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Mentiras de amor

O Amor. Ah! O amor! Amar no saber o que se sente a cada instante... no se doar a algum, mas compartilhar-se: nunca hesitante! maravilhar-se das coisas mais bobas. At do sestro de futicar a valise esmigalhando causas e cousas. gostar do gosto de pedir sempre a mesma massa empanada, Sem entender por que separar o recheio e no comer absolutamente nada, reclamar da falta evidente de vitamina mesmo odiando salada! Amor s uma palavra pra dizer de um sentimento Meigo e ardente, que no se mede, nem se procede: incoerente! Que se enche de vaidade, e sim, se ensoberbece, se complica, e at mente! Por amor, todo mundo mente! O amor no se perde de vista, mesmo distante. No se sabe onde comea tampouco se termina. Dizem que no... Ento... No! No se elimina. No posso jamais desamar-te, com pronominais mal feitas, Menina... Pois, dos tmidos olhos e enfurecidas madeixas, que se jubam no amanhecer... De um gostar que, a cada aurora, se avoluma sem um necessrio porque. J no importa, Meu Bem, saber, posto que se averdadiza nosso mais-querer... Amor s uma palavra. J disse! Meiga e ardente, que no se mede, mas procede: eternamente! Que no se envaidece, no se ensoberbece, no se explica: se sente! O amor, todo mundo sente!

(Ranieri Martins, 31.08.2011, 18h59)