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FERGUS E O DRUIDA

William Butler Yeats (1865-1939 / County Dublin / Ireland)

Fergus: Este dia inteiro tenho te perseguido nos rochedos E mudaste e escorreste de uma forma a outra, Primeiro como um corvo em cujas asas antigas Quase nenhuma pena restou; aparentaste ser ento Uma doninha movendo-se de uma para outra pedra E agora, por fim, assumes uma forma humana, Um descarnado homem cinzento meio perdido na noite que cai. Druida: Qu farias, rei dos orgulhosos reis do Ramo Vermelho? Fergus: Isto eu diria, mais sbia das almas viventes: Conchubar jovem e arguto sentou-se perto de mim Enquanto eu dava julgamento e suas palavras foram doutas E o que para mim era opresso infinita Fcil lhe parecia, ento a coroa coloquei Em sua cabea para afastar minha tristeza. Druida: Qu desejas, rei dos orgulhosos reis do Ramo Vermelho? Fergus: Um rei e orgulhoso! E essa minha aflio. Celebro em meio ao meu povo na colina E cruzo as matas e conduzo as rodas de minha carruagem Pelas margens alvas do mar que murmura. E sinto ainda assim o peso da coroa em minha cabea! Druida: Qu desejas, Fergus? Fergus: No mais ser rei, Porm aprender a sabedoria visionria que a tua. Druida: V meu ralo cabelo grisalho e faces escavadas E estas mos que no podem erguer a espada, Este corpo que estremece como canio soprado pelo vento. Mulher alguma me amou, homem nenhum buscou minha ajuda. Fergus: Um rei no seno um obreiro insensato

Que malbarata seu sangue para ser o sonho alheio. Druida: Pega, se o desejares, este saquinho de sonhos; Solta a corda e eles enrolar-se-o ao teu redor. Fergus: Vejo minha vida ir descambando como um rio, De transformao em transformao; muitas coisas fui: Uma gota verde na onda, uma cintilao de luz Numa espada, um pinheiro numa colina, Um velho escravo triturando num moinho pesado, Um rei sentado numa cadeira de ouro E foram grandes e miraculosas todas essas coisas! Mas agora, sabendo tudo, em nada mudei. Ah druida, druida, como so grandes as malhas de pesar que jazem ocultas nesta coisinha de cor triste!
Traduo: Bellovesos /|\

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