas citadas
Após uma análise de cada uma das identidades visuais das empresas concorrentes,
constata-se que há uma pregnância de uso de cores em sistema CMYK, devido ao fato de
que está diretamente relacionado com impressão e indústria gráfica.
O CMYK é o sistema de cores formado por Cyan (ciano), Magenta (magenta), Yellow
(amarelo) e Key (preto) que se trata de uma mescla de cores subtrativa, o pigmento de cada
uma das três cores não é o resultado da combinação de outros, da mistura desses
pigmentos podemos obter uma vasta gama de tonalidades e da sua sobreposição, resultará
no preto. O sistema CMYK é a base do processo de impressão em quatro cores
(quadricromia) e é o mais utilizado para impressões em papel, sendo assim um modelo de
cores de referência que as pessoas acabam utilizando para associar a sua assinatura visual
á uma gráfica.
A maioria das identidades visuais também apresenta formas geométricas em sua
composição de símbolo, disposição do logotipo e decodificador, ocasionando assim uma
igualdade visual entre as demais.

3.2 Pesquisa com público

Foi realizada uma pesquisa com um grupo de pessoas leigas, com o intuito de obter
informações referentes á compreensão do público sobre o assunto “Gráfica” e “Fotolito”.
Neste grupo havia 10 pessoas com idades entre 18 á 70 anos variando em sexo feminino e
masculino. A escolha da faixa-etária se deve ao fato que a mesma é referente ao público-
alvo.
A pesquisa dividiu-se em quatro perguntas, a primeira pergunta era direcionada á
obter imagens de referência genéricas em relação á indústria gráfica: “Qual a primeira
imagem que vem á sua cabeça quando você ouve a palavra gráfica?” a segunda pergunta
era focada no que o público almejava ao entrar em uma gráfica: “Que produtos ou serviços
você pensaria em encontrar quando se direciona á uma gráfica?” a terceira pergunta era
direcionada ao mercado de atuação da empresa: “Qual a primeira imagem que vem á sua
cabeça quando você ouve o termo pré-impressão?” e a quarta pergunta era relacionada á
fotolitos, para saber se o público leigo tem conhecimento sobre o que é um fotolito e para
que serve: “O que o fotolito representa para você?”. Dentre as respostas surgiram idéias
para a elaboração do conceito.
3.3 Brainstorming

Segundo Osborn (1981) a técnica de brainstorming é representada por três


princípios:
1. A ideação torna-se mais produtiva quando não se exclui a crítica exercida
simultaneamente. – As críticas não são bem vindas, ou seja, muitas pessoas
acabam não sugerindo idéias por uma possível atitude negativa dos seus chefes
e colegas.
2. Quanto mais idéias melhor. – Quantidade produz qualidade, quanto maior o
número de idéias obtidas, melhor o número de idéias de qualidade.
3. A ideação em grupo pode ser mais produtiva do que a individual. - Apesar de
uma pessoa poder utilizar o brainstorming individualmente, a técnica funciona
melhor em um grupo.
Com a finalidade de obter palavras e idéias para a definição dos novos conceitos foi
realizado um brainstorming juntamente com o diretor-geral, dois funcionários da empresa,
dois designers e duas pessoas leigas. Utilizando como ponto de partida as palavras obtidas
na pesquisa, foram geradas inúmeras idéias diferentes, dentre as quais se destacaram:
Registro, Retículas, Revelação (barras de rolagem), Sem luz, Raios de Luz (grava fotolito),
Filme virgem (azul), Conta-fio, Enrolar, Ampliar, Movimento, Observar e Velocidade.

3.4 Definição do conceito

Através das idéias extraídas com a realização do brainstorming, foi trabalhado um


painel (Figura 5) utilizando as palavras principais.
As palavras selecionadas foram o “Conta-fio” permanece no conceito, porém com o
efeito de “Ampliar” e “Observar” utilizando-se a parte circular onde contém a lente como
referência. As palavras “Enrolar”, “Revelação”, “Movimento” e “Velocidade” foram utilizadas
no sentido da fluidez, maleabilidade de movimentos que o filme de fotolito apresenta. Os
termos “Raios de luz” e “Sem luz” são referentes ao processo de gravação e revelação do
fotolito, onde a luz grava a impressão e o escuro mantêm o filme intacto até ser revelado. O
“Registro” foi utilizado como referencia visual e de pregnância, pois é um elemento sempre
presente no fotolito. A “Retícula” foi utilizada como elemento gerador do conceito, pois o
fotolito é formado por retículas.
Figura 5: Painel conceitual
Fonte: Painel montado pelo autor

Para demonstrar a utilização da retícula, procurou-se trabalhar os elementos


geométricos (pontos), conforme mostrado na seção a seguir.
4. GERAÇÃO DE ALTERNATIVAS

4.1 Rafes
Através da análise das imagens referenciadas no painel conceitual como maior
referência visual, foram esboçados os primeiros rafes.
Observando que as retículas eram o enfoque maior de referência visual, foi realizado
um teste de efeitos, utilizando quatro pedaços de filme de fotolito, gravados com retículas
com lineatura aumentada, onde com a ajuda do conta-fio pode se observar os efeitos moiré3
(Figuras 6 e 7) criados pela sobreposição dos filmes. Esses efeitos foram capturados
através de uma câmera fotográfica e reproduzidos para um programa vetorial. Abaixo as
imagens capturadas:

Figura 6: Testes com fotolitos

Abaixo, após a realização do teste, alguns padrões foram extraídos das imagens
capturadas:

Figura 7: Padrões obtidos

Após a captura dos padrões, observou-se que as retículas sobrepostas geravam


desenhos com movimento e alguns com deformações. Sendo assim, através da utilização
de software vetorial foi possível criar alguns desenhos utilizando os pequenos círculos

3
Moiré: Padrões indesejáveis que ocorrem quando as reproduções são feitas a partir de provas
reticuladas. É causado pela confusão óptica entre traços da retícula meio-tom e os pontos ou linhas
contidas no original. Produção Gráfica - Glossário de termos técnicos.
alinhados como referência de padrão com efeitos de movimento representando o filme do
fotolito em movimento (Figura 8).

Figura 8: Rafes para elaboração do símbolo

Os resultados obtidos com a aplicação de efeitos de movimento sobre planos


remetendo a idéia do filme de fotolito não foram satisfatórios, pois as retículas ficariam
distorcidas, o que ocasionaria da perda da referência visual. Conforme mostra a figura 9,
novos esboços foram desenvolvidos, partindo da idéia do uso de retículas, do elemento
circular presente na lente do conta-fio e da marca de registro.

Figura 9: Rafes para elaboração do símbolo


A partir da seleção de alguns rafes criados para a representação do símbolo, foram
iniciados os testes com o logotipo e o padrão cromático. Inicialmente a fonte tipográfica
escolhida foi a Corbel, por ser uma fonte de conceito corporativo, definição segundo Samara
(2008), sem serifa e por apresentar boa legibilidade, a qual os caracteres “P” presentes no
nome da empresa foram modificados para melhor personalização e pregnância do logotipo.
Porém a fonte foi descartada por apresentar falhas quanto a sua espessura, de pouco
impacto visual e não existente em versão Bold.
Uma nova fonte foi selecionada para o logotipo, a Frutiger SBIN Bd v.1. que também
representa o conceito corporativo, apresentando uma excelente legibilidade e pregnância e
por se tratar de uma fonte em versão Bold e sem serifa, gera uma sensação de estabilidade
e confiança. O símbolo em sua evolução, pode se observar que a forma circular com o
logotipo dentro foi a mais adequada, por conter todas as referências visuais existentes no
conceito. A partir da definição do padrão visual do símbolo, foram realizados alguns testes
de adequação das linhas compostas por pequenos círculos para melhor visibilidade e
legibilidade da identidade visual (Figura 10).

Figura 10: Estudos de identidade visual

4.2 Identidade Visual

Após a elaboração de idéias, conceitos e esboços, testes e correções, o novo


sistema de identidade visual da empresa foi finalizado reunindo todos os objetivos e
conceitos propostos. Ele representa o crescimento da empresa e leva em si todos os
elementos de referência que a empresa busca transmitir.
A identidade visual é composta de símbolo e logotipo, os quais, de acordo com as
leis da Gestalt, Gomes (2004), estão em sincronia, agrupamento, proximidade, semelhança,
tornando-a única, com pregnância. O símbolo é formado por linhas, as quais foram
alinhadas a partir da referência de quatro círculos em tamanhos diferentes alinhados pelo
centro. As linhas são compostas por pequenos círculos que diferem no tamanho
representando retículas, sendo sincronizados e ordenados, representando uma continuidade
que transmite o crescimento previsto da empresa (Figura 11). O nome da empresa
posiciona-se no centro do círculo maior, expandindo-se para fora do mesmo, gerando assim,
uma forma de cruz de registro abstrata, onde os caracteres P foram modificados á pedido do
cliente para obter posteriormente, uma referência de registro no fotolito. O decodificador em
caixa-alta fortifica os elementos presentes, criando uma harmonia visual de impacto.

Figura 11: Teste de alinhamento

O padrão cromático definido apresenta duas tonalidades de azul, o Azul Prússia e o


Azul Celeste que representam o filme de fotolito virgem que é na tonalidade azul e também
segundo Samara (2008), pelo fato do azul ser uma cor corporativa que representa uma
neutralidade e confiabilidade em combinação com o preto que representa o poder. A
disposição das cores remete ao processo de revelação do filme, no qual inicia em um tom
de azul e finaliza com o filme obtendo uma transparência. A tabela abaixo (Figura 12) serve
para garantir a reprodução exata das cores institucionais nos materiais impressos, evitando-
se a perda de qualidade cromática.

Figura 12: Tabela de cores


Conforme mostra a figura 13, o novo sistema de identidade visual da empresa
Photopress.

Figura 13: Nova identidade visual da Photopress

4.3 Aplicações

Com a definição da identidade visual e os elementos que a compõem, foram


desenvolvidos alguns materiais de aplicação, bem como, material de expediente (Figura 14),
material promocional (Figura 15), material para comunicação digital (Figura 16), sinalização
(Figura 17) e frota – motos (Figura 18). Ao desenvolver o sistema de identidade visual,
juntamente foi criado um manual de identidade visual para normatizar e justificar as
utilizações corretas nas diversas aplicações, o qual deverá sempre ser consultado para
elaboração de próximos materiais.
Figura 14: Material de expediente

Figura 15: Material promocional


Figura 16: Material para comunicação digital

Figura 17: Placa de sinalização externa (porta de entrada)


Figura 18: Frota - Motos

4.4 Website

Em vista que a Photopress é uma empresa praticamente digital, e seu website é uma
das principais fontes de comunicação com os clientes, foi necessária a elaboração de um
novo layout de apresentação do mesmo, utilizando os conceitos definidos e o novo sistema
de identidade visual como base de referência.
O novo website (Figura 19) foi desenvolvido a partir do modelo de visualização do
site anterior, que possui as medidas na melhor visualização 800 x 600 pixels. O novo layout
é composto por uma imagem de fundo que representa o processo de revelação do fotolito, o
claro e o escuro formando um círculo que remete os conceitos aplicados na identidade
visual. Basicamente é composto por elementos visuais circulares, interligando com os
conceitos já expostos.
A fonte tipográfica definida para composição do website é a Verdana, por estar
dentro do conceito corporativo e harmonizando juntamente com a Frutiger SAIN Rm v.1,
fonte que faz parte do alfabeto institucional definido, presente nos botões de acesso.
O website foi desenvolvido de forma a se tornar de fácil acesso e percepção,
composto pelos links e estruturas já utilizadas no site anterior, representa uma linguagem
clara, equilibrada e de seriedade, refletindo nos objetivos que a empresa busca alcançar.
Figura 19: novo layout do website
CONCLUSÃO

O principal objetivo deste projeto foi desenvolver o redesign do Sistema de


Identidade Visual da empresa Photopress, que foi atingido com êxito. A nova identidade
visual representa todos os conceitos que empresa busca transmitir, unificando-os focando
em seu crescimento dentro da área de atuação.
O sistema de identidade visual antigo apresentava irregularidades de construção,
bem como as suas aplicações e o website da empresa que eram resultados de uma
incoerência de organização visual, o que gerava um desgaste visual da sua imagem
corporativa.
Através da elaboração do briefing foi possível estabelecer as visões da empresa em
relação ao projeto, também absorver informações relacionadas à história e perfil de clientes
de modo que foram fatores essenciais para o desenvolvimento do projeto. Com o
levantamento de dados foi possível obter conhecimentos e ideias. A partir da realização do
brainstorming surgiram palavras caracterizadas com imagens de referência para a
elaboração da base conceitual, as quais posteriormente foram utilizadas como referência
visual para os rafes e testes que deram início a nova representação gráfica.
O novo sistema de identidade visual apresenta dois elementos que pertenciam ao
conceito anterior aplicado, o conta-fio e a referência de fotolito. O conta-fio era representado
pelo losango que compunha o símbolo gráfico e o fotolito era representado pelo logotipo
com a fonte tipográfica remetendo a retículas com marcas de corte em padrão CMYK
presentes no símbolo gráfico. No redesign, esses elementos estão representados pelos
novos conceitos empregados. O conta-fio remetendo ao efeito de “ampliar” e “observar” é
representado graficamente pelo lado circular da lente, onde está presente nos círculos de
referência de alinhamento contidos de forma abstrata no símbolo gráfico. O fotolito está
visualmente representado através das retículas, que estão reproduzidas através de
pequenos círculos presentes nas linhas, onde as tais recebem o formato circular por conta
dos termos “enrolar”, “revelação”, “movimento” e “velocidade”. Também está representado
através do processo de gravação e revelação, onde os termos “raios de luz” e “sem luz”
foram empregados no padrão cromático formado por duas tonalidades de azul referentes ao
filme virgem e o preto que está ligado ao escuro onde é a única tonalidade gravada visível
no filme que posteriormente fica transparente. O registro está presente de forma abstrata,
pois resulta da união dos elementos símbolo+logotipo que visualmente geram a cruz de
registro, resultando na integração visual de diversos elementos que representam a imagem
da empresa.
Com o novo sistema de identidade visual criado e com os elementos definidos,
padrão cromático e fonte tipográfica, a aplicação desta foi realizada no website, o qual
apresenta um layout clean, pragmático e de fácil utilização.
Para a normatização da aplicação da identidade visual e para que não se
possibilitem usos indevidos, foi elaborado um Manual de Identidade Visual (MIV), onde
estão presentes os parâmetros de utilização da nova identidade visual. O manual permitiu a
implementação nos materiais de expediente, material para comunicação digital, material
promocional, frota (motos) e website de forma que todos os meios transmitam a mesma
linguagem visual e conceituação.
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