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Foi a nouvelle vague francesa a responsável pela mudança que havia

dominado o cinema moderno, pressupunha uma vitalidade e um desenvolvimento


infinito da instituição cinematográfica.
A partir da segunda metade da década de 70, nos Estados Unidos, foi
registrada uma queda de 78% em bilheteria nos cinemas, comparando 1946 com
1976. Porém essa queda teve um fenômeno inverso acompanhando inversamente
sua decadência; o consumo dos filmes através da televisão cresceu 83% no
mesmo tempo que foi registrado a queda de bilheteria.
O cinema americano para sobreviver teve de renovar nas estruturas de
produção, mas também em seus conteúdos. Para exemplificar, Sem destino
(1969), de Dennis Hopper, foi uma produção independente, que custou
quatrocentos mil dólares, rendeu a distribuição de dezenove milhões.
Para completar essa fase de transição, temos a passagem da reprodução
químico-mecânica da imagem para a eletrônica, a televisão.
A televisão em casa nos traz o cinema como nós recebemos o noticiário e o
esporte. O cinema na televisão significa excesso, também num sentido de união
familiar.
A intervenção das emissoras de TV na produção dos filmes é um fato
amplamente difundido e importante, pois constitui, um dos aspectos fundamentais
do regime protecionista que usufrui o cinema.
Na década de 80, temos outra transição, nesse caso, um avanço, são feitos
os primeiros filmes com auxilio de tecnologia para efeitos sonoros e visuais, jamais
usados antes em qualquer filme, é criado também o matte shot, isto é,
enquadramentos obtidos através da perfeita sobreposição de imagens filmadas
separadas.
Em 1985 chegamos as experiências com tecnologias exclusivamente
eletrônicas.
O “cinema moderno” e a crítica cinematográfica

No universo cinematográfico, depois dos movimentos políticos e culturais


dos anos 50 e 60 e antes da retomada do mercado cinematográfico dos anos 80
pela Motion Picture, floresceu um ‘cinema moderno’, de autores e produtores, que
deu seqüência à renovação da linguagem cinematográfica e da relação entre o
filme e os espectadores. Diretores vindos desses movimentos – Antonioni, Fellini
vindos do neo-realismo italiano, Godard, Truffaut, Malle da nouvelle-vague – ou
de extensas carreiras nacionais – como Bergman, Kurosawa, Buñuel, etc. -,
consagrados frente ao público internacional através dos festivais europeus de
cinema, passam a interessar grandes produtores europeus e depois norte-
americanos, seus filmes produzidos multinacionalmente sendo distribuídos com
grande sucesso no mercado internacional, influenciando realizadores de todo o
mundo, da Europa ao Terceiro Mundo, e mesmo a uma nova geração de diretores
nos Estados Unidos (Coppola, Scorsese) vindos da universidade que chegam ao
mercado com uma sólida cultura cinematográfica.
Em sintonia com esse “cinema moderno” observa-se uma extraordinária
renovação da crítica cinematográfica a partir do surgimento da verdadeira
“máquina de guerra” que foi o “Cahier du Cinéma”, que, percebendo uma
sensibilidade difusa como falha no consenso, afirma valores e concepções
cinematográficas novas que se expandem polemicamente por uma multiplicidade
de novas publicações que surgem por todo planeta. É nesse momento que a
crítica, uma velha tradição do jornalismo, passa a dialogar com o que podemos
chamar hoje de uma nova tradição acadêmica: a análise cinematográfica. Fica
claro que, a contrário do crítico, que o analista não tem nenhum compromisso em
chegar a um julgamento do filme, seja ele considerado a partir de seu contexto
histórico ou analisado livre de qualquer impureza conjuntural. Assim, se um
excessivo descolamento da pesquisa levou a análise cinematográfica
episodicamente a um evidente esoterismo, enfatizada pelo uso de procedimentos
vindos dos estudos estruturalistas, é evidente que a crítica jornalística muito se
beneficiou desse diálogo, forçando os críticos a superar uma excessiva
subjetividade na produção de argumentos para fundamentar sua visão dos filmes,
que passam a ser mais compreendidos em sua materialidade expressiva e
exemplificados descritivamente, mesmo que o espaço da crítica só permita fazê-lo
de forma metonímica e alusiva.
O curso terá um primeiro movimento informativo e teórico abordando esse
cinema moderno e a relação da critica com a análise cinematográfica, e um
segundo movimento analítico e especulativo desencadeado pela visão de uma
série de filmes.