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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS DIREITO ADMINISTRATIVO III - 1.º SEM./2012

1. COMENTÁRIOS AO ART. 17 DA LEI N.º 8.666/93

Art. 17 1 . A alienação 2 de bens da Administração Pública, subordinada à existência de interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às seguintes normas:

I - quando imóveis 3 , dependerá de autorização legislativa para órgãos da administração direta e entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive as entidades paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação na modalidade de concorrência, dispensada esta nos seguintes casos:

a) dação em pagamento 4 5 ;

b) doação 6 , permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da administração pública 7 , de qualquer esfera de governo, ressalvado o disposto nas alíneas f, h e i;

(Redação dada pela Lei nº 11.952, de 2009)

c) permuta, por outro imóvel que atenda aos requisitos constantes do inciso X do art. 24

desta Lei 8 9 ;

1 Rol taxativo, numerus clausus (STJ, REsp 623.197/RS, DJ 08/11/2004). É caso de licitação dispensada, que quer dizer: a Lei diretamente a dispensa, não cabendo outro caminho, e se referem a bens, móveis e imóveis (art. 17);

2 A alienação é entendida como doação ou venda, direta ou mediante licitação, do domínio pleno de terras.

3 IMÓVEIS. DOU de 22.06.2010, S. 1, p. 139. Ementa: alerta ao Hospital Cristo Redentor quanto à impropriedade caracterizada pela cessão de uso de imóvel, a titulo gratuito, a entidade representativa dos empregados bem como a cooperativa de empregados, situações expressamente vedadas pelo inc. III do art. 1º do Decreto n° 99.509/1990 (item 1.6.3, TC-010.666/2003-3, Acórdão nº 3.001/2010-2ª Câmara).

4 É a entrega de uma coisa em pagamento de outra que se devia. Assim, a dação em pagamento é um acordo de vontades entre credor e devedor, por meio do qual o primeiro concorda em receber do segundo, para exonerá-lo da dívida, prestação diversa da que lhe é devida. É uma das formas consideradas como pagamento indireto visando a extinção de obrigações.

5 A Administração entrega um bem imóvel para pagar uma dívida. Ex.: Município dá imóvel ao INSS para o pagamento de dívida previdenciária.

6 Uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu patrimônio bens ou vantagens para o de outra, que aceita receber e constitui ato entre vivos.

7 Veja ADIn n. 927-3, de 03.11.1993, que suspendeu em sede de liminar, a eficácia da expressão “permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da Administração Pública”, restringindo a hipótese às licitações federais.

8 Em dia 03 de novembro de 1993, o Supremo Tribunal Federal proferiu o seguinte Acórdão:

“Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Sessão Plenária, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, deferir, em parte, a medida cautelar, para suspender, até a decisão final da ação, quanto aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, a eficácia da expressão "permitida exclusivamente para outro órgão ou entidade da Administração Pública, de qualquer esfera de governo",

contida na letra b do inciso I do art. 17, da Lei Federal n. 8.666, de 21.6.93, vencido o Ministro Paulo Brossard, que

a indeferia; para suspender os efeitos da letra c do mesmo inciso, até a decisão final da ação, por maioria de votos,

deferir a medida cautelar, vencidos os Ministros Relator, Ilmar Galvão, Sepúlveda Pertence e Néri da Silveira, que a

indeferiam; no tocante à letra a do inciso II do mesmo artigo, por maioria de votos, indeferir a medida cautelar, vencidos os Ministros Marco Aurélio, Celso de Mello, Sydney Sanches e Moreira Alves, que deferiam; com relação

à letra b do mesmo inciso, por unanimidade, deferir a medida cautelar, para suspender, até a decisão final da ação, a

eficácia da expressão "permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração Pública", quanto aos Estados, o Distrito Federal e os Municípios; e, finalmente, por maioria de votos, deferir a medida cautelar, para suspender, até a decisão final da ação, a eficácia de todo § 1º do art. 17, vencido o Ministro Relator, que a indeferia. Votou o Presidente. 8. O referido Acórdão, encontra-se assim ementado:

EMENTA: CONSTITUCIONAL. LICITAÇÃO. CONTRATAÇÃO ADMINISTRATIVA. Lei n. 8.666, de 21.06.93. I. - Interpretação conforme dada ao art. 17, I, "b" (doação de bem imóvel) e art. 17, II, "b" (permuta de bem móvel), para esclarecer que a vedação tem aplicação no âmbito da União Federal, apenas. Idêntico entendimento em relação

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d) investidura 10 ;

e) venda a outro órgão ou entidade da administração pública, de qualquer esfera de

governo; (Incluída pela Lei nº 8.883, de 1994) 11

f) alienação gratuita ou onerosa 12 , aforamento 13 , concessão de direito real de uso 1415 ,

locação ou permissão de uso de bens imóveis residenciais construídos, destinados ou efetivamente utilizados no âmbito de programas habitacionais ou de regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração

pública; (Redação dada pela Lei nº 11.481, de 2007) 16

g) procedimentos de legitimação de posse de que trata o art. 29 da Lei nº 6.383, de 7 de

dezembro de 1976 17 , mediante iniciativa e deliberação dos órgãos da Administração Pública em cuja competência legal inclua-se tal atribuição; (Incluído pela Lei nº 11.196,

ao art. 17, I, "c" e par. 1. do art. 17. Vencido o Relator, nesta parte. II. - Cautelar deferida, em parte”.

9 Deverá ser aplicada a Lei nº 9.636/98, art. 30. Da Permuta Art. 30. Poderá ser autorizada, na forma do art. 23, a permuta de imóveis de qualquer natureza, de propriedade da União, por imóveis edificados ou não, ou por edificações a construir.

§ 1º Os imóveis permutados com base neste artigo não poderão ser utilizados para fins residenciais funcionais,

exceto nos casos de residências de caráter obrigatório, de que tratam os arts. 80 a 85 do Decreto-Lei no 9.760, de

1946.

§ 2º Na permuta, sempre que houver condições de competitividade, deverão ser observados os procedimentos

licitatórios previstos em lei.

10 Art. 17, § 3.º da lei 8.666/93. I. a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultante de obra pública, área esta que se tornar inaproveitável isoladamente, por preço nunca inferior ao da avaliação e

desde que esse não ultrapasse a 50% (cinqüenta por cento) do valor constante da alínea "a" do inciso II do art. 23 desta lei (R$ 40.000,00), (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998), e; II - a alienação, aos legítimos possuidores diretos ou, na falta destes, ao Poder Público, de imóveis para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas hidrelétricas, desde que considerados dispensáveis na fase de operação dessas unidades e não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da concessão. Nesse último caso, não há limitação de valor.

11 Assim, a venda de um imóvel a um particular deve ser precedida sempre de concorrência.

12 Uma alienação ONEROSA, tem como exemplo típico o bem tombado e GRATUITA, é quando você aliena um imóvel sem custo (quando dá sua casa em garantia de algum negócio, por exemplo)

13 Contrato pelo qual o proprietário transfere o domínio útil de um imóvel a outra pessoa, ficando esta obrigada a pagar-lhe anualmente o foro; emprazamento, enfiteuse.

14 Concessão de direito real de uso (Dec.-lei 271/67), por ter natureza jurídica de direito real, possibilita uma relação direta entre o bem e o concessionário (Poder Público) e, uma vez constituída passa a produzir efeitos para a coletividade, que tem, desde então, o dever de respeitá-la e assim, o concedente, passa a ter oponibilidade erga omnes. Tem natureza jurídica de contrato administrativo, bilateral, gratuito, e não precário. A Administração Pública firma com o particular um ajuste de vontades com a finalidade de atingir o objetivo de interesse público, que é a função social da propriedade. É bilateral pois resulta em obrigações para ambas as partes envolvidas; ao poder concedente cabe atendidas as condições, a outorga do título ao concessionário e a este, cabe dar ao imóvel a finalidade pactuada, que é moradia. Não precário, uma vez que celebrado o contrato a Administração não pode agir discricionariamente, ou seja, não pode atuar com juízo de conveniência e oportunidade para a extinção do contrato, pois se assim o fizer, o concessionário fará jus à indenização.

15 Entende-se a concessão de direito real de uso como a cessão de direito real de uso, onerosa ou gratuita, por tempo certo ou indeterminado, para fins específicos de regularização fundiária.

16 Trata-se de entidades públicas que têm o objetivo de vender imóveis a pessoas de baixa renda a preços subsidiados.

17 Art. 29 O ocupante de terras públicas, que as tenha tornado produtivas com o seu trabalho e o de sua família, fará jus

à legitimação da posse de área contínua até 100 (cem) hectares, desde que preencha os seguintes requisitos:

I - não seja proprietário de imóvel rural;

II - comprove a morada permanente e cultura efetiva, pelo prazo mínimo de 1 (um) ano.

§ 1º A legitimação da posse de que trata o presente artigo consistirá no fornecimento de uma Licença de Ocupação,

pelo prazo mínimo de mais 4 (quatro) anos, findo o qual o ocupante terá a preferência para aquisição do lote, pelo valor histórico da terra nua, satisfeitos os requisitos de morada permanente e cultura efetiva e comprovada a sua capacidade para desenvolver a área ocupada.

§ 2º Aos portadores de Licenças de Ocupação, concedidas na forma da legislação anterior, será assegurada a

preferência para aquisição de área até 100 (cem) hectares, nas condições do parágrafo anterior, e, o que exceder esse limite, pelo valor atual da terra nua.

§ 3º A Licença de Ocupação será intransferível inter vivos e inegociável, não podendo ser objeto de penhora e

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de

2005) 18

h)

alienação gratuita ou onerosa, aforamento 19 , concessão de direito real de uso, locação

ou permissão de uso de bens imóveis de uso comercial de âmbito local com área de até 250 m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados) e inseridos no âmbito de programas de

regularização fundiária de interesse social desenvolvidos por órgãos ou entidades da administração pública; (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007) 20 i) alienação 21 e concessão de direito real de uso 22 , gratuita ou onerosa, de terras públicas rurais da União na Amazônia Legal 23 onde incidam ocupações até o limite de 15 (quinze) módulos fiscais 24 ou 1.500ha (mil e quinhentos hectares), para fins de regularização fundiária, atendidos os requisitos legais; (Incluído pela Lei nº 11.952, de 2009) 25

i) alienação e concessão de direito real de uso, gratuita ou onerosa, de terras públicas

rurais da União na Amazônia Legal 26 onde incidam ocupações até o limite de 15 (quinze) módulos fiscais 27 ou 1.500ha, para fins de regularização fundiária, atendidos os requisitos legais. (hipótese mais recente de dispensa de licitação, incluída pela Lei 11.952/2009).

II - quando móveis, dependerá de avaliação prévia e de licitação, dispensada esta nos

seguintes casos:

a) doação, permitida exclusivamente para fins e uso de interesse social, após avaliação de

sua oportunidade e conveniência sócio-econômica, relativamente à escolha de outra forma

de

alienação;

b)

permuta, permitida exclusivamente entre órgãos ou entidades da Administração

Pública;

c) venda de ações, que poderão ser negociadas em bolsa, observada a legislação

específica;

d) venda de títulos, na forma da legislação pertinente;

e) venda de bens produzidos ou comercializados por órgãos ou entidades da

Administração Pública, em virtude de suas finalidades;

f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da Administração

Pública, sem utilização previsível por quem deles dispõe.

§ 1º Os imóveis doados com base na alínea "b" do inciso I deste artigo, cessadas as razões que justificaram a sua doação, reverterão ao patrimônio da pessoa jurídica doadora, vedada a sua alienação pelo beneficiário.

arresto.

18 O ocupante de terras devolutas da União pode regularizar sua situação nas condições previstas pela citada lei.

19 O art. 2.038 do Código Civil de 2002 proibiu a constituição de novos aforamentos.

20 Diferencia-se da alínea “f” por referir-se a bens de uso comercial e não habitacional.

21 Doação ou venda, direta ou mediante licitação, nos termos da Lei nº 8.666, de 21 de junho de 1993, do domínio pleno das terras previstas no art. 1º. (art. 2º, IX da Lei n.º 11.952/09)

22 Concessão de direito real de uso: cessão de direito real de uso, onerosa ou gratuita, por tempo certo ou indeterminado, para fins específicos de regularização fundiária (art. 2º, VIII da Lei n.º 11.952/09)

23 O art. 2º da Lei nº 5.173/66 define Amazônia Legal como a área que “abrange a região compreendida pelos Estados do Acre, Pará e Amazonas, pelos Territórios Federais do Amapá, Roraima e Rondônia, e ainda pelas áreas do Estado de Mato Grosso a norte do paralelo de 16º, do Estado de Goiás a norte do paralelo de 13º e do Estado do Maranhão a oeste do meridiano de 44º”.

24 O que é MÓDULO FISCAL? Unidade de medida expressa em hectares (10.000m²), fixada para cada município, considerando os seguintes fatores: Tipo de exploração predominante no município; Renda obtida com a exploração predominante; Outras explorações existentes no município que, embora não predominantes, sejam significativas em função da renda ou da área utilizada; Conceito de propriedade familiar. Ver Lei nº 8.629, de 25 de fevereiro de 1993

25 Hipótese mais recente de dispensa de licitação, incluída pela Lei 11.952/2009.

26 Amazônia Legal é a área que engloba nove estados brasileiros pertencentes à Bacia Amazônica. Inclui todos os estados da Região Norte e a parte oeste do estado do Maranhão.

27 Módulo fiscal é uma unidade de medida utilizada para a classificação fundiária dos imóveis rurais. Acima de 15 módulos rurais, o imóvel rural é classificado como “grande propriedade”

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§ 2º A Administração também poderá conceder título de propriedade ou de direito real de

uso de imóveis, dispensada licitação, quando o uso destinar-se: (Redação dada pela Lei nº

11.196, de 2005)

I - a outro órgão ou entidade da Administração Pública, qualquer que seja a localização do imóvel; (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)

II - a pessoa natural que, nos termos da lei, regulamento ou ato normativo do órgão

competente, haja implementado os requisitos mínimos de cultura, ocupação mansa e pacífica e exploração direta sobre área rural situada na Amazônia Legal, superior a 1

(um) módulo fiscal e limitada a 15 (quinze) módulos fiscais, desde que não exceda 1.500ha (mil e quinhentos hectares); (Redação dada pela Lei nº 11.952, de 2009) 28

§ 2º-A. As hipóteses do inciso II do § 2º ficam dispensadas de autorização legislativa, porém submetem-se aos seguintes condicionamentos: (Redação dada pela Lei nº 11.952,

de 2009)

I - aplicação exclusivamente às áreas em que a detenção por particular seja

comprovadamente anterior a 1.º de dezembro de 2004; (Incluído pela Lei nº 11.196, de

2005)

II - submissão aos demais requisitos e impedimentos do regime legal e administrativo da

destinação e da regularização fundiária de terras públicas; (Incluído pela Lei nº 11.196, de

2005)

III - vedação de concessões para hipóteses de exploração não-contempladas na lei agrária,

nas leis de destinação de terras públicas, ou nas normas legais ou administrativas de

zoneamento ecológico-econômico; e (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)

IV - previsão de rescisão automática da concessão, dispensada notificação, em caso de

declaração de utilidade, ou necessidade pública ou interesse social. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)

§ 2º-B. A hipótese do inciso II do § 2º deste artigo: (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)

I - só se aplica a imóvel situado em zona rural, não sujeito a vedação, impedimento ou

inconveniente a sua exploração mediante atividades agropecuárias; (Incluído pela Lei nº

11.196, de 2005)

II – fica limitada a áreas de até quinze módulos fiscais, desde que não exceda mil e

quinhentos hectares, vedada a dispensa de licitação para áreas superiores a esse limite;

(Redação dada pela Lei nº 11.763, de 2008)

III - pode ser cumulada com o quantitativo de área decorrente da figura prevista na alínea

g do inciso I do caput deste artigo, até o limite previsto no inciso II deste parágrafo. (Incluído pela Lei nº 11.196, de 2005)

IV – (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.763, de 2008)

§ 3º Entende-se por investidura, para os fins desta lei: (Redação dada pela Lei nº 9.648, de

1998)

I - a alienação aos proprietários de imóveis lindeiros de área remanescente ou resultante

de obra pública, área esta que se tornar inaproveitável isoladamente, por preço nunca

inferior ao da avaliação e desde que esse não ultrapasse a 50% (cinqüenta por cento) do

valor constante da alínea "a" do inciso II do art. 23 desta lei; (Incluído pela Lei nº 9.648,

de

1998)

II

- a alienação, aos legítimos possuidores diretos ou, na falta destes, ao Poder Público, de

imóveis para fins residenciais construídos em núcleos urbanos anexos a usinas

28 Tal hipótese dispensa autorização legislativa (art. 17, § 2º-A, com redação dada pela Lei nº 11.952/2009) e só se aplica a imóvel situado em zona rural, não sujeito a vedação, impedimento ou inconveniente a sua exploração mediante atividades agropecuárias (art. 17, § 2º-B, I, com redação dada pela Lei nº 11.196/2005).

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hidrelétricas, desde que considerados dispensáveis na fase de operação dessas unidades e não integrem a categoria de bens reversíveis ao final da concessão. (Incluído pela Lei nº 9.648, de 1998)

§ 4º A doação com encargo será licitada e de seu instrumento constarão, obrigatoriamente

os encargos, o prazo de seu cumprimento e cláusula de reversão, sob pena de nulidade do ato, sendo dispensada a licitação no caso de interesse público devidamente justificado; (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)

§ 5º Na hipótese do parágrafo anterior, caso o donatário necessite oferecer o imóvel em

garantia de financiamento, a cláusula de reversão e demais obrigações serão garantidas

por hipoteca em segundo grau em favor do doador. (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994)

§ 6º Para a venda de bens móveis avaliados, isolada ou globalmente, em quantia não

superior ao limite previsto no art. 23, inciso II, alínea "b" desta Lei, a Administração

poderá permitir o leilão. (Incluído pela Lei nº 8.883, de 1994) 29

§ 7º (VETADO). (Incluído pela Lei nº 11.481, de 2007)

Art. 18. Na concorrência para a venda de bens imóveis, a fase de habilitação limitar-se-á

à comprovação do recolhimento de quantia correspondente a 5% (cinco por cento) da avaliação. Parágrafo único. (Revogado pela Lei nº 8.883, de 1994)

Art. 19. Os bens imóveis da Administração Pública, cuja aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento, poderão ser alienados por ato da autoridade competente, observadas as seguintes regras:

I - avaliação dos bens alienáveis;

II - comprovação da necessidade ou utilidade da alienação;

III - adoção do procedimento licitatório, sob a modalidade de concorrência ou leilão.

(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)

RECENTES HIPÓTESES DE LICITAÇÃO:

1. Dispensada a licitação em caso de contratação de consórcio público 30 ;

2. Nova hipótese surgiu com a Lei nº 11.908, de 03/03/2009, que autoriza o Banco do Brasil S.A. e

a Caixa Econômica Federal – CEF - a constituírem subsidiárias e a adquirirem participação em instituições financeiras sediadas no Brasil. 31

CASOS CONCRETOS 1. Brasília, 3/4/2012 - O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), por meio da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), promove a destinação de 24,5 milhões de metros quadrados (área equivalente a 2450 campos de futebol) em imóveis da União, beneficiando 17 cidades do Brasil. A destinação dessas áreas públicas será assinada nesta terça-feira (03) pela

29 É possível usar o leilão para a venda de bens móveis avaliados, isolada ou globalmente, em quantia não superior a R$ 650.000,00.

30 Art. 2.º Lei n 11.107/2005: “Os objetivos dos consórcios públicos serão determinados pelos entes da Federação que se consorciarem, observados os limites constitucionais. § 1º Para o cumprimento de seus objetivos, o consórcio público poderá: ( ) ( ) III – ser contratado pela administração direta ou indireta dos entes da Federação consorciados, dispensada a licitação”.

31 Art. 5.º da Lei nº 11.908, de 03/03/2009: “Fica dispensada de procedimento licitatório a venda para o Banco do Brasil S.A. e Caixa Econômica Federal de participação acionária em instituições financeiras públicas”.

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ministra Miriam Belchior, às 14h, no Salão Nobre (9º andar) do ministério.

As cessões destinadas para a área social somam mais de 1 milhão de metros quadrados e beneficiam

500 famílias com serviços de saúde, saneamento básico, creches e regularização fundiária. Já para o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) serão destinados cerca de 1,4 milhão de metros quadrados para beneficiar 5.048 famílias nos municípios de Cerro Largo, no Rio Grande do Sul,

Riacho Fundo, cidade satélite de Brasília e Caeté, em Minas Gerais. Para a Educação, cerca de 9 mil famílias serão beneficiadas com as destinações para a construção e ampliação de universidades e escolas infantis nos municípios de Areia, na Paraíba, Angicos, no Rio

Grande do Norte, e Belo Horizonte, em Minas Gerais. Na esfera do Desenvolvimento Econômico, o governo estima a geração de 6.500 empregos diretos e 12 mil indiretos na área de construção civil, indústria e tecnologia. Para tanto, serão destinados 45.458m² de áreas para as localidades do Rio de Janeiro, Mandaguaçu e Maringá, no Paraná. Em benefício do Desenvolvimento Urbano, serão cedidos 82.124m² para as cidades de Camaçari,

na Bahia, e Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Na área de Administração Pública, a União destina cerca 911 mil m² para regularização de área de terreno da Policia Civil do Distrito Federal e para uso das Prefeituras de Mandaguaçu e Maringá, no

Paraná. Com o objetivo de assegurar a preservação ambiental e a diversidade biológica, a União regulariza 18, 8 milhões m² de área na cidade satélite de Sobradinho, no Distrito Federal.

Os municípios beneficiados serão: Camaçari (BA), Livramento de Nossa Senhora (BA), Areia (PB),

Angicos (RN), Mandaguaçu (PR), Maringá (PR), Novo Hamburgo (RS), Cerro Largo (RS), Santo Ângelo (RS), Florianópolis (SC), Sobradinho (DF), Riacho Fundo (DF), Guarapari (ES), Caeté (MG), Belo Horizonte (MG), Carangola (MG) e Rio de Janeiro (RJ).

2. Brasília, 28/320/12 – O Projeto “Nossa Várzea: Cidadania e Sustentabilidade na

Amazônia”, uma iniciativa inovadora do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, através da Secretária do Patrimônio da União (SPU), já concedeu 33,5 mil títulos para famílias ribeirinhas que vivem nas várzeas das ilhas e dos rios federais na Amazônia.

O Projeto promove a cidadania dos “povos das águas” e inicia a regularização fundiária de

ocupações em áreas federais utilizando o Termo de Autorização de Uso Sustentável (TAUS). Este instrumento legal, emitido pela SPU, aplica-se exclusivamente às comunidades tradicionais ribeirinhas. Criado em 2005, no estado do Pará, hoje é disciplinado pela Portaria SPU n. 89/2010 32 , sendo

32 PORTARIA N° 89, DE 15 DE ABRIL DE 2010. Publicada no D.O.U de 16 de abril de 2010 (fls. 91 e 92)

A SECRETÁRIA DO PATRIMÔNIO DA UNIÃO, no uso de suas atribuições e tendo em vista o disposto no

inciso XVII, do art.1º do Regimento Interno da Secretaria do Patrimônio da União – SPU, aprovado pela Portaria N° 232, de 03 de agosto de 2005 em consonância com os arts. 6º, 20, 182, 186 e 216 da Constituição Federal de 1988, com art. 1 do Decreto-Lei 9760/1946, com os arts. 1º e 18, §1º, da Lei N° 9.636, de 15 de maio de 1998, e art. 7º do

Decreto-Lei N° 271, de 28 de fevereiro de 1967 c/c Portaria SPU N° 100/2009, resolve:

Art. 1º Disciplinar a utilização e o aproveitamento dos imóveis da União em favor das comunidades tradicionais, com o objetivo de possibilitar a ordenação do uso racional e sustentável dos recursos naturais disponíveis na orla marítima e fluvial, voltados à subsistência dessa população, mediante a outorga de Termo de

Autorização de Uso Sustentável - TAUS, a ser conferida em caráter transitório e precário pelos Superintendentes do Patrimônio da União. Parágrafo único. A autorização prevista no caput poderá compreender as áreas utilizadas tradicionalmente para fins de moradia e uso sustentável dos recursos naturais, contíguas ou não. Art. 2º. O Termo de Autorização de Uso Sustentável – TAUS poderá ser outorgado a comunidades tradicionais que ocupem ou utilizem as seguintes áreas da União:

I - áreas de várzeas e mangues enquanto leito de corpos de água federais;

II - mar territorial,

III - áreas de praia marítima ou fluvial federais;

IV - ilhas situadas em faixa de fronteira;

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desenvolvido também nos estados do Amazonas e Amapá. No estado do Acre, o Projeto foi batizado pelo Conselho Nacional de Seringueiros como “Nossa Floresta”, e no estado do Maranhão, como “Campos Naturais da Baixada Maranhense”, adequando-se aos ecossistemas locais, todos marcados pelas cheias e vazantes do ciclo das águas da Amazônia. A Coordenadora Geral da Amazônia Legal da SPU, Patrícia Cardoso, explica que ao entregar o TAUS às famílias ribeirinhas agroextrativistas, a União está reconhecendo o seu direito à moradia e permitindo o uso sustentável dos recursos naturais. Este Termo é a porta de entrada para diversas políticas públicas, garantindo desde o acesso dos ribeirinhos à aposentadoria rural até o Bolsa Verde, que integra o Programa Brasil Sem Miséria. É uma ação prioritária da SPU que preserva o meio ambiente e combate a grilagem de terras federais, geralmente associada à exploração da mão

VI - terrenos de marinha e marginais presumidos. §1º. As áreas da União elencadas nos incisos I a V deste artigo são consideradas indubitavelmente da União, por força constitucional, e sobre elas qualquer título privado é nulo. §2º. A Superintendência do Patrimônio da União elaborará Relatório da Comissão de Demarcação fundamentando o domínio da União no caso de áreas utilizadas por comunidades tradicionais inteiramente situadas em terrenos presumidamente de marinha e marginais da União. Art. 3º. O Termo de Autorização de Uso Sustentável – TAUS poderá ser outorgado conjuntamente, sem a necessidade de identificar os limites entre as terras de domínio público, quando as comunidades tradicionais utilizarem áreas de diferentes órgãos federais ou entes federativos. Parágrafo único. No caso da titulação conjunta mencionada no caput deste artigo todos os órgãos federais ou entes federativos titulares do domínio das áreas públicas deverão assinar o Termo de Autorização de Uso Sustentável - TAUS, sob pena de sua nulidade. Art. 4º O Termo de Autorização de Uso Sustentável – TAUS das áreas definidas no artigo 2º serão outorgados exclusivamente a grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que utilizam áreas da União e seus recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, econômica, ambiental e religiosa utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição. §1º É vedada a outorga da Autorização de Uso para atividades extensivas de agricultura, pecuária ou outras formas de exploração ou ocupação indireta de áreas da União, não caracterizadas como atividades tradicionais agroextrativistas ou agropastoris de organização familiar ou comunitária para fins de subsistência e geração de renda. §2º Para a obtenção da autorização de uso, individual ou coletiva, o interessado ou sua entidade representativa deverá comprovar a posse tradicional da área da União e a utilização sustentável dos recursos naturais, por qualquer meio de prova admitida em direito. Art. 5º O Termo de Autorização de Uso Sustentável – TAUS será outorgado:

Prioritariamente na modalidade coletiva; Quando individual, prioritariamente em nome da mulher; Respeitando a delimitação de 15m presumíveis dos terrenos marginais ou de 33m presumíveis dos terrenos de marinha; Respeitados os limites de tradição das posses existentes no local. Parágrafo único: O Termo de Autorização de Uso Sustentável - TAUS é para o uso exclusivo da unidade familiar ou comunidade tradicional, transferível apenas por sucessão, sendo vedada sua transferência para terceiros. Art. 6º A delimitação da área da União para a outorga do Termo de Autorização de Uso Sustentável - TAUS deverá respeitar os limites de tradição das posses existentes no local, a ser definido com a participação das comunidades diretamente beneficiadas, respeitando as peculiaridades locais dos ciclos naturais e organização comunitária territorial das práticas produtivas. Art. 7º. O Termo de Autorização de Uso Sustentável – TAUS poderá ser concedido para áreas da União não contíguas, nas seguintes situações:

I - 01 (uma) das áreas destinada à moradia e outra à atividade tradicional de subsistência; II - 01 (uma) área utilizada para moradia ou para atividade tradicional de subsistência no período de cheia e outra no período de vazante. Art. 8º O Termo de Autorização de Uso Sustentável – TAUS poderá ser outorgado nas seguintes modalidades:

I - Coletiva, em nome de uma coletividade de famílias ou de sua entidade comunitária representativa: por poligonal fechada com coordenadas de pontos geodésicos da área utilizada para fins de moradia; por poligonal fechada com coordenadas de pontos geodésicos da área de uso tradicional coletivo dos recursos naturais. II - Individual, de área circunscrita, conforme o caso: a uma área definida em poligonal fechada por pontos georreferenciados, respeitados os limites de tradição das posses existentes no local; a um raio de até 500m, a partir

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de obra destas famílias, em condições análogas ao trabalho escravo. Segundo o Superintendente do Patrimônio da União nos estado do Pará, Lélio Costa, o objetivo do projeto é garantir a segurança da posse às populações ribeirinhas, que moram há décadas nas margens dos rios e ilhas fluviais dos rios federais. No Pará, especialmente no Arquipélago do Marajó, mais de 30 mil famílias foram beneficiadas. Lélio lembrou que a iniciativa ganhou prêmio de inovação em políticas públicas da ENAP – Escola Nacional de Administração Pública, sendo um trabalho consagrado e nacionalmente conhecido, presente hoje em vários estados da Amazônia.

3. Curitiba, Campo Grande e Brasília, 13/3/2012 – O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) autorizou três cessões de prédios no Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte para fins sociais. Com a ação, serão beneficiados, respectivamente, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), a Casa de Assistência Social e Cidadania, o Centro de Convivência de Idosos e o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). “Com isso, a Secretaria do Patrimônio da União investe em atender a uma de suas missões, de buscar, essencialmente, o cumprimento da função socioambiental da propriedade pública”, diz a secretária Paula Maria Motta Lara. No Paraná, a superintendência autorizou prorrogação da cessão gratuita, por 20 anos, de um terreno de 1.800 m², com área construída de 557 m², à Apae de Ribeirão Claro. No local funciona, desde 2005, a Escola de Educação Amor Perfeito, que atende 75 alunos desde a educação infantil até a profissional. Segundo a presidenta da Apae, Djanira Pimentel Utrini, o objetivo da escola é a inserção dos alunos no mundo do trabalho. A entidade oferece, ainda, atendimento de saúde aos seus alunos e a outras pessoas da comunidade que têm deficiência, nas áreas de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, serviço social, neurologia e psicologia.

Em Mato Grosso do Sul, a SPU cedeu ao governo do estado um terreno de 1.800 m², na Vila

de um ponto geodésico georreferenciado estabelecido no local de moradia do requerente, respeitados os limites de tradição das posses existentes no local. Art. 9º A Superintendência do Patrimônio da União cadastrará o imóvel da União definido no art. 2º, utilizado pela unidade familiar ou comunidade tradicional, no SIAPA - Sistema Integrado de Administração Patrimonial para

a criação de um RIP - Registro de Imóvel Patrimonial. §1º O imóvel da União poderá ser declarado de interesse do serviço público mediante Portaria da Secretária do

Patrimônio da União para fins de regularização fundiária de interesse social das comunidades tradicionais, ficando esta afetação gravada no RIP do Imóvel. §2º O RIP - Registro de Imóvel Patrimonial deverá ser incluído no Termo de Autorização de Uso Sustentável - TAUS. Art. 10 - A Superintendência do Patrimônio da União lavrará o auto de demarcação com a descrição do imóvel para abertura de matrícula no Cartório de Registro de Imóvel competente em nome da União, devendo ser averbado

o uso em favor do(s) beneficiário(s) após a outorga do Termo de Autorização de Uso Sustentável - TAUS. Art. 11 - O Termo de Autorização de Uso Sustentável - TAUS inicia o processo de regularização fundiária,

podendo ser convertido em Concessão de Direito Real de Uso -CDRU. Parágrafo único: Os instrumentos de regularização citados no caput deverão conter cláusula expressa de que o corpo d'água, no período de cheia, das áreas de que trata esta Portaria, se mantém sob o uso comum do povo para navegação, prática de atividades pesqueiras e acesso público, sendo vedado restringir ou dificultar seu acesso, por qualquer meio. Art. 12 - O Termo de Autorização de Uso Sustentável - TAUS e a Concessão de Direito Real de Uso - CDRU serão cancelados:

I - Se for dada destinação diversa daquela constante no Termo ou Contrato;

II - Se transferida para terceiro(s);

III - Se dificultado ou restringido o acesso às áreas de uso comum do povo;

IV - Se constatada a ocorrência de infração ambiental;

V - Se os beneficiários falecerem;

VI - Outras hipóteses de interesse público.

Art. 13 Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.

ALEXANDRA RESCHKE

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Maracaju, em Campo Grande, avaliado em R$ 288 mil, onde está instalada a Casa de Assistência Social e Cidadania. Com isso, o MPOG regularizou a situação da entidade, que presta diversos serviços sociais, como o Beneficio de Prestação Continuada, que atende, mensalmente, mais de 30 mil idosos e quase 20 mil pessoas com deficiência; o Passe Intermunicipal, que favorece, mensalmente, cerca de 75 mil idosos e 4 mil pessoas com necessidades especiais; e a Orientação e Encaminhamento da Pessoa Idosa, que auxilia, de forma direta, 5 mil idosos na capital e outras 30 mil pessoas, indiretamente, em todo o estado. O contrato tem validade de cinco anos, podendo ser renovado. No município de Umarizal (RN), a SPU também cedeu gratuitamente ao governo do estado um terreno com área de 5.000 m², sendo 703,71m² de construção, para a instalação e funcionamento do Centro de Convivência de Idosos e do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). O imóvel ficará sob a responsabilidade do estado por um período de 20 anos, podendo ser prorrogado por igual período, e o governo terá um ano para a instalação dos dois projetos. Todas as cessões foram publicadas no Diário Oficial da União de segunda-feira (12).