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TURMA DE EXERCÍCIOS - ESAF

PROF a

CLAUDIA KOZLOWSKI

Olá, pessoal,

Para os que ainda não me conhecem, sou Claudia Kozlowski, Auditora- Fiscal da Receita Federal do Brasil e professora de Língua Portuguesa para concursos públicos desde 2002.

É sempre um prazer estar, ao mesmo tempo, tão distante e tão próxima de vocês. Eu explico: apesar de o sistema de aula à distância dar a impressão de que o contato entre professor e aluno (ou até mesmo

entre os próprios alunos) não existe, você certamente terá a sensação de que eu estou ali, na sua frente, principalmente em função da linguagem simples e descontraída que costumo empregar no material. Além disso, temos também um canal direto de comunicação: os fóruns das aulas, nos quais o aluno encaminha suas dúvidas, comentários e

elogios (muitos, por favor!

agradecimentos

do curso podem ver a pergunta e a resposta.

Esse curso visa preparar o candidato para qualquer concurso a ser realizado pela ESAF, não só para a prova objetiva: serve de auxílio para

a prova dissertativa (presente na maior parte dos concursos da ESAF

atualmente), uma vez que, nesta etapa, avaliam-se aspectos formais da língua (concordância, pontuação, crase etc.). Ao dominar os conceitos gramaticais, o candidato se torna apto a redigir um bom texto.

O material de aula se encontra atualizado às novas regras ortográficas e

foram incluídas questões dos certames mais recentes da banca. Em relação a provas aplicadas antes da entrada em vigor do novo Acordo Ortográfico, se houver registro de alguma palavra que tenha sido modificada em função das mudanças, no início dos comentários haverá uma observação acerca da nova grafia. Dessa forma, você se acostumará a perceber o que mudou e o que foi mantido inalterado.

Serão oito encontros (sem contar com a aula demonstrativa), em que estudaremos os seguintes assuntos: ORTOGRAFIA, VERBOS, CONCORDÂNCIA, REGÊNCIA, CRASE, PRONOMES, CONJUNÇÃO, PERÍODOS, PONTUAÇÃO, INTERPRETAÇÃO E ORDENAÇÃO TEXTUAL.

Questões que abordem um único assunto serão reproduzidas na íntegra. As que explorem assuntos diversos na mesma questão serão tratadas de forma diferente: terão cada opção separada por assunto e sua correção será analisada sob a forma de certo ou errado (como nas provas da Cespe/UnB). Assim, o enunciado original dessas questões será modificado para "julgue a assertiva abaixo" ou algo parecido. Se preciso for, o texto correspondente será reproduzido em cada uma delas. O objetivo é exclusivamente didático, de modo que possibilite ao aluno o estudo de cada ponto da disciplina separadamente.

A partir desse momento, todos os participantes

rs

)

e eu apresento as respostas (e

rs

).

Prof a Claudia Kozlowski

www.pontodosconcursos.com.br

1

TURMA DE EXERCÍCIOS - ESAF PROFa CLAUDIA KOZLOWSKI

Ao fim de cada aula, será apresentada a lista com todos os exercícios nela comentados, para que o aluno, a seu critério, os resolva antes de ver o gabarito e ler seus comentários.

Vamos, então, ao trabalho para municiá-lo com as armas de que vai precisar para alcançar seu tão almejado cargo público.

Neste primeiro artigo, trataremos de ORTOGRAFIA.

0 estudo da ORTOGRAFIA abrange:

1 - EMPREGO DE LETRAS (s/z; sc/sç/ss; j/g; izar/isar; etc)

2 - ACENTUAÇÃO GRÁFICA

3 - USO DE OUTROS SINAIS DIACRÍTICOS (principalmente o HÍFEN e o TREMA)

Antigamente, lá por 1997 e 1998, era comum a ESAF abordar o assunto em questões exclusivas. Hoje, exige-se do candidato um bom vocabulário e o conhecimento do significado de expressões, especialmente das parônimas.

reproduzimos as palavras de

Gramática da Língua

Em

relação

à

grafia

das

palavras,

Pasquale Cipro Portuguesa:

Neto & Ulisses

Infante em

"A competência para grafar corretamente as palavras

essas

mesmas palavras. Isso significa que a freqüência do uso é que acaba trazendo a memorização da grafia correta.

está

diretamente

ligada

ao

contato

íntimo

com

Além

disso,

deve-se

criar

o

hábito

de

esclarecer

as

dúvidas com as necessárias consultas ao dicionário.

Trata-se

resultados a longo prazo."

de

um

processo

constante,

que

produz

Ninguém é obrigado a conhecer TODAS as palavras da língua. Logo, não é vergonha nenhuma desconhecer o significado de uma ou outra. Por isso, na dúvida, deixe a preguiça de lado e abra o dicionário para verificar como se escreve ou o que significa algumas delas.

Com relação ao primeiro tópico (emprego de letras), há, no mercado, vasto material de qualidade que trata disso (uso do G / J, SC / SÇ / Ç / SS, etc).

Recentemente, são poucas as questões de prova que exploram esse tópico do estudo. Assim, vou-me ater a lembrar-lhes que a palavra derivada costuma conservar a grafia da palavra primitiva. Por exemplo, normalmente se usa "x" após "en" (enxuto, enxovalhar), mas isso não acontece com encher, que deriva de cheio, ou com encharcado, que provém de charco (pântano), pelo fato de o dígrafo

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"ch" já constar da palavra primitiva. "Costuma", porque raras vezes podemos nos deparar com alguns casos (excepcionais) que buscam na etimologia a mudança das letrinhas, por exemplo, estender e extensão (o substantivo que manteve o x da forma verbal latina extendere, segundo Aurélio) ou catequese e catequizar.

E por que "paralisar" (paralisia) se escreve com "s" e "imunizar" (imune) se escreve com "z"? Porque, quando as palavras primitivas já apresentam a letra "s", ela é mantida nas palavras derivadas.

Caso não conste essa letra na palavra primitiva, entra em ação o "z" nas derivadas

Essa é a diferença entre PAIZINHO (diminutivo de "pai") e PAISINHO (diminutivo de país).

Aliás, até 1971 (quando ocorreu uma grande mudança ortográfica no Brasil, maior até do que a atual), para marcar o hiato em "paisinho"

(que deriva de país e se lê "pa-i-si-nho") e deixar claro que não é um ditongo, usava-se um trema sobre o primeiro "i" (paisinho). Esse emprego do sinal foi abolido há bastante tempo. Agora, sepultaram de

vez

aportuguesadas em que tal sinal aparecia na palavra estrangeira (período mülleriano - Müller). Assim, a Gisele Bünchen continua com tudo no lugar, inclusive o trema, e as palavras porventura derivadas de seu sobrenome receberão o sinal (algo como "corpo bündcheniano" uau! rs

Outra dica preciosa: na dúvida com relação à grafia de uma palavra que sofreu algum processo de transformação (substantivo derivado de verbo ou substantivo derivado de adjetivo), busque a grafia de outra palavra conhecida sua (que servirá de paradigma), tomando o cuidado de observar se esta sofreu o mesmo processo daquela. Aquilo que aconteceu com uma irá acontecer com a outra também.

Veja os exemplos.

manteve nas palavras

o

pobre

do

trema,

coitado.

se

permitir -> permissão / emitir -> emissão

conceder -> concessão / retroceder -> retrocessão

Cuidado!!! EXCEÇÃO é derivado de EXCETUAR - e não de EXCEDER. Deve ser esse o motivo de tanta gente fazer confusão.

Vejamos, agora, uma questão de concurso bem recente da ESAF, que abordou esse assunto:

Técnico-

Administrativo

Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia.

1

(ESAF/Ministério

/2009)

-

da

Fazenda

-

Assistente

TURMA DE EXERCÍCIOS - ESAF PROFa CLAUDIA KOZLOWSKI

A economia brasileira entrou na crise internacional em melhores condições do que(1) no passado, mas a exportação caiu, a atividade recuou desde o(2) fim de 2008 e o desemprego tem (3) crescido. As primeiras tentativas de reativar a economia por meio de facilidades fiscais deram resultado modesto, mas já(4) afetaram a arrecadação tributária. Além disso, o manejo da política orçamentária foi limitado pelo aumento de gastos com pessoal. É preciso continuar usando os estímulos fiscais, mas com melhor planejamento e com mais esforço de contensão(5) das despesas improdutivas.

(O Estado de S. Paulo, 3/3/2009)

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e)

5

Primeiramente, vou apresentar a explicação gramatical.

Existem as duas formas: com S (contensão) e com Ç (contenção).

A

consideráveis". Agora, ficou fácil memorizar a grafia e o significado:

conTENSÃO.

Já a palavra CONTENÇÃO (com Ç) pode indicar:

palavra

CONTENSÃO

(com

S)

denota

"esforço

ou

tensão

1) o ato de CONTENDER. Não sabe o que isso significa? Talvez você conheça a palavra "contenda", que significa "luta, disputa". Então, CONTENDER é LUTAR, RIVALIZAR, BRIGAR. Nesse sentido, segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, ocorre "flutuação ortográfica entre os homônimos CONTENÇÃO e CONTENSÃO, registrando-se exemplos do primeiro usado no sentido do segundo, mesmo em bons autores contemporâneos". Isso quer dizer que, modernamente, há autores que, no sentido de Ç; luta, disputa, usam indistintamente o vocábulo com S ou com

2) o

Foi esse o sentido empregado no

texto. Vamos reler tal passagem: "É preciso continuar usando os estímulos fiscais, mas com melhor planejamento e com mais esforço de CONTENÇÃO das despesas improdutivas" (= com mais esforço para CONTER despesas improdutivas). Nesse sentido, não há dúvidas - escreve-se com Ç.

ato

ou

efeito de CONTER.

TURMA DE EXERCÍCIOS - ESAF PROFa CLAUDIA KOZLOWSKI

Agora,

paradigma para, na hora da prova, saber se escreveríamos com S ou com Ç.

do

rs

chega

de

"blá-blá-blá"

Vamos

aplicar

a

técnica

Pense em um verbo parecido com CONTER. Eu sugiro DETER. Então, como é escrito o substantivo correspondente a DETER? DETENÇÃO.

Vamos pensar em outro: ABSTER => ABSTENÇÃO.

Mais um: RETER => RETENÇÃO

Como diria o mineirinho, uai, sô! Usando a técnica do paradigma, vimos que diversos verbos terminados em -TER formam -TENÇÃO. Então, concluímos que o substantivo derivado de CONTER é CONTENÇÃO (com Ç). A opção com erro de ortografia é a letra E. Simples assim!

É claro que essa dica é para AJUDAR, mas pode ocorrer falha. Já que toda regra tem exceção. A essa altura, algum "cri-cri" já pensou na palavra "manter" e em seu substantivo correspondente, não é? rs

(Se você pensou nisso, não se ofenda em ser chamado de "cri-cri", pois, como sempre digo, é preciso se tornar um chato para passar em

concurso público! rs

Pois bem, há justificativa para a inclusão daquele "u" em "manutenção". No processo de formação do substantivo, retomou-se a origem latina que indicava "manu tenere", ou seja, "ter em mãos". Por isso, em vez de "mantenção""(*), formou-se "MANUTENÇÃO", mas o Ç está lá, bonitão!!!

O gabarito preliminar apontava como errada a opção E pelos motivos

acima expostos, contudo, no gabarito final, essa questão foi anulada

(não se sabe por quê

explicação, já que essa lição do paradigma costuma ajudar muito na resolução de questões que envolvem ortografia.

)

rs

).

Mesmo assim, resolvemos manter a

Vejamos, agora, outra questão que explora esses conceitos.

2 - (ESAF / IRB - Advogado / 2006)

Assinale o trecho do texto que apresenta erro gramatical.

Machado de Assis - Um gênio Brasileiro, de Daniel Piza

a) Na apresentação da biografia de Machado de Assis (1839-1908), o jornalista Daniel Piza observa que o autor foi, ao mesmo tempo, uma expressão de sua época e uma exceção a ela.

TURMA DE EXERCÍCIOS - ESAF PROFa CLAUDIA KOZLOWSKI

b) Em seus contos e romances, ele deixou um retrato acurado do Rio de Janeiro do século XIX, mas sua crítica ácida à sociedade brasileira nem sempre foi percebida pelos seus contemporâneos.

do

c) Piza busca demonstrar que Machado era

protagonista de seu último romance, Memorial de Aires.

d) O escritor não tinha "tédio a controvérsias", pois, na verdade, participou dos grandes debates públicos de sua época.

e) A ascenção social do mulato no Brasil escravista e a epilepsia estão entre os aspectos de sua vida examinados no livro.

(Adaptado de Revista VEJA, 28 de dezembro de 2005, p.196)

muito

diferente

Comentário.

Aplicando a técnica do paradigma, pensemos em uma palavra parecida com ASCENDER, para verificarmos como seria sua "transformação" em um substantivo.

A que considero mais próxima (e mais comum) é COMPREENDER. Como

fica o substantivo? COMPREENDER ^ COMPREENSÃO (COM "S").

Escolherei

mais

uma,

para

confirmar

o

processo:

PRETENDER

^

PRETENSÃO.

Então, o substantivo correspondente a ASCENDER é ASCENSÃO (com "s" como as demais palavras).

Gabarito: E

3

-

(ESAF/MP0G-EPPGG/2009)

 

Em

relação

ao

uso

das

estruturas

linguísticas

no

texto,

analise

a

proposição.

 

É

próprio das grandes crises despertar o potencial

 

2.

criativo dos governos para reduzir-lhes os efeitos e, se

 

possível, contorná-las. No Brasil, a utilização de meios

4. inovadores para conter consequências mais dramáticas

dos graves desacertos nas finanças internacionais

6. prodigalizou, também, lições úteis a mudanças

futuras na política econômico-financeira. Resta agora

8. evidente que o alívio da carga tributária e das taxas de

TURMA DE EXERCÍCIOS - ESAF PROFa CLAUDIA KOZLOWSKI

juros, medida adotada a fim de enfrentar a conjuntura

10. adversa, é necessário, como instrumento eficaz,

para assegurar dinamismo à atividade econômica.

12. A decisão de maior impacto favorável ao desempenho

do setor industrial se configurou na redução de 10,25%

14. ao ano para 4,5% nos juros cobrados pelo BNDES na

aquisição e produção de máquinas e equipamentos.

16. Trata-se de taxa real zero, se comparada ao mesmo

percentual previsto na meta de inflação para este ano.

18. Em patamares variáveis, 70 produtos industrializados

passarão a pagar menos IPI. Aí está outro benefício

20. carregado de impulso ao avanço da economia.

(Correio Braziliense, Editorial, 01/07/2009)

- Estaria gramaticalmente correto e de acordo com as ideias originais do texto se a expressão "a fim de" (l. 9) estivesse grafada da seguinte forma: afim de.

Comentário.

A expressão "a fim de" denota intenção: "Ele não está A FIM DE falar com você hoje.".

de

a

palavra

"afim",

adjetiva,

indica

uma

afinidade

ou

grau

parentesco ("Você comercializa livros, periódicos e AFINS?").

Por isso, não se deve confundir um com outro.

Gabarito: ITEM ERRADO

4 - (ESAF/SUSEP - Técnico/2010)

Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia de palavra inserido no texto.

A manutenção dos empregos é um atestado de que(1) os agentes econômicos, embora (2) assustados com as repecurssões(3) da crise nos países mais desenvolvidos, não perderam a confiança na economia brasileira. Não foi sem motivo. Graças aos sinais emitidos pelo próprio governo de que a crise seria encarada sem abalos na estrutura do combate à(4) inflação, no câmbio flutuante e com o menor sacrifício

TURMA DE EXERCÍCIOS - ESAF PROFa CLAUDIA KOZLOWSKI

possível da política de superávits primários, já se sabia que a economia brasileira teria condições inéditas de escapar dos piores efeitos da situação. Mesmo tendo enfrentado(5) uma recessão, caracterizada pelo desempenho negativo do PIB por dois semestres seguidos, e de sofrer forte pressão por mudanças no câmbio, o governo sustentou a política econômica.

(Adaptado de Estado de Minas, Editorial, 19/02/2010)

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e)

5

Comentário.

Nessa questão, o erro estava na grafia da palavra "repercussões", escrita com o "r" no lugar errado.

Você deve ter notado que a banca foi uma "mãe" com o candidato: pela primeira vez na vida, vejo "SS" depois de "r".

Uma aberração assim não merece nem comentário! rs

Gabarito: C

5 - (ESAF/SMF RJ - Agente de Trabalhos de Engenharia/2010)

Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia de palavra inserido na transcrição do texto.

Se, numa região que dispõe dos(1) mais sofisticados equipamentos do mundo, as informações sobre a amplitude do acidente do Golfo do México não são precisas(2), e as tentativas de conter o vazamento, infrutíferas(3), é de se imaginar o que aconteceria se(4) desastre semelhante atingisse a costa brasileira, com as previsíveis limitações dos órgãos do país ligados ao problema. Um acidente como o do Golfo do México atingiria em cheio a região que concentra parte importante do PIB do país, afetaria fortemente a indústria do turismo e teria repercuções(5) econômicas e sociais proporcionalmente mais graves que as provocadas nos EUA.

(O Globo, Editorial, 27/5/2010, com adaptações).

a)

1

TURMA DE EXERCÍCIOS - ESAF PROFa CLAUDIA KOZLOWSKI

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

Comentário.

Parece até que o examinador "cismou" com a grafia de "repercuções", agora diminui a "atrocidade" com a ortografia e empregou um "ç" no

lugar de "ss". Uma hora ele acerta!

Gabarito: E

rs

6 - (ESAF/ISS RJ - Agente de Fazenda/2010)

Assinale a opção em que, ao ser transcrito, o fragmento do texto adaptado da Revista Veja, de 21 de julho, 2010, desrespeitou a gramática da norma culta.

a) Com boa argumentação e dados fartos, alguns autores se dedicam a

definir quais fatores não servem como explicação para o discompasso no

continente: o determinismo geográfico não sustenta-se; um suposto sistema de dependência comercial, em relação aos Estados Unidos, também é descartado, e o atraso atribuído ao catolicismo, em princípio pouco propenso a absorver a benéfica combinação entre fatores capitalistas e democráticos é refutado.

b) A pergunta já mereceu a atenção de estudiosos de todos os matizes

ideológicos e, na maioria das vezes, levou a respostas esquemáticas, mágicas. Mas houve, sim, um aspecto cultural que ajudou a definir os desempenhos díspares de Estados Unidos e América Latina.

c) Nas ciências políticas e econômicas, há um enigma que, se decifrado,

poderia resultar na fórmula definitiva para o sucesso das nações: por

que a América Latina não prosperou como os Estados Unidos?

d) No ensaio Bandeirantes e Pioneiros, o escritor Vianna Moog demonstrou que os colonos ibéricos estavam mais interessados no extrativismo ou na escravização dos índios, enquanto os ingleses tinham um apego maior à nova terra, que eram obrigados a cultivar por conta própria. Isso deu origem, nos Estados Unidos, a direitos de propriedade e estruturas de governo mais sólidas do que no resto do continente.

e) Essa cultura

mais tarde, definiram o sucesso americano: instituições formais (leis,

política pode ter sido a base para os três fatores que,

TURMA DE EXERCÍCIOS - ESAF PROFa CLAUDIA KOZLOWSKI

sistema político) e informais (disposição da população de respeitar as leis); decisões políticas adequadas ao florescimento capitalista; e estrutura social mais igualitária. Da ausência desses elementos nasceu o paradoxo latino-americano.

Comentário.

A opção A apresenta alguns problemas, sendo o mais "gritante" a forma registrada para a palavra "descompasso".

O prefixo "des-", entre outros aspectos, indica oposição, negação. Assim, o contrário de um "compasso" seria um "descompasso". Por que o examinador registrou com "i" (discompasso)? Ora, porque falamos assim, é ou não é? Na hora da prova, seu "ouvido" não estranharia essa forma.

Essa mudança fonética tem um motivo: existe outro prefixo - dis - que também pode indicar oposição, negação. Assim, essa "influência", associada ao fato de que a tonicidade da palavra não recai na sílaba do prefixo de negação, faz com que falemos "discompasso*", mas devemos escrever com "e": descompasso.

de

"não

sustenta-se") e outro de pontuação (faltou uma vírgula depois de "democráticos"), mas esses são assuntos para outros encontros.

outros dois

problemas:

um

colocação

pronominal

(em

Essa é uma breve demonstração das nossas aulas, que terão, certamente, muito mais questões elaboradas pela ESAF.

Continuaremos a falar sobre ortografia (acentuação gráfica, emprego de hífen, ponto este bastante atingido pelo Acordo Ortográfico) e alguns parônimos no próximo encontro. Até lá.

Grande abraço e bons estudos.

TURMA DE EXERCÍCIOS - ESAF PROFa CLAUDIA KOZLOWSKI

LISTA

DAS QUESTÕES COMENTADAS

Técnico-

Administrativo

Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia.

A economia brasileira entrou na crise internacional em melhores condições do que(1) no passado, mas a exportação caiu, a atividade recuou desde o(2) fim de 2008 e o desemprego tem (3) crescido. As primeiras tentativas de reativar a economia por meio de facilidades fiscais deram resultado modesto, mas já(4) afetaram a arrecadação tributária. Além disso, o manejo da política orçamentária foi limitado pelo aumento de gastos com pessoal. É preciso continuar usando os estímulos fiscais, mas com melhor planejamento e com mais esforço de contensão(5) das despesas improdutivas.

1

(ESAF/Ministério

/2009)

-

da

Fazenda

-

Assistente

(O Estado de S. Paulo, 3/3/2009)

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

2 - (ESAF/IRB - Advogado/2006)

Assinale o trecho do texto que apresenta erro gramatical.

Machado de Assis - Um gênio Brasileiro, de Daniel Piza

a) Na apresentação da biografia de Machado de Assis (1839-1908), o jornalista Daniel Piza observa que o autor foi, ao mesmo tempo, uma expressão de sua época e uma exceção a ela.

b) Em seus contos e romances, ele deixou um retrato acurado do Rio de

Janeiro do século XIX, mas sua crítica ácida à sociedade brasileira nem sempre foi percebida pelos seus contemporâneos.

do

c) Piza busca demonstrar que Machado era

protagonista de seu último romance, Memorial de Aires.

d) O escritor não tinha "tédio a controvérsias", pois, na verdade, participou dos grandes debates públicos de sua época.

e) A ascenção social do mulato no Brasil escravista e a epilepsia estão

entre os aspectos de sua vida examinados no livro.

muito

diferente

TURMA DE EXERCÍCIOS - ESAF PROFa CLAUDIA KOZLOWSKI

(Adaptado de Revista VEJA, 28 de dezembro de 2005, p.196)

3 - (ESAF/MP0G-EPPGG/2009)

linguísticas

proposição.

É próprio das grandes crises despertar o potencial

Em

relação

ao

uso

das

estruturas

no

texto,

analise

a

2. criativo dos governos para reduzir-lhes os efeitos e, se

possível, contorná-las. No Brasil, a utilização de meios

4. inovadores para conter consequências mais dramáticas

dos graves desacertos nas finanças internacionais

6. prodigalizou, também, lições úteis a mudanças

futuras na política econômico-financeira. Resta agora

8. evidente que o alívio da carga tributária e das taxas de

juros, medida adotada a fim de enfrentar a conjuntura

10. adversa, é necessário, como instrumento eficaz,

para assegurar dinamismo à atividade econômica.

12. A decisão de maior impacto favorável ao desempenho

do setor industrial se configurou na redução de 10,25%

14. ao ano para 4,5% nos juros cobrados pelo BNDES na

aquisição e produção de máquinas e equipamentos.

16. Trata-se de taxa real zero, se comparada ao mesmo

percentual previsto na meta de inflação para este ano.

18. Em patamares variáveis, 70 produtos industrializados

passarão a pagar menos IPI. Aí está outro benefício

20. carregado de impulso ao avanço da economia.

(Correio Braziliense, Editorial,

01/07/2009)

- Estaria gramaticalmente correto e de acordo com as ideias originais do texto se a expressão "a fim de" (l. 9) estivesse grafada da seguinte forma: afim de.

TURMA DE EXERCÍCIOS - ESAF PROFa CLAUDIA KOZLOWSKI

4 - (ESAF/SUSEP - Técnico/2010)

Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia de palavra inserido no texto.

A manutenção dos empregos é um atestado de que(1) os agentes econômicos, embora(2) assustados com as repecurssões(3) da crise nos países mais desenvolvidos, não perderam a confiança na economia brasileira. Não foi sem motivo. Graças aos sinais emitidos pelo próprio governo de que a crise seria encarada sem abalos na estrutura do combate à(4) inflação, no câmbio flutuante e com o menor sacrifício possível da política de superávits primários, já se sabia que a economia brasileira teria condições inéditas de escapar dos piores efeitos da situação. Mesmo tendo enfrentado(5) uma recessão, caracterizada pelo desempenho negativo do PIB por dois semestres seguidos, e de sofrer forte pressão por mudanças no câmbio, o governo sustentou a política econômica.

(Adaptado de Estado de Minas, Editorial, 19/02/2010)

a) 1

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

5 - (ESAF/SMF RJ - Agente de Trabalhos de Engenharia/2010)

Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia de palavra inserido na transcrição do texto.

Se, numa região que dispõe dos(1) mais sofisticados equipamentos do mundo, as informações sobre a amplitude do acidente do Golfo do México não são precisas(2), e as tentativas de conter o vazamento, infrutíferas(3), é de se imaginar o que aconteceria se(4) desastre semelhante atingisse a costa brasileira, com as previsíveis limitações dos órgãos do país ligados ao problema. Um acidente como o do Golfo do México atingiria em cheio a região que concentra parte importante do PIB do país, afetaria fortemente a indústria do turismo e teria repercuções(5) econômicas e sociais proporcionalmente mais graves que as provocadas nos EUA.

(O Globo, Editorial, 27/5/2010, com adaptações).

a) 1

TURMA DE EXERCÍCIOS - ESAF PROFa CLAUDIA KOZLOWSKI

b) 2

c) 3

d) 4

e) 5

6 - (ESAF/ISS RJ - Agente de Fazenda/2010)

Assinale a opção em que, ao ser transcrito, o fragmento do texto adaptado da Revista Veja, de 21 de julho, 2010, desrespeitou a gramática da norma culta.

a) Com boa argumentação e dados fartos, alguns autores se dedicam a

definir quais fatores não servem como explicação para o discompasso no continente: o determinismo geográfico não sustenta-se; um suposto sistema de dependência comercial, em relação aos Estados Unidos, também é descartado, e o atraso atribuído ao catolicismo, em princípio pouco propenso a absorver a benéfica combinação entre fatores capitalistas e democráticos é refutado.

b) A pergunta já mereceu a atenção de estudiosos de todos os matizes

ideológicos e, na maioria das vezes, levou a respostas esquemáticas, mágicas. Mas houve, sim, um aspecto cultural que ajudou a definir os desempenhos díspares de Estados Unidos e América Latina.

c) Nas ciências políticas e econômicas, há um enigma que, se decifrado,

poderia resultar na fórmula definitiva para o sucesso das nações: por

que a América Latina não prosperou como os Estados Unidos?

d) No ensaio Bandeirantes e Pioneiros, o escritor Vianna Moog demonstrou que os colonos ibéricos estavam mais interessados no extrativismo ou na escravização dos índios, enquanto os ingleses tinham um apego maior à nova terra, que eram obrigados a cultivar por conta própria. Isso deu origem, nos Estados Unidos, a direitos de propriedade e estruturas de governo mais sólidas do que no resto do continente.

e) Essa cultura política pode ter sido a base para os três fatores que, mais tarde, definiram o sucesso americano: instituições formais (leis, sistema político) e informais (disposição da população de respeitar as leis); decisões políticas adequadas ao florescimento capitalista; e estrutura social mais igualitária. Da ausência desses elementos nasceu o paradoxo latino-americano.