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NORBERTO BOBBIO: DIREITO E MORAL 1 Raquel Silva e Shaiane Umpierre 2

O positivismo jurídico surgiu com o grande filósofo Hans Kelsen, e ao decorrer

do tempo ganhou novos pensadores, como Norberto Bobbio, formado em filosofia e

direito, professor universitário, jornalista e defensor do individualismo diante do Estado. Norberto Bobbio defende que a liberdade de cada cidadão tem mais valor que o domínio do governo, pois o direito pertence ao mundo das relações externas, e se constitui na relação de vontades diferentes e a sua função é de prescrever as condições por meio das quais a vontade de um possa coexistir com a de todos os outros. O direito

é o que possibilita a livre existência ao mesmo tempo dos homens, porque somente onde

a liberdade é limitada, ela não se transforma numa não liberdade para os outros, e cada um pode usufruir da liberdade que lhe é concebida pelo direito de todos os outros de usufruir de uma liberdade igual á dele. Mas conforme a aplicação da norma aos fatos vem sendo sancionada, através da força como instrumento, a sociedade, segundo Norberto Bobbio, passa a perder a noção dos seus deveres, recorrendo somente à busca pelos seus direitos. Esquece-se da importância dos valores morais, do princípio do dever, onde a simples voz da consciência e a sensação de ter feito a coisa certa já não tem mais validade, na sociedade cada cidadão age de tal forma como todos agem. No nosso tempo o aumento da população, a degradação do meio ambiente, e o armamento desordenado são aspectos negativos consequentes do positivismo, que teve como principal ponto positivo, analisando os fatos sociais, o reconhecimento dos direitos humanos. Para Bobbio a abolição da escravatura, o estatuto do idoso e a independência da mulher são um dos sinais do progresso social decorrente do positivismo, mas não existem indicadores para o progresso moral, não há saída para a

consciência do dever, quanto mais noção de dever, mais direitos adquirimos, e quando temos a imposição de ordens pelo Estado, a definição por lei do que podemos ou não fazer, do que é certo e errado, temos a limitação da nossa liberdade, e, para o filósofo italiano, o Estado não deve dizer como devemos viver, quem deve é a consciência de nossos deveres.

A ética, um ramo da filosofia que estuda a natureza do que se considera ser o

bem, apropriado e moralmente correto, é apontada por esse grande pensador do século XX, como um requisito fundamental para uma benéfica relação entre a moral e a

política.

O direito natural tem como doutrina avaliar as opções humanas com o propósito

de agir de modo plausível e bem, poder estabelecer o que é justo e o que é injusto de modo universalmente válido, mas Bobbio questiona a base dessa pretensão, a julgar pelas divergências entre os diferentes defensores do direito natural sobre o que se deve

considerar justo ou injusto, o que era considerado natural para alguns não o era para outros.

1 Trabalho realizado para a disciplina de Filosofia Geral e Jurídica - professor Alceu Cavalheiri.

2 Acadêmicas do 2°semestre do curso de Direito da Faculdade Palotina de Santa Maria - FAPAS

Bobbio é considerado um dos grandes positivistas da atualidade, ele defende uma abordagem científica do direito, o que implica para o positivismo uma abordagem desvalorizada, na qual se prioriza o aspecto formal e não o material do fenômeno jurídico, sendo este o único caminho para a construção de uma ciência, do direito, pura. Além de uma definição do direito centrada no seu aspecto coativo, como

meio de fundamentar o conhecimento jurídico numa base empírica, baseada em percepções e experiências tidas anteriormente pela sociedade, a predominância da legislação sobre as demais fontes do direito (característica do estado liberal) e a norma jurídica como imperativo.

A marca inconfundível do pensamento de Norberto Bobbio está na sua

compreensão do direito não mais centrada na norma, e sim no ordenamento jurídico, que é o conjunto das normas de uma determinada ordem jurídica ou sistema, pois segundo ele não é possível definir o direito a partir da norma considerada isoladamente.

A teoria do ordenamento jurídico é um experimento de resolver alguns problemas (nomodinâmica) que a teoria da norma (nomostática) não havia conseguido resolver ou havia dado uma resposta insuficiente, como, a questão da completude e das antinomias, princípios utilizados para completar o ordenamento jurídico, trazendo uma solução ao juiz sem recorre. Acontece que as normas jurídicas podem uniformizar qualquer ação provável do homem, entendendo-se como aquela que não seja nem necessária e impossível. O campo das ações prováveis ou possíveis é, portanto, amplo e é comum tanto às regras jurídicas como a todas as outras regras de conduta não-jurídicas.

A definição do direito adotada não coincide com a de justiça. A norma

fundamental está na base do Direito como ele é (o Direito positivo), não do Direito como deveria ser (o Direito justo). Ela permite ao Estado exercer a força, mas não diz que seja de forma justa, dando uma autenticidade jurídica, não moral, do poder, sendo o

direito, expressão dos mais fortes, não dos mais justos. Levando-se em consideração esses aspectos, conclui-se que Bobbio não vê o ordenamento como um conjunto de regras para o exercício da força, pois considera essa concepção muito limitativa do direito, mas sim como um conjunto de regras para organizar a sociedade mediante a força, e que, além disso, cada cidadão deve ter uma reflexão de moralidade, ser mais humano, cumprir com os seus deveres por um ato consciente e não obrigatório ou imposto, pois para esse grande pensador só assim adquirimos nossos direitos.

Referências BITTAR, E. C., & Almeida, G. A. (2002). Curso de filosofia do direito. 2. ed. São Paulo, SP: Atlas. BOBBIO, N. (2004). A Era dos Direitos. Rio de Janeiro, RJ: Elsevier.

CELLA.

http://www.cella.com.br/conteudo/Hespanha-Arno-Artigo.pdf

(s.d.).

Acesso

em

Junho

de

2012,

disponível

em

Jus Navigandi. (s.d.). Fonte: http://jus.com.br/revista/texto/6953/sintese-comentada-a- teoria-do-ordenamento-juridico-de-norberto-bobbio.