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GABARITO

Caderno do Aluno

Respostas às questões

Química 2 a série – Volume 3

As respostas são indicações do que pode ser esperado das reflexões dos alunos. De maneira nenhuma são “gabaritos” para ser seguidos em eventuais correções de tarefas ou discussões em sala de aula. Deve-se chamar a atenção para o fato de se procurar utilizar de maneira adequada a linguagem que envolve termos científicos, o que, certamente, não corresponde ao modo pelo qual os alunos se expressam. Muitas vezes, eles expressam ideias pertinentes, porém sem a devida apropriação da terminologia química.

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Química 2 a série – Volume 3

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1

FORÇAS DE INTERAÇÃO ENTRE PARTÍCULAS NOS ESTADOS SÓLIDO, LÍQUIDO E GASOSO

ENTRE PARTÍCULAS NOS ESTADOS SÓLIDO , LÍQUIDO E GASOSO Páginas 3 - 4 1. Desenho feito

Páginas 3 - 4

1. Desenho feito pelo aluno sobre o ciclo hidrológico. Abaixo, veja um exemplo.

aluno sobre o ciclo hidrológico. Abaixo, veja um exemplo. 2. Não se espera que os alunos

2. Não se espera que os alunos deem respostas completas, citando interações intermoleculares. Espera-se que percebam que devem existir forças de diferentes magnitudes. Assim, auxiliados por você, professor, poderão apresentar respostas como a que segue: “No estado sólido, as partículas de H 2 O se mantêm muito próximas, com pequena liberdade de movimentação. No estado líquido, as interações entre as partículas são mais fracas; a energia recebida permite maior distanciamento entre as moléculas, maior liberdade de movimentação, o suficiente para que a água se mantenha líquida. No estado gasoso, as interações tornam-se mais fracas, as partículas mantêm-se muito afastadas, desorganizadas e com grande mobilidade, o suficiente para que a água permaneça nesse estado.

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Atividade 2 – Forças de interação entre íons: explicando propriedades de sólidos iônicos

Uma possível organização dos dados é dada a seguir.

 
EEssttaaddoo ffííssiiccoo aa 2255 ººCC
EEssttaaddoo
ffííssiiccoo aa
2255 ººCC
TTeemmppeerraattuurraa ddee ffuussããoo ((ººCC))
TTeemmppeerraattuurraa
ddee ffuussããoo ((ººCC))
TTeemmppeerraattuurraa ddee eebbuulliiççããoo ((ººCC)) aa 11 aattmm
TTeemmppeerraattuurraa
ddee eebbuulliiççããoo
((ººCC)) aa 11 aattmm

CCoonndduuttiibbiilliiddaaddee eellééttrriiccaa

SSoolluubbiilliiddaa ddee eemm áágguuaa**
SSoolluubbiilliiddaa
ddee eemm
áágguuaa**
CCaarráátteerr pprreeddoommiinnaannttee ddaa lliiggaaççããoo
CCaarráátteerr
pprreeddoommiinnaannttee
ddaa lliiggaaççããoo

SSuubbssttâânncciiaa

SSóólliiddoo LLííqquuiiddoo

   

Cloreto de

             

sódio

Sólido

801

1 413

Isolante

Condutor

Solúvel

Iônica

(NaCl)

Brometo

             

de sódio

Sólido

747

1 390

Isolante

Condutor

Solúvel

Iônica

(NaBr)

Cloreto de magnésio (MgCl 2 )

Sólido

714

1

412

Isolante

Condutor

Solúvel

Iônica

Cloreto de bário (BaCl 2 )

Sólido

962

1

560

Isolante

Condutor

Solúvel

Iônica

Óxido de sódio (Na 2 O)

Sólido

1275

decompõe-

Isolante

Condutor

Solúvel

(forma o

Iônica

(sublima)

 

se

hidróxido)

Óxido de

         

Solúvel

 

cálcio

Sólido

2

614

2

850

Isolante

Condutor

(forma o

Iônica

(CaO)

   

hidróxido)

Óxido de

         

Solúvel

 

bário

Sólido

1 918

2

000

Isolante

Condutor

(forma o

Iônica

(BaO)

 

hidróxido)

Óxido de

             

magnésio

(MgO)

Sólido

2 852

3

600

Isolante

Condutor

pouco

Iônica

solúvel

Butano

Gasoso

-135

0,48

Isolante

Isolante

Pouco

Covalente

(C

4 H 10 )

solúvel

Octano

Líquido

 

-57

126

Isolante

Isolante

Pouco

Covalente

(C

8 H 18 )

 

solúvel

* Os óxidos dos metais alcalinos e alcalinoterrosos reagem com água, formando hidróxidos .

1. Analisando essas propriedades, pode-se observar que tais substâncias, com exceção do butano e do octano, são sólidas à temperatura ambiente, solúveis em água (com exceção do MgO, os óxidos reagem com água formando hidróxidos; ver Caderno do Professor, 2 a série, volume 2), apresentam temperaturas de fusão e ebulição elevadas

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e não conduzem corrente elétrica no estado sólido, mas são condutoras quando

líquidas. Pode-se supor que tais substâncias sejam formadas por ligações iônicas.

2. As altas temperaturas de fusão e de ebulição podem ser explicadas se considerarmos que as interações entre as partículas que constituem a substância são fortes, podendo- se admitir que são íons de cargas opostas. As temperaturas baixas de fusão e de ebulição do butano e do octano podem ser explicadas considerando-se ligações covalentes, ou seja, compartilhamento de elétrons.

covalentes, ou seja, compartilhamento de elétrons. Páginas 6 - 7 O experimento proposto tem a intenção

Páginas 6 - 7

O experimento proposto tem a intenção de fazer que os alunos utilizem o modelo de

interações eletrostáticas e percebam a existência de interações entre os íons de cargas opostas.

Questões para análise do experimento

Páginas 7 - 8

1. Tratando-se de íons de cargas opostas, existem interações eletrostáticas entre eles e, devido a essas interações, eles se dispõem alternadamente no cristal.

2. O cristal, com estrutura tridimensional, assemelha-se a um cubo.

3. No cristal, cada cátion Na + é rodeado por seis ânions Cl e cada ânion cloreto, por sua vez, é rodeado por seis cátions Na + .

4. Sim, as faces do cristal formam entre si ângulos de 90º à semelhança com um cubo.

5. Sugestão de desenho:

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©Claudio Ripinskas
©Claudio Ripinskas

6. Os íons se atraem e se mantêm unidos porque as interações entre eles são fortes.

Desafio!

Páginas 8 - 9

1. No cloreto de sódio sólido, os íons não apresentam mobilidade. As cargas elétricas, por estarem “presas”, formando um edifício de íons no cristal, ficam impedidas de se movimentar livremente, o que impede a condução de corrente elétrica.

2. As altas temperaturas de fusão podem ser explicadas considerando-se a intensidade das forças que mantêm os íons unidos no sólido. Assim, deve ser fornecida energia suficiente para superar as forças atrativas entre partículas (íons) a fim de alcançarem a mobilidade característica da fase líquida. As altas temperaturas de ebulição podem ser explicadas da mesma forma.

de ebulição podem ser explicadas da mesma forma. Página 9 Mesmo sem conhecer as fórmulas estrutur

Página 9

Mesmo sem conhecer as fórmulas estruturais dos compostos orgânicos, o aluno pode resolver a questão baseando-se nas propriedades das substâncias iônicas que já aprendeu e em alguns conhecimentos que já tem sobre as propriedades de alguns compostos orgânicos. Dessa maneira, pode responder: o sólido I tem as características de um sólido iônico: muito solúvel em água e elevada temperatura de fusão, indicando fortes interações entre os íons que o constituem. Assim, o nitrato de sódio deve ser o sólido I. Analisando as propriedades dos outros sólidos (II e III), o aluno pode inferir que, por

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apresentarem temperaturas de fusão relativamente baixas, devem ser formados por ligações covalentes.

Questões para a sala de aula

Páginas 9 - 11

1. Como os valores de eletronegatividade dos átomos de C e H são bem próximos, o butano deve ser formado por ligações covalentes. É provável que as ligações sejam apolares, pois a diferença de eletronegatividade entre C e H é pequena.

2. O aluno podem fazer desenhos que mostrem que as moléculas no estado líquido estão mais próximas do que no estado gasoso. Podem explicar que no estado líquido elas permanecem mais próximas umas das outras por causa das forças de atração entre elas. No estado gasoso, ficam afastadas umas das outras, desorganizadas, considerando-se que as forças de atração entre elas praticamente inexistem.

as forças de atração entre elas praticamente inexistem. 3. A molécula do butano (C 4 H

3. A molécula do butano (C 4 H 10 ) é apolar. Assim, para que o butano se mantenha líquido, pode-se admitir que existem forças atrativas fracas entre as moléculas e que, embora fracas, são suficientemente intensas de modo a favorecer sua permanência nesse estado.

4. O aluno vai elaborar um texto próprio. É importante que contenha ideias sobre a molécula ser apolar e que cite que as interações podem se dar por meio da formação de dipolos instantâneos e das interações entre eles. Tais interações são fracas, o que pode explicar o estado físico do butano em temperatura ambiente.

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Química 2 a série – Volume 3

5. As interações eletrostáticas que dão origem à ligação covalente são mais fortes do que as interações por dipolos instantâneos. Pode-se justificar considerando a mudança de estado líquido para gasoso, em que são superadas as forças de interação entre as moléculas, embora não sejam rompidas as ligações covalentes entre os átomos que as constituem.

6. Com o aquecimento, a energia cinética das moléculas aumenta o suficiente para superar as forças de interação entre elas e levar o butano líquido ao estado gasoso.

Desafio!

Página 12

À temperatura ambiente, o hidrogênio se encontra no estado gasoso, o que mostra que as interações entre suas moléculas são fracas. A –255 ºC, o hidrogênio se encontra no estado líquido; como essa temperatura é muito baixa, pode-se supor que as interações entre as moléculas sejam muito fracas, do tipo dipolo instantâneo. O desenho é pessoal.

Questões para a sala de aula

Página 13

7. Considerando que as moléculas de HCl são polares, pode-se prever que as forças de atração que as mantêm unidas ocorrem entre dipolos; por isso, são chamadas ligações dipolo-dipolo.

entre dipolos; por isso, são chamadas ligações dipolo-dipolo. Representação da formação da molécula de HCl 7

Representação da formação da molécula de HCl

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8. A temperatura de ebulição (–85 ºC) do HCl mostra que ele é um gás nas condições

ambientes. As interações intermoleculares são mais fracas do que as interações entre

os átomos para formar a ligação covalente, pois estas não se rompem quando, por

exemplo, ocorre mudança de estado físico.

quando, por exemplo, ocorre mudança de estado físico. Páginas 13 - 14 As possíveis ligações intermoleculares

Páginas 13 - 14

As possíveis ligações intermoleculares e interatômicas de cada uma das espécies

químicas listadas estão apresentadas a seguir:

 
TTeemmppeerraattuurraa ddee eebbuulliiççããoo aa 11 aattmm ((ººCC))
TTeemmppeerraattuurraa
ddee eebbuulliiççããoo aa
11 aattmm ((ººCC))

DDiiffeerreennççaa ddee eelleettrroonneeggaattiivviiddaa ddee

   

LLiiggaaççõõeess

LLiiggaaççõõeess

SSuubbssttâânncciiaa

iinntteerraattôômmiiccaass

iinntteerrmmoolleeccuullaarreess

 
   

Fluoreto

       

de

hidrogênio

19

1,8

Covalente polar

Ligação de hidrogênio

(HF)

Cloreto de

       

hidrogênio

– 85

1,3

Covalente polar

Dipolo-dipolo

( HCl)

Metano (CH 4 )

– 164

0,3

Covalente apolar

Forças de London

Neônio (Ne)

– 196

0

 

Forças de London

Argônio

 

0

 

Forças de London

(Ar)

– 186

Amônia (NH 3 )

     

Ligações de

– 33

0,8

Covalente apolar

hidrogênio

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GABARITO Caderno do Aluno Química 2 a série – Volume 3

Páginas 14 - 17

1.

a) São gases à temperatura ambiente o metano (CH 4 ), o etano (C 2 H 6 ), o propano

(C 3 H 8 ) e o butano (C 4 H 10 ). (Temperaturas de ebulição abaixo da temperatura

ambiente (25 ºC) a 1 atm de pressão.)

b) O aluno pode construir gráficos com diferentes escalas. Um exemplo é mostrado

a seguir.

com diferentes escalas. Um exemplo é mostrado a seguir. c) Sim: quanto maior a massa molar,

c) Sim: quanto maior a massa molar, mais elevada a temperatura de ebulição.

Moléculas constituídas dos mesmos elementos, com massas moleculares maiores, têm maior número de átomos e apresentam maior tamanho. Moléculas pequenas, como já mencionado, formam dipolos instantâneos com menor facilidade do que as

maiores formadas pelos mesmos elementos. Pode-se afirmar, ainda, que as forças de London são mais fracas no metano.

quanto maior for o número de átomos de carbono

de um alcano, maior será sua temperatura de ebulição e menor sua tendência a

gasolinas destinadas às condições

quentes do verão são formuladas com menores quantidades de alcanos”. Butano e pentano têm maior facilidade de vaporizar, quando comparados a outros componentes da gasolina, pois apresentam menores temperaturas de ebulição. As interações entre suas moléculas devem ser mais fracas do que nas demais. Em clima

vaporizar-se a uma dada temperatura” e “[

d) De acordo com o texto, “[

]

]

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quente é mais conveniente utilizar os componentes de maior temperatura de ebulição, pois não evaporam tão facilmente.

2. A ideia é que o aluno se foque na espacialidade, uma vez que esses alcanos apresentam a mesma composição e o mesmo tipo de forças atrativas entre as moléculas. Os alunos podem argumentar que as diferenças nas temperaturas de ebulição se devem a forças de interação intermoleculares de diferentes intensidades. Podem, ao procurar justificar a menor temperatura de ebulição do dimetilpropano e a maior do n-pentano, recorrer ao formato (arranjo espacial) dessas moléculas. Podem, assim, argumentar que moléculas mais alongadas, como o n-pentano, apresentam uma área superficial maior, o que poderia facilitar as interações entre as moléculas, gerando forças de interação mais fortes.

Questões para a sala de aula

Páginas 17 - 19

1.

a) Na tabela periódica, os elementos do grupo do carbono correspondem ao grupo

14 e os elementos do grupo do oxigênio correspondem ao grupo 16.

b) Sim, as ligações entre os átomos que formam essas substâncias são do mesmo

tipo. Pode-se fazer essa afirmação considerando sua localização na tabela periódica.

2. Sim, existe uma regularidade: com exceção da água, cuja temperatura de ebulição é de cerca de 100 ºC, muito elevada em relação à das outras substâncias, as temperaturas de ebulição aumentam com o aumento da massa molar. No grupo do carbono, observa-se a mesma regularidade: também as temperaturas de ebulição crescem com o aumento da massa molar. 3. Não, a temperatura de ebulição da água é mais alta do que se poderia esperar considerando-se a sua massa molar e comparando-se sua temperatura de ebulição com a de outras substâncias.

4. A resposta do aluno deve se basear nos valores das temperaturas de ebulição. Assim, o aluno pode responder que as forças de interação entre as moléculas de água devem ser mais fortes do que entre as moléculas das demais substâncias.

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5. Sendo a água um dipolo, pode-se imaginar que as regiões mais positivas de sua molécula (os átomos de H) interagem com as mais negativas de outras moléculas (os átomos de O), formando ligações fortes conhecidas como ligações de hidrogênio. O aluno pode fazer diferentes representações. O importante é que a região positiva da molécula (átomos de H) interaja com a região negativa de outra molécula (átomos de O).

6. Os alunos podem representar de várias maneiras. O importante é que mostrem, no desenho, as interações entre um átomo de H de uma molécula com o O de outra.

7. Uma possível representação dos estados líquido e sólido poderia ser:

representação dos esta dos líquido e sólido poderia ser: Para explicar a menor densidade do estado

Para explicar a menor densidade do estado sólido, o aluno pode recorrer à representação feita, apontando que o espaçamento entre as moléculas no sólido é maior do que entre as moléculas na água líquida. A mesma massa de água sólida ocupa maior volume do que o mesmo tanto de água líquida. Dessa forma, quando a água congela, seu volume aumenta e, consequentemente, sua densidade diminui.

Como

d

m

V

, quando o volume aumenta, a densidade diminui para determinada

quantidade de material.

Desafio!

Páginas 19 - 20

Os alunos devem relacionar as cargas dos íons com os polos da molécula de água. Assim, devem propor a interação do cátion com a região negativa da molécula de água (átomo de O) e entre o ânion e a região positiva (átomo de H). Ocorrerá dissolução se as forças de atração que a água exerce sobre os íons superarem as forças de atração entre

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as moléculas de água (ligações de hidrogênio) acrescidas das forças de atração entre os próprios íons (interações iônicas). Na dissolução, as ligações de hidrogênio são superadas e as moléculas de água rodeiam os íons, diminuindo a força de atração entre eles, separando-os.

diminuindo a força de atração entre eles, separando-os. Moléculas de água rodeando os íons Na +
diminuindo a força de atração entre eles, separando-os. Moléculas de água rodeando os íons Na +

Moléculas de água rodeando os íons Na + e Cl - .

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GABARITO Caderno do Aluno Química 2 a série – Volume 3

Páginas 20 - 22

1.

a) O aluno pode responder de várias maneiras. O importante é que perceba o

seguinte: cada curva se refere a um grupo da tabela periódica (14, 15, 16 e 17); o grupo dos halogênios e o do nitrogênio apresentam comportamento parecido com o grupo do oxigênio, em que as substâncias formadas entre H e F e entre H e N (HF e NH 3 ) apresentam temperaturas mais altas do que os demais elementos do grupo; o grupo do carbono não apresenta esse comportamento.

b) H 2 O, NH 3 e HF são moléculas formadas pelos elementos mais eletronegativos

(flúor, oxigênio e nitrogênio) com o hidrogênio, que é fracamente eletronegativo. Nessas moléculas, as forças intermoleculares são anormalmente fortes. Como as ligações entre as moléculas de água são ligações de hidrogênio, pode-se admitir que tais ligações também estão presentes no HF e no NH 3 . O desenho é pessoal. 2. O aluno vai tentar explicar com as próprias palavras. É importante que mencione que é preciso fornecer energia à água no estado líquido para que ocorra a vaporização. As forças de interação intermoleculares (ligações de hidrogênio) precisam ser superadas, mantendo, entretanto, as ligações covalentes entre os átomos de H e O. O aluno também pode explicar que, na condensação, as moléculas gasosas perdem uma quantidade de energia suficiente para que a água se mantenha no estado líquido. Assim, deverá ocorrer a formação de ligações de hidrogênio entre as moléculas. Para formar o estado sólido, mais energia é perdida, e as moléculas se rearranjam, formando uma estrutura hexagonal em que elas se mantêm por interações do tipo

ligação de hidrogênio. Deve-se lembrar que as ligações covalentes entre os átomos de H e O na molécula de água se mantêm em todo o ciclo.

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Questões para a sala de aula

Química 2 a série – Volume 3

Páginas 23 - 24

1. O aluno deve elaborar um texto próprio. É importante que manifeste ideias relativas às interações entre as regiões de carga positiva de uma molécula de dada substância e as regiões de carga negativa da molécula de água e vice-versa. Também deve mencionar que essas interações precisam superar as interações existentes entre as moléculas de água (ligações de hidrogênio) e as interações existentes entre as moléculas da substância em questão.

2. O aluno deve elaborar um texto próprio. É importante que manifeste ideias sobre a não existência de regiões de carga na molécula de substâncias apolares, o que impede a interação com as regiões de carga da molécula de água.

3. As moléculas de hexano apresentam interações intermoleculares fracas (forças de dispersão de London), não ocorrendo a formação de dipolos permanentes. No etanol, as interações entre as moléculas são do tipo ligações de hidrogênio. Assim, pode-se dizer que praticamente não ocorrem interações entre as moléculas de hexano e de etanol, o que justificaria a pouca solubilidade do etanol no hexano.

o que justificaria a pouca solubilidade do etanol no hexano. Página 24 É possível ocorrer a

Página 24

É possível ocorrer a dissolução da glicose, da glicerina e do ácido fórmico em água porque existem ligações de hidrogênio entre as moléculas de cada uma dessas substâncias e as moléculas da água. Já o ácido láurico (componente do óleo de coco) não se dissolve em água, pois, embora contenha um grupo OH - , apresenta uma cadeia carbônica longa, apolar. Seria necessário uma grande quantidade de energia para romper a estrutura da água. No ácido láurico não há forças de atração compensadoras, capazes de quebrar as ligações de hidrogênio entre as moléculas de água.

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2

FORÇAS DE INTERAÇÃO ENTRE PARTÍCULAS E SUBSTÂNCIAS MACROMOLECULARES

ÃO ENTRE PARTÍCULAS E SUBSTÂNCIAS MACROMOLECULARES Página 25 Apresenta-se a seguir um possível quadro-

Página 25

Apresenta-se a seguir um possível quadro-síntese das interações entre átomos que

resultam em ligação química, das interações intermoleculares resultantes e das

propriedades gerais.

TTiippooss ddee ssuubbssttâânncciiaass ddee aaccoorrddoo ccoomm aa nnaattuurreezzaa ddaass ffoorrççaass ddee lliiggaaççããoo interpartículas e propriedades relacionadas com a estrutura

TTiippooss ddee ssuubbssttâânncciiaass
TTiippooss ddee
ssuubbssttâânncciiaass

PPaarrttííccuullaass qquuee

TTiippoo ddee lliiggaaççããoo
TTiippoo ddee
lliiggaaççããoo
FFoorrççaass iinntteerrppaarrttííccuullaass
FFoorrççaass
iinntteerrppaarrttííccuullaass

PPrroopprriieeddaaddeess

 

ccoommppõõeemm aa

rreellaacciioonnaaddaass àà

EExxeemmppllooss
EExxeemmppllooss

ssuubbssttâânncciiaa

eessttrruuttuurraa

       

Sólidos de elevada

 

temperatura de

Ligação

fusão; maus

iônica

condutores de

NaCl;

Iônicas

Cátions e ânions

Iônica

(interações

corrente elétrica no

MgCl 2

eletrostáticas

estado sólido, porém

 

entre íons)

condutores quando

fundidos

       

Baixas temperaturas

 

de fusão e de

ebulição;

geralmente gasosos

H

2 ;

Moleculares

Moléculas

Covalente

Dispersão

ou líquidos a 25 ºC;

CCl

4 ;

não polares

de London

não condutores de

 

corrente elétrica;

butano

insolúveis em água,

mas solúveis em

solventes orgânicos

       

Semelhantes aos não

 

Dipolo-dipolo

H

2 O;

Moleculares

Moléculas polares

Covalente

e ligações

polares, porém com

temperaturas de

HCl;

 

de hidrogênio

NH

3

fusão e de ebulição

 

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mais elevadas;

 

podem apresentar

solubilidade em

água

       

Sólidos duros com elevadas temperaturas de fusão (geralmente acima de 1000 ºC); não condutores de corrente elétrica e insolúveis em solventes comuns

SiO 2

(quartzo);

Sólidos

Átomos ligados

em arranjos

Ligações

diamante;

grafite

de rede

Covalente

covalentes

covalente

tridimensionais

em rede

(conduz

(macromoléculas)

corrente

elétrica);

fulerenos

 

Cátions em nuvens eletrônicas (elétrons com mobilidade; “mar de elétrons”)

 

Ligação

Temperaturas de fusão variáveis; bons condutores de calor e de eletricidade; de modo geral, são maleáveis e dúcteis

Todos os metais, como Zn, Cu, Sn, Pb, Ni, Ag etc.

Metálicas

Metálica

metálica

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3

A PRESSÃO ATMOSFÉRICA E SUA INFLUÊNCIA NA TEMPERATURA DE EBULIÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS

Questões para a sala de aula

Páginas 26 - 28

1. À medida que aumenta a altitude, a pressão atmosférica decresce e a temperatura de ebulição da água também decresce.

e a temperatura de ebulição da água também decresce. Diferentes valores da pressão atmosférica em diferentes

Diferentes valores da pressão atmosférica em diferentes altitudes

valores da pressão atmosférica em diferentes altitudes Valores da temperatura de ebulição da água em diferentes

Valores da temperatura de ebulição da água em diferentes pressões atmosféricas

2. O aluno deve localizar em um mapa os montes e cidades citados e comparar os valores da pressão (P) e da temperatura de ebulição (TE) em função da altitude. Deverá perceber que a pressão atmosférica decresce com a altitude. O mesmo ocorre

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com a temperatura de ebulição da água. (A análise da própria tabela permite essa observação).

3. O aluno vai redigir seu próprio texto. É importante que manifeste ideias relativas ao equilíbrio estabelecido, em um sistema fechado, entre a evaporação de um líquido e a condensação do vapor em dada temperatura, e que perceba que a pressão de vapor está associada à pressão que o vapor exerce sobre a superfície do líquido. Pode relacionar, também, a pressão de vapor com a facilidade de evaporação. Assim, quanto maior a pressão de vapor, mais facilmente o líquido evapora em dada temperatura.

4. O aluno vai elaborar seu próprio texto. Algumas ideias importantes podem ser ressaltadas: a ebulição acontece quando a pressão máxima de vapor se torna igual à pressão atmosférica. Assim, a temperatura de ebulição depende da pressão em que o líquido se encontra. Os alunos podem explicar em termos microscópicos, citando, por exemplo, que, com o aumento da temperatura, as moléculas adquirem mais energia para vencer as forças atrativas que as mantêm no estado líquido, passando assim ao estado gasoso.

no estado líquido, passando assim ao estado gasoso. Páginas 28 - 29 1. Quanto maior a

Páginas 28 - 29

1.

Quanto maior a pressão de vapor de um líquido, em dada temperatura, maior a facilidade de evaporação, maior a volatilidade desse líquido. Os dados mostram que a 20 ºC o álcool etílico é mais volátil do que a água, pois, na temperatura em que ambos se encontram, ele é o que apresenta maior pressão de vapor.

2.

 

a)

Analisando o gráfico, pode-se inferir que a pressão de vapor de um líquido

cresce com a temperatura em que ele se encontra. Pode-se observar, também, que, em uma mesma temperatura, a pressão de vapor do álcool é maior do que a da água e, em determinada pressão, a temperatura de ebulição do álcool é inferior à da água. Verifica-se ainda que o etanol entra em ebulição a 78 ºC no nível do mar

(760 mmHg) e a água em 100 ºC.

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b) Pode-se generalizar que a temperatura de ebulição de um líquido é aquela em

que a pressão de seu vapor se iguala à pressão ambiente. Portanto, pode-se generalizar, também, que um líquido pode entrar em ebulição a qualquer temperatura, desde que sua pressão de vapor se iguale à pressão ambiente.

que sua pressão de vapor se iguale à pressão ambiente. Páginas 29 - 30 a) Sim,

Páginas 29 - 30

a) Sim, pois como as atrações entre as moléculas do dimetilpropano são muito fracas, comparadas com as atrações entre as moléculas de etanol, que se dão por ligações de hidrogênio, elas serão mais facilmente superadas, necessitando de menor energia para que o líquido entre em ebulição.

b) O dimetilpropano é a substância mais volátil; sua temperatura de ebulição (9,5 ºC) é menor do que a do etanol (78,5 ºC), tendo, portanto, maior facilidade de vaporização.

ºC), tendo, portanto, maior facilidade de vaporização. Páginas 30 - 32 1. Embora apresentem a mesma

Páginas 30 - 32

1. Embora apresentem a mesma composição química, o arranjo dos átomos é diferente. No etanol existe o grupo OH, que indica a presença de ligações de hidrogênio entre suas moléculas, no estado líquido, o que lhe confere a maior temperatura de ebulição à pressão de 760 mmHg. No éter, são forças de interação mais fracas (dipolos instantâneos) que mantêm suas moléculas próximas, no estado líquido, o que lhe confere a menor temperatura de ebulição à mesma pressão de 760 mmHg. Então, a curva 1 refere-se ao éter e a curva 2 ao etanol.

2. Como foi visto, a pressão atmosférica decresce com o aumento da altitude e quanto maior a altitude de uma localidade menor a temperatura de ebulição. Assim, a água vai ferver em temperatura mais baixa em São Carlos, que apresenta maior altitude e menor pressão atmosférica entre todas as cidades citadas.

3. A resposta vai depender da cidade em questão. Para prever a temperatura em que a água vai entrar em ebulição, o gráfico da pressão atmosférica em função da altitude pode ser reelaborado, limitando a escala para altitudes até aproximadamente 1 800 m, como mostrado a seguir. Dessa maneira, fica mais fácil a interpolação de

GABARITO

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dados. O gráfico da temperatura de ebulição em função da pressão pode ser diretamente utilizado (os dois gráficos foram feitos no Caderno do Aluno, “Questões para a sala de aula”, exercício 1, p. 27).

“Questões para a sala de aula”, exercício 1, p. 27). Por exemplo, a cidade de Lorena

Por exemplo, a cidade de Lorena está a 524 m acima do nível do mar, o que corresponde a uma pressão de aproximadamente 720 mmHg e uma temperatura de ebulição próxima a 96 ºC.

4.

a) A acetona, que apresenta maior pressão de vapor, é mais volátil (maior

facilidade de evaporação) .

b) O que apresenta maior temperatura de ebulição, à mesma pressão, é a água

(menor pressão de vapor).

c) As forças de atração entre as moléculas de acetona são menos intensas do que as

que atuam entre as moléculas de água.

Desafio!

Páginas 32 - 33

1. Sabe-se que, quanto maior a pressão ambiente, maior a temperatura de ebulição de um líquido. Observando a estrutura da glicerina, verifica-se a existência de três grupos OH, o que leva a pensar na quantidade de ligações de hidrogênio que a mantém no estado líquido e na consequente elevada temperatura de ebulição, na pressão de 760 mmHg. Portanto, a vantagem de realizar a destilação reduzindo-se a pressão externa (60 mmHg) é que a glicerina entrará em ebulição numa temperatura bem mais baixa. Isso representa economia da energia térmica que seria necessário fornecer em condições normais. Além disso, evita-se a decomposição da glicerina, que poderá ocorrer em temperaturas mais elevadas.

GABARITO

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2. A temperatura de ebulição da glicerina a 60 mmHg será aproximadamente 200 °C.

da glic erina a 60 mmHg será aproximadamente 200 °C. 3. Entre as informações que o

3. Entre as informações que o aluno poderá buscar, é importante que verifique que a destilação à pressão reduzida é recomendada para destilar líquidos que sofrem decomposição a temperaturas próximas de sua temperatura de ebulição à pressão de 760 mmHg e também para líquidos que apresentam altas temperaturas de ebulição. Poderá encontrar, também, explicações já dadas anteriormente, relacionando a pressão de vapor de um líquido com a temperatura de ebulição. Em termos da operação em si, o aluno deve observar que a pressão do sistema é diminuída por meio de uma bomba de vácuo, que retira o ar do sistema, reduzindo a pressão interna.

GABARITO

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SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 SÍNTESE DE IDEIAS SOBRE A TRANSFORMAÇÃO QUÍMICA

Questão para a sala de aula

Página 34

Os alunos poderão apresentar diferentes diagramas. O importante é que sejam estabelecidas relações adequadas entre as ideias e os conceitos. Por exemplo, você, professor, pode auxiliá-los informando que o estado físico (sólido, líquido ou gasoso) das substâncias se relaciona com as interações interpartículas. Um possível modelo de organização é apresentado a seguir. Deve ser enfatizado que este é apenas um exemplo de relações que podem ser estabelecidas entre os conceitos.

Deve se r enfatizado que este é apenas um exemplo de relações que podem ser estabe

GABARITO

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GABARITO Caderno do Aluno Química 2 a série – Volume 3

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Os conceitos apresentados se referem aos diferentes aspectos da transformação química tratados nos Cadernos da 1 a série. Professor, espera-se que o aluno seja capaz, com o exemplo da questão anterior e com sua orientação, de elaborar um diagrama conforme solicitado. Já há um esquema possível proposto no Caderno do Professor, na página 41.

possí vel proposto no Caderno do Professor, na página 41. Páginas 36 - 39 1. Alternativa

Páginas 36 - 39

1. Alternativa b.

2. Alternativa e.

3. Alternativa e.

4. Como o Pico da Neblina está a uma altitude maior que Campos do Jordão, a pressão atmosférica é menor e, assim, a temperatura de ebulição é menor. Errou o estudante que afirmou que a água apresenta maior temperatura de ebulição no Pico da Neblina do que em Campos do Jordão. Como a altitude de Natal é menor do que a de Campos do Jordão, está correto o estudante que considerou que a temperatura de ebulição da água é maior em Natal do que em Campos do Jordão.

5. Alternativa a.

6. S1 – sólido metálico: conduz no estado sólido, o que pressupõe cargas elétricas em movimento. S2 – sólido covalente: as partículas não são dotadas de cargas elétricas livres. S3 – sólido iônico: constituído por partículas carregadas; as forças que mantêm essas partículas unidas no estado sólido são superadas com a fusão.