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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1

PRECONCEITO EM RELAÇÃO À FILOSOFIA

Ideias que as pessoas têm da Filosofia

Página 3 - 4
1. Resposta pessoal. O objetivo é revelar imagens que o estudante associa às profissões
2. É provável que a escolha se dê pela aparência, por associação com estilos adotados
por personalidades conhecidas, enfim, por critérios pouco objetivos e baseados no
senso comum, na mera opinião ou palpite. A ideia é mostrar que, a rigor, trata-se de
uma forma de preconceito, já que não há dados suficientes para determinar a
profissão das pessoas representadas. Além disso, o objetivo desta pergunta é também
evidenciar que dificilmente alguém atribuirá a essas pessoas a profissão de filósofo
ou filósofa. Primeiro porque, esta profissão, não faz parte do leque de possibilidades
vislumbradas pela maioria dos adolescentes, mesmo porque não é das mais
prestigiadas pela mídia. Na verdade, talvez até se surpreendam com a ideia de que a
Filosofia também possa ser uma atividade profissional. Segundo, porque é possível
que muitos alunos tenham uma imagem estereotipada do que seja um filósofo
(homem, velho, de barba, usando óculos etc.) e que não se enquadre nas figuras
representadas. De todo modo, trata-se de um tipo de preconceito, e é importante que
isso seja explicitado e debatido com os alunos.
3. Novamente é grande a probabilidade de que a resposta se fundamente no senso
comum e em alguma forma de preconceito. Caso os alunos tenham dificuldade para
escolher, é importante que o professor insista para que o façam, a fim de que,
posteriormente, possam discutir os critérios utilizados. É possível que a escolha
recaia sobre Sócrates, representado na pintura de David, talvez por já conhecerem a
referida obra, ou por julgarem que Sócrates se assemelha ao estereótipo do filósofo
que eles possuem. Seja como for, há um fértil material para o debate.
4. Esta é uma pauta aberta, cujo objetivo é ajudar o aluno a perceber que, por vezes,
julgamos pelas aparências, sem ter efetivo conhecimento do assunto em pauta e que a
atitude filosófica requer que sejamos mais exigentes e críticos em relação ao
conhecimento que temos das coisas e ao julgamento que fazemos delas.

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1. É uma questão aberta que visa garantir um espaço para que os alunos falem e
debatam com liberdade sobre as diferentes experiências de preconceitos por eles
vivenciadas.
2. Espera-se que reconheçam a existência, neles próprios, de preconceito em relação à
Filosofia e que discutam entre si, sob a coordenação do professor, as razões e as
consequências desse preconceito. Uma delas, por exemplo, seria afastá-los do
contato com a Filosofia.

Página 5 - 6

Alguns dados que podem aparecer:

1.
• Adjetivos positivos: bela; crítica; importante; profunda; interessante etc.
• Adjetivos negativos: difícil; inútil; abstrata; chata; cansativa; monótona;
complicada etc.
2.
• A Filosofia como “filosofia de vida”: é o jeito de pensar de cada um. Cada
pessoa tem a sua filosofia.
• A Filosofia é uma coisa muito difícil, própria de pessoas muito inteligentes.
• Filosofia é a arte de pensar e questionar.
• Não sei.
3.
• Não serve para nada.
• Ensina a pensar.
• Ensina o pensamento dos filósofos.
4. Resposta pessoal. O objetivo é que o aluno expresse a ideia que tem da atividade de
um filósofo. O professor pode, depois, esclarecer os campos em que a pessoa
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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

formada em Filosofia pode atuar, como a educação, a pesquisa acadêmica, o


jornalismo etc. Quanto à segunda parte da pergunta, visa a introduzir o tema da
reflexão como ingrediente necessário do filosofar. Para filosofar, portanto, a pessoa
precisa refletir (o tipo de reflexão que caracteriza a Filosofia será abordado mais
adiante). E isso é algo que todas as pessoas podem fazer.

Tales de Mileto: o distraído

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1. Resposta pessoal. O objetivo é estimular os alunos a analisar criticamente as
respostas obtidas.

Página 7 - 9
1. Sim, pelo menos no que se refere à primeira anedota. Isso porque, como ficou
demonstrado pelo texto, a ideia de uma pessoa desligada e desinteressada dos
problemas concretos do cotidiano parece não corresponder à verdade sobre Tales.
2. Resposta pessoal. Porém, espera-se que os alunos reconheçam que ao filosofar,
Tales, estava mais preocupado com problemas de astronomia e cosmologia sem se
ater ao imediatismo das questões cotidianas, apesar de ter sido um comerciante bem
sucedido. Os interesses filosóficos de Tales, por não estarem atrelados ao instantâneo
e ao “aqui e agora” parecia para a maioria das pessoas sem relevância. Nesse sentido,
é importante que os alunos reconheçam, a partir do exemplo de Tales, que a filosofia
não está pautada pelo imediatismo, mas no aprofundamento das questões e na
diversificação das possibilidades de respostas.
3. Resposta pessoal.
4. Resposta pessoal. Se possível, introduzir a discussão sobre as razões políticas que
podem estar por trás da hostilidade em relação à Filosofia. Por exemplo, o receio de
que as pessoas passem a pensar mais crítica e sistematicamente.

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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

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1.
a) É provável que muitos respondam que a denominação de pré-socráticos se deva
ao fato de estes filósofos terem vivido antes de Sócrates. Com Sócrates e os sofistas
inaugura-se uma nova temática na Filosofia: o homem, a ética e a política, que não
havia sido objeto da preocupação dos pré-socráticos.
b) Porque, segundo Aristóteles, ele foi o primeiro a dar uma resposta racional, isto
é, usando uma demonstração lógica e sem recorrer aos mitos para a pergunta que
mais incomodava os pensadores de seu tempo: Qual era o elemento primordial que
dava origem a todas as coisas? A resposta por ele encontrada foi a água. Alguns dos
argumentos racionais empregados por Tales podem ser encontrados no texto “Tales
de Mileto: o distraído”.
c) O objetivo desta pergunta é estimular a ampliação do estudo sobre os pré-
socráticos, o que pode ser feito com mais tempo e profundidade, dependendo dos
objetivos do professor e do interesse da sala. As indicações a seguir são
demasiadamente simplificadas, servindo apenas para ilustrar o caráter racional das
respostas encontradas por alguns dos pré-
socráticos para a pergunta sobre o elemento primordial e sobre a questão do
movimento versus estabilidade. Carecem, portanto, de estudos complementares e
aprofundamento. Respostas de outros pré-socráticos: Anaximandro de Mileto
(século VI a.C.): o “apeíron”; Anaxímenes de Mileto (século VI a.C.): o “ar”;
Pitágoras de Samos (século VI a.C.): o número; Zenon de Eleia (século V a.C.): o
ser é uno e imóvel; Xenófanes (séculos V e VI a.C.): critica o antropomorfismo da
religião grega e introduz uma concepção de deus supremo – o Uno é Deus;
Parmênides de Eleia (século V a.C.): o ser é uno, eterno, imóvel; nega o movimento
e a mudança; distingue verdade (alétheia) e opinião (doxa); Heráclito de Éfeso
(séculos VI e V a.C.): tudo é movimento e transformação; o ser é devir; a ele atribui-
se a afirmação: “Não podemos nos banhar duas vezes no mesmo rio, porque tanto
suas águas quanto nós nunca somos os mesmos”; Empédocles de Agrigento (século
V a.C.): tenta sintetizar Parmênides e Heráclito afirmando a existência de quatro
raízes ou elementos primordiais: fogo, terra, água e ar, que se combinam

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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

diferentemente pela ação de duas forças opostas: amor e ódio; Demócrito de Abdera
(séculos V e IV a.C.): a realidade é composta de átomos imutáveis de cuja
combinação surgem o mundo e os diversos seres e corpos; Anaxágoras de
Clazómena (séculos IV-III a.C.): a causa de tudo é o Nóus.
d) O quadro deve ser preenchido com informações presentes na resposta anterior.
O objetivo é organizar o registro destas informações em quadro que facilite
localização do Filosófo e suas idéias.

Sócrates: aquele que vive nas nuvens

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1. Resposta pessoal. O objetivo não é propriamente que o aluno responda, mas motivá-
lo ao estudo de Sócrates, permitindo a ele experimentar a situação vivida pelo
filósofo ao ser ridicularizado na comédia As nuvens, de Aristófanes, que o retrata
como preocupado com questões sem a menor relevância ou utilidade.
2. Resposta pessoal, com o mesmo objetivo da anterior.

Página 12 - 14
1. Resposta pessoal. Podem ser uma forma de propagação de preconceitos, mas
também veículos de crítica aos costumes, às leis, às instituições etc.
2. São importantes porque constituem canais de expressão do pensamento, da opinião e
requerem um ambiente de liberdade. Nesse sentido, contribuem para o
fortalecimento da democracia, apesar de isto depender do uso social que se faça
destas expressões. São importantes porque ampliam formas de pensamento e de
expressão.
3. Muitos desses programas, a exemplo das comédias, no tempo de Sócrates, valem-se
do humor (expressão cultural legítima) para criticar os costumes e as instituições
atuais. Entretanto, vale a advertência de que, muitas vezes, ao satirizar a realidade
pode ocorrer exageros que contribuem para a reprodução de posturas opressoras,
discriminatórias e para manutenção de certos estereótipos.

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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

Página 15 - 16
1. A comédia foi uma forma de representação teatral que, ao lado da tragédia, teve
grande desenvolvimento no período clássico da Grécia Antiga. Nela eram criticados
e ridicularizados os costumes, as instituições, os políticos e até os filósofos, como
aconteceu com Sócrates na obra “As nuvens”, de Aristófanes. Ao contrário da
tragédia, que usa a linguagem lírica e bem elaborada, em geral, na comédia a
linguagem é insolente, abusada e por vezes rude. Alguns dos principais
comediógrafos e algumas de suas obras:
Aristófanes: As nuvens; As vespas; A paz; Os pássaros; A greve do sexo (ou
Lisístrata); Só para mulheres (ou Tesmoforiazusas); As rãs; Só para mulheres; um
deus chamado dinheiro. Cratinos: A garrafa. Eupolis: Os aduladores.
2. Num certo sentido, sim, porque é uma imagem que em grande parte não corresponde
à realidade de Sócrates e de sua filosofia. Por outro lado, essa imagem revela,
também, a opinião corrente dos atenienses sobre os filósofos em geral, opinião esta
fundamentada em um conhecimento muito superficial da atividade por eles
desenvolvida e, portanto, igualmente preconceituosa.
3. Era uma democracia direta e escravista, na qual os cidadãos podiam participar
diretamente das decisões políticas comparecendo e fazendo uso da palavra nas
assembleias. Eram considerados cidadãos, porém, apenas os homens adultos, livres e
nascidos em Atenas, o que correspondia a cerca de 10% da população. Mulheres,
escravos, estrangeiros e crianças eram excluídos da cidadania. No Brasil, temos uma
democracia representativa, em que os cidadãos elegem representantes (vereadores,
deputados estaduais e federais e senadores) para que tomem as decisões políticas em
seu nome. Em compensação, todos os brasileiros, sem distinção de sexo, raça ou
classe social, são considerados cidadãos, pelo menos perante a lei.
4. Trata-se de um quadro sinótico que mereceria ser aprofundado e ampliado.

Sócrates Pré-socráticos Sofistas


Sócrates dizia: “Sei que nada Preocupam-se Apresentavam-se como
sei”; condenava a cobrança fundamentalmente com a phisys, sábios, isto é, pessoas

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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

praticada pelos sofistas e isto é, o princípio que dá origem entendidas em diversos


filosofava com as pessoas a todas as coisas, obtendo assuntos, especialmente
gratuitamente; valia-se do respostas diferentes para esta na técnica da retórica;
diálogo (dialética) como indagação; considerados os cobravam pelos
método de ensino e de fundadores da Filosofia por ensinamentos que
filosofar; buscava a verdade buscarem explicações racionais ministravam; eram céticos
incansavelmente; não se (não míticas) para suas em relação à possibilidade
contentava com as opiniões indagações; eram também de conhecer a verdade
particulares e exigia o saber astrônomos, matemáticos, universal contentavam-se
verdadeiro (episteme). geômetras, físicos. com a opinião (doxa).

A morte de sócrates

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1. Resposta pessoal. O objetivo é estimular a continuidade do estudo sobre Sócrates,


agora enfocando o “ Sei que nada sei”.

Página 16 - 17
O objetivo é que o aluno perceba que, muitas vezes, existem razões políticas por trás
da crítica e das objeções à Filosofia. Esta percepção pode ser aguçada com perguntas
do tipo: Se a Filosofia é busca exigente da verdade, como fazia Sócrates, a quem
interessa que o povo não tenha acesso a ela? Do ponto de vista político, quem tem
motivos para temer a popularização ou a democratização da Filosofia? A quem
interessa que o povo seja ignorante de Filosofia? Por que o autor manifesta
preocupação com a doutrinação marxista e não com outra forma de doutrinação?

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1. Resposta pessoal. Caso os alunos tenham algum impedimento para realizar esta
pesquisa, os professores poderão planejar uma atividade na escola, no laboratório de

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informática ou na biblioteca para uma busca compartilhada em subgrupos de


trabalho.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2

FILOSOFIA: DEFINIÇÃO E IMPORTÂNCIA PAR AO EXERCÍCIO


DA CIDADANIA

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1.
a) Resposta pessoal. O importante é que os professores realizem mediação capaz de
levar os alunos a investigarem suas memórias, suas representações, seus saberes
prévios sobre os termos destacados.
b) Resposta pessoal. Trata-se de uma pergunta retórica, cuja resposta é afirmativa e
será aprofundada com as atividades seguintes.
c) Resposta pessoal. Por exemplo: Aquele governo é autoritário; As medidas
adotadas não trouxeram mudanças substanciais; O homem é um animal político; É
necessário haver mais ética na política; A verdade é sempre preferível à mentira; O
Estado existe para garantir o bem comum; A função da ideologia é manter o povo na
alienação etc.

Página 22 - 25
1. Resposta pessoal. Podem aparecer, por exemplo, respostas que se atenham ao sentido
literal dos ditados, ou que avancem para uma tentativa de interpretação, procurando
identificar o significado subjacente a eles. Neste caso, é possível que surjam ideias
como as de conformismo, comodismo, ameaça, intimidação, autoritarismo etc. É
importante que os alunos percebam que, em geral, os ditados são empregados
espontaneamente, no senso comum, sem que as pessoas parem para pensar sobre seu
significado mais profundo, o que exigiria o exercício do senso crítico ou do bom
senso.
2.
a) A inversão explicita o significado oculto dos ditados, seu possível caráter
ideológico, provocando sua desmistificação ou sua resignificação.

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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

b) Foi preciso a ele refletir criticamente sobre os ditados para perceber seu sentido
mais profundo e explicitá-lo por meio da música. Num certo sentido, foi preciso
filosofar.
c) O conceito de senso comum aplica-se à interpretação comum dos ditados, tal
como eles são espontaneamente empregados no dia a dia. O conceito de bom senso
refere-se à interpretação crítica desses ditados, mediante um processo de
questionamento e reflexão que permite compreender seu significado mais implícito e
superar a interpretação do senso comum.

Página 25
1. A orientação para esta pesquisa deve incluir:
a) leitura atenta do poema, com destaques dos versos que revelam pensamentos do
operário sobre sua condição;
b) neste pensamento, identificar senso comum, ou seja, constataçõe sobre sua
experiência;
c) identificação de expressões de bom senso que sugerem questionamento sobre
exploração vivenciada por ele.

Filósofos e “filósofos”

Página 26
1. Resposta pessoal. O objetivo é fazer um paralelo com a ideia que será desenvolvida
adiante de que todos os homens são “filósofos”. Espera-se que o aluno perceba que,
assim como qualquer pessoa com certo grau de conhecimento sobre o assunto é
capaz de analisar uma partida de futebol (ao nível do senso comum), mesmo não
senso profissional da área, assim também qualquer pessoa pode, de algum modo,
filosofar, ainda que não seja filósofo profissional ou especialista.
2. Significa que o autor pretende dar a ela um significado particular, distinto daquele
associado à palavra sem as aspas.

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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

Página 26 - 28
1. a) O “filósofo” não especialista é aquele que pratica a filosofia ao nível do senso
comum, pois ela está presente na linguagem, na religião, nas crenças, no modo de
pensar e agir, enfim, no cotidiano das pessoas.
O filósofo especialista:
• pensa, reflete, raciocina observando mais cuidadosamente as regras da lógica e
os procedimentos metodológicos que utiliza;
• conhece a história do pensamento, isto é, a história da Filosofia;
• é capaz de analisar os problemas de seu tempo à luz da contribuição dos
filósofos do passado que já se debruçaram sobre eles.
b) Combater e destruir o preconceito de que a Filosofia é uma atividade muito
difícil e restrita a uma minoria privilegiada.
c) Porque contribui para manter o povo, as pessoas simples, afastado do contato
com a Filosofia e com o exercício de filosofar. Assim, essas pessoas deixam de ter
acesso a um conjunto de instrumentos culturais (conceitos, teorias, métodos de
pensar) que lhes seriam da maior importância para a compreensão crítica e a
transformação da realidade em que vivem.
2. Resposta pessoal. Espera-se que o aluno responda afirmativamente. O argumento é
que, sendo a escola pública massivamente frequentada por pessoas oriundas das
camadas populares, a presença da Filosofia no currículo pode ser uma forma eficaz
de viabilizar a aproximação e o avanço mencionados.

Página 28 - 29

Esta passagem já foi detalhadamente explicada no texto “Todos os homens são


‘filósofos” O mais importante é a concepção de que todos os homens são capazes de
refletir sobre a própria experiência.

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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

A Filosofia como amor pelo saber

Página 29
1. Resposta pessoal. É importante que o aluno expresse o que pensa sobre esta
afirmação, mesmo que encontre alguma dificuldade para entender seu significado. O
tema será retomado adiante.
2. Resposta pessoal. A ideia é verificar o que foi assimilado até o momento e o quanto o
aluno conseguiu avançar em relação à compreensão que tinha da Filosofia no início
do semestre.
3. Uma opinião pode ser dada a partir de informações iniciais, de pouco
aprofundamento e de representações do senso comum. Um saber sobre determinado
fenômeno é elaborado questionando-se informações iniciais e senso comum. Uma
opinião poderá ser fundamentada em saberes, mas pode ser proferida com afirmação
sem questionamento.

Página 29 - 31
1. No sentido de que, como a Filosofia é a busca do saber verdadeiro, praticá-la requer
reconhecer-se como ignorante, ou seja, como não possuidor desse saber (afinal,
ninguém busca o que julga já possuir) e, ao mesmo tempo, desejar este saber a ponto
de se dispor a procurá-lo. Em outras palavras, a sabedoria é a condição daquele que
já possui o saber e, por isso, não sente necessidade de buscá-lo. É o caso dos deuses.
Por isso, os deuses não filosofam. Os ignorantes, por sua vez, embora nada saibam,
julgam saber o suficiente e, por isso, não anseiam por saber mais. Logo, também não
filosofam. Daí porque a Filosofia esteja entre a sabedoria e a ignorância.
2. O philosopho é o amante do saber (sophia) enquanto o philodoxo é o amante da
opinião (doxa). Assim, o filósofo é o que busca o saber verdadeiro, elaborado,
crítico, bem fundamentado, enquanto o filodoxo contenta-se com o saber superficial,
fundado apenas na opinião, no “achismo”.
3. Resposta pessoal. Espera-se que o aluno faça uma autocrítica sobre a atitude que nele
predomina.

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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

A Filosofia como reflexão

Página 31 - 32
1. Refletir não é o mesmo que pensar. O pensamento é um ato corriqueiro, singelo,
espontâneo, que realizamos descompromissadamente a todo instante, até mesmo sem
perceber. A reflexão, por sua vez, é uma atitude mais consciente, mais
comprometida, que implica pensar mais profundamente sobre determinado assunto,
repensá-lo, problematizá-lo, submetendo-o à dúvida, à crítica, à análise, buscando
seu verdadeiro significado.
2. Resposta pessoal. É possível que a resposta aponte para a ideia de que refletir é
devanear, contemplar, “viajar”, como se diz popularmente, meditar
descompromissadamente sobre algo. É essa ideia de reflexão que se tentará superar
mais adiante, ao se abordar a noção de reflexão filosófica.

Página 32 - 34
1. Significa que a reflexão, para ser filosófica, deve satisfazer, ao mesmo tempo, a pelo
menos três exigências:
• ser radical, isto é, analisar em profundidade o problema em questão, buscando
chegar às suas raízes, aos seus fundamentos;
• ser rigorosa, ou seja, proceder com coerência, de forma sistemática, segundo um
método bem definido para propiciar conclusões válidas e bem fundamentadas;
• ser de conjunto, isto é, tomar o objeto em questão, não de forma isolada e
abstrata, mas numa perspectiva de totalidade, ou seja, levando em consideração os
diversos fatores que, num dado contexto, o determinam e condicionam.
2. Espera-se que o aluno responda que todos podem filosofar desde que empreendam
uma reflexão radical, rigorosa e de conjunto sobre os problemas da realidade. E todos
têm condições de aprender a fazê-lo.

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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

Página 34 - 35
1. Espera-se que os alunos sejam capazes de criticar a noção utilitarista e imediatista de
que a Filosofia não serve para nada e de perceber sua importância para a formação
crítica das pessoas e para o exercício da cidadania.
2. Resposta pessoal. Espera-se que a resposta seja afirmativa e que apresentem
argumentos consistentes em favor dessa resposta. Por exemplo: é importante estudar
Filosofia na escola porque esta é uma forma de democratizar o acesso a ela.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3

A CONDIÇÃO ANIMAL COMO PONTO INICIAL NO PROCESSO


DE COMPREENSÃO SOBRE O HOMEM

O homem: um ser entre os demais seres da natureza

Página 37- 38

Resposta pessoal. As respostas para as duas perguntas que orientam a reflexão


contemplam necessariamente a diversidade dos pensamentos dos alunos. Não podem ser
antecipadas, mas o importante é que os professores conduzam a reflexão de forma a
mostrar que toda afirmação deve ser apoiada por argumentos, ainda que por hipóteses.

Página 39 - 40
1. Os dois autores trazem a ideia de que nossa natureza contempla a existência de um
corpo com o qual sofremos e nos relacionamos com os demais seres da natureza.
2. A grande diferença está no fato de que Pascal acrescenta, em sua argumentação, a
ideia de que, juntamente com a consciência de nosso corpo, deparamo-nos com a
consciência de que nada somos no conjunto da natureza.
Observação: é muito importante a lembrança de que as respostas dos alunos são
hipóteses de conhecimento e, portanto, merecem ser consideradas e problematizadas
sem que se assumam as respostas deste gabarito como única forma correta.
3. Resposta pessoal. Depende da síntese de cada aluno. Os professores devem
acompanhar as sínteses de cada grupo, questionando respostas incompletas ou ideias
equivocadas.

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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

Página 40

Os desafios associados ao fato de termos um corpo são prazerosos e dolorosos


também. Ter um corpo exige alimentá-lo, e a fome é processo doloroso, e vivemos uma
sensação de prazer quando saciamos a fome. Da mesma forma, várias outras
necessidades de nosso corpo implicam dor e prazer. A saúde é uma exigência para bem-
estar de nosso corpo. A satisfação sexual e o desejo de reprodução podem ser citados
como desafios impostos pelo nosso corpo também. Movidos por este desafio de
satisfação de nossa sexualidade, procuramos parceiros nos quais confiar e compartilhar
amorosamente.

O fato de termos um corpo nos traz ainda o desafio de compartilhar espaços, o que
vem se tornando cada vez mais complexo, sobretudo nos grandes centros urbanos.

Aspectos sociais

Página 41

O fato de termos um corpo, em qualquer contexto cultural, nos traz necessidades em


termos de espaço, em primeiro lugar. Em segundo lugar, nosso corpo exige soluções em
termos de saúde que incluem garantir alimentação e moradia adequada para todos os
habitantes do planeta.

Somente estes dois aspectos já exigem das sociedades muito esforço para favorecer
a convivência em diferentes espaços.

Nossa sociedade, quer seja em termos de Brasil ou de planeta Terra, ainda enfrenta o
dilema de atender a todos da melhor maneira possível. Continentes como a África
representam enorme desafio para a busca de soluções em termos de moradia, educação,
saúde.

Tecnológica e cientificamente, muito já foi feito em termos de habitarmos desertos


ou de superarmos condições adversas de clima, porém muito há por se fazer na direção
de garantir condições materiais para que os seres humanos superem extremas carências
relativas à saúde e à ocupação de espaços urbanos com dignidade.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4

A LINGUAGEM E A LÍNGUA COMO CARACTERÍSTICAS QUE


IDENTIFICAM A ESPÉCIE HUMANA

Comunicação sem palavras

Página 42
1. Apresentação pessoal. Professor, é interessante observar as experiências e as sínteses
dos alunos.
2. Para esta apresentação, é importante uma mediação que organize as falas, que chame
a atenção para a necessidade de escutas atentas e para que os questionamentos
possam ajudar a ampliar a compreensão sobre os temas centrais debatidos.

A língua e os saberes coletivos

Página 43

Professor , o texto reproduzido a seguie está presente no Caderno do professor e pode


ser utilizado como recurso para aprofundar a discussão.

“Nesta hipótese, ainda que o extraterrestre tenha entendido que se está tentando
ensinar para ele uma palavra da nossa língua, e, com muito boa vontade, ele se coloque
à disposição para aprender, temos as seguintes possibilidades diante das prováveis
soluções para explicar o significado de caneta.

Ele poderia considerar que se trata de um objeto adorado pelos terráqueos; como em
geral usamos gestos e apontamos objetos que queremos nomear e apresentar, ele
poderia achar que a palavra ‘caneta’ seja o ato de apontar alguma coisa. Ou então, ele
poderia achar que ‘caneta’ é o nome do material de que ela é feita, por exemplo, o
plástico. Ou, então, que ‘caneta’ é o nome da forma que a caneta tem, por exemplo, um
cilindro. Ou, ainda, que ‘caneta’ é a maneira de designar um ponto no espaço. Ou ele
poderia achar que o que está sendo apontado não é o que está perto do dedo, mas o que
se encontra na direção oposta à ponta do dedo. Ou, ainda, que ‘caneta’ é o nome de
uma dança que consiste em apontar algo e insistir num mesmo som: ’caneta’ ...,
‘caneta!’, ‘ca-ne-ta’ ...
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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

As possibilidades de interpretação do extraterrestre são virtualmente infinitas.

O que é certo é que, se no planeta dele houvesse um objeto como uma caneta,

Instrumento que lá também serviria para escrever, nesse caso, seria mais provável

que ele entendesse o significado da palavra.

Com esta hipótese, concluímos:

• o significado de uma palavra não é dado pela observação do objeto em termos de

suas linhas, suas cores, seu material;

• o significado de uma palavra depende da familiaridade que temos com certos

objetos, conceitos, gestos e maneiras de falar;

• a língua está muito mais ligada a uma forma de vida do que à operação de

representar objetos ou experiências por meio de sons ou da escrita.

Pensamos, falamos, lemos e escrevemos as palavras que herdamos como seres


nascidos em tempo e espaço determinados, em meio a saberes coletivos consolidados.
Herdamos a língua com as palavras já enredadas em significados. É com essas palavras,
com essa herança que é a língua, que abarca os saberes coletivos de nosso grupo cultural
e o universo de significados por ele produzidos, que construímos nossa arte, nossa
expressão escrita e falada, nosso modo de ler e dizer o mundo.”

1. Resposta pessoal. Os grupos devem ser orientados a criar soluções para uma
comunicação sem palavras. Os professores podem observar neste trabalho não
apenas o enfrentamento da tarefa assumido por cada aluno, mas também habilidades
psicossociais: respeito ao outro, negociação, fala oportuna.
2.
a) Resposta pessoal: É importante a auto-reflexão sobre dificuldades. O professor
pode auxiliar questionando os alunos, a partir de dificuldades por ele percebidos no
processo.
b) Resposta pessoal. A mediação dos professores deve pautar-se por classificar as
dificuldades, agrupando aquelas que se aproximam para orientar a superação das
mesmas. As dificuldades que não puderem ser agrupadas serão tratadas isoladamente
para que os alunos possam identificar caminhos para o enfrentamento das próprias
dificuldades.
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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

Espera-se que o aluno chegue às seguintes conclusões:


• o significado de uma palavra não é dado pela observação do objeto em termos de
suas linhas, suas cores, seu material;
• o significado de uma palavra depende da familiaridade que temos com certos
objetos, conceitos, gestos e maneiras de falar;
• a língua está muito mais ligada a uma forma de vida do que à operação de
representar objetos ou experiências por meio de sons ou da escrita.

Página 43 - 44
1. Observação: é importante orientar os alunos para não confundirem o diálogo Fedro,
sobre a alma, o amor e a linguagem com outro dialogo de Platão, o Fedon, sobre a
morte e o conhecimento.

Língua como veneno Língua como remédio Língua como cosmético


Agressões entre irmãos Ensinamentos Bajulações
Bons conselhos Falsos elogios
Psicoterapias Omissões

2. É interessante que os alunos possam ler o diálogo completo para identificar as


circunstâncias com as quais Platão contextualiza o tema língua. Se apresentarem
dificuldades para encontrar o diálogo, os professores poderão planejar um momento
para a leitura de trechos significativos para essa Situação de Aprendizagem. Nesse
caso, professor, procure planejar e selecionar trechos com antecedência.
3. A língua como veneno é relativa ao discurso irônico, agressivo, provocador de
afastamentos e rupturas, provocador de discórdias e mágoas. A reflexão filosófica
pode ajudar a questionar e contextualizar as razões para a discórdia e para agressões
por palavras. Pode ajudar a compreender causas profundas que levam a agredir ou a
ser agredido por meio de palavras. E pode ajudar, ainda, a encontrar as palavras
adequadas para a superação da discórdia e para o perdão.

A língua como cosmético é marcada por discurso superficial, que não oferece
fundamentos e condições de se pensar as consequências das afirmações. É o discurso

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GABARITO Caderno do Aluno Filosofia – 3a série – Volume 1

que pretende agradar e esconder conflitos, maquiando fatos. A filosofia pode ajudar
também no questionamento desta superficialidade, perguntando-se pelas causas e pelos
fatores que foram encobertos, maquiados. Pode ajudar a revelar intenções camufladas.

A língua como remédio pode ser associada aos discursos que ajudam os homens a
compreenderem melhor a si mesmos e aos outros. A psicologia, a arte e a religião
podem ser tomadas como áreas que contam com a língua como remédio. A Filosofia
pode auxiliar a encontrar o melhor campo para a reflexão. Pode ajudar na colocação de
perguntas que levem à compreensão sobre as melhores soluções para diferentes
situações.

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