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EIXO TEMÁTICO V:

FORÇA E MOVIMENTO

Tema 12:

Equilíbrio e Movimento

Tópico 33:

2ª Lei de Newton

Por que ensinar

Desde os filósofos gregos até a nossa era, os homens de ciência fazem tentativas constantes de reduzir a aparente complexidade dos fenômenos naturais a algumas idéias e relações fundamentais simples. Este é o princípio subjacente de toda filosofia natural. Isaac Newton, físico e matemático inglês, em 1686, lança sua famosa obra “Princípios Matemáticos da Filosofia Natural” onde realiza a proeza de traduzir em leis matemáticas a natureza mecânica do mundo.

As Leis de Newton constituíram na história da ciência, um marco conceitual de extrema importância, pois alterou a concepção de mundo da humanidade dando uma explicação universal e contundente para os movimentos dos corpos. Galileu iniciou a revolução científica acompanhado, entre outros, de Kepler, Copérnico, Descartes, Halley. Porém Newton é que realizou o “fechamento” das idéias anteriormente desconectadas. Antes destes grandes marcos existia uma teoria puramente sensitiva baseada no senso comum ligada à doutrina cristã e fundamentada na filosofia aristotélica.

Mesmo com o aparecimento da física relativística e da física quântica, as Leis de Newton ainda são usadas no nosso mundo de baixas velocidades com pleno êxito.

A 2ª Lei de Newton se aplica a todos os corpos que possuem aceleração e isso inclui tanto os movimentos retilíneos

(queda em campos de força) como nos movimentos curvilíneos (rotações e translações dos planetas, galáxias e os artefatos tecnológicos).

Esse tópico tem um forte componente racional e está coerente com as razões intelectuais mencionadas na proposta curricular do CBC de Física: por que ensinar física no Ensino Médio.

Condições prévias para ensinar

Assim como no tópico 30, neste também serão utilizados os conceitos de massa e de peso, que são muito confundidos em nossa linguagem cotidiana. No cotidiano o conceito de massa está ligado à quantidade de matéria, entretanto ela é a medida da inércia de um corpo, ou seja, a medida da dificuldade de modificar o estado de movimento de um corpo. Dessa forma devem-se salientar essas diferenças de linguagem para não confundirem-se os conceitos. Neste tópico a massa relaciona-se a maior ou menor dificuldade para acelerar o corpo.

Outra confusão existente entre os estudantes é a forte relação entre força e velocidade quando deveria ser a relação entre força e aceleração. No senso comum, se um objeto está movendo-se é porque uma força estará agindo necessariamente nele, o que não é verdade. Esse é um conceito aristotélico muito forte e extremamente difícil de exterminá-lo entre os alunos. Mas o professor deve tentar cercar de vários artifícios para mudar essa concepção espontânea, usando a lógica, a experimentação, a resolução de problemas, a exibição e vídeos, etc.

Os alunos trazem uma bagagem conceitual, não escolar, fruto de suas interações com o mundo. Com isso realizam

interpretações dos fenômenos físicos, através de modelos, que de seus pontos de vista, explicam e esclarecem o problema em pauta. As pesquisas têm mostrado que são muito difíceis de serem mudadas e resistem ao ensino de conceitos que conflitam com elas. Vejamos algumas situações que podem ilustrar essas concepções por parte dos

estudantes:

“O movimento constante requer uma força constante”

Em nosso cotidiano, onde o atrito é está presente, uma pessoa deve empurrar um objeto sempre que desejar mantê-

lo em movimento. Ao não reconhecer o atrito como uma força, o aluno pode desenvolver uma idéia de que para um

movimento se manter constante é necessário sempre a aplicação de uma força constante.

“Se um corpo se move é porque há uma força que atua sobre ele na direção do movimento”

A maior parte dos alunos relaciona o sentido do movimento com o mesmo sentido da força atuante. Assim uma

situação no qual um indivíduo lança uma esfera com grande velocidade sobre uma superfície horizontal com atrito,

dificilmente o aluno representaria a força resultante, depois de perder o contato com a mão, atuando na esfera em sentido contrário ao seu movimento (modelo Científico).

em sentido contrário ao seu movimento (modelo Científico). O que provavelmente o aluno faria seria representar

O que provavelmente o aluno faria seria representar uma força resultante inicial que ficaria incorporada no corpo e esta iria desgastando-se na medida em que se desenrola o movimento. Nessa concepção quando a força terminasse a esfera entraria em repouso.

quando a força terminasse a esfera entraria em repouso. O que ensinar Pelo o que está

O que ensinar

Pelo o que está proposto nos Conteúdos Complementares de Física, neste tópico pretende-se que o aluno compreenda a 2ª Lei de Newton. O detalhamento de habilidades sugere que os estudantes: a) compreendam que uma força resultante atuando num corpo produz sobre ele uma aceleração; b) conceituem massa de um corpo como uma medida da maior ou menor dificuldade para acelerá-lo; c) saibam enunciar a 2ª Lei de Newton e sua formulação matemática e tenham conhecimento que a força de atrito depende do valor da força de contato (normal) e do coeficiente de atrito entre as superfícies; d) resolvam problemas envolvendo força, massa e aceleração.

Como ensinar

Abordagem teórica

Trabalhando a 2ª Lei de Newton:

Uma primeira atividade a ser desenvolvida em sala de aula é a discussão sobre o que é massa. No cotidiano, o conceito de massa está ligado à quantidade de matéria, entretanto, ela é a medida da inércia de um corpo, ou seja, a medida da dificuldade em acelerar um corpo. Deve-se salientar que a relação de massa com quantidade de matéria passa ter dificuldades quando pensamos na massa de partículas subatômicas, como por exemplo, a massa de um elétron que nesse caso seria quantidade de que? Na realidade, o que é matéria? A medida da quantidade de matéria

é realizada pelo número de Avogadro. Nesse caso, a quantidade de 6,02 x 10 23 átomos ou moléculas de um corpo

equivale a um mol de moléculas. Assim, como a massa de cada átomo é diferente, a mesma quantidade de átomos pode apresentar valores diferentes para a massa. Basta pensar na massa de um mol de hidrogênio (1g) e compará-la com a massa de um mol de átomos de carbono (12g). A mesma quantidade de matéria apresenta valores de massa diferentes, pois os átomos de hidrogênio e de carbono apresentam números de prótons e nêutrons diferentes.

As forças que foram trabalhadas no tópico 30 equilibrando um corpo, aqui devem ser destacadas nos casos em que

a resultante das forças é diferente de zero. Na 1ª Lei de Newton, quando a soma das forças tinha resultante zero o corpo poderia estar parado ou em movimento retilíneo uniforme; agora, quando as forças se desequilibram o movimento deverá ser acelerado. Diversos exemplos devem ser usados para constatar tal situação: uma bolinha descendo um plano inclinado ou um objeto pesado em queda livre terá aceleração, pois a resultante das forças é diferente de zero.

Deve-se chamar a atenção que a força peso atua de forma constante na queda e sempre que podemos desprezar a resistência do ar o movimento do objeto é acelerado. A análise de uma fotografia estroboscópica evidencia a aceleração do objeto.

Abordagem fenomenológica

Uma primeira atividade prática a ser desenvolvida em sala de aula é a medida da massa, com uma balança de equilíbrio (de dois pratos ou de um prato balança tríplice) onde se compara a massa do corpo a ser medida com outra massa padrão. Comparar a medida da massa com a medida da força (pelos dinamômetros molas) reforça a diferença entre massa e peso. É importante os alunos se familiarizarem com a unidade grama (g) e seus múltiplos,

como por exemplo, o quilograma (kg) e prevendo mentalmente a massa de diversos objetos e medindo-a logo depois. Verificar o valor das massas indicadas nos produtos alimentícios mostra se existe um controle de qualidade dos produtores.

Outra atividade de extrema importância é a relação entre força e aceleração e não entre força e velocidade, como é comum as pessoas pensarem num primeiro momento. Isso pode ser mostrado de várias formas. Por exemplo, puxando-se um carrinho cuja massa deve ser de 1 ou 2 kg, com pouco atrito nas rodas, sobre uma mesa comprida e plana através de um elástico ou mola mantendo-se a mesma elongação, o aluno sente que o carrinho adquire velocidade cada vez maior, isto é está acelerado. Dessa forma associa-se o conceito de força resultante com a aceleração desenvolvida pelo objeto.

Outra atividade similar é que está proposta no Roteiro de Atividade 33A, disponível no CRV, onde é usando um carrinho-cadeira que deve ser empurrado sobre um plano horizontal ao longo de uma reta (corredor ou pátio da escola) utilizando uma balança de cozinha de 10 kgf, como mostra a figura.

uma balança de cozinha de 10 kgf, como mostra a figura. Se uma força resultante diferente

Se uma força resultante diferente de zero está atuando no carrinho-cadeira a pessoa que empurra terá que correr cada vez mais depressa para manter o ponteiro da balança sempre na mesma posição. Salientamos que é importantíssimo que todos os alunos passem por esta atividade, pois ela atua sensorialmente e portanto internamente na pessoa, facilitando a mudança conceitual.

No Roteiro de Atividade 33B, disponível no CRV, propõe-se uma atividade lúdica o Bingo da Dinâmica. Esta é uma atividade de “fechamento” de alguns tópicos de conteúdo. Como as situações apresentam o corpo em repouso, em movimento uniforme, em movimento acelerado ou em movimento circular, sujeitos à tensões, forças externas, forças de atrito, força centrípeta os alunos devem demonstrar as suas habilidades referentes a vários tópicos. Eles devem identificar as forças que atuam no corpo, bem como seus módulos, suas direções e seus sentidos.

Como avaliar

A avaliação da aprendizagem em física pode ser feita de várias formas. Nos livros textos já existem sugestões de diversas questões abertas ou de múltipla escolha que podem ser utilizadas. Tais questões podem ser utilizadas durante as aulas onde os alunos individualmente ou em grupos podem discutir a sua solução.

Os alunos podem realizar outros experimentos simples mostrando as aplicações da 2ª Lei de Newton, sugeridos nos livros textos ou em sites da internet.

Outros trabalhos também podem ser apresentados fazendo-se conexão com a filosofia e a história da ciência: uma pesquisa sobre como as Leis de Newton influenciaram o pensamento científico e filosófico do século XVIII.

Referências

I. Física Conceitual Paul G. Hewitt ed. Bookman - 9ª Edição (p. 73 a 94).

II. A Concepção de Mundo Newtoniana A. Tarciso Borges - Projeto de Reformulação Curricular da Rede Estadual de Minas Gerais 1997/1998.

III. O Nascimento de uma nova física Bernardo Cohen Edart S. Paulo.

IV. A evolução da Física A. Einstein e L. Infeld Zahar editores.

V. As Leis de Newton Projeto Escola e Cidadania PEC Editora do Brasil (Objetiva o estudo das leis de Newton, priorizando a sua importância no cotidiano da sociedade atual).

X.

VII. http://www.ufsm.br/gef/LeiNew.htm (experimentos sobre as Leis de Newton)

VIII. http://pt.wikipedia.org/wiki/Leis_de_Newton (textos sobre história da ciência)

IX. http://www.if.ufrj.br/ (entrar nos links extensão ou divulgação) http://geocities.yahoo.com.br/saladefisica/index.html

Orientação Pedagógica - Tópico 30: 1ª Lei de Newton Física - Ensino Médio - Conteúdos Complementares Autor: Arjuna C. Panzera - Adaptado da OP 15 e 16 CBC 2005 C. Villani Centro de Referência Virtual do Professor - SEE-MG/2008