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Como envelhecer

sem ficar velho

Título original How to make the rest of your life the best of your life

Copyright © 2006 by Hansen & Hansen LLC and Art Linkletter

Edição original por Thomas Nelson, Inc. Todos os direitos reservados. Copyright da tradução © Thomas Nelson Brasil, 2007.

Supervisão editorial Nataniel dos Santos Gomes Assistente editorial Clarisse de Athayde Costa Cintra Tradução Lilian Jenkino Capa Valter Botosso Copidesque Norma Cristina Guimarães Braga Revisão Margarida Seltmann Magda de Oliveira Carlos Cascardo Projeto gráfico e diagramação Julio Fado

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ

H222c

Hansen, Mark Victor, 1947- Como envelhecer sem ficar velho/Mark Victor Hansen e Art Linkletter; tradução de Lilian Jenkino. - Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007.

Tradução de: How to make the rest of your life the best of your life ISBN 978-85-6030-330-4

1. Envelhecimento - Aspectos psicológicos. 2. Idosos - Psicologia. 3. Idosos - Condições sociais. I. Linkletter, Art, 1912-. II. Título.

07-2048.

CDD: 155.67

CDU: 159.922.63

Todos os direitos reservados à Thomas Nelson Brasil Rua Nova Jerusalém, 345 – Bonsucesso Rio de Janeiro – RJ – CEP 21402-325 Tel.: (21) 3882-8200 – Fax: (21) 3882-8212 / 3882-8313 www.thomasnelson.com.br

Este livro é dedicado aos 76,9 milhões de baby boomers, aos novos boomers que virão depois deles e aos milhões de pessoas com mais de 65 anos atualmente. Os próximos cinqüenta anos da vida de vocês podem ser sempre os mais gratificantes.

Agradecimentos

T odo grande livro é um sonho antes de tornar-se realidade. Art Link- letter e eu somos amigos de longa data. Perguntei-lhe se gostaria de

escrever um livro comigo e, abençoado seja seu coração, ele respondeu que poderia ser divertido. Quando fui convidado para jantar com Sam Moore, presidente do conselho da Thomas Nelson Publishers, nós nos entendemos desde o início. Eu lhe disse que pretendia escrever um livro com Art Linkletter. Sam apontou o dedo para mim e disse: “Eu quero esse livro.” Nos negó- cios editoriais, é muito bom ser procurado, amado, estimado, respeita- do, encorajado e pago para escrever algo que servirá a uma multidão de leitores ávidos. Obrigado, Sam. Jillian Manus, a melhor agente do mundo, disse: “Faça-o.” Com a brilhante ajuda de minha mulher, Patty Hansen, para as autorizações le- gais e a contabilidade, e de nosso extraordinário advogado, Ken Browning, estávamos prontos para escrever. Nosso colaborador-mor foi Tim Vandehey. O que ele fez nos im- pressionou. Tim capturou a essência daquilo que somos e aonde que- ríamos ir. Nós nos apegamos a ele, contando com sua ajuda em todas as entrevistas, dando-lhe tarefas em cima de tarefas, que ele desempenhou com perfeição. Juntos, rimos muito, nos divertimos, aprendemos um bocado e acreditamos ter criado um livro importante, que será muito útil a nossos leitores. Minha assistente executiva, Debbie Lefever, foi indispensável, como sempre, combinando conferências por telefone com celebridades

AgrAdecimentos

e tornando compromissos pesados brincadeira de criança. A assistente executiva de Art, Jennifer Kramer, navegou com leveza e perícia pela agen- da dos nonagenários mais ocupados do mundo. Jonathan Merkh, editor da Nelson Books, ouviu nossos pedidos sem fim e concordou com todos, confiante. Agradecemos muito a ele e sua inabalável crença neste projeto. Desde a concepção do projeto, Ted Squires, vice-presidente executivo da Thomas Nelson, tem sido amigo, confidente e o profissional de marketing dos nossos sonhos. Agradece- mos a Belinda Bass pelo excelente trabalho de design e à editora Paula Major pela ilimitada paciência com as nossas revisões intermináveis, pe- las revisões das revisões e pela ajuda em fazer desta uma leitura eterna. Agradecemos aos nossos velhos e novos amigos, que generosamente cederam seu tempo para entrevistas: Dr. Ken Dychtwald, Dan Burrus, Norman Lear, Dr. Walter Bortz, Sallie Foley, Dr. Steven Austad, Dr. Mi- chael Elstein, Jack LaLanne, Dr. Garry Small, Paul Zane Pilzer, Donald Ray Haas, Cheryl Bartholomew, Barbara Morris, a nossos incríveis Em- preendedores Seniores e Atletas Seniores, e tantos outros que podemos estar esquecendo inadvertidamente. Sonhamos com este livro; vocês agora fazem parte do Time dos Sonhos que pode torná-lo realidade. Nada teria sido possível sem o apoio amoroso que recebemos dia a dia de nossas mulheres, Patty Hansen e Lois Linkletter. Elas são o penhasco de onde podemos voar alto em nossos sonhos com o pensamento revolucioná- rio decisivo. Além disso, elas contribuíram generosamente com explicações claras e específicas para cada interação deste livro. Temos você, nosso fã e leitor, em alta estima, por ler, absorver e usar os princípios deste livro, por compartilhá-los com aqueles a quem ama e quer bem. Mais uma vez, agradecemos por ler nosso trabalho. Em muitas áreas da vida, é costume deixar o melhor para o fim. Assim, reconhecemos e honramos a presença do Poder Superior, de quem recebe- mos tantos dons e idéias iluminadas. Como você poderá ver neste livro, o Poder Superior vem em primeiro lugar em nossa vida.

Art Linkletter e Mark Victor Hansen

Sumário

Prefácio de Art Linkletter

11

Prefácio de Mark Victor Hansen

15

Introdução: Esqueça as denominações: apresentando os Dez Mandamentos

19

 

Parte 1:

Não é “quantos anos você tem?”, mas “com quantos anos você está?”

Capítulo um:

Os oito grandes mitos sobre a velhice

39

Capítulo dois:

Placar final: estilo de vida, 70 x genes, 30

73

Capítulo três:

é você quem sabe

96

Parte 2:

Você não pode voltar o relógio, mas pode rebobiná-lo Capítulo quatro: Trabalho e dinheiro ou o único que deveria ficar apo-sentado é seu carro

119

Capítulo cinco:

Corpo ou nunca deixe ninguém ajudá-lo a

levantar-se de uma cadeira

152

Capítulo seis: Mente ou você está se tornando sábio ou velho?

196

Capítulo sete: Sexo ou continue aproveitando-o, enquanto os outros apenas conversam sobre ele

226

Capítulo oito: Espiritualidade ou plugando-se ao poder superior

224

sumário

Capítulo nove: Atitude ou viva sem ressentimentos

263

Capítulo dez:

Criatividade ou o que a vovó Moses

conseguiu que você não consegue?

284

Capítulo onze: Propósito ou eles não precisam de pastores no céu

307

Capítulo doze: A idade é desperdiçada na velhice

322

Recursos para o Segundo Início

341

Glossário de termos do Segundo Início

347

Notas

349

Prefácio de Art Linkletter

E ste livro é uma carta de amor aos baby boomers norte-americanos, todos os 76 milhões de homens e mulheres nascidos entre 1946

e 1964. Vocês precipitaram muitas mudanças econômicas em nosso país durante os últimos cinqüenta anos, e, como estão envelhecendo, vão provocar muitas outras — drásticas —, sobretudo no custo do Seguro-Saúde. Nos últimos cem anos, observamos o quanto os custos com saú- de têm subido. Em vez de viver até os 47 anos (a expectativa de vida média na virada do século vinte), estamos vivendo até os 77, sen- do que muitos, inclusive eu, vivem por mais tempo ainda. O gasto per capita com assistência médica passou de US$ 143 em 1960 para US$ 5.670 em 2003. Mesmo ajustado pela inflação, é um aumen- to enorme. Em 1985, como nação, gastamos US$ 427 bilhões em assistência médica. Mas isso não é nada. Uma projeção estima que em 2008 esse custo seja de US$ 2.055 trilhões, sendo que um terço do grupo de renda mais baixa não estará segurado! O Seguro-Saúde hoje custa tanto quanto a Seguridade Social, 1 e em 2015 custará mais que o orçamento da Seguridade Social e do Ministério da Defesa combinados. 2 Em resumo, estamos vivendo um tempo de transformações rápidas e turbulentas em todo o mundo. Depois da era da Revo- lução Industrial, veio a era da Informação e da Comunicação. Em

Prefácio de Art LinkLetter

2050, um em cada quatro americanos terá mais de 65 anos. Porém, enquanto a categoria dos americanos mais velhos tem aumentado, desde 1965 experimentamos uma baixa natalidade. Como a geração mais jovem está se casando mais tarde e tendo menos filhos que os boomers, há menos pessoas na categoria “sub-20” procurando empre- go para iniciantes ou de meio período. Isso abre a porta aos boomers aposentados que têm gastado todo seu dinheiro numa vida impru- dente e precisam trabalhar para complementar a pensão que recebem do governo. E mesmo essas pensões precisam mudar. Eles as farão mudar. é inevitável. O objetivo deste livro, portanto, é responder à grande questão:

“Ótimo, eu posso viver mais, mas posso viver melhor?” Mark e eu

reunimos um time de especialistas em saúde, negócios, sexo, finanças

e outros assuntos, a fim de compartilhar os conhecimentos que se

acumularam sobre como os mais velhos podem aproveitar cada opor- tunidade nos próximos anos. Acredito que devemos ser criteriosos quando recorremos a um médico ou a um consultor de negócios. Assim, procuro saber de suas qualificações, conhecer suas histórias pregressas e então decido se será agradável e conveniente usufruir de seus serviços. Quero agir da mesma forma com você, leitor, fornecendo-lhe o mesmo tipo de informação sobre mim. Apresento-lhe então algumas das minhas ex- periências no campo da gerontologia. Para começar, tenho 94 anos de idade, boa parte deles vividos no século mais surpreendente da história da humanidade. Já escrevi

três autobiografias. Na primeira, escrita aos 40, falei dos meus vinte anos, quando deixei de ser um motorista autônomo no transporte de cargas para cumprir uma educação universitária, iniciando a carreira no rádio como uma celebridade nacional e começando uma família que agora conta com cinco filhos, oito netos e quinze bisnetos. Escre-

vi minha segunda autobiografia vinte anos mais tarde, aos 60, abran-

gendo os anos tumultuados, em que tragédias ceifaram a vida de dois dos meus filhos mais jovens, quando a invenção da televisão mudou minha vida profissional e quando cheguei ao topo das carreiras mais

como enveLhecer sem ficAr veLho

lucrativas no mundo dos negócios. O terceiro livro foi publicado aos meus 80 anos e mostrava a maior e mais recente mudança em

minha vida, quando me tornei um conferencista profissional sobre

o abuso de drogas, pensamento positivo e gerontologia, como um

dos fundadores do Centro de Envelhecimento da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), do qual sou o atual presidente do conselho. Sou porta-voz da Visão Mundial (uma das mais abrangentes organizações missionárias da África para angariar fundos e promo-

ver o bem-estar social), viajo pela África, Índia e América do Sul participando de programas especiais para TV, e me tornei o presi- dente do conselho da Fundação John Douglas French para o Mal de Alzheimer, que tem empregado milhões de dólares no combate

a essa temida doença. Também sou o presidente nacional da USA

Next (um projeto nacional da United Seniors Association, Inc.), que congrega milhões de americanos empenhados em ajudar Washington na reforma da Seguridade Social, do Seguro-Saúde e do imposto de transmissão causa mortis. Faço umas cinqüenta conferências por ano nos Estados Unidos, levantando fundos para escolas cristãs e orga- nizações humanitárias, como Cruz Vermelha, Associação Cristã de Moços, Leprosy Missionaries [Missionários contra a hanseníase], Exército de Salvação e várias universidades. Fui agraciado com 17 títulos de doutor honoris causa. E recebi o Humanities Annual Award [prêmio anual em Humanidades] do presidente Bush em 2004. Eu continuaria essa lista, mas isso poderia parecer vaidade da minha parte. A única coisa que ainda direi é que o fato de ser casado há setenta anos com a mesma mulher tem me dado uma boa quota de experiência na área de harmonia conjugal. é engraçado, mas nos eventos, quando anunciam que estou casado com a mesma moça há setenta anos, ouço os aplausos mais estrondosos. Também tenho o orgulho de ser a viga mestra da minha família, o apoio central. Par- ticipo de cada negócio dos meus garotos e estou envolvido em todos eles. E estou me preparando para as coisas que ainda não fiz, crescen- do como uma criança abandonada na pobreza.

Prefácio de Art LinkLetter

Sou filho de um pastor evangélico e sapateiro. Meus pais tive- ram uma vida de bênçãos, à medida que se aproximaram de Deus. Quando eu tinha 17 anos, disse-lhes que estava indo embora, para conhecer o mundo, com cinco dólares e uma camiseta no corpo. Eles responderam: “Deus o protegerá.” Sempre sentimos que Deus cuida- ria de nós. Nos dias santos, cestas com frutas e comida apareciam no degrau de nossa porta, e nunca soubemos quem as deixara lá. Meu pai tinha a confiança absoluta de que eu sairia por este mundo, iria a qualquer lugar que fosse, e estaria bem. Deus cuidaria de mim. E ele sempre cuida. Não me pergunte se vou me aposentar. Aposentar para quê? Gosto do que faço porque é isso o que importa. E penso que este li- vro pode ser importante para qualquer pessoa que esteja iniciando-se nos anos que ainda virão. Não pare de viver e de aprender.

Eu nunca quero ser O que quero ser, Porque sempre haverá algo esperando por mim. Sempre haverá uma colina mais alta, com uma vista sem fim, Alguma coisa que nunca aprendi esperando para ser aprendida. Então, até que chegue o fim da minha vida, Ainda não terei completado a medida. Deixe-me continuar — a crescer.

John Wooden, mago do basquete da UCLA e filósofo, afirmou:

“Os acontecimentos se tornam melhores para quem consegue extrair o melhor dos acontecimentos.” Não encontro uma mensagem mais adequada para deixar a você neste livro. Aproveite a jornada.

Art

Prefácio de Mark Victor Hansen

V ocê está lendo este livro porque vai viver o resto de sua vida no futuro. E você merece uma nova perspectiva de futuro, uma

perspectiva que seja digna, que o ajude a tornar-se mais jovem, cheio de vida, feliz e admirável. Nós lhe oferecemos um futuro com tudo o que sempre imaginou e mais, muito mais. é claro que você quer aprender como envelhecer sem ficar ve- lho, e espera confiar em cada uma das opções que apresentamos. Você tem o poder em seu interior e pretendemos ser os catalisadores desse poder. O mundo espera que você realize seu potencial, e desejamos ajudá-lo a fazer a diferença e deixar um legado duradouro. Este é o manual de instruções que o ajudará a criar um futuro que seja digno de você e de sua contribuição ao mundo. Chegou a hora de você ser incentivado a buscar seus próprios in- teresses. E isso não torna ninguém melhor ou pior; significa apenas que você cuida de si mesmo, daqueles que ama, de sua empresa, comuni- dade e de tantos quantos for possível para fazer o mundo melhor. Du- rante esta jornada, nós lhe mostraremos modelos de pessoas que estão fazendo um grande trabalho, vivendo de modo pleno, vital e dinâmico.

Estão se atualizando, trabalhando como patrões de si mesmos. Chamo isso de “descobrir o plano de Deus para você”. Minha caminhada com Deus começou cedo. Meus pais eram cristãos parti- cipantes e devotados. Minha mãe cresceu num lar batista; minha avó

Prefácio de mArk victor hAnsen

ia à igreja várias vezes por semana e contava histórias bíblicas sentada à uma mesa coberta com flanela, todo domingo à noite, para meus irmãos, primos, tios, para sobrinhos, sobrinhas e eu. Aos domingos, podíamos participar do culto na igreja batista ou na igreja luterana de meu pai, um imigrante dinamarquês que foi criado naquela fé. Durante a universidade, resolvi que queria saber mais sobre o Espírito Santo, Deus e Jesus, e decidi freqüentar a matéria alternativa de teologia apenas porque estava muito interessado. Sempre que me perguntam: “Se você não fosse um conferencista profissional, o que gostaria de ser?”, minha resposta é: pastor. Quando morei em Nova York, servi em duas igrejas diferentes. Servi na igreja do Dr. Norman Vincent Peale e em outra no Harlem, chamada United Palace, freqüentada por pessoas negras. E continuo fazendo esse trabalho até hoje. Agora, aos domingos, vou à igreja interdenominacional de Los Angeles e depois volto para servir em alguma das várias igrejas do condado de Orange, com minha família, incluindo a igreja do Dr. Robert Schuller. Sinto-me abençoado por dizer que sou chamado pelo meu primeiro nome pelos maiores mi- nistros dos Estados Unidos. Sempre convivi com pessoas mais velhas que eu e aprendi com elas. Quando fazia pós-graduação na Universidade do Sul de Illinois, fui convidado pelo professor de fisiologia, Dr. Alfred Richardson, para uma palestra do Dr. R. Buckminster Fuller, presidente eméri- to da escola de design da mesma universidade, que falaria ao vivo para cinco mil estudantes. A mensagem de Fuller causou profunda impressão em minha alma. Antes que a tarde terminasse, fui ao es- critório dele, pedi-lhe um emprego como assistente de pesquisa e o assumi. Naquele tempo, o Dr. Fuller era um jovem de 71 anos. Ele disse: “As pessoas mais importantes nem sempre são donas de si até que cheguem aos 80 anos. O sistema não pode aposentá-lo menos do que você aposenta a si próprio.” E é isto o que nós dizemos: vamos trocar a condição de “aposentado” pela de “reaquecido”! Reaqueça suas emoções, seus conhecimentos e volte ao jogo. Você é necessário, requisitado, pode fazer aquilo que ninguém mais pode fazer.

como enveLhecer sem ficAr veLho

Sou um jovem de 57 anos, mas me sinto com 28. No ano pas- sado, escalei a montanha mais alta do continente norte-americano, o monte Whitney. Fui incentivado a trabalhar com Art Linkletter, um ícone vivo e um modelo para o futuro. Tenho metas numerosas, mais de seis mil. é verdade que você vive mais quando tem um bom número de metas, maiores e menores, pois elas lhe dão o senso de aventura e o encorajamento necessário. As metas estimulam sua von- tade de viver e fazer a diferença. Compartilho tudo isso simplesmente por Art e eu estarmos em- penhados em acabar com o negativismo da velhice. As pessoas que assumem a idéia de que a idade traz apenas conseqüências negativas — declínio, doença, degeneração e morte — só contribuem para esse negativismo. Queremos incentivar um tipo de maturidade que não

envelhece. Queremos criar uma imagem nova de maturidade, uma maneira de ver em que a cronologia é irrelevante. é apenas um núme- ro, um número em que Art diz nunca ter prestado atenção até passar dos 80 anos. Queremos que você conheça sua idade biológica; a partir daí, que a reverta, com dietas nutricionais e exercícios que o tornarão uns vinte anos mais moço. O mais importante é que queremos mostrar-lhe a idade experi- mental. Satchel Paige perguntou: “Que idade você teria se não sou- besse quantos anos tem?” 3 Eu disse que me sinto com 28 anos; Art, aos 94, diz sentir-se com 45 anos. Todavia, se falarmos em termos de experiência, Art sente-se com 358 anos. Eu me vejo com 158 anos, a partir da perspectiva do que tenho experimentado. Temos uma gran-

de quantidade de vida comprimida dentro de nossa vida

e ainda

não nos sentimos realizados. Acreditamos que os 60 anos sejam os novos 40 anos, a nova meia-idade, pois as pessoas têm uma auto-imagem diferente e maior expectativa de vida do que em qualquer outro período da história humana. Muitos estão preferindo escrever uma nova ordem para si mesmos, para uma vida boa, feliz, saudável e longa, pois é isso que vale a pena, que é importante, significativo e útil aos demais.

Prefácio de mArk victor hAnsen

E se você pudesse viver mais, ganhar mais do que jamais so- nhou, se pudesse ser útil de formas surpreendentes e ver seus tatara- netos como Art fez? é possível, e cada vez mais, sobretudo se você prestar atenção às várias recomendações deste livro. Art e eu quere- mos incentivá-lo ao empreendedorismo e ao voluntariado em níveis nunca antes imaginados. é provável que você já tenha trabalhado num emprego em tempo integral ou mesmo em sua profissão. Agora

é hora de você trabalhar para sua prosperidade e seu futuro, e nun-

ca é tarde para começar. O mundo tem grandes necessidades, e isso significa que você tem boas oportunidades para usar o potencial que nunca soube possuir. Art e eu lhe oferecemos um ingrediente mágico:

permissão. Você não tem de acreditar que pode fazer pequenas coisas em grande escala ou grandes coisas em grande escala; basta acreditar que nós acreditamos em você. Você precisa trabalhar em si mesmo e de um modo tão duro como nunca trabalhou num emprego, pois, quando você se torna melhor, o mundo também melhora. Você merece isso, ou não es- taria segurando este livro em suas mãos agora. Temos feito todo o possível, como grandes amigos, colegas e parceiros de escrita, para traduzir mais de cento e cinqüenta anos de experiência de vida em seu benefício. Com este livro, estamos formando indivíduos que não envelhe-

cem, que adotam para sempre a juventude, a vitalidade energética,

a aprendizagem vitalícia, o estabelecimento de metas, que realizam

contribuições significativas. Minha esperança é que eu possa ajudá-lo

a descobrir o plano de Deus para você, que você se sinta capacitado

não apenas para prosperar, mas também para servir. Porque o maior dentre nós é o servo de todos.

Mark

Introdução

Esqueça as Denominações:

Apresentando os Dez Mandamentos

S e você é uma pessoa de sorte, está caminhando para a velhice. Se você é uma pessoa de muita sorte, estará tão velho que os agentes

funerários o seguirão com uma fita métrica nas mãos para ganhar tempo. Vai precisar de um bombeiro-chefe para apagar as velas do seu bolo de aniversário. E, quando alguém falar de você, as pessoas vão suspirar e exclamar: “Ele está vivo ainda?” Velhice é assim. Espere um pouco! Sorte de envelhecer? Sim, foi isso o que dis- semos. Mas você pode contestar: “O que todo mundo quer não é permanecer jovem por mais tempo?” Claro que sim, mas não é pos-

sível. Não importa o que faça do lado de fora; por dentro, você está

se tornando mais velho. A única alternativa para o avanço da idade é

alcançar a morte. E, como ainda não morremos, podemos dizer com segurança que estar velho e ativo significa um bocado de diversão.

cuLtive A mAturidAde, mAs não enveLheçA

O avanço da idade não é opcional. Isso significa que, se você quer ter

uma vida boa, só há uma coisa a fazer: não envelheça. Cultive a matu-

introdução

ridade. Cultivar a maturidade significa crescer conforme avançamos em idade, aprender, descobrir novas emoções, nova sabedoria, novos interesses motivadores. Você aprende com os erros e estabelece novas posturas; estabelece novos relacionamentos à medida que trata com carinho os mais velhos; cuida do corpo, faz exercícios, alimenta-se cor- retamente, evita riscos, aprende a tocar um instrumento, ou seja, você vive. Você cresce, muda de opinião e se aperfeiçoa com o tempo. Envelhecer significa fossilizar-se, assistindo ao tempo passar pela vida, queixando-se, mas nunca agindo, arrependendo-se, mas nunca alcançando o que quer. Envelhecer significa que você está morto anos antes de seu corpo chegar lá. Quem deseja isso? A filosofia de Como envelhecer sem ficar velho não se baseia na apologia da velhice nem em evitá-la, mas pretende mostrar que ela pode ser um tempo incrível de liberdade, descobertas, aprendizado e propósitos, se você captar sua noção correta. A velhice é um privi- légio. Como você lida com isso? Você está batendo de frente com a vida, chegando depois dos desafios, empregando tempo e dinheiro em alguma causa que lhe amargura o coração? Você está desprezando as expectativas de seus netos e amedrontando-os por aprenderem a surfar, a fazer trilhas pelos Apalaches ou por começarem um novo negócio? Você está amadurecendo ou apenas ficando velho?

os 60 Anos são os novos 40 Anos; os 80 são novos 60

As tecnologias, os medicamentos, as descobertas em nutrição e boa forma, as oportunidades de empreendimentos, o contato social entre pessoas, tudo isso serve para fazer de seus anos vindouros os mais incríveis que já existiram. O que está ficando para trás é a resistência das pessoas em mudar. Muitos ainda não se convenceram de que podem ser mais vitais e ativos aos 70 anos do que eram aos 50. Estão emperrados em mentalidades obsoletas sobre a velhice, idéias que sussurram em seus ouvidos que as únicas opções que temos são sentar

como enveLhecer sem ficAr veLho

numa cadeira de balanço, reclamar da música nova, esquecer o que é sexo, aprender a jogar bocha e orar para que não precisemos sobrevi- ver com as economias da aposentadoria. Absurdo. Hoje, estamos vivendo por mais tempo e de modo tão produtivo que os 60 anos têm-se tornado os novos 40 anos, o auge da vida, quando a carreira vai a todo vapor, quando a mente é mais criativa e as emoções mais ardentes. Se você teve o que pensava ser o melhor da vida aos 30 ou 40 anos, considere-se um felizardo. Você alcança um Segundo Início aos 60, 70 ou mesmo aos 80 anos, quan- do pode empregar a sabedoria, a experiência e os recursos financeiros para iniciar uma etapa nova e maravilhosa, para descobrir novos pro- pósitos em sua vida, revitalizar e reabastecer seu corpo. Vamos mostrar-lhe as descobertas mais recentes em genética, fi- nanças, psicologia, saúde e em outros assuntos. Compartilharemos as histórias dos “Empreendedores Seniores” e, ao fazer isso, revelaremos segredos para tornar seu corpo, mente e alma vibrantes, cheios de pro- pósito e energia, para experimentar um Segundo Início verdadeiro, que faça suas idades anteriores parecerem um grande ensaio geral. Criamos uma comunidade on-line, www.SecondPrime.com, para baby boomers com uma postura afirmativa diante da vida e para todas as pessoas que queiram viver mais e de modo brilhante. Depois de ler este livro, visite o site e encontre pessoas exatamente como você.

você sAbe que está ficAndo veLho

• Quando seus amigos o cumprimentam usando sapatos novos de crocodilo, enquanto você está descalço.

• Quando o médico não lhe pede mais raios X e apenas o coloca contra a luz.

• Quando uma garota sexy povoa suas fantasias e seu marca-passo abre a porta automática da garagem mais próxima.

• Quando se lembra do mar Morto no tempo em que ele estava apenas adoentado.

introdução

• Quando sua mulher diz: “Vamos subir e fazer amor” e você res- ponde: “Uma coisa de cada vez!”

• Quando o fato de andar sem sutiã faz todas as rugas de preocu- pação surgirem em seu rosto.

• Quando não se incomoda em saber aonde sua mulher vai, con- quanto você não tenha de ir com ela.

• Quando você e seus dentes não dormem juntos.

A seguridAde sociAL e A bombA-reLógio do seguro-sAúde 4

Vamos começar desafiando o modelo tradicional e desfazendo algu- mas impressões. Não estamos defendendo a idéia de que a Seguri- dade Social e seus programas sejam banidos, pois eles têm ajudado muitos americanos mais velhos a viverem melhor. Mas há dois aspec- tos nas instituições governamentais que não podemos tolerar: dívida e dependência. Considere as projeções financeiras para o fundo de crédito da Se- guridade Social. De acordo com a Seguridade Social americana, espe- ra-se um fluxo de caixa negativo que será incrementado rapidamente depois de 2010, quando muitos dos 76,9 milhões de baby boomers começarão a se aposentar. Depois disso, o saldo a pagar aumentará com o número de benefícios de aposentadoria requeridos, superando passo a passo o número de trabalhadores contribuintes do sistema.

O

governo prevê que, em 2017, as contribuições serão menores que

os

benefícios pagos, e em 2041 o fundo financiará apenas 74% dos

benefícios. Por essa época, o fundo de crédito estará liquidado. 5 O Seguro-Saúde revela um quadro ainda pior, na medida em que

os boomers vão ficando mais velhos, doentes, e os custos de assistência médica se elevam. Para 2079, o custo dos benefícios do Seguro-Saúde está projetado para chegar à inacreditável marca de 14% do produ-

como enveLhecer sem ficAr veLho

to interno bruto. Ou seja, 14% de cada dólar produzido nos Estados Unidos serão destinados ao pagamento do Seguro-Saúde com hospitais e remédios! Os ativos do Seguro-Saúde ficariam abaixo dos desembol- sos em 2014, enquanto o Medicare Hospital Insurance Trust Fund, que paga os benefícios hospitalares, estará extinto em 2020. 6

os dez mAndAmentos

A Seguridade Social e o Seguro Saúde poderiam classificar os Estados Unidos até mesmo dentre os maiores devedores, enquanto promove- rem a dependência entre os idosos. Corrigi-los é uma questão polí- tica, que então sugerimos em substituição: trocar tais denominações pelos Dez Mandamentos, presentes que você pode dar a si mesmo ao fazer escolhas radicais e corajosas. Você tem direito a todos os dez, mas só se desenvolver a noção correta e fizer opções inteligentes e corajosas para seu futuro. Se você tomar para si os Dez Mandamentos, vai descobrir que pode ganhar mais dinheiro depois da “aposentadoria”, que pode ser mais saudável, mais ativo e independente. Conseguirá aquilo que merece, descobrirá propósitos e emoções maiores no que faz, formará novos contatos sociais, encontrando pessoas maravilhosas, que estão realizando obras realmente boas no mundo, e deixará sua mente mais afiada e poderosa. Você não vai precisar dos pagamentos mensais da Seguridade Social, pois estará mais saudável; portanto, a despesa mé- dica não será tão alta, e poderá usar seus recursos financeiros para adquirir um seguro de saúde que seja exatamente como você queira. Existem muitas opções no mercado, se você souber onde procurar.

Mandamento n.º 1: Você pode desafiar os estereótipos da velhice. A sociedade está cheia de idéias antiquadas sobre as pessoas com mais de 65 anos: elas são frágeis, estão perdendo o bom senso, são mal- humoradas, fora da realidade, não têm nenhum interesse por sexo. Tais idéias fazem parte do “modelo-padrão” de velhice e, se você lhes der ouvidos, elas o privarão da capacidade de viver a vida como desejar.

introdução

Em vez de dar espaço para tudo isso, por que não adotar alguns “modelos fora de padrão” para você mesmo? é o primeiro passo para envelhecer sem ficar velho: convença-se de que pode ter a vida que sempre quis, de preferência sem se prender às idéias arcaicas. Você pode fazer isso, e fará, munindo-se de princípios como estes:

• Nunca me aposentarei; ao contrário, vou trabalhar em algo que me motive a sair da cama pela manhã.

• Ficarei em forma, saudável e atlético.

• Prevenirei doenças e cuidarei de minha saúde, melhorando a qualidade daquilo que coloco em meu corpo.

• Desfrutarei de aventuras, viagens e novas experiências.

• Viverei de modo independente.

• Construirei novos relacionamentos com todos os tipos de pessoas.

• Viverei cada dia com emoção e propósito.

• Descobrirei ou redescobrirei minha vida espiritual.

Diga essas coisas para si mesmo e depois as coloque no papel. Transcrevendo suas intenções, você tem dez vezes mais chances de interiorizá-las do que apenas falar sobre elas.

Mandamento n.º 2: Você pode determinar sua longevidade.

Pesquisas comprovam que a longevidade está mais relacionada com as escolhas sobre o tipo de vida a que você se propôs do que com seus genes. Seu DNA lhe deu um esboço do trabalho que ele tinha a fazer, indicou uma predisposição, ou não, para doenças como colesterol alto, câncer, doenças cardíacas ou diabetes; porém, o que você fará a partir desse quadro é uma questão de escolha, ou seja, vai depender do estilo de vida que escolher levar. Você não é escravo de seu DNA, pois pode decidir se quer ser saudável o suficiente para percorrer 15 quilômetros com 75 anos ou se prefere ser obeso, hiper- tenso e dependente de remédios.

como enveLhecer sem ficAr veLho

As doenças que matam milhões de americanos todos os anos são aquelas ligadas ao estilo de vida: as cardíacas, o câncer, a pressão alta. Certamente há fatores hereditários envolvidos, mas o que você come todos os dias e a quantidade de exercícios que pratica têm uma impor- tância muito maior do que as doenças de seu avô. Se você está ingerin- do cinco porções de frutas, verduras e legumes frescos todos os dias e indo à academia cinco vezes por semana, ainda assim pode desenvolver diabetes ou doenças cardíacas, mas sua programação genética terá de trabalhar pesado para que isso aconteça. O mais provável é que você irá desafiar seus genes, mantendo uma pressão sangüínea baixa, desen- volvendo um coração saudável, mantendo juntas e músculos fortes e flexíveis, e, como resultado, terá uma vida mais longa.

você sAbe que está ficAndo veLho

• Quando seus pés saem, mas você fica em casa.

• Quando acorda parecendo-se com a foto de sua carteira de motorista.

• Quando são necessárias duas tentativas para você se levantar do sofá.

• Quando sua idéia de uma noite fora é sentar-se na varanda.

• Quando o happy hour é uma soneca.

• Quando você desce da calçada e olha mais uma vez para ter cer- teza de que a rua ainda está ali.

• Quando sua idéia de levantamento de peso se resume a erguer-se.

• Quando você precisa de mais tempo para descansar do que levou para ficar cansado.

• Quando as lembranças estão mais curtas e as reclamações mais longas.

• Quando o farmacêutico se torna seu mais novo melhor amigo.

A expectativa dos gerontologistas é de que os membros da gera- ção baby boom vivam até os 85 anos ou mais. Isso, porém, não é um

introdução

direito inato; antes, é um potencial que você pode desenvolver, valen- do-se da medicina, da ciência e dos conhecimentos sobre nutrição. De qualquer forma, você pode permitir-se tal expectativa. De que modo? Comendo alimentos frescos e ricos em substâncias antioxi- dantes. Praticando exercícios e movimentando o corpo. Procurando maneiras de livrá-lo do estresse. Mudando de opinião. Conhecendo pessoas novas. Procurando uma comunidade espiritual. Mantendo uma boa vida sexual com seu cônjuge. E deleitando-se com os verda- deiros prazeres da vida, desde saborear um pedaço de chocolate até esperar pelo nascimento do seu novo neto. Estudos têm mostrado que, se conseguir passar dos 85 anos sem sucumbir às doenças da idade, há uma boa chance de você viver um século. Você tem um estilo de vida que dá a seu corpo e mente

a melhor oportunidade de envelhecerem bem? Você pode investir

na saúde mental, física, emocional e aumentar as possibilidades de comemorar seu centésimo aniversário, ou pode deixar girar a roleta genética. Você que sabe.

Mandamento n.º 3: Você pode fazer novos amigos e enriquecer os novos relacionamentos.

Os idosos costumam segregar-se em grupos fechados, onde as únicas pessoas com quem têm contato são da mesma idade e com- partilham de igualdades raciais, condições sociais, níveis econômicos

e crenças políticas. Essa é uma receita para a estagnação. Se a diversi- dade é o tempero da vida e você passou seus primeiros 60 anos con- vivendo com todos os tipos de pessoas, de todas as idades, por que agora você ia querer passar o resto da vida rodeado apenas de pessoas parecidas com você? Se você quer se capacitar, use os conhecimentos, a memória e o amor pela vida para estender a mão a pessoas de todas as idades, de todos os níveis, e construa novos relacionamentos. Você pode fazer isso numa igreja, através de trabalho voluntário, ou simplesmente na sua vizinhança. Você pode fazer isso até mesmo se viver num enclave distante, onde todas as pessoas com mais de 55 anos se enterram para

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recobrar a saúde com rapidez. Basta cair fora dali, estender a mão e se apresentar. Por que isso é importante? Quando participamos de grupos so- ciais e temos um amplo círculo de amigos, vivemos mais e de modo mais enriquecedor. Pessoas que não compartilham das mesmas cren- ças políticas, que vêm de uma cultura diferente ou as que têm metade da sua idade apresentam características interessantes, pois enxergam

o mundo de outra maneira. Você aprende com elas, assim como elas

aprendem com você. Procure pessoas que não sejam parecidas em nada com seus amigos, coloque-se em situações em que você entrará em contato com artistas, ativistas, empresários, missionários e estu- dantes universitários. Desenvolva a arte da conversação. Torne-se um grande ouvinte. é uma experiência fantástica.

Mandamento n.º 4: Você pode ter segurança financeira enquanto viver.

Não se aposente. Vamos falar um pouco disso. Aposentadoria

é como pegar um carro antigo, desses clássicos que estão rodando

há quarenta anos, e guardá-lo na garagem. Um dia, esse motor fina- mente sintonizado vai estar entupido com óleo velho, a bateria estará arriada e o carro ficará tão bom quanto a morte. O segredo está em fazer a transição entre trabalhar porque pre- cisa e trabalhar porque quer. As histórias sobre receber um relógio de

ouro nas cerimônias de aposentadoria têm feito uma lavagem cere-

bral em nós, levando-nos a acreditar que a melhor coisa dos 65 anos

é estar sentado numa cadeira de balanço. E isso é mais que errado, é

trágico. Os seres humanos são construtores, criadores e empreende- dores. Precisamos mudar tal postura, precisamos de uma razão para levantar da cama pela manhã. Simplesmente fechar as portas de um negócio com a aposentadoria e passar o resto de seus dias jogando golfe é uma receita para morrer cedo. Não há razão para que, aos 60, 70 ou mesmo aos 80 anos, você não use o conhecimento que adqui- riu durante décadas de trabalho e procure alguma coisa nova para fazer, seja batalhando um novo emprego, seja abrindo seu próprio negócio ou fazendo um trabalho voluntário.

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Existe outra boa razão para isso: você terá a liberdade de não precisar da Seguridade Social. Uma das coisas mais tristes que ou- vimos as pessoas dizerem é: “Espero não viver mais que as minhas economias.” é terrível. Se você é saudável e está em seu juízo perfeito, deveria estar à espera de cada minuto da vida que pode saborear, por- que é tudo o que você tem. Mas muitos idosos assumem que, depois de deixarem o emprego, não vão querer mais trabalhar pelo resto da vida. Com a atual longevidade, a mulher que se aposenta aos 65 anos tem uma grande chance de viver até os 90. Mas ela tem dinheiro suficiente para viver até os 90? A perspectiva de durar mais que as economias é apavorante. Não é preciso seguir esse caminho. Em vez da idéia de fugir do trabalho depois de aposentar-se, por que não dizer a si mesmo:

“Depois que eu parar de trabalhar para os outros, vou passar um ano fora, viajando, e então vou trabalhar em alguma coisa de que eu goste de verdade.” Como diz o ditado, quem corre por gosto não cansa. Se você faz aquilo de que realmente gosta, nunca mais trabalhará um dia que seja da sua vida. O número de americanos que voltam a traba- lhar depois do 50 anos só aumenta. Alguns voltam porque precisam, mas muitos porque querem trabalhar. Querem uma razão para pular da cama, para estar motivados para a vida, além de um salário su- plementar. Se tiverem algumas reservas financeiras e poucas dívidas, podem procurar a ocupação perfeita. Estão se tornando ajudantes de professores, balconistas de lojas, voluntários em organizações be- neficentes e cabos eleitorais para candidatos políticos. Muitos estão começando seu próprio negócio. Vamos falar um bocado sobre o empreendedorismo na matu- ridade. Consideramos essa idéia fantástica. Quando você tem qua- renta anos de experiência e um círculo de contatos, por que não começar um negócio? é exatamente o que milhões de idosos estão fazendo. Graças à internet, muitos passam a trabalhar em casa, o que significa que não precisam se deslocar até o trabalho, mantêm a disponibilidade para cuidar do cônjuge com problemas de saúde e a

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liberdade de controlar seu próprio tempo. Se você pensar como um verdadeiro empreendedor quando estiver próximo da idade de se

“aposentar”, se tornar prazerosos seus principais critérios para uma nova ocupação, manterá a disposição elevada, a mente vigorosa, as

aptidões afiadas e o corpo mais jovem

dinheiro suficiente para nunca mais precisar se preocupar com o que a Seguridade Social pode pagar.

e provavelmente ganhará

Mandamento n.º 5: Você pode ser mais capaz do que era aos 30 anos.

Nunca é tarde demais para começar a se exercitar, adotar hábitos saudáveis e colher os frutos desses benefícios. Os estudos têm mos- trado que as pessoas de 60, 70 e 80 anos que começam um programa regular de exercícios pela primeira vez na vida ganham tanto quanto as pessoas mais jovens: massa muscular aumentada, mais vigor e fle- xibilidade, persistência aperfeiçoada, perda de peso, energia e apetite aumentados e até mesmo uma mente mais ágil. Ao desenvolver um programa de exercícios físicos com avaliação médica e ingerir alimentos saudáveis diariamente, você pode ter de volta uma boa parte da liberdade física e vital que muitos idosos ad- mitem ter perdido para sempre. Mais adiante neste livro você encon- trará atletas de 60, 70 e 80 anos — homens e mulheres que têm com- petido na bateria de elite, preparados, em forma e ágeis — com todas as qualidades que os idosos supunham ter deixado para trás. Como conseguir tal aptidão? Assumindo um compromisso. Para atrasar o relógio e ganhar vigor, flexibilidade, energia e velocidade na velhice, basta adotar todos os dias os seguintes hábitos:

1. Faça exercícios aeróbicos (corrida, caminhada, bicicleta), anae- róbicos (levantamento de peso) e de alongamento. Os exercícios ae- róbicos desenvolvem a resistência e melhoram a saúde cardiovascular, enquanto os anaeróbicos enrijecem os músculos, aumentam a força física e ajudam a manter o peso.

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2. Coma porções generosas de frutas, verduras e legumes frescos,

carnes magras, peixes, cereais integrais e nozes naturais. Todos esses alimentos contêm as vitaminas, os minerais, os óleos essenciais e os fitonutrientes de que você precisa para manter corpo e mente ativos.

3. Descanse o suficiente. Os americanos são especialmente ruins

em dormir o necessário, pois nossa cultura desencoraja tal procedi- mento. E nós, então, que encerramos a fase do trabalho regular, que não temos mais de acordar toda manhã para ir ao escritório, mesmo assim continuamos a não dormir o suficiente! Não faz sentido. Nosso corpo precisa mesmo de oito horas de sono por noite. O descanso o ajuda a recuperar-se do exercício, restitui a energia, a concentração e reforça o sistema imunológico.

Lembre-se de que um bom exercício e uma boa alimentação são as únicas coisas que você pode fazer por seu corpo que não apresen-

tam efeitos colaterais negativos! Tudo que você fizer será para fortale- cer o coração e o sistema cardiovascular, para prevenir câncer, perder peso, minimizar ou eliminar dores nas juntas, para tornar-se mais ativo e flexível, sentir-se mais energizado, ter uma aparência melhor

e uma vida mais feliz.

Mandamento n.º 6: Você pode tornar sua mente ágil e aguçada.

Aqui é Art Linkletter. Esta parte foi escrita sob a minha perspec- tiva, pois, como um homem de 94 anos de idade que também é pre- sidente da Fundação John Douglas French para o Mal de Alzheimer, posso dizer que não há nada mais importante do que manter o cére- bro ativo e sempre pronto para novos desafios. O cérebro é como um

músculo; se você não o exercitar, ele atrofiará e perderá a função. O mais importante, porém, é que você tem o poder de retardar ou mesmo prevenir a perda das habilidades mentais apenas fazendo

o cérebro trabalhar como o faria com o bíceps. Se trabalhar a mente

todos os dias e procurar sempre o aprendizado de coisas novas, as experiências científicas e humanas revelam que você poderá ter um raciocínio aguçado por mais tempo.

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você sAbe que está ficAndo veLho

• Quando demora duas vezes mais para parecer razoavelmente bem.

• Quando o brilho em seus olhos é apenas o reflexo do sol nos óculos bifocais.

• Quando procura pelos óculos durante meia hora para então des- cobrir que eles estavam em sua cabeça o tempo todo.

• Quando recebe dois convites para sair na mesma noite e aceita aquele que fará você voltar pra casa mais cedo.

• Quando abandona todos os seus hábitos ruins e ainda não se sente bem.

• Quando se senta na cadeira de balanço e não consegue fazê-la balançar.

• Quando confunde ter uma consciência limpa com ter uma me- mória ruim.

• Quando seu quadril dispara o detector de metais no aeroporto.

Você tem de estar constantemente pensando, resolvendo proble- mas, fazendo contato com outras pessoas, desafiando seu cérebro a traba- lhar duro. Jogue e resolva palavras cruzadas. Faça um trabalho voluntário numa área em que não conheça nada. Aproveite o verão para ler uma dúzia de livros ou aprender uma nova língua. Mas você não pode passar muito tempo dando a seu cérebro um trabalho duro e pesado. Nosso cérebro é nosso intelecto, e nosso intelecto é aquilo que somos. A atitude é igualmente importante. Evite os “catastróficos”, as pessoas que se sentem vítimas da vida, que sempre vêem a xícara meio vazia: aquelas que estão enfadadas e amuadas na cadeira de ba- lanço na varanda, reclamando do mundo. Elas deixaram a mente de- las se deteriorar por causa de uma atitude negativa. Se você tem uma atitude positiva e a favor da vida, estará praticando todas as coisas que o mantenham alerta e afiado no “jogo” da vida: comunicando- se, buscando uma área de interesse, relacionando-se com sua família,

introdução

seu grupo, igreja ou partido político. Quanto mais você faz, mais vai descobrir que sua mente é uma ferramenta que pode ser usada para planejar o futuro que quiser.

Mandamento n.º 7: Você pode fazer a diferença no mundo.

Outro dos estereótipos infelizes sobre a velhice é que os idosos são ineficientes. Certo. Quem movimenta nações e empresas? Ho- mens e mulheres com mais de 50 anos. Quem possui as maiores fortunas? Os americanos mais velhos. Quem tem todos os contatos,

o conhecimento de negócios e a experiência para fazer as coisas acon- tecerem? Os velhotes. Você tem um poder tremendo para mudar o mundo, mas está sendo induzido a pensar que esse poder pertence aos outros. Se você tem consciência de que alguma coisa precisa mudar, seja uma lei, seja um prédio abandonado que poderia servir como um centro comunitário perfeito, tem também o poder para promover tal

mudança. Existem várias comunidades e grupos de ativistas, estaduais

e federais, dedicados a mobilizar gente para promover mudanças. Or-

ganizações como a Volunteer Match [Equipe voluntária] (www.volun teermatch.org) existem para unir pessoas que querem fazer a diferença com as oportunidades de que precisam para agir. Há tantos modos para promover mudanças positivas quantos são os problemas a resolver. Se você não tem tempo nem vocação para se engajar, contribua com dinheiro para uma causa com a qual se identifique. Você não precisa ficar sentado, à toa, enquanto pessoas mais jovens tomam decisões que afetam seu futuro. Você tem poder para promover mu- danças políticas, apoiar candidatos ou contrapor-se a eles e mesmo ao conjunto das leis maiores. Nunca duvide da sua capacidade para chacoalhar os pilares do poder. Tudo de que você precisa é ter a boa vontade para agir.

Mandamento n.º 8: Você pode descobrir e estimular sua criatividade.

Quando conversamos com idosos, três quartos deles revelam ter um desejo secreto de tocar piano, escrever poesia, pintar ou fazer

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alguma outra coisa maravilhosamente criativa, mas, quando mencio- namos tal fato, em geral eles dizem: “Mas que tolice. Eu não poderia ser bom nisso.” Esse é o elo que falta. O elo para tentar algo criativo não é ser bom nisso, pois a criatividade em si é a sua própria recompensa. Acre- ditamos que 90% dos seres humanos possuem energia criativa dentro de si. As pessoas são criadoras por natureza, mas a maioria muda de rumo em função das necessidades de conseguir um meio de sustento e formar uma família. Alguns poucos afortunados conseguem ganhar a vida escrevendo, cantando, esculpindo ou atuando, mas muitos carregam pelo resto da vida o desejo secreto de ser criativo. Se você tem tal desejo, não o deixe permanecer em segredo. Se você não tem mais um compromisso de trabalho com qualquer pes- soa, por que não tentar o campo das artes que tem lhe chamado a atenção nos últimos quarenta anos? Não importa se você não pega na guitarra desde os tempos de faculdade nem se pintou apenas as laterais da garagem. O objetivo não é produzir uma grande arte, mas libertar o espírito criativo e a força de suas idéias. Você pode produzir algo à noite, diante de uma platéia, ou sozi- nho, num estúdio. Tanto faz, desde que esteja atendendo a seu desejo. Há muitas maneiras de expressar o lado criativo que você tem reprimi- do por todos esses anos. Ser original em encontrar uma saída criativa, por exemplo. O que o impede de formar seu próprio conjunto de jazz ou um grupo literário? Há muitas fontes de energia que você pode destampar para turbinar sua velhice e tornar emocionantes os anos de pós-trabalho. Estimular seu lado criativo é uma das melhores.

Mandamento n.º 9: Você pode olhar adiante, não para trás.

Erga sua mão direita e repita conosco: “Não serei um velho ran- zinza.” Você conhece as pessoas de quem estamos falando, os idosos rabugentos que vivem no passado e reclamam do presente. Nada é tão bom como era antes, todo mundo é desonesto ou burro, e as mágoas do passado se tornam mais vívidas do que as relações pessoais que fazem parte de sua vida atual.

introdução

Temos dó dos velhos que seguem esse caminho, porque estão se excluindo da vida. Eles se espojam na mágoa e no infortúnio passado porque isso é mais fácil de encarar do que as mudanças da nova fase.

Suas almas estão na via expressa para a sepultura; e não há nada melhor que rancor ou lamento para fazê-los negligenciar o corpo e a mente. Você não é esse tipo de pessoa. Você pode fazer as pazes com os acontecimentos do passado, saborear cada momento seu agora e olhar adiante, para um futuro luminoso. Isso não significa que olhar para trás não seja importante; não devemos deixar de lado nossas memórias ou histórias maravilhosas, e é por isso que gostamos das matérias dos jornais. Mas, conforme você olha para trás, justapõe as lições do passado aos atos de hoje e de amanhã. Aproxima-se do agora com prazer e alegria. Pára e vive o momento. Os americanos não são muito bons em viver o momento. Po- rém, quando você fica mais velho e tem mais controle sobre o tempo, aproveita essa liberdade para parar, parar mesmo, e desfrutar o mo- mento presente. Não precisa esperar até que esteja atravessando a pé

a ponte Golden Gate; você pode fazer isso quando quiser. As opor-

tunidades existem, não importa onde você esteja nem o que faça, alguma coisa maravilhosa está acontecendo: um nenê balbuciando, flores balançando ao vento, música tocando, um carro antigo passan- do na rua. O mais importante é olhar para frente. Se hoje você tem 55 anos, pode haver uma boa chance de chegar aos 90. O que fará com todo esse tempo? Qual será seu objetivo? Se você tem a liberdade que começa com controlar seu próprio tempo, o futuro é uma lousa em branco onde você pode escrever o que quiser. Sonhe alto. Faça um cruzeiro ao redor do mundo. Crie uma empresa. Escreva o romance que está dentro de você. Candidate-se ao congresso.

Mandamento n.º 10: Você pode construir uma vida cheia de novas experiências, inspiração e grandes realizações.

Além das que já abordamos, outro lugar-comum sobre a velhice

é o que diz que você se torna mais conservador conforme avança em

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idade. Bobagem. Quando você chega aos 70 anos e tem dinheiro su-

ficiente para se sustentar até os 100, sem chefe para obedecer, o que tem a perder se correr um risco ou dois? Os riscos tornam possíveis

as grandes realizações. O que o impede de aprender a mergulhar, de

investir e fundar uma empresa em que acredita ou de atuar no teatro encenando uma comédia? A velhice não é o momento de reclinar-se na sua área de confor-

to. é quando você deve colher o melhor fruto da vida, deixar pingar e escorrer o sumo pelo queixo. é o tempo em que deve abraçar o incer-

to, tão logo esteja numa sólida situação financeira. As dúvidas fazem-

no crescer, rejuvenescem a mente e estimulam o espírito. Dominar

uma nova capacidade ou adquiri-la através de uma experiência nova

— mesmo que o faça sentir-se desconfortável — é uma das sensações

mais prazerosas do mundo. Torna-se algo a mais. E isso significa in- dependência em um grau máximo. Você se torna incansável. Os Dez Mandamentos são sua rede de segurança. Diferente- mente das denominações, que estão fora de seu controle, os Dez Mandamentos apresentam-se sob seu controle absoluto. Você pode

escolher ser esbelto e saudável, criativo e apaixonado, vital e ativo. Se o fizer, pode escolher depender daquelas denominações ou rejeitá-las.

O segredo é a escolha. Envelhecer ou amadurecer? A escolha é sua.

Sempre será sua. Construindo seu futuro sobre os Dez Mandamen- tos, você contribuirá para o surgimento de alternativas à Seguridade Social e ao Seguro-Saúde.

minhA PróPriA seguridAde e boA sAúde

Tais nomenclaturas envolvem autoconfiança e independência, e é isso o que representam. Estamos prestes a começar uma revolução. Acompanhe-nos.