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ALEX BUNESE JUK LEANDRO RUTHES GAROFALO DIMENSIONAMENTO DE GALPÃO EM ESTRUTURA METÁLICA FLORIANÓPOLIS 2008

ALEX BUNESE JUK

LEANDRO RUTHES GAROFALO

DIMENSIONAMENTO DE GALPÃO EM ESTRUTURA METÁLICA

FLORIANÓPOLIS

2008

i

ALEX BUNESE JUK

LEANDRO RUTHES GAROFALO

DIMENSIONAMENTO DE GALPÃO EM ESTRUTURA METÁLICA

Trabalho apresentado à Universidade Federal de Santa Catarina, como requisito para a conclusão do Curso de Graduação em Engenharia Civil.

Orientador:

Andrade Carqueja

Profº.:

FLORIANÓPOLIS

2008

Moacir

Henrique

de

ii

TERMO DE APROVAÇÃO

ALEX BUNESE JUK

LEANDRO RUTHES GAROFALO

TITULO

Monografia aprovada em 27/06/2008, como requisito parcial para a obtenção do grau de Bacharel em Engenharia Civil, Centro Tecnológico, Departamento de Engenharia Civil – Universidade Federal de Santa Catarina, pela seguinte banca examinadora:

Moacir Henrique de A. Carqueja, Msc. - Orientador

Raphael Barp Garcia, Msc. - Membro

Ivo José Padaratz, Dr. - Membro

Lia Caetano Bastos, Dra. - Coordenadora

Florianópolis, 27 de junho de 2008.

iii

Este trabalho é integralmente dedicado aos nossos familiares, professores e amigos, que direta e indiretamente contribuíram para nossa formação acadêmica.

iv

AGRADECIMENTOS

Agradeço a meus pais e avós, pela educação e exemplo de vida. Aos professores pelas horas de aprendizagem e aos amigos pelas horas de lazer. A Regiane Sbroglia pelos incentivos e paciência. Agradecimento especial ao amigo Alex e ao Professor Moacir pela possibilidade de realização deste trabalho.

Leandro Ruthes Garofalo

Agradeço ao grande Leandro pela luta e aprendizado que tivemos ao longo desse curso de graduação e em especial neste trabalho. Ao meu pai, mãe e irmã que estiveram juntos comigo em todas as fases da vida. Aos professores e amigos, meu muito obrigado. Agradeço especialmente ao professor Carqueja, que me ensinou o que é engenharia e deu rumo ao meu curso.

Alex Bunese Juk

v

RESUMO

Neste trabalho são apresentados os procedimentos relacionados ao dimensionamento de estrutura metálica de um galpão com fins comerciais. A estrutura foi dimensionada de forma a suportar as solicitações de utilização, garantindo, durante sua vida útil, plenas condições de uso e integridade. Integram este trabalho pranchas de projeto, memórias de cálculo e considerações teóricas e práticas.

Palavras-chave: Ventos. Estrutura metálica. Dimensionamento estrutural.

vi

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Modelagem 3D

14

Figura 2: Mapa de isopletas

26

Figura 3: Pressão do vento perpendicular à cumeeira: vista superior

28

Figura 4: Pressão do vento perpendicular à cumeeira: vista frontal

29

Figura 5: Considerações: vista frontal

29

Figura 6: Considerações: vista superior

30

Figura 7: Pressões nas paredes de fechamento

31

Figura 8: Pressões do vento paralelo à cumeeira

34

Figura 9: Pressões do vento na cobertura

34

Figura 10: Bulbo de sucção

35

Figura 11: Hipótese: peso próprio + sobrecarga

42

Figura 12: Diagrama de esforços cortantes (kN)

43

Figura 13: Diagrama de esforços normais (kN)

43

Figura 14: Diagrama de momento fletor (kN.m)

44

Figura 15: Deformada

44

Figura 16: Hipótese: peso próprio + vento frontal

45

Figura 17: Diagrama de esforços normais (kN)

45

Figura 18: Diagrama de esforços cortantes (kN)

46

Figura 19: Diagrama de momento fletor (kNm)

46

Figura 20: Deformada

47

Figura 21: Diagrama de numeração dos nós

47

Figura 22: Numeração das peças

77

Figura 23: Viga 2

82

Figura 24: Diagrama de momento fletor da viga 2

82

Figura 25: Diagrama de esforço normal da viga 2

83

Figura 26: Diagrama de esforço cortante da viga 2

84

Figura 27: Viga 3

88

Figura 28: Diagrama de momento fletor da viga 3

89

Figura 29: Diagrama de esforço cortante da viga 3

89

Figura 30: Viga 5

94

Figura 31: Diagrama de momento fletor da viga

95

Figura 32: Diagrama de esforço normal da viga 5

96

Figura 33: Diagrama de esforço cortante da viga 5

97

Figura 34: Escada em perfil

100

Figura 35: Numeração das peças

106

vii

LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Esforços Normais (kN)

48

Tabela 2: Esforços Cortantes (kN)

48

Tabela 3: Momentos fletores (kN.m)

49

Tabela 4: Esforços Normais (kN), Cortantes (kN) e Momentos (kN.m)

49

Tabela 5: Dimensões nominais mínimas de soldagem

147

Tabela 6: Dimensões nominais máximas de soldagem

147

Tabela 7: Ligações de vigas de duas cantoneiras de extremidades soldadas

148

Tabela 8: valores dos esforços na base do pilar (cargas em kN e kN.m)

158

Tabela 9: Limites do aço SAE 1020

159

viii

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO

2 OBJETIVOS

gerais

2.2 ESPECÍFICOS

3 GENERALIDADES

2.1

3.1 DADOS DO PROJETO

3.2 CARACTERÍSTICAS DO GALPÃO

3.3

AÇO

3.3.1 Escolha do Aço

3.3.2 Perfis utilizados

3.4

3.5

3.6 Juntas de dilatação

3.7

3.8 FUNDAÇÕES

3.9

Estrutura

Ligações

LAJES

AÇÕES

3.9.1 Cargas

3.9.2 Cargas

permanentes

variáveis

3.9.2.1 Carga de vento

3.9.2.2 Sobrecarga

4 CARREGAMENTO APLICADO Á ESTRUTURA

4.1 Valores das cargas gravitacionais

4.2 CARREGAMENTO DEVIDO ÀS AÇÕES DE VENTO

4.2.1 Velocidade básica do vento

4.2.2

4.2.3

4.2.4

4.2.5 Pressões devidas ao vento perpendicular à cumeeira

Fator topográfico Fator de rugosidade Fator estatístico

4.2.5.1 Pressões na cobertura

4.2.5.1.1 Pressão na água de barlavento

4.2.5.1.2 Pressão na água de sotavento

4.2.5.2 Pressões nas paredes de fechamento

4.2.5.2.1 Pressão na parede “A”

4.2.5.2.2 Pressão na parede “B”

4.2.5.2.3 Pressões nas paredes paralelas à ação do vento

4.2.6 Pressões devidas ao vento paralelo á cumeeira

4.2.6.1 Pressões na cobertura

4.2.6.1.1 Pressão na região de barlavento

4.2.6.1.2 Pressão na região de sotavento

4.2.6.2 Pressões nas paredes de fechamento

4.2.6.2.1 Pressões nas paredes paralelas à ação do vento - região A

4.2.6.2.2 Pressão na parede “C”

4.2.6.2.3 Pressão na parede “D”

5 ESFORÇOS

5.1 MÉTODO DE OBTENÇÃO DOS ESFORÇOS

5.2 CÁLCULO DAS ENVOLTÓRIAS

12

13

13

13

14

14

14

16

16

17

17

18

20

20

21

21

22

22

22

23

24

25

25

26

26

27

27

28

29

30

31

31

32

32

33

33

34

36

36

36

37

37

37

38

38

39

ix

5.2.1 Cálculo das envoltórias para vigas de cobertura

40

5.2.2 Cálculo das envoltórias para vigas principais

41

5.2.3 Cálculo das envoltórias para vigas em balanço

41

6 DIMENSIONAMENTO

50

6.1

DIMENSIONAMENTO DAS TERÇAS DA COBERTURA

50

6.1.1

Carregamentos

50

6.1.1.1 Peso próprio

50

6.1.1.2 Sobrecarga

51

6.1.1.3 Vento

 

51

6.1.2

Decomposição dos esforços segundo os eixos “X” e “Y”

52

6.1.2.1 Peso próprio

52

6.1.2.2 Sobrecarga

52

6.1.3

Combinações de carga

52

6.1.3.1 Hipótese de peso próprio + sobrecarga

52

6.1.3.2 Hipótese de peso próprio + vento

52

6.1.4 Dimensionamento

53

6.1.5 Flambagem local

53

6.1.6 Verificação para hipótese de peso próprio + sobrecarga

54

6.1.7 Verificação para hipótese de peso próprio + vento

55

6.1.8 Verificação

da flecha

55

6.2

DIMENSIONAMENTO DOS PILARES

56

6.2.1 Carregamentos

56

6.2.2 Dimensionamento

57

6.2.3 Verificação da flecha

60

6.3

DIMENSIONAMENTO DAS VIGAS PRINCIPAIS

61

6.3.1 Carregamentos

61

6.3.2 Dimensionamento

61

6.3.3 Verificação da flecha

63

6.4

DIMENSIONAMENTO DAS VIGAS EM BALANÇO

64

6.4.1 Carregamentos

64

6.4.2 Dimensionamento

65

6.5

DIMENSIONAMENTO DAS VIGAS SECUNDÁRIAS

67

6.5.1 Carregamentos

67

6.5.2 Dimensionamento

68

6.6

DIMENSIONAMENTO DAS VIGAS DA COBERTURA

70

6.6.1 Carregamentos

70

6.6.2 Dimensionamento

70

6.7

DIMENSIONAMENTO DOS TIRANTES DE CONTRAVENTAMENTO

73

6.7.1 Carregamentos

73

6.7.2 Dimensionamento

74

7 ESCADA METÁLICA EXTERNA

76

7.1 CONSIDERAÇÕES

76

7.2 CARGAS

 

76

7.3 DIMENSIONAMENTO

77

7.3.1 Viga

1

 

78

7.3.2 Viga

2

81

7.3.3 Viga

3

87

7.3.4 Viga

5

92

7.3.5 Pilar

1

100

7.3.6 Pilar

3

102

x

7.4

RESULTADOS FINAIS

 

104

8 ESCADA METÁLICA interna

105

8.1 CONSIDERAÇÕES

105

8.2 CARGAS

105

8.3 DIMENSIONAMENTO

106

8.3.1 Viga

1

107

8.3.2 Viga

2

110

8.3.3 Viga

3

116

8.3.4 Viga

5

121

8.3.5 Tirantes

129

8.3.5.1

Dimensionamento

129

8.3.6

Viga c

131

8.3.6.1 Carregamentos

 

131

8.3.6.2 Dimensionamento

131

8.3.7

Viga D

134

8.3.7.1 Carregamentos

 

134

8.3.7.2 Dimensionamento

135

8.3.8

Viga principal B

138

8.3.8.1 Carregamentos

 

138

8.3.8.2 Dimensionamento

139

8.3.9

Viga principal C

140

8.3.9.1 Carregamentos

 

140

8.3.9.2 Dimensionamento

141

8.3.10

Viga secundaria B

141

8.3.10.1 Carregamentos

 

141

8.3.10.2 Dimensionamento

143

9 LIGAÇÕES

146

9.1

LIGAÇÕES ENTRE VIGAS PRINCIPAIS E PILARES

147

9.1.1

Dimensionamento da

cantoneira

148

9.2

LIGAÇÕES ENTRE VIGAS SECUNDÁRIAS E PILARES

149

9.2.1

Dimensionamento da

ligação

149

9.2.1.1 Condição da verificação 01 (metal solda)

150

9.2.1.2 Condição da verificação 02 (metal base)

150

9.3

LIGAÇÕES ENTRE VIGAS DE COBERTURA E PILARES

151

9.3.1

Verificação das condições de solda

151

9.3.1.1 Condição da verificação 01 (metal solda)

152

9.3.1.2 Condição da verificação 02 (metal base)

152

9.4

LIGAÇÕES ENTRE VIGAS EM BALANÇO E PILARES

152

9.4.1

Verificação das condições de solda

153

9.4.1.1 Condição da verificação 01 (metal solda)

153

9.4.1.2 Condição da verificação 02 (metal base)

154

9.5

LIGAÇÕES ENTRE VIGAS DA COBERTURA

154

9.5.1

Verificação das condições de solda

154

9.5.1.1

Condição da verificação 01 (metal solda)

155

9.5.1.2

Condição da verificação 02 (metal base)

155

9.6 LIGAÇão ENTRE TIRANTE DE CONTRAVENTAMENTO E ESTRUTURA

156

9.6.1 Chapa de ligação

156

9.6.2 Verificação das condições de solda

157

xi

 

9.6.2.2

Condição da verificação 02 (metal base)

157

10

INTERFACE AÇO-CONCRETO

158

10.1

DIMENSIONAMENTO

159

10.1.1 Cisalhamento puro

160

10.1.2 Placa submetida à compressão

160

10.1.3 Placa submetida à compressão e momento

162

11 CONCLUSÃO

 

165

12 Referências Bibliográfica

167

apêndices

 

168

apêndice A

169

12

1

INTRODUÇÃO

Este trabalho apresenta a memória de cálculo de dimensionamento da estrutura metálica de um galpão comercial para fins de escritório e lojas, de dois pavimentos, com área de 691,20 m². As peças que formam o galpão são perfis metálicos, sendo estes ligados entre si de modo a formar pórticos. Para garantir a estabilidade global da estrutura foram utilizados contraventamentos entre alguns

pórticos e ligações rígidas, criando zonas de rigidez. Os pórticos ainda são unidos por vigas secundárias e lajes pré-moldadas de concreto, completando o conjunto.

O galpão em questão se localiza muito próximo ao mar (atmosfera marinha),

sendo um meio agressivo ao aço exigindo assim cuidados contra corrosão. No local onde será executado o edifício, existe hoje, um galpão executado em concreto pré-moldado, com paredes de alvenaria. Este projeto estrutural prevê a

total retirada do mesmo e a reconstrução de fundações apropriadas ao novo galpão.

O processo de dimensionamento está de acordo com as seguintes normas:

* NBR-8800/86 – Projeto e Execução de Estruturas de Aço de Edifícios;

* NBR-6123/88 – Forcas Devidas ao Vento em Edificações;

* NBR-6118/03 – Projeto de Estruturas de Concreto - Procedimento;

* NBR 6120/80 – Cargas para o Cálculo de Estruturas de Edificações;

13

2

OBJETIVOS

2.1

GERAIS

O presente trabalho tem por objetivo contribuir para o aprendizado, fornecendo conhecimento sobre este ramo da engenharia civil. No desenvolver deste trabalho, algumas das técnicas aprendidas ao longo do curso são utilizadas e detalhadas, fazendo com que este trabalho se torne um projeto estrutural metálico preciso, completo e de fácil compreensão. É também, objetivo deste, certificar os conhecimentos adquiridos no decorrer do curso, nas variadas disciplinas que fazem parte do conhecimento do engenheiro civil.

2.2 ESPECÍFICOS

- Dimensionar a estrutura de um galpão metálico para fins comerciais;

- elaborar pranchas detalhadas o suficiente para a execução;

- buscar soluções econômicas e estéticas.

14

3 GENERALIDADES 3.1 DADOS DO PROJETO - COMPRIMENTO: 32,00m - LARGURA: 10,80m - ÁREA DA
3
GENERALIDADES
3.1
DADOS DO PROJETO
- COMPRIMENTO: 32,00m
- LARGURA: 10,80m
- ÁREA DA PROJEÇÃO: 345,60m²
Figura 1: Modelagem 3D
3.2
CARACTERÍSTICAS DO GALPÃO

O galpão em questão é formado por pórticos bi-dimensionais em estrutura metálica. Estes pórticos são ligados entre si por vigas. Os pilares tem comprimento de 8 metros. As vigas principais tem vão 10,70 metros de eixo a eixo de pilar enquanto as vigas secundárias tem 4,00 metros.

15

A estrutura de sustentação da cobertura é composta de vigas perfil “I”,

inclinadas a 18° em relação a horizontal. A altura total do galpão é de 9,70 metros sendo que 1,70 metros são provenientes da inclinação das vigas da cobertura. As paredes de vedação são de alvenaria com blocos de cerâmica e

argamassa para reboco.

O plano de uso da estrutura prevê salas de escritórios e lojas comerciais de

equipamentos náuticos. Entretanto, não se pode descartar a idéia do uso de parte da estrutura como oficina de embarcações, o que se fez pensar na escolha da

sobrecarga para o dimensionamento, pois alguns anos após o término da construção, o uso da estrutura poderá sofrer mudanças, sendo que a mesma deverá permanecer íntegra.

16

3.3

AÇO

3.3.1

Escolha do Aço

A escolha do aço para estruturas metálicas, é feita em função de aspectos ligados ao ambiente em que as estruturas se localizam e da previsão do

comportamento estrutural de suas partes, devido à geometria e aos esforços solicitantes. Se o local da obra for de atmosfera marítima ou de natureza agressiva, e se uma manutenção deficiente for prevista, deve-se escolher aços de alta resistência à corrosão. Para a execução da obra, foi escolhido o aço A 588 que, além de apresentar resistência elevada à corrosão, conforme a NBR-8800/86, apresenta 345 MPa para limite de escoamento e 485 MPa para limite de ruptura. O processo de fabricação deste aço lhe dá uma boa resistência à corrosão, o que é altamente recomendado para garantir a integridade das peças durante a sua vida útil. Um bom aço para a obra deve apresentar as seguintes características:

1. Ter resistência mecânica compatível com a importância da obra, permitindo que se usem peças com dimensões adequadas ao projeto arquitetônico ou tornando possível uma diminuição proporcional da seção, para a redução do peso final da estrutura;

2. Boa resistência à corrosão atmosférica. Este é um fator importante a considerar, porque os perfis metálicos, em geral, são pouco espessos. A utilização de seções mais finas pode significar vida útil mais curta da estrutura, a não ser que a redução da seção seja acompanhada por um aumento correspondente da resistência à corrosão do material, garantindo durabilidade;

3. Boa resistência ao choque mecânico e o limite de fadiga.

17

É importante a observação de que a flecha das peças não é afetada pela resistência do aço, e sim pelo módulo de elasticidade, que de acordo com a NBR- 8800/86 é igual para todos os aços estruturais estabelecidos nesta norma.

3.3.2 Perfis utilizados

Por serem, em sua maioria, industrializados, os perfis estruturais em aço possuem dimensões definidas. Para estes perfis existem tabelas que informam as características geométricas necessárias para o dimensionamento, o que facilita muito a escolha do perfil mais adequado. De maneira geral pode-se dizer que os perfis de aço utilizados na construção de edifícios de andares múltiplos, são os mesmos empregados na construção de galpões e outras estruturas. Os perfis mais comuns em estruturas metálicas são:

- Perfil “H” , muito utilizado para pilares, pois apresenta grande inércia nos dois eixos transversais ao eixo principal da peça;

- Perfil “I” , muito utilizado para vigas, pois apresenta grande inércia em um só eixo transversal;

- Perfil “U” , utilizado largamente para terças, escadas e acabamentos; -Perfil “L”, utilizado para construção de escadas, tesouras, contraventamentos e detalhes construtivos.

3.4

ESTRUTURA

A escolha do sistema estrutural que sustentará a edificação é de fundamental importância para o resultado final do conjunto da obra, no que tange aos aspectos de peso das estruturas, da facilidade de fabricação, da rapidez de montagem e, conseqüentemente, do custo final da estrutura. A estrutura e os elementos que a constituem devem ter resistência e rigidez permitindo adequada funcionalidade durante sua vida útil.

18

As peças estruturais são classificadas em função do tipo de cargas que nelas atuam, assim, pode-se resumidamente, explicitar o seguinte:

- Elementos fletidos ou vigas: são elementos que suportam cargas transversais ao eixo principal;

- Elementos comprimidos: elementos que recebem cargas axiais, por exemplo, pilares com ligações flexíveis absorvendo somente esforços axiais; - Elementos flexo-comprimidos: elementos recebendo cargas axiais juntamente com cargas perpendiculares ao eixo principal ou momento fletor, por exemplo, pilares, que suportam os esforços gravitacionais juntamente com os esforços de vento, que são perpendiculares aos seus eixos, gerando momento fletores em suas seções.

Neste galpão utiliza-se o sistema de pórtico bidimensional com ligações rotuladas e rígidas, uma vez que o projeto arquitetônico permite o uso de contraventamentos por barras ou cabos, que são os mais econômicos e eficientes para enrijecer a estrutura. O sistema de pórtico com ligações flexíveis é composto por pilares e vigas ligadas nos nós de forma a não transmitir momentos à peça em seqüência. As ligações rígidas transferem momento à peça adjacente. Estas ligações podem ser feitas por solda ou parafusos. Neste trabalho utilizam-se ligações soldadas por apresentarem simplicidade de dimensionamento, detalhamento, ser comumente utilizadas e terem bom funcionamento estrutural.

3.5

LIGAÇÕES

Entende-se por ligação a união entre peças constituinte de um todo em qualquer tipo de estrutura. Em estruturas metálicas as ligações representam maior importância, pois delas depende a segurança da estrutura. É um item que exige cuidado. Além da segurança, também representa um papel importante na logística de execução. Uma ligação muito complexa pode ocasionar atrasos devido a erros e

19

acidentes. Outro fator importante é o econômico, pois a ligação pode se tornar muito dispendiosa. Os pontos mais comuns a serem unidos em estruturas metálicas são: VIGA- VIGA, VIGA-PILAR, PILAR-PILAR e PILAR-FUNDAÇÃO. Estas uniões são realizadas de duas maneiras atualmente: através de soldas ou através de parafusos. As ligações soldadas oferecem as vantagens relacionadas abaixo segundo Bellei (1986):

- economia de material, pois o uso da solda permite o aproveitamento total da seção (seção liquida = seção bruta);

- não utilizam chapas de ligação tipo gusset, tornando a estrutura mais leve e, consequentemente mais barata;

- facilidade de se realizar modificações nos desenhos das peças e corrigir erros durante a montagem a custos menores que as parafusadas;

- demanda menor tempo de execução, menor tempo de detalhe e quantidade de peças. A solda especificada neste projeto é a solda do tipo filete, pois é a mais econômica para cargas de menor intensidade, devido a pouca preparação do material. Para se obter uma boa solda deve-se ficar atento a quatro passos:

- Um bom projeto de junta, pois se pode chegar a soluções mais simples, eficientes e baratas. Uma solda mal feita pode ocasionar problemas como:

trincas, porosidade, empenamento da peça, distorção, etc.;

- Estabelecer bons procedimentos de soldagem;

- Usar soldadores devidamente qualificados pelas normas;

- Empregar pessoas bem treinadas e inspetores competentes. Neste trabalho utiliza-se o eletrodo E70XX com resistência mínima de 48,5 kgf/cm².

20

3.6 JUNTAS DE DILATAÇÃO

As juntas de dilatação têm a finalidade de reduzir os efeitos da variação térmica. A distância entre juntas de dilatação é de difícil avaliação e interfere diretamente na vida útil da estrutura. Para estruturas em aço, a AISC-LFRD apresenta como guia o que foi definido no FEDERAL CONSTRUCTION COUNCILS TECNICAL REPORT Nº. 65, EXPANSION JOINTS IN BUILDING ~ para variações acima de 20 graus e edificações em formato retangular, constituídos por pórticos, a distância máxima será de 120 m. Como o galpão em questão mede 32 metros de comprimento, foi descartado o uso de juntas de dilatação.

3.7 LAJES

Neste projeto adota-se o sistema de laje de vigotas pré-fabricada com tavelas de cerâmica, por serem utilizadas em larga escala nas construções, de rápida e barata execução. Neste trabalho foi necessário somente dos dados relacionados às características estruturais da laje, como a carga máxima aplicável, sistema de apoio nas vigas. As lajes não foram calculadas, pois, trata-se de peças pré-fabricadas. Contudo, o peso próprio da laje foi considerado, visto que a estrutura metálica deve suportá-lo. O valor foi obtido em catálogo do fabricante de pré-moldados.

21

3.8 FUNDAÇÕES

As fundações têm a função de transmitir as cargas da estrutura para o solo, e

são elementos importantes para o bom funcionamento da estrutura. O dimensionamento destas não foi realizado neste trabalho, pois, são peças de concreto, Fugindo do escopo do trabalho.

Este projeto prevê a utilização das fundações calculadas em função de dados dos solos os quais não são disponíveis. Supõe-se, entretanto, que as mesmas sejam suficientes para suportar as cargas do edifício a ser executado.

3.9 AÇÕES

A obtenção do projeto mais econômico e eficiente depende da correta

obtenção das cargas atuantes na estrutura e principalmente do correto dimensionamento. Para tal estima-se as principais ações e quais destas podem agir em simultaneidade, gerando os maiores esforços na estrutura, formando o que se chama de envoltória de esforços. Busca-se o dimensionamento a fim de fazer com que a estrutura resista a tais carregamentos, garantindo conforto e durabilidade. Uma má determinação das cargas atuantes pode gerar uma estrutura superdimensionada (consequentemente não-econômica) ou levar a estrutura ao

colapso quando agem cargas de magnitudes maiores que as consideradas.

As ações na estrutura podem ser classificadas em:

-Cargas permanentes; -Cargas acidentais; -Cargas de vento; -Outras ações que geram esforços; como variação térmica, recalque de

fundação, etc.

Para obtenção das cargas deste trabalho foi seguido o que preconiza a NBR 6120/80, e também o uso ao qual se destina a edificação.

22

3.9.1 Cargas permanentes

Segundo a NBR-8800/86, são consideradas permanentes as seguintes cargas:

- Peso próprio dos elementos da estrutura;

- Peso de todos os elementos da construção permanentemente suportados pela estrutura, tais como pisos, paredes fixas, coberturas, forros, escadas, revestimentos, acabamentos, etc.; - Peso de instalações, acessórios e equipamentos permanentes, tais como tubulações de água, esgoto, águas pluviais, gás, dutos e cabos elétricos;

- Quaisquer outras ações de caráter praticamente permanente ao longo da vida útil da estrutura.

3.9.2 Cargas variáveis

As cargas variáveis são aquelas que não são permanentes durante a utilização da edificação. Na estrutura em estudo, serão consideradas cargas variáveis, a sobrecarga e o vento.

3.9.2.1 Carga de vento

As solicitações na estrutura devido às ações de vento influem consideravelmente em estruturas altas, esbeltas ou leves. As edificações em estrutura metálica são consideradas leves em relação a um edifício similar construído em concreto armado. O formato da estrutura influi na intensidade das solicitações, isto é percebido pelos coeficientes de forma que estão na NBR-6123/88.

23

Outro fator que influi é a região onde se localiza a edificação, pois quanto

menor for o numero de obstáculos para o vento maior será a intensidade de sua

força aplicada à estrutura.

3.9.2.2 Sobrecarga

A carga de utilização estimada para a edificação foi considerada de 500

kg/m², tendo em vista o uso final da estrutura, que funcionará como lojas de

equipamentos náuticos e provavelmente terão de servir como depósito desses

objetos.

Um cálculo estimativo para esta carga pode ser dado da seguinte forma:

Um motor marítimo (carga mais pesada e comumente encontrada) pode

pesar 123 kg em uma caixa de 50 x 75 cm, conforme dados do fabricante Yanmar.

Calcula-se então o numero de motores que cabem em 1 m²:

1

m

²

=

1 m

²

= 2,67

motores

Amotor

0,5 0,75

 

Verificando o peso desses motores:

2,67 123 = 328Kg / m²

Como neste cálculo não se inclui, por exemplo, peso da caixa, possibilidade

de empilhar pequenos objetos sobre a caixa, etc. e principalmente por diferentes

pesos para diferentes marcas de motor é prudente colocar um acréscimo nesta

carga.

Na falta de dados tabelados pela NBR-6120/80, optou-se pelo valor de 500

kg/m² após conversa com pessoas ligadas ao ramo náutico e engenheiros civis, que

garantiram ser este um bom valor, que favorece a segurança da estrutura, pois

dificilmente será ultrapassado.

24

4 CARREGAMENTO APLICADO Á ESTRUTURA

Após a avaliação dos valores das cargas e das ações de vento atuantes na edificação, obtêm-se os carregamentos aplicados aos pórticos, possibilitando o cálculo dos esforços devido a esses carregamentos, nos elementos estruturais. Assim têm-se quatro hipóteses de carga (Peso Próprio, Sobrecarga, Vento Perpendicular à Cumeeira, Vento Paralelo à cumeeira) para a realização das envoltórias que possibilitarão encontrar os maiores esforços que os elementos irão sofrer.

As envoltórias são calculadas a partir da fórmula 1.1, recomendada pela NBR- 8800/86. A norma também fornece os valores dos coeficientes.

S d =

Onde:

(

γ

g

G

)

+

γ

q

1

Q

1

+

n

j = 2

(

γ ψ

qj

j

Q

j

)

(1.1)

G = ações permanentes; Q 1 = ação preponderante para efeito considerado;

Q j = demais ações variáveis que atuam simultaneamente com a ação

γ

g

γ

q1

γ

qj

ψ

j

=

principal;

coeficiente de majoração das ações permanentes;

= coeficiente de majoração da ação variavel preponderante;

= coeficiente de majoração das demais ações variáveis;

= fator de combinação.

25

4.1 VALORES DAS CARGAS GRAVITACIONAIS

Os valores das cargas que supostamente a estrutura irá suportar foram obtidos em consulta à NBR-6120/80, catálogos de produtos a serem utilizados e estudo do uso final da estrutura.

O estudo para obtenção de cargas, foi auxiliado por observações do projeto

arquitetônico, onde foi previsto piso cerâmico, laje pré-moldada, forro de gesso, carga de parede e a sobrecarga que foi estimada prevendo os utensílios que poderão ser armazenados pelos proprietários da obra. Foram considerados os seguintes valores:

- Peso próprio da estrutura metálica: 150 kg/m² para vigas principais e pilares, 15 kg/m para as terças e 50 kg/m para as vigas de cobertura;

- Peso próprio da laje: a laje solicita a estrutura com 150 kg/m². Este valor foi obtido pelo catálogo de fabricante de pré-moldados. (TATU pré-moldados);

- Peso próprio da camada de regularização mais revestimento: resulta no valor de 80 kg/m²;

- Peso próprio do forro: o peso arbitrado foi de 50 kg/m², como recomenda a norma NBR-6120/80;

- Peso próprio das paredes de fechamento: fazendo a composição dos materiais utilizados na confecção de alvenarias chegou-se ao valor de 1460 kg/m³. A espessura destas paredes é de 15 centímetros e sua altura considerada igual ao valor do pé-direito do pavimento da obra;

- Sobrecarga: foi estimado o valor de 500 kg/m², em decorrência do uso previsto para a estrutura.

4.2 CARREGAMENTO DEVIDO ÀS AÇÕES DE VENTO

O vento tem grande influência no dimensionamento de estruturas metálicas.

Assim tomou-se cuidado para o correto levantamento das magnitudes das solicitações provocadas pelo vento, levando-se em consideração as recomendações da NBR-6123/88.

26

4.2.1 Velocidade básica do vento

De acordo com o mapa de isopletas, de autoria do professor Ivo José Padaratz, publicada na NBR6123/88, o vento com velocidade básica na região do projeto é de 43 m/s. Os passos para obtenção da pressão de projeto são prescritos na NBR

6123/88.

V = 43 m/s.

de projeto são prescritos na NBR 6123/88. V = 43 m/s. Figura 2: Mapa de isopletas

Figura 2: Mapa de isopletas Fonte: NBR 6123/88. Autor: Ivo José Padaratz

4.2.2 Fator topográfico

O fator topográfico é determinado conforme as variações do relevo onde a edificação está localizada. Observando-se as características da região e considerando-se a topografia plana, sendo então, o fator S1= 1,0.

27

4.2.3 Fator de rugosidade

Para a determinação deste fator, a rugosidade do terreno foi dividida em cinco categorias e as dimensões da edificação em três classes.

O galpão está voltado para o mar, portanto, está desprotegido do vento e

suas dimensões implicam no uso do fator S2 = 1,09, pois sua altura é maior que 5

metros, o que caracteriza CATEGORIA I, e seu comprimento igual a 32 metros, sendo então, CLASSE B.

4.2.4 Fator estatístico

Este fator considera o grau de segurança e a vida útil do prédio. Considera-se o fator S3 = 1,0,(GRUPO 3),pois o uso da edificação implica em alto fator de ocupação, visto que o mesmo se destina ao uso diário de atividades comerciais. Com estes coeficientes pode-se calcular a velocidade característica do vento. Cálculo da velocidade característica:

Vk = Vo . S1 . S2 . S3

Vk = 43 . 1,0 . 1,09 . 1,0 Vk = 46,87 m/s Esta será a velocidade característica utilizada no dimensionamento.

(NBR 6123/88)

Pressão Dinâmica

Com a velocidade característica do vento, calcula-se a pressão dinâmica:

qk = Vk² / 16

qk =

Vk

2

46,87

2

=

16 16

= 137,30

kgf/m² = 1,373 kN/m²

28

4.2.5 Pressões devidas ao vento perpendicular à cumeeira

O vento é perpendicular à cumeeira quando o ângulo de incidência do vento em relação à cumeeira do telhado é de 90°. As pressões que ocorrem devidas a este vento dependem da velocidade característica do vento (já calculada) e dos coeficientes de pressão e forma da edificação. Os coeficientes de pressão e forma são obtidos através de tabelas fornecidas na NBR-6123/88, e dependem das dimensões da edificação; da sua altura em relação ao solo e da inclinação do telhado.

altura em relação ao solo e da inclinação do telhado. Figura 3: Pressão do vento perpendicular
altura em relação ao solo e da inclinação do telhado. Figura 3: Pressão do vento perpendicular

Figura 3: Pressão do vento perpendicular à cumeeira: vista superior

29

29 Figura 4: Pressão do vento perpendicular à cumeeira: vista frontal 4.2.5.1 Pressões na cobertura Coeficientes
29 Figura 4: Pressão do vento perpendicular à cumeeira: vista frontal 4.2.5.1 Pressões na cobertura Coeficientes
29 Figura 4: Pressão do vento perpendicular à cumeeira: vista frontal 4.2.5.1 Pressões na cobertura Coeficientes
29 Figura 4: Pressão do vento perpendicular à cumeeira: vista frontal 4.2.5.1 Pressões na cobertura Coeficientes

Figura 4: Pressão do vento perpendicular à cumeeira: vista frontal

4.2.5.1 Pressões na cobertura

Coeficientes de pressão e forma externos para a edificação;

- Altura Relativa =

h 8,0 = = 0,74 ; 0,5 < 0,74 < 3/2 b 10,80
h
8,0
=
= 0,74
; 0,5 < 0,74 < 3/2
b
10,80

Figura 5: Considerações: vista frontal

30

- Proporção em planta =

a

32,0

=

b

10,80

=

2,96

>

2

30 - Proporção em planta = a 32,0 = b 10,80 = 2,96 > 2 Figura
30 - Proporção em planta = a 32,0 = b 10,80 = 2,96 > 2 Figura
30 - Proporção em planta = a 32,0 = b 10,80 = 2,96 > 2 Figura
30 - Proporção em planta = a 32,0 = b 10,80 = 2,96 > 2 Figura
30 - Proporção em planta = a 32,0 = b 10,80 = 2,96 > 2 Figura

Figura 6: Considerações: vista superior

- inclinação do telhado: 18°;

- pressão dinâmica do Vento: 1,373 kN/m²;

- Coeficiente de Pressão Interna: por se tratar de uma edificação em que as quatro paredes são consideradas igualmente impermeáveis, a NBR-6123/87 recomenda que este coeficiente varie entre -0,3 ou 0,0. Adotamos o valor de -0,3, por ser o de maior influência.

4.2.5.1.1 Pressão na água de barlavento

A pressão exercida pelo vento nesta face é obtida multiplicando-se a pressão dinâmica do vento pelo coeficiente de pressão externa para telhados com duas águas em Edificações de Planta Retangular (Cpe), obtido na NBR-6123/88:

- Coeficiente de Pressão Externa (Ce) = - 0,82

Pb = Ce . q Pb = -0,82 . 1,373 = -1,126 kN/m² (o sinal negativo indica sucção)

31

4.2.5.1.2 Pressão na água de sotavento

Adotando-se os mesmos procedimentos de cálculo utilizado na face de barlavento, obtêm-se o seguinte valor de pressão para esta água:

-Coeficiente de Pressão Externa (Ce) = - 0,54

Ps = Ce . q Ps = -0,54 . 1,373 = -0,741 kN/m² (o sinal negativo indica sucção)

4.2.5.2 Pressões nas paredes de fechamento

Os estudos aerodinâmicos consideram que os esforços provenientes do vento variam ao longo da parede no sentido vertical e também no sentido horizontal conforme esquema da figura 6, conforme é publicado em Bellei (1994). Por simplificação e por ser a favor da segurança, considera-se o esforço atuante como sendo o igual ao máximo em todas as partes do edifício.

Figura 7: Pressões nas paredes de fechamento
Figura 7: Pressões nas paredes de fechamento

32

Coeficientes de pressão e forma, externos para a edificação:

- Altura Relativa =

h

8,0

=

b

10,80

= 0,74

; 0,5 < 0,74 < 3/2

- Proporção em planta =

32,0

a 2,96
b

=

10,80

=

> 2

- inclinação do telhado: 18%

- pressão dinâmica do Vento: 1,373 kN/m²

4.2.5.2.1 Pressão na parede “A”

Assim como na cobertura, calcula-se a pressão exercida pelo vento nesta face, multiplicando-se a pressão dinâmica do vento pelo coeficiente de pressão externa para paredes de edificações de plantas retangular (Cpe), obtido na NBR-

6123/88:

- Coeficiente de Pressão Externa (Ce) = + 0,70

Pa= Ce . q Pa= +0,70 . 1,373 = +0,961kN/m² (o sinal positivo indica pressão)

4.2.5.2.2 Pressão na parede “B”

-Coeficiente de Pressão Externa (Ce) = -0,6

Pb= Ce . q Pb = -0,6 . 1,373 = - 0,824 kN/m² (o sinal negativo indica sucção)

33

4.2.5.2.3 Pressões nas paredes paralelas à ação do vento

A atuação do vento perpendicular à cumeeira gera pressões de sucção de igual intensidade nas paredes paralelas à ação do vento. Estas pressões apresentam uma variação na sua intensidade ao longo da estrutura, diminuindo de barlavento à sotavento da estrutura. Para o dimensionamento será utilizada apenas a pressão de maior intensidade, a favor da segurança.

-Coeficiente de Pressão Externa (Ce) = -0,9

Pcd = Ce . q Pcd = -0,9 . 1,373 = -1,236 kN/m²

4.2.6 Pressões devidas ao vento paralelo á cumeeira

O vento é paralelo à cumeeira quando o ângulo de incidência do vento em relação à mesma é de 0°. As pressões geradas pela ação do vento paralelo à cumeeira dependem, assim como no vento perpendicular à cumeeira, da velocidade característica do vento e dos coeficientes de pressão e forma, que são obtidos através de tabelas fornecidas pela NBR-6123/88.

34

34 Figura 8: Pressões do vento paralelo à cumeeira 4.2.6.1 Pressões na cobertura Figura 9: Pressões
34 Figura 8: Pressões do vento paralelo à cumeeira 4.2.6.1 Pressões na cobertura Figura 9: Pressões

Figura 8: Pressões do vento paralelo à cumeeira

4.2.6.1 Pressões na cobertura

do vento paralelo à cumeeira 4.2.6.1 Pressões na cobertura Figura 9: Pressões do vento na cobertura
do vento paralelo à cumeeira 4.2.6.1 Pressões na cobertura Figura 9: Pressões do vento na cobertura

Figura 9: Pressões do vento na cobertura

Coeficientes de pressão e forma, externos para a edificação;

- Altura Relativa =

h

8,0

=

b

10,80

=

0,74 ; 0,5 < 0,74 < 3/2;

- Proporção em planta =

32,0

a 2,96
b

=

10,80

=

> 2

;

- inclinação do telhado: 18%;

- pressão dinâmica do Vento: 1,373 kN/m²;

35

- Coeficiente de Pressão Interna: por se tratar de uma edificação em que as quatro paredes são consideradas igualmente permeáveis, a NBR-6123/88 recomenda que este coeficiente varie entre - 0,3 ou 0,0. Adota-se o valor de -0,3, por ser a favor da seguraça.

As ações de maiores intensidades, para ventos incidindo paralelamente à cumeeira, ocorrem nas regiões de barlavento. Assim a NBR-6123/88 recomenda que, na incidência desses ventos, a segunda tesoura da cobertura tenha sua área de influência totalmente imersa no bulbo de sucção gerado pela ação do vento (ver figura 9). Sabe-se que o bulbo se estende ate uma distância de 2.h em relação à face de barlavento da edificação, como cita Bellei (1994).

2 . h = 2 . 8 = 16,00 m

Como a distância entre pórticos é de 4,00 metros, a zona de influência atua integralmente na zona de abrangência da segunda tesoura, como recomenda a

NBR-6123/88.

atua integralmente na zona de abrangência da segunda tesoura, como recomenda a NBR-6123/88. Figura 10: Bulbo
atua integralmente na zona de abrangência da segunda tesoura, como recomenda a NBR-6123/88. Figura 10: Bulbo
atua integralmente na zona de abrangência da segunda tesoura, como recomenda a NBR-6123/88. Figura 10: Bulbo
atua integralmente na zona de abrangência da segunda tesoura, como recomenda a NBR-6123/88. Figura 10: Bulbo
atua integralmente na zona de abrangência da segunda tesoura, como recomenda a NBR-6123/88. Figura 10: Bulbo
atua integralmente na zona de abrangência da segunda tesoura, como recomenda a NBR-6123/88. Figura 10: Bulbo

Figura 10: Bulbo de sucção

36

4.2.6.1.1 Pressão na região de barlavento

Para o dimensionamento da estrutura do pórtico utilizaram-se as pressões geradas pelo bulbo em toda a extensão do galpão, a favor da segurança.

- Coeficiente de Pressão Externa (Ce) = -0,80 (NBR-6123/88)

Pb = Ce . q Pb = -0,80 . 1,373 = -1,10 kN/m² (o sinal negativo indica sucção)

4.2.6.1.2 Pressão na região de sotavento

Adotando-se os mesmo procedimentos de cálculo utilizados na região de barlavento, obtêm-se o seguinte valor de pressão para:

-Coeficiente de Pressão Externa (Ce) = - 0,20 Ps= Ce . q Ps= -0,20 . 1,373 = -0,274 kN/m² (o sinal negativo indica sucção)

4.2.6.2 Pressões nas paredes de fechamento

Dados iniciais:

Coeficientes de pressão e forma, externos para a edificação;

- Altura Relativa =

h

8,0

=

b

10,80

= 0,74

; 0,5 < 0,74 < 3/2

- Proporção em planta =

32,0

a 2,96
b

=

10,80

=

> 2

- inclinação do telhado: 18°

- pressão dinâmica do Vento: 1,373 kN/m²

37

As pressões nas paredes de fechamento devido à ação de ventos paralelos a cumeeira esta representado na figura 7.

4.2.6.2.1 Pressões nas paredes paralelas à ação do vento - região A

A ação do vento incidente paralelo à cumeeira gera pressões de sucção de igual intensidade nas paredes paralelas à ação do vento. Estas pressões apresentam uma variação na sua intensidade ao longo da estrutura, diminuindo de barlavento para sotavento da estrutura. Para o dimensionamento será utilizada apenas a pressão de maior intensidade, a favor da segurança.

- Coeficiente de Pressão Externa (Ce) = -0,90

Pab= Ce . q Pab= -0,90 . 1,373 = -1,236 kN/m² (sinal negativo indica sucção)

4.2.6.2.2 Pressão na parede “C”

-Coeficiente de Pressão Externa (Ce) = +0,70 Pc= Ce . q Pc= +0,70 . 1,373 = + 0,961kN/m² (o sinal positivo indica pressão)

4.2.6.2.3 Pressão na parede “D”

- Coeficiente de Pressão Externa (Ce) = -0,30

Pd= Ce . q Pd= -0,30 . 1,373 = -0,412 kN/m² (o sinal negativo indica sucção)

38

5

ESFORÇOS

Nesta parte do processo de dimensionamento utiliza-se o programa FTOOL, desenvolvido para a obtenção de esforços que atuarão nas barras da estrutura. Os valores das cargas foram obtidos com as envoltórias e seus coeficientes no capítulo anterior.

5.1 MÉTODO DE OBTENÇÃO DOS ESFORÇOS

Como as ações sobre as estruturas podem atuar simultaneamente ou não, devemos usar a equação da envoltória com os coeficientes de ponderação adequados para cada caso conforme prescreve a NBR-8800/86. Buscou-se, assim, os casos nos quais são gerados os maiores esforços na estrutura.

S d =

Os

(

γ

g

valores

G

)

+

γ

q

dos

1

explicitados abaixo:

n

j = 2

coeficientes

Q

1

+

(

γ ψ

qj

j

Q

j

)

(1.1)

usados

para

γ

g

= 1,3 ( peso próprio de estrutura metálica)

γ = 1,5 (sobrecarga de uso da edificação)

q1

γ = 1,4 (demais cargas)

qj

o

ψ = 0,75 ( fator de combinação);

cálculo

dos

esforços

são

As envoltórias possíveis, atuantes na laje, que carregarão as vigas principais

são:

- PP

- PP + SC

39

Aqui não será considerado o esforço devido ao vento, porque ele causaria esforço axial nas vigas, porém, esse esforço é absorvido pela laje, ou seja, a laje oferece resistência. As envoltórias possíveis, atuantes na cobertura, são:

- PP

- PP + V

- PP + SC

A sobrecarga mínima na cobertura exigida pela NBR-8800/07, refere-se a uma pessoa realizando manutenção na cobertura. Essa situação é improvável durante a ocorrência do vento de 43m/s.

5.2 CÁLCULO DAS ENVOLTÓRIAS

Os valores dos carregamentos são:

- Peso próprio das terças: 15 kgf/m;

- Peso próprio das vigas principais: 150 kgf/m;

- Peso próprio das vigas da cobertura: 50 kgf/m;

- Peso próprio das vigas secundárias: 20kgf/m;

- Peso próprio da laje: 150 kgf/m²;

- Peso próprio do revestimento: 80 kfg/m²;

- Peso próprio do forro: 50 kgf/m²;

- Peso próprio de parede: 1460 kgf/m³ . 0,15 m . 4,00 m = 876 kgf/m;

- Sobrecarga de cobertura: 25kgf/m²;

- Sobrecarga das vigas principais: 500 kgf/m²

- Força de vento (maior intensidade na cobertura) = -112,60 kgf/m².

Para a realização do cálculo das envoltórias é preciso transformar os carregamentos que são dados por metro quadrado para carregamento por metro linear.

40

-

Distância entre terças:

d

= 2,40 metros;

-

Distância entre vigas:

d

= 4,00 metros;

Portanto:

- Sobrecarga na cobertura = 25,0 . 2,40 = 60 kgf/m;

- Força de vento = -112,60 . 2,40 = 270,24 kgf/m;

- Peso da telha = 9,52 . 2,40 = 22,85 kgf/m;

- Sobrecarga na viga principal = 500,0 . 4,0 = 2000,0 kgf/m;

- Peso do revestimento = 80 . 4,0 = 320,0 kgf/m;

- Peso do forro = 50,0 . 4,0 = 200,0 kgf/m;

- Peso da laje = 150,0 .4,0 = 600,0 kgf/m

Assim o carregamento devido ao peso próprio da viga de cobertura será:

q

= (22,85 + 15) . 4,0 = 151,40 kgf/m

q

= (151,40 / 2,40 ) cos 18°= 60,00 kfg/m

Deve-se ser acrescido o peso próprio da viga:

q = 60,00 + 50,0 =110,00 kgf/m

5.2.1 Cálculo das envoltórias para vigas de cobertura

- 1ª HIPÓTESE :

Peso Próprio

S d =

S d =

(

γ

g

G

)

1,3.110

+

γ

q

1

Q

1

+

n

j = 2

(

γ ψ

qj

j

Q

j

)

= 143 kgf/m 1,43 kN/m

41

-2ª HIPÓTESE : Peso Próprio + Sobrecarga

S d =

(

γ

g

)

G Q

+

γ

q

1

1

+

n

2

=

j

(

γ ψ

qj

j

Q

j

)

S

d = (1,3.110) + 1,4.60,0 =227kgf/m 2,27 kN/m

-3ª HIPÓTESE : Peso Próprio + Vento

S d =

(

γ

g

G

)

+

γ

q

1

Q

1

+

n

j = 2

(

γ ψ

qj

j

Q

j

)

S

d = (1,0.110) + 1,4.(270,24) =-268kgf/m -2,68 kN/m

5.2.2 Cálculo das envoltórias para vigas principais

- 1ª HIPÓTESE :

Peso Próprio

S d =

S d =

(

γ

g

G

)

+

γ

q

1

Q

1

+

n

2

=

j

(

γ ψ

qj

j

Q

j

)

(1,3.150) + [1,4.(320 + 200 + 600 + 876)]

= 2989,4 kgf/m 29,90kN/m

-2ª HIPÓTESE : Peso Próprio + Sobrecarga

S

d =

 

S

d =

 

=5989,4kgf/m

59,90kN/m

5.2.3 Cálculo das envoltórias para vigas em balanço

-1ª HIPÓTESE : Peso Próprio + Sobrecarga

42

S

d =

   

S

d =

 

=4483kgf/m

44,83kN/m

Os dados das hipóteses foram inseridos no programa ftool, de forma a se obter mais facilmente os esforços distribuídos por todo o pórtico, conforme os esquemas na seqüência:

- HIPÓTESE : Peso Próprio + Sobrecarga

os esquemas na seqüência: - HIPÓTESE : Peso Próprio + Sobrecarga Figura 11: Hipótese: peso próprio

Figura 11: Hipótese: peso próprio + sobrecarga

43

Diagrama de Esforços Cortantes:
Diagrama de Esforços Cortantes:

Figura 12: Diagrama de esforços cortantes (kN)

Diagrama de Esforços Normais:

12: Diagrama de esforços cortantes (kN) Diagrama de Esforços Normais: Figura 13: Diagrama de esforços normais

Figura 13: Diagrama de esforços normais (kN)

44

Diagrama de Momento Fletor:
Diagrama de Momento Fletor:

Figura 14: Diagrama de momento fletor (kN.m)

Deformada:
Deformada:

Figura 15: Deformada

45

- HIPÓTESE: Peso Próprio + Vento frontal

45 - HIPÓTESE: Peso Próprio + Vento frontal Figura 16: Hipótese: peso próprio + vento frontal

Figura 16: Hipótese: peso próprio + vento frontal

Diagrama de Esforços Normais:

16: Hipótese: peso próprio + vento frontal Diagrama de Esforços Normais: Figura 17: Diagrama de esforços

Figura 17: Diagrama de esforços normais (kN)

46

Diagrama de Esforços Cortantes:

46 Diagrama de Esforços Cortantes: Figura 18: Diagrama de esforços cortantes (kN) Diagrama de Momento Fletor:

Figura 18: Diagrama de esforços cortantes (kN)

Diagrama de Momento Fletor:
Diagrama de Momento Fletor:

Figura 19: Diagrama de momento fletor (kNm)

47

Deformada
Deformada

Figura 20: Deformada

A seguir são apresentados, nas tabelas 1 a 4, os esforços máximos obtidos para cada tipo de elemento que compõem a estrutura. Serão com estes valores que se dimensionarão as peças. A estrutura foi numerada como segue abaixo para facilitar obtenção dos esforços:

foi numerada como segue abaixo para facilitar obtenção dos esforços: Figura 21: Diagrama de numeração dos

Figura 21: Diagrama de numeração dos nós

48

Tabela 1: Esforços Normais (kN)

Envoltória com vento frontal Normal

Envoltória pp e sc Normal

 

1

-314,5

-350,8

2

-306,7

-343,0

3

13,8

-22,5

4

-2,4

9,7

5

21,6

-14,7

6

13,2

-5,7

7

13,3

-5,8

8

12,0

-7,1

9

11,8

-7,0

 

10

17,3

-19,1

11

-2,4

9,7

12

9,5

-26,9

13

0

0

14

-382,7

-419,1

15

-390,5

-426,9

16

-2,4

9,7

 

Tabela 2: Esforços Cortantes (kN)

Envoltória com vento frontal Cortante

Envoltória pp e sc Cortante

 

1

4,5

8,4

2

4,5

8,4

3

6,9

-1,3

4

320,5

320,5

5

6,9

-1,3

6

-12,9

8,8

7

1,9

-4,1

8

-6,1

0

9

8,8

-12,9

10

-6,9

1,3

11

-320,5

-320,5

12

-6,9

1,3

13

71,7

71,7

14

-4,5

-8,4

15

-4,5

-8,4

16

0

0

49

Tabela 3: Momentos fletores (kN.m)

Envoltória com vento frontal Momento

Envoltória pp e sc Momento

1

23,1

28,3

2

5,2

5,5

3

5,2

5,5

4

0

0

5

2,4

0,9

6

28,2

4,7

7

2,6

8,5

8

2,6

8,5

9

5,1

27,9

10

0,8

22,8

11

0

0

12

28,4

17,7

13

57,4

57,4

14

29,0

39,7

15

11,1

28,3

16

857,2

857,2

Tabela 4: Esforços Normais (kN), Cortantes (kN) e Momentos (kN.m)

Envoltória com vento frontal

Envoltória pp e sc

 

Normal

Cortante

Momento

Normal

Cortante

Momento

1

-314,5

4,5

23,1

-350,8

8,4

28,3

2

-306,7

4,5

5,2

-343,0

8,4

5,5

3

13,8

6,9

5,2

-22,5

-1,3

5,5

4

-2,4

320,5

0

9,7

320,5

0

5

21,6

6,9

2,4

-14,7

-1,3

0,9

6

13,2

-12,9

28,2

-5,7

8,8

4,7

7

13,3

1,9

2,6

-5,8

-4,1

8,5

8

12,0

-6,1

2,6

-7,1

0

8,5

9

11,8

8,8

5,1

-7,0

-12,9

27,9

10

17,3

-6,9

0,8

-19,1

1,3

22,8

11

-2,4

-320,5

0

9,7

-320,5

0

12

9,5

-6,9

28,4

-26,9

1,3

17,7

13

0

71,7

57,4

0

71,7

57,4

14

-382,7

-4,5

29,0

-419,1

-8,4

39,7

15

-390,5

-4,5

11,1

-426,9

-8,4

28,3

16

-2,4

0

857,2

9,7

0

857,2

50

6

DIMENSIONAMENTO

Este capítulo apresenta os procedimentos adotados para realizar o dimensionamento da estrutura. Com os carregamentos obtidos, atuantes na estrutura, pode-se dimensioná-la de modo que resista a estas solicitações, que são: o peso próprio da estrutura, sobrecarga e ações de vento.

6.1 DIMENSIONAMENTO DAS TERÇAS DA COBERTURA

O espaçamento entre as terças é regido pelo vão suportado pelas telhas a serem utilizados. Para este galpão será adotada a telha da marca DANICA, modelo TERMOZIP-EPS, espaçadas com vão de 2,40 metros e com 9,52 kg/m² de peso próprio.

6.1.1

Carregamentos

6.1.1.1

Peso próprio

Utilizando o esquema de área de influência obtemos o carregamento devido ao peso próprio das telhas:

-Peso Próprio das telhas:

PP telha = 9,52 kg/m² . 2,40 m =

-Peso Próprio da Terça, perfil “U” enrijecido 127 x 50,0 x 4,75 mm PP terça = 7,78 kg/m 77,8 N/m

228,48 N/m

Portanto:

q pp = 228,48 N/m + 77,8 N/m = 306,28 N/m

51

6.1.1.2

Sobrecarga

A

norma NBR-8800/07 recomenda uma sobrecarga mínima de 25 kgf/m²,

assim:

q

SC = 25 kgf/m² . 2,40 m = 60 kgf/m 0,60 kN/m

6.1.1.3

Vento

-V o = 43 m/s (Gráfico de Isopletas – Região de Florianópolis)

- Fator topográfico (S 1 ) = 1,0 (Terreno plano ou fracamente acidentado)

- Fator de Rugosidade do terreno e Dimensões da Edificação (S 2 ) = 1,09

*Categoria I – o terreno esta em campo aberto, poucas edificações ao redor;

*Classe B – Seu comprimento é de 32 metros, caracterizando esta classe;

-

Fator Estatístico (S 3 ) = 1,0 ( Galpão comercial com alto fator de ocupação)

V

k = V o . S 1 . S 2 . S 3 = 43 . 1,0 . 1,09 . 1,0 = 46,87 m/s

qk = Vk² / 16

qk =

Vk

2

46,87

2

=

16

16

=

137,30

kgf/m² 1,373 kN/m²

Sabendo-se que a situação mais desfavorável ocorre na água de barlavento,

com a incidência do vento perpendicular à cumeeira.

Assim:

-Coeficiente de Pressão Externa (Cpe) = -0,82

-Coeficiente de Pressão Interna (Cpi) = -0,30

P b = Cpe . q

q v

=

P b

.

l

P b = -0,82 . 137,30 = -112,59 kgf/m² -1,126 kN/m²

q b

=

-112,59 .

2,40 =

-270,21 kgf/m

-2,70 kN/m

(o sinal negativo indica sucção)

52

6.1.2

Decomposição dos esforços segundo os eixos “X” e “Y”

Inclinação da Terça = 18°

6.1.2.1

Peso próprio

q y = 0,306 . cos 18°= 0,291 kN / m q x = 0,306 . sen 18°= 0,095kN / m

6.1.2.2 Sobrecarga

q y = 0,6 . cos 18°= 0,571 kN / m q x = 0,6 . sen 18°= 0,185 kN / m

6.1.3

Combinações de carga

6.1.3.1

Hipótese de peso próprio + sobrecarga

q y = 1,3 . 0,291 + 1,5 . 0,570 = 1,233 kN / m q x = 1,3 . 0,095 + 1,5 . 0,185 = 0,401 kN / m

6.1.3.2 Hipótese de peso próprio + vento

q y = 1,0 . 0,291 + 1,4 . (- 2,70) = - 3,49 kN/m ( o sinal negativo indica sucção) q x = 1,3 . 0,095 = 0,123 kN / m

53

6.1.4 Dimensionamento

Para o dimensionamento utiliza-se o perfil “U” enrijecido 127 x 50 x 4,75 mm, produzido com o aço A 588, que apresenta as seguintes propriedades:

A

= 9,91 cm²

h

= 127,0 mm

t w = 4,75 mm t f = 4,75 mm

W

x = 35,5 cm³

W

y = 6,16 cm³

I x = 225,9 cm 4 I y = 22,66 cm 4

Onde:

W: Módulo de resistência;

A

= Área da seção transversal do perfil;

h

= altura do perfil;

t w = espessura da alma do perfil; t f = espessura da aba do perfil; I = momento de inércia.

6.1.5 Flambagem local

As cargas aplicadas a perfis “U” devem passar pelo centro de cisalhamento para não provocarem torção. Considera-se que as fixações das telhas sobre as terças coincidem sobre o centro de cisalhamento, evitando esse tipo de problema, uma vez que é a própria telha oferece resistência no sentido de menor inércia do perfil U, evitando assim a torção da terça. Segunda a tabela 1 da NBR-8800/86 a flexão obliqua de perfis que não apresentem dois eixos de simetria exige que se restrinja ao regime elástico, portanto

54

devem pertencer à Classe 3, mesmo que os valores obtidos nos cálculos abaixo

representem um perfil de uma classe 1 ou 2.

λalma =

λalma =

λmesa =

λmesa =

h

(2

t

f )

t

w

1,47

E fy
E
fy

127,0

(2 4,75) =

4,75

24,74

b

t

w

t

f

=<

0,55

E fy
E
fy

=

50

2.4,75 =

4,75

9,53

< 0,55

<

1,47

205000 345
205000
345
205000 345
205000
345

= 13

=

36

O perfil se enquadra na classe 3.

6.1.6 Verificação para hipótese de peso próprio + sobrecarga

A NBR-8800/86 não cobre o dimensionamento de perfis metálicos de chapa

fina dobrados a frio. Utilizou-se, portanto, o método das tensões admissíveis, que é

o mais usual.

Mx =

M y =

Fbx =

Fby =

q

y

.

l

2

1,233.4,0 2

=

q

8

.

l

x

2

8

0,401.4,0 2

=

8

8

Mx

2,46.100

=

Wx

My

35,50

0,80.100

=

Wy

6,16

=

=

=

=

2,46 kN . m

0,80 kN . m

6,93 kN / cm²

12,99 kN / cm²

A soma das tensões devidas à flexão segundo o eixo “x” e o eixo”y”, deverá

ser menor do que 90% da tensão de escoamento do aço, conforme NBR-8800/86.

Fbx + Fby 0,9fy

6,93 + 12,99 = 19,92 0,9 . 34,5 = 31,05 kN/cm²

55

Como:

19,92 kN/cm² < 31,05 kN/cm² OK!

6.1.7 Verificação para hipótese de peso próprio + vento

Mx =

q

y

.

l

2

3,49.4,0 2

= 6,98 kN . m

 

=

 

8

 

8

M y =

q

x

.

l

2

0,123.4,0 2

= 0,246 kN . m

 

8

 

=

8

Fbx =

Mx

=

6,98.100

=

19,66 kN / cm²

Wx

 

35,50

Fby =

My

=

0,246.100

 

=

4,00 kN / cm²

Wy

 

6,16

A soma das tensões devidas à flexão segundo o eixo “x” e o eixo “y”, deverá ser menor do que 90% da tensão de escoamento do aço, segundo o professor Moacir Carqueja em sua apostila de aula. Fbx + Fby 0,9fy 19,66 + 4,00 = 23,66 0,9 . 34,5 = 31,05 kN/cm²

Como:

23,66 kN/cm² < 31,05 kN/cm² OK!

6.1.8 Verificação da flecha

A tabela 26 da NBR8800/86 recomenda que, para barras bi-apoiadas

suportando elementos de cobertura elásticos, a deformação máxima para as ações de sobrecarga seja de:

δ

max =

L

180

=

2,22 cm

56

A flecha em uma viga bi-apoiada com carga uniformemente distribuída é dada

por:

δ

=

5

q

4

L

384

E

I

=

Flecha máxima Eixo “x”:

Flecha máxima Eixo “Y”:

δ

δ

=

=

5

q

4

L

384

E

I

Y

=

5

q

4

L

384

E

I

X

=

5

0,0057 400 4

384 20500.225,90

=

0,41 cm

5

0,00185 400 4

384 20500 22,66

=

1,33 cm

resultados

adequado para suportar as cargas atuantes.

Com

os

acima,

pode-se

confirmar

que

o

perfil

escolhido

6.2 DIMENSIONAMENTO DOS PILARES

é

Diferentemente das terças, os esforços dos pilares foram obtidos pelo

programa Ftool. O programa de análise estrutural apenas apresenta os esforços que

surgem nas barras da estrutura uma vez carregada.

Para o dimensionamento dos pilares optou-se pela escolha de perfil “H”, pois

apresenta grande inércia em ambos os eixos, assim, garantindo maior rigidez tanto à

peça quanto à estrutura.

A estrutura contém dezoito pilares. Os pilares são responsáveis pela

sustentação do telhado, das vigas e por suportar as ações de ventos.

6.2.1

Carregamentos

Pelos dados fornecidos pelo ftool, pode-se perceber que o elemento pilar está

sofrendo flexo-compressão, pois está submetido simultaneamente a esforço de

compressão axial e flexão. A flexão é devida ao engaste com o bloco de fundação,

57

que é necessário para garantir a estabilidade global da estrutura e devido a cargas de vento. Os esforços seccionais máximos são:

- N d = -426,9 kN (compressão)

- V d = 8,4 kN

- M d = 39,7 kN.m = 3970kN.cm

6.2.2

Dimensionamento

Foi escolhido o perfil laminado CS 250 x 76, que apresenta as seguintes características geométricas:

- d = 250mm

- b = 250 mm

- t f = 16,0 mm

- t w = 8,0 mm

- A = 97,4 cm²

- Z y = 503,5 cm³

- r y = 6,54 cm

- Z x = 1031 cm³

- r x = 10,9 cm

- I x = 11659 cm 4

- I y = 4168 cm 4

Onde:

Z

= Módulo de resistência;

A

= Área da seção transversal do perfil;

h

= altura do perfil;

t w = espessura da alma do perfil;

t f = espessura da aba do perfil. I = momento de inércia

58

- FLEXO-COMPRESSAO

-

b

t

b alma =

mesa =

FLAMBAGEM LOCAL

(250.0,5)

16,0 8,0

(

250 2.16,0

)

= 7,31 > 7

indica classe 2.

= 27,25 < 36 indica classe 1.

t 8,0

Sendo o perfil classe 2, não haverá flambagem local e o valor de Q é 1.

Dessa forma o perfil suporta a plastificação, porém, não permite a redistribuição dos

momentos.

- ESBELTEZ DA PEÇA k.l λ = = 0,8.400,0 = 48,93 < 200 6,54 r
- ESBELTEZ DA PEÇA
k.l
λ
=
=
0,8.400,0 = 48,93 < 200
6,54
r y
esbeltez.
_
λ .
Q
f y
48,93
1.345
λ =
=
= 0,64
π 3,1415
E
205000

a peça passou na verificação de

Através do valor de

8800/86.

_

λ , obtém-se o valor de ρ na tabela fornecida pela NBR-

ρ = 0,869

- RESISTÊNCIA DE CÁLCULO

A resistência de cálculo é dada multiplicando-se a resistência nominal por um

coeficiente de minoração (φ ), que vale 0,9 segundo a NBR-8800/86.

- Resistência Nominal ( N n ) a compressão:

N n = ρ . Q . f y . A

N n = 0,869 . 1 . 34,5 . 97,4 = 2920,10 kN

- Resistência de Cálculo (N R ) a compressão:

N R = φ

N R = 0,9 . 2920,10 =2628,09 kN

. N n

59

- Resistência Nominal (M n ) a flexão:

M n = Z y . f y

M n = 503,5 . 34,5 = 17370,75 kN.cm

- Resistência de Cálculo (M R ) a flexão:

M R = φ

M R = 0,9 . 17370,75 = 15633,68 kN.cm

. M n

a hipótese de sobreposição de

esforços, pode-se verificar o perfil fazendo com que a seguinte relação seja verdadeira:

Supondo

que o material permita fazer

N

d

+

M

d

1,0

N

R

M

R

426,9

+

3970

=

0,42

1,0