Вы находитесь на странице: 1из 8
1
1

A FORMAÇÃO CONTINUADA E SEU IMPRESCINDÍVEL PAPEL NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR

Augusto Guilherme Teixeira Frutuoso Profa. Roseli Baitler Zaremba Lisboa Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Curso (BID 2251) – Trabalho de Graduação

08/06/2011

RESUMO

A formação continuada é um processo pelo qual o professor tem a oportunidade de ver, fazer e aprimorar métodos e ações na qual ele poderá efetuar e trabalhar na sua sala de aula, trazendo aquilo que foi debatido no grupo de formação, tentando fazer com que a escola tenha um mesmo linguajar entre o seu corpo docente. Hoje não é algo meramente numérico ou quantitativo a formação continuada. Deve ser algo qualitativo para a escola e para o professor. Fazendo do professor um diferencial, traçando planos e metas bem objetivas e claras para o seu lidar. Não significa que só a formação continuada basta para que o professor tenha sucesso no seu trabalho, más ela é algo imprescindível para se obter um professor confiante e bom naquilo que ele faz. Não se pode esquecer que os professores são geradores de opiniões e promotores da cidadania. Por isso é tão importante o processo da formação continuada.

Palavras-chave: Formação Continuada; Educadores; Educando.

1. Introdução

De acordo com SAVIANI (1986, p. 73-76), "ser cidadão significa ser sujeito de direitos e deveres. Cidadão é, pois, aquele que está capacitado a participar da vida da cidade literalmente e, extensivamente, da vida da sociedade ( ); ser cidadão significa, portanto, participar ativamente da vida da sociedade moderna, isto é, da sociedade cujo centro de gravitação é a cidade".

Segundo este mesmo autor, a educação escolar instrumentaliza o sujeito para o

exercício consciente (dos seus direitos e deveres) da cidadania, na medida em que esta,

a Escola, deve democratizar com qualidade e quantidade, para todos, os conhecimentos

acumulados historicamente pela humanidade.

2

Discutir a formação dos educadores escolares, no cotidiano da Escola fundamental e média, significa, portanto, colocar a realidade ampliando o contexto da democratização do ensino e da própria sociedade brasileira. Isto significa assumir a formação do educador em serviço, como um meio e não como um fim em si.

Não quer dizer que só este processo de formação continuada vai ser o suficiente para que venhamos a solucionar todos nossos problemas como escola, mas sem sombra de dúvidas vai ajudar bastante, facilitando o lidar pedagógico de uma forma mais estruturada. Uma nova escola democrática necessita de educadores mais competentes para que cumpra de forma melhor a sua função social. Educadores competentes necessitam, sem dúvida alguma, de condições mínimas de trabalho.

Sacristán (1998) considera que a formação dos educadores tem sido “uma das pedras angulares imprescindíveis a qualquer intento de renovação do sistema educativo”, o que nos ajuda a compreender o porquê da importância que esta temática tem e vem adquirindo nas últimas décadas, em meio aos esforços para uma melhora na qualidade do ensino. Nos processos de reformas educativas a capacitação docente é colocada como elemento central.

1.

Objetivos

Este trabalho tem a finalidade de mostrar a importância que tem a formação continuada na vida dos professores. A diferença que pode fazer no atuar pedagógico dos professores em geral, mas em especial dos professores de ciências biológicas. Como exemplo o meu lidar pedagógico, o crescimento que se tem com a formação continuada.

2. Justificativa

A idéia a ser discutida neste trabalho, é a formação continuada a partir de revisão bibliográfica de vários autores que estudam essa temática, na área educacional, para dar consistência ao estudo de caso, do projeto do Colégio Adventista de Esteio o qual vem alguns anos empregando a formação continuada como forma de melhoria na qualidade do ensino e aprimoramento dos seus colaboradores a nível de rede de escolas e a nível de escola local, pois a educação, no contexto de uma "autonomia relativa e específica"

3

deve atuar de forma competente (consciente, criativa, crítica e transformadora) junto ao educando em geral, principalmente, àqueles que provem de camadas da população que na sua maioria são desfavorecidas (MELLO, 1982).

3. Competência Docente

Nos últimos anos, vários educadores têm tratado da importância que o resgate da competência do corpo docente no âmago da maior questão que é a construção da Escola Pública brasileira. Dentre outros, MELLO (1982, p. 43), explicita o seguinte:

"Por competência profissional estou entendendo várias características que é importante indicar. Em primeiro lugar, o domínio adequado do saber escolar a ser transmitido, juntamente com a habilidade de organizar e transmitir esse saber de modo a garantir que ele seja efetivamente apropriado pelo aluno. Em segundo lugar, uma visão relativamente integrada e articulada dos aspectos relevantes mais imediatos de sua própria prática, ou seja, um entendimento das múltiplas relações entre os vários aspectos da escola, desde a organização dos períodos de aula, passando por critérios de matrícula e agrupamentos de classe, até o currículo e os métodos de ensino. Em terceiro, uma compreensão das relações entre o preparo técnico que recebeu a organização da escola e os resultados de sua ação. Em quarto lugar, uma compreensão mais ampla das relações entre a escola e a sociedade, que passaria necessariamente pela questão de suas condições de trabalho e remuneração".

Conforme o pensamento de FUSARI (1988) , “pode-se dizer que o conceito de competência docente apresenta cinco aspectos essenciais”:

• domínio competente e crítico do conteúdo a ser ensinado;

• clareza dos objetivos a serem atingidos;

• domínio competente dos meios de comunicação a serem utilizados para a mediação eficaz entre o aluno e os conteúdos do ensino;

• visão articulada do funcionamento da Escola, como um todo;

• percepção nítida e crítica das complexas relações entre educação escolar e sociedade.

Não podemos pensar que a formação do educador é algo que é natural ou inato, mas sim algo trabalhado ao longo dos anos para que cada vez mais o educador seja competente em sua forma de passar ou instigar o conhecimento. O aprimoramento deve ser constante ou continuado. O que significa afirmar que a formação varia, nos

4

diferentes momentos históricos, estando sempre comprometida com uma camada ou outra da população, dependendo do nível de consciência dos educadores.

A competência docente é uma elaboração histórica continuada. Um processo de desenvolvimento, no qual o educador, no cotidiano do seu trabalho, no exercício consciente de sua prática social pedagógica, vai revendo, criticamente, analisando e reorientando sua competência, de acordo com as exigências do dia a dia, do trabalho pedagógico e dos seus compromissos sociais, enquanto cidadão, profissional e educador.

4.2 Será que a Formação Regular Está Formando Profissionais Competentes?

Nas últimas décadas, pesquisas realizadas têm demonstrado, com nitidez, a falência da formação dos educadores para uma atuação competente nas escolas públicas do ensino fundamental e médio. A formação das antigas escolas normais preparava de certa forma, professores primários e de pré-escola para atuarem numa Escola Pública que era frequentada basicamente por alunos das camadas média e médio alta da sociedade brasileira. Isto significa afirmar que a competência esteve condicionada às necessidades e expectativas de um tipo de Escola, num momento histórico determinado. A partir disso FUSARI, (1990, p. 47) nos diz:

"As escolas normais tiveram, pois, seu período áureo de funcionamento e cumpriram, de fato, um papel importante:

formaram com competência o professor primário que iria trabalhar nas escolas públicas e particulares, até mesmo nas escolas isoladas do interior, o que ocorria em muitos estados, com os recém-formados que ingressavam no magistério"

Meados da década de 70 de promulgou-se uma lei, que transformou a escola normal em uma escola com habilitações, incluso Magistério, a Lei n(0) 5.692/71 -, a formação dos educadores para a Pré-escola e para as quatro primeiras séries da Escola fundamental entrou em decadência absoluta, na medida em que não conseguiu formar, de maneira competente, profissionais para trabalharem bem com a realidade das escolas públicas em geral. Além da Habilitação para o Magistério, os cursos de Pedagogia e as Licenciaturas também entraram em crise.

5

Na perspectiva de transformar a Habilitação para o Magistério e superar seu fracasso, uma das medidas concretas foi à criação, pelo MEC, em 1982, ao nível nacional, dos Centros de Formação para o Magistério (CEFAMs), que têm como principal objetivo formar um bom professor, tendo em vista as reais necessidades das escolas públicas do ensino fundamental.

Em síntese, podemos dar certeza que a formação regular dos professores, nos Cursos de Habilitação para o Magistério, CEFAM, Pedagogia e Licenciatura, mesmo com tantos esforços (por parte dos educadores), ainda os resultados, tanto quantitativos como qualitativos não são os melhores, na realidade da formação dos profissionais do ensino. Isto nos mostra a necessidade de uma Política para a Formação de Educadores em Serviço, como uma medida concreta para o aperfeiçoamento, de forma permanente, da competência docente.

5. Projeto de Formação Continuada na Rede de Colégios e Escolas Adventistas no Estado do Rio Grande do Sul

O projeto de formação continuada na rede de colégios e escolas adventistas no estado tem trabalhado com a formação continuada dos seus professores desde de 2004, mas em 2008 esta formação se estendeu mais, chegando até a escola local, onde há uma reunião mensal de 4 horas ou uma reunião a cada quinze dias de duas horas cada uma, isso tem feito muito a diferença na vida e no lidar pedagógico de cada professor da nosso colégio e da rede de escolas adventistas como um todo, sendo varias escolas e colégios no Rio Grande do Sul. Sendo assim todos os anos tinha o que chamamos de capacitação, que eram dois dias de palestras e capacitação por matérias afins. Tudo isso era com as seis escolas e os três colégios de mantenedora da rede de escolas adventistas da associação sul-rio-grandense. A partir deste ano à mantenedora começou com o plano de formação continuada local. Cada escola ou colégio tem quatro horas por mês para que possamos trabalhar com assuntos, temas e livros para que possamos debater e melhorar aspectos locais de nossa escola, conforme nossa realidade. Esse plano de formação continuada tem dado muito resultado e feito grandes transformações na nossa escola. Abaixo veremos parte do documento que a mantenedora formulou para este projeto de formação continuada:

6

Formação continuada para docente - Os professores participam da formação continuada no início de cada ano letivo em local onde se reúnem todos os educadores da mantenedora. O objetivo é interagir com diferentes pessoas e se atualizar em assuntos de grande relevância a todos. Além disso, durante o ano há reunião para estudos específicos conforme calendário da mantenedora. Na escola são oferecidas reuniões mensais onde se trata de assuntos que requeiram debates, trocam-se idéias e estudam-se textos para auxiliar especificamente o grupo. Estes estudos são feitos no final de tarde em horários preestabelecidos. Há formação via satélite, oferecida pela USB (União Sul Brasileira) na área de Ensino Religioso, e o grupo participa ativamente. Há professores que estudam na faculdade e são respeitados quanto a construção de conhecimentos que estão interiorizando na graduação ou pós-graduação. A mantenedora ainda oferece incentivos à formação acadêmica (graduação, pós- graduação, mestrado, doutorado) conforme necessidades observadas em aspectos gerais administrativos e pedagógicos.

Além do programa de fevereiro e agosto esses profissionais estarão acompanhando os grupos por região bimestralmente para orientar in loco e verificar profundidade nas aplicações das formações no cotidiano da escola.

7

- Oficina de produção de textos – EI ao EM

- Oficina de matemática com jogos e produção de enunciados – Alexandre

- Materiais: Aquisição de jogos e produção de outros com materiais diversos

- Ciências de 2º ao 5º ano - Patrícia Cavalheiro

- Assessoria de especialista para produção de material escrito para atendimentos aos conteúdos de todas as séries iniciais e compra de objetos de laboratório; - Orientação aos professores sobre conteúdos em si, usa de materiais comuns e de laboratório; - Simulação e aplicações reais em sala de aula para suprir as necessidades dos professores frente às defasagens e necessidades dos alunos;

- Aplicação teste em laboratório para verificação da viabilidade do experimento;

- Formação continuada de monitores para auxiliar os professores na aplicação de conteúdos específicos e cuidado individualizado aos alunos;

Autores como (Gauthier et al, 1998; Imbernón, 1994; Alarcão, 1998, Pimenta,

2002a) argumentam sobre a importância de uma concepção ecológica da formação

docente, que leve em conta o entorno, o indivíduo, o coletivo, a instituição, a

comunidade, as decisões e as atitudes do professorado em um contexto específico – a

escola e a aula –, capaz de tornar mais eficiente sua atuação e os saberes que a

sustentam. Ou seja, uma formação que tenha a prática educativa e o ensinar como

objeto de análise, que assegure os elementos que permitam aos professores

compreender as relações entre a sociedade e os conhecimentos produzidos, e que os

ajude a desenvolver a atitude de pesquisar como forma de aprender.

Dessa forma é que tem pensado e atuado a rede de escolas adventistas tentando

fazer que as reuniões de formação continuada na escola local possam fazer a diferença

na comunidade do entorno da escola, mas principalmente no atuar do seu professor.

6. Conclusão

Dentro de uma visão macro, considerando além dos portões da escola, no

ambiente escolar, a formação continuada pode fazer a diferença e ser um complemente.

Essa formação deve ser um diferencial no currículo do mestre, tem que servir não só

para dizer que se tem formação continuada na escola, mas sim deve servir de um

momento de crescimento pessoal e profissional que os professores passam juntos no

recinto escolar. Temos que ter consciência que a formação continuada dos professores

não é algo inato de cada professor, não surge por acaso e sim algo que se é trabalhado e

8

lapidado. Por isso concluo que sem formação continuada dos professores não há

melhorias e nem crescimento na educação, já que o propulsor da educação é o professor.

7. Referências

FUSARI, J. C. A educação do educador em serviço: treinamento de professores em questão. São Paulo: PUC, 1988. Tese (mestrado).

LIBÂNEO, J. C. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico social dos conteúdos. São Paulo: Loyola, 1984.

MELLO, G. N. Magistério de 1 ° grau: da competência técnica ao compromisso político. São Paulo: Cortez/Autores Associados, 1982.

SACRISTÁN, J. G & Pérez Gómez, A. Comprender e transformar o ensino.

Porto Alegre, Artes Médicas, 1998.

SAVIANI, D. Educação, cidadania e transição democrática. In: COUVRE,

Maria de Lourdes (org.). Cidadania que não temos. São Paulo: Brasiliense, 1986