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CDD: 501.

TEORIAS DO MÉTODO CIENTÍFICO DE PLATÃO A MACH

RESENHA BIBLIOGRÁFICA

LARRY LAUDAN

Tradução de Balthazar Barbosa Filho

Lê progrès, dans la marche de l’esprit humain, a


été définitivement assuré par l’observation des
règles de la methode. (E. Chevreul)

INTRODUÇÃO

Inúmeros e veementes tributos verbais têm sido prestados à idéia de que


a história da ciência e a filosofia da ciência dependem totalmente uma da outra.
Apesar disso, o casamento entre as duas disciplinas, sancionado e perpetuado
pela existência de dezenas de departamentos acadêmicos consagrados à questão
parece, muitas vezes, mais imaginário do que real e mais forçado do que
natural. É evidente que a presença de departamentos e cadeiras universitárias
com nomes híbridos não é suficiente, por si mesma, para demonstrar uma
afinidade real entre os dois tópicos. Além disso, na prática efetiva, os dois são,
com freqüência, inteiramente irrelevantes um para o outro.
É difícil imaginar, por exemplo, como e por que o historiador que
escreve sobre a evolução da teoria da valência ou sobre a ciência na França
revolucionária, extrairia mais benefícios do estudo da filosofia da ciência do
que, por exemplo, do estudo da história política ou da sociologia. De maneira
análoga, é pouco provável que o filósofo da ciência interessado nos paradoxos
da confirmação ou no estudo existencial das entidades teóricas obtenha grandes
esclarecimentos de um exame demorado da história da alquimia ou da botânica
sistemática.

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10 Larry Laudan

Mas se os argumentos destinados a estabelecer a interdependência geral


entre a história e a filosofia da ciência são menos convincentes do que querem
admitir alguns dos seus defensores, existe, entretanto, um excelente argumento
para apoiar uma tese de interpendência ligeiramente mais fraca. Em vez de
adotar a tese de que os estudos históricos em geral são de grande valia para o
filósofo da ciência e vice-versa, creio que deveríamos sublinhar que tanto a
história quanto a filosofia da ciência têm, ambas, uma preocupação comum e
um interesse específico numa questão particular: a história das teorias do
método científico. Com efeito, é difícil compreender quer a história quer a
filosofia da ciência, sem tratar da evolução das teorias do método. Assim, o
historiador da ciência deverá ter constantemente esse problema em vista, pois é
evidente que não podemos ignorar as opiniões dos cientistas individuais sobre
questões de método quando explicamos suas teorias e procedimentos
científicos. Contrariamente à afirmação de Koyré, segundo a qual “la
méthodologie abstraite a relativement peu d’importance pour le développement
concret de la pensée scientifique” 1 , as teorias metodológicas freqüentemente
exerceram uma influência marcante em certos desenvolvimentos na ciência.
Seria difícil conceber uma apresentação adequada da mecânica celeste de
Newton, da ótica de Descartes, das teorias elétricas de Ampère, da
termodinâmica de Duhem, da sociologia de Comte ou do behaviorismo de
Skinner, que deixasse de examinar minuciosamente as idéias metacientíficas e
metodológicas desses cientistas. Como mostrou Kuhn, mesmo quando são
pouco pronunciadas as idéias metodológicas de um determinado cientista, os
padrões metodológicos da sua época (por exemplo, os critérios para as
explicações aceitáveis e os cânones de uma experimentação) afetam, muitas
vezes, a prática da ciência, jamais podendo ser a priori postos de lado como
irrelevantes. Do mesmo modo, o filósofo da ciência deverá necessariamente
interessar-se pelas teorias do método científico veiculadas no passado, pois elas
constituem parte essencial da história do seu próprio objeto de estudo. Embora

1 A. Koyré na sua resenha da obra de Crombie, Robert Grosseteste, em Diogène, nº 16

(Outubro 1956), p. 19.

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Teorias do Método Científico de Platão a Mach 11

alguns profissionais contemporâneos aparentemente relutem em admiti-lo, a


filosofia da ciência (será mesmo necessário dizê-lo?) é uma disciplina que possui
uma história longa e característica, tão rica e sugestiva para os leitores atuais
quanto a história de qualquer outro ramo da filosofia. Só o mais obstinado
espírito obtuso consegue deixar de ver o quanto as atuais filosofias devem às
suas ancestrais antediluvianas (isto é, pré-vienenses) e o quanto foram
condicionadas por elas.
Assim, a história do método científico é uma das áreas em que
inegavelmente convergem os interesses do historiador da ciência e do filósofo
da ciência. Por essa razão, à parte o seu interesse intrínseco, ela merece
cuidadosa atenção e cultivo, na medida em que constitui a ponte mais
importante, talvez, entre a história da ciência e a sua filosofia.
Neste artigo, gostaria de examinar rapidamente aqueles que me parecem
ser alguns dos principais problemas com que se defronta o historiador do
método científico, de chamar a atenção para alguns textos e problemas
esquecidos e, finalmente, de apresentar uma resenha panorâmica, ainda que
esquemática e inadequada, de parte do trabalho histórico recente efetuado nesse
domínio. No que se refere a textos primários, escolhi arbitrariamente Mach
como ponto final de minha análise. Em conseqüência, não examinarei
diretamente nenhuma teoria do método específica ao século 20.
É necessário começar encarando um fato significativo mas desagradável:
a total ausência de algo que se aproxime de um tratamento geral adequado da
história da filosofia da ciência. Pelo que sei, esse é o único ramo importante da
filosofia ou da ciência cuja história ainda está por ser escrita de maneira
coerente e uniforme. É bem verdade, é claro, que já foram feitas algumas raras
tentativas de escrever acerca do desenvolvimento geral da história do método.
Tais tentativas, entretanto, constituíram, quase sem exceção, exemplos
desastrosos da curiosa combinação de má erudição e de ingenuidade filosófica
que caracteriza o historiador amador. Estranhamente, os pecados do século 20
foram os mais escandalosos a esse respeito. Consideremos, por exemplo, um
trabalho de William Fowler publicado recentemente com o título promissor de

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The development of scientific method (1962). Mesmo à mais caridosa leitura, o livro se
revela superficial e incompleto, o autor se contentando simplesmente em
repetir alguns dos velhos truísmos que obstruíram, durante décadas, um
conhecimento sólido. Lemos, assim, que o método de Descartes foi, segundo o
autor, puramente a priori e não-científico. A metodologia de Newton é
examinada nos limites de dois parágrafos e não há nenhum indício de que
Fowler tenha se beneficiado dos estudos especializados acerca de figuras
individuais, os quais teriam conferido substância e significação a um tratamento
geral do tipo por ele empreendido. Se essa apreciação parece excessivamente
severa, sugiro a leitura do seguinte exemplo típico, extraído da primeira página
do livro:

O período que vai de Roger Bacon a Isaac Newton marca a ruptura dos grilhões
da autoridade e o fim do reinado da teologia como rainha das ciências: esse
ponto assinala o início da era da experimentação. A influência, nessa época, da
filosofia sobre o método pode ser observada nos empiristas britânicos, Locke,
Berkeley e Hume, quando foram claramente expostos os problemas da indução e
da causalidade.

O “ponto” a que Fowler se refere dificilmente poderia ser considerado


um ponto, pois se trata, na realidade, de um período de quase 500 anos. Por
outro lado, é igualmente errônea a aparente sugestão de que Hume se situa no
período que vai de Bacon a Newton.
Numa categoria qualitativamente diferente, mas que também, a seu
próprio modo, induz um erro, encontramos a obra Histoire et avenir de la méthode
expérimentale (1960), de René Leclercq. A principal desvantagem de Leclercq está
em que o domínio que pretende cobrir é muito ambicioso; ele se propõe a
examinar, em menos de 130 páginas, o desenvolvimento do seu tema desde
Tales até Norbert Wiener. Além disso, sua pretensão é enciclopédica, pelo
menos no sentido de registrar os nomes da maioria dos principais metodólogos.
Platão, nesse esquema, recebe um parágrafo, enquanto Mill consegue três
frases. Whewell é abordado numa única frase, enquanto Peirce e Pearson não
merecem sequer uma nota de rodapé. Infelizmente, o livro não tem nem

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mesmo a graça redentora de uma narração bem encadeada. O leitor é levado


bruscamente de uma caricatura a outra, com raríssimas indicações de que os
metodólogos em exame foram personagens históricos que eventualmente
trocaram idéias entre si, e não homens trabalhando em virtual isolamento.
L’origine et le développement de la méthode expérimentale (1931), de C.K. Lin,
parece sofrer de inúmeras limitações desse gênero, embora o autor tenha pelo
menos consciência do alcance restrito da sua exposição.
É preciso remontar a mais de um século para encontrar algo próximo a
uma história geral do método científico que seja conceitualmente estimulante:
trata-se da Philosophy of Discovery (1860), de Whewell 2 . Como era de se esperar,
Whewell leva os seus predecessores a sério, tendo importantes coisas a dizer
sobre eles. Do nosso ponto de vista, no entanto, a sua exposição ainda
permanece inadequada, pois deixa de lado (o que é compreensível) alguns
textos e questões cuja importância foi demonstrada por estudos especializados
posteriores. Por outro lado, o trabalho é tingido, mais do que seria necessário,
pela visão que o próprio Whewell tem do método científico e pela sua
tendência a só levar a sério os metodólogos que participavam das suas simpatias
e interesses 3 .
Essas quatro obras, além disso, apresentam todas o defeito de não
distinguirem entre método científico e teorias do método científico. Por
‘método científico’ entendo simplesmente as técnicas e procedimentos que um
cientista utiliza ao realizar experimentos ou construir teorias. Por ‘teorias do
método científico’ entendo as opiniões metacientíficas explícitas que um
cientista adota ao examinar a lógica da inferência científica. A história do
método científico é, na realidade, a história de uma arte ou técnica largamente

2 Poderíamos também mencionar aqui o livro Scientific method (1919), de Westaway,

boa parte do qual é de natureza histórica, e a obra de Naden, Induction and deduction: a
historical and critical sketch of successive philosophical conceptions respecting the relations between
inductive and deductive thought (1890).
3 Descartes, por exemplo, é miseravelmente tratado por Whewell, que considera

estar o método cartesiano em direta “oposição ao método de observação e


experimento” (Philosophy of the inductve sciences, vol. 2, p. 256).

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intuitiva, que tem muito pouco a ver, provavelmente, com o discernimento


metacientífico. Há inúmeros exemplos de cientistas que, embora tenham
raramente dado um passo em falso no laboratório, sabiam relativamente pouco
acerca de conceitos como indução, hipótese ou explicitação científica. Por
outro lado, contudo, a história das teorias do método científico é
necessariamente uma história das idéias e dos conceitos. Algumas vezes, é claro,
ocorre que o método de um cientista fornece uma ilustração viva da sua própria
teoria do método, e é também verdade que podemos muitas vezes examinar o
método a fim de iluminar e clarificar a teoria do método e vice-versa. Seria
inoperante, entretanto, supor que exista necessariamente um isomorfismo claro
entre o que um cientista diz sobre o método e o modo como ele de fato o
pratica 4 . De resto, não há nada de especialmente supreendente no fato de que a
divergência entre prática e prédica seja tão ampla na ciência como em outras
áreas. Embora elementar, esse ponto parece ter sido freqüentemente ignorado.
Assim, é inegável a existência, nas obras mencionadas de Fowler, Leclercq, Lin
e Whewell, de uma contínua confusão entre o desenvolvimento da arte de
experimentar e o desenvolvimento da filosofia da ciência.
A ausência de uma sólida história geral das teorias do método científico
não significa, porém, que sejam escassos os estudos importantes e eruditos
sobre aspectos específicos da história desse tema; um rápido olhar sobre a
bibliografia que acompanha este artigo poderá dissipar rapidamente qualquer
suspeita a esse respeito 5 . No entanto, dada a inexistência de uma história geral

4Descartes e Newton são, certamente, exemplos típicos.


5Além disso, vários textos clássicos da história do método tornaram-se acessíveis
nos últimos anos. Dentre os mais importantes, encontramos reedições do Essai sur la
philosophie des sciences, de Ampère; do Novum organum, de Bacon; da Introduction à l’étude de
la médecine expérimentale, de Bernard; do Preliminary discourse on the study of natural philosophy,
de Herschel; dos Principles of science, de Jevons; das Popular scientific lectures, de Mach; do
System of logic, de Mill; da Grammar of science, de Pearson e das obras reunidas de Peirce e
de Whewell. Devemos mencionar também duas coletâneas, a serem publicadas em
breve, de textos e história da filosofia da ciência: Philosophy of science: the historical
background, de Kockelman e Source book in scientific method, de Laudan. Duas obras

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adequada da questão, os segmentos cronológicos relativamente isolados que


mereceram análise cuidadosa (aproximadamente, 400-300 a.C., 1100-1380,
1620-1720, 1820-50) parecem desconexos e fragmentários.
À primeira vista, ‘não há nenhum fio unificador que atravesse todos os
momentos da história do método científico. Os problemas metodológicos de
Newton parecem bem diferentes dos de Whewell ou de Mill, e mais diferentes
ainda das questões tratadas na filosofia contemporânea da ciência. É quase
impossível perceber como os problemas que interessavam a Comte ou a
Descartes poderiam ter levado diretamente aos problemas que preocupam os
seus atuais sucessores. (Os seus problemas eram, sem dúvida, diferentes dos
nossos e seria um contra-senso histórico sugerir o contrário. Ao mesmo tempo,
porém, sempre esperamos compreender como os seus problemas levaram aos
nossos, e a sugestão de que o que fazemos hoje é completamente independente
do que eles faziam é tão anti-histórica quanto a sugestão de que estamos
fazendo exatamente o que eles estavam fazendo.) Se não um fato evidente, é
certamente uma boa hipótese de trabalho pensar que a atual filosofia da ciência
se inspira no seu próprio passado e que os filósofos da ciência contemporâneos
não são autodidatas que trabalham em total ignorância e separados dos pontos
de vista dos seus predecessores imediatos e remotos.
Talvez o mais sério obstáculo ao surgimento da história das teorias do
método científico como área legítima de estudo resida na tendência a confundi-
la com a história geral da epistemologia, o que leva a supor que as categorias
narrativas e as divisões classificatórias aplicadas à última sejam igualmente
fundamentais para a primeira. Até bem recentemente, por exemplo, os
metodólogos eram classificados – como também o eram os epistemólogos –
em dois campos, os empiristas e os racionalistas. Locke, Berkeley, Hume,

merecem especial referência por estabelecerem padrões exemplares tanto do ponto de


vista da erudição como da acuidade crítica: Theories of scientific method: the Renaissance
through the nineteenth century (1960), da autoria de Blake, Ducasse e Madden e Metaphysics
and the philosophy of science: the classical origins, Descartes to Kant (a ser proximamente
publicada), de Buchdahl.

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Bacon, Mill, Comte, Mach e Newton eram, assim, contrapostos a Descartes,


Leibniz, Kant e Whewell. Sejam quais forem as vantagens que poderia ter para
a teoria do conhecimento, essa dicotomia é particularmente enganosa vis-à-vis à
história da filosofia da ciência, pois ela tende simultaneamente a dissimular
semelhanças metodológicas e a ocultar diferenças significativas 6 . Na medida em
que um filósofo qualquer se interessa pelo método científico, ele está
praticamente obrigado a ser empirista, pelo menos no sentido mais amplo do
termo. A teoria cartesiana do método, por exemplo, possui claros e inequívocos
elementos empíricos, como mostraram Gewirtz 7 e Sabra 8 . Não é implausível
sustentar que se acreditou, durante tantos anos, que a teoria cartesiana do
método era anti-empírica em grande parte porque se pensava, por razões
epistemológicas, que Descartes era racionalista e porque se supunha que os
racionalistas eram anti-empíricos. Dado o fato de que os filósofos da ciência
eram estudados, antes de tudo, enquanto epistemólogos e metafísicos e só
secundariamente e de forma quase incidental enquanto metodólogos, nada mais
tentador do que tratar a sua metaciência como um apêndice menor de suas
teorias do conhecimento.

6 É irônico constatar que os termos racionalista e empirista tenham adquirido

conotações que os tornam enganosos como etiquetas metodológicas; como me fez


observar o Professor Wilkie, com efeito, esses termos foram originalmente propostos
pelos gregos precisamente a fim de caracterizar certas diferenças metodológicas mais
pronunciadas existentes entre os teóricos médicos gregos. Como diz Galeno no seu Des
sectes aux étudiants: “Ceux qui procèdent exclusivement de l’expérience sont appelés par
dérivation empiriques; ceux qui prennent leur point de départ dans le raisonnement ont
reçu de la même manière le nom de rationnels; ce sont les deux sectes observatrice et
mnémonique, et la seconde dogmatique et analogistique (raisonnante). De même les médecins
attachés à l’une ou à l’autre secte sont dits empiriques, observateurs et analystes des
phénomènes, s’ils s’en tiennent à l’expérience, ou rationnels, dogmatiques et analogistiques
(raisonneurs) s’ils admettent le raisonnement.” (Oeuvres de Galien, ed. Daremberg, Paris,
1856, vol. 2, pp. 366-7).
7 Gewirtz 1941.
8 Sabra 1955 e 1967. Ver também Buchdahl 1959 e 1963a e Crombie 1958.

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Mas há um erro ainda mais fundamental em permitir que a história da


epistemologia determine a história da metodologia. Refiro-me à suposição,
implícita nessa perspectiva, de que os problemas e questões que preocupam e
dividem os epistemólogos de um determinado período são necessariamente
idênticos aos problemas e questões que interessam aos metodólogos.
Raramente, talvez nunca, houve uma correspondência direta entre os dois tipos
de problemas. Voltando ao meu exemplo do século 17, é evidente que três das
principais questões entre os filósofos da ciência da época se referiam a: (1) os
objetivos e metas da ciência; (2) a certeza do conhecimento científico; e (3) a
existência de uma lógica da descoberta ou de um ars inveniendi. Cada um desses
pontos constituía um pólo de controvérsias e de extensos debates. Apesar
disso, nem o racionalismo nem o empirismo tinham, per se, muita coisa a dizer
sobre esses problemas. E mais, o debate sobre essas questões atravessava
exatamente as linhas divisórias entre empiristas e racionalistas. Sobre a questão
da certeza na ciência, por exemplo, Descartes e Bacon se encontravam muito
mais próximos um do outro do que Bacon do seu colega empirista Locke.
É evidente, então, que, se o historiador da metodologia for obrigado a
empregar etiquetas, precisará de rótulos mais relevantes e informativos do que
aqueles que podem ser tirados da história da epistemologia. Além disso,
necessitará de etiquetas que reflitam pontos controvertidos que sejam
importantes na história do seu objeto. No atual estágio de estudo, não é
possível ser taxativo quanto aos rótulos a serem empregados. De resto, não
devemos sequer sugerir que exista um único conjunto de etiquetas apropriado
para todos os casos. É possível, entretanto, indicar certas classificações ou
categorias que seriam mais apropriadas do que aquelas empregadas no presente.
Um dos pontos básicos de controvérsia entre os metodólogos, desde os gregos
até os nossos dias, se refere ao objetivo da teoria física. De maneira aproximativa,
podemos dizer que o conflito se fixou entre aqueles que sustentam que o
cientista tenta explicar e compreender o mundo reduzindo-o ao
comportamento de certas entidades ontologicamente fundamentais e aqueles
que insistem em ser impossível conhecer a verdadeira natureza dos objetos

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físicos, afirmando ser a descrição, a correlação e a predição o único objetivo da


ciência. Popper chamou essas duas posições de ‘essencialismo’ e de
‘instrumentalismo’ e tais rótulos (ou outros similares, como ‘convencionalismo’
e ‘realismo’) são bem mais aptos do que os mais tradicionais a pôr em relevo
importantes questões metodológicas 9 . É óbvio, no entanto, que a terminologia
essencialista-instrumentalista não é nada esclarecedora em determinados casos.
Consideremos, por exemplo, a disputa entre aqueles que acreditavam na
possibilidade de saber com certeza que as proposições científicas são
verdadeiras e aqueles que sustentavam que todas as proposições universais (não
triviais) acerca do mundo físico são invariavelmente hipotéticas e tentativas.
Nelson 10 denominou essas posições de ‘probabilismo’ e de ‘antiprobabilismo’,
mas também podemos caracterizá-las mediante a linguagem de Peirce como
‘falibilismo’ e ‘infalibilismo’. Outro par de etiquetas de grande utilidade para o
historiador da metodologia seria ‘necessitarista’ e ‘contingentista’.
É bem verdade, é claro, que nenhum dos rótulos sugeridos é
propriedade exclusiva da história da metodologia, podendo provavelmente, ao
contrário, ser aplicado utilmente em outros domínios, inclusive na história da
epistemologia. Na verdade, a epistemologia, no seu melhor sentido, é, como
Whewell mostrou, filosofia da ciência; é de se esperar, portanto, que as
categorias narrativas empregadas nas duas disciplinas sejam praticamente
coextensivas. O fato de que, hoje em dia, termos como empirista e racionalista
não se apresentem assim, é mais provavelmente um sinal de que eles não são
realmente úteis em epistemologia do que um indício de que a epistemologia e a
filosofia da ciência são muito diferentes. Podemos ir ainda mais longe e afirmar

9 Popper 1963. A preferência por ‘realismo’ em relação a ‘essencialismo’ se deve à

maior generalidade da primeira expressão (os essencialistas sempre são realistas mas não
vice-versa). A desvantagem característica de ‘realismo’, porém, está em que essa
expressão é habitualmente utilizada para denotar uma teoria da percepção que é
totalmente independente do realismo metodológico. Se quisermos minimizar a
confusão entre a epistemologia e a metodologia, parece necessário que os neologistas
sugiram um novo termo para denotar essa importante tradição.
10 Nelson 1965.

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Teorias do Método Científico de Platão a Mach 19

que, na medida em que a história da epistemologia não é a história da filosofia


da ciência, ela simplesmente não tem direito de ser chamada de epistemologia.
Tanto do ponto de vista histórico quanto etimológico, a epistemologia ou a
teoria do conhecimento denotava a investigação dos problemas conceituais e
dos fundamentos da ciência. Na realidade, a expressão ‘filosofia da ciência’ só
veio a alcançar grande difusão porque os epistemólogos esqueceram que
deveriam estudar a filosofia da ciência em lugar de problemas esotéricos que
não eram instruídos pela própria ciência nem relevantes para ela. Idealmente,
portanto, as histórias da filosofia da ciência e da epistemologia deveriam
coincidir em grande medida. Que hoje não seja assim é resultado de sucessivas
gerações de filósofos persuadidos de que poderiam compreender melhor a
natureza do conhecimento permanecendo completamente ignorantes do seu
melhor exemplo.
Ao lado da ausência de categorias narrativas relevantes, a historiografia
do método se ressente da atenção insuficiente dada à evolução histórica dos
conceitos fundamentais da matéria. Compreenderíamos com muito mais clareza
a história do método se soubéssemos sob que circunstâncias precisas se
desenvolveram noções como lei, indução, hipótese, refutação e experimento 11 .
Além disso, há, sem dúvida, inúmeros aspectos da evolução dessas noções que
exigem especial atenção. Tomando como exemplo o caso da experimentação, é
necessário saber quando os experimentos começaram a desempenhar um papel
decisivo no método dos filósofos naturais. É óbvio que não podemos oferecer
uma resposta satisfatória a essa questão limitando-nos a apontar os numerosos
experimentos realizados pelos gregos ou pelos escolásticos. Embora muitos
experimentos tenham sido executados na Antiguidade e na Idade Média, é
duvidoso que se atribuísse uma importância crucial a esses testes empíricos
ocasionais. Na realidade, os experimentos (e as experiências em pensamento)
que figuram nas obras de Aristóteles, Galeno, Ptolomeu, Buridan e outros, são,

11 Para encontrar algumas interessantes tentativas de estudo desses conceitos, ver

Buchdahl 1967; Boutroux 1895; Crombie 1953a, 1959a, 1959b, 1963b; Grant 1962;
Schramm 1963; Simard 1965 e Zilsel 1942.

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de hábito, mencionados somente en passant. Mesmo quando descritos em


minuciosos detalhes, tais experimentos têm, em geral, apenas o caráter de
ilustrações ou aplicações e não de demonstrações ou refutações. O momento
exato em que a experimentação começou a assumir um papel dominante na
investigação científica constitui, evidentemente, uma questão urgente para o
historiador do método, questão para a qual ainda não existem respostas muito
satisfatórias. E outros conceitos metacientíficos estão a exigir igualmente uma
cuidadosa investigação histórica.
Se tivéssemos tais conhecimentos, talvez pudéssemos compreender
melhor a aversão por hipóteses que Newton, Comte e Mill manifestavam. (A
esse respeito, é certamente irônico constatar que alguns autores que escreveram
sobre a teoria newtoniana do método científico consagraram, por vezes, mais
atenção ao que ele poderia ter querido dizer por ‘fingo’ do que ao que ele
entendia por ‘hypotheses’.) Do mesmo modo, quando Whewell e Mill discutiam
sobre a natureza da indução, é evidente que ambos utilizavam o termo de
maneira radicalmente diferente. É obviamente impossível, contudo, situar esse
debate no seu contexto histórico apropriado antes de adquirir uma noção mais
clara do que significava em geral a indução no fim do século 18 e no início do
século 19.
Outro provável ponto fraco na historiografia do método científico foi a
sua preocupação com um número reduzido de textos clássicos, à exclusão de
vários indivíduos, questões e argumentos de grande interesse. Qualquer
estudioso da matéria sabe muitas coisas sobre Newton, Bacon, Comte,
Whewell, Bernard, Mill e Peirce, mas saberá alguma coisa dos outros
metodólogos que, aparentemente, desempenharam papel de destaque na
filosofia da ciência da sua época? Saberá alguma coisa, por exemplo, de Galeno,
Mariotte, Hooke, Boyle, Diderot, Senebier, Reid e Apelt? Esses indivíduos
figuram raramente em histórias do método, embora uma compreensão de suas
filosofias seja indubitavelmente essencial para uma concepção clara do
desenvolvimento do tema.

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Mesmo essa falha, entretanto, não seria tão grande se estivéssemos em


condições de afirmar que pelo menos os textos clássicos foram estudados com
o devido cuidado, sendo agora razoavelmente bem compreendidos.
Infelizmente, isso está longe de ser verdade. Embora alguns aspectos dessas
obras tenham sido analisados em detalhe, ainda não dispomos de nenhuma
análise aprofundada do (para citar apenas alguns exemplos) Cours de philosophie
positive, de Comte; do System of logic, de Mill; da Philosophy of the inductive sciences, de
Whewell; ou dos Principles of science, de Jevons. É bem provável que esses
trabalhos, a seu próprio modo, sejam tão importantes para a história do método
quanto o são, para a história da epistemologia, o Inquiry, de Hume; a Kritik der
reinem Vernunft, de Kant; ou o Tractatus, de Wittgenstein. E, no entanto,
possivelmente porque os epistemólogos levam a sua própria história mais a
sério do que os filósofos da ciência, se já podemos contar com exegeses
razoavelmente aprofundadas do Inquiry, da Kritik e do Tractatus, as obras de
Comte, Mill, Whewell e de Jevons, ao contrário, repousam tristemente nas
estantes das bibliotecas. Na realidade, se descontarmos as exceções
extraordinárias representadas pelos Segundos analíticos, de Aristóteles, e pelas
Regulae, de Descartes, nenhum tratado substancial sobre o método científico foi
examinado, em publicações, tão exaustivamente quanto mereceria.
Embora eu tenha sublinhado a necessidade de reconhecer a história da
metodologia como um tema autônomo e não apenas como um apêndice menor
da história da epistemologia ou da história da ciência, seria manifestamente
absurdo sugerir que é possível compreender o seu desenvolvimento fora do
contexto de certas suposições epistemológicas de caráter geral e de problemas
científicos específicos. Importa, em particular, evitar o erro que consiste em
separar seletivamente as controvérsias metodológicas das questões científicas
que lhes conferiam substância e significação. O debate renascentista sobre as
hipóteses, por exemplo, só pode ser apreciado em função das doutrinas
astronômicas discutidas na época. Do mesmo modo, o debate que se
desenrolou no final do século 19 acerca dos méritos metodológicos dos
modelos, estava estreitamente ligado à polêmica científica entre os atomistas e

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os energeticistas 12 . Outro ponto evidente de confluência se encontra na


conexão entre a filosofia corpuscular e as questões metodológicas no século
17 13 . Visto que os cientistas muitas vezes acham conveniente usar armas
metodológicas quando não conseguem derrotar seus adversários com armas
experimentais, o historiador do método sempre deve procurar a motivação
científica tática que se esconde sob a adoção de uma determinada regra ou
teoria metacientífica. Sem pretender sugerir que as discussões metodológicas
sempre tomam a forma de uma apologia pro sua scientia, é forçoso reconhecer que
os cientistas muitas vezes se voltam para a metodologia na esperança de
racionalizarem as suas próprias convicções teóricas e procedimentos
experimentais 14 .
Não podemos encerrar esse tópico sem dizer que cabe aos positivistas
lógicos uma boa parte da responsabilidade pelo abandono da história do
método nos nossos dias. Tanto na sua concepção da natureza da filosofia da
ciência como na atitude desdenhosa e condescendente em relação aos seus
predecessores, os filósofos do Círculo de Viena fizeram muito para
desencorajar um estudo sério da história da metodologia. Feita a acusação,
talvez seja necessário explicá-la mais detalhadamente.
Para começar, parece-me que a concepção mesma da filosofia da ciência
adotada pelos positivistas lógicos prejudica seriamente qualquer postura
afirmativa com respeito à relevância da história da filosofia da ciência para a
filosofia contemporânea. Segundo eles, a filosofia da ciência se concebe, antes
de mais nada, como uma análise cuidadosa e detalhada da estrutura lógica e dos
problemas conceituais da ciência contemporânea. Uma conseqüência da
generalização dessa afirmação está em que as filosofias da ciência anteriores se
ocupavam com os problemas filosóficos de teorias científicas já superadas.

Ver Hibben 1903.


12

Ver Harré 1964.


13
14 Como Sabra observou, as regras metodológicas geralmente “servem como

machines de guerre que sempre podemos dirigir contra os partidários de teorias rivais”
(Sabra 1967, p. 279, n.).

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
Teorias do Método Científico de Platão a Mach 23

Assim, na medida em que a ciência contemporânea difere da ciência mais


antiga, tais diferenças devem necessariamente se refletir nas respectivas
filosofias da ciência. Se essa tese é correta, não há nenhuma razão para que uma
investigação de filosofias da ciência caídas em desuso possa ter algo de
interessante a dizer aos filósofos da ciência dos nossos dias, pois elas foram
construídas com o propósito de tratar de um conjunto radicalmente diverso de
teorias científicas. Para confirmar esse ponto de vista, poder-se-ia aduzir os
problemas filosóficos engendrados pela teoria da relatividade, pela mecânica
quântica ou pela cibernética – problemas que, é evidente, só aparecem na
filosofia contemporânea da ciência.
Ora, se todos os problemas da filosofia da ciência estivessem, como
esses, tão estreitamente ligados à física contemporânea ou à teoria da
informação, a história do método teria, de fato, pouco mais do que um
interesse de antiquário. A afirmação em exame esquece, porém, o fato de que
muitos dos principais problemas da filosofa da ciência são problemas que
ressurgem permanentemente, problemas que não são engendrados por
nenhuma teoria em particular, mas por virtualmente qualquer teoria. Problemas
como os da formação de conceitos na ciência, da natureza da lei, da indução,
dos métodos experimentais, das hipóteses, da discriminação entre os elementos
a priori e os empíricos nas teorias; esses problemas e outros semelhantes não
foram inventados pela recente filosofa da ciência, nem as soluções
contemporâneas que a eles se oferecem são totalmente originais e sem
antecedentes. Além disso, como Beth convincentemente mostrou, os debates
recentes da filosofia da ciência “não se originam apenas nos resultados da
pesquisa científica contemporânea considerados em si mesmos, mas, ao
contrário, na incompatibilidade desses resultados com certas doutrinas
filosóficas preconcebidas” que foram herdadas do passado. Beth conclui que
“as discussões recentes sobre os fundamentos da matemática e da ciência física
não podem ser plenamente compreendidas sem referência ao seu background

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
24 Larry Laudan

histórico e filosófico” 15 . Embora sem endossar a opinião extremada de Del


Negro, segundo a qual “a única novidade [dos positivistas lógicos] em relação a
Mach se encontra no domínio formalista” 16 , parece plausível afirmar que o
positivismo lógico, assim como as filosofias da ciência mais recentes por ele inspiradas,
estão solidamente enraizados no desenvolvimento histórico do método
científico.
Apesar disso, os positivistas, bem como as escolas analítica e formalista
que lhes sucederam, parecem extraordinariamente relutantes em investigar com
cuidado a sua própria genealogia. Ou adotam, de um lado (1), a tese de que a
recente filosofia da ciência representa uma ruptura radical com todas as
tradições anteriores, ou então, de outra parte (2), sugerem que praticamente
todas as figuras céticas da história da ciência e da filosofia foram seus patronos
intelectuais. A primeira tendência encontra, talvez, a sua ilustração mais
sugestiva na hesitação de Carnap em designar a filosofia do Círculo de Viena
pelo nome de ‘positivismo lógico’, pois tal etiqueta, segundo ele, poderia
“sugerir um parentesco [histórico] excessivamente próximo com o antigo
positivismo, especialmente o de Comte e Mach” 17 . A segunda perspectiva é
exemplificada por Neurath 18 e por Joergensen 19 que pretendem, sem a menor
documentação, estarem incluídos na lista dos precursores do positivismo lógico: os
sofistas e os epicuristas, os nominalistas medievais, Bacon, Hobbes, Locke,
Hume, Bentham, Mill, Spencer, Descartes, Bayle, D’Alembert, Saint-Simon,
Comte, Poincaré, Leibniz, Bolzano, os philosophes, Mach, Avenarius, Helmholtz,
Riemann, Enriques, Botzmann, Einstein, Peano, Frege, Schröder, Russell,

15 Beth 1950, p. 27.


16 Del Negro 1942, p. 8.
17 Carnap 1936, p. 422. Assinale-se também a observação de Carnap segundo a qual,

“... embora o Círculo de Viena seja às vezes designado como Positivístico, não é certo
que essa designação seja bem apropriada para nós. O nome Positivismo Lógico parece
mais conveniente, mas pode também produzir mal-entendidos.” (Philosophy and logical
syntax, cap. 1, sec. 3).
18 Neurath 1935, p. 58.
19 Joergensen 1951, p. 6.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
Teorias do Método Científico de Platão a Mach 25

Whitehead, Pasch, Vailati, Hilbert, Feuerbach e Marx 20 . Em certo sentido, a


postura de Joergensen e de Neurath reflete, em relação à questão das
verdadeiras origens históricas da filosofia contemporânea da ciência, uma
atitude ainda mais desdenhosa do que a hesitação carnapiana em empregar
qualquer rótulo histórico. Com efeito, uma pseudo-história volúvel e
pretensiosa é potencialmente mais perigosa e enganadora do que a ausência de
qualquer história. Por outro lado, não melhora muito a situação a observação
condescendente de Schlick sobre a atitude dos positivistas frente à história da
filosofia:

Vis-à-vis de ces systèmes du passé nous manifesterons une compréhension


historique, leurs dogmes ne nous irritent plus; nous pouvons admirer en toute
bonne conscience les magnifiques époques d’une humanité qui, tout en
cherchant, tout en commettant des erreurs, fait preuve d’une profonde volonté
d’arriver à la vérité 21 .

Está claramente implicado nesse texto que os atuais filósofos da ciência não
deveriam perder muito tempo zombando dos seus velhos predecessores
filosóficos e que, na verdade, seria bem melhor simplesmente deixar de lado
essas lamentáveis coisas.
Até aqui, limitei-me a examinar a história do método da maneira mais
vaga e mais geral possível. Nas seções seguintes, gostaria de considerar mais
especificamente algumas das questões e problemas com que se defrontam o
historiador do método bem como a literatura existente sobre o assunto. Não
tenho a menor pretensão de apresentar o que segue como um panorama

20 Isso é apenas uma transcrição parcial das listas de precursores apresentadas por

Joergensen e Neurath. Weinberg é igualmente vago quando, numa discussão de nove


páginas sobre as origens do positivismo lógico, oferece os seguintes nomes como
‘precursores’ do Círculo de Viena: Kant, Comte, Leibniz, Cournot, Germain, Mill,
Spencer, Mach, Avenarius, Hertz, Popper-Lynkus, Boole, DeMorgan, Peirce, Schröder,
Peano, Frege e Russell (Weinberg, 1960, pp. 2-10). Ver também a lista semelhante de
‘Vorfahren’ que Haeberli apresenta no seu livro Der Begriff der Wissenschaft im logischen
Positivismus, pp. 11-17.
21 Schlick 1938, p. 394.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
26 Larry Laudan

sinóptico do campo em questão. Ao contrário, trata-se apenas de oferecer


algumas observações esquemáticas que poderão facilitar o uso da bibliografia a
que elas introduzem.

AS TEORIAS DO MÉTODO NA ANTIGUIDADE E NA IDADE MÉDIA

Se é legítimo dizer que a ciência e a filosofia modernas encontram suas


raízes na Antiguidade, não é de surpreender que a Grécia também tenha
produzido as primeiras teorias coerentes sobre o método científico. Pode-se
afirmar, com reduzida margem de dúvida, que a principal contribuição da
Antiguidade a esse tema foram os Segundos analíticos de Aristóteles. Como
sugerem Foley 22 e Vogel 23 , a noção de explicação científica que Aristóteles
formula nessa obra se aproxima sensivelmente de muitas discussões bem mais
recentes da questão, incluindo as de Hempel e Popper 24 . Também são de
grande importância a teoria aristotélica das quatro causas, o seu tratamento da
axiomática 25 e a interessante análise, embora obscura, da indução e da formação
de conceitos que se encontra no último capítulo do Livro II dos Segundos
analíticos. Muito se escreveu, no século passado, sobre a filosofia aristotélica da
ciência; na verdade, essa literatura é tão abundante que não posso fazer mais do
que remeter o leitor à bibliografia relevante 26 . O resultado talvez mais
importante desses numerosos estudos foi o surgimento de argumentos
plausíveis que levam a considerar Aristóteles como a figura principal na história

Foley 1953.
22

Vogel 1952.
23
24 As melhores exposições resumidas da teoria aristotélica do método são

provavelmente as de McKeon 1947 e Beth 1950.


25 Sobre as idéias de Aristóteles acerca dos sistemas formais, ver Apostle 1958 e H.

Lee 1935.
26 Além das obras já citadas, ver Bourgey 1955; A. Brunet 1936; Buchdahl 1963c;

East 1958; Evans 1958; Görland 1909; Kaminski 1965; LeBlond 1938; Leuckfeld 1895;
Madkour 1934; Mignucci 1965; Moraux 1961; Moser 1961; Simon e Menger 1948;
Scotti 1935; Simard 1956; Suter 1939; Svoboda 1937; J. Taylor 1948; Whewell 1860;
Armstrong 1962; Labbas 1931; e Wieland 1960. (110, 143, 153).

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
Teorias do Método Científico de Platão a Mach 27

da metodologia científica. Como observa E.W. Beth, “foi Aristóteles... quem


apresentou uma teoria da ciência que, nos séculos posteriores, veio a orientar e
até dominar o pensamento filosófico e científico” 27 . E é certo que os filósofos
da ciência na Idade Média e no século 17, e mesmo, até certo ponto, no século
19, ainda trabalhavam, em grande medida, dentro dos limites dos problemas
metodológicos debatidos pelo Estagirita e pelos seus comentadores 28 .
É evidente, porém, que Aristóteles não foi em absoluto o único
personagem da Antiguidade a apresentar interesse metodológico. A discussão
que faz Platão 29 de problemas como os da linha dividida e da dialética, bem
como o probabilismo do Timeu, são obviamente importantes para a história do
método, como também o é o provável vínculo de Platão com a tradição grega
posterior de ‘salvar os fenômenos’ 30 , tradição essa que certamente merece um
exame mais atento do que o que tem recebido 31 . A julgar, pelo comentário de

27 Beth 1950, p. 27. Randall adota uma opinião semelhante quando afirma que “toda

grande literatura sobre o método, tão abundante nos escritos científicos do século 17, é,
no fundo, uma série de notas de rodapé ao Organon de Aristóteles” (Randall 1961, p.
63).
28 Para estudos detalhados sobre as influências posteriores de Aristóteles, ver

Crombie 1953b; Kosman 1964; Larson 1962; Randall 1961 e Vogel 1952.
29 As principais discussões das idéias de Platão acerca de vários aspectos da

metodologia e da filosofia da ciência se encontram em Burkert 1962; Gruenfelder 1960;


Halévy 1896; Hammond 1935; Perls 1937; Robin 1937; Solmsen 1940; Tumarkin 1937;
e Whewell 1860. (101, 110, 182).
30 No seu comentário sobre o De coelo, Simplicius afirmava ter sido Platão o

fundador da tradição ‘instrumentalista’ que seria associada mais tarde à expressão


‘apparentias salvare’: “Platão admite em princípio que os corpos celestes se movem
com um movimento circular uniforme e constante; ele apresenta, então, o seguinte
problema aos matemáticos: Quais são os movimentos circulares uniformes e
perfeitamente regulares que deveríamos adotar como hipóteses a fim de salvar as
aparências que os planetas apresentam?” (Simplicius, In Aristotelis quatour libros de coelo
commentaria, livro II, comentário 43).
31 Ao que sei, os únicos estudos detalhados da tradição de ‘salvar os fenômenos’ na

ciência grega são os de Duhem 1908 e Altenburg 1905. Um exame mais recente da
questão foi feito por Owen 1961. Para uma exposição esquemática mas muito sugestiva
da influência de Platão sobre o pensamento metodológico posterior, ver Perls 1937.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
28 Larry Laudan

Simplício sobre a Física, os metodólogos gregos distinguiam entre a astronomia


e a física (ou filosofia natural), atribuindo um objetivo instrumental à primeira e
um objetivo essencialista à segunda. Simplício cita Geminus (século primeiro
depois de Cristo), que teria escrito:

Ora, o astrônomo e o físico terão, em muitos casos, o objetivo de demonstrar a


mesma coisa... mas não procederão pelo mesmo caminho. O físico demonstrará
cada fato mediante considerações de essência ou substância... o astrônomo
demonstrará esses fatos pelas propriedades das figuras ou magnitudes ou pela
quantidade de movimento e o tempo que lhe é apropriado. Além disso, o físico,
em muitos casos, alcançará a causa ao procurar uma força criadora, mas o
astrônomo... não está qualificado para decidir sobre a causa 32 .

Duhem 33 é convincente ao mostrar que a questão moderna: Quais são as


relações entre a teoria física e a metafísica?” já fora discutida pelos gregos em
resposta à pergunta: “Quais são as relações entre o conhecimento astronômico
e o conhecimento científico?”.
Já se disse muitas vezes que o principal defensor do ponto de vista
instrumental foi Ptolomeu, cujo Almagesto é habitualmente considerado como
um clássico do instrumentalismo. Embora essa interpretação pareça um tanto
duvidosa à luz de certas observações fortemente essencialistas que se
encontram no Almagesto e nas Hypotheses planetarum, deve-se admitir que a atitude
de Ptolomeu frente a essa questão capital ainda permanece bastante obscura; de
resto, um artigo sucinto de Kattsoff sobre o método científico de Ptolomeu
parece constituir a única tentativa séria de esclarecer a sua posição 34 . Há pouca
dúvida de que vários ptolomistas medievais e renascentistas eram

Depois de ter escrito esta nota, descobri o estudo extremamente interessante que
Mittelstrass publicou em 1962 sobre a tradição de salvar os fenômenos. Deve-se
também mencionar o trabalho ainda inédito de Sabra sobre essa questão.
32 Citado por Sambursky 1962, p. 135. A passagem completa pode ser encontrada

em Simplicius, In Aristotelis physicorum libros quatuor priores commentaria (ed. de H. Diels,


Berlim 1882, pp. 291-292).
33 Duhem 1908.
34 Ver Kattsoff 1947. Cf. também Duhem 1908, pp. 129-134.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
Teorias do Método Científico de Platão a Mach 29

‘instrumentalistas’. Ora, desde o ensaio pioneiro de Duhem publicado há 60


anos, as origens e o desenvolvimento do instrumentalismo não voltaram a ser
estudados com cuidado e um grande número de fatos novos veio à luz desde
aquela época.
Outro metodólogo grego de extraordinária importância foi Cláudio
Galeno, cuja utilização explícita das técnicas de refutação e confirmação
experimentais constituiu, provavelmente, uma das primeiras tentativas de
introduzir critérios formais de prova e de argumentação num texto científico.
Assim, embora aparentemente tenha sido Aristóteles o primeiro metodólogo a
estudar com atenção a estrutura lógica da teoria, Galeno foi o primeiro lógico
do teste de teorias. Os principais trabalhos de Galeno sobre metodologia se
perderam, mas deles restou um número suficiente para sugerir que as suas
idéias, bem como a sua influência, foram de fato muito profundas 35 . Kiefer e
Kalbfleisch examinaram minuciosamente algumas das teorias lógicas e
metodológicas de Galeno 36 .
Entre outros autores gregos que escreveram sobre o método e cujas
teorias foram analisadas recentemente, poderíamos mencionar Anaxágoras 37 ,
Philodemus 38 e Proclus. Existem, além disso, vários estudos sobre a
metodologia grega que se detêm mais na evolução dos problemas do que em
indivíduos. Dentre eles, podemos destacar o estudo feito por Altenburg 39 da
noção de hipótese entre os gregos, o artigo de Scholz 40 sobre a axiomática

35 Ver, em especial, a obra de Galeno On medical experience (traduzida por Waizer,

Londres 1944), o seu Techne, seu Ars medica (na coletânea Medicorum Graecorum opera,
editada por Kuhn, Leipzig, 1821, vol. 1) e os seus ensaios sobre as seitas médicas em
Daremberg, 1856, vol. 2. Ver também o ensaio de Wilkie, a ser publicado
proximamente, sobre a teoria da experimentação de Galeno. (59).
36 Kiefer 1961; Kalbfleisch 1897. Ver também J. von Müller 1894. O

desenvolvimento mais geral das idéias metodológicas entre os autores gregos biólogos e
médicos foi tratado por Senn 1923 e 1933.
37 Gershenson e Greenberg 1964.
38 DeLacy 1941.
39 Altenburg 1905.
40 Scholz 1930.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
30 Larry Laudan

grega, a análise efetuada por Balme 41 da concepção grega do mecanismo e da


explicação mecânica, os artigos de Blüh 42 , de Burnet 43 e de Lejeune 44 sobre a
experimentação na ciência grega, a análise da metodologia estóica realizada por
Sambursky 45 , a abordagem apresentada por Stannard 46 das teorias pré-
socráticas da explicação e, finalmente, os estudos mais gerais sobre a
metodologia grega de autores como Gomperz 47 , W. Jones 48 e Mittelstrass 49 .
Há pouco mais de um século, Whewell ainda podia expurgar a Idade
Média quase completamente da história da metodologia como um período
retrógrado, salvo da escuridão total apenas pela presença de um punhado de
revolucionários clarividentes como Roger Bacon e Guilherme de Ockham 50 .
Talvez se possa perdoar a Whewell por tomar tal atitude, já que vários tratados
metodológicos medievais de grande importância eram praticamente
desconhecidos na sua época. Bem menos desculpável, porém, é o fato de que
George Sarton 51 , há apenas 15 anos, possa ter ido ainda mais longe do que o
próprio Whewell ao afirmar que houve uma única figura anterior ao século 17,
Roger Bacon, a compreender o método experimental. Graças ao trabalho de
vários especialistas, a nossa apreciação das teorias medievais do método sofreu
significativas alterações nas duas últimas décadas. E ainda que seja um tanto

Balme 1941.
41

Blüh 1949.
42
43 Burnet 1929.
44 Lejeune 1957.
45 Sambursky 1958.
46 Stannard 1965.
47 Gomperz 1957.
48 W. Jones 1946.
49 Mittelstrass 1962 e 1965. Ver também Burkert 1962; Chisholm 1941 e DeLacy

1945.
50 Whewell 1860.
51 Sarton 1952, p. 33.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
Teorias do Método Científico de Platão a Mach 31

exagerada a tese primitiva de Crombie 52 (segundo a qual as análises medievais


do método foram a condição sine qua non para a revolução científica), é bem
verdade, entretanto, que inúmeros progressos e esclarecimentos de extrema
importância resultaram da proliferação de comentários medievais e
renascentistas sobre os Segundos analíticos. É inegável, por exemplo, que as
discussões medievais acerca da ‘resolutio’ e da ‘compositio’ inauguraram as
tradições que levaram ao surgimento, no século 17, tanto do método indutivo
quanto do método hipotético-dedutivo. Embora tenham trabalhado
essencialmente no interior do esquema conceitual aristotélico, os escolásticos
dedicaram muito mais atenção do que os gregos ao exame de certas questões
referentes à relação entre observação e teoria, além de terem claramente
reconhecido que a insistência aristotélica em primeiros princípios indubitáveis
impunha restrições pouco razoáveis ao desenvolvimento teórico da ciência
natural.
Ainda não temos uma história geral da metodologia durante a Idade
Média, embora o livro Robert Grosseteste (1953), de Crombie, apresente um
tratamento bastante amplo dos séculos 13 e 14 53 .
Os melhores estudos sobre os últimos períodos da Idade Média e sobre a
Renascença são, provavelmente, o School of Padua (1961), de Randall, e o
Renaissance concepts of method (1960) de Gilbert. O mais antigo metodólogo latino
da Idade Média a receber séria atenção da parte dos eruditos foi Alberto
Magno, cuja obra foi analisada por Dezani 54 , Fernandez-Alonso 55 ,

52 Ver Crombie 1953a e, para os seus próprios comentários sobre as suas posições

anteriores, ver o seu prefácio à segunda impressão (1962) dessa mesma obra. Cf.
também Crombie 1963b.
53 Apresentações sumárias mas de grande utilidade das teorias medievais do método

podem ser encontradas em Crombie, 1947, 1959a, 1959b; Duhem 1908 e Valdarini
1898. Pelo que sei, a literatura metodológica do Islã jamais foi estudada com cuidado;
na verdade, os únicos tratamentos que encontrei desse tópico foram o rápido exame
que Marmura (1965) realizou da teoria das ciências demonstrativas de al-Ghazali e o
trabalho de Schramm (1963) sobre a metodologia de Alhazen.
54 Dezani 1944.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
32 Larry Laudan

Grabmann 56 , Mansion 57 e Tinivella 58 . Tomás de Aquino, aluno de Alberto, foi


estudado, do ponto de vista metodológico, por Ardley 59 , Collingwood 60 ,
Meyer 61 , Régis 62 , Rimaud 63 e Simard 64 . A mais clara apresentação de
Grosseteste, cujas obras receberam, provavelmente, análise mais completa do
que as de qualquer outro metodólogo medieval, se encontra nos estudos de
Crombie 65 , embora os trabalhos de Baur 66 , Dales 67 e Michand-Quantin 68
acrescentem esclarecimentos suplementares sobre essa figura extremamente
importante. A teoria geral da ciência defendida por Roger Bacon, bem como as
suas opiniões específicas a respeito do método científico, foram tratadas por
Alessia 69 , Carton 70 , Easton 71 , Hochberg 72 , Thorndike 73 , Tinivella 74 , Vasoli 75 e
Wärschmidt 76 . Stokes 77 estudou Guilherme de Ockham numa interessante

55Fernandez-Alonso 1936.
56Grabmann 1944.
57 Mansion 1956.
58 Tinivella 1944.
59 Ardley 1950.
60 Collingwood 1964.
61 Meyer 1934.
62 Régis 1948.
63 Rimaud 1925.
64 Simard 1965.
65 Crombie 1953a, 1953b, 1955b. Ver Dales 1961, para uma discussão crítica de

algumas conclusões de Crombie.


66 Baur 1914.
67 Dales 1963.
68 Michand-Quantin 1953.
69 Alessia 1957.
70 Carton 1924.
71 Easton 1952.
72 Hochberg 1953.
73 Thorndike 1914.
74 Tinivella 1944.
75 Vasoli 1956.
76 Wärschmidt 1914. Ver também Adamson 1876.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
Teorias do Método Científico de Platão a Mach 33

dissertação. William Wallace, com a ambição de seguir o exemplo de Crombie


em seus trabalhos sobre Grosseteste, consagrou um livro à ótica e à
metodologia de Teodorico de Freiburg, que está longe, porém, de ser uma obra
muito legível ou muito instrutiva 78 . Uma monografia recente escrita por
Weinburg 79 examina algumas teorias da indução propostas na Idade Média.
Os especialistas dedicaram considerável atenção aos metodólogos
renascentistas, especialmente aos italianos, o que fez com que tenhamos hoje
uma visão um tanto mais clara acerca do clima de opinião metodológica que
predominava na época em que Galileu ainda era estudante. Além dos estudos
de Randall e de Gilbert já mencionados, devemos chamar a atenção para o
importante estudo sobre Zabarella produzido por Edwards 80 , para a análise da
metodologia de Nicolau de Cusa publicada por Patronnier de Gondillac 81 , para
os escritos de Duhem 82 e de Solmi 83 sobre as idéias metodológicas de
Leonardo da Vinci e, finalmente, para o exame da metodologia de Petrus
Ramus realizado por Duhamel 84 , Hooykaas 85 e Ong 86 .

OS ASPECTOS METODOLÓGICOS DA REVOLUÇÃO COPERNICANA

Como vimos, os gregos distinguiam entre a física e a astronomia com


respeito aos objetivos correspondentes das duas disciplinas, sustentando que as

77 Stokes 1960. Cf. também Boehner 1945; Moody 1935; Moser 1932 e Thornburn
1918.
78Wallace 1959.
79J. Weinburg 1965.
80 Edwards 1960 Cf. também Randall 1941 e o artigo de C. Schmitt, a ser publicado

proximamente, sobre a teoria da experimentação de Zabarella.


81 Patronnier de Gondillac 1937.
82 Duhem 1906b.
83 Solmi 1905.
84 Duhamel 1948.
85 Hooykaas 1958.
86 Ong 1958a, 1958b. Ver também Rossi 1954, sobre Fracastorius; Yates 1954,

sobre Raimundo Lullio; Rashdall 1907, sobre Nicolau de Autrecourt; Duhem 1913 e
Ingarden 1954, sobre Buridan, e Weil 1932, sobre Pomponazzi.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
34 Larry Laudan

teorias astronômicas eram instrumentais, ao passo que eram realistas as teorias


físicas. Ao final da Idade Média e durante a Renascença, essa distinção passou a
receber investigações cuidadosas, resultando em inúmeras discussões de grande
importância metodológica. Duhem 87 mostrou que os filósofos árabes, em
especial Averroës e al-Bitruji, defendiam a idéia de que a astronomia devia fazer
mais do que simplesmente salvar as aparências, devendo também se ocupar das
verdadeiras causas dos movimentos celestes 88 . Em suma, esses pensadores
pretendiam que a astronomia e a física eram, ambas, de natureza essencialista. A
dificuldade dessa doutrina estava em que a astronomia ptolomaica e a física
aristotélica, se interpretadas de maneira realista, eram totalmente incompatíveis.
Desejando preservar uma e outra, Tomás de Aquino 89 e Maimônides
afirmavam que as hipóteses astronômicas deveriam ser interpretadas apenas
como instrumentos de predição. Com raras exceções 90 , essa opinião parece ter
amplamente predominado até a época de Copérnico.
Por volta do século 16, entretanto, tentou-se seriamente adotar uma
atitude mais consistente em relação às ciências naturais. Nicolau de Cusa e Luiz
Coronel argumentavam, ambos, que tanto a física como a astronomia deveriam
ser interpretadas instrumentalmente. Para eles, o objetivo de todas as ciências
deveria ser apparentias salvare. A questão, no entanto, só veio a adquirir
importância no contexto da astronomia copernicana. Surgia aqui um sistema,
sob vários aspectos, superior ao de Ptolomeu, que, interpretado de maneira
realista, entraria em conflito, não apenas com a física peripatética, mas também

87 Os principais estudos de Duhem sobre o instrumentalismo na Idade Média são o

seu artigo de 1908 e o volume 6 do seu Le système du monde 1954. (198).


88 “Les Arabes semblent donc avoir unanimement admis cet axiome: Les

hypothèses astronomiques doivent être conformes à la nature des choses célestes”


(Duhem 1908, p. 286).
89 Ver Ardley 1950.
90 Entre as exceções, é necessário mencionar Bernard de Verdun e Francesco

Capuano, os quais sustentavam que as hipóteses de Ptolomeu eram descrições


verdadeiras da realidade porque as suas predições correspondiam muito bem à evidência
observacional. (Ver Duhem 1908 e Blake 1960.).

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
Teorias do Método Científico de Platão a Mach 35

com as idéias intuitivas de todos os que refletiam na época e, ao mesmo tempo,


com a cosmologia das Escrituras. Como se sabe, o próprio Copérnico era
realista (embora não necessariamente essencialista) com respeito ao sistema
heliocêntrico, embora quem lesse, em nossos dias, o seu De revolutionibus (1543)
pudesse pensar o contrário ao examinar o prefácio manifestamente
instrumentalista que Osiander acrescentou anonimamente a essa obra 91 . Quase
todos os primeiros copernicanos foram, como assinala Blake, realistas em
relação à interpretação das hipóteses astronômicas: “tinham a firme convicção
de que Copérnico havia, pela primeira vez, descoberto a ordem e o sistema
objetivamente verdadeiros dos céus” 92 . Kepler foi um dos mais inabaláveis
convictos de que a física e a astronomia devem ser homogêneas; isso não
significava apenas que ambas deveriam ser interpretadas numa perspectiva
realista; implicava também na necessidade de abandonar a divisão clássica entre
physica terrestris e physica coelestis 93 .
A controvérsia entre realistas e instrumentalistas atingiu o seu ponto alto
(embora certamente não tenha terminado aí) no célebre conflito entre Galileu e
o Cardeal Roberto Bellarmino. Mais ainda do que Kepler, Galileu estava
disposto a interpretar o sistema heliocêntrico como uma descrição, cuja verdade
seria demonstrável, de um estado de coisas real. Recusava-se até a conceder que se
tratava de uma hipótese 94 e, menos ainda, de uma hipótese falsa, tendo essa

91 Para um exame das opiniões de Osiander, Copérnico e Rheticus (aluno de

Copérnico) acerca dessa questão e outras afins, ver Blake 1960; Birkenmajor 1965;
Grant 1962; Giacon 1943 e 1946; Greenwood 1944; Ingarden 1954; Lincoln 1957;
Nelson 1962; Ravetz 1965 e Rosen 1940 e 1959.
92 Blake 1960, p. 37.
93 As posições de Kepler sobre a filosofia da ciência e a metodologia foram

investigadas por Blake 1960; Cassirer 1911; Holton 1956; Hooykaas 1939; Kasper 1928;
Nádor 1954; Prantl 1875, e Schmidt 1903. Cassirer 1953, p. 81, atribui a Kepler o
mérito de ter tido “a primeira definição realmente precisa da significação e função das
hipóteses científicas”.
94 É bem verdade que, no prefácio do seu Dois sistemas do mundo e em algumas outras

passagens, Galileu escreve como se a teoria copernicana fosse apenas uma hipótese.
Apesar disso, contudo, não há a menor dúvida de que essas concessões aparentes não

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
36 Larry Laudan

defesa obstinada da realidade do sistema copernicano levado ao seu julgamento.


Esse confronto famoso foi objeto, juntamente com as suas fundações
conceituais, de diversas exposições, os historiadores encontrando muita
dificuldade em deixarem de tomar partido na questão. Assim é que Duhem, por
exemplo, embora admitindo que Galileu possuía sólidas razões científicas,
insiste em que Bellarmino tinha uma noção do método científico e das
pretensões da ciência à verdade mais clara do que Galileu 95 . Ora, a objetividade
de Duhem é um tanto suspeita nesse caso, pois, além de católico fervoroso, era,
ao mesmo tempo, instrumentalista declarado; não surpreende muito, portanto,
que simpatizasse mais com a posição de Bellarmino do que com a de Galileu 96 .
Os artigos recentes de Clavelin 97 e de Dubarle 98 , ambos fornecendo uma
grande quantidade de evidência documentaria, são duas das melhores análises
dessa questão.
Existem, é claro, várias outras questões importantes relativas à teoria
galileana do método científico que foram amplamente discutidas na literatura.
Koyré 99 sublinhou com insistência os elementos platônicos presentes no
pensamento de Galileu, embora a identificação excessivamente simplificada que
esse autor estabelece entre ‘platonismo’ e ‘matematicismo’ escamoteie muitos
problemas. O recente trabalho de Geymonat, Galileo Galilei: a biography and
inquiry into his philosophy of science (1965) oferece um contrapeso eficiente ao
tratamento de Koyré 100 . Deve-se mencionar, finalmente, que as origens

passavam de estratagemas que dissimulavam apenas superficialmente o seu


comprometimento irrestrito com a verdade da posição heliocêntrica.
95 Duhem escreve: “...la Logique était du parti d’Osiander, de Bellarmin et d’Urbain

VIII, et non du parti de Kepler et de Galilée” (Duhem 1908, p. 588).


96 Ver Agassi 1957.
97 Clavelin 1964.
98 Durbale 1965.
99 Koyré 1939. Cf. também Koyré 1943a, 1943b, 1955a e 1960b.
100 Sobre a filosofia geral da ciência de Galileu, ver também Campo 1942: Cassirer

1911, 1937c, 1943a, 1943b e 1947; Crombie 1955a, 1956, 1959a; DiLeo 1942;
Domincio 1874; Gibson 1964; Grontkowski 1964; Hesse 1964a; Lincoln 1957;
Morpugo-Tagliabue 1963; L. Müller 1895; Knight 1965; Námer 1964; Olschki 1927 e

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
Teorias do Método Científico de Platão a Mach 37

históricas das idéias metodológicas de Galileu também foram objeto de muitos


estudos 101 .

AS TEORIAS DO MÉTODO DE BACON A NEWTON

O debate acerca das pretensões da astronomia à verdade, embora


extremamente importante por si mesmo, nada mais foi do que um prelúdio a
uma discussão de bases muito mais amplas que rapidamente viria a surgir, sobre
problemas metacientíficos gerais. Em parte em virtude da emergência das novas
ciências, em parte por força da maior abertura filosófica que se seguiu ao
eclipse da filosofia peripatética, os autores do século 17 se voltaram para os
problemas do método e da explicação científicos com uma intensidade e um
vigor sem precedentes.
A primeira grande figura desse período foi Francis Bacon, caridosamente
chamado por Rostand de “un éloquent théoricien de l’expérience mais [un]
expérimentateur médiocre” 102 . As fantasias que cercam a reputação de Bacon
são tão curiosas quanto o próprio personagem. Por mais de 200 anos, foi
considerado o fundador da ciência experimental moderna, o pai da filosofia
moderna e o iniciador do método indutivo. Seu nome foi constantemente
associado ao de Newton, dizendo-se que havia revolucionado a filosofia da
ciência da mesma maneira como Newton, mais tarde, transformaria a física.
Tendo sido tão estreitamente ligado à filosofia indutiva, era inevitável que a

1943; Persico 1941; de Portu 1904; Prantl 1875; Riehl 1893; Romao 1944; Severi 1939;
Taylor 1938; Teske 1965; Valdarnini 1897; Wieser 1919 e Wolandt 1964. Consultar
também os vários artigos sobre o método galileano publicados na coletânea organizada
por McMullin: Galileo: man of science (1968) e na coletânea: Galilée: aspects de sa vie et de son
oeuvre. (1968). (77, 141).
101 A respeito do background da metodologia de Galileu, além das obras já

mencionadas na seção anterior, ver o controvertido trabalho de Strong: Procedures and


metaphysics (1936) e Wiener 1936.
102 Rostand em Leclercq 1960, p. 11. Fundamentalmente, Rostand parece partilhar

da opinião de Voltaire (expressa nas suas Lettres philosophiques, 1734), para o qual Bacon
foi “le père de la philosophie expérimentale”.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
38 Larry Laudan

reputação de Bacon esmaecesse quando o indutivismo deu lugar ao hipotético-


dedutivismo. Visto que a história das idéias se altera fatalmente pelas modas e
preferências de cada época, Bacon raramente recebeu um tratamento simpático
no nosso século, exceto por parte daqueles que, como M.B. Hesse, encontram
na sua obra tendências hipotético-dedutivas. Via de regra, porém, os atuais
historiadores do método tendem a tratar Bacon como um indutivista sem
interesse e um tanto ingênuo 103 , aceitando, assim, a opinião de Koyré, segundo
a qual não passa de “une plaisanterie” 104 pensar que Bacon tenha alguma coisa
a ver com a ciência ou a filosofia modernas. Não obstante a baixa cotação atual
de Bacon nos esquemas correntes entre os especialistas filosóficos, seria um
erro dar a impressão de que inúmeros aspectos da sua teoria do método foram
imerecidamente descuidados; bem ao contrário, há provavelmente mais estudos
consagrados a Bacon do que a qualquer outra figura na história da filosofia da
ciência 105 . Mesmo assim, ainda permanece um enigma o modo exato como ele

103 Uma exceção a essa tendência recente é representada por Spiller, que ainda vê

Bacon como “o fundador da metodologia científica” (Spiller 1921, p. 2). Ver também a
duvidosa observação de Salmon que afirma que “foi Bacon o primeiro a perceber
claramente que o método científico moderno contém uma lógica fundamentalmente
diferente da de Aristóteles” (Salmon 1967, p. 2). Examine-se ainda a afirmação similar
de Harré: “Pode-se descobrir no Novum organum [sic] de Bacon a primeira tentativa de
invenção de um método mediante o qual uma [teoria científica] poderia ser estabelecida
experimentalmente” (Harré 1964, p. 72).
104 Koyré 1939, vol. 1, p. 6, nota. Huxley foi ainda mais cáustico sobre esse ponto:

“Afirmo veementemente que, dentre os incontáveis jargões hipócritas que povoam o


mundo, não há, na minha opinião, nenhum tão desprezível quanto a conversa fiada
pseudocientífica que circula sobre a ‘filosofia baconiana’” (T.H. Huxley, Lectures and
essays, Londres 1908, p. 46).
105 No que se refere aos trabalhos sobre a metodologia de Bacon, ver Adam 1890;

Anderson 1948; Barnes 1924; Biéchy 1855; Blunt 1904; Boas 1963; Broad 1926a e
1926b. Cajori 1925; M. Cohen 1949; Cresson 1956; Dorner 1867; Ducasse 1951a;
Farrington 1953 e 1964; Fischer 1857; Fonsegrive 1897; Frost 1927; Furlani 1920; Harig
1957; Hesse 1964; Heussler 1889; Hochberg 1953; Hoppus 1827; Hossfeld 1957;
Lalande 1899 e 1929; Kotarbinski 1935; Laudan 1966; Liebig 1863; Macintosh 1965; de
Maistre 1836; McRae 1957 e 1961; Napier 1818; Nichol 1889; Primack 1963 e 1967;

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Teorias do Método Científico de Platão a Mach 39

abordou vários problemas. As formas, por exemplo, que ele esperava descobrir
por indução, eram leis ou definições? As relações quantitativas poderiam ser
tratadas mediante as Tabelas de Apresentação de Bacon? Bacon entendia pelos
seus instantiae crucis o mesmo que entendemos por experimentos cruciais?
Finalmente, e é talvez a pergunta mais importante, em que medida Bacon era
capaz de admitir que as hipóteses e conjeturas ocupam um lugar importante na
investigação científica?
Ainda mais desconcertantes do que essas questões textuais são os
problemas históricos referentes ao papel de Bacon na história da metodologia,
tanto em termos daquilo que deveu a seus predecessores quanto no sentido da
influência que exerceu sobre os que o sucederam. No Novum organum, Bacon
afirma que a sua teoria da ciência é nova e revolucionária e alguns historiadores
parecem ter simplesmente endossado as suas palavras. No entanto, boa parte da
obra parece derivar de Aristóteles 106 e de precursores medievais e renascentistas
de Bacon 107 .
O problema da sua influência é ainda mais complicado. O indutivismo e
o anti-hipoteticismo de Newton foram derivados de Bacon ou, ao contrário, De
Morgan 108 está certo ao afirmar que é impossível que os escritos de Bacon
sobre o método possam ter influenciado Newton? As naturezas simples das
Regulae de Descartes baseavam-se nas naturezas simples do Novum organum 109 ?
Os philosophes levam Bacon realmente a sério ou era mero tributo verbal a

Prior 1954; Rémusat 1858; M. Rossi 1935; P. Rossi 1957, 1960, 1967 e 1968; Ryman
1953; Schmidt 1967; Schuhl 1949; Thedick 1947; Valdarnini 1878; Viano 1954; Sabra
1967; Wallace 1967 e Whewell 1860. Ver ainda Allmayer 1928; Böhmer 1864; Church
1908; Cross 1918; Deleyre 1755 e Labbas 1931. (3, 33, 56, 99, 105, 108, 116, 193, 223).
106 Consultar Kosman 1964 e Larson 1962, para uma análise interessante das

tendências aristotélicas presentes no Novum organum.


107 Ver Allbut 1913; Dynoff 1916: Hanschmann 1903; Hooykaas 1958; P. Janet

1889 e P. Rossi 1968. As semelhanças entre Bacon e o seu homônimo medieval foram
examinadas por Hochberg 1953 e Vasoli 1956.
108 Ver De Morgan 1915.
109 Sobre as possíveis relações entre a metodologia baconiana e a cartesiana, ver

Hubert 1937; Lalande 1911 e 1929; Levi 1925; Milhaud 1917 e Roth 1937.

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40 Larry Laudan

deferência que manifestavam em relação a ele 110 ? E por que, para evocar uma
questão mais importante, o Novum organum atraiu tanta atenção por parte dos
cientistas e filósofos, e quando isso começou a ocorrer? Fulton 111 , Jones 112 ,
Penrose 113 e Presley 114 investigaram, todos eles, o surgimento do baconismo na
Inglaterra; apesar disso, porém, ainda não está claro por que ele se tornou o
ídolo da Royal Society e dos seus primeiros membros, como Boyle, Glanvill e
Hooke 115 .
Felizmente, a situação dos estudos especializados com respeito a
Descartes é um pouco mais promissora. Nos últimos 15 anos, surgiram vários
estudos fundamentais sobre a sua teoria do método que alteraram radicalmente
a nossa concepção da metodologia cartesiana 116 . Em especial, revelou-se que
Descartes conferia à experiência um papel na determinação dos conteúdos das
teorias muito maior do que poderiam sugerir algumas passagens do seu Discurso
e das suas Meditações 117 . Além disso, hoje está estabelecido que Descartes tinha

Cf. Dieckmann 1943; Luxembourg 1965; Vartanian 1953 e White 1963.


110

Fulton 1931.
111
112 R. Jones 1961.
113 Penrose 1934.
114 Presley 1953.
115 Para uma curiosa e estimulante discussão da influência de Bacon no pensamento

americano científico e filosófico posterior, ver Daniels 1963 e 1965.


116 Na minha opinião, os mais importantes desses estudos recentes são os de

Buchdahl 1963a e 1963b; de Dambska 1957 e de Sabra 1952 e 1967. Outros estudos
sobre a teoria cartesiana do método que podem ser mencionados são: Adam 1885;
Beauduc 1939; Beck 1952; Cassirer 1899, 1937a 1937b e 1939; Crombie 1958;
Czezowiski 1937; Deutscher 1965; Dijksterhuis 1950; Fleckenstein 1950; Galli 1937;
Gallois 1937 e 1938; Goldbeck 1892; Golliet 1951; Grontkowski 1964; Hamelin 1911;
Jansen 1937; Jörges 1901; Lafleur 1954; Liard 1880; Levi 1937; Lewis 1950; Markus
1949; McRae 1957 e 1961; Meier 1926; Milhaud 1921; Mitrovich 1932; Mursell 1919;
Natorp 1882b; Ruvo 1937; Segond 1932; Sirven 1937; Smith 1902 e 1963; Stock 1931;
Stöckler 1916; Vuillemin 1960; Weber 1958 e 1964, e von Wright 1950. Ver ainda
Augustyn 1968 e Labbas 1931. (159, 184).
117 Sobre o papel da experiência na metodologia cartesiana, ver Blacke 1929;

Gewirtz 1941; Howell 1926 e Liard 1879.

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Teorias do Método Científico de Platão a Mach 41

uma sólida compreensão de algo como o método hipotético-dedutivo e que ele


se dispunha a recomendar o seu emprego na ciência natural 118 . A velha imagem
de Descartes, o a priorista, vem sendo substituída pela imagem mais correta de
um filósofo dotado de aguda sensibilidade a várias limitações da razão solitária.
Os problemas contextuais, por outro lado, também são bem mais claros
no que se refere a Descartes. Gilson 119 e Markus 120 investigaram a dívida de
Descartes para com os seus primeiros precursores, enquanto Lalande 121 e
Howell 122 , entre outros, examinaram a influência que Bacon exerceu sobre ele.
Mouy 123 escreveu sobre o desenvolvimento da metodologia entre os primeiros
cartesianos (especialmente Rouhault e Régis 124 ), Laudan 125 examinou a
influência de Descartes sobre a metodologia inglesa e Vartanian 126 e Pelikán 127
abordaram as contribuições que os metodólogos do Iluminismo francês deviam
a Descartes. O que esses estudos revelam, fundamentalmente, é um relato de
como uma metodologia hipotético-dedutiva já sofisticada foi gradativamente
abandonada frente ao entusiasmo provocado pelo indutivismo baconiano e
newtoniano.
É claro que muitos metodólogos continentais desse período não eram
cartesianos ortodoxos. Pensamos, em particular, no brilhante Essai de logique
(1678) de Mariotte – um fascinante tratado sobre o método científico,
injustamente esquecido 128 – bem como em determinadas partes da Lógica de

118Ver, em particular, Buchdahl 1963a; Sabra 1955 e 1967 e Crombie 1958.


119Gilson 1951.
120 Markus 1949.
121 Lalande 1911 e 1929.
122 A. Howell 1926. Ver também Milhaud 1921 e a nota 109 acima.
123 Mouy 1934.
124 Para uma rápida análise da metodologia de Régis, ver Watson 1964.
125 Laudan 1966b.
126 Vartanian 1953.
127 Pelikán 1937.
128 O único estudo sólido sobre o Essai de Mariotte foi realizado por P. Brunet

1947. Para uma comparação entre as opiniões metodológicas e lógicas de Roberval e


Mariotte, ver Rochot 1953.

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42 Larry Laudan

Port-Royal (1664) 129 e nos escritos metodológicos de Huygens 130 ,


Malebranche 131 , Pascal 132 , Perrault 133 , van Helmont 134 e do primeiro
Spinoza 135 .
Outra área que passou recentemente a receber cuidadosa investigação é a
do desenvolvimento do pensamento metodológico britânico no período
compreendido entre Bacon e Newton 136 , intervalo esse que é decisivo, tanto
para compreender a herança de Bacon quanto para avaliar a originalidade de
Newton. Dos autores dessa época, foi provavelmente Robert Boyle quem
recebeu a maior atenção, embora restem ainda muitos aspectos da sua
metodologia que não foram estudados como provavelmente mereceriam 137 .
Graças em grande parte a M.B. Hesse, um contemporâneo de Boyle,
mais jovem do que ele, Hooke, começa a ser reconhecido como importante
pensador metodológico 138 . O General scheme de Hooke, esquecido durante muito
tempo e que constituía uma tentativa de codificar e ampliar as técnicas
indutivas de Bacon, parece especialmente digno de nota 139 . A obra de Joseph

129Ver Arnauld e Nicole 1664.


130Os pontos de vista de Huygens são examinados por Sabra 1967 e Mouy 1934.
131 A melhor análise da teoria do método de Malebranche é, provavelmente, a de

Buchenau 1910. Consultar ainda Bridet 1929; Dreyfus 1957; Labbas 1931 e Rome 1963.
132 Sobre Pascal, ver Caillat 1923, e Ott 1967.
133 Sobre o método de Perrault, ver Delorme 1947.
134 Ver Mepham 1965.
135 Ver especialmente Hall 1964 e Pastore 1927. Cf. também C. Adam 1885;

Bertauld 1891; McKeon 1930; Richter 1898; Hayes 1957 e Thilo 1893.
136 Para um exame geral dos desenvolvimentos que ocorreram nesse período, ver

Leeuwen 1963 e Presley 1953.


137 Para análises da metodologia e da filosofia da ciência de Boyle, ver Boas 1952,

1956 e 1965; Fulton 1932; Hall 1964; Laudan 1966b; Mandelbaum 1964; Meier 1907;
Mendelssohn 1902; Rogers 1966; Sambursky 1958; Spriggs 1929; Westfall 1956 e
Wiener 1932.
138 Ver Hesse 1967. (164).
139 Felizmente, essa obra extremamente rara de Hooke está em vias de ser

reimpressa, de sorte que a sua leitura junto com as passagens metodológicas que se

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Teorias do Método Científico de Platão a Mach 43

Glanvill, chamado às vezes de o ‘Hume do século 17’, também apresenta algum


interesse 140 . Embora existam certas semelhanças entre o tratamento da
causalidade que encontramos em Glanvill e Hume, Petrescu 141 parece ter razão
ao sublinhar as diferenças, bem mais marcantes do que as semelhanças, das
duas abordagens. Outros metodólogos britânicos desse período cuja obra foi
estudada recentemente são Charleton 142 , Gilbert 143 , Harvey 144 , Hobbes 145 ,
Locke 146 , Barrow 147 e Sydenham 148 .
Passemos, finalmente, ao mais enigmático de todos os metodólogos,
Isaac Newton, que se proclamava a personificação do espirit d’observer. Não é
certo que as obras de Newton contenham mais de 500 palavras sobre a
natureza do método científico; apesar disso, cada uma das suas várias
declarações a respeito, embora muitas vezes concebidas de maneira apenas
casual e às vezes expressas de forma até grosseira, foram carinhosamente
tratadas por cientistas e filósofos como jóias de insuperável sabedoria 149 . Na

encontram nas suas Micrographia e Philosophical experiments, poderá ser difundida como
merece.
140 Ver em especial Popkin 1953 e 1960, Laudan 1966b e Leeuwen 1963.
141 Petrescu 1911.
142 Ver Kargon 1966.
143 Ver Zilsel 1941.
144 Ver Chauvois 1957; Crombie 1959b; Ghiselm 1966; Jevons 1962; Passmore 1958

e Walmsley 1964. (172).


145 Ver Brandt 1928; Köhler 1902; Madden 1960b; Pacchi 1965; Tönnies 1880 e

Watkins 1965.
146 Ver Anderson 1923; Klemmt 195 2; Laudan 1966c; Mandelbaum 1964; Odegard

1965; Rogers 1966 e Yost 1951. (167, 229).


147 Ver Kargon 1965.
148 Ver Yost 1950.
149 Sobre a metodologia de Newton, ver Blake 1933; Bloch 1908; Burke 1936; Burtt

1932 e 1943; Challis 1863 e 1880; Child 1927; Cohen 1956, 1958, 1962 e 1966; Crombie
1957; Glandsdorff 1947; Hall 1962; Heath 1927; Kargon 1965 e 1966; Koyré 1955,
1959, 1960a, 1960b, 1960c e 1965; Laudan 1966a; Mandelbaum 1964; Milhaud 1908;
Randall 1942; Rosenberger 1895; Sabra 1955 e 1967; Strong 1951, 1952 e 1957;

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
44 Larry Laudan

realidade, não seria excesso de hipérbole dizer que as regulae philosophandi, o


Escólio Geral aos Principia e a Questão 31 da Opticks tornaram-se praticamente
clássicos da língua inglesa. E isso ocorreu a despeito do fato de que o
vocabulário metodológico de Newton, como I.B. Cohen tantas vezes mostrou,
era vago e utilizado de maneira inconsistente. Creio que haveria,
provavelmente, consenso geral na afirmação de que as duas principais questões
acerca do método de Newton ainda não foram satisfatoriamente resolvidas: (1)
Quando escreveu Hypotheses non fingo, Newton pretendia realmente proscrever
todas as hipóteses? e (2) O que pretendia ele dizer quando falava em ‘deduzir’
(ou, às vezes, em ‘induzir’) as leis a partir dos fenômenos? Blake vê Newton
como o fundador do método hipotético-dedutivo, ao passo que Whewell
acredita que o grande erro de Newton foi denunciar prematuramente todas as
hipóteses. Koyré, visivelmente convencido de que Newton seria incapaz de
cometer um erro metodológico, tende a interpretar as suas observações
indutivas mais radicais atribuindo-lhes uma significação inócua ou restrita. As
mais recentes tentativas de exame das suas regulae são bem mais promissoras do
que essas especulações sobre a atitude de Newton com respeito às hipóteses,
pois há nas regulae um sólido arcabouço filosófico e, ao mesmo tempo, material
suficiente para preenchê-lo com certo grau de segurança. A terceira regra, de
particular interesse, foi investigada com grande proveito por Cohen 150 ,
Mandelbaum 151 e McGuire 152 . Igualmente fascinantes são as relações entre a
metodologia de Newton e a sua ótica, de um lado, e o seu atomismo, de outro,
explorados com detalhes por Sabra 153 e Mandelbaum 154 , respectivamente.

Steinmann 1913; Volkmann 1898; Wallace 1956. Westfall 1962 e 1964 e Whewell 1860.
Ver também Palter 1968; Pighetti 1962 e Pretti 1950. (140).
150 Cohen 1966.
151 Mandelbaum 1964.
152 McGuire 1967. Ver também Whewell 1860 e Butts 1969b.
153 Sabra 1967.
154 Mandelbaum 1964.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
Teorias do Método Científico de Platão a Mach 45

AS TEORIAS DO MÉTODO NO SÉCULO 18

Comparado com os dois séculos entre os quais está situado, o século 18


permanece como uma linha divisória na história da metodologia. Embora
enriquecido de um bom número de filósofos de primeira ordem, o Iluminismo
não conseguiu produzir uma só obra reconhecida como um clássico do método
científico. Apesar disso, seria um erro grave concluir que o século 18 não
oferece nenhum interesse do ponto de vista metodológico. Na verdade,
pretendo defender a idéia de que algumas obras desse período são
extremamente importantes, não tendo sido reconhecidas como os clássicos que
efetivamente são em grande parte porque os historiadores do método
raramente estudaram com cuidado o século 18.
É praticamente indubitável que um dos candidatos ao estatuto de
clássico potencial é o Fundamentals of certitude (1720), de Bernard Nieuwentijt,
uma promissora exploração das questões referentes às pretensões da ciência à
verdade e à aplicabilidade da matemática aos fenômenos naturais. Pelo que sei,
o único estudo da obra de Nieuwentijt se encontra na rápida exposição
biográfica escrita em holandês por Vandevelde 155 . Outro candidato, ainda mais
evidente, é L’art d’observer (1772), de Jean Senebier. Escrito originalmente em
resposta a um concurso patrocinado em 1768 pela Société Hollandaise des
Sciences de Haarlem que tinha por objeto a pergunta: “O que se exige na arte
da observação [da natureza]?”, a obra em dois volumes de Senebier abrange um
vasto campo de questões metodológicas: a natureza da experimentação, as
relações entre teoria e observação, a indução, as hipóteses, a explicação, e assim
por diante. Uma edição em três volumes, com várias revisões, foi publicada em
1802 sob o título de Essai sur l’art d’observer e de faire des expériences. Embora
impressionado pelos argumentos dos seus contemporâneos de tendências
indutivistas, Senebier insiste na idéia de que as hipóteses têm um papel
importante a desempenhar no processo de construção e de testagem das

155 Vandevelde 1926. Ver também Beth 1950, pp. 35-37.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
46 Larry Laudan

teorias. Os livros de Senebier foram raramente assinalados pelos historiadores


do método e menos ainda examinados em profundidade 156 .
Um terceiro metodólogo do século 18 extremamente interessante (mas
tratado com igual descaso) foi Johann Lambert; suas principais análises da
filosofia da ciência se encontram nas suas obras intituladas Neues organon (1764),
Anlage zur Architektonik (1771) e Logische und philosophische Abhandlungen (1782).
Sob vários aspectos, o século 18 foi uma época de consolidação e de
unificação. Durante todo o período, o ponto de vista baconiano-newtoniano foi
debatido, defendido e, finalmente, admitido, praticamente sem restrições, tanto
pelos cientistas como pelos filósofos. As regulae e o Escólio Geral de Newton,
juntamente com os ídolos e aforismos de Bacon, tomaram-se os textos básicos
para os metodólogos do Iluminismo que tentavam explicar e elaborar a filosofia
indutiva e anti-hipotética que se associava aos nomes de Bacon e Newton 157 . É
muito diferente encontrar essas discussões nos prefácios de orientação
metodológica que aparecem em tantos textos científicos da época. Na euforia
que se seguiu à exitosa síntese da mecânica e da astronomia realizada por
Newton, os filósofos naturais concluíam prontamente que a verdadeira chave
para os segredos da natureza, assim como instrumento para distinguir a verdade
do erro, residia no indutivismo tão vigorosamente expresso nas quatro regulae de
Newton. É possível documentar, praticamente desde o primeiro surgimento
dessas regras, a pressa dos físicos e outros cientistas naturais em tomarem o
primeiro vagão indutivista. Quase todos os principais trabalhos ingleses e a
maioria dos de outros países sobre a filosofia natural que surgiram no período
que vai mais ou menos de 1715 em diante, se referem às regulae, acentuando que
uma ciência purificada de todas as hipóteses é o ideal a que todos devem
aspirar. As questões metodológicas passaram a ser minuciosamente examinadas

Ver Pilet 1962.


156

Tendo em vista as numerosas diferenças importantes que existem entre a


157

indução baconiana e a newtoniana, pode parecer estranho que as opiniões dos dois
autores tenham sido confundidas em tão larga medida. Pelo que sei, Henri Pemberton,
1728, foi talvez o primeiro autor de influência a ter confundido os dois.

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Teorias do Método Científico de Platão a Mach 47

nas obras de Gravesande, Voltaire, Musschenbroek, Pemberton, Martin,


Maclaurin, Desaguliers e muitos outros 158 . Essas análises resultam, com
raríssimas exceções, no elogio da ciência experimental e indutiva e em copiosos
insultos aos ‘construtores de sistemas’ e fazedores de hipóteses.
Em geral, essas discussões, que muitas vezes nada mais são do que
simples paráfrases do Novum organum ou das regulae, contêm pouquíssimo
material que surpreenda pela originalidade ou pela perspicácia. Consideradas em
conjunto, entretanto, constituem um significativo sintoma de quão radicalmente
mudará, desde a época de Descartes, Boyle e Hooke, a concepção do cientista
acerca da sua disciplina – tanto em relação aos seus objetivos como em relação
aos seus métodos. Uma observação de Benjamin Martin caracteriza vivamente a
atitude dominante:

Os Filósofos da Época presente as têm [as hipóteses] em vil Estima, dificilmente


admitindo o Nome em seus Escritos; consideram indigno do nome de Filosofia
tudo o que repousa em mera Hipótese ou Conjetura; construíram, então,
métodos novos e mais eficientes para as Investigações filosóficas 159 .

Independentemente dessas rápidas digressões metodológicas, algumas


obras do século 18 foram consagradas precipuamente às questões do método
científico. Uma das primeiras foi a De comparando certo in physicis (1715), de
Hermann Boerhaave, cuja tese principal era que os primeiros princípios da
ciência não podem ser descobertos a priori, devendo, ao contrário, ser derivados
da evidência experimental 160 . No momento em que Boerhaave apresentava as
doutrinas metodológicas britânicas aos seus colegas franceses, alemães e
holandeses, Berkeley procurava solapar o indutivismo característico de Newton,
sugerindo que as noções fundamentais da física newtoniana estavam longe de
ser as verae causae que Newton pretendia serem. Na verdade, a insistência de
Berkeley em que muitos conceitos científicos nada mais são do que ficções

158 Para um exame de um grande número desses prefácios, ver I. B. Cohen 1956.
159 B. Martin, Philosophical grammar (7ª ed., Londres 1769) p. 19.
160 Um tema semelhante figura no Traité des premières vérités (1724) de Buffier.

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48 Larry Laudan

heurísticas, representa, provavelmente, a única opinião instrumentalista


significativa no século 18 161 . Leibniz também, embora seu interesse primordial
não fosse a filosofia da ciência, dedicou algumas páginas à lógica da descoberta
e ao método da hipótese 162 .
David Hume, cujos Treatise (1739) e Inquiry (1748) impuseram uma forma
completamente nova às concepções de lei, causalidade e indução, foi talvez o
pensador metodológico mais original – e certamente o mais influente – a surgir
na primeira metade do século 18. Além das exposições sobre o seu pensamento
que podem ser encontradas em qualquer história da filosofia, eu chamaria a
atenção para o fato de que a teoria de Hume sobre as leis foi examinada por
Ruddick 163 , enquanto Petrescu 164 e Popkin 165 investigaram as relações entre
165a
Hume e Glanvill, tendo Papillon apresentado um interessante argumento
para considerar Hume como o fundador do positivismo.
Não há dúvidas, porém, de que o exame mais intenso e demorado das
questões metodológicas realizado durante a Iluminismo está ligado aos
philosophes e à Encyclopédie (1751-1780). Entusiastas na aceitação da física de
Newton, mas relutando, a princípio, em endossar a teoria do método que lhe
estava associada 166 , autores franceses como Condillac, Condorcet, Diderot e

161 Para análises de diversos aspectos da filosofia da ciência de Berkeley, ver Hinrich

1950; Hungermann 1960; Jessop 1953; Myhill 1957; Popper 1953; Ritchie 1967 e
Whitrow 1953a e 1953b. (152, 183, 208).
162 Sobre a metodologia de Leibniz, ver Adam 1885; Cassirer 1902 e 1911; Couturat

1901; Ehrenberg 1845 e McRae 1957 e 1961.


163 Ruddick 1949. Ver também Lenz 1958; Ducasse 1951c; Greenberg 1955;

Masaryk 1884; Richter 1893; Robinson 1968a e 1968b; Richards 1968 e Stove 1968.
(7, 104, 152, 195, 202, 217).
164 Petrescu 1911.
165 Popkin 1953.
165a
Papillon 1868. (146).
166 A esse respeito, Vartanian observa que “embora a própria física de Descartes já

comece a ser abandonada... mais ou menos 30 anos antes do surgimento, em 1751, do


primeiro volume da Encyclopédie, a metodologia científica [cartesiana] que a inspirara,
conheceria um destino bem melhor” (Vartanian 1953, p. 139).

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Teorias do Método Científico de Platão a Mach 49

D’Alembert escreveram longamente sobre a indução, as hipóteses e as regras de


experimentação 167 . Dentre as principais obras a esse respeito, encontramos o
Traité des systèmes (1749), de Condillac 168 , os Pensées sur l’interprétation de la nature
(1754), de Diderot 169 , trabalho que revela forte inclinação baconiana, os
Éléments de philosophie, de D’Alembert 170 e a própria Encyclopédie, que contém
inúmeros artigos consagrados a questões de interesse metodológico (como, por
exemplo, “hypothèse”, “système” e o “discours préliminaire”) 171 . A esse
respeito, há um longo ensaio sobre as hipóteses particularmente interessante, de
autoria de George LeSage, escrito com a manifesta intenção de ser incluído na
Encyclopédie. Embora não tenha sido, finalmente, incluído nessa obra, foi
publicado postumamente por Prévost em 1804.
Na Inglaterra, a filosofia da natureza constituía, como na França, um
centro de ativo interesse. Como mostrei em outro artigo 172 , o filósofo escocês
Thomas Reid foi responsável, em grande parte, pela introdução das idéias
metodológicas newtonianas na principal corrente do pensamento filosófico
inglês. Reid estava convencido da possibilidade de desenvolver a ciência (e a
filosofia) de maneira indutiva, sem recorrer a nada que fosse incerto ou
hipotético. O trabalho de Reid consistiu, basicamente, em tornar
filosoficamente respeitáveis as teses metodológicas que os cientistas
newtonianos vinham preconizando há décadas. A polêmica contra as hipóteses
alcançou tanto sucesso que, por volta da segunda metade do século 18, poucos

167 Para um exame extremamente interessante do desenvolvimento geral da

metodologia francesa na primeira metade do século 18, ver Vartanian 1953. Ver
também Marsak 1957 e 1959 e Erhard 1963.
168 Ver especialmente o capítulo XII, intitulado: “Des hypothèses”, da obra de

Condillac. A teoria do método de Condillac é examinada por Pelikán 1937.


169 Ver Dieckmann 1943; Luxembourg 1965; Vartanian 1953 e White 1963.
170 Sobre a filosofia da ciência de D’Alembert, ver Briggs, 1964; Grimsley 1963 e

Kunz 1907. Ver também o Discours préliminaire no traité de dynamique (2ª ed., 1796) de
D’Alembert.
171 Ver também Gillispie 1959.
172 Laudan 1969. (126).

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metodólogos ingleses se dispunham sequer a admitir a possibilidade de que as


hipóteses pudessem ter algum valor positivo na investigação científica. Ao que
sei, Joseph Priestley 173 e David Hartley foram os únicos opositores ingleses de
envergadura às posições estritamente indutivistas. Os argumentos de Hartley
em favor de uma utilização cautelosa dos métodos hipotéticos são
particularmente interessantes 174 .
Autores médicos e biólogos também aderiram prontamente aos debates
metodológicos da época 175 . Dentre esses, devemos mencionar o Von der
Erfahrung in der Arzneikunst (1764), de Zimmermann 176 ; as Observations on the...
method of prosecuting inquiries into philosophy (1770), de Gregory; os Nouveaux éléments
de la science de l’homme (1778), de Barthez 177 ; e o Inquity into the state of medicine, on
the true principles of the inductive philosophy (1781), de Jones. Embora se ocupem
menos diretamente das questões de método na biologia, são igualmente
interessantes os escritos de Lineu sobre nomenclatura e classificação 178 .
No último quartel do século 18, ocorreram dois acontecimentos de
fundamental importância para a história subseqüente do método. O primeiro
foi a formulação da filosofia crítica de Kant. Embora tratem do método
científico apenas incidentalmente, a Crítica da razão pura, de Kant, os seus
Prolegomena e os Fundamentos metafísicos da ciência tem implicações múltiplas para a
filosofia da ciência. Verificou-se rapidamente que a insistência de Kant na

173 Ver em especial os excertos filosóficos publicados em Passmore 1967.


174 Ver especialmente o trabalho de Hartley, Observation on man, vol. 1, pp. 324-353.
(165).
175 Ver em especial as análises que se encontram em L. King 1963a e 1963b e em

T.M. Brown 1968.


176 Para um rápido exame da teoria do método de Zimmermann, ver Leclercq 1960.
177 Comte se referia em termos entusiásticos à metodologia de Barthez. Ver o seu

Cours de philosophie positive, vol. 2, p. 433, nota.


178 Sobre Lineu, ver Cain 1958; Hofsten 1950; Stearn 1959 e Svenson 1945. (120,

121, 122).

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presença de elementos ideais no conhecimento científico solapava a perspectiva


indutivo-empírica que dominara a metodologia desde o início do século 179 .
Em parte ligado ao primeiro, o segundo episódio decisivo do final do
século 18 foi o debate sobre a questão de se a mecânica era uma ciência
empírica ou a priori. Com surpreendente unanimidade, a escola da mecânica
racional (D’Alembert, Euler, Laplace e outros) afirmava que as leis da estática e
da dinâmica poderiam ser derivadas de princípios cuja verdade era evidente por
si mesma. A disputa sobre essa questão atingiu tal intensidade que a Academia
Berlinense de Ciências patrocinou um concurso para o qual se pediam ensaios
sobre a questão de saber se as leis da mecânica eram empíricas ou a priori.
Inflamada pelos argumentos de Kant, essa controvérsia específica se prolongou
pelo século 19 adentro.

A METODOLOGIA NO SÉCULO 19

Se o início do século 19 assistiu à passagem da ciência das mãos dos


amadores para os profissionais, uma transformação de tipo semelhante também
ocorria, embora com ligeiro atraso, na filosofia da ciência. Graças
principalmente à obra de Comte e de Whewell, assim como ao caráter cada vez
mais técnico da própria matéria, a filosofia da ciência passou a ser uma
disciplina autônoma no início do século 19. Praticamente pela primeira vez,
livros inteiros, e não somente prefácios ou capítulos isolados, foram
consagrados exclusivamente ao tema. Ampère e Whewell chegaram até à
audácia de incluírem a expressão ‘filosofia da ciência’ nos títulos dos seus
trabalhos. Pela primeira vez, foram criadas cadeiras de história e de filosofia da
ciência nas universidades. Na realidade, de um ponto de vista quantitativo, e

179 Ver especialmente Lee 1966. Outras abordagens da metodologia e da filosofia da

ciência de Kant podem ser encontradas em Buchdahl 1965 e 1968; Butts 1961 e 1962;
H. Cohen 1918; Drews 1894; Görland 1909; Kaminski 1965; König 1907; G. Martin
1951; McRae 1957 e 1961; Milmed, 1961; Plaas 1965; Perls 1937; Reinach 1911;
Vuillemin 1955; Ungerer 1922 e R. Zimmermann 1874. Ver também Admson 1876;
Ewald 1906 e Labbas1931. (195).

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52 Larry Laudan

talvez qualitativo também, somos obrigados a falar da ocorrência de uma virtual


revolução na disciplina entre 1800 e 1900.
A realização isolada talvez mais importante do século 19 foi a
formulação, por Auguste Comte, dos princípios básicos do ‘positivismo’,
doutrina que se revelou responsável, de um modo ou de outro, por vários dos
mais importantes desenvolvimentos ulteriores na teoria do método científico.
Especialmente no segundo volume do seu Cours de philosophie positive, Comte
adotou uma filosofia da ciência que, não obstante todos os seus defeitos e
limitações, fornecia uma exposição convincente dos objetivos, métodos,
estrutura e limitações da ciência. Inspirando-se nos analistas franceses
(Fourier 180 em particular) e nas obras de Newton e de Ampère, Comte afirmava
que a ciência deveria ocupar-se exclusivamente com a descoberta de leis
descritivas dos fenômenos, devendo, ao mesmo tempo, renunciar
prudentemente a qualquer tentativa de descrever causas eficientes ou “modos
de produção”. É bem verdade, é claro, que o Cours oferece pouco mais do que
um esboço de como seria essa ciência fenomenalística; no entanto, embora
sejam por vezes vagos, é inegável que os seus argumentos exerceram um
profundo efeito tanto nos positivistas ortodoxos que seguiram Comte como em
autores como Whewell e Apelt que consagraram muito do seu tempo a uma
refutação quase sistemática das doutrinas de Comte 181 . Curiosamente, o Cours,
de Comte jamais foi traduzido para o inglês e a versão resumida da obra que
Martineau realizou é insatisfatória, ao mesmo tempo porque distorce às vezes o
que Comte pretendia dizer e, o que talvez seja ainda mais grave, porque
simplifica em excesso os argumentos do autor. As teses gerais de Comte sobre
o método foram examinadas por Charlton 182 , Ducassé 183 , Dupuy 184 , Gräber 185 ,

180 Ver especialmente o Discours préliminaire que introduz ao livro de Fourier Théorie

analytique de la chaleur (1822).


181 Lewes vê Comte como “o homem cuja doutrina é, para o século 19, algo mais do

que fora a doutrina de Bacon para os séculos 17 e 18” (Lewes 1853, p. 1). É possível
que Lewes tenha razão; considerando-se, entretanto, as avaliações mais recentes acerca
da importância de Bacon, sua observação não configura o elogio que pretendia ser.
182 Charlton 1959.

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Teorias do Método Científico de Platão a Mach 53

Lévy-Bruhl 186 e outros 187 . Os desenvolvimentos posteriores do positivismo


francês foram estudados por de Broglie 188 , Charlton 189 , Duboul 190 , Fouillée 191 ,
Frankel 192 e Simon 193 . Alek-Kowalski 194 escreveu um interessante estudo sobre
o desenvolvimento do positivismo na Polônia durante o século 19. Existem
também vários estudos tendo por objeto aspectos específicos da tradição
comteana, tais como a sua influência em Claude Bernard 195 e as relações entre
Kant, Hume e Comte 196 . Mesmo assim, é relativamente reduzido o número de
estudos sobre as origens pré-comteanas do positivismo, a despeito do fato de
que as opiniões de cientistas como D’Alembert, Lazare Carnot e Biot exibem
notáveis semelhanças com algumas teses expressas no Cours 197 .
Compatriota de Comte, André-Marie Ampère preocupava-se também
com problemas relativos ao método e à classificação científicos, aos quais
dedicou algumas páginas do seu Essai sur la philosophie des sciences (1834). A
argumentação e até o título da sua contribuição clássica à eletrodinâmica: Théorie

183 Ducassé 1937, 1939 e 1939b.


184 Dupuy 1911.
185 Gräber 1889 e 1893.
186 Lévy-Bruhl 1900.
187 Para outros estudos das teses de Comte, ver Boutroux 1902; Bratuscheck 1875;

Campanale 1960; Deherme 1909; Devolvé 1932; Gabriel 1957; Hawkins 1936 e 1938;
Huet 1866; Lewes 1853; Lins 1957; Littré 1845 e 1866; Mill 1865 e Nagel 1950. Ver
também Aliotta 1954; Biro 1968; Costa 1957; Harris 1923; Labbas 1931 e Skarbek 1968.
(9, 14, 43, 65, 72, 73, 100, 124).
188 de Broglie 1881.
189 Charlton 1959.
190 Duboul 1867.
191 Fouillée 1896.
192 Frankel 1950.
193 Simon 1963.
194 Alek-Kowalski 1966.
195 Ver Charlton 1959 e Hillimand 1914.
196 Ver Kaminski 1965; Papillon 1868 e R. Zimmermann 1874.
197 Pode-se encontrar em Misch 1901, uma investigação muito interessante sobre os

predecessores de Comte (em particular D’Alembert e Turgot).

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54 Larry Laudan

mathématique des phénomènes électrodinamiques uniquement déduite de l’expérience (1824),


exemplificaram claramente o comprometimento de Ampère com a filosofia
indutivista.
Enquanto se assentavam as fundações do positivismo na França, o
indutivo-empiricismo inglês começava a emergir da letargia em que caíra desde
a época de Reid. Na verdade, não seria grande exagero dizer que os anos que
vão de 1829, mais ou menos, até 1843 foram os mais produtivos na história do
pensamento inglês sobre o método. Em 1829, John Herschel publicou o seu
famoso Preliminary discourse on the study of natural philosophy 198 , obra à qual,
segundo eles próprios, Whewell e Mill deviam muito. No Discourse, Herschel
formulou o que viria a ser conhecido mais tarde como os ‘canônes da indução
de Mill’ (na verdade, ele os formulou bem mais claramente do que Mill o faria
posteriormente), examinando longamente, também, certas questões sobre a
causalidade, a indução e as hipóteses. Embora Minto se deixasse provavelmente
levar pelo entusiasmo quando afirmava que o Discourse, de Herschel, foi “a
primeira tentativa feita por um eminente homem de ciência de tornar explícitos
os métodos da ciência” 199 , é incontestável que Herschel deu uma das notáveis
contribuições à tradição indutiva, que conta Bacon, Newton, Hume e Mill entre
os seus representantes ilustres. O Discourse de Herschel foi detalhadamente
examinado por Ducasse 200 e os escritos de Leuckfeld 201 e de Cannon 202
acrescentam úteis esclarecimentos às conclusões de Ducasse.
Dez anos antes da publicação do Discourse, surgiu o volume póstumo de
Brown, as Lectures on the philosophy of the human mind. Nessa obra, que representa,
sob vários aspectos, uma elaboração de temas que se encontram no seu livro
anterior, Inquiry into the relation of cause and effect (1818), Brown rompe com a

198 O Discourse de Herschel foi reimpresso recentemente (1966), acompanhado de

uma interessante introdução feita por Partridge.


199 W. Minto, Logic, inductive and deductive (N.Y. 1904, p. 257).
200 Ducasse 1942.
201 Leuckfeld 1897.
202 Cannon 1961.

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Teorias do Método Científico de Platão a Mach 55

tradição inglesa dominante de recusar todas as hipóteses, sustentando que os


métodos hipotéticos e o raciocínio analógico constituem técnicas importantes à
disposição do cientista, que deve utilizá-las sem hesitação 203 . Também foram
importantes os Elements of the philosophy of the human mind, de Dugald Stewart,
cujo segundo volume é em grande parte consagrado a questões metodológicas.
Embora adotada por razões bem diversas, a doutrina de Brown
constituiu um dos pilares da filosofia da ciência de William Whewell, que,
durante mais de três décadas, publicou abundantemente sobre a lógica da
ciência. O seu brilhante trabalho Philosophy of the inductive sciences (cuja primeira
edição data de 1840) foi apenas a primeira investida de um constante ataque à
perspectiva indutiva estreita que dominava, até a época de Whewell, grande
parte da filosofia da ciência. Nas suas obras Of induction (1849) e On the philosophy
of discovery (1860), Whewell continuou a criticar incisivamente a doutrina
segundo a qual a ciência consiste na observação passiva da natureza.
Inspirando-se largamente em Kant, Whewell percebeu claramente a extensão
em que a análise kantiana da percepção e da cognição tornava insustentáveis as
teorias anteriores da indução e do método científico. Blanché 204 e Marcucci 205
escreveram os principais estudos sobre a obra de Whewell. Nos últimos anos,
verificou-se um renascimento dos estudos especializados sobre esse autor e um
grande número de importantes estudos exegéticos e críticos foram consagrados
a vários aspectos da sua filosofia da ciência 206 .
É impossível mencionar Whewell sem pensar imediatamente em Mill,
pois a sua controvérsia sobre a indução e as verdades necessárias constitui um
dos debates mais fascinantes na história do método científico. Mill era, de
maneira geral, um indutivista um tanto ortodoxo, que via a ciência como a

203 Sobre Brown, ver Réthoré 1893. (187).


204 Blanché 1935.
205 Marcucci 1963.
206 Ver Butts 1965a, 1965b, 1967, 1969a e 1969b; Ducasse 1951b; Heathcote 1953 e

1954; Leuckfeld 1897; Pearl 1966; Seward 1938; Stoll 1929 e Walsh 1962a e 1962b. A
edição crítica das obras de Whewell, atualmente em curso sob a direção de Buchdahl e
de Laudan, apresenta certo interesse a esse respeito. (125, 137).

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
56 Larry Laudan

generalização da observação, sustentando que todas as idéias científicas


(inclusive as da matemática) provêm diretamente da experiência. Mill não podia
concordar com Whewell (e Kant) em que as teorias científicas possuem, ao
mesmo tempo, uma universalidade e uma necessidade que a experiência jamais
poderia justificar por si só. O que Whewell dizia acerca da explicação dos fatos
e da união dos conceitos era, na opinião de Mill, mal concebido e, ao mesmo
tempo, errôneo quando aplicado da maneira como o fazia Whewell. Os artigos
de Strong 207 e Walsh 208 constituem talvez as melhores exposições dessa
controvérsia específica.
O System of logic (1843), de Mill, pretendia ser, é claro, muito mais do que
uma crítica das inclinações kantianas de Whewell. Nessa obra, Mill pretendia
formular os padrões formais a que deveriam obedecer tanto o raciocínio
indutivo quanto o dedutivo. A julgar pelas recepções que mereceu na época, a
obra tornou-se imediatamente um clássico, passando a ser utilizada como texto
nas universidades inglesas até quase o final do século. Aliás, mesmo no nosso
século Mill foi algumas vezes chamado de “o pai da indução” e o seu System of
logic considerado como um livro que “marcou época” 209 . O System, de Mill, foi
examinado por Crawford 210 , Jackson 211 , Kubitz 212 e Munson 213 .
Embora o pensamento metodológico inglês 214 nos meados do século
estivesse indubitavelmente dominado por Whewell e Mill, várias figuras
menores escreviam na época sobre questões de metodologia. Entre esses

Strong 1955.
207

Walsh 1962a. Ver também Hutton 1850. (34).


208
209 Westaway 1919, p. 176.
210 Crawford 1913.
211 Jackson 1941.
212 Kubitz 1931.
213 Munson 1967. Ver também Anschutz 1953; Bain 1882; Becher 1906; Britton

1953; Giuletti 1958; Hoffman 1962; Jevons 1890; Keene 1962; Littré 1866. Los 1947;
Randall 1965; Schiel 1865; Schmidt 1944; Whitmore 1945 e Wilkie 1950. (63, 76, 85,
206).
214 Para uma reação francesa contemporânea à lógica e à metodologia inglesas de

meados do século 19, ver Liard 1890.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
Teorias do Método Científico de Platão a Mach 57

podemos citar H.L. Mansel (Prolegomena logica, 1851), Baden Powell 215 (Essays on
the spirit of the inductive philosophy, 1855), Bailey (Essays on the pursuit of truth, 1959),
Stuart (A chapter of science: or, what is a law of nature?, 1868), Finch (On the inductive
philosophy, 1872) e J. Macquorn Rankine (“Outlines of the science of energetics”,
1855). O ensaio de Rankine, extremamente interessante e que parece ter
influenciado a formação da teoria da ciência de Duhem, constitui um dos raros
trabalhos instrumentalistas da filosofia inglesa da ciência. Rankine distinguia
entre, de um lado, o “método hipotético”, que consiste em postular a existência
do que hoje chamaríamos de constructos hipotéticos, e, de outro lado, o
“método abstrativo”, que trata exclusivamente com entidades “dadas pela
observação” 216 . Outras importantes manifestações inglesas durante esse
período foram o exame do papel dos modelos e analogias na física matemática
realizado por Clerk Maxwell 217 e a análise de certas questões da filosofia da
ciência efetuada por Faraday 218 .
Como na Inglaterra e na França, a investigação metodológica também
floresceu na Alemanha e na Áustria durante todo o século 19. Embora o último
quartel do século (que viu o surgimento da obra de Avenarius, Boltzmann,
Lotze, Mach e Wundt) seja provavelmente mais bem conhecido, muitos
trabalhos importantes foram publicados antes desse período. Os principais
foram a Theorie der Induktion (1854), de Ernst Apelt; a Wissenschaftslehre (1837), de
Bolzano; e o polêmico livro de Liebig, Über Francis Bacon von Verulam und seine
Methode der Naturforschung (1863). O livro de Apelt apresentava uma perspectiva
basicamente kantiana, sofrendo forte influência de Whewell 219 . O trabalho de
Liebig, por outro lado, oferecia uma crítica incisiva do indutivismo baconiano,

215 Para um rápido exame das teses de Powell, ver Knight 1968.
216 Para uma discussão penetrante da metodologia de Rankine, ver Aim and structure
of physical theory, pp. 52 segs., de Duhem, e Die Energetik, pp. 110 segs., de Helm.
217 Ver o demorado estudo da metodologia de Maxwell realizado por Turner 1953,

bem como os exames mais breves que fez das teorias de Maxwell sobre as analogias
(1955) e sobre a explicação científica (1956). (46).
218 Ver Buek 1912 e Williams 1968.
219 Ver Gresky 1936.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
58 Larry Laudan

sustentando convincentemente que nenhum cientista jamais havia seguido ou


jamais poderia seguir os métodos descritos no Novum organum. O ataque de
Liebig, que foi o primeiro empreendido por um cientista eminente a repudiar
tão radicalmente o indutivismo, ajudou a liquidar uma versão da teoria indutiva
que prosperara por bem mais de dois séculos. Até o surgimento da obra de
Whewell e Liebig, o método indutivo era concebido fundamentalmente como
um método de descoberta e não como um método de prova ou confirmação. Nos
escritos de Bacon, Newton, Herschel e Mill (para citar apenas alguns nomes), a
indução é tratada como uma técnica para produzir leis e teorias ou como uma
máquina para descobrir causas 220 . Argumentando que a descoberta não se
submetia a absolutamente nenhuma regra e menos ainda às do método
indutivo, Liebig tornou explícito algo de que muitos cientistas já suspeitavam há
muito tempo: a saber, a impossibilidade de criar uma lógica da descoberta à
prova de erros. Depois de Liebig, os indutivistas passaram a adotar uma postura
mais modesta, que ainda é geralmente aceita pelos teóricos indutivistas
contemporâneos. Admitindo a inexistência de regras mecânicas para a
construção de teorias, passaram a conceber a indução como um tipo de
ingerência e como uma teoria da lógica da confirmação 221 .
As contribuições de Lotze à filosofia da ciência foram analisadas por
Self 222 .
Se a tendência na Inglaterra e na Alemanha distanciava-se do
indutivismo, aproximando-se de uma variante do idealismo kantiano, a filosofia

220 Mill confunde, constantemente, uma lógica da descoberta com uma lógica da

confirmação. Assim, ele observa que a indução é “a operação que consiste em descobrir e
em provar proposições gerais” (Mill, System of logic, livro 3, capítulo 2).
221 De maneira geral, os argumentos de Whewell contra a indução, assim como as

críticas específicas que endereçou a Bacon, foram suficientes para desacreditar a idéia
de uma lógica indutiva da descoberta. Apesar disso, no entanto, Whewell foi incapaz de
romper inteiramente com o termo indução ou com a opinião segundo a qual Bacon foi
um importante metodólogo. De Maistre 1836, foi outro influente crítico a atacar Bacon
no século 19.
222 Self 1951.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
Teorias do Método Científico de Platão a Mach 59

francesa da ciência, ao contrário, foi dominada, durante todo o século 19, pela
obra de Comte e pelo tipo peculiar de indutivismo que o positivismo
representava. É incontestável que a mais célebre obra metodológica francesa
desse período foi a Introduction à l’étude de la médicine expérimentale (1865) de
Claude Bernard. Bernard acreditava que a sua grande descoberta metodológica
fora o papel indispensável que as idéias preconcebidas desempenham na
direção da pesquisa científica. Embora Bernard não tenha descoberto a noção,
a sua análise da questão apresenta o encanto e a utilização eficiente de exemplos
científicos que dela fizeram um clássico na história da metodologia 223 . Não
obstante a sua importância, a Introduction dificilmente merece a qualificação de
Leclercq como “la bible de la méthode expérimentale” 224 .
No caso de inúmeros outros metodólogos do século 19, a influência de
Comte era ainda maior e mais explícita do que em Bernard. Na verdade, o
positivismo parece ter provocado um grande número de debates acerca da
natureza do método científico e dos fundamentos das classificações científicas.
Dentre os trabalhos desse período que apresentam algum interesse, é necessário
mencionar pelo menos os seguintes: Traité de logique, ou essai sur la théorie des
sciences (1844) de Duval-Jouve, Essai sur la méthode de vérification scientifique (1846)
de Golfin, Essai sur les fondements de nos connaissances (1851) de Cournot 225 . Essai
sur la méthode de Bacon (1855) de Biéchy, Traité de l’enchaînement des idées
fondamentales (1861) de Cournot, Lettres adressées à M. Villemain, sur la méthode en

223 Para um exame geral da metodologia e da filosofia da ciência de Bernard, ver

Cotard 1945; Halpern 1966; Lenoir 1919; Mentré 1904; Olmsted 1952; Schiller 1967;
Sertillanges 1944; Charlton 1959 e Virtanen 1960. Com respeito à influência de
Senebier sobre Bernard, ver Pilet 1962; e, com relação à influência sofrida de Comte,
ver Charlton 1959 e Hillimand 1914. (98, 118).
224 Leclercq 1960, p. 87. Henri Bergson também induzia em erro ao afirmar que a

Introduction de Bernard era o Discours de la méthode do século 19 (Bergson 1934, p. 257).


Para uma interessante antecipação de algumas conclusões de Bernard, ver os Principes
généraux sur la méthode d’étudier et d’observer en médicine (1827), de Lambert.
225 Sobre Cournot, ver Harpe 1936 e 1938; Fedi 1934; Ruddick 1940; Bottinelli

1913; Milhaud 1927 e o estudo clássico publicado por Mentré em 1908. (9, 57, 133, 149,
153).

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60 Larry Laudan

général et sur définition du mot “fait” (1856) de Chevreul, Des méthodes dans les sciences
de raisonnement (1865) de Duhamel, Ultimum organum (1865) de Strada, Introduction
à l’histoire des connaissances chimiques (1866) de Chevreul, Le positivisme, sa méthode
(1867) de Duboul, L’induction (1869) de Biéchy, De la méthode a posteriori
expérimentale (1870) de Chevreul, De la contingence des lois de la nature (1874) de
Boutroux, De la méthode scientifique (1875) de Doublet, Classification des sciences
(1876) de Delavaud, La logique de l’hypothèse (1880) de Naville, Étude sur divers
points de la philosophie des sciences (1880) de Boussinesq, Le positivisme et la science
expérimentale (1881) de deBroglie, Théorie des sciences (1882) de Bordeau, L’idée de
phénomène (1894) de Boiroc, De l’idée de loi naturelle (1895) de Boutroux, La cause
première (1896) de Ferrière e o Essai sur la classification des sciences (1898) de
Goblot 226 .
Dentre esses, os trabalhos de Chevreul, Naville, Boutroux e Cournot
merecem alguns comentários. O estudo de Naville sobre a lógica das hipóteses
é um exame extremamente arguto do método hipotético-dedutivo, abrangendo
uma interessante exposição do que hoje chamaríamos de a pragmática do teste
de teorias. A sua obra envelheceu muito pouco e seria uma leitura instrutiva
para muitos hipotético-dedutivistas contemporâneos.
Os escritos de Chevreul possuem, sem dúvida, um alcance mais amplo,
mas, na minha opinião, foram as suas cartas a Villemain que lhe permitiram
explorar com o máximo proveito a sua formação científica. Por outro lado, os
estudos de Boutroux oferecem uma elucidação do conceito de lei que é, ao
mesmo tempo, filosoficamente estimulante e esclarecida do ponto de vista
histórico.
Nos trabalhos de Cournot, são particularmente interessantes as tentativas
de aplicar certas idéias a respeito do acaso e da espontaneidade que ele havia
formulado nos seus célebres estudos sobre econometria.

226 Ver também Caro 1866; Janet 1866 e 1873; Liard 1873 e Littré 1873. Sobre a

teoria da hipótese, de Naville, ver Varano 1931. Sobre Boutroux, ver Crawford 1924;
La Fontaine 1920 e Schyns1924.

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Teorias do Método Científico de Platão a Mach 61

Uma leitura mesmo superficial dessas obras, que é o máximo que fui
capaz de fazer até o momento, indica que os filósofos franceses da ciência do
início do século 20 (Duhem, Poincaré, Rey e Meyerson) não estavam em
absoluto desbravando terras totalmente novas. Há indícios particularmente
claros de que o ‘convencionalismo’ de Duhem e de Poincaré foi fortemente
influenciado pelo positivismo francês do final do século 19.
Uma das maiores inovações na metodologia do século 19 foi a
introdução da teoria da probabilidade na lógica da indução. Uma vez
reconhecido que os problemas mais interessantes da indução se referiam à
confirmação das teorias e não à sua descoberta, os metodólogos se deram conta
de que os progressos na teoria da probabilidade poderiam ser explorados para
objetivos metodológicos. Os primeiros a propor esse caminho foram, sem
dúvida, Venn (The logic of chance, 1866; Principles of empirical or inductive logic, 1889) e
Jevons (Principles of science, 1874). Jevons, em particular, parece ter produzido
uma significativa modificação na concepção de muitos problemas da filosofia
da ciência. Embora a obra de Venn jamais tenha sido estudada com cuidado (o
que significa, portanto, que necessariamente não passam de tentativas todas as
afirmações de prioridade entre Jevons e Venn), seria provavelmente verdade
dizer que as pesquisas contemporâneas em teoria da confirmação têm o seu
maior credor em Jevons, que afirmava consistir a essência da inferência indutiva
na aplicação inversa da teoria clássica da probabilidade. Jevons foi também o
primeiro a sugerir que o grau de probabilidade é uma função da crença racional e
não da crença efetiva 227 .
Um americano contemporâneo de Jevons, Charles Sanders Peirce,
embora partilhando alguns dos interesses do primeiro, propôs uma reforma

227 Para um exame rápido das teses de Jevons sobre a indução e a probabilidade, ver

Madden 1960c. Podemos encontrar em Keynes 1929, a história de algumas teorias


recentes sobre a indução (inclusive a de Jevons), Ver também Kneale 1949; Lakatos
1968 e von Wright 1957.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
62 Larry Laudan

ainda mais radical da filosofia da ciência 228 . Embora Peirce tenha,


aparentemente, exercido pouca influência sobre os seus contemporâneos, a
publicação recente dos seus Collected papers mostra claramente que ele foi um
dos pensadores metodológicos mais originais do século passado. É bem
verdade que grande parte da obra de Peirce é fragmentária e assistemática, mas
os seus escritos sobre a indução, a abdução, a hipótese e a probabilidade são,
quase sempre, penetrantes e instrutivos 229 .
Como sugeri na introdução a este artigo, o historiador do método não
pode esquecer as ligações existentes entre os desenvolvimentos científicos e as
controvérsias metacientíficas. Isso se manifesta com especial clareza no final do
século 19, quando os próprios cientistas se mostravam invulgarmente sensíveis
a questões de método 230 . A teoria da evolução de Darwin, por exemplo, não
somente estimulou discussões teológicas, como também debates
metodológicos. Crombie 231 e Feibleman 232 estudaram os métodos do próprio
Darwin, ao passo que Ellegard 233 estudou a reação que surgiu entre os
metodólogos profissionais frente às teorias darwinianas.

228 Ver em especial o trabalho de Peirce “A theory of probable inference”, incluído

em Studies in logic, (1883), para uma abordagem semelhante à de Jevons.


229 É imensa a literatura secundária sobre a teoria do método de Peirce. Sou

obrigado a me limitar aqui a uma seleção extremamente abreviada, que inclui os


seguintes estudos: Bird 1959; Brent 1960; Buchler 1939; Burks 1946; Cheng 1964, 1967
e 1968; Driscoll 1964; Eisele-Halpern 1958 e 1959; Fairbanks 1961; Frankfurt 1958;
Goudge 1940 e 1950; Haas 1964; Hill 1940; Huggett 1954; Madden 1958; Moore e
Robin 1964; Murphey 1961; Nagel 1940 e 1954a; Reilly 1957; Turley 1967 e Wiener e
Young 1952. Uma utilíssima bibliografia dos trabalhos sobre Peirce pode ser
encontrada em Moore e Robin, 1964. (37, 129, 144).
230 Para uma interessante análise de certas relações entre a física e a metodologia do

século 19, ver I.B. Cohen 1959.


231 Crombie 1959c.
232 Feibleman 1959.
233 Ellegard 1956 e 1957.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
Teorias do Método Científico de Platão a Mach 63

Mesmo obras de aparência francamente científica como os Principles of


chemistry (1897), de Mendeleev 234 ; e os Principles of scientific botanic (1849), de
Schleiden 235 não deixam de ter interesse para o historiador do método.
A preocupação com os conceitos fundamentais da ciência física e com as
suas implicações filosóficas foi, talvez, o traço mais freqüente na filosofia da
ciência do final do século 19. Chauncey Wright sustentava que a ciência é
metafisicamente neutra, no sentido de que os resultados científicos não podem
nem confirmar nem refutar nenhum enunciado ‘metafísico’ 236 . No seu Der
philosophische Kritizismus (1876), Riehl examinou “do ponto de vista da filosofia
crítica” a Weltbild científica do final do século 19. Concentrando-se mais
especificamente nos problemas da física, Stallo apresentou, no seu Concepts and
theories of modern physics (1882) 237 , uma interpretação instrumentalista brilhante,
embora controvertida, dos conceitos científicos. A obra popular de Clifford,
Common sense of the exact sciences (1885) 238 , alcançou, no entanto, influência muito
maior, tendo sido recentemente examinada em detalhes por Smokler 239 . Nessa
época, Friedrich Engels já havia concluído o seu Anti-Dühring (1878) e a sua
Dialética da natureza também já existia pelo menos em forma de esboço 240 . Gore
publicara a sua Art of scientific discovery (1878) e discutia-se amplamente a
Classification of the sciences (1864), de Spencer. E era ainda mais larga a influência
da Logik der exakten Wissenschaften (1883) de Wundt. Entre as obras menores
publicadas nesse período, poderíamos mencionar a Über die Grenzen des

234 Ver Kultgen 1958 e Vucinich 1962.


235 Num longo prefácio a essa obra, Schleiden tenta reconciliar, de maneira um
tanto eclética, as teorias metodológicas de Bacon, Galileu e Kant.
236 Para apreciações acerca das Philosophical discussions (1877), de Wright, e da teoria

do método que essa obra contém, ver Madden 1953, 1956 e 1963 e Wiener 1945.
237 Ver também o trabalho anterior e esquecido de Stallo, General principles of the

philosophy of nature (1848). Para um rápido exame da vida e obra de Stallo, ver Easton
1966. Ver também Kleinpeter 1901 e Drake 1959.
238 Ver também as Lectures and essays (1901), de Clifford. (88).
239 Smokler 1958.
240 Ver Hook 1955 e Walter 1948. Para um exame de alguns debates comunistas

sobre o método, que tiveram lugar pouco depois, ver Emery 1935.

Cad. Hist. Fil. Ci., Campinas, Série 3, v. 10, n. 2, p. 9-140, jul.-dez. 2000.
64 Larry Laudan

Naturerkennens (1872), de DuBois-Reymond; a Zur Lehre von der Hypothesenbildung


(1896), de Hillebrand; a Philosophie der Naturwissenschaft (1882), de Schultze; e a
Erkenntnistheoretische Logik (1878), de Schuppe.
Passemos, finalmente, a um rápido exame da obra de Mach, com quem a
filosofa contemporânea acusa uma das suas maiores dívidas.
Independentemente da sua doutrina sensacionalista, Mach é lembrado por um
grande número de noções metodológicas de extraordinária importância. A sua
crítica do espaço e do movimento absolutos, a sua ênfase na ‘economia de
pensamento’ como a força que impulsiona o teórico e o seu reconhecimento do
papel dos Gedankenexperiments na investigação científica, representam
contribuições de primeira grandeza. Podemos encontrar em Thiele 241 uma
excelente bibliografia dos escritos de Mach e talvez seja a de Weinberg 242 a
melhor descrição da sua filosofia geral da ciência. Recentemente, Riddle 243
examinou minuciosamente a metodologia do discípulo inglês de Mach, Karl
Pearson.
Outros metodólogos do século 19 cuja obra foi estudada são Henry
Adams 244 , Avenarius 245 , Boltzmann 246 , Bolzano 247 , Brentano 248 , Galton 249 ,
Goethe 250 , Helmholtz 251 , Huxley 252 , Mayer 253 e Ostwald 254 .

241J. Thiele 1963.


242 Weinberg 1937 e 1938. Ver também Adler 1918; Bunge 1966; Bradley 1966;
Carus 1906; Becher 1905; Bouvier 1923; Dingler 1924; Gerhards 1914; Heffer 1964;
Hell 1907; Henning 1915; Planck 1910 e R. Thiele 1914. Devemos mencionar ainda os
vários trabalhos de Kleinpeter sobre Mach e seus contemporâneos. O número inteiro
da revista Synthese, de abril de 1968, é consagrado à análise de vários aspectos da
filosofia da ciência de Mach. (27, 39, 74, 92, 93, 128, 183).
243 Riddle 1958. Ver também Nalletamby 1955.
244 Ver Wasser 1951 e 1956.
245 Ver Ewald 1904 e N. Smith 1902.
246 Ver Broda 1955 e Dugas 1959.
247 Ver Moese 1965.
248 Ver Bergmann 1945.
249 Ver Wilkie 1956.
250 Ver Cassirer 1920.

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Teorias do Método Científico de Platão a Mach 65

251 Ver Lenzen 1947, Kahn 1951, Königsberger 1856 e Schwertschlager 1883.
252 Ver Eisen 1964.
253 Ver Mittasch 1940, Riehl 1900 e Schimank 1965.
254 (1).

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66 Larry Laudan

CONCLUSÃO

Chegamos assim ao início do nosso século e ao término 255 do nosso


panorama da história das teorias do método científico. Acrescentar uma
conclusão sinóptica a uma resenha deste tipo equivaleria a alterar a natureza
mesma do trabalho. Aliás, um dos temas deste artigo foi, justamente, a riqueza
e a complexidade do desenvolvimento histórico do pensamento metodológico,
riqueza e complexidade essas que desafiam resumos fáceis ou superficiais. O
defeito de um estudo deste gênero está em que, embora constitua uma sólida
argumentação em favor de um estudo crítico e sofisticado da história do
método, ele próprio se encontra muito longe da crítica ou da sofisticação
desejáveis. A vastidão da tarefa que impus a mim mesmo exclui a profundidade
e tenho plena consciência de que é difícil encontrar uma só sentença no
panorama apresentado que não exija sérias qualificações ou esclarecimentos.
Ainda assim, seu objetivo terá sido alcançado se os inúmeros erros e as
desmesuradas simplificações que o trabalho contém induzirem algum leitor a
estudar a questão com maior cuidado.

255 Como assinalei no início deste artigo, escolhi arbitrariamente 1900 como ponto

terminal desta resenha. Uma bibliografia sobre o método científico e a filosofia da


ciência que cobrisse o período que vai de 1900 até 1935 constituiria um utilíssimo
suplemento ao presente estudo. Um grande número de importantes investigações
históricas sobre a obra de Broad, Duhem, Meyerson, Poincaré e os membros do
Círculo de Viena já foi publicado. Ao que sei, não há um guia abrangente para essa
literatura e a maior parte das informações que temos sobre a filosofia da ciência mais
recente se baseia largamente em tradições orais afetadas por lembranças que esmaecem
rapidamente.

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BIBLIOGRAFIA
Ao compilar a bibliografia que segue, procurei não ser exaustivo,
particularmente no que se refere aos principais clássicos filosóficos e aos seus
comentadores. Em lugar disso, tentei incluir as obras que não são muito
conhecidas ou citadas. Essa observação aplica-se especialmente às inúmeras
dissertações inéditas mencionadas na lista abaixo.
Nota. Para os casos em que o mesmo livro ou revista aparece com freqüência
na bibliografia que segue, adotei as seguintes convenções abreviatórias:
AAJP: Australasian Journal of Philosophy
ACIHS: Actes du Congrès International d’Histoire des Sciences
AGP: Archiv für Geschichte der Philosophie
AIHS: Archives Internationales d’Histoire des Sciences
AJP: American Journal of Physics
APQ: American Philosophical Quarterly
AS: Annals of Science
BJHS: British Journal for the History of Science
BJPS: British Journal for the Philosophy of Science
JHI: Journal of the History of Ideas
JHP: Journal for the History of Philosophy
NS: The New Scholasticism
PM: Philosophical Magazine
POS: Philosophy of Science
PPR: Philosophy and Phenomenological Research
PR: Philosophical Review
RDM: Revue des Deux-Mondes
RF: Revista di Filosofia
RHP: Revue d’Histoire de Philosophie
RHS: Revue d’Histoire des Sciences
RMM: Revue de Métaphysique et du Morale
SR: Le Solei à la Renaissance (Bruxelas, 1965).

C. Adam, De methodo apud Cartesium, Spinozam et Leibnitium. Tese, Paris, 1885.


C. Adam, La philosophie de François Bacon. Paris, 1890.
R. Adamson, Roger Bacon: the philosophy of science in the 13th century. Manchester,
1876.

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SUPLEMENTO BIBLIOGRÁFICO
Para a tradução brasileira deste ensaio, acrescentei uma bibliografia
suplementar que contém muitos títulos novos. O texto do próprio ensaio
permanece praticamente o mesmo, embora algumas notas tenham sido
modificadas de maneira a incluírem referências (indicadas por números) à
bibliografia suplementar. [Larry Laudan].

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